OBJETIVOS GERAIS
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
ـ Conhecer como os profissionais da equipe assistencial lidam com a morte de seus pacientes oncológicos; ـ Listar as formas como os profissionais da equipe assistencial se preparam para o processo de morte e morrer.
A HISTÓRIA DA MORTE E DO MORRER NA SOCIEDADE E SUA LIGAÇÃO COM
Nesse sentido, segue-se uma breve revisão de literatura, dividida em: História da morte e do morrer na sociedade e sua ligação com os hospitais; Cuidados de enfermagem e conexão com pacientes oncológicos e preparação da equipe de enfermagem para morrer e morrer com câncer. Hoje, quando morrer fora de casa se tornou rotina, o papel da preparação do corpo e de toda a cerimónia fúnebre em casa mudou e fica a cargo dos profissionais de saúde, sobretudo médicos.
O CUIDADO E A LIGAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM COM
A medicina evoluiu, hoje 50% dos cancros são curáveis ou controláveis. Sabe-se que a atitude positiva do paciente no enfrentamento da doença e a qualidade de vida são fatores importantes e tarefa fundamental dos profissionais de saúde. Neste momento, o enfermeiro deve ajudar o doente a enfrentar os problemas da sua realidade e a tomar consciência da sua gravidade.
O PREPARO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NA MORTE E NO
Segundo Kovács (1992), os profissionais de saúde em relação à experiência da morte são diretamente afetados porque trabalhar com o processo de morrer certamente nos informa sobre a nossa própria morte e os medos que a acompanham. A enfermagem, pelo caráter mais direto do cuidado ao doente e quase sempre próximo do moribundo, estruturou um conhecimento mais específico e aprofundado sobre o processo de morte e morrer. 2007).
JOYCE TRAVELBEE: A TEÓRICA
JOYCE TRAVELBEE: AS PRESSUPOSIÇÕES DA TEORIA DA RELAÇÃO PESSOA-
PRESSUPOSIÇÕES DAS AUTORAS
CONCEITOS E SUAS INTER-RELAÇÕES
- Enfermagem
- Ser – humano
- Meio ambiente
- Saúde-doença
- Morte e morrer
- Enfrentamento
- Comunicação
Nessa singularidade que Travelbee aborda, os autores deste estudo referem-se a pessoas, profissionais de saúde que atuam no cuidado de pacientes oncológicos em situação de morte e morrer, e que se influenciam e encontram significados para o sofrimento. Nesta pesquisa, segundo Travelbee, o ambiente é entendido como o próprio espaço onde se estabelecem as relações pessoa a pessoa, com finalidade de cuidado. Travelbee refere-se à saúde como o sentimento ou experiência de viver livre de sofrimento e dor.
Na investigação ora em curso, a saúde-doença baseada em Travelbee caracteriza-se como um processo de esperança e desesperança, confrontado com a experiência de sofrimento e dor. Neste estudo, entendida como a vivência do sofrimento e da dor, com o processo de desesperança na manutenção de uma vida saudável, que busca significados para o cuidado do indivíduo por meio da relação pessoa-pessoa, enfermeiro-paciente, para vivenciar esse processo de forma maneira amorosa e compreensível, emocional e espiritualmente. A capacidade do indivíduo de compreender a experiência de viver a dor e o sofrimento, focando na busca pela compreensão e significado da experiência vivida (LEOPARDI, 2006).
Os autores deste trabalho consideram o coping como um pré-requisito para enfrentar as situações da vida e apresentam diversas formas de lidar com as adversidades vivenciadas ao longo da vida. Processo de relação pessoa-pessoa em que existe “capacidade humana, segundo Travelbee em Leopardi (2006, p. 257), de mediar a troca de informações e significados sobre o mundo e sobre si mesmo”. Para os autores deste estudo, a comunicação é a própria relação interpessoal, que se estabelece entre paciente e enfermeiro antes e durante a prestação do cuidado.
A RELAÇÃO PESSOA-PESSOA
METODOLOGIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DE TRAVELBEE
Para desenvolver estratégias que favoreçam a mudança de atitudes entre os enfermeiros que vivenciam o processo de morte e morrer, é necessária uma abordagem metodológica que envolva ativamente os sujeitos estudados no processo de pensar o cuidado e de prestar o cuidado. Nesse sentido, considera-se relevante a utilização da Pesquisa Convergente Assistencial (PCA) de Trentini e Paim (2006) aliada à Teoria de Enfermagem de Joyce Travelbee, por meio do processo de enfermagem, onde o relacionamento interpessoal é priorizado.
TIPIFICAÇÃO DO ESTUDO
ESPAÇO DE DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO
SUJEITOS PARTICIPANTES DO ESTUDO
DESENHO METODOLÓGICO DELINEADO
Outra estratégia implementada para o desenvolvimento desta pesquisa foi “1 oficina expressa” (Anexo F e G) com funcionários que decidiram participar desta pesquisa, junto com eles construímos estratégias de ajuda mútua no trato com a fragilidade emocional no processo morte e morrer no ambiente de trabalho. O registro das informações seguiu as diretrizes da Pesquisa Convergente Assistencial (TRENTINI; PAIM, 1999) por meio de notas de documentação. As notas metodológicas (NMs) corresponderão a um registro das estratégias utilizadas para a coleta de dados, do processo de enfermagem Travelbee utilizado e das capacidades e dificuldades encontradas no processo.
A detenção, que é a coleta de informações e segue uma organização, dura até o momento da decodificação e, consequentemente, da categorização dos dados coletados. O processo de Síntese reflete a familiaridade que os autores têm com o tema da pesquisa, no contexto estudado. Por fim, a possibilidade de dar significados, de ressignificar e de contextualizar os achados reflete o processo de Transferência, de recontextualização.
1 Termo cunhado pelos autores deste estudo para explicar a realização de uma oficina rápida e objetiva, com o objetivo de apresentar estratégias para minimizar a vulnerabilidade do grupo em vivenciar o processo de morte e morrer em seu ambiente de trabalho. O Processo de Morte e Morrer: Compreendendo o Enfrentamento e Formas de Aprender e Enfrentar a Morte e o Morrer. Foco: a apresentação das informações expressas nas entrevistas – os códigos que emergiram das entrevistas apresentadas em multimídia e a discussão das expressões vivenciadas (Anexo F).
ETICIDADE NO DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO
Em 2007, na Cátedra de Metodologia de Pesquisa, iniciamos a formulação do nosso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), escolhendo um título, nosso orientador e o local para a realização da pesquisa, já que ambos atuavam em unidades de tratamento oncológico, decidimos pela escolha considerando a assunto de oncologia, nada mais coerente do que escolher um hospital de referência em tratamento oncológico para realizar nosso projeto. O projeto foi inicialmente aprovado pelo CEP da UNIVALI e aprovado pelo CEPON CEP com recomendações da Unidade de Cuidados Paliativos do CEPON onde a pesquisa foi realizada. Cumpridas as recomendações, o projeto foi apresentado ao coordenador de cuidados paliativos do Complexo Hospitalar Wilson Kleinumbing, em conjunto com o coordenador da unidade de cuidados paliativos do Hospital do Cepon, onde estava previamente previsto o início da coleta de dados.
A coleta de dados ocorreu com funcionários do setor de cuidados paliativos nos seguintes períodos: vespertino, matutino e noturno (1ª, 2ª e 3ª noite) com profissionais auxiliares, técnicos e seniores de enfermagem que aceitaram participar da pesquisa. Nesta fase, tivemos algumas dificuldades na realização desta oficina devido à superlotação da unidade e à sobrecarga da equipe, por isso realizamos a reunião em turnos de 12 horas no final de semana com trabalhadores profissionais durante o dia e três noites. A última mas não menos importante etapa do projeto foi a segunda oficina Sentindo as expressões dos outros, num primeiro momento tivemos um momento de descontração na dinâmica da oficina de toque, onde cada participante de olhos fechados sente o outro, a energia do outro através do toque.
Para incentivar a ideia proposta, os autores deste trabalho presentearam a equipe da enfermaria de cuidados paliativos com um “Kit de Autoajuda” com a temática animais e a ideia de que o trabalho em equipe fortalece o resultado final. Usamos decorações de abelhas pensando em nós mesmos. - ajuda dentro das colmeias. De acordo com as informações levantadas, os artefatos fornecidos estão sendo utilizados conforme a necessidade, bem como disponibilizados aos funcionários da unidade clínica oncológica. Ao analisar os dados que emergiram dos questionários e oficinas ministradas aos sujeitos da pesquisa, obtivemos a compreensão da perspectiva delineada na Pesquisa Convergente do Cuidado e na Teoria de Enfermagem de Travelbee para que pudéssemos fundamentar nosso estudo.
PROCESSO DA MORTE E DO MORRER: DO SIGNIFICADO AO
Para compreender a importância da morte e como os enfermeiros a enfrentam, precisamos saber como eles estão preparados para o processo de morte e morrer, seja como indivíduos na sociedade ou como profissionais capacitados para prestar o cuidado. . O processo de morte foi assistido pela comunidade e a morte, apesar de individual, tornou-se pública e familiar. O conhecimento da morte era rotineiro e nenhuma criança crescia sem a experiência de ver pelo menos uma cena de morte (ARAÚJO; VIEIRA, 2001).
Com o advento dos hospitais, as pessoas começaram a morrer nesses ambientes, então familiares, amigos e entes queridos dos falecidos passaram a se afastar dos cuidados e a enfrentar o processo de morrer e morrer com maior distância (AGRA; ALBUQUERQUE, 2008). Quando me deparo com a morte de um paciente procuro ser o mais profissional possível, incluir apenas o lado profissional. Cada indivíduo lida com o processo de morrer e morrer de uma maneira única, levando em consideração sua própria compreensão e experiências de vida com o processo de morrer e morrer.
É importante que os enfermeiros reavaliem as suas ações face à morte e ao morrer para estarem dispostos e abertos para tratar com calma e graciosidade as famílias com as suas necessidades. Nesse sentido, observa-se que se inicia o preparo desses profissionais no que diz respeito às questões da morte. O enfrentamento do processo de morte e morrer depende da importância desta fase para o indivíduo e em detrimento da capacidade de vivenciar limites na vida.
MODOS DE APRENDER E ENFRENTAR A MORTE E O MORRER
Pode-se concluir que os enfermeiros estão capacitados para o tratamento técnico dos moribundos, mas não para acompanhá-los do ponto de vista psicológico. Uma das atitudes que mais chama a atenção e deixa os enfermeiros satisfeitos é quando a família volta à enfermaria depois de algum tempo para agradecer à equipe. Ao final deste trabalho, percebemos a fragilidade do preparo dos enfermeiros nos diferentes níveis em relação à morte, como compreender a morte e ajudar a lidar com ela.
A fragilidade com que os membros da equipe assistencial lidam com o processo de morte e morrer é reflexo da educação que receberam na sociedade ocidental. Ele concorda com o que pesquisas mostram, que o preparo dos profissionais de enfermagem ao ingressar no mercado de trabalho é muito superficial. Acreditamos que a vivência do processo de morrer e morrer dos pacientes oncológicos pelos profissionais de enfermagem não difere do cuidado ao doente terminal nos demais aspectos patológicos.
Eu, Maria Lígia dos Reis Bellaguarda, professora da disciplina de teorias de enfermagem do curso de graduação em enfermagem da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação Biguaçu, assumo e concordo em liderar a pesquisa para conclusão da parte final do curso de acadêmicas Ingrid Pires Silva e Rosa Werlang sobre o tema: “COMUNICAÇÃO DE UM PERITO DE ENFERMAGEM EM SITUAÇÕES DE MORTE E MORRER DE PACIENTES ONCOLOGICOS”, as consultoras se familiarizam com as Normativas para elaboração de monografia para conclusão do curso de graduação em Enfermagem , bem como com o calendário de atividades proposto. Como alunos do curso de graduação em enfermagem da Universidade Vale do Itajaí Centro de Educação Biguaçu, pretendemos desenvolver uma pesquisa intitulada “PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM COMUNICANDO-SE EM SITUAÇÕES DE MORTE E MORRIMENTO DE PACIENTES ONCOLOGICOS”. Para tanto, solicitou-se autorização para realização de pesquisa com a equipe de enfermagem (enfermeiros, técnicos e cuidadores) de uma unidade hospitalar pré-definida em convênio com esta instituição.
Estamos realizando pesquisa sobre “PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM LIDANDO COM A MORTE E O MORRER DE PACIENTES ONCOLOGICOS”. Eu,.., li e ouvi a explicação referente à pesquisa “PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM LIDAM COM SITUAÇÕES DE MORTE E MORRIMENTO DE PACIENTES ONCOLOGICOS” e entendi do que se trata o estudo e a qual procedimento serei submetido.