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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

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Academic year: 2023

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A PROPORCIONALIDADE EM ARISTÓTELES

  • O CUMPRIMENTO DA LEI COMO INDICAÇÃO DE JUSTIÇA
  • A EQÜIDADE COMO INDICAÇÃO DE JUSTIÇA
  • A P ROPORCIONALIDADE COMO INDICAÇÃO DE JUSTIÇA
  • A SABEDORIA PRÁTICA COMO INDICAÇÃO DE JUSTIÇA
  • B REVES APONTAMENTOS ACERCA DA APROXIMAÇÃO DA PHRÓNESIS ARISTOTÉLICA

O conhecimento científico (episteme) é a aplicação mental daquilo que não pode ser de outra forma. É um conhecimento que não pode ser ensinado, adquirido através de considerações práticas através de processos mentais discursivos.

PROPORCIONALIDADE E MODERNIDADE

  • P ROPORCIONALIDADE E O P ROJETO DA M ODERNIDADE
  • E STADO C ONTEMPORÂNEO E P ROPORCIONALIDADE
  • A P ROPORCIONALIDADE NO SEGUNDO PÓS - GUERRA : E STADO D EMOCRÁTICO DE

Essa perspectiva dos direitos fundamentais é o que para Sarlet pode ser chamado de “eficácia diretiva” em relação aos deveres estatais, de modo que “neste contexto é se. Neste contexto fica claro o quão correta é a afirmação de que a chamada proibição de a proteção insuficiente/deficiente (proibição de proteção insuficiente/deficiente) constitui geralmente uma adaptação da proporcionalidade à função provisória (positiva) dos direitos fundamentais.

PROPORCIONALIDADE E ESTADO CONSTITUCIONAL DE DIREITO

A ideia de proporcionalidade no Estado de Direito contemporâneo está diretamente relacionada à compreensão, interpretação e aplicação do direito. O facto de ser frequentemente utilizado para apoiar questões judiciais - casos específicos em que é necessária uma solução dita "mais justa", "mais correcta", "mais ponderada" - especialmente quando confrontados com uma situação em que dois direitos em conflito polar são opostos - não significa que tenha sido suficientemente bem determinado conceitualmente e de forma coerente pelos profissionais do direito. A proposta de construção de um modelo de racionalidade prática a ser aplicado no Direito, por meio de metodologias jurídicas argumentativas, pretende atender às antigas demandas por critérios racionais de justiça e logicidade do funcionamento com valores abertamente ignorados pelo pensamento jurídico que se ocupa. com exame estrutural analítico da Lei.

O cenário jurídico-dogmático brasileiro, porém, não indica que tenha havido compreensão dessas “viradas” por parte dos operadores jurídicos. Portanto, o que as teorias jurídicas exigem agora é uma (re)leitura do termo (já incorporado em nossa tradição), sua (re)validação e sua reconstrução como noção de justiça. No centro destes conflitos – que não são meramente semânticos, mas, pelo contrário, carregam um forte valor valorativo – está a disputa decisiva sobre o papel do protagonista na implementação dos Direitos Fundamentais.

Além disso, é possível apresentar situações em que um direito fundamental de um cidadão entra em conflito com o de outro, ou com os Direitos Fundamentais da Sociedade Civil106. Esta questão tem sido colocada não apenas no círculo teórico, por filósofos do direito e investigadores do direito constitucional, mas também por magistrados, membros do Ministério Público e advogados, no espaço dinâmico dos fóruns e tribunais, onde os direitos fundamentais são efetivamente estabelecidos. em questão. causa.

O DIREITO E SUA ARTICULAÇÃO COM A LINGUAGEM: SITUANDO O

  • M ATRIZES EPISTEMOLÓGICAS DO DIREITO
  • P RAGMÁTICA JURÍDICA : DUAS POSTURAS
  • A PROPOSTA DE R ONALD D WORKIN
  • A PROPOSTA DE R OBERT A LEXY
  • A S POSTURAS DE R ONALD D WORKIN E DE R OBERT A LEXY : DIFERENÇAS

Isto se deve ao fato de que os positivistas concebem o direito como um sistema aberto e que as regras válidas esgotariam o conceito de modo que o juiz não estaria vinculado a elas se não existissem regras que regessem uma determinada situação. Os princípios permitirão, portanto, dar uma resposta correta em situações em que as regras não o façam claramente ou não indiquem qualquer resposta. Além disso, os princípios seguem determinações de universalidade baseadas em acordos intersubjetivos feitos ao longo de uma história institucional (justificando assim a sua reivindicação para toda a Sociedade).

No segundo caso, quando enfrentamos um choque de princípios, a solução é completamente diferente. Assim, a definição de uma regra (via lei da colisão) a ser utilizada para resolver um conflito entre princípios foi formulada por Alexy e funcionaria como elemento de equilíbrio. Por fim, ao analisar uma medida restritiva de um (ou mais) direitos fundamentais que, após a realização da investigação, seja considerada adequada e necessária, procede-se à avaliação da sua proporcionalidade (em sentido estrito).

Dworkin vê a discricionariedade apenas como decorrente de um modelo de regras, a inserção dos princípios como forma de impedir essa abertura dada ao juiz, de criação legislativa, vinculando-o assim a uma (única) decisão baseada nos princípios presentes (sem pagar atenção para eles). ao caráter de fechamento antidiscricionário dos próprios princípios). Já em Alexy, a discricionariedade toma a direção de princípios e não de regras, pois seriam válidas ou inválidas – determinando sua ocorrência ou não – enquanto princípios como os imperativos de otimização estariam sujeitos à consideração (através da máxima proporcionalidade). no momento da colisão entre eles.160.

DIREITO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO E PROPORCIONALIDADE

  • D OUTRINA C ONSTITUCIONAL BRASILEIRA E AS TEORIAS DE A LEXY E D WORKIN
  • P ROPORCIONALIDADE NA PRÁXIS JURÍDICA BRASILEIRA : REGRA , PRINCÍPIO OU
    • P ROPORCIONALIDADE EM DECISÕES JUDICIAIS SOBRE D IREITOS F UNDAMENTAIS
  • R AZOABILIDADE OU P ROPORCIONALIDADE : MAIS UM JOGO DE PALAVRAS

Seria correcto visar a Proporcionalidade como meio de limitação do poder do Estado e condição de possibilidade de concretização dos Direitos Fundamentais no âmbito da hermenêutica constitucional. O judiciário entre a garantia do mercado ou os direitos fundamentais: a “resposta correta”, com Lenio Streck, In Revista de Estudos Constitucionais, Hermenêutica e História do Direito (RECHTD p. Nesse sentido, entenda o que são os direitos fundamentais e qual o alcance dessa conceituação – numa (re)leitura.

Em ligação com a implementação e manutenção deste Estado democrático de direito, inclui-se também a necessidade de o Estado agir de forma eficaz, permitindo a concretização dos direitos fundamentais. O dever de proteção do Estado (schutzpflicht): o lado esquecido dos direitos fundamentais ou “qual a semelhança entre os crimes de roubo de privilégio e tráfico de drogas”. Essas configurações de direitos fundamentais contêm elementos de aproximação277 e distanciamento entre eles, pois enquanto os direitos de defesa ( primeira dimensão) são predominantemente de natureza negativa, uma vez que exigem que o Estado se abstenha de interferir na autonomia pessoal, os direitos benéficos (segunda dimensão) exigem uma postura ativa do Estado, consistindo numa determinação de natureza factual (criando ou disponibilizando os direitos sociais que se materializarão).

Neste contexto do Estado e dos direitos fundamentais, a proporcionalidade insere-se como fator vinculante, pois estabelece uma obrigação necessária. O dever de proteger o Estado (schutzpflicht): o lado esquecido dos direitos fundamentais ou “qual a semelhança entre os crimes de roubo privilegiado e tráfico de drogas.

VERDADE, MÉTODO E PROCEDIMENTO DE PONDERAÇÃO

Deste ponto de vista, inicia-se a análise, embora limitada ao essencial, para atingir o objetivo proposto neste Relatório, do conceito de verdade proposto por Gadamer. Assim, a discussão que se coloca é sobre o que e como a interpretação resultante se distancia da compreensão integral e coerente do Direito (e, portanto, do raciocínio), do simples cumprimento de um método, ou mesmo da leitura interpretativa que se completa através do cumprimento de um método. diversas etapas processuais (nas quais o problema da justificação se torna um problema de validade). Com a hermenêutica filosófica dirigida por Gadamer, a busca da verdade se faz sem estar sob o controle estrito de uma metodologia científica (que se pretende universal), pois o pensamento não se limita à matemática, mas está envolto no sentido de um todo. jurídico. contexto que visará, em última análise, alcançar uma interpretação equilibrada e justa (correta).

Isso porque para ele o conceito de verdade pode ser adquirido (reconhecido) por meio da hermenêutica, que se baseia e deve ser levada em consideração. “A fusão de horizontes” foi concebida por Gadamer como forma de explicar que a compreensão não é apenas o resultado do reconhecimento de conceitos anteriores (pré-compreensão), mas do momento atual em que fica claro que o sujeito e o objeto originam-se do mesmo mundo e deste. Pelo contrário, trata-se de etapas que caminham juntas, na medida em que a interpretação é uma forma de interpretar a compreensão que não surge como uma ação subsequente, mas tem aplicação como parte de si mesma.

Basicamente, o que está a acontecer é uma (nova) tentativa de trancar a razão prática num modelo teórico (porque matemático) de fundamentos. Sem descurar o esforço lógico feito e explicado por Alexy na sua Teoria dos Direitos Fundamentais, não se pode evitar uma certa discricionariedade na aplicação da proporcionalidade que propôs, o simples cumprimento dos passos da ponderação/proporcionalidade em sentido estrito não garante uma interpretação correcta do caso, porque.

PROPORCIONALIDADE E DIREITO COMO INTEGRIDADE: UMA

O caso diz respeito à reforma efetuada na descrição do procedimento do crime de violação com lesão corporal grave ou morte, para o qual o legislador determinou que o ato criminoso que dará origem à persecução está condicionado à representação. pela parte prejudicada. Não será objecto de discussão, apesar do argumento da ADIn de que houve violação do “princípio da proibição da protecção insuficiente”, se a segurança (no domínio do direito penal) é um direito fundamental ou não, como o assunto ultrapassa os limites da proposta deste relatório de pesquisa. Da proibição do excesso (Übermassverbot) à proibição da proteção insuficiente (Untermassverbot): como não há proteção contra normas penais inconstitucionais.

Nos crimes definidos nos capítulos I e II deste título, a ação penal pública é exercida por representação. Contudo, as ações penais públicas incondicionais são praticadas se a vítima for menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável. 121, do Código Penal, são praticados com ação penal pública incondicionada, enquanto o crime de estupro resultar em lesão corporal grave ou morte prevista no artigo.

1º e 2º do Código Penal - conforme alterado pela Lei nº, as ações penais públicas são praticadas mediante representação. Desta forma, a Proporcionalidade assume a responsabilidade de servir de guia interpretativo para garantir a proibição da proteção excessiva e deficiente do Estado, especialmente quando se trata de Direitos Fundamentais.

A PROPORCIONALIDADE E SUAS DUAS FACES: DA PROIBIÇÃO DO

  • P ROPORCIONALIDADE E D IREITOS F UNDAMENTAIS
    • Elementos iniciais para a caracterização dos Direitos Fundamentais
    • A proibição de excesso e a proibição de proteção deficiente

No entanto, antes de entrar nesta análise, é necessário primeiro fazer uma breve referência ao contexto em que esta questão se insere, através de uma definição objectiva dos direitos fundamentais, e depois regressar à dupla perspectiva da proporcionalidade como proibição do excesso e da insuficiência. A importância de estabelecer, proteger e implementar os direitos fundamentais está expressa na Constituição da República de 1988, no seu art. No Brasil, Bonavides263 aceita a classificação proposta por Norberto Bobbio e, assim como ele, divide os direitos fundamentais em quatro dimensões264.

Camargo, em sua revisão sobre a importância dos direitos fundamentais e a cautela que o intérprete deve ter ao analisar uma situação que envolva qualquer limitação desses direitos (embora o autor considere tais direitos como otimizados, numa clara referência à posição formulada por de Alexy ), avisa que sim. Analisando a questão da flexibilização dos direitos fundamentais, Brandão afirma que na Constituição Brasileira de 1988 existem direitos fundamentais que não podem sofrer limitações no momento histórico de sua existência. Sem poder desenvolver aqui este aspecto, há na verdade uma descrença progressiva nos direitos fundamentais.

Portanto, é essencial reconhecer que não só os direitos fundamentais não podem ser flexibilizados, mas também devem ser implementados pelo Estado, porque. Pelo contrário, existe para a sociedade e em função disso deve ser o seu caminho e, portanto, o seu dever de concretização dos direitos fundamentais. No entanto, os benefícios que advirão desta tarefa servirão de incentivo, pois lutaremos pela máxima eficiência e eficácia dos direitos fundamentais, como o direito às prestações e o direito à defesa, principal objectivo do Estado democrático de direito.

Direitos fundamentais e direito penal: breves notas sobre os limites e possibilidades de aplicação das categorias de proibição do excesso e da insuficiência nos processos penais – a busca necessária e permanente.

Referências

Documentos relacionados

Figura 4: Plano de Marketing Operacional Fonte: Las Casas 2001, p.19 Para Limeira 2003 o plano de marketing é a definição dos objetivos e das estratégias a serem implementadas para