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universidade estadual de feira de santana - uefs

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Academic year: 2023

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MEMÓRIA E IDENTIDADE CULTURAL DE MORADORES DAS CASAS COM DESENHOS NAS FACHADAS NAS CIDADES DE JUAZEIRO/BA E. This study examines the relationship between the culture of the inhabitants of the cities of Petrolina and Juazeiro/BA/PE with the facades of their houses by means of photos of the details in the drawings of the facades. Reflecting on this issue incited an issue I was looking for answers: how the facades of the houses can emphasize aspects of the culture of its inhabitants.

The survey aims to investigate how the facades of houses show the culture of its inhabitants.

FOTO  DESCRIÇÃO  PÁG.
FOTO DESCRIÇÃO PÁG.

INTRODUÇÃO

Então um problema de pesquisa me chamou a atenção: como as fachadas das casas podem enfatizar aspectos da cultura de seus moradores. Nestas casas era comum encontrar o ano de construção logo abaixo das platibandas ou no topo das portas. A análise dos dados será realizada com base em imagens fotográficas das fachadas de casas construídas no final do século XIX, mais precisamente no início do século XX, e com base nas histórias dos moradores dessas casas. .

Através das memórias dos moradores, buscamos verificar sua relação com as casas e destacar aspectos dos motivos que levaram os moradores a escolherem os projetos, uma vez que as cidades de Juazeiro e Petrolina ficavam bastante distantes dos principais centros.

SOBRE O USO DA FOTOGRAFIA PARA EVOCAR A MEMÓRIA

Conhecer um passado que as cidades vivenciaram, com a beleza de uma época, com influência arquitetónica grega, africana e oriental. A memória como presença do passado está diretamente relacionada com a fotografia, mas não apenas com a de um indivíduo. Dessa forma, entendo que preservar o patrimônio, mas também a memória, faz parte de uma discussão que vai além do sentido individual.

No entanto, as raízes culturais de um povo não perdem a sua essência quando são transmitidas.

SURGIMENTO DAS CIDADES BRASILEIRAS E DAS CONSTRUÇÕES EM JUAZEIRO/BA E PETROLINA/PE

Exemplos de casas com fachadas decoradas podem ser encontrados em residências particulares com referência ao poder financeiro do proprietário e também em cidades cuja urbanização seguiu a tradição portuguesa, com ruas curtas e estruturas nas divisas dos terrenos e com predomínio de casas comerciais. informando o tipo de empresa. Em Petrolina aconteceu o contrário: as primeiras casas foram construídas com o fundo – o quintal – voltado para o rio São Francisco e voltado para a igreja matriz, o que era muito comum em algumas cidades, mesmo sendo este o espaço onde aconteciam as feiras. existiam que ficavam perto do rio. A maioria das casas tem um estilo diferente de Juazeiro, mais parecido com as casas da cidade de Barra do Rio Grande e Curaçá, esta última fica a 80 km de Juazeiro, e o centro da cidade também possui casas com vista para o rio.

Essa técnica ainda hoje é utilizada nas casas pesquisadas, logo após a raspagem da tinta, principalmente naquelas casas cuja fachada foi danificada pelo sal. Nas cidades pesquisadas ainda encontramos casas com abrigo em seu interior, principalmente no pátio da casa, seja nos cômodos que serviam de depósitos ou quartos de empregados, como também nas alturas denominadas enfermarias hayati6. Todas as casas pesquisadas possuíam varanda, com exceção da casa de Déa Raquel e Stellita Santana, que foi reformada para criar mais espaço na cozinha.

No caso das casas estudadas, a varanda fica sempre na parte de trás das casas, pois o sol não incomodava na frente. Mas os alojamentos dos empregados, populares na época, também ficavam nos fundos das casas, logo atrás da cozinha. De uma forma geral, a paisagem urbana das cidades não foi alterada, especialmente nos centros antigos, mas também em muitas casas que ainda conservam os hábitos coloniais deixados pelos construtores dos séculos passados, especialmente ao nível das traseiras das casas e das fachada com motivos em painel.

Outro grupo que existia era formado por construtores técnicos práticos, pedreiros, carpinteiros, pintores, que também construíam casas em menor escala, ligando parede a parede na época. , e contribuíram para o seu conhecimento e acervo cultural simbólico, difundidos no novo território, reconhecidos apenas como artesãos ou artesãos. No sentido oposto, pelo menos numa visão mais simplista (já que esta dicotomia afinal não é necessária, uma vez que não são necessariamente mutuamente exclusivas), as cidades reivindicam o espaço, o conforto e a segurança que a modernidade oferece, a que chamamos de uma nova arquitetura, que muitas vezes traz progresso, turismo e abre portas para o crescimento das cidades.

Foto 06  Comércio de Juazeiro  Fonte: Acervo Maria Franca Pires
Foto 06 Comércio de Juazeiro Fonte: Acervo Maria Franca Pires

AS CASAS NAS CIDADES DE JUAZEIRO/BA E PETROLINA/PE

Assemelhava-se à estrutura de um armazém que lembrava as antigas senzalas, muito utilizadas pelo grande comércio antes do século passado. O mundo não está muito distante das estruturas que fazem parte da dinâmica da arte arquitetónica. A delicadeza de um sertão muitas vezes contada no cinema, na televisão e na mídia em geral, com a dureza da pobreza.

Insistiu na impossibilidade de uma descrição puramente formal da imagem visual, artística ou não. O que não registramos, ou pelo menos não queremos registrar, são as misérias e os defeitos de uma cidade. Stelit a Santana reclamou da dificuldade de encontrar profissionais na região hoje em dia e reforça a ideia de um jardim na fachada de sua casa.

As alterações na fachada da casa incluem a presença de ar condicionado e grade de proteção que não estava presente na porta frontal. Assim como para nós a nossa casa faz parte de um quotidiano a que estamos habituados e da qual nos sentimos parte, também as casas dos outros nos afectam pela indiferença dos objectos decorativos que não pertencem ao nosso ambiente. Terezinha também domina o legado do ambiente doméstico de uma família.

Neste sentido, a casa, que durante algum tempo foi sinónimo de modernidade, permanece hoje com vestígios do passado, que só podemos perceber se dirigirmos o nosso olhar de forma a realçar a modernidade arquitectónica de uma determinada época. , porque em muitas cidades antigas isso já era possível. Sob o pretexto da conversa inicial de que se trata de um estudo sobre o desenho de molduras, ele nos mostra os desenhos que incluem os acabamentos dos móveis e faz perguntas e não são semelhantes aos da fachada. A arquitetura se traduz em cada período e expressa o desejo da sociedade, revela grande parte da história e dos problemas encontrados em cada período, é uma obra de arte que se soma aos hábitos da família. Aí, a história desta arquitetura nos é revelada.

Pode ter sido a construção de uma casa ou de um templo, mas foi melhorada para o desenvolvimento das civilizações.

Foto 12  Arcos do Horto (UNEB)  Fonte: Autora da dissertação.
Foto 12 Arcos do Horto (UNEB) Fonte: Autora da dissertação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tal como imaginado no projeto, a pesquisa cumpriu a proposta original de que as fachadas das casas preservassem a cultura de seus moradores. Procuramos relacionar as fachadas com o modo de vida dessas famílias, o que foi extremamente relevante, pois entendemos as fachadas como uma extensão da identidade cultural desses moradores. Os casos não revelados a respeito do pedido dos entrevistados evidenciaram o racismo muito frequente naquela época que hoje constrange algumas famílias que não permitem que sejam perdoados.

Assim, podemos finalmente concluir que as fachadas das casas realmente enfatizam aspectos da cultura dos moradores. A mesma rivalidade certamente existia entre os artesãos da época e existia uma competição entre as mais belas fachadas, que mais tarde foi discutida pelos proprietários das duas cidades. Isso gerou um novo contrato para o pedreiro e novos elogios para os proprietários, que perceberam que as fachadas enfatizavam as relações de poder.

Designers, arquitetos, mestres-de-obras e artesãos faziam parte de um grupo de engenheiros do sertão. Muitas profissões foram extintas ao longo dos anos ou transformadas em outras profissões, como é o caso dos projetistas dessas fachadas. A tecnologia conseguiu mudar a vida das pessoas e ainda assim algumas atividades continuam variando devido às suas peculiaridades e também à cultura de cada região. Entrevistada em 22 de maio de 2010 e 7 de junho de 2010 em sua casa no Condomínio Country Club.

Helio Antonio de Souza Padilha, aposentado, entrevistado em 24 de setembro de 2010 na residência da Rua Coronel José Rabello Padilha, 886. Ezequias Cardoso Pitomba, entrevistado em 12 de junho de 2011 na Praça da Misericórdia de Juazeiro.

APÊNDICE

Imagem

FOTO  DESCRIÇÃO  PÁG.
Foto 06  Comércio de Juazeiro  Fonte: Acervo Maria Franca Pires
Foto 12  Arcos do Horto (UNEB)  Fonte: Autora da dissertação.

Referências

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Todos estes aspectos, inevitavelmente, geram aproximações entre o Grupo dos “Cão” e as práticas da cultura cômica popular evidenciadas por Mikhail Bakthin e relacionadas ao contexto de