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Academic year: 2023

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O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA: UM ESTUDO COM ALUNOS SURDOS NA ESCOLA DE PAIS. O processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa: um estudo com alunos surdos do Ensino Fundamental de Amargosa-BA.131f.

UM OLHAR ACERCA DA SURDEZ

Esta crença, comum na época, significava que, na Grécia, os surdos não recebiam uma educação secular, não tinham direitos, eram marginalizados (juntamente com os deficientes mentais e os doentes) e eram frequentemente condenados à morte. No entanto, em 360 a.C., Sócrates declarou que era aceitável que os surdos comunicassem com as mãos e o corpo.

HISTÓRICO EDUCACIONAL DOS SURDOS

Com a contribuição do bilinguismo, foi possível utilizar a língua de sinais em conjunto com a língua da comunidade ouvinte. Portanto, após vários anos de luta e persistência, os surdos finalmente conquistaram por lei o direito de usar a linguagem de sinais para se comunicar.

BREVES REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA EDUCACIONAL DOS SURDOS NO

Fonologia da Libras

De acordo com a tabela de configuração de mãos do INES em Língua Brasileira de Sinais, eram aproximadamente 79 CMs. Conforme esclarecem os autores Barreto e Barreto (2012), existem atualmente 111 formas de mão na Língua Brasileira de Sinais.

Figura 2 – Espaço de realização dos sinais na Libras
Figura 2 – Espaço de realização dos sinais na Libras

Morfologia da Libras

Portanto, os classificadores em LIBRAS são marcadores de conformidade de gênero para humanos, animais ou coisas. Quanto aos pronomes, eles possuem as mesmas classificações nas escalas que no português (pessoal, demonstrativo, possessivo e interrogativo). Segundo Felipe (1997, p. 95), “em LIBRA não há marcação de tempo nas formas das palavras; É como se os verbos de uma frase estivessem quase sempre no infinitivo."

Figura 5 – Soletração manual da palavra A-B-E-L-H-A
Figura 5 – Soletração manual da palavra A-B-E-L-H-A

Sintaxe da Libras

As sentenças OSV (objeto-sujeito-verbo) e SOV (sujeito-objeto-verbo) são consideradas agramaticais, mesmo com o marcador não manual. Esse recurso é muito utilizado na Língua Brasileira de Sinais e se caracteriza pela notação não manual de sobrancelhas levantadas, além de uma pequena pausa entre o elemento atualizado e o restante da frase. Na linguagem de sinais, pode ser inserido em sinais ou expresso apenas por meio de notas não manuais.

Figura 37: Sentença construída na ordem SVO
Figura 37: Sentença construída na ordem SVO

Semântica e Pragmática da Libras

No entanto, a nova proposta educacional confere aos surdos o direito de “ensinar português como segunda língua” conforme o decreto nº. 5.626/2005. Para tanto, são utilizadas referências como Albres (2012), com algumas discussões sobre Libras e métodos breves de ensino desta língua; e Karnopp (2009), que trazem algumas reflexões sobre o ensino do português escrito para surdos e como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) portugueses garantem um ensino de qualidade para esses alunos. Com base nas práticas de alfabetização, Fernandes (2006) apresenta a importância do ensino de escalas com L1 para a aprendizagem de L2.

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA ESCRITA DA LÍNGUA

ENSINO DE ESCRITA PORTUGUESA PARA SURDOS. 2004, pág. 20) considera que a leitura deve ser uma das preocupações mais importantes no ensino do Português como Segunda Língua (L2) aos surdos, pois é uma etapa fundamental na aprendizagem da escrita. Recomenda-se que, ao ser conduzido ao aluno para a língua do ouvinte, ele seja inserido no contexto do uso da Língua Materna (L1) que, no caso em discussão, é a Libra, com o objetivo de melhor preparo para o ensino. linguagem escrita. Neste processo, o professor deverá, sempre que possível, considerar a importância da língua gestual como ferramenta no ensino do português.

PRÁTICAS DE LETRAMENTO E ETAPAS DE APRENDIZAGEM DA ESCRITA

De acordo com essas implicações do processo de alfabetização do surdo, podemos perceber que não é fácil aprender a língua portuguesa, seja oralmente ou por escrito, pois existem certas limitações em relação a esse aluno, que tem mais dificuldades para desenvolver a aprendizagem. como o aluno ouvinte. Contudo, o processo de alfabetização ocorrerá desde uma língua não alfabética, que é a língua de sinais, até a língua alfabética, que é o português. Com base no que foi mencionado acima, os surdos passam pelo processo de alfabetização através da leitura e sem esse recurso não há uma escrita significativa e a alfabetização torna-se inexistente, dificultando a aprendizagem.

A APRENDIZAGEM ACERCA DA ESCRITA POR SURDOS

Também foram elaboradas questões relacionadas aos problemas encontrados tanto pelos alunos surdos, quanto pelo professor de português e pelo intérprete de Libras no processo de ensino e aprendizagem. Contudo, observou-se que a interação entre o professor de língua portuguesa e o aluno surdo foi mediada por intérprete de Libras. Logo a professora de língua portuguesa foi questionada sobre “os materiais didáticos que ela utiliza para ajudar os alunos surdos no ensino e na aprendizagem”.

Ao perguntar ao professor de língua portuguesa sobre “O aluno surdo tem algumas dificuldades de aprendizagem. 7-Que tipos de avaliações são utilizadas para verificar a aprendizagem da língua portuguesa pelos alunos surdos.

Figura 43: Imagem produção textual
Figura 43: Imagem produção textual

DIFICULDADES NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA LÍNGUA

CAMPOS DA PESQUISA

Amargosa: Cidade-Jardim

Amargosa9 está localizada na mesorregião Centro-Sul da Bahia, no Vale do Jiquiriçá, e é conhecida como a “Cidade Jardim” pela beleza de seus mercados e jardins, que são atrativo indispensável para moradores e visitantes da cidade. 9 AMARGOSA Cidade Jardim - UFRB Disponível em: https://www.ufrb.edu.br/cfp/amargosa-cidade-Jardim>. A loja da cidade inclui alguns supermercados, farmácias, lojas de móveis e materiais de construção, concessionárias de veículos e outros.

O Colégio-Campo

De acordo com o Projeto de Política Pedagógica Escolar (PPP), o CESB é uma escola definida como de grande porte e atualmente administrada pela Rede Nacional de Ensino. O desenvolvimento da pesquisa na referida instituição de ensino condiz com a escolha de um local onde a realidade possa ser mostrada com o mínimo de intervenções e distorções possíveis. Nosso interesse é estabelecer pequenas discussões ou orientações para ter alguma informação em nível local sobre as dificuldades durante o processo de ensino e aprendizagem que os alunos surdos apresentam e questionam quando estão matriculados em turmas compostas majoritariamente por alunos ouvintes.

ENTRADA NO CAMPO

Para ingressar em campo, foi solicitada autorização do responsável pela instituição de ensino para seleção de colaboradores e aplicação de instrumentos de pesquisa, também foi enviada uma Carta Informativa a todos os sujeitos da pesquisa e todos os colaboradores da pesquisa assinaram um termo de autorização.

OS SUJEITOS DA PESQUISA

O Sujeito C possui graduação plena em História pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus V, concluída em 2007. Atualmente é professor de História em escola municipal e Diretor Geral em Instituição Estadual de Ensino. Em 2016 e 2017, fez curso de Livros/Português para Tradutores e Intérpretes de Nível Intermediário, com carga horária de 390 horas no Instituto Federal da Bahia (IFBA) e atua como Tradutor de Livros há 4 (quatro) anos .

PROCEDIMENTOS DA PESQUISA

A Coleta e registro dos dados

Para o professor de língua portuguesa foram elaboradas questões com foco na metodologia e aplicabilidade das atividades desenvolvidas em sala de aula e na forma como o aluno surdo é avaliado, bem como no material didático utilizado; se existem dificuldades no ensino e na aprendizagem e se tais dificuldades são semelhantes às apresentadas pelos alunos ouvintes. Foram elaboradas perguntas para o diretor com foco no setor administrativo, como: quantos alunos surdos estão matriculados na escola; se há critérios para contratação de intérprete de Libras; a importância dos profissionais de Libras para a instituição; se a escola possuir Atendimento Educacional Especializado (AEE) no turno contrário. Já para o intérprete de Libras, os questionamentos foram direcionados à sua área de atuação: se há dificuldades para atuar nessa área ou não; a importância do intérprete no processo de ensino e aprendizagem; se a instituição oferece recursos suficientes para a realização do trabalho; se existe parceria entre o professor de língua portuguesa e o intérprete na elaboração das atividades e como ocorre a interação entre o aluno surdo e os colegas ouvintes e se eles já possuem certa habilidade em pesos.

Metodologia de análise dos dados

O intérprete decidiu junto com o professor de língua portuguesa que as atividades utilizadas pelo aluno surdo seriam criadas pelo intérprete. A professora de língua portuguesa, disciplina B, quando questionada sobre “Que tipo de avaliação é utilizada para verificar a aprendizagem de português por alunos surdos”. Portanto, o professor de língua portuguesa ainda não prioriza a abordagem da gramática e interpretação de textos para este aluno.

Nesse sentido, este trabalho buscou discutir as dificuldades que os surdos enfrentam no ensino e na aprendizagem da língua portuguesa na sala de aula do ensino fundamental regular. Para a realização da pesquisa deverão ser aplicados questionários ao gestor/professor de português, ao aluno surdo e ao intérprete de LIBRAS-Língua Brasileira de Sinais.

PROPOSTA E PLANEJAMENTO REFERENTES AO ENSINO DE LÍNGUA POR-

RELATO DAS OBSERVAÇÕES DAS AULAS

A professora iniciou as atividades fazendo uma chamada e depois pediu aos alunos que copiassem o bilhete que haviam escrito no quadro. Quanto a essa dinâmica aplicada na aula de português, foi muito interessante para os alunos ouvintes, mas infelizmente o aluno surdo não participou das discussões e o intérprete de Libras deu continuidade à atividade de produção de texto que havia iniciado na aula anterior. Além disso, notou-se que o professor é diligente nas atividades da escola e comprometido com os alunos.

METODOLOGIAS E RECURSOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE ENSINO

Durante as observações, porém, constatou-se que o aluno surdo não participa das discussões, inclusive no que diz respeito à interpretação de textos. O tratamento voltado ao processo de ensino e aprendizagem pertinente aos alunos surdos no ensino geral pós-aula é complexo. Essas questões ficam para refletirmos, diante dessa situação, como esse aluno surdo pode aprender em uma sala de aula onde não participa das atividades, (mesmo que possam ser adaptadas para Libra) com seus colegas ouvintes, que diferença atividade é essa, que lhe ensinou tanta conversa.

AVALIAÇÃO

Além disso, é fundamental que as avaliações e o trabalho do aluno surdo sejam diferentes do trabalho dos alunos ouvintes e sejam elaborados pelo professor de português em conjunto com o intérprete de Libras, pois lá já trabalharam. Durante a observação percebeu-se também que o aluno surdo (sujeito A) às vezes faz diversas perguntas sobre palavras que não entende, como: “por que irmão e irmã?”. Quanto aos critérios de avaliação, o aluno surdo (sujeito A) é ou deveria ser avaliado processualmente durante todas as atividades planejadas, propostas e implementadas durante o ano letivo, mas é avaliado nas produções textuais, por meio de mecanismos como: coesão e coerência.

INTERAÇÃO INTÉRPRETE - PROFESSOR

Por outro lado, nas aulas observadas, observou-se que a professora de língua portuguesa sugere que o ensino e a aprendizagem do aluno surdo sejam conduzidos pela intérprete de Libras, pois ela não possui os conhecimentos necessários para ensiná-lo com mais profundidade. . Vale ressaltar que para atuar como intérprete de Libra existe um código de ética que deve ser seguido. Porém, a presença de um intérprete de Libras em sala de aula é de extrema importância como mediador do ensino e da aprendizagem dos alunos surdos na construção do conhecimento.

UM OLHAR ACERCA DA APRENDIZAGEM DO SUJEITO SURDO

Assim, por meio do questionário aplicado, o professor de língua portuguesa destacou dificuldades semelhantes às descobertas na análise do texto. Também foram analisados ​​um texto do aluno e diversos documentos desta instituição de ensino, como o PPP e o planejamento anual do professor de língua portuguesa. Visando contribuir com o desenvolvimento dos alunos do ensino fundamental nos últimos anos, estamos desenvolvendo uma pesquisa que tem como objetivo investigar como ocorre o processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa para alunos surdos em uma sala de aula majoritariamente ouvinte.

Em novembro de 2017 também serão desenvolvidas algumas aulas de observação na disciplina de Língua Portuguesa, na qual estão inseridos esses alunos surdos. 6-Os professores de língua portuguesa da instituição já realizaram alguns cursos de formação na área de Libras e educação especial.

Imagem

Figura 2 – Espaço de realização dos sinais na Libras
Figura 3 – Exemplo de Orientações de mão
Figura 4 – Exemplo parâmetros fonético- fonológicos (ou unidades distintivas) na  Libras
Figura 6: Alfabeto manual da Libras
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Referências

Documentos relacionados

Porém, apesar da importância epidemiológica da distribuição do alelo da hemoglobina S no Brasil, presente em todas as regiões do país CANÇADO; JESUS, 2007, e as consequências para a