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Critérios compostos para delineamentos ótimos robustos

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Academic year: 2017

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(1)

ROBUSTOS

Marcelo Andrade da Silva

Disserta¸c˜ao apresentada `a Universidade Es-tadual Paulista “J´ulio de Mesquita Filho” para a obten¸c˜ao do t´ıtulo de Mestre em Bio-metria.

BOTUCATU S˜ao Paulo - Brasil

(2)

CRIT´ERIOS COMPOSTOS PARA DELINEAMENTOS ´OTIMOS ROBUSTOS

Marcelo Andrade da Silva

Orientadora: Prof.a Dr.a Luzia Aparecida Trinca

Disserta¸c˜ao apresentada `a Universidade Es-tadual Paulista “J´ulio de Mesquita Filho” para a obten¸c˜ao do t´ıtulo de Mestre em Bio-metria.

BOTUCATU S˜ao Paulo - Brasil

(3)

FICHA CATALOGR ´AFICA ELABORADA PELA SEC¸ ˜AO T´EC. AQUIS. TRATAMENTO DA INFORM. DIVIS ˜AO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAC¸ ˜AO - CAMPUS DE BOTUCATU - UNESP BIBLIOTEC ´ARIA RESPONS ´AVEL: ROSEMEIRE APARECIDA VICENTE - CRB 8/5651

Silva, Marcelo Andrade.

Crit´erio composto para delineamentos ´otimos robustos / Marcelo Andrade da Silva. - Botucatu, 2014

Disserta¸c˜ao (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociˆencias de Botucatu

Orientador: Luzia Aparecida Trinca Capes: 10202072

1. Biometria. 2. Planejamento experimental. 3. Programa¸c˜ao heur´ıstica. 4. Estat´ıstica matem´atica. 5. Programa¸c˜ao (Matem´atica).

(4)

Dedicat´

oria

Dedico aos meus pais

Ronaldo e Sonia

e tamb´em a minha

(5)

A Deus, por sua bondade, miseric´ordia e pelo seu infinito amor.

A minha fam´ılia, que deu suporte e insentivo para a realiza¸c˜ao deste

mestrado e a minha amada noiva, Raquel, pelo apoio, compreens˜ao e carinho.

A minha orientadora, professora Luzia Aparecida Trinca, pelo exemplo

de profissionalismo, pela paciˆencia, pelo tempo dedicado neste trabalho, pelos

con-selhos, entre muitas outras coisas, que foram fundamentais para o desenvolvimento

desta pesquisa.

A Universidade Estadual Paulista, Unesp, e ao Departamento de

Bio-estat´ıstica do Instituto de Biociˆencias de Botucatu pela estrutura, suporte t´ecnico e

secretaria.

Ao Programa de P´os-Gradua¸c˜ao em Biometria pela oportunidade dada

e confian¸ca depositada em mim para a realiza¸c˜ao do mestrado.

A Coordena¸c˜ao de Aperfei¸coamento de Pessoal de N´ıvel Superior,

CA-PES, pelo apoio financeiro durante o mestrado.

A todas as pessoas que direta ou indiretamente contribu´ıram para o

(6)

Sum´

ario

P´agina

LISTA DE FIGURAS vii

LISTA DE TABELAS viii

RESUMO ix

SUMMARY xi

1 INTRODUC¸ ˜AO 1

2 CONCEITOS B ´ASICOS E REVIS ˜AO DE

LITERATURA 5

2.1 Experimentos . . . 5

2.1.1 Trˆes princ´ıpios da experimenta¸c˜ao . . . 7

2.1.2 Experimentos fatoriais . . . 8

2.1.3 Propriedades de delineamento . . . 15

2.2 Modelo linear . . . 17

2.3 Delineamentos ´otimos de experimentos . . . 22

2.3.1 Crit´erios de otimalidade . . . 22

2.3.2 Crit´erios compostos . . . 26

2.3.3 Algoritmo de troca . . . 28

(7)

3.2 Implementa¸c˜ao do algoritmo de troca . . . 33

3.2.1 Atualiza¸c˜ao do determinante e da matriz inversa . . . 36

3.2.2 Algoritmo de troca por ponto e troca por coordenada . . . 37

4 RESULTADOS E DISCUSS ˜AO 38 4.1 Exemplo 1 (n= 16;k= 3;p= 10) . . . 40

4.2 Exemplo 2 (n= 24;k= 4;p= 11) . . . 44

4.3 Exemplo 3 (n= 24;k= 4;p= 15) . . . 45

4.4 Exemplo 4 (n= 36;k= 4;p= 15) . . . 50

5 CONCLUS ˜AO 54

(8)

Lista de Figuras

P´agina

1 Representa¸c˜ao esquem´atica de um experimento. . . 6

2 Representa¸c˜ao geom´etrica de um experimento fatorial 23 completo. . . . 12

3 Representa¸c˜ao geom´etrica de um experimento fatorial completo, DCC e

DBB para k= 3. . . 15

4 Comportamento da eficiˆencia de delineamentos ´otimos com a varia¸c˜ao no

peso da propriedade DP. . . 39

(9)

P´agina

1 Formas de codifica¸c˜ao dos n´ıveis dos fatores e tratamentos em um

deli-neamento fatorial 23. . . . 11

2 Subconjuntos para 3 fatores . . . 14

3 Delineamentos com modelo com efeitos principais, quadr´aticos e

in-tera¸c˜oes 2 a 2 (n= 16;k = 3;p= 10) . . . 42

4 Eficiˆencia do DCC e DBB comparado com um delineamento ´otimo . . . 44

5 Delineamentos com modelo com efeitos lineares e intera¸c˜oes 2 a 2 (n =

24;k = 4;p= 11) . . . 46

6 Delineamentos utilizando crit´erios unidimensionais na busca com modelo

com efeitos principais, quadr´aticos e intera¸c˜oes 2 a 2 (n= 24;k = 4;p= 15) 48

7 Delineamentos utilizando crit´erios compostos na busca com modelo com

efeitos principais, quadr´aticos e intera¸c˜oes 2 a 2 (n= 24;k = 4;p= 15) . 49

8 Eficiˆencia dos delineamentos apresentados em Ahmad & Gilmour (2010) 51

9 Delineamentos com modelo com efeitos principais, quadr´aticos e

(10)

CRIT´ERIOS COMPOSTOS PARA DELINEAMENTOS ´OTIMOS ROBUSTOS

Autor: MARCELO ANDRADE DA SILVA

Orientadora: Prof.a Dr.a LUZIA APARECIDA TRINCA

RESUMO

Neste trabalho propomos a incorpora¸c˜ao de uma propriedade

relacio-nada a robustez de delineamentos frente a perda de observa¸c˜oes em experimentos

fatoriais, a qual denominamos crit´erio H, na express˜ao de um crit´erio composto.

Para a otimiza¸c˜ao, implementamos duas vers˜oes modificadas do algoritmo de troca

de Fedorov (1972), que ´e um m´etodo heur´ıstico para encontrar delineamentos ´otimos

ou quase ´otimos exatos. Apresentamos quatro exemplos para examinar a

perfor-mance de delineamentos constru´ıdos com o novo crit´erio composto, os exemplos 1,

3 e 4 visam o modelo de segunda ordem completo e o exemplo 2 visa o modelo

de segunda ordem sem os efeitos quadr´aticos. Nos exemplos 1 e 3, para preservar

bom desempenho em outras propriedades, a eficiˆencia H n˜ao foi alta. Os resultados

obtidos no exemplo 2 mostraram grande contribui¸c˜ao do uso da propriedade H no

(11)

Em geral, o novo crit´erio composto produziu delineamentos mais

atra-tivos que os DP-´otimos de Gilmour & Trinca (2012), com valores deleverages mais

homogˆeneos, e portanto mais robustos `a perda de observa¸c˜oes. Produziu tamb´em

delineamentos com melhores propriedades do que os delineamentos constru´ıdos por

(12)

COMPOUND CRITERIA FOR ROBUST OPTIMUM DESIGNS

Author: MARCELO ANDRADE DA SILVA

Adviser: Prof.a Dr.a LUZIA APARECIDA TRINCA

SUMMARY

In this work we propose the use of a robustness measure to missing

data to construct designs for factorial experiments. The robustness property is

de-noted the H criterion and it is added to a compound design criterion expression.

Two versions of the modified exchange algorithm of Fedorov (1972) were

implemen-ted computationally for the search of exact optimum designs. Four examples are

presented, examples 1, 3 and 4 consider the full second-order model and example 2

considers second-order model excluding the quadratic effects. The examples 1 and

3, in order to preserve good efficiency with respect to other properties, their H

effi-ciency is not high. The results for example 2 showed good performance of the new

compound criterion since it produced designs high by efficient for all other properties.

In general, the new compound criterion produced more attractive

de-signs than the DP criterion of Gilmour & Trinca (2012) since their leverages were

(13)

designs were also more attractive than those constructed by subsets as in Ahmad &

(14)

1

INTRODUC

¸ ˜

AO

Nas ´areas biotecnol´ogicas, industriais, farmacˆeuticas, agr´ıcolas, entre

outras, muitas vezes ´e necess´ario obter informa¸c˜oes sobre produtos e processos

em-piricamente. Pessoas envolvidas com o problema em quest˜ao precisam planejar e

executar experimentos, coletar os resultados e analis´a-los. Experimentos s˜ao estudos

controlados com altera¸c˜oes deliberadas que s˜ao realizados para resolver problemas

de fabrica¸c˜ao ou produ¸c˜ao de material inerte ou biol´ogico, decidir entre diferentes

produtos ou metodologias, entender a influˆencia de determinados fatores, entre

ou-tros. Esta tarefa torna-se cada vez mais complexa e deve ser executada com muito

cuidado e aten¸c˜ao na medida que se intensifica a base tecnol´ogica dos produtos.

A teoria de delineamento de experimentos (em inglˆes, Design of

Expe-riments) inclui um conjunto de conceitos, princ´ıpios e metodologias para se planejar

pesquisas experimentais, buscando atender basicamente dois grandes objetivos: a

maior precis˜ao estat´ıstica poss´ıvel na resposta e o menor custo poss´ıvel na execu¸c˜ao

do experimento. Os primeiros registros de experimentos planejados datam da

se-gunda metade do s´eculo XIX no contexto de fertiliza¸c˜ao do solo e sele¸c˜ao de

va-riedades de importˆancia agr´ıcola na Inglaterra. A formaliza¸c˜ao e justificativas dos

princ´ıpios que validam os resultados experimentais surgiram com os valiosos

tra-balhos de Sir Ronald A. Fisher, matem´atico, estat´ıstico e geneticista, na primeira

metade do s´eculo XX, tanto para as pesquisas experimentais quanto para a ´area de

m´etodos estat´ısticos em geral.

A ´area de delineamentos ´otimos de experimentos teve grande impulso

com o trabalho de Kiefer (1959), que estruturou uma teoria de constru¸c˜ao de

(15)

parˆametros do modelo, recebendo o nome de Teoria de Delineamentos ´Otimos.

Kie-fer generalizou e formalizou matematicamente um problema que j´a havia permeado

a bibliografia com casos particulares (Student, 1917; Smith, 1918; Student, 1918

apud Atkinson & Bailey, 2001). A falta de recursos computacionais fez com que a aplica¸c˜ao desta teoria acontecesse apenas a partir de 1970.

A teoria de delineamentos ´otimos presume que a fun¸c˜ao matem´atica

(modelo) que relaciona a vari´avel resposta e os fatores ´e conhecida e apenas seus

parˆametros s˜ao desconhecidos. Os tratamentos e suas repeti¸c˜oes a serem utilizados

no experimento s˜ao escolhidos de forma a fornecerem o m´aximo de informa¸c˜ao sobre

os parˆametros desconhecidos. A formula¸c˜ao pode ser em dois contextos: assint´otico

e exato. No assint´otico, faz-se buscas em espa¸cos cont´ınuos, cuja otimalidade ´e

garantida para n, o tamanho do experimento, tendendo a , em que o n´umero das

repeti¸c˜oes de tratamentos s˜ao traduzidos para pesos assumindo valores entre 0 e 1 que

integram a unidade. Os delineamentos obtidos s˜ao chamados de te´oricos, cont´ınuos

ou aproximados. No contexto exato, faz-se buscas em espa¸cos discretos, para n

finito e inteiro, no qual o n´umero de repeti¸c˜oes tamb´em ´e restrito ao conjunto dos

inteiros, cuja soma totaliza n. Os delineamentos obtidos s˜ao chamados de exatos ou

discretos. Este trabalho se restringe ao contexto exato. Para o modelo linear cl´assico

(Y =Xβ+ε), um delineamento ´otimo especifica a matriz de delineamento,X, de tal forma que alguma fun¸c˜ao de interesse deX′

Xseja otimizada. Essas fun¸c˜oes refletem os objetivos do experimento e s˜ao chamadas “fun¸c˜oes crit´erio”. Crit´erios compostos

de otimalidade incorporam m´ultiplos objetivos, de acordo com as necessidades do

pesquisador nas fases posteriores ao planejamento de experimento. ´

E consenso que a pesquisa experimental envolve v´arias etapas

impor-tantes sintetizadas a seguir.

Conhecimento da problem´atica: o planejamento para um experimento bem su-cedido requer a avalia¸c˜ao e utiliza¸c˜ao de toda a informa¸c˜ao pr´evia sobre o

(16)

3

Escolha de um modelo: delineamentos ´otimos experimentais dependem do mo-delo que relaciona a vari´avel resposta aos fatores. E preciso considerar o´

princ´ıpio da parsimˆonia na escolha de um modelo: simplicidade e utilidade

do modelo.

Delineamento do experimento: a escolha do delineamento ´e fundamental para que os aspectos de interesse do pesquisador sejam otimizados e, nas fases

pos-teriores ao planejamento de experimentos, venha atender os objetivos da

pes-quisa.

Condu¸c˜ao do experimento: o pesquisador deve acompanhar e conduzir o expe-rimento cuidadosamente para assegurar o cumpexpe-rimento ao plano estabelecido

previamente. Deve ser dado particular aten¸c˜ao `a precis˜ao e `a acur´acia dos

processos de mensura¸c˜ao.

An´alise dos dados: quase sempre ´e necess´ario uma investiga¸c˜ao preliminar gr´afica e uma an´alise estat´ıstica mais formal produzindo estimativas dos parˆametros

e intervalos de confian¸ca associados.

A experimenta¸c˜ao ´e iterativa. As etapas apresentadas sugerem um caminho direto

a partir da formula¸c˜ao do problema at´e a solu¸c˜ao. No entanto, em cada etapa, o

pesquisador pode ter que reconsiderar as decis˜oes tomadas em fases anteriores da

investiga¸c˜ao. Problemas que surgem em est´agios intermedi´arios podem adicionar `a

eventual compreens˜ao do problema.

Na pr´atica, durante a execu¸c˜ao do experimento pode ocorrer perda de

observa¸c˜oes devido a situa¸c˜oes inesperadas. Observa¸c˜oes perdidas podem produzir

estimativas tendenciosas, ou seja, resultados distorcidos, ou at´e mesmo n˜ao permitir

a estimabilidade de alguns parˆametros do modelo pr´e-definido. Observa¸c˜oes que

desempenham papel muito influente no ajuste do modelo tamb´em n˜ao s˜ao desejadas

na modelagem estat´ıstica em geral. Delineamentos robustos `a perda de observa¸c˜oes

s˜ao atraentes, j´a que s˜ao mais confi´aveis para o pesquisador. A teoria de modelos

(17)

neste quesito deve apresentar homogeneidade nos valores de tais medidas. Dessa

forma, propomos um crit´erio de otimalidade com o objetivo de buscar delineamentos

formados por tratamentos que n˜ao se destacam em termos de influˆencia.

Na literatura, o m´etodo de busca mais conhecido e usado para

cons-truir delineamentos ´otimos exatos ´e o algoritmo de troca (exchange). Proposto por

Fedorov (1972), este m´etodo ´e uma heur´ıstica de otimiza¸c˜ao que consiste em, a partir

de um delineamento inicial, realizar trocas, substituindo seus pontos por pontos

can-didatos at´e a melhora no valor do crit´erio cessar. Usualmente, a implementa¸c˜ao do

algoritmo de troca ´e realizada em software estat´ısticos, como, por exemplo, R Core

Team (2013) ou SAS/IML de SAS Institute Inc. (2007), por´em, para

experimen-tos com n´umero de fatores e n´ıveis elevados, exige-se uma eficiˆencia computacional

alta. Por este motivo a implementa¸c˜ao deste m´etodo foi feita em linguagem C.

Exis-tem tamb´em procedimentos autom´aticos para constru¸c˜ao de delineamentos ´otimos

utilizando crit´erios usuais como o PROC OPTEX/SAS e o pacote algdesign no R.

Este trabalho est´a dividido da seguinte forma: no Cap´ıtulo 2 s˜ao

abordados alguns fundamentos b´asicos de experimentos, experimentos fatoriais,

es-tima¸c˜ao de parˆametros para modelos lineares, a teoria de delineamentos ´otimos de

experimentos e uma revis˜ao de algumas vers˜oes do algoritmo de troca que h´a na

literatura; no Cap´ıtulo 3 ´e apresentada a proposta de um novo crit´erio de

otima-lidade, a utiliza¸c˜ao de crit´erios compostos para a busca de delineamentos ´otimos e

detalhes dos algoritmos implementados neste trabalho; os resultados s˜ao

apresenta-dos no Cap´ıtulo 4 atrav´es de quatro exemplos e as conclus˜oes deste trabalho est˜ao

(18)

2

CONCEITOS B ´

ASICOS E REVIS ˜

AO DE

LITERATURA

2.1

Experimentos

Experimentos s˜ao realizados por pesquisadores em praticamente todas

as ´areas do conhecimento com o objetivo de investigar as rela¸c˜oes de causa e efeito

de uma determinada situa¸c˜ao de interesse. Literalmente, um experimento ´e um teste

que envolve uma altera¸c˜ao deliberada e uma leitura das consequˆencias. Mais

formal-mente, podemos definir um experimento como um teste ou uma sucess˜ao de testes

em que as altera¸c˜oes propositais s˜ao feitas nas chamadas vari´aveis independentes ou

fatores em condi¸c˜oes experimentais adequadas, para que possamos observar e

iden-tificar quais vari´aveis independentes ou fatores causam as mudan¸cas nas vari´aveis

respostas, as consequˆencias.

A Figura 1 ´e uma representa¸c˜ao em esquema de um experimento. O

processo consiste em medir os valores das h respostas, denotadas por y1, . . . , yh.

Estas vari´aveis s˜ao dependentes dos k fatores u1, . . . , uk, cujos valores s˜ao

previa-mente prescritos pelo delineamento experimental. Os valores das respostas podem

tamb´em depender de r vari´aveis concomitantes z1, . . . , zr que podem, ou n˜ao, ser

conhecidos pelo pesquisador. A rela¸c˜ao entre os fatores u’s e as respostas medidas

y’s ´e modificada pela presen¸ca de outros fatores desconhecidos e/ou de importˆancia

pouco relevante considerados erros aleat´orios, representados porε’s. Tal modifica¸c˜ao

´e suposta ser aditiva e, ent˜ao, matematicamente, podemos escrever

(19)

Figura 1 - Representa¸c˜ao esquem´atica de um experimento.

em que µi ´e a esperan¸ca de Yij, ou seja, da resposta aleat´oria quando o tratamento

ui = (u1, . . . , uk)′´e aplicado naj-´esima unidade parai= 1,2, . . . , tej = 1,2, . . . , ni,

com ∑t

i=1ni =n.

Em todo experimento, a unidade experimental deve estar identificada.

A unidade experimental ´e a por¸c˜ao do material experimental para a qual o tratamento

´e atribu´ıdo e aplicado. Para ilustrar este conceito, vamos imaginar, por exemplo,

que se alguns tipos de drogas s˜ao testados em um grupo de pessoas e cada pessoa

´e alocada aleatoriamente `a determinada droga, ent˜ao cada pessoa ´e uma unidade

experimental. Se, por outro lado, alguns tipos de pomadas forem testados em cada

bra¸co, sendo que cada bra¸co ´e alocado aleatoriamente ao tipo de pomada, ent˜ao cada

bra¸co ser´a uma unidade experimental.

Para o ˆexito de um experimento, ´e essencial planej´a-lo. Escolher

cor-retamente quais fatores e seus respectivos n´ıveis, a unidade experimental, o n´umero

de observa¸c˜oes e repeti¸c˜oes de cada tratamento, a forma de controle de

variabili-dade ex´ogena e a forma de aleatoriza¸c˜ao para distribuir os tratamentos s˜ao itens que

(20)

7

plano dado ao experimento, o desenho do experimento, o esquema montado para que

seja entendido tecnicamente a realiza¸c˜ao do experimento.

2.1.1 Trˆes princ´ıpios da experimenta¸c˜ao

Os princ´ıpios b´asicos da experimenta¸c˜ao foram introduzidos ou pelo

menos formalizados nos trabalhos pioneiros de Fisher (1925), Fisher (1926) e Fisher

(1935) e s˜ao apresentados e explicados nos v´arios livros cl´assicos escritos por autores

consagrados na ´area, como Kempthorne (1952), Cochran & Cox (1957), Cox (1958),

Montgomery (2001), Box et al. (2005), Hinkelmann & Kempthorne (2005), Atkinson

et al. (2007), Bailey (2008), Hinkelmann & Kempthorne (2008), Wu & Hamada

(2009), entre outros.

Para assegurar a legitimidade da an´alise estat´ıstica dos resultados

ex-perimentais e aumentar sua precis˜ao, temos que planejar o experimento atentando

para trˆes princ´ıpios b´asicos que s˜ao cruciais para qualquer experimento.

O primeiro princ´ıpio ´e da repeti¸c˜ao. Todo tratamento (ou pelo menos

alguns deles) devem ser aplicados a v´arias unidades experimentais, criando repeti¸c˜oes

dos tratamentos. Estas repeti¸c˜oes nos permitem estimar o erro aleat´orio

experimen-tal.

Para garantir a validade da an´alise dos resultados, temos o segundo

princ´ıpio, que ´e a aleatoriza¸c˜ao. Este princ´ıpio elimina qualquer subjetividade que

possa existir na distribui¸c˜ao dos tratamentos `as unidades experimentais, levando

a estimativas n˜ao viciadas dos efeitos dos tratamentos e da variabilidade do erro

experimental. Al´em do mais, o processo de aleatoriza¸c˜ao gera uma popula¸c˜ao de

experimentos que poderiam ser realizados, embora na pr´atica apenas um ´e realizado,

garantindo a validade dos testes realizados na an´alise dos resultados. Essa validade

n˜ao depende de suposi¸c˜oes fortes ou complicadas sobre o processo de gera¸c˜ao dos

dados, depende apenas do processo de aleatoriza¸c˜ao (Mead et al., 2012).

A redu¸c˜ao do erro experimental ´e um dos principais objetivos na

(21)

local. A aplica¸c˜ao deste princ´ıpio pode ser via padroniza¸c˜ao das condi¸c˜oes externas

do experimento, tornando-as homogˆeneas ou via blocagem. A blocagem consiste em

dividir o conjunto total de unidades experimentais em subconjuntos chamados

blo-cos, de tal forma que cada bloco contenha unidades experimentais t˜ao homogˆeneas

quanto poss´ıvel. Desta forma, a compara¸c˜ao de tratamentos fica mais equilibrada,

eliminando o efeito causado pelas diferen¸cas entre as unidades experimentais. A

blocagem ´e determinada pelas condi¸c˜oes experimentais e pelos requisitos para a

sen-sibilidade desejada do experimento, por´em uma quantidade grande de blocos num

experimento ir´a torn´a-lo mais complexo para execut´a-lo e para analisar seus

resul-tados.

2.1.2 Experimentos fatoriais

A investiga¸c˜ao dos efeitos de dois ou mais fatores ´e alvo de estudo em

muitos experimentos nas ´areas biotecnol´ogicas, industriais, agr´ıcolas, entre outras.

Em um experimento fatorial, cada unidade experimental recebe uma combina¸c˜ao de

n´ıveis dos k fatores, chamada tratamento. Estes experimentos foram introduzidos

na d´ecada de 1930 com trabalhos de Fisher (1935) e Yates (1937) no contexto de

experimentos agronˆomicos.

O termo experimento fatorial aplica-se `a estrutura de tratamento

uti-lizada e n˜ao ao delineamento. Dessa forma, podemos ter um experimento fatorial

em delineamentos inteiramente aleatorizados, em delineamentos aleatorizados em

blocos, em delineamentos em linhas, colunas e outras estruturas. Por´em, nesta

pes-quisa ser´a utilizado experimentos nos quais o pespes-quisador pode controlar as condi¸c˜oes

experimentais, mantendo-as homogˆeneas, ou seja, delineamentos inteiramente

alea-torizados.

Em um experimento fatorial completo h´a pelo menos uma unidade

ex-perimental para cada poss´ıvel combina¸c˜ao de n´ıveis dos fatores. Por exemplo, na

agricultura ´e poss´ıvel estudar a influˆencia das combina¸c˜oes dos diferentes n´ıveis dos

(22)

concen-9

tra¸c˜ao de nitrato de pot´assio (10 ml, 20 ml e 30 ml) na germina¸c˜ao de sementes

de melancia. Os n´ıveis dos fatores irriga¸c˜ao e luminosidade podem ser classificados

como qualitativos, enquanto os n´ıveis do fator nitrato de pot´assio s˜ao

quantitati-vos. Um tratamento consiste em uma combina¸c˜ao dos n´ıveis de cada fator. Como

temos trˆes n´ıveis de irriga¸c˜ao, trˆes n´ıveis de luminosidade e trˆes n´ıveis de nitrato

de pot´assio, h´a, ent˜ao, 3×3×3 = 33 = 27 diferentes tratamentos que devem ser

testados para que este experimento seja completo. Nesta representa¸c˜ao, a base se

refere ao n´umero de n´ıveis e o expoente ao n´umero de fatores. Fisher reconheceu e

explicou as vantagens de se variar mais de um fator num mesmo experimento. Al´em

de mais econˆomico do que executar experimentos separados, um para cada fator, o

fatorial permite estima¸c˜ao, al´em dos efeitos principais, das intera¸c˜oes entre os

fato-res. Dizemos que dois fatores interagem quando o efeito de um deles ´e modificado

pela altera¸c˜ao nos n´ıveis do outro fator.

Para efeito de exemplifica¸c˜ao, vamos considerar k fatores, cada um

com 2 n´ıveis, ou seja, o fatorial 2k. Sob a suposi¸c˜ao de que as observa¸c˜oes s˜ao n˜ao

correlacionados e tˆem variˆancias iguais, estes tratamentos fornecem estimativas dos

efeitos com variˆancia m´ınima independentes da m´edia e dos 2k1 efeitos:

k efeitos principais,

k(k−1)

2 efeitos de intera¸c˜oes de dois fatores,

k(k−1)(k−2)

2·3 efeitos de intera¸c˜oes de trˆes fatores,

...

k(k−1)(k−1)·...·(k−h−1)

h! efeitos de intera¸c˜oes deh fatores,

...

1 efeito de intera¸c˜oes de k fatores,

Por exemplo, em um delineamento fatorial 24 completo, 16 efeitos

po-dem ser estimados: a m´edia, 4 efeitos principais, 6 intera¸c˜oes de dois fatores, 4

(23)

Fatores quantitativos assumem valores (n´ıveis) em intervalos denotados

por ui,min ≤ ui ≤ ui,max, (i = 1, . . . , k), usualmente em escalas e/ou unidades de

medidas distintas. A fim de auxiliar a aprecia¸c˜ao do plano experimental e os c´alculos

de an´alise e interpreta¸c˜ao dos resultados experimentais, ´e conveniente padronizar ou

codificar os n´ıveis de todos os fatores numa mesma escala, em geral, no intervalo

[1; 1]. Para a codifica¸c˜ao, o c´alculo ´e definido por

xi =

ui−ui0

∆i

(i= 1, . . . , k) (2)

em que

ui0 =

ui,min+ui,max

2 e ∆i =ui,max−ui0 =ui0−ui,min

Muitas vezes ´e desej´avel retornar aos valores originais dos fatores,

espe-cialmente para uso posterior dos resultados. O c´alculo para reverter a transforma¸c˜ao

(2) ´e dado por

ui =ui0+xi∆i (i= 1, . . . , k) (3)

Al´em desta forma de codifica¸c˜ao, existem outras formas utilizadas para

exibir os n´ıveis dos fatores de um delineamento fatorial 2k. A Tabela 1 apresenta um exemplo de quatro formas de codifica¸c˜ao para um experimento fatorial 23.

A Codifica¸c˜ao 1 apresentada na Tabela 1 ´e gerada pela Equa¸c˜ao (2),

por´em, como este exemplo refere-se a um fatorial com 3 fatores e cada um com 2

n´ıveis, ´e ´obvio que estes n´ıveis seriam 1 e 1. Uma outra forma de apresentar ´e

apenas citar que estamos nos referindo ao n´ıvel “baixo” ou ao n´ıvel “alto” do fator

(Codifica¸c˜ao 2). A Codifica¸c˜ao 3 apresenta os sinais “+” e “” respectivamente no

lugar de “1” e “1” visto na Codifica¸c˜ao 1. A Codifica¸c˜ao 4 mostra que um fator

est´a no n´ıvel alto atrav´es da letra min´uscula deste fator e, caso este fator estiver no

n´ıvel baixo, esta situa¸c˜ao ´e mostrada pela ausˆencia da letra que representa o fator.

Quando todos os fatores estiverem no n´ıvel baixo, o tratamento ´e representado pelo

s´ımbolo “(1)”.

Quando os fatores s˜ao quantitativos, o delineamento experimental pode

(24)

11

Tabela 1. Formas de codifica¸c˜ao dos n´ıveis dos fatores e tratamentos em um

deline-amento fatorial 23.

Codifica¸c˜ao 1 Codifica¸c˜ao 2 Codifica¸c˜ao 3 Codifica¸c˜ao 4

X1 X2 X3

1 1 1

1 1 1

1 1 1

1 1 1

−1 1 1 −1 1 1 −1 1 1 −1 1 1

X1 X2 X3

Alto Alto Alto

Alto Alto Baixo

Alto Baixo Alto

Alto Baixo Baixo

Baixo Alto Alto

Baixo Alto Baixo

Baixo Baixo Alto

Baixo Baixo Baixo

X1 X2 X3

+ + + + + + + + − + + − + − − + − − −

x1x2x3

x1x2

x1x3

x1

x2x3

x2

x3

(1)

ponto cujas coordenadas s˜ao os n´ıveis de cada fator. No exemplo de um experimento

fatorial 23 completo, temos 8 v´ertices e a representa¸c˜ao geom´etrica segue na Figura

2. O cubo formado constitui a regi˜ao experimental. Para k >3, a regi˜ao ´e formada

por um hiper-cubo. ´

E f´acil perceber que aumentando o n´umero de fatores e n´ıveis, o n´umero

de tratamentos cresce drasticamente. Se inclu´ıssemos mais 2 fatores no exemplo da

melancia, cada um com 3 n´ıveis, ent˜ao passar´ıamos a ter 35 = 243 tratamentos

distintos. Muitas vezes ´e invi´avel testar e avaliar um grande n´umero de tratamentos

por motivos financeiros, de tempo ou porque o material experimental ´e limitado,

sendo necess´ario manter um equil´ıbrio entre o volume de informa¸c˜ao obtido e o

custo envolvido para o experimento. Dessa forma, s˜ao necess´arios m´etodos para

planejar experimentos utilizando apenas fra¸c˜oes dos poss´ıveis tratamentos de fatorial

completo, o que permite reduzir o n´umero de observa¸c˜oes e, consequentemente, o

custo de realiza¸c˜ao do experimento.

(25)

Figura 2 - Representa¸c˜ao geom´etrica de um experimento fatorial 23 completo.

apareceram ap´os a dissemina¸c˜ao dos fatoriais. Finney (1945), motivado pelos

ar-gumentos de que, na pr´atica, intera¸c˜oes entre v´arios fatores n˜ao s˜ao considerados

relevantes, propˆos m´etodos para a sele¸c˜ao de fra¸c˜oes do fatorial completo. Tais

fra¸c˜oes receberam o nome de regulares. Elas s˜ao obtidas escolhendo-se contrastes ou

efeitos que s˜ao deliberadamente confundidos ou insepar´aveis de outros. Em geral,

escolhem-se intera¸c˜oes de alta ordem para a determina¸c˜ao da fra¸c˜ao a ser utilizada.

Uma vez escolhida a fra¸c˜ao, fica determinado um padr˜ao de confundimentos entre

os demais efeitos levando ao conceito de Resolu¸c˜ao. Box & Hunter (1961a) e Box &

Hunter (1961b) classificaram as fra¸c˜oes ´uteis dos fatoriais 2k em Resolu¸c˜ao III,IV,

V e V I. Por exemplo, numa fra¸c˜ao com Resolu¸c˜ao III, efeitos principais est˜ao, no

m´aximo, confundidos com intera¸c˜oes de dois fatores, ou seja, n˜ao h´a confundimento

entre os efeitos principais. J´a a fra¸c˜ao com Resolu¸c˜ao IV, efeitos principais n˜ao

s˜ao confundidos com intera¸c˜oes de dois fatores, mas intera¸c˜oes de dois fatores est˜ao

confundidos entre si. Na Resolu¸c˜aoV, efeitos principais s´o podem estar confundidos

com intera¸c˜oes de ordens superiores a 3 e as intera¸c˜oes duplas n˜ao s˜ao

confundi-das entre si. Estes conceitos e m´etodos para sele¸c˜ao de fra¸c˜oes est˜ao didaticamente

descritos em Box & Hunter (1961a), Box & Hunter (1961b) e Montgomery (2001).

(26)

13

na pr´atica, pois exige que o n´umero de unidades experimentais para fatoriais 2k seja

potˆencia de base 2. Seu uso ´e mais comum nas fases iniciais da pesquisa na qual se faz

uma triagem dos fatores importantes no processo de interesse. Uma vez selecionados

os fatores potenciais, outro experimento ´e realizado, em geral, utilizando-se mais

que dois n´ıveis de cada fator, possibilitando o ajuste de modelos mais completos

e a estima¸c˜ao de combina¸c˜ao dos n´ıveis que otimiza alguma resposta de interesse.

Esta ´area de investiga¸c˜ao recebe o nome de M´etodos de Superf´ıcie de Resposta,

na qual faz-se extenso uso de ajuste de polinˆomios para aproximar a rela¸c˜ao entre

vari´aveis respostas e os fatores. Desta forma, o desenvolvimento de m´etodos para

sele¸c˜ao do conjunto de combina¸c˜oes do fatorial, que agora ´e, no m´ınimo, do tipo

3k ´e considerado importante. Com esta estrutura de tratamento mais complexa, a

metodologia para sele¸c˜ao de fra¸c˜oes ´e bem mais complicada e restritiva. Grandes

avan¸cos se deram com o trabalho de Box & Wilson (1951), que introduziram o

Delineamento Central Composto (DCC) e Box & Behnken (1960), com o popular

Delineamento Box-Behnken (DBB), ambos possibilitando grande redu¸c˜ao no n´umero

de tratamentos utilizados. Outras ideias surgiram com Draper (1985) que propˆos o

DCC de tamanho menor que o DCC padr˜ao. Tais alternativas foram estendidas para

outros delineamentos mais flex´ıveis e/ou eficientes com os delineamentos formados

por subconjuntos de 3k de Hoke (1974) e Gilmour (2006).

Para fornecer uma ideia sobre como s˜ao formados o DCC, o DBB e

subsets em geral, vamos usar a nota¸c˜ao de subconjuntos de pontos do fatorial 3k

de Gilmour (2006). Seja Sr o subconjunto de tratamentos tais que cada um dos r

(r k) fatores aparecem nos n´ıveis extremos e kr s˜ao fixados em 0. Assim, o

subconjunto formado pelos 2k tratamentos ´e denotado por S

k, o tratamento que se

refere ao ponto central da regi˜ao experimental ´eS0 (todos os fatores fixados em zero)

e assim por diante. Por exemplo, para k = 3, S2 s˜ao os pontos m´edios das arestas

do cubo e S1 s˜ao os pontos centrais das faces. Tais pontos podem estar deslocados

para pertencer `a superf´ıcie da esfera no caso da regi˜ao experimental ser esf´erica. A

(27)

Tabela 2: Subconjuntos para 3 fatores

S3 S2 S1 S0

−1 1 1

1 1 1

−1 1 1

1 1 1

−1 1 1

1 1 1

−1 1 1

1 1 1

−α2 −α2 0

α2 −α2 0

−α2 α2 0

α2 α2 0

−α2 0 −α2

α2 0 −α2

−α2 0 α2

α2 0 α2

0 α2 −α2

0 α2 −α2

0 α2 α2

0 α2 α2

−α1 0 0

α1 0 0

0 α1 0

0 α1 0

0 0 α1

0 0 α1

0 0 0

Assim, o DCC ´e formado pelo subconjuntoSk(parte fatorial) acrescido

de S1 (pontos axiais) e algumas repeti¸c˜oes de S0 (ponto central). O DCC mais

econˆomico (small DCC) de Draper (1985) utiliza uma fra¸c˜ao regular ao inv´es do

Sk completo. O DBB combina o 2k com um delineamento em blocos incompletos

para tratamentos n˜ao estruturados. Em cada bloco os tratamentos presentes s˜ao

substitu´ıdos por n´ıveisαi ou +αi, comi= 1,2 e os tratamentos ausentes s˜ao fixados

em 0. Por exemplo, para k = 3, o DBB ´e formado pelo subconjunto S2 acrescido

de algumas repeti¸c˜oes de S0. A Figura 3 mostra a representa¸c˜ao geom´etrica de um

experimento fatorial completo, DCC e DBB para 3 fatores.

Os m´etodos de constru¸c˜ao de delineamentos ´otimos cuja origem data

da d´ecada de 1940 (Wald, 1943; Chernoff, 1953; Kiefer, 1959) s˜ao alternativas muito

mais flex´ıveis e capazes de lidar com qualquer estrutura imposta pela pr´atica. No

contexto de experimentos fatoriais, a constru¸c˜ao de um delineamento ´otimo consiste

na sele¸c˜ao do subconjunto de tratamentos que otimiza alguma propriedade de

inte-resse relacionada `a an´alise estat´ıstica dos resultados experimentais. Essa metodologia

(28)

15

Figura 3 - Representa¸c˜ao geom´etrica de um experimento fatorial completo, DCC e

DBB para k = 3.

2.1.3 Propriedades de delineamento

Segundo Box & Draper (1975) e Box & Draper (1987), o delineamento

de um experimento deve:

1. Produzir dados informativos em toda a regi˜ao de interesse, sendo que essa

regi˜ao n˜ao necessariamente coincida com a regi˜ao do delineamento (cuboidal,

esf´erico, entre outros).

2. Assegurar que a resposta estimada ˆy(x) seja t˜ao pr´oxima quanto poss´ıvel do seu valor esperadoE(Y(x)) em x.

3. Permitir, se necess´ario, detectar poss´ıvel falta de ajuste.

4. Permitir estima¸c˜ao de transforma¸c˜oes da resposta e dos fatores experimentais

quantitativos.

5. Permitir que experimentos sejam realizados em blocos.

(29)

Por exemplo, um delineamento de segunda ordem ´e constru´ıdo ap´os an´alise de

um experimento inicial de primeira ordem.

7. Fornecer uma estimativa n˜ao viciada de erro aleat´orio.

8. Ser robusto a presen¸ca de observa¸c˜oes estranhas e ser robustos a viola¸c˜oes das

suposi¸c˜oes do modelo normal usual.

9. Requerer um n´umero m´ınimo de ensaios experimentais.

10. Fornecer padr˜oes de dados simples que permitem visualiza¸c˜ao imediata.

11. Resultar em c´alculos simples.

12. Ser robusto a erros de medidas nas vari´aveis experimentais.

13. N˜ao requerer um n´umero impratic´avel de n´ıveis dos fatores.

14. Permitir um controle para manter a suposi¸c˜ao de “variˆancia constante”.

Obviamente, a relevˆancia dos 14 pontos acima ´e relativa `as

cir-cunstˆancias de cada caso. Por exemplo, a propriedade 11, que requer simplicidade

nos c´alculos, n˜ao ´e muito importante se houver software dispon´ıvel, desde que seja

poss´ıvel verificar que todos os dados de entrada foram inseridos corretamente no

computador.

V´arias destas propriedades est˜ao relacionadas com ortogonalidade

en-tre os efeitos e/ou balanceamento, que foram consideradas importantes e ainda hoje,

se poss´ıvel, s˜ao desejadas, conforme destacado em Atkinson et al. (2007), que tamb´em

cita a propriedade de rotacionalidade para experimentos de superf´ıcie de resposta.

Um delineamento rotacional ´e aquele cujas variˆancias das respostas preditas depende

apenas da distˆancia do ponto ao centro da regi˜ao experimental, ou seja, independe

da dire¸c˜ao do ponto.

A ortogonalidade ´e uma propriedade ´util e desej´avel para um

(30)

17

´e poss´ıvel analisar de forma simples as m´edias de tratamentos para efeito de

com-para¸c˜ao e tamb´em realizar uma ´unica an´alise de variˆancia, com a soma de quadrados

sendo calculada facilmente. Muitos dos delineamentos cl´assicos existentes e mais

usa-dos s˜ao ortogonais, mas se a ortogonalidade n˜ao pode ser alcan¸cada, a procura por

um experimento balanceado (mesmo n´umero de repeti¸c˜oes para cada tratamento) ´e

frequente.

2.2

Modelo linear

O objetivo de um experimento ´e esclarecer o comportamento de um

sistema e estimar efeitos dos fatores experimentais, o que geralmente envolve o ajuste

de um modelo. A forma da verdadeira rela¸c˜ao entre resposta e fatores nem sempre

´e conhecida e, assim, a alternativa ´e utilizar uma aproxima¸c˜ao. Muitos problemas

podem ser adequadamente resolvidos ajustando-se um polinˆomio de baixa ordem.

O modelo de m´edias apresentado em (1) ´e um modelo geral para um

experimento em delineamento inteiramente casualizado comt tratamentos, cada um

comni repeti¸c˜oes (i= 1,2, . . . , t). A ´unica suposi¸c˜ao inicial deste modelo ´e a de

adi-tividade entre a consequˆencia dos tratamentos e o componente aleat´orio. Associado

ao ajuste do modelo temos a an´alise de variˆancia que, de forma sucinta, pode ser

descrita como segue.

Observado osn resultados da vari´avel resposta y, a variabilidade total

presente (SQtotal) pode ser decomposta em duas partes: uma devido a efeitos de

tratamentos (SQtrat), comt−1 graus de liberdade, e a outra devido a variabilidade

aleat´oria (SQres), com n − t graus de liberdade. Sob as suposi¸c˜oes E(εij) = 0,

V(εij) = σ2 para i = 1, . . . , t ej = 1, . . . , ni,com∑ti=1ni = n e E(εij · εij′) =

0 (para j ̸= j′

) ´e sabido que s2 = SQres

nt ´e uma estimativa n˜ao viciada de σ

2.

Na literatura essa estimativa ´e chamada de estimativa do erro puro. Quando os

tratamentos s˜ao estruturados (fatorial) ´e mais apropriado reescrever a express˜ao em

(1) em componentes que representam efeitos principais e intera¸c˜oes entre os fatores.

(31)

e x2 com J n´ıveis, temos

yij =µij +εij =µ+αi+θj +γij+εij (4)

em que µ´e a m´edia geral, αi ´e o efeito do i-´esimo n´ıvel do fator x1 (i = 1, . . . , I),

θj ´e o efeito doj-´esimo n´ıvel do fatorx2 (j = 1, . . . , J) e γij ´e o efeito da intera¸c˜ao

entre o n´ıvel i dex1 e j dex2. Note que, neste caso,t=I×J.

Similarmente ao modelo anterior, a an´alise de variˆancia associada

re-sulta da decomposi¸c˜ao daSQtotal em variabilidade devido aos efeitos principais dex1

S(Qx1) comI−1 graus de liberdade, variabilidade devido aos efeitos principais dex2

(SQx2) com J−1 graus de liberdade, variabilidade devido aos efeitos de intera¸c˜oes

de x1x2 (SQx1x2) com (I −1)×(J −1) graus de liberdade e variabilidade devido

aos res´ıduos (SQres) com n−I ×J graus de liberdade, desde que pelo menos um

tratamento seja repetido. A variabilidade devido ao modelo completo ´e a soma das

variabilidades dos efeitos descritos (SQmod = SQx1 +SQx2 +SQx1x2), que, neste

caso, se iguala `a variabilidade de tratamentos descrita acima.

A estimativa de σ2 ´e idˆentica `a estimativa n˜ao viciada do modelo

apre-sentado em (1), ent˜ao s2 = SQres

nI×J. A estima¸c˜ao dos efeitos no modelo pode

ser obtida pelo M´etodo de M´ınimos Quadrados dos erros cujas solu¸c˜oes ´unicas s˜ao

obtidas ap´os definir restri¸c˜oes apropriadas sobre os parˆametros. Para mais de dois

fatores, o modelo ´e estendido acrescentando intera¸c˜oes de ordens superiores, entre

trˆes fatores, quatro fatores, ou mais.

Quando o experimento envolve repeti¸c˜oes de pelo menos um

trata-mento ´e poss´ıvel obter estimativa de erro puro. Por´em, uma desvantagem da

estru-tura fatorial ´e que o n´umero de tratamentos cresce muito r´apido quando aumentamos

o n´umero de fatores e nem sempre ´e poss´ıvel usar o fatorial completo e/ou repetir

tratamentos. Nestes casos, costuma-se utilizar os graus de liberdade das intera¸c˜oes

de alta ordem, consideradas n˜ao relevantes, para obter uma estimativa da

variabi-lidade do erro, estimativa esta denotada por s2

p. O ´ındice p ´e utilizado para deixar

claro que esta ´e uma estimativa do tipo pooled, ou seja, que agrupa a variabilidade

(32)

19

(2012), esta estimativa ´e viciada para σ2.

Para fatores quantitativos temos interesse em simplificarµi do modelo

em (1) por uma superf´ıcie que, em geral, ´e aproximada por um polinˆomio de baixa

ordem. Assim,

µi =f′(xi)β i= 1, . . . , t, (5)

em que f ´e uma fun¸c˜ao que expande xi = (x1i, x2i, . . . , xki)′ num vetor de dimens˜ao

p de acordo com os termos do polinˆomio que se deseja ajustar e β ´e o vetor de

parˆametros do modelo de dimens˜ao p (p < t). Usualmente, os elementos de β s˜ao o intercepto, os efeitos de algumas potˆencias baixas dos x’s e intera¸c˜oes. O modelo

de primeira ordem inclui intercepto e efeitos lineares. O modelo de segunda ordem

inclui intercepto, efeitos lineares, efeitos quadr´aticos e intera¸c˜oes lineares dos fatores

dois-a-dois. Estes modelos s˜ao os utilizados nos estudos de superf´ıcies de resposta,

sendo que o modelo de segunda ordem ´e inclusive chamado de modelo de superf´ıcie

de resposta. Qualquer modelo polinomial pode ser escrito na forma matricial do

modelo de regress˜ao dado por

Y =Xβ+ε (6)

em que Y´e o vetor de respostas de dimens˜ao n,X, com dimens˜aon×p, ´e a matriz

de delineamento definida pelo modelo e pelo delineamento e ε ´e o vetor de erros

aleat´orios de dimens˜ao n. Note que cada linha de X ´e dada por f′ (xi).

Para ajustar um modelo de regress˜ao aos dados observados, basta

es-timar o vetor de parˆametros β. O problema ´e encontrar β tal queXβ seja pr´oximo

de Y. Pelo M´etodo de M´ınimos Quadrados (MQ), encontramos β tal que a fun¸c˜ao

ε′

ε = (Y Xβ)′

(Y Xβ) ´e minimizada. Ao resolver este problema, obtemos a

solu¸c˜ao explicita dada por

ˆ

β = (X′

X)−1X

Y. (7)

Sob as condi¸c˜oes de Gauss-Markov, isto ´e, E(ε) = 0 e V(ε) = σ2I,

(33)

m´ınima e n˜ao viciado, pois E( ˆβ) = β. Temos tamb´em queV( ˆβ) = (X′

X)−1σ2. Sob

o conhecimento da distribui¸c˜ao de probabilidade dos erros, o m´etodo de estima¸c˜ao

preferido em Estat´ıstica ´e o de M´axima Verossimilhan¸ca (MV). No caso de

normali-dade dos erros (Draper & Smith, 1998; Faraway, 2004), ou seja, ε N(0;Iσ2), este

m´etodo produz os mesmos estimadores de β que o m´etodo de M´ınimos Quadrados

dos erros.

Realizar testes de hip´oteses sobre os parˆametros do modelo ´e

extrema-mente ´util para as inferˆencias sobre os efeitos dos fatores e para a escolha do modelo

adequado. Para isso, considerando a normalidade dos erros, temos as hip´oteses

H0 : β1 = 0;β2 = 0;. . .;βp = 0

H1 : βj ̸= 0 para pelo menos um j,

que podem ser testadas pelo teste F da An´alise de Variˆancia (ANOVA) cuja

es-tat´ıstica do teste sob H0, ´e

F =

SQmod

p1

SQres

np

∼F(p−1;n−p). (8)

Se o valor obtido para a estat´ıstica F for maior do que o valor do quantil de ordem

(1α) da distribui¸c˜ao F com p1 e np graus de liberdade no numerador e no

denominador, respectivamente, ent˜ao rejeitamosH0 ao n´ıvel de α% de significˆancia.

Este teste ´e dito ser global, ou seja, testa a nulidade dos coeficientes de todas as

regressoras no modelo. Se H0 for rejeitada, temos evidˆencia de que pelo menos um

dos fatores ´e ´util para explicar Y linearmente.

Sob normalidade, temos tamb´em ˆβ N(β; (X′

X)−1σ2). O erro

padr˜ao de cada estimador ˆβj ´e σ√cjj, em que cjj ´e o j-´esimo elemento da

diago-nal de M−1 = (X

X)−1, em queM tem dimens˜oes p×p e ´e chamada de matriz de

informa¸c˜ao. Ent˜ao, as hip´oteses

H0 : βj = 0

(34)

21

podem ser testadas pelo teste t dado por

T = βˆj−βj

s√cjj ∼

tn−p. (9)

Se o valor absoluto obtido para a estat´ısticaT for maior do que o valor do quantil de

ordem (1α/2) da distribui¸c˜ao tcom npgraus de liberdade, ent˜ao rejeitamosH0

ao n´ıvel de 100·α% de significˆancia. Este teste t´e dito ser individual ou parcial, ou

seja, testa a contribui¸c˜ao daj-´esima vari´avel regressora em particular ap´os considerar

a contribui¸c˜ao de todas as outras no modelo.

Construir intervalos de confian¸ca (IC) e regi˜oes de confian¸ca para β ´e uma maneira de expressar a incerteza em nossas estimativas.

Podemos considerar individualmente cada parˆametro, o que leva ao IC

para βj com 100·(1−α)% de confian¸ca tendo a forma geral

ˆ

βj ± |t(α/2;n−p)|s√cjj. (10)

Quanto mais amplo o intervalo, maior a imprecis˜ao da estimativa. Note

que fixadosnep, a imprecis˜ao s´o ´e reduzida diminuindo-se o valor√cjj, que depende

da matriz X′X.

No entanto, se constru´ırmos intervalos desse tipo para cada um dos p

parˆametros, o n´ıvel de confian¸ca n˜ao ´e (1α), mas sim pr´oximo a (1α)p. Para

contornar esta quest˜ao, podemos obter uma regi˜ao de confian¸ca conjunta para os p

parˆametros, formada pelo elips´oide, satisfazendo

( ˆββ)′

X′

X( ˆββ)

ps2 < F(1−α;p;n−p). (11)

Para o caso bidimensional e tridimensional ´e poss´ıvel visualiza¸c˜ao gr´afica do elips´oide.

Quanto maior o volume do elips´oide, maior a imprecis˜ao das estimativas. Note que

o volume do elips´oide depende da matriz X′

X.

Uma vez ajustado um modelo que se adequa aos dados, ´e poss´ıvel

utiliz´a-lo para predizer valores da resposta em qualquer ponto da regi˜ao de interesse.

(35)

em que

H=X(X′

X)−1X

(12)

´e chamada de matriz de proje¸c˜ao ou popularmente de matriz chap´eu (hat) e ´e uma

matriz que projeta Y no espa¸co formado pelas colunas de X. A matriz H tem

dimens˜oesn×n, ´e uma matriz sim´etrica (H=H′

), idempotente (H2 =H), singular

(|H|= 0), seu posto ´e igual ao seu tra¸co que ´e igual a p e a soma dos elementos de uma linha ou de uma coluna ´e 1.

2.3

Delineamentos ´

otimos de experimentos

A teoria de delineamentos ´otimos de experimentos foi formalizada por

Kiefer (1959) com o objetivo de buscar delineamentos que maximizem a informa¸c˜ao

a partir da otimiza¸c˜ao de propriedades ligadas aos estimadores de interesse.

De-lineamentos ´otimos s˜ao deDe-lineamentos experimentais baseados em um determinado

crit´erio e s˜ao ´otimos apenas para um modelo estat´ıstico espec´ıfico. O objetivo de

uma busca por um delineamento ´otimo ou quase-´otimo ´e escolher n pontos de um

conjunto de N pontos poss´ıveis, chamados pontos candidatos (conjunto de todas as

poss´ıveis combina¸c˜oes dos n´ıveis dos fatores), de forma que alguma fun¸c˜ao da matriz

de informa¸c˜aoX′Xseja ´otima, ou seja, buscar um delineamento ´otimo significa bus-car uma combina¸c˜ao dentro da regi˜ao experimental χ que otimize a fun¸c˜ao crit´erio.

Essa fun¸c˜ao ´e definida atrav´es de um crit´erio de otimalidade que s˜ao descritos na

pr´oxima se¸c˜ao.

2.3.1 Crit´erios de otimalidade

Os crit´erios de otimalidade, tamb´em originalmente chamados de

crit´erios alfab´eticos de otimalidade (Kiefer, 1959; Atkinson et al., 2007) s˜ao, quase

sempre, estabelecidos por uma fun¸c˜ao da matriz de informa¸c˜ao M=X′

X ou de sua

inversaM−1 = (X

X)−1, que ´e proporcional `a matriz de covariˆancias dos parˆametros

(36)

23

simplicidade das express˜oes. Seja Ξ o conjunto de todos os poss´ıveis delineamentos

para um determinado experimento. Os crit´erios mais populares s˜ao:

A-otimalidade: Foi introduzido por Chernoff (1953) e ´e definido como max

X∈Ξ

1

tr{(X′X)−1} (13)

Usando a fun¸c˜ao crit´erio em (13), minimizamos o tra¸co da inversa da matriz de

informa¸c˜ao, o que ´e equivalente a minimizar a variˆancia m´edia das estimativas

dos parˆametros do modelo ajustado. Esse crit´erio pode ser generalizado para

max

X∈Ξ

1

tr{W(X′X)−1}, (14)

em que W ´e uma matriz diagonal de pesos que podem ser atribu´ıdos aos

parˆametros de acordo com prioridades. Servem tamb´em para equilibrar a busca

quando as escalas relativas aos parˆametros s˜ao diferentes.

D-otimalidade: Wald (1943) introduziu este crit´erio que tem sido considerado o mais importante e mais popular para constru¸c˜ao de delineamentos ´otimos. O

crit´erio D, tamb´em conhecido como Crit´erio do Determinante, ´e definido como

max

X∈Ξ {|X ′

X|}1/p (15)

no qual maximizamos o determinante da matriz de informa¸c˜ao ou

minimi-zamos o determinante da inversa da matriz de informa¸c˜ao. A interpreta¸c˜ao

para este crit´erio ´e que, ao minimizar o determinante da inversa da matriz de

informa¸c˜ao, estamos minimizando a variˆancia generalizada dos estimadores dos

parˆametros e, dessa forma, minimizamos o volume do elips´oide de confian¸ca

dos p parˆametros, conforme Express˜ao (11).

DS-otimalidade: O crit´erio Ds ´e assim chamado por enfatizar o interesse na

es-tima¸c˜ao de um subconjunto de s parˆametros do vetor β (s < p). Seja

(37)

o vetor de (ps) parˆametros de perturba¸c˜ao sem interesse prim´ario. A matriz

de informa¸c˜ao de β pode ser escrita em blocos, como:

M=   M11 M12 M′ 12 M22   (16)

e sua inversa como

V=

 

V11 V12 V′

12 V22

 (17)

na qual V11 ´e a matriz de variˆancia-covariˆancia dos estimadores de θ1. Por Atkinson et al. (2007), temos que V11 = (M11M12M−1

22M

12)

−1 e, portanto,

para obter ˆθ1 t˜ao preciso quanto poss´ıvel devemos obter X tal que max

X∈Ξ {|M11−CM22C

|}1/s (18)

em que C´e a solu¸c˜ao da equa¸c˜aoCM22 =M12.

E-otimalidade: Foi introduzido por Ehrenfeld (1955) e ´e definido como max

X∈Ξ λmin(X ′

X). (19)

O crit´erio baseia-se em encontrar o delineamento que maximiza o menor

autovalor de (X′

X)−1, λ

min. O objetivo da E-otimalidade ´e minimizar a

variˆancia m´axima entre todas as poss´ıveis combina¸c˜oes lineares normalizadas

das estimativas dos parˆametros, ou seja, minimizar a variˆancia do contraste

ou efeito mais impreciso do experimento.

G-otimalidade: O crit´erio G consiste em determinar o delineamento para o qual a variˆancia da previs˜ao menos precisa, em toda a regi˜ao experimental χ, ser´a

m´ınima. A letra G do crit´erio indica otimalidade global. Este crit´erio ´e definido

como

min

X∈Ξ maxx∈χ

{

f(x)′ (X′

X)−1f(x)}

(38)

25

I-otimalidade: Este crit´erio minimiza a variˆancia m´edia da resposta predita. Ele

tamb´em ´e chamado de Q-otimalidade, Iv-otimalidade ou V-otimalidade. O

crit´erioI-otimalidade ´e definido como

min

X∈Ξ

x∈χ

f(x)′ (X′

X)−1

f(x)dx (21)

Uma forma de analisar os dados de um experimento ´e atrav´es de

in-tervalos ou regi˜oes de confian¸ca e testes de hip´oteses sobre os parˆametros do

mo-delo. Assim, o experimento deve ser planejado para garantir que esses procedimentos

ser˜ao t˜ao informativos quanto poss´ıvel. Reconsiderando as express˜oes originais dos

crit´erios, nota-se que, para que as interpreta¸c˜oes relacionadas com a inferˆencia

este-jam de acordo, s˜ao necess´arias algumas adapta¸c˜oes nas express˜oes dos crit´erios. Estas

adapta¸c˜oes aos crit´erios, restringindo-se aos delineamentos inteiramente

aleatoriza-dos e aleatorizaaleatoriza-dos em blocos em modelos lineares, foram propostas por Gilmour &

Trinca (2012). Esses crit´erios modificados maximizam o poder dos testes de hip´oteses

e podem ser obtidos a partir de intervalos ou regi˜oes de confian¸ca.

Como visto, a justificativa da D-otimalidade ´e que este crit´erio

mini-miza o volume do elips´oide de confian¸ca dos p parˆametros. Draper & Smith (1998)

mostram que o volume ´e proporcional a|X′

X|−1/2. De fato, o volume ´e proporcional

a

(F(1−α;p;d))p/2|X′X|−1/2, (22)

em que d ´e o n´umero de graus de liberdade para erro puro permitido pelo

deline-amento e F(1−α;p;d) ´e o quantil de ordem 1−α da distribui¸c˜ao F com p graus de

liberdade no numerador e d graus de liberdade no denominador. Ent˜ao o crit´erioD

minimizaria o volume se todos os delineamentos apresentassem o mesmo n´umero de

graus de liberdade para estima¸c˜ao de erro. Assim, o crit´erio DP ajustado para os

graus de liberdade (a letra “P” refere-se a erro puro) deve obter X tal que

max

X∈Ξ

{|X′

X|}1/p

F(1−α;p;d)

(39)

Do mesmo modo, o crit´erio (DP)S para um subconjunto com s

parˆametros deve obter X tal que max

X∈Ξ

{|M11CM22C′ |}1/s

F(1−α;s;d)

. (24)

Em rela¸c˜ao ao crit´erio A, a modifica¸c˜ao considera a m´edia dos

qua-drados dos comprimentos dos intervalos de confian¸ca dos parˆametros, originando o

crit´erio AP, que deve obter X tal que max

X∈Ξ

1

F(1−α;1;d)tr{W(X′X)−1}

. (25)

em que W est´a definido na Equa¸c˜ao 13.

2.3.2 Crit´erios compostos

Na pr´atica, os crit´erios de otimalidade apresentados na Se¸c˜ao 2.3.1

foram desenvolvidos para atender os objetivos do pesquisador nas fases posteriores

ao planejamento de experimento. H´a casos em que o pesquisador necessitar´a de

mais de um crit´erio para encontrar o delineamento adequado para seu experimento.

Assim, os crit´erios compostos oferecem flexibilidade e efic´acia para a constru¸c˜ao de

delineamentos multiobjetivos, podendo englobar mais de um crit´erio de otimalidade,

cada um com peso refletindo a importˆancia relativa de cada objetivo do experimento

ou do pesquisador.

Gilmour & Trinca (2012) destacaram os seguintes procedimentos que,

em geral, s˜ao aplicados na an´alise dos resultados de um experimento de superf´ıcie

de resposta:

1. Teste F global sobre os efeitos dos tratamentos, para o qual devemos usar

(DP)S-otimalidade;

2. Teste t para efeitos individuais, para o qual devemos usar AP-otimalidade,

possivelmente na vers˜ao ponderada;

3. Estima¸c˜ao por ponto dos efeitos individuais, para o qual devemos usar A

(40)

27

4. Verificar a falta de ajuste do modelo simplificado e, se apropriado, inclus˜ao

de alguns termos de alta ordem no polinˆomio. A eficiˆencia com rela¸c˜ao ao

uso dos recursos experimentais, referida como eficiˆencia em termos de graus de

liberdade por Daniel (1976) foi utilizada neste quesito.

Desta forma, Gilmour & Trinca (2012) propuseram a fun¸c˜ao crit´erio

composta pelas propriedades a seguir:

X′Q0X

1

p−1 crit´erio D,

1

tr{W(X′Q0X)−1} crit´erio A,

(

nd)

graus de liberdade,

X′Q0X

1

p−1

F(1−α1;p−1;d)

crit´erio DP,

1

F(1−α2;1;d)tr{W(X

Q0X)−1} crit´erio AP.

em que Q0 =I− n111′, de forma que o crit´erio considera o intercepto

do modelo como parˆametro de perturba¸c˜ao e sem prioridade de estima¸c˜ao.

Ao reunir as cinco propriedades listadas, Gilmour & Trinca (2012)

obtiveram a fun¸c˜ao crit´erio composta dada por

X′Q0X

κ1+κ4

p−1 (nd)κ3

[

F(1−α1;p−1;d)

]κ4[

F(1−α2;1;d)

]κ5[

tr{W(X′Q0X)−1}]κ2+κ5, (26) em que κ= (κ1, κ2, κ3, κ4, κ5) ´e vetor de pesos de prioridade de cada propriedade e

d ´e o n´umero de graus de liberdade de erro puro.

2.3.3 Algoritmo de troca

Uma maneira poss´ıvel de construir delineamentos ´otimos ´e atrav´es da

(41)

de observa¸c˜oes, o modelo a ser utilizado e o crit´erio de otimalidade com seus pesos,

devemos construir todos os poss´ıveis delineamentos distintos e calcular o valor do

crit´erio para cada delineamento. Por´em, a quantidade de delineamentos distintos

depende do n´umero de tratamentos e do n´umero de observa¸c˜oes do experimento.

Uma situa¸c˜ao hipot´etica em que temos 5 fatores com 3 n´ıveis cada um e um

expe-rimento com 24 observa¸c˜oes, geraria (35)241,8×1057 delineamentos, incluindo-se

permuta¸c˜oes entre linhas, ou seja, ´e invi´avel construir todos estes delineamentos para

verificar qual ´e o melhor (embora delineamentos distintos possam ter propriedades

equivalentes). Ent˜ao, ´e preciso fazer uso de m´etodo inteligente e sistem´atico para

constru¸c˜ao de delineamentos ´otimos, como o algoritmo de troca, que ´e o m´etodo de

busca mais utilizado para construir delineamentos ´otimos exatos.

A ideia original do algoritmo de troca ´e de Fedorov (1972). Este

al-goritmo ´e um m´etodo heur´ıstico para buscar delineamentos D-´otimos, ou seja, um

procedimento para encontrar uma boa solu¸c˜ao, n˜ao necessariamente a solu¸c˜ao ´otima

em rela¸c˜ao ao crit´erio D. Para iniciar a busca, ´e constru´ıdo, aleatoriamente ou n˜ao,

um delineamento inicial X n˜ao singular (|X′X

| >0). A matriz de informa¸c˜ao X′X e o valor do crit´erio s˜ao calculados a partir do delineamento inicial. Uma das linhas

do delineamento ´e trocada por uma linha do conjunto de todos os poss´ıveis pontos

candidatos para o delineamento, formando um novo delineamento X1 com as

mes-mas dimens˜oes de X. Seja f(xi) o ponto que ´e retirado da matriz de delineamento e f(x) o ponto adicionado. Neste novo delineamento, a matriz de informa¸c˜aoX′

1X1 e o

valor do crit´erio s˜ao calculados novamente. Faz-se uma compara¸c˜ao entre os valores

do crit´erio de ambos os delineamentos, escolhendo o melhor. Assim, come¸ca uma

nova itera¸c˜ao at´e que ∆(xi,x), chamado de fun¸c˜ao de Fedorov, seja menor queϵ, um

n´umero pequeno e positivo. Esta fun¸c˜ao ´e dada por

∆(xi,x) = f′

(x)M−1f(x)

−f′

(xi)M−1f(xi) +(

f′

(x)M−1f(xi))2

−(

f′

(x)M−1f(x)) (

f′

(xi)M−1f(xi))

.

(27)

Esse procedimento ´e repetido para um n´umero pr´e-determinado de delineamentos

(42)

29

global e n˜ao apenas um ´otimo local.

Muitas vers˜oes modificadas do algoritmo de troca original de Fedorov

(1972) foram desenvolvidas e as mais conhecidas est˜ao descritas em Miller & Nguyen

(1992). Entre elas est˜ao as vers˜oes do algoritmo de troca de Mitchell (1974), Cook

& Nachtsheim (1980) e Atkinson & Donev (1989).

Mitchell (1974) generalizou o algoritmo de troca de Fedorov para

per-mitir “excurs˜oes”. Em cada itera¸c˜ao, h pontos podem ser adicionados no

delinea-mento com n pontos e h pontos s˜ao removidos dos (n+h) pontos do delineamento.

Ele chamou este algoritmo modificado de DETMAX. Quando h = 1, DETMAX se

torna o algoritmo de troca original. Quando h ´e grande, o tempo computacional

gasto ´e maior.

O algoritmo de Fedorov modificado por Cook & Nachtsheim (1980) foi

chamado de MFEA. Ele calcula a mesma quantidade de ∆’s em cada passo, mas

troca cada ponto f(xi) no delineamento pelo ponto candidato f(x) que maximiza

∆(xi,x). Este procedimento ´e, geralmente, t˜ao confi´avel quanto o algoritmo de Fedorov original em encontrar o delineamento ´otimo, mas pode ser at´e duas vezes

mais r´apido.

No KL-EA (KL-exchange algorithm), proposto por Atkinson &

Do-nev (1989), um ponto f(xk), com k K n, do delineamento e um ponto f(xl), com l L N, dos candidatos s˜ao trocados se ∆(xk,xl) for m´aximo. K

corres-ponde a K pontos do delineamento com menor f′

(xk)M−1f(xk), que ´e a variˆancia

de predi¸c˜ao do ponto k. L corresponde a L pontos dos N pontos candidatos com

maior f′

(xl)M−1f(xl). Dessa forma, ´e escolhido retirar os pontos de maior variˆancia

de predi¸c˜ao e inserir os pontos de menor variˆancia de predi¸c˜ao. O processo de troca

para quando ∆(xk,xl) ´e menor que um n´umero escolhido pequeno e positivo. Quando

K =n e L=N, o KL-EA torna-se o algoritmo de troca original de Fedorov.

Para a busca de delineamentos utilizando os demais crit´erios de

otimali-dade, os algoritmos de troca de Cook & Nachtsheim (1989) e de Meyer & Nachtsheim

(43)

trabalho. Estes algoritmos s˜ao vers˜oes modificadas do algoritmo de troca de Fedorov

(1972) e s˜ao chamados de algoritmo de troca por ponto (point-exchange) e algoritmo

de troca por coordenada (Coordinate-Exchange), respectivamente.

Seguem os passos do algoritmo de troca por ponto implementado.

Passo 1: Definir o modelo, o n´umero k de fatores, o n´umero n de observa¸c˜oes do experimento, os n´ıveis de cada fator, os vetores de pesosW(crit´erio A ponde-rado) eκ (crit´erio composto) e o n´umero v de tentativas do algoritmo.

Passo 2: Criar a matriz de candidatos com todos os pontos xi poss´ıveis.

Passo 3: Criar um delineamento inicial (n˜ao singular) aleatoriamente.

Passo 4: Calcular M,|M|,M−1 e o valor do crit´erio composto para o delineamento

inicial.

Passo 5: Realizar uma troca por ponto (linha), ou seja, fixa-se uma linha da matriz

X e troca-a por um ponto do conjunto candidato.

Passo 6: Atualizar |M| e M−1

pelas Equa¸c˜oes (41), (43) e (44) e calcular o valor

do crit´erio para este delineamento.

Passo 7: Se o valor do crit´erio deste novo delineamento for maior do que o valor do crit´erio do delineamento anterior, faz a troca efetivamente, sen˜ao, volta

ao delineamento anterior. Retornar ao Passo 5 enquanto as trocas estiverem

produzindo melhores valores no crit´erio do delineamento.

Passo 8: O delineamento encontrado ´e armazenado e uma nova busca ´e feita (re-tornar aoPasso 3) para que o valor do crit´erio encontrado n˜ao seja um ´otimo local. O retorno ao Passo 3´e feito v vezes.

Para a vers˜ao do algoritmo de troca por coordenada, devemos

(44)

3

METODOLOGIA

Este trabalho foi iniciado com o estudo dos novos crit´erios de

otimali-dade formulados por Gilmour & Trinca (2012) e com a an´alise do algoritmo de troca

de Fedorov (1972) e suas vers˜oes modificadas ao longo do tempo para a constru¸c˜ao

de delineamentos ´otimos. Posteriormente, duas vers˜oes do algoritmo de troca foram

implementadas em linguagem C juntamente com um novo crit´erio para dar robustez

a perda de observa¸c˜oes.

3.1

Robustez a perda de observa¸

oes

Um problema comum na pesquisa estat´ıstica experimental ´e o impacto

nos resultados da an´alise estat´ıstica quando ocorre perda de observa¸c˜oes durante a

experimenta¸c˜ao. Se num experimento existir um grupo de observa¸c˜oes mais

influen-tes na an´alise que outros e se, por algum motivo alheio, algumas destas observa¸c˜oes

forem perdidas, as consequˆencias para a an´alise dos resultados do experimento

po-dem ser dr´asticas, chegando at´e `a impossibilidade de ajuste do modelo pr´e-definido

devido a n˜ao estimabilidade de alguns parˆametros. Mesmo n˜ao havendo perda de

observa¸c˜oes, a presen¸ca de observa¸c˜oes influentes no ajuste do modelo ´e indesejada,

j´a que estimativas comandadas por alguns poucos pontos levantam suspeitas sobre

o modelo ajustado.

Na literatura n˜ao h´a um crit´erio de otimalidade que dˆe robustez a um

experimento em rela¸c˜ao a perda de observa¸c˜oes. A nossa proposta ´e buscar um

deli-neamento ´otimo, incluindo no crit´erio de otimalidade uma propriedade para prevenir

(45)

razo-avelmente simples de influˆencia ´e dada pelos elementos da diagonal da matriz H, os

hii’s (i= 1, . . . , n), conforme a Equa¸c˜ao (12), pois estes elementos medem a influˆencia

de cada observa¸c˜ao no ajuste do modelo. De acordo com as propriedades da

ma-triz H, o delineamento ideal, segundo este crit´erio, apresentaria todos os elementos iguais a p/n, j´a que s˜ao n elementos na diagonal e a soma deles ´e p. Assim,

explo-ramos minimizar∑n

i=1(hii−p/n)2, que significa minimizar a variabilidade dos hii’s,

tornando-os pr´oximos dep/n, e assim, minimizando a heterogeneidade da influˆencia

de cada observa¸c˜ao do experimento. Este crit´erio ser´a chamado de H-otimalidade

em referˆencia `a matriz H.

Combinando as quatro propriedades consideradas por Gilmour &

Trinca (2012) e reproduzidas na se¸c˜ao 2.3.2, o crit´erio D pela sua importˆancia e

o crit´erio H proposto nesta pesquisa, cada um associado a um peso de prioridade

de an´alise dado pelo vetor κ= (κ1, κ2, κ3, κ4, κ5, κ6)′, propomos o novo crit´erio

com-posto

X′Q0X

κ1+κ4

p−1 (nd)κ3

[

F(1−α1;p−1;d)

]κ4[

F(1−α2;1;d)

]κ5[

tr{W(X′Q0X)−1}]κ2+κ5[∑n

i=1(hii−p/n)2+δ

26 ,

(28)

em queQ0 =I−n111′, de forma que o crit´erio considera o intercepto do modelo como

parˆametro de perturba¸c˜ao e sem prioridade de estima¸c˜ao eδ foi fixado em 10−6 para

evitar problemas num´ericos no caso de encontrar o delineamento ideal em rela¸c˜ao ao

crit´erio H.

3.2

Implementa¸c˜

ao do algoritmo de troca

Como foi visto na Equa¸c˜ao (28), ´e necess´ario calcular o determinante e

a inversa da matriz de informa¸c˜ao para obter o valor do crit´erio do delineamento que

estamos buscando. Sabe-se que a eficiˆencia computacional destes c´alculos depende

da dimens˜ao da matriz. No caso, a matriz de informa¸c˜ao, M=X′

X, tem dimens˜ao

p×p. Se o modelo escolhido tiver muitos parˆametros, ou seja, se p for grande, o

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