PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE BIOCIÊNCIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOLOGIA
THE ORB-WEAVING SPIDER EUSTALA DESCRIBED FROM
SOUTHERN BRAZIL (ARANEAE, ARANEIDAE)
Maria Rita Muniz Poeta
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Av. Ipiranga 6681 - Caixa Postal 1429
Fone: (051) 3320-3500 - Fax: (051) 3339-1564
CEP 90619-900 Porto Alegre - RS
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE BIOCIÊNCIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOLOGIA
THE ORB-WEAVING SPIDER EUSTALA DESCRIBED FROM SOUTHERN BRAZIL
(ARANEAE, ARANEIDAE)
Maria Rita Muniz Poeta
Orientador: Dr. Arno Antonio Lise
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO PORTO ALEGRE – RS – BRASIL
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ADVERTÊNCIA
Esta dissertação não é uma publicação válida, conforme descrito no capítulo 3 do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica. Portanto, nomes novos e mudanças taxonômicas
aqui propostos não tem validade para fins de nomenclatura ou prioridade.
WARNING
This dissertation is not valid as publication, as described in the chapter 3 of the Intenational Code of Zoological Nomenclature. Therefore, taxonomic changes and new names proposed
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“A ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento: são aqueles que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que tão positivamente afirmam que esse ou aquele problema jamais será resolvido pela ciência”
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Dedico aos meus pais Maria Vanir Muniz Poeta e Luiz Carlos Poeta e aos meus padrinhos Eda Poeta Ferreira e Sérgio Gilberto Prates
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AGRADECIMENTOS
Agradeço aos meus pais, Maria Vanir Muniz Poeta e Luiz Carlos Poeta pelo apoio e amor incondicional. Obrigada por todas as caronas, todos os lanches e todo o esforço desprendido para a conclusão deste projeto. Obrigada por sempre acreditarem em mim!
Aos meus padrinhos Eda Poeta Ferreira e Sérgio Gilberto Prates Ferreira por sempre incentivarem meus estudos e despertarem em mim o gosto pelo conhecimento. Também por entenderem a minha ausência durante esses anos.
A Cássio Silveira pela compreensão nos momentos de ausência, pela paciência, carinho e apoio nos momentos difíceis e, também, pela ajuda na elaboração das pranchas com as ilustrações.
Ao meu orientador, Prof. Dr. Arno Antonio Lise, pela confiança, amizade e dedicação durante esses dois anos.
À Erica Helena Buckup e Maria Aparecida de Leão Marques, pesquisadoras do Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN/FZBRS), pela oportunidade de trabalhar com taxonomia de aranhas, pela preocupação com o meu aprendizado, pelos ensinamentos referentes às ilustrações científicas e pela amizade. Agradeço, também, pela leitura crítica das primeiras versões deste manuscrito.
Aos meus amigos e colegas do Laboratório de Aracnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Rafael Carlo Francisco, Renato Augusto Texeira, Nancy França Lo Man Hung (Eric), David Figueiredo Candiani e Williams Paredes Munguia pela troca de experiências, apoio e incentivo durante o período de elaboração desta dissertação. Também por todas as conversas e reflexões que nos permitiram continuar, juntos, até a conclusão de nossos projetos. Agradeço, especialmente, à Nancy, minha amiga e colega de sala, pela companhia e pela assistência sem a qual não seria possível a conclusão desse projeto.
Aos meus colegas da Pós-Graduação em Zoologia (PPG-ZOO): Michele Dornelles, Alejandro Londoño, Gianfranco Ceni, Thiago Silveira, Thais Paz, Fidelis Marra, entre outros, pelo convívio, ajuda e troca de experiência durante esse período além dos momentos de descontração. Em especial, à minha amiga Camila Munareto, por dividir comigo os momentos de angústia e também de felicidade vivenciados nesses dois anos de mestrado.
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A Rita Letch Grosh e seus familiares que receberem na sua casa, com muito carinho, durante visita ao Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI), Curitiba, Paraná.
Aos meus amigos, em especial a José Mário Teixeira por me apoiar nos momentos críticos e também pela revisão do inglês da dissertação.
As seguintes instituições e curadores por me receberem nas coleções e/ou pelo empréstimo de material: Instituto Butantan, D.M Barros-Battesti (IBSP); Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, E.H. Buckup e R. Ott (MCN); Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, A.A. Lise (MCTP); Museu de História Natural Capão da Imbuia, L.M. Abe (MHNCI); Museu Nacional do Rio de Janeiro, A.B. Kury (MNRJ); Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, R. Pinto da Rocha (MZSP). Agradeço, em especial, ao Dr. Adalberto J. Santos (UFMG) por enviar o material de Eustala do MNRJ e IBSP, via transferência, além de estar
disponível para esclarecer minhas dúvidas. Também sou grata à bióloga Amanda Mendes, por toda ajuda durante a visita ao MNRJ, e aos biólogos Janael Ricetti e Carlos Eduardo Conte por toda a assistência durante minha visita ao MHNCI.
Ao pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Dr. Alexandre B. Bonaldo, que durante visita a PUC, teve um papel muito importante, sempre disponível para conversar e esclarecer dúvidas, e cujas sugestões foram essências na conclusão dessa dissertação.
Aos colegas e amigos: Everton N. Lopes Rodrigues, Alejandro Londoño e Nancy França Lo Man Hung pela leitura crítica das primeiras versões desse manuscrito.
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RESUMO
A família Araneidae Clerck, 1757 agrega 3029 espécies em 168 gêneros. Aranhas comuns na natureza, tecem teias orbiculares bidimensionais na vegetação arbustiva e arbórea e, aparentemente, têm hábitos noturnos. Eustala Simon, 1895 ocorre em todo o continente
Americano e parece ser o gênero Neotropical de Araneidae com maior riqueza de espécies. O gênero contém cerca de 90 espécies, das quais 16 são descritas do Brasil. O macho caracteriza-se pelo palpo com única macrocerda patelar, apófise média cônica e esbranquiçada, voltada posteriormente e pela apófise terminal que é um prolongamento esclerotinizado sobre a apófise subterminal, em forma de balão transparente. As fêmeas se caracterizam pelo epígino com escapo dirigido anteriormente, podendo ser liso ou anelado. O padrão de colorido frequente no dorso do abdômen é o fólio, no entanto, muitos espécimes variam na coloração, podendo ser mais ou menos pigmentados. Apesar de frequentemente colecionadas as espécies desse gênero são pouco conhecidas, visto que são escassos os trabalhos taxonômicos do gênero para a América do Sul. Assim, este estudo visa contribuir para o conhecimento das espécies brasileiras de Eustala, através da diagnose e ilustração das
espécies dos estados da região Sul do Brasil, dando continuidade ao trabalho iniciado sobre o gênero no estado do Rio Grande do Sul. Para a execução deste projeto, o material de Eustala
depositado nas coleções aracnológicas das regiões Sudeste e Sul do Brasil foram examinados. As ilustrações foram realizadas com o auxílio de câmara-clara acoplada ao microscópio estereoscópio. O palpo esquerdo foi ilustrado nas vistas ventral e mesial e o epígino nas vistas ventral, posterior e lateral. No presente trabalho são redescritas Eustala ulecebrosa
(Keyserling, 1892), do Rio Grande do Sul e E. mourei Mello-Leitão, 1947, do Paraná. Oito
novas espécies são descritas do Sul do Brasil: E. guaranisp. nov., do Paraná; E. catarinasp.
nov., de Santa Catarina e E. ericae sp. nov., E. cidae sp. nov., E. lisei sp. nov., E. cuia sp.
nov. e E. farroupilha sp. nov., todas baseadas em machos e fêmeas, e E. eldorado sp. nov.,
baseada em exemplar macho, do Rio Grande do Sul. As espécies Eustala albiventer
(Keyserling, 1884), E. taquara (Keyserling, 1892), E. minuscula (Keyserling, 1892), E. itapocuensis Strand, 1916, E. photographica Mello-Leitão, 1944, E. levii e E. palmares,
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ABSTRACT
The Araneidae Clerck, 1757 has 3029 species in 168 genera. They are common in nature, weaving orbicular bidimensional webs on trees and bushes and, apparently, have nocturnal habits. Spiders of Eustala Simon, 1895 occur throughout all American continent and it seems
to be the most speciose Neotropical Araneidae genus. The genus contains about 90 species, 16 of which have been described from Brazil. The male is characterized by the palpus with only one patellar macroseta; conic, whitish hanging down posteriorly median apophysis and the terminal apophysis is a sclerotinized extension, resting on a transparent, baloon-like, subterminal apophysis. The females are characterized by the epigynum with ringed scape pointed anteriorly. The most common pattern color on the abdomen dorsum is a folium. However, this could vary from specimen to specimen, being more or less pigmented. Although frequently collected, species of this genus are poorly known, at present, there are just a few studies on the genus from South America. Thus this study aims to contribute to the knowledge of the Brazilian species of Eustala, through diagnosis and illustrations of species
from Southern Brazil, giving continuity to the work initiated about the genus on Rio Grande do Sul state. In order to carry out this study, Eustala material from several arachnological
collections was analyzed. Illustrations were made with the aid of camera lucida coupled to the stereoscopic microscope. The left male palpus was illustrated on mesal and ventral views; the epigynum was illustrated on ventral, posterior and lateral views. In current study Eustala ulecebrosa (Keyserling, 1892), from Rio Grande do Sul and E. mourei Mello-Leitão, 1947,
from Paraná are illustrated and redescribed. Eight new species from Southern Brazil are described: E. guarani sp. nov., from Paraná; E. catarina sp.nov., from Santa Catarina and E. ericae sp. nov., E. cidae sp. nov., E. lisei sp. nov., E. cuia sp. nov. and E. farroupilha sp.
nov, all based on males and females and E. eldoradosp.nov., based only on males, from Rio
Grande do Sul. Eustala albiventer (Keyserling, 1884), E. taquara (Keyserling, 1892), E. minuscula (Keyserling, 1892), E. itapocuensis Strand, 1916, E. photographica Mello-Leitão,
1944, E. levii and E. palmares, Poeta, Marques & Buckup, 2010 present new distribution
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ... 11
PRESENTATION ... 13
ARTICLE. The orb-weaving spider Eustala described from Southern Brazil (Araneae, Araneidae): eight new species, redescriptions and new records ... 15
Abstract.. ... 15
Introduction ... 15
Material and methods ... 16
Taxonomy ... 18
Eustala Simon, 1895 ... 18
Eustala albiventer (Keyserling, 1884) ... 19
Eustala minuscula (Keyserling, 1892) ... 20
Eustala taquara (Keyserling, 1892) ... 22
Eustala ulecebrosa (Keyserling, 1892) ... 26
Eustala itapocuensis Strand, 1916 ... 30
Eustala photographica Mello-Leitão, 1944 ... 30
Eustala mourei Mello-Leitão, 1947 ... 31
Eustala perfida Mello-Leitão, 1947 ... 33
Eustala levii Poeta, Marques & Buckup, 2010 ... 35
Eustala palmares Poeta, Marques & Buckup, 2010 ... 36
Eustala guarani sp. nov. ... 38
Eustala catarina sp. nov. ... 39
Eustala ericae sp. nov. ... 42
Eustala cidae sp. nov. ... 44
Eustala lisei sp. nov. ... 48
Eustala cuia sp. nov. ... 49
Eustala farroupilha sp. nov. ... 51
Eustala eldorado sp. nov. ... 55
Acknowledgments ... 57
References ... 58
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APRESENTAÇÃO
Araneidae Clerck, 1757, atualmente é a terceira maior família de aranhas do mundo, compreendendo 3029 espécies incluídas em 168 gêneros (Platnick 2013). As aranhas dessa família tecem teias orbiculares bidimensionais na vegetação arbustiva e arbórea (Dondale et al. 2003), ocorrem praticamente em todos os continentes e apresentam forma, tamanho e
colorido variados.
O aracnólogo Herbert W. Levi trabalhou intensamente com Araneidae e revisou grande parte dos gêneros dessa família. Levi (2002) publicou uma chave dicotômica para 65 gêneros de Araneidae que ocorrem no continente americano, e as caracteriza como aranhas não cribeladas, com três unhas tarsais, falsas unhas e oito olhos. Diferem-se das demais famílias pelo palpo do macho com rotação no bulbo. Nas fêmeas o epígino, frequentemente, apresenta escapo ou lóbulo; as aberturas copulatórias são posteriores ou, raramente, ventrais (Levi 2002).
Ao longo dos anos, foram realizados diversos estudos acerca das relações de parentesco dos grupos de Araneae, Orbicularie (Coddington & Levi 1991; Griswold et al.
1998, entre outros). Atualmente, quanto a sua filogenia, a família Araneidae é considerada um táxon monofilético (Scharff & Coddington1997), tendo como grupo-irmão todas as demais famílias da superfamília Araneoidea (Coddington 2009).
Eustala Simon, 1895, exclusivo do continente americano, abrange, até o momento, 94
espécies descritas (Platnick 2013). O gênero se apresenta atualmente como monofilético, e tem como grupos mais próximos Wixia O. P.-Cambridge, 1882 e Acacesia Simon, 1895
(Coddington 2009).
O palpo do macho de Eustala tem como característica principal a apófise média cônica,
esbranquiçada e voltada posteriormente e a apófise subterminal em forma de balão transparente. As fêmeas apresentam o epígino com escapo voltado anteriormente, diferentemente dos demais gêneros da família. O abdômen, geralmente, tem formato subtriangular, com uma mancha branca mediana no ventre (comum também a Larinia Simon,
1874 e a Metepeira F.O.P.-Cambridge, 1903). O padrão de colorido mais comum é o fólio,
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Sul, as espécies de Eustala ainda são pouco conhecidas, visto que são escassos os trabalhos
taxonômicos sobre o gênero para a região.
As descrições originais das espécies de Eustala descritas do Brasil são, usualmente,
baseadas no padrão de colorido, caráter de pouco valor diagnóstico, e ilustrações que carecem de detalhes morfológicos, sendo, assim, inadequadas para a determinação das espécies. Herbert W. Levi, ao longo dos anos, ilustrou muitos dos espécimes-tipo de Eustala da
América Central e do Sul os quais estão disponíveis online (Levi 2007; Levi et al. 2010) e
possibilitam a determinação dessas espécies.
Para a exequibilidade do presente projeto, limitou-se a área de abrangência do estudo, devido à extensão do território nacional e do elevado número de espécies que teriam de ser trabalhadas. Sendo assim, apresenta-se uma revisão parcial do gênero, através da análise das espécies descritas dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, complementando estudos prévios do gênero nessa região realizados por Poeta et al. (2010a,
b).
O artigo “The orb-weaving spider Eustala described from Southern Brazil
(Araneae, Araneidae): eight new species, redescriptions and new records” será submetido para a revista online Zootaxa, e apresenta a descrição de oito novas espécies de Eustala,
redescrição de E. ulecebrosa (Keyserling, 1892), do Rio Grande do Sul, de E. mourei
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PRESENTATION
Araneidae Clerck, 1757, currently is the third largest family of spiders in the world, with 3029 species in 168 genera (Platnick 2013). These orb-weaver spiders living on the tree-shrub strata (Dondale et al. 2003), occur in almost all continents and vary in shape, size
and color.
The arachnologist Herbert W. Levi worked intensively in Araneidae and reviewed most genera. Levi (2002) published an identification key for 65 American araneid genera, and characterized them as ecribellated, three-clawed spiders, with eight eyes in two rows. The araneid males differ from the other families by the rotated palpal bulb. The females present an epigynum frenquently with scape or lobe, the openings are, usually, on posterior view (Levi 2002).
Over the years, several studies were done about de Araneae, Orbicularie relationships (Coddington & Levi 1991;Griswold et al. 1998, entre outros). Currently, Araneidae family is
considered as a monophiletic group (Scharff & Coddington1997), being as sister-group of all Araneoidea families (Coddington 2009).
The American orb-weaver genus Eustala Simon, 1895, has, until now, 94 known
species (Platnick 2013). This genus, currently, is considered as monophiletic, and is closely related with Wixia O. P.-Cambridge, 1882 and Acacesia Simon, 1895 (Coddington 2009).
The male palpi present a characteristic whitesh cone-shaped median apophysis hanging down posteriorly, and a transparent bubble-like subterminal apophysis. The females have an epigynum with an anteriorly projecting scape, differently of other Araneidae genera (Levi 1977). The abdomen is usually subtriangular, with a ventral white patch (as in Larinia
Simon, 1874 and Metepeira F.O.P.-Cambridge, 1903). The color pattern is usually folium,
making it difficult to match male and female of the same species by this feature (Levi 1977). These spiders are frequently collected and common on scientific collections, however, on South America, this genus is still poorly known, as there are just a few taxonomic studies about Eustala into this region.
The species of Eustala described from Brazil, usually presents original descriptions
based on color patterns, and poor illustrations without morphological details, which difficult the identification of species. Herbert W. Levi, over the years, illustrated many type-species of
Eustala from Central and South America that are avaiable online and made possible the
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For the feasibility of this project, the study area was limited, due the extention of Brazil, and the possible elevated number of species that would have to be analyzed. In this way, here is presented a partial review of Eustala, through the study of species described from
Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul states, complementing previous studies of the genus in the region by Poeta et al. (2010a, b).
The article “The orb-weaving spider Eustala described from Southern Brazil
(Araneae, Araneidae): eight new species, redescriptions and new records” will be submitted to the eletronical journal Zootaxa, and presents the description of eight new species of Eustala, redescription of E.ulecebrosa (Keyserling, 1892), from Rio Grande do Sul, and of E. mourei Mello-Leitão, 1947, from Paraná, also new records to the species of Eustala from
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THE ORB-WEAVING SPIDER EUSTALA DESCRIBED FROM SOUTHERN
BRAZIL (ARANEAE, ARANEIDAE): EIGHT NEW SPECIES, REDESCRIPTIONS AND NEW RECORDS
MARIA RITA MUNIZ POETA ¹
¹Programa de Pós-Graduação em Zoologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Faculdade de Biociências, Museu de Ciências e Tecnologia (MCTP), Laboratório de Aracnologia, Prédio 40, Sala 125, Av. Ipiranga 6681, 90619-900, Porto Alegre, RS, Brazil. E-mail: [email protected]
Abstract. Eight new species of Eustala are described from Southern Brazil: E. guarani sp.
nov., from Paraná; E. catarinasp. nov., from Santa Catarina and E. ericaesp. nov., E. cidae
sp. nov., E. liseisp. nov., E. cuia sp. nov., E. farroupilha sp. nov., from Rio Grande do Sul,
based on males and females. Eustala eldorado sp. nov., from Rio Grande do Sul, based on
males only. Eustala ulecebrosa (Keyserling, 1892), described from Rio Grande do Sul and E. mourei Mello-Leitão, 1947, from Paraná, are redescribed and illustrated. New records of Eustala albiventer (Keyserling, 1884), E. taquara (Keyserling, 1892), E. minuscula
(Keyserling, 1892), E. itapocuensis Strand, 1916, E. photographica Mello-Leitão, 1944, E. levii and E. palmares, Poeta, Marques & Buckup, 2010 are presented. Eustala perfida
Mello-Leitão, 1947, described from Paraná, presents first record from Uruguay. Distribution maps are provided for these species of Eustala.
Key words: taxonomy, geographical distribution, Neotropical region
Introduction
The orb-weaving genus Eustala was proposed by Simon (1895) with Epeira anastera
Walckenaer, 1841, as type-species. Simon (1895) diagnosed the genus by the female with a unique epigynum which has its scape projecting anteriorly. The male was proposed by Walckenaer (1841) as Epeira illustrata, nowadays synonymized with Eustala anastera.
16 some new species based on one sex only.
Levi (1977) reviewed 13 species from North and Central America adding two new species, two new combinations and two synonymies and the remains species were redescribed and illustrated. The author also emphasized the difficulty of match males and females of the same species by color pattern (Levi 1977). Throughout the years, the author examined and illustrated the genitalia of 63 type specimens of Eustala, including those described from South
America, which are available online (Levi 2007; Levi et al. 2010).
The knowledge of Southern Brazilian fauna of the genus had the contributions of Keyserling (1892, 1893) who described five new species from state of Rio Grande do Sul; Strand (1916), with one species from state of Santa Catarina; Mello-Leitão (1947) with two species from Paraná. Poeta et al. (2010a, b) complemented the descriptions of some of these
species and added descriptions of four new species based on males and females.
Currently, 94 species of Eustala are described and 25 presents records in Brazil, of
which 19 are originally described from this country (Table 1) (Platnick 2013).
The current study has emphasis on Eustala species from Southern Brazil because of
the richness and abundance of this genus on the Neotropical Region. Of the 12 species described from Southern Brazil, Eustala ulecebrosa (Keyserling, 1892) and E. mourei
Mello-Leitão, 1947 are redescribed and illustrated, eight new species are described and new distribution records of E. albiventer (Keyserling, 1884), E. minuscula (Keyserling, 1892), E. itapocuensis Strand, 1916, E. photographica Mello-Leitão, 1944, E. perfida Mello-Leitão,
1947and E. palmares,Poeta et al. 2010are presented.
Material and methods
The specimens were examined, illustrated and measured in alcohol 80% under a stereomicroscope fitted with a camera lucida. Measurements are in millimeters. The
nomenclature of the genital structures and description follow Levi (1977). The abbreviations used in figures follow Levi (1977) and Poeta et al. (2010a, b). The male left palpi were
illustrated in ventral and mesal views and the epigyna in ventral, posterior and lateral views. The species of Eustala described from Southern Brazil are presented here in chronological
order.
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Table 1. List of Eustala species that occour in Brazil. (*) Indicate wich are described from
Brazil; (**) indicate wich are described from Southren Brazil (Platnick 2013).
Eustala Sex Type locality Distribution
**albiventer (Keyserling, 1884) ♂♀ Santa Isabela, RS, Brazil Brazil (SC, RS) **belissima Poeta et al. 2010 ♂♀ Cambará do Sul, RS, Brazil Brazil (RS)
**crista Poeta et al. 2010 ♂♀ Iraí, RS Brazil (PR, SC, RS) *gonygaster (C. L. Koch, 1838) ♂♀ Brazil Brazil, Guyana guttata F. O. P.-Cambridge,
1904 ♂♀ Bugaba, Panama Mexico to Brazil
illicita (O. P.-Cambridge, 1889) ♂♀ Guatemala
México, Guatemala, Brazil (RR, MT)
**itapocuensis Strand, 1916 ♂♀ Joenville, SC, Brazil Brazil (SC, RS)
**levii Poeta et al. 2010 ♂♀
São Francisco de Paula, RS,
Brazil Brazil (PR, SC, RS)
**minuscula (Keyserling, 1892) ♂♀ RS, Brazil Brazil (SC, RS) **mourei Mello-Leitão, 1947 ♂♀ Barigui, Curitiba, PR Brazil (PR)
*mucronatella (Roewer, 1942) ♂♀ "Neu Holland" Brazil (rs?)
nasuta Mello-Leitão, 1939 ♂♀ Guyana
Guyana, Brazil (PA, GO, BA, MT)
*nigerrima Mello-Leitão, 1940 ♀
Campos dos Goytacazes, RJ,
Brazil Brazil (RJ)
novemmamillata Mello-Leitão,
1941 ♀ Santa Fé, Argentina Argentina (Santa Fé)
pallida Mello-Leitão, 1940 ♀ Rio Xingu (PA, MT), Brazil Brazil (PA, MT)
**palmares Poeta et al. 2010 ♂♀ Palmares do Sul (RS), Brazil
Brazil (RJ, PR, SC, RS); Uruguay (Artigas)
**perfida Mello-Leitão, 1947 ♂♀ Volta Grande, PR, Brazil Brazil (PR, SC, RS)
photographica Mello-Leitão,
1944 ♂♀ Buenos Aires, Argentina
Brazil (PR, RS); Uruguay (Artigas); Argentina (Buenos Aires)
**saga (Keyserling, 1893) ♂♀
Male, Uruguay; female, RS,
Brazil Brazil (RS), Uruguay
*sagana (Keyserling, 1893) ♂♀ Rio de Janeiro, Brazil Brazil (RJ, SP, PR, RS)
secta Mello-Leitão, 1945 ♂♀ Missiones, Argentina
Brazil (GO, PR, RS); Argentina (Missiones)
**taquara (Keyserling, 1892) ♂♀ Taquara, RS, Brazil Brazil (RJ, SP, PR, SC, RS) tridentata (C. L. Koch, 1838) ♂♀ Brazil Brazil, French Guiana
*trinitatis (Hogg, 1918) ♀
Isl. Trindade, S. Atlantic,
Brazil Brazil (Trindade)
*tristis (Blackwall, 1862) ♀ Brazil Brazil
**ulecebrosa (Keyserling, 1892) ♀ Taquara, Rio Grande do Sul Brazil (PR, RS)
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Inkscape 0.48. Species records were plotted in maps using Google Earth 6.2 (http://earth.google.com) and were assembled and edited using Quantum GIS 1.8.0 (Nanni et al.). Latitude and longitude data for locality records are approximated calculated with Google
Earth 6.2.
The specimens studied are deposited in the following institutions (acronyms and curators in parenthesis): Instituto Butantan, São Paulo (IBSP, D.M Barros-Battesti); Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (MCN, E.H. Buckup and R. Ott); Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (MCTP, A.A. Lise); Museu de História Natural Capão da Imbuia, Curitiba (MHNCI, L.M. Abe); Museu Nacional do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (MNRJ, A.B. Kury); Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo (MZSP, R. Pinto da Rocha).
In the current study, the males and females specimens sampled together were tentatively considered as conspecific. This decision was taken in order to maintain taxonomic stability, do not give more scientific names that could be, possibly, synonymized in future and overestimate the total number of species.
TAXONOMY
Family Araneidae Clerck, 1957
Eustala Simon, 1895
Eustala Simon, 1895: 795. Type species Epeira anastera Walckenaer, 1841 by original
designation. The genus is feminine. Levi 1977: 114; Levi 2002.
Diagnosis. Differently of the other Araneidae genera, females of Eustala present the
19
Eustala albiventer (Keyserling, 1884) Figure 1
Epeira albiventer Keyserling 1884: 651, est. 21, fig. 3, female holotype from Santa Isabela
(nowadays, Santa Isabel do Sul, 2nd district of Arroio Grande), Rio Grande do Sul, Brazil, deposited in the National Museum of Ireland. Examined by H.W. Levi, in 1969 (Levi 2007, figures). Keyserling 1892: 157, est. 8, fig. 115.
Araneus albiventer; Petrunkevitch 1911: 278. Metazygia albiventer; Mello-Leitão 1943: 186. Eustala albiventer; Levi 1991: 178.
Epeira sanguinosa Keyserling 1893: 225, est. 11, figs 167, female holotype from Taquara,
Rio Grande do Sul, Brazil, H. von Ihering. Deposited in The Natural History Museum, London. Examined by H.W. Levi, in 1975 (Levi 2007, figures). Synonymy established by Poeta et al. (2010a): 155.
Araneus sanguinosus; Petrunkevitch 1911: 314.
Eustala sanguinosa; Roewer 1942: 766; Mello-Leitão 1943: 179 Eustala albiventer; Poeta et al. 2010a: 155, figs 20-24; Platnick 2013.
Distribution. Brazil: São Paulo, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Fig. 1).
Additional material examined. BRAZIL, São Paulo: Campos do Jordão, 22°40’S,
45°34’W, 1♀, 15.XII.1944, F. Lane (MZSP 9623); São Paulo (Bairro Jurubatuba), 23°31’S, 46°38’W, 1♀, 06.VII,1941, F. Lane (MZSP 9627). Paraná: 1♀, R. Hertel (MHNCI 3434);
Morretes (Serra da Graciosa), 25°21’S, 48°46’W,1♀, 09-20.I.1995, Equipe do Laboratório de Aracnologia (MCTP 6950); Curitiba, 25°15’S, 49°14’W,1♂, Dr. Curival (MHNCI 3451);1♀, R. Hertel (MHNCI 3434); Imbituva, 25°02’S, 50°33’W, 85♀, 1935, V. Staviarski (MNRJ 4528). Santa Catarina: Florianópolis (Reserva Biológica Marinha do Arvoredo), 27°04’S,
48°18’W, 1♀, 03-07.V.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6319). Rio Grande do Sul: Caxias do
Sul, 28°53’S, 51°06’W, 1♂, 18-21.XI.1993, A.A. Lise (MCTP 32540); São Francisco de Paula, 29°14’S, 50°31’W, 1♀, 25-28.IV.1996, A.A. Lise (MCTP 10511); 2♂, 1♀, 09-12.I.1997, A.A. Lise et al. (MCTP 10842, 10483); (Potreiro Velho) 1♀, 05-08.XII.1996, A.A.
Lise et al. (MCTP 13927); 1♂, 1♀, 14-17.XII.1996, A.A. Lise (MCTP 10933, 10936); 3♀,
20
31996); 1♀, XI.1997, R. Merke (MCTP 10050); 1♀, 05-09.XII.1997, A.A. Lise (MCTP
32537); 1♂, 12-14.XI.1998, A.A. Lise (MCTP 32000); 1♂, 04-06.I.1999, A.A. Lise (MCTP
15687); 1♂, VIII.2001, L.A. Bertoncello (MCTP 22901); Capão da Canoa/Capão Novo, 29°46’S, 49°58’W, 1♀, 17-18.IV.1993, A.A. Lise (MCTP 3134); Cidreira, 29°46’S, 49°58’W, 5♀, 28.VII.1994, L. Koch (MCTP 32536); 1♂, 7♀, 01.IV.2000, J.A.M. Pinto (MCTP 18148); Novo Cabrais (Parque Witeck), 29°36’S, 52°55’W, 1♀, 19.X.2001, R.G. Buss (MCTP 13056); Cachoeira do Sul (Cordilheira), 29°53’S, 52°55’W, 2♀, 26.XI.1992 (MCTP 3695); 1♀, 04.V.1993 (MCTP 3581); 1♂, 12.XI.1993 (MCTP 4265), all colected by R.G. Buss; (Porteira Sete) 1♂, 3♀, 26.VII.1992 (MCTP 32558); 6♂, 6♀, 31.X.1992 (MCTP 32548); 1♀, 25.V.1993 (MCTP 4598); (Alto das Casemiras) 2♂, 25.IV.1993 (MCTP 3997), all collected by R.G. Buss; Guaíba, 30°00’S, 51°18’W, 4♀, 29.XI.1994 (MCTP 5682); 2♀, 13.X.1995 (MCTP 7748, 7749); 1♂, 15.III.1996 (MCTP 8374); (Fazenda São Maximiano) 1♀, 24.X.1995 (MCTP 6896); 15♀, 26.III.1994 (MCTP 32569), all collected by A.A. Lise et al.;
Viamão, 29°59’S, 51°00’W, 1♀, 25.XI.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5808); 1♀, I-II.1995,
L.A. Chiaradia (MCTP 6660); 1 ♀, 12.V.1995, A.A. Lise (MCTP 7302); 1♂, 15.XII.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 8795); Tavares, 31°10’S, 51°03’W, 1♀, 09.XII.1990, N. Silveira
(MCTP 98); Capão do Leão, 31°45’S, 52°25’W, 1♂, 27.XI.2000 (MCTP 11723); 10♀, 28.III.2001 (MCTP 13331, 31980, 31999, 32533, 32584), all collectd by E.N.L. Rodrigues; Rio Grande, 32°01’S, 52º06’W,1♂, XII.2004, F.A.P. Santos(MCTP 21766); 1♂, 1♀, II.2005, F.A.P. Santos (MCTP 21764, 21765); (Estação Ecológica do Taim), 32°28’S, 52º34’W, 1♀, 12.IX.1991, A.A. Lise (MCTP 1007).
Eustala minuscula (Keyserling, 1892) Figure 1
Epeira minuscula Keyserling 1892: 140, est. 7, figs 103 a-e, male and female syntypes from
Rio Grande do Sul, Brazil, H. von Ihering, deposited in The Natural History Museum, London. Examined by H.W. Levi in 1973 (Levi 2007, figures).
Araneus minusculus; Petrunkevitch 1911: 304.
Eustala minuscula; Mello-Leitão 1919: 16; 1943: 179; Bonnet 1956: 1841; Platnick 1993:
21
Mangora minuscula; Roewer, 1942: 774.
Distribution. Brazil: São Paulo, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Fig. 2).
Additional material examined. BRAZIL, São Paulo: São José do Barreiro (Serra da
Bocaina), 22º30’S, 44º34’W, 1♀, 01-31.I.1963, Vulcano (MZSP 7844). Paraná: Ponta
Grossa (Vila Velha), 25º04’S, 49°56’W, 1♀, F. Lange (MHNCI 1899); Clevelândia (Fazenda Tunas, Rio Chopim), 26º24’S, 52º26’W, 2♂, II.2001, R.S. Brenils (MNRJ 3642). Santa Catarina: Chapecó (Quebra-queixo), 26º55’S, 52º33’W, 1♂, 26-27.II.2002, M. Kammers
(MCTP 12920); Rio Uruguai, 27º08’S, 53º03’W,1♂, 1♀, 02.IX.2010, R.C. Francisco (MCTP 34474). Rio Grande do Sul: Erval Grande, 27º20’S, 52º33’W, 1♂, 17-20.IV.1992, A. Braul
(MCTP 31963); 1♂, 3♀, 17-20.V.1992, A. Braul (MCTP 2057, 2060, 2222); Marcelino Ramos, 27º19’S, 51º53W, 1♀, II.1989, A. Braul (MCTP 19777); Nova Prata, 28º40’S,
51º35’W, 1♀, 06.IX.1987, F.C. Quadros (MCTP 26133); Caxias do Sul, 28°53’S, 51°06’W,
1♀, 03-05.XI.1994, A.A. Lise (MCTP 5325); (Fazenda Souza), 1♂, 18-21.XI.1993, A.A. Lise (MCTP 32539); 1♀, 11-12.XI.1995, Equipe do Laboratório de Aracnologia (MCTP 7138); São Francisco de Paula, 29°14’S, 50°31’W, 1♀, 21-24.III.1995, R. Ott (MCTP 10379); 2♀, 25-28.VII.1996, A.A. Lise et al. (MCTP 10168); 1♂, 1♀, 09-12.I.1997, A.A. Lise et al.
(MCTP 10841, 10849); (Potreiro Velho) 3♀, 05-08.XII.1996 (MCTP 13903, 13928); 1♀, 08.XII.1996 (MCTP 13925); 1♀, 14-17.XII.1996 (MCTP 31966); 1♂, 05-09.XII.1997 (MCTP 15689); 2♀, 19.III.1998 (MCTP 15688); 1♀, I.1999 (MCTP 32627), all collected by A.A. Lise; Itaara, 29º26’S, 53°43’W, 1♂, 01.XII.2005, L. Indrusiak (MCTP 21526); 1♂, 16.II.2006, L. Indrusiak (MCTP 21527); 1♀, 28.III.2006, L. Indrusiak (MCTP 21524); 1♀, 22.XI.2006, A.A. Lise et al. (MCTP 20625); 2♀, 14.IV.2007, A.A. Lise et al. (MCTP 20626);
1♀, 14.IX.2007, A.A. Lise et al. (MCTP 20747); Rio Uruguai (BR-153), 1♀, IX.1989, Equipe
Itá-Machadinho (MCTP 817); Santo Antônio da Patrulha, 29º42’S, 50º30’W, 1♂, 27.III.1994, L. Koch (MCTP 31978); Xangri-lá, 29º47’S, 50º02’W, 3♀, 24.II.1993, A.A. Lise (MCTP 2978); Viamão, 29°59’S, 51°00’W, 1♂, 2♀, 25.XI.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5809); 2♀,
29.XI.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 32545); 1♂, 2♀, 02.XII.1994, A.A. Lise et al. (MCTP
5867); 1♂, 12.V.1995, A.A. Lise (MCTP 8542); 1♀, 18.IV.1998, A.A. Lise (MCTP 10233); (Estação Fitotécnica de Águas Belas) 1♀, 06.V.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 4673); 3♂,
12.VIII.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5256); Guaíba, 30°00’S, 51°18’W, 1♀, 25.X.1994,
A.A. Lise et al. (MCTP 5658); Porto Alegre, 30°01’S, 51°13’W, 1♂, 18.V.1991, C.L.
22 Buck (MNRJ 2368).
Eustala taquara (Keyserling, 1892) Figure 2
Epeira taquara Keyserling 1892: 143, est. 7, fig. 105, female holotype from Taquara, Rio
Grande do Sul, Brazil, H. von Ihering, deposited in The Natural History Museum, London. Examined by H.W. Levi in 1975 (Levi 2007, figures).
Araneus taquara; Petrunkevitch 1911: 318.
Eustala taquara; Mello-Leitão 1919: 16; Roewer 1942: 766; Mello-Leitão 1943: 179; Bonnet
1956: 1841; Poeta et al. 2010a: 157, figs 25-29; Buckup et al. 2010: 489; Platnick 2013. Eustala ulecebrosa; Podgaiski et al. 2007: 6, table 1 (examined, misidentification).
Distribution. Brazil: Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Fig. 3).
Additional material examined. BRAZIL, Pernambuco: 1♂, 1♀, R. von Ihering
(MNRJ 41993); Moreno, 8º07S, 35°05’W, 1♀, B. Pickel (MNRJ 280). Mato Grosso: Nova
Chavantina, 14°21’S, 52°19’W, 1♀, X.1946, H. Sick (MZSP 9652). Rio de Janeiro: Nova
Friburgo, 22°17’S, 42°31’W, 1♂, 1♀, C. Mello-Leitão (MNRJ 41435, 41438); Petrópolis, 22°30’S, 43°11’W, 1♂, C. Mello-Leitão (MNRJ 358). SãoPaulo: Mogi das Cruzes, 23°27’S,
46°10’W, 1♂, X.1941, Araujo (MZSP 9599); São Paulo (Santo Amaro, Cocaia, Represa Nova), 23°23’S, 46°29’W, 1♂, IX.1941, H. Urban (MZSP 9669); 1♀, 04.IV.1948, H. Urban (MZSP 7716); 1♀, V.1951, H. Urban (MZSP 9531); Boracéia, 22°03’S, 48°45’W, 1♀, 28.II.1947, P. Biasi (MZSP 6114); 1♂, 28.II.1949, L. Travassos Filho (MZSP 9661); 3♀, 22
-23.II.1961, P. Biasi (MZSP 1228); Iporanga, 24°25’S, 48°31’W, 1♀, 01-03.XI.1963, Leme
(MZSP 4006). Paraná: 3♀, IX.1944, R. Lange (MHNCI 343-345); 2♂, 1♀, F. Lange (MNRJ
42509, 42513); 1♀, (MHNCI, 3578); 1♀, IV.1942, Pe. Moure (MHNCI 2366); Clevelândia
23
Figures 1, 2. Geografic distribution records of Eustala. Figure 1, Eustala albiventer
(Keyserling, 1884): black circle; E. minuscula (Keyserling, 1892): yellow circle. Figure 2, E. taquara (Keyserling 1892): black circle. Scale bars: 500 km.
26°05’S, 49°48’W, 1♀ (MNRJ 58069); Pinhais (Serra da Farinha Seca), 25°22’S, 49°09’W,
1♀, 15-20.IX.1995, Equipe Laboratório de Aracnologia (MCTP 7624); Morretes (Serra da
Graciosa, 25°21’S, 48°46’W), 1♂, 2♀, 09-20.I.1995, Equipe do Laboratório de Aracnologia
(MCTP 6928, 6951, 7173); (Prainha) 1♀, 28.IV-25.VIII.1996, J.A. Caetano (IBSP 7308); Curitiba (Barigui) 25°30’S, 49°19’W, 1♀, XI.1994, R. Lange (MHNCI 297); 2♀ (MHNCI 3863, 4583); (Pilarzinho, 25°17’S, 49°15’W), 1♀, X.1945 (MHNCI 2954); Guaraqueçaba,
25°14’S, 48°20’W, 1♀, VII.1944, Hartz (MHNCI 290); Valle Grande, 1♂, 2♀, IV.1943, R.
Hertel (MHNCI 2280-2284); Marumbi, 23°23’S, 51°32’W, 1♀ (MHNCI 3174); Candói/Mangueirinha (Usina Hidrelétrica de Segredo), 25°55’S, 52°11’W, 1♀, III.1996, Chagas Jr. et al. (IBSP 10490); 3♀, 31.VIII.1996, A.D. Brescovit (IBSP 10488); Imbituva,
25°02’S, 50°33’W, 2♀, 1935, V. Staviarski (MNRJ 4524); Ponta Grossa (Vila Velha), 25°04’S, 49°56’W, 5♀, 17.VIII.1947, K. Imaguire (MZSP 7850). Santa Catarina:
Florianópolis (Córrego Grande), 27°35’S, 48°33’W, 1♀, 10-15.II.2002, D. Pedroso (MNRJ 3657); Itapiranga, 27°10’S, 53°42’W, 1♂, Pio Buck (MNRJ 41952); Urussanga(Rio Molha), 28°31’S, 49°19’W, 2♀, 22.V-21.VI.2008, R.A. Teixeira (MCTP 31839); 3♂, 29.XII.2008, R.A. Teixeira (MCTP 31823); RanchoQueimado, 27°28’S, 48°54’W, 3♂, 4♀, 09-13.X.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6971-6974, 7048, 7051); Concórdia, 27°03’S, 48°31’W, 1♀, IX.1988,
24
Projeto Itá-Machadinho (MCTP 492); Chapecó, 26º55’S, 52º33’W, 1♂, 5♀, IX.2012, R.C. Francisco (MCTP 34473); Rio Uruguai, 27°08’S, 53°03’W, 1♀, 02.XI.2010 R.C. Francisco (MCTP 34472); Rio Jacutinga, 27°13’S, 52°12’W, 1♀, II.1989, Equipe Itá-Machadinho (MCTP 6475). Rio Grande do Sul: 6♂, 9♀, Pe. Rambo (MNRJ 2379, 42080, 42084, 42088);
Derrubadas (Parque Estadual do Turvo, 27°04’S, 53°45’W), 1♀, 01.II.1996, A.B. Kury & R. Pinto da Rocha (MZSP 14814); Rio dos Índios, 27°05’S, 52°45’W,1♀, 23.IX.2008, R.C. Francisco (MCTP 29735); Erval Grande, 27°20’S, 52°33’W, 1♂, 17-20.V.1992, A. Braul (MCTP 2058); Marcelino Ramos, 27º19’S, 51º53W, 2♂, 1♀, II.1989, A. Braul (MCTP 18778, 32575); Barracão, 27°32’S, 51°21’W, 1♂, II.1989, Equipe Itá-Machadinho (MCTP 799); São Francisco de Paula, 29°14’S, 50°31’W, 4♂, 3♀, 21-24.III.1995, R. Ott (MCTP 10380); 4♂, 2♀, 24.X.1996, R. Ott (MCTP 10587, 10588, 30230, 30239, 33604); 7♂, 7♀, 09-12.I.1997, A.A. Lise et al. (MCTP 10880); (Potreiro Velho), 1♂, 9♀, 21-24.III.1995, R. Ott (MCTP
32577); 4♂, 2♀, 21-24.III.1995, A.A. Lise (MCTP 11963, 11991, 12009, 12012); 1♀, I.1996, A.A. Lise et al. (MCTP 8302); 1♂, 17.XI.1996, A.A. Lise (MCTP 14380); 3♂, 3♀, 05
-08.XII.1996, A.A. Lise (MCTP 14137, 14138, 14140, 31998); 2♂, 1♀, 14-17.XII.1996, A.A.
Lise (MCTP 10932, 10934); 1♀, 07.I.1997, A. Specht (MCTP 10905); 5♀, 05-09.II.1997,
A.A. Lise (MCTP 11975); 2♂, 8♀, 05-09.III.1997, A.A. Lise (MCTP 14044, 15957, 15959,
32538); 3♀, 02.V.1997, A.A. Lise (MCTP 13996); 4♂, 10♀, 10-13.VI.1997, A.A. Lise (14201, 14203, 14204, 14240, 14244, 15691, 15692, 15694, 30235); 2♂, 3♀, 19.III.1998,
A.A. Lise (MCTP 31982); 7♂, 8♀, 12-14.XI.1998, A.A. Lise (MCTP 12730, 12731, 15698,
15699); 1♀, 12-15.XI.1998, A.A. Lise (MCTP 32535); 1♂, 2♀, 05-08.XII.1998, A.A. Lise et al. (MCTP 13904, 14136); 1♂, 2♀, I.1999, A.A. Lise (MCTP 32587); 1♀, 16-17.III.2001,
A.A. Lise (MCTP 14339); 1♀, 13-14.IV.2012, M. Ávila & N. Albuquerque (MCTP 33501);
(FLONA- Floresta Nacional de São Francisco de Paula), 3♂, 4♀, 19.XII.2010, R.A. Teixeira (MCTP 33055, 33056, 33105, 33106, 33109); 2♂, 10♀, 23.II.2011, R.A. Teixeira (MCTP 32956-32960, 33673); 2♂, 2♀, 02.III.2011, R.A. Teixeira (MCTP 32926, 32957, 33336); Caxias do Sul, 28°53’S, 51°06’W, 1♀, VII.1999, C.D.C. Rosa (MCTP 11740); (Fazenda Souza), 1♂, 18-21.XI.1993, A.A. Lise (MCTP 32541); Itaara, 29º26’S, 53°43’W, 1♂, 16.II.2006, L. Indrusiak (MCTP 21523); 1♀, 22.XI.2006, A.A. Lise et al. (MCTP 20623); 1♂,
23.VI.2007, A.A. Lise et al. (MCTP 20632); 1♀, 14.IX.2007, A.A. Lise et al. (MCTP 20624);
25
17045); Novo Cabrais (Parque Witeck), 29°36’S, 52°55’W, 1♂, 2♀, 24.VII.2008 (MCTP 28186); 3♂, 2♀, 23.VIII.2008 (MCTP 28138); 7♂, 5♀, 27.I.2010 (MCTP 27882, 27883); 8♂,
6♀, 19.X.1987 (MCTP 28328-28330); 3♂, 25.X.2007 (MCTP 28401); 1♂, 4♀, 02.XI.2007
(MCTP 28438, 28439, 28422); 1♂, 4♀, 20.XI.2007 (MCTP 20323, 20342); 4♀, 03.I.2008; 8♂, 12♀, 21.I.2008 (MCTP 28366-28368); 1♂, 2♀, 18.II.2008 (MCTP 28289); 1♂, 1♀, 25.III.2008 (MCTP 28226); 1♂, 2♀, 08.IV.2008 (MCTP 28202); 2♀, 15.IV.2008 (MCTP 28125); 1♂, 01.V.2008 (MCTP 28266); 1♀, 18.VII.2008 (MCTP 28169); 1♀, 23.VIII.2008 (MCTP 28140); 12♂, 12♀, 11.IX.2008 (MCTP 27989, 28068, 28069, 28071); 3♂, 5♀, 09.X.2008, (MCTP 28023, 28024); 1♂, 9♀, 01.XI.2008 (MCTP 27952, 27953, 27988); 5♂,
4♀, 07.XI.2008 (MCTP 28456, 28459); 1♂, 1♀, 27.I.2010 (MCTP 27884), all collected by
R.G. Buss; Cachoeira do Sul (Cordilheira), 29°53’S, 52°55’W, 3♂, 3♀, 09.IX.1992 (MCTP 3404, 3405, 3434); 1♂, 04.X.1992 (MCTP 3406); 1♀, 30.XII.2000 (MCTP 4358); (Cordilheira, Fazenda das Pedras) 1♂, 2♀, 27.X.1992 (MCTP 3707, 3708); 2♂, 18.V.1993 (MCTP 3990);(Alto das Casemiras) 1♂, 1♀, 08.VIII.1992 (MCTP 3407); 4♂, 3♀, 14.X.1992 (MCTP 3429, 3686, 32549), all collected by R.G. Buss; SantaCruz, 30°01’S, 54°14’W, 1♀, 20.XI.1994, R. Ott (MCTP 6603); Antônio Prado, 28°43’S, 51°16’W, 1♂, 19.II.1995, P.L. Oliveira (MCTP 6147); Jaquirana, 28°42’S, 50°15’W, 1♂, 28.VIII.2002, R. Cunha (MCTP 15283); Taquara (Morro da Pedra), 29°33’S, 50°46’W, 2♀, 17.II.1995, A.D. Brescovit (IBSP 6699, 6705); Dom Pedro de Alcântara, 29°33’S, 49°50’W, 1♀, 07-09.V.1992, A. Braul
(MCTP 32552); 1♂, 4♀, 30.IV.1993, A.A. Lise (MCTP 3180, 3181); 1♂, 1♀, 18-19.1993, A.
Braul & C. Queiroz (MCTP 4116); Montenegro, 29°37’S, 51°26’W,2♂, 12.I.2012, G. S. de Carvalho & D. Sebhen (MCTP 33360); Eldorado do Sul, 30°01’S, 51°36’W, 1♀, 18 -19.IX.1993, A. Braul & C. Queiroz (MCTP 4119); Guaíba, 30°00’S, 51°18’W, 1♀, 03.VII.1994 (MCTP 4794); 1♂, 17.III.1995 (MCTP 8011); 1♂, 15.III.1996 (MCTP 8375); (Fazenda São Maximiano) 3♀, 26.III.1994 (MCTP 32568); 1♀, 14.VII.1995 (MCTP 6687); 2♀, 08.XI.2008 (MCTP 25946, 25947), all collected by, A.A. Lise et al.; Porto Alegre, , 2♂,
4♀, Pio Buck (MNRJ 41919); Cidreira, 29°46’S, 49°58’W, 1♀, 28.VII.1994, L. Koch (MCTP
4930); Viamão, 29°59’S, 51°00’W, 7♂, 24.III.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 5932); 1♀,
12.V.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 7816); 5♂, 4♀, 09.XII.1995, A.A. Lise et al. (MCTP
7778); 2♂, 3♀, 08.III.1996, A.A. Lise et al. (MCTP 7900, 7901); 1♂, 1♀, 08.XII.1999, A.
26
Lise et al. (MCTP 8394); 1♂, 2♀, 07.X.1994, A.A. Lise (MCTP 5624, 12251); 1♂, 1♀,
25.XI.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5810, 5835); 7♂, 13♀, 29.XI.1994, A.A. Lise et al.
(MCTP 32544); 2♂, 1♀, 02.XII.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5906); 1♂, 4♀, 24.III.1995,
A.A. Lise et al. (MCTP 5931, 7339); 4♂, 14♀, 12.V.1995, A.A. Lise (MCTP 31979); 3♀,
07.VI.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6668); 2♂, 2♀, 25.VIII.1995, A.A. Lise et al. (MCTP
8541); 1♂, 10.X.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6829); 1♀, 22.XI.1995, A.A. Lise et al.
(MCTP 8637); 3♂, 2♀, 12.I.1996, A.A. Lise et al. (MCTP 8353, 8354, 9218); 2♂, 23.I.1996,
A.A. Lise et al. (MCTP 9219); 1♀, 23.VI.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 8543); 2♂, 4♀,
15.XII.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 31994); (Instituto Marista Graças) 3♀, 20.V.1994, A.A.
Lise et al. (MCTP 4749); 1♀, 18.V.1998, P. Prates (MCTP 30236); (Estação Fitotécnica de
Águas Belas) 2♀, 06.V.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 4670); 9♂, 13♀, 12.VIII.1994, A.A.
Lise et al. (MCTP 5254, 32562, 32567); 3♂, 2♀, 23.IX.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5499,
5500); 1♀, 23.VI.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6761); 3♂, 5♀, 25.VIII.1995, A.A. Lise et al.
(MCTP 7557); 2♂, 3♀, 10.X.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6808, 6809); São Leopoldo,
29°45’S, 51°13’W, 1♀, 24.II.1984 (MCTP 343); 1♂, 2♀, 19.VIII.1986 (MCTP 307); 5♂,
17.XI.1986 (MCTP 361, 364); 2♀, 24.IV.1987 (MCTP 382); 3♀, 25.IX.1987 (MCTP 354), all
collected by C.J. Becker; Novo Hamburgo, 29°39’S, 51°06’W, 1♀, 22.IX.1986 (MCTP 293);
1♀, 01.X.1986 (MCTP 250); 1♂, 03.IV1987 (MCTP 32559); 1♂, 15.IV.1988, (MCTP 277),
all collected by C.J. Becker; Campo Bom, 29°38’S, 51°00’W, 2♂, 1♀, 25.VIII.1986 (MCTP 32577); 1♀, 17.XII.1986 (MCTP 138); 1♂, 3♀, 19.X.1987 (MCTP 32560); 1♀, 18.XI.1987 (MCTP 196); 1♂, 14.XII.1987 (MCTP 208), all collected by C.J. Becker; Sapucaia do Sul, 29°47’S, 51°06’W, 1♀, 22.V.1989, (MCTP 3575); 1♀, 28.XI.1993, (MCTP 3551), all collected by C.J. Becker; Capão do Leão, 31°45’S, 52°25’W, 3♀, 27.II.2001 (MCTP 13157, 15614); 1♀, 28.III.2001 (MCTP 32532), all collected by E.N.L. Rodrigues.
Eustala ulecebrosa (Keyserling, 1892) Figures 3, 7-10
Epeira ulecebrosa Keyserling 1892: 104, est. 5, figs 77 and 77a, female holotype from
27
Araneus ulecebrosus; Petrunkevitch 1911: 321.
Eustala ulecebrosa; Mello-Leitão 1919: 470; Roewer 1942: 766; Mello-Leitão 1943: 179;
1947: 243; Bonnet 1956: 1842; Levi 2007; Buckup et al. 2010: 489; Platnick 2013.
Note. The holotype was not found in The Natural History Museum (Mrs Janet Beccaloni, Curator of Arachnida and Myriapoda, The Natural History Museum, personal communication). The female was determined as Eustala ulecebrosa based on type
illustrations by Levi (2007).
Diagnosis. The epigynum (Figs 7-9; see Levi 2007, figures) of Eustala ulecebrosa
resembles that ofE. taquara (see Poeta et al. 2010a: 157, figures 25-29) by the long ringued
scape, and differs by the anterior portion of the median plate elevated and heart-shaped (posterior view, Fig. 8). The base of the scape of Eustala ulecebrosa is wide, unlike E. taquara, on lateral view (Fig. 9).
Description Male.Unknown.
Female (MNRJ 6492)
Carapace dark orange, many dark brown setae for allover cephalotorax, and a white setae around the lateral eyes. Posterior median eyes and lateral eyes with dark borders. Sternum orange with white pigment and a brown border. The abdomen is subtriangular, with two terminal projections (Fig. 10). Dorsum white with a dark brown folium and dark brown stains. Venter light-brown, with a brown stain from the spinnerets to the epigastric furrow and an almost losangular central white patch. Legs orange with some brown bands (not well demarcated). Total length 10.9. Carapace length 4.2, width 3.6. Leg formula 1243. Length leg I: femur 5.3; patella+tibia 6.2; metatarsus 4.8; tarsus 1.3; total 17.6. Patella+tibia II 5.8; III 2.9; IV 5.1.
Variation. The median plate of the epigynum without a well-demarcated projection (ventral view) as illustrated in this study and by Levi (2007). Yellow legs with brown bands. A especimen presents greenish abdomen color pattern with the folium and a large totally white region.
28
Figures 3, 4. Geografic distribution records of Eustala. Figure 3, E. ulecebrosa (Keyserling,
1892): black circle; E. itapocuensis Strand, 1916: yellow circle; E. photographica
Mello-Leitão, 1944: red circle; E. mourei Mello-Leitão, 1947: blue circle. Figure 4, E. perfida
Mello-Leitão, 1947: blue circle; E. levii Poeta, Marques & Buckup, 2010: yellow square; E. palmares Poeta, Marques & Buckup, 2010: star. Scale bars: 500 km.
3
4 3
-30.0
-45.0
29
Figures 5, 6. Geografic distribution records of Eustala. Figure 5, Eustala guarani sp. nov.:
blue circle; E. catarina sp. nov.: yellow triangle; E. ericae sp. nov.: star; E. cidae sp. nov.:
red circle. Figure 6, E. lisei sp. nov.: black triangle; E. cuia sp. nov.: yellow circle; E. farroupilhasp. nov.: red circle; E. eldoradosp. nov.: blue circle. Scale bars: 500 km.
6
0.0
-20.0
-40.0
-40.0 -50.0
5
30
Additional material examined. BRAZIL, Paraná: Piraquara (Volta Grande), 25°26’S,
49°04’W, 1♀, II.1945, R. Hertel (MHNCI 2450); Bituruna, 26°09’S, 21°33’W, 2♀, 1935, V. Staviarski (MNRJ 6492).
Eustala itapocuensis Strand, 1916 Figure 3
Eustala itapocuensis Strand 1916: 107, male holotype from Joinville, Santa Catarina, Brazil
(Forschunginkstitut und Naturmuseum Senckenberg). Examined by H.W. Levi in 1976 (Levi 2007, figures); Roewer 1942: 765; Bonnet 1956: 1840; Poeta et al. 2010b: 270,
figs 16-21; Buckup et al. 2010: 489; Platnick 2013.
Distribution. Brazil: Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Fig. 4).
Additional material examined. BRAZIL, Paraná: Imbituva, 25°02’S, 50°33’W, 4♀, 1935,
V. Staviarski (MNRJ 4529); Mangueirinha (Usina Hidrelétrica de Segredo, Estância Vigor), 25°55’S, 52°11’W, 1♀, 23.I.1992, R. Pinto da Rocha & M.R.S. Lopes (MZSP 14679). Santa Catarina: Rancho Queimado, 27°28’S, 48º54’W, 1♀, 09-13.X.1995, A.A. Lise et al. (MCTP
6998). Rio Grande do Sul: Caxias do Sul, 28°53’S, 51°06’W, 1♀, 03-05.XII.1994, A.A. Lise
(MCTP 5324); 1♂, 1♀, 11-12.XI.1995, Equipe do Laboratório de Aracnologia (MCTP 7319,
31989); São Francisco de Paula (Potreito Velho), 29°14’S, 50°31’W, 1♀, I.1996, A.A. Lise (MCTP 8301); Guaíba, 30°00’S, 51°18’W, 1♀, 05.XII.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 8568);
Capão do Leão, 31°45’S, 52°25’W, 1♀, 30.XII.2000, E.N.L. Rodrigues (MCTP 12471).
Eustala photographica Mello-Leitão, 1944 Figure 3
Eustala photographica Mello-Leitão 1944: 329, figs 13, 14, female holotype from Punta
Chica, Buenos Aires, Argentina, Prosen, deposited in Museo de La Plata (MLP 15955). Examined by H. W. Levi in 1974 (Levi 2007, figures). Brignoli 1983: 270; Poeta et al.
31
Distribution. Brazil: Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul. Uruguay: Artigas (Poeta et al. 2010a). Argentina (Buenos Aires, type-locality, Mello-Leitão
1944) (Fig. 4).
Additional material examined. BRAZIL, Minas Gerais: Itamonte,22°17’S, 44º52’W,
1♀, 01-05.XI.2007, K. Ramos (MCTP 7817). Paraná: Balsa Nova, 25°34’S, 49°37’W, 1♂,
30.XII.1967 (MHNCI 4479); Curitiba (Barigui), 25°15’S, 49°14’W, 1♂, R. Lange (MHNCI 294, deposited on MZSP). Santa Catarina: Mafra (The old “Estação Ferroviária de Avencal
Paraná-Santa Catarina”, nowadays, Mafra, SC), 26º05’S, 49°48’W, 5♀, VII.1943, R. Lange (MHNCI 2028-2044); Rio Uruguai, 27°08’S, 53°03’W, 2♀, 02.IX.2010, R.C. Francisco (MCTP 34479). Rio Grande do Sul: Erval Grande, 27°20’S, 52°33’W, 1♀, 17-20.V.1992, A.
Braul (MCTP 32534); Marcelino Ramos, 27º19’S, 51º53W, 1♀, II.1989, A. Braul (MCTP 32576); Rio Apuaê, 27°48’S, 51°53’W, 1♀, II.1989, Equipe Itá-Machadinho (MCTP 795).
Eustala mourei Mello-Leitão, 1947 Figures 3, 11-13
Eustala mourei Mello-Leitão 1947: 241, figs 9-10, two males and two females syntypes from
Bariguí, Curitiba, Paraná, Brazil, deposited in Museu Paranaense, (nowadays Museu de História Natural Capão da Imbuia, MHNCI 2507, 2508, 2509, 2510). Brignoli 1983: 270; examined by H. W. Levi in 1988 (Levi 2007, figures); Pinto-da-Rocha & Caron 1989: 1025, designed a male lectotype, MHNCI 2508 and the specimens 2507, 2509 and 2510, as paralectotype; Platnick 2013.
Note. Only the lectotype (MHNCI 2508) and an ordinary specimen, males, from the same locality, (MHNCI 2108) were examined (May, 2012). The paralectotypes (MHNCI 2507, 2509 and 2510) are apparently lost.
Diagnosis.The male palpus of Eustala mourei (Figs 11, 12) is similar to that of E. orina
(Chamberlin, 1916) (see Levi 2007, figures) by the terminal laminar apophysis and a subterminal apophysis with a transparent projection (Levi 2007). The palpus of E. mourei
32
(Levi 2007, figures) resembles that of E. orina (see Levi 2007, figures) by the ringed scape
with a narrowed apex however E. mourei differs from this species by the large and straight
median plate, on posterior view.
Description
Male (Lectotype, MHNCI 2508)
Carapace pale-yellow; narrow ocular area, median and lateral eyes with a black border and many white setae near the lateral eyes. Sternum pale yellow with a white pigment and a large gray border. Abdomen subtriangular, dorsum whitish crackled with a greenish well-defined folium (Fig. 13). Venter light yellow with a well-well-defined dark gray stain from the spinnerets to the epigastric furrow and an elongated white central patch. Legs pale-yellow with light-brown bands.Total length 6.4. Carapace length 3.1, width 2.8. Leg formula 1243. Length leg I: femur 4.0; patella+tibia 4.2; metatarsus 2.6; tarsus 1.2; total 12.0. Patella+tibia II 3.7; III 1.7; IV 2.9.
Female
The female paralectotype was not found, but it was illustrated by H.W. Levi in 1988 (see Levi 2007, figures).
Variation. Presence of terminal hump on abdomen. Abdomen whitish with a light-brown folium; with a transversal light-brown line; greenish with a folium, or without folium. Male (n=5): total 6.5-5.1; carapace length 3.1-3.7, width 2.8-2.9.
Distribution. Brazil: Paraná (type-locality, Mello-Leitão 1974); Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Fig. 3).
Additional material examined. BRAZIL, Paraná: Curitiba (Barigui), 25°15’S,
49°14’W, 1♂, X.1944, R. Lange (MHNCI 2108). Santa Catarina: Rancho Queimado,
27°28’S, 48º54’W, 2♂, 09-13.X.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 6975, 7049); 1♂, 15
-19.XI.1995, A.B. Bonaldo (MCN 26779). Rio Grande do Sul: São Borja (Reserva Biológica
33
Eustala perfida Mello-Leitão, 1947 Figure 4
Eustala perfida Mello-Leitão 1947: 243, fig. 11, female holotype from Volta Grande, Paraná,
Brasil, B. Hertel, deposited in the Museu Paranaense, nowadays Museu de História Natural Capão da Imbuia, Curitiba (MHNCI 2495). Holotype examined by H.W. Levi in 1988 (Levi 2007, figures); Brignoli, 1983:270; Poeta et al. 2010b: 271, figs 22-26;
Buckup et al. 2010: 489; Platnick 2013.
Distribution. Brazil: Rio de Janeiro, São Paulo; Paraná (type-locality, Mello-Leitão 1947); Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Poeta et al. 2010b). Uruguay: Ciudad de Minas
(Fig. 4).
Additional material examined. BRAZIL, Rio de Janeiro: Santa Maria Madalena
(PARES do Desengano, Morumbeca), 21°56’S, 42°00’W, 1♀, 13-17.V.2008, A. Chagas-Jr., A. Kury, C. Sampaio & T. Moreira (MNRJ 13989); Petrópolis, 22°29’S, 43°10’W, 1♂, Borgmeyer (MNRJ 359); Rio de Janeiro (Parque Nacional da Tijuca, Mata Pai Ricardo), 22°53’S, 43°12’W , 1♀, V.2005, E.H. Wienskoski (MNRJ 14629). São Paulo: São Paulo
(P.E.S. da Cantaneira, Pinheirinho), 23°27’S, 46°38’W,1♀, 13.VIII.2000 (MZSP 24665); P.E.S. da Cantaneira, Sede), 1♀, 09.VIII.2000 (MZSP 24664); (P.E.S. da Cantaneira, Pedra Grande), 1♀, 24.VI.2001 (MCTP 24666), all collected by R. Pinto da Rocha et al.;
Cotia (Fragmento Florestal Pedroso), 23°35’S, 46°55’W, 1♀, 09.XII.2001, A. Nogueira et al.
(MZSP 23939). Paraná: Cerro Azul, 24°49’S, 49°15’W, 7♀ (MNRJ 1196); Morretes (Serra
da Graciosa), 25°21’S, 48°46’W, 1♀, 09-20.I.1995, Equipe do Laboratório de Aracnologia (MCTP 6929); Ponta Grossa (Vila Velha), 25°04’S, 49°56’W, 2♀, 17.VIII,1947, K. Imaguire (MZSP 7850). Rio Grande do Sul: Torres (Itapeva), 29°20’S, 49°43’W, 2♀, 30.X.1954,
Alunos (MCTP 3887); Dom Pedro de Alcântara, 29°33’S, 49°50’W, 1♀, 18-19.IX.1993, A. Braul & C. Queiroz (MCTP 32565); Caxias do Sul, 28°53’S, 51°06’W, 8♀, 18-21.XI.1993, A.A. Lise et al. (MCTP 4138, 32543); 2♂, 10♀, 11-12.XI.1995, Equipe do Laboratório de
Aracnologia (MCTP 7364, 7367); São Francisco de Paula, 29°14’S, 50°31’W, 1♀, 24.X.1996, R. Ott (MCTP 10590); (Potreiro Velho), 1♂, 1♀, 17.V.1995, R. Ott (MCTP 6542); 2♀,
05-08.XII.1996, A.A. Lise (MCTP 32013); 1♀, 20.XI.1998, A.A. Lise et al. (MCTP 14450); 1♀,
VIII.2001, L.A. Bertoncello et al. (MCTP 22902); 1♀, XII.2001, L.A. Bertoncello et al.
34
Figures 7-13. Eustala ulecebrosa (Keyserling, 1892). Epigynum: 7, ventral; 8, posterior; 9,
lateral; 10, female habitus, dorsal view. Eustala mourei Mello-Leitão, 1947. Palpus: 11,
35
Viamão, 29°59’S, 51°00’W, 1♀, 07.X.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5594); 1♀, 07.VII.1995
A.A. Lise et al. (MCTP 8343); 1♀, 08.XII.1999, A. Braul (MCTP 10987); (Instituto Marista
Graças) 1♀, 20.V.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 4719); Porto Alegre (Reserva Biológica do
Lami), 30°01’S, 51°13’W, 2♂, 1♀, 10.XI.1991, D. Picada (MCTP 1587); Campo Bom, 29°38’S, 51°00’W, 1♀, 18.XI.1987, C.J. Becker (MCTP 187); Capão do Leão, 31°45’S,
52°25’W, 1♂, 22.VII.2001, E.N.L. Rodrigues (MCTP 15391). URUGUAY, Departamento
Lavalleja: Ciudad de Minas (Parque de Vocacciones), 34°21’S, 55°14’W, 8♀, X.2005, E.H.
Wienskoski (MNRJ 42477).
Eustala levii Poeta, Marques & Buckup, 2010 Figure 4
Eustala levii Poeta et al. 2010a: 151, figs 8-13, one male holotype and one female paratype
from São Francisco de Paula (Fazenda Três Cachoeiras), 05.XI.1998, A.B. Bonaldo (MCN 29718). Paratypes: one female, with the same locality as holotype, 05.XI.1998, L. Moura (MCN 29716); one female, São Francisco de Paula (Usina Passo do Inferno), 16.XII.1999, A.B. Bonaldo (MCN 31715); one male, São Francisco de Paula (Passo dos Bugres), 04.XI.1998, L. Moura (MCN 29705); one male, Triunfo, 21.IX.1989, E.H. Buckup (MCN 18660), all from Rio Grande do Sul, Brazil. Buckup et al. 2010a: 489;
Platnick 2013.
Distribution. Brazil: Minas Gerais; Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul (Poeta et al. 2010a) (Fig. 4).
Additional material examined. BRAZIL, Minas Gerais: Lambari (Parque Estadual
Nova Baden), 21°57’S, 45°20’W, 2♀, 05.III.2003, S. Buys (MNRJ 3912). Santa Catarina:
Florianópolis (Reserva Biológica Marinha do Arvoredo), 27°04’S, 48°18’W, 1♂, 13 -14.X.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 5085); 1♂, 1♀, 03-07.V.1995, A.A. Lise et al. (MCTP
6305, 6321); 1♀, 05-06.X.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 7481); Joinville, 26°17’S, 48°50’W,
1♀ (MNRJ 2375). Rio Grande do Sul: São Francisco de Paula (Potreiro Velho), 29°14’S,
50°31’W, 1♂, 05-08.XII.1996, A.A. Lise (MCTP 32001); Guaíba, 30°00’S, 51°18’W, 1♀, 05.XII.1995, A.A. Lise et al. (MCTP 7398); Viamão (Morro do Fortaleza), 29°59’S, 51°00’W,
1♀, 21-22.IX.1992, A. Braul (MCTP 32579); Campo Bom, 29°38’S, 51°00’W, 1♀,
36
Equipe do Laboratório de Aracnologia (MCTP 31986); 1♂, 18-21.XI.1993, A.A. Lise (MCTP 32542); Cachoeira do Sul (Alto das Casemiras), ), 29°53’S, 52°55’W, 1♂, 1♀, 14.XI.1992, R.G. Buss (MCTP 32550); (Capão Grande) 1♂, 10.X.1992, R.G. Buss (MCTP 3433); Maquiné (Barra do Ouro), 29°40’S, 500/12’W, 1♂, 04.XII.2010, R.A. Teixeira (MCTP 31761); Capão do Leão, 31°45’S, 52°25’W, 1♂, 22.X.2000 (MCTP 13079); 1♀, 19.I.2001 (MCTP 12385); 1♂, 28.IX.2001 (MCTP 13372), all collected by E.N.L. Rodrigues.
Eustala palmares Poeta, Marques & Buckup, 2010 Figure 4
Eustala palmares Poeta et al. 2010a: 152, figs 14-19, one male holotype and female paratype
from Palmares do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil, 11.XI.2003, Equipe Probio (MCN 36612). Paratypes: 20 males, 27 females, with the same data as holotype (MCN 46637, 46638); eight males, five females, Santo Antônio da Patrulha, 19.VII.2000, A.B. Bonaldo (MCN 33133); three males, three females, Eldorado do Sul, 29.X.1998, A.B. Bonaldo (MCN 29663, 46511), all from Rio Grande do Sul, Brazil. Buckup et al. 2010:
489, Platnick 2013.
Distribuição.Brazil: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul. Uruguay (Artigas, Poeta et al. 2010a) (Fig. 4).
Additional material examined. BRAZIL, Rio de Janeiro: Angra dos Reis,23°00’S,
44°18’W,1♂, 20.VII.1966, P. Mountouchet (MZSP 9607); Santa Maria Madalena (PARES do
desengano, Morumbéca), 21°56’S, 42°00’W, 1♀, 13-17.V.2008, A. Chagas-Jr., A. Kury, C. Sampaio & T. Moreira (MNRJ 9005); Rio de Janeiro (Serra da Carioca), 22°53’S, 43°12’W 1♀, 31.VII.2005, E.H. Wienskoski (MNRJ 14630); Nova Iguaçu, 22°45’S, 43°26’W , 1♂, H.B. de Freitas (MNRJ 353). São Paulo: Eldorado, 24°30’S, 48°051W, 1♀, 12.IV.1942, F.
Lane (MZSP 4913); Caraguatatuba (Praia de Cocanha), 23°35’S, 45°18’W, 1♂, 1♀, III.1967, R. Biasi (MZSP 5965); São Bernardo do Campo (Represa), 23°48’S, 46º37’W, 1♀, 12.X.1941, F. Lane (MZSP 470); Amparo, 22°41’S, 46°45’W, 1♀, 26.XI.1942, F. Lane (MZSP 8061). Paraná: Morretes (Serra da Graciosa), 25°21’S, 48°46’W, 1♂, 4♀, 09
37
21.I.1965, C. do Valle (MZSP 4325). Santa Catarina: Porto Belo (Ilha João da Cunha),
27°09’S, 48°32’W, 3♂, 3♀, 07.XII.1992, R.G. Buss (MCTP 3116); Garopaba, 28°01’S, 48°36’W, 1♀, 29.VII.1994, R.G. Buss (MCTP 5043); Florianópolis (Reserva Biológica Marinha do Arvoredo), 27°04’S, 48°18’W , 27°04’S, 48°18’W, 1♂, 3♀, 15-16.X.1993, A.A. Lise et al. (MCTP 4055, 30240); 1♂, 1♀, 15-16.IV.1994, A.A. Lise et al. (MCTP 4982,
4983); 2♂, 6♀, 05-06.X.1995, Equipe do Laboratório de Aracnologia (MCTP 7530); 2♀, 03 -04.V.1996, A.A. Lise et al. (MCTP 6320, 9671); Lagoinha Leste, 27°46’S, 48°29’W, 1♀,
16.X.1998, A.A. Lise (MCTP 12803). Rio Grande do Sul: Rio Uruguai (BR-153), 1♂,
II.1989, Equipe Itá-Machadinho (MCTP 787); Dom Pedro de Alcântara, 29°33’S, 49°50’W,
1♀, 07-09.V.1992, A. Braul (MCTP 2211); Capão da Canoa/Capão Novo, 29°46’S, 49°58’W ,
1♂, 1♀, 17-18.IV.1993, A.A. Lise (MCTP 32551); Campo Bom, 29°38’S, 51°00’W, 1♀, 14.XII.1987, C.J. Becker (MCTP 32561); Cidreira, 29°46’S, 49°58’W, 1♂, 6♀, 01.IV.2000, J.A.M. Pinto (MCTP 32574); Viamão, 29°59’S, 51°00’W, 1♂, 07.X.1994, A.A. Lise et al.
(MCTP 23949); Porto Alegre, 30°01’S, 51°13’W, 1♂, 18.V.1991, C. L. Dorneles (MCTP 32573); Guaíba, 30°00’S, 51°18’W, 1♂, 26.VIII.1994 (MCTP 7980); 1♂, 24.X.1995 (MCTP 9042); 1♂, 1♀, 15.III.1996 (MCTP 8376, 24150); (Fazenda São Maximiano), 1♀, 26.III.1994 (MCTP 32570); 1♂, 26.VIII.1994 (MCTP 32566); 2♂, 7♀, 24.X.1995 (MCTP 4938, 6897, 6898, 9041), all collected by A.A. Lise et al.; Capão do Leão, 31°45’S, 52°25’W, 1♂,
17.VII.2000 (MCTP 11408); 3♂, 4♀, 30.XII.2000 (MCTP 12449, 12450, 12470, 12485, 12486, 13436); 3♂, 6♀, 19.I.2001 (MCTP 3121, 12386-12388, 13152, 13435, 13460); 5♀, 28.III.2001 (MCTP 13290, 32583, 32585); 1♀, 24.VII.2001 (MCTP 13436); 1♂, 28.IX.2001 (MCTP 32580), all colected by E.N.L. Rodrigues; Tavares, 31°10’S, 51°03’W, 1♀, 10.XII.1990, N. Silveira (MCTP 123); Santo Antônio da Patrulha, 29º42’S, 50º30’W, 1♂, 1♀, 27.III.1997, L. Koch (MCTP 31970); Cachoeira do Sul (Porteira Sete), 29°53’S, 52°55’W, 1♂, 3♀, 31.X.1992 (MCTP 32547); 2♀, 17.IV.1993 (MCTP 3599); 1♀, 25.V.1993 (MCTP 4003), (Capão Grande) 2♀, 10.X.1992 (MCTP 3428); (Capanetinho) 1♂, 17.X.1992 (MCTP
3437); 1♀, 12.V.1993 (MCTP32554); 1♂, 29.VIII.1993 (MCTP 32555), all collected by R.G.