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Geologia do maciço ultramáfico de Santa Fé, Goiás

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(1)

t'

GEOLOGTA

DO

MAC|çO

DE

SANTA

FÉ,

. .ì¡.,,

ULTRAMAFICO

':.,¿1'

GOIAS

ALEDIR PAGANELLI BARBOUR

Tese apresentad¿ em concurso para a obtenção

do Titulo de Livre Docente

Departamento de Geologia Econômica e Geofísica Aplicada

DEDALUS-Acervo-lGC

iilililrililililtililililililililililtililililililtililill 30900004613

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INSTITUTO DE GEOCIËNCIAS

SÃO PAULO

(2)

CAPfTULO I

INTRODUçÃO

CAPÏTULO I I

TRABALHOS ANTERIORES

CAPfTULO I I I

MËTODOTOGIA

CAPTTULO IV

LOCALI ZAÇÃ,0 GEOGRÃFrCA

CAPITULO V

RELEVO DO DISTRITO

CAPTTULO VI

EVOLUçÂO MoRFotóGrcA Do DISTRITO

CAPfTULO VI I

GEOLOGIA GERAL

VII.I -

ROCHAS E SUA IDENTIFICAçÃO

vil.t.t

-

cNAtssEs

12

l4 t9

(3)

VII.I,2 .

HORNBLENDA GNAISSE

VII.I.3 -

IDENTIFICAçÃO DOS DUNITOS, PERIDO

T ITOS E P I ROXEN ITOS NO CAI,lPO

vil.t.4

-

DUNTTOS

vt

t.

t.5 -

PERtDoTtTos

vil.t.6

-

PtR0XENtTOS

vil. t.7 -

Mt SSouRtTos

vil. t.8 -

MALtcNtTos

vt

t.

t.g -

SERPENTtNtTOS

VII.II -

TRAÇOS ESTRUTURATS

VIII

ATTERAçÃO DAS ULTRAMÃFICAS

vrrr.r -

coNcREçÕES OOLÍTTCAS

_

SOLO FERRALÍTT_

CO

MARROM

VTII.II

-CONCRECõES PISOLÍTICAS

-

SOLO

FERRALÍ-TICO

MARROM

VTIT.III-DTSTRIBUTçÃO DO Ni,FC,MgO,CT C CO

IX

MINËRAIS SINGENÉTICOS E EPIGENETICOS

rX.I -

VERMICULTTA

IX.ÏT -

GARNIERITA

rX.

TII-

CALiEDONEA

IX.IV

-

MINERAIS OPACOS

iI

22

24

'l!.

29 30

3l

33 33 35 45

50

63 CAPfTULO

CAP IT U LO

70 79

#

93 93 98

(4)

SUM.ÃRIO E CONCLUSOES

CAPfTULO XI

AGRADECIMENTOS

CAPfTULO X I I

BI BL IOGRAF IA

127

it l

(5)

iv

TNDIcE DAs ILUSTRAç('ES

Fi

gura

t Fi

gura

2

Figura

3

Figura

4

Figura

5

Figura

6

Figura

7

Fi

gura

8

Figura

9

Fi

gura l0

Figura

ì1

-Fi

gura

l2

Fi

gura l3

Figura

l4

Figura

l5

FIGURAS

Mapa

de

localização

da

ãrea

de Santa

8

Esquema da evol ução morfol6gi

ca do

di

stri

to

ls

Mapa

geolõgico do

distrito

de Santa

anexo Mapa

geol6gico

e

locação dos poços

e

furos

de

sondagem

anexo

Perfi

1

do

fu

ro

de sondagem

ng2,

47+S0

l'l,I

em pi roxeni

to

e

peri doti

to

?O

Perfi

I

do

furo

de sondagem ngl8, Nl0+S0 E7

em

ãrea

de duni

to

e

peridoti

to

zl

Anãt i

se

termo di ferenci

al

da

ul tramãfi ca

serpentinizada

36

Serpenti ni zação de dun.i

to

de

a co

rdo

com Dro

fundidade.

Amostras

coletadas

no

furo

'dã

sonda.

F-27

4l

Col una esquemã'ti

ca

genõ'ri

ca

-

ul tramãfi

ca

de Santa

Fé,

Goiãs

-

ãrea plana

e

baixa

52

Col una esquemãti

ca

genãri

ca

-

ul tramãfi

ca

de

San

ta

-

ãrea de topo

e

en cos

tas

Íngremes

das

elevações

b3

Profundidade

do

nível

hidrostãtico

m;dida em

zonas pl anas

e

rasas, a distâncias

superio-res

a

300nr dos corr6gos(número

de

med.i das

t 2l

)

57

Perfi

I

dos poços

e

sondagem

ao

I ongo

da

li-5B

nha E6

Perfil

dos poços

ao longo da

linha

t l0

59 Profundi dade

do

nível

h i dros

táti

co

e

teores

de

Ni

a distâncias

variãveis

dos

c6rregos

6l

Va

ri

ação

da

dens i dade com

a

profundi dade em

(6)

gura

I 7

Figura

Fi gura

Fi gura

Figura

Fi gura

Figura Figura

Fi

gura

25

Figura

26

Fi

gura

27

Figura

28

na

zona

topogrãfi ca

superfi cì al

-

Distribuição

granuìomõtrica

das concreções

coletadas en

segmentos

verticais

de

trinta

centimetros

em

solo

ferralítico

marrom

-

Difratogramas

de

de

raios

X

-

Distribuição

do

Ni

e

Co em

ãreas

planas

-

Distribuição

do

Ni

em

ãreas de topo ou

en_

cos

ta

de morro

-

Distribuição

do

Fe em ãrea

s

planas

-

Distribuição

do

Fe em

ãreas de topo ou

en_

cos

ta

de norro

-

Di s

tri

bu i ção do M90 em

ãreas

pìanas

;

Di s

tri

bu i ção do MgO em

ãrea de topo

ou en

cos

ta

de morro

-

Di s

tri

bui ção

do Cr

em

ãreas

pl anas

-

Distribuição

do Cr

em

ãreas de

tòpo

ou en

cos

ta

de morro

-

Esquema das zonas de mi neral i zação ver

miculita

e

opacos, em

dunitos,

'periãotil

tos

e

pi roxeni tos

-

Difratogramas

de

p6

de

raios

X

66

l8

l9 20 21 22 23 24 67 72 BI B2 86 B7 B9 90 9I 9? 96 100 FOTOGRAFIAS

Foto I -

Vi s

ta

gera

l

do

di s

tri to,

oi hando

para

NNlll. Zo

na

ra

sa

e

baixa.central

(dunito),

ci rcundadã

por

morros .arredondados de duni

to.

Ao fundo,

no

centro

da

fo

to, ciclo

de

aplainamento

em

arenitos

com

costão

junto

ao

i,lorro

pontallp).

A

l,/, região

rnais

baiia

e

plana do

vaiä--'.¿ó'

(7)

Vi

Foto

2

-

Vista

do

_Vate do Araguaia

para

N!.l. Zona

baixa,

plana

com o_Morro

do-poniail'gu.

.

um testemu_ nho

do

nivel

de erosão quÀ

ãtiñõt; ;;rËã;";"';,

pgrfície

aplainada

ã"-rüñãol'e

ãi."iiä,-ä

-qüË são rochas'

sedimentàres-ä-Jit"arãficas.cãpeål-das po.r uma

crosta

de

calcÀdônea

ll

Foto

3

-

Gnaisse

milonitizado

con

textura

em moldura.

Massa consti

tuida

de

quartiô-e

tei¿spãið.'-Är_

mento 20

X;

Nícõis

senìi-.ruzados

23

Foto

4

-

Furo

8

-

profundidade

de

36m. Hornbl

enda gnais

se

com

sinais^de catacìase.

Massa r"agmÀniäãá= !-e

guartzo

e.feldspato.

portiroulurto"JÀ'ñð.n_

blenda. Nícõis cruiados.

Aumento Z0

X

23

Foto

5

-

Solo

ferraìítico-marrom constituindo

um manto

sobre

as

zonas

planas

e

baixas ao

aisiriîo.'riã

saparece nas encos

tas

suaves dos morros ou ãm pequenas

elevações

26

Foto

6

-

Solo

ferralítico.anarelo

que

se

forma

sobre

piroxenito,.peridotito

ou'àunito,

rãñOo

-rãii

espesso

e

rico

em

Ni

sobre

esta

úl

timã

roäñå-

26

Foto

7

-

Duni

to

al

terado,

com verde escura com manchas

marrons.

Fragmentos

grosseiros

predomi.ã;t;;:

Alto

teor

de

Ni

27

Foto'

I -

Peridotito

serpentinizado

alterado.

Cor verde

nais clara,.maior

percentagem

de

finoi

"'i;;;

de

Ni inferior

em ôomparação

ao

dos

drnitoi''

27

Foto

9

-

dominantemente

Piroxenito

al

terado

cons

ti

tu i ndo materi

al

orp

fino,

cor

v"r¿ä-ãt;;;;' å;' i;:

zes

amarelada.0s teores

de

Ni

sãò

Uáiiõs'-

ZB

Foto

l0 -

Furo

27

-

profundidade de

6,3m. Dunito

parcial

mente

serpentinizado,

com

rélictos

de

oiivinãË

opacos

_

Nicois

descruzados. Aumento ZO X.

Foto

ll -

cristal

Furo

I -

profundidade de

6lm,

peridotito

com

de ol

ivina

parcialmeñte

serpenti ni za_

do.

piroxêni9-nreaominuni",-ðõrn

aguïtás

iiñis

simas

de

rurilô(?).

Biotitá

ã-opáðði.--¡riiäiË

descruzados. Aumeñto 20

X

32

(8)

Foto

l3 -

Missourito,

com

piroxênio,(pi

)

predominante,

leucita(Le)

e

opacos.

Nicõis

áeicruzados.Auj

mento 20

X

S¿

Fo to

Foto

Foto

Fo to

Fo to

Fo to

Fo to

Foto

Foto 22

l4 -

Malignlto

-

Tex tu

ra poiquilítica

mostrando

fenocristais

de

ortoclãsio

(0r)

englobando

nefelina(Ne),

piroxênio,

biòtila

e-opacos.Ni

cois

semi-cruzados. Aumento 20

X

34

l5 -

Furo 27

-

Profundidade

de

5,8m. Dunj

to

pouco

serpentinizado

-

Minerais

opacos

-

N.i c6ì

s

cru

zados

-

Aumento Z0

X

38

l6 -

Furo

27

-

Profundidade

de

78,9m

-

Serpentini

zação acentuada

por

processo ascendenie. Rä=

lictos

de

olivina -

Ni c6i

s

descruzados.

Au-mento 20

X

gg

l7 -

Lãmina delgada

de

zona de

alteração hidroter

mal

.

Perowski

ta

es c

ura

envol vi da "

por

rnagneiT

ta

cinza

clara, olivina

serpentinizada

õinzã escura com opacos

e

cristais

de mica(Mi )_Ni_

cois

descruzados. Aumento 20

X

42

lB -

Seções

A-l

a

A-7

-

Micrografia

eletrônica

e

microssonda

de

seção poì

ida

de

zona de

alte_

43

ração

hidrotermal:

pe¡owskita

rica

em

Ca,Ti

e

e

algum Nb;

magnetita

rica

em Fe

e ilmeñita

44

ri

ca

em Tì

ì9 -

Escalonamento

da

topografia

formado

por

um

sistema de

fraturas.

Morro do

Tirapressa

46

20

-

Sistema

de

fraturas

circulares

provocando um

aparente

" d e s c a s c a n e n t o

,'

do

Moiro

do

Tira-pressa.

A

dinensão não permi

te

representação

no mapa. Ao fundo maciço g n ã i s s i c o ' c a p e a d o " p e

lo

Arenito

Furnas

-

46

2l -

Sistema de

fraturas circulares,

paralelo

ao

pl ano da

foto,

vi

sível

tamb6m no morro

ao

fun

do.

-0utro

sistema

perpendi cul

ar

ao primeiro,ã'

visível

no norro-ein. pi"imei

rò_ptanò.'As

faixái

es cura

s

são desnivei

s

topográfi

cos

provocados

pelos

planos de

fratura

4g

Sistema hori zon ta

I

de

fraturas

em zona

de

(9)

Foto

23

-Foto

24

-Foto 25

-Foto 26

-Fot-o 27

Foto 28

-Foto

29

-Foto

30

-Foto

3l

-Foto 32

-vi

i'i

Concreções ool

Íti

cas

so

ltas,

i mersas em mas

sa

ferruginosa

fina.

Alguns

pisõlitos

dis:

persos

(tamanho natural

)

64

Concreções ooì

íti

ca

sol

tas.

Microscõpio

ele

tronico

de

varredura.

Aumento

lO0

X

-

64

Foto

de concreções pi sol

iti

cas

sol

tas

no so

lo

B-ì

a

B-5

-

Mi

crografi

a

eletrônica

e

micros

sonda

-

Eìementos

Ni

e

Co

dispersos,

respeð

ti

vamente, nas seções B-3

e B-4.

Na

seiaõ

B-2,

cristal

de

ilmenita.

Seção

B-S

çom

cristais

de cromi

ta.

Notar

qúe

onde

oç0rre

cromita(B-5).a

polcen tagem de Ti

(B-2)

¡ï

ele

vada.

Para

identificação

completà

da'iiinenî

ta

e

c romi ta

,

ver

Capitul

o

IX

C-l

a

C-8

-

Micrografia e

mi crossonda, A dis

tribuição

do

Cr,

Al

e

Co

6 preferencial.

ve

corresponder

a

um

cristaì

de

cromita,

eñ'

cuja

formuìa

e

admitido

tamb6m

Al.

0

Fe com

pensa negativamente

o

Cr;

Ni, Si

e

Mn estãõ

d i s persos homogêneamen

te

na i eção

74

75

76

e

77

D-ì

a

D-4

-

Microssonda

eletrônica

e

mi cros

sonda.

Fe,

Cr

e

Ni

estão

di s persos , sem

dis:

tri

bui ção

preferencial^na

compos i

çã0,

i

ndi-ca ndo um cimento homogêneo,

beñ que hete rogeneo no aspecto

fisico,0

Cr

apresenta--se

I evemente concen

trado

em

alguni

pontos,

mas não chega

a

caracteri

zar

a-presehça

cromita

agregada na

concreção

78

Controle est,rutural

dos

veios

de

vermiculi-ta fi

na.

Rocha encaixante

6

um

dunito.

Mor-.

ro

do

Tirapressa.

94

"Xenõl i

to"

de

duni

to

(Du)

dentro

de

um veio

de

vermiculita(Ve)

fi

na. ' Reg i ão

Sul

do

Tira

pressa

94

Pl acas

de

vermi cul i

ta

grossei

ra,

sem

ori

en-tação

preferencial.

Dimensão mãiima

de

Zs

cm. Região S

do

Tirapnessa

97

Vênul

as de

caì cedônea em

fraturas

predomi

-na n teme

nte

hori zontai

s.

Encosta

dunít,ica

do

(10)

.,. :::.:. ì

',.:l;i .:i.11 1:.ì; j

1Ì;.i'.. -i::" .';ìir-r¡. I

¿;

;l

ì"r

"

..: " ,-.

-l- :

¡-,.)

I

03

l

:

104

:

Foto

33

-Foto

34

-Foto

35

-Foto

36

-Foto

37

-Foto

3B

Foto

39

-Foto

40

-Foto

4l

-Microfraturarnento

paraìelo

preench.ido

por.si-r

lica

de

cor

branca

"Box l,lork

"

si I i

coso,

de col oração branca.

Mor-ro

do Ti rapressa

Cros

ta

mac i

ça

de ca I cedônea,

de coloracão

bran

ca ou rosada.

Restos

de

ultramãfica

älteradã

engl obados. Sl,rl do Morro do Ti rapressa

Seções de

E-l

a

E-6

-

Micrografia

el

etrôni

ca

e

mi cros sonda. Magneti

ta

com I amel

as de

ilme-nlta.

A

ilmenita

õ

nenos

rica

em

Fe,

mas con-tãm

bôstante

Ti

e

al gum Mg

e

Martitização(cinza-claro)

da magneti

ta

(c.i nza

medio)

ao

I ongo

{os

pl anos

(lll ).

Notar'lame-las

de.iìmenita

(cinza

mais

escúro)

delgadas,

segut ndo

o

mesmo

sistema. Escala:

440

X.

se_

ção APB 102

Seções

F-l

a

F-5

-

Micrografia

eletrônica

e mi cros sonda. Maghemi

ta

com I amelas

de

i

lmeni-ta

ao

longo

dos

planos

(lìì) da

maqnetita

transformada.

Superfíciô

pióotada

e

a

ílneni-ta

resistindo ã

oxidação

Lamelas

de

ilmenita

em um dos

planos

(ìll)

da magneti 'I

ta.

Notar

marti

ti

zação da rnagnèti

ao

ongo

de

uma zona de fra

tuia.

I I meni

ta

cinza

escura;

mag neti

ta

cinza

mais cl

ara e

hemati ta

formada

por

marti

ti

zação,

cor

ci nza bem cl ara.

Aumento

I28

X

Seções

G-l

a

c-5

-

Micrografia

eletrônica

e

mi cros so nda

.

Mag ne t i

ta ti

tan

íf

era ; a I gu

ns

cri

s

tais

tem mais

Ti

qqe

outros.

Notar

que

cristais

são idiomórficos

Galena-

(cinza

mais

clara)

com marcas

triangu-lares

incipi.entes e

riscós

de

pol

imento.

Iime

ni

ta

ci nza cl

ara,

e

ganga, c.i

nia

escura.

Au: mento 320 X

104

I d?':

e'..

108

l,l 0

ì I 2,,,,,,rì

(11)

Tabela

l

Tabeì

a

2

Tabe I

a

3

Tabel

a

4

Tabela

5

-Tabela

6

-Tabela

7

-TABE LAS

Profundidade

do

nível

hidrostãtico

em função

da

distãncia

aos

cõrregos

-

topograii

a

piana

Concentrados naturai

s

de mi nerai

s

opacos

Anãl i

se

quími

ca do

soì

o

ferral

iti

co

narrom Número

logia

de

amostras col etadas segundo

a

I i

to-e a

topograf ia

Anãt i

se

quími

ca

de agregado

de

i I menî

ta

e magneti

ta -

Amos

tra

SF- 502

Anáì

ise

quimica

de agregados

de

minerais

de

magneti smo f

orte

Anãiise

química de agregados de

minerais

de

magneti smo f ra co

56 69

71

BO

liO

:

It7¡"îl'

1?4

ANEXO

Figura 3

-

Mapa

geolõgico

do

distrito

de Santa

Figura 4

-

Mapa

geol69ico

e

locação dos poços

e

furos

(12)

CAPITULO I

INTRODUçÃO

0

mac i

ço

ul tramãfi

co

de Santa Fã es

s i

tuado

a

Ntr,l

do

Municipio

de

Jussara,

Ëstado de

Goiãs,

e

foi

estudado

por

vãri

as

companhias

particulares,

com vi s

tas

ao

seu

con-teúdo

de

Ni

e

de

vermicuìita.

Dacla

a

sua

litologia,

algulir'

mas

tentativas

tamb6m foram

feitas

para

verificar a

pres e..¡i¡,r,,.,.

ça

de elementos associados

a

rochas

alcalìnas

e,

em al ternalr.i

tiva

mais

remota,

a

carbonatitos.

A Companhia de pesquisa de Recursos

Minerais

exect¡;

tou

para

o

DNPM

trabalhos

de mapeamento r e g i o n a l , v i s a n d

o

cg._

racterizar a faixa

serpen

tin

i

ca

que co

rta

o

E s

tado

de Goiãs

e

qUe Se extende para

o

norte.

Nos

últimos

anos,

a

Mineradora

Montita

Ltda.

exe

cutou

extensivos

trabalhos de

pesquisa

para

Ni

'

acg

mulando numerosos dados quimi

cos

de

superfîcie e

subsuperfí

cie.

A

geologia

parciaìmente conhecida, assim como

a

dispo_

nibil

idade de

inúmeras anãì

ises

quimicas de poços

e

furos de sondagem, induziram

o autor

a inìciar

uma pesquisa acadê

mica,

buscando

definir

os

principaìs

traços

geo l6g i

cos

da

jazi

da

De setembro

de

.l973

a

novembro

de

'l975

foram

fei-tas

vãri

as

campanhas de campo, de modo

a elaborar

um

mapa

geolõgico

da ã

rea e

col

etar

amos

tras

representati

vas

de

per

fis

hori zontai

s

e

verticais.

0s trabalhos

de campo fo ram baseados em mapas topo

grãficos

de

grande

parte

do

distrito

e

em

fotografias

;l

(13)

2-aõreas

cedidas

peìa

companhia

Montita.

Esta

cornpanhia

forne-ceu,

tambãm,resul

tados de

anãì i ses quîmi

cas

e

col ocou a- nos_

sa disposição

testemunhos

de

sondagem

e

meios

para executar

os

trabalhos

de campo.

A reg i

ão

de Santa F6 es

contida

na

superfície

de_

nominada

"Planartos

cristarinos

da

Bacia Araguaia-Tocantins,,

e,

segundo

Geiger

(in

GALVÃ0,M.V.,

ì960),

ã

cortada

pelos

afl

uentes

do Rio Araguaia,

a pres en ta ndo al

ti

tudes mãdi

as

va_

riãveis

de 300

a

600 m.

0

nac i

ço

õ

ressal

tado

na

topografia

I oca

I.

apenas

atrav6s

dos testemunhos de

erosão,

.que são

constituídos

de

m0rros

isolados

a

N

e

de urn espigão

contínuo

a S,

denominado

Serra

do Ti rapressa.

A pl uvi os i dade mãdia

anual da

reg i

ão

es

em

to rno de 1.700 mm, com i soi

etas

médias de

verão

(dezembro,janeiro, feverei ro

)

de

710

nn

e

i soi

etas

m6dias

de

i nverno

(junho,ju_

lho,

agôsto)

de 25

mn.0s

meses de

outubro

a

abril

represen_ t,am mais

de

B0%

da

preci pi

tação

anual.

Segundo föppen,

o

cl i_ ma da

ãrea

6 classificado

como Aw, correspondendo

a

savanas

tropicais,

com verão únlido

e

inverno

seco.

A

vegetação

local

6

do

tipo

cêrrado

ou,

segundo

fi_

toge6grados, "savana,' com vegetação

arbustivan

constìtuida

de

individuos

espaçados, adensados apenas

ao longo

das

,,ma_

tas

galerias,'.

Alguns

destes

aspectos são

vistos

na

Foto l.

A a I

teração

das rochas do

distrito,

especialmente

os

dunitos¡

peridotitos

e

piroxenitos,

levou

ã

formação

de

uma capa

de

al

teração

enriquec.i da em

Ni,

coberta

em

suas

zonas

mais

baixas por

um

solo

ferralítico

de

cor

marrom.

Veios

de

vermicul

ita,

com comprimento, espessura

e

profundidade

variã

(14)

veis,

cortam

a

ultranãfica

aìterada

aflorante

e

estão

asso-ciados,

ìocaìmente,

a

agregados de

minerais

opacos dissemina_ dos.

Dun i tos

r

peri doti

tos

e

pi roxeni

tos,

assoc.i ados

a

pe_

quenas i

ntrusões

de gabros

alcalinos,

cortam gnaisses pr6_cam

brianos

que são

as

rochas

regionais.

CAPÏTULO I I

TRABALHOS ANTERIORES

Menção

ã

geologia do

distrito

e

seus dep6s.i

tos

nique

líferos foi

fei

ta

por

vãri

os autores, entre

er

es

ANGEIRAS

(.l968),

BERBERT

(t970) e

SCH0BBENHAUS FILH0 (197b).

Em 197ì

,

a

Companh i

a

de pesqui

sa de

Recursos

Mi ne_

rais,

Agência

Goiânia,

imprimiu

um

relat6rio

denominado

,,Geo-logia

da Quadricul

a

de

Britânia,

Santa

Fê,

Araguapaz

e

Jussa_

ra:

Projeto

Jussara,,,

de

autoria

de M.L.Sob¡inho

e

R.S.

Andrq

de.

Foi

elaborado um mapa

geotdgjco

do

distnito, na

escala l :

50,000,

com observações gera i

s

sobre

a

geol ogi

a

local.

Na_

quele mesmo ano

foi

apresentado um resumo no

XXV

Congresso

Brasileiro

de

Geoìogia,

realjzado

em São

paulo,

onde

M.L.

So_

bri nho

e R's.

Ma rques des c reveram mi ssou.i

tos

e

rochas

arcali

nas associadas

do

distri to

de

Santa

Fã.

Ai nda em

.l97i,

Li nden mayer

fez

uma

previsão

da

estimativa

de reservas

de

min6rio

e

de

Ni

conti

do

no di s

tri

to.

Pesquisas de

Ni e

de

vermicul

ita

foram

efetuadas

no

distrito

por

companhias

particulares,

sem,

entretanto,

terem

(15)

4-Em 1972,

Axel

de

Ferran

apresentou

relat6rio

a

Terraservi

ce

Proj e

tos

Geol õgi

cos

Ltda.

sobre

pesqui

sa

geo

quînica e estimativa

de reservas

de

Ni. Os

resultados

des

te

rel

atõri

o

i

nterno

são desconheci dos .

Em 1975,

a

Mineradora

Montita

Ltda.

entregou

ao DNPM

relatõ'rio

de

pesquisa

de

Ni

de

parte

da jazida,

deno

minado

"Projeto

Santa F6

-

Relatõrio

de

pesquisa',.

Nes_

te relat6rio

in6dit,o,

a

litologia

do

distrito

6

mais pormeno

rizada,

distinguindo-se os

contatos

entre os

dunitosr

peri

dotitos

e

piroxenitos.

Consta do mapa

geol6gico

a

localiza

ção

de

dioritos

e

mi s souri tos.

CAPITULO I I I

METODOLOGIA

0s trabalhos

de campo foram desenvo.l

vidos

entre

se

tembro

de

1973

e

novembro

de

t975,

em campanhas corresponden

tes

aos

períodos

de

fãrias

escoìares. 0s

resui

tados

obtidol

do .es

tudo

de fo tog ra

fi

as

a6reas da ãrea

,

descri

ção

e

anãl ise de amostras foram lançados em um napa

topogrãfico,

na

escala

l:10.000,

que

cobre

4/5

da

região

ìevantada.

Tratando_se

de

uma

ãrea de

intrusão

com dimensões aproximadas de

9,5

por

6,5

km, cons

ti

tu i

da de

l2

morros

isolados e

uma maciço

contí

nuo

e

com um número de poços perf urados superi

or

a ì,2S0,

os trabaì hos de campo foram extremamente pro.l ongados

e

exi gi ram

(16)

dos na

ultramãfica.

Essa

descrição

e

amostragem foram

feitas

descendo nos poços

por

meio de co rda

s

suspensas

e

enroladas

em um sa

ri

I

ho.

Poços desmo ronados

ou inacessíveis

foram des

-cri

tos

pel

o

material

correspondente

a

segmentos de um metro,

refirados

e

depositados

na

borda

imediata

dos poços,

As anã'l i

ses

quimi

cas

por

vi

a

úni da

e

absorção atômi

ca

foram efetuadas pel

o

Dr.

Raphael Hypõl i

to,

do Depa rtamen_

to

de

Mineralogia

e Petroiogia,

nos r abora

t6ri os

do

I ns

ti

tu-to

de Geociãncias

da

Univers.idade de São

paulo,

com

resulta_

dos em

Si0Z,

Ti02,

AlZ03,

Fe,0r,

Fe0, Mn0, Mg0,

Cr3+,

Ca0,

NaZ0,

K20,

H20

e

Hr0+.

Anãl ì ses complementares de

Sn,

Sb,

Mo,

Nb,

Ga,

Sr,

Rb,

Zr, Ni,

Cr,Ti0Z,y,

pb,

Zn, Th,

Cu

e

Co,

foram

efetuadas

pelo

Dr.

Marcos

ßerenhoìc,

do Departamento de Geologia

Geral,

no

laboratõrio

do

Centro

de

pesqui

sas

Geo

cronol69icas

do

Instituto

de

Geociências,

utilizando

fluores

cência de

raios

X,

As anãli ses quími

cas

dos pe

rfîs

de

poços

,

encami nha

das

pela

Compa nh i

a

Monti

ta

de Mi neração

S.A.,

fo

ran

ef etua_

das pel

a

Companhia Geoìogia

e

Sondagens

Ltda.

(Geosol

)

e

pe_

la

Metais

de

6oiãs

S.A.

(Metago

). Ni,

Mg0,

Fe,

Co

e Cr

foram

dosados

por espectrografia

õptica,

absorção atômica

e

fluo_

rescênci

a

de ra i

os

X.

As

Iâminas delgadas foram estudadas

em

microscõpio

0rtolux-pol,

de

fabricação

Leitz.

A

descrição

do

grau

de

ser

pentinização

das ol

ivinas

do

Furo

?7

foi

efetuada

atrav6s

de

contagem

de

pontos,

com espaçamento adequa do

à

g ra nu I ação da

rocha,

com val

or

mõdi

o

de

300 pontos

por

I ânri na.

Um

total

de

75 seções pol

idas

de mi nera i

s

opacos

e

concreções

oolÍticas

e

pìsolíticas foi

estudado em

microscõ-pio

de

luz

refi eti

da de fa b

ri

caç ão Re i

chert.

(17)

-6-totais

e

de

minerais

separados foram

obtidos

no

difratômetro

Philips-Norelco

do

DMP. tm

geral,

os

di f ra tog rama

s

foram

ob-tidos

utilizando-se

radiação

Cu K

c,

velocidade

de

gi¡o

de

amostra

= 2oglmin,35

KV, t5mA,

velocidade do

papel de

30 cm/mi

n,

varredura de

2e

entre 2 e

B0o.

0

es

tudo

da a 1

teração

da ul tramãfi

ca e

corresponden

te

enriquecimento de

Ni

foi

compì ementado

por

determi nações

de peso es pec

íf

i

co

a pa ren

te,

em amo s tra

s

col etadas

ao

longo

de un

perfil

de

solo.

As determinações de amostras coesas

ram

feitas

em balança de peso

especifico,

do

tipo

}Jestphal

Mohr, do DGG.0s

valores

finais

obtidos

foram

corrigidos,

pe

lo fato

das amostras porosas terem

sido

envoìvidas

em

parafi

na.

Amostras i

ncoerentes

f o¡"am col ocadas

em

provetas graduadas, onde

foi

obti

do

o

vol une a pa ren

te,

tendo

sido,

en

tão,

calculado

o

peso es

pecífi

co

a pa ren

te.

Seções pol

idas

foram preparadas pa

ra

es

tudo da

con-centração de elementos

por

meio de microssonda

eìetrônica.

0

Prof.

Dr.

Kenkichi Fugimori

utilizou

aparelho do

tipo

JAX-5, com

as

segui

ntes características:

-

Vol tagem

de

acel

eração:

5

a

50 KV;

-

Vãcuo:

lo-5:lo-6

mm Hg¡

-

Amperagem: l o-5-

lo-9

R

'

Nesta

t6cn'ica de

estudo,

denominada

Variação

Bidi-¡nensional,

a

concentração do eìemento

6

proporcional

ao

núme

ro

de

pontos

bri

ì hantes detectados no

papel

fotogrãfi

co.

Foi

uma

tõcnica

auxitiar útil

para

a

determinação de

alguns

mine

rais

opacos

e

tamb6m

para

verificação

da

dispersão

e

associa ção dos

elenentos

entre

si

nas camadas

constituintes

das con

creções I

ateríti

cas.

(18)

ter-modiferenciais

de

pol

imorfos

de

serpent.i

na.

Esta

tãcni

ca

foi

utilizada

em

aparelho

Rigaku

Thermoflex,

com

ternopar

de

pla

tinel-Alumel

e

provido

de

registrador

grãfico,

pertencente ao Departamento de Geol og i

a

Gera

I

do

Instituto de

Geociên-cias.

CAPITULO IV

LocAtIZAç.Ã,O cEOcR.Á,FrCA

A

c i dade de Santa Fé

possui

coordenadas geog rãf i ca s

de

.l5040'

de

latitude

S

e

5lol5,de

longitude

tJ

e estã

loca-I i zada

a

130 km

a

!,l

de

Goi

ãs

Vel

ho.

0

corpo

u I tramãfi

co,

ob-jeto

deste

trabalho,

dista

3

km

a

tll,l

desta

cidade, motivo

pe

lo

qual

recebeu

o

mesmo nome,

De

Goiânia,

ponto comum

para todos

que

se

encarni-nham

para

l^l, Goiãs Velho

dista

ì50

km

por

pìsta

asfaltada

(Figura

I).

Segundo prev i sões

do "Prodoeste,',

uma

via

asfal-tada,

passando

a

l4

km.'a

S

de Santa

F6,

deverã

ligar

Brasí-lia

a

Cuiabã.

O

contato

leste

do maciço

6

tangenciado

por uma

estrada estadual (c0-28)

que l

iga

Santa F6

a

N,Britânia,

(19)

-- coro - - -a ltooiroouö - ---\

t

LEGENOA

A

D¡strito de Sonto

Fé f(

Estrodos povimsnlodos

O

Copitol

,í,( estroaos lronsildveis

o

Cidodo6

f

aios

(20)

CAPfTULO

RELÊVO

DO

DISTRITO o,o

0

reìêvo

da

região

ã

caracterizado por

duas unidades

norfologicamente

distintas:

uma,

a

predominante

no

distri.té¡,

Que

6

constituída

de uma

superfície

plana, baixa

arrasada,.:.',c.j!

berta por

lateri

tas

conc rec i onãri a

s

ool

íti

cas

sol

tas,

I oca Í_

mente cîrnentadas,

e

formando

crostas;

e,

outra

que

õ

represen

tada

pelos

morros testemunhos de

dunitos,

com

a

única

exceção de

parte

do Morro Ca i

çara,

l oca

li

zado na

área

IV. A

ti

tude

predomlnante

da

primeira

unidade

situa-se entre

4ZO

e

450 m,

com suave

declive

para N em

direção

ã

bacia

do

Rio

Araguaia,

visto

a

Nli da

Foto

l.

A

zona

rasa

desenvol veu-se

sobre

gnais_

ses,

duni tos

,

perì doti

tos e

pi roxeni

tos

serpenti ni zados

o

ro.r,

chas

alcalinas

associadas

e

ritorogias

menores. Apenas

o,

aui.. ni

tos

formam morros i sor ados

e

r i nhas de cumeadas.

0utras

l,íl-tologias

são mais

facilmente

arrasadas

pela

erosãó.

Parece que

o

fato

da

alteração

do

dunito

levar

a

uma

rocha menos desagregãvel do que

o

piroxenito

e,

tamb6m,

mais

ferruginosa,

dã,

como

produto

final,

uma rocha

estruturada,co

berta

de

bl ocos

nais

resistentes

ao

ì ntemperi smo

¡fs

¡

co.

Esta rocha

preserva

mais

facilmente as

elevações do

distrito.

O pi

roxen i

to

al

terado

ã

extremamente

fri

ãvel

, fi

no,

adqui

ri

ndo as:

pecto

argiloso,

facìlitando

sobremodo

a alteração e

erosão d,a

capa

superficial

intemperizada.

0s

peridotitos,

quando

altera

dos,

tem ca rac

terís

t i ca

s

m6di

as entre

os

duni

tos e

os

pi

roxe-ni tos.

Vale observar

que

o

dunito

que

constitui

os

mor.ros

. ..,.,:- -.-tlJi,ä: -.. dr":.-:

(21)

Foto

i -

Vista

geral

do

distrito,

olhando para NNl.l. Zona c i rcundada

por

morros airedondadoi

a. arnitõ,

Ão

clo

de apìaingmento em

arenitos

com costão .ì

;r;;

gjao

ma.Ís

baixa

e

pl ana

do

Vate do Rraquài al

-

--ras

a e

bai

xa central

fundo,

no cen

tro

da

ao Morro

Pontaì

(p)

(dunito).,

foto,

ci -A ll

,

re-11..'

I

o

(22)

Foto

2

-

Vista

do Vale

do Araquaia oara

Nl,l

.

Zona ba i xa

,

pl anã

com

o

Morro

do

pontal.

que

õ

um

tes-temunho

do

nivel

cie erosão oue

ati

ngi

u

também

a

superfíiie

aplainada ao

fundo,

ä

äi rei ta n

e

que sao

rochas

sedimentares

(23)

-t?-do Ti

rapressa

tem uma

textura

di

ferente

e

se

enri quece menos

de

Ni,

possivelmente

partindo

de

rocha

portadora

com

,'def

i

ci

t"

de

Ni.

Parece vát i ¿o i

nferi

r

que co rres po nd

e a

outra

ii'

trusão, diferente

daquela que

originou as

zonas

dunÍticas

¿ã'

restante

do

distrito.

A

cor

do produto

de

alteração,

a

textu

ra,

a

presença maìs comum

de

vênulas

de

calcedônea

e os

teo-res

de

Ni

inferiores

falam

por

si

sõ de

uma

intrusão

distin-ta.

Alãm do

mais,

a

tectônica

local

denota

esforços

horizon-tais,

que não são exa tamente

os

mesmos

do

res

to

da tectôni

ca

do di s

tri

to.

0 Tirapressa,

que es

localizado

ao

sul

do

dis-tri

to,

consti

tui

um maci

ço

grupado de morros

,

di

ferente

do

estilo

i sol ado

do

restante

das el evações, As a I

ti

tudes

m6-di

as

do di s

tri to

são

as

segui ntes:

Reg i ão

Planura Morros Ti rapressa

Al

ti

tude

m6di a

400

a

450 m

550 m (excepcionalmente mais)

650 m

0s

morros testemunhos da

ultramãfica,

assim com,o O,.Í

platô

de

calcedônea onde

se

localiza

o

distrito

de

Ãgua Bra¡

ca, a

N

(Foto

2),

constituem

uma

superficie

semi-apìainai- "

da,

com

altitude

mãdia

de

550

a

650

m.

A

erosão

reg i ona-ç,,)T

atual

estã orientada

para

a

rede

hidrogrãfica

que

se

extende

para

o vale

do Rio Araguaia,

localizado a

trlW do

diitrito..

CAPfTULO VI

EVoLUçÃO MORFOLóGICA DO DTSTRITO

(24)

i ndi

ca

cl aramente formas remanescentes de um rel evo

anti

go,a

plainado,

submeti

do

a

um proces

so contínuo de

rejuvenescimen

to

em um

ritmo

de

erosão mais

rãpido

do que aqueìe que perrni

tiria

o

en

ri

q uec i mento das ul tramãfi

cas

em

Ni. A

destruìção

sistemã'tica

das

crostas

de

ca I cedônea com

a

consequente fo

r-mação

de

eluviões

de

blocos,

assim como

a

existência

de

crostas

lateriticas

em zonas

baixas,

tamb6m submetidas

ã

de-gradação

física,

falam

por

si

s6 do

ràgime aceìerado

de

denu dação

da

região

A

reconstituição

da

evolução geomorfoìõgìca

do

dis-trito

6

possível

r

pelo

menos,

se

evidenciarmos apenas

os

fe_

nômenos

geolõgicos

mais marcantes que deixaram

vestigios

pa_

ra

correl ações di

retas

ou

indiretas

com

outros

fe nômenos sub sequentes.

A

evol ução deve

se

ter

operado em ci cl

os,

cuja

se_ quAnci

a

6

esquemati zada generi camente

a

segui

r:

l9

Ciclo

-

Êgl q-Lnq¡Lento

jgs

rocha! regionais

e

lo_

_qais

Apõs

a

i

ntrusão da

ul tramãfi

ca,

as

rocha.s foram sub

metidas

a

um

longo

e

ativo

processo

de

aplainamento,

eviden]

ciado pelo

nivelamento

regionaì

do topo

dos morros do

Distri

to

de Santa

F6,

do gnaisse capeado

pelo Arenito

Furnas,a

SSil,

e pelo

Areni

to

Furnas i ntercal ado com ul tramãfi

cas

e

capeado

por

calcedônea

no

distrito

de Ã9ua Limpa,

a

NNl,l. Tanto

quan-t0

se

pode depreender dos remanescentes

deste

período,

devg

ter

sido

p16-Terciãrio,

com

a

formação

da

calcedônea em croE

tas

locais.

Esta

silicificação,

aliada

a

di

ferenças

litotõgi

cas,

mesmo di

ferenças

do própri

o

duni

to,

cri ou

condi ções pa_

ra

que uma erosão

seletiva

iniciasse o

desniveìamento

da

su_

(25)

_t4_

2Q Ci cì

o

-

Erosão

q

desni vel amento

da

superflci

e

re-, gional

A

alteração

das

rochas,

seguida

de

erosãô

de

um subs

trato

litologicamente

diferente,

culminou com

a

formação

de

z0nas proemi nentes o nde prevaleciam duni

tos,

mesmo com si I

ici

ficação

incipiente.

O areni

to

Furnas,

a

SS!l,

cimentado

pela

prõ'pria

sÍlica,

e

a

ãrea

denominada Ãgua Limpa,

a

NNll

,

cober_

ta

por

uma espessa capa

de

calcedônea, permaneceram,

a

partir

des

te

ci cl

o,

como tes temunhos

da

pret6ri

ta

superfíci

e de

a pl a i namen

to.

As zonas ba i

xas

foram denudadas

ao

ni

vel

da

dre nagem

regional.

39

Ciclo

-

_LSIS_ti-¿gçÃc

Estabilidade

do

perfil

de

equilíbrio

por

um

periodo que

permitiu

a

formação

de

lateritas

locais

nos

vaìes

suspen_

sos intermontanos,

nas encostas suaves

e

nas zonas

baixas

ni-vel adas segundo

a

al

ti

tude

m6dia

regionaì.

4Q

Ciclo

-

gqjqygnegciqqntq

e

degradação mecânica

Degradação mecãni

ca

das ì

ateri

tas

e

das

crostas

de ca I cedônea

,

evidenciada

pelos

el uv i ões

de

br ocos

de

ca r

cedõ-nea

e

pelas

r

ateri

tas

baixas cortadas peros

pequenos c6rregos

ou

torrentes

de vares

em regime

fìuviar

intermitente.

Erosão

mais

intensa

nos

topos

e

nas encostas dos

morros,

com remoção

acelerada

do

serpentinito

superficiaì

enriquecido

em Ni.

CAPÍTULO V I I

GEOLOGIA GERAL

(26)

:Ìjj

'.'t

J

t' I - Peneplon¡zoçõo com sil¡f¡coç6es loco¡!

ll - Erosóo d¡ferenc¡ol e formoçõo de relevo d¡ssecodo

lll - Loleriroçõo

lV - Re¡uvencscimento com degrodoçöo mecônico dos toleritos c croslos de colcedôneo.

Rolodo- Colúv ¡o WI,V) piro xe nil o -por¡dotito

Lotcrilor

f:Wå!îl¿["",ïË,jf'.

Cofcodôneo W¿T)Anoßsc

Dunllo Esquemo sem cscolo

(27)

.t. .-... :,

com

as

rochas

locais

e

sua posição na

coluna

estratigrãfica

exi gem algumas cons ì derações bi bì i

ogrãfi

cas.

A

borda

orien-tal

da

Bacia

do

Paranã

estã

del i mi

tada

grossei

ramente

por uma

faixa

descontínua de compl exos

alcalinos

conheci

dos

na

bibl

iografia

por

suas

peculiaridades

gen6ti

cas. tssas

i

ntru-sões,

cujas

d i mensões são variãvei

s,

desde di ques

at6

maci-ços com

vãrias

centenas

de

Km2, que

se

ì ocaì i zam

na

peri

fe-ria

da

Bacia

do

Paranã, em sua quase

total

idade

possuem

ida-des

entre

50

e

90 mi I hões de anos

Considera-se

o

mac i

ço

de Santa

f6

¿e .i

da de

cretãci-ca,

pertencente

ao Grupo I po

rá.

Es

te

grupo

foi

defi ni

do

por

GUIMARÃES

et

al ,

(1968)

e

contãm rochas que va

ri

am

desde

ut-tramã'f

icas at6

rochas

graniti

cas,

sendo

correiac.ionadas

ao

vulcanisno

alcalino

da borda da

Bacia

do pa ra

nã. Recebeu

o

nome

de

um maciço uì tranrãf

ico

local i zado próximo

ã

cidade

de

Iporã, a

B0 krn

a

Sll

de Santa Fã.

PtNA & FIGUEIRED0

(1972),

baseados

em

observações

regionais

de dados

estruturais e correìação

estratigrãfica,

assim como datações

radion6tricas,

colocam

o

Grupo

Iporã

no

Cretãceo

superior.

0s

termos mais

bãsicos

do grupo

são

con-siderados mais

antigos,

passando

a

uma sequência

mais

nova

de rochas

intermediãrias

e,

finalmente, ãcidas.

A

Formação

Furnas, assim denomi nada

por

0LIVtIRA

(1912),

6

cons

ti

tuida

de

arenitos grosseiros e

mal

selecìonados,

sendo consideradq

de.idade

devoniana.

Esta

formação

6

cortada pelos

maciços de

Iporã

e

Ãgua Lìmpa, ambos consi derados contenìporâneos

ao

ma-ciço

de Santa

Fé.

No

distrito

restou

apenas

uma

cobertura

arenosa

recente,

provavel mente

produto do retrabal

hamento do

Areni

to

Furna

s

que nel

e

não ocorre.

As

relações

regionâis entre o embasamento,

Grupo

Iporá

e.' Formação Furnas podem

ser

veri

fi

cadas na

fol

ha

Goi ãs

-

SD

-

22

da

Carta

Geolõ9ica

do

Brasil

ao

Milion6sirno,

DNpM,

t975.

Ìtr i.

(28)

-16-Ap6s es

tas

cons i derações

de

ca rãte

r regional,

des-taca-se

a

geo 1og i

a

local

do mac i

ço,

constituído

de

um

corpo

oval

ado,

com

maior

di ãmetro na di reção

N-S,

medi ndo aproxima damente

9,5

por

6,5

km.

0

maciço co

rta

gna.i

sses

regìonais

com di

reção

pref e

rencial

NNI^l

e

mergulho acentuado

para

Si,l. Segundo

se

observa

no mapa

geol69ico da

Figura

Z

e

no

perfil

AB,

a

distribuição

das rochas

do

distrito

j ndi

ca

uma

estrutura

em

domo

zonado, com um núcl

eo

de duni

to

serpenti ni zado envol vì do

por

camadas

descontinuas

e

concõntri

cas de

peri doti

tos e

pi roxeni tos,

se-guidas

de manchas da encaixante gnãissica

afetadas por

metamor

fi

smo

de

contato,

e,

finaIrnente,

pequenas i

ntrusões

disper-sas

rochas

alcal

inas.

Foram observados di ques

de

pi roxeni

tos

cortando

os

duni

tos

e os

peridotitos,

p rovoca ndo f enôme_

nos

de

recristal

ização

nas bordas

inlediatas

do contato.

TAYL0R

(,l960),

N0BLE

(1960)

e

RUCKMTCK(t969) descre

veram, pormenonizadamente,

intrusões

ul tramãf .icas zonadas d¿.i

região

SE do

Alaska.

No

distrito

de Santa F6

o

zoneamento .lìË.

mais

nitido,

talvez

pelo

fato

da

litologia

ser

mais simplesl¡:.

Gnajsses envolvem

todo o

maciço

ultramãfico,mas,

na

porção

N,

es

ta

rocha

6

capeada

por

rochas sedimentares prove

nientes,

principalmente,

do

intenìperismo

e

remanejamento do

Areni

to

Furnas,

fo rma ndo uma del gada

cobertura

sobre

o

emba -samento, denominada

cobertura

areno-argiìosa

.

.:., Antecì pando

a

des c

ri

ção das

rochas,

que

serí. feita

em um dos

capítuìos

segui

ntes,

c ump

re

obs e rva

r

que

o

dunito,

na

ãrea

N

e

S

do

distrito,

apresenta va

ri

ações

fisi

cas

e,

em

parte,

quînricas,

deixando supor que

o

núcleo

dunítico 6

ior-nrado

por

i

ntrusões

múl

pl as.

Vãri

os

furos

de

sondagem

rotati

va

a tra ves s a

ram

as

(29)

Den-

-18-tre

estes

furos

foram selecionados

dois,

o

nímero

2,

(Figura

5),

que

corta piroxenito e

termina

em

peridotito,

e

o

número

18,

(Figura

6),

pe rfu ra

do

inicialmente

em duni

to

serpenti ni

-zado.

tntre

estes

dois

furos,

diferenças

provenientes

da

li-tologia

e

perfiì

de

alteração

deram origem

a

características

distintas.

Den t

re

estas,

v¡rle

ressal

tar

as

segui ntes:

0

furo

nQ

2

passa de

solo

ferral

íti

co

marrom

para amareìo,

voìtando

novanente

a solo

ferralitico

marrom

antes de

atingir

o piroxenito alterado.

l4esmo

localizado

en¡ piroxe

nito,

o teor

de

Ni

chega

a ati

ngi

r,

em um pequeno segmento,

l,l%,

val

or

ês

te alto

dema i

s

para

tal tipo

de

rocha.

Segundo

se

pode nota

r

no mapa da

Fi0ura

3,

a

mancha de pj roxeni

to

on

de

se

acha

este

furo

estã

rotlca<ja

de

peridotitos, que

devem

ter

fornecido

o

Ni

em sucessivas

solubilizações e precipita_

ções I a tera i s.

0 teor

de

Ni

não a pres en

ta

acrãscimo s ens íve

I

na

zo

na

de

sol

o

ferralitico

amareì

o,

comumente

bastante

enri

que-cido

naquele elemento em

perfis

locaìizados

em dunitos.Aliás.¡.

o

so

lo

ferral

ítico

amarelo devi

a

se

col

ocar entre

o

soio

fèr

ralítico

marrom acima

e

o piroxenito

alterado

ahaixo,

0

furo

lB

não apresenta em seu

perfi

I

o

solo

fer

ral

íti

co

ama re

lo,

0

grau de

si I

icificação ã

i nci pi

ente,

man-tendo,

desde

os

primei

ros

nìetros

de

perfuração,

teores

.

m6-dios

de

Ni

nrais

elevados. Este

teor

vai

caindo

com

a

profun-didade,

mantendo-se,

entretanto,

acima

de

0,2%.0 piroxenito

pode,

por

sua

vez,

apresentar

teores

d r_.

Ni

inferiores

a

O,Z%,

A

despei

to

da

l

itoìogia

ferente,

o

solo

de

ambos

os

furos

mostra

caracteristicas

fîsicas

homogêneas que impe-dem

a

i denti

fi

cação

da

rocha

subjacente.

tnr condi

ções

nor-nais,

nota-se

diferença

apenas na composição

química,

espe-cialmente

quanto

a

po rcen ta gem de

Ni,

que

ã

i ndi ca

ti

va,

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