t'
GEOLOGTA
DO
MAC|çO
DE
SANTA
FÉ,
. .ì¡.,,
ULTRAMAFICO
':.,¿1'GOIAS
ALEDIR PAGANELLI BARBOUR
Tese apresentad¿ em concurso para a obtenção
do Titulo de Livre Docente
Departamento de Geologia Econômica e Geofísica Aplicada
DEDALUS-Acervo-lGC
iilililrililililtililililililililililtililililililtililill 30900004613
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
INSTITUTO DE GEOCIËNCIAS
SÃO PAULO
CAPfTULO I
INTRODUçÃO
CAPÏTULO I I
TRABALHOS ANTERIORES
CAPfTULO I I I
MËTODOTOGIA
CAPTTULO IV
LOCALI ZAÇÃ,0 GEOGRÃFrCA
CAPITULO V
RELEVO DO DISTRITO
CAPTTULO VI
EVOLUçÂO MoRFotóGrcA Do DISTRITO
CAPfTULO VI I
GEOLOGIA GERAL
VII.I -
ROCHAS E SUA IDENTIFICAçÃOvil.t.t
-
cNAtssEs12
l4 t9
VII.I,2 .
HORNBLENDA GNAISSEVII.I.3 -
IDENTIFICAçÃO DOS DUNITOS, PERIDOT ITOS E P I ROXEN ITOS NO CAI,lPO
vil.t.4
-
DUNTTOSvt
t.
t.5 -
PERtDoTtTosvil.t.6
-
PtR0XENtTOSvil. t.7 -
Mt SSouRtTosvil. t.8 -
MALtcNtTosvt
t.
t.g -
SERPENTtNtTOSVII.II -
TRAÇOS ESTRUTURATSVIII
ATTERAçÃO DAS ULTRAMÃFICAS
vrrr.r -
coNcREçÕES OOLÍTTCAS_
SOLO FERRALÍTT_CO
MARROMVTII.II
-CONCRECõES PISOLÍTICAS-
SOLOFERRALÍ-TICO
MARROMVTIT.III-DTSTRIBUTçÃO DO Ni,FC,MgO,CT C CO
IX
MINËRAIS SINGENÉTICOS E EPIGENETICOS
rX.I -
VERMICULTTAIX.ÏT -
GARNIERITArX.
TII-
CALiEDONEAIX.IV
-
MINERAIS OPACOSiI
22
24
'l!.
29 30
3l
33 33 35 45
50
63 CAPfTULO
CAP IT U LO
70 79
#
93 93 98
SUM.ÃRIO E CONCLUSOES
CAPfTULO XI
AGRADECIMENTOS
CAPfTULO X I I
BI BL IOGRAF IA
127
it l
iv
TNDIcE DAs ILUSTRAç('ES
Fi
gura
t Figura
2Figura
3Figura
4Figura
5Figura
6Figura
7Fi
gura
8Figura
9Fi
gura l0
Figura
ì1
-Fi
gura
l2Fi
gura l3
Figura
l4Figura
l5
FIGURAS
Mapa
de
localização
daãrea
de SantaFã
8Esquema da evol ução morfol6gi
ca do
distri
to
ls
Mapageolõgico do
distrito
de SantaFã
anexo Mapageol6gico
e
locação dos poçose
furosde
sondagem
anexoPerfi
1
do
furo
de sondagemng2,
47+S0l'l,I
em pi roxeni
to
e
peri dotito
?OPerfi
I
do
furo
de sondagem ngl8, Nl0+S0 E7em
ãrea
de dunito
e
peridoti
to
zlAnãt i
se
termo di ferencial
da
ul tramãfi caserpentinizada
36Serpenti ni zação de dun.i
to
de
a cordo
com Drofundidade.
Amostrascoletadas
nofuro
'dã
sonda.
F-27
4lCol una esquemã'ti
ca
genõ'rica
-
ul tramãfica
de SantaFé,
Goiãs-
ãrea plana
e
baixa
52Col una esquemãti
ca
genãrica
-
ul tramãfica
deSan
ta
Fè-
ãrea de topo
e
en costas
Íngremesdas
elevações
b3Profundidade
do
nível
hidrostãtico
m;dida emzonas pl anas
e
rasas, a distâncias
superio-res
a
300nr dos corr6gos(númerode
med.i dast 2l
)
57Perfi
I
dos poçose
sondagemao
I ongoda
li-5B
nha E6
Perfil
dos poçosao longo da
linha
t l0
59 Profundi dadedo
nível
h i drostáti
co
e
teoresde
Ni
a distâncias
variãveis
dosc6rregos
6lVa
ri
açãoda
dens i dade coma
profundi dade emFì
gura
I 7Figura
Fi gura
Fi gura
Figura
Fi gura
Figura Figura
Fi
gura
25Figura
26Fi
gura
27Figura
28na
zonatopogrãfi ca
superfi cì al-
Distribuição
granuìomõtrica
das concreçõescoletadas en
segmentosverticais
de
trinta
centimetros
emsolo
ferralítico
marrom-
Difratogramasde
põde
raios
X-
Distribuição
doNi
e
Co emãreas
planas-
Distribuição
doNi
emãreas de topo ou
en_cos
ta
de morro-
Distribuição
do
Fe em ãreas
planas-
Distribuição
do
Fe emãreas de topo ou
en_cos
ta
de norro-
Di stri
bu i ção do M90 emãreas
pìanas;
Di stri
bu i ção do MgO emãrea de topo
ou encos
ta
de morro-
Di stri
bui çãodo Cr
emãreas
pl anas-
Distribuição
do Cr
emãreas de
tòpo
ou encos
ta
de morro-
Esquema das zonas de mi neral i zação dè vermiculita
e
opacos, emdunitos,
'periãotil
tos
e
pi roxeni tos-
Difratogramasde
p6de
raios
X66
l8
l9 20 21 22 23 24 67 72 BI B2 86 B7 B9 90 9I 9? 96 100 FOTOGRAFIASFoto I -
Vi sta
geral
do
di stri to,
oi handopara
NNlll. Zona
rasa
e
baixa.central
(dunito),
ci rcundadãpor
morros .arredondados de dunito.
Ao fundo,no
centro
da
foto, ciclo
deaplainamento
emarenitos
comcostão
junto
aoi,lorro
pontallp).
A
l,/, região
rnaisbaiia
e
plana do
vaiä--'.¿ó'
Vi
Foto
2
-
Vista
do_Vate do Araguaia
para
N!.l. Zonabaixa,
plana
com o_Morrodo-poniail'gu.
.
um testemu_ nhodo
nivel
de erosão quÀãtiñõt; ;;rËã;";"';,
pgrfície
aplainada
ã"-rüñãol'e
ãi."iiä,-ä
-qüË são rochas'sedimentàres-ä-Jit"arãficas.cãpeål-das po.r uma
crosta
de
calcÀdônea
ll
Foto
3
-
Gnaissemilonitizado
contextura
em moldura.Massa consti
tuida
dequartiô-e
tei¿spãið.'-Är_
mento 20
X;
Nícõis
senìi-.ruzados
23Foto
4
-
Furo8
-
profundidadede
36m. Hornblenda gnais
se
comsinais^de catacìase.
Massa r"agmÀniäãá= !-eguartzo
e.feldspato.
portiroulurto"JÀ'ñð.n_
blenda. Nícõis cruiados.
Aumento Z0X
23Foto
5
-
Solo
ferraìítico-marrom constituindo
um mantosobre
as
zonasplanas
e
baixas ao
aisiriîo.'riã
saparece nas encos
tas
suaves dos morros ou ãm pequenaselevações
26
Foto
6
-
Solo
ferralítico.anarelo
quese
forma
sobrepiroxenito,.peridotito
ou'àunito,
rãñOo-rãii
espessoe
rico
emNi
sobreesta
últimã
roäñå-
26
Foto
7
-
Dunito
alterado,
com verde escura com manchasmarrons.
Fragmentosgrosseiros
predomi.ã;t;;:
Alto
teor
deNi
27Foto'
I -
Peridotito
serpentinizado
alterado.
Cor verdenais clara,.maior
percentagemde
finoi
"'i;;;
de
Ni inferior
em ôomparaçãoao
dosdrnitoi''
27Foto
9
-
dominantementePiroxenito
alterado
consti
tu i ndo material
orpfino,
cor
v"r¿ä-ãt;;;;' å;' i;:
zes
amarelada.0s teores
deNi
sãòUáiiõs'-
ZB
Foto
l0 -
Furo27
-
profundidade de6,3m. Dunito
parcial
mente
serpentinizado,
comrélictos
deoiivinãË
opacos_
Nicois
descruzados. Aumento ZO X.Foto
ll -
cristal
FuroI -
profundidade de6lm,
peridotito
comde ol
ivina
parcialmeñte
serpenti ni za_do.
piroxêni9-nreaominuni",-ðõrnaguïtás
iiñis
simasde
rurilô(?).
Biotitá
ã-opáðði.--¡riiäiË
descruzados. Aumeñto 20
X
32Foto
l3 -
Missourito,
compiroxênio,(pi
)
predominante,leucita(Le)
e
opacos.Nicõis
áeicruzados.Aujmento 20
X
S¿Fo to
Foto
Foto
Fo to
Fo to
Fo to
Fo to
Foto
Foto 22
l4 -
Malignlto
-
Tex tura poiquilítica
mostrandofenocristais
deortoclãsio
(0r)
englobandonefelina(Ne),
piroxênio,
biòtila
e-opacos.Nicois
semi-cruzados. Aumento 20X
34l5 -
Furo 27
-
Profundidadede
5,8m. Dunjto
poucoserpentinizado
-
Minerais
opacos-
N.i c6ìs
cruzados
-
Aumento Z0X
38l6 -
Furo
27-
Profundidadede
78,9m-
Serpentini
zação acentuada
por
processo ascendenie. Rä=lictos
deolivina -
Ni c6is
descruzados.
Au-mento 20
X
ggl7 -
Lãmina delgadade
zona dealteração hidroter
mal
.
Perowskita
es cura
envol vi da "por
rnagneiTta
cinza
clara, olivina
serpentinizada
õinzã escura com opacose
cristais
de mica(Mi )_Ni_cois
descruzados. Aumento 20X
42lB -
SeçõesA-l
a
A-7
-
Micrografia
eletrônica
emicrossonda
de
seção poìida
de
zona dealte_
43ração
hidrotermal:
pe¡owskita
rica
emCa,Ti
ee
algum Nb;magnetita
rica
em Fee ilmeñita
44ri
ca
em Tìì9 -
Escalonamentoda
topografia
formadopor
umsistema de
fraturas.
Morro doTirapressa
4620
-
Sistemade
fraturas
circulares
provocando umaparente
" d e s c a s c a n e n t o,'
doMoiro
do
Tira-pressa.
A
dinensão não permite
representaçãono mapa. Ao fundo maciço g n ã i s s i c o ' c a p e a d o " p e
lo
Arenito
Furnas
-
462l -
Sistema defraturas circulares,
paralelo
aopl ano da
foto,
visível
tamb6m no morroao
fundo.
-0utro
sistema
perpendi cular
ao primeiro,ã'
visível
no norro-ein. pi"imeirò_ptanò.'As
faixái
es curas
são desniveis
topográficos
provocadospelos
planos de
fratura
4gSistema hori zon ta
I
de
fraturas
em zonade
Foto
23-Foto
24-Foto 25
-Foto 26
-Fot-o 27
Foto 28
-Foto
29-Foto
30-Foto
3l
-Foto 32
-vi
i'i
Concreções ool
Íti
cas
soltas,
i mersas em massa
ferruginosa
fina.
Algunspisõlitos
dis:
persos
(tamanho natural)
64Concreções ooì
íti
ca
soltas.
Microscõpio
eletronico
de
varredura.
AumentolO0
X
-
64Foto
de concreções pi soliti
cas
soltas
no solo
B-ì
a
B-5
-
Micrografi
a
eletrônica
e
microssonda
-
EìementosNi
e
Codispersos,
respeðti
vamente, nas seções B-3e B-4.
Na
seiaõB-2,
cristal
de
ilmenita.
SeçãoB-S
çomcristais
de cromita.
Notar
qúeonde
oç0rrecromita(B-5).a
polcen tagem de Ti(B-2)
¡ï
elevada.
Paraidentificação
completàda'iiinenî
ta
e
c romi ta,
ver
Capitulo
IXC-l
a
C-8-
Micrografia e
mi crossonda, A distribuição
do
Cr,
Al
e
Co6 preferencial.
Dãve
correspondera
umcristaì
de
cromita,
eñ'cuja
formuìa
e
admitido
tamb6mAl.
0
Fe compensa negativamente
o
Cr;
Ni, Si
e
Mn estãõd i s persos homogêneamen
te
na i eção74
75
76
e
77
D-ì
a
D-4-
Microssondaeletrônica
e
mi crossonda.
Fe,
Cr
e
Ni
estão
di s persos , semdis:
tri
bui çãopreferencial^na
compos içã0,
indi-ca ndo um cimento homogêneo,
sô
beñ que hete rogeneo no aspectofisico,0
Cr
apresenta--se
I evemente concentrado
emalguni
pontos,mas não chega
a
caracteri
zar
a-presehça
décromita
agregada naconcreção
78Controle est,rutural
dosveios
de
vermiculi-ta fi
na.
Rocha encaixante6
umdunito.
Mor-.ro
doTirapressa.
94"Xenõl i
to"
de
dunito
(Du)
dentro
de
um veiode
vermiculita(Ve)
fi
na. ' Reg i ãoSul
doTira
pressa
94Pl acas
de
vermi cul ita
grosseira,
semori
en-tação
preferencial.
Dimensão mãiimade
Zscm. Região S
do
Tirapnessa
97Vênul
as de
caì cedônea emfraturas
predomi-na n teme
nte
hori zontais.
Encostadunít,ica
do.,. :::.:. ì
',.:l;i .:i.11 1:.ì; j
1Ì;.i'.. -i::" .';ìir-r¡. I
¿;
;l
ì"r
"..: " ,-.
-l- :
¡-,.)
I
03
l:
104
:Foto
33-Foto
34-Foto
35-Foto
36-Foto
37-Foto
3BFoto
39-Foto
40
-Foto
4l
-Microfraturarnento
paraìelo
preench.idopor.si-r
lica
decor
branca"Box l,lork
"
si I icoso,
de col oração branca.Mor-ro
do Ti rapressaCros
ta
mac iça
de ca I cedônea,de coloracão
branca ou rosada.
Restosde
ultramãfica
älteradã
engl obados. Sl,rl do Morro do Ti rapressa
Seções de
E-l
a
E-6
-
Micrografia
eletrôni
cae
mi cros sonda. Magnetita
com I amelas de
ilme-nlta.
A
ilmenita
õ
nenosrica
emFe,
mas con-tãmbôstante
Ti
e
al gum Mge
MñMartitização(cinza-claro)
da magnetita
(c.i nzamedio)
ao
I ongo{os
pl anos(lll ).
Notar'lame-las
de.iìmenita
(cinza
maisescúro)
delgadas,segut ndo
o
mesmosistema. Escala:
440X.
se_ção APB 102
Seções
F-l
a
F-5
-
Micrografia
eletrônica
e mi cros sonda. Maghemita
com I amelasde
ilmeni-ta
ao
longo
dosplanos
(lìì) da
maqnetitatransformada.
Superfíciô
pióotada
e
a
ílneni-ta
resistindo ã
oxidaçãoLamelas
de
ilmenita
em um dosplanos
(ìll)
da magneti 'Ita.
Notar
martiti
zação da rnagnètitå
aoongo
de
uma zona de fratuia.
I I menita
cinzaescura;
mag netita
cinza
mais clara e
hemati taformada
por
martiti
zação,cor
ci nza bem cl ara.Aumento
I28
XSeções
G-l
a
c-5
-
Micrografia
eletrônica
emi cros so nda
.
Mag ne t ita ti
taníf
era ; a I guns
cri
stais
tem maisTi
qqeoutros.
Notar
que
oãcristais
são idiomórficos
Galena-
(cinza
maisclara)
com marcastriangu-lares
incipi.entes e
riscós
de
polimento.
Iimeni
ta
ci nza clara,
e
ganga, c.inia
escura.
Au: mento 320 X104
I d?':
e'..
108
l,l 0
ì I 2,,,,,,rì
Tabela
l
Tabeì
a
2Tabe I
a
3Tabel
a
4Tabela
5
-Tabela
6
-Tabela
7
-TABE LAS
Profundidade
do
nível
hidrostãtico
em funçãoda
distãncia
aoscõrregos
-
topograii
a
pianaConcentrados naturai
s
de mi nerais
opacosAnãl i
se
química do
soìo
ferral
iti
co
narrom Númerologia
de
amostras col etadas segundoa
I ito-e a
topograf iaAnãt i
se
química
de agregadode
i I menîta
e magnetita -
Amostra
SF- 502Anáì
ise
quimica
de agregadosde
minerais
demagneti smo f
orte
Anãiise
química de agregados deminerais
demagneti smo f ra co
56 69
71
BO
liO
:It7¡"îl'
1?4
ANEXO
Figura 3
-
Mapageolõgico
dodistrito
de Santa FãFigura 4
-
Mapageol69ico
e
locação dos poçose
furosCAPITULO I
INTRODUçÃO
0
mac iço
ul tramãfico
de Santa Fã estã
s ituado
a
Ntr,ldo
Municipio
deJussara,
Ëstado deGoiãs,
e
foi
estudadopor
vãrias
companhiasparticulares,
com vi stas
ao
seu
con-teúdo
de
Ni
e
de
vermicuìita.
Daclaa
sualitologia,
algulir'mas
tentativas
tamb6m foramfeitas
para
verificar a
pres e..¡i¡,r,,.,.ça
de elementos associadosa
rochasalcalìnas
e,
em al ternalr.itiva
maisremota,
a
carbonatitos.
A Companhia de pesquisa de Recursos
Minerais
exect¡;tou
para
o
DNPMtrabalhos
de mapeamento r e g i o n a l , v i s a n do
cg._racterizar a faixa
serpentin
ica
que corta
o
E stado
de Goiãse
qUe Se extende parao
norte.
Nos
últimos
anos,
a
MineradoraMontita
Ltda.
executou
extensivos
trabalhos de
pesquisa
para
Ni'
acgmulando numerosos dados quimi
cos
desuperfîcie e
subsuperfície.
Ageologia
parciaìmente conhecida, assim comoa
dispo_nibil
idade de
inúmeras anãìises
quimicas de poçose
furos de sondagem, induziramo autor
a inìciar
uma pesquisa acadêmica,
buscandodefinir
os
principaìs
traços
geo l6g icos
dajazi
daDe setembro
de
.l973a
novembrode
'l975foram
fei-tas
vãrias
campanhas de campo, de modoa elaborar
um
mapageolõgico
da ãrea e
coletar
amostras
representati
vasde
perfis
hori zontais
e
verticais.
0s trabalhos
de campo fo ram baseados em mapas topogrãficos
de
grandeparte
do
distrito
e
em
fotografias
;l
2-aõreas
cedidas
peìa
companhiaMontita.
Esta
cornpanhiaforne-ceu,
tambãm,resultados de
anãì i ses quîmicas
e
col ocou a- nos_sa disposição
testemunhosde
sondageme
meios
para executaros
trabalhos
de campo.A reg i
ão
de Santa F6 estã
contida
na
superfície
de_nominada
"Planartos
cristarinos
da
Bacia Araguaia-Tocantins,,e,
segundoGeiger
(in
GALVÃ0,M.V.,ì960),
ã
cortada
pelosafl
uentesdo Rio Araguaia,
a pres en ta ndo alti
tudes mãdias
va_riãveis
de 300a
600 m.0
nac iço
õ
ressaltado
na
topografia
I ocaI.
apenasatrav6s
dos testemunhos deerosão,
.que sãoconstituídos
dem0rros
isolados
a
Ne
de urn espigãocontínuo
a S,
denominadoSerra
do Ti rapressa.A pl uvi os i dade mãdia
anual da
reg ião
estã
em
to rno de 1.700 mm, com i soietas
médias deverão
(dezembro,janeiro, feverei ro)
de
710nn
e
i soietas
m6diasde
i nverno(junho,ju_
lho,
agôsto)
de 25mn.0s
meses deoutubro
a
abril
represen_ t,am maisde
B0%da
preci pitação
anual.
Segundo föppen,o
cl i_ ma daãrea
6 classificado
como Aw, correspondendoa
savanastropicais,
com verão únlidoe
inverno
seco.A
vegetaçãolocal
6
do
tipo
cêrrado
ou,
segundofi_
toge6grados, "savana,' com vegetaçãoarbustivan
constìtuida
de
individuos
espaçados, adensados apenasao longo
das
,,ma_tas
galerias,'.
Algunsdestes
aspectos sãovistos
naFoto l.
A a I
teração
das rochas dodistrito,
especialmenteos
dunitos¡
peridotitos
e
piroxenitos,
levou
ã
formaçãode
uma capade
alteração
enriquec.i da emNi,
coberta
emsuas
zonasmais
baixas por
umsolo
ferralítico
decor
marrom.Veios
devermicul
ita,
com comprimento, espessurae
profundidadevariã
veis,
cortama
ultranãfica
aìterada
aflorante
e
estão
asso-ciados,
ìocaìmente,
a
agregados deminerais
opacos dissemina_ dos.Dun i tos
r
peri dotitos
e
pi roxenitos,
assoc.i adosa
pe_quenas i
ntrusões
de gabrosalcalinos,
cortam gnaisses pr6_cambrianos
que sãoas
rochasregionais.
CAPÏTULO I I
TRABALHOS ANTERIORES
Menção
ã
geologia do
distrito
e
seus dep6s.itos
niquelíferos foi
fei
ta
por
vãrios autores, entre
eres
ANGEIRAS(.l968),
BERBERT(t970) e
SCH0BBENHAUS FILH0 (197b).Em 197ì
,
a
Companh ia
de pesquisa de
Recursos
Mi ne_rais,
AgênciaGoiânia,
imprimiu
umrelat6rio
denominado,,Geo-logia
da Quadricula
de
Britânia,
SantaFê,
Araguapaze
Jussa_ra:
Projeto
Jussara,,,
deautoria
de M.L.Sob¡inhoe
R.S.
Andrqde.
Foi
elaborado um mapageotdgjco
dodistnito, na
escala l :50,000,
com observações gera is
sobrea
geol ogia
local.
Na_
quele mesmo ano
foi
apresentado um resumo noXXV
CongressoBrasileiro
deGeoìogia,
realjzado
em Sãopaulo,
ondeM.L.
So_bri nho
e R's.
Ma rques des c reveram mi ssou.itos
e
rochasarcali
nas associadas
do
distri to
de
SantaFã.
Ai nda em.l97i,
Li nden mayerfez
umaprevisão
daestimativa
de reservas
de
min6rioe
deNi
contido
no di stri
to.
Pesquisas de
Ni e
de
vermiculita
foramefetuadas
nodistrito
por
companhiasparticulares,
sem,entretanto,
terem
4-Em 1972,
Axel
de
Ferran
apresentourelat6rio
aTerraservi
ce
Proj etos
Geol õgicos
Ltda.
sobre
pesquisa
geoquînica e estimativa
de reservas
deNi. Os
resultados
deste
relatõri
o
interno
são desconheci dos .Em 1975,
a
MineradoraMontita
Ltda.
entregou
ao DNPMrelatõ'rio
de
pesquisade
Ni
departe
da jazida,
denominado
"Projeto
Santa F6-
Relatõrio
de
pesquisa',.
Nes_te relat6rio
in6dit,o,
a
litologia
dodistrito
6
mais pormenorizada,
distinguindo-se os
contatos
entre os
dunitosr
peridotitos
e
piroxenitos.
Consta do mapageol6gico
a
localiza
çãode
dioritos
e
mi s souri tos.CAPITULO I I I
METODOLOGIA
0s trabalhos
de campo foram desenvo.lvidos
entre
setembro
de
1973e
novembrode
t975,
em campanhas correspondentes
aosperíodos
defãrias
escoìares. 0s
resuitados
obtidol
do .es
tudo
de fo tog rafi
as
a6reas da ãrea,
descrição
e
anãl ise de amostras foram lançados em um napatopogrãfico,
na
escalal:10.000,
quecobre
4/5
da
região
ìevantada.
Tratando_se
deuma
ãrea de
intrusão
com dimensões aproximadas de9,5
por6,5
km, consti
tu ida de
l2
morrosisolados e
uma maciçocontí
nuo
e
com um número de poços perf urados superior
a ì,2S0,
os trabaì hos de campo foram extremamente pro.l ongadose
exi gi ramdos na
ultramãfica.
Essadescrição
e
amostragem foramfeitas
descendo nos poços
por
meio de co rdas
suspensase
enroladasem um sa
ri
Iho.
Poços desmo ronadosou inacessíveis
foram des-cri
tos
pelo
material
correspondentea
segmentos de um metro,refirados
e
depositadosna
bordaimediata
dos poços,As anã'l i
ses
quimicas
por
via
úni dae
absorção atômica
foram efetuadas pelo
Dr.
Raphael Hypõl ito,
do Depa rtamen_to
deMineralogia
e Petroiogia,
nos r aborat6ri os
do
I nsti
tu-to
de Geociãnciasda
Univers.idade de Sãopaulo,
comresulta_
dos emSi0Z,
Ti02,
AlZ03,
Fe,0r,
Fe0, Mn0, Mg0,Cr3+,
Ca0,NaZ0,
K20,
H20
e
Hr0+.
Anãl ì ses complementares deSn,
Sb,Mo,
Nb,
Ga,Sr,
Rb,
Zr, Ni,
Cr,Ti0Z,y,
pb,
Zn, Th,
Cue
Co,foram
efetuadas
pelo
Dr.
Marcosßerenhoìc,
do Departamento de GeologiaGeral,
no
laboratõrio
do
Centrode
pesquisas
Geocronol69icas
do
Instituto
deGeociências,
utilizando
fluores
cência de
raios
X,As anãli ses quími
cas
dos perfîs
de
poços,
encami nhadas
pela
Compa nh ia
Montita
de Mi neraçãoS.A.,
foran
ef etua_das pel
a
Companhia Geoìogiae
SondagensLtda.
(Geosol)
e
pe_la
Metais
de6oiãs
S.A.
(Metago). Ni,
Mg0,Fe,
Coe Cr
foramdosados
por espectrografia
õptica,
absorção atômicae
fluo_
rescência
de ra ios
X.As
Iâminas delgadas foram estudadasem
microscõpio0rtolux-pol,
defabricação
Leitz.
Adescrição
dograu
de
serpentinização
das olivinas
do
Furo?7
foi
efetuada
atrav6s
decontagem
de
pontos,
com espaçamento adequa doà
g ra nu I ação darocha,
com valor
mõdio
de
300 pontospor
I ânri na.Um
total
de
75 seções polidas
de mi nera is
opacos
econcreções
oolÍticas
e
pìsolíticas foi
estudado emmicroscõ-pio
de
luz
refi eti
da de fa bri
caç ão Re ichert.
-6-totais
e
deminerais
separados foramobtidos
nodifratômetro
Philips-Norelco
do
DMP. tmgeral,
os
di f ra tog ramas
foramob-tidos
utilizando-se
radiação
Cu Kc,
velocidade
degi¡o
deamostra
= 2oglmin,35
KV, t5mA,velocidade do
papel de30 cm/mi
n,
varredura de
2eentre 2 e
B0o.0
estudo
da a 1teração
da ul tramãfica e
correspondente
enriquecimento deNi
foi
compì ementadopor
determi naçõesde peso es pec
íf
ico
a pa rente,
em amo s tras
col etadasao
longode un
perfil
de
solo.
As determinações de amostras coesasf¡
ram
feitas
em balança de pesoespecifico,
do
tipo
}JestphalMohr, do DGG.0s
valores
finais
obtidos
foramcorrigidos,
pelo fato
das amostras porosas teremsido
envoìvidas
emparafi
na.
Amostras i
ncoerentes
f o¡"am col ocadasem
provetas graduadas, ondefoi
obtido
o
vol une a pa rente,
tendosido,
então,
calculado
o
peso específi
co
a pa rente.
Seções pol
idas
foram preparadas para
estudo da
con-centração de elementos
por
meio de microssondaeìetrônica.
0Prof.
Dr.
Kenkichi Fugimori
utilizou
aparelho do
tipo
JAX-5, comas
seguintes características:
-
Vol tagemde
aceleração:
5
a
50 KV;-
Vãcuo:lo-5:lo-6
mm Hg¡-
Amperagem: l o-5-lo-9
R'
Nestat6cn'ica de
estudo,
denominadaVariação
Bidi-¡nensional,
a
concentração do eìemento6
proporcional
ao
número
de
pontosbri
ì hantes detectados nopapel
fotogrãfi
co.
Foiuma
tõcnica
auxitiar útil
para
a
determinação dealguns
minerais
opacose
tamb6mpara
verificação
da
dispersãoe
associa ção doselenentos
entre
si
nas camadasconstituintes
das concreções I
ateríti
cas.ter-modiferenciais
de
polimorfos
de
serpent.ina.
Esta
tãcnica
foi
utilizada
emaparelho
RigakuThermoflex,
comternopar
de
platinel-Alumel
e
provido
de
registrador
grãfico,
pertencente ao Departamento de Geol og ia
GeraI
do
Instituto de
Geociên-cias.
CAPITULO IV
LocAtIZAç.Ã,O cEOcR.Á,FrCA
A
c i dade de Santa Fépossui
coordenadas geog rãf i ca sde
.l5040'
de
latitude
Se
5lol5,de
longitude
tJe estã
loca-I i zada
a
130 kma
!,lde
Goiãs
Velho.
0
corpo
u I tramãfico,
ob-jeto
deste
trabalho,
dista
3
kma
tll,ldesta
cidade, motivo
pelo
qual
recebeuo
mesmo nome,De
Goiânia,
ponto comumpara todos
quese
encarni-nhampara
l^l, Goiãs Velhodista
ì50
kmpor
pìsta
asfaltada
(Figura
I).
Segundo prev i sõesdo "Prodoeste,',
umavia
asfal-tada,
passandoa
l4
km.'a
S
de SantaF6,
deverãligar
Brasí-lia
a
Cuiabã.
Ocontato
leste
do maciço6
tangenciado
por umaestrada estadual (c0-28)
que liga
Santa F6a
N,Britânia,
-- coro - - -a ltooiroouö - ---\
t
LEGENOA
A
D¡strito de SontoFé f(
Estrodos povimsnlodosO
Copitol
,í,( estroaos lronsildveiso
Cidodo6
f
aiosCAPfTULO
RELÊVO
DO
DISTRITO o,o0
reìêvo
da
região
ã
caracterizado por
duas unidadesnorfologicamente
distintas:
uma,a
predominanteno
distri.té¡,
Que
6
constituída
de umasuperfície
plana, baixa
arrasada,.:.',c.j!berta por
lateri
tas
conc rec i onãri as
oolíti
cas
soltas,
I oca Í_mente cîrnentadas,
e
formandocrostas;
e,
outra
queõ
representada
pelos
morros testemunhos dedunitos,
coma
única
exceção departe
do Morro Ca içara,
l ocali
zado naárea
IV. A
aìti
tudepredomlnante
da
primeira
unidadesitua-se entre
4ZOe
450 m,com suave
declive
para N emdireção
ã
bacia
doRio
Araguaia,visto
a
Nli daFoto
l.
A
zonarasa
desenvol veu-sesobre
gnais_ses,
duni tos,
perì dotitos e
pi roxenitos
serpenti ni zadoso
ro.r,chas
alcalinas
associadase
ritorogias
menores. Apenaso,
aui.. nitos
formam morros i sor adose
r i nhas de cumeadas.0utras
l,íl-tologias
são maisfacilmente
arrasadaspela
erosãó.Parece que
o
fato
daalteração
dodunito
levar
a
umarocha menos desagregãvel do que
o
piroxenito
e,
tamb6m,
maisferruginosa,
dã,
comoproduto
final,
uma rochaestruturada,co
berta
de
bl ocosnais
resistentes
ao
ì ntemperi smo¡fs
¡co.
Esta rochapreserva
maisfacilmente as
elevações dodistrito.
O piroxen i
to
alterado
ã
extremamentefri
ãvel, fi
no,
adquiri
ndo as:pecto
argiloso,
facìlitando
sobremodoa alteração e
erosão d,acapa
superficial
intemperizada.
0s
peridotitos,
quandoaltera
dos,
tem ca racterís
t i cas
m6dias entre
os
dunitos e
os
piroxe-ni tos.
Vale observar
queo
dunito
queconstitui
os
mor.ros. ..,.,:- -.-tlJi,ä: -.. dr":.-:
Foto
i -
Vista
geral
do
distrito,
olhando para NNl.l. Zona c i rcundadapor
morros airedondadoia. arnitõ,
Ãoclo
de apìaingmento emarenitos
com costão .ì;r;;
gjao
ma.Ísbaixa
e
pl anado
Vate do Rraquài al-
--ras
a e
baixa central
fundo,
no centro
daao Morro
Pontaì
(p)(dunito).,
foto,
ci -A ll,
re-11..'
I
o
Foto
2
-
Vista
do Vale
do Araquaia oaraNl,l
.
Zona ba i xa,
pl anãcom
oMorro
do
pontal.
queõ
umtes-temunho
do
nivel
cie erosão oueati
ngiu
tambéma
superfíiie
aplainada ao
fundo,
ä
äi rei ta ne
que saorochas
sedimentares-t?-do Ti
rapressa
tem umatextura
diferente
e
se
enri quece menosde
Ni,
possivelmentepartindo
de
rochaportadora
com
,'defi
ci
t"
de
Ni.
Parece vát i ¿o inferi
r
que co rres po nde a
outra
ii'
trusão, diferente
daquela queoriginou as
zonasdunÍticas
¿ã'restante
do
distrito.
Acor
do produto
dealteração,
a
textu
ra,
a
presença maìs comumde
vênulasde
calcedôneae os
teo-res
deNi
inferiores
falam
por
si
sõ de
umaintrusão
distin-ta.
Alãm domais,
a
tectônica
local
denotaesforços
horizon-tais,
que não são exa tamenteos
mesmosdo
resto
da tectôni
cado di s
tri
to.
0 Tirapressa,
que estã
localizado
ao
sul
do
dis-tri
to,
constitui
um maciço
grupado de morros,
diferente
doestilo
i sol adodo
restante
das el evações, As a Iti
tudes
m6-di
as
do di stri to
sãoas
segui ntes:Reg i ão
Planura Morros Ti rapressa
Al
ti
tude
m6di a400
a
450 m550 m (excepcionalmente mais)
650 m
0s
morros testemunhos daultramãfica,
assim com,o O,.Íplatô
de
calcedônea ondese
localiza
o
distrito
de
Ãgua Bra¡ca, a
N(Foto
2),
constituem
umasó
superficie
semi-apìainai- "da,
comaltitude
mãdiade
550a
650m.
Aerosão
reg i ona-ç,,)Tatual
estã orientada
para
a
rede
hidrogrãfica
quese
extendepara
o vale
do Rio Araguaia,
localizado a
trlW dodiitrito..
CAPfTULO VI
EVoLUçÃO MORFOLóGICA DO DTSTRITO
i ndi
ca
cl aramente formas remanescentes de um rel evoanti
go,aplainado,
submetido
a
um processo contínuo de
rejuvenescimento
em umritmo
de
erosão maisrãpido
do que aqueìe que perrnitiria
o
enri
q uec i mento das ul tramãficas
emNi. A
destruìçãosistemã'tica
dascrostas
de
ca I cedônea coma
consequente for-mação
de
eluviões
de
blocos,
assim comoa
existência
decrostas
lateriticas
em zonasbaixas,
tamb6m submetidasã
de-gradação
física,
falam
por
si
s6 do
ràgime aceìeradode
denu daçãoda
regiãoA
reconstituição
da
evolução geomorfoìõgìcado
dis-trito
6
possívelr
pelo
menos,se
evidenciarmos apenasos
fe_nômenos
geolõgicos
mais marcantes que deixaramvestigios
pa_ra
correl ações diretas
ou
indiretas
comoutros
fe nômenos sub sequentes.A
evol ução devese
ter
operado em ci clos,
cuja
se_ quAncia
6
esquemati zada generi camentea
seguir:
l9
Ciclo
-
Êgl q-Lnq¡Lentojgs
rocha! regionais
e
lo__qais
Apõs
a
intrusão da
ul tramãfica,
as
rocha.s foram submetidas
a
umlongo
e
ativo
processode
aplainamento,eviden]
ciado pelo
nivelamentoregionaì
do topo
dos morros doDistri
to
de SantaF6,
do gnaisse capeadopelo Arenito
Furnas,a
SSil,e pelo
Arenito
Furnas i ntercal ado com ul tramãficas
e
capeadopor
calcedôneano
distrito
de Ã9ua Limpa,a
NNl,l. Tantoquan-t0
se
pode depreender dos remanescentesdeste
período,
devgter
sido
p16-Terciãrio,
coma
formaçãoda
calcedônea em croEtas
locais.
Esta
silicificação,
aliada
a
diferenças
litotõgi
cas,
mesmo diferenças
do próprio
dunito,
cri ou
condi ções pa_ra
que uma erosãoseletiva
iniciasse o
desniveìamentoda
su__t4_
2Q Ci cì
o
-
Erosãoq
desni vel amentoda
superflci
e
re-, gionalA
alteração
dasrochas,
seguidade
erosãôde
um substrato
litologicamente
diferente,
culminou coma
formação
dez0nas proemi nentes o nde prevaleciam duni
tos,
mesmo com si Iici
ficação
incipiente.
O arenito
Furnas,
a
SS!l,cimentado
pelaprõ'pria
sÍlica,
e
a
ãrea
denominada Ãgua Limpa,a
NNll,
cober_
ta
por
uma espessa capade
calcedônea, permaneceram,a
partir
des
te
ci clo,
como tes temunhosda
pret6ri
ta
superfíci
e de
a pl a i namen
to.
As zonas ba ixas
foram denudadasao
nivel
da
dre nagemregional.
39
Ciclo
-
_LSIS_ti-¿gçÃcEstabilidade
do
perfil
deequilíbrio
por
um
periodo quepermitiu
a
formaçãode
lateritas
locais
nosvaìes
suspen_sos intermontanos,
nas encostas suavese
nas zonasbaixas
ni-vel adas segundo
a
alti
tude
m6diaregionaì.
4Q
Ciclo
-
gqjqygnegciqqntqe
degradação mecânicaDegradação mecãni
ca
das ìateri
tas
e
dascrostas
de ca I cedônea,
evidenciada
pelos
el uv i õesde
br ocosde
ca rcedõ-nea
e
pelas
rateri
tas
baixas cortadas peros
pequenos c6rregosou
torrentes
de vares
em regimefìuviar
intermitente.
Erosãomais
intensa
nostopos
e
nas encostas dosmorros,
com remoçãoacelerada
do
serpentinito
superficiaì
enriquecido
em Ni.CAPÍTULO V I I
GEOLOGIA GERAL
:Ìjj
'.'t
J
t' I - Peneplon¡zoçõo com sil¡f¡coç6es loco¡!ll - Erosóo d¡ferenc¡ol e formoçõo de relevo d¡ssecodo
lll - Loleriroçõo
lV - Re¡uvencscimento com degrodoçöo mecônico dos toleritos c croslos de colcedôneo.
Rolodo- Colúv ¡o WI,V) piro xe nil o -por¡dotito
Lotcrilor
f:Wå!îl¿["",ïË,jf'.Cofcodôneo W¿T)Anoßsc
Dunllo Esquemo sem cscolo
.t. .-... :,
com
as
rochaslocais
e
sua posição nacoluna
estratigrãfica
exi gem algumas cons ì derações bi bì i
ogrãfi
cas.
Aborda
orien-tal
da
Baciado
Paranãestã
del i mitada
grosseiramente
por umafaixa
descontínua de compl exosalcalinos
conhecidos
nabibl
iografia
por
suaspeculiaridades
gen6ticas. tssas
intru-sões,
cujas
d i mensões são variãveis,
desde di quesat6
maci-ços com
vãrias
centenasde
Km2, quese
ì ocaì i zamna
perife-ria
da
Baciado
Paranã, em sua quasetotal
idade
possuemida-des
entre
50e
90 mi I hões de anosConsidera-se
o
mac iço
de Santaf6
¿e .ida de
cretãci-ca,
pertencente
ao Grupo I porá.
Este
grupofoi
defi nido
porGUIMARÃES
et
al ,(1968)
e
contãm rochas que vari
amdesde
ut-tramã'ficas at6
rochasgraniti
cas,
sendocorreiac.ionadas
aovulcanisno
alcalino
da borda daBacia
do pa ranã. Recebeu
onome
de
um maciço uì tranrãfico
local i zado próximoã
cidade
deIporã, a
B0 krna
Sll
de Santa Fã.PtNA & FIGUEIRED0
(1972),
baseadosem
observaçõesregionais
de dadosestruturais e correìação
estratigrãfica,
assim como dataçõesradion6tricas,
colocamo
GrupoIporã
noCretãceo
superior.
0s
termos maisbãsicos
do gruposão
con-siderados mais
antigos,
passandoa
uma sequênciamais
novade rochas
intermediãrias
e,
finalmente, ãcidas.
A
FormaçãoFurnas, assim denomi nada
por
0LIVtIRA(1912),
6
consti
tuida
de
arenitos grosseiros e
malselecìonados,
sendo consideradqde.idade
devoniana.Esta
formação6
cortada pelos
maciços deIporã
e
Ãgua Lìmpa, ambos consi derados contenìporâneosao
ma-ciço
de SantaFé.
Nodistrito
restou
apenasuma
coberturaarenosa
recente,
provavel menteproduto do retrabal
hamento doAreni
to
Furnas
que nele
não ocorre.As
relações
regionâis entre o embasamento,
GrupoIporá
e.' Formação Furnas podemser
verifi
cadas nafol
ha
Goi ãs-
SD-
22
daCarta
Geolõ9icado
Brasil
aoMilion6sirno,
DNpM,t975.
Ìtr i.
-16-Ap6s es
tas
cons i deraçõesde
ca rãter regional,
des-taca-se
a
geo 1og ia
local
do mac iço,
constituído
de
um
corpooval
ado,
commaior
di ãmetro na di reçãoN-S,
medi ndo aproxima damente9,5
por
6,5
km.0
maciço corta
gna.isses
regìonais
com direção
pref erencial
NNI^le
mergulho acentuadopara
Si,l. Segundose
observano mapa
geol69ico da
Figura
Ze
noperfil
AB,a
distribuição
das rochas
do
distrito
j ndica
umaestrutura
emdomo
zonado, com um núcleo
de dunito
serpenti ni zado envol vì dopor
camadasdescontinuas
e
concõntricas de
peri dotitos e
pi roxeni tos,se-guidas
de manchas da encaixante gnãissicaafetadas por
metamorfi
smode
contato,
e,
finaIrnente,
pequenas intrusões
disper-sas
dé
rochasalcal
inas.
Foram observados di quesde
pi roxenitos
cortando
os
dunitos
e os
peridotitos,
p rovoca ndo f enôme_nos
de
recristal
ização
nas bordasinlediatas
do contato.TAYL0R
(,l960),
N0BLE(1960)
e
RUCKMTCK(t969) descreveram, pormenonizadamente,
intrusões
ul tramãf .icas zonadas d¿.iregião
SE doAlaska.
Nodistrito
de Santa F6o
zoneamento .lìË.mais
nitido,
talvez
pelo
fato
da
litologia
ser
mais simplesl¡:.Gnajsses envolvem
todo o
maciçoultramãfico,mas,
naporção
N,
esta
rocha6
capeadapor
rochas sedimentares provenientes,
principalmente,
do
intenìperismoe
remanejamento doAreni
to
Furnas,
fo rma ndo uma del gadacobertura
sobreo
emba -samento, denominadacobertura
areno-argiìosa.
.:., Antecì pando
a
des cri
ção dasrochas,
queserí. feita
em um dos
capítuìos
seguintes,
c umpre
obs e rvar
queo
dunito,
na
ãrea
Ne
Sdo
distrito,
apresenta vari
açõesfisi
cas
e,
emparte,
quînricas,
deixando supor queo
núcleo
dunítico 6
ior-nrado
por
intrusões
múltì
pl as.Vãri
os
furos
de
sondagemrotati
va
a tra ves s aram
asDen-
-18-tre
estes
furos
foram selecionadosdois,
o
nímero2,
(Figura5),
quecorta piroxenito e
termina
emperidotito,
e
o
número18,
(Figura
6),
pe rfu rado
inicialmente
em dunito
serpenti ni-zado.
tntre
estes
dois
furos,
diferenças
provenientes
da
li-tologia
e
perfiì
de
alteração
deram origema
características
distintas.
Den tre
estas,
v¡rle
ressaltar
as
segui ntes:0
furo
nQ2
passa desolo
ferral
íti
comarrom
para amareìo,voìtando
novanentea solo
ferralitico
marrom
antes deatingir
o piroxenito alterado.
l4esmolocalizado
en¡ piroxenito,
o teor
de
Ni
chegaa ati
ngir,
em um pequeno segmento,l,l%,
valor
êste alto
dema is
para
tal tipo
derocha.
Segundose
pode notar
no mapa daFi0ura
3,
a
mancha de pj roxenito
onde
se
achaeste
furo
estã
rotlca<jade
peridotitos, que
devemter
fornecido
o
Ni
em sucessivassolubilizações e precipita_
ções I a tera i s.
0 teor
de
Ni
não a pres enta
acrãscimo s ens íveI
na
zona