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Componente oligodendroglial e neuronal em glioblastomas: possível relação com o prognóstico.

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Depart ament o de Pat ologia, Faculdade de M edicina, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Rio de Janeiro RJ, Brasil: 1Pós graduando,2Prof essor Tit ular. Apoio: CNPQ.

Recebido 19 Abril 2004, recebido na f orma f inal 30 Junho 2004. Aceit o 6 Agost o 2004.

Dra. Leila Chimelli Serviço de Anat omia Pat ológica, Hospit al Universit ário UFRJ Ilha do Fundão 21941590 Rio de Janeiro RJ -Brasil. E-mail: chimelli@hucf f .uf rj.br

COM PONENTE OLIGODENDROGLIAL E

NEURONAL EM GLIOBLASTOM AS

Possível relação com o prognóst ico

Luciana Wernersbach Pint o

1

, Leila Chimelli

2

RESUM O - Glioblast omas são t umores ast rocít icos de alt o grau de malignidade e o diagnóst ico baseado nos crit érios hist ológicos at uais não t em explicado a maior sobrevida observada em alguns casos. A presença de um component e oligodendroglial f oi propost a mais recent ement e como um possível indicador de maior sobrevida, t ant o pela OM S quant o pela classif icação de Saint e Anne 2000. Est a últ ima propõe ainda que um component e neuronal est á relacionado com maior sobrevida. O objet ivo dest e est udo f oi rever t umores de 40 pacient es diagnost icados como glioblast omas pelos crit érios da OM S, com o propósit o de ident if icar: a presença de um component e oligodendroglial ut ilizando crit érios morf ológicos; a presença de um compo-nente neuronal utilizando marcadores imuno-histoquímicos (anticorpos anti-neurofilamento e sinaptofisina). Objet ivou-se t ambém correlacionar os achados hist ológicos e imuno-hist oquímicos com a sobrevida dos pa-cient es, est udando t ambém out ras variáveis que podem t er inf luência na sobrevida. Foram ident if icados 11 t umores com component e oligodendroglial e 7 com component e neuronal. Apesar do pequeno número de casos est udados, a presença de um component e oligodendroglial associou-se com maior sobrevida. O valor da expressão de marcadores neuronais em gliomas malignos precisa ser conf irmado com a avaliação de séries maiores.

PALAVRAS-CHAVE: glioblast omas, component e oligodendroglial, t umores glioneuronais, prognóst ico.

Oligodendroglial and neuronal com ponent in glioblast om as: possible relat ion w it h prognosis

ABSTRACT - Glioblast omas are high grade ast rocyt ic t umors and current hist ology crit eria does not explain t he longer survival in some cases. Presence of oligodendroglial component has been suggest ed as possible marker f or bet t er out come by t he int ernat ional WHO Working Group of expert s and by t he proponent s of t he Saint e-Anne Hospit al Classif icat ion (2000). The lat t er also st at es t hat a neuronal component is as-sociated with better survival. The aim of this study was to analyze a series of 40 patients with tumors classified as glioblastomas based on the WHO criteria, in order to identify: the presence of an oligodendroglial compo-nent, using morphologic criteria; the presence of a neuronal compocompo-nent, using immunohistochemical markers (ant ibodies ant i-neurof ilament and synapt of isin). The hist ological and immunohist ochemical f indings w ere correlat ed w it h pat ient s’ survival and ot her variables of possible prognost ic signif icance w ere also st udied. Oligodendroglial component w as ident if ied in 11 cases and neuronal component in 7. Despit e t he small number of pat ient s st udied, t his review det ect ed a longer survival in pat ient s w it h oligodendroglial compo-nent . The signif icance of expression of neuronal markers in malignant gliomas is st ill t o be conf irmed, w it h t he evaluat ion of larger series.

KEY WORDS: glioblast omas, oligodendroglial component , glioneuronal t umors, prognosis.

Glioblast omas (GBM ) são t umores ast rocít icos de alt o grau de malignidade, que af et am principal-ment e adult os ent re 45 e 70 anos e est ão localiza-dos pref erencialment e nos hemisf érios cerebrais, na subst ância branca sub-cort ical1. O aspect o hist o-lógico dest es t umores é ext remament e variável e o diagnóstico é baseado no padrão tecidual. Apesar

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pa-cientes, estas não vinham sendo muito valorizadas2,3. M ais recent ement e, a presença do component e oli-godendroglial vem sendo propost o como um indi-cador de maior sobrevida, t ant o pela OM S quant o pela classif icação de Saint e Anne 2000. A OM S su-gere atualmente a utilização do termo glioblastoma com component e oligodendroglial (GBM o) e ques-t iona se a disques-t inção desques-t es ques-t umores dos GBM clás-sicos identificará um subgrupo de pacientes que res-ponderá melhor à quimioterapia e/ou terá um prog-nóst ico melhor, sem, no ent ant o, propor crit érios hist ológicos reproduzíveis para a dist inção dest es t umores dos oligoast rocit omas e oligodendroglio-mas anaplásicos4. A ausência de reprodut ibilidade e o f at o de basear-se no t ipo cit ológico predomi-nant e são t ambém crit icadas por Daumas-Duport et al. que propuseram uma out ra classif icação para os gliomas do adult o (classif icação de Saint e Anne, 2000)5. Esta propõe separar aqueles tumores que têm algum component e oligodendroglial usando crit é-rios rest rit ivos, devendo est es ser classif icados como oligodendrogliomas e oligoast rocit omas anaplási-cos e sugere ainda que alguns dest es t umores t êm um component e neuronal, ident if icado at ravés da imuno-hist oquímica, principalment e nos gliomas malignos que apresent am um aspect o radiológico ou clínico at ípicos. A sobrevida dos pacient es com est es t umores seria int ermediária ent re a dos GBM clássicos e a dos GBM o.

O objet ivo dest e est udo f oi rever t umores do sis-t ema nervoso censis-t ral (SNC) previamensis-t e diagnossis-t i-cados como glioblastomas, com o propósito de iden-tificar: a presença de um componente oligodendro-glial ut ilizando crit érios morf ológicos; a presença de um component e neuronal ut ilizando marcado-res imuno-histoquímicos (anticorpos anti-neurofila-ment o e sinapt of isina). Objet ivou-se ainda correla-cionar os achados hist ológicos e imuno-hist oquími-cos com a sobrevida dos pacient es, est udando t am-bém out ras variáveis que podem t er inf luência na sobrevida como a idade, sexo, tratamentos adjuvan-t es e exadjuvan-t ensão da ressecção.

M ÉTODO

Inf ormações clínicas – Foram est udados ret rospec-t ivamenrospec-t e rospec-t umores do SNC, previamenrospec-t e classif icados co-mo glioblast oma segundo os crit érios da OM S, de 40 pacient es. As inf ormações clínicas colet adas f oram: ida-de, sexo, dat a do diagnóst ico, localização do t umor, t rat ament os realizados (cirurgia, radiot erapia, quimiot e-rapia), est ado at ual, dat a do óbit o e ext ensão da ressec-ção realizada (t ot al ou parcial). O t empo de sobrevida f oi considerado como o t empo desde a dat a do

diagnós-t ico adiagnós-t é a dadiagnós-t a do óbidiagnós-t o ou adiagnós-t é a dadiagnós-t a do encerramendiagnós-t o da coleta de dados, para os pacientes que chegaram vivos ao f inal dest a.

Análise hist ológica – Os casos f oram revist os por 2 observadores, separando os glioblast omas clássicos da-queles t umores que t ivessem alguma evidência de com-ponent e oligodendroglial (GBM o). Os casos que apre-sent aram alguma dif iculdade na int erpret ação ou con-t rovérsia f oram viscon-t os con-t ambém por um con-t erceiro obser-vador.

Estudo imuno-histoquímico – Todos os tumores foram submet idos à reação imuno-hist oquímica pelo mét odo do complexo avidina-biot ina-peroxidase ut ilizando ant i-corpos primários para sinapt of isina (NCL-SYNAP-299, di-luição 1:100, Novocast ra) e ant i-neurof ilament o (M 0762, diluição 1: 70, DAKO). O ant icorpo secundário ut ilizado f oi uma imunoglobulina biot inilada universal (kit univer-sal ABC, Novocast ra). Os cort es hist ológicos f oram sub-met idos à desparaf inização, recuperação ant igênica em panela de pressão e bloqueio da peroxidase endógena usando solução de peróxido de hidrogênio (H2O2) a 3% . As lâminas f oram incubadas com os ant icorpos primários sinapt of isina (diluição 1:100) e ant i-neurof ilament o (di-luição 1:70), overnight , em câmara úmida, em seguida incubadas com o ant icorpo secundário e f inalment e com o complexo avidina-biot ina-peroxidase (ABC) por 30 mi-nut os. Seguiu-se a revelação com solução de diamino-benzidina, cont racoloração com hemat oxilina de Harris, desidrat ação e mont agem. A marcação imuno-hist oquí-mica f oi considerada posit iva quando ident if icada em cé-lulas clarament e t umorais, algumas em mit ose.

Análise est at íst ica – Foram conf eccionadas curvas de sobrevida para cada variável de int eresse (idade, sexo, diagnóst ico hist opat ológico, t rat ament o adjuvant e e extensão da ressecção), utilizando o método do estimador da f órmula produt o limit e de Kaplan-M eier. Para compa-rar as curvas de sobrevida acumulada ent re as dif erent es cat egorias de uma mesma variável f oi ut ilizado o t est e Log-rank. Para avaliação do ef eit o conjunt o das variáveis independent es f oram calculadas as razões de risco (HR) com int ervalos de conf iança de 95% , seguindo-se o mo-delo de riscos proporcionais de Cox. Toda a análise f oi f eit a ut ilizando-se o programa est at íst ico STATA, módulo ST, versão 7. Dif erenças de p valores menores que 0,05 f oram consideradas est at ist icament e signif icant es.

RESULTADOS

Dados clínicos e localização dos t umores – Os

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encerrment o da colet a de dados, 2 dos 40 pacient es est a-vam vivos, um deles com sobrevida de 10 meses e o out ro com 31 meses (maior sobrevida observada). Em nenhum dos casos havia hist ória prévia de glio-ma de baixo grau. A localização dos t umores f oi bast ant e variável, sendo o lobo f ront al o sít io mais f reqüent e (13 casos), seguido do lobo t emporal (10 casos).

Caract eríst icas hist ológicas – A presença de um

component e oligodendroglial f oi observada em 11 casos (28%) (Fig 1). Outra característica identificada f oi a presença de células gigant es, sendo est e t ipo celular proeminent e em 5 casos.

Est udo imuno-hist oquímico – O achado de

posi-t ividade para marcadores neuronais nos posi-t umores com componente oligodendroglial não foi valoriza-do, pois está amplamente descrito nestes tumores6,7. Nos t umores sem component e oligodendroglial a

posit ividade f oi observada em 7 casos, sempre f ocal, em células isoladas, algumas em mit ose (Fig 2). Est es casos f oram designados nest a série como GBM n (glioblast omas com component e neuronal).

Trat ament o e ext ensão da ressecção – Ent re os

40 pacientes, 36 foram submetidos à ressecção. Vin-t e e seis pacienVin-t es receberam Vin-t raVin-t amenVin-t o adjuvan-te, 18 com radioterapia e 8 com radio e quimiotera-pia. Inf ormações sobre a ext ensão da ressecção f ram obt idas em apenas 14 pacient es. Dest es, 9 f o-ram submet idos a uma ressecção parcial e 5 à res-secção t ot al.

Análise est at íst ica – A sobrevida média global

f oi 11,5 meses (±8), com índice de sobrevida em 31 meses de 2,65% . A sobrevida média para cada gru-po, segundo o diagnóst ico, f oi 17,7 meses (±8,3) para os GBM o, 12,6 meses (±10) para os GBM n e 8 meses (±5) para os pacient es com glioblast omas clássicos.

Na análise de sobrevida f oi observada dif erença signif icat iva no t empo de sobrevida dos pacient es segundo o diagnóst ico f inal (Fig 3). Aqueles com GBMo tiveram sobrevida maior do que os com com-ponent e neuronal ou com glioblast omas clássicos. Os pacientes tratados com radioterapia (RXT) e qui-miot erapia (QT) t ambém t iveram sobrevida maior do que os que só f izeram radiot erapia e do que os que não f izeram t rat ament o adjuvant e.

A análise múlt ipla most rou que os pacient es com glioblastomas clássicos tiveram risco de morrer 3,99 vezes maior que os com GBM o. Os pacient es que não f izeram t rat ament o adjuvant e most raram risco 5,64 vezes maior do que aqueles que f izeram RXT e QT e os que só f izeram RXT apresent aram

Fig 1. Component e oligodendroglial com aspect o em colméia,

capilares ramif icados e halos perinucleares (200X).

Fig 2. Glioblast omas com componebt e neuronal. Observar as células em mit ose com posit ividade para

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risco 3,35 vezes maior do que os que f izeram RXT e QT. Não houve diferença de risco estatisticamente significativa entre os sexos, faixas etárias e extensão da ressecção.

DISCUSSÃO

Tumores que não se enquadram perf eit ament e em nenhuma das cat egorias propost as pela OM S vêm sendo descrit os e a t ent at iva de classif ica-los em uma dest as cat egorias pode ser a causa de com-port ament os não usuais. Nest e est udo observamos ser possível ident if icar ent re os gliomas malignos, part icularment e ent re os previament e classif icados como glioblastomas, aqueles que apresentam carac-t eríscarac-t icas hiscarac-t ológicas e imuno-hiscarac-t oquímicas dis-t indis-t as, observando-se que o componendis-t e oligoden-droglial relacionou-se com maior sobrevida.

A presença do componente oligodendroglial co-mo um indicador de maior sobrevida é dado que vem sendo investigado, principalmente após a cons-t acons-t ação de que alcons-t erações cicons-t ogenécons-t icas presencons-t es em oligodendrogliomas anaplásicos est ão relacio-nadas à quimiossensibilidade e maior sobrevida, o que t em levado a um int eresse na invest igação des-tas alterações em gliomas8-10. O presente estudo uti-lizou crit érios exclusivament e morf ológicos para a identificação do componente oligodendroglial, pois at é recent ement e não exist iam marcadores imuno-hist oquímicos para a ident if icação de oligodendró-cit os t umorais. No ent ant o, devemos considerar a possibilidade de dif iculdades na int erpret ação his-t ológica, com a variação enhis-t re observadores sendo f reqüent ement e descrit a5,11. Alguns est udos re-cent es t êm demonst rado a ut ilização dos ant icor-pos Olig1 e Olig2, com bons result ados, porém es-t es ainda não eses-t ão disponíveis comercialmen-t e12,13.

Se por um lado é bast ant e promissor o papel do component e oligodendroglial na maior sobrevida observada para os pacient es com GBM o, o mesmo não se pode dizer dos t umores com imuno-posit i-vidade para marcadores neuronais, sendo este acha-do ainda controvertiacha-do e sujeito a críticas. A positivi-dade para marcadores neuronais f oi observada, nest e est udo, em 7 glioblast omas. A expressão des-t es marcadores em gliomas des-t em sido relades-t ada, po-rém de f orma inconst ant e. Hirat o, Nakazat o e Oga-w a est udaram a expressão de f ilament os int erme-diários não gliais em 24 gliomas, concluindo que est es expressam vários t ipos de f ilament os int erme-diários não gliais14. Em est udos de imuno-hist oquí-mica usando cortes congelados, células positivas pa-ra neurofilamento fopa-ram detectadas em glioblasto-mas e ast rocit oglioblasto-mas anaplásicos15. Por out ro lado, Cosgrove, et al., não observaram a expressão de neurofilamento em nenhum dos casos entre 30 neo-plasias ast rocít icas incluídas em paraf ina16.

Mais recentemente tem sido investigada a positi-vidade para marcadores neuronais em xantoastroci-tomas pleomórficos e qual o seu papel no diagnósti-co dif erencial diagnósti-com os glioblast omas de células gi-gant es17. M art inez-Diaz, et al. most raram que os xant oast rocit omas pleomórf icos e os glioblast omas de células gigantes têm padrões distintos de imuno-reat ividade para ant ígenos neuronais; no ent ant o, sua série most ra que, embora de f raca int ensidade, a posit ividade para neurof ilament o, Neu-N e sinap-t of isina f oi observada em alguns glioblassinap-t omas de células gigant es18.

No present e est udo, 3 ent re os 7 glioblast omas que apresent aram imuno-reat ividade para os mar-cadores neuronais most ravam numerosas células gigant es, porém não f oi f eit a uma avaliação mais det alhada dest e aspect o. Embora as caract eríst icas

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histológicas dos tumores estudados tenham se mos-t rado como f amos-t or prognósmos-t ico independenmos-t e nesmos-t a série, out ras variáveis reconhecidament e relaciona-das com a sobrevida dos pacient es f oram avaliarelaciona-das.

O t rat ament o adjuvant e (radiot erapia e/ou qui-miot erapia) most rou ser um f at or independent e e est at ist icament e signif icant e na sobrevida dos pa-cient es. O papel da radiot erapia como f at or det er-minant e de sobrevida prolongada pós-operat ória f oi relat ado por Weir19. Boiardi et al. most raram vant agem em t rat ar pacient es com gliomas anaplá-sicos com prot ocolos agressivos combinando radio e quimioterapia, mostrando resposta favorável prin-cipalment e nos pacient es com oligodendroglio-mas anaplásicos e nos mais jovens20. No present e estudo, 8 pacientes foram submetidos à quimiotera-pia além da radioteraquimiotera-pia. Estudos adicionais são ne-cessários para avaliar o papel das dif erent es moda-lidades de t rat ament o em cada um dos grupos de t umores, principalment e no que se ref ere ao ef ei-t o do ei-t raei-t amenei-t o quimioei-t erápico nos pacienei-t es com GBM o.

Concluímos que o componente oligodendroglial associou-se com maior sobrevida, sendo est e resul-tado estatisticamente significativo. Embora a sobre-vida média dos pacient es com GBM n t enha sido maior que a dos pacient es com glioblast omas clás-sicos, este resultado não foi estatisticamente signifi-cativo. Este fato pode estar relacionado ao pequeno número de casos na amost ra, sendo o signif icado da imuno-marcação para ant ígenos neuronais em gliomas ainda discut ido. Será necessária a análise de séries maiores para que o papel do component e neuronal nos glioblast omas possa ser valorizado, o que provavelment e deve ocorrer at ravés de est u-dos multi-institucionais ou usando casos de registros populacionais de câncer, dada a pouca f reqüência dos t umores est udados.

Agradecim ent os - À Dra C. Daumas Duport , pela

revisão dos casos com divergências de int erpret ação. Ao Serviço de Neurocirurgia do HUCFF, pela colaboração na obt enção das inf ormações clínicas.

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