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Propagação de ondas longitudinais eletrostáticas em plasmas.

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Academic year: 2017

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Propaga~ao de Ondas Longitudinais

Eletrostatias em Plasmas

PropagationofEletrostatiLongitudinalWavesinPlasmas

Alione SilvaFernandes

e Wilson Marques Junior y

Departamentode Fsia,Setorde Ci^eniasExatas,

Universidade FederaldoParana,

CaixaPostal19044,81.531-990,Curitiba,Brasil

Reebidoem01/03/2001. Aeitoem20/04/2001

Neste artigo apresentamos uma desri~aoinetia ombase no modelo BGK omo objetivo de

estudarapropaga~aodeondaslongitudinais numplasmaolisionaleisotropio. Somenteo

movi-mentodoseletronseonsideradoe asolis~oes entreos eletronseosonss~aodesritasatravesde

umtermoderelaxa~ao. Obtemosumarela~aodedispers~aoquedependedafrequ^eniadeolis~ao

bemomodofatordeamorteimentodeLandau.

InthispaperakinetidesriptionbasedontheBGKmodelisdevelopedtostudythepropagation

oflongitudinal wavesinaollisional andisotropi plasma. Onlyeletronmotionsare onsidered

andthe ollisions between eletronsand ions are represented by arelaxation term. We obtain a

dispersionrelationwhihdependsontheollisionfrequenyandontheLandaudamping.

I Introdu~ao

O termo plasma foi introduzido na Fsia por Tonks

e Langmuir[1℄ para designar um sistema formado por

partulas arregadasem movimento e que interagem

entresiatravesdeforaseletromagnetias.

Oplasmaeonsideradooquartoestadodamateria,

podendoser obtidodaseguinte forma: aqueendoum

solido obtemos um lquido, aqueendo olquido

obte-mosum gase,nalmente,aqueendoogasobtemos o

plasma.

Aimport^aniado estudo de sistemasno estadode

plasmatorna-seevidenteaoonsiderarmosque99%do

universoonheidoenontra-senoestadodeplasma.

Um plasma pode ser araterizado por dois

par^ametros: a densidade de numero de partulas

n (numero de partulas por unidade de volume) e

a temperatura T do plasma. Valores tpios destes

par^ametros obrem varias ordens de grandeza. Por

exemplo, para plasmas utilizados em fus~ao

termonu-lear temos n '10 22

m 3

eT '10 8

K;para a

ionos-fera, que e a amada de plasma que envolve o nosso

planeta,temos n'10 12

m 3

eT '10 2

K[2℄.

Atualmenteplasmass~aoproduzidosemlaboratorio

omoobjetivodeestudarsuaspropriedades

fundamen-taisetambemparafuturasaplia~oestenologias.

As-sim, por exemplo, s~ao objeto de pesquisa: o gerador

magneto-hidrodin^amio, que onverte energia inetia

de um plasma em energia eletria bem omo o

pro-esso inverso, em que energia eletriae transformada

emenergiainetiadeumplasmaomaperspetivade

utiliza-lonapropuls~aodefoguetes[3℄.

As separa~oes de argas que oorrem em plasmas

originamforasrestauradorasqueriammodos

oleti-vosdeosila~aoomfrequ^eniasproximasdafrequ^enia

de plasma. Estas osila~oeslongitudinais de arga

fo-ramdesritasprimeiramentepor TonkseLangmuir[1℄.

Vlasov[4℄abordouoproblemadapropaga~aode

on-das longitudinaisem plasmas sobo ponto de vista da

teoriainetia,ombase numa equa~aodeBoltzmann

n~ao-olisional, tendo obtidouma rela~ao de dispers~ao

para o asoem quea veloidade termia doseletrons

emuitomenorqueaveloidadedefasedaonda. Esta

ondi~aoequivale a onsiderarapropaga~ao nolimite

deomprimentosdeondamuitomaioresqueo

ompri-mentodeDebye.

Landau[5℄mostrou que, mesmo naaus^enia de

o-lis~oes entre as partulas onstituintes do plasma, as

ondas longitudinais que se propagam s~ao atenuadas.

Esta atenua~ao eonheida naliteratura omo

amor-teimento de Landau. Segundo Bohm e Gross[6℄ ha

um meanismo ressonante de transfer^enia de energia

e-mail:alionesia.ufpr.br

(2)

da onda que se propaga para os eletrons termios do

plasma quesemovimentamomveloidadesproximas

da veloidade de fase da onda. A import^ania do

amorteimento de Landau se estende alem da fsia

de plasmas e se aplia aos ampos mais diversos; em

biologia, por exemplo, e empregado no estudo da luz

emitida por vaga-lumes[7℄ e nas desargas periodias

de mara-passos utilizados no ontrole de batimentos

ardaos[8℄.

Do ponto de vista da teoria inetia de gases e

ombasenaequa~aodeBoltzmann,aabordagem

ma-tematia dosfen^omenos queoorrem em gasese

sem-pre omplexa desde queela envolveasolu~ao deuma

equa~ao ntegro-diferenial. Para ontornar esta

di-uldade Bathnagar, Gross e Krook[9℄ apresentaram

um metodo de solu~ao, onheido na literatura omo

metodoBGK,noqualooperadorolisionaldaequa~ao

deBoltzmannesubstituidoporumtermoderelaxa~ao

mais simples; este termo ontem um par^ametro que

representa a frequ^enia das olis~oes binarias entre as

partulasonstituintes do gasde modo que oseu

in-verso representa o intervalo de tempo entre duas

o-lis~oes suessivas de uma partula do gas.

Bathna-gar, Gross e Krook, dentre outros resultados,

obtive-ram rela~oesdedispers~ao paraapropaga~aodeondas

longitudinais eletrostatias om pequenas amplitudes

num plasma homog^eneo e isotropio, que dependem

da frequ^enia de olis~ao. O alulo desenvolvido,

ba-seado numa teoria inetia om ino ampos

esala-res(densidadedenumero departulas,veloidade

hi-drodin^amia etemperatura),eextensoeosresultados

s~ao bastante gerais abrangendo tanto gases ionizados

quantogasesneutros.

Nesteartigomostramosqueasrela~oesdedispers~ao

para ondas longitudinais eletrostatias em plasmas,

apresentadas em[9℄, podem ser obtidas de uma

ma-neira simplesatravesde umateoria inetiaombase

no modelo BGK para a equa~ao de Boltzmann, om

ino amposesalaresaopladosasequa~oesde

Max-well. Obtemosuma matriz que ontemospar^ametros

do plasma e da onda que se propaga sendo que o

alulododeterminante destamatriz permite

determi-narasrela~oesdedispers~ao. Aabordagemadequadada

fun~aodedispers~aodeplasma,omosugeridopor

Lan-dau[5℄,onduz aum segundomodode amorteimento

daonda representado pelo fator de amorteimento de

Landau. Assim, nossos resultados englobam dois

me-anismosfundamentais deamorteimentoparaaonda

quese propaga: o amorteimento olisional eo

amor-teimentodeLandau.

II Modelo BGK para a

Equa~ao de Boltzmann

Nadesri~aodapropaga~aodeondaslongitudinais

tra-taremos oplasma omo sendo onstituido de eletrons

e uma unia espeie deons. Para ondas om altas

frequ^eniaspodemosonsiderarosonsemrepouso de

modo que a fun~ao de distribui~ao para osons e

in-variavel na posi~ao e no tempo. O estado do plasma

seraent~aodesritoporumafun~aodedistribui~aopara

os eletrons f(x;;t) tal que f(x;;t)d fornee, no

instante t,onumerodeeletronsomveloidadesentre

e+d, em torno doponto x. A fun~ao de

distri-bui~aoparaoseletronssatisfazaequa~aodeBoltzmann

f

t +

i f

x

i e

m (E

i +"

ijk

j B

k )

f

i

=C( f); (2:1)

ondee e aarga fundamental, m a massa do eletron,

E

i

(x;t) e o ampo eletrio e B

i

(x;t) a indu~ao

magnetiaassoiados asdistribui~oes de argase

or-rentes no plasma; C(f) denota o termo olisional da

equa~aodeBoltzmann.

Dopontodevistamatematio,asolu~aodaequa~ao

deBoltzmann eomplexa devidoa diuldadena

de-termina~aodotermoolisionalC( f). Paraontorna-la

utilizaremoso modelo BGKpara a equa~aode

Boltz-mann[9℄,omotermoolisionaldadopor

C(f)= h

f(x;;t) f (0)

( x;;t) i

; (2:2)

onde eafrequ^enia de olis~ao entre eletrons eons,

onsideradaonstante,e

f (0)

(x;;t)=n(x;t)

m

2k

B T( x;t)

3=2

exp

mC 2

(x;t)

2k

B T( x;t)

(2:3)

e afun~ao de distribui~ao de equilbrio loal para os eletrons. Na equa~ao (2.3) n(x;t) e T( x;t) representam,

respetivamente,adensidadedenumerodeeletronseatemperaturadoplasma,C

i

(x;t)=

i v

i

(x;t)eaveloidade

peuliardoseletrons,v

i

(x;t)eaveloidadehidrodin^amiadoseletronsek

B

eaonstantedeBoltzmann.

Comaequa~ao(2.2)aequa~aodeBoltzmann(2.1)podeseresritaomo

f

t +

i f

x e

m ( E

i +"

ijk

j B

k )

f

=

h

f(x;;t) f (0)

(x;;t) i

(3)

O ampo eletrio E

i

(x;t) e a indu~ao magnetia

B

i

(x;t)obedeemasequa~oesdeMaxwellque,no

Sis-temaInternaionaldeUnidades,s~aoesritasomo

E i x i = % " 0 ; " ijk E k x j = B i t ; B i x i

=0; "

ijk B k x j = 0 J i + 0 " 0 E i t ; (2:5)

om asdensidades volumetriade argas e superial

deorrentesdadas,respetivamente,por

%(x;t)= X q n (x;t);

J

i (x;t)=

X q n (x;t)v i

(x;t); (2:6)

ondeondiedenotaeletronsouons.

III Campos Basios e

Linea-riza~oes

Caraterizamos o estado marosopio do plasma

pe-losamposdedensidadedenumerodeeletronsn(x;t),

veloidadehidrodin^amiadoseletronsv

i

(x;t)e

tempe-raturadoplasmaT(x;t),denidospor

n(x;t)= Z

f(x;;t)d; (3:1)

v

i (x;t)=

1

n(x;t) Z

i

f(x;;t)d; (3:2)

T(x;t)= 2 3k B n(x;t) Z 1 2 mC 2

f(x;;t)d: (3:3)

Paraestadosproximosdoequilbrioafun~aode

dis-tribui~aoparaoseletronspodeseresritaomo

f(x;;t)=n

0 f

0

()[1+f

1

(x;;t)℄; (3:4)

onde n

0

e a densidade de numero de eletrons no

equilbrio, f 0 ()= m 2k B T 0 3=2 exp m 2 2k B T 0 (3:5)

e a fun~ao de distribui~ao Maxwelliana global e

f

1

(x;;t) e uma perturba~ao de primeira ordem para

f

0 ().

Substituindo a equa~ao (3.4) nas equa~oes (3.1) a

(3.3)obtemososamposbasioslinearizados,dadospor

n(x;t)=n

0

[1+n(x;~ t)℄; (3:6)

v

i

(x;t)=v

0 ~ v

i

(x;t); (3:7)

T(x;t)=T

0 [1+

~

T(x;t)℄; (3:8)

onde v 0 = (2k B T 0 =m) 1=2

e a veloidade termia dos

eletrons e as perturba~oes de primeira ordem para os

ampos basioss~ao

~ n(x;t)=

Z

f

0 ()f

1

(x;;t)d; (3:9)

~ v

i (x;t)=

Z p 0 i f 0 ()f 1

(x;;t)d; (3:10)

~

T(x;t)= 2 3 Z 0 2 3 2 f 0 ()f 1

(x;;t)d; (3:11)

omopar^ametro

0 =1=v

2

0 .

Afun~aodedistribui~aodeequilbrioloal(2.3)

li-nearizada,atravesdasequa~oes(3.6)a(3.8),resulta

f (0)

(x;;t)=n

0 f

0

1+~n+ 0 2 3 2 ~

T+2 p 0 i ~ v i : (3:12)

Aequa~aoinetia(2.4)linearizada,atravesdasequa~oes(3.4)e(3.12),edadapor

f 1 t + i f 1 x i +f 1 = ~ n+2

p 0 i ~ v i + 0 2 3 2 ~ T 2 e m 0 i ~ E i ; (3:13)

e as perturba~oes do ampo eletrio ~

E

i

(x;t) e da indu~ao magnetia ~

B

i

(x;t), nulas no equilbrio, satisfazem as

equa~oesdeMaxwell(2.5)linearizadas

~ E i x i = en 0 " 0 ~

n; "

ijk ~ E k x j = ~ B i t ; ~ B i x

=0; "

(4)

Adetermina~aodosamposbasios(3.6)a(3.8)

re-quer oonheimento da fun~aof

1

(x;;t) aqual pode

serobtidadasolu~aodasequa~oes(3.13)e(3.14). Para

issoneessitamosdeummodeloparaasperturba~oes,

oqualseraintroduzidonase~aoseguinte.

IV Solu~oes para Ondas

Harm^onias Planas om

Pe-quenas Amplitudes

Iremosonsiderarqueasperturba~oessepropagamno

plasma omo ondas planasom pequenas amplitudes,

numerodeondakefrequ^eniaangular!. Assim,

~

n(x;t)=nexp[i(k

j x

j

!t)℄ ; (4:1)

~ v

i

(x;t)=v

i

exp[i(k

j x

j

!t)℄ ; (4:2)

~

T(x;t)=

Texp[i(k

j x

j

!t)℄; (4:3)

~

E

i (x;t)=

E

i

exp[i(k

j x

j

!t)℄ ; (4:4)

~

B

i (x;t)=

B

i

exp[i(k

j x

j

!t)℄; (4:5)

f

1

(x;;t)=

f

1

( )exp[i(k

j x

j

!t)℄: (4:6)

Com as equa~oes (4.1) a (4.6), a equa~ao inetia

(3.14) podeseresritaomo

(! k i i +i) f 1

()=i h

n+2

p 0 i v i + 0 2 3 2 T 2i 0 e m i E i : (4:7)

Paraasequa~oesdeMaxwell(3.14),temos

k j E j =i en 0 " 0

n; (4:8)

ik

j

B

j

=0; (4:9)

" ijk k j E k =! B i ; (4:10) " ijk k j B k = i 0 en 0 v 0 v i 0 " 0 ! E i : (4:11) Eliminando B j

dasequa~oes(4.10)e(4.11), obtemos

0 " 0 ! 2 k 2 Æ ij +k i k j E j =i 0 en 0 v 0 !v i : (4:12)

Semperdadegeneralidadeiremosonsideraroeixo

dosx omosendoadire~aodepropaga~ao;nesteaso,

asomponentesparaoampoeletrios~aodadaspor

E x =i en 0 v 0 " 0 ! v x ; (4:13) E y =i 0 en 0 v 0 ! 0 " 0 ! 2 k 2 v y ; (4:14) E z =i 0 en 0 v 0 ! 0 " 0 ! 2 k 2 v z : (4:15)

Poroutrolado,dasequa~oes(4.9)e(4.10)obtemos

asorrespondentesomponentesdaindu~aomagnetia

B

x

=0; (4:16)

B y = k ! E z ; (4:17) B z = k ! E y : (4:18)

Asequa~oes (4.13)e(4.16) representamas

ompo-nentesdoampoeletrioedaindu~aomagnetiaparaa

propaga~aodeondaslongitudinaiseletrostatias;as

de-maisomponentesrepresentamondaseletromagnetias

transversais.

Eliminando as omponentes do ampo eletrio na

equa~ao(4.7),atravesdasequa~oes(4.13)a(4.15),

ob-temos f 1 ( )= 1 (! k x +i) i n+2

p 0 i v i + 0 2 3 2 T + 2e 2 n 0 v 0 0 m 1 " 0 ! x v x + 0 ! 0 " 0 ! 2 k 2 ( y v y + z v z ) : (4:19)

Introduzindoas quantidadesadimensionais

C i = p 0 i ; = kv 0 !

; R=

! ;

z= 1+iR

; =

!

p

; A(!)=

! 2 ! 2 k 2 2 ; (4:20)

onde = (1=

0 " 0 ) 1=2

e a veloidade da luz no vauo e !

p = n 0 e 2 =" 0 m 1=2

e a frequ^enia de plasma para os

eletrons,aequa~ao(4.19)podeseresritaomo

f 1 ()= iR (C z) n+2

(5)

+ 1 iR 2

A(!)

( C

y v

y +C

z v

z )

+

C 2

3

2

T

: (4:21)

Substituindo asequa~oes(4.1)a(4.3),(4.6)e(4.21)nasequa~oes(3.9)a(3.11)erealizandoasintegra~oesnas

veloidades,obtemososeguintesistemadeequa~oesparaasamplitudesdasperturba~oes:

[ +iRW(z)℄n+2iR 1 iR 2

(zW(z)+1)v

x

+iR

z 2

1

2

W(z)+z

T =0; (4:22)

iR[zW(z)+1℄n+

+2iRz 1 iR 2

( zW(z)+1)

v

x

+iRz

z 2

1

2

W(z)+z

T =0; (4:23)

2

3 iR

z 2

1

2

W(z)+z

n+

4

3

iRz 1 R 2

z 2

1

2

W(z)+z

v

x

+

2

3 iR

z 4

z 2

+ 5

4

W(z)+z

z 2

1

2

+

T =0: (4:24)

Aorealizarmosasintegra~oesintroduzimosafun~ao

Z

n (z)=

1

p

Z

1

1 t

n

exp( t 2

)

t z

dt; (4:25)

ondet=

x =v

0

eaformuladereorr^enia

Z

n+1

(z)= Z

n (z)+

n

p

; (4:26)

onde

n=

n+1

2

; senepar

0; senempar

e (n)eafun~aogama.

Afun~aodedispers~aodeplasmaW(z)estarelaionadaaequa~ao(4.25)por

W(z)=Z

0 (z)=

1

p

Z

1

1 exp( t

2

)

t z

dt: (4:27)

Eimportanteobservarqueasintegra~oesdasequa~oes(3.9)a(3.11)nasomponentesdasveloidades

y e

z ,

onde

f

1

()edadapelaequa~ao (4.21), resultamnulas; assim, asomponentes (4.14) e(4.15)do ampoeletrioe

asomponentes(4.17)e(4.18)daindu~aomagnetian~aoontribuemparaosistemadeequa~oes(4.22)a(4.24)o

qualrepresenta,portanto, apropaga~aodeondaslongitudinaiseletrostatias.

Osistemadeequa~oes(4.22)a(4.24)podeseresritonaformamatriialMx=0,ou

0

B

B

+iRW(z) 2iR 1 iR 2

A(z) iRB(z)

iRA(z)

z 2

+2iR 1 iR 2

A(z) iRzB(z)

2

3

iRB(z) 4

3

iRz 1 R 2

B(z) 2

3

iRC(z)+

z 4

1

C

C

A 0

B

B

n

v

x

T 1

C

C

A

=0; (4:28)

onde

A(z)=W(z)+ 1

z ;

B(z)=

1 1

2z 2

W(z)+ 1

z ;

C(z)=

1 1

2 +

5

4

W(z)+

1 1

3 :

(6)

O sistema de equa~oes (4.28) admite solu~ao n~ao

trivialsedet[M℄=0. Comestaondi~aopodemos

ob-terasrela~oesdedispers~aoparaapropaga~aodeondas

longitudinaiseletrostatiasnoplasma,daqual

tratare-mosnaproximase~ao.

V Propaga~ao de Ondas Planas

Longitudinais Eletrostatias

Asrela~oesdedispers~ao!=!(k)ouk=k(!)para

on-daslongitudinaiseletrostatiaspodemserobtidaspela

resolu~aodosistema deequa~oes(4.28)

0

B

B

B

B

k+iW(z) 2(1+i!)A(z) iB(z)

iA(z) k!

z 2

+2(1+i!)A(z) iB(z)

iB(z) 2(1+i!)B(z) iC(z)+ 3k

2z 4

1

C

C

C

C

A 0

B

B

n

v

x

T 1

C

C

A

=0: (5:1)

d

Na equa~ao (5.1) introduzimos grandezas

adimensio-nais omafrequ^enia angular! ea frequ^enia de

o-lis~ao em unidades da frequ^enia de plasma !

p e o

numerodeondakem unidadesde!

p =v

0

de modoque

z=i( i!)=k. Antesderesolvermosaequa~ao(5.1)

s~ao neessarias algumas onsidera~oes sobre a fun~ao

de dispers~ao de plasma W(z), denida pela equa~ao

(4.27), aqualapresentasingularidadesparavaloresde

z noeixo realt(t

=z). De modo geral estaintegral

deveseraluladanumeriamenteeseusresultadoss~ao

apresentadosporFriedeConte[10℄.

Paraondasquesepropagamomveloidadedefase

muitomaiorqueaveloidadetermiadoseletronsnum

plasma n~ao-olisional podemos expandir o integrando

da equa~ao (4.27) em pot^enias de k

x

=!. Vlasov[4℄

tomou ovalorprinipal de Cauhyda integrale

igno-rou o polo. De modo analogo, Bohm e Gross[6℄ n~ao

onsideraram a ontribui~ao a integral das partulas

om veloidades na vizinhana do polo. O resultado

obtido, aproximadoate aordemde (kv

0 =!

p )

2

,edado

por

! 2

'! 2

p "

1+ 3

2

kv

0

!

p

2 #

; (5:2)

edenominadoderela~aodedispers~aodeBohm-Gross,

a qualevalida para apropaga~aode ondasom

D

onde

D = ("

0 k

B T=n

0 e

2

) 1=2

e o omprimento de

Debye.

Landau[5℄ mostrou que o fato de onsiderarmos o

polo parat

=z naintegra~aodaequa~ao (4.27)

on-duz a uma profunda modia~ao na rela~ao de

dis-pers~ao(5.2), aqual n~ao eprevista pela teoriade

ui-dos. Ela introduz ofen^omeno onheidona literatura

omo amorteimento de Landau, que onsiste na

ate-nua~ao daamplitude daonda que sepropagaembora

asolis~oesdosonstituintes doplasman~aosejam

on-sideradas. OresultadoobtidoporLandauparaaparte

imaginariadafrequ^eniaangulare

!

i =

p

!

p

!

p

kv

0

3

exp "

!

p

kv

0

2 #

; (5:3)

sendo j!

i =!

p

j 1 desde que jkv

0 =!

p

j 1. A

va-lidade desta equa~aofoi veriada experimentalmente

porDerereSimonen[11℄.

Iremos onsiderar que o plasma experimenta uma

pertuba~ao sinusoidal om numero de onda real k e

frequ^eniaangularomplexa!=!

r +i!

i

. Paraondas

temporalmenteamorteidastemos!

i

<0demodoque

aparte imaginaria de z, z

i

= ( j!

i

j)=k, sera

posi-tiva se > j!

i

j ou negativase < j!

i

j. O primeiro

aso,noqualpredominaafrequ^eniadeolis~aosobrea

frequ^eniadeamorteimento,denominaremosde

amor-teimento olisional e nosegundo, no qual predomina

a frequ^enia de amorteimento sobre a frequ^enia de

olis~ao,denominaremosdeamorteimento de Landau.

Paraanalisarmosaintegra~aodaequa~ao(4.27)ao

longo do eixo real t, onsideraremosas tr^es situa~oes

possveispara a parte imaginaria de z. Para z

i > 0,

que orresponde ao amorteimento olisional, W(z) e

uma fun~ao analtia noprimeiro quadrante do plano

omplexot. Paraz

i

=0,haumpoloparat=!

r =k no

eixorealteW(z)n~aoeumafun~aoanaltiaparaeste

ponto.

Para ontinuarmos W(z) analtiamente para o

quarto quadrante do plano omplexo t, onde z

i < 0

eque orresponde ao amorteimento de Landau,

on-sideremosasintegraisdePlemelj[12℄paraaintegra~ao

ompolosemx=x

0

",proximosdoeixorealx,

lim

"!0 +

Z

+1

f(x)

x x

0 i"

dx=P Z

f(x)

x x

0

dxif(x

0

(7)

onde oprimeiro termo do ladodireito representa ovalor prinipal de Cauhy para aintegral eo segundotermo

representaasontribui~oesdospolosaima(+")ouabaixo( ")doeixox. Aequa~ao(5.4)exibeadesontinuidade

def(x)atravesdoeixo realxomumsaltoiguala 2if(x

0 ).

Ostr^esasosparaaintegra~aodaequa~ao(4.27)podemresumidosnoontornoC,presritooriginalmentepor

Landau[5℄emostradonaFig. 1,talque

W(z)= 1

p

Z

C

exp( t 2

)

t z

dt (5:5)

demodoque

W(z)= 1

p

Z

+1

1

exp( t 2

)

t z

dt; para z

i

>0; (5:6)

W(z)= 1

p

P Z

+1

1

exp( t 2

)

t z

dt+iexp[ (!

r =k)

2

; para z

i

=0; (5:7)

W(z)= 1

p

P Z

+1

1

exp( t 2

)

t z

dt+2iexp[ (!

r =k)

2

; para z

i

<0: (5:8)

AFig. 1.aexibeoontornoCparaaintegra~aodaequa~ao(5.6)enquantoqueparaasequa~oes(5.7)e(5.8)o

ontornoCedeformadodemodoapassarsobopolo,omomostradonasFigs 1.be1..

Consideraremos o aso em que a veloidade de fase !

r

=k para a propaga~ao da onda e muito maior que a

veloidadetermiav

0

doseletronsde modoqueaveloidadedefasedaondaeigualaveloidadedeumpequeno

numerodeeletronsloalizadosnaaudadadistribui~aomaxwelliana.

Setjzjpodemosexpandirointegrandodaequa~ao(5.5)empot^eniasdet=z eobtemos

W(z)= 1

z p

Z

1

1 e

t 2

"

1+ t

z +

t

z

2

+

t

z

3

+::: #

dt+ai p

exp[ (!

r =k)

2

℄; (5:9)

aqualevalidaparaqualquervalordafrequ^eniadeolis~ao. Naequa~ao(5.9)a=0paraz

i

>0,a=1paraz

i =0

ea=2paraz

i <0.

Integrandoaequa~ao(5.9),resulta

W(z)= 1

z

1+ 1

2z 2

+ 13

4z 4

+ 135

8z 6

+:::+

( 2n 1))!!

2 n

z 2n

+:::

+ai p

exp[ (!

r =k)

2

℄: (5:10)

Trataremos,emseguida,deadaumdosasosmenionados.

V.1 Amorteimento Colisional

Com >j!

i je!

r =kv

0

1aequa~ao(5.6)eesrita,atravesdaequa~ao(5.10)oma=0,omo

W(z)= 1

z

1+ 1

2z 2

+ 13

4z 4

+ 135

8z 6

+:::+

(2n 1))!!

2 n

z 2n

+:::

: (5:11)

Com o objetivo de omparar as solu~oes para o sistema de equa~oes (5.1) vamos onsiderar iniialmente a

propaga~aodeondaslongitudinaiseletrostatiasnumplasmaisotermio. Emseguidatrataremosdasolu~aoparao

asogeral.

V.1.1 Propaga~ao emumPlasma Isotermio

Paraumplasmamantidoatemperaturaonstantetemos, daequa~ao(5.1):

0

B

k+iW(z) 2(1+i!)A(z)

iA(z) k!

z 2

+2(1+i!)A(z) 1

C

A n

v

x !

=0: (5:12)

Asolu~aon~aotrivialparaosistemadeequa~oes(5.12)eobtidaigualando-seazeroodeterminantedos

oei-entes,oqueresulta

k

1+i!+ k

2

+ h

! 1 2

+i 1+! 2

+i

k 2

i

(8)

Na equa~ao (5.13) otermo independente de W(z)e da ordemde k 3

e o oeiente de W(z) e da ordem de k 2

;

substituindoW(z)daequa~ao(5.11)ateotermodaordemdek 5

,obtemos

1 ! 2

3

2

+4i!

( i!) 2

k 2

+ 3

4( i!) 3

k 4

=0: (5:14)

Reintroduzindo asgrandezasusuaisemantendoostermosateaordemde(kv

0 =!

p )

2

,temos

! 2

=! 2

p "

1+ 1

2

kv

0

!

p

2

3! 2

p +

2

2i!

p

! 2

p +

2

!#

; (5:15)

d

Figura1. Contornodeintegra~aoCparaa)zi>0,b)

zi=0e)zi<0.

ondezemos!=!

p

nooeientedekv

0 =!

p .

A equa~ao (5.15) e arela~ao de dispers~ao,

aproxi-madaateaordemde(kv

0 =!

p )

2

, paraumplasma

oli-sionalisotermio.

Consideremos alguns asos partiulares. Se a

frequ^eniadeolis~aoformuitomenorqueafrequ^enia

deplasma,obtemos

! 2

=! 2

p "

1+ 3

2

kv

0

!

2 #

; (5:16)

que e a rela~ao de dispers~ao de Bohm-Gross (5.2),

valida para a propaga~ao de ondaslongitudinais num

plasmararefeitoomveloidadesdefasemuitomaiores

queaveloidadetermiadoseletrons.

Se a frequ^enia de olis~ao for muito maior que a

frequ^eniadeplasma,aequa~ao(5.15)sereduza

! 2

=! 2

p "

1+ 1

2

kv

0

!

p

2 #

; (5:17)

queeoresultadoobtidoanteriormenteporThomsone

Thomson[13℄ utilizandoa equa~aode transfer^enia de

Maxwell.

As partes real e imaginaria da frequ^enia angular

s~aodadas,atravesdaequa~ao(5.15),por

!

r =!

p "

1+ 1

4

kv

0

!

p

2

3! 2

p +

2

! 2

p +

2 !#

(5:18)

e

!

i =

1

2

kv

0

!

p

2

! 2

p

! 2

p +

2 !

; (5:19)

ondeveriamosquej!

i

j=1.

Da equa~ao (5.19) onluimos que a maxima

ate-nua~aoparaondaslongitudinaisquesepropagamnum

plasmaisotermiooorrequandoafrequ^eniadeolis~ao

oinideomafrequ^eniadeplasma,istoe

(!

i )

max =

kv

0

!

p

2

!

p

4

: (5:20)

Aatenua~aodasondasquesepropagamepequena;

por exemplo, para kv

0 =!

p

= 1=10 veriamos que

( !

i )

max =!

p

emenorqueumporento.

V.1.2Propaga~ao emum PlasmaTermio

Para umplasma que apresenta utua~oes na

tem-peraturaasolu~aon~aotrivialeobtidaigualandoazero

odeterminantedosoeientesdosistemadeequa~oes

(5.1). Com o mesmo argumento que utilizamos para

obter a equa~ao (5.14) substituimos a fun~ao de

dis-pers~aodeplasma(5.11) ateotermode ordemde k 9

e

(9)

(i!)(1 ! 2

) 1

2

k

i!

2

3

5 19! 2

+3i!

1 5

2

9

+ 1

4

k

i!

4

14 5

2

3

33! 2

+i!

15 7

2

3

=0: (5:21)

Reitroduzindo asunidades originaispara asfrequ^enias! e e paraonumero deondak, aproximando ateo

termodeordem(kv

0 =!

p )

2

,obtemosarela~aodedispers~ao

! 2

=! 2

p (

1+ 3

2

kv

0

!

p

2

! 2

p

! 2

p +

2

"

1+ 5

9

!

p

2

4i

9

!

p #)

; (5:22)

ondesubstituimos! por!

p

nooeientede(kv

0 =!

p )

2

.

Para!

p

aequa~ao(5.22)sereduza

! 2

=! 2

p "

1+ 5

6

kv

0

!

p

2 #

: (5:23)

No regime de baixas press~oes, om !

p

, aequa~ao (5.22) sereduz arela~ao de dispers~ao de Bohm-Gross

(5.16).

Asparte realeimaginariadafrequ^eniaangulars~aodadas,atravesdaequa~ao(5.22),por

!

r =!

p (

1+ 3

4

kv

0

!

p

2

! 2

p

! 2

p +

2

"

1+ 5

9

!

p

2 # )

; (5:24)

d

e

!

i =

1

3

kv

0

!

p

2

! 2

p

! 2

p +

2

; (5:25)

ondeveriamosquej!

i j.

Da equa~ao (5.25) onluimos que a maxima

ate-nua~ao daondaoorrequandoafrequ^eniade olis~ao

eigualafrequ^eniadeplasma,istoe

(!

i )

max =

kv

0

!

p

2

!

p

6

; (5:26)

que e igual a 2=3 da maxima atenua~ao para o aso

isotermio,dadapelaequa~ao(5.20).

OgraodaFig. 2exibeasvaria~oesdos

oeien-tes de 3!

p (kv

0 =!

p )

2

=4, omo fun~oesde =!

p

, para a

parte realdas frequ^enias dadaspelas equa~oes (5.18)

e (5.24); o valor 1 para este oeiente orresponde

a rela~ao de dispers~ao de Bohm-Gross (5.16). As

va-ria~oesparaaparteimaginaria!

i

,dasequa~oes(5.19)

0

1

2

3

4

5

ν

/

ω

p

0.25

0.5

0.75

1

Coeficiente de (3/4) (kv

0

/

ω

p

)

2

Plasma Isotermico

Plasma Termico

Figura 2. Parte real darela~ao dedispers~ao omo fun~ao

dafrequ^eniadeolis~ao.

0

1

2

3

4

5

ν

/

ω

p

0

0.1

0.2

0.3

0.4

0.5

0.6

Coeficiente de −(1/2)

ω

p

(kv

0

/

ω

p

)

2

Plasma Isotermico

Plasma Termico

(10)

5.2 Amorteimentode Landau

Consideraremos o aso em que a frequ^enia de

olis~ao e menor que a frequ^enia de amorteimento

( <j!

i

j)easondass~ao fraamenteatenuadas(j(+

!

i )=!

r

j 1); assim, o polo t

= z esta loalizado

abaixo e proximodo eixo real t,no quarto quadrante

do plano omplexo t. Seguindo a presri~ao de

Lan-dau[5℄,oontornoCparaaintegra~aodaequa~ao(5.5)

oinide omo eixo real t sendodeformado para

pas-sar abaixodopolo t=!

r

=k de modoque afun~ao de

dispers~aodeplasmaedadapela equa~ao(5.7).

Desprezando os termos que envolvem produtos do

numerodeondakomafrequ^eniadeolis~ao,desde

quek1,podemosesreveraequa~ao(5.1)omo

0

B

B

B

B

k 2A(z) 0

0 k!

z 2

+2A(z) 0

0 2B(z)

3k

2z 4

1

C

C

C

C

A 0

B

B

n

v

x

T 1

C

C

A

=0; (5:27)

e,dasequa~oes (5.7)e(5.11), temos para afun~ao de

dispers~aodeplasma

W(z)= 1

z

1+ 1

2z 2

+ 3

4z 4

+i p

exp h

(!

r =k)

2 i

: (5:28)

Igualandoazeroodeterminantedosoeientesdaequa~ao(5.27)eomA(z)dadopelaequa~ao(4.29),temos

W(z)+ 1

z +

k!

2z 2

=0: (5:29)

Substituindo aequa~ao (5.28) naequa~ao anterior ereintroduzindo asunidades usuais, obtemos arela~ao de

dispers~ao

! 2

=! 2

p (

1+ 3

2

kv

0

!

p

2

2i "

!

p +

p

!

p

kv

0

3

exp "

!

p

kv

0

2

3

2 ##)

; (5:30)

d

onde tomamos ! =!

p

no segundomembro exeto no

expoente ondeusamosarela~aodedispers~ao(5.16).

Da equa~ao (5.30) obtemos para a parte real da

frequ^enia

!

r =!

p "

1+ 3

4

kv

0

!

p

2 #

; (5:31)

queeequivalentearela~aodedispers~aodeBohm-Gross

(5.16); paraaparteimaginariadafrequ^enia, obtemos

!

i

=

p

!

p

!

p

kv

0

3

exp "

!

p

kv

0

2

3

2 #

:

(5:32)

Osdoistermosdoladodireitodaequa~ao(5.32)

re-presentamosdiferentesmeanismosdeatenua~aopara

a ondaquesepropaga. O primeirodelesrepresenta a

atenua~aodevidaas olis~oesentreoseletronseosons

onstituintes do plasma. O segundotermo representa

ummeanismoressonanteparaatransfer^eniade

ener-giadaondaquesepropagaparaoseletronsquese

mo-vimentam omveloidades proximasdaveloidade de

fasedaonda. Estetermo,denominadofatorde

amorte-imento deLandau, eessenialmente oresultado(5.3)

exeto queLandau empregou ! = !

p

no termo

expo-nenial,de modoqueseuresultadoeexp(3=2)'4;48

maiorque oresultadomais preisodadopela equa~ao

VI Conlus~oes

Nosso objetivoneste artigo foi obter, atraves do

mo-delo BGK para a equa~ao de Boltzmann aopladaas

equa~oesdeMaxwell,asrela~oesdedispers~aopara

on-das eletrostatias longitudinais apresentadas nos

tra-balhos lassios de Landau[5℄ e de Bathnagar, Gross

eKrook[9℄, de uma maneirasimples e onsistente. O

resultado obtidomostra que a ondaque se propagae

atenuada porolis~oes entre eletrons eons bem omo

porummeanismodetransfer^eniadeenergiadaonda

para os eletrons que se movimentam om veloidades

proximasdaveloidadedefasedaonda.

Desta forma, este artigo onstitui uma exelente

aplia~aoparaosalunosiniiadosemteoriainetiade

gasese eletromagnetismo, no nvel dos ursos de

gra-dua~ao,bemomo aosinteressadosnoestudo defsia

deplasmas.

Agradeimentos

Osautoresagradeemassugest~oesdoProfessor

Gil-berto MedeirosKremere oapoio doProfessorMario

(11)

re-Refer^enias

[1℄L.TonkseI.Langmuir,Phys. Rev.,33,195(1929).

[2℄S.Ihimaru,Basi Priniples of PlasmaPhysis, A

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2nd ed.,o-editionFapesp, S~aoJosedosCampos,S~ao

Paulo(1995).

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[13℄ J.J. Thomson and G.P. Thomson, Condution of

EletriityThrough Gases,CambridgeUniversityPress,

Cambridge,Vol. 2,(1933).

Imagem

Figura 1. Contorno de integra ~ ao C para a) zi &gt; 0, b)
Figura 2. Parte real da rela ~ ao de dispers~ ao omo fun ~ ao

Referências

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