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CABARET Casa Noturna e Restaurante

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Academic year: 2017

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CABARET

C ASA NO TURNA E RESTAURANTE

President e Prudent e

(3)

CABARET

C ASA NO TURNA E RESTAURANTE

Trabalho Final de Graduação apresent ado ao Curso de

Arquit et ura e Urbanismo do Depart ament o de Planejament o,

Urbanismo e Ambient e – FCT (Faculdade de Ciências e

Tecnologia), da Universidade Est adual Paulist a, para obt enção

do bacharelado em Arquit et ura e Urbanismo.

Orient ador: Prof.ª Crist ina Maria Perissinot t o Baron

President e Prudent e

(4)

D

DEDICATÓRIA

Durant e t oda minha vida sempre t ive a impressão de que eu não me encaixava em nenhum grupo, que era um forast eiro dent ro do meu próprio mundo, desejando que ele fosse diferent e de alguma forma. Convivi com isso durant e muit o t empo, passando por diversas dificuldades, at é o moment o em que me dei cont a de que Deus me present eou com uma família maravilhosa, que fez de mim o que sou hoje e que me apoia independent e da minha decisão, sendo ela errônea ou não.

(5)

A

AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar eu agradeço a minha orient adora, Crist ina. Obrigado por t oda paciência que t eve comigo, mesmo nos moment os mais difíceis em que desist ir de t udo era sempre uma quest ão pra mim. Obrigado por confiar em meu t rabalho e principalment e acredit ar no meu pot encial, mesmo quando eu não acredit ava.

Não poderia deixar de esquecer os grandes amigos que fiz em minha vida acadêmica. À minha família prudent ina, codinome “ t rupe” , Aline, Gabriela, Paula, Caroline Mariana e Isadora que est iveram sempre ao meu lado compart ilhando frust rações, t rist ezas e alegrias; impossível não me divert ir com vocês.

Queria deixar aqui um agradeciment o especial para a Mariana, que mesmo est ando sozinhos nessa cidade durant e um ano, est ivemos junt os t odo o t empo, apoiando um ao out ro no que fosse preciso. E principalment e por não me deixar desist ir das coisas que eram import ant es na minha vida e que naquele moment o eu não percebia. Queria que ela soubesse que a considero como uma irmã, que Deus não permit iu que fossemos irmãos de sangue, mas não deixou por menos, nos encont ramos nessa vida e ainda apront aremos muit o junt os.

E por últ imo agradeço a Deus, que me deixou andar por caminhos t ort uosos para no fim me most rava que caminhos seguir, que para t udo na vida há um propósit o e ele há de acont ecer.

(6)

E

EPÍGRAFE

“ A cidade parecia um ser vivo, monst ro escaldant e a arquejar e t ranspirar na noit e abafada.

Houve um moment o em que o homem de gris confundiu as bat idas do próprio coração com o rolar do t ráfego,

e foi ent ão como se ele t ivesse a cidade e a noit e dent ro do peit o.”

(7)

R

RESUMO

O present e t rabalho consist e na elaboração de um projet o de uma casa not urna e rest aurant e, com uma t emát ica, na cidade de President e Prudent e. Ele é caract erizado por t rat ar-se de quest ões relat ivas à Arquit et ura e Urbanismo, envolvendo os confort os ambient ais, especialment e o acúst ico, e sua implant ação em uma cidade média com uma grande população universit ária, e que polariza várias cidades da sua região. Além disso, a const rução de t al edificação t em como objet ivo impulsionar o set or e cont ribuir para a consolidação do circuit o de lazer not urno na cidade. O projet o apresent a dois serviços diferenciados que, no ent ant o se complement am – os serviços aliment ícios e a dancet eria. Em um primeiro moment o most ram-se int egrados, mas podendo funcionar separadament e.

Levando em consideração a efemeridade e o dinamismo dest e t ipo de empreendiment o, busca-se, at ravés da arquit et ura, solucionar os problemas t écnicos referent es à acúst ica; buscando t ambém at ender os anseios e desejos de seus frequent adores, criando espaços de convívio e proporcionando diferent es sensações.

(8)

S

SUMÁRIO

PARTE 1

1 . Int rodução P. 0 8

2 . Just ificat iva P. 1 0

PARTE 2

1 . A Cult ura do DDivert iment o P. 1 7

1 .1 . Breve Hist órico P. 1 7

1 .2 . O Lazer Not urno em Algumas Cidades P. 1 8

1 .3 . O Lazer Not urno em President e Prudent e P. 2 0

1 .4 . O Circuit o de Lazer Not urno em President e Prudent e P. 2 1

2 . Est udos de Caso P. 2 4

2 .1 . Roxy Club – Belo Horizont e P. 2 4

2 .2 . Cuckoo Club - Londres P. 2 8

2 .3 . Club Nox – Recife P. 3 2

2 .4 . Red Lounge – Barcelona P. 3 7

PARTE 3

1 . Escolha da Área P. 4 0

2 . Caract eríst icas do Lot e e Seu Ent orno P. 4 2

2 .1 . O Zonemanent o P. 4 2

2 .2 . O Ent orno P. 4 3

2 .3 . O Lot e P. 4 5

3 . EIV –– EEst udo de Impact o de Vizinhança P. 4 6

PARTE 4

1 . Desenvolviment o do Projet o P. 4 9

(9)

1 .2 . Organograma e Fluxograma P. 5 1

22 . Crit érios Para o DDesenvolviment o do Projet o P. 5 4

2 .1 Parâmet ros para o Projet o P. 5 4

2 .2 . Part ido Arquit et ônico P. 6 6

2 .3 . Implant ação P. 6 8

33 . O Projet o Arquit et ônico P. 6 9

44 . Perspect ivas Finais P. 7 5

R

Referencias Bibliográficas P. 8 0

A

(10)
(11)

11 . Int rodução

Est e t rabalho apresent a o projet o arquit et ônico de uma casa not urna para o município de

President e Prudent e-SP, buscando proporcionar para a cidade um local de lazer e ent ret eniment o

at ravés de espaços de dancet eria, bar e rest aurant e. O projet o envolve quest ões urbaníst icas, de

localização do empreendiment o; como t ambém t écnicas, de confort o ambient al.

A escolha do município considerou os dados da pesquisa nacional da Fundação Get úlio

Vargas, publicada na revist a Você S.A.1 em 2 0 0 9 , no qual President e Prudent e é a 2 7 ª colocada no

ranking das cidades mais promissoras para se t rabalhar; exercendo uma grande influência nos

municípios circundant es por concent rar serviços diversificados e por at ender uma grande part e da

demanda regional nas áreas comerciais e de lazer, o que o t orna um pólo regional. President e

Prudent e é o principal município da sua Região Administ rat iva e possui uma economia volt ada para o

set or t erciário, sendo a maior font e geradora do seu PIB2 (Produt o Int erno Brut o).

O município ocupa o 4 8 º lugar no ranking est adual e o 6 7 º lugar no ranking nacional,

segundo o IFDM de 2 0 0 93. Com um índice de 0 ,8 4 8 6 , ele est á acima da média nacional. Esse índice

é um est udo anual que acompanha o desenvolviment o de t odos os municípios brasileiros em t rês

áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde. Ele é feit o, exclusivament e, com base em est at íst icas

públicas oficiais, disponibilizadas pelos Minist érios do Trabalho, Educação e Saúde.

1

LOTURCO, Roseli. DDest aque para as médias. Cidades menores, mas que crescem mais rápido que as capit ais, at raem

profissionais no Sudest e. Disponível em: ht t p://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/mat eria/dest aque-medias-4 8 5 1 0 aque-medias-4 .sht ml. Acesso em Maio de 2 0 1 1 .

2 Produt o Int erno Brut o dos Municípios 2 0 0 8 . Inst it ut o Brasileiro de Geografia e Est at íst ica. Disponível em:

ht t p://www.ibge.gov.br/cidadesat /xt ras/grafico_cidades.php?codmun= 3 5 4 1 4 0 &t ema= pibmunic . Acesso em Maio de 2 0 1 1 .

3 Índice FIRJAN de Desenvolviment o Municipal (IFDM) 2 0 0 9 . Disponível em: ht t p://www.firjan.org.br/IFDM/. Acesso em Maio

(12)

É uma cidade com infraest rut ura sat isfat ória, t ornando-se adequada para receber

invest iment os de qualquer port e e at rair consumidores de t oda a região, t ant o para realizar compras,

como para lazer e ent ret eniment o.

O município se dest aca t ambém pelo ensino superior, sendo reconhecida no cenário

nacional e int ernacional como “ cidade universit ária” ; cont ando com t rês universidades (UNESP,

UNIESP e UNOESTE) e duas faculdades (Toledo e FATEC).

Ao observar as opções de lazer not urno no município const at ou-se int eressant e a criação

de um espaço que at enda não soment e est e público universit ário, mas t ambém os moradores locais e

regionais, assim fort alecendo ainda mais a posição da cidade como pólo regional.

O rest aurant e propost o possui funcionament o not urno, com o objet ivo de oferecer uma

requint ada gast ronomia, ou seja, um novo conceit o de se comer bem na cidade, em um ambient e

agradável.

Uma Casa Not urna na cidade de President e Prudent e é, port ant o, um empreendiment o que

deve buscar, acima de t udo, diferenciação quant o ao que já é exist ent e. A propost a da criação de t al

empreendiment o consist e em elaborar um espaço onde os indivíduos possam se divert ir, ext ravasar,

ou mesmo comer uma refeição diferenciada e de qualidade já que a casa not urna cont ará com serviços

aliment ícios.

O empreendiment o t erá uma t emát ica inspirada na Belle Époque francesa, em que a

arquit et ura chamada Art Nouveau est ava present e, caract erizada por mot ivos fluídos e ondulados,

frequent ement e inspirados em formas nat urais. Para isso ut ilizar-se-á de cores, t ext uras e iluminação,

criando ambient es acolhedores e ao mesmo t empo inesperados. Serão criados espaços

(13)

deve permit ir t ambém plena locomoção de t oda e qualquer pessoa, seja ela port adora ou não de

mobilidade reduzida, sendo assim um local acessível.

A met odologia propost a part iu da definição do t ema e quais os assunt os relacionados à

sua problemát ica. Em seguida foi desenvolvida uma pesquisa sobre a cidade de President e Prudent e e

suas principais caract eríst icas para que assim pudesse ser feit o o embasament o conceit ual do projet o

e a comprovação de sua relevância. Em seguida, foi necessário fazer uma pesquisa bibliográfica e

leit uras de diversos projet os arquit et ônicos de casas not urnas com o objet ivo de proporcionar um

ent endiment o do funcionament o desses est abeleciment os, quais os ambient es que as compõem, seu

programa, e como esses ambient es se art iculam.

Quant o à escolha do local para implant ação do empreendiment o, foi necessário um est udo

das dinâmicas urbanas e sociais relat ivas ao lazer not urno na cidade, t ant o do t erreno como do

ent orno, para assim compreender plenament e suas caract eríst icas. Para a elaboração do projet o foi

necessário consult a as legislações, seja ela de âmbit o municipal, est adual ou federal; como: Lei

Municipal nº1 5 2 ; Lei Complement ar nº1 5 1 /2 0 0 8 – dispões sobre a Lei do Plano Diret or; a legislação

municipal específica que dispõe sobre o zoneament o do uso e ocupação do solo – Lei Complement ar

nº 1 5 3 /2 0 0 8 ; Lei Complement ar nº 1 5 5 /2 0 0 8 ; Código Sanit ário e as resoluções da Agência

Nacional de Vigilância Sanit ária (ANVISA); Lei Federal nº 1 0 .2 5 7 que est abelece o Est at ut o da Cidade

e dá diret rizes gerais da polít ica urbana; além das normas especificas para incêndio, regulament ada

pelo Corpo de Bombeiros.

22 . Just ificat iva

No mundo capit alist a at ual, em que a busca pela est abilidade financeira e o melhor convívio

(14)

horas dedicadas ao t rabalho e est udo, muit as vezes ignorando sua própria saúde. Devido a esse

aument o crescent e, a quest ão da qualidade de vida t em sido cada vez mais abordada e discut ida,

visando à conscient ização e o conheciment o de um número abundant e de pessoas quant o à

import ância do t ema. A prát ica do lazer é um dos recursos para a melhora da qualidade de vida e o

combat e a problemas como est resse; sendo uma at ividade que propicia sit uações e vivências

prazerosas.

Port ant o, o lazer é um t ipo de at ividade que deve receber o mesmo nível de at enção e

import ância concebidas ao est udo e ao t rabalho, cercando-se de at ividades que acrescent em algo ao

indivíduo. Assim a prát ica do lazer permit e ao seu prat icant e não apenas o enriqueciment o pessoal,

mas cert ament e est ará proporcionando condições para reconheciment o de suas responsabilidades

sociais.

A part ir da expansão da at ividade cafeeira que se deu ent re o final do século XIX e início

do século XX nos espigões do Planalt o Ocident al Paulist a, originou-se o município de President e

Prudent e que progrediu de cidade pequena para uma cidade média com fort e influência regional,

desenvolvendo já nas primeiras décadas de sua exist ência uma vida urbana significat iva, denot adora de

prát icas e valores que caract erizam a cidade moderna.

O município est á localizado a Sudoest e do Est ado de São Paulo, sendo considerado Sede

Regional da 1 0 ª Região Administ rat iva do Est ado, e concent rando 2 4 % da população. É o principal

cent ro urbano da região conhecida como Alt a Sorocabana. A 5 4 2 quilômet ros da capit al, ficando

ent re os est ados de Mat o Grosso do Sul e Paraná, a cidade ocupa o post o de “ capit al do oest e

paulist a” , concent rando-se em um import ant e ent roncament o viário que facilit a o acesso a diversas

(15)

O município cont a com mais de cent o e cinquent a est abeleciment os de ensino segundo a

Câmara do município, dest acando-se principalment e pelas t rês universidades inst aladas na cidade:

UNESP, UNIESP e UNOESTE; t ot alizando cerca de 1 9 .5 0 0 mil est udant es universit ários, segundo

SEADE 2 0 0 74.

Apesar da UNESCO adot ar como jovem o indivíduo que compreende, em geral, o grupo

de idade ent re 1 5 e 2 5 anos, as definições sobre “ o que é ser jovem” ou “ quem e at é quando pode

ser considerado jovem” t êm mudado com o t empo, sendo diferent es nas diversas cult uras e espaços

sociais. Isso porque com o aument o da expect at iva de vida e as mudanças no mercado de t rabalho,

uma part e acaba por est ender o chamado “ t empo da juvent ude” at é a casa dos 3 0 anos. Assim,

devido à complexidade em est abelecer uma definição complet a de juvent ude e t ambém a quest ão da

maioridade obrigat ória nest e t ipo de est abeleciment o, o present e t rabalho adot ará como público alvo,

para a dancet eria, o período compreendido ent re 1 8 e 3 5 anos; e para o rest aurant e, ent re 3 5 e 5 0

anos.

Segundo Censo 2 0 1 0 do IBGE, conforme figura 1 e comprovado pela t abela 1 ,

President e Prudent e possui uma população jovem de quase 3 4 .6 0 0 mil, represent ando 1 6 ,6 % dos

habit ant es do município.

Porém, essa população que não possui, necessariament e, uma vida acadêmica, não é a

única que consome a cidade e cont ribui financeirament e para o seu desenvolviment o, deve-se t ambém

considerar a população de jovens universit ários da cidade.

4 SEADE: banco de dados de 2 0 0 7 . Fundação Sist ema Est adual de Análise de Dados. Disponível em:

ht t p://www.seade.gov.br/ Acesso em Maio de 2 0 1 1 .

Figura 1 : Dist ribuição da população por sexo, segundo os grupos de idade – President e Prudent e.

Font e: IBGE, Censo Demográfico 2 0 1 0 . Edit ado pelo aut or. Maio de 2 0 1 1 .

Tabela 1 : Número de habit ant es por faixa et ária – dest aque para a faixa de 2 0 a 4 9 .

Font e: IBGE, Censo Demográfico 2 0 1 0 . Edit ado pelo aut or. Maio de 2 0 1 1 .

FAIXA ETÁRIA HOMENS MULHERES

15 a 19 8.381 7.987

20 a 24 8.474 8.769

25 a 29 8.548 8.801

30 a 34 8.290 8.663

35 a 39 7.617 8.215

40 a 44 7.601 8.337

45 a 49 6.888 8.013

(16)

A import ância dos est udant es universit ários na cidade de President e Prudent e é

comprovada a part ir de report agem do jornal local “ O Imparcial” de 1 8 de Out ubro de 2 0 0 85 t endo

como manchet e “ Alunos da UNESP injet am R$ 1 7 ,3 milhões por ano em PP” . Segundo o levant ament o

realizado pela própria UNESP, a inst it uição represent ava cerca de 2 0 %, quase R$ 3 8 milhões, da

receit a t ot al do município no ano de 2 0 0 7 , o que t ot alizava aproximadament e R$ 2 0 8 milhões.

Conforme relat ou Ant ônio Nivaldo Hespanhol, vice-diret or da universidade naquele ano, o

objet ivo do projet o é comparar o orçament o do município com a moviment ação financeira da UNESP,

para assim demonst rar quant o, em t ermos financeiros, a inst it uição represent a para o município.

Ainda segundo a report agem, cada aluno gast a, em média, R$ 5 0 5 ,7 5 por mês, sendo

R$ 4 8 ,6 5 dest inados ao lazer, o que represent a um pouco mais de 9 ,5 % do valor t ot al. At ravés da

pesquisa apresent ada no jornal foi possível fazer um gráfico (figura 2 ) que represent a as despesas

mensais de cada jovem universit ário da UNESP na cidade de President e Prudent e. Assim pode-se

const at ar que a maioria deles gast am ent re R$ 2 5 1 ,0 0 e R$ 5 0 0 ,0 0 por mês.

A soma do público alvo t ot al, período compreendido ent re 1 8 e 5 0 anos, segundo o

IBGE é de 9 8 .2 1 6 mil. Est e valor considera t ant o a população universit ária como a não universit ária,

feminina ou masculina, não levando em consideração as classes sociais em que se enquadram. No

ent ant o é import ant e considerar t ambém a renda dessa população para est abelecer o público alvo do

empreendiment o. Ut ilizando dados referent es à renda da população do município, é possível chegar a

um número aproximado da realidade. Segundo dados da Fundação Seade, no ano de 2 0 0 0 , cerca de

5 MARTINS, A. Alunos da Unesp injet am R$ 1 7 ,3 milhões por ano em PP. O Imparcial, President e Prudent e, 1 8 de Out ubro

2 0 0 8 . Cidades.

Figura 2 : Gráfico de despesas mensais dos acadêmicos da UNESP de President e Prudent e.

(17)

1 6 ,7 % da população do município era considerada de baixa renda. Assim, relacionando os dados

apresent ados, chega-se a um público alvo de aproximadament e 8 1 .8 1 4 mil pessoas.

Tendo em vist a o público alvo do empreendiment o, é import ant e levar em consideração

seus anseios e necessidades de espaços que busquem descont ração e diversão, colaborando de

forma posit iva t ant o fisíca como psicologiament e na qualidade de vida do indivíduo consumidor da

cidade, seja por quest ões relat ivas ao t ema est udado, ou seja pelos serviços diversos oferecidos.

Para isso, uma out ra pesquisa com os universit ários da UNESP de President e Prudent e foi

feit a por HIGASHI, LEVY e SCHOTT (2 0 0 9 )6. Essa pesquisa buscava invest igar qual o t empo

disponibilizado para o lazer, quais at ividades são escolhidas para a sua prát ica; e, na visão dos

sujeit os invest igados, quais as influências das at ividades realizadas para a sua qualidade de vida.

Most rou-se que a maioria dos alunos não possuíam muit a disponilibidade para a prát ica do lazer, e

quando o fazem, preferem at ividades com aspect os sociais como, por exemplo, o lazer not urno em

casas not urnas, bares e rest aurant es; logo em seguida prevalece a prát ica de at ividades físicas. A

pesquisa conclui que a prát ica do lazer reflet e posit ivament re na qualidade de vida dos alunos.

Conforme ABRAMO (1 9 9 4 ) apud SOUZA (2 0 0 0 )7 ressalt ou, boa part e da diversão dos

jovens art icula-se em t orno da música, no caso em quest ão, da música e da dança, sendo at ravés

dest es element os que se const it uem as casas not urnas.

6 HIGASHI, D. H.; LEVY, E. P.; SCHOTT, M. L. AA prát ica do lazer dos universit ários da Faculdade de Ciências e Tecnologia –

UNESP – President e Prudent e. Trabalho de conclusão de curso. Universidade Est adual Paulist a “ Júlio de Mesquit a Filho” . President e Prudent e, 2 0 0 9 .

7 SOUSA, W. L. L. de. NNo circuit o dançant e de São Caet ano do Sul: juvent ude, liberdade e prazer no lazer not urno urbano.

(18)

“ Out ro aspect o import ant e sobre sua const it uição, para melhor compreendermos sua vit alidade e valorização na at ualidade, refere-se ao processo de socialização próprios da reest rut uração urbana dest e século que, ‘ criando a vida segregada’ , na era indust rial acent uou-se com a considerável diminuição da import ância de ant igos cent ros de referência pública, como as praças e as ruas, por exemplo, t ransport ando part e das ‘ experiências públicas’ para os bares, cafés not urnos, livrarias, cinemas, shopping cent ers, os quais devem ser compreendidos como forjadores ‘ de novos padrões cult urais públicos de relações’ .” (FRÚGOLI JR., 1 9 9 5 apud SOUZA, 2 0 0 7 ).

Ainda segundo o aut or, est e é um fat o que vem ocorrendo desde o início do século, ampliado na sociedade cont emporânea “ pela lógica de mercado” e fat ores como a necessidade de

segurança, cont role e selet ividade. Segundo ele, a busca por est es espaços ocorre, inicialment e, a part ir da procura por diversão, pela fest a, e a experiência e cont at o produzido por eles.

Em cidades grandes o lazer not urno possui uma grande variedade de empreendiment os, o

que faz com que indivíduos oriundos dessas cidades sint am falt a dessa diversidade na cidade de President e Prudent e, ou pelo menos uma opção diferent e daquela exist ent e em sua cidade de origem.

Considerando os desejos e a garant ia da qualidade de vida da população jovem da cidade

de President e Prudent e, sejam universit ários, sejam t odos os out ros possíveis frequent adores da

noit e prudent ina, propõe-se um projet o que vise o lazer not urno, e que t ambém fort aleça a posição da

cidade como pólo regional nesse set or.

Dest a forma, est e projet o deve ser um lugar de int erseções, um local de circulação de

diversos t ipos ident it ários, independent ement e de uma orient ação homo, bi ou het erossexual;

(19)
(20)

11 . A Cult ura do Divert iment o

1 .1 . Breve Hist órico

As primeiras invest igações e conceit uações sobre o lazer t êm origem na segunda met ade

e fim do século XIX. Naquele período, o lazer era ent endido apenas como um t empo disponível depois

das ocupações. Com a redução da semana de t rabalho e o surgiment o do poder de compra das

massas, o ócio passou a desempenhar um papel de significat iva import ância na vida das pessoas.8

A part ir do século XIX, a cult ura do consumo difundiu-se para out ros segment os sociais,

primeiro os est rat os médios e depois as chamadas classes populares, ao mesmo t empo em que se

inicia a democrat ização do acesso ao consumo mat erial. Já no fim do século XIX e com o êxodo rural,

o desenvolviment o das comunicações e a elet ricidade, aliadas ao cresciment o urbano propiciou o

surgiment o da cult ura do divert iment o. Ela passa a ganhar st at us social na burguesia at ravés dos

cabarés, onde era possível encont rar a fusão dos element os da cult ura erudit a com os element os das

classes baixas.

Era no fim do século XIX que ocorria a Belle Époque (bela época em francês), um período

de cult ura cosmopolit a, considerado uma era de ouro da beleza, inovação e paz ent re os países

europeus. Nessa época a cena cult ural est ava em efervescência com seus cabarés (figura 3 ), o cancã,

e o nasciment o do cinema; a art e t omava novas formas com o Impressionismo e a arquit et ura com o Art Nouveau.9 Tudo isso permit iu uma cult ura urbana de divert iment o incent ivada pelo desenvolviment o

dos meios de comunicação e t ransport e, gerados pelos lucros e necessidades da polít ica imperialist a,

aproximando ainda mais as principais cidades.

8 BENEVOLO, Leonardo. Hist ória da Cidade. Edit ora Perspect iva S.A. São Paulo. 2 0 0 5 .

9 GOMBRICH. EH. AA Hist ória da Art e. Tradução Álvaro Cabral. LTC – Livros Técnicos e Cient íficos Edit ora S.A. Rio de

Janeiro, RJ. 1 6 ª Edição. 1 9 9 9 .

Figura 3 : Quadro Dança no Moulin Rouge (1 8 9 0 ), de Henri de Toulouse-Laut rec, Museu de Art e de Filadélfia.

(21)

Por fim, percebe-se que a definição de lazer passou por diversas t ransformações e

acredit a-se que at ualment e há cert a miscelânea desses conceit os, com fort e influência da cult ura de

consumo.

Segundo ALMEIDA e TRACY (2 0 0 6 )1 0 a primeira boat e inaugurada no Rio de Janeiro foi no

ano de 1 9 4 0 , logo depois da proibição dos cassinos. Esse t ipo de empreendiment o t eve seu apogeu

no final da década de 1 9 7 0 , com o advent o da era “ disco” , passando assim a serem conhecidas

como discot ecas. Desde ent ão esse mercado de lazer not urno não só se ampliou como t ambém se

diversificou; incorporando, por exemplo, o circuit o de megaevent os dest inados ao público jovem, como o Rock In Rio1 1.

11 .2 . O Lazer Not urno em Algumas Cidades

Casa not urna é um est abeleciment o comercial volt ado essencialment e para diversão; em

geral com música ambient e, espaço para dança e conversas, e venda de bebidas alcoólicas. No Brasil

est e t ermo é adot ado de forma genérica, pois pode abrigar diferent es t ipos de comércio, ent re eles:

bares, boat es, discot ecas e dancet erias, t eat ros, casas de shows e espet áculos, choperias e

rest aurant es.

Diversas cidades brasileiras se dest acam como cent ros da vida not urna, regionalment e, ou

at é mesmo nacionalment e. Essas cidades geralment e apresent am uma região dest inada ao lazer

not urno, são bairros que abrigam diversos usos relacionados a est e t ipo de lazer.

1 0 ALMEIDA, Maria Isabel Mendes de; TRACY, Kát ia Maria de Almeida. NNoit es Nômades. Rocco, 2 0 0 3 .

1 1 O Rock In Rio foi um fest ival de grandes proporções que t eve sua primeira edição em janeiro de 1 9 8 5 . Essa primeira

edição t ornou-se hist órica não só pelas dimensões, 5 0 0 mil met ros quadrados, mas t ambém pelo número e import ância das

bandas que part iciparam do evento.

Figura 4 : Teat ro Odisséia. Lapa - Rio de Janeiro.

Font e: Arcoweb. Maio de 2 0 1 1 .

Figura 5 : Vida not urna na Lapa.

Font e: ht t p://www.flickr.com/phot os/carlosmont e/9 6 2 7 4 7

(22)

Como exemplo pode-se cit ar o bairro da Lapa no Rio de Janeiro (figuras 4 e 5 ). Segundo

o Guia Oficial1 2 da cidade, ele é um pont o de referência para os amant es da vida not urna. Tem como

uma das caract eríst icas marcant es do bairro a harmonia com que convivem as mais diversas t ribos

musicais. É palco de múlt iplas at rações desde o samba e o choro, ao pagode, forró e MPB; t odos em

perfeit a harmonia nos bares espalhados pelas ruas Mendes de Sá, Riachuelo e Lavradio. O samba,

ent ret ant o, é o carro-chefe e domina a programação nas casas inst aladas nos belos sobrados.

Já na cidade de São Paulo, os bairros de Vila Madalena e It aim Bibi apresent am uma

int ensa vida not urna proporcionada por bares, rest aurant e e choperias. Vale dest acar a casa not urna The Week, que com t rês filiais pelo Brasil, é reconhecida int ernacionalment e pela qualidade e bom

gost o, t ornando-se referência. Inaugurada em São Paulo no ano de 2 0 0 4 , a casa buscou criar um

novo conceit o de ent ret eniment o na cidade; possuindo como público a comunidade GLS, o que não a

impediu de que out ros t ambém frequent assem a casa.

Já no âmbit o int ernacional, dest aca-se Espanha e França por apresent ar uma int ensa vida

not urna, com a ilha de Ibiza na Espanha e a cidade Saint -Tropez na França. Formada ant igament e por

uma vila de pescadores, Saint -Tropez (figura 6 ) é at ualment e um dos pont os franceses mais badalados

de veraneio, principalment e ent re os jovens milionários e est relas de Hollywood. Já a ilha de Ibiza é

famosa mundialment e por suas fest as e casas not urnas (figura 7 ) que at raem muit os t urist as para a

região.

Tomando como exemplo essas diversas cidades brasileiras e algumas est rangeiras, e

considerando os desejos da população jovem de President e Prudent e, sejam universit ários ou não,

12

Prefeit ura do Rio de Janeiro. OO Guia Oficial da Cidade Maravilhosa. Disponível em:

ht t p://www.rio.rj.gov.br/riot ur/pt /at racao/?CodAt r= 1 4 0 6 . Acesso em Out ubro de 2 0 1 1 .

Figura 7 : Casa Not urna Pacha em Ibiza.

Font e: ht t p://www.ibizaairport car.com/ibiza-night -clubs. Acesso em Maio de 2 0 1 1 .

Figura 6 : Casa Not urna Les Caves du Roy em Saint -Tropez.

(23)

propõe-se a elaboração de um projet o que vise o lazer not urno na cidade e que possa cont ribuir para

a consolidação de um circuit o de lazer not urno no município.

11 .3 . O Lazer Not urno em President e Prudent e

A fim de localizar o circuit o de lazer not urno na cidade de President e Prudent e,

percorreram-se os t rajet os envolvendo as casas not urnas exist ent es na cidade. Est a et apa

demonst rou-se de grande import ância por permit ir est abelecer um quadro geral sobre a vida not urna,

e t ambém para ident ificar alguns pont os de referência, conhecidos por sua relação com out ros

equipament os de lazer e ent ret eniment o na cidade.

Assim foi possível ident ificar diversos serviços, relacionados ao lazer not urno, espalhados

pela cidade, porém eles t endem a se concent rar em dois locais dist int os: um circuit o de lazer

localizado nas regiões da Avenida da Saudade e da Avenida 1 4 de Set embro (figura 8 ); e uma mancha

localizada na região da Rua Djalma Dut ra e Rua Tenent e Nicolau Maffei (figura 9 ), no cent ro da cidade.

Nos dois locais foi verificado que o t rânsit o sofre alt erações em cert os pont os, com cert a

t endência à lent idão. Isso é devido ao “ ver e ser vist o” , apreciar a paisagem, paquerar, ou ainda

encont rar um amigo ou grupo de amigos.

Esse lazer not urno é formado por est abeleciment os aliment ícios como rest aurant es,

lanchonet es, bares e choperias que funcionam durant e t oda a semana, excet o segunda-feira. At raindo

assim, principalment e aos finais de semana, a população jovem da cidade e região. Além desses

serviços, a vida not urna da cidade t ambém é const it uída por fest as abert as e part iculares que são

realizadas em salões alugados ou nas casas not urnas, como por exemplo, o Cine Bardot e o Pub

Music n’ Bar, as principais casas not urnas da cidade.

Figura 8 : Lazer not urno em President e Prudent e na Avenida 1 4 de Set embro.

Font e: ORATI. Gust avo A. Maio de 2 0 1 1 .

Figura 9 : Lazer not urno em President e Prudent e na Rua Djalma Dut ra.

(24)

11 .4 . O Circuit o de Lazer Not urno em President e Prudent e

Devido aos grandes invest iment os ant eriores do poder público na revit alização do local,

em que ant igament e caract erizava-se por um fundo de vale com esgot o a céu abert o. Hoje o Parque

do Povo é um local de lazer múlt iplo, em que t odos podem frequent á-lo, independent ement e de idade

ou classe social.

At ravés do conheciment o da cidade, ao ent ender sua dinâmica de cresciment o, a

valorização dos espaços e os usos mais comuns de cada região, é possível ident ificar o Parque do

Povo (figura 1 0 ) como um local com pot encial para fazer part e do circuit o de lazer not urno de

President e Prudent e. Est e circuit o de lazer (figura 1 9 ) se t rat a de uma região, ou uma sequência de

vias, com est abeleciment os volt ados para o lazer not urno (figuras 1 1 a 1 8 ), sendo compost o pelos

serviços present es na Avenida da Saudade e na Avenida 1 4 de Set embro, avenida que margeia o

Parque do Povo.

Verifica-se cert o congest ionament o em det erminadas part es dest e circuit o, porém o lent o

fluxo de carros se dá não pelo excesso, mas pela diminuição da velocidade ao passarem em frent e aos

est abeleciment os que o compõem. Isso porque ver quem est á no local, bem como ser vist o, é a

principal int enção dos mot orist as, dos passageiros, dos est acionados e dos t ranseunt es. Há t ambém

o flert e, a paquera, que acont ece ent re os mot orist as e out ros (as) mot orist as, ent re est es e os

passageiros (as) dos carros em moviment o, dent re out ras sit uações possíveis no cont ext o. Assim se

comprova a necessidade de um espaço abert o na fachada do fut uro empreendiment o.

(25)

Figuras 1 1 a 1 4 : Boat e Zeus, Pub Music n’ Bar, Donna Oliva Pizzaria e Espet aria; respect ivament e. Font e: ORATI. Gust avo A. Maio de 2 0 1 1 .

(26)

Figura 1 9 : Mapa do circuit o de lazer not urno na cidade de President e Prudent e. Font e: Google Eart h. Edit ado por ORATI. Gust avo A. Maio de 2 0 1 1 .

Bem Brasil Espet aria Deck’ s Bar Delícias do Cerrado Old Dog

Sichas Lanches Vó Laura Café Bar

Bet t ’ s Burguer Espet inho do Gordo

Melhor Conveniência

Pub Music ’ n Bar

Cant ho Iguana Em Kant os Beer Boat e Zeus Trip Bar

Pizza Xpress

Espet aria

Sr. But eco

Tamarindo e Alabab

Quiosques Massa Pura Gourmet

Donna Oliva Pizzaria

Bliss Rest aurant e e Pet iscaria Casa do

UNESP

Parque do Povo

UNOESTE

Prudenshopping

SEMEPP:

(27)

22 . Est udos de Caso

Para est a et apa do t rabalho foram escolhidos quat ro projet os de casa not urna para

est udo, duas int ernacionais e duas nacionais. São projet os relevant es que t rabalham com a

diversidade de ambient es e criam at mosferas específicas at ravés da ut ilização de t écnicas

diferenciadas. Os est udos feit os das casas not urnas t em o int uit o de proporcionar um melhor

ent endiment o do funcionament o das casas, quais os ambient es que as compõem, seu programa, e

como esses ambient es se art iculam.

As principais font es para pesquisa foram: o sit e ArcoWeb1 3 e sua revist a “ Projet o

Design” , e o livro de BROTO (2 0 0 6 )1 4. Neles foram encont rados vários projet os, sendo

selecionados aqueles que t inham cert a semelhança com o projet o a ser desenvolvido nest e t rabalho.

Esses projet os most ram de que forma foram t rabalhados os ambient es, e a criação de at mosferas

para cada um deles, at ravés de várias t écnicas, dent re elas a iluminação. Na maioria dos projet os foi

possível ent ender como é a set orização dos ambient es e como eles se se art iculam.

2 .1 . Roxy Club – Belo Horizont e

Localizada em Belo Horizont e, uma cidade brasileira que reúne uma quant idade

considerável de bares, bot ecos e afins. O projet o é assinado pelo arquit et o Fred Mafra, com

ident idade fut urist a, cont a com duas pist as separadas, possibilit ando que a casa receba DJs

diferent es na mesma noit e. A concepção de iluminação da casa é t oda dimerizada1 5 e aut omat izada

1 3 www.arcoweb.com.br

(28)

possibilit ando a criação de dezenas de cenários conforme o mot ivo da fest a. A iluminação cênica

dist ribui-se pelo clube por um sist ema de aut omat ização chamado change color.

Com uma fachada t ipo minimalist a (figura 2 0 ), possui um pano de vidro cobert o por uma

película branca perfurada, não revelando em nenhum moment o o que o usuário encont rará ao adent rar

o recint o. De forma inovadora, o arquit et o art iculou os ambient es de forma a proporcionar surpresa

ao usuário e possibilit ar o funcionament o independent e do piso t érreo e superior.

Um jardim direciona o percurso de ent rada at é o caixa. Em seguida, há um t únel de anéis

que leva à part e principal, de onde se vê o lounge (figura 2 1 ) de formas onduladas e o hall cent ral

com bar em aço espelhado com cúpulas gigant es que mudam de cor. Trat a-se de um espaço híbrido,

onde os element os se mist uram e adquirem carát er mult ifuncional.

A pist a de dança (figura 2 2 ) é circular e possui revest iment o acúst ico. O som é a grande

arma da casa at ravés de um projet o especial com subwoofers. A cabine do DJ fica no fim do eixo

principal do clube, e t em a possibilidade de mudar de cor. Os banheiros t êm papéis de parede com

padronagem t ipo anos 7 0 . A área VIP (figura 2 3 ) fica no piso superior e funciona como um espaço à

part e, com ent rada separada.

A Roxy apresent a uma área de 9 5 5 m² , comport ando cerca de 1 2 0 0 pessoas. Seu

programa é dividido em dois at ravés da diferenciação dos paviment os: t érreo para o público em geral

e paviment o superior para a área VIP. At ravés do cort e longit udinal 3 D (figura 2 4 ) é possível verificar

a relação ent re os espaços e sua mat erialidade.

O paviment o t érreo é compost o por: rampa, hall, jardim, check-in, lounge, bar, chapelaria,

circulação cent ral, lounge dos sanit ários, bar, pist a, DJ, palco, camarim, est oque, serviço, check-out

e saída. Já o paviment o superior é compost o por: pist a, bar, mezanino, lounge, ar-condicionado,

copa, circulação, depósit o, escrit ório e vest iário. (figura 2 5 ). Vale ressalt ar que de t odos os

Figura 2 1 : Pist a de dança do piso inferior. Font e: ArcoWeb. Maio de 2 0 1 1 .

Figura 2 0 : Fachada; Figura 2 1 : Lounge do piso inferior.

(29)

est abeleciment os est udados, est e é um dos que possui o programa mais ext enso e ainda assim não

possui nenhum t ipo de serviço aliment ício.

Para o melhor ent endiment o dos espaços, foi elaborado um organograma (figura 2 6 ) que

permit e ent ender a art iculação dos ambient es na casa not urna.

É possível perceber que o acesso principal é feit o por meio de uma rampa que leva o

client e diret ament e para o hall de ent rada e em seguida para o check-in, depois ele t em a opção de

escolher para qual ambient e deseja se locomover, para o lounge, a chapelaria, o bar, os sanit ários, o

lounge dos sanit ários ou a pist a de dança.

O mesmo percurso que se faz para chegar ao sanit ário de apoio pode ser ut ilizado para

chegar-se a out ros ambient es como: copa, depósit o, escrit ório, vest iário, bar superior e lounge

superior. Dele é possível t er acesso aos sanit ários e a pist a superior, e da pist a superior t em-se

acesso a out ro bar. O lounge dos sanit ários dá acesso ao check-out , est e por sua vez t em ligação

diret a com a área de serviços e com a saída.

Figura 2 3 : Pist a de dança do piso superior. Font e: ArcoWeb. Maio de 2 0 1 1

(30)

Figura 2 5 : Leit ura de Projet o – Roxy Club.

Font e: ArcoWeb. Edit ado por ORATI. Gust avo A. Maio de 2 0 1 1 .

Figura 26: Organograma da Roxy Club.

(31)

22 .2 . Cuckoo Club - Londres

Localizado em Londres, o Cuckoo Club foi inspirado em um ant igo clube chamado St ork

Rooms. Esse clube inicialment e gozou de grande popularidade ent re os círculos boêmios e

arist ocrát icos da noit e londrina, porém hoje ele perdeu seu esplendor, de modo que a int enção do

novo propriet ário era reinst aurar esse aspect o original. O projet o, do escrit ório Blacksheep

Creat ives, reúne a plant a baixa e o paviment o superior, que ant es eram separados, criando uma

unidade de 4 6 5 m² .

Para permit ir o acesso ao nível superior foram eliminados dois mezaninos e se inst alou uma

majest osa escada de aço revest ida em madeira para conect ar os níveis. Todos os acabament os, a

iluminação e a maior part e do mobiliário foram projet ados pelo escrit ório, para assim conseguir uma

máxima int egração ent re t odos os component es do novo local.

Por fazer part e de uma área prot egida da Rua Regent , a ent rada (figura 2 7 ) t eve que

conservar seu aspect o de máxima discrição, porém sendo consist ent e com a sensação de acesso

privilegiado que os propriet ários do clube queriam t ransmit ir. O mobiliário admit e variações que

permit em ut ilizar os espaços para diferent es fins, como fest as privadas a event os promocionais. Em

um espaço amplo, t eat ral, com grandes port as, amplas escadarias, t ecidos de seda e linho e

iluminação configurável com LEDs.

Segundo BROTO (2 0 0 6 )1 6 a recepção é como uma caixa de charut os de luxo, com um

revest iment o laminado de madeira em mogno e jacarandá. Est e espaço, ínt imo porém imponent e, com

seus 3 ,8 m de alt ura livre e port as de 2 ,6 m, t ransmit em glamour e luxo. O chão é um carpet e macio

envolt o em ardósia. O t et o é de celulose projet ada de cor rosa escuro, e no cent ro se localiza um

1 6 BROTO, Carles. CClubs. Espanha: Link Books, 2 0 0 6 .

Figura 2 7 : Fachada; Figura 2 8 : Rest aurant e. Font e: BROTO, Carles. CClubs. Espanha: Link Books,

(32)

espet acular lust re. A chapelaria est á localizada em um cant o discret o a direit a da recepção, com uma

port a de ent rada, de modo que as roupas e bolsas não são visíveis ao chegar ao local.

O rest aurant e na plant a baixa (figura 2 8 ), com capacidade para 7 0 pessoas sent adas,

segundo BROTO (2 0 0 6 ) é o espaço mais esplendido do clube, com seu grande sofá circular e um

t et o cobert o de luzes LEDs na cor roxo. A iluminação é flexível e oferece desde luz nat ural simulada, a

t ons rosa e púrpura.

Na plant a superior se encont ra a pist a de dança (figura 2 9 ), que é acessada at ravés de

cort inas pret as. O bar (figura 3 0 ) é t odo revest ido com past ilhas douradas e localiza-se próximo aos

sofás aveludados, t odos desenhados por Blacksheep. As paredes cont êm grandes espelhos

enquadrados e painéis de madeira, mesclando acabament os at uais e t radicionais. O sist ema de

iluminação est á conect ado com o som e int erage um com o out ro nas seções dos DJs

O paviment o t érreo é compost o por: hall de ent rada, chapelaria, rest aurant e, bar, lounge,

cozinha, depósit o do bar, depósit o, banheiro para deficient es, saída de emergência, escrit ório,

vest iário, sala dos funcionários, banheiro e elevador. Já o paviment o superior é compost o por: bar,

cozinha, depósit o do bar, depósit o, saída de emergência, elevador, pist a de dança, cabine do DJ,

depósit o de lixo, depósit o de limpeza, banheiro feminino e banheiro masculino. (figuras 3 2 e 3 3 ).

Para o melhor ent endiment o dos espaços, foi elaborado um organograma (figura 3 1 ) que

permit e ent ender a art iculação dos ambient es na casa not urna e rest aurant e.

É possível perceber que o acesso principal é feit o por meio do hall de ent rada, depois ele

t em a opção de escolher para qual ambient e deseja se locomover, para o rest aurant e, a chapelaria, ou

a pist a de dança no andar superior.

Figura 3 0 : Bar na pist a de dança.

Font e: BROTO, Carles. CClubs. Espanha: Link Books,

2 0 0 6 .

Figura 2 9 : Pist a de dança.

Font e: BROTO, Carles. CClubs. Espanha: Link Books,

(33)

Figura 3 2 : Leit ura de Projet o – Cuckoo Club.

Font e: BROTO, Carles. CClubs. Espanha: Link Books, 2 0 0 6 . Edit ado por ORATI. Gust avo A. Maio de 2 0 1 1 .

(34)

Figura 3 3 : Leit ura de Projet o – Cuckoo Club.

(35)

22 .3 . Club Nox – Recife

A casa é localizada em Recife, numa import ant e avenida no bairro de Boa Viagem. Teve seu

projet o assinado por João Domingos Azevedo, Rafael Sout o Maior e Lívia Brandão, do escrit ório

Met ro Arquit et ura, em parceria com Juliano Dubeux. A iluminação t ant o int erna como ext ernament e é o

grande apelo do projet o.

Assim como a Roxy, est a t ambém possui uma fachada minimalist a (figura 3 4 ) at ravés da sua

forma; um cubo com est rut ura em concret o e vedação em alvenaria convencional, revest ido

ext ernament e com chapas de aço córt en, um mat erial pat inável e sujeit o a frequent es alt erações de

cor e t ext ura segundo o arquit et o Azevedo. Ainda possui um coroament o dispost o no alt o da

const rução feit o de luz colorida que alt erna suas cores at ravés da caixa de vidro liso e t ransparent e,

com 2 ,3 0 met ros de alt ura

.

A mudança de cor se dá at ravés de uma calha na part e superior que esconde t rês linhas

de neon (vermelho, verde e azul), que são cont roladas aleat oriament e por um sist ema

comput adorizado a fim de gerar uma grande variedade de cores

.

Um pont o t ambém de import ância considerado no projet o é a reserva de um local que

servisse como est acionament o devido à exigência legal. Como os cust os de um est acionament o

subt errâneo eram alt os, opt ou-se por recuar a edificação e ceder espaço para uma praça front al,

preservando assim uma ant iga cast anheira.

O acesso à casa é marcado pela marquise e feit o por uma rua secundária. Algo

int eressant e na casa é que ao adent rar o local, o usuário pode escolher dois caminhos: um, em linha

ret a, conduzindo ao bar e ao lounge do piso superior; e o out ro, à direit a, leva à pist a de pé-direit o

duplo, à cabine do DJ e a dois camarot es Vips

.

(36)

As paredes e o forro da pist a de dança possuem membranas de fibra de vidro t ranslúcida

(figura 3 5 ), com moviment os e curvat uras, compost as por faixas cont ínuas paralelas e perpendiculares

que se cruzam, formando uma t rama. Cada um dos módulos possui um conjunt o de leds que são

cont rolados por um sist ema chamado DMX (Digit al Music Xpress), possuindo uma infinit a possibilidade

de combinações.

Já no piso superior encont ra-se um lounge cobert o em forma de U (figura 3 6 ), que

cont orna uma área descobert a no cent ro. Devido ao vidro ut ilizado no coroament o da fachada, as

luzes coloridas escapam por ele e se espalham pelo ambient e, criando assim um local relaxant e que

induz ao descanso.

Comport ando cerca de 1 .0 0 0 pessoas, apresent a uma área de 1 .2 0 0 m² . Seu programa

é dividido em t rês sendo o t érreo (dancet eria), o paviment o superior (lounge) e o paviment o

int ermediário (área t écnica).

No t érreo est á localizado o est acionament o, o acesso principal, os caixas, a pist a de

dança, a cabine do DJ, o camarot e, o bar e serviços, além de sua ent rada própria. No paviment o

superior encont ram-se: lounge, t erraço descobert o, escrit ório, cozinha e serviços. Já no paviment o

int ermediário est ão localizados o depósit o, a casa de máquinas, a gerência e os vest iários, locais

est es que não são acessíveis aos usuários da casa not urna – são ambient es rest rit os, de difícil

acesso. (figuras 3 8 e 3 9 ).

Para o melhor ent endiment o dos espaços, foi elaborado um organograma (figura 3 7 ) que

permit e ent ender a art iculação dos ambient es na casa not urna. Assim, é possível perceber que a

ent rada principal leva o consumidor diret ament e ao caixa, a part ir daí ele escolhe o ambient e que

pret ende ut ilizar: a pist a de dança ou o lounge superior.

(37)

Já a área de serviços do t érreo pode ser acessada de diferent es maneiras, assim que se

passa pelo caixa em direção aos sanit ários, ou diret ament e pelo lado ext erno da edificação at ravés da

ent rada de serviços. Est ando na área de serviços, é possível t er acesso á gerência, que se localiza

no andar superior. Est ando no lounge superior, a área de serviços t ambém pode ser acessada

at ravés da cozinha.

O principal pont o de dest aque do projet o é a criação de uma área ao ar livre

possibilit ando que usuários fumant es não precisem sair do est abeleciment o para fumar, apesar de

ainda não exist ir uma lei que proíba fumar em local fechado no est ado de Pernambuco. No ent ant o o

projet o que se propõe com est e t rabalho localiza-se em São Paulo, est ado que possui uma lei, em

vigor desde 2 0 0 9 , que proíbe o fumo em ambient es fechados, sendo assim esse t ipo de ambient e se

(38)

Figura 3 8 : Leit ura de Projet o – Club Nox.

(39)

Figura 3 9 : Leit ura de Projet o – Club Nox.

(40)

22 .4 . Red Lounge – Barcelona

A casa Red Lounge, localizada no t radicional bairro de “ La Barcelonet a” , exigia uma fusão

equilibrada ent re a rest auração e o ambient e not urno, t odos concebidos envolvidos por uma cult ura

árabe (figura 4 0 ), sendo dest inado a um público com cert o nível social. Possui uma área de 2 5 0 m²

mais um t erraço com 6 6 m² . Seu projet o foi elaborado pelo escrit ório “ Est údio Sant iago Nin” .

A filosofia do clube dest aca a busca pela harmonia e a convivência ent re cult uras, realçado

em um cont ext o cosmopolit a e at ual. Por out ro lado, a capacidade diversa do local era essencial para

o propriet ário, já que os seus ambient es devem ser perfeit ament e combináveis e compat íveis,

oferecendo uma sensação de luxo e sofist icação.

Sant iago Nin, dono do escrit ório ” Est udio Sant iago Nin” , em BROTO (2 0 0 6 ) diz que a

singularidade foi det erminant e e nort eadora para o desenvolviment o do projet o, sendo surpreender o

visit ant e uma das prioridades.

Ent re as caract eríst icas diferenciadas dest aca-se o uso singular de combinações

cromát icas, at ravés do emprego de mat eriais e de luminot écnica (figura 4 1 ), definidos por LEDs, fibra

ót ica, globos ou uma grande variedade de lâmpadas diferenciadas, cont rolados por mecanismo de

aut omação de últ ima geração que permit e uma grande variedade de ambient ações em função das

necessidades do moment o.

Cabe dest acar a combinação dos espaços, que permit em desde aproveit ar o lounge no

t érreo, como at é encont rar um local muit o mais dinâmico e orient ado para a vida not urna, assim como

em um ambient e absolut ament e exclusivo em uma zona reservada ao client e VIP.

O acesso ao int erior do local se dá at ravés de um t erraço mult ifuncional no qual o grande

dest aque é a madeira ipê, em que os arquit et os ut ilizaram t ant o como est rado, como nas banquet as;

t udo isso sobre uma grande lona de cor pret a e com o nome do local em dest aque (figura 4 2 ).

Figura 40: Lounge com motivos árabes na

Red Lounge.

Fonte: BROTO, Carles. Clubs. Espanha: Link Books,

2006.

Figura 41: Iluminação interior da Red Lounge.

Fonte: BROTO, Carles. Clubs. Espanha: Link Books,

(41)

Just ament e o nome do local foi chave para det erminar a cor predominant e, embora exist a

uma grande variedade cromát ica em t odos os complement os do mesmo. Cercando o client e de uma

grande variedade de t ext uras e cores em suas diversas represent ações, cort inas, almofadas, sofás,

et c., evidenciando assim a import ância da percepção com o objet ivo de conseguir despert ar os

sent idos do client e.

Figura 42: Fachada.

Fonte: BROTO, Carles. Clubs. Espanha: Link Books,

(42)
(43)

11 . Escolha da Área

Diant e da propost a de projet ar uma casa not urna que possa cont ribuir com o circuit o de

lazer not urno na cidade, buscou uma área próxima ao Parque no Povo. Segundo a Lei de Zoneament o

do Uso e Ocupação do Solo, da Área Urbana do Município de President e Prudent e - Lei

Complement ar nº 1 5 3 /2 0 0 8 , o empreendiment o est á classificado como Comércio e Serviços

Específicos, caract erizando-se pela singularidade e por isso demanda análise caso a caso para sua

implant ação.

Além de est ar localizada próxima ao Parque do Povo, a área escolhida apresent a ao seu

redor uma série de aspect os como: empreendiment os que possuíssem cert a coesão com o

empreendiment o a ser implant ado, possuir dimensões adequadas para a inst alação do

empreendiment o, garant ir um fácil acesso aos usuários no que diz respeit o à circulação e assegurar

que a infraest rut ura inst alada suport ará a nova demanda

.

A área escolhida (figura 4 3 ) est á localizada ent re os bairros da Vila Cláudia Glória e da

Vila Sant a Helena, sendo a Rua Pedro Leme o divisor. Sua t est ada principal é para a Avenida Manoel

Goulart , e t est adas secundárias para as ruas Pedro Leme e Dona Milit ância (lat erais), e Casemiro Dias

(ao fundo); ficando prat icament e ao lado do Rest aurant e Mané Gula (figura 4 4 )

.

Trat a-se de uma quadra com not ável vocação para receber o empreendiment o. Localiza-se

em um t recho privilegiado da Avenida Manoel Goulart , um dos eixos principais da cidade, ligando o

cent ro ao bairro Ana Jacint a, ext remo sudoest e da cidade. Tendo seu uso principalment e comercial;

fica próximo ao Prudenshopping, e no prolongament o do circuit o de lazer da cidade. O lot e desejado

para o projet o é part icular, e hoje possui algumas inst alações do Grupo Encalso.

Figura 4 3 : Fot o aérea do t erreno escolhido. Font e: Google Eart h. Maio de 2 0 1 2 .

(44)

Em suas proximidades est ão inst alados empreendiment os que se relacionam diret ament e

com o t ipo de serviço oferecido pela casa not urna. São serviços complement ares como: rest aurant es,

pizzaria, hot el, shopping (com cinema, McDonald’ s, Boliche, Habib’ s, bancos 2 4 hs) (figuras 4 5 a 4 7 ),

que oferecem ao público uma variedade de opções para o lazer not urno, at raindo ainda mais a

população para est a região da cidade.

O t recho compreendido pela quadra, conforme já dit o ant es, é uma ext ensão do circuit o

de lazer na cidade, pois aqueles que desejam passar novament e pelo fim do circuit o normalment e

ret ornam pela rua Pedro Leme; ou aqueles que desejam permanecer no local, normalment e est acionam

nas ruas circundant es a quadra, daí a necessidade de um est acionament o próprio no projet o

propost o.

Todas essas caract eríst icas reunidas, principalment e o fat o de já possuir serviços do

mesmo t ipo, junt ament e com os nít idos processos de t ransformação do uso do solo que vem

sofrendo est a região ao longo dos anos, comprovam a vocação da área para a implant ação do

empreendiment o.

(45)

22 . Caract eríst icas do Lot e e Seu Ent orno

Foram realizados est udos e pesquisas de campo para ent ender com clareza as

caract eríst icas reais do lot e e seu ent orno, assim como as dinâmicas da região, que permit em a

elaboração de um projet o que não se choque com as peculiaridades do local, e sim, que se adapt e

sem causar nenhum t ipo de prejuízo.

Além de est udadas as caract eríst icas legais, foram elaborados mapas ilust rat ivos que

possibilit am uma fácil compreensão da região, da sua relação com o t ipo de empreendiment o a ser

implant ado, possibilit ando t ambém a realização de um prévio Est udo de Impact o de Vizinhança.

2 .1 . O Zoneament o

Como cit ado ant eriorment e, o lot e/quadra encont ra-se ent re os bairros da Vila Cláudia

Glória e da Vila Sant a Helena (figura 4 8 ), em uma região de ZR31 7 - represent ada pela cor cyan no

mapa de zoneament o (figura 4 9 ). Trat a-se de uma zona com índices urbaníst icos específicos, onde o

t amanho mínimo do lot e é 2 5 0 m² ; com frent e mínima de 1 2 met ros linear; com o coeficient e de

aproveit ament o máximo de 4 , podendo chegar a at ingir 6 – mediant e out orga onerosa do direit o de

const ruir; a t axa de ocupação máxima do t erreno é de 7 0 %; o recuo front al mínimo de 4 met ros

linear; sua t axa de permeabilidade mínima é de 1 0 % e o gabarit o é livre.

Nessa Zona, segundo a Lei Complement ar nº 1 5 3 /2 0 0 8 , são t olerados Comércios e

Serviços Específicos, cat egoria que se enquadra a Casa Not urna. Pelo fat o desse uso ser “ t olerado”

é obrigat ória, para a aprovação do projet o, a consult a de no mínimo 1 2 vizinhos, com anuência de

5 0 % mais um dos consult ados. Além disso, é obrigat ória a apresent ação do relat ório de Est udo de

1 7 Zona Residencial de Alt a Densidade Populacional de Int eresse Social, e ocupação horizont al e vert ical.

Figura 4 8 : Mapa de localização da quadra. Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 2 .

Figura 4 9 : Mapa de zoneament o da área. Font e: www.president eprudent e.gov.br.

N

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Impact o de Vizinhança. Poderão ainda ser pedidos pelo órgão Público, pareceres favoráveis dos

órgãos responsáveis por infraest rut ura urbana, meio ambient e e segurança.

É import ant e ressalt ar que como o t rabalho t rat a-se, apenas, de um exercício projet ual

que visa à formação do Arquit et o Urbanist a, não se julga necessário à pesquisa com a população nem

os pareceres favoráveis dos órgãos responsáveis pela infraest rut ura, meio ambient e e segurança, uma

vez que o projet o não será implant ado. Já quant o ao EIV1 8 será previament e realizado, pois consist e

em um possível ramo de at uação do profissional.

22 .2 . O Ent orno

O lot e sit ua-se em uma Zona Residencial de Alt a Densidade Populacional e ocupação

vert ical e horizont al, segundo Lei Municipal. Porém ao realizar pesquisa de campo na região, dent ro de

um raio de 3 0 0 met ros a part ir do cent ro da área de int ervenção, foram ident ificadas as

caract eríst icas de cada um dos lot es e percebeu-se que apesar do bairro ser formado

priorit ariament e por residências, com alguns comércios locais, não há uma grande densidade

populacional, sendo comprovado pelo mapa de uso e ocupação do solo (figura 5 0 ou complet o em

Apêndice A). O bairro não se caract eriza pela vert icalização, sendo compost o apenas por edificação

unifamiliares, com predominância de no máximo dois paviment os (figura 5 1 ou complet o em Apêndice

B).

É import ant e ressalt ar que est a Zona limit a-se no Parque do Povo, assim sendo as

caract eríst icas cit adas acima se limit am apenas a ela, e corresponde apenas a uma part e da região

abrangida pelo raio de 3 0 0 met ros. A out ra part e é compost a pelo rest ant e do bairro Vila Sant a

1 8 Est udo de Impact o de Vizinhança.

Figura 5 0 : Mapa de uso e ocupação.

Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por

ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 2 .

N

Figura 5 1 : Mapa de gabarit o das edificações.

Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por

ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 2 .

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Helena, est a porção apresent a predominant ement e um gabarit o 1 porém é uma área de alt a densidade

populacional devido a exist ência de lot es com at é 1 7 de gabarit o.

O mapa de densidade populacional (figura 5 2 ou ampliado em Apêndice C) foi elaborando

t endo em vist a o adensament o edilício. As quadras que apresent am a maior part e de sua área

ocupada por edificações de at é 1 paviment o foram consideradas de baixa densidade; já as quadras

com predominância de at é 2 paviment os foi considerada de média densidade; e por fim as quadras

com mais de 2 paviment os foram consideradas de alt a densidade.

Buscando ainda ent ender as relações do local com seu ent orno foi elaborado um mapa em

que most ra os equipament os públicos e comunit ários, part iculares ou não, próximos ao lot e (figura 5 3

ou ampliado em Apêndice D). Devido a sua import ância na cidade como um t odo houve a sua

demarcação no mapa, vist o que alguns são pólos geradores de t ráfego além de demarcarem as vias

da cidade.

Quant o ao sist ema viário foram realizados est udos, com a finalidade de ent ender como se

art iculam as vias locais e art érias, já que colet oras não exist em nas proximidades (figura 5 4 ou

ampliado em Apêndice E). Dessa forma foi possível det erminar diret rizes para a escolha dos melhores

acessos ao empreendiment o.

Com o objet ivo de ident ificar o fluxo de veículos nos horários de pico nas vias

circundant es a quadra foram feit as medições realizadas in loco na principal casa not urna da cidade,

Pub Music n’ Bar, para assim pode prever o fut uro fluxo.

Na Av. Manoel Goulart const at ou-se que no período de pico, das 1 9 às 2 0 horas,

t rafegam pela via cerca de 2 0 0 0 veículos aut omot ores a aproximadament e 6 0 km/h. No período das

2 2 às 2 3 horas – horário de maior t rafego not urno, passam cerca de 1 5 0 0 . A grande quant idade de

Figura 5 2 : Mapa de densidade. Figura 5 3 : Mapa Equipament os Urbanos e Comunit ários. Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 2 .

N

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veículos se deve primeirament e por ser uma avenida, concent rando o fluxo de carros que vão em

direção ao Prudenshopping ou Unesp, ou daqueles que ret ornam desses locais.

Já na Rua Pedro Leme o moviment o é maior durant e o período das 2 2 às 2 3 horas (cerca

de 5 0 0 ) pois, como já dit o ant es, essa rua funciona como ret orno à Av. 1 4 de Set embro, principal

avenida do circuit o de lazer not urno. Como nesses dois acessos o moviment o é grande, preferiu-se

por volt ar a ent rada do est acionament o para a Rua Dona Milit ância, rua de menor moviment o e de mão

dupla. E para amenizar o possível moviment o gerado pelo empreendiment o na Rua Pedro Leme, já que

ele sua ent rada est á virada pra essa rua, foi criado um “ balão” dent ro do lot e.

Sendo o Pub Music n’ Bar a principal casa not urna at ualment e, é possível prever

aproximadament e quant os veículos irão t rafegar pela Rua Pedro Leme com a implant ação do edifício.

No horário de pico do est abeleciment o, ent re 0 horas e à 1 hora da madrugada, t rafegam cerca de

8 0 veículos à uma velocidade reduzida, isso porque exist e a quest ão do “ ver e ser vist o” . Assim, é

possível prever que com a implant ação do empreendiment o no local, o t rafego de veículos aument ar

3 7 ,5 %.

22 .3 . O Lot e

O lot e escolhido apresent a uma área t ot al de aproximadament e 4 .1 5 2 m² com declividade

relat ivament e acent uada de de 1 0 %, cai 1 0 met ros ao longo de 1 0 0 met ros lineares, o que não é

um problema para a elaboração do projet o, já que permit e sua implant ação . A figuras 5 5 , most ra as

curvas de nível int erpoladas de 1 em 1 met ro, evidenciando, com clareza, a declividade. Já a figura

5 6 most ra a t opografia do t erreno e do seu ent orno sem a quebra de 1 em 1 met ro – suavizado.

O est udo solar (figura 5 7 ) demonst ra quais faces do lot e recebem maior insolação,

t ornando possível prever soluções adequadas para o projet o, fazendo com que a edificação não

apresent e grande carga t érmica.

Figura 5 5 : Plant a do t erreno e ent orno com curvas de nível.

Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 1 .

Figura 5 4 : Mapa de Sist ema Viário.

Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 2 .

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33 . EIV – Est udo de Impact o de Vizinhança

Com base em t udo já feit o foi possível observar os possíveis impact os que a implant ação

do empreendiment o poderia t razer para a região. Segundo a Lei Federal 1 0 .2 5 7 – Est at ut o da

Cidade, o EIV deve t rat ar, no mínimo, dos seguint es t ópicos: x Adensament o Populacional;

x Equipament os Públicos e Comunit ários; x Uso e Ocupação do Solo;

x Valorização Imobiliária;

x Geração de Tráfego e Demanda por Transport e Público; x Vent ilação e Iluminação; e

x Paisagem urbana e pat rimônio nat ural e cult ural.

Pode-se dizer que, quant o ao adensament o populacional, ele é int ermit ent e, isso porque

ele at rairá a população apenas durant e cert o período de t empo, não aument ando a densidade

populacional efet ivament e. Isso porque não se t rat a de um empreendiment o com dimensões t ão significat ivas a pont o de at rair uma população permanent e. Como est e empreendiment o seria mais um

dent re out ros na mesma região, ele não exercerá uma at ração para mais serviços do t ipo, soment e

reforçará a vocação da região para est e t ipo, criando e ampliando o circuit o de lazer.

Sobre os equipament os urbanos e comunit ários, as relações present es no

empreendiment o não afet arão esses equipament os, não haverá sobrecarga, e t ão pouco t rará a

necessidade da implant ação de out ros. Já sobre o uso e ocupação do solo, conforme cit ado

ant eriorment e, a lei de zoneament o do município permit e, previament e, a sua implant ação. Sendo

considerado um uso t olerado, e por isso demanda o EIV pois se t rat a de um bairro de uso

predominant ement e residencial.

Figura 5 7 : Mapa de est udo solar.

Font e: www.president eprudent e.gov.br. Edit ado por ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 1 .

Figura 5 6 : Modelo digit al do t erreno e ent orno – 3 D suavizado.

Font e: ORATI, GUSTAVO A. Maio de 2 0 1 1 .

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A implant ação do empreendiment o não afet ará diret ament e a valorização imobiliária, pois o

local já t rat a-se de uma área supervalorizada na cidade devido a proximidade com o Prudenshopping e

por localizar-se em uma avenida art erial. Uma prova disso são as recent es inaugurações do Hot el Ibis

e da Drogaria Drogasil, próximos ao local.

Quant o à geração de t ráfego, não import a em que local a Casa Not urna seja implant ada,

sempre implicará no aument o do fluxo de veículos e na demanda por est acionament os no seu horário

de funcionament o. Por isso, conforme dit o ant eriorment e o a ent rada do est acionament o localiza-se

em uma via de menor fluxo de veículos, e deverá suprir boa part e da demanda por vagas no local. Já

sobre a demanda por t ransport e público, ela não é significat iva, isso devido ao número reduzido de

funcionários e t ambém pelo horário de funcionament o do empreendiment o, que compreende apenas

uma faixa desse horário.

Já quant o à iluminação e vent ilação o projet o deverá seguir as exigências mínimas indicadas

pela legislação municipal e pelas normas t écnicas, de forma a garant ir as condições de salubridade da

edificação e não prejudicar, as edificações vizinhas. Sobre a paisagem urbana, deve levar em cont a o

gabarit o das edificações vizinhas e a harmonia ent re elas.

E finalment e, como a Casa Not urna é um empreendiment o que envolve a produção e

propagação de som, a poluição sonora se most ra de ext rema import ância, assim é preciso garant ir

níveis ideais de ruído, para que não ocasione incômodo aos vizinhos. Sobre a quest ão de pat rimônio

(51)
(52)

11 . Desenvolviment o do Projet o

1 .1 . Ambient es do projet o - Programa de Necessidades e Pré-dimensionament o

O programa de necessidades foi elaborado com base nas leit uras projet uais levando em

consideração os diferent es t ipos de uso a qual são dest inados à edificação. Ele pode ser subdividido

em quat ro zonas: acesso, ent ret eniment o (dancet eria e rest aurant e), serviços e infraest rut ura. x Zona de Acesso:

- Hall de ent rada e saída - Port aria;

- Caixas;

- Chapelaria.

x Zona de Ent ret eniment o:

o Rest aurant e:

- Bar; - Área para refeições;

- Sanit ários.

o Dancet eria:

- Jardim Open Air; - Bar do Jardim Open Air;

- Camarot es; - Bar do Camarot e;

- Sanit ários do Camarot e; - Pist a de dança;

- Bar Principal; - Cabine do DJ/Palco;

- Cabine de som e luz; - Camarim;

Referências

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