Microeconomia Financeira
Jos ´e Guilherme de Lara ResendeDepartamento de Economia – UnB Agosto 2019
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos 3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco Introduc¸ ˜ao
Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos
Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
Conjuntos
Seja U oconjunto universo(ouconjunto fundamental) de
elementos em considerac¸ ˜ao (por exemplo, U = N, U = R, etc). O conjunto universo deve sempre ser especificado (por ´em muitas vezes ´e deixado subentendido).
Definic¸ ˜ao: Conjunto. Umconjunto ´e uma colec¸ ˜ao de elementos de U.
Conjuntos podem ser descritos ou elencando todos os seus elementos ou por meio de uma propriedade que seus elementos satisfazem.
Alguns Conceitos
A notac¸ ˜ao x ∈ A significa que o elemento x pertence ao conjunto A (relac¸ ˜ao de pertin ˆencia).
Note que oelementox ´e diferente do conjunto {x}, formado
apenas por x (vale x ∈ {x}).
Dizemos que o conjunto {x} ´e umconjunto unit ´ario, pois
cont ´em um ´unico elemento, x.
Oconjunto vazio∅ n ˜ao tem elementos.
Por exemplo, o conjunto {x ∈ R | x > 0 e x < 0}, definido por propriedades que seus elementos devem satisfazer, ´e um conjunto vazio, j ´a que nenhum n ´umero real ´e ao mesmo tempo positivo e negativo.
Subconjuntos e Igualdade entre Conjuntos
Definic¸ ˜ao: Subconjunto. A ⊂ B significa que se x ∈ A, ent ˜ao
x∈ B.
Definic¸ ˜ao: Igualdade entre Conjuntos. A = B significa que
A⊂ B e B ⊂ A.
Logo, para provarmos que A e B s ˜ao iguais, devemos mostrar que A est ´a contido em B e tamb ´em que B est ´a contido em A.
Uni ˜ao e Intersec¸ ˜ao de Conjuntos
Auni ˜aoA∪ B entre os conjuntos A e B ´e definida por:
A∪ B = {x ∈ U | x ∈ A ou x ∈ B}.
Aintersec¸ ˜aoA∩ B entre os conjuntos A e B ´e definida por:
A∩ B = {x ∈ U | x ∈ A e x ∈ B}.
Diferenc¸a de Conjuntos
Adiferenc¸aA\ B do conjunto A com B ´e definida por: A\ B = {x ∈ U | x ∈ A e x /∈ B}.
OcomplementoAc do conjunto A ´e definido por: Ac= U \ A = {x ∈ U | x /∈ A}.
Logo, A ∪ Ac = U e A ∩ Ac = ∅.
Diagramas de Venn
Diagramas de Vennconstituem uma ferramenta bastante ´util para visualizar conjuntos e que auxiliam a verificac¸ ˜ao da validade de certas propriedades, como as listadas abaixo.
No diagrama de Venn a seguir, a ´area (A ∪ B) \ (A ∩ B) est ´a hachurada.
N ˜ao ´e dif´ıcil perceber que o conjunto (A \ B) ∪ (B \ A) gera exatamente a mesma ´area hachurada, o que indica que os conjuntos (A ∪ B) \ (A ∩ B) e (A \ B) ∪ (B \ A) s ˜ao iguais.
Exemplo de Diagrama de Venn
A B
U
Fam´ılia de Conjuntos
Seja I um conjunto qualquer, chamadoconjunto ´ındice. Se
para todo i ∈ I existe um conjunto Ai associado a i, dizemos
que {Ai}i∈I ´e umafam´ılia de conjuntos. Se:
I = 1, 2, 3, . . . , n, escrevemos {Ai}n
i=1(fam´ılia finita de conjuntos).
I = 1, 2, 3, . . ., escrevemos {Ai}∞i=1(n ˜ao existe A∞) (fam´ılia
infinitaenumer ´avelde conjuntos).
I ´e um conjunto de ´ındices qualquer, {Ai}i∈I (fam´ılia infinita de conjuntos).
Operac¸ ˜oes com Fam´ılias de Conjuntos
S
i∈IAi=S Ai = {x ∈ U | ∃ i ∈ Ital que x ∈ Ai}
T
i∈IAi=T Ai = {x ∈ U | x ∈ Ai∀i ∈ I}
Definic¸ ˜oes
Definic¸ ˜ao: Conjuntos Disjuntos. Os conjuntos A e B s ˜ao disjuntosse A ∩ B = ∅.
Definic¸ ˜ao: Dois-a-Dois Disjuntos. A fam´ılia de conjuntos
{A}i∈I ´edois-a-dois disjuntase Ai∩ Aj= ∅, para todo i 6= j.
Definic¸ ˜ao: Partic¸ ˜ao. A fam´ılia de conjuntos {A}i∈I ´e uma
partic¸ ˜ao do conjuntoAse {A}i∈I ´e dois-a-dois disjunta, com
Ai6= ∅, para todo i ∈ I, eS
i∈IAi = A.
Definic¸ ˜ao: Conjunto das Partes. Seja A um conjunto
qualquer. Oconjunto das partesde A, representado por P(A)
ou por 2A, ´e o conjunto dos subconjuntos de A, definido como:
P(A) = {B ⊂ U | B ⊂ A}
Alguns Resultados
(Ac)c = A; A⊂ B ⇔ Bc⊂ Ac; A= ∅ ⇔ Ac= U; (A ∪ B)c = Ac∩ Bc (leis de Morgan); (A ∩ B)c = Ac∪ Bc (leis de Morgan).Pares Ordenados e Produto Cartesiano
Sejam A e B conjuntos quaisquer. Oproduto cartesianode A e
B ´e definido como A × B = {(a, b) | a ∈ A, b ∈ B}, onde a ordem
do par (a, b) importa: (a, b) = (c, d) se, e somente se, a = c e b = d.
Podemos definir o produto cartesiano dos conjuntos A1, A2, . . . , AN como:
A1× A2× · · · × An= {(a1, a2, . . . , an) | ai ∈ Ai, i = 1, 2, . . . n}
Vamos usar a notac¸ ˜ao Anpara denotar o produto cartesiano
A× A × · · · × A, n vezes. Tamb ´em vamos usar a notac¸ ˜ao
n Y
i=1
Ai = A1× A2× · · · × An
Notac¸ ˜ao
N = {1, 2, 3, . . . } denota o conjunto dos n ´umeros naturais;
Z = {. . . , −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, . . . } denota o conjunto dos n ´umeros inteiros;
Q = {p/q | p, q ∈ Z, q 6= 0} denota o conjunto dos n ´umeros
racionais;
R denota o conjunto dos n ´umeros reais.
I denota o conjunto dos n ´umeros irracionais, em que
I = R \ Q.
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos
Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
Definic¸ ˜ao
Definic¸ ˜ao: Func¸ ˜ao. Umafunc¸ ˜ao f : A → B ´e uma regra que
associa a cada elemento de A um´unicoelemento de B.
Uma func¸ ˜ao ´e caracterizada:
1) pelo conjunto A, chamado dom´ınio;
2) pelo conjunto B, chamadocontra-dom´ınio; e 3) pela regra de associac¸ ˜ao x 7−→ f (x).
Definic¸ ˜ao
Definic¸ ˜ao: Func¸ ˜ao. Umafunc¸ ˜ao f : A → B ´e uma regra que
associa a cada elemento de A um´unicoelemento de B.
Uma func¸ ˜ao ´e caracterizada:
1) pelo conjunto A, chamadodom´ınio;
2) pelo conjunto B, chamado contra-dom´ınio; e 3) pela regra de associac¸ ˜ao x 7−→ f (x).
Definic¸ ˜ao
Definic¸ ˜ao: Func¸ ˜ao. Umafunc¸ ˜ao f : A → B ´e uma regra que
associa a cada elemento de A um´unicoelemento de B.
Uma func¸ ˜ao ´e caracterizada:
1) pelo conjunto A, chamadodom´ınio;
2) pelo conjunto B, chamadocontra-dom´ınio; e
3) pela regra de associac¸ ˜ao x 7−→ f (x).
Igualdade entre Func¸ ˜oes
Portanto, as func¸ ˜oes f : A → B e g : C → D s ˜ao iguais se, e somente se, A = C, B = D e f (x) = g(x), para todo x ∈ A.
Ou seja, para mostramos que duas func¸ ˜oes s ˜ao iguais temos que mostrar que o dom´ınio, o contradom´ınio e a regra de associac¸ ˜ao que elas definem s ˜ao iguais.
Definic¸ ˜oes Auxiliares
1 Se ˜A⊂ A, chamamos
f(˜A) = {y ∈ B | ∃x ∈ ˜Atal que f (x) = y} aimagemde ˜Apor
f : A → B. O conjunto
f(A) = {y ∈ B | ∃x ∈ Atal que f (x) = y}, onde A ´e o
dom´ınio de f , ´e chamado apenas de aimagemde f .
2 Se ˜B∈ B, chamamos f−1(˜B) = {x ∈ A | f (x) ∈ ˜B} aimagem
inversade ˜B por f : A → B.
Func¸ ˜oes Injetivas e Sobrejetivas
f : A → B ´e func¸ ˜aoinjetiva(ou biun´ıvoca) se para todo x, y ∈ Atais que f (x) = f (y), ent ˜ao x = y (ou, de modo equivalente, se x 6= y, ent ˜ao f (x) 6= f (y)).
f : A → B ´e func¸ ˜aosobrejetivase f (A) = B (ou seja, ∀z ∈ B, ∃x ∈ A tal que f (x) = z).
f : A → B ´e func¸ ˜aobijetivase ´e injetiva e sobrejetiva.
Exemplo
A func¸ ˜ao f (x) = x2 ´e injetiva? ´E sobrejetiva? Observe que n ˜ao descrevemos completamente a func¸ ˜ao f (n ˜ao sabemos o seu dom´ınio nem o seu contradom´ınio). Logo n ˜ao podemos responder essas perguntas. Por exemplo, se:
f : R → R, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e nem injetiva nem sobrejetiva.
f : R+→ R, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva mas n ˜ao ´e
sobrejetiva.
f : R → R+, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e injetiva mas ´e
sobrejetiva.
f : R+→ R+, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva e sobrejetiva (bijetiva).
Exemplo
A func¸ ˜ao f (x) = x2 ´e injetiva? ´E sobrejetiva? Observe que n ˜ao descrevemos completamente a func¸ ˜ao f (n ˜ao sabemos o seu dom´ınio nem o seu contradom´ınio). Logo n ˜ao podemos responder essas perguntas. Por exemplo, se:
f : R → R, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e nem injetiva nem sobrejetiva.
f : R+→ R, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva mas n ˜ao ´e sobrejetiva.
f : R → R+, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e injetiva mas ´e
sobrejetiva.
f : R+→ R+, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva e sobrejetiva
(bijetiva).
Exemplo
A func¸ ˜ao f (x) = x2 ´e injetiva? ´E sobrejetiva? Observe que n ˜ao descrevemos completamente a func¸ ˜ao f (n ˜ao sabemos o seu dom´ınio nem o seu contradom´ınio). Logo n ˜ao podemos responder essas perguntas. Por exemplo, se:
f : R → R, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e nem injetiva nem sobrejetiva.
f : R+→ R, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva mas n ˜ao ´e sobrejetiva.
f : R → R+, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e injetiva mas ´e sobrejetiva.
f : R+→ R+, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva e sobrejetiva
(bijetiva).
Exemplo
A func¸ ˜ao f (x) = x2 ´e injetiva? ´E sobrejetiva? Observe que n ˜ao descrevemos completamente a func¸ ˜ao f (n ˜ao sabemos o seu dom´ınio nem o seu contradom´ınio). Logo n ˜ao podemos responder essas perguntas. Por exemplo, se:
f : R → R, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e nem injetiva nem sobrejetiva.
f : R+→ R, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva mas n ˜ao ´e sobrejetiva.
f : R → R+, f (x) = x2, ent ˜ao f n ˜ao ´e injetiva mas ´e sobrejetiva.
f : R+→ R+, f (x) = x2, ent ˜ao f ´e injetiva e sobrejetiva (bijetiva).
Composic¸ ˜ao de Func¸ ˜oes
Sejam f : A → B e g : B → C. A func¸ ˜ao g ◦ f , chamada
composic¸ ˜ao dege f , ´e uma func¸ ˜ao com dom´ınio A e contra-dom´ınio C, cuja regra de associac¸ ˜ao ´e definida por g◦ f (x) = g(f (x)), para todo x ∈ A.
Exemplo: Sejam f : R → R2definida por f (x) = (x2, x − 2) e g: R2→ R definida por g(x, y) = xy. Ent ˜ao g ◦ f (x) = x2(x − 2).
Alguns Resultados
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes injetivas ´e injetiva: Sejam f : A → Be g : B → C injetivas. Ent ˜ao h = g ◦ f : A → C ´e injetiva.
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes sobrejetivas ´e sobrejetiva: Sejam f : A → B e g : B → C sobrejetivas. Ent ˜ao h= g ◦ f : A → C ´e sobrejetiva.
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes bijetivas ´e bijetiva: Sejam f : A → Be g : B → C func¸ ˜oes bijetivas. Ent ˜ao h= g ◦ f : A → C ´e bijetiva.
Alguns Resultados
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes injetivas ´e injetiva: Sejam
f : A → Be g : B → C injetivas. Ent ˜ao h = g ◦ f : A → C ´e
injetiva.
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes sobrejetivas ´e sobrejetiva: Sejam f : A → B e g : B → C sobrejetivas. Ent ˜ao h= g ◦ f : A → C ´e sobrejetiva.
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes bijetivas ´e bijetiva: Sejam f : A → Be g : B → C func¸ ˜oes bijetivas. Ent ˜ao h= g ◦ f : A → C ´e bijetiva.
Alguns Resultados
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes injetivas ´e injetiva: Sejam
f : A → Be g : B → C injetivas. Ent ˜ao h = g ◦ f : A → C ´e
injetiva.
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes sobrejetivas ´e sobrejetiva: Sejam f : A → B e g : B → C sobrejetivas. Ent ˜ao
h= g ◦ f : A → C ´e sobrejetiva.
A composic¸ ˜ao de func¸ ˜oes bijetivas ´e bijetiva: Sejam f : A → Be g : B → C func¸ ˜oes bijetivas. Ent ˜ao h= g ◦ f : A → C ´e bijetiva.
Func¸ ˜ao Inversa
Considere a func¸ ˜ao idX : X → X, definida por idX(x) = x, para
todo x ∈ X, chamadafunc¸ ˜ao identidade(em X).
Definic¸ ˜ao: Inversa. A func¸ ˜ao f−1: B → A ´e umainversade f : A → Bse f ◦ f−1= idB e f−1◦ f = idA.
Nem sempre a inversa de uma func¸ ˜ao existe (exemplo: f : R → R, f (x) = x2). Por ´em se ela existir, ela ser ´a ´unica. O resultado abaixo caracteriza a condic¸ ˜ao para a exist ˆencia de inversa:
A func¸ ˜ao f possui inversa se, e somente se, ´e bijetiva.
Conjuntos Finitos e Infinitos
Definic¸ ˜ao: Conjunto Finito. Dizemos que o conjunto X ´efinito
quando for vazio ou quando tiver um n ´umero finito de elementos.
Quando X for finito, podemos descrev ˆe-lo como
X= {x1, x2, . . . , xn}, em que n ´e on ´umero de elementos(ou n ´umero cardinal ou cardinalidade) em X.
Definic¸ ˜ao. Um conjunto ´einfinitoquando ele n ˜ao for finito. Logo, um conjunto X ´e infinito quando ele n ˜ao for vazio e n ˜ao possuir um n ´umero finito de elementos, ou seja, n ˜ao for poss´ıvel enumerar seus elementos de maneira finita.
Conjuntos Enumer ´aveis
Definic¸ ˜ao: Conjunto Enumer ´avel. O conjunto A ´e
enumer ´avel(oucont ´avel) se for poss´ıvel listar todos os seus elementos de acordo com uma contagem. Portanto, podemos escrever A como A = {x1, x2, . . . }, ou de modo finito ou de modo infinito. Se A for enumer ´avel n ˜ao finito, dizemos que ´e um conjunto infinito enumer ´avel.
Existem conjuntos infinitos tais que o n ´umero de elementos ´e t ˜ao grande que n ˜ao podem ser listados em uma enumerac¸ ˜ao. Um exemplo ´e o intervalo [0, 1] da reta real. Isso significa que existem (pelo menos) dois tipos de infinito relacionados a tamanhos de conjuntos, infinito enumer ´avel e infinito n ˜ao-enumer ´avel.
Exemplos
Todo subconjunto X ⊂ N ´e enumer ´avel.
Os conjuntos N, Z e Q s ˜ao enumer ´aveis.
O intervalo [0, 1] da reta real n ˜ao ´e enumer ´avel.
O conjunto R n ˜ao ´e enumer ´avel. O conjunto dos n ´umeros irracionais (I = R\Q) n ˜ao ´e enumer ´avel.
Exemplos
Todo subconjunto X ⊂ N ´e enumer ´avel.
Os conjuntos N, Z e Q s ˜ao enumer ´aveis.
O intervalo [0, 1] da reta real n ˜ao ´e enumer ´avel.
O conjunto R n ˜ao ´e enumer ´avel. O conjunto dos n ´umeros irracionais (I = R\Q) n ˜ao ´e enumer ´avel.
Exemplos
Todo subconjunto X ⊂ N ´e enumer ´avel.
Os conjuntos N, Z e Q s ˜ao enumer ´aveis.
O intervalo [0, 1] da reta real n ˜ao ´e enumer ´avel.
O conjunto R n ˜ao ´e enumer ´avel. O conjunto dos n ´umeros irracionais (I = R\Q) n ˜ao ´e enumer ´avel.
Exemplos
Todo subconjunto X ⊂ N ´e enumer ´avel.
Os conjuntos N, Z e Q s ˜ao enumer ´aveis.
O intervalo [0, 1] da reta real n ˜ao ´e enumer ´avel.
O conjunto R n ˜ao ´e enumer ´avel. O conjunto dos n ´umeros irracionais (I = R\Q) n ˜ao ´e enumer ´avel.
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
Derivac¸ ˜ao
Definic¸ ˜ao: Derivada de f em a. Sejam I ⊂ R um intervalo,
f : I → R. Aderivada de f no ponto a ´e definida pelo limite:
lim x→a f(x) − f (a) x− a = limh→0 f(a + h) − f (a) h ,
caso esse limite exista. Nesse caso, dizemos que f ´e deriv ´avel
no pontoa. Se o limite n ˜ao existir, dizemos que f n ˜ao ´e deriv ´avel no ponto a.
Se f ´e deriv ´avel em a, denotamos a sua derivada por f0(a), ou
(df /dx)(a). Se existir a derivada de f em todos os pontos do seu dom´ınio, dizemos que f : X → R ´e deriv ´avel no conjunto X
e obtemos uma nova func¸ ˜ao f0 : X → R.
Derivac¸ ˜ao
Considere f : [a, b] → R. Denotamos f0∈ C[a, b] se f0for
cont´ınua em todo o intervalo [a, b]).
Neste caso dizemos que f ´econtinuamente diferenci ´avel. A
classe das func¸ ˜oes reais continuamente diferenci ´aveis em [a, b] ´e denotada por C1[a, b].
Dizemos que f : [a, b] → R ´eduas vezes continuamente
diferenci ´avelse f0 ∈ C1[a, b].
Para qualquer k ∈ N, definimos o conjunto Ck[a, b], das func¸ ˜oes
k-vezes continuamente diferenci ´aveis, de modo indutivo.
Exemplos
Toda func¸ ˜ao constante ´e deriv ´avel, com derivada igual a zero em todo ponto.
Se f : R → R ´e definida por f (x) = cx + b, ent ˜ao f0(x) = c, para todo x ∈ R.
Dado n ∈ N qualquer, f : R → R definida por f (x) = xn, ´e
deriv ´avel em todo ponto do seu dom´ınio e f0(x) = nxn−1.
Exemplos
Toda func¸ ˜ao constante ´e deriv ´avel, com derivada igual a zero em todo ponto.
Se f : R → R ´e definida por f (x) = cx + b, ent ˜ao f0(x) = c, para todo x ∈ R.
Dado n ∈ N qualquer, f : R → R definida por f (x) = xn, ´e
deriv ´avel em todo ponto do seu dom´ınio e f0(x) = nxn−1.
Exemplos
Toda func¸ ˜ao constante ´e deriv ´avel, com derivada igual a zero em todo ponto.
Se f : R → R ´e definida por f (x) = cx + b, ent ˜ao f0(x) = c, para todo x ∈ R.
Dado n ∈ N qualquer, f : R → R definida por f (x) = xn, ´e deriv ´avel em todo ponto do seu dom´ınio e f0(x) = nxn−1.
Resultados
Resultados. Sejam f , g : X → R deriv ´aveis no ponto a ∈ X. As
func¸ ˜oes f ± g, f · g e f /g (com g(a) 6= 0) s ˜ao tamb ´em deriv ´aveis no ponto a, e as derivadas dessas func¸ ˜oes s ˜ao:
(f ± g)0(a) = f0(a) ± g0(a)
(f · g)0(a) = f0(a) · g(a) + f (a) · g0(a) f
g 0
(a) = f
0(a) · g(a) − f (a)g0(a) g(a)2
Regra da Cadeia. Sejam f : X → R, g : Y → R, a ∈ X, b ∈ Y, F(X) ⊂ Y e f (a) = b. Se f ´e deriv ´avel no ponto a e g ´e deriv ´avel no ponto b, ent ˜ao h = g ◦ f : X → R ´e deriv ´avel no ponto a e:
h0(a) = (g ◦ f )0(a) = g0(f (a)) · f0(a) . Jos ´e Guilherme de Lara Resende Revis ˜ao Matem ´atica e Estat´ıstica
Resultados
Resultados. Sejam f , g : X → R deriv ´aveis no ponto a ∈ X. As
func¸ ˜oes f ± g, f · g e f /g (com g(a) 6= 0) s ˜ao tamb ´em deriv ´aveis no ponto a, e as derivadas dessas func¸ ˜oes s ˜ao:
(f ± g)0(a) = f0(a) ± g0(a)
(f · g)0(a) = f0(a) · g(a) + f (a) · g0(a) f
g 0
(a) = f
0(a) · g(a) − f (a)g0(a) g(a)2
Regra da Cadeia. Sejam f : X → R, g : Y → R, a ∈ X, b ∈ Y,
F(X) ⊂ Y e f (a) = b. Se f ´e deriv ´avel no ponto a e g ´e deriv ´avel no ponto b, ent ˜ao h = g ◦ f : X → R ´e deriv ´avel no ponto a e:
h0(a) = (g ◦ f )0(a) = g0(f (a)) · f0(a) .
Func¸ ˜ao Inversa
Exemplo. Dada f : R → R deriv ´avel, considere as func¸ ˜oes
g, h : R → R definidas por g(x) = f (x2)e h(x) = f (x)2. Para todo x∈ R, a regra da cadeia implica que g0(x) = f0(x2) · 2x e
h0(x) = 2f (x) · f0(x).
Func¸ ˜ao Inversa. Sejam X, Y ⊂ R e f : X → Y uma bijec¸ ˜ao com inversa f−1: Y → X. Se f ´e deriv ´avel no ponto a ∈ X e f−1 ´e cont´ınua no ponto b = f (a), ent ˜ao f−1 ´e deriv ´avel no ponto b se, e somente se, f0(a) 6= 0. Nesse caso, temos que
(f−1)0(b) = 1/f0(a).
Func¸ ˜ao Inversa
Exemplo. Dada f : R → R deriv ´avel, considere as func¸ ˜oes
g, h : R → R definidas por g(x) = f (x2)e h(x) = f (x)2. Para todo x∈ R, a regra da cadeia implica que g0(x) = f0(x2) · 2x e
h0(x) = 2f (x) · f0(x).
Func¸ ˜ao Inversa. Sejam X, Y ⊂ R e f : X → Y uma bijec¸ ˜ao com
inversa f−1: Y → X. Se f ´e deriv ´avel no ponto a ∈ X e f−1 ´e cont´ınua no ponto b = f (a), ent ˜ao f−1 ´e deriv ´avel no ponto b
se, e somente se, f0(a) 6= 0. Nesse caso, temos que
(f−1)0(b) = 1/f0(a).
Derivac¸ ˜ao
Sejam f : X → R e a ∈ X. Dizemos que a ´e um:
M ´aximo local de f se existir δ > 0 tal que f (x) ≤ f (a) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M ´aximo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (x) < f (a) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M´ınimo localde f se existir δ > 0 tal que f (a) ≤ f (x) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M´ınimo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M ´aximo global(ou absoluto) de f se f (x) ≤ f (a) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m ´aximo global estrito de f se f(x) < f (a), para todo x ∈ X \ {a}.
M´ınimo global(ou absoluto) de f se f (a) ≥ f (x) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m´ınimo global estrito de f se f(a) < f (x), para todo x ∈ X \ {a}.
Derivac¸ ˜ao
Sejam f : X → R e a ∈ X. Dizemos que a ´e um:
M ´aximo localde f se existir δ > 0 tal que f (x) ≤ f (a) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M ´aximo local estrito de f se existir δ > 0 tal que f (x) < f (a) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M´ınimo localde f se existir δ > 0 tal que f (a) ≤ f (x) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M´ınimo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M ´aximo global(ou absoluto) de f se f (x) ≤ f (a) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m ´aximo global estrito de f se f(x) < f (a), para todo x ∈ X \ {a}.
M´ınimo global(ou absoluto) de f se f (a) ≥ f (x) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m´ınimo global estrito de f se f(a) < f (x), para todo x ∈ X \ {a}.
Derivac¸ ˜ao
Sejam f : X → R e a ∈ X. Dizemos que a ´e um:
M ´aximo localde f se existir δ > 0 tal que f (x) ≤ f (a) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M ´aximo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (x) < f (a) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M´ınimo local de f se existir δ > 0 tal que f (a) ≤ f (x) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M´ınimo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M ´aximo global(ou absoluto) de f se f (x) ≤ f (a) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m ´aximo global estrito de f se f(x) < f (a), para todo x ∈ X \ {a}.
M´ınimo global(ou absoluto) de f se f (a) ≥ f (x) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m´ınimo global estrito de f se f(a) < f (x), para todo x ∈ X \ {a}.
Derivac¸ ˜ao
Sejam f : X → R e a ∈ X. Dizemos que a ´e um:
M ´aximo localde f se existir δ > 0 tal que f (x) ≤ f (a) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M ´aximo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (x) < f (a) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M´ınimo localde f se existir δ > 0 tal que f (a) ≤ f (x) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M´ınimo local estrito de f se existir δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M ´aximo global(ou absoluto) de f se f (x) ≤ f (a) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m ´aximo global estrito de f se f(x) < f (a), para todo x ∈ X \ {a}.
M´ınimo global(ou absoluto) de f se f (a) ≥ f (x) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m´ınimo global estrito de f se f(a) < f (x), para todo x ∈ X \ {a}.
Derivac¸ ˜ao
Sejam f : X → R e a ∈ X. Dizemos que a ´e um:
M ´aximo localde f se existir δ > 0 tal que f (x) ≤ f (a) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M ´aximo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (x) < f (a) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M´ınimo localde f se existir δ > 0 tal que f (a) ≤ f (x) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M´ınimo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M ´aximo global (ou absoluto) de f se f (x) ≤ f (a) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m ´aximo global estrito de f se f(x) < f (a), para todo x ∈ X \ {a}.
M´ınimo global(ou absoluto) de f se f (a) ≥ f (x) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m´ınimo global estrito de f se f(a) < f (x), para todo x ∈ X \ {a}.
Derivac¸ ˜ao
Sejam f : X → R e a ∈ X. Dizemos que a ´e um:
M ´aximo localde f se existir δ > 0 tal que f (x) ≤ f (a) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M ´aximo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (x) < f (a) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M´ınimo localde f se existir δ > 0 tal que f (a) ≤ f (x) para todo x ∈ X, |x − a| < δ.
M´ınimo local estritode f se existir δ > 0 tal que f (a) < f (x) para todo x ∈ X, 0 < |x − a| < δ.
M ´aximo global(ou absoluto) de f se f (x) ≤ f (a) para todo
x∈ X. Dizemos que a ´e um m ´aximo global estrito de f se
f(x) < f (a), para todo x ∈ X \ {a}.
M´ınimo global (ou absoluto) de f se f (a) ≥ f (x) para todo x∈ X. Dizemos que a ´e um m´ınimo global estrito de f se f(a) < f (x), para todo x ∈ X \ {a}.
Derivac¸ ˜ao
Resultado. Seja f : [a, b] → R deriv ´avel no intervalo aberto
limitado (a, b) e suponha que f assume um m ´aximo (ou m´ınimo) em algum x ∈ (a, b). Ent ˜ao f0(x) = 0.
Definic¸ ˜ao: Ponto Cr´ıtico. Dizemos que c ∈ X ´e umponto cr´ıticoda func¸ ˜ao deriv ´avel f : X → R quando f0(c) = 0.
Derivac¸ ˜ao
Todo ponto c ∈ (a, b) que ´e ponto de m ´aximo ou m´ınimo local ´e um ponto cr´ıtico (ou seja, estamos assumindo que
f : [a, b] → R ´e diferenci ´avel em c).
Por ´em nem todo ponto cr´ıtico c ∈ (a, b) ser ´a um ponto de m ´aximo ou m´ınimo local.
Por exemplo, para f : R → R dada por f (x) = x3, x = 0 ´e um
ponto cr´ıtico de f , mas n ˜ao ´e nem m´ınimo nem m ´aximo local de f .
Resultados
Se para f : I → R cont´ınua no intervalo I temos que f0(x) = 0 para todo x ∈ int I, ent ˜ao f ´e func¸ ˜ao constante. Se f , g : I → R cont´ınuas no intervalo I = [a, b] s ˜ao
deriv ´aveis em (a, b) com f0(x) = g0(x), para todo x ∈ (a, b), ent ˜ao existe c ∈ R tal que g(x) = f (x) + c, para todo x ∈ I. A func¸ ˜ao deriv ´avel f : I → R ´emon ´otona n ˜ao-decrescente (mon ´otona n ˜ao-crescente)no intervalo I ⊂ R se, e
somente se, f0(x) ≥ 0 (f0(x) ≤ 0) para todo x ∈ I. Se f0(x) > 0 (f0(x) < 0) para todo x ∈ I, ent ˜ao f ´e uma bijec¸ ˜ao crescente (decrescente) sobre um intervalo J e sua inversa f−1: J → I ´e deriv ´avel, com (f−1)0(y) = 1/f0(x), para todo y = f (x) ∈ J.
Resultados
Se para f : I → R cont´ınua no intervalo I temos que f0(x) = 0 para todo x ∈ int I, ent ˜ao f ´e func¸ ˜ao constante.
Se f , g : I → R cont´ınuas no intervalo I = [a, b] s ˜ao
deriv ´aveis em (a, b) com f0(x) = g0(x), para todo x ∈ (a, b), ent ˜ao existe c ∈ R tal que g(x) = f (x) + c, para todo x ∈ I. A func¸ ˜ao deriv ´avel f : I → R ´emon ´otona n ˜ao-decrescente (mon ´otona n ˜ao-crescente)no intervalo I ⊂ R se, e
somente se, f0(x) ≥ 0 (f0(x) ≤ 0) para todo x ∈ I. Se f0(x) > 0 (f0(x) < 0) para todo x ∈ I, ent ˜ao f ´e uma bijec¸ ˜ao crescente (decrescente) sobre um intervalo J e sua inversa f−1: J → I ´e deriv ´avel, com (f−1)0(y) = 1/f0(x), para todo y = f (x) ∈ J.
Resultados
Se para f : I → R cont´ınua no intervalo I temos que f0(x) = 0 para todo x ∈ int I, ent ˜ao f ´e func¸ ˜ao constante. Se f , g : I → R cont´ınuas no intervalo I = [a, b] s ˜ao
deriv ´aveis em (a, b) com f0(x) = g0(x), para todo x ∈ (a, b), ent ˜ao existe c ∈ R tal que g(x) = f (x) + c, para todo x ∈ I.
A func¸ ˜ao deriv ´avel f : I → R ´e mon ´otona n ˜ao-decrescente (mon ´otona n ˜ao-crescente) no intervalo I ⊂ R se, e
somente se, f0(x) ≥ 0 (f0(x) ≤ 0) para todo x ∈ I. Se f0(x) > 0 (f0(x) < 0) para todo x ∈ I, ent ˜ao f ´e uma bijec¸ ˜ao crescente (decrescente) sobre um intervalo J e sua inversa f−1: J → I ´e deriv ´avel, com (f−1)0(y) = 1/f0(x), para todo y = f (x) ∈ J.
Integrac¸ ˜ao
Aintegralde uma func¸ ˜ao f : [a, b] → R determina a ´area sob a curva definida por f no plano cartesiano. O m ´etodo de calcular a integral de uma func¸ ˜ao ´e chamadointegrac¸ ˜ao.
Definic¸ ˜ao: Integral de Riemann. Seja f : [a, b] → R uma
func¸ ˜ao cont´ınua. A func¸ ˜ao f ´eintegr ´avele o n ´umero:
Z b
a
f(x) dx
´e aintegral(de Riemann) de f em [a, b] (ou integral definida ou
apenas integral). Dizemos que f (x) ´e ointegrando, a ´e olimite
inferior, b ´e olimite superior, e dx denota que estamos integrando com relac¸ ˜ao `a vari ´avel x.
Propriedades
1 Seja α ∈ R e considere f : [a, b] → R cont´ınua. Se f ´e integr ´avel,
ent ˜ao αf tamb ´em ´e, e Z b a αf (x) dx = α Z b a f(x) dx .
2 Mais geralmente, sejam α, β ∈ R e considere f , g : [a, b] → R
cont´ınuas. Se f e g s ˜ao integr ´aveis, ent ˜ao αf + βg tamb ´em ´e, e Z b a [αf (x) + βg(x)] dx = α Z b a f(x) dx + β Z b a g(x) dx .
3 Seja c ∈ [a, b] qualquer e considere f : [a, b] → R cont´ınua. Se f
´e integr ´avel, ent ˜ao: Z b a f(x) dx = Z c a f(x) dx + Z b c f(x) dx .
Algumas Regras de Integrac¸ ˜ao
Seja f (x) = α uma func¸ ˜ao constante. Ent ˜ao:
Z b a α dx = α Z b a 1 × dx = α [x|ba= α [b − a] .
Seja f (x) = xk. Ent ˜ao:
Z b a xkdx= x k+1 k+ 1 b a = b k+1 k+ 1− ak+1 k+ 1.
Exemplo
Z 2 0 8x3+ 12x2− 2 dx = Z 2 0 8x3dx+ Z 2 0 12x2dx+ Z 2 0 (−2) dx = 8 Z 2 0 x3dx+ 12 Z 2 0 x2dx− 2 Z 2 0 1 dx = 8 x 4 4 2 0 + 12 x 3 3 2 0 − 2 [x|20 = 8 16 4 − 0 4 + 12 8 3 − 0 3 − 2 [2 − 0] = 32 + 32 − 4 = 60 .Exemplo
Z 2 0 8x3+ 12x2− 2 dx = Z 2 0 8x3dx+ Z 2 0 12x2dx+ Z 2 0 (−2) dx = 8 Z 2 0 x3dx+ 12 Z 2 0 x2dx− 2 Z 2 0 1 dx = 8 x 4 4 2 0 + 12 x 3 3 2 0 − 2 [x|20 = 8 16 4 − 0 4 + 12 8 3 − 0 3 − 2 [2 − 0] = 32 + 32 − 4 = 60 .Exemplo
Z 2 0 8x3+ 12x2− 2 dx = Z 2 0 8x3dx+ Z 2 0 12x2dx+ Z 2 0 (−2) dx = 8 Z 2 0 x3dx+ 12 Z 2 0 x2dx− 2 Z 2 0 1 dx = 8 x 4 4 2 0 + 12 x 3 3 2 0 − 2 [x|20 = 8 16 4 − 0 4 + 12 8 3 − 0 3 − 2 [2 − 0] = 32 + 32 − 4 = 60 .Exemplo
Z 2 0 8x3+ 12x2− 2 dx = Z 2 0 8x3dx+ Z 2 0 12x2dx+ Z 2 0 (−2) dx = 8 Z 2 0 x3dx+ 12 Z 2 0 x2dx− 2 Z 2 0 1 dx = 8 x 4 4 2 0 + 12 x 3 3 2 0 − 2 [x|20 = 8 16 4 − 0 4 + 12 8 3 − 0 3 − 2 [2 − 0] = 32 + 32 − 4 = 60 .Exemplo
Z 2 0 8x3+ 12x2− 2 dx = Z 2 0 8x3dx+ Z 2 0 12x2dx+ Z 2 0 (−2) dx = 8 Z 2 0 x3dx+ 12 Z 2 0 x2dx− 2 Z 2 0 1 dx = 8 x 4 4 2 0 + 12 x 3 3 2 0 − 2 [x|20 = 8 16 4 − 0 4 + 12 8 3 − 0 3 − 2 [2 − 0] = 32 + 32 − 4 = 60 .Teorema Fundamental do C ´alculo
Teorema Fundamental do C ´alculo. Seja f uma func¸ ˜ao
cont´ınua definida no intervalo fechado [a, b]. Se a func¸ ˜ao F ´e definida por:
F(x) = Z x
a
f(t) dt ,
ent ˜ao F0(x) = f (x)para todo x ∈ [a, b]. Uma func¸ ˜ao F com essa
propriedade ´e chamadaprimitivaouantiderivadade f . Se F for
uma primitiva de f , ent ˜ao:
Z b
a
f(x) dx = F(b) − F(a) .
Conferindo
Se houver d ´uvida de qual ´e a integral de alguma func¸ ˜ao, derive a primitiva tomada como a integral.
Por exemplo, como:
d(xk+1/(k + 1))
dx =
(k + 1)x(k+1)−1
k+ 1 = x
k,
isso confirma que xk+1/(k + 1) ´e a primitiva de xk.
Integrais M ´ultiplas
Considere uma func¸ ˜ao real f : R2→ R de duas vari ´aveis.
Logo, f leva o par (x, y) a um n ´umero real.
Podemos integrar f com relac¸ ˜ao a cada uma das suas vari ´aveis.
Neste caso, ´e necess ´ario resolverintegrais m ´ultiplas, onde integramos cada vari ´avel por vez, usando as regras acima.
Integrais M ´ultiplas
Exemplo. Suponha que a func¸ ˜ao densidade de probabilidade
conjunta da vari ´avel aleat ´oria bidimensional (X, Y) seja dada por:
f(x, y) = kx(x − y) 0 ≤ x ≤ 2 , 0 ≤ y ≤ 2
Encontre o valor k que garante que f (x, y) seja de fato uma func¸ ˜ao de densidade conjunta.
Para que f (x, y) seja de fato uma func¸ ˜ao de densidade de probabilidade conjunta, a integral de f (x, y) com relac¸ ˜ao `as duas vari ´aveis x e y para a regi ˜ao descrita deve ser igual a 1:
Z 2
0
Z 2
0
kx(x − y) dy dx = 1 .
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais
Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
Experimentos Aleat ´orios
Na natureza existem fen ˆomenos imprevis´ıveis, tamb ´em
chamadosaleat ´orios. Umexperimento aleat ´orioproduz um
resultado, dentre v ´arios resultados poss´ıveis. Mesmo que as condic¸ ˜oes iniciais de um experimento sejam replicadas, n ˜ao podemos afirmar qual resultado final ocorrer ´a.
Exemplos de experimentos aleat ´orios:
1 Lanc¸ar uma moeda. Resultados: Cara, Coroa.
2 Lanc¸ar um dado. Resultados: 1,2,3,4,5,6.
3 Retirar uma carta de um baralho.
4 Determinar a vida ´util de uma l ˆampada.
Espac¸o Amostral
Oespac¸o amostralde um experimento aleat ´orio ´e o conjunto de todas as ocorr ˆencias poss´ıveis associadas a esse
experimento. A convenc¸ ˜ao mais usada em estat´ıstica ´e
representar o espac¸o amostral por S ou pela letra grega ˆomega mai ´uscula, Ω. Vamos estabelecer essa definic¸ ˜ao abaixo.
Definic¸ ˜ao: Espac¸o Amostral. Oespac¸o amostralScont ´em todos os resultados de um experimento.
Exemplos: Lanc¸amento de uma moeda: S = {Cara, Coroa}.
Lanc¸amento de um dado: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. Lanc¸amento simult ˆaneo de duas moedas:
S= {(Cara, Cara); (Cara, Coroa); (Coroa, Cara); (Coroa, Coroa)}.
Eventos
Definic¸ ˜ao: Eventos. Um evento ´e qualquer subconjunto do
espac¸o amostral S.
Em particular, o evento ∅ ´e chamadoevento imposs´ıvel, S ´e
chamadoevento certo, e {s} ⊆ S ´e chamadoevento simples
(ouponto amostralouestado da natureza).
Umevento aleat ´orio pode consistir de apenas um ponto
amostral ou de um conjunto de pontos amostrais. Para espac¸os amostrais infinitos pode n ˜ao ser poss´ıvel que todo subconjunto do espac¸o amostral seja um evento. Por ´em, no caso de espac¸os amostrais finitos isso n ˜ao ´e um problema: todo subconjunto do espac¸o amostral pode ser visto como um
evento e ter umaprobabilidadeassociada a ele.
Exemplo de Eventos
Exemplo: Lanc¸ar um dado. Temos que S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
S ˜ao tamb ´em eventos aleat ´orios: A: sair face par (A = {2, 4, 6});
B: sair face menor que 4 (B = {1, 2, 3}); C: sair face negativa (C = ∅);
D: sair face maior que 5 (D = {6});
E: sair face maior que zero (E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} = S).
Eventos Mutualmente Excludentes
Quando dois eventos A e B forem disjuntos (A ∩ B = ∅) ent ˜ao eles n ˜ao podem ocorrer conjuntamente.
Neste caso, ´e comum dizer que os eventos A e B s ˜ao
mutualmente excludentes(ouincompat´ıveis).
Exemplo
No exemplo de lanc¸amento simult ˆaneo de duas moedas, a classe de eventos aleat ´orios associados ao espac¸o amostral
S= {(Cara, Cara); (Cara, Coroa); (Coroa, Cara); (Coroa, Coroa)}
´e: P(S) = ∅ {e1}; {e2}; {e3}; {e4} {e1, e2}; {e1, e3}; {e1, e4}; {e2, e3}; {e2, e4}; {e3, e4} {e1, e2, e3}; {e1, e2, e4}; {e1, e3, e4}; {e2, e3, e4} {e1, e2, e3, e4} ,
onde e1= (Cara, Cara), e2 = (Cara, Coroa), e3= (Coroa, Cara)e
e4= (Coroa, Coroa). Os eventos {e1, e2} e {e3, e4} s ˜ao mutualmente excludentes.
N ´umero de Eventos
Observe que o n ´umero total de eventos cresce de modo exponencial com o n ´umero de elementos em um dado espac¸o amostral.
Podemos mostrar que o n ´umero de eventos ´e 2#S, onde #S ´e a
quantidade de pontos amostrais em S, para S finito.
Probabilidades e Frequ ˆencia Relativa
Umaprobabilidadevincula n ´umeros aos eventos do espac¸o
amostral. Tais n ´umeros expressam asfrequ ˆencias relativasde
cada evento, ou seja, a proporc¸ ˜ao de vezes que se espera que o evento ocorra se o experimento for repetido um grande n ´umero de vezes.
Definic¸ ˜ao: Frequ ˆencia Relativa. Afrequ ˆencia relativafAndo evento A obtida em n repetic¸ ˜oes iguais do experimento E ´e
igual a nA/n, onde nA representa o n ´umero de vezes que o
evento A ocorreu nas n repetic¸ ˜oes.
Frequ ˆencia Relativa
A frequ ˆencia relativa fnA do evento A satisfaz as seguintes
propriedades:
1 0 ≤ fn
A ≤ 1;
2 fn
A = 1 se, e somente se, A ocorrer em todas as n
repetic¸ ˜oes e fn
A = 0 se, e somente se, A ocorrer em
nenhuma das n repetic¸ ˜oes;
3 Se A e B forem eventos mutualmente excludentes e fn
A∪B for a frequ ˆencia relativa associada ao evento A ∪ B, ent ˜ao fA∪Bn = fAn+ fBn.
Frequ ˆencia Relativa
A frequ ˆencia relativa de um evento depende do n ´umero n de repetic¸ ˜oes feitas do experimento.
A probabilidade de um evento A muitas vezes ´e vista como o n ´umero para o qual fn
A converge em um certo sentido
probabil´ıstico quando n vai para infinito.
Para os dois exemplos acima, ´e natural assumirmos que:
S= {Cara, Coroa}: p(∅) = 0, p(Cara) = p(Coroa) = 1/2 e
p(S) = 1.
S= {1, 2, 3, 4, 5, 6}: p(∅) = 0, p(Ai) = k/6, onde k ´e o
n ´umero de elementos no subconjunto Ai⊆ S.
Exemplos
Queremos que a func¸ ˜ao de probabilidade p : 2S → [0, 1]
satisfac¸a diversas propriedades que s ˜ao intuitivas em relac¸ ˜ao ao conceito de probabilidade, tais como:
1 p(∅) = 0, p(S) = 1,
2 p(Ac) = 1 − p(A).
3 p(A ∪ B) = p(A) + p(B), se A e B s ˜ao disjuntos,
entre outras.
Problema
Em geral, n ˜ao ´e poss´ıvel atribuir probabilidadesa todosos
eventos de um espac¸o amostral. Por exemplo, se S = [0, 1], ent ˜ao n ˜ao existe func¸ ˜ao de probabilidade que satisfac¸a as propriedades acima e seja definida para qualquer subconjunto de [0, 1].
Portanto, precisamos em alguns casos limitar o conjunto de subconjuntos de S, para que seja poss´ıvel garantir a exist ˆencia de uma func¸ ˜ao de probabilidade sobre esse conjunto de subconjuntos. Um evento para o qual existe uma probabilidade
definida ´e chamadoevento aleat ´orio. Para isso, usamos o
conceitoσ- ´algebra, definido a seguir.
σ- ´algebra
Definic¸ ˜ao: σ- ´algebra. Uma σ- ´algebra A de S ´e uma colec¸ ˜ao
de subconjuntos de S tal que satisfaz:
1 S∈ A;
2 Se A ∈ A, ent ˜ao Ac ∈ A;
3 Se os conjuntos A
1, A2, . . . pertencem a A, ent ˜ao ∪∞i=1Ai ∈ A.
Espac¸o Mensur ´avel
Suponha que S ´e um espac¸o amostral e A ´e uma σ- ´algebra de
S, ent ˜ao dizemos que o par (S, A) ´e umespac¸o mensur ´avel.
Isso quer dizer que ´e poss´ıvel garantir a exist ˆencia de uma
func¸ ˜ao de probabilidadedefinida para os subconjuntos de S
que pertenc¸am a σ- ´algebra A.
Func¸ ˜ao de Probabilidade
Definic¸ ˜ao: Func¸ ˜ao de Probabilidade. Seja (S, A) um espac¸o
mensur ´avel, dizemos que p : A → [0, 1] ´e umafunc¸ ˜ao de
probabilidade(ou umamedida de probabilidadeou
simplesmente umaprobabilidade) se satisfaz:
1 p(A) ≥ 0, para todo A ∈ A,
2 p(S) = 1,
3 Se os conjuntos A
1, A2, . . . em A s ˜ao dois-a-dois disjuntos, ent ˜ao: p ∞ [ i=1 Ai ! = ∞ X i=1 p(Ai) .
Propriedades
As tr ˆes propriedades acima (chamadasaxiomas de uma
probabilidade σ-aditiva) t ˆem como consequ ˆenciatodasas outras propriedades comuns a uma probabilidade, tais como:
1 p(∅) = 0;
2 p(Ac) = 1 − p(A) (ou p(A) + p(Ac) = 1);
3 0 ≤ p(A) ≤ 1;
4 Se A ⊆ B, ent ˜ao p(A) ≤ p(B);
5 p(S∞
i=1Ai) ≤
P∞ i=1p(Ai);
6 p(A ∪ B) = p(A) + p(B) − p(A ∩ B).
Espac¸o de Probabilidade
Suponha que S ´e um espac¸o amostral, A ´e uma σ- ´algebra de S, e p ´e uma probabilidade em A. O trio (S, A, p) ´e chamado
espac¸o de probabilidade.
Probabilidade Condicional
Vamos definir por p(A | B) a probabilidade de o evento A ocorrer,
dado que o evento B ocorreu.
Chamamos p(A | B) a probabilidade de A condicional em B, que pode ser vista como a probabilidade do evento A, calculada
para oespac¸o amostral reduzidoB.
A probabilidade condicional p(A | B) ´e interpretada como a proporc¸ ˜ao de eventos A que ocorrem entre os experimentos em que ocorre o evento B.
Probabilidade Condicional
Definic¸ ˜ao: Probabilidade Condicional. Seja (S, A, p) um
espac¸o de probabilidade. Se B ∈ A e p(B) > 0, ent ˜ao a
probabilidade condicional de A dado B,p(A | B), ´e definida como:
p(A | B) = p(A ∩ B)
p(B) ∀ A ∈ A .
Se p(B) = 0, podemos definir p(A | B) = p(A) (alguns autores definem p(A | B) = 0 quando p(B) = 0).
Probabilidade Condicional ´e uma Probabilidade
Desse modo, p(· | B) ´e uma probabilidade em A. Isso significa, por exemplo, que valem as seguintes propriedades:0 ≤ p(A | B) ≤ 1;
p(S | B) = 1, p(∅ | B) = 0; p(Ac| B) = 1 − p(A | B);
p(A1∪ A2| B) = p(A1| B) + p(A2| B), se A1 e A2 forem disjuntos;
etc.
Regra de Probabilidade Composta
Observe que a definic¸ ˜ao de probabilidade condicional implica que:
p(A ∩ B) = p(A | B) p(B) = p(B | A) p(A) ,
onde estamos supondo que p(A) e p(B) s ˜ao positivos. Esse resultado pode ser generalizado na seguinte regra.
Regra de Probabilidade Composta. Temos que:
p(A1∩A2∩· · ·∩An) = p(A1) p(A2| A1) p(A3| A1∩A2) . . . p(An| A1∩· · ·∩An−1) ,
onde A1, . . . , Ans ˜ao eventos aleat ´orios e n ≥ 2.
Exemplo
Exemplo: Suponha o experimento de tirar duas cartas de um
baralho, sem reposic¸ ˜ao. Qual ´e a probabilidade de tirar dois ases?
Usando a regra de probabilidade composta, temos que: p(dois ases) = p( ´As na 1a ext ∩ ´As na 2a ext)
= p( ´As na 1a ext) × p( ´As na 2a ext | ´As na 1a ext) = 4 52 × 3 51 = 1 221 ≈ 0,45%
Exemplo
Exemplo: Suponha o experimento de tirar duas cartas de um
baralho, sem reposic¸ ˜ao. Qual ´e a probabilidade de tirar dois ases?
Usando a regra de probabilidade composta, temos que:
p(dois ases) = p( ´As na 1a ext ∩ ´As na 2a ext)
= p( ´As na 1a ext) × p( ´As na 2a ext | ´As na 1a ext)
= 4 52 × 3 51 = 1 221 ≈ 0,45%
Teorema da Probabilidade Total
Teorema da Probabilidade Total. Suponha que A1, A2, . . . formam uma partic¸ ˜ao de S (i.e., os eventos aleat ´orios A1, A2, . . . s ˜ao dois a dois disjuntos, a uni ˜ao de todos eles ´e igual a S, e que p(Ai) > 0, para todo i). Ent ˜ao:
p(B) =X
i
p(Ai) p(B | Ai),
para todo evento aleat ´orio B.
F ´ormula de Bayes
O Teorema da Probabilidade Total implica af ´ormula de Bayes:
p(Ai| B) = Pp(Ai) p(B | Ai) kp(Ak) p(B | Ak)
,
onde estamos supondo que todos os elementos Ai da partic¸ ˜ao
possuem probabilidade positiva de ocorrerem.
Exemplo: F ´ormula de Bayes
Suponha que tr ˆes m ´aquinas, A, B e C, produzem
respectivamente 50%, 30% e 20% do n ´umero total de pec¸as de uma f ´abrica.
As porcentagens de pec¸as defeituosas na produc¸ ˜ao dessas m ´aquinas s ˜ao respectivamente 3%, 4% e 5%.
Uma pec¸a ´e selecionada ao acaso e constata-se ser ela defeituosa. Vamos determinar a probabilidade de a pec¸a ter sido produzida pela m ´aquina A, ou seja, queremos encontrar P(A | D), onde A denota o evento de a pec¸a ter sido produzido pela m ´aquina A, e D o evento pec¸a defeituosa.
Independ ˆencia
Alguns livros definem que os eventos A e B s ˜ao independentes se p(A | B) = p(A) e p(B | A) = p(B). Por ´em esta definic¸ ˜ao ´e menos geral do que a seguir, que vale para o caso em que p(A) = 0 ou p(B) = 0.
Definic¸ ˜ao: Independ ˆencia. Seja (S, A, p) um espac¸o de
probabilidade. Dizemos que os eventos aleat ´orios A e B s ˜ao
independentesse:
p(A ∩ B) = p(A) p(B) .
Independ ˆencia
Portanto, se os eventos A e B forem independentes segundo a definic¸ ˜ao acima, ent ˜ao p(A | B) = p(A) e p(B | A) = p(B).
Isso captura a ideia de que se A e B forem independentes, a ocorr ˆencia de um deles n ˜ao afeta a probabilidade de
ocorr ˆencia do outro:
conhecer A n ˜ao informa nada adicional sobre a probabilidade de ocorr ˆencia de B (p(B | A) = p(B)), e conhecer B n ˜ao informa nada adicional sobre a probabilidade de ocorr ˆencia de A (p(A | B) = p(A)).
Independ ˆencia
Exemplos:O evento “tirar 2” ao lanc¸ar o primeiro dado n ˜ao afeta o evento “tirar 5” ao lanc¸ar um segundo dado.
Se retiramos uma carta de um baralho e depois retiramos outra, ap ´os repor a primeira, os eventos “tirar uma carta de ouros na primeira retirada” e “tirar uma carta de ouros na segunda retirada” s ˜ao independentes. Por ´em, se n ˜ao repusermos a primeira carta retirada no baralho, os dois eventos n ˜ao ser ˜ao independentes.
Resultado: Se os conjuntos A e B forem independentes, ent ˜ao
Ae Bc(e Ac e B; e Ac e Bc) ser ˜ao independentes.
Dois Modos de Generalizar
Dizemos que os eventos aleat ´orios A1, A2, . . . , Ans ˜ao
estocasticamente(oumutualmente)independentesse: p(Ai1∩ Ai2 ∩ · · · ∩ Aim) = p(Ai1)p(Ai2) . . . p(Aim) ,
para todo 1 ≤ i1≤ i2≤ · · · ≤ im≤ n, para todo m = 2, 3, . . . , n.
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais
Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
Definic¸ ˜ao
Umavari ´avel aleat ´oria (v.a.) ´e um valor determinado por um experimento aleat ´orio. Logo, n ˜ao podemos definir o exato valor que uma vari ´avel aleat ´oria vai assumir, podemos apenas listar todos os valores poss´ıveis.
Definic¸ ˜ao: Vari ´avel Aleat ´oria. Considere o espac¸o de
probabilidade (S, A, p). A func¸ ˜ao X : S → R ´e umavari ´avel aleat ´oria(v.a.) se o conjunto {s ∈ S | X(s) ≤ x} pertencer a A, para todo x ∈ R.
Portanto, uma v.a. ´e apenas uma func¸ ˜ao real definida sobre o espac¸o amostral S.
Exemplos
Lanc¸ar um dado e observar o resultado. Ent ˜ao S= {1, 2, 3, 4, 5, 6, } e X : S → R ´e dada por X(s) = s.
Suponha lanc¸armos 10 moedas. Podemos definir a vari ´avel aleat ´oria X, o n ´umero de caras nos dez
lanc¸amentos. Ent ˜ao X : S → R pode assumir os valores 0, 1, 2, 3, . . . , 10.
Notac¸ ˜ao
Considere uma v.a. X e um conjunto T ⊂ R quaisquer. Vamos
denotar por X ∈ T aimagem inversade T por X (denotado
tamb ´em por X−1(T)), definido como:
X−1(T) = {s ∈ S | X(s) ∈ T} ,
ou seja, X−1(T) ´e o conjunto dos pontos amostrais s tais que a
imagem deles por X esteja em T (X(s) ∈ T). Dizemos que T ´e umevento associado `a v.a.X. ´E comum usar a notac¸ ˜ao
“X ∈ T” para denotar o conjunto X−1(T).
Distribuic¸ ˜ao de uma v.a.
Definic¸ ˜ao. Seja X uma vari ´avel aleat ´oria definida no espac¸o
de probabilidade (S, A, p). A func¸ ˜ao pX, definida sobre os subconjuntos de R, por:
pX(T) = p(X ∈ T) = p({s ∈ S | X(s) ∈ T}),
´e chamadadistribuic¸ ˜aode X.
Pode se mostrar que dada uma v.a. X qualquer, pX definida por
pX(B) = p(X ∈ B), em que B ´e qualquer subconjunto (boreliano)
da reta real, ent ˜ao pX ´e uma probabilidade sobre subconjuntos
de R.
V.A. Discreta
Dizemos que X ´e uma vari ´avel aleat ´oriadiscretase assumir
apenas um n ´umero cont ´avel de valores, ou seja, se assumir um valor finito de valores ou um valor infinito enumer ´avel de valores.
Afunc¸ ˜ao de probabilidade gerada por X discreta, denotada por pX(xi) = p({s ∈ S | X(s) = xi}), satisfaz:
a) 0 ≤ pX(xi) ≤ 1, para todo i,
b) P∞i=1pX(xi) = 1.
Probabilidade de T ∈ R
Neste caso, seja T um evento associado `a v.a. discreta X. Se {xi1, xi2, . . . } ∈ T, ent ˜ao: pX(T) = p {s ∈ S | X(s) = xij, j = 1, 2, . . . } = ∞ X j=1 pX(xij)
Func¸ ˜ao de Distribuic¸ ˜ao Acumulada
Definic¸ ˜ao. Se X ´e uma vari ´avel aleat ´oria, definimos afunc¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao acumulada(fda) F : R → [0, 1] de X como:
F(x) = p(X ≤ x) = p({s ∈ S | X(s) ≤ x}) .
A fda pode ser definida para v.a.s discretas e n ˜ao-discretas. Se a v.a. X for discreta, ent ˜ao:
F(x) = p(X ≤ x) =X
xi≤x
pX(xi) .
A fda de uma v.a. discreta ser ´a uma func¸ ˜ao em degraus, onde
ela ´e descont´ınua em cada ponto xi em que ´e atribu´ıdo uma
probabilidade positiva.
Propriedades de uma FDA
Toda func¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao acumulada F de uma v.a. X qualquer satisfaz as seguintes propriedades:
1 F(−∞) = 0 e F(∞) = 1,
2 F ´e n ˜ao-decrescente: se x ≤ y, ent ˜ao F(x) ≤ F(y),
3 F ´e cont´ınua `a direita: Se xn ↓ x, ent ˜ao F(xn) ↓ F(x).
V.A Absolutamente Cont´ınua
Definic¸ ˜ao: v.a. absolutamente cont´ınua. Dizemos que a v.a.
X ´eabsolutamente cont´ınua(ou simplesmentecont´ınua) se
existir uma func¸ ˜ao f : R → R+, chamadafunc¸ ˜ao densidade de
probabilidadede X (fdp), tal que: F(x) =
Z x
−∞
f(t) dt .
Propriedades de uma FDP
Logo, para toda v.a. cont´ınua com func¸ ˜ao de densidade f , temos que:
(a) f(x) ≥ 0, para todo x,
(b) R+∞
−∞ f(x) dx = 1, e
(c) p(a ≤ X ≤ b) =Rabf(x) dx, para todo a < b.
Poder´ıamos ter definido uma v.a cont´ınua dizendo que ela ´e cont´ınua se existir uma func¸ ˜ao real f tal que satisfac¸a as propriedades (a), (b) e (c) acima.
FDAs e FDPs
O Teorema Fundamental do C ´alculo implica que se a v.a. X for cont´ınua com func¸ ˜ao densidade de probabilidade f e func¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao acumulada F, ent ˜ao:
f(x) = dF(x)
dx .
J ´a se a v.a. X for discreta com valores poss´ıveis x1≤ x2≤ . . . , ent ˜ao:
pX(xj) = p(X = xj) = F(xj) − F(xj−1) .
Dois Casos
Temos dois casos mais usuais de vari ´aveis aleat ´orias e de distribuic¸ ˜oes associadas:
Se X ´e uma v.a. discreta, com valores em {x1, x2, . . . }, ent ˜ao: pX(T) = X i:xi∈T p(X = xi) = X i:xi∈T pX(xi) .
Se X ´e uma v.a. absolutamente cont´ınua, ent ˜ao:
pX(T) =
Z
T
f(x)dx .
Vetores Aleat ´orios
Vimos que umavari ´avel aleat ´oria (v.a.) ´e um valor determinado
por um experimento.
Pode ocorrer que se deseje observar para um determinado experimento diferentes valores.
Por exemplo, suponha que observamos as pessoas que atravessam uma rua durante um certo per´ıodo e observamos sua altura e seu peso.
Isso gera umvetor aleat ´orio bidimensional.
Vari ´avel Aleat ´oria Multidimensional
Definic¸ ˜ao. Dizemos que ovetor aleat ´orion-dimensional(ou
vari ´avel aleat ´orian-dimensional) (X1, X2, . . . , Xn) ´e composto pelas vari ´aveis aleat ´oriasXi : S → R, i = 1, 2, . . . , n.
Vamos analisar apenas o caso bidimensional (X, Y), em que X e Y formam um vetor aleat ´orio bidimensional e X : S → R e Y: S → R s ˜ao vari ´aveis aleat ´orias.
Todas as definic¸ ˜oes a seguir podem ser facilmente generalizadas para o caso de n vari ´aveis aleat ´orias.
Func¸ ˜ao de Distribuic¸ ˜ao Conjunta
Definic¸ ˜ao. Seja (X, Y) um vetor aleat ´orio bidimensional. A func¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao acumuladaFX,Y de (X, Y) ´e definida por:
FX,Y(x, y) = p(X ≤ x, Y ≤ y) ,
onde
p(X ≤ x, Y ≤ y) = p({X ≤ x} ∩ {Y ≤ y})
FX,Y(x, y) ´e tamb ´em chamadafunc¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao conjunta das v.a.s X e Y.
Vetor Aleat ´orio Discreto
Definic¸ ˜ao. Dizemos que (X, Y) ´e um vetor aleat ´oriodiscretose assumir apenas um n ´umero cont ´avel de valores, ou seja, se
(X, Y)assumir apenas um valor finito de valores ou um valor
infinito enumer ´avel de valores.
Vetor Aleat ´orio Cont´ınuo
Definic¸ ˜ao. Dizemos que (X, Y) ´e um vetor aleat ´orio
(absolutamente)cont´ınuose existir uma func¸ ˜ao fX,Y(x, y) ≥ 0 tal que: FX,Y(x, y) = Z y −∞ Z x −∞ fX,Y(s, t) ds dt , ∀ (x, y) ∈ R2.
A func¸ ˜ao f ´e chamadadensidadedo vetor aleat ´orio (X, Y) ou
densidade conjuntadas vari ´aveis aleat ´orias X e Y.
Distribuic¸ ˜ao Conjunta
Definic¸ ˜ao. A probabilidade definida para os conjuntos A em R2
por p ((X, Y) ∈ A) ´e chamadadistribuic¸ ˜ao conjuntade X e Y,
onde usaremos a notac¸ ˜ao pX,Y(A)para denotar a probabilidade
p((X, Y) ∈ A).
Independ ˆencia entre V.A.s
Definic¸ ˜ao. As vari ´aveis aleat ´orias X e Y s ˜ao(coletivamente) independentesse:
p(X ∈ A, Y ∈ B) = p(X ∈ A) × p(Y ∈ B) , para quaisquer A, B ∈ R.
Resultados
Se X, Y s ˜ao independentes, ent ˜ao:
FX,Y(x, y) = FX(x) × FY(y) , ∀ (x, y) ∈ R2
Se X, Y s ˜ao independentes e possuem densidades fX e fY,
ent ˜ao:
f(x, y) = fX(x) × fY(y) , ∀ (x, y) ∈ R2,
em que F denota a densidade conjunta de X e Y (ou seja, f = fX,Y).
Distribuic¸ ˜ao e Densidade Marginais
Se FX,Y(x, y)´e a func¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao conjunta de X e Y, ent ˜ao a func¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao de X ´e:
FX(x) = lim
y→+∞FX,Y(x, y) def
= F(x, +∞) ,
onde FX obtida desse modo ´e chamadafunc¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao marginalde X.
Se fX,Y(x, y)´e a densidade conjunta de X e Y, ent ˜ao a func¸ ˜ao de densidade de X ´e:
fX(x) = Z +∞
−∞
fX,Y(x, y) dy ,
onde fX obtida desse modo ´e chamadafunc¸ ˜ao de densidade marginalde X. De modo similar, se integrarmos fX,Y(x, y)com respeito `a vari ´avel x, obtemos a func¸ ˜ao de densidade marginal fY(y)de Y.
Os Dois Casos
O c ´alculo de probabilidades associadas a distribuic¸ ˜oes conjuntas (X, Y) depende de as v.a.s serem discretas ou cont´ınuas: Caso discreto: pX(xi) = p(X = xi) = ∞ X j=1 p(xi, yj) Caso cont´ınuo: p(a ≤ X ≤ b) = Z b a Z +∞ −∞ f(x, y) dy dx= Z b a fX(x) dx
Distribuic¸ ˜ao Condicional
Definic¸ ˜ao. Sejam X uma v.a. e A um evento com p(A) > 0. A distribuic¸ ˜ao condicional de X dado o evento A ´e definida por:
p(X ∈ B | A) = p({X ∈ B} ∩ A)
p(A) para (quase...) todo conjunto B ∈ R.
Afunc¸ ˜ao de distribuic¸ ˜ao condicional de X dado A ´e definida por: FX(x | A) = p(X ≤ x | A) =
p({X ≤ x} ∩ A)
p(A) , ∀ x ∈ R .
Distribuic¸ ˜ao Condicional entre V.A.s
Podemos definir a probabilidade condicionada em termos da v.a. Y. Suponha que (X, Y) ´e um vetor aleat ´orio discreto. Ent ˜ao:
pX|Y(xi| yj) = p(X = xi | Y = yj) =
p(X = xi, Y = yj) p(Y = yj)
Suponha agora que (X, Y) ´e um vetor aleat ´orio cont´ınuo com
fdp conjunta fX,Y e denote por fX e fY as distribuic¸ ˜oes marginais
de X e Y, respectivamente. Ent ˜ao:
A fdp de Xcondicionada a um dadoY = y ´e definida por:
fX|Y(x | y) = fX,Y(x, y)
fY(y) , onde fY(y) > 0 .
A fdp de Y condicionada a um dadoX = x ´e definida por:
fY|X(y | x) = fX,Y(x, y)
fX(x) , onde fX(x) > 0 .
Resultados
Seja (X, Y) um vetor aleat ´orio discreto. Ent ˜ao X e Y s ˜ao independentes se, e somente se, pX|Y(xi| yj) = pX(xi), para todo i e j (e, de modo, an ´alogo, se pY|X(yj | xi) = pY(yj), para todo i e j).
Seja (X, Y) um vetor aleat ´orio cont´ınuo. Ent ˜ao X e Y s ˜ao
independentes se, e somente se, fX|Y(x | y) = fX(x), para
todo (x, y) (ou, de modo an ´alogo, se fY|X(y | x) = fY(y), para todo (x, y)).
T ´opicos
1 Revis ˜ao Matem ´atica
Conjuntos Func¸ ˜oes
Derivac¸ ˜ao e Integrac¸ ˜ao
2 Revis ˜ao Estat´ıstica
Conceitos Iniciais Vari ´aveis Aleat ´orias
Esperanc¸a e Outros Momentos
3 Modelando Ativos com Risco
Introduc¸ ˜ao Exemplos
Princ´ıpio da Diversificac¸ ˜ao
Esperanc¸a
Aesperanc¸a(ouvalor esperadoouesperanc¸a matem ´aticaou
expect ˆancia) de uma v.a. X, que ser ´a denotada por EX, ´e uma medida do valor m ´edio de X.
Logo, a esperanc¸a de uma v.a. ´e umamedida de tend ˆencia
central.
A esperanc¸a de uma v.a. pode ser um valor que a pr ´opria v.a. n ˜ao assume. Al ´em disso, caso todos os resultados tenham a mesma probabilidade, ent ˜ao a esperanc¸a ser ´a igual `a m ´edia aritm ´etica.
Os Dois Casos
Se X for uma v.a. discreta, ent ˜ao a esperanc¸a de X pode ser calculada como: EX = +∞ X i=1 xipX(xi) .
J ´a se X for uma v.a. absolutamente cont´ınua, ent ˜ao a esperanc¸a de X pode ser calculada como:
EX =
Z ∞
−∞
x f(x) dx ,
onde usamos a integral de Riemann para o c ´alculo de EX.
Exemplo (continuac¸ ˜ao)
Suponha que a func¸ ˜ao densidade de probabilidade conjunta da vari ´avel aleat ´oria bidimensional (X, Y) seja dada por:
f(x, y) = 0,75 x(x − y) 0 ≤ x ≤ 2 , 0 ≤ y ≤ 2
Vamos determinar E(X).