MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLOGIA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS
CÂMPUS ANÁPOLIS
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
N´ıcolas Mateus Alves e Silva
Tarc´ısio Henrique Silva Leit ˜ao
Otimizac¸ ˜ao dos custos de estoques com aux´ılio de um
modelo de programac¸ ˜ao linear
An ´apolis-GO
2019
FICHA CATALOGRÁFICA
SILVA, Nícolas Mateus Alves e
S586o Otimização dos custos de estoques com auxílio de um modelo de programação linear. / Nícolas Mateus Alves e Silva, Tarcísio Henrique Silva Leitão – – Anápolis: IFG, 2019.
42 p. : il. color
Orientadora: Prof. Dra. Kátia Cilene Costa Fernandes
Trabalho de Conclusão do Curso de Tecnologia em Logística, Instituto Federal de Goiás, Campus Anápolis, 2019.
1. Gerenciamento de materiais e estoque. 2. Custos de estoques - otimização. 3. Pesquisa operacional. 4. Logística. I. FERNANDES, Kátia Cilene Costa orien.. II. LEITÃO, Tarcísio Henrique Silva aut.. III. Título.
CDD 658.78 Código 016.2019 Ficha catalográfica elaborada pelo Bibliotecário Matheus Rocha Piacenti CRB1/2992
Biblioteca Clarice Lispector, Campus Anápolis Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás
N´ıcolas Mateus Alves e Silva
Tarc´ısio Henrique Silva Leit ˜ao
Otimizac¸ ˜ao dos custos de estoques com aux´ılio de um
modelo de programac¸ ˜ao linear
Trabalho de Conclus˜ao de Curso apresentado ao Instituto Federal de Goi´as IFG -An´apolis-GO, como parte das exigˆencias do curso Superior de Tecnologia em Log´ıstica para obten¸c˜ao do t´ıtulo de Tecn´ologo em Log´ıstica.
Instituto Federal de Goi´as - Cˆampus An´apolis
Orientador: Profa. Dra. K´
atia Cilene Costa Fernandes
An´
apolis-GO
Lista de ilustrac¸ ˜oes
Figura 1 – Fases da constru¸c˜ao do modelo. . . 16
Figura 2 – Fluxograma da amostragem n˜ao probabil´ıstica. . . 32
Figura 3 – Resultados do modelo. . . 36
Lista de tabelas
RESUMO
O gerenciamento de materiais e estoque ´e um dos principais obst´aculos das organiza¸c˜oes empresariais. Uma gerˆencia ineficaz e um controle ineficiente podem acarretar v´arios custos `a organiza¸c˜ao. Neste trabalho ´e realizado um estudo de caso sobre os custos de estoque e de compra de uma microempresa da cidade de An´apolis-GO, especializada em conex˜oes, mangueiras hidr´aulicas e usinagem. Com essas informa¸c˜oes calcula-se o custo unit´ario de estoque de cada produto e a demanda esperada para cada produto para o pr´oximo mˆes. A partir da´ı ´e criado um modelo de programa¸c˜ao linear para minimizar o custo total de estoque, acompanhado de restri¸c˜oes que garantem o equil´ıbrio de fluxo da quantidade de cada produto a ser comprado, estocado e vendido, al´em disso, h´a a garantia de que a quantidade estocada de cada produto n˜ao seja nula. Atrav´es do solver Lingo 18.0, implementa e resolve esse modelo matem´atico, acompanhado de uma an´alise da solu¸c˜ao eficiente e das m´etricas envolvidas para a tomada de decis˜ao.
Sum ´ario
1 INTRODUC¸ ˜AO . . . . 9 1.1 Problema . . . 10 1.2 Hip ´otese . . . 10 2 OBJETIVOS . . . . 11 2.1 Objetivo Geral . . . 11 2.2 Objetivo Espec´ıfico . . . 11 3 REFERENCIAL TE ´ORICO . . . . 12 3.1 Pesquisa Operacional . . . 123.1.1 Modelos matem ´aticos na pesquisa operacional . . . 13
3.1.1.1 Vari ´aveis . . . 13
3.1.1.2 Tipo de modelo . . . 14
3.1.1.3 Modelo matem ´atico . . . 14
3.1.1.4 Programac¸ ˜ao linear . . . 15
3.1.2 Soluc¸ ˜ao do modelo . . . 17
3.1.3 Validac¸ ˜ao do modelo . . . 17
3.1.4 Avaliac¸ ˜ao final . . . 18
3.1.5 Caracter´ısticas no processo de tomada de decis ˜ao . . . 18
3.1.6 Enfoque gerencial . . . 20
3.2 Amostragem . . . 20
3.3 Estoques . . . 22
3.3.1 Mat ´eria prima . . . 23
3.3.2 Produtos em processo . . . 23
3.3.3 Produtos acabados . . . 24
3.3.4 Materiais auxiliares e de manutenc¸ ˜ao . . . 24
3.4 Custos de Estoques . . . 25
3.4.1 Custo de armazenagem . . . 25
3.4.2 Custo de pedido. . . 28
3.4.3 Custo de falta de estoque . . . 29
3.4.4 Custo total . . . 29
4 METODOLOGIA . . . . 31
4.1 Abordagem da pesquisa. . . 31
4.2 Tipo da pesquisa. . . 31
4.4 Procedimentos da pesquisa. . . 32
4.4.1 Coleta dos Dados . . . 33
5 FORMULAC¸ ˜AO DO PROBLEMA . . . . 34
6 RESULTADOS . . . . 36
CONSIDERAC¸ ˜OES FINAIS E TRABALHOS FUTUROS . . . . 39
REFER ˆENCIAS . . . . 41
9
1 INTRODUC
¸ ˜
AO
Dada a evolu¸c˜ao da civiliza¸c˜ao e da globaliza¸c˜ao, o mercado com seus anseios e/ou suas vontades a serem atingidas, manifesta-se um novo desafio `as organiza¸c˜oes: entregar o produto certo, ao menor custo e tempo poss´ıvel, para que os desejos e as necessidades de seus clientes sejam atingidos (FILHO, 2001).
Conforme mencionado por Andrade (2007) para resolver problemas reais com intuito de otimizar uma ou mais m´etricas dessas situa¸c˜oes com o aux´ılio da Pesquisa Operacional (PO), precisa-se representar matematicamente esses problemas, criando assim os modelos matem´aticos. Existem in´umeros problemas reais que precisam da utiliza¸c˜ao de um modelo matem´atico que os represente.
Por exemplo, como o problema real apresentado em S ´A et al. (2019), como segue. Uma empresa de produtos de artigos eletroeletrˆonicos, a qual atua na comercializa¸c˜ao desses artigos, vinha enfrentando um grande desafio de manter os custos dos produtos, dentro de uma margem que n˜ao influenciasse no pre¸co final das vendas, para seu consumidor final. Tendo como obst´aculo o transporte, a movimenta¸c˜ao e os custo com estoques. Para isso a empresa optou pela implementa¸c˜ao de um modelo matem´atico simplicado, o qual nesse caso possui o intuito de auxiliar na redu¸c˜ao de custos de estoques. A partir do momento que determinaram os objetivos, definiram as vari´aveis de decis˜ao e criaram as restri¸c˜oes, para a constru¸c˜ao do modelo.
Sodr´e (2007) ressalta que mesmo as situa¸c˜oes pr´aticas sendo em sua essˆencia diferentes, a abordagem em muita das vezes seguem a mesma filosofia. O modelo matem´atico ´
e a representa¸c˜ao de um sistema real, ou seja, significa dizer que um modelo apresenta-se sob a representa¸c˜ao de um sistema e a configura¸c˜ao de como acontece as modifica¸c˜oes do mesmo.
Para que isso ocorra, n˜ao podemos deixar de ter um olhar especial para a cadeia de estoque. ´E importante ressaltar que, por se tratar de um ponto estrat´egico de algumas organiza¸c˜oes, os estoques e armaz´ens necessitam de reparos constantes, e o custo com subsistˆencia pode alcan¸car at´e 40% de seu valor total por ano (BALLOU, 2006).
Mesmo que o custo para manter estoques e armaz´ens seja elevado, do ponto de vista de algumas organiza¸c˜oes, pode significar uma melhoria no ˆambito do n´ıvel de servi¸co ao cliente, pois o estoque propicia maior acessibilidade de produtos para o consumidor final. Al´em de promover redu¸c˜ao de custos, ainda que o custo com manuten¸c˜ao seja considerado alto, seu aproveitamento acarreta indiretamente na redu¸c˜ao de custos com outras atividades da cadeia de suprimentos, de maneira que compense os custos de manuten¸c˜ao como afirma Ballou (2006).
Cap´ıtulo 1. INTRODUC¸ ˜AO 10
surge a necessidade de se quebrar paradigmas. Assim, fazendo com que as organiza¸c˜oes saiam da zona de conforto e passem a dar foco a novos meios de atrair um novo leque de clientes. Dando aten¸c˜ao, tamb´em, a novas formas de se gerenciar a organiza¸c˜ao. Nesse sentido, podemos afirmar que ´e necess´ario que ocorra essas mudan¸cas que por um longo per´ıodo de tempo definiram os parˆametros de uma organiza¸c˜ao.
A partir dessa quebra de paradigmas que o gestor precisa lidar, surge a aten¸c˜ao aos estoques. Onde ´e necess´ario um investimento maior nas informa¸c˜oes recebidas sobre o estoque, com intuito de lidar com as circunstˆancias inesperadas e at´e mesmo inusitadas de cada estoque em particular. Fazendo com que os estoques saiam do comodismo e de sua simplicidade, e evoluam para informa¸c˜oes e tecnologia, para um melhor aproveitamento do mesmo (FILHO, 2001).
Na contemporaneidade, as organiza¸c˜oes enfrentam diversos gargalos. Um dos maiores desafios da atualidade ´e o de se manter competitivo, mesmo diante de situa¸c˜oes complexas e perante um ambiente de neg´ocios ocioso. Al´em disso, deve-se preocupar com as for¸cas do ambiente, que possivelmente provocam mudan¸cas, a uma exigˆencia da capacidade anal´ıtica das pessoas, da tecnologia da informa¸c˜ao, e outros (ANDRADE, 2007).
Em sua essˆencia a competi¸c˜ao promove a evolu¸c˜ao, por exemplo, a concorrˆencia produz um maior cat´alogo de produtos e/ou servi¸cos a serem oferecidos ao cliente, se por um lado as organiza¸c˜oes tˆem a necessidade de se manterem competitivas, as mesmas indiretamente promovem evolu¸c˜ao e melhorias em produtos e/ou servi¸cos, afirma Andrade (2007).
Andrade (2007) ainda ressalva que dentre os pilares da competi¸c˜ao anal´ıtica est´a o desenvolvimento da aptid˜ao anal´ıtica. Nesse caso para se construir neg´ocios com m´axima eficiˆencia e tornar o processo de tomada de decis˜ao mais ´agil, seguro e assertivo, faz-se necess´ario distinguir uma ou mais estrat´egias empresariais, baseando-se e utilizando-se de t´ecnicas estat´ısticas e de uso da modelagem matem´atica para dar amparo nessas estrat´egias.
1.1
Problema
´
E vi´avel criar um modelo de problema de programa¸c˜ao linear para potencializar o estoque? E, posteriormente, com base na solu¸c˜ao eficiente desse modelo ´e poss´ıvel fazer uma an´alise dos resultados que contribua para a tomada de decis˜ao?
1.2
Hip ´otese
O desenvolvimento de um modelo de programa¸c˜ao linear ´e viav´el, se a an´alise de seus dados contribuir de forma significativa para a tomada de decis˜ao sobre estoques.
11
2 OBJETIVOS
2.1
Objetivo Geral
Desenvolver e criar um modelo de programa¸c˜ao linear, com a finalidade de otimizar o custo total de estoque.
2.2
Objetivo Espec´ıfico
• Investigar os tipos de estoques e modelos de problemas de programa¸c˜ao linear. • Identificar os principais custos de estoques.
• Criar um modelo de programa¸c˜ao linear para otimizar o custo de estoque e resolvˆe-lo atrav´es do solver LINGO 18.0.
• Verificar se a an´alise dos resultados contribui para a tomada de decis˜oes sobre os estoques.
12
3 REFERENCIAL TE ´
ORICO
Este capitulo trata de toda a fundamenta¸c˜ao te´orica necess´aria para a constru¸c˜ao e aplica¸c˜ao desta pesquisa. Abordamos um trecho do contexto hist´orico da Pesquisa Operacional, desde o seu surgimento, at´e a contemporaneidade com suas principais aplicabilidades. O que nos levar´a as etapas da constru¸c˜ao do modelo.
Al´em disso, explicitaremos quais s˜ao as caracter´ısticas observ´aveis no processo de tomada de decis˜ao. E por fim explanaremos a importˆancia dos estoques e tipos de estoques existentes, al´em de salientarmos os principais custos de estoques para a organiza¸c˜ao.
3.1
Pesquisa Operacional
O primeiro vest´ıgio da Pesquisa Operacional (PO) foi encontrado em 1938, ainda com utiliza¸c˜ao limitada, apenas para o uso dos cientistas para an´alises militares. No in´ıcio da segunda guerra mundial, os militares viram a necessidade de alocar recursos escassos em opera¸c˜oes militares, de maneira eficiente. Ap´os o fim da segunda guerra, perceberam que a Pesquisa Operacional no aux´ılio de estrat´egias no transporte e no amparo a aloca¸c˜ao de recursos insuficientes na guerra foi um sucesso. Assim, ap´os esse sucesso passou a ser utilizada, tamb´em, em organiza¸c˜oes civis (MOREIRA, 2010).
Segundo Andrade (2007) desde o surgimento da Pesquisa Operacional, ela se caracterizou pela utiliza¸c˜ao de t´ecnicas e m´etodos cient´ıficos, no prop´osito de conceber a melhor utiliza¸c˜ao de recursos e ainda oferecer suporte na otimiza¸c˜ao das atividades de uma organiza¸c˜ao. A partir desse momento ela adquiriu um novo enfoque que seria sistˆemico, auxiliando ainda no processo de tomada de decis˜ao da organiza¸c˜ao.
Com o avan¸co tecnol´ogico dos computadores no s´eculo XX, houve um crescimento significativo na evolu¸c˜ao da Pesquisa Operacional. Devido sua velocidade de processar informa¸c˜oes e de armazenamento de dados. Atualmente o uso de modelos matem´aticos contribui muito no seu avan¸co, ao promover uma an´alise mais eficiente para a tomada de decis˜ao, o que leva a se desenvolver modelos que permitem maior participa¸c˜ao do indiv´ıduo para o desenvolvimento dos c´alculos (ANDRADE, 2007).
Nesse mesmo s´eculo, surgiu em in´umeros pa´ıses as sociedades profissionais, com o intuito de difundir o conhecimento e o crescimento do campo da Pesquisa Operacional. O pivˆo dessas sociedades foi o Clube de Pesquisa Operacional (Operational Reserch Club), inaugurado em Londres. Nos anos 1950 o clube publicou sua primeira revista Operational Research Quarterly, a qual ap´os quase trinta anos foi rebatizada passando a ser conhecida como Journal of the Operational Research Society. Segundo Moreira (2010) na contemporaneidade o clube possui aproximadamente 3 mil membros.
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 13
H´a outras revistas muito conhecidas e de grande importˆancia para a ´area, entre elas podemos destacar a INFORMS (The Institute for Operations Research and Management Sciences), a EURO (European Operational Research Society, e a IFORS (The International Federation of Operational Research Societies) (MARINS, 2011).
No Brasil, podemos destacar a Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional (SOBRAPO), a qual foi fundada ap´os o I Simp´osio de Pesquisa Operacional, apresentado pelo Instituto de Tecnologia de Aeron´autica (ITA), em 1968. A SOBRAPO foi idealizada em 1969 no Rio de Janeiro, com os mesmos prop´ositos das outras sociedades fundadas anteriormente, o de difundir o incentivo e a amplia¸c˜ao da Pesquisa Operacional. (MOREIRA, 2010).
A partir da evolu¸c˜ao e do hist´orico de PO, chegamos `a sua defini¸c˜ao, a qual ´e entendida como um “desenvolvimento de m´etodos cient´ıficos de sistemas complexos, com a finalidade de prever e comparar estrat´egias ou decis˜oes alternativa.” (ARENALES et al., 2007). Com o enfoque na tomada de decis˜oes pol´ıticas e determinar a¸c˜oes de forma cient´ıfica al´em de relacionar modelos matem´aticos.
3.1.1
Modelos matem ´aticos na pesquisa operacional
Diante de problemas n˜ao complexos em que o administrador (tomador de decis˜ao) n˜ao utiliza f´ormulas e algoritmos, diretamente em algum momento nesse processo de tomada de decis˜ao, o mesmo deve fazer uma aproxima¸c˜ao entre o que se pode ou n˜ao fazer em cada caso, fomenta Andrade (2007). Ainda ressalta que nesse caso podemos dizer que o tomador de decis˜ao em algum momento do processo fez uso de um modelo mental de todo o processo para saber as poss´ıveis consequˆencias, erros e acertos das in´umeras a¸c˜oes que poder˜ao ser tomadas.
Segundo Andrade (2007) ´e imprescind´ıvel destacar que a partir de certo momento os problemas tendem a se tornarem mais complexos, o que fica praticamente inconceb´ıvel estimar de forma correta as pressuposi¸c˜oes sobre uma decis˜ao sem calcular de forma correta as informa¸c˜oes dispon´ıveis com racionalidade e de maneira ordenada.
3.1.1.1 Vari ´aveis
Um pilar fundamental para que possamos compreender o tipo do problema, ´e detectar os elementos envolvidos para an´alise e conclus˜ao.
No caso de modelos matem´aticos os fatores envolvidos que contribuem para a an´alise do problema, chamamos de vari´aveis, fomenta Andrade (2007). Ainda salienta que as vari´aveis e um problema neste caso de decis˜ao, podem ser classificadas em: vari´aveis de decis˜ao, end´ogenas e ex´ogenas.
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 14
Conforme Andrade (2007) as vari´aveis definidas pelo analista de Pesquisa Operacional, como as que fornecem informa¸c˜ao para se chegar a uma decis˜ao, ´e denominada como vari´avel de decis˜ao. A vari´avel end´ogena ´e a vari´avel originada pelo pr´oprio modelo no momento do processo da solu¸c˜ao, e que ainda depende dos dados que foram oferecidos, hip´oteses, e at´e mesmo da estrutura do pr´oprio modelo. Enquanto que a vari´avel ex´ogena n˜ao ´e control´avel, ou seja, os fatores externos dados ao modelo, ideias levantadas e condi¸c˜oes impostas, devem ser observadas e respeitadas.
3.1.1.2 Tipo de modelo
Conforme mencionado por Lachtermacher (2009) s˜ao trˆes os tipos de modelos de programa¸c˜ao matem´atica: icˆonicos, an´alogos, e simb´olicos.
Os modelos icˆonicos s˜ao os modelos que tratam da representa¸c˜ao de imagens, em escala diferente do objeto real de estudo, por exemplo, os modelos de avi˜oes, navios, autom´oveis. J´a os an´alogos utilizam um conjunto de propriedades para representar outro conjunto de propriedades, por exemplo, os gr´aficos utilizam grandezas geom´etricas e posi¸c˜oes para representar muitas esp´ecies de vari´aveis e suas rela¸c˜oes.
Ele ainda salienta os modelos simb´olicos ou matem´aticos, estes por sua vez representam as vari´aveis e suas rela¸c˜oes atrav´es de letras, n´umeros e outros tipos de s´ımbolos; s˜ao modelos gerais e abstratos, normalmente se apresentam na forma de rela¸c˜oes matem´aticas, refletindo a estrutura daquilo que reproduzem.
3.1.1.3 Modelo matem ´atico
Segundo Lachtermacher (2009) em in´umeras regi˜oes do mundo, h´a ´a falta de algum produto e/ou mat´eria prima, gerado pela dificuldade de se produzir ou at´e mesmo a obten¸c˜ao do mesmo. Ainda afirma que esse gargalo requer que os recursos dispon´ıveis sejam utilizados da melhor forma poss´ıvel. Desse modo sempre que poss´ıvel busca-se maximizar ou minimizar a quantidade de algo, por exemplo, lucro, n´umero de produtos, custos, entre outros, e ´e comumente conhecido como otimiza¸c˜ao de recursos.
Na atualidade a esfera de aprendizado para a otimiza¸c˜ao de recursos ´e intitulada programa¸c˜ao matem´atica. A partir dela a descri¸c˜ao de uma fun¸c˜ao matem´atica dos meios (recursos) que s˜ao as vari´aveis de decis˜ao escassas, seria o agrupamento a ser maximizados ou minimizado, afirma Lachtermacher (2009).
As vari´aveis s˜ao dadas a partir das restri¸c˜oes do problema, estas por sua vez s˜ao explicitadas em forma de equa¸c˜oes e/ou inequa¸c˜oes matem´aticas. Lachtermacher (2009) fomenta que geralmente os problemas de programa¸c˜ao matem´atica consegue-se ser montado
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 15 da seguinte maneira: Otimizar: Z = f (x1, x2, · · · , xn) sujeito a: g1(x1, x2, · · · , xn) g2(x1, x2, · · · , xn) . . . gm(x1, x2, · · · , xn) ≤ = ≥ b1 b2 . . . bm Onde:
xi : representa as quantidades das vari´aveis utilizadas: ( j = 1, 2, · · · , m). bi : representa a quantidade dispon´ıvel de determinado recurso.
X : o vetor (x1, x2, · · · , xn).
f(x) : fun¸c˜ao objetivo.
gj(x) : fun¸c˜oes utilizadas nas restri¸c˜oes do problema: ( j = 1, 2, · · · , m).
3.1.1.4 Programac¸ ˜ao linear
A programa¸c˜ao linear ´e uma sub´area da programa¸c˜ao matem´atica, na qual as restri¸c˜oes dos problemas e as fun¸c˜oes-objetivo s˜ao apresentadas por fun¸c˜oes lineares. Assim temos que: Maximizar Z = c1x1+ c2x2+ cdots + cnxn sujeito a: a11x1+ a12x2+ · · · + a1nxn≤ b1 a21x1+ a22x2+ · · · + a2nxn≤ b2 . . . am1x1+ am2x2+ · · · + amnxn≤ bm x1, x2, · · · , xn≥ 0
A partir de ent˜ao pode-se dizer que um problema de programa¸c˜ao linear, ´e padr˜ao se obtivermos a maximiza¸c˜ao (ou minimiza¸c˜ao) da fun¸c˜ao-objetivo, e ainda se as restri¸c˜oes vierem do tipo menor ou igual (ou, maior ou igual/igual), ressalva-se ainda que as vari´aveis de decis˜ao deveram assumir valores n˜ao negativos, afirma Lachtermacher (2009).
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 16
Figura 1 – Fases da constru¸c˜ao do modelo.
Fonte: Andrade (2007)
A constru¸c˜ao de um modelo depende do tipo de problema que est´a sendo observado, e do meio em que se encontra. Andrade (2007) fomenta que a grosso modo um modelo de Pesquisa Operacional deve-se desenvolver, seguindo as fases explicitadas no fluxograma apresentado na Figura 1.
Mesmo diante do gargalo de se seguir a risca as regras estabelecidas apresentadas no fluxograma, ´e interessante fazer uma an´alise e/ou discuss˜ao sobre as mesmas, para at´e que elas sirvam de base para o procedimento a ser executado (ANDRADE, 2007).
Moreira (2010) afirma que para se definir o problema, ´e necess´ario perceber que h´a `a incidˆencia de um problema que precisa de uma solu¸c˜ao. Na observa¸c˜ao e elabora¸c˜ao do problema. O analista o qual est´a construindo o modelo deve atentar-se `a algumas quest˜oes que devem ser respondidas tais como: “Qual o setor da empresa que est´a sendo afetado pelo problema?”; “Quais os gargalos a poss´ıveis solu¸c˜oes?”; “Existe a incidˆencia de opera¸c˜oes atuais?” e “Quais os objetivos?”.
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 17
Segundo Andrade (2007) a defini¸c˜ao de problema atrav´es da Pesquisa Operacional, ressalta a incidˆencia de trˆes aspectos fundamentais para a formula¸c˜ao do problema, que devem ser levados em considera¸c˜ao: a apresenta¸c˜ao correta dos objetivos, a verifica¸c˜ao das possibilidades de tomada de decis˜ao incidentes e ter conhecimento das limita¸c˜oes, restri¸c˜oes e demanda do sistema. Ele ainda ressalta que a explana¸c˜ao dos objetivos ´e um dos exerc´ıcios mais importantes em todo o processo de elabora¸c˜ao do estudo, visto que ´e a partir dele que o modelo ser´a esbo¸cado.
O modelo prop´ıcio para a exibi¸c˜ao do sistema deve ser eleito sob a base da designa¸c˜ao do problema. ´E nesta fase que a capacidade de criar do analista deve estar aflorada, pois a sequˆencia de todo o processo consecutivo ´e resultado da apresenta¸c˜ao do modelo a ser representado, fomenta Andrade (2007).
Trata-se de um desenvolvimento de idas e vindas, cheias de acertos e fracassos, onde tudo que foi discutido e analisado verbalmente, ´e colocado sob a forma de termos matem´aticos (MOREIRA, 2010). Por estarmos falando de modelos matem´aticos existem suas peculiaridades que devem ser observadas e analisadas, por exemplo, as vari´aveis dos problemas que s˜ao expressas por equa¸c˜oes e/ou inequa¸c˜oes matem´aticas.
3.1.2
Soluc¸ ˜ao do modelo
No caminho para se chegar a uma solu¸c˜ao h´a `a necessidade de manipular o modelo. Ou seja, ´e imprescind´ıvel recordar a existˆencia de dois grupos de vari´aveis: as de influˆencia pessoal, de quem est´a resolvendo o problema, e as que o valor ´e estabelecido quando d´a a solu¸c˜ao, declara Moreira (2010). ´E nesta fase que pretende-se encontrar uma poss´ıvel solu¸c˜ao para o modelo constru´ıdo.
Por se tratar de um modelo matem´atico, muitas vezes envolvendo muitas vari´aveis e inequa¸c˜oes, se faz necess´ario a utiliza¸c˜ao de uma algoritmo e de ferramenta computacional, para a resolu¸c˜ao mais adequado, levando em considera¸c˜ao a agilidade de processamento e a exatid˜ao da resposta. Andrade (2007) comenta que nesse caso requer que o analista esteja apto em conhecimento de t´ecnicas, para a realiza¸c˜ao de an´alises no modelo. Nesse sentido a solu¸c˜ao obtida ´e referida como solu¸c˜ao ´otima, quando trata de um problema com um ´unico objetivo. Visto que trata-se de uma medida aproximada do sistema ou de seu objeto o qual deve-se ser alcan¸cado.
3.1.3
Validac¸ ˜ao do modelo
Esta fase ´e onde o analista de Pesquisa Operacional deve estar atento a fatores importantes, como por exemplo, se existe alguma vari´avel que foi deixada de lado, nesse caso se observado alguma vari´avel dispersa no momento da elabora¸c˜ao do modelo ´e preciso estimar o impacto que caso haja fatores deixados de lado podem exercer sobre a solu¸c˜ao
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 18
obtida pelo modelo matem´atico. Nesse caso providˆencias dever˜ao ser tomadas antes de se iniciar a implementa¸c˜ao do problema para a gera¸c˜ao da solu¸c˜ao (MOREIRA, 2010).
Andrade (2007) fomenta que o modelo s´o ´e v´alido, se em sua inexatid˜ao ao representar o sistema, o modelo for apto em oferecer uma antecipa¸c˜ao consider´avel da conduta do sistema, e um resultado que possa corroborar com a qualidade na tomada de decis˜ao. Ainda ressalva que o processo de valida¸c˜ao n˜ao ´e aplic´avel em sistemas inoperantes, ou seja, em projetos; pois a autenticidade do modelo ´e dada por meio da coincidˆencia entre as respostas obtidas e algum poss´ıvel comportamento que deve ser exposto do novo sistema.
3.1.4
Avaliac¸ ˜ao final
Esta etapa assegura a melhor adequa¸c˜ao das decis˜oes e as necessidades do sistema, e a melhor aceita¸c˜ao por todos os setores envolvidos. Neste momento deve-se levar em considera¸c˜ao a participa¸c˜ao dos envolvidos no estudo incluindo o tomador de decis˜ao, pois o modelo ´e apenas uma representa¸c˜ao simples, o qual n˜ao absorve todas as caracter´ısticas da realidade (ANDRADE, 2007).
Assim, deve-se lembrar da importˆancia que a avalia¸c˜ao dos resultados obtidos pelo modelo ´e uma etapa que merece toda `a aten¸c˜ao.
3.1.5
Caracter´ısticas no processo de tomada de decis ˜ao
O processo de tomada de decis˜ao consiste na percep¸c˜ao de um problema, o qual pretende san´a-lo. Por meio da identifica¸c˜ao do problema devemos dar in´ıcio ao processo de tomada de decis˜ao. Andrade (2007) relata alguns aspectos que s˜ao observados no desenvolvimento da tomada de decis˜ao como: a tomada de decis˜ao ´e um encadeamento, ´e um processo enigm´atico, provoca valores subjetivos, e se desenvolve em um ambiente institucional com regras pr´e-estabelecidas.
O processo de encadeamento ´e sequencial, ou seja, significa dizer que uma decis˜ao foi resultado de outra, mesmo que tenha sido ou se tem a impress˜ao que a mesma foi tomada por impulsividade. A tomada de decis˜ao ´e consequˆencia ´unica e exclusivamente de uma sequˆencia de fatos antecedentes, que por sua vez propiciaram a mesma.
Uma decis˜ao empoderada ´e resultado de outras decis˜oes, que abrangeram as caracter´ısticas do problema, e que requer muito tempo. Ressalta-se que em alguns casos ´e confuso distinguir o momento exato pela qual houve-se a tomada de decis˜ao, pois a mesma ´
e fruto de discuss˜oes, e ´e dada por meio de um consenso.
O processo enigm´atico ´e dado quando nem sempre a informa¸c˜ao que se recebe a respeito do problema ´e suficiente. Al´em disso, a tomada de decis˜ao depende do
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 19
relacionamento entre as pessoas, da comunica¸c˜ao e pelas informa¸c˜oes transmitidas, podendo ser divergente no aspecto dos interesses e objetivos dos contribuintes.
A correla¸c˜ao desses elementos e a sua importˆancia transforma-se com o passar do tempo e o desenvolvimento do processo. ´E claro que na organiza¸c˜ao o processo de tomada de decis˜ao pode variar, conforme o problema e o grau da decis˜ao a ser tomada.
O processo de se preparar melhores decis˜oes deve ser entendido com facilidade e de f´acil identifica¸c˜ao, o qual pode at´e ser repetido em outras ocasi˜oes, por´em o momento no qual o valor da ideia do executivo ´e alojado a decis˜ao, este por sua vez ´e pessoal, dado este que provoca valores subjetivos. ´E inexprim´ıvel o n´umero de palpites originados da observa¸c˜ao pessoal do analista (tomador de decis˜ao), que est´a compreendido no processo de tomada de decis˜ao.
´
E claro que n˜ao se pode descartar o valor desses acontecimentos na eficiˆencia da decis˜ao a ser tomada. Nesse caso tais fatores podem evidenciar um bom gestor e explicitar um mau gestor. J´a o processo em ambiente institucional, ´e dado quando a maioria das empresas possuem um arranjo organizacional pr´oprio o qual pode influenciar no processo decis´orio da organiza¸c˜ao. Desse modo a rela¸c˜ao das pessoas, a forma do fluxo de informa¸c˜oes, e at´e mesmo a hierarquia, podem ser fatores que afetam diretamente e estritamente a tomada de decis˜ao.
O que se espera ao criar um ambiente institucional ao aplicar t´ecnicas eficazes de gerˆencia ´e que a tomada de decis˜ao seja um fato de competi¸c˜ao extremamente crucial e um divisor de ´aguas nas organiza¸c˜oes no mercado o qual estejam atuantes.
Entender o que seria uma decis˜ao de alta performance n˜ao ´e um tarefa f´acil, e dificilmente se obt´em um consenso geral. A qualidade da decis˜ao est´a diretamente ligada aos aspectos que afeta a possibilidade de se ter uma conclus˜ao positiva. Muitas vezes a decis˜ao que parecia incoerente e at´e mesmo inadequada hoje, no futuro poder´a ser um sucesso, o que nesse caso resulta em aprecia¸c˜ao de todos, levando em considera¸c˜ao que a mesma n˜ao gerava tanto entusiasmo, afirma Andrade (2007).
Em suma a maioria das decis˜oes apresentam um padr˜ao observ´avel de racioc´ınio, o que possibilita identificar alguns aspectos de uma decis˜ao de qualidade segundo nossa cultura e a vis˜ao de mundo. Andrade (2007) ressalta ainda a incidˆencia de trˆes aspectos, que podemos observar a classifica¸c˜ao da qualidade da decis˜ao (gozo dos interesses envolvidos; encaixes necess´arios para atingir os objetivos tra¸cados; e integra¸c˜ao do curso da a¸c˜ao).
A partir dessas caracter´ısticas podemos dizer que a eleva¸c˜ao da qualidade no processo de tomada de decis˜ao, est´a correlacionada a inter-rela¸c˜ao da satisfa¸c˜ao, dos encaixes e da integra¸c˜ao, do envolvidos (ANDRADE, 2007).
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 20
3.1.6
Enfoque gerencial
Conforme Andrade (2007), a Pesquisa Operacional sob a vis˜ao gerencial, ´e vista por dois enfoques, se diferenciando `a sua abordagem e a sua aplica¸c˜ao no campo empresarial, o enfoque cl´assico e o enfoque atual.
O enfoque cl´assico tem como objetivo achar a solu¸c˜ao ´otima e ´e conhecido como o tradicional dado importˆancia cl´assica na ´area. Nesse contexto, a PO ´e vista sob um olhar art´ıstico, ou seja, ´e a arte de usar um conjunto de procedimentos da modelagem, e aplic´a-las a um problema para auxiliar a tomada de decis˜ao. Por meio da resolu¸c˜ao dos modelos matem´aticos obt´em-se uma solu¸c˜ao ´otima e atrav´es de uma de uma abordagem sistˆemica (ANDRADE, 2007). Assim, o enfoque cl´assico, se concentra nas t´ecnicas a serem executadas, e a m´etodos a serem estudados, em busca da solu¸c˜ao ´otima, sob a luz de um algoritmo eficiente.
O enfoque atual consiste na constru¸c˜ao do modelo para auxiliar a identificar o problema certo. Andrade (2007) afirma que a modelagem do problema pode levar a uma compreens˜ao mais a fundo do problema, podendo ainda propiciar uma melhor observa¸c˜ao dos elementos internos e suas intera¸c˜oes com o ambiente externo. Nesse sentido h´a um deslocamento dos m´etodos da solu¸c˜ao, para a caracteriza¸c˜ao do modelo, ou seja, o enfoque atual sai da abordagem sistˆemica e passa a focar no diagn´ostico do problema. Assim, o vigor matem´atico se esvai da solu¸c˜ao e o esp´ırito cr´ıtico e a empatia para analisar quais informa¸c˜oes s˜ao necess´arias e quais s˜ao somente para fornecer aux´ılio a tomada de decis˜ao ganham destaque, se complementando sem afetar os resultados (ANDRADE, 2007).
3.2
Amostragem
Segundo Mattar (1996) a amostragem ´e um m´etodo de estudo para deliberar uma amostra cujo objetivo, a ser analisado de amostra possui a tendˆencia a ser conceituado adequado para compor o meio a ser pesquisado. Ainda salienta que h´a dois m´etodos de amostragem, que podem ser executado atrav´es de amostragem, a amostragem probabil´ıstica e a amostragem n˜ao probabil´ıstica.
A amostragem probabil´ıstica ´e dada quando cada componente da popula¸c˜ao possui uma chance distinta de zero, de compor a amostragem, ou seja, a amostragem probabil´ıstica gera amostra probabil´ısticas.
Na amostragem n˜ao probabil´ıstica ´e dada quando a escolha dos componentes da popula¸c˜ao para fazer parte da amostra, este depende em parte da convic¸c˜ao e/ou julgamento de quem esta executando o estudo.
Conforme Schiffman e CONSUMIDOR (2000) tem-se diversas classes de amostras e planos de amostragem, que se diferenciam em cada fundamenta¸c˜ao. Ele afirma que a
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 21
amostra probabilistica consiste em trˆes amostras fundamentais: amostra simples, amostra estratificada e amostra de agrupamento.
Na amostra de agrupamentos a popula¸c˜ao ´e dividida por grupos mutualmente excludentes, e quem est´a executando a pesquisa sorteia uma amostra para ser entrevistada, nesse caso. A amostra simples ´e aquela em que cada elemento da popula¸c˜ao possui uma mesma chance de ser escolhido.
A amostragem aleat´oria estratificada ou amostra estratificada randˆomica ´e dada quando a popula¸c˜ao, esta por sua vez, ´e dividida em grupos respectivamente excludentes e amostras randˆomicas s˜ao sorteadas. Ou seja, essa amostragem consiste em dividir a popula¸c˜ao em subgrupos, denominada de estratos.
Os estratos s˜ao conjunto de elementos mais homogˆeneos do que a da popula¸c˜ao. Para acharmos o tamanho vi´avel da amostra para estimarmos m´edias e propor¸c˜oes de popula¸c˜oes finitas e infinitas existem f´ormulas espec´ıficas para cada situa¸c˜ao. A seguir apresentamos como calcular o tamanho de uma amostra de amostragem estratificada com base em Martins (2006), com intuito de estimar uma propor¸c˜ao de popula¸c˜ao finita.
n= ∑ Ni2pi(1−pi) wi N2D+ ∑ pi(1 − pi) (3.1) Sendo: wi=Ni N, D= d2 Z2, ni= wi.n (3.2)
d : erro amostral, expresso em decimais. Z : abscissa da distribui¸c˜ao normal padr˜ao.
pi : estimativa da verdadeira propor¸c˜ao do estrato i.
(Caso n˜ao haja estimativas pr´evias para pi, admita pi= 0, 50,
obtendo assim o maior tamanho de amostra poss´ıvel do estrato i, considerando constantes os valores de d e Z).
N : quantidade de elementos da popula¸c˜ao. n : quantidade de elementos da amostra.
ni : quantidade de elementos da amostra de cada estrato.
Schiffman e CONSUMIDOR (2000) ainda fomenta a incidˆencia na amostragem n˜ao probabil´ıstica de trˆes amostragens consideradas tamb´em fundamentais: a amostra por conveniˆencia, a amostra por julgamento e a amostra por quota.
A amostra por conveniˆencia ocorre quando o pesquisador utiliza os elementos mais acess´ıveis da popula¸c˜ao, para obter uma amostra. J´a a amostra por julgamento, ela ´e dada quando o pesquisador utiliza seu julgamento para coletar informa¸c˜oes a partir de
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 22
uma pr´e-sele¸c˜ao de que quais seriam boas fontes para a coleta. Ainda podemos destacar a amostra por quota que ´e dada quando quem est´a realizando a pesquisa, este por sua vez j´a define um n´umero especifico em cada uma das categorias a ser analisada.
3.3
Estoques
No estoque ´e de responsabilidade do gestor gerir em sua primordialidade os valores acess´ıveis pelo estoque, afim de suprir a demanda do processo produtivo. Por´em englobando n˜ao s´o almoxarifado de mat´eria prima, mas, tamb´em o de materiais auxiliares, intermedi´ario ou em processo de modifica¸c˜ao e produtos acabados. A terminologia sobre controle de estoque ´e definida com a priori de monitorar de forma efetiva as necessidades da organiza¸c˜ao de forma mais acess´ıvel financeiramente (POZO, 2010).
Desse modo, existem desafios no ˆambito de controle de estoque, dentre eles o principal, parte do pressuposto em determinar quais itens e quais quantidades de determinado mix de produto ´e necess´ario para atender a demanda de mercado. E, simultaneamente, manter organiza¸c˜ao est´avel economicamente em rela¸c˜ao ao capital de giro dispon´ıvel. Logo, a maior finalidade da administra¸c˜ao de materiais, parte da inten¸c˜ao de disponibilizar produto certo, na hora certa, no local certo, no pre¸co certo, ao menor custo poss´ıvel, afim de satisfazer as necessidades do cliente (POZO, 2010).
A gest˜ao de estoques tem sido a principal preocupa¸c˜ao que assombra grandes e pequenas organiza¸c˜oes, por se tratar de elementos de alta complexidade, sendo capaz de alcan¸car at´e quarenta porcento do seu valor total por ano, em manuten¸c˜ao. Existem v´arios procedimentos estrat´egicos aplic´aveis para gerir estoques. No entanto procuramos desenvolver o modelo de gest˜ao, de forma `a harmonizar a disponibilidade de produtos e servi¸cos, com a demanda do cliente, junto com os gastos para abastecimento e procurando reduzir os gastos inerentes ao estoque (BALLOU, 2006).
Mesmo que o custo para manter estoque seja elevado, do ponto de vista de algumas organiza¸c˜oes, pode significar uma melhoria no ˆambito de n´ıvel de servi¸co ao cliente, pois, o estoque propicia um maior diferencial competitivo para atender o consumidor final. Mesmo que haja um custo significativo para manuten¸c˜ao dos estoques, seu aproveitamento acarreta indiretamente na redu¸c˜ao de custos com outras atividades inseridas na cadeia de suprimentos, havendo dessa forma, uma compensa¸c˜ao em rela¸c˜ao ao custo de manuten¸c˜ao (BALLOU, 2006).
Cabe `a administra¸c˜ao de materiais reduzir o investimento em estoques de mat´eria prima, materiais auxiliares e produtos acabados. Visto que para manter estoque gera um alto custo, isso pode ser relativamente exorbitante conforme o custo dos itens que se tem em estoque. ´E complexo para uma empresa trabalhar sem estoque, pois, esse setor ´e o apoio ao processo de produ¸c˜ao e ao setor de vendas (DIAS, 2010).
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 23
Segue os principais tipos de estoques que uma empresa pode aderir: (mat´eria prima, produto em processo, produto acabado, pe¸ca em manuten¸c˜ao e material auxiliar)(DIAS, 2010).
3.3.1
Mat ´eria prima
No estoque de mat´eria prima encontra-se os materiais necess´arios para a fabrica¸c˜ao de produtos acabados, que ´e proporcional ao volume que se pretende produzir. Todo processo de produ¸c˜ao possui esse tipo de estoque. ´E importante ressaltar que esse estoque provˆe os materiais que estar˜ao vinculados ao produto final, por essa raz˜ao ´e preciso acompanhar as vari´aveis de cada produto a ser produzido, como: tempo de perecibilidade, tamanho, durabilidade, quantidade de subitens para fabrica¸c˜ao de uma unidade de qualquer outro (DIAS, 2010).
Esse tipo de estoque ´e mantido com intuito de fornecimento de insumos para linha de produ¸c˜ao. ´E usado tamb´em de forma estrat´egica, para armazenamento de insumos que possuem variabilidade e instabilidade de mercado por per´ıodos, logo esse estoque se torna um receio por parte do setor de finan¸cas. Apesar disso, quando ocorre a compra de insumos por quest˜oes de variabilidade ou instabilidade de mercado, esses insumos s˜ao atribu´ıdos ao setor log´ıstico da organiza¸c˜ao (BALLOU, 2006).
Deduz-se a partir da nomenclatura mat´eria prima que s˜ao, produtos iniciais dentro do processo produtivo que n˜ao apresentam inicialmente nenhum tipo de agrega¸c˜ao de valor. Ap´os `a agrega¸c˜ao de valor, o mesmo ser´a destinado ao estoque de produtos acabados ou produto intermedi´ario. Exemplo de mat´eria prima pode ser: A¸co bruto, l´atex, cacau, pl´astico, alum´ınio, cobre e at´e um componente comprado, que ir´a agregar valor no momento da unifica¸c˜ao de ambos (POZO, 2010).
3.3.2
Produtos em processo
Produtos em processo ´e o estoque onde permanecem todos os materiais que ser˜ao utilizados para altera¸c˜ao de caracter´ısticas de determinado produto. Em geral s˜ao compostos por produtos parcialmente finalizados, ou seja, produtos que se encontram em um per´ıodo intermedi´ario do processo de produ¸c˜ao do produto final. Ressalva-se que qualquer material e/ou produto que j´a sofreu de alguma forma processamento, e que ainda n˜ao est´a finalizado, este por sua vez ´e considerado um produto em processo (DIAS, 2010).
Classificado como estoque c´ıclico ou regular, este ´e respons´avel por atender a demanda de futuros fornecimentos cont´ınuos. O valor total desse estoque ´e subjugado ao volume advindos dos lotes de produ¸c˜ao, volumes relacionados a planejamento de produ¸c˜ao de lote econˆomico, processos referentes `a descontos em pre¸cos para compra ou produ¸c˜ao em lote, e custo de movimenta¸c˜ao (BALLOU, 2006).
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 24
WIP (Working In Process) ´e as provis˜oes que est˜ao em processo de agrega¸c˜ao de valor, no qual ainda ser˜ao transformados em produtos finais ou em determinado subitem necess´ario para finaliza¸c˜ao de certo item, sendo capaz de ser ou n˜ao restrito, o que ir´a determinar isso ser´a o fator influente desse produto em seu custo. Desse modo, o volume que esse almoxarifado ter´a em fun¸c˜ao da programa¸c˜ao do plano pr´e-produ¸c˜ao a partir da usabilidade da mat´eria prima (POZO, 2010).
3.3.3
Produtos acabados
Diferente dos produtos em processos, o estoque de produtos acabados ´e composto por produtos finalizados, ou seja, os itens que j´a foram finalizados, por´em ainda n˜ao foram vendidos. Algumas organiza¸c˜oes que apenas produzem por encomenda, mant´em o n´ıvel de estoques relativamente baixo, pois em suma, os itens produzidos j´a foram vendidos. Por outro ponto de vista, existem empresas que produzem para estocagem, nesse caso os produtos s˜ao feitos antes mesmos de serem vendidos, e acabam dependendo da previs˜ao de vendas (DIAS, 2010).
Ap´os todo processo de produ¸c˜ao, os produtos s˜ao encaminhados para essa tipifica¸c˜ao de estoque, devidamente embalado e pronto para ser expedido aos clientes. A quantidade de produtos finalizados ´e promovido atrav´es do fluxo da demanda dos clientes e do planejamento do estoque de mat´eria prima e de produtos em processo.
Logo, ´e percept´ıvel que, com o aumento na entrada de produtos no estoque de mat´eria prima e produtos em processo, o volume de produtos acabados tamb´em ir´a aumentar. O efetivo e eficaz controle deste estoque ´e de suma importˆancia, pois, quando h´a produto parado em estoque ele est´a gerando custos e aumentando o risco de obsolescˆencia (POZO, 2010).
3.3.4
Materiais auxiliares e de manutenc¸ ˜ao
O estoque de material auxiliar serve como v´alvula de escape, caso em algum momento da produ¸c˜ao ocorrer qualquer interrup¸c˜ao, dessa forma ser´a poss´ıvel recorrer a essa tipifica¸c˜ao de estoque para sanar o problema em quest˜ao tais como, poss´ıvel manuten¸c˜ao em m´aquinas utilizando pe¸cas sobressalentes armazenadas, pois, qualquer interrup¸c˜ao na linha de produ¸c˜ao gera um impacto significativo no lucro da organiza¸c˜ao (DIAS, 2010).
Esse tipo de estoque ´e composto por um mix de material que serve de apoio para que o processo de agregar valor ao produto final, ou seja, a transi¸c˜ao da mat´eria prima no processo produtivo. Por exemplo: ferramentas, papeis, lubrificantes, fitas, embalagens com destinado `a expedi¸c˜ao, ribbons, etiquetas para identifica¸c˜ao para transporte etc. S˜ao os materiais que auxiliam na transi¸c˜ao da mat´eria prima ao produto intermedi´ario ou final,
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 25
salientando que tais materiais n˜ao se unem ao produto em transi¸c˜ao em quest˜ao, mas ´e essencial para o processo (POZO, 2010).
3.4
Custos de Estoques
A Tabela 1 apresenta a tipifica¸c˜ao e o custo que atividade de armazenamento gera, classificadas em suas respectivas modalidades.
Tabela 1 – Custo gerado pela atividade de armazenagem em suas modalidades.
Custos gerados Agrupamento em modalidades
Juros, deprecia¸c˜ao, seguros Custo de capital
Sal´arios e encargos sociais Custo com pessoal
Alugu´eis, impostos, luz e conserva¸c˜ao Custo com edifica¸c˜oes Deteriora¸c˜ao, obsolescˆencia e equipamento Custo com manuten¸c˜ao
Fonte: Adapta¸c˜ao de (DIAS, 2010).
Existem duas circunstˆancias que aumentam esse custo: a quantidade de produtos e o per´ıodo de reten¸c˜ao desses mesmos produtos em estoque. A partir do aumento na quantidade desses produtos ser´a necess´ario maior n´umero funcion´arios e equipamentos para aux´ılio na movimenta¸c˜ao dos mesmos, com isso eventualmente o aumento desses custos ser˜ao evidentes. Em rela¸c˜ao a um estoque de menor volume a ocorrˆencia acontecer´a inversamente (DIAS, 2010).
As atividades de relacionadas a gest˜ao de estoque e de materiais se associam com `a administra¸c˜ao dos n´ıveis de estoque, utilizando o m´etodo anal´ıtico de forma coerente com pensamento estruturado, com objetivo de executar tarefas de modo que evite, desperd´ıcio, menos esfor¸co, menos retrabalho, menos reposi¸c˜oes, at´e chegar em um n´ıvel de forma¸c˜ao dos estoque com excelˆencia (POZO, 2010).
A seguir apresentamos quatro tipifica¸c˜ao de custos de estoque e suas express˜oes, parcelas que s˜ao relevantes `a este trabalho.
3.4.1
Custo de armazenagem
Conforme mencionado por Dias (2010) com a globaliza¸c˜ao as empresas tem se tornado cada vez mais competitivas em todos os segmentos. Desse modo, os gestores e administradores necessariamente precisam se adequar a esse n´ıvel de concorrˆencia, analisando assim quais poss´ıveis cen´arios que possa ocorrer, para que seja poss´ıvel agir de forma irredut´ıvel na redu¸c˜ao de custos.
Ele ainda afirma que, anteriormente, n˜ao se dava tanta importˆancia ao setor do almoxarifado e/ou dep´osito. Desse modo, uma consequˆencia era o aumento do custo
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 26
em rela¸c˜ao `a armazenagem. O setor de produ¸c˜ao e vendas eram considerados de maior prioridade. Assim, com o in´ıcio da competitividade, foi elucidando-se `a importˆancia da atividade da armazenagem e/ou estocagem.
Ele fomenta, que para calcular o custo de armazenagem, torna-se necess´aria a verifica¸c˜ao de duas hip´oteses:
1. “[...]o custo de armazenagem deve ser proporcional ao estoque m´edio[...]. Que por sua vez, [...]quando o volume de estoque ´e m´aximo o custo de armazenagem tamb´em deve ser m´aximo[...]”(DIAS, 2010).
2. “[...]O pre¸co unit´ario deve ser considerado contante no per´ıodo analisado. Se n˜ao for, deve ser tomado um valor m´edio[...] ”(DIAS, 2010).
Ou seja, o pre¸co de certo item precisa ser fixo dentro do per´ıodo analisado, se por ventura determinado item n˜ao tiver pre¸co fixo, deve-se calcular pre¸co m´edio do mesmo. O respectivo valor de encargo de armazenagem ´e logrado atrav´es do montante das diversas parcelas. Assim temos:
• Taxa de retorno de capital Ia= 100 · LC
V E (3.3)
Onde:
Ia : taxa de retorno de capital.
LC: lucro.
V E : valor de estoques.
• Taxa de armazenamento f´ısico Ib= 100 · S· A
C· P (3.4)
Onde:
Ib: taxa de armazenamento f´ısico. S : ´area ocupada pelo estoque.
A : custo anual por metros quadrados de armazenamento. C : consumo anual.
P : pre¸co unit´ario.
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 27
• Taxa de obsolescˆencia Ie= 100 ·PAOP
V E (3.5)
Onde:
Ie : taxa de obsolescˆencia.
PAOP: perdas anuais por obsolescˆencia. VE: valor do estoque.
• Outras taxas If = 100 ·DA
V E (3.6)
Onde:
If: ´e o valor que eu quero encontrar DA: despesas anuais.
VE: valor do estoque.
Conclui-se, ent˜ao, que a taxa de armazenamento ´e somat´orio de todos os resultados encontrados nos c´alculos anteriores:
I= Ia+ Ib+ Ic+ If (3.7)
Onde:
I: valor total da taxa.
Ia: valor taxa retorno de capital. Ib: valor taxa armazenamento f´ısico. Ic: valor taxa obsolescˆencia.
If: outras taxas.
Segundo Dias (2010) analisando a f´ormula do custo de armazenagem, deduzimos que este custo nada mais ´e que o somat´orio de:
Carm= ( Q 2) ·C · Ia) + ( Q 2) ·C · Ib) + ( Q 2) ·C · Ic) + ( Q 2) ·C · If) (3.8) Onde:
Carm: custo de armazenagem. Ia: taxa retorno de capital.
Ib: taxa de armazenamento f´ısico. Ic: taxa de Obsolescˆencia.
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 28
If: outras taxas.
Q: quantidade de material em estoque no tempo considerado.
Para as ind´ustrias de produ¸c˜ao, empresas que trabalham com produtos para revenda, o fator tempo tornou-se muito importante. Logo, ´e crucial que os materiais cheguem no prazo correto, afim de suprir as necessidades do estoque, com intuito de disponibilizar ao cliente o produto certo na hora certa.
A partir da inten¸c˜ao de trabalhar com estoque m´ınimo, ser´a necess´ario uma an´alise pr´evia sobre a eficiˆencia do modal utilizado para transporte, processo de pedido de compra e do almoxarifado, pois sem essa an´alise pode ocorrer o aumento sobre o custo log´ıstico total. Em contrapartida, se nenhum dos elos do processo se responsabilizar pelo estoque, o cliente final ter´a que assumi-lo, pagando um pre¸co acima da m´edia em virtude do aumento, para compensa¸c˜ao de custo de algum elo do processo, por exemplo, solicita¸c˜ao de pedido com urgˆencia, ocasionando aumento do frete, pequenos lotes de compra aumentando a frequˆencia de solicita¸c˜ao de pedido de compra (FARIA; COSTA, 2005).
3.4.2
Custo de pedido
Faremos de B uma inc´ognita que representar´a custo de um pedido de compra. Para mensurar o custo de cada pedido processado, deve-se efetuar a multiplica¸c˜ao do total de pedidos realizados no per´ıodo de um ano, pelo custo de cada pedido (DIAS, 2010).
Dias (2010) evidencia que N representa inc´ognita sobre o n´umero de pedidos realizados no per´ıodo de um ano, logo:
B· N = CT P (3.9)
Onde:
CTP: custo total anual de pedidos B: custo total de um pedido
N: n´umero total de pedidos no ano
Os custos inclusos no CT P ´e m˜ao-de-obra, material usado para solicita¸c˜ao do pedido (formul´arios, impressoras, telefones, envelopes) e custos indiretos tais como energia, telefone, internet, departamento de compra etc.).
Atrav´es do resultado CT P teremos o custo total anual dos pedidos. Desse modo, para mensurar custo de cada pedido ´e necess´ario dividir CT P pelo n´umero de pedidos processados no per´ıodo de um ano. Segue a f´ormula:
B=CT P
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 29
Onde:
B: custo unit´ario do pedido.
CTP: custo total anual dos pedidos. NAP: n´umero anual de pedidos.
Segundo (DIAS, 2010) ´e necess´ario que seja considerado um item de compra para cada pedido. Ocorrendo que a empresa realize seu pedido de compra com mais de um item, ´e necess´ario que seja feita uma m´edia de quantos itens ´e solicitado por cada pedido de compra.
O custo do departamento ´e fixo, `a vista disso, mesmo quando n˜ao h´a compras esse custo nunca ser´a zero. Refletindo sobre, e percept´ıvel que quanto maior ´e a lote de compra por cada item, menor ser´a custo do respectivo pedido (DIAS, 2010).
3.4.3
Custo de falta de estoque
Segundo (DIAS, 2010) algumas vari´aveis de custo n˜ao podem ser mensuradas com precis˜ao, contudo, acontecem imprevistos em rela¸c˜ao ao atraso de um pedido de compra realizado entre empresa e fornecedor. Desse modo, pode-se determinar o custo de ruptura identificando e mensurando quais ser˜ao as perdas com a devida ocorrˆencia, que podem ser: O n˜ao fornecimento de produtos, que propicia redu¸c˜ao nos lucros e cancelamento de pedidos, custos com aditivos para atender n´ıvel de servi¸co ao cliente tais como: atraso entrega, atraso de fornecedores, log´ıstica reversa de p´os-venda, multas de quebra de cl´ausula de contrato, preju´ızos com produtos danificados no elo de transporte. S˜ao a¸c˜oes que potencializam a ruptura na imagem da empresa, e em sua credibilidade quanto aos clientes e, como resultado a perda de clientes, que beneficiam a concorrˆencia (DIAS, 2010).
3.4.4
Custo total
Consideramos que o pre¸co de cada item ´e fixo, logo temos a f´ormula para calcular o custo total (DIAS, 2010).
CT = Camr·Ct p (3.11)
Onde:
CT: custo total.
Camr: custo total de armazenagem.
Cap´ıtulo 3. REFERENCIAL TE ´ORICO 30
Segundo Dias (2010) ´e disposto a descri¸c˜ao e a f´ormula para o c´alculo do custo total. CT = C Q· + P· Q 2 · I (3.12) Onde: CT: custo total.
C/Q: n´umero de pedidos solicitados no fornecedor. C: o consumo total anual.
P· Q/2: valor de estoque m´edio. P: o pre¸co unit´ario da pe¸ca.
Q/2: estoque m´edio em unidades de uma pe¸ca. Q: o n´umero de pe¸cas compradas por per´ıodo. P· Q/2 · I: custo total de armazenagem por ano. I: ´e a taxa de armazenamento anual.
Desse modo, pretende-se verificar se h´a possibilidade de criar um modelo de programa¸c˜ao linear para otimizar esse custo total. Afim de auxiliar o setor de compras na realiza¸c˜ao do pedido de compras.
31
4 METODOLOGIA
4.1
Abordagem da pesquisa
Este trabalho trata de uma pesquisa com abordagem quantitativa e qualitativa. Conforme Marconi et al. (2002), para melhor compreens˜ao dos resultados, `as an´alises ter˜ao aspectos dos m´etodos quantitativo e qualitativo, que caracteriza na coleta de dados em quantifica¸c˜ao tanto nas modalidades de informa¸c˜oes quanto no tratamento.
Assim, essa abordagem procura interpretar os aspectos mais profundos de maneira detalhada, distinguindo as diferencia¸c˜oes, as atitudes, as tendˆencias, os comportamentos e influˆencias. Com essas finalidades empregou-se as duas abordagens para melhor entendimento da proposta de melhorias e dos ganhos, na pesquisa.
4.2
Tipo da pesquisa
A investiga¸c˜ao da pesquisa tem aspecto descritivo e explorat´orio. De acordo com Gil (1987, p.131) a pesquisa descritiva “tem por objetivo b´asico descrever as caracter´ısticas de determinada popula¸c˜ao ou fenˆomeno e estabelecer poss´ıveis rela¸c˜oes entre vari´aveis”. Al´em disso, possui car´ater explorat´orio, pois o estudo de caso constitui na primeira etapa uma investiga¸c˜ao mais ampla do nosso objeto em estudo.
4.3
Campo de Estudo
O munic´ıpio de An´apolis-GO disp˜oe de um posicionamento geogr´afico estrat´egico. Encontra-se na regi˜ao mais desenvolvida do Centro-Oeste. Munic´ıpio este, que possui a maior aproxima¸c˜ao da Ferrovia Norte-Sul com a Ferrovia Centro Atlˆantica.
Al´em disso, An´apolis contar´a brevemente com um aeroporto de cargas, situado pr´oximo ao Porto Seco, no Distrito Agroindustrial de An´apolis (DAIA). Assim, o munic´ıpio tornar´a um dos principais entrepostos comerciais do pa´ıs, reunindo todas as condi¸c˜oes log´ısticas para o envio de encomendas em tempo recorde, para todo o territ´orio brasileiro.
O estudo de caso tem o intuito de otimizar o custo total do estoque de uma determinada empresa que aqui vamos chamar de Empresa E. Trata-se de uma empresa situada em An´apolis, no estado de Goi´as.
Essa empresa est´a em atividade desde 1988, atuando no segmento de conex˜oes, mangueiras hidr´aulicas e usinagem, fabricando conex˜oes e comercializando uma ampla linha de produtos de fabrica¸c˜ao pr´opria e n˜ao pr´oprias, para os diversos setores da atividade industrial, agroindustrial e automotiva. Conta, tamb´em, com pessoal t´ecnico para confec¸c˜ao e repare desses componentes.
Cap´ıtulo 4. METODOLOGIA 32
4.4
Procedimentos da pesquisa
Figura 2 – Fluxograma da amostragem n˜ao probabil´ıstica.
TIPOS i PRODUTO (i) TIPOS i PRODUTO (i)
1 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 1/4 66 MANG DE TEFLON 100R14-04 3,2MM(3000PSI) 2 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 5/16" 67 MANG DE TEFLON 100R14-05 6,6MM(3000PSI) 3 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 3/8" 68 MANG DE TEFLON 100R14-05 4,9MM(3000PSI) 4 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 1/2 69 MANG DE TEFLON 100R14-06 8,1MM(2500PSI) 5 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 5/8 70 MANG DE TEFLON 100R14-10 13,0MM(1500PSI) 6 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 3/4 71 MANG DE TEFLON 100R14-12 16,2MM(1200PSI) 7 MANG. AR/AGUA AIRPRESSOR 300PSI- 1" 72 MANG DE TEFLON 100R14-14 19,0MM(1150PSI) 8 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 1/4" 73 MANG DE TEFLON 100R14-18 25,4MM (750PSI) 9 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 5/16 74 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 4 (1500 PSI) 10 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 3/8" 75 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 5 (1300 PSI) 11 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 1/2 76 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 6 (1250 PSI) 12 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 5/8 77 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 8 (1125 PSI) 13 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 3/4 78 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG-10 (1000 PSI) 14 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 1" 79 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG-12 15 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-1/4" 80 MANG. INDL. P/ G.L.P. (300 PSI) 1/4 16 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-5/16" 81 MANG. INDL. P/ G.L.P. (350 PSI) 3/8 17 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-3/8" 82 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 3/16 18 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-1/2" 83 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 1/4 19 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI- 5/8" 84 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 5/16" 20 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI- 3/4" 85 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 3/8 21 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI- 1" 86 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 1/2" 22 MANG. TRANC CRISTAL-250 3/16 87 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 5/8" 23 MANG. TRANC CRISTAL-250 1/4 88 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 3/4" 24 MANG. TRANC CRISTAL-250 3/8"
25 MANG. TRANC CRISTAL-250 5/16" 26 MANG. TRANC CRISTAL-250 1/2 27 MANG. TRANC CRISTAL-250 5/8" 28 MANG. TRANC CRISTAL-250 3/4 29 MANG. TRANC CRISTAL-250 1" 30 MANG. TRANC CRISTAL-250 1.1/2 31 MANG. TRANC CRISTAL-250 1.1/4 32 MANG. TRANC CRISTAL-250 2 33 MANG. HIDR. 100R 1- 3 3/16 1TR(3000PSI) 34 MANG. HIDR. 100R 1- 4 1/4 1TR(2750 PSI) 35 MANG. HIDR. 100R 1- 5 5/16 1TR(2500PSI) 36 MANG. HIDR. 100R 1- 6 3/8 1TR (2250PSI) 37 MANG. HIDR. 100R 1- 8 1/2 1TR (2000PSI) 38 MANG. HIDR. 100R 1-10 5/8 1TR (1500PSI) 39 MANG. HIDR. 100R 1-12 3/4 1TR (1250PSI) 40 MANG. HIDR. 100R 1-16 1 1TR (1000 PSI) 41 MANG. HIDR. 100R 1-20 1.1/4 1TR(625PSI) 42 MANG. HIDR. 100R 1-24 1.1/2 1TR(725PSI) 43 MANG. HIDR. 100R 1-32 2 1TR (375 PSI) 44 MANG. HIDR. 100R 2- 4 1/4 2TR (5000PSI) 45 MANG. HIDR. 100R 2- 5 5/16 2TR(5000PSI) 46 MANG. HIDR. 100R 2- 6 3/8 2TR (4000PSI) 47 MANG. HIDR. 100R 2- 8 1/2 2TR (4000PSI) 48 MANG. HIDR. 100R 2-10 5/8 2TR (2750PSI) 49 MANG. HIDR. 100R 2-12 3/4 2TR (2250PSI) 50 MANG. HIDR. 100R 2-16 1 2TR (2000 PSI) 51 MANG. HIDR. 100R 2-20 1.1/4" 2TR(1625PSI 52 MANG. HIDR. 100R 2-24 1.1/22TR(1250PSI) 53 MANG. HIDR. 100R 2-32 2 2TR (1250 PSI) 54 MANG. HIDR. 100R12- 6 3/8 4TR (4000PSI) 55 MANG. HIDR. 100R12- 8 1/2 4TR (4000PSI) 56 MANG. HIDR. 100R12-10 5/8 4TR (5000PSI) 57 MANG. HIDR. 100R12-12 3/4 4TR (4000PSI) 58 MANG. HIDR. 100R12-16 1 4TR (4000 PSI) 59 MANG. HIDR. 100R12-20 1.1/4 4TR(3000PSI) 60 MANG. HIDR. 100R12-24 1.1/2 4TR(2500PSI 61 MANG. HIDR. 100R12-32 2" 4TR(2500PSI) 62 MANG. HIDR. 100R13-12 POWERSPIR BESTFLEX 63 MANG. HIDR. 100R13-16 POWERSPIR BESTFLEX 64 MANG. HIDR. 100R13-20 POWERSPIR BESTFLEX 65 MANG. HIDR. 100R13-24 1.1/2" (5000PSI)
VI VII VIII IX V IV I II III
Fonte: Autoria pr´opria.
Primeiramente foi feito uma pesquisa bibliogr´afica, ou seja, como descrito por Severino (2017), um estudo a partir de registros dispon´ıveis, decorrente de pesquisas
Cap´ıtulo 4. METODOLOGIA 33
anteriores, em documentos impressos ou digitais, como livros, artigos, monografias, disserta¸c˜oes, teses, revistas.
Um estudo de caso ser´a realizado. Esse estudo pode ser definido “como um tipo de pesquisa cujo objeto ´e uma unidade que se analisa profundamente, visa o exame detalhado de um ambiente, de um sujeito ou de uma situa¸c˜ao em particular.”(GODOY, 1995, p.25).
4.4.1
Coleta dos Dados
A partir do contato direto com local do estudo ser´a selecionado os indiv´ıduos respons´aveis pelo controle de estoque na empresa. Para a coleta de dados utilizamos amostragem n˜ao probabil´ıstica, por julgamento, com intuito de abranger uma amostra de objetos que comp˜oem parte da ´area de vendas dessa empresa.
Com o uso desse tipo de amostragem, trabalhou-se com nove tipos de mangueiras, totalizando uma amostra de oitenta e oito itens (ver Figura 2) . A escolha por esses produtos ocorreu por eles possu´ırem uma demanda alta comparada com os demais produtos dessa microempresa, consequentemente s˜ao produtos que n˜ao podem faltar no estoque.
Com base nesses dados da amostra construiu o modelo de programa¸c˜ao linear, de modo que a fun¸c˜ao objetivo ´e de minimizar o custo total do estoque desses produtos. Posteriormente, fez-se as an´alises dos resultados.
34
5 FORMULAC
¸ ˜
AO DO PROBLEMA
Na primeira etapa ocorreu a coleta de informa¸c˜oes sobre os custos de estoque desses produtos, al´em disso o custo de compra (Anexo 1). Ou seja, foi necess´aria uma coleta de dados na empresa a respeito das seguintes informa¸c˜oes: o custo unit´ario de compra de cada tipo de mangueira, os custos com o dep´osito onde est˜ao estocadas essas mangueiras, a quantidade m´axima para aloca¸c˜ao das mesmas, a quantidade mangueiras de cada tipo estocado (estoque inicial) e a demanda de cada tipo de mangueira durante o primeiro semestre de 2019 (Anexo 2).
Desse modo, foi estipulado junto ao s´ocio majorit´ario da empresa `a libera¸c˜ao para realizar a pesquisa e a coleta desses dados, com apoio do sistema integrado de automa¸c˜ao comercial (SIAC).
Para a elabora¸c˜ao desse problema, com base nas informa¸c˜oes citadas acima foi capaz de calcular o custo total de armazenagem, o custo unit´ario de estoque de cada tipo de mangueira, e por fim a demanda do produto em quest˜ao para o pr´oximo mˆes.
O custo total de armazenagem foi encontrado por meio das somas de todos os itens entendidos como despesa pela organiza¸c˜ao para se manter os produtos no seu estoque. A demanda (Di), para o pr´oximo mˆes, ´e calculada como a soma da demanda inesperada e a
demanda esperada. Devido os produtos n˜ao possu´ırem sazonalidade, foi considerado que a demanda esperada para o pr´oximo mˆes seria a demanda m´edia. A demanda m´edia foi obtida atrav´es do c´alculo da m´edia aritm´etica das demandas mensais do primeiro semestre de 2019.
Ap´os esse processo, criamos o modelo do problema de programa¸c˜ao linear para minimizar o custo total de estoque e de compra dos tipos de mangueiras para uma estimativa para o pr´oximo mˆes, baseando-se na metodologia apresentada em Garcia et al. (2015). A seguir ´e apresentado o modelo de programa¸c˜ao linear que minimiza esse custo.
Minimizar Custo = 88
∑
i=1 (CPi.Xi+CEi.(Yi+ Ei)) (5.1) sujeito a: Xi+ Ei= Di+Yi, ∀i = 1, 2, ..., 88 (5.2) Yi≥ α.Di, ∀i = 1, 2, ..., 88 (5.3) Xi≥ 0, ∀i = 1, 2, ..., 88 (5.4) Yi≥ 0, ∀i = 1, 2, ..., 88 (5.5) Onde:Cap´ıtulo 5. FORMULAC¸ ˜AO DO PROBLEMA 35
CPi: Custo unit´ario do produto i.
CEi: Custo unit´ario de estoque do produto i.
Di: a demanda da mangueira do tipo i para o pr´oximo mˆes.
Ei: a quantidade de mangueira do tipo i que tem no estoque (estoque inicial). α: parˆametro que varia de 0 a 1.
As vari´aveis de decis˜ao s˜ao Xi, quantidade de mangueira do tipo i a ser comprada
para o pr´oximo mˆes, e Yi, quantidade de mangueira do tipo i a ser estocada para o pr´oximo
mˆes.
Enquanto que a fun¸c˜ao objetivo (5.1) minimiza o custo total que ´e o custo de compra somado com o custo de estoque de todos os tipos de mangueiras. A restri¸c˜oes (5.2) garantem o balan¸co de fluxo da quantidade de mangueira a ser comprada, estocada e vendida. Ou seja, a quantidade de mangueiras do tipo i a ser adquirida somadas a quantidade de estoque inicial de mangueira do tipo i tem que ser igual a demanda da mangueira do tipo i que queremos atender somada com a quantidade a ser estocada desse tipo de mangueira para o pr´oximo mˆes.
J´a, as restri¸c˜oes (5.3) garantem que o estoque de todos os tipos de mangueira n˜ao fique vazio, ou seja, mant´em um estoque de seguran¸ca. Adotou-se que esse estoque de seguran¸ca seja 5%, 10% e 15% da demanda de cada tipo de mangueira (i.e, α = 0, 05, α = 0, 10 e α = 0, 15), mas esse valor pode ser alterado, dependendo do interesse do gestor da empresa. E as restri¸c˜oes (5.4) e (5.5) s˜ao as restri¸c˜oes de n˜ao-negatividade do modelo.
Posteriormente, resolveu-se o modelo por meio do solver Lingo 18.0, determinando a solu¸c˜ao ´otima do problema.
36
6 RESULTADOS
Com base nos resultados do modelo apresentado na se¸c˜ao anterior criou-se o quadro contendo a solu¸c˜ao ´otima. Nele est˜ao dispostos essas solu¸c˜oes considerando trˆes valores para o α (5%, 10% e 15%), como mostra a Figura 3.
Figura 3 – Resultados do modelo.
i TIPO DE MANGUEIRA X (i) Metros 15% X (i) Metros 10% X (i) Metros 5% Di (Metros) Ei (Metros)
1 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 1/4 93,34 89,28 85,225 81,17 0
2 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 5/16" 0 0 0 108,73 545,9
3 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 3/8" 0 0 0 121,79 362,6
4 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 1/2 0 0 0 14,03 116,85
5 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 5/8 0 0 0 0,04 71,9
6 MANG. AIRPRESSOR 300PSI-20BAR 3/4 0 0 0 23,53 152,97
7 MANG. AR/AGUA AIRPRESSOR 300PSI- 1" 0 0 0 44,57 148
8 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 1/4" 0 0 0 1,96 13,55
9 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 5/16" 0 0 0 2,01 87,29
10 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 3/8" 0 0 0 7 56,64
11 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 1/2" 0 0 0 6,45 25,4
12 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 5/8 0 0 0 4,81 23,76
13 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 3/4 0 0 0 6,75 38,25
14 MANG. AIRMASTER 300PSI-20BAR 1" 0 0 0 1 16,76
15 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-1/4" 50,42 45,73 41,04 93,8 57,45
16 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-5/16" 0 0 0 75 186
17 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-3/8" 511,9 489,6467 467,39 445,13 0
18 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI-1/2" 0 0 0 30,66 138,87
19 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI- 5/8" 13,89 13,288 12,684 12,08 0
20 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI- 3/4" 0 0 0 30,92 97,05
21 MANG. AR/AGUA BARIFLEX 300PSI- 1" 0 0 0 40,24 85,35
22 MANG. TRANC CRISTAL-250 3/16 0,17 0,165 0,1575 0,15 0
23 MANG. TRANC CRISTAL-250 ¼ 0 0 0 24,92 259
24 MANG. TRANC CRISTAL-250 3/8" 0 0 0 8,33 234,23
25 MANG. TRANC CRISTAL-250 5/16" 0 0 0 0 337,21
26 MANG. TRANC CRISTAL-250 ½ 0 0 0 49,54 234,88
27 MANG. TRANC CRISTAL-250 5/8" 0 0 0 16,13 128,35
28 MANG. TRANC CRISTAL-250 ¾ 0 0 0 130,21 189,35
29 MANG. TRANC CRISTAL-250 1" 22,79 17,36387 111,93278 108,62 102,12
30 MANG. TRANC CRISTAL-250 1.1/2 0 0 0 18 73
31 MANG. TRANC CRISTAL-250 1.1/4 0 0 0 33,33 61,5
32 MANG. TRANC CRISTAL-250 2 0 0 0 1,67 15,3
33 MANG. HIDR. 100R 1- 3 3/16 1TR(3000PSI) 0 0 0 4,21 65,29
34 MANG. HIDR. 100R 1- 4 1/4 1TR(2750 PSI) 0 0 0 54,15 171,16
35 MANG. HIDR. 100R 1- 5 5/16 1TR(2500PSI) 0 0 0 1,88 2,25
36 MANG. HIDR. 100R 1- 6 3/8 1TR (2250PSI) 29,66 25,543 21,4215 82,43 65,13
37 MANG. HIDR. 100R 1- 8 1/2 1TR (2000PSI) 0 0 0 0 72,58
38 MANG. HIDR. 100R 1-10 5/8 1TR (1500PSI) 0 0 0 1,86 16,39
39 MANG. HIDR. 100R 1-12 3/4 1TR (1250PSI) 0 0 0 3,04 32,63
40 MANG. HIDR. 100R 1-16 1 1TR (1000 PSI) 0 0 0 3,82 26,6
41 MANG. HIDR. 100R 1-20 1.1/4 1TR(625PSI) 0,03 0 0 0,7 0,77
42 MANG. HIDR. 100R 1-24 1.1/2 1TR(725PSI) 0 0 0 0,85 32,82
43 MANG. HIDR. 100R 1-32 2 1TR (375 PSI) 0 0 0 0 6,1
44 MANG. HIDR. 100R 2- 4 1/4 2TR (5000PSI) 0 0 0 0 160,38
45 MANG. HIDR. 100R 2- 5 5/16 2TR(5000PSI) 19,33 18,08834 16,8425 24,92 9,32
46 MANG. HIDR. 100R 2- 6 3/8 2TR (4000PSI) 0 0 0 8,33 136,76
47 MANG. HIDR. 100R 2- 8 1/2 2TR (4000PSI) 0 0 0 0 267,14
48 MANG. HIDR. 100R 2-10 5/8 2TR (2750PSI) 15,55 13,07034 10,5935 49,54 41,42
49 MANG. HIDR. 100R 2-12 3/4 2TR (2250PSI) 0 0 0 16,13 38,91
50 MANG. HIDR. 100R 2-16 1 2TR (2000 PSI) 85,24 78,72913 72,21872 130,21 64,5 51 MANG. HIDR. 100R 2-20 1.1/4" 2TR(1625PSI 114,08 108,6439 103,2128 108,62 10,84
52 MANG. HIDR. 100R 2-24 1.1/22TR(1250PSI) 16,8 15,9 15 18 3,9
53 MANG. HIDR. 100R 2-32 2 2TR (1250 PSI) 34,33 32,66666 31 33,33 4
54 MANG. HIDR. 100R12- 6 3/8 4TR (4000PSI) 0 0 0 1,67 52,59
55 MANG. HIDR. 100R12- 8 1/2 4TR (4000PSI) 94,99 90,85634 86,7265 82,6 0
56 MANG. HIDR. 100R12-10 5/8 4TR (5000PSI) 122,47 117,0375 111,6012 108,73 2,56 57 MANG. HIDR. 100R12-12 3/4 4TR (4000PSI) 128,18 122,0871 115,9977 121,79 11,88 58 MANG. HIDR. 100R12-16 1 4TR (4000 PSI) 9,06 8,356663 7,654996 14,03 7,08
59 MANG. HIDR. 100R12-20 1.1/4 4TR(3000PSI) 0,04 0,403337 0,385 0,04 0
60 MANG. HIDR. 100R12-24 1.1/2 4TR(2500PSI 29,13 27,863 26,5965 25,33 0
61 MANG. HIDR. 100R12-32 2" 4TR(2500PSI) 54,93 52,54334 50,155 47,77 0 62 MANG. HIDR. 100R13-12 POWERSPIR BESTFLEX 110,38 105,578 100,779 95,98 0 63 MANG. HIDR. 100R13-16 POWERSPIR BESTFLEX 104,18 99,649 95,1195 90,59 0 64 MANG. HIDR. 100R13-20 POWERSPIR BESTFLEX 93,65 89,05166 84,4575 91,88 12,02 65 MANG. HIDR. 100R13-24 1.1/2" (5000PSI) 27,6 26,0705 2453775 30,66 7,65 66 MANG DE TEFLON 100R14-04 3,2MM(3000PSI) 0,13 0,1283337 0,1225004 0,12 0
67 MANG DE TEFLON 100R14-05 6,6MM(3000PSI) 0 0 0 1,79 88,09
68 MANG DE TEFLON 100R14-05 4,9MM(3000PSI) 0 0 0 0 20
69 MANG DE TEFLON 100R14-06 8,1MM(2500PSI) 0,06 0,516663 0,4249965 0,18 0,15 70 MANG DE TEFLON 100R14-10 13,0MM(1500PSI) 34,62 33,11184 31,60675 30,1 0
71 MANG DE TEFLON 100R14-12 16,2MM(1200PSI) 0 0 0 15,2 24,63
72 MANG DE TEFLON 100R14-14 19,0MM(1150PSI) 5,29 5,061834 4,83175 4,6 0
73 MANG DE TEFLON 100R14-18 25,4MM (750PSI) 0 0 0 0 1,5
74 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 4 0 0 0 7,57 25,4
75 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 5 0 0 0 1,69 22,95
76 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 6 0 0 0 11,31 28,34
77 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG- 8 14,32 13,69684 13,07425 12,45 0
78 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG-10 0 0 0 0,17 2,04
79 MANG P/OLEO EM BX PRES MTG-12 0 0 0 1 2,55
80 MANG. INDL. P/ G.L.P. (300 PSI) 1/4" 0 0 0 9,69 78,6
81 MANG. INDL. P/ G.L.P. (350 PSI) 3/8" 0 0 0 85,8 332,73
82 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 3/16" 0 0 0 1,81 62,15
83 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 1/4" 6,89 5,809163 4,728746 21,61 17,96
84 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 5/16" 0 0 0 47,29 223,25
85 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 3/8" 0 0 0 36,65 148,06
86 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 1/2" 76,98 73,58966 70,2015 67,76 0,95
87 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 5/8" 0 0 0 12,57 29
88 MANG MULTIUSO OLEO/COMBUST300PSI 3/4" 0 0 0 12,78 37,85