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Radiol Bras vol.35 número6

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Academic year: 2018

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Radiol Bras 2002;35(6):356 Avaliação por ressonância magnética das

estruturas musculoligamentares do assoa-lho pélvico e da presença de cistocele em mulheres com e sem incontinência urinária de esforço.

Autor: Maria Rita Lima Bezerra.

Orientador: Jacob Szejnfeld. Co-orientador: Homero Bruschini.

Tese de Doutorado. Unifesp-EPM, 2002.

Objetivo: Demonstrar o valor da ressonân-cia magnética (RM) na avaliação das estrutu-ras musculoligamentares e dos prolapsos pél-vicos em mulheres sem e com incontinência urinária de esforço.

Métodos: Realizou-se estudo prospectivo em 25 pacientes com incontinência urinária de esforço e em 22 assintomáticas, com idade de 20–80 anos (média de idade: 50 anos). Os exa-mes de RM de pelve em aparelho de 1,5 T fo-ram realizados em seqüências turbo spin-eco, ponderadas em T1 e T2, nos planos axial e sa-gital. Os exames foram analisados por dois ob-servadores independentes, sem conhecimento prévio do diagnóstico, que procuraram identifi-car os músculos levantador do ânus (pubococ-cígeo, iliococcígeo), puborretal, coc(pubococ-cígeo, obtu-rador interno e compressor da uretra e o liga-mento pubo-uretral, e avaliar a espessura e a integridade desses grupos musculares e liga-mentos. Comparando-se as imagens no plano sagital T2 em repouso e com esforço, foi estu-dada a presença ou não de cistocele. Foram verificadas a freqüência de identificação e a redução das estruturas musculoligamentares por observador. A diferença estatística das es-truturas acima citadas em relação ao grupo continente e incontinente foi avaliada pelos tes-tes do qui-quadrado, exato de Fisher, índice de proporção de concordância interobservador e intervalo de confiança (95%).

Resultados: Houve diferença estatistica-mente significante (p < 0,05) na identificação

Resumos de Teses

do músculo compressor da uretra e do ligamen-to pubo-uretral pelo observador I, sendo identi-ficados com maior freqüência nas mulheres con-tinentes, não havendo diferença estatisticamen-te significanestatisticamen-te (p > 0,05) na identificação dos músculos levantador do ânus, pubococcígeo, iliococcígeo, puborretal, coccígeo e obturador interno. Também houve diferença estatistica-mente significante (p < 0,05) na identificação do músculo coccígeo, não havendo diferença significante (p > 0,05) na identificação dos de-mais músculos e do ligamento pubo-uretral pelo observador II. Quanto à redução das estruturas musculoligamentares, não houve diferença es-tatisticamente significante (p > 0,05) entre as pacientes continentes e incontinentes pelos observadores I e II. A concordância interobser-vador na identificação das estruturas foi a se-guinte: músculos levantador do ânus (100%), pubococcígeo (96%), iliococcígeo (94%), pubor-retal (87%), coccígeo (87%), obturador interno (96%), compressor da uretra (72%) e ligamen-to pubo-uretral (55%). A concordância interob-servador na definição da redução das dimen-sões das estruturas musculoligamentares nos diversos músculos foi: levantador do ânus (63%), pubococcígeo (95%), iliococcígeo (55%), puborretal (97%), coccígeo (97%), ob-turador interno (80%), compressor da uretra (89%) e ligamento pubo-uretral (95%). Em 25 mulheres com incontinência urinária de esfor-ço, foi observada associação com cistocele em 22 (88%) mulheres, nas imagens obtidas com os esforços. No grupo de 22 mulheres assinto-máticas, a cistocele foi observada em 8 (36%) delas.

Conclusão: Houve diferença estatistica-mente significante (p < 0,05) na identificação do músculo compressor da uretra e do ligamen-to pubo-uretral pelo observador I e na identifi-cação do músculo coccígeo pelo observador II, sendo eles mais identificados nas mulheres continentes. Quanto à identificação de redução

das estruturas musculoligamentares entre o grupo de mulheres incontinentes em relação às continentes, não houve diferença estatistica-mente significante (p > 0,05). A cistocele foi estatisticamente significante (p > 0,05) nas mulheres com incontinência urinária de esfor-ço em comparação com o grupo controle.

Avaliação ultra-sonográfica da placenta em relação à sua espessura em fêmeas da es-pécie canina.

Autor: André Luiz Louzada Maldonado. Orientador: Sergio A. Ajzen. Co-orientador: Ri-marcs G. Ferreira.

Tese de Mestrado. Unifesp-EPM, 2002.

Objetivos: Aprimorar o exame ultra-sono-gráfico gestacional em medicina veterinária e estudar a espessura da placenta em cadelas de grande porte.

Métodos: Realizaram-se exames ultra-so-nográficos enfocando a análise da placenta, se-manalmente, em 22 cadelas da raça dogue ale-mão, a partir da constatação da gestação. A análise das placentas foi realizada de forma padronizada, retirando-se uma média entre as placentas, pois cada cadela tem aproximada-mente oito filhotes.

Resultados: Obtiveram-se ótimos resulta-dos, os quais propiciaram a elaboração de uma equação, com a qual pode-se detectar a idade gestacional pela mensuração da espessura da placenta com grande precisão.

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