CORREÇÃO DAS PROVAS
FAÇA A CORREÇÃO NOS RESPECTIVOS CADERNOS (FILOSOFIA – SOCIOLOGIA E LITERATURA)
COPIE O ENUNCIADO DE CADA QUESTÃO E A RESPOSTA CORRETA. (CADA ITEM QUE COMPONHA A RESPOSTA CORRETA).
ARGUMENTE SOBRE CADA UMA DAS QUESTÕES. FILOSOFIA
TEXTO I
Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável. DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
TEXTO II
É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da
modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).
A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que, para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-se A) retomar o método da tradição para edificar a ciência com legitimidade.
B) questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e concepções. C) investigar os conteúdos da consciência dos homens menos esclarecidos. D) buscar uma via para eliminar da memória saberes antigos e ultrapassados. E) encontrar ideias e pensamentos evidentes que dispensam ser questionados
“Dá-se o nome conhecimento à relação que se estabelece entre o sujeito cognoscente (ou uma consciência) e um objeto”. Essa afirmativa equivale a dizer que o conhecimento é
A) tudo que é revelado através dos instintos. B) tudo que se enxerga através dos sentidos. C) tudo que é revelado através dos sonhos.
D) uma percepção que nasce da observação da natureza.
E) o processo pelo qual o sujeito se coloca no mundo e, com ele, estabelece uma ligação.
(UEM) “Todas as ideias derivam da sensação ou reflexão. Suponhamos que a mente é, como dissemos, um papel em branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideias; como ela será suprida? (...) De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento.” (LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 165).
Assinale o que for correto.
01) Para John Locke, embora nosso conhecimento se origine na experiência, nem todo ele deriva da experiência. No entendimento, existem ideias inatas abstraídas das coisas pela reflexão.
02) Como seguidor de Descartes, John Locke assume a diferença entre conhecimento verdadeiro, que é puramente intelectual e infalível, e conhecimento sensível, que, por depender da sensação, é suscetível de erro.
04) John Locke é o iniciador da teoria do conhecimento em sentido estrito, pois se propôs, no Ensaio acerca do entendimento humano, a investigar explicitamente a natureza, a origem e o alcance do conhecimento humano.
08) Para John Locke, todo nosso conhecimento provém e se fundamenta na experiência. As impressões formam as ideias simples; a reflexão sobre as ideias simples, ao combiná-las, formam ideias complexas, como substância, Deus, alma etc.
16) John Locke distingue as qualidades do objeto em qualidades primárias (solidez, extensão, movimento etc.) e qualidades secundárias (cor, odor, sabor etc.); as primeiras existem realmente nas coisas, as segundas são relativas e subjetivas. Soma ____
(UEL) Leia o texto a seguir: Certamente, temos aqui ao menos uma proposição bem inteligível, senão uma verdade, quando afirmamos que, depois da conjunção constante de dois objetos, por exemplo, calor e chama, peso e solidez, unicamente o costume nos determina a esperar um devido ao aparecimento do outro. Parece que esta hipótese é a única que explica a dificuldade que temos de, em mil casos, tirar uma conclusão que não somos capazes de tirar de um só caso, que não discrepa em nenhum aspecto dos outros. A razão não é capaz de semelhante variação. As conclusões tiradas por ela, ao considerar um círculo, são as mesmas que formaria examinando todos os círculos do universo. Mas ninguém, tendo visto somente um corpo se mover depois de ter sido impulsionado por outro, poderia inferir que todos os demais corpos se moveriam depois de receberem impulso igual. Portanto, todas as inferências tiradas da experiência são efeitos do costume e não do raciocínio. (HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1999. pp. 61-62.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de David Hume, é correto afirmar:
a) A razão, para Hume, é incapaz de demonstrar proposições matemáticas, como, por exemplo, uma proposição da geometria acerca de um círculo.
b) Hume defende que todo tipo de conhecimento, matemático ou experimental, é obtido mediante o uso da razão, e pode ser justificado com base nas operações do raciocínio.
c) É necessário examinar um grande número de círculos, de acordo com Hume, para se poder concluir, por exemplo, que a área de um círculo qualquer é igual a ð multiplicado pelo quadrado do raio desse círculo.
d) Hume pode ser classificado como um filósofo cético, no sentido de que ele defende a impossibilidade de se obter qualquer tipo de conhecimento com base na razão.
e) Segundo Hume, somente o costume, e não a razão, pode ser apontado como sendo o responsável pelas conclusões acerca da relação de causa e efeito, às quais as pessoas chegam com base na experiência.
John Locke afirma em Ensaio acerca do entendimento: “Os objetos exteriores fornecem à mente as ideias das qualidades sensíveis que são as diferentes percepções que produzem em nós, e a mente fornece ao entendimento as ideias de suas próprias operações”.
Tendo em conta o texto acima e a teoria do conhecimento de Locke, assinale o for correto
01-o homem deve saber os limites da razão para ter conhecimento certo daquilo que é possível conhecer. 02- John Locke afirma que nossa mente é capaz de conhecer tudo, até mesmo as coisas metafísicas. 04- Todo conhecimento deriva de faculdades inatas presentes em nossa mente desde o nascimento
08-o conhecimento, para Locke, só é certo se houver conformidade entre nossas ideias e a realidade das coisas. 16-Dentre as percepções captadas por nossa mente podemos distinguir qualidades primárias - Dados objetivos do conhecimento empírico : forma – extensão - volume e qualidades secundárias - Dados subjetivos : cor – odor - textura . SOMA = ____
(Uel 2007) “Assim como a natureza ensinou-nos o uso de nossos membros sem nos dar o conhecimento dos músculos e nervos que os comandam, do mesmo modo ela implantou em nós um instinto que leva adiante o pensamento em um curso correspondente ao que ela estabeleceu para os objetos externos, embora ignoremos os poderes e as forças dos quais esse curso e sucessão regulares de objetos totalmente dependem”.
Fonte: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. São Paulo:Editora UNESP, 1999, p.79-80. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria do conhecimento de Hume, assinale a alternativa correta: a) Para Hume, o princípio responsável por nossas inferências causais chama-se instinto de auto conservação. b) Entre o curso da natureza e o nosso pensamento não há qualquer correspondência.
c) Na teoria de Hume, a atividade mental necessária à nossa sobrevivência é garantida pelo conhecimento racional das operações da natureza.
d) O instinto ao qual Hume se refere chama-se hábito ou costume.
e) Segundo Hume, são os raciocínios a priori que garantem o conhecimento das questões de fato.
(Uel 2010) Leia o texto de Platão a seguir:
Logo, desde o nascimento, tanto os homens como os animais têm o poder de captar as impressões que atingem a alma por intermédio do corpo. Porém relacioná-las com a essência e considerar a sua utilidade, é o que só com tempo, trabalho e estudo conseguem os raros a quem é dada semelhante faculdade. Naquelas impressões, por conseguinte, não
é que reside o conhecimento, mas no raciocínio a seu respeito; é o único caminho, ao que parece, para atingir a essência e a verdade; de outra forma é impossível.
(PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1973. p. 80.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria do conhecimento de Platão, considere as afirmativas a seguir:
I. O raciocínio a respeito das impressões constitui a base para se chegar ao conhecimento verdadeiro.
II. Homens e animais podem confiar nas impressões que recebem do mundo sensível, e assim atingem a verdade.
III. As impressões são comuns a homens e animais, mas apenas os homens têm a capacidade de formar, a partir delas, o conhecimento.
IV. As impressões não constituem o conhecimento sensível, mas são consideradas como núcleo do conhecimento inteligível.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e III são corretas. b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
Teoria do conhecimento é também conhecida como: gnosiologia, critica do conhecimento, cosmologia ou epistemologia.
Desde o início da humanidade o ser humano preocupa-se com o conhecimento: como chegamos a conhecer a realidade? Qual a relação deste conhecer com o objeto a ser conhecido?
Duas correntes do pensamento filosófico marcaram toda a história : Realismo e Idealismo. Em que diferem o Idealismo e realismo?
PROCURE A RESPOSTA EM SEU CADERNO, A QUESTÃO FOI TRABALHADA EM SALA.
(Unioeste 2010)
“Se os que nos querem persuadir que há princípios inatos não os tivessem compreendido em conjunto, mas
considerado separadamente os elementos a partir dos quais estas proposições são formuladas, não estariam, talvez, tão dispostos a acreditar que elas eram inatas. Visto que, se as ideias das quais são formadas essas verdades não fossem inatas, seria impossível que as proposições formadas delas pudessem ser inatas, ou nosso conhecimento delas ter nascido conosco. Se, pois, as ideias não são inatas, houve um tempo quando a mente estava sem esses princípios e, desse modo, não seriam inatos, mas derivados de alguma outra origem. Pois, se as próprias ideias não o são, não pode haver conhecimento, assentimento, nem proposições mentais ou verbais a respeito delas. […] De onde apreende a mente todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento. Empregada tanto nos objetos sensíveis externos como nas operações internas de nossas mentes, que são por nós mesmos percebidas e refletidas, nossa observação supre nossos entendimentos com todos os materiais do pensamento.”
(Locke)
Tendo presente o texto acima, é correto afirmar, segundo Locke, que
a) há duas fontes de nossas ideias, a sensação e a reflexão, de modo que tudo o que é objeto de nossa mente, por ser ela como que um papel em branco, é adquirido por meio de uma ou de outra dessas duas fontes.
b) contrariamente ao que afirma o texto, o autor admite excepcionalmente como inatos alguns princípios fundamentais e algumas ideias simples.
c) chama-se experiência a forma de conhecimento que, produzido por meio das diferentes sensações, nos permite saber o que as coisas são em sua essência e na medida em que são independentes de nós.
d) a ideia de substância é uma ideia simples formada diretamente a partir de nossa experiência das coisas e da capacidade que elas têm de subsistirem.
e) todas as nossas percepções ou ideias provém das sensações externas e de nosso contato com o que existe fora de nós.
letra a Leia o texto a seguir:
“Não há dúvida de que todo o nosso conhecimento começa com a experiência; [...] Mas embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso todo ele se origina justamente da experiência”.
Fonte: KANT, I. Crítica da Razão Pura. Tradução de Valério Rohden e UdoBaldurMoosburguer. São Paulo, Abril Cultural, 1980, p. 22.
Com base no texto e no conteúdo abordado em sala, assinale o que for correto afirmar: 01) Para Kant, só há conhecimento empírico.
02) A sensibilidade tem também uma função ativa na produção de conceitos. 04) O conhecimento de Deus é possível.
08) Conhecimento depende também de princípios a priori.
16) A razão pura é a fonte de nossos conhecimentos empíricos SOMA___
SOCIOLOGIA
A singularidade da questão da terra na África Colonial é a expropriação por parte do colonizador e as desigualdades raciais no acesso à terra. Após a independência, as populações de colonos brancos tenderam a diminuir, apesar de a proporção de terra em posse da minoria branca não ter diminuído proporcionalmente. MOYO, S. A terra africana e as questões agrárias: o caso das lutas pela terra no Zimbábue. In: FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (Org.). Geografia agrária: teoria e poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007.
Com base no texto, e nos estudos sobre Mudança Social, uma característica socioespacial e um consequente desdobramento que marcou o processo de ocupação do espaço rural na África subsaariana foram:
A) Exploração do campesinato pela elite proprietária – Domínio das instituições fundiárias pelo poder público. B) Adoção de práticas discriminatórias de acesso à terra – Controle do uso especulativo da propriedade fundiária. C) Desorganização da economia rural de subsistência – Crescimento do consumo interno de alimentos pelas famílias camponesas.
D) Crescimento dos assentamentos rurais com mão de obra familiar – Avanço crescente das áreas rurais sobre as regiões urbanas.
E) Concentração das áreas cultiváveis no setor agroexportador – Aumento da ocupação da população pobre em territórios agrícolas marginais.
http://grafar.blogspot.com.br/2009/09/cartum-eugenio-neves.html
Considerando-se a dinâmica entre tecnologia e organização do trabalho, a representação contida no cartum é caracterizada pelo pessimismo em relação à
A) organização dos sindicatos. B) obsolescência dos equipamentos. C) ideia de progresso.
D) concentração do capital. E) noção de sustentabilidade.
(ENEM) Populações inteiras, nas cidades e na zona rural, dispõem da parafernália digital global como fonte de educação e de formação cultural. Essa simultaneidade de cultura e informação eletrônica com as formas tradicionais e orais é um desafio que necessita ser discutido. A exposição, via mídia eletrônica, com estilos e valores culturais de outras sociedades, pode inspirar apreço, mas também distorções e ressentimentos. Tanto quanto há necessidade de uma cultura tradicional de posse da educação letrada, também é necessário criar estratégias de alfabetização eletrônica, que passam a ser o grande canal de informação das culturas segmentadas no interior dos grandes centros urbanos e das zonas rurais. Um novo modelo de educação.
BRIGAGÃO, C. E.; RODRIGUES, G. A globalização a olho nu: o mundo conectado. São Paulo: Moderna, 1998 (adaptado). Com base no texto e considerando os impactos culturais da difusão das tecnologias de informação no marco da
globalização, depreende-se que
a) a ampla difusão das tecnologias de informação nos centros urbanos e no meio rural suscita o contato entre diferentes culturas e, ao mesmo tempo, traz a necessidade de reformular as concepções tradicionais de educação. b) a apropriação, por parte de um grupo social, de valores e ideias de outras culturas para benefício próprio é fonte de conflitos e ressentimentos.
c) as mudanças sociais e culturais que acompanham o processo de globalização, ao mesmo tempo em que refletem a preponderância da cultura urbana, tornam obsoletas as formas de educação tradicionais próprias do meio rural. d) as populações nos grandes centros urbanos e no meio rural recorrem aos instrumentos e tecnologias de informação basicamente como meio de comunicação mútua, e não os veem como fontes de educação e cultura.
e)a intensificação do fluxo de comunicação por meios eletrônicos, característica do processo de globalização, está dissociada do desenvolvimento social e cultural que ocorre no meio rural.
A partir dos anos 70, impõe-se um movimento de desconcentração da produção industrial, uma das manifestações do desdobramento da divisão territorial do trabalho no Brasil. A produção industrial torna-se mais complexa, estendendo-se, sobretudo, para novas áreas do Sul e para alguns pontos do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte. SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2002 (fragmento). Um fator geográfico que contribui para o tipo de alteração da configuração territorial descrito no texto é:
A) Obsolescência dos portos. B) Estatização de empresas.
C) Eliminação de incentivos fiscais. D) Ampliação de políticas protecionistas. E) Desenvolvimento dos meios de comunicação
Texto I Ao se emanciparem da tutela senhorial, muitos camponeses foram desligados legalmente da antiga terra. Deveriam pagar, para adquirir propriedade ou arrendamento. Por não possuírem recursos, engrossaram a camada cada vez maior de jornaleiros e trabalhadores volantes, outros, mesmo tendo propriedade sobre um pequeno lote, suplementavam sua existência com o
assalariamento esporádico. MACHADO, P. P. Política e colonização no Império. Porto Alegre: EdUFRGS, 1999 (adaptado). Texto II Com a globalização da economia ampliou-se a hegemonia do modelo de desenvolvimento agropecuário, com seus padrões tecnológicos, caracterizando o agronegócio. Essa nova face da agricultura capitalista também mudou a forma de controle e exploração da terra. Ampliou-se, assim, a ocupação de áreas agricultáveis e as fronteiras agrícolas se estenderam. SADER, E.; JINKINGS, I. Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe. São Paulo: Boitempo, 2006 (adaptado).
Os textos demonstram que, tanto na Europa do século XIX quanto no contexto latino-americano do século XXI, as alterações tecnológicas vivenciadas no campo interferem na vida das populações locais, pois
A) induzem os jovens ao estudo nas grandes cidades, causando o êxodo rural, uma vez que formados, não retornam à sua região de origem.
B) impulsionam as populações locais a buscar linhas de financiamento estatal com o objetivo de ampliar a agricultura familiar, garantindo sua fixação no campo.
C) ampliam o protagonismo do Estado, possibilitando a grupos econômicos ruralistas produzir e impor políticas agrícolas, ampliando o controle que tinham dos mercados.
D) aumentam a produção e a produtividade de determinadas culturas em função da intensificação da mecanização, do uso de agrotóxicos e cultivo de plantas transgênicas.
E) desorganizam o modo tradicional de vida impelindo- as à busca por melhores condições no espaço urbano ou em outros países em situações muitas vezes precárias.
Por esse país Pra ver se um dia Descanso feliz
Guardando as recordações Das terras onde passei Andando pelos sertões E dos amigos que lá deixei
GONZAGA, L.; CORDOVIL. H. A vida de viajante, 1953. Disponível em: www.recife.pe.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2012 (fragmento).
A letra dessa canção reflete elementos identitários que representam a A) valorização das características naturais do Sertão nordestino. B) denúncia da precariedade social provocada pela seca.
C) experiência de deslocamento vivenciada pelo migrante. D) profunda desigualdade social entre as regiões brasileiras. E) discriminação dos nordestinos nos grandes centros urbanos.
Disponível em: http://nutriteengv.blogspot.com.br. Acesso em: 28 dez. 2011.
Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está presente em:
A) Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualdades sociais. B) Modernização técnica do território, com redução do nível de emprego formal. C) Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtividade da terra. D) Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concentração fundiária. E) Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários.
Trata-se de um gigantesco movimento de construção de cidades, necessário para o assentamento residencial dessa população, bem como de suas necessidades de trabalho, abastecimento, transportes, saúde, energia, água etc. Ainda que o rumo tomado pelo crescimento urbano não tenha respondido satisfatoriamente a todas essas necessidades, o território foi ocupado e foram construídas as condições para viver nesse espaço. MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001.
A dinâmica de transformação das cidades tende a apresentar como consequência a expansão das áreas periféricas pelo(a)
A) crescimento da população urbana e aumento da especulação imobiliária.
B) direcionamento maior do fluxo de pessoas, devido à existência de um grande número de serviços. C) delimitação de áreas para uma ocupação organizada do espaço físico, melhorando a qualidade de vida. D) implantação de políticas públicas que promovem a moradia e o direito à cidade aos seus moradores.
E) reurbanização de moradias nas áreas centrais, mantendo o trabalhador próximo ao seu emprego, diminuindo os deslocamentos para a periferia
De todas as transformações impostas pelo meio técnico-científico-informacional à logística de transportes, interessa-nos mais de perto a intermodalidade. E por uma razão muito simples: o potencial que tal “ferramenta logística” ostenta permite que haja, de fato, um sistema de transportes condizente com a escala geográfica do Brasil. HUERTAS, D. M.
O papel dos transportes na expansão recente da fronteira agrícola brasileira. Revista Transporte y Territorio, Universidade de Buenos Aires, n. 3, 2010 (adaptado).
A necessidade de modais de transporte interligados, no território brasileiro, justifica-se pela(s) A) variações climáticas no território, associadas à interiorização da produção.
B) grandes distâncias e a busca da redução dos custos de transporte. C) formação geológica do país, que impede o uso de um único modal. D) proximidade entre a área de produção agrícola intensiva e os portos. E) diminuição dos fluxos materiais em detrimento de fluxos imateriais.
A charge, datada de 1910, ao retratar a implantação da rede telefônica no Brasil, indica que esta A) permitiria aos índios se apropriarem da telefonia móvel.
B) ampliaria o contato entre a diversidade de povos indígenas. C) faria a comunicação sem ruídos entre grupos sociais distintos. D) restringiria a sua área de atendimento aos estados do norte do país. E) possibilitaria a integração das diferentes regiões do território nacional.
Nossa cultura lipofóbica muito contribui para a distorção da imagem corporal, gerando gordos que se veem magros e magros que se veem gordos, numa quase unanimidade de que todos se sentem ou se veem “distorcidos”. Engordamos quando somos gulosos. É pecado da gula que controla a relação do homem com a balança. Todo obeso declarou, um dia, guerra à balança. Para emagrecer é preciso fazer as pazes com a dita cuja, visando adequar-se às necessidades para as quais ela aponta.
FREIRE, D. S. Obesidade não pode ser pré-requisito. Disponível em: http//gnt.globo.com. Acesso em: 3 abr. 2012 (adaptado).
O texto apresenta um discurso de disciplinarização dos corpos, que tem como consequência A) a ampliação dos tratamentos médicos alternativos, reduzindo os gastos com remédios. B) a democratização do padrão de beleza, tornando-o acessível pelo esforço individual. C) o controle do consumo, impulsionando uma crise econômica na indústria de alimentos.
D) a culpabilização individual, associando obesidade à fraqueza de caráter e causando doenças psíquicas como a anorexia e a bulimina.
E) o aumento da longevidade, resultando no crescimento populacional.
Uma mesma empresa pode ter sua sede administrativa onde os impostos são menores, as unidades de produção onde os salários são os mais baixos, os capitais onde os juros são os mais altos e seus executivos vivendo onde a qualidade de vida é mais elevada.
SEVCENKO, N. A corrida para o século xxI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001 (adaptado).
No texto estão apresentadas estratégias empresariais no contexto da globalização. Uma consequência social derivada dessas estratégias tem sido
A) o crescimento da carga tributária. B) o aumento da mobilidade ocupacional.
C) a redução da competitividade entre as empresas.
D) o direcionamento das vendas para os mercados regionais.
A partir dos anos 70, impõe-se um movimento de desconcentração da produção industrial, uma das manifestações do desdobramento da divisão territorial do trabalho no Brasil. A produção industrial torna-se mais complexa, estendendo-se, sobretudo, para novas áreas do Sul e para alguns pontos do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte. SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2002 (fragmento). Um fator geográfico que contribui para o tipo de alteração da configuração territorial descrito no texto é:
A) Obsolescência dos portos. B) Estatização de empresas.
C) Eliminação de incentivos fiscais. D) Ampliação de políticas protecionistas. E) Desenvolvimento dos meios de comunicação
)(ENEM) Populações inteiras, nas cidades e na zona rural, dispõem da parafernália digital global como fonte de educação e de formação cultural. Essa simultaneidade de cultura e informação eletrônica com as formas tradicionais e orais é um desafio que necessita ser discutido. A exposição, via mídia eletrônica, com estilos e valores culturais de outras sociedades, pode inspirar apreço, mas também distorções e ressentimentos. Tanto quanto há necessidade de uma cultura tradicional de posse da educação letrada, também é necessário criar estratégias de alfabetização eletrônica, que passam a ser o grande canal de informação das culturas segmentadas no interior dos grandes centros urbanos e das zonas rurais. Um novo modelo de educação.
BRIGAGÃO, C. E.; RODRIGUES, G. A globalização a olho nu: o mundo conectado. São Paulo: Moderna, 1998 (adaptado). Com base no texto e considerando os impactos culturais da difusão das tecnologias de informação no marco da globalização, depreende-se que
A) as populações nos grandes centros urbanos e no meio rural recorrem aos instrumentos e tecnologias de informação basicamente como meio de comunicação mútua, e não os veem como fontes de educação e cultura.
B)a intensificação do fluxo de comunicação por meios eletrônicos, característica do processo de globalização, está dissociada do desenvolvimento social e cultural que ocorre no meio rural.
C) a ampla difusão das tecnologias de informação nos centros urbanos e no meio rural suscita o contato entre diferentes culturas e, ao mesmo tempo, traz a necessidade de reformular as concepções tradicionais de educação.
D) a apropriação, por parte de um grupo social, de valores e ideias de outras culturas para benefício próprio é fonte de conflitos e ressentimentos.
E) as mudanças sociais e culturais que acompanham o processo de globalização, ao mesmo tempo em que refletem a preponderância da cultura urbana, tornam obsoletas as formas de educação tradicionais próprias do meio rural.
Trata-se de um gigantesco movimento de construção de cidades, necessário para o assentamento residencial dessa população, bem como de suas necessidades de trabalho, abastecimento, transportes, saúde, energia, água etc. Ainda que o rumo tomado pelo crescimento urbano não tenha respondido satisfatoriamente a todas essas necessidades, o território foi ocupado e foram construídas as condições para viver nesse espaço. MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001.
A dinâmica de transformação das cidades tende a apresentar como consequência a expansão das áreas periféricas pelo(a) A) implantação de políticas públicas que promovem a moradia e o direito à cidade aos seus moradores.
B) reurbanização de moradias nas áreas centrais, mantendo o trabalhador próximo ao seu emprego, diminuindo os deslocamentos para a periferia
C) crescimento da população urbana e aumento da especulação imobiliária.
D) direcionamento maior do fluxo de pessoas, devido à existência de um grande número de serviços. E) delimitação de áreas para uma ocupação organizada do espaço físico, melhorando a qualidade de vida.
Texto I Ao se emanciparem da tutela senhorial, muitos camponeses foram desligados legalmente da antiga terra. Deveriam pagar, para adquirir propriedade ou arrendamento. Por não possuírem recursos, engrossaram a camada cada vez maior de jornaleiros e
trabalhadores volantes, outros, mesmo tendo propriedade sobre um pequeno lote, suplementavam sua existência com o assalariamento esporádico. MACHADO, P. P. Política e colonização no Império. Porto Alegre: EdUFRGS, 1999 (adaptado). Texto II Com a globalização da economia ampliou-se a hegemonia do modelo de desenvolvimento agropecuário, com seus padrões tecnológicos, caracterizando o agronegócio. Essa nova face da agricultura capitalista também mudou a forma de controle e exploração da terra. Ampliou-se, assim, a ocupação de áreas agricultáveis e as fronteiras agrícolas se estenderam. SADER, E.; JINKINGS, I. Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe. São Paulo: Boitempo, 2006 (adaptado).
Os textos demonstram que, tanto na Europa do século XIX quanto no contexto latino-americano do século XXI, as alterações tecnológicas vivenciadas no campo interferem na vida das populações locais, pois
A) induzem os jovens ao estudo nas grandes cidades, causando o êxodo rural, uma vez que formados, não retornam à sua região de origem.
B) desorganizam o modo tradicional de vida impelindo- as à busca por melhores condições no espaço urbano ou em outros países em situações muitas vezes precárias.
C) impulsionam as populações locais a buscar linhas de financiamento estatal com o objetivo de ampliar a agricultura familiar, garantindo sua fixação no campo.
D) ampliam o protagonismo do Estado, possibilitando a grupos econômicos ruralistas produzir e impor políticas agrícolas, ampliando o controle que tinham dos mercados.
E) aumentam a produção e a produtividade de determinadas culturas em função da intensificação da mecanização, do uso de agrotóxicos e cultivo de plantas transgênicas.
Minha vida é andar / Por esse país /Pra ver se um dia / Descanso feliz / Guardando as recordações /Das terras onde passei Andando pelos sertões / E dos amigos que lá deixei . GONZAGA, L.; CORDOVIL. H. A vida de viajante, 1953. Disponível em: www.recife.pe.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2012 (fragmento).
A letra dessa canção reflete elementos identitários que representam a A) valorização das características naturais do Sertão nordestino. B) denúncia da precariedade social provocada pela seca. C) experiência de deslocamento vivenciada pelo migrante. D) profunda desigualdade social entre as regiões brasileiras. E) discriminação dos nordestinos nos grandes centros urbanos.
De todas as transformações impostas pelo meio técnico-científico-informacional à logística de transportes, interessa-nos mais de perto a intermodalidade. E por uma razão muito simples: o potencial que tal “ferramenta logística” ostenta permite que haja, de fato, um sistema de transportes condizente com a escala geográfica do Brasil. HUERTAS, D. M. O papel dos transportes na expansão recente da fronteira agrícola brasileira. Revista Transporte y Territorio, Universidade de Buenos Aires, n. 3, 2010 (adaptado).
A necessidade de modais de transporte interligados, no território brasileiro, justifica-se pela(s) A) proximidade entre a área de produção agrícola intensiva e os portos.
B) diminuição dos fluxos materiais em detrimento de fluxos imateriais. C) variações climáticas no território, associadas à interiorização da produção. D) grandes distâncias e a busca da redução dos custos de transporte.
E) formação geológica do país, que impede o uso de um único modal.
Empresa vai fornecer 230 turbinas para o segundo complexo de energia à base de ventos, no sudeste da Bahia. O Complexo Eólico Alto Sertão, em 2014, terá capacidade para gerar 375 MW (megawatts), total suficiente para
abastecer uma cidade de 3 milhões de habitantes. MATOS, C. GE busca bons ventos e fecha contrato de R$ 820 mi na Bahia. Folha de S. Paulo, 2 dez. 2012.
A opção tecnológica retratada na notícia proporciona a seguinte consequência para o sistema energético brasileiro: A) Redução da utilização elétrica.
B) Ampliação do uso bioenergético.
C) Contenção da demanda urbano-industrial. D) Intensificação da dependência geotérmica. E) Expansão das fontes renováveis.
LITERATURA
Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás, e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado, Rica te vejo eu já, tu a mi abundante. A ti trocou-te a máquina mercante, Que em tua larga barra tem entrado, A mim foi-me trocando, e tem trocado Tanto negócio, e tanto negociante. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis, que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. Oh se quisera Deus, que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!
(MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. 3. ed. São Paulo: FTD, 1998. p. 141.)
(UEL) No que diz respeito à relação entre o eu-lírico e a Bahia, considere as afirmativas a seguir.
I. Na primeira estrofe, o eu-lírico identifica-se com a Bahia, pois ambos sofrem a perda de um antigo estado.
II. Na primeira estrofe, a Bahia aparece personificada, fato confirmado no momento em que ela e o eu-lírico se olham. III. Na terceira estrofe, constata-se que a Bahia não está isenta da culpa pela perda de seu antigo estado.
IV. Na quarta estrofe, o eu-lírico conclui que a lamentável situação da Bahia está em conformidade com a vontade divina.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.
A alternativa que apresenta as principais características do Barroco é:
a) Racionalismo, Universalismo, perfeição formal, presença de elementos da mitologia greco-latina e
humanismo.
b) Pastoralismo, bucolismo, nativismo, tom confessional, espontaneidade dos sentimentos e exaltação da
pureza, da ingenuidade e da beleza.
c) Preocupação formal, preferência por temas descritivos, objetivismo, apego à tradição clássica e
vocabulário culto.
d) Subjetivismo e individualismo, eurocentrismo, patriarcalismo e nacionalismo exacerbado.
e) Apelo religioso, misticismo, erotismo, castigo como decorrência do pecado, fugacidade da vida e
instabilidade das coisas.
(UFMT) Assinale a alternativa cujo enunciado caracteriza o Romantismo enquanto desenvolvimento temático e tratamento estilístico.
a) Observação da realidade marcada pelo senso quase fatalista das forças naturais e sociais pesando sobre o homem; estilo nervoso, capaz de reproduzir o relevo das coisas e sublinhar com firmeza a ação dos homens.
b) Gosto pela expressão dos sentimentos, sonhos e emoções que agitam o mundo interior do poeta; abandono gradual da linguagem lusitana em favor da brasileira, tanto no vocabulário quanto nas construções sintáticas.
c) Representação objetiva da sociedade como meio de crítica às instituições sociais decadentes (igreja, casamento); linguagem narrativa minuciosa, acúmulo de detalhes para criar impressão de realidade.
d) Necessidade de romper com velhas formas na primeira fase do movimento, chocar o público com novas ideias; liberdade de criação como princípio fundamental, privilégio dado à inspiração.
e) Criação de uma realidade abstrata e intangível, presa aos temas da morte e das paisagens vagas, impregnadas de misticismo e espiritualidade; ritmos musicais, aliterativos e sinestésicos.
Leia o texto para responder às questões: TEXTO 1
Crioula! o teu seio escuro Nunca deste ao beijo impuro! Luzidio, firme, duro,
Guardaste p'ra um nobre amor. Negra Diana selvagem,
Que escutas sob a ramagem As vozes — que traz a aragem Do teu rijo caçador!...
Salve, Amazona guerreira! Que nas rochas da clareira, — Aos urros da cachoeira — Sabe bater e lutar...
Salve! — nos cerros erguido — Ninho, onde em sono atrevido, Dorme o condor... e o bandido!... A liberdade... e o jaguar!
TEXTO 2
Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.
04- Que contexto social revela o texto 1? A que geração romântica pertence? Justifique a resposta com elementos tirados do próprio texto.
CONTEXTO SOCIAL =
GERAÇÃO ROMÂNTICA =
ELEMENTOS DO TEXTO QUE JUSTIFIQUEM A RESPOSTA:
QUESTÕES APOSTILA PGS. 22 E 23
05-a- Os versos do texto 2 caracterizam qual geração romântica? Justifique a resposta.
GERAÇÃO ROMÂNTICA =
ELEMENTOS DO TEXTO QUE JUSTIFIQUEM A RESPOSTA:
5-b- Os versos do texto 3 caracterizam qual geração romântica? Justifique a resposta. TEXTO 3
Pálida à Luz
Pálida à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar, na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d'alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo Formas nuas no leito resvalando Não te rias de mim, meu anjo lindo! Por ti - as noites eu velei chorando, Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
GERAÇÃO ROMÂNTICA =
ELEMENTOS DO TEXTO QUE JUSTIFIQUEM A RESPOSTA:
06- Que contexto social revela o texto 1? A que geração romântica pertence? Justifique a resposta com elementos tirados do próprio texto.
CONTEXTO SOCIAL =
GERAÇÃO ROMÂNTICA =
ELEMENTOS DO TEXTO QUE JUSTIFIQUEM A RESPOSTA:
07-a- Os versos do texto 2 caracterizam qual geração romântica? Justifique a resposta.
GERAÇÃO ROMÂNTICA =
ELEMENTOS DO TEXTO QUE JUSTIFIQUEM A RESPOSTA:
7-b- Os versos do texto 3 caracterizam qual geração romântica? Justifique a resposta.
GERAÇÃO ROMÂNTICA =
ELEMENTOS DO TEXTO QUE JUSTIFIQUEM A RESPOSTA:
Leia o texto para responder às questões Leito de folhas verdes (Gonçalves Dias) Por que tardas, Jatir, que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração, movendo as folhas, Já nos cimos do bosque rumoreja. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas, Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco, Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor, como estas preces, No silêncio da noite o bosque exala. Brilha a lua no céu, brilham estrelas, Correm perfumes no correr da brisa, A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d'alva Um só giro do sol, não mais, vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida.
06-Comente os aspectos formais do poema (esquema de rimas –
número de estrofes e silabação poética). Faça a escansão de dois
versos para comprovar a sua resposta.
07-A natureza desempenha papel fundamental na poética
romântica: o eu poético ora vê a paisagem como extensão de seu
estado emocional, ora deixa-se influenciar pelo aspecto do
ambiente. São comuns as metáforas com elementos da natureza,
como ocorre no poema de Gonçalves Dias. Identifique a
Sejam vales ou montes, lago ou terra, Onde quer que tu vás, ou dia ou noite, Vai seguindo após ti meu pensamento; Outro amor nunca tive: és meu, sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram, Não sentiram meus lábios outros lábios, Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas A arazóia na cinta me apertaram. Do tamarindo a flor jaz entreaberta, Já solta o bogari mais doce aroma Também meu coração, como estas flores, Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor, que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!
Leia o texto para responder às questões: Se se morre de amor (fragmento)
Se se morre de amor! – Não, não se morre, Quando é fascinação que nos surpreende De ruidoso sarau entre os festejos; Quando luzes, calor, orquestra e flores Assomos de prazer nos raiam n’alma, Que embelezada e solta em tal ambiente No que ouve, e no que vê prazer alcança! Simpáticas feições, cintura breve, Graciosa postura, porte airoso, Uma fita, uma flor entre os cabelos, Um quê mal definido, acaso podem Num engano d’amor arrebatar-nos. Mas isso amor não é; isso é delírio Devaneio, ilusão, que se esvaece Ao som final da orquestra, ao derradeiro Clarão, que as luzes no morrer despedem: Se outro nome lhe dão, se amor o chamam, D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d’extremos, D’altas virtudes, té capaz de crimes! Compreender o infinito, a imensidade, E a natureza e Deus; gostar dos campos, D’aves, flores, murmúrios solitários;
08- Letra A-
Pode-se separar o texto em duas partes distintas: de um lado, as duas primeiras estrofes; de outro, a terceira. Que tipo de sentimento distingue cada parte? Como o poeta os caracteriza? Utilize o texto para comprovar sua resposta.
Letra B
Considerando que antítese é a figura pela qual se evidencia a oposição entre duas ou mais palavras ou ideias, aponte no texto três exemplos de antíteses.
Buscar tristeza, a soledade, o ermo, E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma Fontes de pranto intercalar sem custo; Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto O ditoso, o misérrimo dos entes:
Isso é amor, e desse amor se morre!
DIAS, Gonçalves. Disponível em: <www.dominiopublico.gov.br/download/ texto/bv000114.pdf>. Acesso em: 27 jan. 2015.
08- Letra A-
Em um dos famosos sonetos de Camões, é dito que o Amor “é um contentamento descontente”. Reescreva os versos do poema em que se faz colocação semelhante.
Letra B
Afinal, segundo o poeta, o que mata e o que não mata? Morre-se ou não se morre de amor?
QUESTÕES DA APOSTILA PGS. 25 E 26.
Com referência ao Barroco, todas as alternativas são corretas, exceto:
a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne, alma e corpo, morte e vida.
b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser, tendo em vista seu aprimoramento, com base na
cultura greco-romana.
c) O Barroco apresenta, como característica marcante, o espírito de tensão, conflito entre tendências opostas:
de um lado, o teocentrismo medieval; de outro, o antropocentrismo renascentista.
d) A arte barroca é vinculada à Contrarreforma.
e) O barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura, uso de hipérbole e de metáforas.
O Romantismo graças à ideologia dominante e a um complexo conteúdo artístico, social e político, caracteriza-se como uma época propicia ao aparecimento de naturezas humanas marcadas por:
a) Teocentrismo. Hipersensibilidade, alegria, otimismo e crença.
b) Etnocentrismo, insensibilidade. descontração, otimismo e crença na sociedade. c) Egocentrismo, hipersensibilidade, melancolia, pessimismo, angústia e desespero. d) Teocentrismo. insensibilidade, descontração, angústia e desesperança.