PEDRAS
PEDRAS
NATURAIS
IMPORTÂNCIA
IMPORTÂNCIA
•
DESDE A PRÉ-HISTÓRIA
•
PROPRIEDADES IMPORTANTES:
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO E
DURABILIDADE
•
USO ACENTUADO NA ANTIGUIDADE
Declínio:
Declínio:
•
Com o aparecimento da construção
metálica e o desenvolvimento do concreto
armado, como material estrutural , sofre
forte impacto principalmente pelo fato de
ser material frágil, resistindo somente aos
esforços de compressão.
•
Surgem
novos
materiais
resistentes
também a tração, o que permite novas
formas e novos tipos estruturais.
Novo campo de aplicação :
Novo campo de aplicação :
•
muros de arrimo
•
fundação pouco profundas
•
blocos para pavimentação descontínua
•
lastro de ferrovias
•
agregado, como componente do concreto
de cimento portland de uso estrutural ou
mistura
betuminosa
usada
em
Novas aplicações:
Novas aplicações:
•
placas: utilizadas no revestimento de
paredes e pisos, funcionando, não
como material suporte ou base, mas
como elemento de acabamento e
Novo papel:
Novo papel:
•
Em decorrência de sua alta
durabilidade e qualidade, o material
voltou a ocupar importante papel nas
construções, revestindo outros
materiais menos nobre para dar a
impressão do uso da pedra em forma
maciça, com grandes efeitos
arquitetônicos pela textura e belíssimo
aspecto.
Classificação das Rochas
Classificação das Rochas
• 1– Classificação geológica
• Rochas eruptivas ou ígneas – formadas pela consolidação do material
proveniente de uma fusão total ou parcial e compreendem : Ex.: granito, pórfiro, basalto.
• Rochas sedimentares – formada pela consolidação do material
transportado e depositado pelo vento ou pela água. São divididas em:
– rochas sedimentares clássicas ou detríticas, da deposição de detritos. Ex.: arenito
– rochas sedimentares químicas, de precipitação química. Ex.: calcário – rochas sedimentares organógenas, da acumulação de substâncias
orgânicas. Ex.: turfa
• Rochas Metamóficas – formadas pela alteração gradual na estrutura das
rochas anteriores, pela ação do calor, da pressão ou da água. Assim, os gnaisses da alteração dos granitos, os quartzitos da alteração de arenitos, os mármores da alteração de calcários e os esquitos cristalinos da
•
2.2– Classificação tecnológica
•
Baseado no mineral simples predominante
na constituição das rochas e determinante das
suas características, as pedras classificam-se
em:
•
Pedras silicosas – nas quais predomina a sílica.
•
Pedras Calcárias - Onde as propriedades são
governadas pelo carbonato de cálcio
•
Pedra argilosa – nos casos em que a argila
(silicatos hidratados de alumínio ) é
•
2.3– Classificação Combinada
•
Podem-se unir duas classificações
anteriores, tendo em vista o desenvolvimento da
petrografia e o auxilio que ela pode trazer ao
engenheiro, bem como as vantagens de uma
classificação tecnológica mais de acordo com as
necessidades da Engenharia.
•
Deste modo classificam-se em:
– Silicosas eruptivas, silicosas sedimentares e silicosas
metamórficas
– Calcárias sedimentares e calcárias metamórficas.
– Argilosas.
Descrição das Rochas Mais
Descrição das Rochas Mais
Importantes
Importantes
•
Rochas silicosas eruptivas: São formadas
pelo: granitos, sienitos, sienitos nefelinicos,
dioritos, gabros, riolitos, traquitos, Andesitos,
diabásios,basaltos e meláfiros.
Constituição Mineralógica
Constituição Mineralógica
Rochas
com
cristais grandes
Constituintes
Minerais
Rochas de
grão fino
(porfiríticas)
Granito
Q+O+(P)+A
RiolitoSilenito
O+(P)+A
TraquitoDiorito
(O)+P+A ou B
AndesitoGabro
P+B
BasaltoOBS.: Q – quartzo O – Ortoclásio P – Pagioclásio A – Anfibólio B – Piroxênio ( ) minerais em pequena quantidade.
•
3.2– Rochas silicosas sedimentares
•
Arenito: Constituídos por grãos de silica ou
quartzo, ligados por cimento silicoso, argiloso ou
calcário.
•
3.3– Rochas silicosas metamórficas
•
São os: Gnaises, Micaxistos e Quartizitos
•
3.4– Rochas Calcárias sedimentares e
metamórficas
•
Conhecidas vulgarmente por calcários, são
elas: Tufos calcáreis, alabastros, travertinos,
brechas e conglomerado e mármores.
•
3.5– Rochas argilosas
4- Propriedade das pedras
4- Propriedade das pedras
•
A qualidade de uma pedra fica definida pela sua aptidão em
satisfazer as condições técnicas para uma determinada utilização,
considerando-se de boa qualidade quando satisfizer estas
condições de maneira favorável. As propriedades fundamentais
das pedras são referidas aos seguinte requisitos básicos:
– A ) Resistência mecânica: capacidade de suportar a ação das cargas aplicadas sem entrar em colapso.
– B ) Durabilidade: capacidade de manter as suas propriedades físicas e mecânicas com o decorrer do tempo e sob a ação de agentes
agressivos , quer do meio ambiente, que intrinsecos, sejam eles físicos, químicos ou mecânicos.
– C ) Trabalhabilidade: Capacidade da pedra em ser afeiçoada com o mínimo de esforço.
– D ) Estética: aparência da pedra para fins de revestimento ou acabamento.
– E ) Outras propriedades: Cor, Fratura, Homogeneidade, Massa específica e compacidade, porosidade, permeabilidade,
higroscopicidade, gelividade, condutibilidade térmica e elétrica, dureza, aderência, Propriedades mecânicas ( compressão, tração, flexão e cisalhamento, desgaste e choque ).
Aplicações
Aplicações
•
– Alvenarias e cantarias
•
Antes do seu emprego a pedra sofre uma série de operações
que têm por finalidade dar-lhe forma, aspecto e dimensões mais
convenientes para o fim que se tem em vista. A este conjunto de
operações dá-se o nome de afeiçoamento da pedra.
•
A associação maciça , obtida pela associação dos blocos de
pedra, constitui o que se denomina de alvenaria ou cantaria. A
diferenciação entre ambas está no grau de afeoçoamento dos blocos
e nos cuidados de execução.
•
As alvenarias de pedra podem ser classificadas em seca e
argamassada.
•
Na pedra seca, as pedras são colocadas umas sobre outras e
travadas sobre o atrito. Devem ser colocadas de forma a diminuir as
juntas e pequenos vazios, que são então tomados por pedras
menores, de forma a distribuir a pressão.
•
As Argamassadas, as pedras são ligadas por argamassa,
antigamente de cal – nas chamadas de pedra e cal – e hoje quase
sempre de cimento.
•
– Pavimentação
•
Os calçamentos de pedra podem ser de
paralelepípedos, alvenaria poliédrica, pedra portuguesa ou
lajotas.
•
Paralelepípedos, é o de maior uso em pavimentação,
sendo o leito de rua limitado nos bordos pelas guias de
meios-fios, também de pedra ou de concreto.
•
– Revestimentos
•
A pedra é usada tanto para revestimento externo como
para interno. No caso de uso em exteriores , além do
aspecto estético deve ser considerada a durabilidade da
pedra. Para interiores, a pedra é geralmente polida, pode
ser aparelhada, apicoada ou lavrada, quando aplicada em
exteriores.
•
- Agregado para Concretos e Argamassas: Atualmente é
ROCHAS ORNAMENTAIS
ROCHAS ORNAMENTAIS
•
São materiais naturais que agregam valor
principalmente através de suas características
estéticas, destacando-se o padrão cromático,
desenho, textura e granulação.
•
os principais tipos de rochas ornamentais são os
granitos e os mármores.
•
Outros tipos rochosos: travertinos, quartzitos,
arenitos, conglomerados, ardósias, etc.
Características tecnológicas
Características tecnológicas
•
solicitações naturais e artificiais: provocam desgaste, perda de
resistência mecânica, fissuração, manchamento, eflorescência de sais
e mudanças de coloração.
•
medida preventiva: correta especificação das rocha diante dos usos
pretendidos, observando-se o efeito estético desejado, porém
respeitando-se as características tecnológicas dos materiais.
•
ensaios de caracterização tecnológica: campos de aplicação dos
materiais e o seu comportamento diante das solicitações, item
obrigatório
•
Os ensaios mais importantes "índices de qualidade" :
– análise petrográfica,
– índices físicos (porosidade, absorção d´água e densidade); – desgaste abrasivo Amsler;
– dilatação térmica linear;
– resistência à tração na reflexão; – resistência à compressão uniaxial.
Os granitos
Os granitos
• Para o setor de rochas ornamentais o termo "granito" designa um amplo conjunto de rochas silicáticas, compostas predominantemente por quartzo e feldspato.
• Abrangem rochas homogêneas (granitos, sienitos, monzonitos, charnoquitos, diabásios, basaltos, etc) e as chamadas "movimentadas" (gnaisses e
migmatitos).
• As cores das rochas são fundamentalmente determinadas pelos constituintes mineralógicos.
• Os minerais formadores dos granitos são definidos por associações variáveis de quartzo, feldspatos, micas, piroxênios e anfibólios, com diversos minerais acessórios em proporções reduzidas.
• O quartzo normalmente é translúcido, incolor ou fumê;
• os feldspato conferem a coloração avermelhada, rosada e creme-acinzentada nos granitos.
• A cor negra, variavelmente impregnada na matriz das rochas, é conferida por teores variáveis de mica (biotita), piroxênio e anfibólio, principalmente.
• A resistência à abrasão dos granitos é normalmente proporcional á dureza dos seus minerais constituintes. Dentre estes minerais, de acordo com a Escala Mohs, temos o quartzo com dureza 7 e os feldspato com dureza 6. Entre os granitos, a resistência ao desgaste será, normalmente, tanto maior quanto maior a quantidade de quartzo.
Os mármores e travertinos
Os mármores e travertinos
•
Englobam as rochas carbonáticas, incluindo calcários,
dolomitos e seus correspondentes metamórficos ( os
próprios mármores).
•
Os calcários são rochas sedimentares compostas
principalmente de calcita (carbonato de cálcio),
enquanto os dolomitos são rochas também
sedimentares formadas sobretudo por dolomita
(carbonato de cálcio e magnésio).
•
Os mármores resultam do metamorfismo (modificações
ocorridas na rocha devido a variações nas condições de
pressão e temperatura, em relação ao ambiente de
origem) de calcários e dolomitos.
•
Nos mármores, o padrão cromático é definido por
minerais acessórios e impurezas, pois os constituintes
principais (calcita e dolomita) são normalmente brancos.
Os mármores e travertinos
Os mármores e travertinos
• A dureza (resistência ao risco) é sensivelmente menor nos mármores do que nos granitos, pois seus constituintes (calcita e dolomita) apresentam dureza na Escala Mohns entre 3 e 4; nos granitos, como vimos
anteriormente, as durezas (do feldspato e do quartzo) são, respectivamente, 6 e 7.
• Para se distinguir um mármore de um granito, dois procedimentos simples são recomendados: os granitos não são riscados por canivetes, chaves ou pregos, como os mármores; e os mármores reagem ao ataque do ácido clorídrico (ou muriático), efervescendo tanto mais intensamente quanto maior o seu teor em calcita.
• Os travertinos, a exemplo dos calcários, são rochas carbonáticas
essencialmente calcíticas (carbonato de cálcio). Podem apresentar-se pouco ou não metamorfizadas e são definidas pela sua coloração bege-amarelada.
• Apresentam características físicas muito heterogêneas, marcadas por bandeamento concêntrico ou tabular, cavidades, estruturas alveolares, feições brechóides e freqüentes impurezas argilosas e silicosas. No setor de rochas ornamentais os travertinos são comumente referidos como mármores.
• No Brasil, diversas ocorrências de travertinos são descritas e assinaladas em mapas geológicos, com depósitos mais expressivos na região Nordeste
Quartzitos, arenitos e
Quartzitos, arenitos e
conglomerados
conglomerados
•
Quartzitos e arenitos são rochas compostas
essencialmente por quartzo.
•
Geralmente, arenitos são rochas sedimentares
clásticas (originadas do acúmulo e consolidação
de sedimentos de granulação areia: 0,02 a 2,0
mm), enquanto os quartzitos originam-se a partir
de metamorfismo de rochas sedimentares, como
os próprios arenitos.
•
os arenitos são normalmente mais porosos e
menos resistentes do que os quartzitos.
•
A composição quartzosa (dureza 7) de arenitos e
quartzitos lhes confere alta resistência ao risco e
ao desgaste abrasivo.
Quartzitos, arenitos e
Quartzitos, arenitos e
conglomerados
conglomerados
• Algumas variedades de quartzitos são relativamente flexíveis e desenvolvem desplacamento em planos preferencias de foliação, determinados sobretudo pela orientação de placas de mica.
• Arenitos com estrutura estratificada ou laminada podem permitir
desplacamento ao longo das camadas, geralmente sobrepostas e paralelas entre si.
• Conglomerados são também rochas sedimentares clásticas, que diferem dos arenitos por apresentarem constituintes (sedimentos) de maior diâmetro
(superior a 2,0 mm).
• Tais constituintes, referidos como seixos e grânulos, compõem-se
basicamente de fragmentos de quartzo e tipos variados de rocha (quartzos, granitos, gnaisses, etc).
• Os conglomerados utilizados como rocha ornamental geralmente acham-se afetados por metamorfismo, o que lhes confere maior coesão entre os grãos e maior resistência mecânica.
Ardósias
Ardósias
•
Ardósias são rochas metamórficas de baixo
grau, pelíticas, que têm clivagem ardosiana, isto
é, orientação planar preferida de minerais
placóides. Por causa disto, partem-se segundo
superfícies notavelmente planas.
•
Compõe-se essencialmente de mica
(muscovita-sericita), quartzo e clorita.
•
São homogêneas, apresentam dureza média, e
podem ser encontradas nas cores cinza, verde,
preta, roxa e ferrugem.
ACABAMENTOS PARA ROCHAS
ACABAMENTOS PARA ROCHAS
ORNAMENTAIS
ORNAMENTAIS
•
Materiais Brutos naturais: Sem nenhum tratamento, apresentam
excelentes características de materiais anti-derrapante. Utilização:
áreas externas. OBS: esta opção merece atenção redobrada pois
os materiais podem não mostrar exatamente a beleza dos detalhes
das pedras, porém, se tratados com uma resina acrílica, podem
atingir resultados satisfatórios.
•
Materiais Levigados: São materiais que passam apenas pelo
primeiro estágio do polimento, ou seja, a superfície das pedras é
somente corrigida, retirando-se as marcas deixadas após a serrada,
passando-se apenas os abrasivos de grão mais grosso,
normalmente grãos 24, 36 e no máximo grão 60. Utilização:
Normalmente, este tipo de acabamento de superfície, é utilizado em
pedras que serão utilizadas em quintais, rampas não muito
íngrimes e bordas de piscina, já que a superfície continua
anti-derrapante, porém não rugosa, a ponto de machucar ou desfiar
roupas de quem sentar sobre elas.
ACABAMENTOS PARA ROCHAS
ACABAMENTOS PARA ROCHAS
ORNAMENTAIS
ORNAMENTAIS
• Materiais Polidos: Recebem acabamento lustrado, que se executado de
acordo com os normativos técnicos de polimento com abrasivos específicos, define o fechamento dos poros e uma maior durabilidade do brilho das
pedras. Utilização: revestimentos em geral de áreas internas, como pisos, escadas e paredes.
• Materiais Flameados: Materiais que têm a superfície Levigada, e
posteriormente são submetidos a fogo e água em seguida, para ficar com aspecto rugoso. Utilização: revestimentos externos, principalmente
escadarias e rampas acentuadas.
• Materiais Apicoados: Materiais semelhantes aos Flameados, porém o processo é feito com roletes pontiagudos, que provocam orifícios na superfície, deixando-a com aspecto rústico, porém uniforme.
• OBS: Nos materiais Brutos, Levigados, Flameados e Apicoados, quanto
estão secos, não se tem a noção exata das cores dos materiais, a menos que se utilize sobre sua superfície, algum tipo de produto que os deixem com a impressão de molhados, mostrando as cores e/ou detalhes dos mesmos. Um exemplo de produto utilizado, é o Quarry Glass 200, da Master Seal, que deixa os materiais com este aspecto, ao mesmo tempo impermeabilizando-os, sem com isso, deixá-los mais derrapantes.
ROCHAS ORNAMENTAIS NO
ROCHAS ORNAMENTAIS NO
SÉCULO XXI
SÉCULO XXI
•
Cenário Mundial
•
A produção mundial noticiada de rochas ornamentais e de
revestimento é de aproximadamente 55 milhões de
toneladas/ano(Era apenas 1,5 milhões de toneladas/ano na década
de 20)
•
Estima-se que os negócios do setor movimentem pelo menos US$ 40
bilhões/ano
•
Cerca de 70% da produção mundial é transformada em chapas e
ladrilhos para revestimentos, 15% é desdobrada em peças para arte
funerária, 10% para obras estruturais e 5% para outros campos de
aplicações.
•
O consumo de rochas é estimado em 600 milhões de m²/ano, sendo
os produtos cerâmicos, com um consumo de 3,8 bilhões de m²/ano,
seus principais concorrentes na construção civil.
•
Para 2025, projeta-se a quintuplicação do consumo mundial e
transações internacionais de 2,1 bilhões de m² equivalentes/ano.
Caracterização Comercial
Caracterização Comercial
•
Do ponto de vista comercial, as rochas
ornamentais e de revestimento são basicamente
classificadas em granitos e mármores, que
perfazem cerca de 90% da produção mundial.
•
Ardósias, quartzitos, pedra sabão, serpentinitos,
basaltos, conglomerados naturais, também se
destacam setorialmente.
•
A média dos preços internacionais para blocos
de mármores e granitos, situa-se entre US$ 400
e US$ 1.200/m³, enquanto que o preço médio
do produto final varia de US$ 30 a 60/m².
•
No mercado externo as transações comerciais,
proporcionadas pela venda de chapas polidas,
geram uma receita três a quatro vezes maior,
por metro cúbico, que a venda em bloco.
•
A venda de produtos finais, por sua vez, permite
gerar uma receita seis a dez vezes maior, por
metro cúbico, que a venda em bloco.
•
O padrão cromático é o principal atributo
considerado para qualificação comercial de uma
rocha.
As rochas ornamentais e de revestimento têm valor comercial muito significativo frente a outras matérias primas minerais. O quadro comparativo do seu valor em peso relativamente aos minérios de ferro e ouro
Destaques do Mercado
Destaques do Mercado
Internacional
Internacional
•
a Itália é um dos principais “players” do setor, colocando-se entre os
maiores produtores, maior importadora de matéria prima, maior
consumidora per capita e maior exportadora de rochas, bens de capital
e tecnologia, tendo sido responsável em 1999 por 32,9% em peso das
transações de produtos beneficiados e 46% em peso das transações
de máquinas e equipamentos, no mercado internacional.
•
Os EUA, seguidos do Japão, são por sua vez os principais
importadores de produtos acabados, tendo respondido por 32,6% em
peso das transações mundiais em 1999.
•
A Itália, Espanha, Japão, Alemanha, EUA e França foram
responsáveis por 40% do consumo mundial noticiado em 1999.
•
A participação brasileira no mercado internacional de rochas
processadas é ainda limitada e está bastante aquém da posição da
China e Índia, nossos principais concorrentes.
•
O principal fluxo comercial brasileiro de rochas processadas é mantido
com os EUA e situou-se na 15ª posição do ranking mundial em 1999.
Situação Brasileira
Situação Brasileira
• Quadro Setorial
• produção de 500 variedades comerciais de rochas, entre granitos, mármores, ardósias, quartzitos, travertinos, pedra sabão, basaltos, serpentinitos,
conglomerados, pedra talco e materiais do tipo pedra Miracema, pedra Cariri e pedra Morisca, derivadas de quase 1.300 frentes de lavra.
• Os granitos perfazem cerca de 60% da produção brasileira, enquanto 20% são relativos a mármores e travertinos e quase 8% a ardósias.
• O setor brasileiro de rochas ornamentais movimenta cerca de US$ 2,1
bilhões/ano, incluindo-se a comercialização nos mercados interno e externo e as transações com máquinas, equipamentos, insumos, materiais de consumo e serviços, gerando cerca de 105 mil empregos diretos em aproximadamente 10.000 empresas.
• O mercado interno é responsável por quase 90% das transações comerciais e as marmorarias representam 65% do universo das empresas do setor.
Situação Brasileira
Situação Brasileira
•
Produção
A extração brasileira de rochas totaliza 5,2 milhões de
toneladas/ano.
•
Os estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia
respondem por 80% da produção nacional.
•
O estado do Espírito Santo é o principal produtor, com
47% do total brasileiro. O estado de Minas Gerais é o
segundo maior produtor e responde pela maior
diversidade de rochas extraídas.
•
O parque industrial brasileiro de beneficiamento
encontra-se tecnologicamente defasado, sobretudo pela
antigüidade das máquinas e equipamentos em
Situação Brasileira
Situação Brasileira
•
Exportação
•
No ano 2000, 508 empresas distribuídas em 22 estados da
Federação, compuseram a base exportadora de rochas.
•
No ano de 1999, cerca de 71% das exportações de rochas
processadas, em valor, foram destinadas aos EUA, enquanto que
para a Itália foram remetidos 40% em peso das exportações de
rochas brutas, caracterizando uma concentração muito elevada de
vendas para esses dois mercados.
•
No ano de 1999, o Brasil teve participação de 0,3% nas exportações
mundiais de rochas carbonáticas brutas (blocos de mármore, posição
25.15), de 9,9% nas de rochas silicáticas brutas (blocos de granito,
posição 25.16), de 1,3% nas de rochas processadas simples (pedras
de calcetar, posição 68.01), de 1,4% nas de rochas processadas
especiais (produtos de mármore e granito, posição 68.02) e 5,6% nas
de ardósias (posição 68.03), compondo 4,9% do volume físico do
Situação Brasileira
Situação Brasileira
•
Esse desempenho posicionou o Brasil como sexto maior exportador
mundial de rochas em volume físico, atrás da Itália, China, Índia,
Espanha e Portugal e à frente da África do Sul, Turquia, Coréia do
Sul, Grécia, Finlândia e Alemanha.
•
Quanto às exportações de granitos brutos, o Brasil colocou-se em
quarto lugar com 9,9%, atrás da Índia (18,2%), África do Sul (11,7%)
e China (10,4%), situando-se em 12º lugar das exportações mundiais
de rochas processadas.
Observou-se expressivo crescimento das exportações brasileiras de
ardósias e quartzitos foliados, bem como a participação de pedra
sabão e serpentinitos nas exportações. Tais materiais, caracterizados
pela produção e beneficiamento regionalizados, já representaram
13,6% em valor e 10,4% em peso das exportações brasileiras de
rochas no ano 2000.
Situação Brasileira
Situação Brasileira
• Importações
• No ano 2000, as importações brasileiras totalizaram US$ 21,9 milhões e registraram queda de 10,0% em relação a 1999, invertendo-se uma
tendência forte de incremento ao longo de toda a década de 1990.
• A grande maioria das importações refere-se a chapas de mármores e travertinos, sobretudo provenientes da Itália, Espanha e Grécia.
• Consumo Interno
• O consumo interno aparente de blocos de mármore e granito, segundo dados oficiais do Sumário Mineral Brasileiro, foi de 1,67 milhões de toneladas no ano de 1999, com crescimento 19,7% em relação a 1998.
• Esses valores de 1999 seriam equivalentes a 18,3 milhões de m²/ano e corresponderiam a 3,5% do consumo mundial de chapas, traduzindo um consumo per capita de 7 a 8 kg/ano de mármores e granitos.
• Se for no entanto considerada a produção real de blocos de mármore e granito estimada neste trabalho, bem como a das demais variedades de rochas exploradas no Brasil, o consumo interno atinge cerca de 50 milhões