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XP MULTIESTRATÉGIA FIM

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Academic year: 2021

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XP MULTIESTRATÉGIA FIM

X P G e st ão d e R ec u rs o s – X P M u lt ie st ra té gi a FI M

O XP MULTIESTRATÉGIA FIM é um fundo de investimento multimercado que tem como objetivo buscar a valorização de suas cotas em um horizonte de longo prazo por meio de uma gestão ativa em estratégias de renda fixa local (RFL), renda fixa internacional (RFI), renda variável (RV) e quantitativas (EQ). Para tanto, a equipe de Gestão se dedica a manter uma carteira de ativos altamente diversificada e líquida.

A gestão do fundo é compartilhada entre cinco equipes de gestão da XP Gestão de Recursos, incluindo o gestor de risco, que controla e monitora diariamente o fundo, com o intuito de garantir a adequação do mandato à política de investimento. As decisões de investimento são tomadas em comitês quinzenais com a presença de todos os gestores envolvidos e suas equipes de análise.

O Fundo busca um retorno entre 150% e 200% do CDI. Para atingir uma rentabilidade nesse nível, estimamos que ele trabalhe com uma volatilidade média de 5% ao ano, sendo esta menor quando estivermos menos alocados e maior quando estivermos com grande convicção no cenário. Mitigamos os riscos do produto de forma a garantir uma relação ótima entre risco e retorno, mas sabemos que com as volatilidades apresentadas pelos mercados em momentos de estresse, o fundo pode apresentar cotas negativas em janelas mensais/trimestrais.

A alocação média individual de cada uma das estratégias é de 25% do risco, medido pelo VaR, podendo variar entre 15% e 35% de acordo com a convicção da equipe de gestão em determinado mercado. O fundo trabalha com limite global de Var e Stress e também por estratégia de gestão.

O fundo teve retorno de -0,11% no 4T14 contra 2,76% do CDI. Desde o início, em setembro de 2013, o XP MULTIESTRATÉGIA FIM acumula retorno de 15,39%, ou 109% do CDI.

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X P G e st ão d e R ec u rs o s – M u lt ie st ra té gi a FI M Análise do Trimestre

O grande evento do 4T14 foi, sem dúvida, a reeleição da presidente Dilma Rousseff, por uma pequena margem sobre o candidato oposicionista Aécio Neves, do PSDB. À natural apreensão, com o desfecho do processo eleitoral, somou-se um ambiente externo muito volátil, que amplificou os movimentos em Bolsa, câmbio e juros.

A confirmação de Joaquim Levy na Fazenda, complementado por Nelson Barbosa no Planejamento e pela recondução de Alexandre Tombini à frente do Banco Central, trouxe alívio aos mercados financeiros e dominou o noticiário econômico de novembro. Sem dúvida é mais um sinal importante de que a presidente reeleita entende, ao menos em alguma medida, a enorme dificuldade de ajuste econômico a ser enfrentada nos próximos anos.

Contudo, os preços continuam pressionados, com o IPCA fechando o ano em 6,41%. Com o objetivo de aproximar a inflação à meta central de 4,5% ao ano, o Banco Central elevou a SELIC de 11% para 11,75% no trimestre. Apesar de ter acelerado o processo de alta dos juros – pesquisas esperavam um aumento de 25bp em dezembro, ao invés dos 50bp que vieram – o Copom indicou, no comunicado divulgado após a reunião, que a taxa deverá continuar subindo no futuro, mas que isso poderá acontecer de forma menos intensa, com "parcimônia".

No âmbito externo, em linha com nossa expectativa, o Real seguiu trajetória de desvalorização frente ao Dólar, passando de 2,42 no final de setembro para quase 2,70 no fechamento do ano.

A economia dos EUA continua apresentando melhora nos indicadores econômicos, o que ficou evidenciado no GDP de 5%, maior valor em 11 anos, e na redução na pressão inflacionária, influenciada pela redução do custo de petróleo. Apesar da grande expectativa do mercado quanto ao aumento de juros nos EUA já no primeiro semestre, o FED teve, em sua última ata, um tom dovish em seu discurso, ressaltando forte preocupação com o andamento das economias fora dos EUA e os riscos para a atividade doméstica e nível de emprego caso o preço de petróleo permanecesse num patamar muito baixo.

O 4T14 foi particularmente fraco para o resultado do fundo. Como evidenciado no gráfico abaixo, os detratores de performance foram os books de RFI e RFL, com 1,51% e 0,41%, respectivamente, de contribuição negativa.

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Em RFI nossas posições no mercado de dívida corporativa high yield americano sofreram com o impacto da queda acentuada do preço do petróleo (40% no trimestre), afetando significativamente o preço das ações e dívidas das empresas do setor. Ocorre que esse segmento tem cerca de 15% de sua composição – medida pelo índice iShares iBoxx $ High Yield Corporate Bond ETF, HYG – ligada ao setor de petróleo. O intenso movimento de correção pegou os participantes do mercado de surpresa, gerando um processo de venda intensa de ativos não limitado apenas a esse setor, com o HYG corrigindo 1% no trimestre. A expectativa de aumento de juros nos EUA e confirmação de eleição presidencial na Grécia para janeiro de 2015 também contribuíram para esse movimento de preços.

Embora nosso book como um todo tenha sido marcado para baixo nesse processo, os principais detratores de performance foram os setores de Auto Manufactures e de Iron & Steel. Seguimos bastante confiantes com o risco específico de cada um dos bonds da nossa carteira e acreditamos que ao longo do próximo trimestre teremos uma reversão dessa negativa marcação a mercado experimentada no final de 2014.

Os books de RV e EQ contribuíram positivamente em 0,23% e 0,01%, respectivamente. No book de EQ destacamos a contribuição positiva dos modelos de ativos internacionais, em particular as estratégias de Oil, Feeder, Emerging Market Bonds e Hogs.

Fonte: XP Gestão de Recursos -2,00% -1,50% -1,00% -0,50% 0,00% 0,50% 1,00% 1,50% 2,00% 2,50% 3,00%

RF OffShore RF QUANT LS Caixa

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X P G e st ão d e R ec u rs o s – M u lt ie st ra té gi a FI M

A evolução da alocação de risco do fundo por VaR no trimestre pode ser vista no gráfico abaixo. Ao longo do período o book de RV teve em geral ocupação de risco em torno do seu limite máximo individual. RFI e EQ tiveram ocupação média de 40% do risco, mas podemos reparar que o uso de risco no primeiro foi mais estável, enquanto que no segundo mais errático. Isso se deve à própria natureza dessas estratégias, em que a primeira tem perfil de mais médio/longo prazo enquanto que a segunda é por definição de curto prazo. O book de RFL teve alocação média em torno de 20% no período.

Fonte: XP Gestão de Recursos

Perspectivas

Embora Levy tenha toda credibilidade para o cargo de Ministro da Fazenda, a distância que separa a convicção ideológica do partido reeleito, do pragmatismo fiscalista, é grande. Sinais disso já foram percebidos com a reação negativa das correntes mais à esquerda que sustentam a coalização partidária vitoriosa em outubro. Nossa crença é que o mercado deve seguir confiando, mas com elevado grau de ceticismo e disposto a contínuas reavaliações a cada medida anunciada ou dado macroeconômico divulgado.

Quanto ao mix de política econômica a ser buscado, não parece haver hipótese de retomada sustentável do crescimento sem um prévio e relevante ajuste nas contas públicas. Nesse sentido, a rápida sinalização inicial de metas fiscais para o primeiro triênio

0,000% 0,200% 0,400% 0,600% 0,800% 1,000% 1,200% 03 /o u t/ 14 05 /o u t/ 14 07 /o u t/ 14 09 /o u t/ 14 11 /o u t/ 14 13 /o u t/ 14 15 /o u t/ 14 17 /o u t/ 14 19 /o u t/ 14 21 /o u t/ 14 23 /o u t/ 14 25 /o u t/ 14 27 /o u t/ 14 29 /o u t/ 14 31 /o u t/ 14 02 /n o v/ 14 04 /n o v/ 14 06 /n o v/ 14 08 /n o v/ 14 10 /n o v/ 14 12 /n o v/ 14 14 /n o v/ 14 16 /n o v/ 14 18 /n o v/ 14 20 /n o v/ 14 22 /n o v/ 14 24 /n o v/ 14 26 /n o v/ 14 28 /n o v/ 14 30 /n o v/ 14 02 /d ez /1 4 04 /d ez /1 4 06 /d ez /1 4 08 /d ez /1 4 10 /d ez /1 4 12 /d ez /1 4 14 /d ez /1 4 16 /d ez /1 4 18 /d ez /1 4 20 /d ez /1 4 22 /d ez /1 4 24 /d ez /1 4 26 /d ez /1 4 28 /d ez /1 4 30 /d ez /1 4

VaR DO XP MULTIESTRATÉGIA FIM POR ESTRATÉGIA

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foi bastante positiva, mas falta ainda detalhar como esse resultado será obtido. O ceticismo quanto ao efetivo corte de gastos é grande, que, se confirmado, deixa um ônus relevante no ajuste via receita, através do aumento de impostos e contribuições.

Enxergamos um ano com volatilidade nos ativos de risco, mas que continua com crescimento econômico positivo. Europa e Ásia continuam lutando contra a deflação, utilizando políticas monetárias acomodatícias. Juros negativo na Europa continua impactando alocação de capital da Europa para os EUA. Enxergamos o Federal Reserve cauteloso e provavelmente adiando a subida de juros dado impacto deflacionário do resto do mundo e Dólar forte. Em resumo, enxergamos um cenário de baixo crescimento econômico, mas sem recessão, volatilidade de ativos, mas sem ruptura e juros a níveis muito baixos, inclusive nos EUA. Esse ambiente é favorável à classe de ativo crédito corporativo internacional high yield.

O cenário macro de elevada indefinição no plano doméstico, potencializado pela volatilidade do ambiente externo, não nos parece favorável para estratégias de posicionamento características dos fundos com orientação “multimercados macro”. É nesse ponto que reside o diferencial do XP MULTIESTRATÉGIA FIM. Ao combinar diferentes books de risco com estratégias que não seguem necessariamente a mesma visão quanto à direção do mercado, nem tampouco o mesmo horizonte de investimento ou região geográfica, acreditamos que podemos oferecer condições para a geração de resultado em qualquer situação de mercado. Mais ainda, esse produto é um beneficiário direto da expansão das equipes de gestão e análise da XP Gestão, processo esse que contribui para um contínuo alargamento das estratégias disponíveis, diminuindo a dependência de qualquer book individual de risco no tempo para o atingimento das metas de performance do fundo.

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X P G e st ão d e R ec u rs o s – M u lt ie st ra té gi a FI M Disclaimer

Fundo: XP MULTIESTRATEGIA FIM; Tipo de Fundo: Multimercados Multiestratégia; Público Alvo: público em geral; Gestor: XP Gestão de Recursos; Administrador e Custodiante: BNYMellon Serviços Financeiros DTVMS.A; Data de início do fundo: 30/08/2013; Valor inicial da cota: 1,00000000; Taxa de Administração (inclui Custódia e Gestão): 2,00%; Taxa de performance: 20% sobre o que exceder o CDI; Benchmark: CDIESTE MATERIAL É DE CARÁTER EXCLUSIVAMENTE INFORMATIVO E NÃO DEVE SER CONSIDERADO UMA OFERTA PARA COMPRA DE COTAS DO FUNDO. O PRESENTE MATERIAL FOI PREPARADO DE ACORDO COM INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AO ATENDIMENTO DAS NORMAS EMANADAS PELA CVM E ANBIMA. AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESSE MATERIAL ESTÃO EM CONSONÂNCIA COM O PROSPECTO, PORÉM NÃO O SUBSTITUEM. LEIA O PROSPECTO E REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR, COM ESPECIAL ATENÇÃO PARA AS CLÁUSULAS RELATIVAS AO OBJETIVO E À POLÍTICA DE INVESTIMENTO DO FUNDO, BEM COMO DAS DISPOSIÇÕES ACERCA DOS FATORES DE RISCO A QUE O FUNDO ESTÁ EXPOSTO. ANTES DE TOMAR UMA DECISÃO DE INVESTIMENTO DE RECURSOS NO FUNDO, OS INVESTIDORES DEVEM, CONSIDERANDO SUA PRÓPRIA SITUAÇÃO FINANCEIRA, SEUS OBJETIVOS DE INVESTIMENTO E O SEU PERFIL DE RISCO, AVALIAR, CUIDADOSAMENTE, TODAS AS INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS NO PROSPECTO E NO REGULAMENTO DO FUNDO. O INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE MATERIAL APRESENTA RISCOS PARA O INVESTIDOR. AINDA QUE A INSTITUIÇÃO ADMINISTRADORA MANTENHA SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS, NÃO HÁ GARANTIA DE COMPLETA ELIMINAÇÃO DA POSSIBILIDADE DE PERDAS PARA O FUNDO E PARA O INVESTIDOR. O FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE MATERIAL NÃO CONTA COM GARANTIA DA INSTITUIÇÃO ADMINISTRADORA, DO GESTOR, DO CUSTODIANTE, DE QUAISQUER OUTROS TERCEIROS, DE MECANISMOS DE SEGURO OU DO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO - FGC. A RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. DATA DE INÍCIO DO 15/09/2006. INSTITUIÇÃO ADMINISTRADORA: BNYMellon Serviços Financeiros DTVMS.A. CNPJ N.º: 02.201.501/0001-61. ENDEREÇO: Av. Presidente Wilson, 231, 11º andar, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20030-905. DATA BASE DO MATERIAL: 30/12/2014. PARA INFORMAÇÕES OU DÚVIDAS SOBRE A GESTÃO DO FUNDO EM QUESTÃO ENVIE E-MAIL PARA: [email protected]. OUVIDORIA [email protected] ou 0800 725 3219.

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