Lançamento de Linhas
Risers
Os risers são tubos que fazem a ligação entre os poços de
petróleo, no fundo do mar, e as plataformas ou navios, na superfície. São considerados como uma das partes críticas de um sistema de exploração offshore.
Essas estruturas ficam continuamente sujeitas às ações
dinâmicas de ondas, correntes marítimas e movimento da plataforma, podendo ter o seu comportamento influenciado pelo grande número de esforços a que são submetidos.
Risers
Um riser de perfuração é aquele que tem como função
perfurar o poço, protegendo e guiando a coluna de perfuração, permitindo o retorno da lama do poço para a plataforma.
Um riser de completação é empregado no conjunto de
operações destinadas a equipar o poço para produzir óleo ou gás, ou ainda injetar fluidos no reservatório.
Risers
Um riser de injeção permite a injeção de gás no poço para
reduzir a densidade do petróleo e provocar sua elevação para a superfície, ou injetam água ou gás no reservatório para aumentar a pressão dentro do mesmo e melhorar o desempenho do poço.
Um riser de produção é responsável por conduzir o fluido
Risers
Quanto à constituição
estrutural, os risers
podem ser classificados como rígidos, flexíveis ou híbridos.
Os rígidos são
normalmente
fabricados em aço, mas podem também ser de titânio ou compósitos.
Risers
Os flexíveis são
formados por diversas camadas intercaladas, cada qual com
diferentes finalidades e composições.
Os híbridos compreendem uma seção vertical inferior
rígida, que opera sob tensão gerada por bóias de
subsuperfície, seguido de uma seção superior em catenária de duto flexível.
Operação - Descrição
Os navios do tipo PLSV são utilizados para lançamento e interligação de pipelines submarinos.Manifolds
10 slot = 548 tonelafas = 315 toneladas (21x7x4m)+ suction 233 toneladas (6,5 X 30 m) 4 slot = 75 toneladas = manifold(7X5X3 m) 45t+mudmat(15X8X0,6m) 30tManifolds - Componentes
Válvulas e dutos Estrutura
Fundação (ancoragem do equipamento) Sistema de controle
Manifolds
Operação - Descrição
Dependendo do método, um pipeline marinho é exposto à
diferentes carregamentos (pressão hidrostática, tensão,
torção) durante a instalação realizada por um lay-vessel.
A análise da instalação baseia-se em um modelo de
elementos finitos (inputs: geometria do layramp, dados de projeto do pipeline e profundidade da lâmina d'água), visando determinar o lay-tension associado aos raios de curvatura observados na instalação.
Operação - Descrição
Operação - Descrição
Velocidade de instalação
S-lay 4.5 km/dia J-Lay 2.0-2.5 km/dia Reel-lay 1.0-2.0 km/hora Lâmina da água
S-lay shallow to limited; 300-500m; 2000m.
J-Lay (ultra) deep; 3000m +
Operação - Descrição
Diâmetros dos pipes
S-lay até 60” sem limite de espessura (máxima 72”) J-Lay até 24”-32” sem limite de espessura,
Reel-lay até 24” limite de espessura (D/t<22 para evitar o
Operação - Descrição
S-lay J-Lay Reel -lay Water depth Pipe diameter
shallow up to 20" +++ +/- ++
deep up to 20" ++ ++ ++
shallow above 20" +++ +/- +
deep above 20" + +++ +
Laying Speed ++ + +++
Operação - Descrição
Os métodos de pipeline mudaram significativamente nos
últimos 20 anos. Esse avanço na taxa de instalação (layrate) deve-se à uma combinação de fatores, incluindo:
Melhora nas técnicas de soldagem
Melhora nas capacidades de inspeção/vistoria Melhora nas técnicas de ancoragem
Operação - Procedimentos
Convencionalmente, a operação se dá nas seguintes etapas: i. Manuseio das pipe joints no convés, usando navios-guindastes; ii. Manuseio das juntas nas transportadoras (conveyors) para
chanfro (beveling) e união das juntas em pares (double joints);
iii. Armazenagem de double joints;
iv. Colocação das double joints na linha de fogo principal (main
firing line);
v. Colocação dos dutos no fundo do mar evitando geração de
Vídeo - Procedimentos
https://www.youtube.com/watch?v=f8MwmRhmbX
Operação - Procedimentos
O pipeline pode ser instalado na forma de carretel
Embarcações - Descrição
O termo PLSV se aplica a todos os tipos de embarcações
Embarcações - Descrição
Diferentes tipos de embarcações são utilizadas dependendo
do método de pipelay e/ou das características locais (profundidade de lâmina d'água, intemperismo, etc.)
Embarcações - Descrição
Exemplos deste grupo incluem “Pipelay Semisubmersibles”,
Embarcações - Descrição
Pipelay Semisubmersibles
Plataformas com capacidade de soldar seções de pipeline e instalá-las com precisão no leito marinho
Embarcações - Descrição
Pipelay Semisubmersibles
É necessário que a plataforma seja estável e as âncoras com tensão constante para posicionar o “S” no mar. Se houver oscilações significativas a tubulação poderá sofrer flambagem.
É possível soldar as junções rapidamente. Em média, se completa
uma solda a cada 3 minutos. Algumas embarcações chegam a ter até 4 estações de solda, que atuam simultaneamente
Alto custo operacional, já que há necessidade de AHSV, SV e
survey vessels adicionais. Além disso, a tripulação pode chegar a 400 pessoas.
Embarcações - Descrição
Pipelay Ships (Barcaças)
Embarcações - Descrição
Pipelay Ships (Barcaças)
Embarcações monocasco, e, portanto, com menor estabilidade
Isto gera maiores downtime e faz com que o período para
instalação de pipeline seja maior
Baixo custo operacional, uma vez que não é necessária a presença
Embarcações - Descrição
Pipelay Reel Ships
O pipeline é construído onshore carregado em um carretel na embarcação em uma única peça
Embarcações - Descrição
Pipelay Reel Ships
Diâmetros menores de pipeline
Pode ocorrer deformação plástica no carretel
Durante a instalação, o pipeline é desenrolado com o uso de uma
rampa especial, e depois posicionado no leito marinho em uma configuração próxima à do barge
Devido ao tamanho do carretel, só é possível realizar a instalação de pequenas seções de pipeline (o que pode ser compensado com a existência de mais carreteis)
Embarcações - Descrição
Tow or Pull Vessels
O pipeline é produzido onshore e rebocado ao mar quando completado
Embarcações - Descrição
Tow or Pull Vessels
Instalação de tubulações de pequeno comprimento (cuja instalação por outro método seria tecnicamente inviável), obrigatoriamente em linha reta
Uso de duas embarcações para o transporte
Na localização final, o pipeline é posicionado e alagado Baixo custo de operação
Possibilidade de melhoria na fabricação do pipeline (fabricação
Embarcações
Embarcações
Solitaire – ficha técnica
Em operação desde 1998
Comprimento (incluindo stinger): 397m (1302ft) / Comprimento (excluindo stinger): 300m (984ft)
Largura: 41m (135ft)
Velocidade máxima: 13,5 nós
Acomodação: 420 pessoas
Total de energia instalada: 51.480 kW
Sistema de posicionamento dinâmico
- Guindaste de transferência de dois dutos: 35t (77kips) em 33m (108ft), capacidade de içamento principal 18t (40kips) em 42m (138ft) chicote de elevação
- Guindaste de propósitos especiais: 300t (661kips) em 17m (56ft, capacidade içamento principal (main hoist capacity) 40t (88kips) em 57m (187ft) capacidade do chicote de elevação (whip hoist capacity)
PLET installation frame: 400t (882kips) Duas fábricas adjuntas (double-joint factories), cada uma com 3 estações de soldagem (welding stations)
Linha principal com 5 estações de soldagem para double-joints e 4 estações de revestimento Capacidade do tensor: 3x350t (3x772kips) a 30m/min (98ft/min)
Diâmetros do duto: 2 a 60 polegadas de diâmetro externo
Embarcações
Solitaire – ficha técnica
Em operação desde 1998
Comprimento (incluindo stinger): 397m (1302ft) / Comprimento (excluindo stinger): 300m (984ft)
Largura: 41m (135ft)
Velocidade máxima: 13,5 nós
Acomodação: 420 pessoas
Total de energia instalada: 51.480 kW
Sistema de posicionamento dinâmico
- Guindaste de transferência de dois dutos: 35t (77kips) em 33m (108ft), capacidade de içamento principal 18t (40kips) em 42m (138ft) chicote de elevação
- Guindaste de propósitos especiais: 300t (661kips) em 17m (56ft, capacidade içamento principal (main hoist capacity) 40t (88kips) em 57m (187ft) capacidade do chicote de elevação (whip hoist capacity)
PLET installation frame: 400t (882kips) Duas fábricas adjuntas (double-joint factories), cada uma com 3 estações de soldagem(welding stations)
Linha principal com5 estações de soldagem para double-joints e4 estações de revestimento
Diâmetros do duto: 2 a 60 polegadas de diâmetro externo Capacidade de armazenamento de dutos: 22.000t
Dados necessários para planejamento
de uma campanha
Instante de liberação da licença ambiental
Chegada do material no porto
Local (coordenadas)
Lâmina da água
Extensão da linha a ser lançada
Número de interligações
Necessidade de sonda de apoio?
Especificidade quanto ao navio?
Dados necessários para planejamento
de uma campanha
Taxa de lançamento
Delays esperados por condições ambientais
Potencial de produção de óleo associado
Planejamento de Operações
Cada tarefa de interligação pode ser realizada a
partir de um dado instante (instante de liberação),
que depende do planejamento operacional da
empresa (chegada de material ao porto) e
autorização de órgãos reguladores (IBAMA).
Cada tarefa, ao ser postergada, gera um custo de
oportunidade em função do adiamento do início da
produção de óleo.
Planejamento de Operações
O problema consiste em determinar a sequência de
execução das tarefas de interligação que minimizem
o custo de oportunidade.
Parâmetros & Variável de Decisão
jk
a
jt
c
Custo de oportunidade de iniciar a tarefa j noinstante t
Duração da tarefa j ao ser realizada pela embarcação
k
Parâmetro binário: 1, se a tarefa j for compatível com a embarcação k; 0, em caso contrário
k j
p
j
r
Instante de liberação da tarefa j
0
1
t jkx
Se a tarefa j for iniciada pela embarcação k no instante t Em caso contrárioModelo
Matemático
j
t
k
x
k
t
x
j
x
a
x
c
t jk n j t p t s s jk m k p T r t t jk jk m k n j p T r t t jk jt k j k j j k j j,
,
1
,
0
,
1
1
:
to
subject
min
1 1 1 1 1 1 1
Exemplo
Alocação Ótima de uma Lista de Tarefas
Navio 1 Navio 2 Navio 3 Navio 4 13 2 5 8 14 10 7 15 3 6 9 12 11 1 4
Glossário
1. Reel = carretel/bobina 2. Welding = soldagem/solda 3. Tow/pull = reboque 4. Hoist = guincho 5. Crane = guindaste 6. Barge = barcaça7. Downtime = tempo inoperante
Referências
1. "Solitaire, the largest pipelay vessel in the world". Allseas. Retrieved 27 May
2009.
2. Bay, Y.; Bay Q. – “Subsea Pipelines and Risers” – Ed. Elsevier, 2005.
Créditos