B
B
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Conceitos de Probabilidade - Experimento Aleat´
Conceitos de Probabilidade - Experimento Aleat´orio;
orio;
Espa¸
Espa¸co
co de
de Probabil
Probabilidade;
idade; Probabi
Probabilidade
lidade Condici
Condicional
onal ee
Ind
Indep
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endˆenci
encia.
a. T
Teore
eorema
ma de
de Bayes
Bayes
Be
Ben
n Dˆ
Dˆei
eivi
vide
de
9 de Agosto de 2018
9 de Agosto de 2018
Quando desejamos compreender algum fenˆQuando desejamos compreender algum fenˆomeno da natureza, tentamos estud´omeno da natureza, tentamos estud´a-lo pora-lo por meio de um processo de observa¸
meio de um processo de observa¸c˜c˜ao chamado experimenao chamado experimento. to. Para o nosso estudo, definimosPara o nosso estudo, definimos
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 11 (Experimento Aleat´ (Experimento Aleat´orio)orio).. Tod Todo o expexperimeerimento nto cujo cujo reresultadsultado o n˜ n˜ ao pode ser ao pode ser previsto antes de sua execu¸
previsto antes de sua execu¸c˜ c˜ ao, ao, ´´e e chamadchamado o de de experimento experimento aleat´ aleat´ orio.orio. Podemos apresentar alguns exemplos.
Podemos apresentar alguns exemplos.
Exemplo 1.
Exemplo 1. Lan¸ Lan¸car um dado equilibrado e observar o resultado obtido na face superior car um dado equilibrado e observar o resultado obtido na face superior do dado.
do dado.
Exe
Exempmplo lo 2.2. Observar o n´ Observar o n´ umeumerro o de de chachamadmadas as teltelefˆ efˆ onioniccas as que que chechegam gam a a uma uma ccententrral al telefˆ
telefˆ onica em um determinado intervalo de tempo.onica em um determinado intervalo de tempo.
Exemplo 3.
Exemplo 3. Para a escolha ao acaso de uma lˆ Para a escolha ao acaso de uma lˆ ampada que acabou de sair do processo de ampada que acabou de sair do processo de fabrica¸
fabrica¸c˜ c˜ ao, verificar o tempo de dura¸ao, verificar o tempo de dura¸c˜ c˜ ao da lˆ ao da lˆ ampada em funcionamento.ampada em funcionamento. Por mais que n˜
Por mais que n˜ao ao seja pseja possoss´´ıvel prever o ıvel prever o resultado resultado antes de antes de sua execsua execu¸u¸c˜c˜ao, sabemos queao, sabemos que diversos resultado
diversos resultados ps possoss´´ıveis poıveis podem dem ocorrer. ocorrer. Assim, definimos,Assim, definimos,
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 22 (Espa¸ (Espa¸co amostral)co amostral).. O O conjuntconjunto o de de todos os todos os resultados possresultados poss´´ıveis ıveis de de um um expe- expe-rimento, denotado por
rimento, denotado por ΩΩ, , ´´e e chamadchamado o de de espa¸espa¸co amostral.co amostral. Cada resultado
Cada resultado de Ω ´de Ω ´e chamado de e chamado de ponto ou ponto ou elemento amostral. elemento amostral. Denotamos o eDenotamos o elementolemento por
por ww, e expressar, e expressar ww ∈∈ Ω, Ω, isisto to ´´e,e, ww pertence pertence a a Ω. Ω. Cada Cada resultaresultado do possposs´´ıveıvel l correspondecorresponde um, e somente um ponto
um, e somente um ponto ω ω ∈ ∈ Ω, e resultados distintos correspondem a pontos distintos de Ω, e resultados distintos correspondem a pontos distintos de ω
ω ∈ ∈ Ω, Ω, isisto to ´´e,e, ω ω representa apenas um ´ representa apenas um ´unico resultado de Ω. Vejamos alguns exemplos.unico resultado de Ω. Vejamos alguns exemplos.
Exem
Exemplo plo 4.4. Com base nos Exemplos anteriores, temos para o Exemplo 1 temos Com base nos Exemplos anteriores, temos para o Exemplo 1 temos Ω Ω ==
{{11,, 22,, 33,, 44,, 55,, 66}}. Para o Exemplo 2 temos . Para o Exemplo 2 temos Ω Ω == NN. E para o Exemplo 3, temos . E para o Exemplo 3, temos Ω Ω == RR++..
Exem
Exemplo plo 5.5. Um experimento lan¸ Um experimento lan¸ca duas moedas honestas, e deseja-se verificar a face ca duas moedas honestas, e deseja-se verificar a face sup
superior dessas erior dessas momoeedas. das. SabSabe-se que e-se que ccada ada momoeeda da aprapresentesenta a duas faces: duas faces: ccarara a (H) (H) e e ccororoa oa (T). Dessa forma, o espa¸
(T). Dessa forma, o espa¸co co amostral amostral ´´e e dado dado por:por: Ω
Ω == {{((H,H, H H )),, ((H,H, T T )),, ((TT,, H H )),, ((TT,, T T ))}}.. Entretanto,
Entretanto, tamb´tamb´em em podpodemos emos ter ter um um conjunto conjunto qualquerqualquer AA, , que que cont´cont´em em parte parte do do ele- ele-mentos
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 33 (Subconjunto) (Subconjunto).. Se todo Se todo elemento elemento do do conjunto conjunto A ´A ´e e tamb´tamb´em em elemento elemento de de ΩΩ,, ent˜
ent˜ ao ao A A ´´e e definiddefinido o ccomo omo um um subsubcconjuntonjunto o de de ΩΩ, sendo representado, sendo representado AA ⊂⊂ ΩΩ ou ou ΩΩ ⊃⊃ AA (lˆ
(lˆe-se-se: e: A A estest´ ´ a contido em a contido em ΩΩ ou ou ΩΩ con cont´t´em em A)A).. Es
Essa sa dedefinfini¸i¸c˜c˜ao pode ser aplicada entre subconjuntos de Ω, como no exemplo a seguir.ao pode ser aplicada entre subconjuntos de Ω, como no exemplo a seguir.
Exemplo 6.
Exemplo 6. Sejam o conjunto Sejam o conjunto Ω Ω == { {11,, 22,, 33,, 44,, 55,, 66}}, e seus subconjuntos,, e seus subconjuntos, B
B == { {11,, 22,, 33,, 44,, 55}} e e AA = = { {11,, 22,, 33}},, ent˜
ent˜ ao ao A A ´´e e um um subconjunto subconjunto de de B, B, pois, pois, os os elementoelementos s que que cont´cont´em em em em A, A, tamb´tamb´em em cont´cont´em em em B. Assim,
em B. Assim, AA ⊂ ⊂ B B..
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 44 (Evento) (Evento).. Todo subconjunto do espa¸ Todo subconjunto do espa¸co amostral ( co amostral ( ΩΩ), representado por letras ), representado por letras latinas em mai´
latinas em mai´ usculo, A, B,usculo, A, B, .. .. .., , ´´e e chamadchamado o de de evento.evento.
Exemplo 7.
Exemplo 7. Escolher ao Escolher ao acaso um acaso um ponto no ponto no cc´´ırculo de ırculo de raio 1 raio 1 centcentrado na rado na origem. origem. Ent˜ Ent˜ aoao Ω
Ω == c c´´ırcırcululo o ununitit´ ario =ario´ = { {((x,x, yy)) ∈ ∈ RR22 :: x x22 + yy+ 22 ≤≤ 1 1}}..
Vejamos alguns eventos para esse exemplo: Vejamos alguns eventos para esse exemplo:
A
A = = “distˆ “distˆ ancia ancia entre o entre o ponto escolhido ponto escolhido e e a a origem origem ´´e”e” ≤≤ 1 1//22 B
B == “distˆ “distˆ ancia ancia entre o entre o ponto escolhido ponto escolhido e e a a origem origem ´´e”e” ≥≥ 15 15 C
C == “1 “1a a
Coor
Coordenada denada do do ponto escolhido ´ponto escolhido ´e e maior maior que que a a 2 2 a a
.. Se
Se ωω = = ((x,x, yy)) for um resultado do experimento, ent˜ for um resultado do experimento, ent˜ aoao ωω pertencer´ pertencer´ a a a a AA se, e somente se, e somente se,
se, xx22 ++ y y22 ≤≤ 11//44. . PertePertencncer´ er´ a ao evento C se, e somente se,a ao evento C se, e somente se, x x > > yy. . NenNenhum phum pontontoo ωω pertencer´
pertencer´ a a a a BB..
¹/ ¹/ ¹¹ (a) Evento A (a) Evento A ¹ ¹ (b) Evento C (b) Evento C Figura 1:
Figura 1: Escolha dEscolha do po ponto em onto em um cum c´´ırculo unit´ırculo unit´ario.ario. Logo temos:
Logo temos:
A
A = = { {((x,x, yy)) ∈ ∈ Ω Ω ::
xx22 ++ yy22 ≤≤ 1 1//22}},, BB == ∅ ∅ = = conjunto vazio conjunto vazio,, A
A = = { {((x,x, yy)) ∈ ∈ Ω Ω :: x x > > yy}}.. Ent˜
Ent˜ ao, todo experimento associado a este experimento pode ser identificado por um sub-ao, todo experimento associado a este experimento pode ser identificado por um sub-conjunto do espa¸
B
B
e
e
n
n
D
D
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ˆ
e
e
i
i
v
v
i
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d
d
e
e
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 55 (Evento (Evento certocerto, im, imposposss´´ıvel e ıvel e elemeelementar)ntar).. Seja Seja ΩΩ o espa¸ o espa¸co amostral do experi-co amostral do experi-mento. Ent˜
mento. Ent˜ ao dizemos que ao dizemos que ΩΩ ´ ´e e o o evento evento certo, certo, e e ∅∅ ´ ´e e o o evenevento to imposs´imposs´ıvelıvel, , e e o o eveneventoto {{ωω}}
´´e e ditdito o elemelementaentar.r.
Para a compreens˜
Para a compreens˜ao de algumas propriedades, a seguir definimos mais alguns tipos deao de algumas propriedades, a seguir definimos mais alguns tipos de eventos.
eventos.
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 66 (Uni˜ao de eventos) (Uni˜ao de eventos).. Sejam A e B, dois eventos quaisquer de Sejam A e B, dois eventos quaisquer de ΩΩ, ent˜ , ent˜ ao ao oo conjunto de todos os elementos que est˜
conjunto de todos os elementos que est˜ ao ao em em A A ou ou B B ou ou em em ambambos, os, ´´e e definidefinido do cconjuntonjuntoo uni˜
uni˜ ao de A e B, denotado por ao de A e B, denotado por AA∪∪BB.. Dessa forma, percebemos que
Dessa forma, percebemos que A A∪∪BB ocorre se ao menos um dos eventos ocorre se ao menos um dos eventos A A ou ou B B ocorrer. ocorrer.
Exemplo 8.
Exemplo 8. Sejam os conjuntos: Sejam os conjuntos: A
A = = { {11,, 22,, 33}} e e BB == { {33,, 44,, 55,, 66}},, ent˜
ent˜ aoao
A
A∪∪BB == { {11,, 22,, 33,, 44,, 55,, 66}} Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 77 (Intersec¸c˜ (Intersec¸c˜ao de eventos)ao de eventos).. Sejam A e B, dois eventos quaisquer de Sejam A e B, dois eventos quaisquer de ΩΩ, ent˜ , ent˜ aoao o
o conjuntconjunto o que que contcont´´em em todos os todos os elementos elementos que que est˜ est˜ ao em ao em A A e e B, B, ´´e e definido a definido a intersinterseec¸c¸c˜ c˜ aoao de A e B, e escrito
de A e B, e escrito AA∩∩ BB ou ou ABAB..
Exemplo 9.
Exemplo 9. Do exemplo anterior, temos que a intersec¸ Do exemplo anterior, temos que a intersec¸c˜ c˜ ao de ao de ABAB == { {33}}..
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 88 (Eventos Disjuntos ou multuamente esxclusivos) (Eventos Disjuntos ou multuamente esxclusivos).. Sejam A e B, dois eventos Sejam A e B, dois eventos quaisquer de
quaisquer de ΩΩ, ent˜ , ent˜ ao estes s˜ ao estes s˜ ao disjuntos ou mutuamente exclusivos quando n˜ ao disjuntos ou mutuamente exclusivos quando n˜ ao existir ao existir elementos
elementos em em comum entre A comum entre A e e B, B, isto isto ´´e,e, AA∩∩BB == ∅ ∅..
Teorema 1.
Teorema 1. Sejam dois eventos A e B em Sejam dois eventos A e B em ΩΩ. . Se Se A A∩∩BB == ∅ ∅, ent˜ , ent˜ ao Aao Acc∩∩BBcc == ∅ ∅, a menos , a menos
que A e B sejam complementares. que A e B sejam complementares. Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Considere Considere AA∩∩BB == ∅ ∅ e que e que A
A∪∪ BB = = ((AA∩∩BBcc))∪∪((AA∩∩BB))∪∪((AAcc ∩∩BB)) =
= ((AA∩∩BBcc))∪∪((AAcc ∩∩BB))
=
= Ω Ω (P(Pelelo fo fatato do de A e e A e B nB n˜˜ao serem complementares)ao serem complementares).. (1)(1) Usando a Lei de Morgan
Usando a Lei de Morgan AAcc ∩∩ BBcc = = ((AA ∪∪ BB))cc, logo percebemos pela express˜, logo percebemos pela express˜ao (1) queao (1) que A
Acc ∩∩BBcc == ∅ ∅, o que completa a prova., o que completa a prova.
Exemplo 10.
Exemplo 10. Sejam os eventos Sejam os eventos AA = = { {11,, 22,, 33,, 44}} e e BB == { {55,, 66}}, ent˜ , ent˜ aoao AA∩∩BB == ∅∅
Uma rela¸
Uma rela¸c˜c˜ao de eventos que ser´ao de eventos que ser´a muito importante para o estudo da teoria da proba-a muito importante para o estudo da teoria da proba-bilida
bilidade, de, ´´e e a a definidefini¸¸c˜c˜ao de complemento, abordado a seguir.ao de complemento, abordado a seguir.
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 99 (Evento complementar) (Evento complementar).. Seja Seja AA um evento de um evento de ΩΩ. Ent˜ . Ent˜ ao o complemento doao o complemento do evento A com respeito a
evento A com respeito a Ω Ω, denotado por , denotado por AA,, AAcc, , ou ou ΩΩ−−AA, , ´´e e o o subcsubconjunto onjunto dos dos elementoelementos s
de
de ΩΩ exceto os elementos do evento A. exceto os elementos do evento A. Observemos o seguinte exemplo. Observemos o seguinte exemplo.
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
Exem
Exemplo plo 11.11. Um experimento lan¸ca Um experimento lan¸ca trˆtrˆes es moemoedas das honestas, honestas, e e deseja-se deseja-se verificar a verificar a face face sup
superior dessas erior dessas momoeedas. das. SabSabe-se que e-se que ccada ada momoeeda da aprapresentesenta a duas faces: duas faces: ccarara a (H) (H) e e ccororoa oa (T). Dessa forma, o espa¸
(T). Dessa forma, o espa¸co co amostral amostral ´´e e dado dado por:,por:, Ω
Ω == {{((H,H,H H,H,H )),, ((H,H,T H,H,T )),, ((H , T , H H , T , H )),, ((H , T , T H , T , T )),, ((T , H , H T , H , H )),, ((T , H , T T , H , T )),, ((T , T , H T , T , H )),, ((T , T , T T , T , T ))}}.. e um evento de
e um evento de ΩΩ, pode ser dado por , pode ser dado por A
A = = { {((H,H,H H,H,H )),, ((H,H,T H,H,T )),, ((H , T , T H , T , T ))}}.. Ent˜
Ent˜ ao o complemento de A ser´ ao o complemento de A ser´ a:a: A
A = = { {((T , H , H T , H , H )),, ((T , H , T T , H , T )),, ((T , T , T T , T , T ))}}.. Seja um evento
Seja um evento A A contido no espa¸ contido no espa¸co amostral Ω. Desejamos associar ao eventoco amostral Ω. Desejamos associar ao evento A A uma uma medida que assume valores entre 0 e 1, que chamamos de medida de probabilidade de medida que assume valores entre 0 e 1, que chamamos de medida de probabilidade de A A,, denotada por
denotada por P P ((AA). Assim, diremos que). Assim, diremos que P P ((AA) ´) ´e a e a probaprobabilidabilidade dde de que que o e o eventoevento A A ocorra ocorra no espa¸
no espa¸co amostraco amostral Ω. l Ω. VVoltando ao oltando ao Exemplo 1, Exemplo 1, considerando considerando que esse que esse dado ´dado ´e equilibrado,e equilibrado, e o evento
e o evento A A ⊂ ⊂ Ω, ent˜ Ω, ent˜ao poderemos atribuir uma probabilidade paraao poderemos atribuir uma probabilidade para A A da seguinte forma: da seguinte forma: P
P ((AA) ) == ##AA 66 ==
n´
n´umero de resultados favor´umero de resultados favor´aveis a Aaveis a A n´
n´umero umero de de resultresultados ados posposss´´ıveisıveis .. Esta
Esta ´´e e a a definidefini¸¸c˜c˜ao ao clcl´´assica de assica de probabilprobabilidade quando idade quando Ω ´Ω ´e e finito. finito. EntreEntretanto, a tanto, a pro- pro-babilidade que o evento
babilidade que o evento AA ocorra no espa¸ ocorra no espa¸co co amostral amostral nem nem sempre sempre ´´e e possposs´´ıvel, ıvel, devido devido aa complexidade desses eventos. Retornando ao Exemplo 7, podemos interpretar a complexidade desses eventos. Retornando ao Exemplo 7, podemos interpretar a probabi-lidade de
lidade de AA ⊂ ⊂ Ω como: Ω como:
P
P ((AA) ) == ´´areaarea AA ´´area Ω area Ω == ´´area area AA π π ,, sendo a ´
sendo a ´area dearea de A A bem definida. Segundo um teorema profundo da teoria da medida, n˜ bem definida. Segundo um teorema profundo da teoria da medida, n˜aoao se pode definir
se pode definir P P ((AA) para) para AA ⊂ ⊂ Ω de modo que a ´area de Ω de modo que a ´area de AA n˜n˜ao estejao esteja bem definida bem definida. a. AA prova disso depende do
prova disso depende do Axioma da escolha Axioma da escolha. Um exemplo cl´. Um exemplo cl´assico desses eventos s˜assico desses eventos s˜ao osao os
conjuntos de Vitali de
conjuntos de Vitali de RR, os quais n˜ao podemos atribuir nenhuma medida quando ela, os quais n˜ao podemos atribuir nenhuma medida quando ela
generaliza o comprimento de intervalos de
generaliza o comprimento de intervalos de RR. . De De fato fato ´´e e impimpossoss´´ıvel ıvel atribatribuir uir comprcomprimentoimento
a todos subconjuntos de
a todos subconjuntos de RR preservando a aditividade e invariˆ preservando a aditividade e invariˆancia por transla¸ancia por transla¸c˜c˜ao.ao.
Dessa forma, estaremos apenas interessados em eventos cuja ´
Dessa forma, estaremos apenas interessados em eventos cuja ´area est´area est´a bem definida.a bem definida. Assim, definimos
Assim, definimos
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1100 (Evento Aleat´ (Evento Aleat´orio)orio).. Todo evento de Todo evento de ΩΩ que podemos atribuir uma probabi- que podemos atribuir uma probabi-lidade, chamamos de evento aleat´
lidade, chamamos de evento aleat´ orio.orio. Vamos contextualizar algumas defini¸
Vamos contextualizar algumas defini¸c˜c˜oes de oes de TTeoria da medida com eoria da medida com rela¸rela¸c˜c˜ao ao conjuntoao ao conjunto do espa¸
do espa¸co amostral Ω.co amostral Ω.
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1111 (Classe de um conjunto Ω) (Classe de um conjunto Ω).. Uma cole¸ Uma cole¸c˜ c˜ ao de subconjuntos de um dadoao de subconjuntos de um dado conjunto
conjunto ΩΩ, ´, ´e e chamadchamado o de de classeclasse..
Exemplo 12.
Exemplo 12. Considere Considere Ω Ω == { {11,, 22}} e seja e seja C C 11 = = {∅ {∅,,{{11}},,{{22}}}} e e C C 22 = = {∅ {∅,,{{11}},,{{22}},,{{11,, 22}}}},, ent˜
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
V
Vamos amos estaestar r inintereteressadssados os nunuma ma claclasse sse de de evevenentos tos alealeat´at´orios que atendem algumasorios que atendem algumas proprieda
propriedades, que des, que ser˜ser˜ao importantes para a teoria e c´ao importantes para a teoria e c´alculo de probabilialculo de probabilidades. dades. DenotemDenotemosos por
por AA, uma classe de eventos aleat´, uma classe de eventos aleat´orios definida da seguinte forma:orios definida da seguinte forma:
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1122 (( ´´Algebra)Algebra).. Seja Seja ΩΩ o espa¸ o espa¸co amostral, ent˜ co amostral, ent˜ ao uma classe de ao uma classe de ΩΩ ´ ´e e chchamamadada a de
de ´ ´ algebra, denotada por algebra, denotada por AA, se satisfaz as seguintes propriedades:, se satisfaz as seguintes propriedades: A1.
A1. ΩΩ ∈ ∈ AA;; A2.
A2. ∀∀ AA ∈ ∈ AA, , AAcc ∈ ∈ AA;;
A3. Se
A3. Se AA ∈ ∈ AA e e BB ∈ ∈ AA, ent˜ , ent˜ aoao AA∪∪BB ∈ ∈ AA.. Como
Como consequˆconsequˆencia encia dessas dessas propriedades, propriedades, apresentamos apresentamos o o seguinte seguinte TTeorema,eorema,
T
Teorema eorema 2.2. Seja Seja AA uma ´ uma ´ algebra do espa¸algebra do espa¸co amostral co amostral ΩΩ. . EnEnt˜ t˜ ao valem as seguintes pro-ao valem as seguintes pro-priedades:
priedades: A4.
A4. ∅ ∅ ∈ A∈ A e e A5.
A5. ∀∀nn,, ∀∀AA11,, AA22, . . . , A, . . . , Ann ∈ ∈ AA, temos , temos
iinn=1=1AAii ∈ ∈ AA e e
nnii=1=1AAii ∈ ∈ AA..A6. Se
A6. Se AA ∈ ∈ AA e e BB ∈ ∈ AA, ent˜ , ent˜ aoao AA−−BB == A A ∩∩BBcc ∈ ∈ AA..
Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Podemos observar que Podemos observar que AA1 1 ee AA2 implicam em2 implicam em AA4. 4. PPararaa AA5, temos que5, temos que A
A11 ∪ ∪ AA22 ∈ ∈ A A ⇒⇒ ((AA11 ∪ ∪ AA22))∪∪ AA33 ∈ ∈ A A ⇒⇒ .. .. .. ⇒ ⇒
iinn=1=1AAii ∈ ∈ AA, por indu¸, por indu¸c˜c˜ao. Usando o fatoao. Usando o fatode que: de que: n n
ii=1=1 A Aii ==
nn
ii=1=1 A Accii
cc .. PorPor AA2 sabemos que se2 sabemos que se AA ∈ ∈ AA, ent˜, ent˜aoao AAcc ∈ A∈ A. . PPor ior indndu¸u¸c˜c˜ao provamos queao provamos que
nnii=1=1AAii ∈∈
A
A, , e e por por consequˆconsequˆencia encia dede AA3, 3, tatamb´mb´emem
nnii=1=1AAccii ∈ ∈ AA. . PoPortartantnto, so, see
n n ii=1=1AA cc ii ∈ ∈ AA, por, por conconseqsequˆuˆencencia ia dede AA2, logo (2, logo (
nnii=1=1AAcc ii))cc
=
=
nnii=1=1AAii ∈ ∈ AA. . PaPara provra provar A6, temos por A2 ar A6, temos por A2 quequese
se B B ⊂ ⊂ AA, ent˜, ent˜aoao B Bcc ⊂ ⊂ AA. E como A e. E como A e B Bcc pertencem apertencem a A A, ent˜, ent˜ao por A5ao por A5 A A∩∩BBcc == A A−−BB ∈ ∈
A A..
Vamos supor para a Defini¸
Vamos supor para a Defini¸c˜c˜ao ao 12 12 que que tamb´tamb´em em satisfsatisfa¸a¸ca a seguinte propriedade:ca a seguinte propriedade: A3
A3∗∗. . SeSe A A
k
k ∈ A∈ A, para, para kk = = 11,, 22, . . . ,, . . . , ent˜ ent˜aoao
k∞k∞=1=1AAkk ∈ A∈ A..Dessa forma, definimos Dessa forma, definimos
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1133 ((σσ-´-´algebra)algebra).. Uma classe de eventos de Uma classe de eventos de ΩΩ, denotado por , denotado por F F , , ´´e e dedefinfinididoo σ σ--´
´
algebra se satisfizer as seguintes condi¸ algebra se satisfizer as seguintes condi¸c˜ c˜ oes:oes: A1.
A1. ΩΩ ∈ ∈ F F ;; A2. Se
A2. Se AA ∈ ∈ F F , ent˜ , ent˜ aoao AAcc ∈ ∈ F F ;;
A3
A3 ∗∗. . Se uma Se uma sequˆsequˆencia encia finita ofinita ou infiniu infinita cont´ ta cont´ avel (enumer´ avel (enumer´ avel) de eventos avel) de eventos A A
1
1,, AA22, . . ., . . . ∈ ∈ F F ,, ent˜
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
Uma
Uma σσ-´-´algalgebrebra a ´´e e semsempre pre uma uma ´´algalgebrebra, a, popois is A3 A3 ´´e e conconseqsequˆuˆencencia ia de de A3A3∗∗, uma vez que, uma vez que
A
A ∪ ∪ B B == AA ∪ ∪ B B ∪ ∪ B B ∪∪ B . . . B . . . ∈ ∈ F F , , sese F F ´ ´e e uummaa σσ-´-´algealgebra. bra. Sem perda de generalSem perda de generalidaidade,de, podemos afirmar que a
podemos afirmar que a σ σ-´-´algebalgebra ra ´´e e semprsempre e uma uma ´´algebra, peloalgebra, pelo T Teoreorema ema da da ExtExtenens˜s˜ao ao dede Ca
Cararath´th´eoeododoryry. Este teorema garante que uma probabilidade definida em uma ´. Este teorema garante que uma probabilidade definida em uma ´algebra,algebra, e de acordo com os axiomas usuais, pode ser extendida de uma ´
e de acordo com os axiomas usuais, pode ser extendida de uma ´unica maneira para aunica maneira para a σ
σ-´-´algebalgebra ra geragerada da pelpela ´a ´algebalgebra.ra. As duas
As duas σ σ-´-´algebras canˆalgebras canˆonicas de um conjunto Ω, considerando Ω finito ou enumer´onicas de um conjunto Ω, considerando Ω finito ou enumer´avel,avel, s˜
s˜ao definidas a seguir.ao definidas a seguir.
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1144 ((σσ-´-´algebras triviais de Ω)algebras triviais de Ω).. As duas As duas σσ-´ -´ algebras triviais de Ωalgebras triviais de Ω, considerando, considerando Ω
Ω finito ou enumer´ finito ou enumer´ avel, s˜ avel, s˜ ao:ao: a)
a) C C == {∅ {∅,, ΩΩ}}, a menor , a menor σσ-´ -´ algebra de algebra de ΩΩ;; b)
b) P P (Ω)(Ω), , ´´e e o o conjunto de conjunto de todas as todas as partes de partes de ΩΩ, e representa a maior , e representa a maior σσ-´ -´ algebra de algebra de ΩΩ. . O O n´
n´ umero umero de de subconjusubconjuntontos s ´´e e 22nn, considerando que Ω, considerando que Ω tem tem nn elementos. elementos.
Alguns exemplos a seguir, complementam o conceito de
Alguns exemplos a seguir, complementam o conceito de σσ-´-´algebra.algebra.
Exemplo 13.
Exemplo 13. Seja Seja Ω Ω == RR, o conjunto dos n´ , o conjunto dos n´ umeros reais, e seja umeros reais, e seja F F uma cole¸ uma cole¸c˜ c˜ ao de todos ao de todos
os subconjuntos de
os subconjuntos de RR. Ent˜ . Ent˜ aoao F F ´ ´e e uumma a σσ-´ -´ algebra.algebra.
Exem
Exemplo plo 14.14. Seja Seja Ω = [0 Ω = [0,, 1]1] e seja e seja F F == {∅{∅,, ΩΩ,, [0[0,, 11//2]2],, [1[1//22,, 1]1]}}. . EEnntt˜ ˜ aoao F F ´ ´e e uumma a σ σ--´
´
algebra. algebra.
Exem
Exemplo plo 15.15. Seja Seja Ω Ω == NN∗∗ o conjunto dos n´ o conjunto dos n´ umeros naturais maiores ou iguais a um,umeros naturais maiores ou iguais a um,
sendo
sendo P P == { {xx ∈ ∈ NN∗∗ :: x x ´ ´e e ppaar r }} e e I I == { {xx ∈ ∈ NN∗∗ :: x x ´ ´e e ´´ıımmppaar r }}. Ent˜ . Ent˜ aoao F F == { {ΩΩ, P , I ,, P , I ,∅}∅} ´ ´e e uumma a
σ
σ-´ -´ algebra de subconjuntos de algebra de subconjuntos de ΩΩ..
Exemplo 16.
Exemplo 16. Seja Seja Ω Ω um conjunto infinito, e um conjunto infinito, e Z Z uma cole¸ uma cole¸c˜ c˜ ao de todos os conjuntos finitos ao de todos os conjuntos finitos de
de ΩΩ. . EnEnt˜ t˜ aoao Z Z n˜ n˜ ao ao concont´t´em em ΩΩ e e n˜ n˜ ao ao ´´e e fechado fechado para para complementa¸complementa¸c˜ c˜ ao. ao. AsAssisim,m, Z Z n˜ n˜ aao o ´´e e σ
σ-´ -´ algebra de algebra de ΩΩ..
Para definirmos uma
Para definirmos uma σσ-´-´algebra de Ω =algebra de Ω = RR, apresentamos alguns teoremas a seguir., apresentamos alguns teoremas a seguir.
Teorema 3.
Teorema 3. Seja Seja ΩΩ um espa¸ um espa¸co amostral n˜ co amostral n˜ ao vazio, e ao vazio, e S S = ((= F F ))ii∈∈I I uma cole¸ uma cole¸c˜ c˜ ao arbitr´ ao arbitr´ aria aria
n˜
n˜ ao vazia de ao vazia de σσ-´ -´ algebras de algebras de ΩΩ, ent˜ , ent˜ aoao
J
J ==
ii∈∈I I
F
F ii == { {E E ∈ F ∈ F ii,, ∀∀ii ∈ ∈ I I }}
´´e e a a inintertersese¸¸c˜ c˜ ao de todas as ao de todas as σσ-´ -´ algebras que pertencem a algebras que pertencem a S S , , quque e tatambmb´´em em ´´e e umuma a σσ-´ -´ algebra de algebra de Ω
Ω, em que , em que I I ´ ´e e um um conjunconjunto to n˜ n˜ ao-ao-vazvazio io de ´de ´ındındices.ices. Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Sabemos que Sabemos que S S ´ ´e e umuma a cocolele¸¸c˜c˜ao n˜ao n˜ao vazia deao vazia de σσ-´-´algebras de Ω, e quealgebras de Ω, e que J J ==
ii∈∈I I F F ii pertence a pertence a S S ..(i)
(i) O conjuO conjuntnto Ω o Ω pertepertence ance a J J , pois Ω pertence a cada, pois Ω pertence a cada σσ-´-´algebra emalgebra em S S ;; (ii) Suponha que
(ii) Suponha que AA ∈ ∈ J J . . CCaadada σσ-´-´algebra que pertence aalgebra que pertence a S S c coontnt´´eemm AA e e cconont´t´eemm AAcc..
Assim,
Assim, AAcc pertence a interse¸pertence a interse¸c˜c˜aoao J J dessas dessas σσ-´-´algebras;algebras;
(iii) Por fim, suponha que
(iii) Por fim, suponha que {{AAii}} seja useja uma sequˆma sequˆencia encia de code conjuntos disjuntos njuntos disjuntos que pque pertence ertence aa
J
J , e ent˜ao pertence em cada, e ent˜ao pertence em cada σ σ-´-´algebra dealgebra de S S . Assim. Assim ∪ ∪AAii ∈ ∈ S S que tamb´ que tamb´em em pepertertencence
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
Portanto,
Portanto, J J ´ ´e e uummaa σσ-´-´algebra.algebra. Contudo, a uni˜
Contudo, a uni˜ao deao de σσ-´-´algebras n˜algebras n˜ao ao necnecessessariariameamente ´nte ´ee σσ-´-´algebra.algebra.
Exemplo 17.
Exemplo 17. Seja o espa¸ Seja o espa¸co amostral co amostral Ω Ω == { {11,, 22,, 33,, 44}}, , e e σσ-´ -´ algebras de algebras de ΩΩ dadas por dadas por F F 11 ==
{∅
{∅,, ΩΩ,,{{11}},,{{22,, 33,, 44}}}} e e F F 22 == {∅ {∅,, ΩΩ,,{{44}},,{{11,, 22,, 33}}}}. Ent˜ . Ent˜ aoao
F
F 11 ∪∪ F F 22 = = {∅ {∅,, ΩΩ,,{{11}},,{{44}},,{{11,, 22,, 33}},,{{22,, 33,, 44}}}}}} que n˜
que n˜ ao ao ´´e e umuma a σσ-´ -´ algebra.algebra.
Co
Cororol´l´arario io 1.1. Seja Seja εε uma classe de subconjuntos de uma classe de subconjuntos de ΩΩ, sendo, sendo ΩΩ um conjunto n˜ um conjunto n˜ ao vazio,ao vazio, que n˜
que n˜ ao necessariamente seja uma ao necessariamente seja uma σ σ-´ -´ algebra. Existe ent˜ algebra. Existe ent˜ ao, uma ao, uma σ σ-´ -´ algebra de algebra de Ω Ω, denotada , denotada por
por J J ((εε)), , quque e concont´t´em em εε que que ´´e e a a menmenor or σσ-´ -´ algebra, chamada a algebra, chamada a σσ-´ -´ algebra gerada por algebra gerada por εε.. Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Seja Seja S S uma cole¸ uma cole¸c˜c˜ao de todas asao de todas as σσ-´-´algebras que incluialgebras que inclui εε de Ω . Ent˜ de Ω . Ent˜aoao S S ´´ee n˜
n˜ao ao vaziovazio, , popois is cont´cont´ememP P (Ω) que consiste de todos os subconjuntos de Ω. Pelo Teorema 3,(Ω) que consiste de todos os subconjuntos de Ω. Pelo Teorema 3, a
a inteintersec˜rsec˜ao dasao das σ σ-´-´alalgegebrbras as ´´e e umumaa σ σ-´-´algebra,algebra, J J ((εε), que inclui), que inclui ε ε e est´ e est´a inclusa em todas asa inclusa em todas as σ
σ-´-´algebraalgebras s dede S S , , isistto o ´´e,e, J J ((εε) est´) est´a contida em todaa contida em toda σ σ-´-´algalgebrebra de a de Ω quΩ que ce cont´ont´emem ε ε. Portanto,. Portanto,
J
J ((εε) ) ´´e e a a memenonorr σ σ-´-´algebalgebra ra de de Ω Ω que que cont´cont´emem εε.. Usaremos o color´
Usaremos o color´ario ario anterior anterior para para definir definir uma uma importante importante famfam´´ılia dılia dasas σσ-´-´algebras, aalgebras, a chamada
chamada σ σ-´-´algebra de Borel.algebra de Borel.
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1155 ((σσ-´-´algebra de Borel)algebra de Borel).. Seja Seja εε uma cole¸ uma cole¸c˜ c˜ ao de subconjuntos abertos de ao de subconjuntos abertos de RR..
Ent˜
Ent˜ aoao J J ((εε)) ´ ´e e chchamaamado do de de σσ-´ -´ algebra de Borel de algebra de Borel de RR, usualmente escrito, usualmente escrito B B ((RR)). . SeSeus elus ele-
e-mentos s˜
mentos s˜ ao chamados de cconjuntao chamados de onjuntos de os de BorBorel ou el ou bboreorelianos. lianos. Da mesma forma, Da mesma forma, definimdefinimos os
B
B ((RRnn)) como a como a σσ-´ -´ algebra gerada pelos subconjuntos abertos de algebra gerada pelos subconjuntos abertos de RRnn..
Os elementos da
Os elementos da σσ-´-´algebra de Borel inclui os conjuntos abertos, conjuntos fechadosalgebra de Borel inclui os conjuntos abertos, conjuntos fechados (os complementares dos conjuntos abertos), interse¸
(os complementares dos conjuntos abertos), interse¸c˜c˜oes enumer´oes enumer´aveis de conjuntos aber-aveis de conjuntos aber-tos (lembrando que uni˜
tos (lembrando que uni˜oes enumer´oes enumer´aveis e conjuntos abertos j´aveis e conjuntos abertos j´a a s˜s˜ao abertos), uni˜ao abertos), uni˜oes enu-oes enu-mer´
mer´avaveis eis de de conjconjununtos tos fecfechadohados s (lem(lembranbrando do que que inintersterse¸e¸c˜c˜oes oes enumeenumer´r´aveis de conjuntosaveis de conjuntos fechados j´
fechados j´a a s˜s˜ao fechados), etc., como ser´ao fechados), etc., como ser´a visto no teorema seguinte.a visto no teorema seguinte.
Teorema 4
Teorema 4 (Conjuntos de (Conjuntos de B B ((RR)))).. Os subconjuntos seguintes de Os subconjuntos seguintes de RR pertencem a pertencem a B B ((RR))::
(i)
(i) ((a,a, bb)) para qualquer para qualquer a a < < bb;; (ii)
(ii) ((−∞−∞,, aa)) para qualquer para qualquer aa ∈ ∈ RR;;
(iii)
(iii) ((a,a,∞∞)) para qualquer para qualquer aa ∈ ∈ RR;;
(iv)
(iv) [[a,a, bb]] para qualquer para qualquer aa ≤ ≤ b b;; (v)
(v) ((−∞−∞,, aa]] para qualquer para qualquer aa ∈ ∈ RR;;
(vi)
(vi) [[a,a,∞∞)) para qualquer para qualquer aa ∈ ∈ RR;;
(vii)
(vii) ((a,a, bb]] para qualquer para qualquer a a < < bb;; (viii)
(viii) [[a,a, bb)) para qualquer para qualquer a a < < bb;; (ix)
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
(x)
(x) qualqqualquer uer subsubcconjuntonjunto o fefechado de chado de RR..
Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Os itens (i), (ii) e (iii) s˜ Os itens (i), (ii) e (iii) s˜ao conjuntos abertos e portanto pertencem aao conjuntos abertos e portanto pertencem aB B ((RR))
pela pr´
pela pr´opria defini¸opria defini¸c˜c˜ao.ao. (iv) [ (iv) [a,a, bb] ] ==
∞∞nn=1=1
aa−− 11 n n,, bb ++ 1 1 n n
∈ ∈ B B ((RR);); (v) ( (v) (−∞−∞,, aa] ] ==
∞∞nn=1=1
−∞−∞,, aa ++ nn11
∈ B ∈ B ((RR);); (vi) [ (vi) [a,a,∞∞) ) ==
n∞n∞=1=1
aa−− nn11,,∞∞
∈ ∈ B B ((RR);); (vii) ( (vii) (a,a, bb] ] ==
∞∞nn=1=1
a,a, bb ++ nn11
∈ ∈ B B ((RR);); (viii) [ (viii) [a,a, bb) ) ==
nn∞∞=1=1
aa−− 11 n n,, bb
∈ B ∈ B ((RR);); (ix) (ix) {{xx}} = =
nn∞∞=1=1
xx−− 11 n n,, xx ++ 1 1 n n
∈ ∈ B B ((RR)),, ∀∀xx ∈ ∈ ( (a,a, bb);); (x) Se(x) Se BB ´ ´e e um um subconjunto subconjunto fechado fechado emem RR, ent˜, ent˜aoao BBcc ´´e e aberto, aberto, assim assim este este pertence pertence aa
B
B ((RR). Mas). Mas BB = = ((BBcc))cc ∈ ∈ B B ((RR).).
De fato, todas essas classes de subconjuntos de
De fato, todas essas classes de subconjuntos de RR gera a gera a σσ-´-´algebraalgebra B B ((RR).).
Teorema 5.
Teorema 5. Seja Seja B B ((RR)) uma uma σσ-´ -´ algebra de Borel de algebra de Borel de RR. Ent˜ . Ent˜ ao, ao, esta esta ´´e e a a menor menor σσ-´ -´ algebra algebra
de
de RR que inclui todos os intervalos. que inclui todos os intervalos.
Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Seja Seja B B ⊆ ⊆ B B umauma σσ-´-´algebra tal quealgebra tal que B B cont´cont´em em todos todos os os intervintervalos. alos. IssoIsso
implica que
implica que B B contcont´´em em todos todos os os inteintervrvalos alos abertos. abertos. ConsequConsequentementemente,ente, B B ⊆ ⊆ B B pelapela
Defini¸
Defini¸c˜c˜ao ao 15. 15. ConclConcluu´´ımos ımos ent˜ent˜ao queao que B B == B B ..
Vamos definir formalmente, a probabilidade associada aos eventos aleat´
Vamos definir formalmente, a probabilidade associada aos eventos aleat´orios daorios da σ σ--´´algebra, da qual chamaremos de medida de probabilidade. Inicialmente, definimos
algebra, da qual chamaremos de medida de probabilidade. Inicialmente, definimos
Defini¸
Defini¸cc˜˜aao o 1166 (Medida) (Medida).. Seja Seja F F uma uma σσ-´ -´ algebra e um espa¸algebra e um espa¸co co amostramostral al ΩΩ, ent˜ , ent˜ ao uma ao uma medida, denotada por
medida, denotada por µµ, , ´´e e uma uma fufun¸n¸c˜ c˜ ao tal que ao tal que µµ : : F F →→ [0 [0,,∞∞)), que satisfaz:, que satisfaz: i)
i) µµ((∅∅) ) = = 00;; ii) (
ii) ( σσ-aditi-aditividade) vidade) Se Se AA11,, AA22, . . ., . . ., , ´´e e uma uma sequˆsequˆenciencia a disdisjuntjunta a em em F F , ent˜ , ent˜ aoao µµ ((
nn∞∞=1=1AAnn) ) ==
∞∞n
n=1=1µµ((AAnn))..
Para o caso em que
Para o caso em que µµ : : F F →→ [0 [0,, 1],1], µµ ´ ´e e chamado chamado de de medida medida de de probabilidade probabilidade e e passapassa a ser denotado por
a ser denotado por P P ..
Exemplo 18.
Exemplo 18. Seja um espa¸ Seja um espa¸co amostral co amostral ΩΩ qualquer e uma qualquer e uma σσ-´ -´ algebra algebra F F == P P (Ω)(Ω), tal que , tal que uma medida
uma medida µµ : : F F →→ [0 [0,,∞∞]] ´ ´e e dadado do porpor:: µ
µ((AA) ) ==
##A,A, se A ´se A ´e finie finitoto,,∞
∞,, se A ´e infise A ´e infinitonito.. Algumas condi¸
Algumas condi¸c˜ c˜ oes s˜ oes s˜ ao impostas sobre ao impostas sobre µµ((AA)):: i)
i) µµ((∅∅) ) = = 00;; ii)
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
(a)
(a)
ii∈∈NNAAii conjunto finito; conjunto finito; (b)(b)
ii∈∈NNAAii conjunto infinito. conjunto infinito. Para (ii).a temos, pela Defini¸Para (ii).a temos, pela Defini¸c˜ c˜ ao 16.(ii) que ao 16.(ii) que µ µ
ii∈∈NN A Aii
= = ##
ii∈∈NN A Aii ==
ii∈∈NN # #AAii = = ∞ ∞
ii=0=0 µ µ((AAii))..Para o caso (ii).b, considerando
Para o caso (ii).b, considerando
ii∈∈NNAAii um conjunto infinito e um conjunto infinito e A Aii um conjunto finito um conjunto finito n˜n˜ ao vazio, para todoao vazio, para todo ii ∈ ∈ NN, temos , temos
µ µ
ii∈∈NN A Aii
= = ∞ ∞ = = ∞ ∞
ii=1=1 µ µ((AAii)) ∞ ∞
ii=1=1 µ µ((AAii) ) == ∞ ∞
ii=1=1 # #AAii == ∞ ∞Para o caso (ii).b, considerando
Para o caso (ii).b, considerando
ii∈∈NNAAii um conjunto infinito e ao menos um um conjunto infinito e ao menos um A Aii seja seja infinito, para todoinfinito, para todo ii ∈ ∈ NN, temos , temos
µ µ
ii∈∈NN A Aii
== ∞ ∞ ∞ ∞
ii=1=1 µ µ((AAii) ) == ∞ ∞ Defini¸Defini¸cc˜˜aao o 1177 (Medida de Probabilidade) (Medida de Probabilidade).. Seja Seja ΩΩ o espa¸ o espa¸co amostral e co amostral e F F uma uma σσ-´ -´ algebra algebra dos eventos de
dos eventos de ΩΩ. Ent˜ . Ent˜ ao, uma fun¸ao, uma fun¸c˜ c˜ aoao P P tal que tal que P P :: F → F → [0 [0,, 1]1], ´, ´e e chamadchamada a de de medida medida de de probabilidade sob os seguintes axiomas de Kolmogorov:
probabilidade sob os seguintes axiomas de Kolmogorov: 1.
1. (Normal(Normalidade)idade) P P (Ω) = 1(Ω) = 1;; 2.
2. (Positi(Positividadevidade)) ∀∀AA ∈ F ∈ F ,, P P ((AA)) ≥ ≥ 0 0;; 3.
3. ( ( σσ-aditividade) -aditividade) Para Para uma uma sequsequˆˆencia encia finita finita ou ou infinita infinita contcont´ avel de eventos Aavel de eventos ´ A11,, AA22, . . ., . . . ∈ ∈
F
F multuamente exclusivos, multuamente exclusivos,
P P ((U U ii∞∞=1=1AAii) ) == ∞ ∞
ii=1=1 P P ((AAii))..Observe a seguinte propriedade: Observe a seguinte propriedade: 33∗∗) ) (Ad(Aditiitividvidade finita) seade finita) se AA
1
1,, AA22, . . . , A, . . . , Ann ´ ´e e uma uma sequˆsequˆencia encia disjunta disjunta dois dois a a dois dois emem F F ,,
ent˜
ent˜aoao P P ( (
nnkk=1=1AAkk) =) =
nnkk=1=1P P ((AAkk).).Teorema 6.
Teorema 6. O Axioma O Axioma 33 implica o Axioma implica o Axioma 33∗∗, , ististo o ´´e, e, se se P P ´´e e σσ-aditiva, ent˜ -aditiva, ent˜ ao ao ´´e e finfinitita-
a-mente
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. Supondo satisfeito o Axioma (3), e sejam Supondo satisfeito o Axioma (3), e sejam AA11,, AA22, . . . , A, . . . , Ann ∈ ∈ F F . . ConsConside
ide--rando
rando P P ((∅∅) = 0, uma vez que) = 0, uma vez que P
P (Ω) =(Ω) = P P (Ω(Ω∪ ∅ ∪ ∅ ∪∪ ∅ ∪ ∅ ∪.. .. ..) ) == P P (Ω) +(Ω) + P P ((∅∅) +) + P P ((∅∅) +) + . . . .. . . . Definimos
Definimos AAkk == ∅ ∅, para, para kk = = n n + 1+ 1,, nn + 2+ 2, . . ., . . .. Como. Como AA11,, AA22, . . ., . . . s˜s˜ao disjuntos, ent˜ao disjuntos, ent˜aoao P P
n n
k k=1=1 A Akk
= = P P
∞ ∞
k k=1=1 A Akk
= = ∞ ∞
k k=1=1 P P ((AAkk)) = = n n
k k=1=1 P P ((AAkk) +) + P P ((∅∅) +) + P P ((∅∅) +) + .. .. .. = = n n
k k=1=1 P P ((AAkk))..Um quarto Axioma, pode ser complementado sobre a medida de probabilidade, que Um quarto Axioma, pode ser complementado sobre a medida de probabilidade, que segue:
segue:
Axioma 4.
Axioma 4. ( (“Continuidade “Continuidade do do vvazio”) azio”) Se Se a a sequˆsequˆenciaencia {{AAkk}}kk≥≥11, em que, em que AAkk ∈ ∈ F F ∀∀kk, decrescer, decrescer
para o vazio, ent˜
para o vazio, ent˜ao ao lilimm
k
k→∞→∞P P ((AAkk)) → → 0. 0.
Este axioma indica que se (
Este axioma indica que se (AAkk))kk≥≥11 decrescer para o vazio, A decrescer para o vazio, Akk ↓ ↓ ∅∅, significa que, significa que AAkk ⊃⊃
A
Akk+1+1 ∀∀kk, ou seja, (, ou seja, (AAkk))kk≥≥11 decresce, e decresce, e
kk≥≥11AAkk == ∅ ∅..T
Teorema eorema 77 (Equivalˆ (Equivalˆencia encia dos dos Axiomas Axiomas 4 4 e e 33∗∗)).. Dados os axiomas de Kolmogorov, o Dados os axiomas de Kolmogorov, o
Axioma
Axioma 4 4 ´´e e equequivalente ivalente ao ao Axioma Axioma 33∗∗, , isto isto ´´e, e, uma uma probprobabilidade abilidade finitamente finitamente aditiva aditiva ´´e e
uma
uma probabilidade probabilidade se, se, e e somente somente se, se, ´´e e contcont´´ınua ınua no no vazio.vazio. Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. (i (i) ) SupSuponhonhamamos o os o AxAxioioma 4. ma 4. SejSejamam AA11,, AA22, . . ., . . . ∈ ∈ F F tais que tais que AAkk ↓ ↓ ∅∅..
Vamos provar que
Vamos provar que P P ((AAkk)) → → 0. Considere 0. Considere
A A11 = = ((AA11 −−AA22))∪∪ ((AA22 −−AA33))∪∪ .. .. .. = = ∞ ∞
k k=1=1 ((AAkk − − AAkk+1+1)),, pelo diagrama: pelo diagrama: A A33 Ç Ç k = 1 k = 1 ¥ ¥ A Ak k A A22 A A11B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
As regi˜
As regi˜oesoes A Akk −−AAkk+1+1 s˜s˜ao ao disjuntadisjuntas, s, uma uma vez vez que que a a sequˆsequˆencia encia ´´e e decredecrescente scente ee F F ´ ´e e fefechchadadaa para diferen¸
para diferen¸cas. Pelo Axioma 3cas. Pelo Axioma 3∗∗,,
P P ((AA11) ) == P P
∞ ∞
k k=1=1 ((AAkk − − AAkk+1+1))
== ∞ ∞
k k=1=1 P P ((AAkk − − AAkk+1+1)),, poportartanto nto a a s´s´erierie e ´´e e conveconvergergente nte ee
∞ ∞
k k=1=1 P P ((AAkk − − AAkk+1+1) ) == n n−−11
k k=1=1 P P ((AAkk − − AAkk+1+1) + P ) + P ((∅∅) +) + P P ((∅∅) +) + P P ((∅∅) +) + .. .. .. = = n n−−11
k k=1=1 P P ((AAkk − − AAkk+1+1)) →→ n n→∞→∞ P P ((AA11))..Pela aditividade finita, Pela aditividade finita,
P
P ((AAkk − − AAkk+1+1) ) == P P ((AAkk))−−P P ((AAkk+1+1)),, logo
logo P
P ((AA11) = lim) = lim
n n→∞→∞ n n−−11
k k=1=1 [[P P ((AAkk))−−P P ((AAkk+1+1)])] = lim = lim nn→∞→∞{{[[P P ((AA11))−−P ((AP A22)] + [)] + [P P ((AA22))−−P P ((AA33)] +)] + .. .. .. + [+ [P P ((AAnn−−11))−−P P ((AAnn)])]}}
= lim = lim n n→∞→∞{{P P ((AA11))− − P P ((AA22)) + + P P ((AA22)) − − P P (A(A33)) + + .. .. .. ++ P P ((AAnn−−11)) − −P P ((AAnn))}} = lim = lim n n→∞→∞[[P P ((AA11))−−P P ((AAnn)])],, e ent˜ e ent˜aoao P P ((AAnn)) → → 0. 0.
(ii) Suponhamos o Axioma 4 e sejam
(ii) Suponhamos o Axioma 4 e sejam AA11,, AA22, . . ., . . . ∈ ∈ F F di disjunsjuntos. tos. VVamos proamos provvar quear que P
P ( (
∞∞kk=1=1AAkk) ) ==
∞∞kk=1=1P ((AP Akk). Seja). Seja AA = =
k∞k∞=1=1AAkk, ent˜, ent˜aoaoA A = =
n n
k k=1=1 A Akk
∪ ∪
∞ ∞
k k==nn+1+1 A Akk
e pela aditividade finita, e pela aditividade finita,
P P ((AA) ) == n n
k k=1=1 P P ((AAkk) +) + P P
∞∞
k k==nn+1+1 A Akk
.. SejaSeja BBkk ==
kk∞∞==nn+1+1AAkk, ent˜, ent˜aoao BBkk ↓ ∅↓ ∅ e portanto P e portanto P ((BBkk)) → → 0 (Pelo Axioma 4). Logo 0 (Pelo Axioma 4). Logo n n
k k=1=1 P P ((AAkk)) →→ n n→∞→∞ P P ((AA)),,iisstto o ´´ee,, P P ((AA) ) ==
kk∞∞=1=1P P ((AAkk).).Co
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
Si
Siststemema a I: I: AxAxioiomamas s 1, 1, 2 2 e e 33∗∗
Si
Siststemema II: a II: AxAxiomiomas 1as 1, 2, 3 e 4, 2, 3 e 4.. Demonstra¸
Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. O O sistemsistema a I ´I ´e e equivequivalentalente e aos Axiomas 1, aos Axiomas 1, 2, 2, 3 3 e e 33∗∗, pois j´, pois j´a vimos que oa vimos que o
Axioma 3
Axioma 3∗∗ implica no Axioma 3. Agora, usando o Teorema 7, provamos que o Axioma 3implica no Axioma 3. Agora, usando o Teorema 7, provamos que o Axioma 3
implic
implica a no no Axioma Axioma 4, 4, e e a a prova ´prova ´e e conclconcluu´´ıda.ıda. Ent˜
Ent˜ao ao para para veriverificar ficar se se P P ´´e e uma uma probabilprobabilidade idade emem F F , basta verificar os axiomas do, basta verificar os axiomas do sistema I ou os axiomas do sistema II.
sistema I ou os axiomas do sistema II.
Vejamos algumas propriedades de uma medida de probabilidade, Vejamos algumas propriedades de uma medida de probabilidade,
T
Teoreeorema ma 88 (Propried (Propriedades ades dede P P )).. Seja Seja P P uma uma memedida dida de de prprobobabiabilidalidade de assoassociaciada da a a sequˆ
sequˆenienia a de de eveeventos ntos aleat´ aleat´ orios orios AAii ∈ ∈ F F ∀∀ii ∈ ∈ NN e o evento e o evento BB ∈ ∈ F F , sendo, sendo F F uma uma σσ-´ -´ algebra,algebra,
e
e AA ∈ ∈ F F . Ent˜ . Ent˜ ao s˜ ao s˜ ao v´ ao v´ alidas as seguintes propriedades:alidas as seguintes propriedades: i)
i) (Compl(Complementemento)o) P P ((AA) ) = = 11−−P P ((AAcc));;
ii)
ii) P P ((∅∅) ) = = 00;; iii)
iii) P P ((BB) ) == P P ((AA∩∩ BB) +) + P P ((AAcc ∩∩BB));;
iv)
iv) (Monot(Monotonicidonicidade) Se ade) Se AA ⊂ ⊂ B B, ent˜ , ent˜ aoao P P ((AA)) ≤ ≤ P P ((BB));; v)
v) P P ((AA∪∪BB) ) == P P ((AA) +) + P P ((BB))−−P P ((AA∩∩BB));; vi)
vi) (Limit(Limitante Supeante Superior)rior) 00 ≤ ≤ P P ((AA)) ≤ ≤ 1 1;; vii)
vii) (Desig(Desigualdade de Booualdade de Boole)le) P P ((
∞∞ii=1=1AAii)) ≤ ≤
∞∞ii=1=1P P ((AAii));;viii)
viii) (sub(subaditivaditividade)idade) P P ((
nnii=1=1AAii)) ≤ ≤
nnii=1=1P P ((AAii));;ix)
ix) (Desig(Desigualdade de Bonferrualdade de Bonferroni)oni) P P ((
nnii=1=1AAii)) ≥ ≥ 1 1 −−
iinn=1=1P P ((AAccii))x)
x) (Cont(Continuidadinuidade e da da prprobobabilidabilidade) Se ade) Se AAii ↓↓ AA, ent˜ , ent˜ aoao P P ((AAii)) ↓↓ P P ((AA)). . Se Se AAii ↑↑ AA, ent˜ , ent˜ aoao
P
P ((AAii)) ↑ ↑ P P ((AA))..
xi) (Inclus˜
xi) (Inclus˜ ao-Exclus˜ ao-Exclus˜ ao)ao) P P ((
iinn=1=1AAii) ) ==
n n ii=1=1P P ((AAii))−−
n n i<j i<j P P ((AAii ∩ ∩ AA j j) +) +
n n i<j<k i<j<kP P ((AAii ∩ ∩ A A j j ∩ ∩AAkk) + () + (−−1)1)nn+1+1P ((AP A11 ∩∩AA22 ∩∩.. .. ..∩∩AAnn)).. Demonstra¸Demonstra¸c˜ c˜ ao.ao. (Item (Item i i). Sabemos que). Sabemos que A A∪∪AAcc = Ω e que estes eventos s˜= Ω e que estes eventos s˜ao disjuntos. Vejaao disjuntos. Veja
o diagrama de Venn, o diagrama de Venn,
Assim, Assim,
P
P ((AA∪∪AAcc) =) = P P ((AA) +) + P P ((AAcc)) 1
1 == P P ((AA) +) + P P ((AAcc)) P
P ((AA) ) = = 11−−P P ((AAcc)).. (Item
(Item iiii). Sabemos que Ω e). Sabemos que Ω e ∅∅ s˜ s˜ao eventos disjuntos. Assim,ao eventos disjuntos. Assim, P P (Ω(Ω∪∪ ∅∅) ) == P P (Ω) +(Ω) + P P ((∅∅)) 1 1 = = 1 1 ++ P P ((∅∅)) P P ((∅∅) ) = = 00..
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
A A A Acc Ω Ω A A AA∩∩BB BB B B == { {AA∩∩BB}} ∪∪ {{AAcc ∩∩BB}} Ω ΩFigura 2: Diagrama de Venn para o evento
Figura 2: Diagrama de Venn para o evento BB == { {AA∩∩BB}} ∪∪ {{AAcc ∩∩BB}}..
(Item
(Item iiiiii). ). Podemos obsPodemos observervar quear que BB == { {AA∩∩BB}} ∪∪ {{AAcc ∩∩BB}}, e que, e que {{AA∩∩BB}} ee {{AAcc ∩∩ BB}}
s˜
s˜ao disjuntos. Veja o diagrama de Venn na Figura 2.ao disjuntos. Veja o diagrama de Venn na Figura 2. Portanto, Portanto, P P ((BB) ) == P P (({{AA∩∩BB}} ∪∪ {{AAcc ∩∩BB}})) = = P P ((AA∩∩BB) +) +P P ((AAcc∩∩BB)).. (Item
(Item iviv) ) SeSe AA ⊂ ⊂ B B, ent˜, ent˜aoao AA∩∩BB == A A. Usando (. Usando (ii), temos), temos P
P ((BB) ) == P P ((AA∩∩B) +B) + P P ((AAcc ∩∩BB)) =
= P P ((AA) +) + P P ((AAcc ∩∩BB)) ≥ ≥ P P ((AA)).. . (Item
. (Item vv). Observando a seguinte identidade,). Observando a seguinte identidade, A
A∪∪BB =(=(AA∩∩BBcc))∪∪ ((AA∩∩BB))∪∪((AAcc ∩∩ BB)),, uni˜
uni˜ao de eventos disjuntos, que pode ser observado pela Figura 3, ent˜ao de eventos disjuntos, que pode ser observado pela Figura 3, ent˜aoao P
P ((AA∪∪BB) ) == P P ((AA∩∩BBcc) +) + P P ((AA∩∩BB) +) + P P ((AAcc ∩∩BB)).. Por (iii) sabemos que
Por (iii) sabemos que P
P ((AA) ) == P P ((BB ∩ ∩AA) +) + P P ((BBcc ∩∩AA)) ⇒ ⇒ P P ((BBcc ∩∩AA) ) == P P ((AA))−−P P ((BB ∩ ∩ AA)),, P
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
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i
d
d
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e
A A BB A A∩∩BBcc AA∩∩BB AAcc ∩∩BB AA∪∪ BB = = ((AA∩∩ BBcc))∪∪((AA∩∩BB))∪∪((AAcc ∩∩BB))
Ω Ω
Figura 3: Diagrama de Venn para o evento
Figura 3: Diagrama de Venn para o evento AA∪∪BB = = ((AA∩∩BBcc))∪∪((AA∩∩BB))∪∪ ((AAcc ∩∩BB).).
Logo Logo
P
P ((AA∪∪BB) ) == P P ((AA) +) + P P ((BB))−−P P ((AA∩∩ BB)).. (Item
(Item vivi). ). PePela Definla Defini¸i¸c˜c˜ao da medida de probabilidadeao da medida de probabilidade P P ser uma fun¸ ser uma fun¸c˜c˜aoao P P :: F F →→ [0 [0,, 1],1], logo se
logo se AA ∈ ∈ AA, ent˜, ent˜ao ao 00 ≤ ≤ P P ((AA)) ≤ ≤ 1. 1. (Item
(Item vii vii).Vamos inic).Vamos inicialmente ialmente criar criar uma uma sequˆsequˆencia encia disjuntadisjunta A A∗∗
1
1,, AA∗∗22, . . . ,, . . . , com a com a propriedapropriedadede
∞∞ ii=1=1AA∗∗ii ==
∞ ∞ ii=1=1AAii. Definimos. Definimos AA∗∗11 = = A A11, , AA∗∗ii == A Aii ∩∩
ii−−11
j j=1=1 A A j j
cc , , ii = = 22,, 33, . . . ., . . . . ´´ EE f´f´acil perceber queacil perceber que
P P
∞ ∞
ii=1=1 A Aii
= = P P
∞ ∞
ii=1=1 A A∗∗ii
== ∞ ∞
ii=1=1 P P ((AA∗∗ii)),, onde a ´onde a ´ultima igualdade segue, poisultima igualdade segue, pois AA∗∗
ii s˜s˜ao disjunao disjuntos. tos. ObservObservemos que pela constru¸emos que pela constru¸c˜c˜ao,ao,
A A∗∗
ii ⊆⊆ A Aii, portanto, pela propriedade (, portanto, pela propriedade (iviv),), P P ((AAii∗∗)) ≤ ≤ P P ((AAii), logo), logo
∞ ∞
ii=1=1 P P ((AA∗∗ii)) ≤ ≤ ∞ ∞
ii=1=1 P P ((AAii)).. ConcluiConcluindo ndo a a provprova,a,
P P
∞ ∞
ii=1=1 A Aii
= = ∞ ∞
ii=1=1 P P ((AA∗∗ii)) ≤≤ ∞ ∞
ii=1=1 P P ((AAii)).. (item(item viii viii). ). CoComo vimmo vimos pela Defios pela Definini¸¸c˜c˜ao 17 que aao 17 que a σσ-adivitidade implica na aditividade-adivitidade implica na aditividade finita, logo o item (
finita, logo o item (viivii) implica em () implica em (viiiviii).). (item
B
B
e
e
n
n
D
D
ˆ
ˆ
e
e
i
i
v
v
i
i
d
d
e
e
(item
(item x x). ). VVamos supor queamos supor que A Aii ↓ ↓ A A, , iisstto ´o ´ee,, A Aii ⊃ ⊃ A Aii+1+1 e e
ii≥≥11 A
Aii = = A A. Ent˜. Ent˜aoao P P ((AAii)) ≥ ≥ P P ((AAii+1+1)) pelo item (iv), e (
pelo item (iv), e (AAii −− AA)) ↓ ↓ ∅ ∅ ⇒⇒ P P ((AAii −− A A)) →→ 0 pela conti 0 pela continunuidadidade e do vado vazio. zio. PelPelaa
aditividade finita
aditividade finita P P ((AAii −− A A) ) == P P ((AAii)) − − P P ((AA), e como), e como {{P P ((AAii))}}ii∈∈NN ´ ´e e decredecrescente, scente, logologo P
P ((AAii)) ↓↓ P P ((AA). ). AgAgoraora, se, se AAii ↑↑ A, , isA isto to ´´e,e, AAii ⊂⊂ AAii+1+1 ee
ii≥≥11 A
Aii == AA, ent˜, ent˜aoao AAccii ↓↓ AAcc, logo, logo
P P ((AAcc
ii)) ↓ ↓ P P ((AAcc)) ⇒ ⇒ 1 1 −−P P ((AAii)) ↓ ↓ 1 1 −−P P ((AA). Portanto,). Portanto, P P ((AAii)) ↑ ↑ P P ((AA).).
(item
(item xi xi).). Associar a prova aos diagramas de Venn abaixo. Associar a prova aos diagramas de Venn abaixo. Vamos apresentar duas provas. Vamos apresentar duas provas.
•• Primeiro para Primeiro para nn = 2, temos a propriedade ( = 2, temos a propriedade (iviv) ) do do TTeoreeorema ma 8, 8, isto isto ´´e,e, P
P ((AA11 ∪∪AA22) ) == P P ((AA11) +) + P P ((AA22))−−P P ((AA11 ∩∩AA22)) ((22))
•• Para Para nn = 3, vamos considerar = 3, vamos considerar AA = = { {AA11 ∪∪AA22}}, e que, e que P
P ((AA11 ∪∪AA22 ∪∪AA33) ) == P P ((AA∪∪AA33)) =
= P P ((AA) +) + P P ((AA33))−−P P ((AA∩∩AA33)).. (3)(3) Segue que
Segue que P P ((AA) ) == P P ((AA11 ∪∪AA22) ) == P P ((AA11) +) + P P ((AA22))−−P P ((AA11 ∩∩AA22) e que) e que P
P ((AA∩∩AA33) ) == P P [([(AA11 ∪∪AA22))∩∩AA33]] =
= P P [([(AA11 ∩∩AA33))∪∪((AA22 ∩∩AA33)])] =
= P P ((AA11 ∩∩ AA33) +) + P P ((AA22 ∩∩ AA33))−−P P ((AA11 ∩∩AA22 ∩∩AA33) ) ((44)) Substituindo as express˜
Substituindo as express˜oes (2) e (4) em (3), logooes (2) e (4) em (3), logo P
P ((AA11 ∪∪AA22 ∪∪AA33) ) == P P ((AA11) + P ) +P ((AA22) +) + P P ((AA33))−−P ((AP A11 ∩∩AA22))−−P P ((AA11 ∩∩AA33))−−P P ((AA22 ∩∩AA33)+)+ +
+ P P ((AA11 ∩∩AA22 ∩∩AA33))..
•• Para Para nn = 4, j´ = 4, j´a apresentando o resultado direto, temosa apresentando o resultado direto, temos P P ((AA11 ∪∪AA22 ∪∪AA33 ∪∪AA44) ) == 4 4
ii=1=1 P P ((AAii))−− 4 4
i<j i<j P P ((AAii ∩∩AA j j) +) + 4 4
i<j<k i<j<k P P ((AAii ∩∩AA j j ∩ ∩ AAkk))−− − −P P (( 4 4
ii=1=1 A Aii)).. (5)(5)•• Para Para nn = 5, j´ = 5, j´a apresentando o resultado direto, temosa apresentando o resultado direto, temos P P ((AA11 ∪∪AA22 ∪∪AA33 ∪∪AA44 ∪∪AA55) ) == 5 5
ii=1=1 P P ((AAii))−− 5 5
i<j i<j P P ((AAii ∩∩AA j j) +) + 5 5
i<j<k i<j<k P P ((AAii ∩∩AA j j ∩ ∩ AAkk))−− − − 5 5
i<j<k<l i<j<k<l P P ((AAii ∩∩AA j j ∩ ∩ AAkk ∩ ∩AAll) +) + P P (( 5 5
ii=1=1 A Aii)).. (6)(6) Observe que a ´Observe que a ´ultima express˜ultima express˜ao para a uni˜ao para a uni˜ao das probabilidades alterna o sinal `ao das probabilidades alterna o sinal `aa medida que