A MATEMÁTICA NO CIRCO: UMA PROPOSTA DE ESTÁGIO EM MATEMÁTICA PARA LICENCIANDOS

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Anais do X Encontro Nacional de Educação Matemática Relato de Experiência 1 A MATEMÁTICA NO CIRCO: UMA PROPOSTA DE ESTÁGIO EM

MATEMÁTICA PARA LICENCIANDOS

Vinícius Silveira de Camargo Instituto Militar de Engenharia – Universidade Federal de Goiás

viniciuskmargo@hotmail.com

Ana Lúcia dos Santos Cabral Instituto Militar de Engenharia – Universidade Federal de Goiás

analuciakbral@hotmail.com

Wellington Lima Cedro Instituto Militar de Engenharia – Universidade Federal de Goiás

wcedro@yahoo.com.br

Resumo: Este trabalho é um relato de experiência de ensino de matemática, desenvolvida

no projeto Matemática no Circo junto ao Estágio Supervisionado I do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG). O projeto foi realizado com alunos, com idade entre 6 e 14 anos, da escola de circo Lahetô situada em Goiânia-GO e atendeu alunos que apresentavam grandes dificuldades escolares. A idéia principal baseia-se em auxiliar os alunos na aprendizagem da matemática, enfocando os problemas mais comuns como, por exemplo, as quatro operações. As atividades se baseavam em jogos e atividades lúdicas, que foram realizadas com o intuito de permitir que os estudantes pudessem perceber a matemática e aprende-la brincando, diferente do método comum utilizado em sala de aula. Com essa idéia pretendíamos ampliar o interesse pela disciplina e, assim, melhorar os seus conhecimentos e elevar o seu desempenho nas aulas de matemática dentro da escola, o que, de fato, comprovamos ao final do desenvolvimento do projeto.

Palavras-chave: Estágio Supervisionado, Atividades Lúdicas, Jogos, Matemática Básica.

Introdução

Há uma grande demanda de alunos provenientes de comunidades carentes, que necessitam de atividades complementares as quais possam ajudá-los a aumentar seu desempenho escolar e possibilitar um maior interesse e empenho na escola de ensino regular. Entretanto existem poucos projetos voltados a esse objetivo e poucas pessoas qualificadas dispostas a apoiar e desenvolver tais tarefas.

A fim de atender a esses propósitos foi criada, em Goiânia-GO, uma organização denominada “Escola de Circo Lahetô”, que atende crianças carentes com idade entre seis e quatorze anos, provenientes de escolas públicas localizadas próximas a sede circense.

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Com o desenrolar das atividades constatou-se a necessidade de um apoio escolar às crianças. Deste modo foi proposta ao Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Goiás a realização de um projeto neste local. Como grande parte dos projetos e atividades desenvolvidas em Estágio Supervisionado se constitui de vivências em sala de aula, com pouca ou nenhuma diferença do marasmo das aulas as quais estamos acostumados a ver, a idéia se encaixava perfeitamente aos propósitos da disciplina de Estágio I e, assim, “A Matemática no Circo” se tornou um dos projetos de maior repercussão no segundo semestre do ano de 2009.

A Matemática no Circo

O projeto “A Matemática no Circo” teve início no segundo semestre do ano de 2009, na escola de circo Lahetô, localizado em Goiânia-GO. Quando nos foi apresentado o projeto não sabíamos ao certo como desenvolveríamos tal idéia. Visitamos o local e percebemos que seria um grande desafio e, com isso, uma grande experiência. O ambiente onde seriam realizadas as aulas é, de fato, uma escola de circo, constituída de dois picadeiros, uma cozinha, uma área com algumas mesas e cadeiras onde eram feitas as atividades escolares e funcionava, também, como refeitório; uma pequena biblioteca, e um contêiner onde foi adaptado um laboratório de computação, com cerca de seis computadores. Não se parecia com uma escola comum, mas com certeza era um “espaço de aprendizagem”, ou seja, um “lugar da realização da aprendizagem dos sujeitos orientado pela ação intencional de quem ensina” (CEDRO; MOURA, 2007, p.38).

Quando chegamos ao local não sabíamos como lecionaríamos sem mesas e cadeiras apropriadas, sem quadro e nem giz. A primeira idéia foi tentar convencer a coordenadora de que precisávamos de um quadro, mas fomos avisados que não dispunham de recursos para tal aquisição. Encontramos o que consideramos um problema: Ensinar matemática sem quadro e giz. Mas, após alguns dias percebemos que seria completamente desnecessário, foi quando entendemos a importância do projeto, como ajudaríamos tais crianças a ganhar gosto pela matemática e aprendê-la, desenvolvendo o lado lúdico do ensino da matemática.

As aulas aconteciam às segundas-feiras e quando chegávamos ao circo, os alunos estavam terminando de tomar café-da-manhã, o que gerava certa demora para começarmos

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a realizar as atividades, já que, a refeição era feita no mesmo local. O término da refeição acontecia por voltas das 8h20min e assim, a aula tinha duração de cerca de uma hora e vinte minutos, pois às 9h40min iniciavam-se as aulas de educação artística e computação. Após este horário permanecíamos no local para acompanhar e orientar os alunos nas tarefas levadas para serem feitas até as 11h00min.

A turma era composta de cerca de 20 alunos, com idade entre seis e quatorze anos e cursavam do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, sendo todos oriundos da rede pública de ensino. No início das atividades encontramos problemas devido ao comportamento e forte resistência dos alunos com relação a nossa aceitação como professores, porém, com o decorrer do projeto começamos conquistá-los obtendo, assim, melhor comportamento e melhor rendimento nas atividades.

As atividades realizadas eram planejadas por nós e apresentadas ao orientador em uma reunião semanal. Neste período expúnhamos o que havíamos pensado em realizar e a idéia era analisada pelo orientador, que nos auxiliava no planejamento. Também analisávamos as atividades anteriores, a fim de avaliar o processo de aplicação e os resultados obtidos, com a intenção de sabermos se alcançamos os objetivos propostos.

Ao iniciar a organização e o desenvolvimento do projeto, tínhamos como objetivo ensinar as crianças à diversidade de utilização da matemática, conseguir aumentar o interesse delas pela disciplina relacionando-a ao cotidiano e, com isso, ajudá-las a melhorar o rendimento escolar. Após conhecermos os alunos, percebemos que para atingir este objetivo teríamos que atingir outro: formá-los pessoas melhores, com mais respeito, conquistar a atenção deles para que, após criada uma boa relação, esta atenção fosse enfatizada para a matemática. Tínhamos algo a nosso favor: o ambiente não era uma sala de aula comum.

O projeto desenvolvido vê a sala de aula como um espaço de vivências, onde os alunos devem integrar o que ali aprendem com o que vivem no seu dia-a-dia e o principal objetivo ao escolher as atividades a serem desenvolvidas no circo foi relacionar o que os alunos aprendiam ali com a realidade externa. É neste contexto que Masetto coloca:

A sala de aula é um espaço aberto que deve favorecer e estimular a presença, o estudo e o enfrentamento de tudo o que constitui a vida do aluno [...] Ao mesmo tempo, é um espaço que fornece explicações sobre os conhecimentos novos, sobre as relações e

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atitudes que se esperam do educando face a sociedade. Cria-se uma interação continua entre o aluno e a realidade externa. Entre o mundo interno e externo. (MASETTO, 1997, p.: 34-35)

O ambiente do circo era bem diferente do que já havíamos presenciado, portanto sempre nos preocupamos em relacionar a matemática com a vivência dos alunos. As crianças, por serem de uma região mais carente, viviam uma realidade um pouco diferente da nossa, eram nervosos, não havia muito respeito entre eles e nem conosco. Ao nos depararmos a tal realidade, percebemos que estávamos diante de crianças as quais necessitavam de nós não apenas no aprendizado da matemática, mas na sua construção pessoal, para ensiná-los a serem mais humanos, terem mais respeito, ou seja, ensiná-los uma convivência mais educada, torná-los pessoas melhores.

Quando iniciamos a realização das atividades não sabíamos ao certo qual atividade desenvolver e como realizá-la, desde o início sabíamos que as atividades ali desenvolvidas deveriam ser baseadas em jogos e atividades lúdicas. Por estarmos em um ambiente divertido desejávamos desenvolver um projeto diferente do marasmo das aulas ministradas nas escolas regulares, algo que fosse divertido como aquele lugar, que transmitisse a alegria que encontrávamos ao chegar ali e, principalmente, ensinasse as crianças uma convivência mais agradável, com mais atenção, mais respeito. Este desejo vai de encontro com as idéias propostas por Moura.

Existe um motivo primeiro para educar alguém: é possibilitar que este desenvolva a capacidade de lidar com informações, o que, em ultima analise, é a capacidade de resolver problemas não só do ponto de vista matemático, mas também do ponto de vista da construção social do conhecimento humano. (MOURA, 1996, p: 34)

As Atividades de Ensino

Ao longo do semestre realizamos diversas atividades com os alunos. Devido a grande diferença do grau escolar de cada aluno optamos por abordar a geometria básica, enfatizando a identificação das formas geométricas, e a aritmética elementar que se constituía das quatro operações básicas (adição, subtração, divisão e multiplicação). Tais

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atividades serão apresentadas na tabela I a seguir juntamente com os objetivos que esperávamos que fossem atingidos.

Tabela I

Atividades desenvolvidas e objetivos esperados de cada uma. NOME DA ATIVIDADE OBJETIVO

Donald no país da

Matemágica.

Mostrar aos alunos as diversas utilidades da matemática, as quais são apresentadas no filme.

Produção de texto. Avaliar o que mais gostaram do filme “Donald no país da

Matemágica”

Conta surpresa. Procurar observar as dificuldades de cada aluno na soma, na

subtração e multiplicação.

Queimada matemática. Mostrar que a matemática é utilizada sempre, uma brincadeira

do dia-a-dia pode utilizá-la e continuar divertida.

Futebol Matemático. Mostrar que no futebol também utilizamos matemática,

podemos fazer pequenas mudanças nas regras do jogo para explorá-la melhor sem perder a graça da brincadeira.

Resenha: Viagem ao

Cirque du Soleil.

Avaliar a escrita e a criatividade de cada um.

Conhecendo e construindo o ábaco.

Apresentar aos alunos o ábaco, mostrando sua utilização, importância e o quanto facilita a realização das contas.

Gelinho matemático. Incentivá-los, de uma maneira divertida

Caçada Geométrica no Circo.

Observar o nível de conhecimento dos alunos com relação a formas geométricas.

Feira no circo. Mostrar que as contas utilizadas para fazer compras no

dia-a-dia são as mesmas utilizadas na escola, porém colocadas de maneiras diferentes.

Descobrindo a senha. A atividade pretendia utilizar a observação dos alunos, a

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Soma e subtração:

dificuldades e dúvidas.

Perceber as maiores dificuldades dos alunos e suas dúvidas, procurando, assim, explicá-las.

Roda a roda. Utilizar vivências do dia-a-dia para assimilá-las aos conceitos

e, assim, tornar mais simples o conceito de tais formas. A circunferência e o

monociclo.

Relacionar o monociclo com a circunferência, fazendo-os entender o que é a circunferência utilizando um objeto bastante presente no dia-a-dia.

Bingo matemático. Estimulá-los a fazerem contas de uma maneira divertida.

Avaliando as aulas e os professores.

Saber qual atividade chamou mais atenção, qual foi mais agradável e as atividades que cada um participou.

Dentro do projeto, o maior objetivo com as atividades era desmistificar a matemática, acabando com os mitos impostos nas escolas regulares. Para dar inicio a este processo, começamos o trabalho com a apresentação do filme “Donald no país da matemágica” (1959). Este vídeo mostra o pato Donald em um país envolto aos problemas e explicações cotidianas da matemática. Ele apresentava os conhecimentos matemáticos relacionando-os com a música, a sinuca. Além disso, também relatou sobre a razão áurea, tudo com o intuito de mostrar que estas questões podem ser tratadas e compreendidas com auxílio da matemática.

Percebemos que as crianças ao se depararem com a diversidade de utilizações da matemática, eles ficaram encantados, comentavam entre si e produziram um pequeno texto relatando o que mais gostaram e o que era novo naquela abordagem.

Ao final desta atividade percebemos a diferença entre o nível dos alunos. Alguns desenharam, pois não sabiam escrever e outros possuíam boa desenvoltura para relatar o que lhes foi proposto. Foi de primordial importância esta atividade para que pudéssemos planejar as próximas, a fim de evitar a exclusão de algum aluno por não conseguir desenvolver a atividade ou por saber desenvolver muito bem e esta não se tornar interessante.

Esbarramos então na barreira mais difícil a ser ultrapassada: a grande diferença no conhecimento de cada um. Não sabíamos ao certo como desenvolver uma atividade que

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integrasse todos os alunos sem prejudicar ou excluir nenhum deles. Acompanhando essa dificuldade veio à resistência por parte destes em nos aceitar como professores, nos respeitarem e se comportarem durante as aulas. Os alunos brigavam muito entre si, falavam palavrões, ofendiam uns aos outros.

Alguns dos alunos tinham maior dificuldade de aceitação, então fomos procurando entender cada um, seu jeito, comportamento, dificuldades, problemas e carência. A idéia de conhecer cada um detalhada e exclusivamente possibilitou um espaço repleto de carinho, amizades e companheirismo, o que garantiu um ótimo convívio entre os próprios alunos. Com o passar do tempo, estes não brigavam mais entre sim, ao contrario, se ajudavam quando necessário, ensinavam uns aos outros.

Certas atividades chamaram muita atenção devido ao interesse, desempenho e companheirismo entre os alunos, as quais comprovaram-nos uma melhora significativa destes com relação aos problemas citados acima, e por isso escolhemos duas destas atividades para relatar com mais detalhes.

Descobrindo a Senha

A atividade foi criada com a intenção de ser uma brincadeira, em que os alunos utilizariam bastante à lógica e o raciocínio. A atividade baseava-se em uma senha com três cores, entre quatro opções.

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Os alunos foram divididos em dois grupos, um aluno por grupo dizia a sequência uma vez e assim fazia-se o rodízio. À medida que os alunos falavam as três cores e as posições nós dizíamos quantas cores e quantas posições estavam corretas, então eles analisavam e falavam novamente, sempre analisando nossa resposta com o que haviam dito e, assim, raciocinavam para saber qual era a ordem correta e quais as cores utilizadas. Ao final de cada rodada perguntávamos o porquê do aluno dizer que era aquela seqüência e, assim, eles relatavam o raciocínio que utilizaram.

Figura 2: Os alunos durante a atividade

Roda a Roda

A atividade foi criada com a idéia de trabalhar conceitos de formas geométricas relacionados com objetos comuns que possuíam esta forma, a fim de conseguir, com isso, que os alunos fixassem este conceito sem precisar decorar, apenas relacionando-o com objetos comuns a eles. Para isso criamos uma roleta e indicamos em um quadro a quantidade de letras das palavras.

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Eram duas palavras, uma era a forma geométrica e a outra o objeto que possuía esta forma. Os alunos rodavam a roleta e falavam uma letra, se tivesse a letra ganhavam o ponto mostrado na roleta, se não passavam a vez. À medida que iam falando as letras iam formando as palavras e podiam falar quais eram as palavras faltando apenas três letras. Os alunos, quando viam a palavra se formando já sabiam o conceito e o objeto, e, devido a isto, pudemos concluir que o objetivo da atividade foi realmente atingido, pois eles estavam sabendo relacionar o objeto com a forma. Outro ponto interessante da atividade é que, apesar de cada um jogar por si, eles sempre ajudavam os colegas, falando as letras que faltavam e, embora não fosse a idéia do jogo, gostamos desta atitude, a qual pode nos mostrar o desenvolvimento que eles alcançaram.

Considerações Finais

Avaliamos que os alunos evoluíram não somente no comportamento individual, mas coletivamente também e até em maior proporção. Quando fomos apresentados a turma percebemos que não havia respeito algum entre os alunos, eram freqüentes os palavrões e as brigas. Então fizemos um contrato pedagógico com os alunos a fim de estabelecer regras de convivência entre estes alunos. Com o passar das semanas pudemos perceber que eles se tornaram mais receptíveis e cada vez mais interessados nas atividades realizadas, passaram a colaborar conosco ajudando-nos a organizar o local de forma adequada para a atividade e também na questão do comportamento, pois alem de se comportarem chamavam a atenção dos outros colegas para que se estabelecesse a ordem e sempre ao final da aula todos reorganizavam o espaço que era realizado a atividade.

No decorrer do projeto vimos que a falta de respeito havia diminuído, e que o companheirismo entre eles tinha aumentado circunstancialmente. Esta melhora é devido ao grande numero de atividades em que se era necessário trabalhar em grupos, onde cada um tinha o dever de cuidar do outro para se alcançar um bom resultado nas atividades.

Consideramos que o aproveitamento das atividades realizadas foi satisfatório, surgindo efeitos tanto nos alunos quanto em nós professores, que aprendemos a compreender melhor as necessidades e a traçar um perfil de atividades que mais agradavam aos alunos e aquelas que mais surgiam efeito ao nosso principal objetivo que é a matemática

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A vivência no ambiente do circo foi única nas nossas experiências de vidas, pois o que mais se presa neste meio é a alegria, o convívio em grupo, a cooperação de todos em busca de uma melhora coletiva e principalmente o valor dado em pequenas atitudes a fim de que no final se transforme em um grande espetáculo.

Mais do que a matemática, circo ou informática o principal objetivo do projeto do circo Lahêto é ensinar os valores essenciais da sociedade, para que possam se tornar pessoas melhores. Quanto a este respeito podemos afirmar que o projeto é mais do que bem sucedido, pois como já disse a evolução de cada aluno como pessoa foi visível.

Nós professores, nos beneficiamos deste ambiente, pois percebemos que não bastava que tivéssemos planejado toda a atividade, mas que é essencial a cooperação de todos os alunos para que a execução de cada tarefa seja bem sucedida. Não cabe a nós nos impormos aos alunos, temos que conquistá-los e mostrar-lhes que a matemática está acessível a todos e presente em todos os instantes na nossa vida. Com este objetivo nós trabalhamos e conseguimos lhes mostrar, mesmo que em pequena escala o quanto a matemática é importante, mesmo nos ambientes mais inusitados como o circo e mais do que isso mostramos o quanto eles dominam este assunto.

Concluímos que o projeto foi uma grande experiência para nós, sabíamos que iríamos ajudar aqueles alunos, que poderíamos ensiná-los muitas coisas, contudo, a nossa grande surpresa foi saber que, no final, aprendemos muito mais do que eles, que a nossa experiência naquele local foi única, de muita importância. Com certeza levaremos conosco um ensinamento para toda a vida.

Portanto, encerramos este projeto com o sentimento de dever cumprido e o mais importante com o sentimento de que é possível uma grande mudança no modo de se ensinar a matemática, de uma maneira que os alunos possam se interessar e aprender muito mais do que em uma simples aula expositiva.

Referências Bibliográficas

CEDRO, W. L. ;MOURA, M.O. Uma Perspectiva Histórico-Cultural para o Ensino de Álgebra: O Clube da Matemática como Espaço de Aprendizagem. Zetetiké, Campinas, SP, v. 15, n. 27, p. 37-56, jan./jun. 2007.

DONALD no país da Matemágica. Direção: Stan Jolley. PRODUÇAO: WALT DISNEY. EUA, 1959. 1 VIDEOCASSETE.

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MASETTO, M. A sala de aula: Espaço de vida?. In: MASSETO, M. Didática: A aula

como centro. 1 ed. São Paulo: FTD, 1997. p. 29-37.

MOURA, M.O. A Atividade de Ensino como Unidade Formadora. Boletim de Educação

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Referências

  1. o: Stan Jolley.
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