UNIVERSIDADE
FEDERAL
DEASANTA CATARINA
11" ' r'CENTRO
DE
CIENCIAS
DA SAUDE
CURSO
DE
GRADUAÇÃO
'EM
MEDICINA
~.... ,`¿"`Í›- `.
DEPARTAMENTO
DE TOCOGINEGOLOGIA
ANALISE
DE
36
CASOÉ
DE
ADENIOMIOSE
AUTORA:
PATRICIA
WETZEL
F-LoR1ANóPo1¿_|s,¡Novsmanqoe
1994
./
uN|vERs|DADE
FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
CENTRD
DE
c|ÉNc¡As
DA
sAúDE
CURSO
DE
GRADUAÇAO EM
MEDICINA
DEPARTAMENTO
DE
TOCOGINECOLOGIA
ANÁLISE
DE
36
CASOS
DE
ADENOMIOSE
AUTORA:
PATRICIA
WETZEL
*ORIENTADOR:
Dr.LUIZ
FERNANDO
SOMACAL
***
DOUTORANDA
DE
12°FASE
DO CURSO
DE
GRADUAÇÃO EM
MEDICINA
`DA
UFSC
**
PROFESSOR
AUXILIAR
DEPARTAMENTO
TOCOGINECOLOGIA UFSC
RESUMO
Analisaram-se, retrospectivamente,
36 casos de adenomiose
ocorridos no Hospital Universitário
de
Santa Catarina,no
periodode
janeirode
1981 a
dezembro
de
1993.A
idademédia das
pacientes foide
48
anos, e a maior incidência foidas
pacientescom
1 a 3 partos prévios (36,1%),/e a nuliparidade atingiu13,9%
das
mulheres.Os
principais sintomasforam
a dispareunia,50%
dos
casos,metrorragia
com
38,9%
e dismenorréiacom
25%
dos
casos.Ao exame
físico oprincipal
achado
foi dor pélvica (52,8%) e úteroaumentado
de
volume
(27,8%).A
associação
depatologias
foi constante,como
a cervicite crônica alcançando52,8%
dos casos
e leiomioimatose uterina,com
44,4%
dos
casos.A
associaçãocom
endometriose ocorreuapenas
em
8,3%
dos
casos.A
cesárea foi a viade
partoempregada
em
19,4%
dos
casos, e ahisterectomia abdominal realizada
em
72,2%
das
pacientes.ABSTRACT
A
retrospective studywas
carriedon 36 cases
ofadenomyosis
thatoccurred at "Hospital Universitário
da
Universidade Federalde Santa
Catarina",during the period from January 1981 to
December
1993.The
avarageage
of the patients studiedwas
48
years old. 36.1%
had
one
to three previous pregnanciesand
13,9%
were
nulliparous.The
most
important signswere
dispareunya, in50%
of the cases;methrorage, in
38,9%; and
dysmenorrhea, in25%
of the cases. At examination,pelvic pain
was
themost
common
findlng, occuring ln52,8%
of the cases,and
uterus enlarged
was
also considerable,occunhg
in27,8%
of the cases. Anotherpathologies
were
usually associated with adenomyosis, like cronic cerviciti, with52,8%
of thecases and
uterine leiomyomatosis, with44,4%.
Adenomyosis was
found in association with endometriosis in
8,3%
of the cases.Cesarean
sectionwas
themethod
of delivery in19,4%
of the cases,and
abdominal hysterectomywas
realized in72,2%
of the patients.sumÁR1o
RESUMO
... ..ABSTRACT
... _.INTRODUÇÃO
... ..MATERIAIS E
MÉTODOS
... ._RESULTADOS
... ..DISCUSSÃO
... ..CONCLUSÃO
... ..REFERÊNCIA
BILIOGRÁFICA
... ..BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
..._WTRODUQÃO
Adenomiose,
também
conhecidacomo
endometriose lntema (1),consiste
numa
desordem
ginecológicacomum,
que
afeta as mulheres durante avida reprodutiva (2). Caracteriza-se pela presença
de
glândulas e estromaendometrial ectópico no miométrio, fora da
camadaggroäënna
(12).Historicamente, a
adenomiose
foi relatada primeiramente porRokitansky
em
1860.E
em
i896`¿âÊcl‹linghausen a descreveucomo
uma
entidade patológica definida.
Em
1908
Cullen publicouuma
monografia
destadoença
relatando92
casosf Ele reconheceu o”adenomioma
difusodo
útero",atualmente
mais
conhecidocomo
adenomiose
(3).Quanto
a origem, Cullen ofereceuuma
teoriaque
o endométriointramural tenha origem n_1¿`Jllerlana,
sendo
uma
proliferação direta da cavidadeLrterina (3).
A.
A
adenomiose
apresentauma
freqüência variável, atingindogeralmente mulheres na 5°
década de
vida (4).Pode
serum
achado
patológico casual e porvezes
até assirrtomático.E
)quando
sintomático ,caracteriza-se principalmente porsangramento
uterino2
O
diagnóstico de certeza desta entidade é realizado pelahistopatologia
de
úteros removidos cirurgicamente (5). Eléste diagnóstico consistena identificação
de
estroma endometnal oude
glândulas situadas entre os feixesde
fibras musculares miometiiais (6).Pode
apresentarformas
difusasou
focais (2).Porém,
recentemente, várias técnicas segurastêm
sido sugeridasque
permitem
diagnosticaradenomiose
in situ (5. 7). Entre elaspodemos
citar aultrassonografia transvaginal, representando
um
avanço no
diagnóstico pré-operatörio (3).
Também
a ressonância magnéticapode desempenhar
papelimportante,
sendo que
num
estudo comparativo destesmétodos
de imagem,
aressonância
mostrou
melhores resultadosl2){Um
diagnósticonão
invasivotoma-
se importante, pois,
mesmo
em
candidatas a cirurgia, oacesso
cirúrgicomodifica-se
com
a constataçãode adenomiose
oude
outra patologia (2).Já,
como
método
invasivo, a biópsiado
miométriopode
ajudar aestabelecer diagnóstico (5), assim
como
a laparoscopia (7),O
tratamento convencional paraadenomiose
é a histerectomia (2).Procedimentos
cirúrgicos conservadores, incluindo ressecçãoendometiial e
redução
miometiialpodem
reduzir a necessidade da histerectomia(9).
Estudos
realizadossugerem
a hormonioterapiacomo
alternativa paratratamento
de
pacientes jovens (10. 11),podendo
preservar a fertilidadedas
mesmas
(2).Este estudo visa apresentar as principais caracteristicas clinicas,
patologias associadas e sintomatologia,
enfim,
um
esboço do
perfildas
pacientesMATÉRIAS E
MÉTODOS
Este estudo retrospectivo foi realizado
no
Hospital Universitárioda
Universidade Federal
de
Santa Catarina, no períodode
janeirode
1981 adezembro
de
1993,em
36
pacientes diagnosticadas histopatologicamentecom
adenomiose.
A
pesquisa foi elaborada revendo-se catalogaçãodos
livrosde
registrodo
serviçode Anatomia
Patológica. Posteriormente, obtidos os respectivosprontuários,
efetuamos
o preenchimentode
um
protocolo para a coletade
dados.Foram
analisadosdados
sobre a idadeda
paciente, climatério,paridade e via
de
parto, realizaçãode curetagem
uterina prévia, principaissintomas e
achados ao
exame
físico, patologias associadas e tipode
cirurgiarealizada.
Houve
certa dificuldadena
coletade dados
devidoao
fatode que
vários profissionais
da saúde
teremacesso aos
prontuários, diversificando osRESULTADOS
Foram
protocolados36
pacientescom
adenomiose,
com
idadesque
variaram entre
29
a75
anos.A
maior incidência ocorreudos 40 aos 59
anos,com
24
casos (665%).
Desta, se sobressaiu a faixade 40
a49
anopcom
13casos
(36,1%).A
idademédia das
pacientes estudadas foide 48
ano§,,epode
ser observado
na
tabela I.TABELA
IIDISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HU/UFSC
SEGUNDO
A
IDADE.
'IDADE
(Anos)
N°
DE
PAciEN'rEs
1%
29
-39
6
16,740
-49
13 36,150
-59
11 30,560
-69
5 13,970
-79
1 2,8TOTAL
as
Í100
FONTE: HU/UFSC,
JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993
A
maior incidênciade
paridade prevaleceuem
pacientescom
1 a 3 partos,alcançando
um
indicede
36,1%. Nuliparidade ocorreuem
5 casos,com
indicede
13,9%. (Tabela H) .TABELA
IIIDISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HU/UFSC
SEGUNDO
A
PARIDADE.
PARIDADE
N°
%
O 51-3
134-6
77-9
8+de9
3 I 13,9 36,1 19,5 22,2 8,3TOTAL
A36
100SAMEI
HUIUFSC,
JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993
A
viade
partodo
tlp_o__cesárea_ ocorreuem
7 casos,com
um
índicede
194%
Os
demais
partos realizaram-se via vaginal. (Tabela III)TABELA
IIIIDISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HUIUFSC
SEGUNDO
A
VIA
DE
PARTO.
VIA
DE
PARTO
N°
%
Vaginal29
Cesárea
7 80,6 19,4TOTAL
36
SAME:
HUIUFSC,
JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993.A
curetagem
uterlna prévia, ocorreuapenas
em
8 casos, alcançando22,2%
(Tabela IV)
6
TABELA
IV;DlSTRlBUlÇÃO
DAS
PAClENTES
COM
ADENOMÍOSE
NO
HU/UFSC
SEGUNDO
REALIZAÇÃO
DE
CURETAGEM
UTERlNA
PRÉVIA.
CURETAG
EM
N°
%
Não
28
77,8Sim
8 22,2 ATOTAL
136
A 100
SAMEZ HU/UFSC
-JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993
Quanto
a alteração menstrual, neste estudo foramconfirmados 20
casos,perfazendo
um
indicede
55,6%, oque
vem
reforçarum
dos
sintomascaracterísticos
da adenomiose.
(Tabela V)TABELA
V:DISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HU/UFSC
CONFORME
A
PRESENÇA
DE
ALTERAÇÃO
MENSTRUAL.
ALTERAÇÃO MENSTRUAL
N°
%
Não
16
44,4Sim
20
55,6TOTAL
36
100
SAMEZ
HUIUFSC,
JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993
Dos
sintomas observados,50%
dos casos
a dispareunia esteve presentenos
.g-5
É
:.
9)
. tos, sfn_do__o
mais
re_fen'_do.Em
relaçãoas
alterações .do ciclo menstrual, ametrorragia sobressaiu-se, ocorrendo
em
38,9%
dos
casos.Outra queixa frequente foi dismenorréia,
com
incidênciade
25%.
Em
muitosTABEL
VIIDISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HU/UFSC
SEGUNDO
SINTOMA.
SINTOMAS
N°
*%
** Dispareunia 18 Dismenorréia 9 Hipermenorréia 7 Menorragia 6 I Metrorragia 1 14 50,0 25,0 19,4 16,6 38,9ToTAl.
z54
5 149,9SAME: HU/UFSC
-JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993
*
Casos
com
mais
deum
sintoma.**
%
calculada sobre36
pacientes. -'Lc
,cri
Pela
média de
idadezdas pacientes deste estudo, pode-se observarque
muitas1/
1;-
estavam no
climafério, alcançandoum
índicede
36,1%. (Tabela VII)TABELA
VIIIDISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HU/UFSC
SEGUNDO
CLIMATÉRIO.
CLIMATERIO
N°
%
Não
23
Sim
13 63,9 36,1TOTAL
36
100
SAME
-HU/UFSC
-JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993.Ao exame
fisico,os
principaisachados
consistiramem
dor pélvica,em
198
pacientesfiatores
que
falam a favorde adenomiose.
Em
algunscasos houve
associação
dos
dados
doexame
físico. (Tabela VIII)TABELA
VIII:DISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADEI\lOMlOSE
NO
HU/UFSC
SEGUNDO
DADOS
DO
EXAME
FÍSICO.EXAME
FÍSICO
IN°
*
%
*"'Útero
aumentado
de volume
. 10A 27,8
Dor
pélvica 19 52,8Massa
palpável2
5,5 Clstocele4
11,1 z \ Prolapso uterino 5 13,9 To'rAi. j4o
; 1 1 1 ,1SAME:
HU/UFSC
-JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993.*
Casos
com
mais de
um
dado
noexame
fisico. "* °/0 calculada sobre36
pacientes.À
avaliação anátomo-patológica,além da
constataçãode adenomiose, foram
diagnosticadas outras patologias
como
a cervicite crônica (que foi amais
comum),
ocorrendoem
52,8%
dos
casos .A
leiomiomatoseuterina¡também
muito frequente, ocorrendo
em
44,4%
dos
casos, e a metaplasiaescamosa
do
colo
em
41,7%
dos
casos.A
associaçãode adenomiose
e endometriose ocorreuem
3 pacientes, perfazendo 8,3%.Houve
associaçãode
maisde
um
diagnóstico9
TABELA DC
DISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
NO
HU/UFSC
CONFORME
O
DIAGNÓSTICO
ANTOMO
PATOLÓGICO.
DIAGNÓSTICO
,ÍN°
* ,%
**Leiomiomatose
uterina 16 44,4 Hlperplasia endometrial 3 8,3'Endometrlose
pélvica 3 8,3 Pollpose2
5,6Metaplasia
escamosa
de
colo 15 41,7Atrofia
endometnal
9 25,0Cervicite crônica 19 52,8
TOTAL
167
1 86,1SAME: HU/UFSC
-JANEIRO,
1981 -DEZEMBRO,
1993.*
Casos
com
mais de
um
diagnóstico. **%
calculada sobre
36
paciente.Ressalva faz-se
ao
tipode
cirurgia realizada, vistoque
o diagnósticode
adenomiose
éconfirmado
com
análise histopatológicade peça
cirúrgica,sendo
que
a histerectomia abdominalpredominou no nosso
estudo, alcançandoum
TABELA
X5DISTRIBUIÇÃO
DAS
PACIENTES
COM
ADENOMIOSE
HUIUFSC
SEGUNDO
O
TIPO
DE
CIRURGIA
REALIZADA.
CIRURGIA
1N°
%
Histerectomia abdominal 18 50,0
Histerectomia abdominal e anexectomia 8 22,2
Histerectomia vaginal
`
6
5 16,7Histerectomia vaginal e colpoperineoplastia ,i
4
A
11,1
TOTAL
36
1O0
i:›|scussÃo
Com
nosso estudo concluímosque
a idademédia das
pacientes foide
48
anos,sendo que
13 delas (36,1%)estavam
no climatério.No
que
tange aparidade, a maior incidência foi
nas
pacientescom
1 a 3 partos,com
13 casos,perfazendo
um
indicede
36,1%.A
nulipandade ocorreuem
5 pacientes (13,51%),o
que
divergeum
pouco
da literatura, referindo serincomum
o acontecimento deadenominose
em
nuliparas (22).A
adenomiose
apresentauma
freqüência variável, atingindo 8 a27%
das
mulheres.A
maior incidência é observadana
quintadécada
eem
multiparas.A
faixa etáriade
maior ocorrência está entre44
a49
anos
(4).'
A
literaturademonstra
que
partos repetidos e curetagens uterinaspodem
atuarcomo
fatores predisponentes paraadenomiose
(13).Em
relação acuretagem
utenna, 8 pacienteshaviam
realizado este procedimento previamente,perfazendo o total
de
22,2%.De
acordocom
outrositores,
aadenomiose
evoluiespontaneamente
a partirde
uma
proliferaçãodescendente
do
endométno
superficial. Foi supen_da
uma
assocraçaocom
cicatnzestdecesanana
einstrumentação intra-uterina prévia (1).
Nosso
esttudodemonstrou que
19,4%
dos
partos
foram
cesariana. ._
-
12
A
adenomiose
frequentementetoma-se
um
achado
patolögico casual,podendo
ser inteiramente assintomãtica,em
particularquando
presenteem
grauminimo
(3).Aproximadamente
70%
dos casos sirrtomáticos eapenas
30%
assintomáticos do acidental (12)
O
proce_s_sí› patológico parece
e seu
acha
.compreender duas
entidades distintas (Bird eMc
Elin, 1980)achado
casual,secundário a outro
que
motivou a extirpação uterina oudoença
progressivaque
determina hemorragia e dor genital (4).
Em
nosso
estudo, noque
tange a sintomatologia, todos oscasos
mostraram-se
sintomáticos, e muitas vezeshouve
associação demais
deum
sintoma.
A
queixamais
referida foi a dispareunia,com
18 casos (50%), seguidapela metrorragia,
com
14 casos (38,9%) e ainda a dismenorréia,com
9 casos(25%).
A
hipermenorréia e a menorragiatambém
foram
referidas,porém
com
menor
freqüência, (19,11%) e(155%)
respectivamente.É
consenso
na iiteraturaos
achados de sangramento
uterino anormal e dorcomo
sintomasmais
comuns
U- 3' 14). Alguns autores consideram a menorragia
como
sintoma principalencontrada
em
aproximadamente
75%
dos casos.É
gradativamente progressivadurante vários
anos
e produzida peloaumento de volume da
cavidade uterina epor
uma
vascularizaçãoaumentada.
Outrascausas
prováveis seriam acontratilidade prejudicada
do
miométrico e a associaçãocom
hiperplasiaendometrial (15).
A
dismenorréia, presenteem 30%
das
pacientes, seriacausada
principalmente por distúrbios da contração uterina (15).
Num
estudo realizado adismenorréia ariereceu
como
resultado da estimulação tônicade
todo o úteropela
adenomiose.
Esta estimulação parece ter sido induzidaquando
aprofundidade da invasão
exceda
80%
de
todacamada
muscular (15).Outro estudo prospectivo
demonstrou que adenomiose,
referidacomo
13
quinta
década de
vida e a queixa principal consistiaem
sangramento
uterino (17).Numa
análise realizada atraves da biópsia histeroscópica miometrial encontrou-se
uma
estatistica significante na correlação entre a profundidadeda
adenomiose
e a severidade da menorragia U5).Pela literatura, a hipermenorréia ocorre
em
aproximadamente
50%
das
pacientes e entre30%
apresentam
dismenorréia.Porém
apenas
20%
apresentarão
ambos
sintomas (12).Baseado
em
nossa pesquisa, os principaisachados ao
exame
fisicoconstaram de
dor pélvica,em
19 casos (52,8%) eaumento
de volume
uterino,com
10casos
(27,8%). Outrosachados foram
o prolapso uterino, cistocele emassa
palpável.A
literatura éunânime
noque
diz respetioao
útero referindo oseu
aumento
difuso (1. 3).Quando
realizado o diagnósticoanatomo
patológicode
adenomiose,outras patologias foram associadas ao
nosso
estudo.A
mais
comum
foi acervicite crônica,
com
19 casos (52,8%).A
Ieiomiomatose uterinatambém
apresentou alta incidência (4-4,4%)
com
16
casos, e ainda a metaplasiaescamosa
do
colo,com
15 casos (41,7%).A
associaçãocom
endometrioseocorreu
em
apenas
3 casos (8,3%), assimcomo
a hiperplasia endometrial,com
3
casos
(8,3%).Houve
mais de
um
diagnóstico anátomo-patológicoem
algunscasos.
A
associaçãode
adenomiose
e endometriose seriauma
das
explicações para a sintomatologia
desencadeada,
assimcomo
a associaçãocom
hiperplasia endometrial U- 15).[Êealizado levantamento e analisada determinada
população, a associação
de adenomiose
e hiperplasia endometrialde
.š,6°/Oem
60 casos
(19).Segundo
alguns autores, aadenomiose pode
coexistirem
12%
dos
14
associação variando entre 6,3 a
21,9%
dos
casos (4).Num
estudo,no
qualforam
examinadas
clinica e histologicamente128
pacientescom
adenomiose,
sugeriu-se
que
aadenomiose
subserosapossa
seruma
possivel variante daendometriose pélvica (20).
_
A
alteração menstrual foimarcante
neste estudo, ocorrendoem
20
casos, perfazendo
uma
média de
55,6%.A
cirurgiamais
utilizada pelosprofissionais
da
saúde
nestas pacientes foi a histerectomia abdominal,com
uma
coNcLusÃo
àjdade
media das
pacientes foide 48
anos;Houve
predomíniodas
M. _ _ ./
pacientes
com
1 a 3 partos.Os
principais sintomas foram a dispareunia, metrorragia edismenoiréia.
Ao
exame
fisico a dor pélvica foi o principal achado, seguido peloaumento
de volume
uterino.As
patologias maiscomumente
associadasforam
a cervicite crônica eleiomiomatose uterina.
REi=ERÊNciA
a|Bi.ioeRÁi=¡cA
1-STEPHEN,
S. E.Leiomioma
eadenomiose
uterina. ln:JONES,
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W.,
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UFSC
~*TO
0004 EX-1 N›Chflm‹TCC
UFSCTO
0004Autor: Wetzel, Patricia
Ex,i UFSC BSCCSM
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Título: Análise de 36 casos de adenomios