Empregado ou “colaborador”?
Meirivone Aragão.Observa-se curioso modismo adotado por algumas empresas em chamar os empregados de colaboradores, aparentemente como uma mera e inocente denominação, mas que pode significar o desejo dos empregadores em se esquivar do cumprimento das obrigações inerentes ao contrato de trabalho.
A palavra colaborar significa cooperar; trabalhar na mesma obra; concorrer para um fim em vista. Tomando o conceito genérico, não haveria contradição, pois todas as atividades realizadas em conjunto necessitam de predisposição, boa-vontade, colaboração e esse é um dos elementos naturalmente presentes na relação de emprego, pois do contrário seria servidão ou escravidão (contra a vontade do empregado).
Contudo, a CLT é clara em seu artigo 3º, em denominar empregado, toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Vista de perto e com todas as suas nuanças, a relação de emprego é diferente do associativismo ou cooperação, seja pela ótica social ou jurídica. Isto porque é uma relação que origina a luta de classes, onde o “muro de Berlim” jamais foi derrubado, onde há um permanente conflito de interesses dentro do sistema capitalista
O trabalhador vende sua força de trabalho e o patrão se apropria do lucro que advém do processo de produção. Ora, colabora quem tem voz, quem pode interferir no processo produtivo, quem pode em pé de igualdade ditar regras e esse não é o caso dos trabalhadores brasileiros, que em grande numero sem sequer possuem Carteira de Trabalho.
Também conta com um sistema de participação nos lucros ainda tímido demais para possibilitar que o trabalhador se veja efetivamente como mero colaborador de uma tarefa cujos benefícios serão distribuídos de modo desproporcional, uma vez que o seu salário não é calculado de modo justo, conforme determinado pela Constituição Federal, em seu artigo 7º, IV, ficando distante de atender às suas necessidades básicas e às de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.
Os direitos mínimos assegurados pela Constituição federal em seu artigo 7º ainda carecem de efetividade, de modo a ser improvável a modificação da estrutura dessa relação jurídica, para considerar o trabalhador como simples colaborador do patrão.
Chamar de “colaborador” quem cumpre ordens, não tem poder de decisão sobre a forma de exercer o trabalho, não se apropria do lucro de maneira igual e costuma ser demitido quando questiona seus direitos é até perversidade, além de modo ilusório para disfarçar o permanente conflito entre capital e trabalho. Enquanto obedece calado é chamado de colaborador, porém quando expressa sua vontade, conhece a força de quem tem o poder de punir até com a demissão.
Essa denominação, portanto, não serve para os empregados admitidos sob o regime da CLT, merecendo repúdio da Justiça, das entidades sindicais e dos trabalhadores, enquanto de fato e de direito não tiverem a liberdade de colaborar, o que ocorrerá quando a Justiça Social for finalidade maior que o lucro, nas relações de trabalho.
http://www.advocaciaoperaria.com.br/advocaciaoperaria/interna.wsp?tmp_page=interna&tmp_secao=2&tmp_codi go=214&tmp_topico=Ponto
A Diferença entre Funcionário e Colaborador
Por Fábio Garcia Sant' AnaAntigamente todas as pessoas que prestavam serviço para alguma empresa eram chamadas de empregados e a empresa era chamada de firma por esses empregados. Embora esses termos continuem a ser aplicados, sabemos que a frequência com que são usados é bem menor.
Outro termo muito utilizado até hoje é o denominado “funcionário”, que gradualmente vem substituindo o antigo “empregado”. Como se não bastasse somente esses de uns tempos para cá se convencionou alterar o termo de “funcionário” para colaborador.
O que se pode entender por colaborador? Significa aquele que ajuda, ampara, facilita algo ou alguém para se atingir determinado objetivo, ou seja, é aquela pessoa importante que sempre buscar agregar de alguma maneira.
As empresas passaram a chamar todos àqueles que trabalham para ela de colaboradores, pois, de fato é uma palavra mais bonita, chamativa e ainda transmite a impressão de que há um relacionamento próximo entre as partes, de que um confia no outro, enfim, serve para elevar o moral da pessoa e também para ficar de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo mercado.
Será que todos são de fatos colaboradores, ou será que alguns se disfarçam de colaboradores, mas no fundo são simples funcionários?
O funcionário é aquela pessoa que foi contratada para fazer determinado serviço, e de fato o faz, porém, se limita a isso, ela não se esforça, não vai nem um pouco além, não auxilia companheiros, não quer ficar até mais tarde quando é preciso, o lema dessas pessoas geralmente é: “Fui contratado para fazer isso”.
O colaborador também cumpre tudo aquilo para o qual foi contratado, mas vai além, ele busca informações, auxilia companheiros, é comprometido, se intera dos problemas da empresa, ele quer saber, quer, participar, enfim ele procura uma forma de buscar alternativas para que ele possa fazer parte, para que possa colaborar.
Nessa diferença entre os dois, obviamente que uma parcela da culpa é da própria pessoa, que muitas vezes não tem interesse, não quer se desenvolver, mas não podemos deixar de mencionar aqui o caso em que as empresas propalam aos quatro cantos do mundo que possuem colaboradores, mas quando na realidade, internamente os tratam como funcionários.
Essas empresas não os valorizam, não dá chances para crescimento, não abre espaço para o debate de opiniões, não quer saber o que os mesmos pensam, não oferecem boas condições de trabalho, tolem direitos trabalhistas, tem administração totalmente autocrática, dentre uma infinidade de ações errôneas.
Resumindo, vendem uma imagem que não lhe pertence, apresentam para clientes e fornecedores uma “uma casca bonita”, mas que na realidade está toda “podre” por dentro.
Empresas desse tipo possuem somente funcionários, pois, “tudo” aquilo que ela oferece, irá ter de volta, profissionalmente a lei da reciprocidade é essa, ninguém irá se esforçar pelo outro sabendo que não obterá um retorno/reconhecimento.
Com posturas desse porte não é somente a empresa e o funcionário que perdem, perde também o fornecedor e o cliente que passa a contar com atendimento, serviço e produto de qualidade duvidosa.
A diferença entre funcionário e colaborador não é, portanto, uma simples questão de semântica, é algo muito mais sério e que afeta diversos interesses além daqueles entre empresa e funcionário/colaborador.
Empregado ou colaborador? Veja os tipos de funcionários
Quando trabalhamos em uma organização quaisquer somos funcionários ou empregados,
devemos ser chamados de colaboradores ou associados. Quais as diferenças?
O mercado de trabalho constantemente sofre alterações, embora a lei trabalhista no Brasil seja
antiga e para muitos já antiquada, o mesmo não acontece no dia a dia das relações
trabalhistas entre empregador e empregado. O fato é que as empresas perceberam que as
pessoas são importantes e investir nelas pode ser um bom negócio também.
Esses investimentos geralmente ocorrem com cursos, benefícios financeiros, saúde e bem
estar dentro e fora da empresa, entre outros. As vezes até na maneira de tratar o funcionário,
como ocorre nos diversos termos usados como empregado, funcionário, colaborador e agora o
associado.
Não sou profissional de recursos humanos, mas sou como empregado e já fui empregador,
portanto, gostaria de expor meu ponto de vista sobre essas diferenças, se é que elas existem
na prática.
Empregado
Empregado vem de emprego e é o termo mais antigo para designar a pessoa que trabalha
para uma organização ou para outra pessoa. O termo emprego é usado, por exemplo, na
Bíblia, o que mostra que seu uso já ocorria há milênios.
Funcionário
Funcionário pode ter sido derivado de função, é talvez seja a expressão mais formal usada
para designar a pessoa em uma relação de trabalho. O termo é visto inclusive nos processos
trabalhistas, documentos ou notações oficiais sobre empresas e funcionários. Também é uso
pela grande mídia, o que sugere sua formalidade.
Colaborador
Colaborador é a bola da vez e é o termo que ouvimos com frequência dentro das empresas,
entre os funcionários e em comunicados públicos. Geralmente as empresas adotaram este
termo até pelo papel ou pela forma que as empresas passaram a ver os funcionários.
Colaborador sugere um parceiro da empresa, alguém que está ali para colaborar, ajudar,
contribuir e não necessariamente para cumprir uma jornada de trabalho ou honrar
simplesmente um contrato formal. Embora possa parecer que o termo seja um conceito
apenas favorável ao funcionário, é importante observar que ele traz em si também o conceito
de responsabilidade, já que contribuir e colaborar é muito mais do que cumprir ordens.
Associado
Frequentemente ouvimos o termo associado para indicar a pessoa do funcionário de uma
empresa. É comum ouvirmos nos grandes varejos ou atacados. Há uma grande rede de
supermercados no Brasil (que na verdade não é brasileira) que usa com frequência este termo
e, portanto, remete à minha lembrança mais imediata.
Não sei exatamente como funciona isso dentro dessas empresas, mas me parece que é
apenas uma mudança de termo, sem nenhuma alteração real do conceito de funcionários. Se
eu estiver errado nesta afirmação, por favor, use o formulário abaixo para me corrigir.
O termo associado é usado também em algumas empresas onde as pessoas são de fato
associados da organização, como ocorre nos casos de escritórios de advocacia, engenheiros,
arquitetos e outros profissionais liberais. Nesses casos o termo é empregado de forma precisa.
http://www.luis.blog.br/diferenca-entre-empregado-e-colaborador-funcionario-ou-associado.aspx
FUNCIONÁRIO X EMPREGADO X COLABORADOR
Vamos ao que interessa. Muitos de vocês já devem ter se deparado com a seguinte
situação, alguém em algum processo seletivo, ou mesmo dentro do departamento de Recursos
Humanos comenta a seguinte frase:
” Temos hoje um número X de colaboradores na
empresa.” Será correto fazer uso do termo colaborador para se referir à um empregado? Hoje,
acredito que sim, porém deve ser feito com muito cuidado vejamos o porquê.
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O termo funcionário segundo o dicionário Aurélio: Aquele que tem ocupação
permanente e retribuída. Empregado.
Parece soar estranho quando lemos ” ocupação permanente”. Mesmo porque essa questão
da ocupação permanente não é uma realidade no setor privado. Então, ao meu ver a
palavra funcionário está muito mais ligada ao funcionalismo público (onde temos
estabilidade, e uma série de outros atributos que podemos chamar de “permanente”).
Além disso, a palavra funcionário não dá um estímulo de prestígio ou motivacional (que
veremos mais para frente), e soa muito como algo negativo e até mesmo pejorativo. Em
muitos casos a palavra funcionário vem com uma imagem negativa, ligado ao colaborador
braço curto, que só é capaz de fazer sua função e nada mais. Não tem capacidade nem
vontade de ir além do que sua função exige. Parecendo mais uma pessoa nos moldes da
Revolução Industrial ou na era do Fordismo, onde as capacidades mentais eram limitadas a
apertar um parafuso
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O termo empregado segundo o dicionário Aurélio: Aquele que exerce emprego ou
função; funcionário ; Criado ou serviçal.
O termo empregado também nos mostra uma situação ruim em relação à pessoa que
exerce uma função, seja ela qual for. Parece uma palavra tão mais pesada que
“funcionário”. Traz uma conotação até mesmo depreciativa, pois veja bem: ” criado ou
serviçal”. Essa palavra nos remete muito há tempos mais antigos de escravos ou servos.
Que em troca de seu trabalho FORÇADO, não recebiam nada ou quase nada. E ainda
eram castigados por sua conduta ou falta de, segundo os padrões de seus ” donos”.
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