• Nenhum resultado encontrado

Flávio de Mattos Oliveira

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Flávio de Mattos Oliveira"

Copied!
65
0
0

Texto

(1)

FLÁVIO DE MATTOS OLIVEIRA

AVALIAÇÃO CLÍNICA DA FUNGEMIA DETECTADA PELO SISTEMA DE HEMOCULTIVO POR LISE-CENTRIFUGAÇÃO (Isolator®). TREZE ANOS DE

EXPERIÊNCIA,1994-2007.

Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências Pneumológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para obtenção do grau de Doutor.

Porto Alegre 2007

(2)

FLÁVIO DE MATTOS OLIVEIRA

AVALIAÇÃO CLÍNICA DA FUNGEMIA DETECTADA PELO SISTEMA DE HEMOCULTIVO POR LISE-CENTRIFUGAÇÃO (Isolator®). TREZE ANOS DE

EXPERIÊNCIA,1994-2007.

Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências Pneumológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para obtenção do grau de Doutor.

Orientador:

Profº. Dr. LUIZ CARLOS SEVERO

Porto Alegre

2007

(3)

FICHA CATALOGRÁFICA

Oliveira, Flávio de Mattos

AVALIAÇÃO CLÍNICA DA FUNGEMIA DETECTADA PELO SISTEMA DE HEMOCULTIVO POR LISE-CENTRIFUGAÇÃO (Isolator®). TREZE ANOS DE EXPERIÊNCIA,1994-2007 / Flávio de Mattos Oliveira. --Porto Alegre, 2007.

xv, 50f.

Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-graduação em Ciências Pneumológicas.

Título em inglês: Clinical evaluation of fungemia detected by the hemocultivation system by lyse-centrifugation (Isolator®). Thirteen years of experience, 1994 – 2007.

1. Fungemia. 2. Lise-centrifugação. 3. Histoplasma capsulatum.

4. Cryptococcus spp. 5. Rhodotorula spp. 6. Trichosporon spp. 7. Saccharomyces cerevisiae.

(4)

iv

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS PNEUMOLÓGICAS

Coordenador do Curso de Pós-Graduação: Prof. Dr. José da Silva Moreira

(5)

v

Saber organizar a vida com bom senso

Não confusamente, no tumulto dos eventos, mas com percepção e bom senso.

A vida sem descanso é dolorosa, assim como um longo dia de viagem sem pouso.

O que torna a vida agradável é uma variedade de aprendizado.

Para um vida bela, gaste a primeira jornada conversando com os mortos:

nascemos para conhecer e conhecer a nós mesmos, e os livros nos transformam fielmente em pessoas.

Passe a segunda jornada com os vivos:

contemple tudo o que há de bom no mundo.

Nem todas as coisas podem ser encontradas numa região.

Ao discutir o dote, o Pai universal às vezes deu riqueza à filha mais feia.

A terceira jornada pertence inteiramente a você:

filosofar é o prazer mais elevado de todos.

Baltasar Gracián A arte da sabedoria mundana

(6)

vi

Agradecimentos

Ao amigo, Luiz Carlos Severo, por ter me dado o privilégio de ser meu mestre.

À minha mãe, Zaira, pelo incentivo e amor.

Ao bolsita Sérgio Sônego Fernandes pelo, auxílio na revisão dos prontuários.

À Cláudia Bica e Melissa Orzechowski Xavier, pelas sugestões.

Às amigas do Laboratório de Micologia Santa Casa-Complexo Hospitalar, Porto Alegre:

Ilva Lúcia Carnetti, Inajara Silveira dos Santos, Luciana Silva Guazzeli e Cecília Bittencourt Severo

(7)

Sumário

Agradecimentos vi

Resumo ix

Abstract xi

Lista de figuras xiii

Lista de tabelas xiv

Lista de abreviaturas e siglas x v

1 INTRODUÇÃO 0 01

2 OBJETIVOS 0 02

2.1 Objetivo geral 0 02

2.2 Objetivo específico 02

3 MATERIAL 0 03

3.1 Identificação etiológica 0 03

3.2 Isolator® - etapas da colheita e processamento 0 05

3.2.1 Isolator® adulto 0 05

3.2.2 Isolator® infantil 0 06

4 MÉTODOS 080

4.1 Delineamento do estudo 0 08

4.2 População do estudo 0 08

4.3 Instituição 0 08

4.4 Aspectos éticos 0 08

4.5 Fundamentação teórica 09

5 ARTIGOS 10

5.1 Infección nosocomial por Trichosporon asahii : revisión clínica de

22 casos (publicado na Revista Iberoamerica de Micologia, volume 23: 85-89, 2006) 10 5.2 Histoplasma capsulatum fungemia in patients with acquired

immunodeficiency syndrome: detection by lysis-centrifugation blood-

culturing technique (publicado na Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo,

volume 49 (3): 135-138, 2007) 16

(8)

5.3 Cryptococcus gattii fungemia: report of a case with lung and brain lesions mimicking radiological features of malignancy (publicado na Revista do

Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, 49(4):263-265, 2007) 21

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25

7 ANEXOS 27

7.1 Anexo I - Identificação etiológica 26

7.2 Anexo II - Instrumento para colheita de dados 27

7.3 Anexo III - Declaração referente a aspectos de Ética Médica 31 7.4 Anexo IV - Histoplasma capsulatum recovery from the urine and a short

review of genitourinary histoplasmosis (aceito para publicação na Mycopathologia) 32

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 49

(9)

ix Resumo

Foram incluídos no estudo 525 casos de fungemia causadas por Candida spp, Cryptocossus spp, Trichosporon spp, Rhodotorula spp, Histoplasma capsulatum, Saccharomyces cerevisiae e Pseudozyma aphidis, que constam nos arquivos do Laboratório de Micologia, Santa Casa-Complexo Hospitalar, Porto Alegre (RS) num período de 13 anos (1994-2007). Aspectos demográficos, doenças de base e fatores associadas aos episódios de fungemia foram estudados. Assim como, os agentes etiológicos e a mortalidade global entre os pacientes com fungemia.

Os 525 casos foram classificados da seguinte maneira: candidemia (413/78,6%), subdivididos em: Candida albicans (151/36,5%), C. parapsilosis (91/22%), C.

tropicalis (65/15,7%), C. glabrata (27/6,5%), C. pelliculosa (18/4,3%), C. guilliermondii (18/4,3%), C. humicola (7/1,7%), C. krusei (7/1,7%), C. famata (5/1,2%), C. lusitaniae (4/0,9%), C. sake (4/0,9%), C. lipolytica (3/0,7%), C. globosa (3/0,7%), C. intermedia (2/0,5%), C. kefyr (1/0,24%), C. colliculosa (1/0,24%) e Candida sp (8/1,9%);

criptocococemia (77/14,6%), subdivididos em: Cryptococcus neoformans (72/93,5%), C. gattii (3/3,9%), C. laurentii (1/1,3%), Cryptococcus sp (1/1,3%); Histoplasma capsulatum (21/4%);Trichosporon spp (9/1,5%) subdivididos em: T. asahii (8/89%), T.

mucoides (1/11%); Rhodotorula spp (5/0,9%) subdivididos, Rhodotorula sp (4/80%), R. mucilaginosa (1/20%); Saccharomyces cerevisiae (1/0,2%); Pseudozyma aphidis (1/0,2%)

O sexo masculino foi o mais prevalente (288/55%), porém sem significância estatística, a idade variou de 12 dias à 97 anos, com uma mediana de 39,64 anos. A mortalidade nestes pacientes variou entre 22% e 52%. As doenças de base mais frequente foram câncer e Aids. Febre foi o sinal mais frequente.

(10)

x Neste contexto, a fungemia deve ser incluída no diagnóstico diferencial destes pacientes com febre de origem desconhecida e prolongada. Utilizando-se de técnicas laboratoriais específicas para o diagnóstico etiológico.

(11)

xi Abstract

We reviewd 525 cases of fungemia caused by Candida spp, Cryptocossus spp, Trichosporon spp, Rhodotorula spp, Histoplasma capsulatum, Saccharomyces cerevisiae and Pseudozyma aphidis. They have all been part of the files of the Mycology Laboratory at Santa Casa Hospital Complex in Porto Alegre (RS), during a thirteen-year period (1994 - 2007). Demographic aspects, underlying diseases and factors associated with the fungemia episodes were studied, as well as the etiologic agents and the global mortality among the patients having fungemia.

The 525 cases included in the study were classified according to the following:

candidemia (413/78,6%), subdivided in: Candida albicans (151/36,5%), C. parapsilosis (91/22%), C. tropicalis (65/15,7%), C glabrata (27/6,5%), C. pelliculosa (18/4,3%), C.guilliermondii (18/4,3%), C. humicola (7/1,7%), C. krusei (7/1,7%), C. famata (5/1,2%), C. lusitaniae (4/0,9%), C. sake (4/0,9%), C. lipolytica (3/0,7%), C. globosa (3/0,7%), C. intermedia (2/0,5%), C. kefyr (1/0,24%), C. colliculosa (1/0,24%) e Candida sp (8/1,9%); criptocococemia (77/14,6%), subdivided in: Cryptococcus neoformans (72/93,5%), C. gattii (3/3,9%), C. laurentii (1/1,3%), Cryptococcus s p (1/1,3%); Histoplasma capsulatum (21/4%);Trichosporon spp (9/1,5%) subdivided in:

T. asahii (8/89%), T. mucoides (1/11%); Rhodotorula spp (5/0,9%) subdivided, Rhodotorula sp (4/80%), R. mucilaginosa (1/20%); Saccharomyces cerevisiae (1/0,2%);

Pseudozyma aphidis (1/0,2%)

The male gender was the most prevalent (288/55%), although no significance difference was observed. The age ranged from 12 days to 97 years old, with an average of 39,64 years. The mortality among these patients ranged between 22% and 52%. The most frequent underlying diseases were cancer and Aids. Fever was the most frequent sign.

(12)

xii Within this context, fungemia must be included in the differential diagnosis of these patients presenting long-term fever with unknown cause. Making use of specific laboratorial techniques for the etiologic diagnosis.

(13)

xiii Lista de figuras

Artigo 5.3

Figura 1 Frontal (a) and lateral (b) chest x-rays showing a spherical mass

lesion (arrows), 5 cm in diameter 22

Figura 2 Contrast-enhaced axial cranial computed tomografic scan reveals cryptococcoma within the right temporal lobe and multiple (arrows)

through the barin parenchyma 23

Figura 3 Routine MGG stain of bronchoalveolar lavage fluid showing a characteristic budding encapsulated yeast cell of Cryptococcus

gattii (x400) 23

Artigo – Anexo III

Figura 1 Direct microscopy of the urinary sediment showing

yeast cells (400x) 44

Figura 2 Histoplasma capsulatum in urine smear (modified

Giemsa stain) (400x). 45

Figura 3 Gross aspect of the removed transplanted kidney

revealing an abscess containing Histoplasma capsulatum 46

(14)

xiv Lista de tabelas

Artigo 5.1

Tabela 1 Características de los pacientes con infección nosocomial por

T. asahii 12

Tabela 2 Diagnóstico microbiológico mediante examen directo e

identificación automatizada 13

Artigo 5.2

Tabela 1 Sites where H. capsulatum were isolated 18

Tabela 2 Sites where Cryptococcus neoformans where isolated 18

Artigo – Anexo III

Tabela 1 Summary of previous published cases of genitourinary

histoplasmosis 47

(15)

x v Listas de abreviaturas e siglas

Aids - Síndrome da imunodeficiência adiquirda BHI - Infusão de cérebro-coração

CGB - Canavanina-glicina-azul de bromotimol

°C - graus Celsius

°GL - graus Gay-Lussac

HIV - vírus da imunodeficiência humana h - horas

McF - MacFarland

MGG - May-Grunwald Giemsa min - minutos

ml - mililitros µl - microlitro

NPT- Nutrição parenteral total PVPI - Polivinilpirroldina-iodo R.P.M. - Rotações por minuto SAB - ágar Sabouraud

(16)

1 INTRODUÇÃO

Infecções fúngicas sistêmicas são vistas com frequência crescente nos pacientes imunocomprometidos. Os principais fatores de risco incluem a administração de antibióticos de amplo espectro, corticóides, drogas citotóxicas, cateter intravascular, nutrição parenteral total (NPT), cirurgia de grande porte, transplantes de medula óssea e de órgãos sólidos, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) (Bille, 1984;

Creger, 1998; Rosas , 2003).

O isolamento de fungo do sangue é um marcador pouco sensível de doença fúngica disseminada. Contudo, nos últimos vinte anos surgiram novas técnicas, cujo uso reduz o tempo e aumenta, consideravelmente, a taxa de isolamento fúngico. No entanto, grande número de infecções fúngicas disseminadas ainda continuam não diagnosticadas ou são detectadas tardiamente prejudicando o tratamento do paciente (Kiehn et al., 1983; Bille et al., 1984; Kiehn, 1989).

A lise-centrifugação é uma dessas técnicas, está disponível comercialmente (Isolator® System, Wampole Laboratories, Division of Carter-Wallace, Incorporated, Cranbury, N.J., USA) e tornou-se o método de escolha para o isolamento de leveduras e fungos dimórficos do sangue periférico (Bille et al., 1983; Kellog et al., 1984; Alexander, 2002).

A presença de microrganismos viáveis na corrente sanguínea sugere infecção ativa nos tecidos e a recuperação do paciente poderá depender de um isolamento e identificação precoce do agente etiológico.

As fungemias são causadas principalmente por leveduras dos gêneros Candida e Cryptococcus, fungos dimórficos como o Histoplasma capsulatum e mais raramente fungos filamentosos, especialmente espécies de Fusarium.

(17)

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo geral

Definir os dados demográficos, as doenças de base e os fatores associadas aos episódios de fungemia ocorridos na Santa Casa Complexo-Hospitalar nos últimos treze anos.

2.2 Objetivo específico

Identificar os agentes etiológicos das fungemias.

Determinar a mortalidade global entre os pacientes com fungemia.

(18)

3 MATERIAL

Há treze anos, desde janeiro de 1994 a técnica do Isolator® está na rotina do Laboratório de Micologia (Santa Casa-Complexo Hospitalar). De cada paciente com suspeita de fungemia foi colhido assepticamente sangue de veia periférica com o sistema vacutainer nos tubos de Isolator®: 1,5 ml (infantil) e 10 ml (adulto). No período máximo de 16h após a colheita os tubos de Isolator® (adulto) foram centrifugados a 5.100 r.p.m por 30 min e processados conforme as instruções do fabricante e o sedimento (cerca de 1,5 ml) foi igualmente inoculado em tubos contendo meio sólido, ágar Sabouraud (SAB) e infusão de cérebro-coração (BHI) que foram incubados aerobicamente a temperatura de 25º e 35ºC, respectivamente. Este processamento foi realizado em capela de fluxo lamelar classe IIB. Os meios inoculados foram examinados visualmente em dias alternados por três semanas (Tarrand et al., 1991;

Morrel et al., 1996). Os cultivos positivos foram separados em leveduras, fungo dimórfico e fungo filamentoso para identificação etiológica.

3.1 Identificação etiológica

A identificação etiológica foi feita a partir do isolamento em meios de cultivos (SAB e BHI), separados e identificados do seguinte modo (ver anexo I):

a) leveduras

Candida: micromorfologia, técnica do tubo germinativo e método automatizado (ID 32C, ATB Expression, bioMérieux)

Saccharomyces, Rhodotorula e Trichosporon: micromorfologia e método automatizado (ID 32C, ATB Expression, bioMérieux)

Cryptococcus sp: micromorfologia, meio bioquímico (ágar Uréia, ágar Niger, canavanina-glicina-azul de bromotimol – CGB) (Kwon-Chung et al., 1982) b) fungos dimórficos

micromorfologia , viragem no BHI e SAB

(19)

4 c) fungos filamentosos

micromorfologia

Cada isolado foi classificado como contaminante ou como patógeno (Thomson et al., 1984; Creger et al., 1998). O significado clínico foi estabelecido pela revisão do prontuário clínico:

1. Patógeno verdadeiro: o mesmo microrganismo foi isolado de e/ou visualizado em biópsia de tecido ou identificado em múltiplos espécimes estéreis; o fungo isolado é patógeno primário.

2. Contaminante: o microrganismo não é patógeno primário, o isolamento foi único, não houve correlação clínica, nem fator predisponente.

Para cada paciente com fungemia as seguintes informações foram obtidas:

idade, sexo, tempo de hospitalização, presença e tipo de doença(s) predisponente(s), grau de imunodepressão, cirurgia prévia ou profilaxia antifúngica, episódio(s) prévio(s) de sepse bacteriana, presença de NPT e cateter intravascular (ver anexo II) (Creger et al., 1998).

Para avaliar o significado clínico de cada episódio de fungemia consideramos os seguintes parâmetros: número de episódios de hemocultivos positivos, número de dias consecutivos após a documentação de fungemia, isolamento do mesmo microrganismo de outros sítios que não o sangue, presença de febre, calafrios e lesões disseminadas (cutâneas ou retina); deterioração clínica sem outra explicação; resposta terapêutica e evolução (ver anexo II).

(20)

5 3.2 Isolator® - etapas da colheita e processamento

3.2.1 Isolator® adulto

1º Desinfetar a rolha com Polivinilpirroldina-iodo (PVPI) 10% - deixar secar por 1 min;

2º Desinfetar a região da punção com álcool 70°GL;

3º Usar o sistema vacutainer para a colheita, a quantidade mínima de sangue deve ser de 8 ml e máxima de 10 ml; Não deve forçar a entrada do sangue no tubo, pois a rolha poderá ser deslocada;

4º Inverter o tubo 4 a 5 vezes para homogeneizar.

Transporte

1º Manter à temperatura ambiente;

2º Processar imediatamente, ou deixar em repouso por no máximo 16h;

3º Quantidade de sangue inferior a 10 ml é obrigatório processar imediatamente.

Centrifugação

1º Centrifugar a 5.100 r.p.m. por 30 min em rotor de ângulo fixo (45°);

2º Os tubos podem ficar em repouso por até 2h, após devem ser centrifugados novamente por mais 30 min. Esta perda de tempo não pode ultrapassar as 16h permitidas entre a colheita e o processamento.

Processamento

1º Transferência para o Isostat rack (estante redonda): fazer pequena quebra na inserção da rolha. Manusear os tubos cuidadosamente para não misturar. Se isto ocorrer centrifugar novamente por 30 min.

2º Desinfecção da rolha: usar algodão embebido em PVPI 10%, deixar secar e colocar na base Isostat press;

(21)

6 3º Remoção do Isostat Cap (cápsula que permite a entrada da pipeta) do pacote:

retirar a tampa empurrando a base da mesma através do papel, segurando pelos lados - não tocar na parte de cima, ou na ponta “em prego” - e colocar a tampa sobre a rolha de cada tubo;

4º Pressão na tampa: pressionar a tampa de modo que o “prego” penetre na rolha e a tampa fique firme;

5º Remoção da pipeta “sobrenadante” e preparo: remover uma pipeta, tocando apenas no bulbo apertando antes de inserir no tubo;

6º Drenagem do fluido sobrenadante: inserir a pipeta rapidamente através da membrana na tampa, mantendo o bulbo pressionado até a inserção (caso se formem bolhas centrifugar novamente);

7º Homogeneização: utilizar o vortex por 20 segundos;

8º Remoção do concentrado com pipeta “concentrate”: pegar a pipeta pelo bulbo apertando até inserir no tubo através da tampa, após soltar gradualmente o bulbo, drenando o concentrado;

9º Inoculação em meio de cultivo: SAB, a 25ºC e BHI, a 35ºC;

3.2.2 Isolator® infantil

1º Desinfetar a rolha com PVPI 10% - deixar secar 1 min;

2º Desinfetar o local da punção com álcool 70°GL;

3º Usar o sistema vacutainer para a colheita, a quantidade mínima de sangue deve ser de 1 ml e máxima de 1,5 ml. Não forçar a entrada, a rolha poderá ser deslocada;

4º Inverter o tubo 4 a 5 vezes para homogeneizar.

Transporte

1º Manter à temperatura ambiente;

2º Processar imediatamente, ou deixar em repouso por no máximo 16h;

(22)

7 Processamento

1º Proceder antissepsia da tampa do tubo do isolator®; 2º Homogenizar o tubo do isolator® em vortex por 30”;

3º Inocular em meios de cultivos, SAB e BHI, com seringa, colocando-os a temperaturas de 25°C e 35°C, respectivamente.

(23)

4 MÉTODOS

4.1 Delineamento e período do estudo

Estudo de coorte retrospectivo e observacional, janeiro de 1994 a janeiro de 2007.

4.2 População do estudo

A população do estudo foram incluídos todos os casos consecutivos de fungemia diagnosticados na Santa Casa-Complexo Hospitalar no período de janeiro de 1994 a janeiro de 2007.

4.3 Instituição

A Santa Casa de Porto Alegre é um complexo hospitalar de atendimento terciário composto por sete hospitais, que ao todo somam mais de 1.076 leitos, 132 dos quais são de terapia intensiva. Ocorrem na Instituição 45.237 internações e 749.387 consultas ambulatoriais por ano. É uma Instituição com mais de 200 anos de existência, servindo como hospital-escola as Faculdade de Medicina da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cerca de 60% dos leitos do hospital são destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde, e 40% a pacientes particulares ou conveniados.

(fonte: http://www.santacasa.org.br/santacasa/desempenho_assistencial.asp, acesso 23/08/2007).

4.4 Aspectos éticos

O projeto de pesquisa é uma continuidade do projeto “Estudo de caso-controle sobre fatores de risco e preditores de mortalidade em pacientes com candidemia nosocomial” do Dr. Alessandro Comarú Pasqualotto com orientação do Dr. Luiz Carlos Severo, onde o mesmo foi previamente avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa-Complexo Hospitalar (protocolo número 547/02), através do

(24)

9 parecer número 254/02, de 03 de dezembro de 2002. Sendo que este estudo foi ampliado para fungemia causada por outras leveduras (Cryptococcus, Saccharomyces Rhodotorula e Trichosporon), fungos dimórficos e fungos filamentosos. Este projeto foi previamente avaliado e aprovado pelo Comite de Ética da Santa Casa-Complexo Hospitalar de Porto Alegre (protocolo número 1149/05), através do parecer número 798/05, de 8 de novembro de 2005. O projeto garantiu o anonimato dos pacientes incluídos na pesquisa. No anexo III consta declaração referente a aspectos de ética enviado ao Comitê de Ética.

4.5 Fundamentação teórica

O sistema de lise-centrifugação é uma técnica com excelentes resultados no isolamento de leveduras e fungos dimórficos térmicos, especialmente o Histoplasma capsulatum de amostras de sangue (Wheat & Bartlett, 1984; Corti et al., 2000). Este sistema está composto fundamentalmente por polianetol sulfato de sódio, polipropilenoglicol e saponina.

Na técnica de lise-centrifugação o sangue obtido por punção venosa estéril é inoculado em um tubo que contém polianetol sulfato de sódio, polipropilenoglicol e saponina. Após o sangue é mesclado com estas três substâncias no tubo, centrifugado (5.100 r.p.m.) e o sedimento obtido é semeado em meio de cultivo para fungos (SAB, a 25ºC e BHI, a 35ºC), que são observados por três semanas (Murray, 1991).

O polianetol sulfato de sódio funciona como anticoagulante, polipropilenoglicol como substância antiespumante. A saponina é o componente mais importante do Isolator®, pois lisa glóbulos brancos e hemácias além de inativar complemento e outros antimicrobianos do plasma, permitindo a liberação intracelular dos fungos, aumentando a taxa de crescimento e abreviando o tempo de cultivo (2-10d), tanto para fungos leveduriformes como para filamentosos. Tem sensibilidade superior a outras técnicas para hemocultivo (p< .0001) (Lyon & Woods, 1995).

(25)

5 ARTIGOS

5.1. Infección nosocomial por Trichosporon asahii : revisión clínica de 22 casos

(26)
(27)
(28)
(29)
(30)
(31)

16 5.2. Histoplasma capsulatum fungemia in patients with acquired immunodeficiency syndrome: detection by lysis-centrifugation blood-culturing technique

(32)
(33)
(34)
(35)
(36)

21 5.3. Cryptococcus gattii fungemia: report of a case with lung and brain lesions mimicking radiological features of malignancy

(37)
(38)
(39)
(40)

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

- Os pacientes com diagnóstico de fungemia na Santa Casa-Complexo Hospitalar entre janeiro de 1994 e janeiro de 2007 foram em sua maioria do sexo masculino, porém sem significância estatística (55%), a idade variou de 12 dias à 97 anos e a idade mediana foi de 39,64 anos.

- As doenças de base mais frequentes foram câncer e Aids. Febre foi o sinal mais frequente.

- Na fungemia causada por leveduras do gênero Candida, as Candida não albicans foram isoladas com maior frequência 63,5%. Sendo que a C. tropicalis e C.

parapsilosis foram as mais frequentes, 34,73% e 24,8% respectivamente.

- Nos casos de fungemias o mesmo microrganismo foi isolado também de outros sítios: criptocococemia (líquor, urina, fragmento hepático, pele, linfonodo, tumor cerebral, líquido de ascite, lavado brônquico, próstata, punção pulmonar, pulmão e biópsia nasal); candidemia (urina, liquido de diálise, pulmão, cateter e esôfago);

fungemia por Trichosporon spp (urina e liquido articular); fungemia por H. capsulatum (pele, medula óssea e linfonodo).

- O mesmo microrganismo não foi isolado de outro sítio nas fungemias por Rhodotorula spp e S. cerevisiae .

(41)

26 - Embora as fungemias causadas por leveduras do gênero Rhodotorula, Trichosporon e Saccharomyces representaram 2,6%, deve-se levar em consideração que são patógenos emergentes e sua presença não pode ser considerada somente como colonização e/ou contaminação.

- Em alguns casos de fungemia, o isolamento do agente etiológico foi através do sistema Bact/Alert® SA (Biomérieux, Inc.) realizado no Laboratório Central da Santa Casa-Complexo Hospitalar: criptocococemia, 40%; candidemia, 75%; fungemia por Trichosporon spp, 50%; fungemia por Rhodotorula spp, 60%. E as fungemias causadas por H. capsulatum e S. cerevisiae somente detectadas pela técnica do Isolator®.

- O caso de Pseudozyma aphidis foi considerado contaminante, pois o microrganismo não é patógeno primário, o isolamento foi único, não houve correlação clínica e nem fator predisponente.

- A fungemia que apresentou mortalidade mais alta (52%) foi a causada por H.

capsulatum . Provavelmente por todos pacientes apresentarem Aids como doença de base.

- A taxa de mortalidade global na fungemia variou entre 22% e 52%.

(42)

7 ANEXOS

7.1 Anexo I - Identificação etiológica

Micromorfologia

O exame micromorfológico tem a finalidade de confirmar se a colônia isolada é um fungo filamentoso, dimórfico ou uma levedura. Para tanto, observa-se na microscopia a presença de hifas septadas e ramificadas com presença ou não de microconídios;

estruturas ovaladas com ou sem brotamento e eventual formação de pseudo-hifas e hifas; e leveduras com ou sem cápsula.

Identificação de leveduras

Tugo germinativo

É um teste que pode rapidamente distinguir Candida albicans de outras leveduras do gênero. Consiste na semeadura da levedura em um tubo de ensaio com 0,5 ml de soro humano. Incuba-se a 37°C por 2-3h. Terminado este período, faz-se uma lâmina e observa-se em microscópico se há formação de tubo germinativo. O exame será positivo quando houver crescimento de um filamento originado a partir da levedura sem zona de constrição, caso contrário o exame será considerado negativo.

Método automatizado

O método automatizado para identificação de leveduras é baseado em reações de turbinefrelometria e colorimetria. A técnica é composta por testes de assimilação padronizados e miniaturizados com uma base de dados especialmente adaptados.

Estes testes de assimilação são feitos em uma galeria (ID 32 C), onde a mesma compõem-se de 32 cúpulas que contêm cada uma um substrato carbonado desidratado

(43)

28 Preparo da amostra

1º Providenciar colônia com 24-48h de crescimento;

2º Padronizar a colônia no densitômetro através da diluição de pequeno inóculo em água desmineralizada (suspension medium) a concentração deve ser de 2 McFarland (McF) ± 1 McF;

3º Depois de padronizada a amostra, transpor 250 µl para o meio sintético semisólido (c medium), onde irá ocorrer a homogeneização através de uma pipeta automática;

4º Inocular 135 µl de amostra em cada uma das cúpulas da galeria, e incuba-lá por 24- 48-72h a 29°C ±2°C;

5º O crescimento é lido no ATB Express e a identificação é confirmada quando a hipótese diagnóstica for ≥ 90% e o índice de tipicidade > 0.

Provas bioquímicas

Utilizadas para confirmar características bioquímicas de algumas leveduras.

ágar Uréia

Meio utilizado para determinar a produção de urease pelo Cryptococcus . Onde ocorre a hidrólise da uréia com produção de amônia que alcaliniza o meio, mudando o pH e a cor do meio para tonalidade rósea. Esta mudança ocorre entre 24-48h.

ágar Niger

Meio utilizado para isolamento de Cryptococcus que produz fenol-oxidase na presença de sementes do Niger (Guizotia abyssinica) resultando na produção de melanina e desenvolvimento de cor marrom nas colônias. Esta mudança ocorre entre 24-48h.

(44)

29

C G B

Meio utilizado para identificar a espécie do Cryptococcus. O meio possui cor esverdeada e quando o fungo utiliza a canavanina (ácido fumárico, málico e succínico) como fonte de carbono, ocorre alteração do pH e mudança de cor do meio para azul cobalto. Esta mudança ocorre entre 24-72h.

(45)

30 7.2 Anexo II - Instrumento para colheita de dados

Dados de identificação

Nome:………. Registro………

Data internação:……….Idade:………….Sexo: ( ) M ( ) F

Hospital………Nº caso:………

Condições predisponentes

Diabete melito ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado Insuficiência renal ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado

HIV ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado

Drogas injetáveis ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado Neutropênico ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado Sepse bacteriana ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado

Neoplasia Qual:………

Transplante Qual:………. Tempo:………

Outros:……….Qual:…..………

Dados clínicos

Motivo internação:……….

Unidade internação ( ) Clínica ( ) Cirúrgica

Cateter ( ) venoso central ( ) arterial

NPT ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado Nºde dias:…..

Terapia intensiva ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado Ventilação mecânica ( ) Sim( ) Não ( ) Não informado Avaliação clínica de cada episódio de fungemia

Nº hemocultivo positivos:….……..

Isolamento do mesmo microrganismo de outros sítios

( ) Sim( ) Não Qual (is):……….……….

Febre ( ) Sim( ) Não( ) Não informado Máx……...ºC Nº dias…………..

Hipotermia ( ) Sim( ) Não( ) Não informado Mín……….ºCNº dias………... ...

Lesões disseminadas (cutâneas ou retina):……….………..

Deterioração clínica sem outra explicação: :………

Terapia antimicrobiana

Fluconazol ( ) Sim( ) Não( ) Não informado Há quanto tempo:……….

Anfotericina B ( ) Sim( ) Não( ) Não informado Há quanto tempo:……….

Itraconazol ( ) Sim( ) Não( ) Não informado Há quanto tempo:……….

Voriconazol ( ) Sim( ) Não( ) Não informado Há quanto tempo:……….

Outros………..

Evolução

( ) Alta hospitalar Data:……….Duração internação:……….

( ) Óbito Data:……….

( ) Complicações Qual(is):………..………

(46)

31

7.3 Anexo III - Declaração referente a aspectos de Ética Médica

O presente estudo é exclusivamente epidemiológico, não envolvendo a realização de qualquer intervenção terapêutica. Todas as informações clínico- epidemiológicas necessárias para o estudo serão obtidas através de revisão de prontuários, não havendo qualquer contato direto entre investigadores com os pacientes. A pesquisa tem interesse puramente científico.

As informações referentes aos pacientes serão mantidas em completo sigilo; os autores firmam compromisso com a confidencialidade garantido o sigilo quanto à identificação dos pacientes incluídos no estudo.

O projeto será enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa Santa Casa de Complexo Hospitalar Porto Alegre. Certificamos que o estudo observará todos os padrões éticos estabelecidos pela Instituição.

Sem mais, colocamo-nos à disposição para qualquer informação adicional.

Flávio de Mattos Oliveira

Laboratório de Micologia

Curso de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Profº Dr. Luiz Carlos Severo

Micologista e Pneumologista, Doutor em Medicina

Professor Associado, Nível I, Faculade de Medicina , Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pesquisador 1B do Conselho Nacional de Desenvolvimneto Científico e Tecnológico

(47)

32 7.4 Anexo IV - Histoplasma capsulatum recovery from the urine and a short review of genitourinary histoplasmosis

Histoplasma capsulatum recovery from the urine and a short review of genitourinary histoplasmosis

Alessandro Comarú Pasqualotto1*, Flavio de Mattos Oliveira2,3, & Luiz Carlos Severo2,4

1 School of Medicine, The University of Manchester, United Kingdom.

2 Mycology Laboratory, Santa Casa Complexo Hospitalar, Porto Alegre, Brazil.

3 Post-graduation Program in Pulmonary Sciences, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Brazil.

4 Associate Professor at the Department of Internal Medicine, UFRGS, Brazil.

Researcher at the CNPq (1B).

* Address for correspondence: Alessandro C Pasqualotto, MD, PhD. Educational and Research Centre, 2nd Floor, Wythenshawe Hospital, M23 9LT, United Kingdom.

Phone: +44 161 291 5811; Fax: +44 161 291 5806. E-mail:

[email protected]

(48)

33 Abstract

Although virtually any organ can be involved in disseminated histoplasmosis, the recovery of Histoplasma capsulatum from the urine is a rare finding. Here we describe that a renal transplant recipient had Histoplasma capsulatum recovered from urinary sediment. The organism was also recovered from urine cultures. The potential implications of this finding are discussed, and the literature on genitourinary histoplasmosis is reviewed.

Key words: Histoplasma capsulatum, histoplasmosis, invasive fungal infection, urinary tract infection, urine.

(49)

34 Introduction

Disseminated histoplasmosis usually affects patients with AIDS, transplant recipients, patients with haematological malignancies, and those on corticosteroids or suffering from other conditions affecting cell-mediated immunity [1]. The infection is usually acquired b y inhalation. Although virtually any organ can be involved when Histoplasma capsulatum disseminates from the lungs, positive urine cultures are rare findings in this context. As part of an audit of cases of disseminated histoplasmosis occurred in our institution, we noticed that H. capsulatum was repeatedly recovered from urinary culture in one patient.

The rarity of this finding justified this case to be reported. Insights obtained from this case are discussed.

Case report

A 23 year-old man diagnosed with renal tubular acidosis received a living-related donor renal transplant in April 1983. His immunosuppressive regimen consisted of azathioprine (125 mg) and prednisone (10-20 mg). Two years after transplantation he was admitted to the hospital for fever and worsening renal function. Chest radiographs were normal and urinary cultures were negative. Subcutaneous nodules were observed on the right forearm and leg, and biopsy revealed a large number of small round budding yeast-like organisms. H. capsulatum was identified on microscopy, and the fungus was recovered at 25ºC in both Sabouraud dextrose agar and Sabouraud dextrose cycloheximide- chloramphenicol agar (Mycosel, BBL), and at 35ºC in brain-heart infusion. The diagnosis of histoplasmosis was also confirmed by the immunodiffusion and complement-fixation serologic tests performed at the Centers for Diseases Control and Prevention, Atlanta, USA. Amphotericin B deoxycholate was initiated and haemodialysis was required.

Azathioprine was stopped and high dose of methylprednisolone was given in due to organ rejection. The patient gradually improved with antifungal therapy, with cessation of fever and reduction of subcutaneous nodules. Renal function also recovered with time, and azathioprine was restarted. The patient discharged on ketoconazole after a total of 2 g of amphotericin B.

(50)

35 Six years after transplantation he was readmitted to the hospital due to chronic organ rejection and relapsed histoplasmosis. Haemodialysis was again required.

Analysis of urinary sediment showed budding yeast-like organisms (Figures 1 and 2).

After 8 days of incubation at 25ºC on Mycosel, H. capsulatum grew in a urine sample.

The patient completed 1.7 g of amphotericin B deoxycholate and was discharged from the hospital in good clinical conditions, even though urine cultures remained positive for H. capsulatum. The transplanted kidney was removed a month later due to organ rejection. Gross pathology revealed a cystic area 2 cm in diameter in the removed organ (Figure 3). Histopathological studies showed chronic rejection, with high number of yeast- like organisms suggesting H. capsulatum at Gomori methenamine silver (GMS) stain.

Discussion

Although autopsy series have revealed evidence of urogenital involvement in 17-40%

of patients with disseminated histoplasmosis [2-4], genitourinary symptoms are rather uncommon in patients with histoplasmosis. The literature regarding this subject is summarised in Table 1. Similarly to the findings in our patient, most of the reports show kidney involvement. Next in frequency are the prostate gland and seminal vesicles, the penis, the testes and epididymis, and the urinary bladder. The vulva, the ovaries, and the ureters are very rarely affected. Nevertheless, it seems reasonable to assume that the incidence of Histoplasma genitourinary infection may be underestimated, since many patients are asymptomatic. Moreover, the genitourinary system is frequently either not examined or the results are not recorded in clinical or autopsy records of patients with histoplasmosis [5]. Many of these patients are non-immunocompromised individuals living or returning (sometimes after many years) from areas where histoplasmosis is endemic.

Most (if not all) cases of genitourinary histoplasmosis occur in the context of disseminated Histoplasma infection, and in rare cases the disease is initially manifested with complaints related to the genitourinary tract. Penile histoplasmosis often presents with ulcers reminding syphilitic lesions (i.e., indurated, non-tender, shallow ulcers). Since

(51)

36 genitourinary histoplasmosis can mimics other malignant or inflammatory conditions, a high index of suspicion is therefore required for a proper diagnosis. In the absence of overt disseminated disease, the diagnosis is frequently unsuspected and made only after biopsy and culture of the involved sites are performed. Serology (e.g., immunodiffusion or the complement-fixation serologic test) may be a valuable non- invasive tool to diagnose disseminated histoplasmosis in patients with genitourinary infection. However, as shown in Table 1, serology against Histoplasma species was performed in only one third of cases, though it was positive for more than 80% of patients tested.

Whereas genitourinary histoplasmosis seems to follow direct haematogenous seeding of H. capsulatum, it is difficult to conclusively demonstrate the origin of these infections. For instance, many cases of testicular or prostate involvement apparently occur after dissemination of the infection from contiguously infected organs (e.g., after infection of the epididymis or seminal vesicles). Actually, H. capsulatum has occasionally been recovered from the semen in cases of orchitis or prostatitis. As occurs for cryptococcosis, an infected prostate might also be a nidus leading to further haematogenous infection, particularly in the immunocompromised host, and a reservoir for relapsed infections. Interestingly, Sills et al. [50] reported the case of a patient who developed disseminated histoplasmosis with penile lesions after treatment with steroids. That was followed by the occurrence of vulvar lesions in his wife, suggesting the possibility of transmission of genitourinary histoplasmosis between humans as a venereal disease.

The precise mechanism of transmission of H. capsulatum in our patient is however not likely to be determined. Although there was no unequivocal evidence for lung involvement, kidney involvement could have occurred during disseminated disease from the lungs, at the time subcutaneous nodules were detected. A quiescent focus of kidney infection might then have been reactivated in the context of immunosuppression.

Unfortunately, documentation regarding prior Histoplasma infection was not obtained, since serology for H. capsulatum was not performed before transplantation. It should be

(52)

37 noticed that southern Brazil is an endemic area for histoplasmosis [13], so previous6exposure to the fungus is also not unlikely. An alternative explanation would be the transmission of a contaminated kidney from the donor, as has been previously described [6, 9, 11, 12, 57]. However, there is no evidence for such an assumption.

Due to the possibility of transmission of organs contaminated with H. capsulatum, serological screening of both donors and receptors in endemic histoplasmosis areas before transplantation seems warranted.

Previous studies have revealed that more than 90% of patients with AIDS and disseminated histoplasmosis eliminate Histoplasma antigens in the urine, which can b e detected by sandwich enzyme immunoassay. In these patients, urine testing has revealed to be more sensitive than serum testing [1, 58]. Contrastingly with the high frequency Histoplasma antigens recovered from the urine of patients with disseminated disease, urine cytological diagnosis of fungi other than the Candida species is rather uncommon. A distinctive aspect in our report is the growth of H. capsulatum from a urine sample, a rare finding. It might be that the rare detection of Histoplasma in urine specimens is due to a low index of suspicion, since urine specimens are not generally submitted to fungal stains [55]. In addition, it is also likely that the current inability to grow the organism from the urine is related to the short duration used for routine culture of urine specimens [54]. As shown in Table 1, urine is not usually submitted to culture in patients with genitourinary histoplasmosis. It has been suggested that reactive urothelial changes as detected by urine cytology could be used as a diagnostic pitfall in patients with disseminated histoplasmosis involving the genitourinary tract [55].

Similar to other studies, we found that urine can remain positive for Histoplasma, regardless of effective antifungal therapy. The formation of a cystic lesion as described for our patient might have led to persistent and intermittent release of viable Histoplasma cells in the urine. In the study by Mukunyadzi et al. [55] despite the cessation of hematuria repeat urine cytology done after 2 weeks of treatment was still positive for a few Histoplasma organisms. Interestingly, the same also occurred in studies evaluating the performance of the urinary Histoplasma antigen in patients treated with antifungals.

(53)

38 Even though the amount of antigen detected in urine can be used to monitor a patient’s response to therapy, persistence of positive results up to 112 weeks has been reported [59].

Renal failure has been suggested as a marker for renal histoplasmosis. In the study by Reddy et al. [23], 24% of patients with disseminated histoplasmosis (n=6) had positive urine cultures for H. capsulatum, and 67% of these patients had azotemia prior to institution of therapy. Smith et al. [18] also reported that 10 out of 26 patients with disseminated histoplasmosis had a urine culture which was positive for Histoplasma. In an analogous way, blood urea nitrogen or creatinine was high in 60% of these patients.

Abnormal renal function correlated well with culture of H. capsulatum from urine – which also occurred for our patient. Nevertheless, some patients show impaired renal function after antifungal drugs are initiated (particularly amphotericin B), while others develop renal failure due to obstruction due to histoplasmosis involving the prostate, kidneys or ureters. In this Therefore, although an unspecific finding, the occurrence of renal failure in patients with disseminated histoplasmosis should alert to the possibility of genitourinary involvement by H. capsulatum.

In conclusion genitourinary histoplasmosis usually occurs in the context of disseminated H. capsulatum infection. In contrast to the elevated prevalence of genitourinary involvement in patients with disseminated histoplasmosis as demonstrated in autopsy studies, clinically manifested disease is rare. Most of these patients are asymptomatic, although in rare cases this may be the presentation symptom. A high index of suspicion is therefore required to diagnose Histoplasma involvement of genitourinary tract in the absence of systemic manifestations of the disease, particularly in non-endemic settings. Urine culture should be seen as an alternative source to recover H. capsulatum in patients with disseminated histoplasmosis, mainly in those with renal involvement. Serology is probably also useful in this context, although the diagnosis cannot be excluded in the presence of a negative serological result. The importance of genitourinary histoplasmosis as a nidus for disease relapse deserves further study.

(54)

39 Acknowledgments

Dr Pasqualotto receives a grant from CAPES (Brazilian government).

(55)

40 References

1. Kauffman CA. Histoplasmosis: a clinical and laboratory update. Clin Microbiol Rev 2007; 20: 115-132.

2. Goodwin RAJ, Shapiro JL, Thurman GH, Thurman SS, Des Prez RM. Disseminated histoplasmosis: clinical and pathologic correlations. Medicine 1980; 59: 1-33.

3. Parsons RJ, Zarafonetis CJD. Histoplasmosis in man: reports of seven cases and a review of 71 cases. Arch Intern Med 1945; 75: 1-23.

4. Salfelder K, Brass K, Doehnert G, Doehnert R, Sauerteig E. Fatal disseminated histoplasmosis: anatomic study of autopsy cases. Virchows Arch A Pathol Anat 1970;

350: 303-335.

5. Schwarz J. Mycotic prostatitis. Urology 1982; 19: 1-5.

6. Watanabe M, Hotchi M, Nagasaki M. An autopsy case of disseminated histoplasmosis probably due to infection from a renal allograft. Acta Pathol Jpn 1988;

38: 769-780.

7. Sridhar NR, Tchervenkov JI, Weiss MA, Hijazi YM, First MR. Disseminated histoplasmosis in a renal transplant patient: a cause of renal failure several years following transplantation. Am J Kidney Dis 1991; 17: 719-721.

8. Delfino VD, Guembarovski AL, Soares AE, Gordan PA, Matni AM, Mocelin AJ.

Loss of renal allograft function caused by Histoplasma capsulatum. Transplant Proc 1995; 27: 1817-1818.

9. Davies SF, Sarosi GA, Peterson PK, Khan M, Howard RJ, Simmons RL, Najarian JS. Disseminated histoplasmosis in renal transplant recipients. Am J Surg 1979; 137:

686-691.

10. Superdock KR, Dummer JS, Koch MO, Gilliam DM, Van Buren DH, Nylander WA, Richie RE, MacDonell RCJ, Johnson HK, Helderman JH. Disseminated histoplasmosis presenting as urinary tract obstruction in a renal transplant recipient. Am J Kidney Dis 1994; 23: 600-604.

11. Wong SY, Allen DM. Transmission of disseminated histoplasmosis via cadaveric renal transplantation: case report. Clin Infect Dis 1992; 14: 232-234.

12. Hood AB, Inglis FG, Lowenstein L, Dossetor JB, MacLean LD. Histoplasmosis and thrombocytopenic purpura: transmission by renal homotransplantation. Can Med Assoc J 1965; 93: 587-592.

13. Unis G, Oliveira F de M, Severo LC. Disseminated histoplasmosis in Rio Grande do Sul. Rev Soc Bras Med Trop 2004; 37: 463-468.

14. Unis G, da Silva VB, Severo LC. Disseminated histoplasmosis and AIDS. The role of culture medium for the bronchoscopic clinical specimens. Rev Soc Bras Med Trop 2004; 37: 234-237.

(56)

41 15. Ahuja TS, Remmers A, Rajaraman S, Funtanilla M. Acute renal failure in a patient with AIDS: histoplasmosis-induced granulomatous interstitial nephritis. Am J Kidney Dis 1998; 32: E3.

16. Ludmerer KM, Kissane JM. Fever and renal failure in a 31-year-old male with AIDS.

Am J Med 1997; 102: 310-315.

17. Burke DG, Emancipator SN, Smith MC, Salata RA. Histoplasmosis and kidney disease in patients with AIDS. Clin Infect Dis 1997; 25: 281-284.

18. Smith JW, Utz JP. Progressive disseminated histoplasmosis. A prospective study of 26 patients. Ann Intern Med 1972; 76: 557-565.

19. Kauffman CA, Israel KS, Smith JW, White AC, Schwarz J, Brooks GF.

Histoplasmosis in immunosuppressed patients. Am J Med 1978; 64: 923-932.

20. Vanke J, Schwartz J. The gamut of histoplasmosis. Am J Med 1971; 50: 89-104.

21. Walker JV, Baran D, Yakub N, Freeman RB. Histoplasmosis with hypercalcemia, renal failure, and papillary necrosis: confusion with sarcoidosis. JAMA 1977; 237: 1350- 1352.

22. Wheat LJ, Slama TG, Eitzen HE, Kohler RB, French ML, Biesecker JL. A large urban outbreak of histoplasmosis: clinical features. Ann Intern Med 1981; 94: 331-337.

23. Reddy P, Gorelick DF, Brasher CA, Larsh H. Progressive disseminated histoplasmosis as seen in adults. Am J Med 1970; 48: 629-636.

24. Kedar SS, Eldar S, Abrahamson J, Boss J. Histoplasmosis of kidneys presenting as chronic recurrent renal disease. Urology 1988; 31: 490-494.

25. Bullock WE, Artz RP, Bhathena D, Tung KS. Histoplasmosis. Association with circulating immune complexes, eosinophilia, and mesangiopathic glomerulonephritis.

Arch Intern Med 1979; 139: 700-702.

26. Papo T, Boisnic S, Piette JC, Frances C, Beaufils H, Le TH, Godeau P.

Disseminated histoplasmosis with glomerulonephritis mimicking Wegener’s granulomatosis. Am J Kidney Dis 1993; 21: 542-544.

27. Binford CH. Histoplasmosis: tissue reactions and morphologic variations of the fungus. Am J Clin Pathol 1955; 25: 25-36.

28. Bersack SR, Howe JS, Rabson AS. Inflammatory pseudopolyposis of the small and large intestines with the Peutz-Jeghers syndrome in a case of diffuse histoplasmosis. Urology 1958; 80: 73-78.

29. Shah RD, Nardi PM, Han CC. Histoplasma prostatic abscess: rare cause in an immunocompromised patient. AJR Am J Roentgenol 1996; 166: 471.

30. Zighelboim J, Goldfarb RA, Mody D, Williams TW, Bradshaw MW, Harris RL.

Prostatic abscess due to Histoplasma capsulatum in a patient with the acquired immunodeficiency syndrome. J Urol 1992; 147: 166-168.

(57)

42 31. Marans HY, Mandell W, Kislak JW, Starrett B, Moussouris HF. Prostatic abscess due to Histoplasma capsulatum in the acquired immunodeficiency syndrome. J Urol 1991; 145: 1275-1276.

32. Orr WA, Mulholland SG, Walzak MP. Genitourinary tract involvement with systemic mycosis. J Urol 1972; 107: 1047-1050.

33. Miller AA, Ramsden F, Geake MR. Acute disseminated histoplasmosis of pulmonary origin probably contracted in Britain. Thorax 1961; 16: 388-394.

34. Mawhorter SD, Curley GV, Kursh ED, Farver CE. Prostatic and central nervous system histoplasmosis in an immunocompetent host: case report and review of the prostatic histoplasmosis literature. Clin Infect Dis 2000; 30: 595-598.

35. Reddy PA, Sutaria M, Brasher CA, Christianson CS. Disseminated histoplasmosis:

cutaneous (subcutaneous abscess), vesical and prostatic histoplasmosis. South Med J 1970; 63: 819-821.

36. Rubin H, Furcolow ML, Yates JL. The course and prognosis of histoplasmosis. Am J Med 1959; 27: 278-288.

37. Aach R, Kissane J. Clinicopathologic Conference. Chronic lymphocytic leukemia complicated by disseminated histoplasmosis. Am J Med 1967; 43: 593-603.

38. Schuster TG, Hollenbeck BK, Kauffman CA, Chensue SW, Wei JT. Testicular histoplasmosis. J Urol 2000; 164: 1652.

39. Boone WT, Allison F Jr. Histoplasmosis. Am J Med 1969; 46: 818-826.

40. Kauffman CA, Slama TG, Wheat LJ. Histoplasma capsulatum epididymitis. J Urol 1981; 125: 434-435.

41. Monroe M. Granulomatous orchitis due to Histoplasma capsulatum masquerading as sperm granuloma. J Clin Pathol 1974; 27: 929-930.

42. Randhawa HS, Chaturvedi S, Khan ZU, Chaturvedi VP, Jain SK, Jain RC, Bazaz- Malik G. Epididymal histoplasmosis diagnosed by isolation of Histoplasma capsulatum from semen. Mycopathologia 1995; 131: 173-177.

43. Preminger B, Gerard PS, Lutwick L, Frank R, Minkowitz S, Plotkin N. Histoplasmosis of the penis. J Urol 1993; 149: 848-850.

44. Jayalakshmi P, Goh KL, Soo-Hoo TS, Daud A. Disseminated histoplasmosis presenting as penile ulcer. Aust N Z J Med 1990; 20: 175-176.

45. Curtis AC, Cawley EP. Genital histoplasmosis. J Urol 1947: 57: 781-787.

46. Palmer AE, Amolsch AL, Shaffer LW. Histoplasmosis with mucocutaneous manifestations. Arch Derm Syph 1942; 45: 912-916.

47. Nayak RG, Ramnaryayan K, Rao RV, Shenoy MG. A case of histoplasma posthitis. Trop Geogr Med 1984; 36: 309-311.

48. Mankodi RC, Kanvinde MS, Mohapatra LN. Penile histoplasmosis: a case report.

Indian J Med Sci 1970; 24: 354-356.

(58)

43 49. Talvalkar GV. Histoplasmosis simulating carcinoma. A report of three cases. Indian J Cancer 1972; 9: 149-153.

50. Sills M, Schwartz A, Weg JG. Conjugal histoplasmosis: a consequence of progressive dissemination in the index case after steroid therapy. Ann Intern Med 1973;

79: 221-224.

51. Gass M, Kobayashi GS. Histoplasmosis. An illustrative case with unusual vaginal and joint involvement. Arch Dermatol 1969; 100: 724-727.

52. Smith MB, Schnadig VJ, Zaharopoulos P, Van Hook C. Disseminated Histoplasma capsulatum infection presenting as genital ulcerations. Obstet Gynecol 1997; 89: 842- 824.

53. Conrad FG, Saslaw S, Atwell RJ. The protean manifestations of histoplasmosis as illustrated in twenty-three cases. Arch Intern Med 1959; 104: 692-709.

54. Friskel E, Klotz SA, Bartholomew W, Dixon A. Two unusual presentations of urogenital histoplasmosis and a review of the literature. Clin Infect Dis 2000; 31: 189- 191.

55. Mukunyadzi P, Johnson M, Wyble JG, Scott M. Diagnosis of histoplasmosis in urine cytology: reactive urothelial changes, a diagnostic pitfall. Case report and literature review of urinary tract infections. Diagn Cytopathol 2002; 26: 243-246.

56. Isotalo PA, McCarthy AE, Eidus L. Ovarian histoplasmosis in systemic lupus erythematosus. Pathology 2000; 32: 139-141.

57. Limaye AP, Connolly PA, Sagar M, Fritsche TR, Cookson BT, Wheat LJ, Stamm WE. Transmission of Histoplasma capsulatum by organ transplantation. N Engl J Med 2000; 343: 1163-1166.

58. Wheat LJ. Laboratory diagnosis of histoplasmosis: update 2000. Semin Respir Infect 2001; 16: 131-140.

59. Wheat LJ, Connolly-Stringfield P, Blair R, Connolly K, Garringer T, Katz BP, Gupta M. Effect of successful treatment with amphotericin B on Histoplasma capsulatum variety capsulatum polysaccharide antigen levels in patients with AIDS and histoplasmosis. Am J Med 1992; 92: 153-160.

(59)

44

Figure 1. Direct microscopy of the urinary sediment showing yeast cells (400x).

(60)

45

Figure 2. Histoplasma capsulatum in urine smear (modified Giemsa stain) (400x).

(61)

46

Figure 3. Gross aspect of the removed transplanted kidney revealing an abscess containing Histoplasma capsulatum.

(62)

47 Table 1. Summary of previous published cases of genitourinary histoplasmosis.

Author and reference No. of

cases Underlying diseases Urinary

culture Clinicopathological findings

(related to genitourinary system) Serology

This report 1 Renal Tx (+) Renal failure (single kidney cystic lesion) (+)

Watanabe 6 1 Renal Tx NA Disseminated infection involving the transplanted kidney NA Sridhar 7 1 Renal Tx (+) Renal failure (renal biopsy: poorly developed granulomas

with extensive central caseous necrosis) NA

Delfino 8 2 Renal Tx (-) (n=1);

NA (n=1)Loss of renal cadaveric allograft function (removed kidneys in

both patients showing various granulomatous lesions) (-) (n=1);

NA (n=1)

Davies 9 1 Renal Tx NA Organ rejection (? contaminated graft) NA

Superdock 10 1 Renal Tx NA Urinary tract obstruction secondary to sloughed renal papilla

infested with H. capsulatum NA

Wong 11 1 Renal Tx (-) Funguria (culture negative), acute rejection

(?contaminated graft) NA

Hood 12 1 Renal Tx NA Renal failure, graft loss (massive necrosis, haemorrhage)

(?contaminated graft) NA

Unis 13 4 2 AIDS patients NA NA NA

Unis 14 1 AIDS (+) NA (+)

Ahuja 15 1 AIDS NA Acute renal failure (granulomatous interstitial nephritis) NA

Ludmerer 16 1 AIDS (-) Glomerulonephritis (-)

Burke 17 1 AIDS (-) Glomerulonephritis (-)

Smith 18 10 AML (n=1), Hodgkin’s disease

(n=1), CML (n=1) (+) Azotemia in 6 (60%) patients (+) 60% of

cases Kauffman 19 12 ALL, CLL, and

Hodgkin’s disease (+) (n=1) NA NA

Vanke 20 3 (a) Chronic glomerulonephritis, (b) osteogenic sarcoma; and (c) immunocompentent patient

NA (a): renal failure (several round foci of infection in both kidneys); (b): autopsy showing a solitary lesion in the cortex of the right kidney; (c) autopsy showing multiple renal foci of histiocytes containing H. capsulatum

(+) (a); NA (b, c)

Walker 21 1 Previous splenectomy NA Hypercalcemia and azotemia (interstitial nephritis and

papillary necrosis) (+)

Wheat 22 1 Urban outbreak involving non-

transplant patients NA Interstitial nephritis with H. capsulatum identified in a renal hilar lymph node (no organisms were seen within the kidney) NA Reddy 23 7 Mostly therapy with steroids (+) (n=6) Bilateral renal involvement in 1 patient submitted to necropsy

(small cortical lesions). One patient had vesical and prostatic involvement

(+) (n=4)

Kedar 24 1 Immunocompetent patient NA Intermittent purulent discharge from the right flank (pyelocutaneous fistula with extensive kidney damage;

recurrent stones formation)

NA

Bullock 25 1 Immunocompetent patient NA Mild renal dysfunction (transient glomerulonephritis

associated with circulating immune complexes) (+) Papo 26 1 Immunocompetent patient NA Focal glomerulonephritis mimicking Wagener’s

granulomatosis NA

Binford 27 3 Autopsy series NA Necrotizing lesions of renal medulla which extended to

papillae in 13.6% of patients NA

Salfelder 4 7 Autopsy series NA Kidney lesions in 7 out of 15 patients examined (47%);

involvement of testis (n=1) NA

Goodwin 2 20 Autopsy series NA Renal function not compromised

Minor pathological abnormalities (larger focal lesions in _);

kidney=15, ovary=1, testis=1, bladder=3

(+) (in ~2/3)

Parsons 3 12 Autopsy series (-) Kidney lesions (n=11), prostate (n=1) NA

Bersack 28 1 Inflammatory pseudopolyposis NA Rectal urgency and dysuria (autopsy revealed widespread histoplasmosis involving kidneys, ureters, prostate, and seminal vesicles)

(+)

Shah 29 1 AIDS NA Pelvic pain (prostatic abscess) NA

Zighelboim 30 1 AIDS (-) Urinary urgency, hematuria, decreased flow rate, retrograde

ejaculation (prostatic abscess) NA

Marans 31 1 AIDS (-) Urinary frequency, urgency, dysuria; perineal ache (prostatic

abscess) NA

Orr 32 2 Immunocompetent patient

(n=1); NA (n=1) NA Dysuria, lower urinary obstruction (prostate involvement);

kidney affected in one patient (no details) NA Miller 33 1 Immunocompetent patient NA No symptoms (autopsy: prostatic involvement by

Histoplasma duboisii) NA

Mawhorter 34 1 Immunocompetent patient (+) Microscopic haematuria and post-renal azotemia (prostatitis) (+) Reddy 35 1 Immunocompetent patient NA Lower abdominal pain, dysuria, hematuria (autopsy revealed

bladder and prostate involvement) NA

Rubin 36 2 Autopsy series NA Prostatic involvement (n=1), testis (n=1) NA

Aach 37 1 CLL (-) Tender and swollen testis (epididymo-orchitis) NA

Schuster 38 1 Immunocompetent patient NA Solid testicular mass (+)

Boone 39 1 Immunocompetent patient (+) Pain in the right lower abdomen and testes (epididymitis) (-) Kauffman 40 2 Immunocompetent patients (-) Epididymal mass (epididymal abscess, epididymitis) (+)

Monroe 41 1 Immunocompetent patient NA Tender and swollen testis NA

Randhawa 42 1 Immunocompetent patient (-) Lump in the left scrotum (epididymitis) (-)

Preminger 43 1 Type II diabetes mellitus NA Penile ulcer NA

Jayalakshmi 44 1 Cachexia NA Two circular non-tender penile ulcers with indurated margins (1 on the glans penis and other on the prepuce, measuring 3 and 2 cm, respectively).

NA

Referências

Outline

Documentos relacionados

Ainda em relação à resposta dele, um ponto que pode ser identificado como possível contribuição das Comidas de Rua para o Turismo da cidade, aparece ao final quando ele

b) Elaborar atividades que priorizem a interação entre matérias técnicas de cada curso. Fonte: Elaborada pela autora, 2017. Sob outra perspectiva, tendo-se em vista o quarto

A LDB de 1961 assegurou aspectos importantes sobre a formação docente e a formação docente para a Educação Profissional, com previsão legal referente à garantia

Another aim of this review is to discuss the effects of the CO2 laser in combination with fluoride; (2) to investigate, in vitro, the effect of a carbon dioxide laser (λ = 10.6

In Brazil, the first cases of chikungunya were reported in the states of Bahia and Amapá; however, within a short period cases of the disease were reported in all states of

AVR - Vascular surgeon and coordinator chief, Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Scientific director,

Os controlos à importação de géneros alimentícios de origem não animal abrangem vários aspetos da legislação em matéria de géneros alimentícios, nomeadamente

O espectro da degenerescência corporal, destino de todos os humanos que alcançam idades mais avançadas, inerente às concepções cíclica e linear do tempo, era algo pesado