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ARREPENDIMENTO O CAMINHO DA MUDANÇA

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Academic year: 2022

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ARREPENDIMENTO – O CAMINHO DA MUDANÇA

Tony Felício – 07/11/2021

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Pois aqueles que Deus de antemão conheceu ele também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Rm 8.28,29)

odos fomos criados para sermos a imagem e semelhança do nosso Senhor. Isto quer dizer que eu e você fomos planejados diante de um alvo, de um espelho: Jesus. Deus fez todas as coisas na Terra, e tudo era bom, mas quando Ele fez o homem está escrito que era “muito bom”, pois “Deus disse:

Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Gn 1.26). Ainda que o pecado tenha acontecido Deus não mudou esse propósito.

Existe hoje uma onda de mensagens que faz os cristãos ficarem desejando muito “ser alguém” – mensagens centradas no homem, no seu bem-estar, mas que ignoram o caminho para este bem-estar.

Porém, existe uma outra mensagem que de fato transforma as pessoas e as conduz para o projeto que Deus tem para suas vidas: que sejam parecidas com Jesus. Evidentemente, se Jesus se manifesta por meio do seu corpo, a Igreja, nenhum de nós será completo como ele, mas a vontade de Deus é que todos sejamos semelhantes a ele, parecidos com o Pai assim como ele o é.

Você tem essa expectativa, essa esperança de ser como Jesus? Pois essa é a intenção de Deus, é o trabalho do Espírito Santo, é a razão pela qual Jesus derramou seu sangue. A obra do Espírito, no primeiro século da Igreja, foi tão poderosa que, quando os irmãos andavam nas ruas, as pessoas diziam:

“Esses são cristãos!”, ou seja, “eles se parecem com Cristo – falam, andam, agem como ele, tem o caráter dele!”. Essa continua sendo a vontade do Senhor e também precisa se tornar fortemente a nossa vontade – não só em termos de comportamento mas principalmente na intimidade, no relacionamento com Ele, na “preferência” pelo Pai, pois é através dessa preferência que vêm todas as mudanças necessárias para nos tornarmos semelhantes a Ele.

Diante deste objetivo, será que existem coisas que devemos mudar em nossas vidas? Com certeza, sim! O nosso Deus está muito empenhado em produzir mudanças, porém há muitas coisas em nós que já deveriam ter mudado mas estão demorando. Por que as mudanças demoram tanto?

A primeira grande mudança foi quando tivemos um encontro com Jesus. Essa deveria desencadear todas as outras, pois quando somos salvos pelo Senhor Ele entra em nosso coração e começa a produzir mudanças. No entanto, mesmo tentando e querendo, não somos capazes de produzir nossas próprias mudanças – e por isso a mensagem de arrependimento pregada por João Batista foi tão poderosa!

João Batista foi o primeiro a anunciar a mensagem que Jesus e os discípulos continuaram pregando:

“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus! ... Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento!” (Mt 3.2,8). Em outras palavras: “Cadê os resultados do arrependimento? Cadê os efeitos em suas vidas provando que realmente houve mudanças?”

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No Antigo Testamento, a palavra “arrependimento” tem a ver com “mudança radical de direção” – está indo para um lado, volta e segue em direção oposta. No Novo Testamento, tem a ver com

“mudança de mentalidade” (metanoia). Estamos, portanto, diante de um objetivo de Jesus: nos tornar semelhantes a ele, e de uma ordem: “mude!”. Porém não conseguimos produzir essa mudança em nós mesmos! Como fazer então? O segredo desta mensagem é que o arrependimento em si não produz mudança, mas prepara o caminho para Aquele que produz mudança!

A intenção de Deus em mandar João Batista era: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” (Mt 3.3). Se não há arrependimento, há resistência; se há arrependimento, há vulnerabilidade.

Uma pessoa não confrontada com a mensagem do evangelho está sempre “brigando” com Deus, resistindo a Ele, achando que está tudo bem: “Eu não bebo, não fumo, não mato, então está ótimo!” O ser humano tem um conceito completamente errado – e daí a mensagem de João Batista que preparava o caminho para o Senhor.

Arrependimento é uma mensagem que nos faz perceber nosso estado, nos coloca diante da necessidade de mudança e, ao mesmo tempo, nos prepara para o Rei aparecer à nossa frente pois só Ele pode nos mudar! Sim, Jesus pode mudar nossas vidas e está trabalhando para isso! No coração dele há um padrão, uma imagem, um ideal que Deus planejou para nós, como lemos em Jeremias 29.11: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Em seu coração, o Pai deseja nos levar à realidade da eternidade e, para vivermos esta realidade, Ele trabalha em mudanças.

Há uma mensagem que permeia toda a Escritura: “Arrependei-vos! Mude de direção, mude de mente pois o Rei está chegando!” Essa é a mensagem que prepara o coração das pessoas para receberem Aquele que pode definitivamente mudá-las! Infelizmente, há uma outra mensagem que prepara as pessoas para receberem o anticristo: “Encontre-se, liberte-se, olhe no espelho e diga: ‘eu sou demais’.” – uma mensagem humanista, a mesma que Pedro disse a Jesus e foi repreendido:

E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. (Mt 16.22,23).

Essa mensagem já opera no mundo e se manifestará em breve de maneira muito mais evidente. O anticristo virá como uma manifestação humana que se diz capaz de resolver os problemas dos homens e produzir mudanças.

Nossa mensagem, como Igreja, é preparar as pessoas para Cristo pois fomos chamados pelo Senhor e o zelo da Sua casa existe em nosso coração. A mensagem que prepara para Cristo é aquela que coloca as pessoas diante de Jesus; a mensagem que prepara para o anticristo é aquela que coloca as pessoas diante delas mesmas. O culto para Cristo é aquele que adoramos a Jesus; o culto para o anticristo é aquele em que as pessoas “se sentem bem”, são massageadas em seu ego, acreditam que a força transformadora está dentro delas (não o Espírito Santo).

“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus!” Essa mensagem nos confronta e nos faz admitir que estamos errados. Mas como podemos reconhecer quais mudanças precisamos? Preste

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atenção nas coisas que seu cônjuge, família e amigos dizem que você está errado. Deus sempre nos envia uma mensagem por meio deles, e toda mensagem tem um ponto principal que desperta nossa atenção. Normalmente, resistimos às mudanças que vêm por meio de confrontos; gostaríamos de chegar por nós mesmos às conclusões necessárias porque isso não nos expõe.

Precisamos entender que o arrependimento começa quando admitimos que estamos errados, mas ele não se completa aí. Podemos admitir que estamos errados por sermos inteligentes, ou porque as pessoas que nos falam são inteligente e têm fortes argumentos, mas essa concordância não vem do coração. Por isso o primeiro passo é admitir que estamos errados e que precisamos de mudanças.

Como se completa o arrependimento? Quando eu percebo que preciso de mudança e recorro a Deus! Se eu admito que estou errado mas não recorro a Ele, então não estou arrependido. Lembro que arrependimento é “virar de direção” e “mudar a mentalidade”. Muitos tentam mudar a mente mas não

“viram”, e isso não funciona, pois o lugar em que somos transformados é diante do Senhor. Paulo diz:

Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar;

mas a tristeza do mundo produz morte. (2 Co 7.10)

Há uma tristeza que o confronto do Espírito Santo produz, diferente daquela em que não há uma verdadeira contrição e arrependimento, mas apenas um pesar momentâneo. O verdadeiro arrependimento produz tristeza e aflição genuínas mas, em seguida, lembra o que Jesus disse em Lucas 5.32: “Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.” Quem se acha justo não ouve Jesus chamar; quem se reconhece pecador ouve ele chamar. Assim, ao admitir que erramos, corremos para ele e na mesma hora sentimos paz e perdão. Muitos desistem de mudar por não se acharem capazes disso, o que é um fato, e por isso mesmo devem ir Àquele que verdadeiramente produz mudanças.

A parábola “do filho pródigo” nos ensina na prática o que fazer para experimentarmos essa mudança contínua que nos tornará cada vez mais parecidos com Jesus.

Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata- me como um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.

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Esse filho tinha um pai maravilhoso e rico. Um dia, ele permitiu crescer no seu coração um desejo de ter uma vida diferente da proposta pelo seu pai; desejo este que não correspondia à realidade da sua casa e que inflamou seu coração. Seus pensamentos começaram a divergir e, por isso, seus desejos se tornaram contrários.

Todo pecado, para se tornar realidade, primeiro acontece na mente. Quanto mais distantes estamos de Deus, mais os nossos pensamentos ficam diferentes dos d’Ele e então ficamos expostos aos pecados. Ao contrário, quanto mais perto estamos de Deus, mais pensamos semelhante a Ele e então ficamos livres e protegidos dos pecados.

O comportamento começa na mente, na maneira como pensamos. Quando João Batista pregava o arrependimento, aproximou-se dele alguns soldados e lhe perguntaram: “E nós, que faremos? Disse- lhes: A ninguém queirais extorquir coisa alguma; nem deis denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso soldo.” (Lc 3.14). Essa resposta de Jesus foi devido à mentalidade daqueles soldados: maltratar as pessoas por serem autoridade e reclamar do baixo salário. Ele os confrontou em sua mentalidade cultural. Porém, a mentalidade do Reino de Deus é contentamento, gratidão, cordialidade, gentileza.

Nossa mentalidade pode receber influências fortes de acordo com as coisas que colocamos em nossa cabeça, e por isso Paulo diz em Filipenses:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Fp 4.8)

Esse moço da parábola começou a pensar coisas que não tinham a ver com a casa do pai e sua realidade começou a ficar ruim, hostil. Então ele cometeu uma loucura em sua mente: concluiu que tinha condições de fazer o que desejava pois isso seria melhor do que permanecer na casa do pai.

Quando alguém troca Deus pelos seus desejos é porque Ele deixou de ser seu maior desejo!

O jovem chegou orgulhoso diante do pai, resistente em sua mente e coração, e reivindicou seus

“direitos”! Ora, herança é algo que se recebe quando os pais morrem, então ele estava quase que dizendo: “Pai, estou matando você hoje! Dá-me a minha parte da herança!” O seu coração dizia: “Eu te aborreço porque só quero seus bens!” E essa é a triste condição da humanidade! A gente curte o ar que respira, a chuva que cai, tudo o que Deus manda, mas quando somos confrontados com o que Ele quer lhe resistimos. Quando Ele nos confronta com alguma coisa que precisamos mudar é porque Ele sabe que essa coisa pode nos levar a ficar longe d’Ele. Então isso vira um ciclo vicioso: pecado, culpa, acusação, mais pecado, mais culpa, mais acusação etc.

Aquele pai, gentil por natureza, pegou a parte que correspondia ao filho e lhe deu. Este foi embora e gastou tudo com seus desejos, com aquilo que ele pensava ser certo. Tempos depois, ele encontrou-se em uma situação terrível, no “fundo do poço”, a ponto de “desejar” comer o que os porcos comiam!

Primeiro, ele desejou o dinheiro para fazer um monte de “porcarias”; depois, ele terminou no meio desta “porcaria”! Ele “desejou” comer isso, mas nem isso lhe foi dado! Quando alguém prefere o que acha certo, e sai da presença de Deus, passa a desejar somente “porcarias”! Desculpe minha franqueza,

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mas a ausência de Deus só produz “burrices”! Quem sai da presença do Pai fica néscio e começa a conjecturar loucuras! Ele passou a morar entre os porcos e começou a desejar comer coisas de porcos!

Eu já passei por isso diversas vezes, me deparei com desejos terríveis, e sempre experimentei o Senhor me alcançar com sua graça e misericórdia. Aliás, é a misericórdia d’Ele que nos conduz ao arrependimento (Rm 2.4).

Veja esta sequência terrível: pensamentos contrários à realidade da casa do pai, desejos que dominam o coração, decisão de se afastar do pai, pecados contínuos e cada vez piores, fundo do poço!

Nessa situação desoladora e aparentemente impossível de ser resolvida, uma palavra veio à sua mente: “Se arrependa e volte!” Era Deus falando à sua mente e coração: “Caindo, porém, em si, disse:

[...] Pai, pequei contra o céu e diante de ti”. Há uma diferença entre erro e pecado. Erro é um equívoco, algo próprio da natureza humana. Pecado é o desejo de fazer o mal, é rebeldia, é tudo o que ofende a natureza de Deus e que tem potencial para nos afastar d’Ele. Em Isaías, lemos:

Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir; mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça. (59.1,2)

O pecado que gera todos os outros pecados é se voltar contra Deus, se afastar d’Ele, não prestar atenção ao que Ele está falando. Isso torna a pessoa louca, pois ela passa a desejar coisas ruins e achar que são boas, e vice-versa.

Naquela angústia, ele se lembrou da casa do pai. Quando saiu de lá, achava que tinha direitos por ser filho; agora, se dispunha a ser apenas um empregado na casa. Lembrando-se do coração de seu pai, pensou: “Se ele trata bem seus empregados certamente me tratará também.” Então tomou a decisão:

“Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti”. Isso é arrependimento – ele se dispôs a voltar para o pai, admitir seu pecado, se render a ele e fazer sua vontade. Houve uma mudança no que ele pensava sobre o pai e sobre ele mesmo: “Eu não posso continuar aqui. Estou numa situação horrível. Voltarei para minha casa!”

Voltar para casa é voltar para uma pessoa que oferece lugar, acolhimento, uma realidade de vida.

Deus tem uma realidade maravilhosa para mim e para você! Talvez hoje você esteja comendo porcarias e achando que é doce, vivendo uma vida mais ou menos porque não conhece o excelente que Deus tem para você: o melhor casamento, a melhor relação pais-filhos, as melhores coisas em todas as áreas! Ele tem mudanças necessárias e transformadoras em sua vida, portanto não vá embora, não rompa sua aliança, não desgaste seu relacionamento com Ele.

Pare de colocar culpa no Pai! Você não tem o que falar d’Ele pois todas as manhãs se levanta e respira o ar que Ele produz, come a comida que Ele lhe dá, desfruta do amor, bondade, generosidade e misericórdia d’Ele. A única coisa que você pode dizer é: “Pai, pequei! Eu não tenho te buscado a respeito desta ou daquela área da minha vida mas tenho sido resistente, arredio!”

“Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” Essa é uma cena memorável: ele volta para sua casa e DE LONGE seu pai o vê. Ouça:

se você não quiser que Deus fique perto Ele deixa você ficar longe, mas Ele não para de te olhar porque continua te amando, mandando mensagens aqui e ali, procurando ocasiões para falar ao teu coração porque Ele é PAI e não abre mão de seus filhos, ainda que seus filhos muitas vezes abram mão d’Ele!

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O pai sai CORRENDO em direção ao filho e o encontra NO MEIO DO CAMINHO. Ainda bem, pois talvez o filho não conseguisse chegar. O Pai sempre sairá correndo ao seu encontro e lhe encontrará no meio do caminho para garantir que a sua falta de força não lhe faça morrer antes de chegar!

Quando enfim se encontraram, o pai não o recriminou pelo que fez mas “lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou”. A mensagem de “admita o seu erro e volte para o pai” preparou o filho para este abraço!

Não houve abraço quando ele saiu de casa, mas houve quando ele voltou ao pai.

“Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.”

Esta é a natureza humana: “Pai, eu sei que não mereço mas vou te servir, servir, servir para fazer por merecer!” Entenda algo: o merecimento não nos torna filhos novamente porque nunca iremos merecer, afinal nós matamos o Pai! Cada vez que usamos o que Deus nos dá, desconsiderando a pessoa d’Ele, estamos dizendo que não queremos Ele mas apenas suas coisas – e isso não tem mais volta; não tem como fazermos qualquer coisa para mudar essa situação!

O que o pai fez para MUDAR a vida do filho?

Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.

Vou colocar por ordem o que Deus fez conosco. Primeiro, Ele matou um cordeiro. Deus pegou nossa condição pecadora, colocou dentro de seu Filho Jesus, que morreu com esta nossa condição para que não acreditemos que é o que fazemos que nos transforma, mas sim o que Jesus faz quando corremos para Ele! Esta a mensagem do evangelho: VAMOS A CRISTO pois “há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2.5).

Segundo, o pai mandou fazer uma festa. Mas como podemos fazer festa com a morte de Jesus?

Podemos porque Ele não permaneceu morto mas ressuscitou! Então precisamos celebrar com festa o fato de Jesus ter levado consigo na cruz todas as nossas mazelas e ressuscitado para uma nova vida vitoriosa. Entenda: Todas as mudanças necessárias a mim e a você foram providas por Deus em Cristo!

Tudo que precisamos para sermos semelhantes ao Pai já foram providenciadas em Jesus! Este o caminho da mudança: “IREI TER COM MEU PAI!” – e podemos chegar até Ele, não porque podemos, mas porque Ele matou o Cordeiro!

Terceiro, o pai lhe deu um anel, dizendo com isso: “Temos uma aliança novamente. Você é meu filho de novo!” Que coisa maravilhosa! Nós não temos condição alguma de sermos filhos de Deus, mas Ele nos deu o poder de sermos feitos seus filhos (Jo 1.12). Sim, o Pai deseja que voltemos a Ele. Somente na casa d’Ele, nos braços d’Ele, seremos transformados à semelhança de seu Filho Jesus.

É interessante que o pai mandou seus servos fazerem essas três coisas ao filho. Aprendemos com isso que o arrependimento nos muda também em relação aos nossos irmãos: deixamos de ser autossuficientes e passamos a receber o toque de Deus por meio das pessoas. O Pai nos prende a Ele com cordas humanas (Os 11.4), irmãos e irmãs que nos vestem, ajudam, protegem.

Quarto, o vestiram com uma nova roupa. Na Bíblia, roupa está associada a atos de justiça. Deus tira a nossa velha maneira de viver e nos ensina um novo jeito de viver, um novo comportamento. Ele vai nos revestindo continuamente do novo homem em todas as áreas de nossas vidas pela Sua graça!

Quinto, colocaram uma sandália em seus pés. Quando veste a roupa está resolvendo o passado;

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quando coloca a sandália está preparando o futuro. Deus nos apresenta um novo caminho, uma nova razão para viver. Quando estávamos no mundo não tínhamos propósito e futuro, mas agora, no Reino de Deus, temos um futuro e uma esperança. Sandálias se referem a todas as capacidades que Deus nos concede n’Ele para andarmos em uma nova direção, contrária aos caminhos e práticas antigas. Tudo isso foi feito para entendermos que DEUS TEM PODER PARA NOS TRANSFORMAR!

E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. (2 Co 3.18)

ARREPENDIMENTO, portanto, é admitir os erros, ouvir a Deus, voltar para Ele, permanecer diante d’Ele e não sair mais! É permitir que Ele vá nos dando novas roupas, novas sandálias!

Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos. (Mt 13.31,32)

Quando nos arrependemos o Rei chega e começa a colocar nossa vida em ordem. Então, à medida que esse reino cresce dentro de nós, todas as áreas da nossa vida vão sendo transformadas. Mudamos o jeito de falar, de vestir, de relacionar, de tratar as pessoas etc.

“Arrependei-vos” porque este reino já chegou para mim e para você! Receba a mensagem do arrependimento para que o caminho do Senhor seja liberado na sua vida e lhe transforme diariamente e completamente! Em nome de Jesus Cristo!

Transcrição e Edição: Luiz Roberto Cascaldi

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