Relatório Anual de Geração de Resíduos Sólidos
Porto de Santos
2015
Superintendência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho – SUMAS Gerência de Meio Ambiente – GEMAM
Março de 2017 Santos
Sumário
1. Introdução ... 3
2. Metodologia de Coleta de Dados ... 5
2.1. Autoridade Portuária ... 5
2.2. Arrendatárias ... 6
2.3. Embarcações ... 6
3. Resíduos Sólidos ... 7
4. Geração de Resíduos no Porto de Santos ... 8
5. Geração de Resíduos pela Autoridade Portuária ... 8
6. Geração de Resíduos nas Embarcações ... 10
7. Geração de Resíduos das Arrendatárias ... 15
1. Introdução
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 02 de agosto de 2010, por meio da Lei n° 12.305 e regulamentada pelo Decreto n° 7404, em 23 de dezembro de 2010, estabelece dentre as suas diversas diretrizes a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que deverá ser elaborado por um Comitê Interministerial – CI, cuja previsão de conclusão e publicação da redação definitiva era em março de 2012, e até o presente momento, ainda não foi concluída.
Na regulamentação foi inserida a obrigatoriedade de realização audiências públicas para discussões sobre o plano, montado a partir de diagnósticos temáticos realizados pelo IPEA – Instituo de Pesquisas Econômicas Aplicadas, que serviram como base para a dissertação preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
Na versão preliminar do Plano são estabelecidas 3 (três) metas para os portos brasileiros: 1) Adequação do tratamento de resíduos gerados nos portos e aeroportos, conforme normativos vigentes; 2) Estabelecer coleta seletiva nas áreas de portos e aeroportos e viabilizar fluxo de logística reversa dos resíduos gerados dentro dos portos e aeroportos quanto ao recolhimento de produtos; 3) Inserção das informações de quantitativo de resíduos (dados dos PGRS) no Cadastro Técnico Federal do IBAMA.
De acordo com a versão preliminar, o Porto de Santos teria que atender essas metas até 2015.
Há também a necessidade de elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, sendo que seu conteúdo mínimo é estabelecido pelo artigo 21 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, devendo apresentar, entre as exigências, um diagnóstico dos resíduos gerados, contendo a origem, o volume e a sua caracterização.
Contudo, no Caderno de Diagnóstico, elaborado pelo IPEA, foram constatados diversos problemas como a falta de: banco de dados confiáveis; padronização na coleta de dados; divulgação anual dos dados dos resíduos sólidos gerados pelos portos, entre outras.
No final de 2012, o Ministério do Meio Ambiente lançou um portal especifico que integra o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR – http://www.sinir.gov.br), para o controle do cumprimento de metas do plano nacional e dos acordos setoriais, que entraram em vigor em agosto de 2014.
Juntamente a esse lançamento, e com o conhecimento dos problemas inerentes à falta de padronização na prestação de informações sobre o assunto, foi publicada a Instrução Normativa IBAMA Nº 13, de 18 de dezembro de 2012, que divulga a Lista Brasileira de Resíduos Sólidos.
Inspirada na Lista Européia de Resíduos Sólidos (Commission Decision 2000/532/EC), essa lista está sendo usada pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, pelo Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental e pelo Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos, bem como, será utilizada por futuros sistemas informatizados do IBAMA que possam vir a tratar de resíduos sólidos.
Todas as informações sobre resíduos sólidos prestadas ao IBAMA serão disponibilizadas junto ao SINIR e ao Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (SINIMA).
Adiantando-se ao diagnóstico e a fim de sanar esta problemática, desde 2010 o Porto de Santos possui um sistema de coleta de dados mensal com as empresas geradoras e gerenciadoras de resíduos sólidos, onde são declarados os dados completos sobre todo o processo de gerenciamento de resíduos sólidos dentro do Porto de Santos.
Além disso, o Porto de Santos já realizava o cadastro e monitoramento da prestação de serviço de retirada de resíduos de embarcações, desde 2007, através da publicação da Resolução DP N° 161 (revogada), que estabelecia as documentações necessárias para prestação de tal serviço, e ainda regulamentava a necessidade de entregar à Superintendência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho da Codesp um relatório mensal dos serviços prestados, acompanhados dos respectivos Certificados de Destinação Final dos Resíduos.
Em 28 de julho de 2011, foi publicada a Resolução ANTAQ N° 2190 que aprovou a norma para disciplinar a prestação de serviços de retirada de resíduos de embarcações. Atualmente, a Resolução Codesp DP nº 13, de 03 de fevereiro de 2014, regulamenta os serviços de coleta, transporte e destinação de resíduos provenientes de embarcações, no Porto de Santos.
O cenário operacional do Porto de Santos compreende a Autoridade Portuária, os arrendatários, operadores portuários, permissionários (empresas com Permissão de Uso
ou Servidão de Passagem em áreas do Porto Organizado), autorizatários (empresas instaladas fora do Porto Organizado), embarcações, prestadores de serviços e os terminais de uso privado. Todos estes atores são geradores de resíduos, cada qual com sua particularidade.
A autoridade portuária mantém o controle de geração dos resíduos da maioria dos atores, excetuando-se apenas autorizatários e terminais de uso privado.
Ao longo de 2015 foram inventariados dados sobre a geração de resíduos sólidos no Porto de Santos, gerando um conjunto de dados cuja compilação e tratamento corroboraram para a elaboração deste Relatório Anual de Geração de Resíduos Sólidos.
2. Metodologia de Coleta de Dados
Este relatório utiliza-se de dados fornecidos pelos diversos atores do Porto Organizado de Santos. A confiabilidade dos dados é baseada nas quantificações apresentadas nos Certificados de Destinação de Final (CDFs) que certificam a destinação dos resíduos. Portanto, considera-se que os resíduos gerados na sua origem correspondem à quantidade destinada, desprezando assim, quaisquer tipos de variação de peso nas diferentes balanças utilizadas.
Os dados possuem diferentes classificações, pois as operações, legislações e métodos aplicáveis variam entre si.
Os resíduos foram divididos em três grades grupos, detalhados no decorrer deste relatório.
2.1. Autoridade Portuária
O quantitativo de resíduos gerados pela Autoridade Portuária foi realizado através da compilação dos Certificados de Destinação, obtidos através dos serviços prestados por empresas contratadas para a coleta e destinação dos diferentes tipos de resíduos gerados.
No período de 2015, os serviços de destinação dos resíduos de responsabilidade da Autoridade Portuária foram prestados pelas empresas MARIM Gerenciamento de Resíduos; Cooperativa Porto Para a Vida; CEMBRA; e Consórcio SCC (empreiteira).
2.2. Arrendatárias
Durante o período de 2015, a CODESP utilizou um modelo padrão de Inventário de Resíduos – IR para a coleta de dados da geração das arrendatárias.
Encaminhado mensalmente à CODESP, o preenchimento dos dados quantitativos ocorreu de acordo com os valores provenientes dos Certificados de Destinação de Resíduos.
As unidades de medidas dos inventários são padronizadas, utilizando-se do quilograma (transformado em toneladas neste relatório), do litro e de unidades. A classificação segue a ABNT/NBR N°10.004/2004, como Classe I para resíduos perigosos e Classe II para resíduos não perigosos, sendo esta última categoria dividida ainda em IIA e IIB (não inertes e inertes, respectivamente). Os resíduos que possuem legislação específica para sua destinação (construção civil, pilhas, baterias, resíduos eletrônicos, pneus e resíduos hospitalares), classificados como especiais, foram inseridos nas classes I e II de acordo com sua composição e a presença de componentes classificados como perigosos. Ainda nessa categoria foram classificados como recicláveis os plásticos, papéis/papelões, sucatas metálicas, vidros e pneus.
2.3. Embarcações
A Resolução Codesp DP n° 13.2014 estabelece os procedimentos para os serviços de coleta, transporte e destinação de resíduos provenientes de embarcações nas áreas do porto organizado de Santos, e determina que as empresas habilitadas para este serviço apresentem mensalmente um relatório dos serviços realizados acompanhados dos respectivos CDFs.
Por meio destes relatórios foram registrados o quantitativo e qualitativo de resíduos retirados e destinados provenientes dos navios que atracaram no porto de Santos e retiraram resíduos.
3. Resíduos Sólidos
A Resolução CONAMA N° 05, de 05 de agosto de 1993, que dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais rodoviários e rodoviários, considera a definição de resíduos sólidos conforme a NBR N° 10.004, da ABNT: “Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades da comunidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis, em face à melhor tecnologia disponível”.
Porém, a classificação dos resíduos nos dois documentos é diferente (Tabela 1). Tabela 1: Classificação dos resíduos sólidos conforme a Resolução CONAMA N° 05/93 e a NBR/ABNT N° 10.004/2004.
Classificação Resolução CONAMA N° 05/93 ABNT N° 10.004/2004
Perigosos Classe B Classe I
Recicláveis Classe D Classes IIA/IIB
Orgânicos Classe D Classe IIA
Hospitalares Classe A Classe I
Em 2010, com a sanção da PNRS surgiu uma nova definição de resíduos sólidos, mantida pela Instrução Normativa Nº13. 2013 do IBAMA:
“(…) material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível (…)”
E ainda, diferenciou os resíduos dos rejeitos com a seguinte definição:
“(…) resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada (…)”
4. Geração de Resíduos no Porto de Santos
Conforme citado anteriormente, a geração de resíduos sólidos no Porto de Santos pode ser dividida entre os atores envolvidos, formados por: 1) Autoridade Portuária; 2) Arrendatárias; e 3) Embarcações. O quantitativo gerado em 2015 é apresentado na Tabela 2.
Tabela 2: Resíduos gerados no Porto de Santos em 2015
Origem Peso (t) Volume (l) Unidades
Arrendatárias 32.601 5.230.860 27.615
Embarcações 2.177 54.240.670 -
Autoridade Portuária 4.751 4.090 13.588
TOTAL 39.529 59.475.620 41.203 Os capítulos seguintes apresentam o detalhamento destes dados.
5. Geração de Resíduos pela Autoridade Portuária
A geração de resíduos pela Autoridade Portuária compreende todo o resíduo gerado nas atividades administrativas, oficinas, operação da usina hidrelétrica de Itatinga, varrição de vias portuárias, limpeza e conservação (prédios administrativos, oficinas, sanitários, garagens, copas, etc.), obras e reformas civis, atendimento a emergências, remediação de áreas contaminadas, tratamento de água e esgoto, poda e capinação.
Também são contabilizados na geração de resíduos da Autoridade Portuária todos aqueles provenientes de empresas contratadas para a execução de obras ou serviços, bem como, todo o resíduo de fontes não definidas (descarte irregular), coletado no cais e vias portuárias.
Englobam as fontes não definidas os seguintes atores: caminhoneiros, munícipes, turistas, trabalhadores (do Porto ou seu entorno), além de empresas que prestam serviços aos Terminais Portuários e às embarcações. A contribuição de cada um destes atores dentro do contexto de fontes não definidas não foi estudada, visto que se trata de descartes primordialmente irregulares, sem um controle eficaz de fiscalização, ou seja, os infratores poucas vezes são flagrados, dificultando a identificação do gerador dentro deste contexto.
A Tabela 3 apresenta os tipos e quantitativos de resíduos destinados pela Autoridade Portuária em 2015.
Tabela 3: Quantitativo de Resíduos destinados pela Autoridade Portuária em 2015.
Classe Resíduos Quantidade /
Unidade Destinação
Classe I
13 01 13 (*) Outros óleos hidráulicos 3.600 L Rerrefino
15 01 10 (*) Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou contaminadas por resíduos de substâncias perigosas
500 kg Coprocessamento 15 02 02 (*) Absorventes, materiais filtrantes
(incluindo filtros de óleo não anteriormente especificados), panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias perigosas
23.395 kg Coprocessamento
16 02 13 (*) Equipamento fora de uso contendo componentes perigosos não abrangidos em 16 02 09 a 16 02 12 (Reatores de Lâmpadas)
3.522 Un Coprocessamento 16 02 15 (*) Componentes perigosos retirados de
equipamento fora de uso (Eletrodos) 540 kg
Descontaminação / Reciclagem 16 10 01 (*) Resíduos líquidos aquosos contendo
substâncias perigosas 430 L Coprocessamento
17 06 05 (*) Materiais de construção contendo
amianto (por exemplo, telhas, tubos, etc.) 30.560 kg
Aterro Industrial (Classe I) 20 01 21 (*) Lâmpadas fluorescentes, de vapor de
sódio e mercúrio e de luz mista 10.066 Un
Descontaminação / Reciclagem
Classe IIA
17 02 01 Madeira 188.430 kg Reciclagem
19 08 12 Lodos do tratamento biológico de
efluentes industriais não abrangidas em 19 08 11 329.360 kg
Aterro Sanitário (Classe IIA)
20 01 01 Papel e cartão 3.863 kg Reciclagem
20 01 08 Resíduos biodegradáveis de cozinhas e
cantinas 4.550 kg
Aterro Sanitário (Classe IIA)
20 01 25 Óleos e gorduras alimentares 60 L Reciclagem
20 01 39 Plásticos 5.186 kg Reciclagem
20 01 40 Metais 130.505 kg Reciclagem
20 02 01 Resíduos de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana biodegradáveis e Comerciais (atividades de escritório)
3.286.384 kg Aterro Sanitário (Classe IIA) 20 03 01 Outros resíduos urbanos e equiparados,
incluindo misturas de resíduos 43.150 kg
Aterro Sanitário (Classe IIA) Classe IIB 16 01 26 Pneus inservíveis/usados de caminhões/ônibus 57.080 kg Coprocessamento
17 01 07 Misturas de cimento, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não abrangidas em 17 01 06
6. Geração de Resíduos nas Embarcações
No início de 2015 haviam 17 empresas credenciadas para a retirada de resíduos, contudo, no decorrer do ano houveram suspensões, descredenciamentos e novos credenciamentos. A Tabela 4 apresenta a lista das 12 empresas com credenciamento vigente ao final de 2015.
Tabela 4: Empresas credenciadas para retirada de resíduos de embarcações de acordo com a Resolução DP nº. 13/2014, até 31/12/2015 EMPRESA RESÍDUO TAIFA LÍQUIDO OLEOSO Perigoso (Classe I) Não Perigoso (Classe II) Perigoso (Classe I)
1 AMÉRICA MARITIMES SERVICES LTDA.
(CNPJ: 17.830.632/0001-85)
2
ANCOROLLEO TRANSPORTES E
SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA. (CNPJ: 11.164.441/0001-45)
3
ATLANTIC OIL TRANSPORTES E
SERVIÇOS MARÍTIMOS LTDA. (CNPJ: 09.221.131/0001-73)
4
BELEM MARÍTIMA TRANSPORTES E
SERVIÇOS LTDA. (CNPJ: 08.189.780/0001-71) 5 CAMARGOIL COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. (CNPJ: 04.233.542/0001-65) 6
COMTROL COMÉRCIO E TRANSPORTE DE CARGAS LTDA.
(CNPJ: 40.293.573/0004-18)
(CREDENCIADA PARA OPERAR SOMENTE A CONTRABORDO)
7
ECCOLUB TRANSPORTES, LOCAÇÃO E LOGÍSTICA LTDA.
(CNPJ: 07.041.386/0001-29)
8
EDCLAUCIA DE FATIMA SILVA GANDINE – ME (INTERMARINE)
(CNPJ: 08.944.110/0001-13)
9 MKR TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA.
(CNPJ: 05.146.846/0001-58)
10 ORION OPERADORA MARÍTIMA LTDA.
(CNPJ: 00.715.937/0001-43)
11 PARANÁ OIL COMÉRCIO DE ÓLEOS LTDA
(CNPJ: 13.719.165/0002-40)
12 RF MALUF & CIA LTDA. - EPP
As Tabelas 5 e 6 apresentam a movimentação de resíduos de taifa e oleosos, respectivamente, bem como, descrevem quais empresas foram descredenciadas/suspensas e em que período.
Os Gráficos 1 e 2 ilustram a variação mensal de retirada destes resíduos. Analisando o Gráfico 1, percebe-se uma nítida queda na quantidade de resíduos de taifa retirados, ao longo dos meses de abril a outubro. Esta variação decorre da baixa temporada, quando não há atracação de navios de cruzeiro. Em novembro, com os primeiros cruzeiros, a quantidade de resíduos de taifa começa a aumentar. O pico de retirada de resíduos de taifa, em 2015, ocorreu no mês de dezembro.
Portanto, percebe-se que os meses de abril a outubro representam a quantidade média de resíduos de taifa gerados pelas embarcações que movimentam cargas. Embora estas embarcações representem 96,3% de tadas que atracaram no Porto de Santos em 2015 (5.144 embarcações atracaram em 2015), os 3,7% restantes (191 navios de passageiros) representaram mais da metade dos resíduos de taifa retirados.
A baixa quantidade de resíduos de taifa nos navios de carga decorre da tripulação reduzida que opera estas embarcações.
Já ao analisar o Gráfico 2, percebe-se que no geral a quantidade de resíduos oleosos retirados não tende a ter grandes variações, visto que a maior influência sobre esta variável não está no tipo de navio que atraca no Porto, mas sim na quantidade. Nos últimos cinco anos houve uma queda contínua na quantidade de navios atracados no Porto (5.874 em 2011; 5.595 em 2012; 5.251 em 2013; 5.193 em 2014; e 5.144 em 2015), contudo, a variação na quantidade de resíduos oleosos nesta série histórica não é grande, estando sempre entre 54 a 70 mil m³ ao ano.
A compilação desses dados mostrou que, em 2015, foram destinados 2.218 t de resíduos sólidos e 54.240 t de resíduos oleosos (considerando 1m³ = 1t), totalizando 70.615 toneladas de resíduos provenientes de embarcações (Tabela 7).
Tabela 7: Resíduos gerados pelas embarcações, em 2015.
Tipos de resíduos Peso (t)
Resíduos sólidos 2.177
Resíduos oleosos 54.240
Tabela 5: Quantitativo Descritivo da Geração de Resíduos Sólidos das Embarcações – Taifa (Kg) - 2015
EMPRESAS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Total
AMÉRICA OIL 4.880,00 4.640,00 9.220,00 12.440,00 7.290,00 5.950,00 4.970,00 16.200,00 10.890,00 11.160,00 4.620,00 7.410,00 99670,00 ANCOROLLEO 3.750,00 4.470,00 3.500,00 5.550,00 3.030,00 1.890,00 4.030,00 3.970,00 3.250,00 4.080,00 6.030,00 6.270,00 49820,00 INTERMARINNE 8.800,00 8.280,00 7.700,00 6.770,00 6.700,00 5.840,00 5.630,00 6.840,00 11.430,00 7.976,00 8.713,00 7.585,00 92264,00 MARIM 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 MKR 0,00 2.230,00 4.020,00 2.360,00 3.020,00 2.721,60 3.900,00 6.921,00 6.220,00 6.890,00 17.050,00 16.200,00 71532,60 ORION 12.500,00 12.380,00 9.820,00 11.440,00 9.760,00 9.921,00 13.750,00 11.770,00 3.542,00 11.938,00 10.788,50 9.165,00 126774,50
RF MALUF & CIA 248.068,80 254.011,00 247.252,05 74.186,25 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 71.061,00 271.249,50 1165828,60
RF MALUF FILHO 50.850,00 46.358,00 35.228,00 39.217,50 49.088,00 31.843,00 49.311,00 43.824,00 53.126,00 46.124,00 44.297,00 42.203,00 531469,50
SANTISTA AMBIENTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
UNIVERSO 10.780,00 13.740,00 7.580,00 4.130,00 7.404,50 6.097,55 10.658,00 6.255,00 6.755,00 6.637,00 738,00 80775,05
TOTAL/MÊS 339.628,80 346.109,00 324.320,05 156.093,75 86.292,50 64.263,15 92.249,00 95.780,00 95.213,00 94.805,00 163.297,50 360.082,50 2.218.134,25
Verde - Relatório mensal recebido de acordo Laranja – Empresa Suspensa
Tabela 6: Quantitativo Descritivo da Geração de Resíduos Oleosos das Embarcações – m³ - 2015
EMPRESAS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Total
AMÉRICA OIL 412,03 351,34 465,03 592,63 644,80 444,07 792,28 783,05 508,34 839,09 483,00 504,98 6.820,64 ANCOROLLEO 316,00 552,30 439,20 419,27 785,00 227,00 377,70 241,01 476,70 253,40 542,10 246,25 4.875,93 ATLANTIC OIL 693,01 487,70 786,06 544,27 703,68 495,06 647,27 427,39 699,52 303,92 533,07 635,08 6.956,03 BELÉM 52,00 88,00 231,00 0,00 291,00 240,00 118,00 325,80 147,34 146,13 362,50 358,00 2.359,77 CAMARGOIL 1.483,38 2.028,20 2.531,79 2.054,00 1.705,15 1.622,50 2.293,31 2.030,60 1.916,82 2.069,85 2.518,76 2.504,23 24.758,59 C.I.S. 317,92 407,90 289,50 337,20 335,80 75,45 1.763,77 COMTROL 79,00 271,00 62,00 412,00 ECCOLUB 451,40 715,59 622,80 242,22 533,20 473,46 422,00 704,48 659,30 609,70 445,00 310,50 6.189,65 GENERAL COLECTOR 0,00 0,00 0,00 33,79 0,00 18,00 0,00 9,90 0,00 0,00 61,69 IBERÁ 0,00 PARANÁ OIL 0,00 0,00 27,10 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 15,50 0,00 42,60 PORTO SANTISTA 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 TOTAL/MÊS 3.725,74 4.631,03 5.365,38 4.189,59 5.059,52 3.577,54 4.668,56 4.512,33 4.417,92 4.301,09 5.170,93 4.621,04 54.240,67
Verde - Relatório mensal recebido de acordo Amarelo – Relatório mensal não entregue Laranja – Empresa Suspensa
Gráfico 1: Retirada de Resíduos de Taifa de Embarcações, em 2015
7. Geração de Resíduos das Arrendatárias
Este item contempla as empresas arrendatárias e permissionárias que realizam operações portuárias de movimentação de passageiros, e movimentação ou armazenamento de mercadorias destinadas ou provenientes do transporte aquaviário. Fazem parte deste grupo os Operadores Portuários contratados pelas arrendatárias. Neste caso, os resíduos gerados pelos Operadores Portuários são incluídos nos inventários das arrendatárias.
Em 2015 os inventários de resíduos contabilizaram, no total, 32.601 toneladas, 5.230.860 litros e 27.615 unidades de resíduos sólidos diversos (Tabela 8).
Tabela 8: Total de resíduos gerados pelas arrendatárias, em toneladas, litros e unidades. Classificação Peso (kg) Volume (l) Unidades
Classe I 1.790.927,95 4.290.080 25.716
Classe IIA 28.450.286,80 940.780 -
Classe IIB 2.360.272,00 - 1.899
TOTAL 32.601.486,75 5.230.860,00 27.615
Em razão da grande quantidade de variações de resíduos gerados pelos arrendatários utilizando o padrão de nomenclatura da IN 13/2012 do IBAMA, os dados serão apresentados em grupos por similaridade, visando a facilitar a compreensão do cenário.
A Tabela 9 apresenta a correlação entre os grupos e as nomenclaturas.
Tabela 9: Separação das nomenclaturas relacionadas à IN IBAMA nº 13/12 em grupos Grupo Nomenclaturas relacionadas (IN IBAMA nº 13/12) Eletrônicos: Lâmpadas 20 01 21 (*) Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista
Eletrônicos: Outros
20 01 36 Produtos eletroeletrônicos e seus componentes fora de uso não abrangido em 20 01 21, 20 01 23 ou 20 01 35
16 02 13 (*) Equipamento fora de uso contendo componentes perigosos não abrangidos em 16 02 09 a 16 02 12
16 02 15 (*) Componentes perigosos retirados de equipamento fora de uso
Eletrônicos: Pilhas e Baterias
16 06 01 (*) Bateria e acumuladores elétricos à base de chumbo e seus resíduos, incluindo os plásticos provenientes da carcaça externa da bateria 16 06 02 (*) Bateria e acumuladores elétricos de níquel-cádmio e seus resíduos
16 06 04 Pilhas alcalinas (exceto 16 06 03)
20 01 33 (*) Pilhas e acumuladores abrangidos em 16 06 01, 16 06 02 ou 16 06 03 e pilhas e acumuladores não separados contendo essas pilhas ou acumuladores Eletrônicos: Toners e
Cartuchos
08 03 17 (*) Resíduos de tonner de impressão contendo substâncias perigosas 08 03 18 Resíduos de tonner de impressão não abrangidos em 08 03 17
Grupo Nomenclaturas relacionadas (IN IBAMA nº 13/12)
Líquidos Orgânicos
16 10 02 Resíduos líquidos aquosos não abrangidos em 16 10 01
19 08 09 Misturas de gorduras e óleos, da separação óleo/água, contendo apenas óleos e gorduras alimentares
20 01 25 Óleos e gorduras alimentares
20 03 03 Resíduos da limpeza de ruas e de galerias de drenagem pluvial Lodos de Tratamento
(Não Perigosos)
19 08 05 Lodos do tratamento de efluentes urbanos
19 08 12 Lodos do tratamento biológico de efluentes industriais não abrangidas em 19 08 11
20 03 04 Lodos de fossas sépticas Lodos de Tratamento
(Perigosos)
14 06 05 (*) Lodos ou resíduos sólidos contendo outros solventes
19 08 13 (*) Lodos de outros tratamentos de efluentes industriais contendo substâncias perigosas
Madeiras
15 01 03 Embalagens de madeira 17 02 01 Madeira
20 01 38 Madeira não abrangida em 20 01 37
Óleo / Emulsões
13 01 05 (*) Emulsões não cloradas 13 01 11 (*) Óleos hidráulicos sintéticos
13 01 13 (*) Outros óleos hidráulicos
13 02 01 (*) Óleos de motores, transmissões e lubrificação usados ou contaminados 13 02 99 (*) Outros óleos de motores, transmissões e lubrificação 13 03 07 (*) Óleos minerais isolantes, de refrigeração e de transmissão de calor não
clorados
13 05 07 (*) Água com óleo proveniente dos separadores óleo/água 13 05 08 (*) Misturas de resíduos provenientes de desarenadores e de separadores
óleo/água
13 08 99 (*) Outros resíduos não anteriormente especificados Outros Líquidos Não
Perigosos 16 10 04 Concentrados aquosos não abrangidos em 16 10 03
Outros Líquidos Perigosos
07 07 04 (*) Outros solventes, líquidos de lavagem e efluentes orgânicos 14 06 03 (*) Outros solventes e misturas de solventes 16 03 05 (*) Resíduos orgânicos contendo substâncias perigosas
16 07 09 (*) Resíduos contendo outras substâncias perigosas 16 10 01 (*) Resíduos líquidos aquosos contendo substâncias perigosas Pneus
16 01 24 Pneus inservíveis/usados de automóveis 16 01 26 Pneus inservíveis/usados de caminhões/ônibus
16 01 29 Pneus inservíveis/usados outras aplicações Recicláveis: Papel 15 01 01 Embalagens de papel e cartão
20 01 01 Papel e cartão Recicláveis: Plástico
17 02 03 Plástico 20 01 39 Plásticos 15 01 02 Embalagens de plástico Recicláveis: Borracha 19 12 11 Borrachas
Grupo Nomenclaturas relacionadas (IN IBAMA nº 13/12)
Recicláveis: Vidro 20 01 02 Vidro
Recicláveis: Diversos 15 02 03 Absorventes, materiais filtrantes, panos de limpeza e vestuário de proteção não abrangidos em 15 02 02
Rejeito Não Perigoso
12 01 17 Resíduos de materiais de polimento não abrangidos em 12 01 16 – 16 01 22 Componentes não anteriormente especificados
20 01 99 Outras frações não anteriormente especificadas
20 02 03 Outros resíduos de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana não biodegradáveis
Resíduos de Construção Civil
17 01 01 Resíduos de cimento 17 01 02 Tijolos
17 01 07 Misturas de cimento, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não abrangidas em 17 01 06
17 05 04 Solos e rochas não abrangidos em 17 05 03
17 06 04 Materiais de isolamento não abrangidos em 17 06 01 e 17 06 03 17 09 04 Mistura de resíduos de construção e demolição não abrangidos em 17 09 01, 17
09 02 e 17 09 03 20 02 02 Terras e pedras
Resíduos Orgânicos
16 03 06 Resíduos orgânicos não abrangidos em 16 03 05 20 01 08 Resíduos biodegradáveis de cozinhas e cantinas
20 02 01 Resíduos de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana biodegradáveis
20 03 01 Outros resíduos urbanos e equiparados, incluindo misturas de resíduos
Sólidos Contaminados
06 13 02 (*) Carvão ativado usado (exceto 06 07 02)
08 01 11 (*) Resíduos de tintas e vernizes contendo solventes orgânicos ou outras substâncias perigosas
12 01 16 (*) Resíduos de materiais de polimento contendo substâncias perigosas – 15 01 10 (*) Embalagens de qualquer um dos tipos acima descritos contendo ou
contaminadas por resíduos de substâncias perigosas
15 02 02 (*) Absorventes, materiais filtrantes (incluindo filtros de óleo não anteriormente especificados), panos de limpeza e vestuário de proteção, contaminados por substâncias
perigosas
16 01 21 (*) Componentes perigosos não abrangidos em 16 01 07 a 16 01 11, 16 01 13 e 16 01 14
16 03 03 (*) Resíduos inorgânicos contendo substâncias perigosas 16 05 06 (*) Produtos químicos de laboratório contendo ou compostos por substâncias
perigosas, incluindo misturas de produtos químicos de laboratório 16 07 08 (*) Resíduos contendo hidrocarbonetos 16 07 09 (*) Resíduos contendo outras substâncias perigosas
17 01 06 (*) Misturas ou frações separadas de cimento, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos contendo substâncias perigosas
17 05 03 (*) Solos e rochas contendo outras substâncias perigosas 18 01 02 (*) Resíduos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes com elevado risco individual e
elevado risco para a comunidade, etc.
18 01 11 (*) Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre
Grupo Nomenclaturas relacionadas (IN IBAMA nº 13/12)
Sólidos Perigosos
17 06 05 (*) Materiais de construção contendo amianto (por exemplo, telhas, tubos, etc.) 18 04 01 (*) Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas,
lâminas de bisturi, lancetas; etc.
19 03 06 (*) Resíduos assinalados como perigosos, solidificados 19 08 06 (*) Resinas de troca iônica, saturadas ou usadas
Sucata Metálica
16 01 17 Sucatas metálicas ferrosas 17 04 05 Ferro e aço 17 04 07 Mistura de sucatas
20 01 40 Metais
A Tabela 10 apresenta o quantitativo de resíduos gerados no ano de 2015 pelas arrendatárias e Permissionárias do Porto de Santos.
Tabela 10: Quantitativo de Resíduos Sólidos gerados pelas Arrendatárias e Permissionárias do Porto de Santos em 2015
Classe Grupo Quilogramas Litros Unidades Destinação
I
Eletrônicos:
Lâmpadas - - 21.247,00
Descontaminação /
Reciclagem
Eletrônicos: Outros 4.900,00 - 92,00 Coprocessamento / Reciclagem Eletrônicos: Pilhas e Baterias 631,50 - 3.871,00 Coprocessamento / Reciclagem Eletrônicos: Toners e Cartuchos 240,00 - 506,00 Coprocessamento / Reciclagem / Recuperação Lodos de Tratamento (Perigosos) 12.910,00 - - Coprocessamento Óleo / Emulsões 17.850,00 358.870,00 - Rerrefino / Coprocessamento / Tratamento Físico-Químico Outros Líquidos Perigosos 840.617,42 3.923.250,00 - Recuperação / Coprocessamento Sólidos Contaminados 896.739,93 7.960,00 - Coprocessamento / Reciclagem Sólidos Perigosos 17.039,10 - Aterro Industrial (Classe I) / Coprocessamento
Classe Grupo Quilogramas Litros Unidades Destinação IIA Líquidos Orgânicos 11.152.195,00 338.280,00 - Tratamento Biológico / Tratamento Físico-Químico Lodos de Tratamento (Não Perigosos) 104.170,00 232.500,00 - Tratamento Biológico Madeiras 1.349.513,60 - - Reciclagem / Reutilização Outros Líquidos
Não Perigosos - 370.000,00 - Tratamento Biológico Recicláveis: Papel 428.843,30 - - Reciclagem
Recicláveis:
Plástico 258.857,10 - - Reciclagem
Recicláveis:
Borracha 5.490,00 - -
Reciclagem / Aterro Sanitário (Classe IIA)
Recicláveis: Vidro 26.094,00 - - Reciclagem
Recicláveis: Diversos 2.152,00 - - Aterro Sanitário (Classe IIA) Rejeito Não Perigoso 445.620,00 - - Aterro Sanitário (Classe IIA) / Reciclagem Resíduos Orgânicos 13.522.470,70 - - Aterro Sanitário (Classe IIA) / Compostagem
Sucata Metálica 1.154.881,10 - - Reciclagem / Logística Reversa IIB Pneus 29.572,00 - 1.899,00 Reciclagem / Logística Reversa Resíduos de Construção Civil 2.330.700,00 - - Reciclagem / Reutilização / Aterro Sanitário (Classe IIA)
/ Aterro de Reservação para
Usos Futuros
Os Gráficos 3 a 5 ilustram a proporção dos resíduos gerados pelas arrendatárias e permissionárias, considerando a classificação de periculosidade.
Gráfico 3: Proporção da geração de resíduos declarados em peso (kg), pelas arrendatárias.
Gráfico 5: Proporção da geração de resíduos declarados em unidades, pelas arrendatárias.
8. Considerações Finais
Os dados do presente relatório permitem inferir que as embarcações representam a fonte de maior geração de resíduos sólidos dentro do Porto de Santos, principalmente representado pelo resíduo oleoso, que totaliza mais da metade de todo o resíduo portuário.
Já as arrendatárias se destacam pela variedade de resíduos gerados. Tal variedade é atribuída à diversidade de processos operacionais e cargas movimentadas por cada arrendatária.
A ausência de uma gestão integrada entre todos os atores do Porto Organizado de Santos forma um cenário bem heterogêneo. As fiscalizações de campo realizadas pela equipe técnica da Gerência de Meio Ambiente, assim como, a análise dos Programas de Gerenciamento de Resíduos dos diversos atores, evidenciam processos de gestão/gerenciamento inadequados, com técnicas/metodologias ultrapassadas, além outros com práticas que se limitam ao atendimento dos instrumentos legais. Há, contudo, algumas
empresas que realmente demonstram estar preocupadas com sua responsabilidade socioambiental, adotando políticas/diretrizes que extrapolam suas “obrigações”.
Essa heterogeneidade no cenário de geração de resíduos sólidos dentro do Porto de Santos, evidenciada no presente relatório, demonstra a emergente demanda de criação de políticas de gestão e gerenciamento integradas, entre os diversos atores do Porto de Santos, de forma que a geração seja minimizada, ações de beneficiamento dos resíduos sejam adotadas e os impactos ambientais da atual gestão descentralizada sejam reduzidos. A iniciativa e o fomento à gestão e gerenciamento integrados, dentro do Porto de Santos, deve partir da Autoridade Portuária. Para tanto, a Gerência de Meio Ambiente – GEMAM buscará a criação dos instrumentos necessários à instituição destas políticas.
RESPONSÁVEL TÉCNICO:
Luiz Fernando Maciel Oliva Chefe de Serviços - Meio Ambiente