APRENDENDO A APRENDER
Viver é aprender e aprender é viver.
No fundo, somos todos aprendizes. Não é preciso ensinar uma criança a aprender. Elas são intrinsecamente curiosas, excelentes aprendizes, que
aprendem a andar, falar e viver por conta própria. (...) Aprender não só faz parte da natureza humana (...) - nós adoramos aprender.
Peter Senge
Você é capaz de aprender mais rápido do que um computador. O que precisamos é saber mais a respeito da experiência subjetiva do processo de aprendizagem, para que possamos administrar o que aprendemos, e ter maior controle sobre a nossa experiência e
sobre o que
aprendemos.
Richard Bandler
"A mágica do sucesso é questão de empregar as estratégias mais efetivas. A maioria das estratégias podem ser facilmente aprendidas ou modificadas para alcançar os objetivos que você escolher".
Sugestões para melhorar o
processo de aprendizagem
Estruturar a representação do conhecimento
A alternativa é estruturar a representação do conhecimento, elaborando esquemas, tabelas e diagramas do conteúdo, usando palavras-chave e possivelmente ilustrações. Ao estruturar conhecimento, você o transforma em blocos ou segmentos, o que lhe permite estruturar também seu planejamento de estudo.
Uma opção de ferramenta de estruturação de boa aplicabilidade são os mapas mentais, diagramas
hierárquicos, sintetizados e possivelmente ilustrados de um tema. Elaborá-los é uma ótima estratégia de estudo e revisões feitas com mapas mentais serão muito ágeis.
Gerar perguntas
Qual é o seu nome?Quantos anos você tem? O que comeu no café da manhã? Qual foi uma de suas experiências mais prazerosas? Perguntas têm um poder provocador muito forte, elas induzem o ouvinte ou leitor à busca por uma resposta, muitas vezes automaticamente: o perguntado não tem opções, tipo "Eu sei a resposta mas não vou buscá-la agora".
Estudar iterativamente
Iterar é passar várias vezes pelos mesmos pontos ou etapas, sucessivamente melhorando e evoluindo. Isso significa, para estudo, repassar, ter contato com o mesmo conteúdo várias vezes. Cada passagem vai fixar um pouco mais seu aprendizado, além de novas possibilidades de compreensão poderem surgir, ou seja, aprofundamento.Falar sobre
Falar sobre algo, nasuperfície, parece uma coisa simples, mas não o é absolutamente. Para dizer coisas sobre um assunto, você precisa primeiro recuperar suas lembranças
e conhecimentos
relacionados.
Depois precisa filtrar o que sabe e selecionar sobre o
que vai falar
especificamente, usando critérios de importância.
Falar sobre algo requer vários tipos de habilidades cognitivas e motoras, o que torna a ação de explicar ou falar sobre algo uma poderosa opção . Quem não tem pelo menos uma experiência de explicar algo e, sem que a outra pessoa responda, ter a sensação de que estava entendendo melhor o tema?
Usar o conteúdo sem consulta
Faça uma distinção bem clara: agora estou estudando, agora vou aplicaro que estudei em algo. E ao aplicar um conteúdo, jamais o faça olhando para textos ou figuras.
Se o fizer, a ação de olhar o texto estará se incorporando às suas habilidades cognitivas.
Olhe quantas vezes for preciso para relembrar, mas não olhe ao USAR a informação. Com a prática isso vai ficando gradativamente mais fácil e sua memória vai inclusive melhorar.
Testar / Provar
Quantas cozinheiras você conhece que servem um prato de fogão sem prová-lo antes? E quantos erros você já viu em livros, propagandas e e-mails porque alguém não deu um último olhar?
Na verdade, as pessoas e empresas que fazem bons produtos não o fazem porque são perfeitos, mas sim porque tem etapas de revisão, de controle de qualidade.
Isso vale para o aprendizado: a segurança de que você aprendeu um determinado conteúdo virá do fato de esse conteúdo ter passado por algum tipo de teste, avaliação ou verificação.
Capacitar-se
De vez em quando, procure opções para sua capacitação para aprendizagem, e inclua em seu repertório algo novo.
Por exemplo, você tem várias opções nesta matéria;
pode incorporar uma por mês, digamos; e em seis ou sete meses terá multiplicado seu potencial de aprendizagem.
Estabelecer múltiplas linhas de ação
Para sermos realistas, há um certo grau de incerteza, mesmo que pequeno, quando a alcançar qualquer objetivo. O fato de haver incerteza determina que há uma probabilidade maior ou menor de atingir o objetivo.
Isso se aplica à aprendizagem e ao objetivo ou aos objetivos que a aprendizagem pretende atingir. Uma forma de lidar com esse risco é estabelecer múltiplas linhas de ação, cada um levando ao objetivo: ler, gerar perguntas, fazer exercícios, resumir, revisar, estruturar, verificar, aplicar, discutir, incubar, descansar.
Aprendendo a viver a vida na sua plenitude
Para além das aprendizagens que nos parecem mais triviais, temos aquelas de caráter mais amplo, abrangente e essencial. Para estas não há um professor, uma disciplina acadêmica, uma escola convencional.
Poderíamos dizer que elas são transversais, processuais e que também demandam esforço contínuo
.Aprender a desaprender
Existem idéias, emoções ou aprendizados prematuros que não nos servem mais, tornaram-se pequenos, e seria ridículo se aparecêssemos diante de nós mesmos ou diante dos demais vestidos com eles.
Desaprender é uma decisão de nossa liberdade modesta e real. Pressupõe não a mudança pela mudança, mas a mudança pelo intercâmbio maduro com a realidade de dentro e de fora de nossa pessoa.
Traz consigo um diálogo sério, que escuta, analisa, pondera, reflete, sente e consente. Pressupõe um aprendizado contínuo, uma formação permanente que resistiria ao caráter dogmático ou ao medo de perder poder.
Aprender a discernir para escolher bem
A necessidade de discernir está relacionada com a falta de diretrizes, de normas, de leis com as quais nos deparamos em muitas encruzilhadas da vida.
Nessas ocasiões é preciso discernir, ou seja, tomar a decisão certa. Discernir é sempre optar. Ao conseguirmos as atitudes básicas do discernimento estamos integrando adequadamen=te o discernimento e a escolha.
Para poder discernir, além de ter certas técnicas, é preciso ter atitudes humanas de discernimento. É ter a atitude de poder escolher o positivo, a felicidade, a vida, por princípio.
Discernir é deixar que a consciência assuma o controle do nosso interior e o papel de parâmetro de nossas decisões.
Aprender a escutar bem
O segredo de uma boa comunicação está em transformar o que parece ser um processo normal – todos respiramos e todos temos ouvidos para escutar – em um propósito que deve ser verificado e melhorado na prática diária de corrigir os maus hábitos por meio de treinamento.
Se você reservar um período de tempo para somente escutar e indicar apenas se deve continuar ou não, descobrirá um fato surpreendente: as pessoas podem lhe dizer muito mais e também encontrar mais dentro de si mesmas, do que jamais costuma acontecer em trocas comuns.
Aprender a cultivar a interioridade
Aceitar que existe no ser humano uma interioridade é aceitar que somos uma imagem externa, visível e concreta, mas com um fundo vital, invisível e impreciso que, no entanto, flui sem parar e influi decisivamente na formação da vida humana. "Interior é aquilo que vive no fundo da alma, no mais íntimo da alma, no entendimento, e que não sai nem olha para nenhuma coisa".
Para cultivar a vida interior, comece por descobrir o que você é;
a que se refere quando fala dela e que possibilidades você tem para valorizá-la, apreciá-la e cultivá-la, de modo que ela sirva ao seu crescimento como pessoa humana, à sua humanização, à sua busca diária e ao seu despertar espontâneo.
Aprender a ser criativo
Uma das máximas preferidas de Einstein era: "O importante é continuar perguntando sempre". A pergunta é o motor do conhecimento, do aprendizado; é o eixo de uma atitude permanentemente criativa.
"Pela admiração começou o homem a filosofar", disse Aristóteles.
Uma das diferenças fundamentais entre a pessoas que sobressai em criatividade e aquela que não aparece consiste na capacidade da primeira de aproveitar a fundo todos os meios de sua estrutura mental e, muito
especialmente, as visões e inspirações que a sua atividade não plenamente consciente pode lhe oferecer.
Aprender a dizer não
É preciso estar bem certo do que se quer e do que não se quer, e ao mesmo tempo dominar uma série de técnicas para poder dizer com tranqüilidade: "Não, obrigado, não quero (ou não posso)". As pessoas que sabem lidar com isso podem considerar-se muito felizes, embora, realmente, não exista ninguém que possa dizer que nunca tenha tido dificuldade em negar-se a alguma coisa.
É preciso levar em conta alguns princípios quando se quer dizer não a alguém ou a alguma situação:
•Restringir-se à situação da qual se está tratando.
•Levar em consideração que a outra pessoa certamente vai insistir.
•Levar em grande conta o comportamento não-verbal demonstra=do enquanto se faz a negativa
•É preciso preparar a reação
•É preciso ter bem claro o que se quer e o que não se quer.
Aprender a se despedir
Embora sejam desagradáveis, as despedidas são saudáveis (do ponto de vista do equilíbrio psicológico). Essas emoções e sentimentos estão de acordo com a realidade que vivemos e nos enraízam nela. Entretanto, evitar as despedidas é uma tentação compreensível que pode gerar despedidas nocivas, as quais perturbarão a honestidade do caminho.
Alguns procedimentos que podem ajudar uma pessoa a crescer com a despedida:
•Valorizar os presentes da vida, mesmo que tenham defeitos.
•Encontrar o momento certo de se despedir.
•Encerrar assuntos pendentes.
•Aceitar a herança
•Celebrar o ritual da despedida.
•Dar-se tempo para cicatrizar a ferida.