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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES AVM FACULDADE INTEGRADA PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU

O USO DA CONTABILIDADE GERENCIAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO EMPRESARIAL

VIVIANE ABREU GOMES

ORIENTADOR:

Profª ALEKSANDRA SLIWOWSKA

NITERÓI, RJ, JULHO DE 2017

DOCUMENTO PROTEGIDO PELA LEIDE DIREITO AUTORAL

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES AVM FACULDADE INTEGRADA PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSU

O USO DA CONTABILIDADE GERENCIAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO EMPRESARIAL

VIVIANE ABREU GOMES

Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para a obtenção do grau de especialista em Finanças e Gestão Corporativa

NITERÓI, RJ, JULHO DE 2017

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a minha mãe Jandira Rosa Abreu por acreditar e batalhar para que esse momento acontecesse, pelas orações diárias nos momentos em que pensei em desistir, por se dedicar tanto a mim.

Agradeço aos meus irmãos Marcos Rosa Abreu e Mauro César Rosa Abreu, que sempre me incentivaram e me apoiaram psicologicamente e financeiramente, desde o início dos meus estudos.

Agradeço ao meu patrão Walbert Tavares de Almeida por acreditar em mim e me ajudar a chegar até onde cheguei, pois sem o seu apoio, esse momento não teria acontecido.

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DEDICATÓRIA

Dedico a minha família, principalmente aos meus irmãos, que sempre me incentivaram e me apoiaram de diversas formas durante toda minha trajetória.

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RESUMO

A contabilidade passou por diversas transformações desde tempos muito primitivos onde, como sempre, o principal objetivo era o controle das riquezas, como relatam variados autores até chegar a ser reconhecida como ciência. Nesse processo, as escolas de pensamento contábil disseminaram teorias que deram origem a vários conceitos que ainda são usados na organização dos bens das empresas. Com a atual competitividade a qual as organizações são expostas, o grande desafio dos prestadores de serviço é corresponder às necessidades e expectativas de seus clientes. Para tanto, faz-se necessário prestar um serviço de qualidade, em que a satisfação do contratante torna-se o principal objetivo da organização. Em decorrência de todo o processo de desenvolvimento da contabilidade gerencial, o presente artigo tem como objetivo evidenciar os métodos que podem ser utilizados e como eles podem contribuir para uma boa gestão, mostrando que é possível obter, por meio da contabilidade gerencial, um melhor aproveitamento dos recursos e esforços utilizados em prol da continuidade da empresarial, tendo como objetivo o retorno esperado pelos investidores.

A utilização da Contabilidade Gerencial proporciona diversas informações que ajudam os gestores a tomarem decisões relativas à produção, vendas, orçamentos, planejamento, através das técnicas e procedimentos contábeis, relacionados com avaliação financeira da empresa, controle de custos, análises de processos e orçamentos está voltada para a emissão de relatórios gerenciais que atendem ao usuário da informação contábil, de forma adequada. A contabilidade gerencial possui ferramentas poderosas que mostram de forma concreta como se encontra a saúde de uma empresa e contribui para o processo decisório.

No Brasil, a cada ano são criadas milhares de novas empresas e com elas muitos postos de trabalho, mas em contrapartida, muitas dessas empresas encerram suas atividades antes dos cinco anos de vida, pois não suportam as pressões normais do cotidiano. Nas micro e pequenas empresas isso não é diferente.

As micro e pequenas empresas são entidades jurídicas que necessitam de processos burocráticos, tanto em sua abertura, quanto para seu funcionamento correto, e assim carecem inteiramente da intervenção da contabilidade. As ferramentas contábeis gerenciais estão ao alcance de qualquer tipo de empresa garantindo a diferenciação por meio do conhecimento, servindo de auxílio para o gerenciamento. Essas ferramentas são de fácil compreensão aos micro e pequenos empresários, e se adaptam com facilidade às necessidades dos mesmos. Segundo Lacerda (2006), diferente das grandes empresas que possuem recursos financeiros para implantação de complexos sistemas de contabilidade, a pequena empresa é carente de recursos e necessita se adaptar aos que lhe são disponíveis, e é nesse ponto que a contabilidade gerencial atua, oferecendo o suporte necessário para ajudar a enfrentar as dificuldades e desafios no mercado globalizado, permitindo avaliar o presente e projetar o futuro.

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METOGOLOGIA

Neste trabalho faz-se necessário informar os procedimentos metodológicos adotados para a sua elaboração. Segundo Andrade (2005, p. 129),“metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento”. Dessa forma o método adotado para a elaboração deste será por meio de pesquisas na internet, em sites de contabilidade e baseadas em teses de grandes estudiosos.

A primeira parte do estudo mostra a origem da contabilidade e sua evolução até a atualidade, bem como o conceito e seus objetivos, buscando compreender a necessidade de controlar, organizar e dirigir os negócios desde os tempos primitivos.

A proposta inicial é incentivar as empresas a utilizarem a contabilidade gerencial, mostrando os benefícios do suporte informacional que ela possui em relação à situação econômica, financeira e patrimonial.

Por meio dos procedimentos descritos, pretende-se alcançar as informações sobre a utilização da contabilidade gerencial na gestão das pequenas e médias empresas.

O referencial teórico tem por objetivo abordar os assuntos interessantes ao desenvolvimento deste trabalho, e posteriormente, serão explanados assuntos pertinentes ao uso da contabilidade como ferramenta gerencial.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 8

CAPÍTULO I Origem, Conceito e Evolução 9

CAPÍTULO II Objetivos e Área de Atuação 13

CAPÍTULO III Ferramentas de Gestão e Benefícios 15

CONCLUSÃO 33

BIBLIOGRAFIA 35

ÍNDICE 36

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INTRODUÇÃO

A história da contabilidade é tão antiga quanto à própria história da humanidade. Com o desenvolvimento das civilizações e a ascensão industrial, a contabilidade passou a ter maior importância, devido ao surgimento das grandes empresas comerciais e industriais. Com o passar do tempo, esta, foi se desenvolvendo e hoje possui várias especializações, tais como: auditoria contábil, contabilidade de custos, perícia contábil, contabilidade rural, e outras. Dentre os diversos ramos de atuação da contabilidade um deles vem obtendo um grande destaque nas últimas décadas, a contabilidade gerencial, devido à sua importante atuação nas empresas, pois esta promove informações indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento empresarial..

Na gestão de empresas, a contabilidade gerencial ajuda os gestores a tomarem decisões relativas à produção, vendas, orçamentos e planejamento. Apresenta as melhores alternativas para cada situação, assim como outras possibilidades de otimizar operações, atividades e até departamentos inteiros, o que poderá ser decisivo para manter a competitividade.

Com o alto nível competitivo da economia, torna-se necessário a otimização dos recursos disponíveis na organização de forma a alinhá-los as exigências do mercado. A Contabilidade possui diversos instrumentos para que isto seja possível, pois é uma ciência que tem o intuito de mensurar o patrimônio e sua variação e fornecer um suporte informacional a fim de orientar e auxiliar os gestores na tomada de decisões. Assim, para enfrentar os desafios e dificuldades no mercado globalizado, os gestores precisam monitorar seu processo de gestão, com meios que efetivamente auxiliem na tomada de decisão. Para tal, tem-se dentre as diversas áreas da Ciência Contábil, a contabilidade gerencial que além de fornecer informações tempestivas ao processo decisório, também pode auxiliar na determinação de sua vantagem competitiva.

O objetivo geral deste trabalho é mostrar a importância da contabilidade gerencial na gestão de empresas. Os objetivos específicos visam informar os métodos que podem ser utilizados e como eles podem contribuir para uma boa gestão, mostrar que é possível obter, por meio da contabilidade gerencial, um melhor aproveitamento dos recursos e esforços utilizados em prol da continuidade da empresarial, tendo como objetivo o retorno esperado pelos investidores, e Incentivar as empresas a utilizarem a contabilidade gerencial, mostrando os benefícios do suporte informacional que ela possui em relação à situação econômica, financeira e patrimonial.

A contabilidade gerencial fornece informações seguras que auxiliam nas tomadas de decisões dos gestores, auxilia na determinação de sua vantagem competitiva, ajudando a enfrentar as dificuldades e desafios no mercado globalizado e permite avaliar o presente e projetar o futuro.

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CAPÍTULO I

ORIGEM, CONCEITO E EVOLUÇÃO

1.1. ORIGEM

A Revolução Industrial foi um fator muito importante para a contabilidade. Exatamente neste período que se originou a contabilidade gerencial como um complemento da contabilidade financeira.

No anteceder da Revolução Industrial, a contabilidade mantinha apenas um pequeno registro das relações externas de uma organização em relação a outras organizações comerciais não se preocupando com o processo de comunicação entre ambas. Após a Revolução Industrial, com o aumento dos negócios, houve a necessidade de precificar o valor do processo de conversão da mão- de-obra e dos materiais em novos produtos e de verificar se as organizações estavam tendo resultado em relação aos recursos que consumiam na produção. Com as operações em grande escala, surgiu a necessidade de maior ênfase na contabilidade voltada aos interesses internos das organizações competitivas e ao uso de registros contábeis como meio de controle administrativo da organização. (PAMPLONA 1998, p.2)

Mesmo a contabilidade gerencial, sendo em outros tempos bem simples, vinha a atender às necessidades dos proprietários, e esses iniciavam o contato mais restrito com o profissional responsável pela orientação contábil. Com isso nasceu a contabilidade gerencial, devido à necessidade de dar valor ao processo de conversão da mão-de-obra.

Sabe-se que as organizações comerciais nos Estados Unidos seriam as primeiras a desenvolver a contabilidade gerencial.

De acordo com Pamplona (1998, p.2), “As primeiras organizações americanas a desenvolverem sistemas de contabilidade gerencial foram as tecelagens de algodão mecanizadas e integradas, surgidas após 1812”.

O fator favorável ao uso das novas práticas de contabilidade gerencial observadas nas firmas industriais do século XIX foi sem duvida a procura de oportunidades de ganho, pela introdução de dois ou mais processos de conversão de uma atividade econômica específica.

Segundo Johnson e Kaplan (1993, p.35), “uma das fábricas a terem seus primeiros registros de custos foi a Boston Manufacturing Company, nos EUA; seus registros mostravam um conjunto aprimorado de contas de custo”. Foi também a primeira tecelagem mecanizada a integrar, numa única fábrica, os processos de fiação e tecelagem. Esses procedimentos foram realizados pelos fundadores de outras companhias da Nova Inglaterra.

Para Atkinson et al (2000, p. 36), a Contabilidade Gerencial “é o processo de identificar, mensurar, reportar e analisar informações sobre os eventos econômicos da empresa”. Esses autores defendem que muitas inovações, na contabilidade gerencial, ocorreram nas décadas iniciais do século XX para apoiar o crescimento de empresas multidivisionais diversificadas.

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Destacam ainda a experiência da Dupont e da General Motors nesse período. A Dupont Company por ter introduzido uma das inovações mais duradouras que é a fórmula do Retorno sobre Investimento (ROI – 10eturno n Investment), uma medida de desempenho e a General Motors – GM pela implementação do controle centralizado com responsabilidade descentralizada (ATKINSON, 2000, p.

36).

1.2. CONCEITO

A Contabilidade Gerencial é uma das divisões da contabilidade geral, mais voltada para o registro, controle e gerenciamento dos recursos disponíveis e das atividades da entidade (empresa), visando subsidiar, através de informações contábeis, as pessoas que tomam decisões e supervisionam as ações desenvolvidas combinando informações do sistema de contabilidade, tais como: controles de estoques, folha de pagamento e balancetes setorizados.

Através das técnicas e procedimentos contábeis, relacionados com avaliação financeira da empresa, controle de custos, análises de processos e orçamentos está voltada para a emissão de relatórios gerenciais que atendem ao usuário da informação contábil, de forma adequada. O nível de detalhamento dos relatórios emitidos, e o grau de abertura das informações, se por filiais, por atividades, por produtos ou serviços, será definido pelo usuário da informação, definindo o plano de contas e os vários subsistemas que farão parte da contabilidade gerencial.

A contabilidade gerencial pode ser contrastada com a contabilidade financeira, que é relacionada com o fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão de fora da organização.

(Fonte: FUNDASUL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS – Contabilidade Gerencial PROFESSOR – PAULO NUNES)

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Diferenças entre Contabilidade financeira e gerencial

Tópicos Contabilidade financeira Contabilidade gerencial Atuação Transforma fatos financeiros e

econômicos em registros contábeis, cuja fonte são documentos como notas fiscais, extratos bancários, contratos, etc.

Preocupa-se em como melhor gerenciar as fontes de informações da empresa, envolvendo todos os que participam do processo produtivo.

Objetivo Preocupa-se com aspectos

tributários exigidos pela Legislação, pertinentes a cada ramo de atividade.

Auxilia na gestão dos recursos da empresa.

Custos Apura os custos dos

serviços/produtos.

Aloca os custos a fim de compreender a dinâmica dos processos.

Controle Concilia contas patrimoniais e de resultado como forma de controle

Em termos de controle, incentiva a performance da empresa

Relatórios Elabora as Demonstrações

Financeiras exigidas pela Legislação.

Transforma números em informações úteis à administração.

Restrições nas informações Segue os princípios contábeis geralmente aceitos.

Segue as determinações julgadas importantes pelos administradores.

Características da informação fornecida

Deve ser objetiva (sem viés), verificável, relevante e a tempo.

Deve ser relevante e a tempo, podendo ser subjetiva, possuindo menos verificabilidade e menos precisão.

Perspectiva dos relatórios Orientação histórica. Orientada para o futuro para facilitar o planejamento, controle e avaliação de desempenho antes do fato (para impor metas),

acoplada com uma

orientação histórica para avaliar os resultados reais (para o controle posterior do fato).

Fonte: SELL, Graciele Kieser. Uma sistemática para inserir a contabilidade gerencial no processo decisório nas pequenas e médias empresas: um estudo de caso. 2004. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.

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1.3. EVOLUÇÃO

A contabilidade passou por diversas transformações desde tempos muito primitivos onde, como sempre, o principal objetivo era o controle das riquezas, como relatam diversos autores, até chegar a ser reconhecida como ciência. Nesse processo, as escolas de pensamento contábil disseminaram teorias que deram origem a vários conceitos que ainda são usadas na organização dos bens das empresas.

Lima (2006) defende a contabilidade em quatro etapas da sua evolução, conforme quadro I abaixo:

Quadro I: Evolução da contabilidade

Período Características

Contabilidade do Mundo Antigo

Período que se inicia com a civilização do homem e vai até 1202 da Era Cristã, quando apareceu o Líber Abaci, da autoria Leonardo Fibonaci, o Pisano.

Contabilidade do Mundo Medieval

Período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494, quando apareceu o Tratactus de Computis et Seriptures (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Pacioli, publicado em 1494; enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra que contribui para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.

Contabilidade do Mundo Moderno

Período que vai de 1494 até 1840, com o aparecimento da Obra “La Contabilità Applicatta Alle Amninistrazioni Private e Pubbliche”, da autora de Francesco Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante na história da Contabilidade.

Contabilidade do Mundo Científico

Período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje.

FONTE: LIMA 2006, p. 01

Não há como dizer exatamente como a contabilidade nasceu ou quem a criou, porém seu desenvolvimento foi sendo estimulado através de diversas transformações da humanidade. As escolas de pensamento contábil contribuíram com essas transformações através de suas importantes pesquisas.

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CAPÍTULO II

OBJETIVOS E ÁREA DE ATUAÇÃO

2.1. OBJETIVOS DA CONTABILIDADE GERENCIAL

Em tempos de competitividade elevada, a informação contábil e a informação gerencial se tornaram de interesse para grupos mais amplos como os fornecedores, financiadores, banqueiros, poderes públicos e até empregados que participam do lucro ou dos resultados das empresas. Para Marion (2008). O grande desafio da Contabilidade é que ela se torne sempre mais próxima das organizações e colaboradores, o que permitirá o surgimento de novos demonstrativos e métodos desenvolvidos a fim de transmitir as informações desejadas. Isso acontece porque diferentes situações precisam de informações diferentes.

“A Contabilidade costuma ser chamada de linguagem da empresa. Trata-se de um sistema de coletar, sintetizar, interpretar e divulgar, em termos monetários, informações sobre uma organização. Como qualquer outro sistema de informação, a Contabilidade passa por contínua evolução na busca de aperfeiçoamento de seus métodos e processos.

Pizzolato (2000, p. 1)”.

A Contabilidade Gerencial, em diversas opiniões, se apresenta como mais uma vertente da Contabilidade. Segundo de Atkinson se apresenta como:

“... é o processo de produzir informação operacional e financeira para funcionários e administradores, tal processo deve ser direcionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos. Atkinson et al.

(2000, p.36)”.

Para Ricardino (2005), a contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir informações que se encaixem de maneira variável e efetiva no modelo decisório do administrador. Muitos autores ao conceituarem Contabilidade Gerencial utilizaram de uma mesma linha de raciocínio, presumindo que ela serve de ferramenta de tomada de decisão.

Contudo, não se pode resumir tanto o campo de atuação desta vertente da Contabilidade. Vejamos a seguir algumas funções:

 Garantir que as informações cheguem às pessoas certas no tempo certo;

 Fazer compilação, síntese e análise da informação;

 Fazer planejamento perfeito com objetivo de se chegar a um controle eficaz, ou seja, controlar as atividades da empresa;

 Elaborar relatórios padrões para facilitar sua interpretação;

 Avaliar e assessorar os gerentes e o presidente;

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 Organizar o sistema gerencial a fim de permitir à administração ter conhecimento dos fatos ocorridos e seus resultados;

 Comparar o desempenho esperado com o real;

 Pensar e planejar a administração tributária;

 Elaborar relatórios para o governo e entidades oficiais;

 Proteger os ativos da empresa;

 Fazer avaliação econômica para tomada de decisão;

 Propor medidas corretivas a fim de melhorar a eficiência da empresa.

Segundo Ricardino (2005), é possível definir como característica da Contabilidade Gerencial, a precisão e a defesa dos interesses da empresa, pois são fornecidos dados e números precisos, possibilitando a recomendação da melhor decisão a ser tomada pela administração. A tomada de decisão deve ser elaborada de acordo com os objetivos dos gestores da organização, para o autor acima citado os mais comuns são:

 Foco no cliente;

 Cadeia de valor e análise da cadeia de suprimentos;

 Fatores críticos de sucesso;

 Melhoria contínua e Benchmarking.

O conhecimento dos acontecimentos da organização facilita o planejamento e a resolução de problemas.

2.2. ÁREA DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE GERENCIAL NAS EMPRESAS

A utilização da Contabilidade Gerencial dentro da empresa proporciona diversas informações que ajudam os gestores a tomarem decisões relativas à produção, vendas, orçamentos, planejamento, etc. Os gerentes de empresas industriais e das empresas de serviços, com um ambiente muito mais competitivo necessitam de informações gerenciais e relevantes sobre os seus custos efetivos, para ajudarem seus engenheiros e projetarem produtos que podem ser fabricados eficientemente, avisar onde são necessárias as melhorias em qualidade, eficiência e rapidez nas operações de produção, orientar as decisões sobre mix de produto, escolher entre fornecedores alternativos, negociar com clientes sobre preços alternativos, especificações do produto, qualidade, entrega e serviços (IUDÍCIBUS, MARTINS, GELBCKE, 2003).

Tendo em vista que uma organização é estruturada de forma hierárquica, a contabilidade gerencial deve suprir, através do sistema de informação contábil gerencial, todas as áreas da organização.

Como cada nível de administração dentro da empresa utiliza a informação contábil de maneira diversa, cada qual com um nível de agregação diferente, o sistema de informação contábil gerencial deverá providenciar que a informação contábil seja trabalhada de forma especifica para cada segmento hierárquico da organização.

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CAPÍTULO III

FERRAMENTAS DE GESTÃO E BENEFÍCIOS

3.1. CONTABILIDADE GERENCIAL COMO FERRAMENTA PARA GESTÃO FINANCEIRAS DAS MPE’S.

Não importa o porte da empresa. Seja ela uma micro, pequena, média ou grande empresa, a Ciência Contábil sempre terá a mesma definição. FRANCO (1997, p. 21) define a contabilidade de forma a expressar a contribuição valorosa desta ciência para o processo de decisão:

“ A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a interpretação dos fatos nele ocorridos, com o fim de oferecer informações sobre sua composição e variação, bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial”

Tendo reconhecido a importância que a informação gerencial exerce sobre o processo de tomada de decisão pergunta-se: Quais as técnicas contábeis e ferramentas gerenciais devem ser aplicadas para uma Pequena Empresa? Quais as dificuldades para se desenvolver um trabalho gerencial voltado para as Pequenas Empresas?

POMPERMAIER (1999.p.89) afirma que todas as teorias e práticas conhecidas, desenvolvidas e executadas nas grandes instituições, podem ser aplicadas nas pequenas e médias empresas, com algumas ou muitas adaptações. Também explica que para desenvolver um trabalho que permita a aplicação da contabilidade gerencial, as dificuldades dependem, fundamentalmente, da vontade dos diretores e da capacidade técnica dos profissionais da área contábil. A contabilidade gerencial se difere da contabilidade habitualmente utilizada nas Micro e Pequenas Empresas que se restringe a preocupação com o fisco e as rotinas trabalhistas. IUDICIBUS (apud PADOVEZE, 2000.p.27) nos faz compreender melhor este campo da contabilidade gerencial e sua importância:

“A Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na Análise Financeira e de Balanços, etc, colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório”.

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A decisão de se implantar a contabilidade gerencial na empresa trará uma infinidade de ferramentas gerenciais que auxiliarão o empresário na gestão financeira de sua empresa. Dessa forma estará exercendo a capacidade administrativa que é exigida nos dias de hoje para lidar com as tarefas diárias que, por mais simples que pareçam, influenciarão os resultados da empresa.

Segundo ALMEIDA (apud KASSAI, 1997), não é fundamental que o empresário de MPE’s tenha um conhecimento profundo de técnicas administrativas e contábeis para garantir uma boa gestão, dada a simplicidade de funcionamento de uma MPE. Importa é adaptar as teorias e práticas conhecidas, desenvolvidas e executadas nas grandes empresas à realidade, necessidade e capacidade das pequenas empresas. POMPERMAIER (1999) confirma tal possibilidade e ainda comenta que as dificuldades dependem, fundamentalmente, da vontade dos diretores e da capacidade técnica dos profissionais da área contábil. Com as devidas adaptações e com o reconhecimento de sua utilidade por parte do empresário, a contabilidade, em seu foco gerencial, poderá transformar-se na principal ferramenta estratégica para o desenvolvimento e até mesmo para sobrevivência da pequena empresa.

A Contabilidade Gerencial é ferramenta para administração das finanças. Para GITMAN (1997), as atividades chaves do administrador financeiro são:

 Realizar análises e planejamento financeiro;

 Tomar decisões de investimento;

 Tomar decisões de financiamentos.

Para que o empresário de pequena empresa exerça estas atividades é necessário que ele também tenha acesso a instrumentos contábeis que permitam a melhor decisão. Pois, diferente das grandes empresas que possuem recursos financeiros para implantação de complexos sistemas de contabilidade, para contratação de profissionais altamente qualificados, para contratação de assessorias e diversas outras possibilidades, empregadas conforme a sua necessidade e capacidade de recursos financeiros, a pequena empresa é carente de recursos devido às dificuldades e desafios do mercado. Por isso, é necessário adaptar as ferramentas contábeis utilizadas pelas grandes empresas, como o Balanço Patrimonial (BP), Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), Plano de Contas, Centro de Custos, Fluxo de Caixa e Indicadores econômico-financeiros, para que seja possível o seu uso pelo pequeno empresário.

As micro e pequenas empresas são unidades econômicas cuja finalidade é o lucro, e para atingir esse fim, necessitam de alguns procedimentos, conforme exposto a seguir:

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FIGURA 01 – CONCEITO DE GESTÃO DE UMA MPE

Observa-se que, conforme Takeshy e Faria (2004), as MPEs adquirem insumos produtivos desembolsando despesas, e ao repassarem estes insumos conseguem receitas. Complementando esta cadeia produtiva, estas empresas alocam ativos para ajudar na transformação desses insumos, que não podem ficar parados nem estocados, em produtos (bens ou serviços) que precisam ser posteriormente vendidos.

Ainda segundo os mesmos autores, para que estas empresas sobrevivam, elas precisam ter lucratividade que é afetada pelo menor valor de despesas (< D) e, principalmente, pelo maior valor conseguido de receitas, sendo estas grandezas diretamente proporcionais à produtividade (R/D). Por fim, percebe-se na ilustração que todo o processo é alcançado através de técnicas de gerenciamento.

No Brasil, a cada ano são criadas cerca de 560 mil novas empresas e com elas muitos postos de trabalho (IBGE, 2008). Em contrapartida, muitas dessas empresas encerram suas atividades. Nas micro e pequenas empresas isso não é diferente. Algumas não suportam as pressões normais do cotidiano e acabam fechando antes dos primeiros cinco anos de vida. O país acaba sendo berço de várias empresas e também cemitério de muitas outras, e as causas da mortalidade são várias.

A pesquisa do SEBRAE (2007) mostra que uma das principais causas de mortalidade das MPEs está nas falhas gerenciais, destacando-se nestas: má administração do fluxo de caixa, falta de capital de giro, seguido de falta de planejamento prévio e de levantamento de dados sobre o público-alvo da empresa.

As micro e pequenas empresas são entidades jurídicas que necessitam de processos burocráticos, tanto em sua abertura, quanto para seu funcionamento correto, e assim carecem inteiramente da intervenção da contabilidade. A gestão de entidades, sabidamente, é um processo complexo, inesgotável, mas pode ser facilitada quando se tem uma adequada contabilidade.

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Dentre as vantagens de utilizar-se de dados contábeis para gerenciamento, podemos listar:

 Apuração de custos

 Projeção de orçamentos empresariais

 Análise de desempenho (índices financeiros)

 Cálculo do ponto de equilíbrio

 Determinação de preços de vendas

 Planejamento tributário

 Controles orçamentários

 Teoria das Restrições (TOC) Contabilidade por Ganho

 Balanced Scorecard

 ABM/GECON – Sistema de Informação de Gestão Econômica

3.2. FERRAMENTAS CONTÁBEIS SIMPLIFICADAS PARA O GERENCIAMENTO DAS MPE’S.

As ferramentas contábeis gerenciais estão ao alcance de qualquer tipo de empresa garantindo a diferenciação por meio do conhecimento, sendo auxílio ao gerenciamento.

No que se refere às micro e pequenas empresas, Lacerda (2006, p. 19) afirma que “para que o empresário de pequena empresa exerça suas atividades é necessário que ele também tenha acesso a instrumentos contábeis que permitam a melhor decisão”.

Marion (2010) sugere nas MPEs, a utilização de algumas ferramentas, como cálculo de margem de contribuição e do preço de venda, relatório de contas a pagar e a receber, fluxo de caixa, controles de estoque por produto e de movimentação bancária.

Kassai (1997) expõe que o fluxo de caixa é a ferramenta mais adequada para as micro e pequenas empresas devido a fácil compreensão.

Essas ferramentas são de fácil compreensão aos micro e pequenos empresários, e se adaptam com facilidade às necessidades dos mesmos, pois ainda segundo Lacerda (2006), diferente das grandes empresas que possuem recursos financeiros para implantação de complexos sistemas de contabilidade, capacidade de recursos financeiros, e outras possibilidades, empregadas conforme a sua necessidade, a pequena empresa é carente de recursos. Por isso, é necessário adaptar as ferramentas contábeis utilizadas pelas grandes empresas.

Veremos a seguir as ferramentas mais indicadas para uma boa gestão empresarial.

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3.2.1. Relatórios Contábeis

A contabilidade é uma ciência que tem por objetivo auxiliar os usuários na gestão de suas entidades, produzindo informação útil e confiável. Estas informações podem ser dispostas através de alguns relatórios de importância incontestável.

Iudícibus e Marion (2002, p.73) conceituam relatórios contábeis como “[…] a expressão resumida e ordenada de dados colhidos pela contabilidade. Ele objetiva relatar às pessoas que utilizam os dados os principais fatos registrados por aquele setor em determinado período”.

Kassai (1997) em seu artigo publicado demonstra a adaptação de dois relatórios para as MPEs: o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. Estes relatórios podem ser considerados como os de mais fácil compreensão, cujo entendimento da composição e utilidade dos mesmos representam, de certa forma, uma poderosa ferramenta de apoio e gerenciamento não só para as empresas de grande porte, mas também para os empreendimentos de pequeno porte, pois através da interpretação dessas demonstrações, poder-se-á obter auxílio oportuno para a tomada de decisão.

Resumidamente, o Balanço Patrimonial traz de forma resumida informações pertinentes sobre os direitos e obrigações da entidade e sobre a riqueza dos sócios representada pelo patrimônio líquido.

No que diz respeito à Demonstração do Resultado do Exercício, pode-se dizer que este relatório demonstra de forma organizada como a entidade renova seu ciclo e movimenta seus recursos produtivos com o intuito de gerar riquezas a cada instante. Ribeiro (2002, p.338) destaca a importância da DRE de forma clara e objetiva quando afirma que “a partir dessa demonstração, pode-se verificar o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período, geralmente igual a um ano”.

FIGURA 01 – MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL

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FIGURA 02 – MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE

3.2.2. Indicadores Financeiros

Como já dito anteriormente, a ciência contábil pode ser vista como a ciência que interpreta e analisa os dados obtidos através de relatórios e demonstrativos que lhe são peculiares, como por exemplo, as demonstrações contábeis mencionadas no tópico anterior.

A análise destas demonstrações representa, em suma, um dos instrumentos e ferramentas mais importantes para o processo de gestão contábil global, baseando-se no exame minucioso dos dados financeiros disponíveis sobre a empresa, bem como as condições internas e externas que a afetam financeiramente.

Através dos dados obtidos sobre essas demonstrações, é possível avaliar e diagnosticar a real situação econômico-financeira da empresa e, a partir desta realidade, tomar decisões mais coerentes.

Um exemplo clássico disso é a análise e interpretação dos indicadores ou índices econômicos e financeiros de uma entidade, independente do seu porte ou ramo de atividade, e que pode ser feita através da interpretação destas demonstrações.

Para Santos (2001, p. 21), “o ciclo financeiro é o intervalo de tempo entre eventos financeiros ocorridos ao longo do ciclo operacional, representados pelo pagamento a fornecedores e pelo recebimento das vendas”. Daí surge a necessidade de enfatizar alguns índices que são pertinentes às microempresas, a saber: índice de liquidez geral, índice de liquidez corrente e índice de liquidez seca.

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Para as microempresas, representada por seus administradores ou proprietários, a observação e análise destes indicadores constituem ferramentas gerenciais indispensáveis para a tomada de decisões mais coerentes.

FIGURA 01 – ÍNDICES A SEREM ANALIZADOS

FIGURA 02 – ÍNDICES DE LIQUIDEZ

3.2.3. Fluxo de caixa

O Fluxo de caixa de uma empresa pode se entendido como o conjunto de entradas e saídas de dinheiro no decorrer de um período determinado, indicando a situação financeira desta entidade, levando em consideração as origens e aplicações de recursos (ZDANOWICZ apud VIEIRA, 2008).

Takeshy e Faria (2004, p. 199) complementam definindo o fluxo de caixa como “uma forma eficaz de analisar o movimento financeiro da empresa evidenciando a fatal diferença entre lucros e a situação do caixa”.

Os pequenos empresários normalmente não têm critério de comercialização, não conhecem sua situação financeira e tomam decisões baseadas apenas no sentimento (KASSAI, 1997), esquecendo-

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se de visualizar sua situação financeira e econômica. O autor ainda reitera dizendo que se o gestor tiver que se limitar a um demonstrativo financeiro, é preferível escolher o fluxo de caixa.

Dentro deste contexto, acredita-se que esta ferramenta seja um orientador para micro e pequena empresa para tomada de decisões, onde é possível planejar, organizar e controlar os recursos financeiros da empresa, verificando a necessidade de capital de giro, a capacidade de pagamento por um determinado período e a possibilidade de investimentos, tornando-se um instrumento indispensável para conduzir a empresa com rentabilidade.

FIGURA 01 – MODELO DE FLUXO DE CAIXA

3.2.4. Orçamento Empresarial

Toda e qualquer entidade, para gerir seus negócios, necessita do controle orçamentário, que tem como premissas básicas o planejamento e o controle. Entende-se, portanto, que controle orçamentário é a utilização de orçamentos e relatórios correspondentes, tendo em vista coordenar, controlar e avaliar as operações da empresa, de acordo com os objetivos estabelecidos antecipadamente pela sua administração (BOMFIM E PASSARELLI, 2003).

Para Padoveze (2010, p. 517), “orçamento é a ferramenta de controle por excelência de todo o processo operacional da empresa, pois envolve todos os setores da companhia”.

Isto permite inferir que o orçamento é de primordial importância para a empresa e ainda que esta ferramenta pode ser implantada nas micro e pequenas empresas como auxílio a gestão, pois o

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orçamento constitui uma técnica propensa a ser aplicada em todos os empreendimentos bem- sucedidos no mundo, independente do porte ou natureza.

FIGURA 01 – PROCESSO DE PLANEJAMENTO E CONTROLE ORÇAMENTÁRIO

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3.2.5. Ponto de Equilíbrio na MPE

Para uma avaliação de resultados em função do comportamento dos custos, os micro e pequenos empreendedores podem utilizar como ferramenta gerencial a análise do ponto de equilíbrio – PE.

Um conceito bem simples e fácil de ser entendido.

Segundo Takeshy e Faria (2004), o ponto de equilíbrio é a definição do quanto precisa ser vendido/produzido na MPE para cobrir os custos e ainda obter lucros.

O ponto onde a reta da receita total corta a de custo total é o ponto de equilíbrio, que na pequena empresa é determinado quando a receita obtida cobre os gastos ocorridos na venda, por exemplo, água, luz, telefone, entre outros.

Para um melhor entendimento pode-se dizer que, o ponto de equilíbrio é a quantidade mínima que a micro e pequena empresa deve produzir e vender para que não tenha prejuízo (TAKESHY E FARIA, 2004).

A análise do ponto de equilíbrio é importante para a gestão financeira, pois permite definir o nível mínimo de operações para a viabilidade do negócio, além de propiciar a avaliação da lucratividade decorrente das vendas (CRC/SP, 2000).

Percebe-se que todas as práticas e métodos contábeis gerenciais conhecidos e executados nas grandes organizações, podem ser aplicados e adaptados nas micro e pequenas empresas, entretanto, para isso conta-se com esforços de todas as partes, tanto dos gestores destes empreendimentos como e principalmente dos profissionais contábeis que são os sabedores e detentores dos conhecimentos destas ferramentas eficazes a gestão.

FIGURA 01 – EXEMPLO DE GRÁFICO DO PONTO DE EQUILÍBRIO

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FIGURA 02 – FÓRMULAS DO PONTO DE EQUILÍBRIO

3.2.6. Apuração de Custos

No seu sentido mais geral, custo é o valor pago ao trabalho necessário para a produção de bens ou serviços.

O conceito de custo é muitas vezes confundido com os conceitos de preço, despesa ou de desembolso financeiro. É comum dizer-se que, se um bem ou serviço tem um preço alto, esse bem ou serviço "custa" muito caro.

Custo é tudo aquilo que incide e afeta diretamente no preço de aquisição e/ou produção de um produto.

A contabilidade gerencial incorpora esses e outros conceitos econômicos para elaborar relatórios de custos, para uso dos gestores, no processo decisório.

No Brasil, o Decreto-Lei 1.598/77, em seu artigo 14 determina que: o contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração poderá utilizar os custos apurados para avaliação dos estoques de produtos, principalmente para fins fiscais.

Custos são gastos que a entidade realiza com até tornar o seu produto pronto para ser comercializado (fabricando-o ou apenas revendendo-o) ou até realizar um serviço contratado. Uma diferença básica entre custo e despesa é que "custo" traz um retorno financeiro e pertence à atividade fim da entidade (determinada no seu contrato social, na cláusula do objeto). Já a despesa é um gasto com atividades meio e não gera retorno financeiro, apenas propiciando um certo

"conforto" ou funcionalidade ao ambiente empresarial.

A razão para se classificar os gastos correntes de uma entidade em despesas e custos é que o primeiro vai direto para o resultado do período. Já os custos dizem respeito à formação de um estoque (de produtos acabados) e à sua venda. Finalmente, serão levados ao resultado, o que pode levar meses ou até anos.

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3.2.6.1. Principais Métodos de Custeio

FIGURA 01 – MÉTODOS DE CUSTEIO MAIS UTILIZADOS E SUAS APLICAÇÕES

FIGURA 02 – ESQUEMA BÁSICO DO CUSTEAMENTO

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Custeio RKW

Custeio RKW (Reichskuratoriun fur Wirtschaftlichtkeit) é um processo de fixação de preço do produto com base na alocação dos custos fixos e variáveis, somados a eles também as despesas que a empresa apresenta. Surgiu na Alemanha ao redor de 1900. Este sistema de custeio foi utilizado antes da determinação atual da legislação fiscal (custo de absorção) brasileira, e sua principal vantagem era de que em qualquer aumento de um item (custo ou despesa) seria possível calcular o seu efeito no preço final do produto.

Custeio Direto (ou Variável): É um método de custeio usado para alocação apenas dos custos variáveis ao produto. Segundo Leoni "o sistema de custeio variável ou direto é um método que considera apenas os custos variáveis de apropriação direta como custo do produto ou serviço". Ele é usado para eliminar qualquer distorção na apuração dos custos oriundos de problemas com rateios, pois os custos fixos são tratados como despesas.

Custeio por absorção (ou integral): O sistema de custeio por absorção é o sistema que apura o valor dos custos dos bens ou serviços, tomando como base todos os custos da produção incluindo os custos diretos, indiretos, fixos e variáveis. Segundo Meglioni, " o custeio por absorção é o método que consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos de produção, quer de forma direta ou indireta. Assim todos os custos, sejam eles fixos ou variáveis, são absorvidos pelos produtos.

Custo-padrão: são custos predeterminados, porém, diferentemente dos custos estimados, são calculados com base em parâmetros operacionais, e utilizados em operações repetitivas de produção, onde não compensaria calcular o custo individual de cada repetição.

Custeio ABC: A alocação dos custos indiretos são baseadas nas atividades relacionadas.

3.2.6.1. Quanto ao método de apuração dos custos

Custos fixos: são os custos cujo valor total não se altera independentemente da quantidade de bens ou serviços produzidos. Porém o custo fixo unitário se altera de forma inversamente proporcional à quantidade produzida. Ex: custo de aluguel.

Custos variáveis: são os custos que, em bases unitárias possuem um valor que não se altera quando mudam as quantidades produzidas, porém, cujo valor total é diretamente proporcional à quantidade produzida. Ex.: custo de matérias-primas.

Custo total (CT): é a soma de custos variáveis (CV) e custos fixos (CF):

CT=CF+CV

Custos diretos: são os custos suscetíveis de serem identificados com os bens ou serviços produzidos, ou seja, têm parcelas definidas atribuídas a cada unidade de produto (ou lote de produtos) produzido. Exemplo: mão-de-obra direta e matérias-primas.

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Custos indiretos: todos os outros custos que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição a cada unidade ou lote produzido. No jargão da contabilidade brasileira eles são chamados de CIF (custos indiretos de fabricação).

Saber gerenciar e usar de forma estratégica os custos revela a compreensão de muitos fatores dentro de uma organização. De acordo com Govindarajan e Shank (1997) o fato de compreender os custos, saber interpretá-los e usá-los a favor da eficiência e sucesso da empresa, gera a complexa interação do conjunto de direcionadores de custos em ação, em determinadas situações.

Hoje em dia, o conhecimento aguçado e a preocupação na eficiência do controle dos custos são imprescindíveis para qualquer organização que se espera manter atuante no mercado. Torna-se essencial “o perfeito gerenciamento dos ganhos, em uma extremidade, e dos custos e despesas, na outra.” (PEREZ; OLIVEIRA; COSTA, 2010, p. 15).

3.2.7. Determinação de preços de vendas

Toda empresa, seja industrial, comercial ou de serviços, precisa determinar, com precisão, seus preços de venda, sob pena de perder mercados (por praticar preços acima da concorrência) ou sofrer prejuízos pela venda de seus produtos, mercadorias e serviços abaixo do custo.

Basicamente, a formação do preço de venda pode ser simplificada pela equação Custo + Lucro + Despesas Variáveis = Preço de Venda.

A apuração dos custos se faz pelos próprios elementos da contabilidade, com auxílio de informações extra contábeis, como controles de estoques, rateios de custos indiretos, horas de produção, etc.

Desta forma, a contabilidade de custos pode ser definida como um conjunto de registros específicos, baseados em escrituração regular (contábil) e apoiada por elementos de suporte (planilhas, rateios, cálculos, controles) utilizados para identificar, mensurar e informar os custos das vendas de produtos, mercadorias e serviços.

As despesas administrativas, apesar de não serem registradas, habitualmente, como custos contábeis, precisam ser mensuradas e acrescentadas à planilha de custos, para a correta formação do preço, pois se tratam de encargos necessários e que devem ser remunerados pelas vendas.

Quanto ao lucro, convém ressaltar que este pode ser fixado por produto, por hora de serviço ou atividade, ou ainda em termos de percentual sobre as vendas.

As despesas variáveis compreendem, entre outras: fretes sobre vendas, comissões, encargos financeiros para suporte do prazo de recebimento das faturas e tributos sobre vendas.

Somados todos os itens se determinará o preço. Este precisa ser avaliado, comparado, analisado, equalizado com os preços da concorrência.

Estabelecer o preço de venda é um dos mais importantes momentos nas decisões a serem implantadas na empresa. O preço das mercadorias/produtos/serviços pode representar o sucesso, a rentabilidade, a competitividade ou não da empresa, e, consequentemente, sua existência ou não.

(29)

Pode-se afirmar que, a fixação de preços de venda dos produtos e serviços é uma questão que afeta diariamente a vida de uma empresa, independentemente de seu tamanho, da natureza de seus produtos ou do setor econômico de sua atuação. Esta dificuldade de formar preço de venda pode atingir toda uma cadeia produtiva, desde o fornecedor da matéria-prima, passando pelo fabricante, distribuidores, varejistas até o consumidor final. (SANTOS, 1995).

FIGURA 01 – FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

3.2.8. Teoria das Restrições (TOC) Contabilidade por Ganho

A Contabilidade de Ganhos (CG) é uma abordagem baseada em princípios de contabilidade e de gestão abrangentes que fornece aos gestores informações de apoio à decisão para a melhoria da rentabilidade da empresa. Embora a CG não seja um assunto tão novo, ainda é inovador para a contabilidade gerencial. Ela identifica os fatores que limitam uma organização de atingir o seu objetivo, e, em seguida, concentra-se em medidas simples em áreas-chave para alcançar as metas organizacionais.

A CG foi proposta pelo falecido Eliyahu M. Goldratt (falecido 11 de junho de 2011) como uma alternativa à contabilidade de custos tradicional. Como contabilidade, não é nem contabilidade de custos nem de custeio, porque não aloca todos os custos (despesas fixas e variáveis, incluindo despesas gerais) para produtos e serviços vendidos ou fornecidos por uma empresa. Considera que apenas os custos que variam totalmente com as unidades produzidas (CTV), como as matérias- primas, são alocados aos produtos e serviços que são deduzidos das vendas para determinar o Ganho.

A Contabilidade de Ganhos é uma técnica de contabilidade de gestão utilizada como medida de desempenho da teoria das restrições (TOC). É a inteligência de negócios utilizada para maximizar os lucros, no entanto, ao contrário de contabilidade de custos que se concentra principalmente em

"corte de custos e redução de despesas para aumentar o lucro", a Contabilidade de Ganhos se concentra principalmente no aumento do Ganho. Conceitualmente, a Contabilidade de Ganhos procura aumentar a velocidade ou taxa na qual o Ganho é gerado por produtos e serviços no que diz respeito à restrição de uma organização, podendo esta restrição ser interna ou externa à organização.

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FIGURA 01 – ESQUEMA DA TEORIA DA RESTRIÇÃO

3.2.9. Balanced Scorecard

Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School (HBS) Robert Kaplan e David Norton, em 1992. Os métodos usados na gestão do negócio, dos serviços e da infra-estrutura baseiam-se normalmente em metodologias consagradas que podem utilizar a TI (tecnologia da informação) e os softwares de ERP (Enterprise Resource Planning) como soluções de apoio, relacionando-a à gerência de serviços e garantia de resultados do negócio. Os passos dessas metodologias incluem: definição da estratégia empresarial, gerência do negócio, gerência de serviços e gestão da qualidade; passos estes implementados através de indicadores de desempenho.

O Balanced Scorecard é utilizado por centenas de organizações do setor privado, público e em ONG’s no mundo inteiro e foi escolhido pela renomada revista Harvard Business Review (HBR) como uma das práticas de gestão mais importantes e revolucionárias dos últimos 75 anos.

O seu surgimento está relacionado com as limitações dos sistemas tradicionais de avaliação de desempenho, o que não deixa de ser um dos problemas do planejamento estratégico, uma importante ferramenta de gestão estratégica.

O BSC motiva melhorias não incrementais em áreas críticas, tais como desenvolvimento de produtos, processos, clientes e mercados.

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As experiências de aplicação do BSC revelam que executivos arrojados utilizam o BSC não apenas como um instrumento de medida do desempenho organizacional, mas também como ferramenta de gestão, sendo também utilizado para estabelecer metas individuais e de equipes, remuneração, alocação de recursos, planejamento, orçamento, feedback e aprendizagem estratégica.

O BSC não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta de gestão sob a qual orbita um novo modelo organizacional chamado de Organização Orientada para a Estratégia. Nessas organizações, o BSC é utilizado para alinhar as unidades de negócio, as unidades de serviço compartilhado, as equipes e os indivíduos em torno das metas organizacionais gerais, ou seja, alinhá-los à estratégia da empresa.

FIGURA 01 – BALANCED SCORECARD - BSC

3.2.9.1. Componentes do BSC Mapa estratégico

Descreve a estratégia da empresa através de objetivos relacionados entre si e distribuídos nas quatro dimensões (perspectivas).

Objetivo estratégico

O que deve ser alcançado e o que é crítico para o sucesso da organização.

Indicador

Como será medido e acompanhado o sucesso do alcance do objetivo. Qualquer indicador deve cumprir os seguintes requisitos:

 Ser claro, transmitir informação clara e confiável sobre o evento a analisar;

 Fácil de obter, mediante o acesso intuitivo a uma aplicação informática;

 Coerente com os fins estabelecidos, com a Visão e Missão da organização, medindo e controlando os resultados alcançados;

(32)

 Adequado e oportuno, estando disponível para a tomada de decisão;

 Ter a sua unidade de medida corretamente identificada: números absolutos (n.º), percentagens (taxas de crescimento, pesos) (%), dias, horas, valores ...;

 Ter um responsável designado capaz de atuar sobre os indicadores.

 Deixar as estratégias claras a toda a empresa.

 Alinhar as metas interdepartamentais e pessoais à estratégia como fonte de vantagem competitiva para as organizações: uma revisão bibliográfica. In: Ensino de Engenharia de Produção: Desafios, Tendências e Perspectiva, 12., 2006, São Paulo. Anais....São Paulo:

SIMPEP, 2006.

 Ligar os objetivos estratégicos com as metas alcançadas de longo prazo e os orçamentos anuais.

Meta

Refere-se ao nível de desempenho ou a taxa de melhorias que tem que ser realizadas para que os objetivos sejam alcançados.

Planos de ação

Relatam as ações práticas necessárias para que se alcancem os objetivos estratégicos organizacionais.

FIGURA 02 – EXEMPLO DOS COMPONENETES DO BSC

Pode-se dizer que o BSC apresenta uma ordenação de conceitos e ideias preexistentes de uma forma lógica, objetiva e inteligente. Sua correta aplicação implica uma série de benefícios, como integração de medidas financeiras e não financeiras, comunicação e feedback da estratégia, vínculo da estratégia com planejamento e orçamento, garantia de foco e alinhamento organizacional, entre outros. Entretanto, não pode ser considerado como uma panaceia e como única alternativa para todos os males do planejamento estratégico e da administração estratégica.

(33)

CONCLUSÃO

O trabalho mostrou importância da contabilidade gerencial na gestão de empresas, apresentando possibilidades de se manter atuante e alcançar a vantagem competitiva, pois com o alto nível competitivo da economia, torna-se necessário a otimização dos recursos disponíveis na organização de forma a alinhá-los as exigências do mercado.

Foram apresentadas ferramentas simplificadas, onde se é possível obter informações seguras que auxiliam nas tomadas de decisões dos gestores, permitindo uma avaliação do presente para uma projeção futura, tendo como objetivo o retorno esperado pelos investidores.

O objetivo principal foi incentivar as empresas a utilizarem a contabilidade gerencial como ferramenta de gestão, mostrando os benefícios do suporte informacional que ela possui em relação à situação econômica, financeira e patrimonial.

O trabalho foi apresentado em três etapas, a primeira se refere à origem, conceito e evolução, logo após a área de atuação, e por fim apresentando as ferramentas que podem ser utilizadas. As informações trouxeram um maior conhecimento sobre esta área, possibilitando a abertura de novos horizontes no que diz respeito à organização e controle de empresas.

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BIBLIOGRAFIA

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CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Custos: Ferramentas de Gestão. Coordenação José Barbosa da Silva Júnior. – São Paulo: Atlas, 2000.

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ÍNDICE

FOLHA DE ROSTO 01

AGRADECIMENTOS 03

DEDICATÓRIA 04

RESUMO 05

METODOLOGIA 06

SUMÁRIO 07

INTRODUÇÃO 08

CAPÍTULO I

Origem, Conceito e Evolução 09

1.1 Origem 09

1.2 Conceito 10 1.3 Evolução 12 CAPÍTULO II

Objetivos e Área de Atuação 13

2.1 Objetivos da Contabilidade Gerencial 13

2.2 Área de Atuação da Contabilidade Gerencial nas Empresas 14 CAPÍTULO III

Ferramentas de Gestão e Benefícios 15

3.1 Contabilidade Gerencial como Ferramenta para Gestão Financeiras das MPE’S 15 3.2 Ferramentas Contábeis Simplificadas para o Gerenciamento das MPE’S 18

3.2.1 Relatórios Contábeis 19

3.2.2 Indicadores Financeiros 20

3.2.3 Fluxo de caixa 21

3.2.4 Orçamento Empresarial 22

3.2.5 Ponto de Equilíbrio na MPE 24

3.2.6 Apuração de Custos 25

3.2.6.1 Principais Métodos de Custeio 26

3.2.6.2 Quanto ao método de apuração dos custos 27

3.2.7. Determinação de preços de vendas 28

3.2.8 Teoria das Restrições (TOC) Contabilidade por Ganho 29

3.2.9 Balanced Scorecard 30

3.2.9.1 Componentes do BSC 31

CONCLUSÃO 33

BIBLIOGRAFIA 34

Referências

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