E L A B O R A Ç Ã O R E V I S Ã O V A L I D A Ç Ã O. Alayanne Menezes da Silveira - Diretora Técnica - DITEC ISGH F O R M A T A Ç Ã O D A T A S

Texto

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| E L A B O R A Ç Ã O |

John Herbeth de Moura Nascimento - Enfermeiro - Hotelaria | HRSC Haysha Maylla Castelo e Silva - Enfermeira - SCIH | HRSC

Antônio Fábio Martins Correia - Engenheiro de Segurança do Trabalho - SESMT| HRSC

| R E V I S Ã O |

Alessandra Rocha Mororó Pinheiro - Assessor Técnico - DITEC | ISGH

Tamylles Aragão Ximenes - Assessora Técnica da Qualidade - NUGESP | HRSC

| V A L I D A Ç Ã O |

Alayanne Menezes da Silveira - Diretora Técnica - DITEC | ISGH

| F O R M A T A Ç Ã O | Conteúdo | ISGH

| D A T A S |

Versão 00: Março de 2020

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1 INTRODUÇÃO PÁG. 08 2 CARACTERÍSTICAS DO ESTABELECIMENTO PÁG. 10

2.1 IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE PÁG. 10

2.2 LOCALIZAÇÃO PÁG. 11

2.3 TIPO DE SERVIÇO TERCEIRIZADO PÁG. 12

3 ESTRATÉGIA PARA IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE HIGIENIZAÇÃO

HOSPITALAR PÁG. 12

3.1 CRONOGRAMA DE TREINAMENTO - HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR PÁG. 13 4 AMBIENTE HOSPITALAR E TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES PÁG. 13

4.1 CONCEITOS BÁSICOS PÁG. 15

5 CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES PÁG. 16

5.1 ÁREAS CRÍTICAS PÁG. 16

5.2 ÁREAS SEMICRÍTICAS PÁG. 16

5.3 ÁREAS NÃO CRÍTICAS PÁG. 17

6 CORRELACIONANDO A CRITICIDADE ÀS ÀREAS DO HRSC PÁG. 17

6.1 ÁREAS CRÍTICAS PÁG. 17

6.2 ÁREAS SEMICRÍTICAS PÁG. 17

6.3 ÁREAS NÃO CRÍTICAS PÁG. 17

7 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES PÁG. 18

7.1 TIPOS DE LIMPEZA HOSPITALAR PÁG. 18

7.2 LIMPEZA E DESINFECÇÃO CONCORRENTE DA UNIDADE/ZONA DO PACIENTE PÁG. 19 7.3 LIMPEZA TERMINAL DE BANHEIROS (TETO, PAREDES EXTERNAS AO BOX E PORTA) PÁG. 21 7.4 LIMPEZA NO AMBIENTE OPERATÓRIO RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS BASEADAS EM

EVIDÊNCIAS PÁG. 25

7.5 MÉTODOS DE HIGIENIZAÇÃO PÁG. 26

8 PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA LIMPEZA HOSPITALAR PÁG. 28 9 LEGISLAÇÕES SOBRE SANEANTES INDICADOS PARA LIMPEZA E

DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES PÁG. 30 9.1 PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIES PÁG. 32 9.2 PRODUTOS UTILIZADOS NA DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES PÁG. 33 10 EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PARA LIMPEZA DE SUPERFÍCIES

AMBIENTAIS PÁG. 34

10.1 CARRO FUNCIONAL PÁG. 34

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10.2 ESCADAS PÁG. 36

10.3 PANO MULTIUSO (PERFEX) PÁG. 37

10.4 BALDES ESPREMEDORES PÁG. 37

10.5 MOPs PÁG. 38

10.6 PÁS DE LIXO PÁG. 41

10.7 ESPONJA DUPLA FACE PÁG. 41

10.8 ASPIRADOR DE PÓ PÁG. 41

10.9 CARRO COLETORES DE LIXO PÁG. 42

10.10 ENCERADEIRAS E POLIDORAS PÁG. 43

10.11 RODOS PÁG. 43

10.12 FIBRAS PARA LIMPEZA PÁG. 43

10.13 BALDES AUXILIARES PÁG. 44

10.14 LIMPA VIDROS PÁG. 44

10.15 MÃO MECÂNICA PÁG. 45

10.16 MINILOOK PÁG. 45

11 TÉCNICA DE LIMPEZA PÁG. 46

11.1 MOVIMENTOS PÁG. 46

11.2 SENTIDO PÁG. 46

11.3 MATERIAL UTILIZADO PÁG. 46

11.4 PERIODICIDADE DAS LIMPEZAS PÁG. 46

11.5 REGRAS PARA LIMPEZA DE SUPERFÍCIES PÁG. 47

11.6 INSTRUÇÕES GERAIS PÁG. 49

12 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS PÁG. 50

12.1 INDICAÇÃO PÁG. 50

12.2 TÉCNICA PÁG. 50

12.3 CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS PÁG. 52 13 HIGIENE, CUIDADOS PESSOAIS E COM O AMBIENTE PÁG. 52

14 LIXO OU RESÍDUOS SÓLIDOS PÁG. 53

14.1 MANEJO PÁG. 55

15 ACONDICIONAMENTO DOS CESTOS DE LIXO PÁG. 56 16 PRINCÍPIOS GERAIS DA LIMPEZA E DESINFECÇÃO PÁG. 57

17 RECURSOS HUMANOS PÁG. 57

17.1 ATRIBUIÇÕES PÁG. 57

17.2 ATRIBUIÇÕES ADMINISTRATIVAS PÁG. 58

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17.3 QUANTO ÀS NORMAS INSTITUCIONAIS PÁG. 58

17.4 QUANTO À AQUISIÇÃO DE PRODUTOS SANEANTES PÁG. 58

17.5 QUANTO AO RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS PÁG. 59

17.6 QUANTO AOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PÁG. 59

17.7 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPCs) PÁG. 64

18 REFERÊNCIAS PÁG. 66

19 APÊNDICES PÁG. 68

19.1 CRONOGRAMA DE LIMPEZA TERMINAL - PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA PÁG. 68

19.2 FLUXOGRAMA DOS INSUMOS E SANEANTES PÁG. 69

19.3 CHECKLIST LIMPEZA TERMINAL PROGRAMADA PÁG. 70

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APRESENTAÇÃO

Este manual consiste no plano de limpeza e higienização hospitalar compreendendo as técnicas e orientações subsidiadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e inseridas na interface do contexto do Hospital Regional Sertão Central (HRSC).

O HRSC é um estabelecimento assistencial de saúde participante da rede de hospitais da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), localizado na cidade de Quixeramobim/CE. É administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), Organização Social qualificada pelo Decreto nº 26.811, do Governo do Estado do Ceará. Atende exclusivamente aos usuários do Sistema Único de Saúde, sendo referência de alta complexidade Atende a população de 631.037 habitantes dos 20 municípios da Macrorregião de Saúde do Sertão Central: Boa Viagem, Canindé, Caridade, Itatira, Madalena, Paramoti, Banabuiú, Choró, Ibaretama, Ibicuitinga, Milhã, Pedra Branca, Quixadá, Quixeramobim, Senador Pompeu, Solonópole, Aiuaba, Arneiroz, Parambu e Tauá.

O serviço de higienização hospitalar é algo inovador, que busca a excelência no trabalho através da aplicabilidade das técnicas e produtos com a finalidade de limpeza, descontaminação e desinfecção das superfícies.

Tem como objetivo oferecer uma abordagem sistematizada do processo de limpeza aplicado a toda área hospitalar, com propósito de minimizar os riscos de infecção hospitalar, proporcionando assim maior segurança e conforto aos pacientes, acompanhantes, funcionários e visitantes.

Este manual se propõe a fornecer subsídios para o melhor desempenho dos profissionais da higienização, com repercussões diretas na interface com as atividades do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Visa, também, conhecer melhor as técnicas mais adequadas de limpeza hospitalar, possibilitando a oportunidade de aprimorar as informações e as ações a toda a equipe de higienização, oferecendo condições para melhor utilização dos produtos, bem como monitoramento da limpeza, incidindo em melhoria da qualidade do serviço de limpeza e higienização dessa instituição hospitalar.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária APT – Adenosina trifosfato

AORN - Associação de Enfermagem Perioperatória ASG - Auxiliar de Serviços Gerais

CCA - Centro Cirúrgico Ambulatorial CCG - Centro cirúrgico Geral

CCO Centro Cirúrgico Obstétrico

CGRSS - Comissão de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde CME – Central de Material e Esterilização

CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente

CPRE - Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica DML – Depósito de Material de Limpeza

EPC – Equipamento de Proteção Coleti va EPI - Equipamentos de Proteção Individual GGSAN - Gerência Geral de Saneantes HRSC - Hospital Regional do Sertão Central

IRAS - Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde IRA - infecção respiratória aguda

IH - Infecção Hospitalar

ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar LT - Limpa Tudo

MRSA - Staphylococus aureus meticilinorresistente NBR – Normativa Brasileira de Referência

OMS – Organização Mundial de Saúde

PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde POP - Procedimento Operacional Padrão

RDC - Resolução da Diretoria Colegiada RSS – Resíduo de Serviço de Saúde

SESMT - Serviço de Engenharia, Medicina e Segurança do Trabalho SCIH - Serviço de Controle de Infecção Hospitalar

SESA – Secretaria de Saúde do Estado SUS – Sistema Único de Saúde

UCE – Unidade de Cuidados Especiais UTI – Unidade de Terapia Intensiva

VRE - Enterococcus resistentes à vancomicina

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1 INTRODUÇÃO

O Hospital Regional do Sertão Central (HRSC) tem como missão prover assistência, ensino e pesquisa através do cuidado excelente, inovador e integrado à rede de saúde do estado do Ceará, tendo como propósito prestar assistência de qualidade a nível secundário e terciário aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da Região Sertão Central do Estado do Ceará. Dessa forma, busca tornar-se uma instituição ágil, inovadora e focada no resultado socioambiental, inclusive no âmbito de formação da área de saúde, priorizando como valores institucionais a inovação, a ética, a qualidade, a justiça e a responsabilidade fiscal.

Inaugurado em 26 de Setembro de 2016, tendo em operação 30 leitos de Unidades de Terapia Intensiva Adulto (UTI), 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), 16 leitos de Unidades de Cuidados Intensivos(UCINco), 4 leitos de UCINca, 25 leitos de internamento obstétrico, 5 salas de parto normal, 14 leitos de Unidade de Cuidados Especiais Adulto (UCE), 29 leitos de Clínica médica, 29 leitos de Clínicas Cirúrgica, 29 leitos de clinica traumato ortopedica, 10 leitos de AVC agudo, 10 leitos de AVC subagudo, 5 salas cirúrgicas: sendo 3 salas no CCG e 2 no CCO e 14 leitos de recuperação pós anestésica. Além disso, oferece serviços de nutrição, psicologia, serviço social, análise laboratorial, imagem: endoscopia, colonoscopia, broncoscopia e neurorradiologia, além de exames de ressonância magnética, tomografia e ultrassonografia.

Estudos demonstram que planos de limpeza bem aplicado traz benefícios aos pacientes e à instituição, reduzindo índices de infecção hospitalar, custos e melhoria da qualidade assistencial prestada. Pode-se dizer que uma boa higienização das áreas hospitalares reduz a morbimortalidade, beneficiando pacientes com elevado risco de adquirir infecção hospitalar, principalmente os mais críticos como os internados em UTI, os submetidos a procedimentos invasivos, tratamento com antimicrobianos de amplo espectro por período prolongado e imunodeprimidos. Seu segundo maior benefício é a proteção para os profissionais de saúde (RUTALA & WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

Especial atenção deve ser atribuída ao ambiente em serviços de saúde pela importância da minimização da disseminação de microrganismos, pois podem atuar como fonte de patógenos potencialmente causadores de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), como os microrganismos multirresistentes. Destaca-se, portanto, a importância da higienização das superfícies em saúde, pois quando estas se encontram limpas e desinfetadas conseguem reduzir em cerca de 99% o número de microrganismos, enquanto que as que foram somente limpas, reduzem em 80% (RUTALA & WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

Conhecer o binômio saúde-doença na perspectiva epidemiológica é condição preponderante para entender a cadeia de causalidades entre agentes agressores e a nossa capacidade de reação para manter homeostase ou instalar um processo infeccioso. Algumas Infecções Hospitalares (IH) são evitáveis e outras não. Infecções preveníveis podem ser descritas como aquelas que é possível interferir na cadeia de transmissão dos microrganismos. Há diversa formas de interrupção da cadeia.

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São medidas reconhecidamente eficazes a exemplo da lavagem das mãos, o processamento dos artigos e superfícies, a utilização dos equipamentos de proteção individual, no caso do risco laboral, e a observação das medidas de assepsia e higienização (PEREIRA et al., 2005).

Uma limpeza adequada pressupõe considerar os tipos de áreas a serem trabalhadas, de acordo com o seu potencial para transmissão de infecção (PEREIRA et al., 2005).

Considerando que o serviço de limpeza e desinfecção de superfícies apresenta relevante papel na prevenção das IRAS e na segurança do ambiente hospitalar, este manual se propõe à adequação de boas práticas, reduzindo riscos e promovendo saúde à coletividade, com o melhor uso e o aprimoramento dos processos de higienização, de forma a racionalizar esforços, recursos e tempo, garantindo, assim, a segurança de pacientes e profissionais.

A higienização é um processo indispensável no cotidiano de qualquer organização, tornando o ambiente agradável, mantendo a ordem e conservando equipamentos e instalações. No ambiente hospitalar, o serviço de higienização se torna mais complexo devido às peculiaridades que envolvem a prestação de serviços de saúde, em seus diversos níveis de atenção. A higienização hospitalar tem como principal objetivo evitar a disseminação de microrganismos, através de técnicas adequadas, que dependem do conhecimento e capacitação dos profissionais envolvidos (PEREIRA et al., 2005).

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INSTITUTO DE SAÚDE E GESTÃO HOSPITALAR

HOSPITAL REGIONAL DO SERTÃO CENTRAL

05.268.526/0016-57

ESTABELECIMENTO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE

ESTRADA DO ALGODÃO, CE 060, QUIXERAMOBIM - CE CEP: 63800-000

TELEFONES: (88) 3406.1300

24 HORAS

MARCELO THEOPHILO LIMA RAZÃO SOCIAL

NOME FANTASIA

CNPJ

NATUREZA DA INSTITUIÇÃO

ENDEREÇO

CONTATOS

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

RESPONSÁVEL PELA INSTITUIÇÃO

211

NÚMERO DE LEITOS DE INTERNAÇÃO

2 CARACTERÍSTICAS DO ESTABELECIMENTO

2.1 IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE

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2.2 LOCALIZAÇÃO

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2.3 TIPO DE SERVIÇO TERCEIRIZADO

Limpeza, transporte de resíduos, alimentação, segurança, lavanderia de roupas e hemodiálise, cooperativas de profissionais de saúde.

3 ESTRATÉGIA PARA IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR Boas práticas em higiene hospitalar e técnicas corretas de limpeza são recomendados a qualquer instituição de saúde que se compromete com a qualidade da assistência. Procura definir ações que evitem contaminações e a disseminação de infecções, já que um hospital concentra inúmeros microrganismos, bactérias e vírus nocivos à saúde dos pacientes e também dos trabalhadores (RUTALA & WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

Segundo Rutala, um dos pilares para um atendimento de qualidade é qualificar a equipe profissional que atua em áreas aonde a higienização faz-se necessária em período integral, proporcionando assim, segurança, conforto e bem-estar ao paciente e aos colaboradores da instituição (RUTALA &

WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

A enfermagem é parte integrante desse processo e em muitas instituições ela é a responsável pelo setor de Higienização e está à frente na tomada de decisão. A performance do enfermeiro de higienização hospitalar frente a esse serviço é altamente positiva. Frequentemente os processos e tomadas de decisão dependem de pareceres da enfermagem, gestores, epidemiologistas e outros profissionais que possam agregar valor ao processo.

A enfermagem é uma categoria profissional que tem ampla atuação no domínio hospitalar e faz parte do seu escopo de conhecimentos as noções sobre higienização e gestão de serviço. A experiência do enfermeiro permite uma maior agilidade nos acordos, realização de protocolos, parcerias e principalmente maior fluidez na comunicação multidisciplinar (BRASIL, 2012).

Para garantir um serviço de qualidade oferecendo segurança para o paciente e colaboradores, O HRSC define as estratégias para implementação do serviço de higienização hospitalar. Nesse contexto, a higienização do ambiente hospitalar é planejada dentro de uma lógica de padronização das ações de continuidade do serviço buscando-se as melhores práticas. Para o sucesso das ações de higienização hospitalar no HRSC foram estabelecidas ações de treinamento em parceria com o Centro de Estudos local e o SCIH seguindo as seguintes estratégias:

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3.1 CRONOGRAMA DE TREINAMENTO - HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR

As temáticas dos treinamentos foram divididas em 4 módulos. A enfermeira da higienização organiza os treinamentos levando em consideração as temáticas dos módulos.

MÓDULOS 1: – Higienização e limpeza hospitalar: (competências e não competências do auxiliar de serviços gerais /equipamento de proteção individual (EPI) e equipamento de proteção coletiva (EPC) / higienização das mãos);

MÓDULOS 2 – Medidas de Biossegurança e Precaução padrão e Tipos de Isolamento;

MÓDULOS 3 – Manual de Higienização Hospitalar / Mapas de Produção Diária / Rotinas;

MÓDULOS 4 – Procedimento Operacional Padrão (POP) de higienização.

4 AMBIENTE HOSPITALAR E TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES

Desde os primórdios da história, associa-se sujidade à contaminação. Florence Nightingale, enfermeira britânica e precursora influente mundialmente reconhecida, durante a guerra da Crimeia ocorrida em 1854, denunciou a desastrosa estrutura e condições sanitárias dos hospitais para tratar os soldados feridos de guerra (BRASIL, 2012).

Faziam parte de suas preocupações, o saneamento básico, a limpeza, a organização e o planejamento hospitalar. As práticas e teorias estabelecidas por ela naquela época foram publicadas em 1860, e nunca foram esquecidas, sendo relembradas e enaltecidas até os dias atuais (BRASIL, 2012).

Profissionais de saúde e usuários são impactados diante de sinais visíveis de sujidade, causando- lhes, muitas vezes, rejeição, repugnância e medo de infecções em ambos. Embora exista um modo de ver particular de cada um, a manutenção de um ambiente limpo e organizado é uma necessidade e uma exigência dos órgãos fiscalizadores (BRASIL, 2012).

Embora existam fortes evidências científicas que sustentem o papel das superfícies do ambiente para o controle das infecções, é difícil provar a relação entre hospital sujo e infecção hospitalar.

No ambiente hospitalar consideramos como riscos que possibilitam a infecção: Alto consumo de antimicrobianos; Leito de isolamento insuficientes; Quebra de barreiras durante o período em que o paciente está com precauções de isolamento; Doenças de base que diminuem a imunidade e aumentam o risco de infecções (BRASIL, 2012).

Somados aos fatores anteriores, podemos dizer que a inspeção visual do ambiente hospitalar não

TREINAMENTO PERODICIDADE

Admissional Imediatamente após contratação

Treinamento Periódico (em serviço) Trimestral

Treinamento in loco Mensal

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fornece uma avaliação qualitativa ou quantitativa confiável do risco de infecção, visto que nem sempre os microrganismos invisíveis presentes em superfícies estão associados à falta de limpeza (BRASIL, 2010).

Apesar de todos os contrapostos apresentados, é consenso que a limpeza ambiental é parte integrante das medidas relacionadas ao controle de infecções (TORRES & LISBOA, 2014).

Sabe-se que as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) continuam sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade. Apesar da principal fonte de patógenos hospitalares ser decorrente da flora endógena do paciente, em torno de 20 a 40% das IRAS têm sido atribuídas às mãos de profissionais de saúde que se tornaram contaminadas pelo contato direto com o paciente ou indiretamente ao tocar em superfícies do ambiente contaminado (TORRES & LISBOA, 2014).

Várias evidências demonstram que as superfícies do ambiente desempenham papel fundamental na transmissão de Infecções Relacionadas à Assistência (IRA) à Saúde, nas quais vários patógenos têm sido relacionados, tais como Staphylococus Aureus Meticilinorresistente (MRSA), Enterococcus resistentes à vancomicina (VRE), Clostridium (TORRES & LISBOA, 2014).

A transferência de patógenos de um paciente infectado ou colonizado pode ocorrer através das mãos, luvas, ar, água, equipamentos. A contaminação pode ocorrer de forma direta ou indireta em superfícies em geral, profissionais de saúde, outros pacientes, podendo até causar um surto de infecção ((TORRES & LISBOA, 2014).

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), conceitua-se surto como a ocorrência de dois ou mais casos de infecção relacionados entre si no tempo e/ou espaço. Um dado preocupante é que 40% dos surtos têm solução espontânea e podem passar despercebidos. Quartos de pacientes podem estar sendo contaminados pela utilização inadequada de luvas, por falta de higiene das mãos e também por falta de limpeza e desinfecção adequadas (TORRES & LISBOA, 2014).

Estudos têm demonstrado que menos de 50% das superfícies de um quarto de paciente têm limpeza adequada, mesmo com a utilização de desinfetantes hospitalares. Outros estudos concluem que pacientes internados em quartos onde o ocupante anterior foi colonizado ou infectado por um microrganismo patogênico têm maior risco de ser colonizados ou infectados pelo mesmo microrganismo. Conclui-se, portanto que a contaminação das superfícies persistiu mesmo após uma limpeza terminal, ou seja, a limpeza e a desinfecção não foram adequadas (TORRES &

LISBOA, 2014).

É importante ressaltar que semelhantes deficiências na limpeza também foram constatadas em equipamentos utilizados para a assistência à saúde (TORRES & LISBOA, 2014).

Mediante tais evidências, o CDC e outras entidades normatizadoras americanas, reconhecem a

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necessidade do monitoramento sistemático das práticas de limpeza, seguido de feedback imediato, como forma de garantir a adequação das práticas realizadas (TORRES & LISBOA, 2014).

Existem diversos métodos disponíveis para o monitoramento de processos de higienização, são eles: inspeção visual através de checklist, contagem do número de colônias de bactérias aeróbias, os marcadores fluorescentes e adenosina trifosfato (ATP), a qual é medida por bioluminescência (TORRES & LISBOA, 2014).

Eliminar a transferência de microrganismos de uma superfície para paciente, de superfície para profissional de saúde e de superfície para outra superfície é uma tarefa complexa que exige um conjunto de intervenções, sendo que a mais impactante é a limpeza adequada (TORRES & LISBOA, 2014).

O ambiente hospitalar é considerado de maior risco para a disseminação de microrganismos multirresistentes em relação a outros ambientes. Diversos fatores contribuem para a aumento dessa disseminação, são eles: mãos dos profissionais em contato com superfícies, a não adesão às técnicas básicas de higiene dos profissionais, permanência (RUTALA & WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

No ambiente hospitalar, a limpeza e desinfecção de superfícies devem ser realizadas pois promovem a redução de cerca de 99% do número de microrganismos. Quando ocorre somente a limpeza da superfície, a redução dos microrganismos passa a ser somente 80%. As superfícies não são as principais fontes de transmissões diretas de infecção, mas contribuem grandemente para as contaminações cruzadas secundárias, sendo as mãos dos profissionais de saúde o principal veículo desse tipo de transmissão (RUTALA & WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

Algumas atividades devem ser evitadas pois se constituem em ações não recomendadas em ambiente hospitalar por contribuírem para a transmissão das infecções hospitalares. São elas:

• O uso de aspiradores de pó em todas as áreas do hospital: favorecem o levantamento de partículas, devendo ser utilizados somente nas áreas administrativas;

• A varredura seca em áreas internas do ambiente hospitalar;

• Todas as superfícies hospitalares, tanto físicas (paredes, pisos, bancadas) quanto equipamentos e mobiliários sujos e úmidos devem estar sempre limpas e secas;

• Toda matéria orgânica deve ser rapidamente removida e o local deve ser limpo e desinfetado.

• Assegurar o cumprimento das medidas de precaução. Todas as medidas de precaução devem ser adotadas por todos os profissionais que prestam serviços de manutenção do ambiente hospitalar (RUTALA & WERBER , 2004 apud BRASIL, 2012).

4.1 CONCEITOS BÁSICOS

A higienização envolve 3 processos: limpeza, desinfecção e descontaminação. Faz-se necessário o conhecimento acerca do conceito de cada processo bem como sua execução. A seguir, conceituamos

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limpeza, descontaminação e desinfecção.

4.1.1 Limpeza

O processo de limpeza consiste na remoção das sujidades depositadas nas superfícies inanimadas utilizando-se meios mecânicos (fricção), físicos (temperatura) ou químicos (saneantes), em um determinado período de tempo (BRASIL, 2010).

4.1.2 Descontaminação

Consiste na eliminação total ou parcialmente a carga microbiana de superfícies, tornando-as aptas para o manuseio seguro (BRASIL, 2010)

4.1.3 Desinfecção

A desinfecção trata-se de um processo físico ou químico que elimina todos os microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção de esporos bacterianos. Sua finalidade é destruir os microrganismos na forma vegetativa, existentes em superfícies inertes, mediante a aplicação de agentes desinfetantes (BRASIL, 2012).

5 CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES

A classificação das áreas hospitalares conforme o risco de transmissão de infecções permite nortear as medidas básicas de controle de infecções hospitalares. Cada área hospitalar possui particularidades que orientam a definição das estratégias de controle na transmissão de infecções, bem como a elaboração dos procedimentos de limpeza e desinfecção dos ambientes (BRASIL, 2012).

As áreas hospitalares são classificadas em áreas críticas, semicríticas e não críticas (BRASIL, 2012).

5.1 ÁREAS CRÍTICAS

Consiste nos ambientes onde existe risco aumentado de transmissão de infecção, onde se realizam procedimentos de risco, com ou sem pacientes ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos (BRASIL, 2012).

5.2 ÁREAS SEMICRÍTICAS

São compostas por todos os compartimentos ocupados por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas (BRASIL, 2012).

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5.3 ÁREAS NÃO CRÍTICAS

São todos os compartimentos não ocupados por pacientes e onde não se realizam procedimentos de risco (APECIH, 2004 apud BRASIL, 2012).

Atualmente, essa classificação é questionada pois o risco de infecção ao paciente está relacionado aos procedimentos aos quais ele é submetido, independentemente da área em que ele se encontra (BRASIL, 2012).

6 CORRELACIONANDO A CRITICIDADE ÀS ÁREAS DO HRSC

O HRSC é uma hospital terciário que faz atendimento de média e alta complexidade, de “portas fechadas”, prestando atendimento de internação através de regulação para as unidades de Clínica Médica, UCE Adulto, Clínica Cirúrgica, AVC Agudo e Subagudo, Clínica Traumato-Ortopédica, Clínicas Neonatológicas e Clínicas Obstétricas. Além dos serviços de internação, nossa unidade conta com Centro Cirúrgico Geral e Centro Cirúrgico Obstétrico. Segue a classificação das unidades hospitalares do HRSC de acordo com a criticidade:

6.1 ÁREAS CRÍTICAS

Centro Cirúrgico Geral (CCG), Centro Cirúrgico Obstétrico (CCO), Centro de Parto Normal (CPN), Central de Material Esterilizado (CME), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Cuidados Especiais (UCE), Pequena Cirurgia, Agência Transfusional, Unidades de isolamento, Serviço de Nutrição e Dietética (Lactário), Farmácia, Utilidades, Lixo Temporário, Necrotério, Laboratório, Banco de Leite Humano, Área crítica da Rouparia (conferência e área suja).

6.2 ÁREAS SEMICRÍTICAS

Clínicas Médicas, Cirúrgicas e traumato ortopédica, Ambulatório, salas do serviço de enfermagem, Unidade de AVC agudo e subagudo, Unidade de Diagnósticos e Métodos Gráficos, elevadores, corredores, Sala de Higienização de Materiais e Equipamentos, Depósito de Material de Limpeza (DML).

6.3 ÁREAS NÃO CRÍTICAS

Manutenção, Engenharia Clínica, Almoxarifado, Salas Administrativas, Copas, Repouso dos Plantonistas, NAC e Recepções, Vestiários, Subsolo, Guarda de Equipamentos e Centro de Estudos.

É uma das principais metas do serviço de limpeza e desinfecção de superfícies em serviços de saúde garantir aos usuários, uma permanência em local limpo e em ambiente com menor carga de contaminação possível, contribuindo com a redução da possibilidade de transmissão de

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infecções oriundas de fontes inanimadas. Tem ainda por finalidade, preparar o ambiente para suas atividades, mantendo a ordem e conservando equipamentos e instalações, evitando principalmente a disseminação de microrganismos responsáveis pelas infecções relacionadas à assistência à saúde (BRASIL,2012).

7 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES

O serviço de limpeza e desinfecção de superfícies hospitalares tem por finalidade garantir um ambiente limpo e promover a redução máxima de contaminação no ambiente e controlar as taxas das infecções hospitalares. Deve ser executado em toda a estrutura física do hospital, bem como todos os equipamentos, utensílios e mobiliários, são considerados superfícies, que devem sempre permanecer limpos e organizados (BRASIL,2012).

Ao promover a limpeza e desinfecção das superfícies presentes no ambiente hospitalar, algumas questões importantes devem ser levadas em consideração relacionadas à qualidade do serviço prestado, são elas: Eficácia dos produtos utilizados no combate aos microrganismos e que não sejam prejudiciais à saúde humana; Definição da periodicidade das atividades de limpeza e desinfecção das superfícies; O dimensionamento profissional suficiente para as demandas do serviço de saúde da instituição; Utilização de produtos que promovam o mínimo de dano às estruturas e aos equipamentos; Otimização de custos (BRASIL,2012).

7.1 TIPOS DE LIMPEZA HOSPITALAR

O processo de limpeza e desinfecção hospitalar pode ser concorrente, terminal, de manutenção e extra. Conceituaremos cada uma delas (BRASIL,2012).

7.1.1 Limpeza Concorrente

Refere-se a limpeza e desinfecção de superfícies realizada diariamente, podendo utilizar água e detergente neutro na maioria das vezes e/ou um desinfetante de ação residual intermediária quando houver presença de matéria orgânica (BRASIL,2012).

Deve ser realizado em todas as unidades dos estabelecimentos de saúde com a finalidade de limpar e organizar o ambiente, repor os materiais de consumo diário (sabonete líquido, papel higiênico e papel toalha) e recolher os resíduos, de acordo com a sua classificação (BRASIL,2012).

A limpeza concorrente é a mais superficial e menos completa quando comparada à limpeza terminal.

Não envolve a utilização de máquina para limpeza do piso. O mobiliário deve ser limpo com pano de limpeza manual umedecido com solução detergente e/ou desinfetante, podendo ser descartável ou reutilizável. Inclui superfícies horizontais, de mobiliários e equipamentos, portas e maçanetas, parapeitos de janelas e a limpeza do piso e instalações sanitárias. O piso deverá ser limpo em duas fases, sendo a remoção do pó e partículas a primeira, com a utilização do mop seco (ou pó).

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Na segunda fase, ocorre a limpeza propriamente dita, sendo realizada com mop úmido (ou água) (BRASIL,2012).

7.1.2 Limpeza Terminal

Consiste no processo de limpeza e desinfecção realizado após a desocupação do ambiente ou a limpeza de toda a unidade. Indicado por ocasião de alta do paciente, óbito, transferência para outro setor, por longa permanência no leito, ao término das cirurgias no centro cirúrgico e como rotina semanal nas unidades (BRASIL,2012).

É o processo de limpeza que ocorre em todas as superfícies horizontais e verticais das diferentes dependências, incluindo: paredes, vidros, portas, pisos etc. No piso a limpeza é realizada por meio de máquina (BRASIL,2012).

Tem como objetivo remover sujidades e prevenir infecções utilizando água e detergente neutro e desinfetantes apropriados. A periodicidade depende da área onde a limpeza é realizada, sendo que em quartos e enfermarias ocorre após alta, óbito ou transferência do paciente. Quando ocorre internação prolongada, a frequência da limpeza será atípica, não devendo ultrapassar 7 dias em áreas críticas e 15 dias em áreas semicríticas. Algumas áreas possuem particularidades como o centro cirúrgico, onde a frequência da limpeza das salas cirúrgicas é sempre diária, tanto para limpeza concorrente (entre uma cirurgia e outra) como para terminal (BRASIL,2012).

O Manual de Limpeza e Desinfecção de Superfície da ANVISA sugere que a periodicidade de limpeza terminal deve ser realizada de acordo com a classificação de áreas:

Áreas críticas - limpeza semanal;

Áreas Semi -críticas - limpeza quinzenal;

Áreas não críticas - limpeza mensal (BRASIL,2012).

7.1.3 Limpeza de Manutenção

Este processo de limpeza e desinfecção geralmente ocorre em áreas onde existe grande rotatividade, sendo realizado após a concorrente para manter o ambiente limpo (BRASIL, 2012).

7.1.4 Limpeza Extra

Consiste no processo de desinfecção e/ou limpeza realizado após uma solicitação. Tem como objetivo remover sujidades e prevenir infecções utilizando água, detergente neutro e desinfetantes de acordo com a necessidade (BRASIL, 2012).

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7.2 LIMPEZA E DESINFECÇÃO CONCORRENTE DA UNIDADE/ZONA DO PACIENTE

Define-se unidade ou zona do paciente por todas as superfícies de mobiliários e equipamentos que estejam próximos ao paciente e que sejam passíveis ao toque frequente pelas mãos de profissionais de saúde, pacientes, acompanhantes (BRASIL, 2012).

A unidade ou zona do paciente geralmente é composta pelas grades laterais, beiral e encostos do leito, criado-mudo, painel de gases, mesa de refeições, cadeira do paciente, cadeira de banho, poltrona do paciente, chamada de enfermagem, bandeja do paciente, telefone, escada, controle remoto, suporte de soro, recipiente de resíduos etc (BRASIL, 2012).

Quanto à remoção de resíduos, o ideal é que não permaneça no quarto e seja removido dentro de um cronograma de periodicidade para possibilitar um ambiente limpo e evitar o crescimento de microrganismos, atração de vetores e causar mau cheiro. É recorrente o descarte indevido por parte dos usuários e muitas vezes dos profissionais. Enfim, os responsáveis pela assistência devem responsabilizar-se pelos resíduos gerados, desprezando-os, de preferência, no expurgo (BRASIL, 2012).

7.2.1 Frequência

A frequência da remoção de resíduos deve ser diária e sempre que necessário, antecedendo a limpeza concorrente de piso do quarto ou enfermarias de pacientes (BRASIL, 2012).

7.2.2 Objetivos

Os objetivos da limpeza e desinfecção da unidade ou zona do paciente são:

Limpeza e desinfecção das superfícies com alta frequência de toques;

Diminuição do potencial de transmissibilidade de microrganismos presentes nessas superfícies;

Conservação e organização (BRASIL, 2012).

7.2.3 Executante

A definição clara das funções é o ponto crucial nesse tipo de atividade. Para que superfícies não deixem de ser limpas, o POP e sua diretriz deverão ser alinhados entre o gestor da equipe de limpeza, a enfermagem e o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar a fim de designar quem limpará.

O consenso das decisões deverá ser registrado nos manuais do serviço de limpeza do estabelecimento e no contrato de trabalho, caso o serviço seja terceirizado. É importante que a frequência e a qualidade dessa limpeza sejam monitoradas sistematicamente.

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É vital para o bom funcionamento do serviço definir o autor da ação de fazer a limpeza da unidade/

zona do paciente devido ao risco envolvido nessa atividade. Tal risco fica evidenciado quando o paciente faz uso de drenos, soros, sondas, monitores, enfim, esteja cercado por equipamentos e materiais relacionados à assistência, onde qualquer erro de processo ou mobilização possa comprometer severamente a segurança do paciente (BRASIL, 2012).

7.2.4 Produtos e Materiais Empregados

Utilizar materiais recomendados e de boa qualidade garante uma limpeza adequada do ambiente e contribui para redução do risco de infecção (TORRES, 2010).

Ressaltamos a importância de um planejamento adequado da quantidade de materiais necessários, levando-se em consideração o dimensionamento de pessoal, a criticidade do ambiente e o tipo de atividade (TORRES, 2010).

As principais recomendações para o uso de materiais necessários para a execução da limpeza são:

• Utilizar detergente e desinfetante e borrifador identificados e panos de limpeza manuais definidos (cor) de acordo com presença ou não de matéria orgânica;

• Em precauções de contato, preferir utilizar luvas e panos manuais descartáveis a fim de evitar contaminação de outras áreas. Caso o pano manual não seja descartável, não utilizá-lo em outra unidade ou zona de paciente. Ele deverá ser encaminhado para o reprocessamento após o término da limpeza e desinfecção da superfície. Recomenda-se o uso de avental descartável ou avental de material impermeável que deverá ser encaminhado ao reprocessamento após o uso pois existe a possibilidade do uniforme ter contato com o mobiliário durante a realização da limpeza;

• Na presença de matéria orgânica, deve-se remover, limpar e desinfetar a superfície;

• Em superfícies metálicas, após a limpeza com água e detergente neutro, recomenda-se realizar desinfecção com desinfetante hospitalar (TORRES, 2010).

7.2.5 Técnica

Quanto à técnica utilizada na limpeza e na desinfecção das áreas, recomendamos as seguintes atividades:

• Limpeza – atividade caracterizada pela ação de passar o pano de limpeza manual, umedecido com solução detergente (que dispense o enxágue) sobre as superfícies em sentido unidirecional.

Alterar as faces do pano à medida que apresente sujidade visível ou que ocorra mudança da superfície a ser limpa;

• Desinfecção - após a limpeza, realizar a desinfecção da superfície com desinfetante hospitalar padronizado (BRASIL, 2012).

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7.3 LIMPEZA TERMINAL DE BANHEIROS (TETO, PAREDES EXTERNAS AO BOX E PORTA)

Recomenda-se realizar a limpeza terminal de banheiros do local mais limpo para o mais contaminado de forma sequenciada e atentando para os materiais e produtos compatíveis com as superfícies.

Deve-se limpar inicialmente o teto e em seguida as paredes com fibras próprias para essas superfícies adaptadas a um cabo (suporte LT), em sentido longitudinal, de cima para baixo. Deve- se evitar a utilização de produtos abrasivos em teto, paredes e portas, como, por exemplo sapólio, pois podem remover a pintura e deixar ranhuras que servirão de reservatórios para microrganismos (BRASIL, 2010).

7.3.1 Box e Paredes Internas Do Box

Na limpeza da área do box, deves-e iniciar a limpeza das paredes internas com fibra própria para esse tipo de área. Deve-se avaliar o tipo de revestimento e verificar a possibilidade de utilização do mesmo tipo de fibra na limpeza do box. Utilizar fibras menos abrasivas caso provoquem danos (riscos). O piso da área do box deve ser Limpo com fibra própria para piso adaptada ao suporte LT e utilizar água e detergente neutro. O uso posterior de desinfetante hospitalar padronizado pela instituição deve ser de acordo com a criticidade da área (BRASIL, 2012).

7.3.2 Acessórios

PARTES INTERNAS E EXTERNAS DO GABINETE DA PIA E PIA:

A pia é um acessório importante no ambiente hospitalar e de fundamental importância pois possibilita ao profissional e usuário realizar a principal medida de combate à infecção que é a lavagem das mãos.

Para que essa ação possa ser executada de forma segura e garantir o resultado esperado, a pia deve também ser higienizada para não se tornar fonte de contaminação. Deve estar dimensionada de acordo com legislação específica (RDC 50) e sua higienização envolve limpar as artes internas e externas do gabinete da pia e a pia de acordo com as recomendação adiante:

Produto:

• Solução de água e detergente;

• Materiais:

• Parte interna e externa do gabinete da pia: pano de limpeza manual, fibra pouco abrasiva, se sujidade incrustada;

• Pia e torneira: fibra branca (ou outra cor, desde que seja pouco abrasiva) para limpeza e pano de limpeza manual para secagem;

• Espelho: deve-se evitar que de borrifar produtos ou mesmo jogue água diretamente no espelho, pois poderá danificá-lo em curto espaço de tempo. O ideal é utilizar um pano de limpeza manual umedecido com detergente neutro, o qual quebrará as moléculas de gorduras presentes na superfície do vidro sem danificá-lo. Caso o detergente não dispense enxágue, o pano deverá ser enxaguado e passado novamente no espelho, assegurando que não permaneça resíduo de

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detergentes. Não é recomendável o uso de produtos abrasivos para a remoção de manchas, pois poderão comprometer, principalmente, as bordas do espelho. Utilize uma fibra pouco abrasiva no local da mancha para obter o mesmo resultado (BRASIL, 2012).

7.3.3 Vaso Sanitário e Acessório

A higienização dos vasos sanitários consiste em limpar:

• Válvula de descarga;

• Tampa e assento;

• Parte externa;

• Vaso sanitário (BRASIL, 2012).

Utilizar água e detergente neutro e em seguida o desinfetante hospitalar padronizado pela instituição que deve ser utilizado de acordo com a criticidade da área. Os compostos clorados proporciona clareamento do interior do vaso sanitário e são adequados para esse tipo acessório (BRASIL, 2012).

• Na execução da limpeza, devemos atentar para as seguintes orientações:

• Na limpeza da válvula de descarga utiliza-se o pano de limpeza manual umedecido com solução detergente-desinfetante;

• Na limpeza da tampa, assento e parte externa do vaso sanitário deve-se utilizar a fibra manual, balde para enxágue e pano de limpeza manual para secagem;

• Na parte interna do vaso sanitário, faz-se fricção com escova, solução detergente-desinfetante e posterior descarga (aproveitando para enxaguar a escova) (BRASIL, 2012).

A finalização da limpeza dos acessórios ocorrer enxágue e secagem com pano de limpeza manual, exceto a parte interna do vaso (BRASIL, 2012).

A limpeza do piso do banheiro, tanto interior do box como do restante, deve ser realizada com fibra, água e sabão. O uso posterior de desinfetante hospitalar padronizado pela instituição deve ser de acordo com a criticidade da área . Deve-se finalizar com o enxágue, secagem do piso e reposição dos materiais de consumo. A secagem pode ser feita com mop cabeleira (BRASIL, 2012).

7.4 LIMPEZA NO AMBIENTE OPERATÓRIO - RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIAS

7.4.1 Limpeza de Salas de Cirurgias

A limpeza e a desinfecção das superfícies em ambiente operatório são fundamentais para prevenir a propagação de microrganismos patogênicos, principalmente os multirresistentes, garantindo a limpeza e segurança. A literatura aponta que este ambiente é de alto risco de transmissão de patógenos. Isso se deve ao fato de haver alto grau de contato entre pacientes, profissionais de saúde e superfícies do ambiente (BRASIL, 2012).

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Para minimizar a exposição e o risco de pacientes e profissionais aos patógenos presentes nas superfícies do ambiente operatório, o conselho consultivo da Associação de Enfermagem Perioperatória (AORN) aprovou um documento que reúne as melhores práticas recomendadas para limpeza ambiental. O documento é baseado nas melhores evidências disponíveis na literatura entre 2008 e 2013, sendo a força da evidência classificada pela AORN (AORN, 2017).

7.4.2 Atribuições

As definições de responsabilidades por tarefas e frequências que envolvem a limpeza e/ou desinfecção de diferentes superfícies, assim como o gerenciamento de resíduos no ambiente cirúrgico deverão ser definidos, preferencialmente, por uma equipe multidisciplinar, cujos membros atuem direta ou indiretamente no centro cirúrgico e conheçam suas especialidades (AORN, 2017).

7.4.2.1 Limpeza Preparatória

A limpeza e a desinfecção devem ser realizadas antes do início das cirurgias programadas do dia, independente do centro cirúrgico ou centro obstétrico tenham sido submetidos anteriormente a uma limpeza terminal. Esta medida garante a eliminação de partículas depositadas por ação da gravidade nas superfícies (AORN, 2017).

As Superfícies envolvidas na limpeza preparatória são mesas auxiliares, bancadas e equipamentos.

Elas devem passar por limpeza e desinfecção (BRASIL, 2012).

Para retirar as partículas que se depositaram durante a noite por ação da gravidade, a limpeza deverá ser realizada antes da desinfecção, com pano de limpeza manual umedecido com solução detergente que dispense o enxágue. O pano deverá fazer fricção mecânica em sentido unidirecional na superfície a ser limpa. Um cuidado importante é mudar a face do pano sempre que apresente sujidade visível, umedecendo sempre que necessário, até que todas as faces sejam utilizadas (BRASIL, 2012).

Após a limpeza, realizar a desinfecção das superfícies com um novo pano embebido em desinfetante padronizado na instituição, repetindo a mesma técnica empregada para a limpeza (BRASIL, 2012).

Caso o produto padronizado seja composto por detergente e desinfetante, a operação de limpeza e desinfecção será realizada em um único passo (BRASIL, 2012).

7.4.2.2 Limpeza Concorrente

É realizada diariamente entre as cirurgias, não envolve o uso de máquinas, mas mops e saneantes.

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Passo a passo:

1. Recolher os resíduos e depositá-los no hamper do carro funcional ou diretamente no carro de coleta interna I, se estiver próximo;

2. Lavar o recipiente de resíduo em local destinado para esse fim;

3. Observar se há matéria orgânica em qualquer superfície da sala. Caso haja presença, remover, limpar e desinfetar as superfícies comprometidas;

4. Realizar a limpeza de bancadas, mesas auxiliares, mesa cirúrgica, foco, maçaneta de porta com pano descartável ou pano de limpeza manual umedecido com solução detergente que dispense o enxágue;

5. Realizar a desinfecção das mesmas superfícies do item anterior com um novo pano descartável ou pano de limpeza manual umedecido em desinfetante padronizado pela instituição;

6. Passar o mop pó em todo o piso, recolh endo partículas maiores e poeira. Obedecer ao sentido final da sala em direção à porta. Caso seja utilizado o mop plano com fibras descartáveis, proceder o descarte da fibra utilizada no piso no saco hamper do carro funcional.

Em caso de mop pó ou plano com cabeleira ou fibras reutilizáveis, retirá-las e colocá-las em saco plástico e após a limpeza da sala, encaminhá-las para o reprocessamento;

7. Passar o mop úmido com solução detergente ou desinfetante no piso em sentido unidirecional, do final da sala em direção à porta. Após o “mopeamento” úmido, descartar ou encaminhar as fibras ou cabeleiras utilizadas no piso ao reprocessamento;

8. Repor os sacos plásticos para resíduos no(s) recipiente(s);

9. Lavar as luvas, removê-las com técnicas adequadas e higienizar as mãos;

10. Comunicar a liberação da sala;

11. Limpar e desinfetar materiais e equipamentos utilizados e reabastecer o carro funcional.

12. Superfícies verticais como parede será higienizada apenas na presença de matéria orgânica sendo realizado sua limpeza e desinfecção durante a limpeza terminal (BRASIL, 2012).

7.4.2.3 Limpeza Terminal

Na execução da limpeza terminal os seguintes passos são imprescindíveis:

• Recolher os resíduos e depositá-los no hamper do carro funcional ou diretamente no carro de coleta

• interna, se estiver próximo;

• Lavar o recipiente de resíduo em local destinado para esse fim;

• Observar se há matéria orgânica em qualquer superfície da sala. Caso haja presença, remover, limpar e desinfetar as superfícies comprometidas;

• Limpar o teto em sentido unidirecional com kit para limpeza de teto;

• Limpar com equipamento próprio ou pano de limpeza manual umedecido em solução detergente que

• dispense o enxágue: luminárias (parte externa), suporte do foco, escadinha e demais acessórios;

• Limpar paredes (de cima para baixo) e rodapés, portas e vidros;

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• Realizar a limpeza de bancadas, mesas auxiliares, mesa cirúrgica, foco, maçaneta de porta com pano

• descartável ou pano de limpeza manual umedecido com solução detergente que dispense o enxágue;

• Realizar a desinfecção das mesmas superfícies do item anterior com um novo pano descartável ou pano de limpeza manual umedecido em desinfetante padronizado pela instituição;

• Lavar o piso com máquina utilizando solução detergente ou desinfetante;

• Aspirar líquidos do piso com aspirador próprio ou com a própria máquina;

• Repor os sacos nos recipientes para resíduos;

• Lavar as luvas, removê-las com técnicas adequadas e higienizar as mãos;

• Comunicar a liberação da sala;

• Limpar e desinfetar materiais e equipamentos utilizados e reabastecer o carro funcional (BRASIL, 2012).

7.5 MÉTODOS DE HIGIENIZAÇÃO

Recomenda-se que as superfícies de todos os ambientes assistenciais de saúde sejam revestidos de materiais laváveis e resistentes a desinfetantes. Sabe-se que algumas superfícies, principalmente as metálicas de alguns equipamentos, podem sofrer oxidação com o uso de produtos químicos (BRASIL,2012).

Dependendo do tipo de sujidade, a matéria orgânica incrustada, entre outros exemplos, faz-se necessário o

uso de produtos que possibilitem a dissolução dessa matéria orgânica (BRASIL, 2012).

Os métodos de higienização deverão completar necessidades específicas, que incluem manter o ambiente seco e livre de poeiras e sujidades. Sabe-se que áreas que permanecem úmidas ou molhadas têm mais condições de albergar e reproduzir germes gram negativos e fungos, as áreas empoeiradas podem albergar germes gram positivos, microbactérias e outros (BRASIL, 2012).

7.5.1 Higienização com Pano Úmido

Esse procedimento deve ser operacionalizado através da utilização de pano umedecido em soluções detergentes e desinfetantes, procedendo-se à fricção da superfície em sentido unidirecional. A higienização manual úmida é mais utilizada para paredes, mobiliários e equipamentos de grande porte. No piso, utiliza-se mop úmido, junto à ação mecânica (BRASIL, 2012).

7.5.2 Higienização através de Lavagem

A lavagem das mãos consiste no ato de esfregar a superfície com solução detergente, utilizando- se escovas ou máquinas lavadoras, procedendo-se ao enxágue com água, que deverá ser escoada através de ralos. Esta técnica é utilizada para a higienização de pisos, onde haja sujidade acumulada,

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com frequência determinada pelas necessidades do serviço (BRASIL, 2012).

7.5.3 Higienização a Seco

Procedimento indicado para a retirada de sujidade das superfícies do tipo poeira e pó, através de varredura, aspirador de pó e panos secos. Porém, a varredura seca não é permitida em ambiente hospitalar, devido à suspensão de partículas que poderão depositar-se em outras superfícies. A varredura seca em ambiente hospitalar somente é recomendada em áreas não críticas externas (BRASIL, 2012).

7.5.4 Recomendações de limpeza/desinfecção de algumas superfícies

SUPERFÍCIE FREQUÊNCIA PRODUTO MÉTODO

Comadre/ papagaio/ cuba-rim Após o uso Água e detergente neutro, Álcool 70% ou Quaternário de amônia

Limpeza mecânica Fricção por 30s

Filtro/ar-condicionado Semanalmente Mensalmente Água e detergente neutro,

Colocar filtro novo Limpeza mecânica Imersão Retirar filtro

Limpeza mecânica

Elevador Diariamente e após

contaminação Água e detergente neutro, Álcool 70% ou Quaternário de amônia

Limpeza mecânica Friccionar por 3 vezes

Geladeira semanalmente Água e detergente neutro Limpeza mecânica

Lixeira/escadinha Diariamente e após alta Água e detergente neutro Limpeza mecânica

Luminárias Mensalmente Água e detergente neutro Limpeza mecânica

Mesa refeição/cabeceira/

poltronas/cadeiras Diariamente e após contaminação com matéria orgânica

Água e detergente neutro Álcool 70% Quaternário de amônia

Limpeza mecânica Fricção por 30s

Parede/teto Conforme rotina do serviço Água e detergente neutro, Quaternário de amônia (Quando alta de paciente em isolamento de contato)

Limpeza mecânica

Pias/vaso sanitário Diariamente e se necessário Água e detergente neutro,

Hipoclorito a 1% Limpeza mecânica

Piso Diariamente e após

contaminação Água e sabão Hipoclorito a

1% Quaternário de amônia Limpeza mecânica Suporte de soro Diariamente e após alta Água e detergente neutro,

Álcool 70% Limpeza mecânica

Fricção por 30s

Telefone Diariamente Água e detergente neutro,

Álcool 70% Limpeza mecânica

Fricção por 30s Aparelhos biomédico Diariamente e após

contaminação Água e detergente neutro, Papel descartável Álcool 70%

Quaternário de amônia

Limpeza mecânica Remover secreções Fricção por 30s Balde lixo/suporte hamper/

suporte de soro Diariamente e após

contaminação Água e detergente neutro Limpeza mecânica

Banheiros Diariamente Água e detergente neutro

Hipoclorito a 1% Quaternário de amônia

Limpeza mecânica

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Berços/isolete/ incubadora/

calor radiante Diariamente e após contaminação 7 em 7 dias desinfecção

Água e detergente neutro

Quaternário de amônia Limpeza mecânica Friccionar Glucoprotamina

Camas/maca/colchões/ Diariamente e após contaminação com matéria orgânica

Água e detergente neutro Álcool 70% Quaternário de amônia

Limpeza mecânica Fricção por 30s

8 PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA LIMPEZA HOSPITALAR

A limpeza e desinfecção deve iniciar sempre do meio menos contaminado para o mais contaminado e utilizar técnicas de limpeza em sentido unidirecional, de dentro para fora, de cima para baixo, dividindo as áreas ao meio, deixando um dos lados livres para o trânsito, principalmente os corredores (BRASIL, 2012).

A seguir, listamos os produtos saneantes utilizados no processo de limpeza e desinfecção de superfícies:

Detergente neutro;

Detergente multiuso;

Limpa Vidros;

Álcool a 70%;

Desinfetante padronizado pela instituição a base de quaternário de amônia;

Hipoclorito de Sódio a 1%.

Não é permitida a mistura de produtos de limpeza pois pode correr a inativação da ação dos produtos (BRASIL, 2012).

Na realização da varredura úmida e/ou lavagem das superfícies dos pisos utiliza-se a placa de sinalização (Equipamento de Proteção Coletiva – EPC) no local mais próximo da realização da limpeza (BRASIL, 2012).

A definição do uso de panos multiuso seguiu o critério de classificação de superfícies contaminadas e não contaminadas. Dessa forma, padronizou-se os panos multiuso de cor amarela e o par de luvas verde para a limpeza de superfícies sujas ou contaminadas (piso, banheiros/vestiários, cestos de lixo, isolamento e toda a unidade do paciente) e o pano multiuso azul e o par de luvas amarelo para limpeza de superfícies não contaminadas e/ou limpa (gelágua, geladeira, cadeiras, mesas, pias, portas e todo o mobiliário). O par de luvas anti alérgicas azul é para áreas críticas, destinando-se às mesmas superfícies em que é utilizado o par de luvas verdes (BRASIL, 2012).

O Serviço de Limpeza é responsável pela limpeza regular e de rotina de todas as superfícies e pela manutenção de um nível elevado de higiene no estabelecimento sendo a Comissão de Controle de

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Infecção Hospitalar (CCIH) o órgão norteador e normativo (WHO, 2002).

Historicamente, a utilização de saneantes remonta ao ano de 2800 a.C. Nessa época, utilizava- se material parecido com sabão, que foi encontrado em cilindros de argila em uma escavação na Babilônia, evidenciando o conhecimento do processo de fabricação de sabões. Séculos mais tarde, apareceram os primeiros detergentes, que foram desenvolvidos na Alemanha em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial (BRASIL, 2012).

O primeiro desinfetante foi citado por Homero em “A Odisseia”, com o uso do enxofre na forma de dióxido de enxofre em aproximadamente 800 a.C., substância que ainda hoje usada como desinfetante de frutas secas, sucos de frutas e vinho. Posteriormente, surgiram os inseticidas, devido à necessidade de controle dos animais sinantrópicos e posteriormente, os raticidas devido ao surgimento da peste negra, na Europa, por volta de 1347 (BRASIL, 2012).

No Brasil, a primeira referência sobre os produtos saneantes data de o ano de 1967, com a publicação do Decreto-Lei N.º 212, de 27 de fevereiro, e posteriormente o Decreto N.º 67.112, de 26 de agosto de 1970, com a exigência de registro dos produtos pelo órgão federal de saúde competente (BRASIL, 2012).

Define-se produto saneante como a substância ou preparação destinada à aplicação em objetos, tecidos, superfícies inanimadas e ambientes, com a finalidade de limpeza e afins, desinfecção, desinfestação, sanitização, desodorização e odorização, além de desinfecção de água para consumo humano, hortifrutícolas e piscinas. Facilita a limpeza e a conservação de ambientes (casas, escritórios, lojas, serviços de saúde, escolas) e é amplamente utilizado pela população (BRASIL, 2012).

A ANVISA por meio da Gerência Geral de Saneantes (GGSAN) atua no registro e notificação desses produtos, antes de sua comercialização, observando critérios de qualidade para garantir sua eficácia e segurança. Elabora normas e padrões, apoia a organização de informações sobre a ocorrência de problemas de saúde causados por esse tipo de produto, atua no controle e avaliação de riscos, acompanha o desenvolvimento tecnocientífico de substâncias e, quando necessário, adotar medidas corretivas para eliminar, evitar ou minimizar os perigos relacionados aos saneantes (BRASIL, 2012).

A utilização correta de detergentes, desinfetantes e outros produtos saneantes é uma arma poderosa no combate à infecção relacionada à assistência, também conhecida como infecção hospitalar.

A Resolução da Diretoria Colegiada - RDC 59, de 17 de dezembro de 2010 dispõe sobre os procedimentos e requisitos técnicos para a notificação e o registro de produtos saneantes e classifica-os quanto a riscos, finalidade, venda e emprego. Quanto ao risco, os produtos saneantes recebe duas classificações:

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Risco 1: Produtos submetidos apenas à notificação como sabões, detergentes, odorizantes de ambientes, limpa-vidros, produtos de limpeza e afins.

Risco 2: Incluem produtos com ação antimicrobiana (desinfetantes e esterilizantes), desinfetantes, produtos biológicos, citando os principais, e que são submetidos a registros (BRASIL, 2010).

Quanto à finalidade, os saneantes podem ser classificados como de:

• Limpeza e afins;

• Esterilização, desinfecção, incluindo a desinfecção de água para consumo humano, hortifrutícola/

piscinas;

• Desinfecção (BRASIL, 2010).

E quanto à venda e emprego, podem ser:

• Produtos de venda livre;

• Produtos de uso profissional ou de venda restrita a empresa especializada (BRASIL, 2010).

A utilização de produtos saneantes (sabões, detergentes, desinfetantes, dentre outros) é recomendado como boas práticas em saúde para obtenção de resultados de excelência. Tais saneantes devem ser utilizados por meio de técnicas corretas e previamente especificados pela SCIH (BRASIL, 2012).

Existem fatores que devem ser levados em consideração na escolha e na utilização dos produtos saneantes para as instituições hospitalares, são eles:

• A natureza da superfície a ser limpa e/ou desinfetada;

• Possibilidade de corrosão da superfície;

• Tipo e grau de sujidade e a sua forma de eliminação;

• Tipo de contaminação a ser eliminada;

• Recursos disponíveis e método de limpeza adotado;

• Grau de toxicidade do produto;

• Concentração do uso preconizado pelo fabricante;

• Segurança na manipulação e uso dos produtos;

• Princípio ou componente ativo;

• Tempo de contato para a ação;

• Potencial de desinfecção perante a matéria orgânica;

• Estabilidade do produto frente a fatores externos (luz, umidade, temperatura, armazenamento);

• Temperatura de uso;

• pH;

• Incompatibilidade com outros agentes, que podem contribuir para a redução da eficácia do mesmo;

• Prazo de validade;

• Registro da ANVISA (BRASIL, 2012).

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9 LEGISLAÇÕES SOBRE SANEANTES INDICADOS PARA LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES

Historicamente, a utilização de saneantes remonta ao ano de 2800 a.C., com referência acerca de material parecido com sabão, que foi encontrado em cilindros de argila em uma escavação na Babilônia, evidenciando o conhecimento do processo de fabricação de sabões. Séculos mais tarde, apareceram os primeiros detergentes, que foram desenvolvidos na Alemanha em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial (BRASIL,2012).

O primeiro desinfetante de que se tem notícia foi citado por Homero em “A Odisseia”, com o uso do enxofre, na forma de dióxido de enxofre (aproximadamente 800 a.C.), substância ainda hoje usada como desinfetante de frutas secas, sucos de frutas e vinho (Block, 2001). Posteriormente, surgiram os inseticidas, devido à necessidade de controle dos animais sinantrópicos e posteriormente os raticidas devido ao surgimento da peste negra, na Europa, por volta de 1347 (BRASIL,2012).

No Brasil, a primeira referência sobre os produtos saneantes data de 1967, com a publicação do Decreto-Lei nº 212, de 27 de fevereiro, e posteriormente o Decreto nº 67.112, de 26 de agosto de 1970, com a exigência de registro dos produtos pelo órgão federal de saúde competente (BRASIL,2012).

Produto saneante é definido como substância ou preparação destinada à aplicação em objetos, tecidos, superfícies inanimadas e ambientes, com a finalidade de limpeza e afins, desinfecção, desinfestação, sanitização, desodorização e odorização, além de desinfecção de água para consumo humano, hortifrutícolas e piscinas. Facilita a limpeza e a conservação de ambientes (casas, escritórios, lojas, serviços de saúde, escolas) e é amplamente utilizado pela população (BRASIL,2012).

A ANVISA por meio da Gerência Geral de Saneantes (GGSAN) atua no registro e notificação desses produtos, antes de sua comercialização, observando critérios de qualidade para garantir sua eficácia e segurança. A Agência também elabora normas e padrões, apoia a organização de informações sobre a ocorrência de problemas de saúde causados por esse tipo de produto, atua no controle e avaliação de riscos, acompanha o desenvolvimento técnico-científico de substâncias e, quando necessário, adotar medidas corretivas para eliminar, evitar ou minimizar os perigos relacionados aos saneantes (BRASIL,2012).

A utilização correta de detergentes, desinfetantes e outros produtos saneantes é uma arma poderosa no combate à infecção relacionada à assistência, também conhecida como infecção hospitalar.

A Resolução da Diretoria Colegiada - RDC 59, de 17 de dezembro de 2010, que dispõe sobre os procedimentos e requisitos técnicos para a notificação e o registro de produtos saneantes, classifica-os quanto a riscos, finalidade, venda e emprego. Quanto ao risco, os produtos saneantes recebem duas classificações:

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Risco 1: Produtos submetidos apenas à notificação como sabões, detergentes, odorizantes de ambientes, limpa-vidros, produtos de limpeza e afins.

Risco 2: Incluem produtos com ação antimicrobiana (desinfetantes e esterilizantes), desinfetantes, produtos biológicos, citando os principais, e que são submetidos a registros (BRASIL, 2010).

Quanto à finalidade, os saneantes podem ser classificados como de:

• Limpeza e afins;

• Esterilização, desinfecção, incluindo a desinfecção de água para consumo humano, hortifrutícola/

piscinas;

• Desinfecção (BRASIL, 2010).

E quanto à venda e emprego, podem ser:

• Produtos de venda livre;

• Produtos de uso profissional ou de venda restrita a empresa especializada (BRASIL, 2010).

Para a obtenção de bons resultados nas práticas de higienização hospitalar, deve-se fazer uso de produtos saneantes (sabões, detergentes, desinfetantes, dentre outros). Tais saneantes devem ser utilizados por meio de técnicas corretas e previamente especificados pela SCIH (BRASIL,2012).

Muitos fatores devem ser levados em consideração na escolha e na utilização dos produtos saneantes para as instituições hospitalares, são eles:

• A natureza da superfície a ser limpa e/ou desinfetada;

• Possibilidade de corrosão da superfície;

• Tipo e grau de sujidade e a sua forma de eliminação;

• Tipo de contaminação a ser eliminada;

• Recursos disponíveis e método de limpeza adotado;

• Grau de toxicidade do produto;

• Concentração do uso preconizado pelo fabricante;

• Segurança na manipulação e uso dos produtos;

• Princípio ou componente ativo;

• Tempo de contato para a ação;

• Potencial de desinfecção perante a matéria orgânica;

• Estabilidade do produto frente a fatores externos (luz, umidade, temperatura, armazenamento);

• Temperatura de uso;

• pH;

• Incompatibilidade com outros agentes, que podem contribuir para a redução da eficácia do mesmo;

• Prazo de validade;

• Registro da ANVISA (BRASIL,2012).

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9.1 PRODUTOS UTILIZADOS NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIES 9.1.1 Sabões e Detergentes

O sabão é um produto utilizado de forma prioritária para a lavagem e limpeza de superfície. Sua base é de sais alcalinos que age de forma natural por saponificação (BRASIL, 2012).

O detergente também é utilizado para limpeza de superfícies, mas sua ação se deve através da diminuição da tensão superficial. A presença de surfactante em sua composição facilita a diminuição da tensão superficial, consequentemente, a penetração do produto nas superfícies (BRASIL, 2012).

9.2 PRODUTOS UTILIZADOS NA DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES 9.2.1 Álcool

As formulações alcoólicas mais conhecidas são à base de álcool etílico ou isopropílico. No Brasil, é um produto muito utilizado nas unidades de saúde, utilizando-se, principalmente, o álcool etílico derivado da cana-de-açúcar. Essa peculiaridade torna o produto de baixo custo, de fácil obtenção e que apresenta baixa toxicidade em contato com a pele. Devido a essas características, somadas à praticidade e ao bom espectro de ação, tem sido amplamente utilizado e recomendado para desinfecção de superfícies, em especial, mobiliários e equipamentos (BRASIL, 2012).

Sua aplicação em superfícies deve ocorrer por fricção e sua ação é por meio da desnaturação proteica.

O conjunto dos álcoois etílicos possuem ação bactericida, virucida, fungicida e tuberculocida, mas não são esporicidas. Podem ser utilizados nas concentrações de 60% a 90%. No complexo do HRSC são utilizados na concentração de 70% (BRASIL, 2012).

Apresentam ação bactericida contra formas vegetativas de bactérias gram positivas e gram negativas, boa atividade contra o bacilo da tuberculose e atua contra muitos fungos e vírus, incluindo o vírus sincicial respiratório, vírus da hepatite B e o HIV. Por não possuir ação esporicida, não age sobre o Clostridium difficile na forma esporulada (BRASIL, 2012).

9.2.2 Compostos Liberadores de Cloro Ativo

O mais utilizado no complexo HRSC é o hipoclorito de Sódio. Ele possui ação bactericida, virucida, fungicida, tuberculicida e esporicida. São indicados principalmente para desinfecção de superfícies fixas. Podem ser utilizados em concentração de 0,02% a 1,0%. No HRSC é utilizado nas concentrações de 1% e 5% nas superfícies, 0,2% no laboratório para máquinas segundo recomendação do fabricante. (BRASIL, 2012).

9.2.3 Quaternário de Amônia (Desinfetantes Padronizados pela Instituição)

Desinfetante hospitalar com pH NEUTRO para superfícies fixas e artigos não críticos, indicado

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Referências

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