Diocese de Piracicaba - SP
COMUNICANDO A LUZ DA PALAVRA DE DEUS | MAIO de 2015
Maria é o tema abordado na Palavra do Pároco –
pág. 2Pentecostes – o nascimento da Igreja –
pág.3Maio- mês do Rosário, de Maria e das mães –
pág. 4Você tem uma visão correta sobre o dízimo?
Pág. 2Diocese de Piracicaba - SP
Eu já era um católico participante, mas me inco- modava um pouco o traba- lho da Pastoral do Dízimo.
Achava que esse negócio de pedir para as pessoas contribuírem não pegava muito bem na Igreja. Para falar a verdade, eu ficava irritado quando recebia uma mensagem do pessoal da Pastoral do Dízimo e tinha mesmo vontade dizer frontalmente que não era a fim de ser dizimista. Só não expressava isso pela conve- niência da boa educação e urbanidade. Mas a presença atuante dos membros daquela pastoral sempre me inquietou de algu- ma forma. De todos os modos eu procurava apaziguar a minha consciência e buscava argumentos para me justificar interior- mente pela rejeição que me despertava a ideia de me tornar dizimista. Mas o problema de consciência não me dava tréguas porque eu não encontrava nenhum argumento sólido em defe- sa da minha posição anti-dizimista. Eu chegava a afirmar para mim mesmo que Dízimo era coisa de crente, que a igreja era uma instituição riquíssima e não precisava de dinheiro de nin-
guém, que eu ia tirar do meu bolso para o padre gastar à toa…
Enfim, desculpas esfarrapadas de quem não queria se com- prometer. Quando fui adentrando mais na profundidade da vida comunitária, fui percebendo que a maioria pensava como eu e só uns poucos efetivamente contribuíam generosamente para a sustentação da evangelização que é a obra essencial de qualquer comunidade paroquial católica. Percebi que todos os projetos comunitários acabavam dependendo de eventos não muito apropriados para angariar recursos destinados – em sín- tese – à evangelização.
É inusitado pensar que para chegar a esse fim evangelizador se lançasse mão de meios tão inadequados como bingos, rifas, chás beneficentes, quermesses – eventos talvez até saudáveis para o lazer e a boa convivência – mas jamais para serem as ine- vitáveis fontes de recursos para a evangelização. Diante dessa realidade que me incomodava – e incomodava muito mais que a ideia do dízimo em si, passei a refletir melhor sobre o papel do cristão católico como agente corresponsável pela sua comuni- dade de fé.
Assim conscientizado, foi com imensa alegria que assumi o compromisso dizimista, o qual ajudou a descortinar em mim um horizonte novo de fé e participação.
Côn.Norberto Cazellotto Junior, O. Praem
Todos sabemos, que a nossa Igreja dedica o mês de maio a Nossa Senhora e às devoções marianas. É um tempo especial de graças para nós que a temos como nossa advogada e in- tercessora fiel diante de Deus.
O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 971, a respeito da devoção à Maria Santíssi- ma afirma: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrín- seca ao culto cristão”. A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde remotíssimos
tempos, a bem-aventurada Virgem é vene- rada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (…) Este culto (…) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece pode- rosamente”; este culto encontra sua expres- são nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho”.
Veja o que nos diz São João Paulo II: “O Rosário
PALAVRA DO PÁROCO
QUERIDOS PAROQUIANOS, AMIGOS E DEVOTOS DE SÃO JUDAS TADEU!
CANTINHO DO DÍZIMO
é [...] uma oração profundamente cristológi- ca. Na sobriedade das suas partes, o Rosário consolida-se da profundidade da Boa Nova, da qual ele é quase um resumo. [...] Com o Rosário, o povo cristão anda na Escola de Maria para se deixar guiar, contemplando a beleza do rosto de Cristo e experienciando a profundidade do Seu amor. Ao contemplar os mistérios do Rosário, o crente obtém a graça em plenitude como se recebesse das próprias mãos da Mãe do Redentor”.
Que neste mês de Maio possamos viver mais plenamente o que nos ensina a Igreja e atra- vés da oração do rosário conhecer muito mais os mistérios da nossa salvação. Rezemos em família esta bela oração!
Que nosso Padroeiro o Apostolo São Judas Tadeu nos ajude a contemplar o rosto miseri- cordioso de Jesus através da oração do Rosário!
Um grande abraço, Côn. Norberto, opraem.
DÍZIMO – MUDANÇA DE VISÃO
Côn. Luiz Carlos Emilio de Oliveira
Na vida cristã a experiência máxima de Deus é o amor, porque Deus é amor. O amor de Deus é derramado em nós, aperfeiçoado em nós quando amamos uns aos outros.
O teólogo Karl Barth disse: O próximo é a porta de entrada do retorno ao único. O nosso primeiro próximo é o Cristo, pois, na sua face contemplamos a face de Deus. O nosso caminho não é para Deus na vertical, mas à horizontal na face do Filho, Jesus feito carne.
Deus não é encontrado dentro de nós, mas buscamos a face de Deus no irmão. Por isso, Jacó quando reencontrou o seu irmão Esaú disse: ver a sua face é como ver a face de Deus. Por isso, João vai dizer quem ama Deus e não ama o próximo é mentiroso.
Essa é a diferença entre Adão e Cristo. Entre o ser humano criado à semelhança de Adão e o ser humano criado à imagem de Cristo: a experiência de amor. Qual é o caminho do amor? Eu paro de pensar só em mim e começo a pensar em você, aliás, eu co- meço a pensar em você antes de pensar em mim.
Não quer dizer que Adão não ama, ele também ama. Está dizendo que só Cristo conhece o amor não contaminado pelo mal, só ele ama perfeitamen- te. Por isso, Paulo vai dizer: o amor seja sincero (Rm
12), apegue-se ao bem e odeie o mal porque o amor está contaminado ao amor a si mesmo que não é amor ao outro, mas para satisfazer a si mesmo. É a posse do outro para satisfação de si mesmo. É um amor de interesse.
Somente Cristo olha o próximo de baixo para cima; nós olhamos o próximo de cima para baixo:
você para me satisfazer, você para me fazer feliz, para cuidar de mim. Jesus olha de baixo para cima:
eu para cuidar de você, o seu interesse está acima do meu, estou disposto a morrer por você e até a lavar os seus pés.
O amor de Adão é seletivo: eu amo os que me amam; ama, olha lá, os familiares. O amor de Cristo ama o estrangeiro, o diferente. Jesus está dizendo que esse amor de Adão não amou nem a mim, pois, quando nasci fui acolhido pelos bichos, a minha mãe não encontrou lugar para dar à luz entre os seres humanos. Mas, vocês não são a semelhança de Adão e, sim, de Cristo ressuscitado.
O amor de Adão é retributivo: eu amo quem me ama, quem me faz bem; eu sou uma pessoa legal desde que ninguém pise no meu calo. O amor de Cristo é sacrificial. O amor de Cristo é tão divino que temos dificuldade de acreditar e de aceitar.
O amor de Adão é carnal, isto é, quem ama a si
PALAVRA DO VIGÁRIO
O AMOR DE DEUS – 1 JOÃO 4,7-10
tera, cobiça. Esse amor é daquele que diz: eu detesto que alguém me traia, mas eu posso trair. O amor de Cristo é ágape, incondicional.
Nós temos muito romance de sessão da tarde e pouca palavra de Deus; temos muita novela das oito e pouca palavra de Deus. Diminuímos tanto amor que o nosso maior problema é briga de irmãos, de cunhado, sogra, estou fazendo terapia porque não aguento mais ouvir a voz do meu chefe.
O Evangelho está falando de o judeu amar o sol- dado romano que o chicoteia. Ele está falando do palestino celebrar a eucaristia com o judeu; já pen- sou! Seria um escândalo internacional.
Por que o nosso maior dilema é conjugal, familiar?
Quem mais nos fere mais próximo está; quem está à nossa mesa nos apunhala pelas costas. Será que podemos dizer: você me traiu e hoje é o meu ex- -marido, mas quero perdoar porque Jesus pediu para amar os inimigos. Será que as nossas comunidades podem acolher um ao outro? Hoje, as Igrejas estão buscando poder político, poder mágico. O caminho de Cristo é o caminho do amor. Deus nos ajude a tirar os trapos de Adão e revestir de Cristo Jesus.
Eu sou muito amado apesar das minhas misé- rias e, por isso, sou capaz de amar porque Deus nos amou primeiro. Somente isso que eu tenho de anunciar a vocês: Ele é o meu amado. Ele dominou a minha vida. Se eu choro e tenho as minhas batalhas e dores, persevero, pois, apesar de tudo, quero amá-lo e sinto o quanto Deus me ama. Esse amor desce no fundo do poço e diz:
vem eu te trago de volta.
CRÔNICA SOCIAL
CASAMENTOS NA MATRIZ: 25/04/15 – Carlos Eduardo Fradico e Daniela Melo do Prado
02/05/15 – José Rogério Murini Saraiva e
Nathalia de Souza Possignolo.
Parabéns aos noivos e Deus abençoe esses novos lares.
O mistério da presença e da ação do Espírito Santo é perceptível na criação e na redenção.
Já no segundo versículo da Bíblia, lemos: “o Es- pírito de Deus pairava sobre as águas”. A ação dele é perceptível na esfera da existência e da salvação; nos indivíduos e na Igreja, nas almas e nos corpos; nos homens e na vida animal. É essa a lição que aprendemos na celebração desta festa. Barulho, vento, fogo e unidade de línguas. Agora uma só língua é falada e é entendida por todos e todos, em línguas di- versas, louvam o único Deus no seio da única Igreja. Só pela força do Espírito vem a fé para se poder dizer que Jesus é o Senhor. Só pelo Espírito, pessoas diversas, com carismas di- versos, formam o único corpo místico. É pela força do Espírito que os nossos pecados são perdoados e a salvação acontece.
Se a Igreja é o Corpo de Cristo, ela necessi- ta de uma Alma. Esta Alma é o Amor de Deus derramado em nossos corações, a pessoa do Espírito Santo. Quem não recebeu este Amor
é pobre no pior sentido da palavra. Nesta festa do Divino Espírito Santo, devemos nos dirigir a Ele com a humildade de verdadeiros mendigos e suplicar este Amor do qual não somos capazes.
SOLENIDADE DE PENTECOSTES
No período de 23 a 26 de Abril, em Aparecida-SP, na 10a Assembleia Eletiva da CND, em comemoração aos 50 anos da restauração do Diaconado Permanen- te, representando a Diocese de Piracica- ba, lá estiveram nossos irmãos Diáconos Celso, Edgard, Arena, Valter Pedroso, Carlos Vila e esposa e Odelcio e esposa, Assembleia esta na qual foi reeleito o Dia- cono Zeno Konzen. Confira nas fotos essa representação:
O mês de maio é dedicado a Maria.
Neste mês, muitas famílias se juntam para rezar o rosário. Mãe do Puro Amor.
Maria é promessa e esperança, é ternu- ra e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora. Ela nos conforta, nos acalenta. Maria nos guia a cada momento. Ela não se esquece de nós. Precisamos ser Mães como Maria, acalentando nossos filhos, educando-os e amando-os. Ela é o maior exemplo de fé, de certeza e fidelidade ao Pai. Nossa
relação com Maria é uma relação de infini- to amor. Entre muitos tratamentos estão Santíssima, Virgem Maria, Nossa Senhora, Mãe de Deus ou simplesmente MARIA.
MÊS DAS MÃES
No último domingo, dia 10, celebramos o
“Dia das Mães”, mas a tradição diz que todo o mês de maio, é o mês dedicado para elas, seja pela importância da data, bem como pelo amor, força e ternura que a elas são atribuí- das. Parabéns a todas as mães paroquianas e devotas de São Judas Tadeu!
Maio, mês de Maria, a Mãe de Jesus, mês das mães e mês do santo Rosário.
Diáconos da nossa Diocese vão à Aparecida
na 10
aAssembleia Eletiva da CND
ANO XII - EDIÇÃO 174
Informações: [email protected] | Projeto gráfico: Rodrigo Cardoso | [email protected] | Edição fechada em 11/05/2015