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Sistema de indicação de ajuste da constante K do cronotacógrafo eletrônico 1318

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UNIVERSIDADE TECNOL ´OGICA FEDERAL DO PARAN ´A DEPARTAMENTO ACAD ˆEMICO DE EL ´ETRICA

CURSO DE ENGENHARIA EL ´ETRICA

WILLYAN WEISS ILHA DOS SANTOS

SISTEMA DE INDICAC

¸ ˜

AO DE AJUSTE DA CONSTANTE

K DO CRONOTAC ´

OGRAFO ELETR ˆ

ONICO 1318

TRABALHO DE CONCLUS ˜AO DE CURSO

PATO BRANCO 2017

(2)

WILLYAN WEISS ILHA DOS SANTOS

SISTEMA DE INDICAC

¸ ˜

AO DE AJUSTE DA CONSTANTE

K DO CRONOTAC ´

OGRAFO ELETR ˆ

ONICO 1318

Trabalho de Conclus ˜ao de Curso de graduac¸ ˜ao, apresentado `a disciplina de Trabalho de Conclus ˜ao de Curso 2, do Curso de Engenharia El ´etrica do Departa-mento Acad ˆemico de El ´etrica - DAELE - da Universidade Tecnol ´ogica Federal do Pa-ran ´a - UTFPR, C ˆampus Pato BPa-ranco, como requisito parcial para obtenc¸ ˜ao do t´ıtulo de Engenheiro Eletricista.

Orientador: Prof. Dr. Jorge Luis Roel Ortiz

PATO BRANCO 2017

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TERMO DE APROVAC¸ ˜AO

O Trabalho de Conclus ˜ao de Curso intitulado SISTEMA DE INDICAC¸ ˜AO DE AJUSTE DA CONSTANTE K DO CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318 do acad ˆemico Willyan Weiss Ilha dos Santos foi considerado APROVADO de acordo com a ata da banca examinadoraN123 de 2017.

Fizeram parte da banca examinadora os professores:

Prof. Dr. Jorge Luis Roel Ortiz

Prof. Dr. C ´esar Rafael Claure Torrico

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Dedico esta, a todos que estiveram presentes nessa minha caminhada. Em especial minha m ˜ae K ´atia, que nunca me-diu esforc¸os para me dar a melhor educac¸ ˜ao poss´ıvel. Ao meu pai Arvi Paulo, por ter me apoiado esse tempo todo sem nunca hesitar. Ao meu irm ˜ao Welerson e minha linda namorada Caroline, que em nenhum momento me deixa-ram desanimar com as dificuldades encontradas. E por fim, um reconhecimento e uma admirac¸ ˜ao muito grande, ao meu professor orientador, Jorge Luis Roel Ortiz.

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Nunca ´e tarde demais para ser aquilo que sempre desejou ser.

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AGRADECIMENTOS

Agradec¸o a todos os professores, que de uma maneira ou outra, colabora-ram para meus conhecimentos durante toda a trajet ´oria acad ˆemica. Agradec¸o a cada um que se disp ˆos em me auxiliar em cada etapa desse trabalho. Um agradecimento especial para toda a equipe da mec ˆanica Cargoeste e do posto autorizado do Inmetro, RTC Pec¸as e Servic¸os, que se dispuseram a tirar todas as d ´uvidas pertinentes, para o desenvolvimento da monografia.

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RESUMO

DOS SANTOS ILHA, Willyan Weiss. Sistema de indicac¸ ˜ao de ajuste da constante K do cronotac ´ografo eletr ˆonico EC 1318. 2017 64f. Monografia(Graduac¸ ˜ao em Engenharia El ´etrica)- Departamento Acad ˆemico de El ´etrica, Universidade Tecnol ´ogica Federal do Paran ´a, Pato Branco,2017.

O cronotac ´ografo ´e um dispositivo utilizado para registrar informac¸ ˜oes de viagem dos ve´ıculos. Entre essas informac¸ ˜oes ´e poss´ıvel destacar velocidade instant ˆanea, veloci-dade m ´edia, dist ˆancia percorrida, tempo de viagem, entre outros dados do ve´ıculo. Por ser um equipamento de import ˆancia fundamental na fiscalizac¸ ˜ao de frotas, a verificac¸ ˜ao do dispositivo se torna essencial na hora de manter o ve´ıculo regulari-zado. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e tecnologia(Inmetro) estipula um intervalo de verificac¸ ˜ao de 2 anos, a fim de certificar que o ve´ıculo e o cronotac ´ografos estejam devidamente calibrados. A constante K ´e o par ˆametro utilizado para efetuar o sincronismo do dispositivo com o ve´ıculo. Essa constante carrega a informac¸ ˜ao da quantidade de pulsos que o sensor de velocidade envia para o cronotac ´ografo, na dist ˆancia de 1000 metros. Dessa forma, esse trabalho teve como prop ´osito apresen-tar uma nova metodologia para obter a constante K do cronotrac ´ografo eletr ˆonico EC 1318. Partindo do princ´ıpio de funcionamento do dispositivo at ´e seus m ´etodos de aferic¸ ˜ao, com o intuito de desenvolver um equipamento capaz de adquirir o par ˆametro desejado, utilizando um dispositivo de posic¸ ˜ao global(GPS). O m ´etodo de utilizar o dispositivo de GPS como refer ˆencia de dist ˆancia, se mostrou eficaz dentro dos requi-sitos estabelecidos para realizar os ensaios. A utilizac¸ ˜ao do sistema proposto tornou o equipamento desenvolvido um artificio, no momento de se obter a constante k. Dentre os v ´arios ensaios realizados os melhores resultados obtidos permaneceram na mar-gem de erro admiss´ıvel pelo Inmetro, marmar-gem essa de 1%. Com isso a metodologia proposta satisfez o objetivo principal de obter a constante K.

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ABSTRACT

Dos Santos Ilha, Willyan Weiss. System of adjustment indication of constant K of electronic tachograph EC 1318. 2017 64f. Monograph(Electrical Engineering Un-dergraduate) Academic Department of Electrical Engineering, Federal Technological University of Parana, Pato Branco 2017.

The tachograph is a device used to register vehicle travel information. Out of all in-formation available about the vehicle, it is possible to highlight, instant velocity, mean velocity, distance travelled and travel time. For being a device of fundamental impor-tance in fleet inspection, the verification of the device becomes essential when it comes to keeping the vehicle regularized. The National Institute of Metrology, Standardization and Industrial Quality (Inmetro) sets a 2 year inspection interval, in order to certify that the vehicle and the tachograph are properly calibrated. The constant K is the parameter used to conduct the synchrony between the vehicle and the device. This constants holds the data about the pulse quantity, that the velocity sensor sends to the tachograph, in the distance of 1000 meters. Currently, the method used to obtain the parameter K is through the use of a 20 meter track. Therefore, as this project pro-gresses, a new methodology will be presented in order to obtain the constant K of the electronic tachograph EC 1318.Starting from the operation principles of the device until its gauging methods, with the intent of developing an equipment capable of acquiring the desired parameter, using a global positioning device (GPS). The method of using the GPS device as a reference for the distance, was shown to be effective within the established requirements to conduct the tests. The use of the proposed system turned the equipment developed an artifice, at the moment of obtaining the constant k. Among the several tests performed the best results obtained remained within the permissible margin of error by Inmetro. A margin of 1%. Hence the proposed methodology satisfies the main goal of obtaining the constant K

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Cronotac ´ografo Eletr ˆonico 1318 . . . 13

Figura 2: Cronotac ´ografo Eletr ˆonico-digital 1318 . . . 13

Figura 3: Componentes do cronotac ´ografo EC 1318. . . 18

Figura 4: Disco Diagrama. . . 19

Figura 5: Esquem ´atico do sensor indutivo. . . 20

Figura 6: Topologias do sensor indutivo PNP e NPN. . . 20

Figura 7: M ´etodo de ensaio utilizado para obter a constante W. . . 22

Figura 8: Pista de 20 metros. . . 23

Figura 9: Banco de rolos. . . 24

Figura 10: Sistema de Posic¸ ˜ao Global. . . 26

Figura 11: Constelac¸ ˜ao de Sat ´elites . . . 27

Figura 12: Estac¸ ˜oes Terrestres . . . 28

Figura 13: Representac¸ ˜ao da posic¸ ˜ao de um ponto P no plano cartesiano. 29 Figura 14: Receptor GPS NEO-6MV2 . . . 31

Figura 15: Kit microcontrolador Stellaris. . . 34

Figura 16: Empresas parceiras. . . 35

Figura 17: Equipamentos utilizados para aferir a constante K. . . 36

Figura 18: Ensaio do banco de rolos. . . 37

Figura 19: Lacres emitidos pelo inmetro no cronot ´acografo. . . 38

Figura 20: Localizac¸ ˜ao do sensor no ve´ıculo. . . 39

Figura 21: Ensaio para obter sinal do sensor do ve´ıculo. . . 40

Figura 22: Sinal sensor indutivo. . . 40

Figura 23: Topologias para adequac¸ ˜ao do sinal. . . 41

Figura 24: Circuito para atenuac¸ ˜ao do sinal . . . 43

(10)

Figura 26: Display LCD 16x2. . . 45

Figura 27: Pista de atletismo UTFPR . . . 45

Figura 28: Decodificac¸ ˜ao sentenc¸a NMEA. . . 46

Figura 29: Exemplo de dist ˆancia. . . 47

Figura 30: Equipamento desenvolvido para testes. . . 48

Figura 31: Regulador de tens ˜ao LM7805. . . 49

Figura 32: Certificado de aferic¸ ˜ao. . . 49

Figura 33: Pista de ensaio reduzida de 20 metros. . . 50

Figura 34: Pista de ensaio reduzida de 20 metros. . . 51

Figura 35: Atualizac¸ ˜ao das microchaves. . . 52

Figura 36: Pista de ensaio de 200 metros. . . 54

Figura 37: Pista de ensaio de 300 metros. . . 55

(11)

LISTA DE TABELAS

1 Calibrac¸ ˜ao da Constante K . . . 22

2 Significado da sentenc¸a GPGGA do protocolo NMEA. . . 32

3 Calibrac¸ ˜ao da Constante K . . . 44

4 Ensaio pista de 200 metros . . . 54

5 Ensaio pista de 200 metros [erro] . . . 54

6 Ensaio pista de 300 metros . . . 55

7 Ensaio pista de 300 metros [erro] . . . 55

8 Ensaio pista de 500 metros . . . 56

(12)

SUM ´ARIO 1 INTRODUC¸ ˜AO . . . 12 1.1 JUSTIFICATIVA DO TRABALHO . . . 14 1.2 OBJETIVO GERAL . . . 14 1.2.1 Objetivos Espec´ıficos . . . 14 2 REVIS ˜AO TE ´ORICA . . . 16

2.1 CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318 . . . 16

2.1.1 CARACTER´ISTICAS DO CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318 . . . . 16

2.1.1.1 Dispositivo Processador . . . 16 2.1.1.2 Dispositivo registrador . . . 17 2.1.1.3 Dispositivo indicador . . . 17 2.1.1.4 Dispositivos Auxiliares . . . 17 2.1.2 PRINC´ıPIO DE FUNCIONAMENTO . . . 18 2.1.2.1 Disco Diagrama . . . 18 2.1.2.2 Sensor de Velocidade . . . 19

2.2 SISTEMA DE AJUSTE DA CONSTANTE K . . . 20

2.3 LEGISLAC¸ ˜AO DO CRONOTAC ´OGRAFO . . . 24

2.4 SISTEMA GLOBAL DE POSICIONAMENTO . . . 25

2.4.1 Sistema espacial . . . 26

2.4.2 Segmento de controle . . . 26

2.4.3 Segmento do Usu ´ario . . . 27

2.4.4 C ´alculo da Posic¸ ˜ao por Coordenadas . . . 27

2.4.5 C ´alculo da dist ˆancia entre dois pontos . . . 29

2.5 DISPOSITIVO RECEPTOR DE GPS NEO-6MV2 . . . 30

2.5.1 Protocolo NMEA . . . 31

2.5.1.1 Caracter´ısticas das sentenc¸as NMEA . . . 31

2.6 MICROCONTROLADOR STELLARIS LM4F120H5QR . . . 33

(13)

3.1 PROCESSO DE AFERIC¸ ˜AO DO CRONOTAC ´OGRAFO EC 1318 . . . 36

3.1.1 Teste e selagem do Equipamento . . . 36

3.2 ELABORAC¸ ˜AO DO EQUIPAMENTO PARA INDICAC¸ ˜AO DA CONSTANTE K 38 3.2.1 Sensor indutivo do Ve´ıculo . . . 39

3.2.2 Circuito para Aquisic¸ ˜ao do sinal . . . 40

3.2.3 Implementac¸ ˜ao da Tabela de convers ˜ao W . . . 44

3.2.4 Acoplamento do dispositivo GPS e microcontrolador . . . 44

3.2.5 C ´alculo da dist ˆancia percorrida . . . 46

3.3 EQUIPAMENTO DESENVOLVIDO . . . 47

3.3.1 Ensaio da constante W . . . 49

4 RESULTADOS . . . 53

(14)

12 1 INTRODUC¸ ˜AO

O cronotac ´ografo ´e um equipamento utilizado para registrar os dados de viagem de ve´ıculos. No Brasil, de acordo com o C ´odigo de Tr ˆansito Brasileiro(CIVIL, 1997), ve´ıculos de carga com peso bruto acima de 4.536 quilogramas, assim como ve´ıculos com 10 passageiros ou mais, s ˜ao obrigados a utilizar o dispositivo. Os pri-meiros cronotac ´ografos utilizados para a fiscalizac¸ ˜ao de frota foram empregados em trens(INMETRO, 2017). Seu criador, Max Maria von Weber, ficou mundialmente conhe-cido pelo seu m ´etodo de controle e fiscalizac¸ ˜ao, criado no s ´eculo XIX, ser aplicado atualmente em ve´ıculos(INMETRO, 2017).

´

E poss´ıvel encontrar tr ˆes tecnologias de cronotac ´ografos:mec ˆanicos,eletr ˆo-nicos e os eletr ˆoˆo-nicos-digitais. O cronotac ´ografo mec ˆanico foi o primeiro a ser comer-cializado no Brasil, e ainda est ´a presente em quase toda a frota de ve´ıculos antigos, por ´em atualmente ´e produzido apenas pelo mercado de reposic¸ ˜ao. Sua caracter´ıstica mec ˆanica est ´a relacionada `a utilizac¸ ˜ao de um cabo mec ˆanico para identificac¸ ˜ao da velocidade do ve´ıculo (MOPPBRASIL, 2012).

Atualmente, o cronotac ´ografo eletr ˆonico ´e o mais utilizado. Estima-se que 90% dos ve´ıculos de carga e passageiros utilizam esse tipo de equipamento devido a sua praticidade e confiabilidade quando comparado com o mec ˆanico, e o prec¸o, quando comparado com o digital(TREVISAN, 2016). A substituic¸ ˜ao do cabo mec ˆanico

por sinais el ´etricos ´e a principal diferenc¸a entre o equipamento mec ˆanico e os outros dois(MOPPBRASIL, 2012) . O dispositivo eletr ˆonico-digital ´e a evoluc¸ ˜ao dos anterio-res,pois cont ´em diversas func¸ ˜oes e aplicac¸ ˜oes, mas seu elevado custo ´e uma das raz ˜oes pelas quais as concessionarias t ˆem optado pelo modelo eletr ˆonico, o mais uti-lizado pelas montadoras e pelo mercado de reposic¸ ˜ao(TREVISAN, 2016).

(15)

1 introduc¸ ˜ao 13

Figura 1: Cronotac ´ografo Eletr ˆonico 1318 Fonte: taconews (2005b)

Figura 2: Cronotac ´ografo Eletr ˆ onico-digital 1318

Fonte: taconews (2005a)

A Figura 2 ilustra o modelo de cronotacografo eletr ˆonico-digital, o MTCO 1390.

Para que o cronotac ´ografo seja capaz de registrar os dados de velocidade instant ˆanea e m ´edia, dist ˆancia percorrida, tempo de viagem, entre outros dados, ´e necess ´ario realizar `a leitura do sinal emitido pelo sensor de velocidade, instalado na sa´ıda da caixa de c ˆambio. Esse sensor capta a velocidade rotacional do eixo e a en-via, atrav ´es de pulsos el ´etricos, para o cronotac ´ografo processar esses dados e atuar no veloc´ımetro e no hod ˆometro parcial (SCANIA, 2001). O ajuste ou aferic¸ ˜ao de velo-cidade ´e realizado em cada ve´ıculo com intuito de verificar e ajustar o cronotac ´ografo em relac¸ ˜ao ao par ˆametro de velocidade do ve´ıculo. Atualmente, o Inmetro estipula a aferic¸ ˜ao do cronotac ´ografo a cada 2 anos(PARAN ´A, 2016). A aferic¸ ˜ao do cronotac ´ografo do modelo 1318 ´e realizada atrav ´es da combinac¸ ˜ao de 10 chaves que ficam instaladas no interior do dispositivo.

O processo de acionamento das chaves ´e feito manualmente, baseado em tabelas que relacionam a quantidade de pulsos emitidos pelo sensor indutivo na

(16)

1.1 Justificativa do trabalho 14 dist ˆancia de 1000 metros (par ˆametroW ). O Inmetro utiliza banco de rolos e pistas re-duzidas para realizar a simulac¸ ˜ao e os testes de acordo com a norma no

NIE-DIMEL-100 de 2011 . Para determinar os pulsos emitidos pelo sensor durante o ensaio, ´e acoplado ao cronotac ´ografo um equipamento que faz a leitura e o processamento do sinal(NIE-DIMEL-100, 2011). Por meio de tabelas fornecidas pelos fabricantes ´e obtida a relac¸ ˜ao entre os valores de W adquiridos no ensaio, e as chaves a serem acionadas ou desativadas. As chaves representam o valor K, assinalado no cronotac ´ografo(SCANIA, 2001).

1.1 JUSTIFICATIVA DO TRABALHO

O cronotac ´ografo presente nos ve´ıculos de carga igual ou superior a 4.536 quilogramas e nos ve´ıculos de passageiros com 10 ocupantes ou mais, ´e respons ´avel por armazenar as informac¸ ˜oes durante a viagem sobre a velocidade instant ˆanea, dist ˆancia total percorrida, o tempo do percurso e at ´e mesmo os tempos de parada e movimentac¸ ˜ao do ve´ıculo (CIVIL, 1997). O disco diagrama onde s ˜ao gravados esses dados ´e um documento que registra informac¸ ˜oes que os policias e peritos utilizam para esclarecer as causas de acidentes. Por isso ´e de grande import ˆancia que os dados sejam armazenados de maneira correta. Segundo estat´ısticas da Pol´ıcia Rodovi ´aria Federal em 2011, 38.523 ve´ıculos envolvidos em acidentes ocorridos em rodovias fe-derais no estado do Paran ´a, 11.474 envolveram caminh ˜oes e ˆonibus, ou seja, 30% dos casos nos quais o uso do cronotac ´ografo foi ou poderia ter sido utilizado para serem esclarecidos (PRF, 2015). Realizar a aferic¸ ˜ao do dispositivo ´e obrigat ´orio e deve ser efetuada a cada 2 anos. Assim, dada a import ˆancia desse dispositivo nos ve´ıculos, este trabalho tem como objetivo desenvolver um equipamento de indicac¸ ˜ao de ajuste da constante K do cronotac ´ografo eletr ˆonico EC 1318(SCANIA, 2001).

1.2 OBJETIVO GERAL

Desenvolver um sistema de indicac¸ ˜ao de ajuste da constante K do crono-tac ´ografo eletr ˆonico 1318, utilizando GPS como refer ˆencia de dist ˆancia.

1.2.1 OBJETIVOS ESPEC´IFICOS

• Entender o princ´ıpio de funcionamento dos cronotac ´ografos e a sua relac¸ ˜ao com os ve´ıculos;

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1.2 Objetivo geral 15 • Estudar, entender e verificar o processo de aferic¸ ˜ao dos cronotac ´ografos;

• Projetar o circuito para receber e tratar o sinal emitido pelo sensor;

• Implementac¸ ˜ao da tabela de convers ˜ao de W para chaves no microcontrolador; • inserir no projeto a ligac¸ ˜ao do GPS com o microcontrolador;

• Implementar uma interface para indicar a modificac¸ ˜ao das chaves; • Acoplar os circuitos em uma ´unica placa de circuito impresso.

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16 2 REVIS ˜AO TE ´ORICA

Nesse cap´ıtulo ser ´a abordado o estudo sobre o princ´ıpio de funciomanento do cronotac ´ografo EC 1318 e seus m ´etodos de aferic¸ ˜ao assim como todo o embasa-mento te ´orico dos dispositivos utilizados no desenvolviembasa-mento desse trabalho.

2.1 CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318

O dispositivo chamado de cronotac ´ografo ´e mais conhecido como tac ´ografo. A origem do nome est ´a relacionada `a maneira como ´e realizada a gravac¸ ˜ao no disco diagrama. O registro ´e realizado por um tac ˆometro, ou seja, por um instrumento de medic¸ ˜ao de rotac¸ ˜oes(ASSOCIATION, 2016). O cronotac ´ografo 1318 registra as informa-c¸ ˜oes de maneira anal ´ogica em um disco de papel, conhecido como disco diagrama. Existem diversos modelos de dispositivos que registram as informac¸ ˜oes de viagem de um ve´ıculo, por ´em, a grande utilizac¸ ˜ao do modelo eletr ˆonico 1318, tornou-o um equipamento mundialmente conhecido.

2.1.1 CARACTER´ISTICAS DO CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318

De acordo com o Inmetro, ´org ˜ao respons ´avel pela regularizac¸ ˜ao do equipa-mento, o modelo eletr ˆonico EC 1318 ´e constitu´ıdo basicamente por quatro dispositivos, classificados como processador, registrador,indicador e suplementares.

2.1.1.1 DISPOSITIVO PROCESSADOR

O dispositivo processador presente no crontac ´ografo eletr ˆonico 1318 ´e res-pons ´avel por comandar todo o sistema de funcionamento do equipamento. E res-´ pons ´avel por receber as informac¸ ˜oes de velocidade, que s ˜ao enviadas pelo sensor instalado na sa´ıda da caixa de c ˆambio. O dispositivo processa essas informac¸ ˜oes e controla o veloc´ımetro e o Hod ˆometro parcial. O processador tamb ´em ´e respons ´avel por controlar as agulhas que registram as informac¸ ˜oes no disco diagrama. A Figura 3(a) ilustra a placa do processador.

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2.1 CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318 17 2.1.1.2 DISPOSITIVO REGISTRADOR

O dispositivo registrador ´e respons ´avel por realizar as marcac¸ ˜oes no disco diagrama. O sistema ´e composto por 3 agulhas de safira que sob press ˜ao geram as marcac¸ ˜oes que representam a velocidade instant ˆanea, dist ˆancia percorrida e o tempo de viagem do ve´ıculo. A Figura 3(b) ilustra o dispositivo registrador.

2.1.1.3 DISPOSITIVO INDICADOR

O tac ´ografo eletr ˆonico 1318 possui um sistema de indicac¸ ˜ao anal ´ogica, o conjunto ´e composto por um indicador de velocidade instant ˆanea que trabalha em at ´e tr ˆes escalas, dependendo do ve´ıculo elas podem ser 125 km/h, 140 km/h e 180 km/h. O sistema tamb ´em ´e composto por um hod ˆometro, respons ´avel pela indicac¸ ˜ao da dist ˆancia percorrida, e por um rel ´ogio, indicando a hora para o motorista. A Figura 3(c) ilustra o dispositivo indicador.

2.1.1.4 DISPOSITIVOS AUXILIARES

Por quest ˜ao de seguranc¸a, o cronotac ´ografo possui um sistema de indicac¸ ˜ao luminosa, ap ´os ultrapassada a velocidade m ´axima ajustada, um led vermelho ´e acio-nado indicando o excesso de velocidade. Outro dispositivo auxiliar e o mais importante no quesito de aferic¸ ˜ao do dispositivo, s ˜ao as microchaves. Elas s ˜ao as respons ´aveis pelo ajuste da constante ”K”do cronotac ´ografo. A Figura 3(d) ilustra as microchaves.

(20)

2.1 CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318 18

(a) Processador. (b) Registrador.

(c) Indicador. (d) Auxiliares. Figura 3: Componentes do cronotac ´ografo EC 1318. Fonte: Autoria pr ´opria, 2017.

2.1.2 PRINC´IPIO DE FUNCIONAMENTO

O cronotac ´ografo ´e um dispositivo inserido no ve´ıculo, de modo que pode ser retirado para manutenc¸ ˜ao, ou para sua verificac¸ ˜ao. A fonte de alimentac¸ ˜ao ´e oriunda da(s)bateria(s) do pr ´oprio ve´ıculo. Dependendo do ve´ıculo, essa alimentac¸ ˜ao pode variar entre 12V ou 24V. Por isso deve ser especificado no dispositivo sua tens ˜ao de operac¸ ˜ao. De acordo com a portaria no 457 do Inmetro, a alimentac¸ ˜ao do

crono-tac ´ografo deve ser conectada diretamente sobre o polo positivo da bateria, evitando que o instrumento deixe de operar com o ve´ıculo desligado(INMETRO, 2008). A sua posic¸ ˜ao de fixac¸ ˜ao pode variar de acordo com a montadora do ve´ıculo, por ´em geral-mente o dispositivo ´e colocado na posic¸ ˜ao frontal do painel, em frente ao operador do ve´ıculo.

2.1.2.1 DISCO DIAGRAMA

O cronotac ´ografo eletr ˆonico EC 1318 armazena os dados registrados em discos diagramas. As informac¸ ˜oes s ˜ao gravadas diariamente, independente da operac¸ ˜ao do ve´ıculo. Os dados armazenados nos diagramas s ˜ao padronizados numa simbolo-gia universal(BRASIL, 2017). O disco diagrama ´e composto com uma pel´ıcula de cera

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2.1 CRONOTAC ´OGRAFO ELETR ˆONICO 1318 19 agulhas, ´e o respons ´avel pela grafia no diagrama. A Figura 4 ilustra o disco diagrama e suas marcac¸ ˜oes(SOFTWARE, 2010). No modelo EC 1318 o Disco Diagrama ´e subs-titu´ıdo diariamente ou de maneira semanal. Dependendo do ano do dispositivo, ´e poss´ıvel encontrar essas duas vers ˜oes de armazenamento. O diferencial no modelo de 7 dias ´e uma l ˆamina incorporada no conjunto de registro, que corta uma fita que interliga os discos que representam os 7 dias.

Figura 4: Disco Diagrama. Fonte: Velomark (2010)

2.1.2.2 SENSOR DE VELOCIDADE

O sensor de velocidade instalado na caixa de mudanc¸as de velocidade do ve´ıculo ´e um sensor do tipo indutivo. O princip´ıo de funcionamento do sensor indutivo esta relacionado com a variac¸ ˜ao do campo magn ´etico, que ´e gerado internamente no sensor atrav ´es de um circuito oscilador e de uma bobina(THOMAZINI; ALBUQUERQUE, 2005). Quando um objeto com caracteristicas magn ´eticas ´e aproximado do disposi-tivo, h ´a o surgimento de correntes de Foucault. Essas correntes reduzem o campo magn ´etico gerado pelo oscilador, ocasionando assim a diminuic¸ ˜ao das oscilac¸ ˜oes. O circuito comparador identifica essa reduc¸ ˜ao e gera um sinal digital, que ´e amplificado na sa´ıda do circuito (THOMAZINI; ALBUQUERQUE, 2005). O n´ıvel l ´ogico do sinal de sa´ıda ´e determinado pela configurac¸ ˜ao dos transitores utilizados no circuito de amplificac¸ ˜ao, podendo ser transistores do tipo NPN ou PNP. Ilustrado na Figura 6.

A Figura 5 ilustra a estrutura b ´asica de funcionamento do sensor indutivo, ou sensor de proximidade.

Como visto anteriormente o n´ıvel l ´ogico do sinal de sa´ıda ´e uma func¸ ˜ao da configurac¸ ˜ao dos transistores.

(22)

2.2 Sistema de Ajuste da Constante K 20

N

S

Bobina+Oscilador Demodulador Trigger Amplificador/saída

Figura 5: Esquem ´atico do sensor indutivo. Fonte: Autoria pr ´opria, 2016.

o sinal de sa´ıda est ´a configurado em n´ıvel l ´ogico baixo, devido ao resistor R estar associado numa configurac¸ ˜ao pull-down com o circuito. Quando o sensor identifica uma variac¸ ˜ao em seu campo magn ´etico, o transistor ´e acionado e o sinal de sa´ıda ´e levado a n´ıvel alto. Na Figura 6(b) quando o sensor est ´a em repouso, o sinal de sa´ıda est ´a em n´ıvel alto, devido a configurac¸ ˜ao de pull-up do resistor R. Quando o transistor

´e acionado o sinal de sa´ıda ´e levado a n´ıvel baixo.

v+

v-retorno

Sensor PNP

R

(a) Diagrama sensor PNP.

v+ v-retorno Sensor NPN R (b) Diagrama sensor NPN. Figura 6: Topologias do sensor indutivo PNP e NPN.

Fonte: Adaptado de Automacao (2015)

De acordo com informac¸ ˜oes t ´ecnicas o sensor indutivo instalado na caixa de transmiss ˜ao do ve´ıculo, ´e configurado na topologia PNP.

2.2 SISTEMA DE AJUSTE DA CONSTANTE K

O cronotac ´ografo, como qualquer outro aparelho de medic¸ ˜ao, necessita ser aferido e calibrado. No caso espec´ıfico do cronotac ´ografo, realizar a calibrac¸ ˜ao sig-nifica ajustar o equipamento em relac¸ ˜ao `a dimens ˜ao do pneu e `a relac¸ ˜ao de trans-miss ˜ao do ve´ıculo (SCANIA, 2001). A relac¸ ˜ao de transmiss ˜ao ´e uma caracter´ıstica de

(23)

2.2 Sistema de Ajuste da Constante K 21 cada modelo espec´ıfico, e ´e definida pela f ´abrica. A dimens ˜ao do pneu tamb ´em ´e de-finida originalmente pela montadora, por ´em a cada substituic¸ ˜ao, devido ao desgaste, essa caracter´ıstica ´e influenciada. A escolha de um pneu com perfil diferente, ou at ´e mesmo, a marca diferente, resulta numa alterac¸ ˜ao das caracter´ısticas inicias. No mo-delo eletr ˆonico EC 1318 a calibrac¸ ˜ao entre o equipamento e o ve´ıculo, ´e por meio da constante K. Essa constante ´e um valor assinalado no cronotac ´ografo, e corres-ponde a um valor m ´edio de um intervalo, acerca da quantidade de pulsos enviados pelo sensor numa dist ˆancia pr ´e determinada (SCANIA, 2001).

Antes de assinalar a constante K no dispositivo, ´e necess ´ario obter a cons-tante W do ve´ıculo. Esta ´e a uma caracter´ıstica particular de cada ve´ıculo e repre-senta a quantidade de pulsos que o sensor envia em uma dist ˆancia de 1000 metros. De acordo com o Inmetro, a constante W ´e definida como:

Coeficiente “w” do ve´ıculo: ´E o fator caracter´ıstico que qualifica e quan-tifica a informac¸ ˜ao fornecida pelo ve´ıculo correspondente a uma dist ˆancia de 1 km. O coeficiente “w” deve ser expresso em rotac¸ ˜oes por quil ˆometro (rot/km) ou pulsos por quil ˆometro (pulsos/km). O coeficiente “w” deve ser determinado nas condic¸ ˜oes de refer ˆencia (NIE-DIMEL-100, 2011). A partir de tabelas fornecidas pelos fabricantes ´e poss´ıvel relacionar a cons-tante W com o valor a ser assinalado no cronotac ´ografo. No modelo EC 1318 a ma-neira de configurar este valor ´e por meio da combinac¸ ˜ao de 10 microchaves, localiza-das no interior do dispositivo. Um dos m ´etodos utilizados para obter a constante W ´e ilustrado na Figura 7. Onde ´e poss´ıvel observar que uma marcac¸ ˜ao foi gerada na parte do pneu que tocou o solo. Ap ´os ter completado uma volta, essa marcac¸ ˜ao grifou novamente o solo e foi poss´ıvel mensurar a dist ˆancia entre as duas marcas.

Utilizando a Equac¸ ˜ao 1 ´e obtido o par ˆametro W.

W = 1000 · Kpulsos· Krel transmiss˜ao

Distˆancia (1)

Em que Kpulsos representa o n ´umero de pulsos para cada revoluc¸ ˜ao da

´arvore de engrenagem na caixa de transmiss ˜ao. Krel transmiss˜ao identifica a relac¸ ˜ao

de transmiss ˜ao do eixo traseiro e Distˆancia se refere a circunfer ˆencia do pneu do ve´ıculo.

(24)

2.2 Sistema de Ajuste da Constante K 22

2,00m

Figura 7: M ´etodo de ensaio utilizado para obter a constante W.

Fonte: Adaptado de Fip (2012)

Este m ´etodo n ˜ao ´e muito utilizado, pois (1) depende de duas constantes que geralmente n ˜ao est ˜ao mais acess´ıveis, Kpulsos e Krel transmiss˜ao. Essas constantes

s ˜ao originais de f ´abrica e ficam localizadas na caixa de transmiss ˜ao do ve´ıculo. O dif´ıcil acesso a elas e a exposic¸ ˜ao ao tempo as deteriorando, tornam esse m ´etodo pouco eficaz.

Ap ´os a obtenc¸ ˜ao da constante W, ´e determinada a contante K. Essa, repre-senta a m ´edia do par ˆametro W nos intervalos tabelados, como ´e ilustrado na Tabela 3. Para configurar o par ˆametro K no cronotac ´ografo, ´e acionado as chaves correspon-dentes aos seus respectivos valores.

Tabela 1: Calibrac¸ ˜ao da Constante K

imp/km(W) K Microchaves 3022 - 3026 3024 1-3-5-6-8-10 3027 - 3030 3028 3-5-6-8-10 3031 - 3034 3032 1-2-5-6-8-10 . . . . . . 24515- 24804 24659 1-3-5-7

Atualmente, o Inmetro regulamenta a pista de 20 metros para a obtenc¸ ˜ao da constante W e o m ´etodo do banco de rolos para a verificac¸ ˜ao do dispositivo e validac¸ ˜ao do par ˆametro W. Al ´em disso, ´e poss´ıvel utilizar a pista de 20 metros para casos espec´ıficos. De acordo com a norma NIE-Dimel a utilizac¸ ˜ao da pista de 20 metros ´e autorizada para os seguintes casos:

(25)

2.2 Sistema de Ajuste da Constante K 23 i. A carga no eixo excede treze toneladas;

ii. O sensor do cronotac ´ografo n ˜ao ´e acionado pelas rodas motrizes; iii.O ve´ıculo possui uma configurac¸ ˜ao especial que n ˜ao permite o en-saio em banco de rolos;

iv. O ve´ıculo possui duplo eixo traseiro sem bloqueio de diferencial e as rodas motrizes ou escravas n ˜ao podem ser paradas;

v. O ve´ıculo possui uma configurac¸ ˜ao de transmiss ˜ao que n ˜ao permite o ensaio em banco de rolos sem causar danos `a transmiss ˜ao (p.ex.: ve´ıculos com trac¸ ˜ao nas quatro rodas - 4 x 4); ou

vi. Nos casos de falha do sistema que emprega bancos de rolos( NIE-DIMEL-100, 2011).

Na pista reduzida, ou pista de 20 metros, o ve´ıculo ´e posicionado numa das extremidades da pista e percorre o trajeto com um equipamento conectado no cronotac ´ografo. Esse equipamento recebe a informac¸ ˜ao emitida pelo sensor e identi-fica a quantidade de pulsos recebidos na dist ˆancia percorrida (NIE-DIMEL-100, 2011). A

Figura 8 ilustra a pista de ensaio.

Comprimento total da pista = 41 m

A

B

Distância entre os pontos A e B

20 m +/- 20 mm 3 m

3 m Largura da pista

3 m

15 m

Figura 8: Pista de 20 metros.

Fonte: Adaptado de NIE-DIMEL-100 (2011)

No in´ıcio do ensaio o ve´ıculo ´e posicionado no ponto “A” e o trajeto ´e finali-zado no ponto “B”. Ap ´os o t ´ermino do ensaio, o coeficiente W ´e calculado conforme a determinac¸ ˜ao do Inmetro.

Para a determinac¸ ˜ao do coeficiente w do ve´ıculo, realizar o seguinte c ´alculo: w = (n x 1000) / d, onde n ´e o n ´umero de rotac¸ ˜oes ou de pulsos encontrado e d ´e a dist ˆancia medida entre as marcac¸ ˜oes. Por exemplo: para um n igual a 23 pulsos e uma dist ˆancia de 20,05 m, encontra-se um coeficiente w do ve´ıculo igual a 1147 pulsos/km; Como a pista possui uma dimens ˜ao fixa, o par ˆametro W pode ser calculado

(26)

2.3 LEGISLAC¸ ˜AO DO CRONOTAC ´OGRAFO 24 a partir de:

W = 1000 · Kpulsos

20m (2)

O banco de rolos ´e o procedimento utilizado para verificar o sincronismo do cronotac ´ografo com o ve´ıculo. Nesse m ´etodo o ve´ıculo ´e posicionado sobre rolos instalados numa base fixa no ch ˜ao, como ´e ilustrado na Figura 9. O procedimento ´e semelhante ao anterior, por ´em a dist ˆancia percorrida pelo ve´ıculo, acima do rolo, corresponde a 5km.

Figura 9: Banco de rolos. Fonte: Acess ´Orios (2017)

Atualmente, os dois m ´etodos definidos anteriormente s ˜ao utilizados pelos autorizados do Inmetro no momento da aferic¸ ˜ao.

2.3 LEGISLAC¸ ˜AO DO CRONOTAC ´OGRAFO

Para entrar em operac¸ ˜ao no mercado, o cronotac ´ografo necessita da aprovac¸ ˜ao do org ˜ao que fiscaliza e regulamenta o dispositivo. Atualmente o Inmetro ´e o org ˜ao respons ´avel pela regulamentac¸ ˜ao do dispositivo. Assim, todos os modelos a serem comercializados devem passar por testes at ´e serem aprovados, inclusive o crono-tac ´ografo eletr ˆonico 1318, de interesse neste trabalho.

O Registrador Instant ˆaneo Inalter ´avel de Velocidade Tempo, como ´e defi-nido pelo Conselho Nacional de Tr ˆansito(CONTRAN), se tornou obrigat ´orio no Brasil

(27)

2.4 Sistema global de posicionamento 25 no ano de 1998 de acordo com a resoluc¸ ˜ao 14/98, que estabelece equipamentos obri-gat ´orios para os ve´ıculos em circulac¸ ˜ao. No C ´odigo de Tr ˆansito Brasileiro(CTB) a lei prevista ´e a lei 9503/97.

Art. 105. S ˜ao equipamentos obrigat ´orios dos ve´ıculos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

I -...

II - para os ve´ıculos de transporte e de conduc¸ ˜ao escolar, os de trans-porte de passageiros com mais de dez lugares e os de carga com peso bruto total superior a quatro mil, quinhentos e trinta e seis quilogramas, equipamento registrador instant ˆaneo inalter ´avel de velocidade e tempo (BRASILEIRO, 1997);

O Cronotac ´ografo eletr ˆonico 1318 foi aprovado em ˆambito nacional no dia 24 de marc¸o de 2005 de acordo com a portaria INMETRO/DIMEL/Na 033, de 24 de

marc¸o de 2005 (INMETRO, 2005). Como crit ´erio para aprovac¸ ˜ao, o modelo deveria satisfazer as condic¸ ˜oes definidas na resoluc¸ ˜ao do CONTRAN na 92 de 1999 ( CON-TRAN, 2005). Entre todos os itens mencionados na resoluc¸ ˜ao, pode-se destacar os seguintes:

Art 2o - Dever ´a apresentar e disponibilizar a qualquer momento, pelo me-nos, as seguintes informac¸ ˜oes das ´ultimas vinte e quatro horas da operac¸ ˜ao do ve´ıculo: I velocidade desenvolvida II dist ˆancia percorrida pelo ve´ıculo; III -tempo de movimentac¸ ˜ao do ve´ıculo e suas interrupc¸ ˜oes; IV - data e hora de in´ıcio da operac¸ ˜ao; V - identificac¸ ˜ao do ve´ıculo; VI - identificac¸ ˜ao dos condutores; VII - Identificac¸ ˜ao de abertura do compartimento que cont ´em o disco (CONTRAN, 2005).

Ainda na resoluc¸ ˜ao do CONTRAN no 92 de 1999 ´e estabelecido as

to-ler ˆancias m ´aximas dos erros de medic¸ ˜ao do dispositivo. No momento de aferic¸ ˜ao em bancada ´e permitido um erro m ´aximo de 1% no registro da dist ˆancia percorrida, e no momento de instalac¸ ˜ao a toler ˆancia sobe para um percentual de 2%. Com o ve´ıculo em movimento ´e tolerado uma margem de erro de 4% (CONTRAN, 2005).

2.4 SISTEMA GLOBAL DE POSICIONAMENTO

O sistema global de posic¸ ˜ao, geralmente conhecido apenas pela sua si-gla GPS, foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa Americano no ano de 1995. Voltado inicialmente para fins militares, o dispositivo se tornou uma ferramenta de seguranc¸a nacional americana (MACIEL et al., 2012). O GPS ´e uma ferramenta de localizac¸ ˜ao baseada num sistema de coordenadas fornecidas por um conjunto de

(28)

2.4 Sistema global de posicionamento 26 sat ´elites. O sistema de posic¸ ˜ao permite que o usu ´ario identifique sua posic¸ ˜ao por no m´ınimo quatro sat ´elites, ou seja, qualquer ponto da superf´ıcie terrestre estar ´a sempre em alinhamento com no min´ımo quatro sat ´elites.(DESENVOLVIMENTO, 2004) O sistema de posicionamento ´e constitu´ıdo por tr ˆes componentes: espacial, controle, e receptor. A Figura 10 ilustra o esquema geral do sistema.

Controle Receptor

Espacial

Figura 10: Sistema de Posic¸ ˜ao Global. Fonte: Autoria pr ´opria, 2016.

2.4.1 SISTEMA ESPACIAL

O sistema espacial ´e constitu´ıdo por 24 sat ´elites espalhados em 6 ´orbitas, localizados numa altitude de aproximadamente de 20.200 km. A constelac¸ ˜ao de sat ´elites percorre sua ´orbita a cada 12 horas, num movimento n ˜ao geost ´atico. A inclinac¸ ˜ao de 55odos planos orbitais, em relac¸ ˜ao a linha do equador, permite a condic¸ ˜ao

de qualquer ponto terrestre ser observ ´avel por no m´ınimo quatro sat ´elites(DESENVOLVIMENTO, 2004). A Figura 11 ilustra a constelac¸ ˜ao de sat ´elites.

O sistema espacial ´e o respons ´avel pela gerac¸ ˜ao e transmiss ˜ao dos sinais GPS, atrav ´es de c ´odigos e portadoras.(TIMB ´O, 2000)

2.4.2 SEGMENTO DE CONTROLE

O segmento de controle ´e o encarregado pela funcionalidade do Sistema de Posic¸ ˜ao Global. Por meio do seguimento de controle as informac¸ ˜oes enviadas pelos sat ´elites s ˜ao atualizadas. Entre essas informac¸ ˜oes est ˜ao os dados das ´orbitas e as horas, que s ˜ao atualizadas no m´ınimo tr ˆes vezes por dia(TIMB ´O, 2000). O segmento

(29)

2.4 Sistema global de posicionamento 27

Figura 11: Constelac¸ ˜ao de Sat ´elites Fonte: Arizona (2017)

estac¸ ˜oes s ˜ao as respons ´aveis pelo monitoramento dos sat ´elites no seu campo de vis ˜ao (PAZ et al., 1998). A Figura 12 identifica `a localizac¸ ˜ao das estac¸ ˜oes terrestres.

Por meio dessa disposic¸ ˜ao das estac¸ ˜oes cada sat ´elite estar ´a sempre em constante monitoramento (PAZ et al., 1998).

2.4.3 SEGMENTO DO USU ´ARIO

O segmento do usu ´ario est ´a relacionado com os dispositivos receptores utilizados pelos pr ´oprios usu ´arios. Esses receptores tem a func¸ ˜ao de captar os sinais oriundos dos sat ´elites em seu campo de vis ˜ao. Os receptores s ˜ao constitu´ıdos por dis-positivos eletr ˆonicos, respons ´aveis pelos registros e controle das informac¸ ˜oes, al ´em de antenas e visores, para captar e indicar os dados recebidos, respectivamente(TIMB ´O, 2000).

2.4.4 C ´ALCULO DA POSIC¸ ˜AO POR COORDENADAS

As informac¸ ˜oes emitidas pelos sat ´elites s ˜ao utilizadas para o c ´alculo das coordenadas. Esses c ´alculos s ˜ao baseados num sistema de tempo de alta pre-cis ˜ao constitu´ıdos de rel ´ogios at ˆomicos. As ´orbitas percorridas pelos sat ´elites per-mitem calcular a posic¸ ˜ao em tr ˆes dimens ˜oes a qualquer momento. A utilizac¸ ˜ao de no m´ınimo quatro sat ´elites para cada medic¸ ˜ao de posic¸ ˜ao define um erro muito pequeno de localizac¸ ˜ao. Os dispositivos de recepc¸ ˜ao recebem as informac¸ ˜oes da ´orbita dos sat ´elites e definem com precis ˜ao o tempo transcorrido da mensagem enviada pelo

(30)

2.4 Sistema global de posicionamento 28

Figura 12: Estac¸ ˜oes Terrestres Fonte: Dana (1995)

emissor at ´e o momento da chegada ao receptor (TIMB ´O, 2000).

Por meio de (3) ´e poss´ıvel mensurar a dist ˆancia entre o dispositivo receptor e o sat ´elite.

D = ∆t × c (3)

Em que, D relaciona a dist ˆancia entre receptor e o emissor, ∆t representa o intervalo de tempo e c ´e a velocidade da Luz.

Para o c ´alculo tridimensional da posic¸ ˜ao, as informac¸ ˜oes recebidas pelos receptores s ˜ao convertidas em coordenadas esf ´ericas. A partir dessa convers ˜ao ´e poss´ıvel determinar as informac¸ ˜oes de Latitude, Longitude e Altitude do ponto (MACIEL et al., 2012).

A Figura 13 representa as coordenadas de um determinado ponto no plano cartesiano. Em que, o ˆangulo ψ representa a coordenada de longitude do ponto P e o

ˆangulo φ representa a coordenada de latitude do ponto P. Sendo que:

(31)

2.4 Sistema global de posicionamento 29 P = (x,y,z) Φ Ψ 0 x y z C=(x,0,0) A=(x,y,0) B=(0,0,z) d

Figura 13: Representac¸ ˜ao da posic¸ ˜ao de um ponto P no plano cartesiano.

Fonte:Adaptado de Chamone (2016)        x = dcos(ψ)cos(φ) y = dsin(ψ)cos(φ) z = dsin(φ) (4)

Por meio de (4) ´e determinada as coordenadas no plano cartesiano de determinado ponto.

2.4.5 C ´ALCULO DA DIST ˆANCIA ENTRE DOIS PONTOS

Geralmente o c ´alculo de dist ˆancia entre dois pontos na superf´ıcie da terra ´e definido por meio da analogia do globo terrestre com sendo uma esfera. Para diminuir o erro ocasionado por essa comparac¸ ˜ao, ´e utilizada a f ´ormula de Haversine ( RATASA-MEETHAMMAWONG; KASEMSAN, 2010). A f ´ormula de Haversine ´e muito empregada na

navegac¸ ˜ao e minimiza o erro gerado pelas deformidades existentes nos polos da terra; uma vez que, aborda o globo terrestre com caracter´ısticas de uma elipsoide (MARUJO et al., 2015). A Equac¸ ˜ao de haversine ´e bastante complexa, como pode ser observada.

= 2 · R · arctan s

sin2(∆lat

2 ) + cos(lat1)cos(lat2)sin2( ∆Long

2 )

(1 − sin2(∆lat

2 ) + cos(lat1)cos(lat2)sin

2(∆Long 2 )

!

(5)

(32)

2.5 Dispositivo receptor de GPS NEO-6MV2 30 a coordenada de latitude do primeiro ponto, lat2 a coordenada de latitude do segundo

ponto, ∆lat representa a diferenc¸a de latitude entre os pontos e ∆long a diferenc¸a de longitude entre os pontos.

Outra topologia existente para o c ´alculo da dist ˆancia entre dois pontos, utili-zando duas coordenadas, ´e por meio da relac¸ ˜ao da terra como sendo uma esfera. (6) ilustra o m ´etodo para c ´alculo;

D = r · acos((sin(A) · sin(B) · cos(∆L)) + (cos(A) · cos(B))) (6)

Em que, D representa a dist ˆancia entre dois pontos, r o raio da terra, A a coordenada de latitude do primeiro ponto, B a coordenada de latitude do segundo ponto e L a diferenc¸a de longitude entre os pontos.

Devido `a dist ˆancia mensurada entre dois pontos nesse trabalho ser insig-nificante, ao ser comparada com a circunfer ˆencia da Terra, optou-se pelo segundo m ´etodo.

2.5 DISPOSITIVO RECEPTOR DE GPS NEO-6MV2

O m ´odulo de GPS NEO-6MV2 ´e uma plataforma de receptores GPS de alta performance da empresa u-blox. Desenvolvido em uma arquitetura compacta o dispositivo ´e capaz de operar com um baixo consumo de energia. Acoplado em um kit launchpad o receptor se torna port ´atil e de f ´acil manuseio(BLOX, 2012). Diferente-mente da maioria dos receptores convencionais de GPS, o M ´odulo NEO-6MV2 n ˜ao possui um display para `a indicac¸ ˜ao das informac¸ ˜oes recebidas. A associac¸ ˜ao do dis-positivo com um microcontrolador e uma tela de visor, ´e necess ´aria para a visualizac¸ ˜ao das informac¸ ˜oes recebidas.

O m ´odulo ´e constitu´ıdo pelo seu launchpad e por uma antena que ´e co-nectada ao circuito atrav ´es de um chicote el ´etrico. O receptor recebe as informac¸ ˜oes e por meio de seu processador a informac¸ ˜ao ´e decodificada e enviada para os pinos de transmiss ˜ao(BLOX, 2012). O dispositivo utiliza a comunicac¸ ˜ao UART como proto-colo de comunicac¸ ˜ao. De acordo com o datasheet do receptor, o dispositivo possui as seguintes caracter´ısticas:

• Taxa de atualizac¸ ˜ao de 5Hz ; • Precis ˜ao horizontal de 2.5m;

(33)

2.5 Dispositivo receptor de GPS NEO-6MV2 31 • Velocidade m ´axima 500 m/s;

• Altitude m ´axima 50.000 m;

A Figura 14 ilustra o m ´odulo NEO-6MV2.

Figura 14: Receptor GPS NEO-6MV2 Fonte:blox (2012)

As informac¸ ˜oes enviadas pelo receptor, de forma serial, utilizam as sentenc¸as do protocolo NMEA como forma de transmiss ˜ao das informac¸ ˜oes(BLOX, 2012).

2.5.1 PROTOCOLO NMEA

O protocolo NMEA (National Marine Eletronics Assication) ´e um padr ˜ao de comunicac¸ ˜ao mundialmente difundido entre a maioria dos receptores. Por meio de uma linguagem padronizada formada por sentenc¸as, o receptor decodifica a informac¸ ˜ao e a transforma em uma mensagem v ´alida. O protocolo de comunicac¸ ˜ao ´e baseado na configurac¸ ˜ao ASCII e geralmente ´e transmitido de forma serial. A simplicidade do Protocolo NMEA ´e o diferencial do sistema.

2.5.1.1 CARACTER´ISTICAS DAS SENTENC¸ AS NMEA

O protocolo NMEA ´e caracterizado por dezenas de sentenc¸as que carre-gam diversas informac¸ ˜oes, entre elas, latitude, longitude, hora, altitude entre outras. A necessidade do usu ´ario ou o modelo do dispositivo receptor ´e quem define qual sentenc¸a ser ´a utilizada e decodificada (TECHNOLOGY, 2005). Como o sistema NMEA de comunicac¸ ˜ao ´e padronizado existem regras que definem as caracter´ısticas das sentenc¸as.

(34)

2.5 Dispositivo receptor de GPS NEO-6MV2 32 • Informac¸ ˜oes diferentes separadas por virgulas;

• Indicador para confirmac¸ ˜ao de dados(checksum); • Prefixo GP para dispositivos GPS;

A sentenc¸a abaixo ilustra o modelo padr ˜ao da sentenc¸a GPGGA.

$GP GGA, 161229.487, 3723.2475, N, 12158.3416, W, 1, 07, 1.0, 9.0, M, 0000 ∗ 18$ (7) Na Tabela 2 ´e poss´ıvel identificar as informac¸ ˜oes contidas numa sentenc¸a do protocolo NMEA.

Tabela 2: Significado da sentenc¸a GPGGA do protocolo NMEA.

Nome Exemplo Unidades Descrição Mensagem ID $GPGGA GGA Cabeçalho

UTC Tempo 161229.487 hhmmss.sss

Latitude 3723.2475 ddmm.mmmm

N/S Indicator N N= Norte e S= Sul

Longitude 12158.3416 dddmm.mmmm

E/W Indicator W E=Leste ou W= Oeste Indicador Fixo Posição 1 Ver tabela 1-4 Satélites Usados 07 Alcançe 7 até 12

HDOP 1.0 Diluição de Precisão Horizontal MSL Altitude 9.0 Metros

Unidades M Metros

Separação Geoid Metros

Unidades M Metros

Não Usado. segundos Não Usado

Não Usado 0000

Checagem *18

<CR> <LF> Fim da Mensagem

Fonte: Adaptado NMEA Reference Manual, 2016.

O ´ultimo car ´acter das sentenc¸as do protocolo NMEA ´e caracterizado por um asterisco juntamente com um valor de controle, Por meio desse ´ultimo campo de mensagem ´e poss´ıvel verificar a veracidade da sentenc¸a obtida, o chamado Checksum (TECHNOLOGY, 2005).

(35)

2.6 Microcontrolador Stellaris LM4F120H5QR 33 2.6 MICROCONTROLADOR STELLARIS LM4F120H5QR

O microcontrolador Stellaris LM4F1200H5QR ´e uma plataforma da Texas Instruments que utiliza processadores ARM Cortex M4F. O microcontrolador opera numa frequ ˆencia de at ´e 80 MHz, com suporte a ponto flutante,possui uma capacidade de mem ´oria flash e RAM de 256K e 32K respectivamente, al ´em de possuir um proces-sador de 32 bits, o que o torna uma plataforma de alto desempenho e de baixo custo. A interface de comunicac¸ ˜ao do dispositivo ´e constitu´ıda de 5 m ´odulos(INSTRUMENTS, 2012):

• Oito canais de Transmiss ˜ao/Recepc¸ ˜ao Ass´ıncrona Universal (UART); • Quatro m ´odulos de Interface Serial S´ıncrona (ISS;

• Comunicac¸ ˜ao Serial Universal (USB); • Comunicac¸ ˜ao (I2C);

• Rede de ´Area de Controle(CAN);

Para sincronismo do dispositivo do GPS com o microcontrolador foi utili-zado apenas um canal de comunicac¸ ˜ao. Devido ao dispositivo de GPS escolhido utilizar a comunicac¸ ˜ao UART para enviar seus dados, foi estabelecido como padr ˜ao de comunicac¸ ˜ao no projeto, a comunicac¸ ˜ao UART.

O microcontrolador ainda conta com um suporte anal ´ogico de(INSTRUMENTS, 2012)

• Dezesseis Comparadores Digitais;

• Dois canais de Conversores Anal ´ogico Digital(ADC) com 12 bit cada; • plataforma de 64 pinos.

(36)

2.6 Microcontrolador Stellaris LM4F120H5QR 34

Figura 15: Kit microcontrolador Stellaris. Fonte: Instruments (2012)

(37)

35 3 METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO

O presente trabalho foi dividido e tr ˆes etapas. A primeira etapa constituiu-se na obtenc¸ ˜ao dos dados referente ao processo de aferic¸ ˜ao do dispositivo de registro ins-tant ˆaneo de velocidade, o cronotac ´ografo eletr ˆonico EC 1318, al ´em do conhecimento sobre o princ´ıpio de funcionamento do dispositivo. As informac¸ ˜oes foram obtidas em sua grande maioria a campo. Ap ´os realizar uma visita num posto de selagem autori-zado pelo Inmetro, identificado como RTC Pec¸as e Acess ´orios, localiautori-zado na cidade de Chapec ´o em Santa Catarina, foi poss´ıvel verificar o processo de aferic¸ ˜ao do dispo-sitivo de interesse do trabalho. Al ´em de contar com o apoio de um t ´ecnico da ´area, na Mec ˆanica Cargoeste, localizada em S ˜ao Lourenc¸o do oeste, onde foi poss´ıvel montar a revis ˜ao te ´orica e aprofundar os conhecimentos a respeito do equipamento.

A segunda etapa constituiu-se no estudo do sensor indutivo, seu princ´ıpio de funcionamento e no desenvolvimento do circuito para o tratamento do sinal emitido pelo dispositivo. A terceira etapa se resumiu no estudo do m ´odulo de GPS NEO6MV2, no microcontrolador Stellaris e na incorporac¸ ˜ao do sistema.

(a) Autorizado Inmetro, RTC Pec¸as e Servic¸os. (b) Mec ˆanica Cargoeste. Figura 16: Empresas parceiras.

(38)

3.1 Processo de Aferic¸ ˜ao do Cronotac ´ografo EC 1318 36 3.1 PROCESSO DE AFERIC¸ ˜AO DO CRONOTAC ´OGRAFO EC 1318

Os equipamentos de registro de informac¸ ˜oes de viagens necessitam ser aferidos e ajustados de maneira a se acoplar no ve´ıculo corretamente. Como medida de seguranc¸a todos os modelos de cronotac ´ografos s ˜ao aferidos em locais autoriza-dos pelo Inmetro. Assim como outros modelos, o modelo EC 1318 passa por um rigoroso processo de verificac¸ ˜ao e controle. Com o intuito de analisar as condic¸ ˜oes de operac¸ ˜ao do dispositivo. O posto de selagem escolhido para esse presente traba-lho foi a empresa RTC Pec¸as e Acess ´orios, localizada na cidade de Chapec ´o, Santa Catarina.

3.1.1 TESTE E SELAGEM DO EQUIPAMENTO

O procedimento de aferic¸ ˜ao do dispositivo ´e definido por uma ordem es-tabelecida pelo t ´ecnico respons ´avel pela aferic¸ ˜ao. Primeiramente o cronotac ´ografo ´e retirado do ve´ıculo e ´e posicionado para um teste de bancada. Nessa bancada ´e verificado o estados das agulhas que grifam o disco diagrama e a m ´aquina da hora, que ´e a respons ´avel pelo movimento de giro sincronizado com o tempo. Em seguida, ap ´os verificac¸ ˜ao e/ou reparos necess ´arios no equipamento, o dispositivo ´e submetido ao teste do par ˆametro W. Nesse teste ´e verificado a constante k do cronotac ´ografo. A Figura 17 ilustra os equipamentos utilizado para o devido teste.

(a) Teste de bancada. (b) Teste de 20 metros. Figura 17: Equipamentos utilizados para aferir a constante K.

Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

Ap ´os ser definida uma dist ˆancia fixa, o ve´ıculo percorre esse trajeto, e com um instrumento de medic¸ ˜ao acoplado ao cronotac ´ografo, o respons ´avel pelo ensaio obt ´em a constante W.

(39)

posicio-3.1 Processo de Aferic¸ ˜ao do Cronotac ´ografo EC 1318 37 nado sobre os rolos instalados no ch ˜ao. As etapas de teste s ˜ao determinadas pela norma NIE-DIMEL 100, e s ˜ao descriminadas a seguir.

(i) Posicionar o ve´ıculo sobre os rolos;

(ii) Registrar no simulador de ensaio o valor inicial do hod ˆometro; (iii) Identificar o in´ıcio do ensaio;

(iv) Manter a velocidade do ve´ıculo em 30 km/h por dois minutos; (v) Acelerar at ´e que a velocidade seja de 50 km/h e manter ;

(vi) Ao se aproximar da marcac¸ ˜ao de 5 km no hod ˆometro, reduzir a velocidade; (vii) Quando marcar 5 Km finalizar o ensaio;

(viii) Identificar no simulador e no disco diagrama a dist ˆancia percorrida e indicada no hod ˆometro;

(ix) Retirar o ve´ıculo;

A Figura 18 demonstra o teste realizado.

(a) Banco de rolos. (b) Posicionamento do ve´ıculo. Figura 18: Ensaio do banco de rolos.

Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

Finalizado o ensaio, o disco diagrama ´e retirado do cronotac ´ografo e ´e en-caminhado para uma an ´alise espec´ıfica, onde ´e verificado se os registros grifados no disco diagrama est ˜ao dentro dos padr ˜oes estabelecidos pelo Inmetro. No momento da aferic¸ ˜ao, ap ´os realizados todos os teste, o cliente recebe um certificado de validac¸ ˜ao do dispositivo. Essa autorizac¸ ˜ao tem validade provis ´oria, que ´e o tempo necess ´ario para ser realizada a an ´alise no disco diagrama. Se os dados registrados estiverem dentro dos padr ˜oes estabelecidos, um novo certificado ´e gerado, e o dispositivo ter ´a

(40)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 38 um registro de validac¸ ˜ao de dois anos. Esse certificado deve ser de porte do moto-rista do ve´ıculo, e sempre que lhe for solicitado o mesmo deve ser apresentado para a autoridade requerinte.

Como garantia de inviolabilidade do processo de aferic¸ ˜ao, tanto o crono-tac ´ografo quanto o ve´ıculo s ˜ao lacrados com selos e presilhas. Se houver o rompi-mento desses lacres, automaticamente o certificado de aferic¸ ˜ao perder ´a sua validade e um novo processo de selagem dever ´a ser realizado. A Figura 19 ilustra os lacres emitidos pelo respons ´avel t ´ecnico.

(a) Lacre 01 (b) lacre 02.

Figura 19: Lacres emitidos pelo inmetro no cronot ´acografo. Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

Os lacres s ˜ao instalados no dispositivo cronotac ´ografo e no envolto do sen-sor indutivo, instalado na sa´ıda da caixa de transmiss ˜ao do ve´ıculo. A adulterac¸ ˜ao do cronotac ´ografo ou retirada dos lacres ´e crime de acordo com o artigo 230 do C ´odigo de Tr ˆansito Brasileiro portanto, a manipulac¸ ˜ao e alterac¸ ˜ao dos par ˆametros estabelecidos pelos autorizados Inmetro, ´e uma infrac¸ ˜ao prevista em lei. Ciente dessas condic¸ ˜oes o ve´ıculo ´e liberado e est ´a em conformidade com o ´org ˜ao regulamentador.

3.2 ELABORAC¸ ˜AO DO EQUIPAMENTO PARA INDICAC¸ ˜AO DA CONSTANTE K

Ap ´os realizado o estudo do sistema de aferic¸ ˜ao do cronotac ´ografo, o de-senvolvimento do presente trabalho, se dirigiu para a elaborac¸ ˜ao do equipamento de obtenc¸ ˜ao da constante K. O projeto inicia-se no estudo do sensor indutivo e no cir-cuito para aquisic¸ ˜ao do sinal. Em seguida o estudo ´e voltado para a implementac¸ ˜ao do c ´odigo e da tabela W no microcontrolador, al ´em do acoplamento do dispositivo de GPS com o sistema.

(41)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 39 3.2.1 SENSOR INDUTIVO DO VE´ICULO

O sensor instalado na caixa de transmiss ˜ao do ve´ıculo, ´e um sensor do tipo indutivo alimentado por corrente cont´ınua e possui quatro terminais, dois para alimentac¸ ˜ao e dois para a sa´ıda dos sinais. O sensor ´e alimentado por uma tens ˜ao de 8 Volts. Essa alimentac¸ ˜ao ´e fornecida pela placa de processamento do cronotac ´ografo, atrav ´es de um regulador de tens ˜ao Lm 7808. A Figura 20 ilustra a posic¸ ˜ao do sensor utilizado pelo ve´ıculo.

Figura 20: Localizac¸ ˜ao do sensor no ve´ıculo. Fonte: Autoria pr ´opria, 2016.

Por quest ˜ao de seguranc¸a o ve´ıculo utiliza as duas sa´ıdas complementares do sinal,ou seja, mesmo que uma linha de transmiss ˜ao seja interrompida, o sistema dever ´a continuar operando normalmente(SCANIA, 2001). Como o sensor funciona com a proximidade de objetos o dispositivo ´e posicionado de maneira a identificar a rotac¸ ˜ao do eixo cardan do ve´ıculo. Fixado a uma dist ˆancia de aproximadamente 1.5 mm, a variac¸ ˜ao do campo magn ´etico ´e gerada pelas cavidades existente ao redor do eixo girante. O sinal gerado pelo movimento de giro ´e enviado para o dispositivo proces-sador de sinal, localizado no interior do cronotac ´ografo. Essa informac¸ ˜ao ´e enviada atrav ´es de uma conex ˜ao el ´etrica feita por um cabo condutor. O sinal gerado possui uma caracter´ıstica de onda quadrada, e ´e modulado pela variac¸ ˜ao de frequ ˆencia, ou seja, a velocidade de giro do eixo define a frequ ˆencia de sa´ıda do sinal que pode variar de 1 at ´e 500Hz aproximadamente.

Para se obter o sinal emitido pelo sensor foi necess ´ario retirar o eixo cardan do ve´ıculo , possibilitando assim, simular o ve´ıculo em movimento. A Figura 21 ilustra o procedimento.

(42)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 40

(a) Eixo cardan. (b) Retirada eixo cardan. (c) Oscilosc ´opio conectado. Figura 21: Ensaio para obter sinal do sensor do ve´ıculo.

Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

Atrav ´es de uma conex ˜ao P2 no cronotac ´ografo, foi poss´ıvel conectar um oscilosc ´opio para a aquisic¸ ˜ao do sinal emitido pelo sensor; a Figura 21(a) e a Figura 21(b) identificam o procedimento de retirada do eixo cardan do ve´ıculo. A Figura 21(c) identifica a conex ˜ao do oscilosc ´opio no equipamento. A retirada do eixo cardan, possibilitou testar o funcionamento do sensor indutivo.

Figura 22: Sinal sensor indutivo. Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

A partir do gr ´afico ilustrado na Figura 22 foi desenvolvido o circuito para adequar o sinal `a entrada digital do microcontrolador.

3.2.2 CIRCUITO PARA AQUISIC¸ ˜AO DO SINAL

Devido `as caracter´ısticas do sinal emitido pelo sensor, desenvolveu-se um circuito para realizar a atenuac¸ ˜ao do sinal. Por meio da conex ˜ao auxiliar P2 existente no cronotac ´ografo, o sinal emitido pelo sensor foi conectado ao circuito de aquisic¸ ˜ao. Posteriormente o sinal adequado foi interligado `a entrada digital do microcontrolador.

(43)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 41 O circuito para adequac¸ ˜ao do sinal foi projetado tendo em vista a tens ˜ao m ´axima permitida no canal de entrada do microcontrolador, limite esse de 3,3 Volts. Utilizou-se a topologia do circuito comparador de tens ˜ao e do circuito seguidor de tens ˜ao, comumente chamado de circuito buffer,de modo a estabelecer um setpoint de tens ˜ao e atenuac¸ ˜ao do sinal para o microcontrolador, respectivamente. A Figura 23 ilustra a topologia utilizada.

V R1 R2 Ref Sinal Comparador de tensão Saída

(a) Comparador de tens ˜ao.

R4 R3 Vi Vo Buffer Vi

(b) Divisor resistivo e circuito. buffer Figura 23: Topologias para adequac¸ ˜ao do sinal.

Fonte: Boylestad e Nashelsky (2004)

A determinac¸ ˜ao dos par ˆametros dos componentes R1 e R2 do circuito com-parador foi definida pela condic¸ ˜ao estabelecida observando a forma de onda emitida pelo sensor. Considerou-se uma tens ˜ao de 1V, aproximadamente metade da tens ˜ao m ´axima do sinal, como tens ˜ao de refer ˆencia na entrada n ˜ao inversora do comparador de tens ˜ao. Baseada nessa condic¸ ˜ao, os valores dos resistores foram determinados a partir de (10). A tens ˜ao de sa´ıda do circuito comparador limitou-se na saturac¸ ˜ao de alimentac¸ ˜ao(12V) do componente integrado LM 324. Considerando a alta imped ˆancia de entrada do circuito foi poss´ıvel dimensionar os resistores atrav ´es de (8) no ramo divisor de tens ˜ao.

V

R1 + R2 = V ref

R2 (8)

Isolando R1 e realizando uma simplificac¸ ˜ao em (8) ´e obtido (9)

R1 = R2 · (V − V ref )

(44)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 42 A tens ˜ao V ´e a alimentac¸ ˜ao do circuito atrav ´es da bateria de 12V do ve´ıculo. A tens ˜ao V ref foi definida anteriormente em 1V. Ap ´os definir essas inc ´ognitas (8) se resumiu em (10).

R1 = 11 · R2 (10)

Por quest ˜oes de projeto foi definido o valor comercial de R2 de 2kΩ, conse-quentemente o valor de R1 igual 22kΩ.

A func¸ ˜ao de transfer ˆencia do circuito seguidor de tens ˜ao possui ganho unit ´ario e ´e definida pela raz ˜ao entre a sa´ıda e a entrada do sistema.

V o

V i = 1 (11)

Em que, V i representa o sinal de sa´ıda do divisor de tens ˜ao e V o o sinal de sa´ıda do circuito buffer 3V;

Para determinar os valores dos resistores R3 e R4, foi considerado a tens ˜ao de sa´ıda do divisor resistivo de 3,0V. Devido a alta imped ˆancia do circuito buffer, `as seguintes condic¸ ˜oes podem serem estabelecidas:

12 − V i

R4 =

V i

R3 (12)

Considerando V i como `a tens ˜ao admiss´ıvel na entrada do microcontrola-dor(3V), e realizando as simplificac¸ ˜oes poss´ıveis, ´e obtido (13).

R4 = 3 · R3 (13)

Por quest ˜oes de projeto foi definido R4 como 300kΩ e consequentemente R3de 100kΩ.

A composic¸ ˜ao do circuito comparador juntamente com o seguidor de tens ˜ao configurou-se no sistema de adequac¸ ˜ao do sinal emitido pelo sensor. A Figura 24

(45)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 43 ilustra o conjunto esquematizado.

12V R1 R2 Sinal 3V V T[s] V T[s] 12V T[s] V T[s] Saída 3V V T[s] V T[s] 0V 0V 0V LM 324 R4 R3 Vi Vo Vref

Figura 24: Circuito para atenuac¸ ˜ao do sinal Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

Em seguida, utilizando um software gratuito para desenvolvimento de pla-cas de circuito impresso, foi desenhado o layout do sistema e confeccionado a placa de circuito impresso. Posteriormente foi poss´ıvel verificar a funcionalidade do sistema no ve´ıculo.

Utilizando um oscilosc ´opio, conectou-se a ponteira do canal 1 na entrada do circuito e a ponteira do canal 2 na sa´ıda do circuito para aquisic¸ ˜ao do sinal. A Figura 25 ilustra as formas de ondas obtidas no ensaio do sistema.

Figura 25: Circuito para atenuac¸ ˜ao do sinal. Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

Em amarelo ´e poss´ıvel verificar o sinal emitido pelo sensor indutivo insta-lado na caixa de transmiss ˜ao do ve´ıculo, e em azul ´e poss´ıvel verificar o sinal de sa´ıda ap ´os passar pelo circuito de aquisic¸ ˜ao do sinal. Por meio deste, foi poss´ıvel conectar

(46)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 44 o sinal na porta de entrada do microcontrolador.

3.2.3 IMPLEMENTAC¸ ˜AO DA TABELA DE CONVERS ˜AO W

Como visto na literatura, o cronotac ´ografo eletr ˆonico EC 1318 utiliza micro chaves para realizar a calibrac¸ ˜ao da constante K, baseado na quantidade de pulsos enviados pelo sensor na dist ˆancia de 1000 metros(constante W ). A tabela fornecida pelo fabricante possui uma faixa de ajuste de 2500 at ´e 25000, ou seja, esse m ´etodo de calibrac¸ ˜ao s ´o ´e poss´ıvel com constantes W nessa faixa de valores. Para facilitar a leitura, a Tabela 3 ´e re-apresentada a seguir.

Tabela 3: Calibrac¸ ˜ao da Constante K

imp/km(W) K Microchaves 3022 - 3026 3024 1-3-5-6-8-10 3027 - 3030 3028 3-5-6-8-10 3031 - 3034 3032 1-2-5-6-8-10 . . . . . . 24515- 24804 24659 1-3-5-7

Uma estrutura de condic¸ ˜oes baseadas na topologia if e else foi implemen-tada para identificar a quantidade de pulsos enviados pelo sensor e comparar com a faixa de valores tabelados, de acordo com os padr ˜oes estabelecidos.

Ap ´os a implementac¸ ˜ao das condic¸ ˜oes, foi poss´ıvel associar a constante K com as respectivas chaves a serem atualizadas, conforme Tabela 3. Para a indicac¸ ˜ao das mudanc¸as utilizou-se um display 16x2. Atrav ´es do microcontrolador as informac¸ ˜oes foram configuradas para serem expressas pela tela indicadora. Nessas informac¸ ˜oes ´e destacado a constante K e a combinac¸ ˜ao das chaves atualizadas. A Figura 26 ilustra o display utilizado.

3.2.4 ACOPLAMENTO DO DISPOSITIVO GPS E MICROCONTROLADOR

A conex ˜ao entre o dispositivo de GPS e o microcontrolador foi efetuada atrav ´es da comunicac¸ ˜ao serial UART. A partir de um algor´ıtimo, os dados recebidos pelo GPS foram decodificados pelo microcontrolador e convertidos em informac¸ ˜oes utilizadas para o c ´alculo da dist ˆancia percorrida. Os primeiros ensaios realizados foram para determinar a precis ˜ao do dispositivo e a sua estabilidade de sinal. A

(47)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 45

Figura 26: Display LCD 16x2. Fonte: silicio (2017)

utilizac¸ ˜ao de um software gratuito fornecido pela fabricante do GPS permitiu a aquisic¸ ˜ao das coordenadas que foram utilizadas para a demarcac¸ ˜ao do trajeto percorrido.

O trajeto escolhido para determinar a funcionalidade do GPS foi a pista de atletismo da Universidade Tecnol ´ogica Federal do Paran ´a. Portando o dispositivo de GPS e um notebook determinou-se o per´ımetro percorrido. Todo o percurso foi per-corrido a p ´e, utilizando apenas a raia de maior di ˆametro. Atrav ´es do software gratuito Google Earth foi poss´ıvel identificar o trajeto trilhado. A Figura 27 ilustra o trecho.

Figura 27: Pista de atletismo UTFPR Fonte: Autoria pr ´opria, 2016

Como visto na literatura, o protocolo de comunicac¸ ˜ao utilizado pelo dis-positivo de GPS NEO-6MV2 ´e o protocolo NMEA. A partir das caracter´ısticas das

(48)

3.2 Elaborac¸ ˜ao do Equipamento para indicac¸ ˜ao da constante K 46 sentenc¸as emitidas pelo equipamento foi desenvolvida a programac¸ ˜ao para decodifi-car as informac¸ ˜oes desejadas. Para a determinac¸ ˜ao da dist ˆancia entre pontos numa regi ˜ao plana, s ˜ao necess ´arias duas informac¸ ˜oes; Latitude e Longitude. A partir dessas condic¸ ˜oes foi elaborado o sistema de selec¸ ˜ao e decodificac¸ ˜ao das informac¸ ˜oes.

3.2.5 C ´ALCULO DA DIST ˆANCIA PERCORRIDA

A estrutura principal do c ´odigo de programac¸ ˜ao ´e baseada na selec¸ ˜ao da Latitude e Longitude dos pontos percorridos. Ap ´os a identificac¸ ˜ao desses dados, foi necess ´ario converter sua caracter´ıstica original ASCII para decimal, afim de poder trabalhar equacionalmente com os dados obtidos. As primeiras linhas de c ´odigos separaram as informac¸ ˜oes obtidas da sentenc¸a NMEA ilustrado na Figura 28.

$GP GGA,161229.487,3723.2475,N,12158.3416,W,1,07,1.0,9.0,M ,0000∗18$ Latitude

Longitude

Figura 28: Decodificac¸ ˜ao sentenc¸a NMEA. Fonte: Autoria pr ´opria, 2016

Em seguida, ap ´os armazenar as duas vari ´aveis foi necess ´ario uma manipulac¸ ˜ao matem ´atica para converter o valores de decimal em radianos, para ser poss´ıvel utilizar (14) para a determinac¸ ˜ao da dist ˆancia percorrida.

Distˆancia = R · acos((sin(A) · sin(B) · cos(∆L)) + (cos(A) · cos(B))) (14)

Em que Distˆancia representa a dist ˆancia entre dois pontos em metros. R o raio da terra em metros, A a latitude do ponto A.A Latitude do ponto B ´e representada por B, e ∆L relacionada a diferenc¸a de longitude entre A e B.

A taxa de atualizac¸ ˜ao das informac¸ ˜oes recebidas ´e definida pela empresa desenvolvedora do dispositivo de GPS, em espec´ıfico nesse caso, a taxa de atualizac¸ ˜ao

´e configurada em 1 Hz, isto ´e, o sistema recebe as informac¸ ˜oes de latitude e longitude em intervalos de 1 segundo. Para o c ´alculo da dist ˆancia total percorrida, uma l ´ogica de somat ´orio foi necess ´aria para estipular o trajeto total. A programac¸ ˜ao desenvolvida calcula a dist ˆancia obtida entre as duas coordenadas registradas no intervalo de 1

(49)

3.3 Equipamento Desenvolvido 47 segundo. A Figura 29 ilustra o procedimento.

A B C D E F G H I d3 d2 d1 d4 d5 d6 d7 d8

Figura 29: Exemplo de dist ˆancia. Fonte: Autoria pr ´opria, 2016

A dist ˆancia d1 ´e calculada por (14), como visto anteriormente, no intervalo de atualizac¸ ˜ao do dispositivo, a partir da diferenc¸a de latitude e longitude registrada en-tre o ponto A e o ponto B. Essa informac¸ ˜ao ´e registrada e contabilizada no somat ´orio. Em seguida a dist ˆancia d2 ´e calculada no mesmo procedimento, e assim acontece sucessivamente at ´e chegar na dist ˆancia d8. Ap ´os o t ´ermino ´e poss´ıvel mensurar o trajeto total percorrido atrav ´es do somat ´orio desenvolvido.

n

X

i=1,

di (15)

A estrutura l ´ogica do c ´odigo desenvolvido para realizar o somat ´orio da dist ˆancia total percorrida, pode ser equiparado com (15). Ap ´os implementac¸ ˜ao do c ´odigo para identificar a dist ˆancia percorrida, o trabalho transcorreu de maneira a im-plementar fisicamente a associac¸ ˜ao das etapas definidas anteriormente.

3.3 EQUIPAMENTO DESENVOLVIDO

Como visto na revis ˜ao bibliogr ´afica, atualmente a pista de 20 metros ´e o m ´etodo utilizado para obter-se a constante W e consequentemente a constante K do cronotac ´ografo. A utilizac¸ ˜ao de um sistema de indicac¸ ˜ao da calibrac¸ ˜ao das micro-chaves acoplado ao um GPS foi desenvolvida nesse presente trabalho com o intuito de proporcionar um novo meio de aferic¸ ˜ao.

Definida as etapas anteriores do projeto, desenvolveu-se um equipamento para associar o sinal emitido pelo sensor com a dist ˆancia percorrida pelo ve´ıculo. Esse sistema constituiu-se da associac¸ ˜ao do circuito de tratamento do sinal emitido pelo sensor, do dispositivo de GPS, do microcontrolador, e do display indicador. Para a confecc¸ ˜ao da placa de circuito impresso, foi utilizado um software CAD de licenc¸a gratuita.

(50)

3.3 Equipamento Desenvolvido 48 O kit foi montado num box fornecido pela empresa visitada para a realizac¸ ˜ao dos ensaios. A utilizac¸ ˜ao da sucata de um equipamento, j ´a obsoleto, devido `a antigui-dade do dispositivo, compactou o circuito projetado e lhe deu forma final. O equipa-mento conta com a associac¸ ˜ao do display, do microcontrolador e do dispositivo de GPS, visto anteriormente. Al ´em de conter duas conex ˜oes necess ´arias para o funcio-namento do equipamento. Na Figura 30(e) ´e identificado a conex ˜ao P2, utilizada para intermediar o sinal emitido pelo sensor at ´e o circuito de adequac¸ ˜ao do sinal. Na Figura 30(f) ´e identificada a conex ˜ao de alimentac¸ ˜ao do equipamento.

(a) Kit montado sobre PCI. (b) Encapsulamento do equipamento.

(c) Conex ˜ao do sistema. (d) Vis ˜ao externa.

(e) Conex ˜ao P2 para sensor. (f) Conex ˜ao para alimentac¸ao. Figura 30: Equipamento desenvolvido para testes.

Fonte: Autoria pr ´opria, 2017

(51)

3.3 Equipamento Desenvolvido 49 do regulador de tens ˜ao LM7805. A partir das informac¸ ˜oes ilustradas no datasheet do fabricante, foi utilizada a topologia ilustrada na Figura 31. A definic¸ ˜ao do par ˆametro dos capacitores C1 e C2 foi determinado pelo modelo de exemplo do datasheet do dispositivo, visto que, o ripple do circuito original ´e praticamente zero. A tens ˜ao de entrada do regulador ´e definida pela tens ˜ao da bateria do ve´ıculo, nesse caso em espec´ıfico, 12V.

Lm 7805

C1 C2

Vi Vo

Figura 31: Regulador de tens ˜ao LM7805.

Fonte: Datasheet Lm 7805, 2016.

3.3.1 ENSAIO DA CONSTANTE W

Para realizar o ensaio da constante W foi necess ´ario dirigir-se at ´e a mec ˆanica Cargoeste, localizada em S ˜ao Lourenc¸o do Oeste, devido `a experi ˆencia da empresa no ramo de manutenc¸ ˜ao de cronotac ´ografos. No local um ve´ıculo foi colocado a disposic¸ ˜ao para iniciar os testes do equipamento. O ve´ıculo utilizado para o en-saio, apresentava o cronotac ´ografo devidamente aferido e obtinha o certificado de autorizac¸ ˜ao do Inmetro.

Figura 32: Certificado de aferic¸ ˜ao. Fonte: Autoria pr ´opria, 2016

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