UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA
Plano de Actividades
Triénio 2011-2013
Jorge Nunes
Coordenador da USP
ACES OESTE NORTE
ÍNDICE
Lista de Siglas ... 3
Nota Introdutória ... 5
Constituição da Equipa da Unidade de Sáude Pública ... 6
Programa Nacional de Vacinação ... 8.
Programa Nacional de Saúde Escolar ... 10
Saúde Oral na USP do ACES Oeste Norte ... 14
Projecto de Saúde Oral – “Óbidos a Sorrir” ... 30
Programa “Se As Minhas Costas Falassem” ... ... 34
Projecto " Aprender sem Ruído " ………..… 37
Saúde Ocupacional no ACES Oeste Norte ... 43
Vigilância Sanitária da Água de Abastecimento Pública ... 47
Vigilância Sanitária das Zonas Balneares Costeiras ... 47
Vigilância Sanitária de Piscinas do ACES Oeste Norte ... 55
Programa de Prevenção da Legionella nos Estabelecimentos Hoteleiros do ACES Oeste Norte ... 64
Programa de Promoção da Saúde e Segurança nos Campos de Jogos e Espaços de Lazer ... 65
Projecto Pão.come ... 69
Mosaico de Boas Práticas Alimentares ... 73
Os adolescentes do ACES Oeste Norte e o seu envolvimento com o álcool .... 77
Rastreio de perturbações mentais não psicóticas ... 80
Programa Qualidade do Ar Interior no ACES Oeste Norte ... 83
Formação.………... 89
LISTA DE SIGL AS
AAIS Escala de envolvimento com o álcool para adolescentes ACES Agrupamento de Centros de Saúde
ACSS Administração Central do Sistema de Saúde AE Agrupamento Escolas
ARS Administração Regional de Saúde
ARSLVT Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
AS Autoridade de Saúde
BA Bandeira Azul
BCG Vacina contra a Tuberculose
C.USP Coordenação Unidade de Saúde Pública
CC Conselho Clínico
CCDRLVT Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo
CCI Comissão Controlo da Infecção CDP Centro de Diagnóstico Pneumológico CHON Centro Hospitalar Oeste Norte
Cl Controlo de inspecção CN Circular Normativa
CO Monóxido de Carbono
COT Carbono Orgânico Total COV Compostos Orgânicos Voláteis
CPO Dentes cariados, perdidos e obturados
CPOD Dentes cariados, perdidos, obturados na dentição permanente CR Controlo de rotina
CS Centro de Saúde
DA Divisão Saúde Ambiental DE Directora Executiva DGS Direcção Geral da Saúde
DL Decreto-Lei
DR Desinfectante Residual
DSAO Divisão de Saúde Ambiental e Ocupacional DSE Divisão de Saúde Escolar
DSRA Delegado Regional de Saúde
DTPa Vacina contra a Difteria, Tétano e Pertussis
EB Ensino Básico
EG Entidade Gestora
EJRLE Espaço jogos, recreio e lazer escolares EJRLM Espaço jogos, recreio e lazer municipais
ERSAR Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos GHQ General Health Questionnaire
Hib Vacina contra as doenças causadas por Haemophilus Infuenzae HO Higienista Oral
HPV Vírus do Papiloma Humano
IPSS Instituições Particulares de Solidariedade Social Men C Vacina contra o Meningococo C
MSP Médico de Saúde Pública MT Medicina do Trabalho
NF Núcleo de Formação
NIASM Núcleo de Intervenção e Atendimento em Saúde Mental NSE Necessidades de Saúde Especiais
OMS Organização Mundial de Saúde
ON Oeste Norte
PA Parque aquático
PC Parque Campismo
PCQA Plano Controlo Qualidade da Água
PNPSO Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral PNSE Programa Nacional Saúde Escolar
PNV Plano Nacional de Vacinação POC Programas Ocupacionais PV Programa de Vigilância
PVSAAP Plano Vigilância Sanitária de Águas de Abastecimento Público PVSP Programa Vigilância Sanitária das Piscinas
PVSZBC Programa de Vigilância Sanitária das Zonas Balneares Costeiras QAI Qualidade Ar Interior
RD Recinto desportivo
RSECE Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios SA Sistema de abastecimento
SINUS Sistema Informático de Unidades de Saúde SISO Sistema Informático de Saúde Oral
SNS Serviço Nacional de Saúde
SO Saúde Ocupacional
SO Saúde Ocupacional
SOG Saúde Oral na Gravidez SOPI Saúde Oral nas Pessoas Idosas
SP Saúde Pública
TA Tensão Arterial
TAC Toxi-infecções Alimentares Colectivas Td Vacina bivalente contra o Tétano e Difteria TDT Técnico de Diagnóstico e Terapêutica TSA Técnico de Saúde Ambiental
UAG Unidade de Apoio à Gestão UFC Unidades Formadoras Colónias UH Unidades Hoteleiras
ULS Unidades Locais de Saúde ULSP Unidade Local de Saúde Pública ULSP Unidade Local de Saúde Pública USP Unidade de Saúde Pública
VASPR Vacina tríplice contra o Sarampo, Parotidite e Rubéola VHB Vacina Hepatite B
VIP Vacina contra a Poliomielite
VL Valor limite
VMR Valor máximo recomendado
NOTA INTRODUTÓRIA
O Plano de Actividades da USP para o triénio 2011-2013, do ACES Oeste Norte, contou com a participação de todos os seus profissionais, foi amplamente discutido, participado e teve em consideração os dados de avaliação do Plano de Actividades de 2010. Assentou numa lógica de trabalho multidisciplinar, de complementaridade com outras unidades e órgãos directivos do nosso agrupamento e atendeu a certos factores, particularmente os seus recursos humanos.
A USP está organizada em equipas de saúde assumindo uma estrutura flexível, em que cada profissional pode desempenhar as suas funções em mais do que uma equipa e em que se privilegia a diferenciação técnica dos recursos nas áreas de diagnóstico e intervenção previstas, permitindo a necessária adequação às especificidades geo-demográficas e à proximidade das populações.
Para além da contribuição imprescindível de todos os profissionais da USP, uma das suas equipas básicas contribuiu especificamente na discussão e elaboração deste documento: a Equipa do Observatório de Saúde, constituída pelo Delegado de Saúde, Jorge Nunes, pelos cinco Delegados de Saúde Adjuntos, Fernando Guerreiro, Cristina Pecante, Maria João Melo, Fátima Pais e Teresa Amélia, um Técnico de Saúde Ambiental, Anabela Marques Santos, uma enfermeira com especialização em Saúde Comunitária, Fátima Neves e por uma Assistente Técnica, Teresa Freitas Paula. Queremos ainda realçar o excelente contributo neste trabalho das colegas Inês Campos Matos e Iliete Ramos, internas do Internato Complementar de Saúde Pública. Independentemente da avaliação específica estabelecida para cada um dos programas/projectos, ficou acordado avaliações semestrais do plano, em reuniões com todos os profissionais da Unidade de Saúde Pública e, anuais, com elaboração de relatório.
A todos votos de bom trabalho na importante missão de contribuir para a melhoria da saúde da população do nosso ACES.
Caldas da Rainha, 31 de Março de 2011 Jorge Sousa Nunes
CONSTITUIÇÃO DA
EQUIP A DA USP
A equipa da USP é composta por médicos de saúde pública, enfermeiros de saúde pública/comunitária e técnicos de saúde ambiental, higienistas orais, um fisioterapeuta, e técnicos com funções administrativas, conforme quadro 1 (estando de acordo com o n.º 2 do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 28 / 2008 de 22 de Fevereiro).
Quadro 1 – Constituição da Equipa da USP, segundo a Área Profissional e o nº de horas semanais:
Nome Área
Profissional /semana Horas Unidade Local de Saúde Pública Teresa Amélia Seixas Gomes Médica SP 35 ULSP Alcobaça
Célia Maria Silva Morais TDT / TSA 35 ULSP Alcobaça
Nelson Amaro Silva TDT / TSA 35 ULSP Alcobaça
Aquilina Patrícia Delgado Cardeira Assistente Técnico
35 ULSP Alcobaça Sérgio Silvino Guedes Fernandes TDT / HO 35 ULSP Alcobaça Anabela Pereira Medalho Enfermeira SP 4 ULSP Alcobaça Lúcia Maria Fernandes Mota Enfermeira SP 4 ULSP Alcobaça Adelaide Maria Almeida Costa Enfermeira SP 4 ULSP Alcobaça
Maria Helena Ribeiro Reis Assistente
Operacional 31 ULSP Alcobaça Maria João Apolinário Marques
Melo
Médica SP 35 ULSP Bombarral Anabela Marques Santos TDT / TSA 35 ULSP Bombarral Maria Rosário Ezequiel Mendonça
Mil-Homens Operacional Assistente 35 ULSP Bombarral Maria Conceição Coelho Crespo
Nobre
Enfermeira SP 4 ULSP Bombarral Jorge Manuel Sousa Nunes
(Coordenador)
Médico SP 35 USP
Esther Andersen Enfermeira SP 21 USP
Iliete Cesaltina Seca Ramos Médica Interna SP
40 USP
Inês Ferreira Pita de Campos Matos Médica
Interna SP 40 USP
Marina Isabel Figueiredo Coelho Psicóloga
Estagiária* 18 USP
Ana Cristina Ferreira Pecante Médica SP 35 ULSP Caldas Rainha Ana Maria Santos Rodrigues TDT / TSA 35 ULSP Caldas
Rainha Rosete Marques Lourenço TDT / TSA 35 ULSP Caldas
Rainha Maria Isabel Pinto Costa Januário Assistente
Técnico 35 ULSP Caldas Rainha Maria Teresa Freitas Paula Assistente 35 ULSP Caldas
Técnico Rainha Maria Purificaçäo Ribeiro Pereira
Chaves Cardoso Assistente Técnico determinar a ULSP Caldas Rainha Maria Fátima Jordão Pereira Neves Enfermeira SP 4 ULSP Caldas
Rainha Paula Maria Abreu Santos Marques Enfermeira SP 4 ULSP Caldas
Rainha Susana Maria Cardoso Martins Buxo
Fernandes TDT / HO 35 ULSP Caldas Rainha
Teresinha Marques Noronha TDT /
Fisioterapeuta determinar a ULSP Caldas Rainha Fernando José Guerra Guerreiro Médico SP 35 ULSP Nazaré Cláudia Sofia Almeida Arcanjo TDT / TSA 35 ULSP Nazaré
Maria Rosário Confraria Fialho Salsinha
Assistente Operacional
23 ULSP Nazaré Ana Maria Lourenço Beja Dionísio Assistente
Operacional
35 ULSP Nazaré Maria Fátima Pereira Ramos Pais Médica SP 35 ULSP Óbidos Lola Rosário Teixeira Monteiro TDT / TSA 35 ULSP Óbidos
Ana Maria Guerra Severino
Fernandes Técnica-POC Assistente 35 ULSP Óbidos António José Correia Botelho Sousa Médico SP 35 ULSP Peniche
Luís Miguel dos Santos Abreu TDT / TSA 35 ULSP Peniche Alexandra Isabel Viralhadas
Amador
Assistente Técnico
35 ULSP Peniche Sabina Ribeiro Ramalho TDT / HO 35 ULSP Peniche * Termina contrato em Outubro de 2011
PROGRAMA NACIONAL DE
VACINAÇÃO
COORDENAÇÃO
Cristina Pecante Médica de Saúde Pública Adelaide Costa Enfermeira de Saúde Pública
INDICADORES E METAS
População em estudo Idade / Coorte
Dados a recolher Valor a atingir
2011 2012 2013 nascidos em
2011
n.º total de crianças inscritas
n.º total de crianças com registo de: - BCG - VHB I 95 % 98 % 100 % nascidos em 2010 ( 1 ano de idade )
n.º total de crianças inscritas
n.º total de crianças com registo de : - BCG
- VHB III e VHB (esquema completo ou actualizado)
- DTPa III e DTPa (esquema completo ou actualizado)
- Hib III e Hib (esquema completo ou actualizado)
- VIP III e VIP (esquema completo ou actualizado)
- MenC II e MenC (esquema completo ou actualizado) 97% 98% 99 % nascidos em 2009 ( 2 anos de idade )
n.º total de crianças inscritas
n.º total de crianças com registo de : - DTPa IV e DTPa (esquema completo ou actualizado)
- Hib IV e Hib (esquema completo ou actualizado)
- VASPR I
- MenC III e MenC (esquema completo ou actualizado) 97% 98% 99 % nascidos em 2004 ( 7 anos de idade )
n.º total de crianças inscritas
n.º total de crianças com registo de : - DTPa V e DTPa (esquema completo ou actualizado)
- VIP IV e VIP (esquema completo ou actualizado)
- VASPR II e VASPR (esquema completo ou actualizado)
nascidos em 1998
( 13 anos de idade )
n.º total de raparigas inscritas
n.º total de raparigas com registo de : - HPV I - HPV II 89% 93% 96 % nascidos em 1997 ( 14 anos de idade )
n.º total de crianças inscritas
n.º total de crianças com registo de : - VHB III e VHB ( esquema completo ou actualizado )
- VASPR II e VASPR ( esquema completo ou actualizado ) - Td ( esquema completo ou actualizado )
n.º total de raparigas inscritas
n.º total de raparigas com registo de : - HPV I - HPV II - HPV III 96/90% 97/93% 98/96% nascidos em 1994 ( 17 anos de idade )
n.º total de raparigas inscritas
n.º total de raparigas com registo de : - HPV I - HPV II 85% 89% 93% nascidos em 1986 ( 25 anos de idade )
n.º total de adultos inscritos
n.º total de adultos com registo de : - Td ( esquema completo ou actualizado ) A definir nascidos em 1946 ( 65 anos de idade )
n.º total de adultos inscritos
n.º total de adultos com registo de: - Td (esquema completo ou actualizado) 60% 65% 70% Profissionais de Saúde do ACES Oeste Norte
n.º total de adultos inscritos (por grupo profissional)
n.º total de adultos com registo de: - Td ( esquema completo ou actualizado )
PROGRAMA NACIONAL DE
SAÚDE ESCOL AR
EQUIPA COORDENADORA
Cristina Pecante Médica de Saúde Pública
Lúcia Mota Enfermeira de Saúde Pública
Lola Monteiro Técnica de Saúde Ambiental Sérgio Fernandes Higienista Oral
Teresinha Noronha Fisioterapeuta
ENQUADRAMENTO
A rápida evolução da sociedade moderna levou ao aparecimento de novos problemas de saúde, diferentes necessidades da população e de uma nova realidade da vivência escolar.
Sabendo que a Escola desempenha um importante papel na aprendizagem, aquisição e manutenção de estilos de vida e estando as Equipas de Saúde Escolar mais capacitadas / melhor posicionadas junto das crianças e jovens para desenvolver actividades na área da Promoção e Educação para a Saúde deverá ser esta a área privilegiada de actuação da Saúde Escolar. O trabalho em Saúde Escolar não poderá nunca ser realizado numa perspectiva individual, sendo imprescindível a colaboração intersectorial e multiprofissional dentro do mesmo serviço e entre as diversas instituições envolvidas, estabelecendo-se e / ou reforçando os canais de informação formais e informais de cooperação e parceria entre todos os elementos intervenientes na educação, na saúde e na formação da população escolarizada.
Assim, através de uma grande diversidade de actividades, podemos proporcionar às crianças e jovens a aquisição de conhecimentos e o reforço / valorização do seu potencial de saúde de forma a desenvolverem comportamentos saudáveis e positivos e adoptarem respostas adequadas e construtivas aos desafios do dia-a-dia.
OBJECTIVOS DO PROGRAMA
i. Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa;
ii. Apoiar a inclusão escolar de crianças com necessidades de saúde e educativas especiais;
iii. Promover um ambiente escolar seguro e saudável;
iv. Reforçar os factores de protecção relacionados com os estilos de vida saudáveis;
v. Contribuir para o desenvolvimento dos princípios das Escolas Promotoras de Saúde.
DESCRIÇÃO DO PROGRAMA
PROGRAMA DE EXECUÇÃO CONTÍNUA (ANO LECTIVO)
i. Promover o cumprimento do Programa de Saúde Infantil e Juvenil, através da monitorização da realização das consultas de vigilância de saúde, pelos Médicos de Família, aos 5 - 6 anos e 11 – 13 anos de idade, com preenchimento da respectiva Ficha de Ligação à Saúde Escolar; ii. Monitorizar o cumprimento do PNV em toda a comunidade educativa; iii. Monitorizar o cumprimento da Legislação da evicção escolar;
iv. Apoiar a inclusão escolar de crianças e jovens com NSE, em articulação com outras equipas de intervenção específicas;
v. Monitorizar a ocorrência de acidentes escolares e o desenvolvimento de acções de Promoção da Segurança;
vi. Avaliar das condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino;
vii. Desenvolver e intensificar as Parcerias estabelecidas com os estabelecimentos de ensino no âmbito da Promoção da Saúde em Meio Escolar, nomeadamente através da Rede Nacional de Escolas Promotoras de Saúde;
viii. Promover e monitorizar o desenvolvimento de actividades, realizadas nas escolas e / ou dinamizadas pela própria escola no âmbito:
a. …da Protecção da Saúde e Promoção de Estilos de Vida saudáveis em áreas temáticas consideradas prioritárias, e
b. …da Prevenção da Doença, de Consumos Nocivos e de Comportamentos de Risco.
ix. Monitorizar e apoiar Projectos específicos desenvolvidos junto da população escolar, nomeadamente no âmbito da Saúde Oral, da Saúde Postural e Ortostática e da Saúde Ambiental;
x. Realização de Reuniões periódicas da Equipa Coordenadora e desta com as Equipas locais, quando formalmente constituídas.
CALENDÁRIO DE EXECUÇÃO
Horizonte Temporal: 2010-2013
METAS A ALCANÇAR
INDICADORES E METAS A ATINGIRi. % de alunos inscritos pela 1.ª vez no 1.º ano de escolaridade e com ficha de Ligação feita pelo Médico de Família, conforme Programa de Saúde Infantil e Juvenil
ii. idem para os alunos de 11 – 13 anos
98 % 40 %
i. % de crianças do ensino pré-escolar com esquema de vacinação actualizado
ii. idem para os alunos do 1.º ciclo de escolaridade
iii. idem para os alunos do 3.º ciclo de escolaridade, incluindo VHB e HPV
iv. idem para as raparigas do ensino secundário, incluindo HPV
v. idem para professores e funcionários do ensino básico e secundário
98 %
i. % de estabelecimentos escolares com Programa de Prevenção de
Acidentes e Promoção da Segurança 98 %
i. % de estabelecimentos escolares vistoriados
ii. % de estabelecimentos escolares com avaliação global média de “ Boa / Razoável” em Segurança do Meio Ambiente e do Edifício / Recinto escolar
iii. idem em Higiene / Saúde de Meio Ambiente e do Edifício / Recinto Escolar
98 %
i. % de sessões de Educação para a Saúde realizadas em função das programadas ou solicitadas
ii. % de turmas implicadas na Formação de Pares em função das programadas
96 %
i. % de reuniões realizadas em função das previstas :
a. da Equipa Coordenadora
b. com as Equipas Locais de saúde escolar
96 %
RECURSOS HUMANOS
EQUIPAS LOCAISA determinar pelas equipas das Unidades de Cuidados na Comunidade (pelo menos 2 enfermeiros por cada Unidade e o Coordenador da respectiva Unidade Local de Saúde Pública).
ENTIDADES ENVOLVIDAS
i. Agrupamentos Escolares dos diferentes níveis de escolaridades ii. Câmaras Municipais dos diferentes concelhos do ACES Oeste Norte iii. Equipas de Apoio Escolar (por exemplo: Ensino Especial, Intervenção
Precoce)
iv. Comissões de Protecção de Crianças e Jovens
AVALIAÇÃO
Relatórios Anual com uma avaliação das actividades desenvolvidas e resultados obtidos, confrontados com as metas estabelecidas.
OBSERVAÇÕES
Este programa tem como base de trabalho as directivas da Direcção Geral da Saúde e seu Plano Nacional de Saúde, pelo que poderá estar sujeito a alterações segundo as Normas Superiores.
Está ainda sujeito a adaptações tendo em conta a constituição das diversas Unidades de Cuidados na Comunidade, que se encontra em curso.
REFERÊNCIAS
Circular Normativa n.º 07 / DSE, de 29.06.2006 - PNSE 2006 – Direcção Geral de Saúde
SAÚDE ORAL N A USP DO
ACES OESTE NORTE
EQUIPA COORDENADORA
Sérgio Fernandes Higienista Oral
Cristina Pecante Médica de Saúde Pública
INTRODUÇÃO
As doenças orais constituem, pela sua elevada prevalência, um dos principais problemas de saúde da população infantil e juvenil. No entanto, se adequadamente prevenidas e precocemente tratadas, a cárie e as doenças periodontais são de uma elevada vulnerabilidade, com custos económicos reduzidos e ganhos em saúde relevantes.
A Organização Mundial da Saúde aponta para 2020 metas para a saúde oral que exigem um reforço das acções de promoção da saúde e prevenção das doenças orais e um maior envolvimento dos profissionais de saúde e de educação, dos serviços públicos e privados.
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral desenha uma estratégia global de intervenção assente na promoção da saúde, prevenção e tratamento das doenças orais, desenvolve-se ao longo do ciclo de vida e nos ambientes onde as crianças e jovens vivem e estudam.
Assim, a intervenção de promoção da saúde oral, que se inicia durante a gravidez e se desenvolve ao longo da infância, em Saúde Infantil e Juvenil, consolida-se nos Jardim-de-Infância e na Escola, através da Saúde Escolar. Os cuidados dentários, não satisfeitos no Serviço Nacional de Saúde, às crianças e jovens em programa, serão prestados através de contratualização.
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral e nesta área em particular tem como objectivos:
i. Reduzir a incidência e a prevalência das doenças orais nas crianças e adolescentes;
ii. Melhorar conhecimentos e comportamentos sobre saúde oral;
iii. Promover a equidade na prestação de cuidados de saúde oral às crianças e jovens com Necessidades de Saúde Especiais.
ESTRUTURA DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA E O PAPEL DO
HIGIENISTA ORAL
A nível nacional, o Programa é coordenado pelo Alto-Comissário da Saúde, orientado tecnicamente pelo Director-Geral da Saúde e acompanhado por uma Comissão Técnico-Científica por si designada.
A nível dos Agrupamentos de Centros de Saúde, a coordenação do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral é exercida pela Unidade de Saúde Pública, no entanto cabe ao Higienista Oral a gestão local e execução do PNPSO.
ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO DO PROGRAMA
As orientações do actual PNPSO assentam nas seguintes estratégias: i. Promoção da saúde oral no contexto familiar e escolar; ii. Prevenção das doenças orais;
iii. Diagnóstico precoce e tratamento dentário.
POPULAÇÃO ALVO
Com este programa pretende-se abranger as mulheres grávidas e as crianças, desde o nascimento até aos 16 anos de idade.
FINALIDADES DO PROGRAMA
O PNPSO tem as seguintes finalidades:
i. Melhorar conhecimentos e comportamentos sobre alimentação e higiene oral;
ii. Diminuir a incidência de cárie dentária; iii. Reduzir a prevalência da cárie dentária;
iv. Aumentar a percentagem de crianças livres de cárie; v. Criar uma base de dados, nacional, sobre saúde oral;
vi. Prestar especial atenção, numa perspectiva de promoção da equidade, à saúde oral das crianças e jovens com Necessidades de Saúde Especiais, assim como dos grupos economicamente débeis e socialmente excluídos, que frequentam a escola do ensino regular ou instituições.
ACTIVIDADES DO PROGRAMA
As actividades do Programa devem ser incluídas nos programas de saúde familiar, saúde materna, saúde infantil e juvenil e saúde escolar, ser desenvolvidas nos Centros de Saúde e em todos os estabelecimentos de educação pré-escolar e do ensino básico, públicos, privados ou dependentes de estruturas oficiais da segurança social.
Para o desenvolvimento das actividades do programa, é indispensável o envolvimento dos profissionais de saúde, comunidade educativa, bem como das autarquias.
PROMOÇÃO DA SAÚDE ORAL
i. Promoção da Saúde Oral na gravidez;
ii. Promoção da Saúde Oral no âmbito da consulta de saúde infantil ou de vigilância da criança;
iii. Promoção da Saúde Oral em Saúde Escolar.
PREVENÇÃO DAS DOENÇAS ORAIS
A protecção dos dentes por parte dos profissionais de saúde oral, em crianças com alto risco à cárie dentária, consiste na execução de uma ou mais das seguintes medidas:
i. Selantes de fissura;
ii. Suplementos de fluoretos: um (1) comprimido diário de 0,25 mg de fluoreto de sódio que deve ser dissolvido lentamente na boca, à noite, antes de deitar;
iii. Verniz de flúor ou de clorhexidina.
As estratégias, preventiva e terapêutica, do programa complementam-se com a avaliação do risco individual de cárie dentária.
A avaliação do risco é feita a partir da conjugação dos seguintes factores: evidência clínica da doença, análise dos hábitos alimentares, utilização de fluoretos, controlo da placa bacteriana, nível socioeconómico da família e história clínica da criança.
DIAGNÓSTICO PRECOCE E TRATAMENTO DENTÁRIO
Em Portugal, a cárie dentária apresenta na população infantil e juvenil um índice de gravidade moderada. Importa referir o Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais efectuado em 2005, que destaca, entre outros indicadores, os seguintes valores: 51% de crianças de 6 anos livres de cárie, face aos 33% apurados em 2000; índice de CPO (número médio de dentes cariados, perdidos e obturados) entre os 12 e 15 anos de, respectivamente 1,48 e 3,04 em 2005 face aos valores de 2,95 e 4,72 registados em 2000; incidência de fluorose muito baixa, em 2005, com 1% das crianças a apresentar fluorose moderada e apenas 0,2% fluorose intensa.
A estratégia europeia e as metas definidas para a saúde oral, pela OMS, apontam para que, no ano 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos estejam livres de cárie e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor 1,5.
O actual PNPSO alia a promoção da saúde à prestação de cuidados, numa parceria público-privado, com competências claramente definidas, tendo por base a intervenção comunitária.
Ao sector público compete assegurar a promoção da saúde, a prevenção das doenças orais e a prestação de cuidados de saúde dentários, passíveis de serem realizados no SNS. Esta intervenção é assegurada pelos profissionais de saúde oral dos Centros de Saúde, através de acções dirigidas ao indivíduo, à família e à comunidade escolar, e pelos profissionais dos serviços de estomatologia da rede hospitalar, sempre que possível.
Ao sector privado, através dos profissionais e agrupamentos de profissionais de estomatologia e medicina dentária, compete prestar, por contratualização, os cuidados médico-dentários não satisfeitos pelo SNS.
As doenças orais, como a cárie dentária e as doenças periodontais, são um importante problema de saúde pública, uma vez que afectam grande parte da população, influenciam os seus níveis de saúde, de bem-estar e de qualidade de vida. São, porém, modificáveis com estratégias de intervenção adequadas e comprovadamente eficientes.
A aceitação destes pressupostos foi crucial na decisão do Governo de considerar, no Orçamento do Estado para 2008, a saúde oral como um dos domínios prioritários, especialmente focalizado na prevenção da doença, de modo a abranger alguns segmentos da população, em particular as crianças, as grávidas e os idosos com mais baixos rendimentos.
A prevenção e o controlo das doenças orais implicam a execução sistemática e continuada de actividades de promoção da higiene oral, educação alimentar, aumento da resistência dentária e tratamento, tão precoce quanto possível, das lesões que a prevenção não conseguir evitar.
As mulheres grávidas representam igualmente um grupo de risco, uma vez que as alterações hormonais, características deste período, aumentam a frequência das doenças periodontais que por sua vez, são condicionadas pelas práticas de higiene oral, que não sendo adequadas podem favorecer o aumento da incidência e da gravidade da cárie dentária.
Além disso, estudos recentes indicam que pode existir associação entre o nível de doença oral da grávida e a ocorrência de prematuridade, baixo peso à nascença e pré-eclampsia. Outros, também evidenciam a existência de transmissão mãe-filho de bactérias patogénicas envolvidas na génese da cárie dentária.
Neste contexto, a Resolução 60.17 sobre saúde oral, da Assembleia Mundial da Saúde, de Maio de 2007, sugere aos Estados-Membros que integrem nas suas políticas a prevenção e o controlo das doenças orais, na mãe e na criança.
Por outro lado, o processo de envelhecimento contribui, também, para uma maior ocorrência de problemas de saúde oral, designadamente de doenças
periodontais e perda de peças dentárias, gerando uma maior necessidade de cuidados médicos dentários. Esta situação é particularmente grave nas pessoas idosas com menores rendimentos e baixos níveis de literacia em saúde, para as quais se dirigiu especificamente o reembolso de 75% na despesa com a aquisição e reparação de próteses dentárias removíveis, prevista no Decreto-Lei n.º 252/2007 de 5 de Julho (beneficiárias do complemento solidário para idosos).
Mais recentemente e tendo em conta que a ocorrência de problemas de saúde oral assume especial relevância para os doentes infectados com VIH/SIDA, designadamente a periodontite e a perda de peças dentárias, passou a existir a necessidade de uma maior resposta de cuidados médicos especializados a este grupo populacional de particular vulnerabilidade.
Assim, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral continua a ser revisto e reestruturado por forma a assegurar a prestação equitativa de cuidados de saúde oral ao longo do ciclo de vida, com base em procedimentos simplificados e orientados para a satisfação das necessidades de saúde nas idades/grupos de maior vulnerabilidade, garantindo um melhor acesso aos serviços e o alargamento progressivo das populações abrangidas.
O Programa incidirá em 4 segmentos populacionais prioritários:
i. Crianças e jovens que frequentam escolas públicas e instituições privadas de solidariedade social;
ii. Mulheres grávidas;
iii. Pessoas idosas beneficiárias do Complemento Solidário; iv. Doentes infectados pelo VIH/SIDA.
SAÚDE ORAL NAS CRIANÇAS E JOVENS
OBJECTIVO GERAL
Aos 15 anos, os jovens que frequentam as escolas públicas e IPSS do Continente devem:
i. Ter todos os dentes permanentes devidamente tratados e/ou protegidos, nomeadamente molares e pré-molares;
ii. Ter adquirido saberes e competências susceptíveis de assegurar a manutenção da boca saudável, durante toda a vida.
POPULAÇÃO ALVO
Tendo em consideração que a vulnerabilidade dentária é muito maior logo após a erupção, o impacto das intervenções susceptíveis de tornarem os dentes mais resistentes será tanto maior, quanto mais precocemente elas se concretizarem.
Por isso, tendo em conta a cronologia da erupção dentária, deverão ser intervencionadas prioritariamente as coortes dos:
i. 7 anos, na condição de já se ter verificado a erupção dos primeiros molares;
ii. 10 anos, na condição de já se ter verificado a erupção dos pré-molares; iii. 13 anos, na condição de já se ter verificado a erupção dos segundos
molares.
Assim, por exemplo, ao longo do ano lectivo de 2010/2011 terão acesso a uma consulta de higiene oral ou de medicina dentária as crianças nascidas em 2003, 2000 e 1997.
A maioria dos alunos nascidos nos citados anos frequenta: i. 2º ano do Ensino Básico – Coorte dos 7 anos;
ii. 5º ano do Ensino Básico – Coorte dos 10 anos; iii. 8º ano do Ensino Básico – Coorte dos 13 anos.
OBJECTIVO ESPECÍFICO
Em qualquer dos grupos etários alvo, no final da intervenção médico-dentária personalizada, todos os dentes permanentes, nomeadamente molares e pré-molares deverão estar protegidos ou tratados.
ESTRATÉGIA
Para atingir o objectivo específico em cada coorte, a respectiva intervenção anual deverá ter as seguintes prioridades:
i. Aos 7 anos, serão protegidos ou tratados os primeiros molares; ii. Aos 10 anos, serão protegidos ou tratados os pré-molares; iii. Aos 13 anos, serão protegidos ou tratados os segundos molares.
PARCERIAS
A operacionalização dos procedimentos necessários à prestação, por profissionais especializados, de cuidados preventivos e curativos de saúde oral às crianças e jovens escolarizados, pressupõe a existência de uma estreita relação de cooperação com as estruturas pertinentes do Ministério da Educação. Por isso, representantes do Ministério da Saúde dialogaram com os seus homólogos das estruturas de nível Central e Regional do Ministério da Educação, tendo assegurado o necessário apoio e colaboração para a implementação do programa.
Assim, ficou estabelecido que:
i. As listas dos alunos de 7, 10 e 13 anos por escola e turma, serão fornecidas pelos Agrupamentos de Escolas. Um ficheiro nacional de alunos por agrupamento e escola será disponibilizado pelo Ministério da Educação, constituindo um instrumento essencial para o preenchimento dos campos que constam do suporte de informação usado para o carregamento de dados no Sistema de Informação da Saúde Oral. A transferência de dados para o SISO antecede a
realização da triagem (nos Centros de Saúde com Higienista Oral) e/ou a emissão de cheques;
ii. A deslocação aos estabelecimentos de ensino para a realização de triagens, deverá ser anualmente agendada entre o gestor local de saúde oral e o(s) interlocutor(es) designado(s) pelos Agrupamentos de Escolas, no início do 1º período lectivo.
iii. A entrega dos cheques-dentista, bem como dos documentos de referenciação para a consulta de higiene oral ou outros documentos considerados pertinentes para o desenvolvimento do presente programa, deverão ser entregues aos encarregados de educação através das escolas, mas sempre com o envolvimento efectivo, neste processo, dos Agrupamentos de Escolas.
iv. Para facilitar o processo de livre escolha de prestador pelo encarregado de educação, sempre que possível deverá ser entregue, juntamente com o cheque-dentista, uma cópia da lista actualizada de médicos aderentes com consultórios na área geográfica circundante da escola, que normalmente corresponderá ao concelho onde se situa a escola e aos concelhos limítrofes.
OPERACIONALIZAÇÃO
Desta forma, os higienistas orais devem deslocar-se à(s) Escola(s) da sua área de intervenção, para a realização de uma triagem de identificação das crianças e jovens com dentes permanentes cariados, e das crianças e jovens livres de cáries nos dentes permanentes.
A partir da lista resultante da triagem efectuada pelo higienista oral na Escola, as respectivas crianças e jovens com dentes permanentes cariados, serão referenciadas para consulta de medicina dentária. Os assistentes administrativos da Unidade detentores de password SISO, emitem o 1º cheque-dentista.
Após a emissão dos cheques-dentista, referenciados por turma, o gestor local de saúde oral da Unidade, fará a sua entrega na Escola. Através do professor / director de turma os cheques serão entregues aos respectivos encarregados de educação, acompanhados com todas as indicações sobre a forma de concretizar a 1ª consulta de diagnóstico / início de tratamento, no dentista. As crianças e jovens livres de cárie em dentes permanentes serão referenciadas para uma consulta de higiene oral, na Unidade, sendo-lhes emitido um documento de referenciação a partir da lista resultante da triagem efectuada na Escola, pelo assistente administrativo detentor de password SISO.
Após a emissão dos documentos de referenciação, o gestor local de saúde oral fará a sua entrega na Escola. Através do professor / director de turma os documentos serão entregues aos encarregados de educação, acompanhados de todas as indicações necessárias à concretização da 1ª consulta de higiene oral.
A consulta de higiene oral, para além de ser uma oportunidade para efectuar actividades individuais de promoção da saúde oral junto dos alunos da área de referência da Unidade, terá como principal fundamento a prevenção da cárie dentária e especialmente a aplicação de selantes de fissuras em dentes permanentes.
Nas Unidades de Saúde sem higienista oral, os gestores locais de saúde oral nomeados serão os responsáveis, pela sinalização de todos os alunos das coortes pré-definidas, na sua área de influência.
Com base nas listas obtidas nas Escolas/Agrupamentos de Escolas, os gestores locais de saúde oral solicitam a emissão do 1º cheque-dentista aos assistentes administrativos da Unidade de Saúde, detentores de password SISO.
Após a emissão dos cheques-dentista, referenciados por turma, os gestores da saúde oral entregam-nos na Escola.
Por seu turno, através do professor / director de turma, os cheques serão entregues aos respectivos encarregados de educação, com todas as indicações necessárias sobre a concretização da 1ª consulta de diagnóstico / início de tratamento no médico aderente.
Qualquer intervenção sobre os dentes temporários fará parte de um conjunto de acções complementares a desenvolver, para que os prestadores de cuidados possam assegurar, da forma mais eficiente possível, os objectivos específicos deste programa.
O tipo de intervenção a realizar dependerá apenas da decisão do médico aderente e considera-se incluída no conjunto das acções a desenvolver, com vista à preservação da saúde dos dentes permanentes.
Adicionalmente, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral disponibilizará 20.000 cheques-dentista/ano para tratamento de situações de considerável gravidade ponderadas por critérios de dor e de grau de infecção, entre outros, que sejam identificadas pelo médico de família e recaiam nos dentes decíduos. Deverá ser dada especial importância à evolução natural dos dentes decíduos, sendo de evitar intervenções médico-dentárias sobre dentes que se encontrem em período de esfoliação. Estes cheques-dentista destinam-se às crianças com idade igual ou inferior a seis anos e em particular às seguidas regularmente nas Unidades Funcionais dos ACES / ULS, no âmbito do Programa de Saúde Infantil e às que realizam o exame global de saúde, que antecede a escolaridade obrigatória.
SAÚDE ORAL NAS CRIANÇAS E JOVENS (IDADES INTERMÉDIAS)
A partir de 2010, e já com efeitos a partir do ano lectivo 2009/2010, passam a ter acesso a tratamentos dentários as crianças de 8, 11 e 14 anos, com situações de cárie em dentes permanentes, que tiveram acesso ao Programa através da Saúde Escolar em ano anterior e que terminaram os respectivos Planos de Tratamento.
Este acesso efectuar-se-á através da emissão de 1 cheque-dentista Idades Intermédias, por referenciação do médico de família.
O cheque Saúde Oral Crianças e Jovens Idades Intermédias dará acesso ao tratamento de dois dentes permanentes com cárie.
A data de validade do cheque-dentista Idades Intermédias termina em 31 de Agosto de cada ano.
PROJECTO SAÚDE ORAL NA GRAVIDEZ (SOG)
FINALIDADES
i. Promover a saúde oral das grávidas;
ii. Diminuir a incidência e a prevalência das doenças orais nas grávidas.
OBJECTIVOS
Pretende-se com o presente projecto:
i. Garantir o acesso das grávidas a um conjunto de cuidados de medicina dentária, nas áreas de diagnóstico, prevenção e tratamento, designadamente da cárie dentária e da doença periodontal;
ii. Avaliar a situação da saúde oral das grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde.
POPULAÇÃO ALVO
Grávidas, em vigilância pré-natal no Serviço Nacional de Saúde.
OPERACIONALIZAÇÃO
Os cuidados preventivos e curativos de medicina dentária, a prestar à grávida, serão efectuados nos consultórios de estomatologistas e médicos dentistas que aderirem aos projectos. Estes cuidados serão pagos através de “cheques-dentista” personalizados, fornecidos pelos Centros de Saúde da seguinte forma:
UNIDADES FUNCIONAIS DOS CENTROS DE SAÚDE INFORMATIZADAS:
i. O médico de família acede ao Sistema de Informação em utilização nos Centrosde Saúde e referencia-o para consulta SOG ou SOPI.
ii. O médico de família preenche os campos abertos no Sistema de Informação do Centro de Saúde onde regista os antecedentes clínicos relevantes que pretende disponibilizar ao estomatologista/médico dentista e insere a data prevista para o parto. Estes dados serão exportados para o SISO, permitindo a sua consulta por parte do médico aderente.
iii. O primeiro cheque – dentista é impresso e entregue ao utente pelo seu médico de família.
UNIDADES FUNCIONAIS DOS CENTROS DE SAÚDE NÃO INFORMATIZADAS:
i. O médico preenche uma credencial de referenciação em papel (modelo 330.10 -P1), validada pelos meios actualmente em uso com identificação do utente e informação clínica prévia, contemplando, no caso das grávidas, a informação relativa à data prevista para o parto. ii. A Unidade Funcional envia a credencial ao Centro de Saúde
respectivo, onde o administrativo emite o 1º cheque, anexa-lhe a credencial e de acordo com a opção do utente:
a. Devolve ambos documentos à extensão emissora, ou b. Remete-os, por correio, para a morada do utente ou c. Entrega em mão ao próprio.
A utilização do modelo 330.10 constituirá o procedimento alternativo sempre que ocorrer, por motivos técnicos, alguma falha no sistema informático.
CUIDADOS ABRANGIDOS PELO “CHEQUE-DENTISTA”
i. Os “cheques-dentista”, no máximo de três, permitirão o acesso ao diagnóstico e a cuidados preventivos e curativos de medicina dentária, de acordo com as necessidades identificadas. Os cheques cobrem os tratamentos necessários, de modo a garantir que a grávida, no final do tratamento, fique livre de lesões activas de cárie dentária;
ii. A execução destes tratamentos pode ser concluída até 60 dias pós-parto;
iii. O primeiro cheque será atribuído a todas as grávidas que optem por aceitar a sua referenciação para medicina dentária, depois de devidamente informadas.
Os restantes cheques (2º e 3º) serão atribuídos às grávidas cuja situação clínica o justifique.
PROJECTO SAÚDE ORAL NAS PESSOAS IDOSAS (SOPI)
FINALIDADES
i. Promover o tratamento de problemas de saúde oral nas pessoas idosas; ii. Diminuir a incidência e a prevalência das doenças orais nas pessoas
idosas.
OBJECTIVOS
Pretende-se com o presente projecto:
i. Garantir o acesso das pessoas beneficiárias do complemento solidário para idosos a um conjunto de cuidados de medicina dentária, nas áreas de diagnóstico, prevenção e tratamento;
ii. Avaliar a situação de saúde dentária das pessoas idosas abrangidas pelo projecto.
POPULAÇÃO ALVO
Pessoas beneficiárias do complemento solidário para idosos, utentes do Serviço Nacional de Saúde.
OPERACIONALIZAÇÃO
Os cuidados preventivos e curativos de medicina dentária, a prestar às pessoas idosas com base em documento válido comprovativo da sua situação de beneficiário do complemento solidário, (emitido pelo Instituto da Segurança Social, I.P.), serão efectuados nos consultórios de estomatologistas e médicos dentistas aderentes ao projecto. Estes cuidados serão pagos através de “cheques-dentista” personalizados, atribuídos pelos Centros de Saúde da seguinte forma:
UNIDADES FUNCIONAIS DOS CENTROS DE SAÚDE INFORMATIZADAS:
i. O médico de família acede ao Sistema de Informação em utilização nos Centros de Saúde e referencia-o para consulta SOG ou SOPI.
ii. O médico de família preenche os campos abertos no Sistema de Informação do Centro de Saúde onde regista os antecedentes clínicos relevantes que pretende disponibilizar ao estomatologista/médico dentista e insere a data prevista para o parto. Estes dados serão exportados para o SISO, permitindo a sua consulta por parte do médico aderente.
iii. O primeiro cheque – dentista é impresso e entregue ao utente pelo seu médico de família.
UNIDADES FUNCIONAIS DOS CENTROS DE SAÚDE NÃO INFORMATIZADAS:
i. O médico preenche uma credencial de referenciação em papel (modelo 330.10 -P1), validada pelos meios actualmente em uso com identificação do utente e informação clínica prévia.
ii. A Unidade Funcional envia a credencial ao Centro de Saúde respectivo, onde o administrativo emite o 1º cheque, anexa-lhe a credencial e de acordo com a opção do utente:
a. Devolve ambos documentos à extensão emissora, ou b. Remete-os, por correio, para a morada do utente ou c. Entrega em mão ao próprio.
A utilização do modelo 330.10 constituirá o procedimento alternativo sempre que ocorrer, por motivos técnicos, alguma falha no sistema informático.
CUIDADOS ABRANGIDOS PELO “CHEQUE-DENTISTA”
Os “cheques-dentista”, no máximo de dois por ano, darão acesso a um conjunto de cuidados de saúde oral essenciais para preparar a eventual aplicação de próteses dentárias, bem como para identificar e tratar outros problemas de saúde oral neste grupo etário.
PROCESSO DE ADESÃO DOS PROFISSIONAIS DE MEDICINA DENTÁRIA AO
SOG E SOPI
MÉDICOS ADERENTES
i. Podem aderir ao PNPSO, nas crianças e adolescentes, na grávida e nas pessoas idosas, os estomatologistas e médicos dentistas inscritos nas respectivas Ordens que aceitem as condições de adesão e execução dos projectos. Os higienistas orais poderão prestar, no âmbito das suas competências, cuidados de saúde oral sob a orientação e responsabilidade dos médicos aderentes;
ii. Os consultórios dos médicos aderentes devem respeitar as condições higiosanitárias das instalações e equipamentos de acordo com a legislação aplicável, garantindo o pleno cumprimento das obrigações impostas pela Entidade Reguladora da Saúde;
iii. Os médicos aderentes comprometem-se, através de declaração de compromisso, a aceitar as condições de adesão e a garantir a qualidade da prestação de cuidados, instalações e equipamentos, sem discriminação na marcação e na realização das consultas, em relação aos restantes doentes dos seus consultórios.
PROCESSO DE ADESÃO
i. Os interessados preencherão o formulário electrónico, disponibilizado no sistema de informação da saúde oral (SISO), no site da DGS (www.dgs.pt);
ii. A adesão definitiva terá lugar após entrega na Administração Regional de Saúde, I.P. (ARS, IP), do comprovativo de inscrição na respectiva Ordem e de declaração de compromisso, com o qual se inicia a vigência do contrato de adesão;
iii. Após a adesão, a identificação do médico passará a constar automaticamente da lista de médicos aderentes, que será organizada por região e disponibilizada nos sites da DGS e das ARS, I.P respectivas. iv. Na sequência desta validação, o médico receberá um login e uma
password que lhe permitirão o acesso ao SISO, através do qual realizará os procedimentos exigidos pelo sistema de informação.
COORDENAÇÃO E ESTRUTURA DE EXECUÇÃO DO SOG E SOPI
A coordenação do Programa, a nível nacional, cabe à Direcção-Geral da Saúde, a quem compete ainda definir os indicadores base de monitorização e avaliação técnico científica do Programa, divulgar o alargamento aos profissionais e demais entidades envolvidas, avaliar a execução do Programa e propor os necessários aperfeiçoamentos.
A nível regional, a coordenação e execução do alargamento do PNPSO, incluindo os procedimentos administrativos e financeiros cabem às ARS, IP.
A gestão técnica do sistema de informação é da responsabilidade da Administração Central do Sistema de Saúde, IP (ACSS).
As ARS, I.P. poderão, no âmbito do desenvolvimento do PNPSO, estabelecer protocolos com as autarquias locais interessadas no alargamento suplementar da cobertura a outros grupos-alvo ou à ampliação do número de actos por destinatário, sob responsabilidade financeira das respectivas autarquias.
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO SOG E DO SOPI
A monitorização e avaliação dos projectos serão realizadas com base numa bateria de indicadores, onde será tida como informação especialmente relevante, a relativa à adesão dos profissionais e dos utentes e à cobertura das populações-alvo.
O sistema de informação permitirá, em qualquer momento, a emissão de relatórios de execução, de avaliação intercalar, com vista à eventual introdução de ajustamentos.
PROJECTO SAÚDE ORAL NOS DOENTES INFECTADOS PELO VIH/SIDA
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) prevê a prestação de cuidados de saúde oral personalizados, preventivos e curativos por estomatologistas e médicos dentistas a grupos populacionais de particular vulnerabilidade.
A partir de 2010, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral passou a abranger os doentes infectados pelo VIH/SIDA, para além dos três segmentos populacionais que já incluídos (mulheres grávidas, idosos beneficiários do complemento solidário, crianças e jovens com menos de 16 anos a frequentar escolas públicas e IPSS).
Assim, nos termos da alínea c) do nº 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar nº 66/2007, de 29 de Maio, na redacção dada pelo Decreto Regulamentar nº 21/2008, de 2 de Dezembro, emite‐se a presente norma de âmbito organizacional, dirigida aos médicos de família dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e das Unidades Funcionais não hospitalares das Unidades Locais de Saúde, que estabelece as regras que os estomatologistas e médicos dentistas aderentes deverão seguir no que concerne ao último grupo, que integra as pessoas infectadas por HIV/SIDA.
FUNDAMENTAÇÃO
O acompanhamento médico do doente infectado pelo VIH/SIDA exige, actualmente, uma planificação de cuidados a longo prazo, similar à dispensada a outras doenças crónicas, uma vez que a introdução das terapêuticas anti‐retrovíricas triplas melhorou a qualidade e esperança de vida dos doentes.
O Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis estima a existência de 32 500 casos acumulados de infecção por VIH/SIDA. Verifica‐se que a sua maior parte está relacionada com o consumo de drogas por via endovenosa, situação que corresponde a 44% de todas as notificações e envolve, predominantemente, adultos jovens entre os 20 e os 39 anos. Actualmente, o papel dos serviços de saúde não se limita a proporcionar mais anos de vida, mas visa, em especial, melhorar a qualidade de vida desses anos.
Entre os muitos factores que influenciam a qualidade de vida destes doentes, e sobre os quais podemos actuar, incluem‐se os cuidados em Saúde Oral. Como se sabe, a ocorrência de problemas de saúde oral assume especial relevância para os doentes infectados com VIH/SIDA, designadamente a periodontite e a perda de peças dentárias, o que gera uma maior necessidade de cuidados médicos especializados.
Considerando o número de utentes do SNS seguidos nos serviços públicos de prestação de cuidados de saúde, estima‐se que anualmente 3 000 indivíduos beneficiem desta nova oportunidade.
POPULAÇÃO ALVO
Pessoas infectadas por VIH/SIDA, em seguimento no SNS.
FINALIDADES
Promover a saúde oral nas pessoas que vivem com VIH/SIDA;
Diminuir a incidência e a prevalência das doenças orais nos portadores de infecção por VIH/SIDA.
OBJECTIVOS
Garantir o acesso das pessoas com infecção por VIH/SIDA aos cuidados de saúde oral;
Avaliar a situação da saúde oral das pessoas que vivem com VIH/SIDA e são seguidas no SNS.
OPERACIONALIZAÇÃO
Para atingir os objectivos propostos, o número máximo de cheques a emitir por cada utente será de 6 cheques, divididos em duas fases de utilização, com a validade de 12 meses após a data de emissão. No seu conjunto, os cheques permitirão o tratamento de um mínimo de 11 dentes, podendo este número descer a 9, caso o plano de tratamentos inclua a realização de endodontias. O 1º cheque‐dentista será atribuído pelo médico de família na Unidade Funcional do Centro de Saúde onde o utente se encontra inscrito. O médico de família fará a sua emissão directamente a partir do Sistema de Apoio ao Médico ‐ SAM, no seu gabinete, após o que o disponibilizará ao utente,
ficando assim da assegurada a confidencialidade dos dados e da referenciação.
O utente escolherá o médico prestador, na lista nacional de médicos aderentes ao PNPSO, através de pesquisa no Microsite da Saúde Oral em www.dgs.pt ou www.saudeoral.min‐saude.pt ou nas listas afixadas no Centro de Saúde, ficando à sua responsabilidade a marcação da consulta.
O estomatologista/médico dentista aderente deve registar, no âmbito da utilização do 1º cheque‐dentista, o diagnóstico da situação oral e dentária do utente e conceber um plano de tratamentos adequado às necessidades de tratamento prioritário, tendo em conta o número de cheques disponibilizáveis. Os procedimentos relativos ao 2º cheque e aos seguintes são os previstos para as restantes populações inseridas no Programa. No final da utilização do 3º cheque o médico aderente deverá solicitar a continuação do tratamento ao médico de família, se entendido como pertinente.
No âmbito de uma 2ª consulta no médico de família, será tomada a decisão sobre a permissão ou não para a continuação dos tratamentos iniciados, que será transmitida ao médico aderente através do Sistema de Apoio ao Médico ‐ SAM, em funcionalidade própria.
O estomatologista/médico dentista aderente deve assegurar a manutenção da confidencialidade dos dados relativos a todos os seus utentes e em particular aos doentes aqui aludidos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Direcção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. Pessoas com infecção por VIH/SIDA . Norma nº 2/2010 de 27/10/2010.
Direcção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. Alargamento a crianças e jovens de 8, 11 e 14 anos – Saúde Oral Crianças e Jovens Idades Intermédias. Circular Normativa nº08/DSPPS/DCVAE de 20/04/2010.
Direcção-Geral da Saúde. Saúde Oral. Normalização de procedimentos para a emissão de cheque-dentista e documentos de referenciação para higienista oral. Circular Informativa nº07/DSPPS/DCVAE de 26/03/09.
Direcção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. Crianças e Jovens que frequentam escolas públicas e IPSS: Normalização de procedimentos. Circular Normativa nº02/DSPPS/DCVAE de 09/01/09.
Direcção-Geral da Saúde –Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais. Lisboa: DGS, Julho de 2008.
Direcção-Geral da Saúde. Alargamento do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral: Grávidas e pessoas idosas. Circular Normativa nº07/DSPPS/DCVAE de 15/04/08.
Direcção-Geral da Saúde. Alargamento do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral: Grávidas e idosos beneficiários do complemento solidário. Circular Informativa nº04/DSPPS/DCVAE de 27/02/08.
Direcção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. Circular Normativa nº01/DSE de 18/01/05.
Direcção-Geral da Saúde – Divisão de Saúde Escolar. Estudo Nacional de Prevalência da Cárie Dentária na População Escolarizada. Lisboa: DGS, 2000.
PROJECTO DE SAÚDE OR AL –
“ÓBIDOS A SORRIR ”
COORDENAÇÃO:
Sabina Ramalho Higienista Oral
Fátima Pais Médica de Saúde Pública
INTRODUÇÃO
Este documento pretende descrever as actividades propostas para o ano 2011, no âmbito do projecto Óbidos a Sorrir, como tal descreve as actividades propostas e os novos objectivos a atingir.
Sabendo que a Cárie Dentária apresenta na população infantil e juvenil um moderado índice de gravidade torna-se fundamental a criação de estratégias de apoio à mudança de hábitos e comportamentos de modo a conseguir custos económicos reduzidos e ganhos em saúde relevantes.
A estratégia europeia e as metas definidas para a saúde oral, pela OMS, apontam para que, no ano 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos de idade estejam livres de cárie e aos 12 anos de idade o CPOD não ultrapasse o valor de 1.5.
Para tal, as estratégias locais de intervenção planeadas assentam: - Na promoção da saúde oral no contexto familiar e escolar;
- Prevenção das doenças orais;
- No diagnóstico precoce e tratamento dentário.
Neste sentido, o Projecto Óbidos a Sorrir, caracteriza-se como um projecto de intervenção comunitário, que realça as seguintes actividades: Acções de sensibilização na área da Saúde Oral para pais, comunidade educativa e alunos, a implementação da escovagem diária dos dentes com os alunos do 1º ciclo, a implementação quinzenal de fluoreto de sódio, consultas de Saúde Oral e posterior encaminhamento para tratamento dentário.
A melhor forma de prevenir os problemas orais é incentivando e melhorando a Higiene Oral, esta, deverá ser abordada no contexto de aquisição de bons hábitos e comportamentos, todas as aprendizagens deverão envolver saberes e vivências dentro e fora da escola. As actividades propostas permitem relacionar os interesses e as necessidades dos alunos, proporcionando deste modo o desenvolvimento de hábitos de higiene pessoal e de vida saudável.
METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO
POPULAÇÃO ALVO
A principal população alvo deste programa é constituída por todos os alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino do Concelho de Óbidos assim com toda a Comunidade Educativa envolvente.
ACTIVIDADES DO PROGRAMA
- Rastreios quanto ao padrão de Cárie Dentária a todos os alunos do 1º e 2º ciclos dos estabelecimentos de ensino do Concelho de Óbidos e triagem anual aos alunos de 7.10,13 anos de idade;
- Promoção da Saúde Oral será realizada através de acções de educação Promoção da Saúde Oral será realizada através de acções de educação e sensibilização, nas escolas e jardins-de-infância.
- Administração Quinzenal de Fluoreto de Sódio a 0,2%. Deverá ser administrado um bochecho quinzenal de fluoreto de sódio a todas as crianças que frequentam o 1º ciclo de ensino básico. Este realizar-se-á na escola, sendo o professor/animadoras o principal responsável pela organização da actividade. Juntamente com a distribuição do material, será distribuído um calendário 2010-2011, do qual também consta o protocolo do bochecho de flúor, elaborado pela Higienista, para que possa ser assinalado o dia da realização da actividade.
- Escovagem dos dentes diária com todos os alunos do primeiro ciclo de escolaridade.
Esta actividade é a que mais evidência o trabalho de equipa/ parceria que tem sido realizado entre as entidades Saúde, Escola e Município Local, pois requer não só muitos recursos materiais como também condições físicas e recursos humanos.
Antes de se iniciar esta actividade, serão realizadas sessões de educação para a saúde oral, sobre a escovagem a todos os alunos do pré-escolar, do 1º. Ciclo e às Animadoras dos Complexos.
Os Pais e Encarregados de Educação serão simultaneamente informados. A técnica de escovagem ensinada é o método de Bass e o procedimento utilizado será adaptado do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, sendo que, dado o elevado número de alunos a realizar a escovagem será restringido o acesso à pasta de dentes, assim como a utilização de água, após a escovagem, como método de remoção da pasta.
- Consultas de Saúde oral e Encaminhamento par tratamento de Cáries, após a triagem procede-se à emissão dos documentos para a consulta de Saúde
Oral no Centro de Saúde ou respectivos Cheques Dentista para posterior tratamento.
RECURSO HUMANOS/ RECURSOS MATERIAIS
O material utilizado é assegurado por todas as entidades envolvidas, sendo que, as escovas de dentes foram adquiridas pelos encarregados de educação.
CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES
A calendarização das actividades será efectuada de acordo com os horários/calendários escolares e com os horários dos profissionais de saúde.
OBJECTIVO GERAL
Melhorar conhecimentos e comportamentos sobre saúde oral.
Reduzir a incidência das Doenças Orais, em particular a Cárie Dentária, nas crianças de 6 anos de idade e diminuir Índices de CPOD aos 12 anos.
OBJECTIVOS ESPECIFICOS
- 100% das crianças do 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos recebam ensinos e acções de educação para a Saúde Oral;
- 100% das crianças do 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos realizem o bochecho quinzenal de Fluoreto de Sódio;
- 100% das crianças do 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos realizem a escovagem dos dentes diária após a refeição do almoço;
- 75% das crianças de 7, 10 e 13 anos compareçam às consultas de saúde oral; -100% das crianças sinalizadas para tratamento dentário recebam o cheque dentista para posterior tratamento dentário;
- 40% das crianças de 7,10 e 13 anos livres de cáries dentárias nos dentes definitivos após um ano de tratamento.
INDICADORES DE AVALIAÇÃO
- nº de crianças do 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos que receberam ensinos e acções de educação para a Saúde Oral / total das crianças que frequentam o 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos
×
100;- nº de crianças do 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos que realizam o bochecho quinzenal de Fluoreto de Sódio/ total das crianças que frequentam o 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos
×
100;- nº das crianças do 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos que realizam a escovagem dos dentes diária após a refeição do almoço/ total das crianças que frequentam o 1º ciclo de ensino do Concelho de Óbidos
×
100;- nº de crianças de 7, 10 e 13 anos compareçam às consultas de saúde oral/ total das crianças de 7,10 e 13 dos estabelecimentos de ensino do Concelho de Óbidos
×
100;-nº de crianças sinalizadas para tratamento dentário recebam o cheque dentista para posterior tratamento dentário / total das crianças com dentes cariados dos estabelecimentos de ensino do Concelho de Óbidos
×
100; - nº de crianças de 7,10 e 13 anos livres de cáries dentárias nos dentes definitivos após um ano de tratamento / total das crianças que realizaram tratamentos dentários que frequentam os estabelecimentos de ensino do Concelho de Óbidos×
100;AVALIAÇÃO
Os objectivos específicos serão avaliados através dos indicadores de avaliação após cada ano lectivo.
A aplicação de corantes irá permitir avaliar a eficácia da técnica de escovagem.
Os pais irão responder a um questionário sobre saúde oral no sentido de se avaliar os hábitos e comportamentos sobre a higiene oral.
CONCLUSÃO
Para concluir, tal como foi referido no projecto inicial pretende-se também alargar as actividades ao ensino pré-escolar, nomeadamente, os ensinos, a escovagem dos dentes, a triagem dos dentes e o encaminhamento para medicina dentária.
Mais saliento, que se pretende divulgar estas actividades, principalmente no contexto da parceria entre entidades, dado que podem ser considerados exemplos práticos de bons hábitos orais.
PROGRAMA “SE AS MINH AS
COSTAS FAL ASSEM …”
EQUIPA COORDENADORA
Teresinha Noronha Fisioterapeuta
INTRODUÇÃO
Vários estudos epidemiológicos identificaram uma associação entre queixas de raquialgias nas crianças em idade escolar e raquialgias na idade adulta. Investir agora, no adolescente, para poupar no futuro, no adulto, parece pois ser uma estratégia que começa a ter eco em vários países.
Em 2000 Mosser G apontou valores de €350 por utente por episódio nos Estados Unidos, e cerca de €200 em Inglaterra.
A implementação de uma intervenção que pudesse reduzir em 5% a incidência de problemas nas costas, poderia equivaler a uma poupança de cerca de 80 milhões de euros por ano na Inglaterra.
Dos 584 alunos, 392 ≈ 67,1% queixam que a sua mochila muita pesada e 233 ≈ 40% queixam-se das dores das costas.
As alterações posturais devido ao transporte inadequado da mochila, poderão provocar repercussões na biomecânica da coluna como sugere o estudo de Kingma e col., 1998.
LEVANTAMENTO MEDIDAS EXISTENTES NA ESCOLA
OBJECTIVO
i. Avaliar as condições físicas das escolas do ACES Oeste Norte.
ii. Estimular os responsáveis das instituições educativas a reflectir sobre esta questão.
iii. Avaliar o nível de sensibilização dos responsáveis das instituições educativas.
“SE AS MINHAS COSTAS FALASSEM…”
Escolas Condições (Sala de Aula e Rácio de Cacifo/Alunos) ProgramaSMCF Pesagem Mochilas Alunos5ºAno Total de Médio Peso das Mochilas Peso Máximo das Mochilas AE
Pataias Sala de Aula e 1/1 Não 38 81 5,56Kg 11Kg +3kg AE Stª Catarina Sala de Aula e 1/1 Sim 52 52 4,26Kg 6Kg AE D.
João II Sem Sala Aula e 1/6 Sim 207 207 5,21Kg 10kg
EXCESSO DE PESO NAS MOCHILAS
• Os alunos responsabilizam os professores
• Os encarregados de educação responsabilizam os professores • Os professores responsabilizam os pais e os alunos
FACTOR PREPONDERANTE
• O apoio e controlo dos professores
• O apoio dos encarregados de educação
• A aquisição de capacidade de gestão de material escolar dos alunos
PLANO DE ACTIVIDADES 2011-2013
ACTIVIDADES DE SENSIBILIZAÇÃO
Exposição de Painéis Informativos na semana de actividade infantil de cada concelho (2011- 2013).
Sessões de sensibilização para os professores, 1 sessão em cada concelho. (2011).
Indicador e meta – Disponibilidade de implementar medidas de redução, 80% dos participantes.
Apoio técnico através de correio electrónico (2011 a 2013).
Indicador e meta – Implementação de medidas para reduzir o excesso de peso em 60% das escolas.
Envio electrónico do guia de aquisição de material escolar para reduzir o excesso do peso das mochilas (2011- 2013).
Indicador e meta – Redução de queixas dos alunos sobre o peso da mochila. 10% do valor inicial
Concurso da melhor história da “Mochila Mágica e a Salvadora das Costas” Ano lectivo 2012/13
Indicador e meta – Quantidade e qualidade dos trabalhos concorrentes. 60% das escolas
RECURSOS MATERIAIS
4 Painéis informativos (a fornecer pelo ACES – Oeste Norte)
6 Troféus através de apoio de outras entidades públicas ou privadas