Caderno de Apoio Ao Professor

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(1)

CADERNO

DE

APOIO

AO

PROFESSOR

Porta-viagens

– 6.

o

ANO

Português

Provas-modelo

de Final de Ciclo

Testes formativos

e sumativos

Testes de compreensão oral

Guião de leitura

d’

O Principezinho

ANA SOARES • MARTA BRANCO

NOVA EDIÇÃO:

De acordo com as Met

as Curriculares

e o Novo Programa de 2013.

(2)

APRESENTAÇÃO DO PROJETO PORTA-VIAGENS. . . 2

COMPONENTES DO PROJETO. . . 3

Manual. . . 3

Minigramática. . . 4

Leituras integrais orientadas. . . 4

Caderno de Atividades. . . 5

Caderno de Apoio ao Professor. . . 5

Planos de Aula. . . 5

CD Áudio. . . 5

20 Aula Digital. . . 6

METAS CURRICULARES DE PORTUGUÊS DE 2.OCICLO – 6.OANO. . . . 7

GRELHAS DO PROFESSOR / AVALIAÇÃO POR DOMÍNIOS DE REFERÊNCIA. . . 14 Leitura expressiva. . . 15 Compreensão do oral. . . 16 Expressão escrita. . . 17 Expressão oral. . . 18 TESTES. . . 19

PROVAS-MODELO DE FINAL DE CICLO... 112

FICHAS DE TRABALHO EXTRA. . . 127

SOLUÇÕES . . . 148

ÍNDICE

(3)

Neste Caderno de Apoio ao Professor, pode encontrar materiais complementares ao manual Porta-viagens 6, nomeadamente:

•proposta de planificaçãoanual;

•Metas Curriculares de 6.oano;

fichas e materiais extra, em articulação com as viagens do manual;

grelhas de avaliaçãopara as diversas competências;

testes de avaliação concebidos de acordo com os modelos do IAVE;

testes de compreensão do oral;

provas-modelo de final de ciclo, para utilizar nas aulas de preparação para a prova final de ciclo.

O rigor esteve na base de todas as propostas deste projeto, concebido em estreita articulação com as novas indicações programáticas e fruto de uma aturada reflexão sobre os Novos Programas de Portuguêse res-petivos descritores de desempenho, e Metas Curriculares de Português de 6.oano.

Destacamos ainda que, não retirando ao texto literárioo protagonismo que ele merece no ensino da língua, valorizamos também outras tipologias textuais, nomeadamente as referidas no próprio documento de referência das Metas Curriculares.

As autoras

APRESENTAÇÃO DO PROJETO

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COMPONENTES DE PROJETO

Manual

O manual apresenta uma viagem introdutória de diagnósticoe está dividido em seis grandes unidades. Cada uma das unidades é constituída por várias viagens e uma secção de aferição das aprendizagens (Memórias de viagem ). Na versão do professor, as barras laterais incluem ainda propostas de solução dos exercícios e

sugestões metodológicas.

Todas as viagens propõem atividades das cinco competências, articuladas tematicamente entre si. Para além da flexibilidadeque esta proposta oferece, a mesma pode ser entendida como uma forma de possibilitar

aprendizagens diferenciadaspor parte dos alunos, atendendo ao diferente grau de dificuldade das tarefas propostas e da variedade de competências exploradas a partir do mesmo núcleo temático ou textual.

Por outro lado, a grande diversidade de atividades e estratégias propostas vai ao encontro de alunos com

diferentes estilos de aprendizagem. A adequação curricularé também facilitada por este conceito das viagens, podendo o docente aprofundar determinados domínios de referência numa unidade e outros nou-tras, ao longo de todo o manual.

A organização do manual foi feita considerando a seguinte distribuição das unidades pelos períodos letivos:

Período escolar Manual Unidades Outros recursos 1.operíodo

Unidade 0 – Antes da partida

(viagem de diagnóstico, onde são recuperados os principais tipos de texto e conceitos explorados no 5.oano)

Leitura integral orientada Teste formativo e sumativo no final de cada unidade Unidade 1 – Texto dos média

Viagem 1 – Notícia

Viagem 2 – Entrevista / opinião / publicidade Memórias de viagem

Unidade 2 – Texto narrativo – do maravilhoso e fantástico ao mundo real

Viagem 1 – Narrativa: maravilhoso e fantástico Viagem 2 – Narrativa: o real

Viagem 3 – Narrativa: o real e o imaginário Memórias de viagem

2.operíodo

Unidade 3 – Texto narrativo – heróis e aventuras Viagem 1 – Narrativas de viagens

Viagem 2 – Odisseias narrativas Viagem 3 – Narrativas de aventuras

Memórias de viagem Leitura integral orientada Teste formativo e sumativo no final de cada unidade Unidade 4 – Texto narrativo e média

(5)

Minigramática

Com todo o rigor, mas com uma linguagem que se pretende adequada à faixa etária destes alunos, o manual integra no final uma minigramática para consulta ao longo das viagens. A mesma está de acordo com o Dicionário Terminológico, Novo Programa de Português e Metas Curriculares de Português de 6.oano, e visa

com-plementar as viagens, sendo, na nossa perspetiva, um importante auxiliar do estudo dos alunos.

Leituras integrais orientadas

O manual Porta-viagens oferece seis guiões de leitura para exploração de obras integrais, no próprio manual: Rosa, minha irmã Rosa, de Alice Vieira, Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, Ulisses, de Maria Alberta Menéres, As naus de verde pinho, de Manuel Algre, Primeiro livro de poesia, de Sophia de Mello Breyner Andresen, e Os pira-tas, de Manuel António Pina.

Caderno de Atividades

O Caderno de Atividades propõe textos e exercícios complementares e de reforço aos conteúdos de gramática previstos para o 2.ociclo. Podem ser usados para TPC, atividades extra na sala de aula ou ainda para trabalho e

estudo autónomo por parte do aluno, visto que o mesmo integra, no final, as soluções dos exercícios propostos. O caderno apresenta ainda uma prova-modelo de final de ciclo, concebida de acordo com as indicações do IAVE, que poderá ser resolvida como forma de preparação para a referida prova.

Período escolar Manual Unidades Outros recursos 3.operíodo

Unidade 5 – Texto poético Viagem 1 – Poesia com sabor a sal Viagem 2 – Poesia e sonoridades Memórias de viagem Leitura integral orientada Teste formativo e sumativo no final de cada unidade Unidade 6 – Texto dramático

Viagem 1 – Tabuleiro de xadrez Viagem 2 – Piratas

Memórias de viagem

Provas-modelo, para utilizar nas aulas de preparação para a prova final de ciclo (Caderno de Apoio ao Professor)

(6)

Caderno de Apoio ao Professor

O presente Caderno de Apoio ao Professor apresenta ainda:

•Metas Curriulares de Português de 6.oano;

grelhas de avaliaçãopara os diversos domínios de referência;

livro de testescom testes elaborados segundo o modelo do IAVE e testes de compreensão oral;

provas-modelo de final de ciclo, para utilizar nas aulas de preparação para a referida prova.

fichas e materiais extra, em articulação com as viagens do manual;

soluções de todos os testes, provas e fichas.

Livro de Testes

Os testes propostos neste Caderno de Apoio ao Professor visam facilitar ao professor a tarefa de pesquisa de textos e construção de itens.

Para além das provas-modelo concebidas para serem utilizadas no final do ano letivo no trabalho de prepara-ção para a prova final de ciclo, o capítulo a partir da página 22 apresenta 12 outros testes. Deste modo, podem ser realizados dois testes formativos e dois sumativos por período escolar.

Os testes estão todos articulados com as propostas das unidades e viagens do manual e, com vista a preparar ao longo de todo o ano os alunos para a avaliação externa, apresentam uma estrutura tripartida (Leitura, Gramática e Escrita).

Quanto ao domínio da Leitura, à semelhança do que se tem registado em situações de avaliação externa, pro-pomos sempre dois textos: o primeiro, texto A, literário (com, predominantemente, itens de construção), e o outro, texto B, de tipo informativo (com itens de seleção).

O índice detalhado dos testes, em que se apresentam as tipologias textuais e os conteúdos de Gramática, visa facilitar a escolha dos itens mais pertinentes a aplicar.

Este componente do Caderno de Apoio ao Professor encontra-se em formato editável na Aula Digital.

Planos de Aula

Os Planos de Aula que propomos não têm a pretensão de ser a única leitura do manual, apresentando um caminho possível por entre as viagens que constituem este projeto e explicitando a articulação das propostas do manual com as Metas Curriculares de Português de 6.oano.

CD Áudio

(7)

20 Aula Digital –

em CD-ROM e on-line em www.portaviagens6.te.pt

Este recurso multimédia permite ao professor uma fácil exploração do projeto Porta-viagens utilizando as novas tecnologias em sala de aula, com total integração entre os recursos digitais de apoio e o manual.

Inclui:

•Manual multimédia

•Gramáticas interativas

•Animações

•Vídeos

•Apresentações em PowerPoint direcionadas para a exploração do texto literário e produção de textos escritos

•Jogos

•Links

•Fichas e testes em formato editável

•Planos de aula e planificações em formato editável

A Aula Digital permite-lhe preparar as suas aulas em pouco tempo, podendo:

•aceder aos Planos de Aula disponíveis em formato editável e planificar as suas aulas de acordo com as características de cada turma;

•utilizar as sequências de recursos digitais feitas de acordo com os Planos de Aula criados para si, que o apoiarão nas suas aulas, com recurso a projetor ou quadro interativo;

•personalizar os Planos de Aula com recursos do projeto ou com os seus próprios materiais.

A Aula Digital permite-lhe avaliar os seus alunos de uma forma fácil, podendo:

•utilizar os testes pré-definidos ou criá-los à medida da sua turma, a partir de uma base de mais de 120 questões;

(8)
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Grelhas do Professor

(16)

Grelha de Avaliação da Leitura Expressiva

Alunos Pronuncia todo o texto de forma clara e fluente

Lê expressivamente e com entoação adequada todo o texto

Utiliza ritmo e tom adequados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29

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Grelha de Avaliação de Compreensão do Oral

Alunos Compreende globalmente o texto Compreende pormenores do texto Realiza deduções sugeridas pelo texto

Compreende a intencionalidade comunicativa do texto 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

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Grelha de Avaliação da Expressão Escrita

Alunos Interpreta e cumpre a instrução, desenvolvendo o tema de acordo com a tipologia textual Revela conhecimento profundo sobre o tema, apresentando um juízo crítico Define claramente a estrutura do texto, com recurso adequado a parágrafos Utiliza corretamente conectores, concordâncias, flexões verbais, construção frásica e outros Aplica corretamente as regras ortográficas, de acentuação, pontuação e uso de maiúscula 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28

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Grelha de Avaliação da Expressão Oral

Alunos Estrutura e organiza o discurso/ as ideias É objetivo, desenvolve e fundamenta as ideias Utiliza linguagem e rigor adequados, assim como vocabulário adequado

Utiliza tom, entoação e expressividade variados e adequados, ritmo regular e adequado, volume audível e dicção clara Revela domínio de estratégias argumentativas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

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ÍNDICE

TESTES

Leitura Gramática Escrita

UNIDADES 1 e 2 Pág.

Teste 1

Texto A – Notícia: Supercontinente Amásia Texto B – Cartaz publicitário: Banco Alimentar contra a fome

Classes

Pronome pessoal em adjacência verbal

Subclasse e flexão do adjetivo

Classe das preposições

Notícia 22 25

Teste 2

Texto A – Texto narrativo: O gato e o escuro Texto B – Texto informativo: Entrevista a Mia Couto

Processo de formação de palavras

Pronome indefinido

Modo verbal

Pronome pessoal em adjacência verbal

Subclasse dos advérbios

Flexão do nome e do adjetivo

Entrevista 28

31

Teste 3

Texto A – Texto narrativo: O rapaz Invísivel

Texto B – Texto informativo: Invisibilidade já é real!

Palavras variáveis e invariáveis

Classes de palavras

Família de palavras

Flexão dos nomes (grau)

Modos verbais

Texto narrativo 35 39

Teste 4

Texto A – Texto narrativo: O dia em que a mata ardeu Texto B – Texto expositivo: Os fósforos e as velas

Classes abertas

Flexão-palavras variáveis e e invariáveis

Classes de palavras

Flexão do adjetivo

Pronome pessoal em adjacência verbal

Processos de formação de palavras

Texto de opinião 43 46

UNIDADES 3 e 4 Pág.

Teste 5

Texto A – Texto narrativo: Crime no expresso do tempo Texto B – Textos informativo: Comunicações através dos tempos

Classes de palavras e flexão

Pronome pessoal

Flexão verbal: tempos e modos

Processos de formação de palavras

Análise sintática

Relato 50

53

Teste 6

Texto A – Texto narrativo: A mala assombrada Texto B – Texto Informativo: Fontes de energia renováveis

Processos de formação de palavras

Tempos e modos verbais

Subclasses do verbo

Graus dos adjetivos

Funções sintáticas

Texto narrativo 58 61

Teste 7

Texto A – Texto narrativo: Os sete Potters

Texto B – Texto instrucional: Panquecas pelo ar!

Flexão do adjetivo

Sinónimos

Funções sintáticas

Discursos direto e indireto

Preposições

Pronome pessoal em adjacência verbal

Flexão verbal (tempos simples e modo)

Texto narrativo 65

68

Teste 8

Texto A – Texto narrativo: As aventuras de Caidé

Texto B – Crítica cinematográfica: Os Marretas

Flexão dos adjetivos

Funções sintáticas

Subclasses do advérbio

Classes de palavras

Flexão verbal: tempos e modos

Entrevista 72 75

UNIDADES 5 e 6 Pág.

Teste 9

Texto A – Texto poético: O cavaleiro da montanha Texto B – Cartaz publicitário: Procura-se

Sílabas gramaticais e sílabas métricas

Discursos direto e indireto

Classe e subclasse dos adjetivos

Subclasses do verbo Tempos compostos Funções sintáticas A classe do adjetivo Carta 79 81 Teste 10

Texto A – Texto poético: Um dia o nosso Duarte Texto B – Notícia:

Classes de palavras

Pronominalização

Discurso indireto

(22)

PROVAS-MODELO Pág.

Leitura Gramática Escrita

Prova--modelo

1

Texto A – Texto narrativo: A sala de chocolate

Texto B – A difusão do chocolate

Acentuação

Sinónimos

Classes de palavras

Pronomes

Flexão dos adjetivos

Funções sintáticas Carta 113 118 Prova--modelo 2

Texto A – Texto poético: Nau catrineta

Texto B – Cartaz publicitário:

Classes de palavras

Pronomes

Formação de palavras

Frase ativa / passiva

Modos verbais: conjuntivo

Relato de viagem 120 123

Testes de Compreensão do Oral Pág.

Teste 1

Unidade 1 – Notícia Notícia 104

Teste 2

Unidade 2 – Texto narrativo: O mistério da porta da igreja

Texto narrativo 105

Teste 3

Unidade 3 – Texto narrativo: As viagens de Gulliver

Texto narrativo 107

Teste 4

Unidade 4 – Texto narrativo: O escadote-fantasma

Texto narrativo 108

Teste 5

Unidade 5 – Texto poético: Deriva

Texto poético 110

Teste 6

Unidade 6 – Texto drmático:

Excerto da peça Dom Quixote pelo Til (Teatro Infantil de Lisboa)

Texto dramático 111

Leitura Gramática Escrita

(continuação) Pág.

Teste 11

Texto A – Texto dramático: Enquanto a cidade dorme Texto B – Texto expositivo: As rochas, os fósseis e os metais

Processos de formação de palavras

Frase negativa / afirmativa

Tempos compostos

Frase ativa / passiva

Funções sintáticas

Texto dramático 90 93

Teste 12

Texto A – Texto Dramático: Génios do mundo, Shakespeare Texto B – Notícia:

Eduardo Gageiro

Família de palavras

Classes de palavras

Funções sintáticas

Verbos transitivos e intransitivos

Tempos compostos

Frase ativa e passiva

Texto dramático 97 100

(23)

TESTE

1

NOME: TURMA: N.O : GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A

Supercontinente Amásia deverá formar-se

junto ao Polo Norte

A Terra terá um novo supercontinente dentro de 50 a 200 milhões de anos. Amásia resultará da junção da América e da Ásia junto ao oceano Ártico, estimam geólogos da Universidade de Yale num artigo publicado nesta quinta-feira na revista Nature. 5 10 15 20 25 30 Os atuais continentes do planeta serão empurrados para uma massa de terra única, em redor do Polo Norte, escrevem os investiga-dores, que propõem um modelo dos movimentos len-tos dos continentes nas pró-ximas dezenas de milhar de anos.

«Primeiro deverão fundir--se as Américas e depois irão migrar para norte, colidindo com a Europa e a Ásia, mais ou menos onde hoje existe o Polo Norte», disse Ross N. Mitchell, geólogo da Univer -sidade de Yale e principal autor do estudo, na revista

Nature. «A Austrália deverá continuar a mover-se para Norte e fixar-se perto da Índia» e o oceano Ártico e o mar das Caraíbas desapare-cerão, dentro de 50 a 200 milhões de anos.

A última vez que a Terra assistiu ao nascimento de um supercontinente foi há 300 milhões de anos, quan-do todas as massas terrestres se fundiram no equador, dando origem à Pangeia, situada onde hoje está a África ocidental.

Depois de estudar a geo-logia das cadeias montanho-sas em todo o mundo, os geólogos têm assumido que o próximo supercontinente se irá formar no mesmo local da Pangeia. Mas Ross N. Mitchell e os seus colegas têm uma ideia diferente: a Amásia deverá formar-se no Ártico, a 90 graus do centro geográfico do supercontinen-te ansupercontinen-terior, a Pangeia.

Os geólogos chegaram a esta conclusão depois de ana-lisar o magnetismo de rochas antigas para determinar as

suas localizações no globo terrestre ao longo do tempo. Além disso mediram como a camada diretamente abaixo da crosta terrestre, o manto, move os continentes que «flu-tuam» à sua superfície.

«A forma como os conti-nentes se movem tem impli-cações para a biologia – por exemplo, pode afetar os padrões da dispersão das espécies – e para as dinâmi-cas no interior da Terra», disse um dos autores do estudo, Taylor M. Kilian, da Universidade de Yale, em comunicado no site desta instituição.

«Compreender a disposi-ção das massas dos conti-nentes é fundamental para compre en dermos a história da Terra», disse Peter Cawood, geólogo na universidade britâ-nica de St. Andrews, citado 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90

(24)

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1532955 (acedido em novembro 2011)

2. Ordena as frases de acordo com a informação dada no texto. De seguida, movimentar-se-ão no sentido do Polo Norte.

A Austrália migrará para Norte.

A América do sul, do centro e do norte formarão um só continente. Então, unir-se-á à Ásia.

Aí, unir-se-ão à Europa e à Ásia.

Teremos, por fim, um novo continente, a Amásia.

3. Seleciona com

˚

a opção que completa cada uma das frases.

3.1. Um supercontinente é

a.um continente maior formado pela América e pela Ásia.

b.um continente maior formado pela Europa e pela Ásia.

c.um continente maior formado pela Austrália e pela Ásia.

d.um continente maior formado a partir de todos os continentes.

3.2.Este novo continente formar-se-á

a.dentro de 300 milhões de anos.

b.dentro de 50 a 300 milhões de anos.

c.dentro de 200 milhões de anos.

d.dentro de 50 a 200 milhões de anos.

3.3.Ross N. Mitchell considera que a Amásia se formará

a.no mesmo lugar onde se formou a Pangeia.

b.em redor da Europa.

95

pela revista Nature. «As rochas são a nossa janela para a his-tória.»

O geólogo David Rothery da Universidade Aberta, em Milton Keynes, no Sul de Inglaterra, disse à BBC que

não está preocupado com o choque de continentes. «Pode -mos compreender melhor o ambiente da Terra no passa-do se soubermos exatamente onde estavam os continentes», disse. «Não me interessa se os

continentes vão convergir no Polo Norte ou se a Inglaterra vai colidir com a América num futuro longínquo. Prever o futuro tem muito menos importância do que saber o que aconteceu no passado.» 100

105

(25)

3.4.Os continentes movem-se devido

a.a flutuarem na superfície dos oceanos.

b.ao magnetismo das rochas.

c.a flutuarem na crosta terrestre.

d.a flutuarem sobre o manto.

3.5.De acordo com alguns geólogos, as rochas permitem-nos

a.saber o que acontecerá à Terra no futuro.

b.saber o que aconteceu à Terra no passado.

c.saber o que acontece à Terra no presente.

d.todas as hipóteses anteriores.

4. O que é a Pangeia? Transcreve do texto uma frase que responda à questão.

5. Os geólogos não estão de acordo quanto à localização do novo supercontinente. Apresenta as dife-rentes opiniões defendidas.

6. Peter Cawood considera que «As rochas são a nossa janela para a história». Concordas com a afirmação? Fundamenta a tua resposta.

(26)

7. Lê o texto.

Texto B

8. Identifica o destinatário deste anúncio publicitário.

8.1.Qual é o objetivo deste anúncio publicitário?

8.2.«Colabore» e «alimente» são dois verbos usados no imperativo. Justifica o seu uso.

9. Quando decorre o evento publicitado?

10. Que factos são apresentados ao destinatário deste anúncio para o convencer a participar neste evento?

(27)

GRUPO II

1. Integra cada uma das palavras da frase na classe a que pertencem. «A sua ajuda é enorme.»

2. Identifica e assinala a alínea que corresponde à única frase em que encontras um determinante possessivo.

a.Ross Mitchell e os seus colegas discordam da outra equipa.

b.Os geólogos chegaram a esta conclusão depois de analisarem o magnetismo das rochas.

c.Taylor M. Killian fez um comunicado no site daquela instituição.

d.A Amásia formar-se-á naquele lugar.

3. Reescreve as frases substituindo os elementos sublinhados pelo pronome pessoal mais adequado.

a.O banco alimentar contra a fome recolheu 17 000 toneladas de alimentos.

b.Os geólogos vigiam a movimentação dos continentes diariamente.

c.A movimentação dos continentes formará outro continente daqui a 50 milhões de anos.

4. Reescreve a frase colocando o adjetivo no grau superlativo absoluto sintético. Os geólogos analisaram o magnetismo de rochas antigas.

4.1. Assinala a alínea que corresponde à única frase em que encontras um adjetivo numeral.

a.«Os atuais continentes do planeta serão empurrados para uma massa de terra única,…»

b.«…os investigadores (…) propõem um modelo de continentes nas próximas dezenas de milhar de anos.»

c.«Primeiro deverão fundir-se as Américas e depois irão migrar para norte,…»

d.«A última vez que a Terra assistiu ao nascimento de um supercontinente foi há 300 milhões de anos,…»

5. Identifica, transcrevendo, todas as preposições simples e contraídas presentes na frase.

«Os geólogos chegaram a esta conclusão depois de analisarem o magnetismo de rochas antigas para determinar as suas localizações no globo terrestre ao longo do tempo.»

a.Preposições simples:

(28)

GRUPO III

Imagina que, do dia para a noite, como que por magia, todos os continentes se unem num só.

Redige a notícia que poderia ser ouvida no telejornal, informando os telespetadores sobre:

o que aconteceu

o que provocou essa alteração brusca dos continentes;

como aconteceu;

a nova localização geográfica de Portugal;

(29)

5 10 15 20 25

TESTE

2

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A O gato e o escuro

Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história. Pois ele nem sempre foi dessa cor.

Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Todos lhe chamavam o Pintalgato. Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto. Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro. O caso, vos digo, não é nada claro.

Aconteceu assim:

O gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite. Faz de conta o pôr do sol fosse um muro. Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente. A mãe se afligia e pedia:

– Nunca atravesse a luz para o lado de lá.

Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo. Mas fingia obediência. Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o proibido, seus olhos piri-lampiscavam.

Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se enrosca a dormir. Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadi-nho. Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite.

Quando regressava de sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou. Estavam pretas, mais que breu. Escondeu-se num canto, mais enrolado que o pango-lim. Não queria ser visto em flagrante escuridão. Mesmo assim, no dia seguinte, ele insistiu na brincadeira. E passou mesmo todo inteiro para o lado de além da claridade.

À medida que avançava seu coração tiquetaqueava. Temia o castigo. Fechou os olhos e andou assim, sobrancelhado, noite adentro. Andou, andou, atravessando a imensa noitidão.

Só quando desaguou na outra margem do tempo ele ousou despersianar os olhos. Olhou o corpo e viu que já nem a si se via. Que aconteceu? Virara cego?

Por que razão o mundo se embrulhava num pano preto? Chorou.

Chorou.

NOME: TURMA: N.O

(30)

E chorou.

Pensava que nunca mais regressaria ao seu original formato. Foi então que ouviu uma voz dizendo:

– Não chore, gatinho. – Quem é?

– Sou eu, o escuro. Eu é que devia chorar porque olho tudo e não vejo nada. Sim, o escuro, coitado. Que vida a dele, sempre afastado da luz!

Não era de sentir pena? Por exemplo, ele se entristecia de não enxergar os lindos olhos do bichano. Nem os seus mesmo ele distinguia, olhos pretos em corpo negro. Nada, nem a cauda nem o arco tenso das costas. Nada sobrava de sua anterior gateza.

E o escuro, triste, desabou em lágrimas.

Estava-se naquele desfile de queixas quando se aproximou uma grande gata. Era mãe do gato desobediente. O gatinho Pintalgato se arredou, receoso que a mãe lhe trouxesse um castigo. Mas a mãe estava ocupada em consolar o escuro. E lhe disse:

– Pois eu dou licença a teus olhos: fiquem verdes, tão verdes que amarelos.

E os olhos do escuro se amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagrimi-nhas amarelas em fundo preto.

O escuro ainda chorava:

– Sou feio. Não há quem goste de mim. – Mentira, você é lindo. Tanto como os outros. – Então porque não figuro nem no arco-íris? – Você figura no meu arco-íris.

– Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro. – Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós. – Não entendo, Dona Gata.

– Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventa-mos. Agora me entende?

– Não estou claro, Dona Gata.

– Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nossos medos.

Mia Couto, O gato e o escuro http://lugardaspalavras.no.sapo.pt/prosa/mcouto/gato_escuro.htm

2. O narrador diz-nos que o gato «regressava de sua desobediência». A que se refere o narrador?

35 40 45 50 55 60

(31)

3. Seleciona a opção correta.

3.1. «Pirilampiscavam» significa que

a.viam pirilampos.

b.brilhavam como pirilampos.

c.piscavam como pirilampos.

d.mexiam-se como pirilampos.

3.2.«Despersianar» significa

a.fechar os olhos.

b.piscar os olhos.

c.semicerrar os olhos.

d.abrir os olhos.

3.3.Na frase «À medida que avançava seu coração tiquetaqueava» o coração do gato está a ser com-parado a

a.um relógio.

b.um motor.

c.um tambor.

d.um sino.

3.4.O gato estava a chorar porque

a.não se conseguia ver.

b.temia o castigo da mãe.

c.temia não voltar ao normal.

d.temia o escuro.

4. O escuro está sempre afastado da luz. Concordas com a afirmação? Justifica a tua opinião.

(32)

6. Lê a entrevista. Texto B

Encontro em África

5 10 15 20 25 30 35

Apesar de levar as per-guntas escritas, Beatriz não conseguia disfarçar os ner-vos. Até o entrevistado, o escritor moçambicano Mia Couto, lhe perguntou se esta-va bem. Assim que começa-ram a conversar, os nervos foram passando e Beatriz até se esqueceu que estava a falar com um dos escritores de língua portuguesa mais importantes, publicado em mais de 20 países.

A avó materna de Beatriz é vizinha de Mia Couto, em Moçambique, por isso, não foi difícil agendar o encontro. A entrevista aconteceu no escritório do autor. A repórter ficou a saber que Mia gosta de ter um lado de criança. Talvez seja por isso que os seus livros agradam a tanta gente.

Mia Couto é alcunha ou nome verdadeiro?

É meio verdadeiro, foi o nome que dei a mim próprio, quando tinha 2 anos. Disse aos meus pais que queira chamar-me Mia, por causa dos gatos. A partir daí ficou o meu nome. No B.I. chamo --me António Emílio Leite

Houve um momento específico em que decidiu ser escritor?

Aos 14 anos escrevi um poema para o meu pai e ele entregou-o a uma senhora que declamava poesia. Um dia, ela decidiu ler o poema em público. Fiquei atrapalha-do porque as pessoas esta-vam todas a olhar para mim, mas no fim fui muito aplaudi-do. Nesse momento, percebi que podia dizer alguma coisa às pessoas.

O que o inspirou a escrever o seu primeiro livro infantil O gato e o

escuro (2001)?

Escrevi-o quase sem que-rer. Não acho que um escritor escreva para crianças, quando escreve transforma-se ele próprio numa criança. Esse regresso à infância é que faz com que o escritor tenha vontade de contar histórias.

Como é que consegue inventar palavras e fazer com que elas fiquem um pouco esquisitas?

Não invento palavras. Descubro-as, o que é diferen-te. É como se as palavras já estivessem lá, e eu só tirasse

delas. Ainda hoje fui almoçar e perguntei se o prato nunca mais saía, o empregado res-pondeu-me que já tinha dito para se «depressarem» na cozinha. Esta palavra não exis-te em português. Percebemos o significado, mas é um erro. Às vezes os erros são bonitos e vale a pena aproveitar.

Qual é a sensação de ter livros publicados em tantos países?

É como se eu tivesse muitos filhos, que tivessem saído de casa, e de repente eles começam a falar em lín-guas que eu nem sabia que existiam.

É difícil ter ideias para escrever um livro?

É preciso estar atento aos outros, ouvir os outros. As pessoas estão cheias de his-tórias, as pessoas são, elas próprias, uma história.

Também se sente por-tuguês?

Às vezes sinto que sou uma mistura, uma espécie de mulato. De nacionalidade sou moçambicano, mas tam-bém tenho a minha parte portuguesa. 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 105

(33)

7. Completa a tabela com informação retirada da entrevista.

8. Por que motivo o escritor diz que o nome Mia Couto «é meio verdadeiro»?

9. Faz a correspondência.

GRUPO II

1. Agrupa as palavras de acordo com o processo de formação.

destravado manhoso obediência esverdear amarelecer inseguro arrependimento gateza anormal amedrontar

Entrevistador

Entrevistado (nome completo)

Nacionalidade

Local onde decorreu a entrevista

Primeiro livro infantil que escreveu

Característica da linguagem dos seus livros

Inspiração

a. Mia Couto considera

b. Ao escrever, o escritor

c. As palavras que usa não são inventadas,

d. Ao tornar-se numa criança

e. Apesar de não ser português,

1. regressa à sua infância.

2. mas sim erros que se percebem.

3. tem vontade de contar histórias.

4. que os seus livros são como filhos.

5. também se sente português.

(34)

2. Identifica, sublinhando, o pronome indefinido presente em cada uma das frases.

a.«Todos lhe chamavam Pintalgato.»

b.Tanto como os outros.

3. Faz a correspondência entre as frases e o modo em que se encontram os verbos destacados.

4. Reescreve as frases substituindo os elementos destacados pelo pronome pessoal mais adequado.

a.A mãe perdoaria o seu filho.

b.Ele ouviu uma voz.

5. Indica a subclasse a que pertencem os advérbios destacados.

a.«Fechou os olhos e andou assim, sobrancelhado, noite adentro.»

b.«… olho tudo e não vejo nada.»

c.«Que vida a dele, sempre afastado da luz.»

6. «Quando regressava da sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou. Estavam pretas, mais que breu.»

6.1.Transcreve dois nomes no singular.

6.2.Transcreve um adjetivo no grau comparativo de superioridade.

a. Vejam o gatinho preto, meus filhos.

b. O caso, vos digo, não é nada claro.

c. A sua aflição era que o seu menino passasse para além do pôr de

algum sol.

d. Pensava que nunca mais regressaria ao seu original formato.

1. Indicativo

2. Conjuntivo

3. Condicional

(35)

GRUPO III

Imagina que o medo é algo real com quem podes falar. O que gostarias de saber sobre ele? Entrevista-o.

(36)

5 10 15 20 25

TESTE

3

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A O rapaz invisível Não é fácil para um rapaz sem família, viver na cidade.

– Deves ser internado na Casa Pia, Zé Manel — aconselhava uma vizinha. Mas ele queria ser livre.

– Podes ser adotado. Gostavas de ser nosso filho? — propôs-lhe um casal gordo e rico que morava numa vivenda grande e rica com grades em todas as janelas.

Mas ele queria ser livre.

Com doze anos, sonhava correr mundo sem dar contas a ninguém, ainda que para isso tivesse de passar fome, de andar esfarrapado, de dormir debaixo das pontes.

Para se sustentar vendia jornais nas esquinas ou entre as filas de carros.

Nos intervalos lia as notícias – dos desastres, das guerras, do futebol. Até que um dia, ao folhear o Diário Popular, deu com uma cara conhecida, por baixo de um grande título:

Doutor Inventino, o inventor português

que tornou um gato invisível

Seria mesmo verdade, ou mais uma intrujice? Resolveu investigar.

O Dr. Inventino morava ali à esquina. Todas as manhãs, às 8 horas, Zé Manel lhe tocava à campainha para entregar o jornal. O Doutor vinha abrir, invariavelmente acom-panhado do gato preto, que aproveitava para vadiar. O doutor voltava a entrar, deixando a porta escancarada, para só a fechar quando o bichano regressava. Entretanto, qual-quer pessoa podia, sorrateiramente, ir descobrir os seus segredos.

Mas um dia ao ir buscar o jornal, não trazia consigo o inevitável gato preto. – O seu tareco, doutor? − perguntou o rapaz.

– Acaba de sair. É natural que não reparasses, porque se tornou invisível – respon-deu o cientista, rindo. E meteu-se para dentro deixando, como sempre, a porta aberta.

Zé Manel detestava que troçassem dele. Descalçou os sapatos para que ninguém o

NOME: TURMA: N.O

(37)

À vontade, o moço esgueirou-se para o laboratório. Também aí não topou sinais do gato — só frascos, frasquinhos, frascões, com estranhas fórmulas acompanhadas de uma tradução. H2O2 Água oxigenada H2SO4 Ácido Sulfúrico C2H5OH Álcool

Até que uma garrafa lhe chamou a atenção, por ter uma fórmula tão extensa que quase a tapava toda:

CO4H4fe Cu 100Gd Pr (SO4) Na (C6H6)Hg C12 12F2K4 Co Va Nb (H20) 311 Pt Ag Sn Pb Os W Ti N Dy Ba Sr Ca Qual seria a tradução?

Xarope da Invisibilidade.

«E se eu tomasse isto?» — pensou o rapaz — «Podia viajar sem comprar bilhete, almoçar sem pagar, dormir nos hotéis de luxo.»

Tirou a rolha. Levou o frasco à boca para provar.

Que enjoativo! Sentiu a cabeça a andar à roda. Estava pronto a desistir quando repa-rou que os seus braços acabavam nos pulsos.

Luísa Ducla Soares, Crime no expresso do tempo, «O rapaz invisível», Civilização Editora

2. Identifica a personagem principal da ação.

3. Assinala com

˚

os adjetivos que melhor caracterizam a personagem principal.

a.Medroso b.Determinado c.Solitário d.Curioso e.Inteligente f.Aventureiro g.Desconfiado 35 40 45 50

(38)

3.1. Justifica as tuas opções.

4. Que propostas são feitas ao Zé Manel para que deixe de viver na rua? Assinala com

˚

as opções .

a. O Dr. Inventino e a esposa querem adotá-lo.

b. Um casal rico propõe-lhe uma viagem ao mundo.

c. Um casal aconselha-o a ir para a Casa Pia.

d. Uma vizinha aconselha-o a ir para a Casa Pia.

e. Uma vizinha quer adotá-lo.

f. Um casal rico quer adotá-lo.

5. O Zé Manel recusa todas as propostas que lhe são feitas.

5.1. Transcreve a frase do texto que justifica esta recusa.

5.2.Enumera as consequências desta recusa.

6. Seleciona com

˚

a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto.

6.1.O Zé Manel vivia sozinho porque

a.ninguém o queria adotar.

b.fugira da Casa Pia.

c.queria ser livre.

d.não tinha família.

6.2.O Zé Manel sonhava

a.vender jornais.

b.viajar pelo mundo.

(39)

6.3. O Dr. Inventino era

a.um investigador.

b.um cientista.

c.um inventor.

d.um criativo.

6.4.O Zé Manel foi a casa do Dr. Inventino para

a.lhe entregar o jornal, como habitualmente.

b.lhe perguntar se a notícia que lera é verdadeira.

c.para ver o gato que se tornara invisível.

d.para descobrir a fórmula da invisibilidade.

6.5. O Zé Manel esgueirou-se para o laboratório porque

a.queria beber o xarope da invisibilidade.

b.queria procurar o gato que ficara invisível.

c.queria descobrir a fórmula do xarope da invisibilidade.

d.queria ver como era um laboratório.

(40)

8. Lê a notícia com atenção.

Texto B

Invisibilidade já é real!

Dispositivo desenvolvido em Birmingham ocultou pequenos objetos

Tornar alfinetes ou clipes invisíveis ao olho humano já é possível graças a uma invenção de Zhang Shuang, da Universidade de Birmingham (Inglaterra), que desenvolveu um dispositivo capaz de ocultar objetos dentro do espetro de luz visível.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47275&op=all (acedido em dezembro de 2011)

5 10 15 20 25 30

Nesta investigação, des-crita na revista científica

Nature Communications, os cientistas criaram um apare-lho composto por dois cristais de calcite, um mineral que possibilita a polarização da luz, sendo capaz de criar um «manto da invisibilidade».

Quando um raio de luz incide na calcite, decompõe --se em dois feixes polarizados em direções perpendiculares e com velocidades diferentes. Os investigadores colocaram dois prismas deste mineral unidos em forma piramidal na parte superior e recorre-ram a ouro para fortalecer a reflexão. Daí resultou o «desa-parecimento» dos elementos colocados entre os cristais.

A investigação nesta área de estudo tem vindo a dar largos passos desde 2006,

quando um grupo de cientis-tas liderado por John Pendry descreveu a técnica de «ótica de transformação», que conse-gue controlar a luz e outras ondas eletromagnéticas. Este investigador do Imperial

College de Londres colaborou com a equipa de Zhang, que incorpora também elementos da Universidade Técnica da Dinamarca, nesta busca pelo «manto da invisibilidade».

Apesar dos avanços con-seguidos, esta técnica ainda precisa de mais investigação e desenvolvimento, sendo um dos seus maiores incon-venientes a visibilidade do dispositivo que oculta os objetos.

O cientista de Birmingham acredita que no futuro haverá uma forma de ocultá-lo, dizendo que nos testes de

laboratório já foi possível fazê --lo passar quase despercebido, colocando-o debaixo de água. Outra das limitações deste aparelho relaciona-se com o facto de funcionar apenas com luz polarizada sobre uma superfície fixa. Além disso, os cristais de calcite têm de ser muito maiores do que o corpo que pretendem esconder.

Tendo em conta o suces-so alcançado com este dis-positivo, futuramente os investigadores esperam con-seguir esconder objetos maiores, como artigos milita-res. Outra das aplicações desta investigação poderia refletir-se na indústria cosmé-tica, visto que as calcites, segundo Zhang Shuang, podem ocultar pequenas manchas e imperfeições da pele. 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80

(41)

9.Preenche a tabela com informação retirada do texto.

10.Enumera as desvantagens encontradas pelos cientistas.

11. Indica em que outra área poderá ser usada a calcite e como poderá ser usada.

GRUPO II

1.«O Dr. Inventino morava ali à esquina. Todas as manhãs, às 8 horas, Zé Manel lhe tocava à cam-painha para entregar o jornal.»

1.1. Agrupa as palavras destacadas na coluna correta:

2.«Descalçou os sapatos para que ninguém o ouvisse…»

2.1. Retira da frase o pronome indefinido.

2.2. Reescreve a frase substituindo o pronome indefinido pelos nomes a que refere.

2.3.Indica a classe e subclasse de palavras a que pertence a palavra destacada.

2.3.1.Comprova a tua resposta.

Nome do cientista Invenção

Local onde foi desenvolvida Material usado

Revista onde o estudo foi publicado

Palavras variáveis Palavras invariáveis

(42)

3. Insere as palavras que te são dadas no grupo respetivo de acordo com a classe de palavras a que per-tencem.

reparasse nada pessoa mulher eu ir degraus uma isto seu chamou doze as

4. «… só frascos, frasquinhos, frascões, com estranhas fórmulas acompanhadas de uma tradução.»

4.1.Na frase transcrita é usada uma família de palavras. Identifica-a.

4.2.A que classe de palavras pertence?

4.3.Indica o grau em que se encontram as palavras desta família.

4.4.Completa a frase.

Nesta frase, o grau é usado para mostrar

5. Assinala com um

˚

a única frase em que não está presente o modo conjuntivo.

a.«… sonhava correr o mundo sem dar contas a ninguém, ainda que para isso tivesse de passar fome.»

b.«Seria mesmo verdade, ou mais uma intrujice?»

c.«É natural que não reparasses, porque se tornou invisível.»

d.«Descalçou os sapatos para que ninguém o ouvisse, …»

dia ele oito qualquer tocava jornal se todas as tornou gato ninguém metade nosso tomasse

(43)

GRUPO III

O Zé Manel bebeu o Xarope da Invisibilidade que encontrou no laboratório do Dr. Inventino e começou de imediato a desaparecer.

Redige um texto narrativo (entre 15 a 20 linhas) em que continues a história.

Deverás referir:

os efeitos secundários que o xarope da invisibilidade teve no Zé Manel;

o que sentiu quando ficou completamente invisível;

de que forma usou a invisibilidade;

(44)

5 10 15 20 25

TESTE

4

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A

O dia em que a mata ardeu

Hoje, vou contar-vos o dia em que estes maraus, por descuido e negligência, deixa-ram atear um grande fogo, que é a pior tragédia que pode acontecer a todos os que vivem numa mata.

Tudo se passou quando a família dos pássaros Bisnaus quis fazer um piquenique naquela mata que é de toda a gente e, por isso, também é muito minha.

Veio o pai Bisnau que tinha cara de tubarão e cuspia para o chão. A mãe Bisnau, D. Bisnuca que era embirrenta, gosmenta e muitíssimo zaruca. A filha Bisnica, estica --larica, que pintava o bico de verniz e passava o dia a tirar macacos do nariz. O filho Bisneco que comia até rebentar e ficava como a bola a rebolar.

Em vez de virem a pé, entraram com o carro pela mata dentro, a deitar fumo para o ar e com o rádio a fazer puncapuncapunca, puncapuncapunca, punca --punca-punca tão alto que até as nuvens tiveram de tapar os ouvidos para não fica-rem malucas.

Mal se instalaram, puseram-se logo a fazer porcaria. A filha bisnica desembrulhou 19 hambúrgueres e encheu-os de molhos amarelos, azuis, verdes e vermelhos.

O filho Bisneco comeu 32 pacotes de batatas fritas, 26 pastilhas, 17 chupa-chupas, 59 rebuçados e 9 sumos de laranja completamente deslaranjados.

E os papéis de tudo isto para onde é que foram atirados? Para o chão! Todo aquele lixo foi parar ao chão da minha mata. Mas ainda fizeram muito pior, os pássaros Bisnaus.

D. Bisnuca e os filhos Bisnica e Bisneco, depois de terem comido tanta comida que não presta, resolveram fazer a sesta. Foram-se deitar e, em menos de nada, já estavam a ressonar.

O pai, de barriga a rebentar, sentou-se encostado a um tronco e pôs-se a fumar. E o que é que havia de acontecer? Deixou-se adormecer, o cigarro aceso caiu e pôs-se a rebolar, fazendo acender uma faúlha aqui, outra ali, até o fogo começar a crepitar.

De repente, no meio de latas, lixos e sucatas, mais pacotes de batatas, embalagens

NOME: TURMA: N.O

(45)

O fumo encheu tudo num instante e, no meio de fumarada, os pássaros Bisnau acordaram a tossir e sem pensarem em mais nada, puseram-se logo a fugir.

O fogo crescia e crescia, as árvores ardiam. E os animais, muito aflitos, que remédio tinham? Para se salvar foram-se embora passarinhos passarões toutinegras e perdizes cotovias codornizes pintassilgos tentilhões pombas brancas e falcões pato-bravos tarambolas gaviões e galinholas pica-paus e andorinhas raposões e raposinhas lebres lobos e coelhos todos com os olhos vermelhos cucos melros rouxinóis aranhiços cara-cóis a correr e a saltar todos se foram embora para nunca mais voltar.

Com mais ou menos facilidade, os animais conseguiram escapar daquele pesadelo. Mas as minhas amigas ervas, as plantas, os arbustos e as árvores estão agarrados à terra e não têm pernas para fugir. Por isso, a pouco e pouco, no meio da enorme con-fusão, iam-se deixando cair, transformadas em carvão.

Um passarinho pequeno, quando viu que a árvore onde costumava fazer o seu ninho estava a arder, foi a correr, quer dizer, foi a voar chamar os bombeiros.

O passarinho não sabia falar a língua dos homens. Mas o seu canto era tão aflitivo, que os bombeiros perceberam muito bem o que lhes queria dizer e saíram logo com a sirene tinóni-tinóni para ir apagar o fogo da nossa mata que estava mesmo à beira de ficar toda queimada.

Foi uma trabalheira. Mangueiras para aqui, mangueiras para ali. Com muito esforço e muita coragem, os bombeiros lá conseguiram apagar as chamas, salvaram algumas árvores que ainda só estavam chamuscadas. E deram de beber à terra que estava cheia de sede.

O fogo foi apagado, o fumo foi desaparecendo e o ar, ao fim de alguns dias, voltou a ficar limpo e puro.

José Fanha, O dia em que a mata ardeu, Gailivro

2. Seleciona com

˚

a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto.

2.1. A mata ardeu no dia em que

a. o narrador foi passear na mata.

b.o narrador fez um piquenique com a família na mata.

c.a família Bisnau fez um piquenique na mata.

d.o narrador viu a família Bisnau na mata.

2.2.Bisnico era a.vaidoso. c.mal-humorado. b.mal-educado. d.comilão. 35 40 45 50

(46)

2.3.A causa do incêndio foi

a.um cigarro aceso. c.um curto circuito.

b.uma fogueira mal apagada. d.um trovão.

2.4.Os bombeiros foram chamados

a.pelo narrador. c.pelos animais da mata.

b.pela família Bisnau. d.por um pássaro pequeno.

2.5.O incêndio foi extinto

a.rapidamente. c.dificilmente.

b.lentamente. d.facilmente.

3. Transcreve do texto uma frase que comprove que os pássaros Bisnaus não respeitam a natureza. Cumpre as regras da transcrição.

4. Na frase «as nuvens tiveram de tapar os ouvidos para não ficarem malucas» está presente um recurso expressivo.

4.1.Identifica-o.

4.2.Explica a sua expressividade.

5. Responde de forma clara, completa e objetiva às seguintes questões:

5.1. O narrador, no início do excerto, refere-se a «estes maraus». A quem se refere?

5.2.Por que motivo se refere a eles desta forma?

6. O narrador do texto mostra-nos claramente a sua opinião negativa relativamente à família Bisnau. Na tua opinião, a posição do narrador em relação a esta família é correta?

(47)

7. Lê o texto.

Texto B

Os fósforos e as velas

Os fósforos

Os troncos de madeira são descascados e seguidamente cortados em toros. Estes são depois divididos em pranchas que são empilhadas umas em cima das outras.

1

As pranchas de madeira passam por uma picadora que as corta em pedacinhos. Estes pedacinhos são alisados e tratados para não arderem demasiado depressa.

2

A pasta vermelha que forma a cabeça do fósforo é feita com uma mistura de produtos químicos.

(48)

8. Enumera todos os ingredientes necessários para se fazer

a.os fósforos:

b.as velas:

9. Ordena as frases de acordo com o processo de fabricação dos fósforos.

a.De seguida, estes são transformados em pranchas.

b.É tirada a casca dos troncos de madeira.

c.Os pauzinhos de madeira são mergulhados numa pasta vermelha.

d.Os troncos são transformados em toros.

e.Depois de passarem pela picadora, as pranchas são cortadas.

Os pauzinhos de madeira são todos levados por uma máquina até um tanque cheio desta pasta. A máquina mergulha-os todos ao mesmo tempo no banho vermelho.

4

A seguir os fósforos são secos e colocados em pequenas gavetas. Quando as gavetas estão cheias, são introduzidas nas caixas de fósforos.

5

Como é que as velas são fabricadas? As velas são fabricadas com cera de abelha ou parafina, um derivado do petróleo. Despejam-se estes produtos líqui-dos num molde e eles endurecem ao secar. A mecha da vela é de algodão enrolado. Quando a mecha arde, a cera ou a parafina fundem com o calor, sobem ao longo da mecha e alimentam a chama.

Y

(49)

10.Completa as frases de acordo com o texto.

a.A cera de abelha e a parafina são

b.A parafina é feita a partir

c.A mecha é feita de

d.A cera ou a parafina fundem por causa

e.A cera ou parafina líquida

GRUPO II

1. A classe de palavras do nome é uma classe aberta. Comprova a afirmação transcrevendo do texto nomes inventados pelo narrador.

2. Reescreve a frase que se segue no singular.

«As chamas cresceram, pegaram-se às ervas e subiram pelas árvores acima numa dança assustadora.»

2.1. Agrupa as palavras da frase que escreveste na coluna correta:

3. Indica as classes a que pertencem as palavras sublinhadas em cada uma das frases.

a.«… é a pior tragédia…»

b.«E os animais, muito aflitos…»

c.«… transformadas em carvão.»

d.«… o fogo da nossa mata…»

4. Reescreve a frase de acordo com as indicações dadas. «… deixaram atear um grande fogo.»

a.Coloca o adjetivo no superlativo relativo de superioridade.

b.Substitui o grupo «um grande fogo» pelo pronome mais adequado.

Palavras variáveis Palavras invariáveis

(50)

5. Organiza as palavras colocando-as na coluna correta, de acordo com o processo pelo qual se forma-ram.

GRUPO III

A família Bisnau, por ser tão irresponsável, foi a principal responsável pelo incêndio na mata. Concordas com a afirmação?

Redige um texto em que seja clara a tua opinião relativamente ao comportamento desta família. Deverás:

identificar os comportamentos errados;

mostrar por que motivo são errados;

fazer sugestões quanto à forma correta de agir.

Aflitivo / chupa-chupas / descuido / desembrulhou /facilidade / fumarada / pica-paus Derivação

Composição Sufixação Prefixação

(51)

5 10 15 20 25

TESTE

5

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A

Crime no expresso do tempo

Havia dois anos que o Marco, maquinista, conduzia o expresso do tempo.

Todas as manhãs, às oito em ponto, todas as tardes, às duas horas, recebia uma centena de passageiros na estação, trancava cuidadosamente portas e janelas, ligava a aparelhagem sonora (que substituía a hospedeira em férias).

«Minhas senhoras e meus senhores, vamos iniciar a mais fantástica de todas as via-gens, a viagem através do tempo.

Haverá diversas paragens no passado, cuidadosamente escolhidas para interessa-rem adultos e crianças, sem chocainteressa-rem ninguém.

No século dezanove vamos assistir à inauguração do caminho de ferro em Portugal, com a presença do rei D. Pedro V.

No século quinze veremos Vasco da Gama partir na sua famosa viagem para a Índia. Na época medieval assistiremos a um torneio a cavalo e a uma sessão musical de trovadores.

Conheceremos o Portugal romano, vendo o teatro de Lisboa a funcionar. Só é pena os atores falarem latim, língua que já ninguém fala.

Finalmente, vamos parar no tempo em que os dinossauros viviam onde hoje estamos. Coloquem por favor os cintos de segurança e mantenham-nos apertados durante todo o percurso.

Será servido um lanche em 1143, comemorando a fundação de Portugal. As bande-jas descerão automaticamente diante de vós.

A Companhia de Viagens Intertemporais a todos deseja uma excursão agradável, instrutiva, que ninguém poderá esquecer.»

Mas a verdade é que para Marco, maquinista, esta viagens eram mais monótonas que a ida para o emprego de metropolitano. No dia a dia as coisas vão mudando. O passado é irremediavelmente igual.

Naquela tarde de 1 de maio de 2019, entrou na cabina, sentou-se mais uma vez diante do painel luminoso carregou, bocejando, no primeiro botão da esquerda, o ter-ceiro da direita, no quarto a contar de cima, no décimo a contar de baixo, para pôr a máquina em movimento. Mas de repente – zás! – sentiu uma coisa a empurrar-lhe a cabeça.

NOME: TURMA: N.O

(52)

– Isto é um assalto! – gritou um matulão mascarado, mostrando-lhe uma pistola. – Mas eu não trago dinheiro. Pode revistar-me os bolsos. Os bilhetes são pagos na bilheteira. Além disso, são proibidos os assaltos.

– Isto não é um assalto – emendou o mascarado. – É um desvio. Vais parar no tempo em que nós mandarmos.

– Mas eu só posso parar nas estações previstas, senão despedem-me. – Juizinho, juizinho, senão despedimos-te para o cemitério.

Marco estremeceu. Carregou a fundo no travão. Em 1908, os passageiros deram dois tremendos solavancos e só não foram pelo ar graças aos cintos de segurança.

Uma jovem grávida soluçava, agarrada à barriga:

– Ai que me está a dar uma dor. Ai que o meu menino nasce no meio desta barafunda. Mas ninguém ligava.

– O que é que se passa?

– Em que estação estamos? – perguntavam aflitos, ao ouvirem lá fora o som de tiros e gritos de multidão.

– Esta é uma paragem de emergência – explica o condutor do interior da cabina, tremendo diante das armas. – Não posso adiantar mais nada.

Luísa Ducla Soares, Crime no expresso do tempo, Civilização Editora

2. Completa as frases de acordo com o texto.

a.Marco era

b.Por dia fazia duas viagens ao passado, levando

c.Como a hospedeira estava de férias, era

d.A viagem ao passado tem cinco paragens

e.A companhia que promove as viagens ao passado chama-se

3. Faz a correspondência. a. Século XIX b. Século XV c. Época Medieval d. Portugal Romano 1. Falava-se latim.

2. Os dinossauros viviam no local onde estavam.

3. Veriam o Rei D. Pedro V.

4. Início da viagem para a Índia.

35

40

(53)

4. Transcreve do texto uma frase que mostre o estado de espírito do maquinista perante o seu trabalho. Cumpre as regras da transição.

4.1. Por que motivo se sentia assim?

5. Quando decorre a ação?

6. Neste dia, o expresso do tempo fez uma paragem que não estava prevista.

6.1. Indica:

a.o ano em que pararam.

b.o motivo de tal paragem.

(54)

8. Lê com atenção o texto B.

(55)
(56)

9. Ordena as invenções cronologicamente. Prensa Mensagem de texto Sinais de fumo Telefones Código Morse

Primeiro serviço postal Satélites

10. Faz a correspondência entre o inventor e a invenção.

11. Refere a importância da cítala para os Gregos.

11.1. Descreve o processo de codificação das mensagens.

a. Joseph Henry

b. Samuel Morse

c. Gutenberg

d. Chineses

e. Alexander Graham Bell

f. Tim Berners-Lee

g. Guglielmo Marconi

h. Gregos

1. World Wide Web

2. Sinais de fumo 3. Cítala 4. Telefone 5. Código Morse 6. Telégrafo 7. Prensa 8. Ondas de rádio

(57)

GRUPO II

1. Completa o excerto com as palavras em falta. Deverás flexioná-las sempre que necessário.

Entretanto, Marco recuperou o a. e b. buscar vidros

c. para colocar nas janelas. d. miúdos ficaram

e. , os adultos aliviados. Com a ajuda de f. operários que g. a bordo, em breve o conserto ficou pronto, e Marco, pegando no

h. , anunciou:

«Vamos partir dentro de momentos para a época medieval. É favor i. os cintos de segurança.»

O expresso arrancou num deslizar j. . Algumas senhoras puxaram do

k. , l. homens abriram os jornais, os miúdos conta-vam anedotas. Conversava-se, ria-se, até se dormitava.

2. Reescreve as frases substituindo os nomes destacados pelos pronomes mais adequados.

a.Todas as manhãs, Marco recebia uma centena de passageiros no expresso do tempo.

b.Marco estremeceu. Marco era o maquinista do expresso do tempo.

c.Carregou a fundo no travão.

d.Os assaltantes não queriam dinheiro.

3. Indica o tempo e modo em que se encontram conjugados os verbos.

a.Vamos

b.Chocarem

c.Assistiremos

d.Contavam

Nomes Adjetivos Verbos Determinantes

microfone sangue-frio tricô desiludido sobressalente suave vir ir colocar algum um os

(58)

4. Classifica as palavras que te são dadas de acordo com o seu processo de formação. a.Sangue-frio b.Irremediavelmente c.Dia a dia d.Luminoso e.Maquinista

5. Indica o tipo de sujeito presente em cada uma das frases.

a.No avião, os passageiros e a tripulação fizeram uma viagem tranquila.

b.Um lanche será servido em 1143.

c.A companhia das viagens intemporais deseja-vos uma boa viagem.

d.Os turistas e os guias exploraram bem o território.

GRUPO III

Imagina que existe realmente um expresso do tempo que nos permite viajar até ao passado. Relata uma das tuas aventuras no passado.

Deverás:

referir a época histórica para a qual viajaste;

explicar o motivo de teres viajado para aquela época;

descrever os cuidados que tiveste que ter;

inserir um diálogo com uma das personagens da época;

(59)

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TESTE

6

GRUPO I 1 . Lê atentamente o texto A. Texto A A mala assombrada

Ao fundo da nossa rua, depois de todas as casas, depois de todas as árvores, depois do campo de ervas altas e do ribeiro de água gelada, há um muro. E atrás do muro, há um casarão, velho e abandonado, torto e escuro, onde ninguém vive.

Todas as tardes, quando regresso da escola, passo ao lado do muro. E não gosto. Porque tenho um bocadinho de medo do casarão. Se não fosse o muro teria muuuuuuuito medo do casarão.

Seja como for, uma tarde, estava uma mala em cima do muro. Era uma mala pequena, com a pele gasta e uma fechadura ferrugenta. Tentei abri-la, claro, mas sem a chave respetiva não fui capaz. Sacudi-a e pareceu-me vazia. E nesse momento tive uma ideia. Eu ia usar a mala para meter medo ao meu irmão.

Dragões e ladrões, tempestades, aranhas e leões: o meu irmão não tem medo de nada. E ele só tem cinco anos. (Eu tenho nove. Assusto-me com tudo.)

Levei a mala para casa, mostrei-lha e disse-lhe: «Há um fantasma dentro da mala.»

«Há?!», perguntou o meu irmão.

«Há», repeti eu. «O Fantasma do Casarão.»

Ele olhou para a mala. Parecia mesmo estar com medo. Só que depois piscou um olho e disse: «Vamos abri-la.»

Eu expliquei:

«Não podemos fazer isso. Um fantasma à solta na casa podia ser muito perigoso.» O meu irmão concordou.

Acreditei que finalmente ele estava com medo. Mas logo de seguida, disse-me: «Podíamos abri-la só um bocadinho. Para ver como é o fantasma.»

Ele não tinha medo! Como se um fantasma não fosse uma coisa assustadora. Eu disse:

«Mesmo que quiséssemos abrir a mala, não podíamos. Não temos a chave.»

O meu irmão encolheu os ombros e foi-se embora. Porque se não era possível ver o fantasma, então para ele a mala não tinha interesse. Mesmo assim, deixei a mala numa cadeira do corredor. Talvez o medo estivesse atrasado para chegar ao coração do meu irmão.

NOME: TURMA: N.O

(60)

A mala esteve vários dias na cadeira do corredor. Ele passava e nem sequer olhava. Como se ter um fantasma a viver no corredor, dentro de uma mala, fosse a coisa mais normal do mundo. Mas depois, uma tarde, cheguei a casa e encontrei a mala aberta.

Como se fosse magia, a mala estava aberta. O meu irmão estava a saltar em cima da cama. Tanto que parecia voar. Perguntei-lhe:

«Quem é que abriu a mala do Fantasma do Casarão?» Ele parou de saltar e gritou:

«Fui… Eu.»

«Mas como?», perguntei. Ele disse: «Com um lápis bem afiado.»

E depois saltou tão alto que as mãos dele quase tocaram no teto. «Mas porquê?»

Ele riu-se no ar.

«Para ver o fantasma, claro»

«E viste?», perguntei (embora fosse uma pergunta desnecessária, porque não havia fantasma nenhum).

O meu irmão parou de saltar, olhou para mim e disse: «Não vi, porque ele fugiu muito depressa. Mas ouvi. Parecia o vento.»

Ele podia estar a gozar, para me meter medo. Porque o meu irmão sabe bem que tenho medo de fantasmas. Mas eu podia dizer-lhe que desde o início a mala estava vazia. Que tinha sido tudo uma piada.

David Machado, A mala assombrada, Editorial Presença

2. Seleciona com

˚

a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto.

2.1. O narrador da história

a.participa na história como personagem principal.

b.participa na história como personagem secundária.

c.não participa na história que narra.

d.participa na história como figurante.

2.2.O narrador levou a mala para casa, porque

a.queria mostrá-la ao irmão.

b.queria oferecê-la ao irmão.

c.queria abri-la com o irmão.

35

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