Dr.ª. Emília Reis
Protocolo e Gestão de Eventos
O curso visa apresentar aos participantes os conceitos fundamentais da gestão de projetos, seguindo a metodologia PMBOX – Project Management Body of Knowledge, do Project Management Institute (PMI).
Objetivos do módulo
No final da ação, os participantes possuirão as bases necessárias para: Conceber, planificar e implementar um projeto ;
Gerir a qualidade dos produtos do projeto;
Estabelecer o plano de comunicação, avaliar os riscos e os procedimentos associados à gestão dos principais recursos do projeto, sejam eles humanos, materiais ou equipamento.
1. Introdução ao Protocolo Protocolo Autárquico
2. Organização e Gestão de Eventos:
Conceção, Criatividade, Briefing e Agências Planeamento de Eventos
Gestão de Fornecedores e Serviços Catering
Conteúdos programáticos:
3. Estratégias de comunicação: Imagens em eventos Promoção e Comunicação Comunicação digital Assessoria de imprensa 5Metodologia PMBok
Metodologia
7 • Project Management Institute (PMI) é uma organização sem fins
lucrativos que se destina a criar e manter boas práticas na gestão de portfólios, programas e projetos. Ela foi criada por 5 gerentes de projetos em 1969 na cidade da Filadélfia no estado da Pensilvânia.
• Nos dias atuais, o PMI já possui mais de 200.000 associados e é
considerado uma das principais organizações de gestão de projetos, com representações em 185 países.
Metodologia
• Apesar de inicialmente o PMI ser orientado a projetos de software, hoje
suas práticas são utilizadas nas mais diversas áreas como: aeroespacial, negócios, construção, engenharia, serviços financeiros, farmacêutico, saúde,etc.
Metodologia PMBok
A sistemática e os conceitos que envolvem a condução de um projeto, ou seja, a visão objetiva e completa do trabalho a realizar, focada em resultados e com a preocupação na gestão dos recursos por meio do trabalho em times, acabam servindo e auxiliando todo o conjunto de atividades que têm objetivos rígidos de cumprimento de prazos, consumo controlado de recursos e qualidade de resultados obtida a partir de trabalho integrado em times multidisciplinares.
Orlando Cattini Junior EAESP - FGV
planeamento Planear as comunicações Planear a qualidade Esboço Esboço Esboço
Sumário das áreas de gerência de projeto
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Integração
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos e as atividades que integram os diversos elementos do gerenciamento de projetos, que são identificados, definidos, combinados, unificados e coordenados dentro dos grupos de processos de gerenciamento de projetos
Esboço
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos envolvidos na verificação de que o projeto inclui todo e apenas o trabalho necessário, para que seja concluído com sucesso.
Sumário das áreas de gerência de projeto
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Tempo
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos relativos ao término do projeto no prazo correto.
Custo
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos envolvidos em planeamento, estimativa, orçamentação e controle de custos, de modo que o projeto termine dentro do orçamento aprovado.
Qualidade
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos envolvidos na garantia de que o projeto irá satisfazer os objetivos para os quais foi realizado.
Recursos Humanos
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos que organizam e gerenciam a equipe do projeto.
Sumário das áreas de gerência de projeto
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Comunicações
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos relativos à geração, coleta, disseminação, armazenamento e destinação final das informações do projeto de forma oportuna e adequada Recursos Humanos.
Riscos
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos relativos à realização do gerenciamento de riscos em um projeto.
Aquisições
É o subconjunto da gerência de projetos que descreve os processos que compram ou adquirem produtos, serviços ou resultados, além dos procedimentos de gerenciamento de contratos.
Objetivo
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Objetivo – o que se pretende (e que não) se consegue resolver ou alcançar.
Esboço – qual (e qual não) é o âmbito e profundidade da solução procurada (estancar, atenuar ou resolver).
Premissas – em que cenários ou condições o estudo é válido.
Critérios – regras para determinar que alternativa melhor atende aos objetivos.
A Gerência de projetos exige uma forte interação com as demais áreas. Estas interações podem ser claras e diretas ou, indiretas. Estas interações exigem do gerente de projeto a capacidade de balancear a gestão de recursos x objetivos. A ampliação do escopo de algum projeto, acarretará, em algum sacrifício em outra área.
Controle Planeamento Encerramento Execução Inicialização 19
Grupos de projetos
Processos de Controle
Processos de Execução
Processos de Planeamento
Iniciação Planeamento Controle Execução Finalização Definição e compromisso com o projeto
Criação de um plano que garanta que a execução do projeto cumpre sua missão
Coordenação de pessoas e recursos para realizar o plano monitoração, controle e ações
corretivas para garantir
que os objetivos serão atingidos
– aceitação formalizada dos resultados do projeto
– terminação
coordenada As flechas representam os fluxos de entradas e
saídas entre os grupos de processos.
Conexão entre grupos
Interação dos processos
Cada processo é descrito em termos de: Entradas (inputs): documentos de trabalho
Ferramentas e Técnicas: mecanismos aplicados nas entradas para gerar saídas
Integração de Projeto
•Planeamento
•Controle de Mudança Integrado
Escopo do Projeto • Planeamento •Definição •Verificação •Controle de Mudança Tempo do Projeto • Definição, Sequenciamento, estimação e controle de atividades
Custo do Projeto
• Planeamento de Recursos, Estimativas e controle de custo
Qualidade do Projeto
• Planeamento, garantia e controle da qualidade
Recursos Humanos do Projeto • Planear, adquirir e desenvolver
times de projeto Riscos do Projeto • Planear e gerenciar •Monitorar e controlar Aquisições do Projeto •Planear aquisições; •Planear solicitações; Comunicações do Projeto
• Planear comunicação e distribuição de informações
•Reportar desempenho
Áreas de atividade
QUALIDADE ESBOÇO CUSTO TEMPO RECURSOS HUMANOS AQUISIÇÕES COMUNICAÇÕES RISCOS INTEGRAÇÃO
Áreas de atividade
25 Iniciação Planeamento do Esboço Definição do Esboço Verificação do EsboçoControle de Mudanças do Esboço
Processos necessários para assegurar que o projeto contemple todo o
trabalho requerido, e nada mais que o trabalho requerido, para completar o projeto com sucesso.
Autorizar o início do projeto ou de uma nova fase.
Desenvolver uma declaração escrita do esboço como base para decisões futuras do projeto. Subdividir os principais subprodutos do projeto em componentes menores e mais maneáveis. Formalização e aprovação do esboço do projeto.
Controlar as mudanças de esboço, envolvendo esboço
do produto e esboço do projeto.
Definição das Atividades
Sequenciamento das Atividades
Estimativa de Duração das Atividades
Desenvolvimento do Cronograma
Controle do Cronograma
Processos necessários para assegurar que o projeto termine
dentro do prazo previsto.
Identificar as atividades específicas que devem ser realizadas para produzir os diversos subprodutos do projeto. Identificar e documentar as relações de dependência entre as atividades.
Estimar a quantidade de períodos de trabalho que serão necessários para a implementação de
cada atividade.
Analisar a seqüência e as durações das atividades, e os requisitos de recursos para criar o cronograma do projeto.
Áreas de atividade
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Gerência do Custos do Projeto
Planeamento dos Recursos
Estimativa dos Custos
Orçamentação dos Custos
Controle dos Custos
Processos necessários para assegurar que o projeto termine
dentro do orçamento aprovado.
Determinar quais recursos e que quantidades de cada devem ser usadas para executar as
atividades do projeto.
Desenvolver uma estimativa dos custos dos recursos
necessários à implementação das atividades do projeto.
Alocar as estimativas dos custos do projeto aos itens individuais de trabalho.
Controlar as mudanças no orçamento do projeto.
Planeamento da Qualidade
Garantia da Qualidade
Controle da Qualidade
Processos necessários para assegurar que as necessidades que originaram o desenvolvimento do projeto
sejam atendidas.
Identificar quais padrões de qualidade são relevantes para o projeto e determinar a forma como satisfazê-los. Avaliar periodicamente o desempenho geral do projeto buscando assegurar a satisfação dos padrões relevantes de
qualidade.
Monitorar os resultados do
projeto para determinar se estão de acordo com os padrões de qualidade e eliminar causas de desempenhos insatisfatórios.
Áreas de atividade
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Gerência da Recursos Humanos do Projeto
Planeamento Organizacional
Montagem da Equipa
Desenvolvimento da Equipe
Processos necessários para proporcionar a
melhor utilização das pessoas
envolvidas no projeto.
Identificar, documentar e designar as funções, responsabilidades e relacionamentos do projeto. Conseguir que os recursos humanos necessários sejam designados e alocados
ao projeto.
Desenvolver habilidades individuais e do grupo
para aumentar o desempenho do projeto.
Planeamento das Comunicações
Distribuição das Informações
Relato de Desempenho
Encerramento Administrativo
Processos necessários para assegurar que a
geração, captura, distribuição, armazenamento e apresentação das informações do projeto
Determinar as informações e comunicações necessárias para as partes interessadas: quem, qual, quando e como
ela será fornecida.
Disponibilizar as informações necessárias para as partes interessadas de uma maneira conveniente.
Coletar e disseminar as
informações de desempenho, incluindo relatórios de situação, medição de progresso e previsões. Gerar, reunir e disseminar
Áreas de atividade
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Gerência dos Riscos do Projeto
Processos necessários para a
identificação, análise e resposta a riscos do projeto.
Planeamento da Gerência dos Riscos
Análise Quantitativa dos Riscos
Planeamento das Respostas aos Riscos
Controle e Monitoração dos Riscos Identificação dos Riscos
Análise Qualitativa dos Riscos
Determinar quais riscos podem afetar o projeto e documentar suas características.
Analisar qualitativamente os riscos e as condições para priorizar seus efeitos nos objetivos do projeto.
Monitorar riscos residuais,
identificar novos, reduzir e avaliar a efetividade por todo o projeto. Decidir como abordar e planear as atividades de gerência dos riscos do projeto.
Medir a probabilidade e as consequências dos riscos e estimar as implicações nos objetivos do projeto.
Desenvolver processos e técnicas para aumentar as oportunidades e reduzir as ameaças dos riscos.
Planeamento das Aquisições
Planeamento das Solicitações
Obtenção de Propostas
Seleção de Fornecedores
Administração de Contratos
Encerramento de Contratos
Processos necessários para a
Determinar o que contratar e quando.
Documentar as necessidades de produtos ou serviços e
identificar possíveis fornecedores. Obter propostas de fornecimento conforme apropriado a cada caso (cotações de preço,
cartas-convite, licitação). Escolher entre os possíveis fornecedores.
Gerenciar os relacionamentos com fornecedores.
Áreas de atividade
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Gerência da Integração do Projeto
Desenvolvimento do Plano do Projeto
Execução do Plano do Projeto
Controle Geral de Mudanças
Processos necessários para assegurar que os diversos elementos do projetos
sejam adequadamente coordenados.
Agregar os resultados dos outros processos de planeamento
construindo um documento coerente e consistente.
Levar a cabo o projeto através das atividades nele incluídas. Coordenar as mudanças através de todo o projeto.
Desenvolvimento do Plano do Projeto
Execução do Plano do Projeto
Controle Geral de Mudanças
Processos necessários para assegurar que os diversos elementos do projetos
Agregar os resultados dos outros processos de planeamento
construindo um documento coerente e consistente.
Levar a cabo o projeto através das atividades nele incluídas. Coordenar as mudanças através de todo o projeto.
Antes de tudo, porque elaborar esse projeto
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Avaliar alternativas para aproveitar uma oportunidade ou ameaça; Estruturar as informações para a tomada de decisão:
Situação Atual
Objetivo, Esboço, Premissas e Critérios
Descrição e tabulação das alternativas
Plano de implantação
Avaliar alternativas para aproveitar uma oportunidade ou ameaça;
Identificação das oportunidades e/ou ameaças que merecem atenção
Descrição da situação, pontos fortes e fracos, conclusões e recomendações
Prognóstico do futuro da situação atual se nada for feito
Distinção do que é estratégico (política, longo prazo) do tático (processo de produção, pode ser adotado de imediato)
Descrição e tabulação das alternativas
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Técnicos Situação atual Alternativa A Alternativa B Eficácia Eficiência Flexibilidade Outros... Económicos Investimentos Custos Economias Outros... Implementação Prazos Parceiros Oportunidade Outros...
Os critérios devem ser diferenciadores e relacionados aos objetivos
Medir em tempo, quantidades, volumes, disponibilidades, dinheiro, pessoas, cultura, imagem ...
→ Análise do comportamento da solução perante mudanças de cenário ou premissas – riscos
→ Obtenção dos “de acordo” para o início do projeto – garantia de recursos e apoios necessários
→ Considerações sobre a estratégia e outros aspetos diretores para a implementação.
→ Uso de estudos de casos para ilustrar a consequência das escolhas na estratégia da empresa / entidade / projeto
Plano de implantação
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Migração da situação atual para a proposta
Estabelecimento de responsabilidades dentro e fora do âmbito do desenvolvimento do projeto
Definição do acompanhamento do progresso do desenvolvimento do projeto
Capacitação e treinamento requeridos
Identificação do incentivo ou motivação organizacional que fará o projeto ser implementado.
Iniciação
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Desenvolver Termo de Abertura do Projeto
Aprovação Formal
Nomear o Gerente do Projeto
Desenvolver Declaração de Escopo Preliminar
Esboço
Planeamento do esboço
Definição do esboço e elaboração
Prazo
Elaboração do cronograma (definição de atividades, sequenciamento, duração, recursos e restrições)
Custo
Estimar custos e preparar orçamentos
Planeamento (cont)
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Qualidade
Planeamento da qualidade
Recursos Humanos
Planeamento de recursos humanos
Aquisições
Planear compras e aquisições Planear contratações
Comunicações
Planeamento das comunicações
Integração
Integração
Orientar e gerenciar a execução
Qualidade
Garantia da qualidade
Recursos Humanos
Contratar e mobilizar a equipa do projeto Desenvolver a equipa do projeto
Aquisições
Solicitar resposta de fornecedores Selecionar fornecedores
Controlo
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Integração
Monitorar e controlar o trabalho Controle integrado das mudanças
Esboço
Verificação do esboço
Recursos Humanos
Gerenciar a equipe do projeto
Comunicações
Relatório de desempenho
Gerenciar as partes interessadas
Aquisições
Administração do contrato
Controle
Introdução ao Protocolo
Protocolo
Protokollon é uma palavra originalmente composta de dois elementos de língua grega: proto, que significa primeiro, e Kollan- folhas de papiro coladas.
Protocolo
Protocolo significava o registo em que os documentos eram ligados, depois ‘passou a significar a forma como os documentos eram redigidos. Em França, o bureau du protocole ocupava-se da preparação dos documentos diplomáticos para a assinatura do cerimonial a que deveria obedecer esta assinatura. Por assimilação, o serviço do protocolo passou a designar mais corretamente o serviço que ocupava o cerimonial e a palavra protocolo a significar o mesmo que cerimonial.
Introdução ao Protocolo
Existem palavras que estão intimamente relacionadas com Protocolo: Etiqueta Cortesia Cerimonial Formalidades 49
Etiqueta
Cerimonial usado junto das altas personalidades, ou de representantes de outros países, em receções ou cerimónias oficiais, respeitando
Cortesia
É a demonstração ou o ato para se demonstrar atenção e respeito para com as pessoas.
Introdução ao Protocolo
Cerimonial
Conjunto de formalidades ou preceitos que se devem observar ou cumprir , num ato social ou numa ocasião ou cerimónia solene.
Protocolo
A arte da determinação e o estabelecimento das normas essenciais para a execução eficaz de toda atividade humana, social, oficial e relevante.
O Protocolo bem sucedido é aquele que não é visível!
Não existe uma regra protocolar uniforme para todos os países, em virtude de elas variarem consoante os costumes e a cultura dos países, logo a liberdade protocolar é escassa.
Introdução ao Protocolo
Classificam-se em dois tipos:
Público
Quando se refere a atividades do estado ou à pessoa que possui um cargo público e que o exercita legalmente
Privado
Quando se refere a atividades de uma pessoa, instituição, etc.
No protocolo como conjunto de regras cerimoniais é determinante o uso constante de palavras e diálogos apropriados, regras e formas de tratamento, trajes cerimoniais, normas de conduta e um profundo conhecimento em organização de Eventos.
Tipos de Protocolo
Protocolo Oficial
Protocolo Autárquico
Protocolo Diplomático
Protocolo Religioso
Protocolo Aeronáutico e Marítimo
Protocolo nas Empresas
Protocolo Desportivo
Protocolo Social
Protocolo Oficial
Conjunto de preceitos a cumprir nas cerimónias em que participam entidades oficiais, ou
Tipos de Protocolo
Protocolo Diplomático
Conjunto de regras que se devem observar, segundo as ocasiões, com os representantes de estados membros.
Protocolo Autárquico
Conjunto de regras que se devem observar no relacionamento (interno ou externo) da autarquia;
É o código de conduta para a maioria das situações da vida da autarquia.
Protocolo Autárquico
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As Precedências
A precedência deriva do latim praecedere que significa ir à frente ou na frente.
Podemos definir então que precedência - é o prévio estabelecimento de uma ordem entre as pessoas que realizam ou participam de uma atividade que afeta o protocolo, em função de sua preeminência, primazia, categoria, nível ou relevância, no seio da estrutura e da própria sociedade que integram o Estado, para se obter a máxima eficácia nessa atividade.
As Precedências
A ordem de precedência é aquela que se estabelece entre as várias pessoas que assistem a um determinado ato, de acordo com a hierarquia ou com o cargo de cada uma, atendendo á Lei ou aos costumes e à tradição.
Protocolo Autárquico
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As Precedências
Os princípios gerais de precedência ditam que, um convidado que não tenha uma certa supremacia na hierarquia, não deve situar-se à frente de outro que pelo cargo que ocupa, tenha maior preeminência. A precedência é uma honra ou privilégio outorgado às pessoas que detenham cargos dentro da Sociedade-Estado, e como honra que é, a autoridade que a recebe deve também saber cumprir e respeitar as suas normas.
As Precedências
Nos atos oficiais, a primeira pessoa, na ordem da precedência, ocupa normalmente a primeira presidência.
Não esquecer que quem tem a precedência é quem tem o poder de a ceder, e quando tal acontece, a pessoa visada, por cortesia e educação, deve aceitá-la.
Protocolo Autárquico
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As Precedências
Esta questão das precedências serve para todos os atos, quer sejam em sessões solenes, quer em refeições formais, quer em todos os meios de transporte.
As Precedências
Alguns autores criam um sentido estrito para decidir sobre a precedência e nela incluem as personalidades que têm por força do seu cargo oficial, um lugar devidamente estabelecido na relação de precedência, por isso concluem ter um precedência determinada.
O sentido amplo da definição, acautelam a presença de pessoas que têm importância real na sociedade, e que quando convidadas, devem ser enquadradas na ordem geral.
Protocolo Autárquico
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As Precedências
Pode existir a precedência indeterminada e a necessidade de encontrar soluções coerentes.
Exemplo:
Um Presidente de um Banco prefere ao Vice- Presidente de um outro.
Se forem dois Presidentes de Bancos Privados a escolha pode recair sobre o que foi fundado primeiro, ou aquele que de forma evidente tem uma dimensão maior.
As Precedências
Nas autarquias, pode haver necessidade de recorrer aos diversos tipos de Protocolo para auxiliar a decisão – Protocolo religioso, académico, militar ou desportivo - , para melhor decidir sobre a ordem a determinar em relação a um tipo específico de cerimónia.
Protocolo Autárquico
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As Precedências
As soluções são múltiplas e muitas são as possibilidades de resolver cada caso, mas todas devem cumprir o denominador comum da lógica, do bom senso e ser conhecidas pelos intervenientes.
As Precedências Exemplos:
Um conjunto mínimo de pessoas – Membros da Assembleia- é só aplicar a norma da eleição.
Uma empresa que tenha uma relação de dependência ou tutelagem com o estado, o Presidente da entidade organizadora cederia a sua precedência ao Ministro da qual depende a entidade.
Protocolo Autárquico
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Precedências no Estado Português
É uma lista de uso obrigatório em todas as cerimónias oficiais, e deve ser observada em todos os eventos, mesmo que privados, onde estejam presentes a esse titulo as altas autoridades públicas.
Todas as entidades que não constam expressamente da lista são enquadradas na posição daquelas cuja competência, material e territorial mais se aproximem.
Precedências no Estado Português
Na Lei do Protocolo (artigo 8.º) que “ aos cônjuges das altas entidades públicas, ou a quem com elas viva em união de facto, desde que convidados para a cerimónia, é atribuído lugar equiparado às mesmas quando estejam a acompanhá-las. “
Os cônjuges terão de ser efetivamente convidados e devem ser a título de acompanhante da entidade convidada.
Protocolo Autárquico
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Precedências no Estado Português
Se existir casos em que o homem ou a mulher têm um cargo e a mulher, ou o homem, têm outro de menor precedência e são ambos convidados expressamente pelos cargos que ocupam, deve-se aplicar a seguinte norma: cada um ocupará o seu lugar, que lhe cabe pelo cargo que ocupa.
Precedências no Estado Português
Quando existem entidades de idêntica posição, precedem aquelas cujo titulo resultar de eleição popular ou, noutros casos, aquelas que tiverem mais antiguidade na exercício do cargo, salvo se existir outra regra na Lei.
Protocolo Autárquico
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Precedências no Estado Português
Sempre que o Estado esteja representado, sejam as cerimónias oficiais ou não, deve-se assegurar a presença de titulares de vários órgão do âmbito correspondente àquela que organiza, nomeadamente do escalão imediatamente inferior e, caso exista composição pluripartidária deve acautelar-se incluir sempre membros da maioria e da oposição.
Precedências no Estado Português
A ordem de precedência dos presidentes ou secretários- gerais dos partidos políticos, bem como os respetivos presidentes dos grupos parlamentares com representação na Assembleia da República, é estabelecida em função do número de deputados que têm, ou seja, da sua representatividade eleitoral.
Protocolo Autárquico
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Precedências no Estado Português
No artigo 31.ª da Lei do Protocolo faz referência ao poder local “Em cerimónias nacionais realizadas no respetivo concelho, os presidentes das câmaras municipais seguem imediatamente a posição das entidades com estatuto de ministro e, se mesa houver, nela tomarão lugar, em termos apropriados.
Precedências no Estado Português
No artigo 35.ª da Lei do Protocolo trata das altas entidades da União Europeia e que refere que o “ Presidente do Parlamento Europeu, quando em Portugal, segue imediatamente o Presidente da Assembleia da República e as entidades parlamentares europeias as suas congéneres portuguesas”, que o “Presidente do Conselho Europeu segue imediatamente o Primeiro-Ministro, exceto se for chefe de Estado, caso em que segue imediatamente o Presidente da República”.
Protocolo Autárquico
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Precedências a pé, em transporte e em situações diversas
Durante as visitas oficiais há necessidade, por vezes, de organizar cortejos a pé. As pessoas podem deslocar-se lado a lado ou em fila. Consoante o caso. Tem que atender à precedência das entidades em que integram o cortejo, do espaço disponível e do como que se quer organizar o deslocação. É possível organizar cortejos com duas filas paralelas.
Precedências a pé, em transporte e em situações diversas
Ao passar lado a lado, no caso de serem duas pessoas, dá-se a direita à pessoa de maior precedência.
Protocolo Autárquico
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Precedências a pé
Se forem 3 pessoas a caminhar lado a lado, ou qualquer número ímpar, a de maior precedência toma o centro, dando a direita à segunda pessoa mais importante e o lado esquerdo à outra, continuando se for o caso, com direita/ esquerda para os restantes.
1
Precedências a pé
Se forem 4 pessoas ou qualquer número par, o primeiro lugar é o da direita para quem olha de frente, de uma linha imaginária traçada ao centro.
1
Protocolo Autárquico
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Precedências a pé
Se por alguma razão o cortejo é organizado com as entidades em fila de duas pessoas, a de maior importância deve ir à frente.
1 2
Precedências a pé
Se a fila integrar 3 ou mais pessoas em número ímpar, o primeiro lugar é o do meio, segundo o que precede este e o terceiro o que antecede
1 3
Protocolo Autárquico
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Precedências a pé
Se forem 4 pessoas, o cortejo abre com a pessoas de menor precedência, seguindo-lhe o que ocupa o segundo lugar e depois a que tem lugar de honra, fechando com a pessoa que tem o terceiro lugar.
3
1
2
Precedências no automóvel
No automóvel, a precedência deve-se com o número de passageiros , com o tipo de viatura e até com o país. O motorista, ao chegar ao destino, deve estacionar de forma que a pessoa mais importante saia do lado do passeio, mas respeitando sempre as regras de trânsito vigentes.
A pessoa mais importante, nos atos protocolares, entra primeiro e saí em último, exceto quando o meio de transporte é o avião.
Protocolo Autárquico
85
Precedências no automóvel
1
Precedências no automóvel
Um ou dois passageiros é o caso mais normal. O lugar de honra é atrás, lado contrário ao do motorista. O segundo lugar é o da esquerda (atrás do motorista). É normal o Presidente da Câmara sentar-se no lugar 1 e o seu Chefe de Gabinete ou um Vereador no lugar 2.
2
Protocolo Autárquico
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Precedências no automóvel
O terceiro lugar a escolher é o ao lado motorista. Por exemplo: o Presidente da Câmara que se faz acompanhar por um Vereador (lugar 2) e pelo Chefe de Gabinete (lugar 3).
2
Passeio
Precedências no automóvel
No caso de existir uma quarta pessoa, ocupará o lugar atrás a meio dos outros passageiros.
2 4
Protocolo Autárquico
89
A Bandeira
As regras gerais para o uso da Bandeira Nacional (BN) encontram-se estabelecidas pelo Decreto-Lei 150/87. Este decreto-lei, no entanto apenas estabelece regras genéricas de utilização da BN e apenas para alguns casos. Sendo assim, além das regras especificamente definidas no Decreto-Lei 150/87, deverão ser seguidos os protocolos e as regras tradicionalmente aplicadas nacional e internacionalmente, bem como as regras estabelecidas para o âmbito militar e marítimo.
Protocolo Autárquico
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A Bandeira
Locais onde a bandeira nacional deve ser hasteada
Locais obrigatórios, por Lei:
Instalações de órgãos das administrações públicas central, regional e local;
Monumentos nacionais;
A Bandeira
Locais onde a bandeira nacional deve ser hasteada
Locais opcionais:
Delegações dos institutos e empresas públicas;
Instalações de entidades privadas e de pessoas coletivas.
Nos locais onde a Bandeira Nacional pode ser hasteada opcionalmente, se o for, deverá sê-lo cumprindo sempre as regras e protocolos definidos.
Protocolo Autárquico
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A Bandeira
Quando deverá ser hasteada a bandeira nacional
Segundo a Lei, a Bandeira Nacional deverá ser hasteada todos os dias nos seguintes locais:
Presidência da República; Assembleia da República;
Presidência do Conselho de Ministros; Supremo Tribunal de Justiça;
A Bandeira
Apesar da Lei não o obrigar especificamente, seria aconselhável hastear todos os dias, a BN em outros locais de maior simbolismo ou com grande visibilidade, por exemplo:
Sedes dos Representantes da República para as Regiões Autónomas;
Ministérios da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros; Governos civis dos distritos;
Protocolo Autárquico
95
A Bandeira
Representações diplomáticas de Portugal no estrangeiro;
Sedes dos órgãos legislativos e executivos das regiões autónomas; Sedes das áreas metropolitanas e de comunidades intermunicipais. Sedes das câmaras municipais;
Quartéis-generais das Forças Armadas e de comandos militares; Monumentos nacionais de grande afluxo turístico.
A Bandeira
Nos restantes locais, a Bandeira Nacional deverá ser hasteada aos Domingos e Feriados e nas ocasiões especiais em que tal seja decretado pelo órgão executivo nacional, regional ou local da área territorial abrangida.
Nos dias em que é hasteada, a Bandeira Nacional deve-o ser às 09h00. Deverá ser arreada ao pôr do sol. Considera-se aceitável, em locais cujo funcionamento esteja já encerrado ao pôr do sol, que o arrear da Bandeira Nacional seja realizado à hora do seu encerramento.
Protocolo Autárquico
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Posições relativas das bandeiras
Quando hasteada com outras bandeiras, a Bandeira Nacional ocupará sempre o lugar mais honroso.
Conforme o número e a disposição dos suportes, as bandeiras deverão ocupar as seguintes posições:
Posições relativas das bandeiras
Se forem hasteadas várias bandeiras num único mastro: a Bandeira
Nacional ocupará a posição mais alta, seguindo-se as restantes bandeiras, por ordem de precedência de cima para baixo:
Protocolo Autárquico
99
Posições relativas das bandeiras
Se existirem dois mastros: a Bandeira Nacional ocupará o mastro da
Posições relativas das bandeiras
Se existirem três mastros: a Bandeira Nacional ocupará o mastro do
centro e a seguinte bandeira na ordem de precedência, ocupará o mastro da direita (esquerda de quem olha);
Protocolo Autárquico
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Posições relativas das bandeiras
Se existir uma linha de quatro ou mais mastros assentes no solo: a
Bandeira Nacional ocupará o mastro mais à direita (mais à esquerda de
quem olha), seguindo-se as restantes bandeiras, por ordem de precedência,
da direita para a esquerda (da esquerda para a direita de quem olha). Opcionalmente, neste caso poderá ser colocada uma segunda Bandeira Nacional no mastro mais à esquerda (mais à direita de quem olha);
Protocolo Autárquico
103
Em receções oficiais, em destaque e no mastro principal deve estar o pavilhão do país que acolhe a receção. A precedência alfabética deverá ser enunciada pelo processo de identificação internacional do país.
Quando se trata de um encontro bilateral, deverá ser dado a direita ao pavilhão nacional convidado, devendo os mastros ser iguais.
As bandeiras, quando em suporte de pé de palco, deverão ser colocadas no canto interior direito atrás da mesa da presidência do eventos, sendo que o pavilhão nacional deve ser colocado ao meio.
Gabinete de Protocolo
O Gabinete de Protocolo, numa Camara Municipal, deve atender às competências e às atribuições definidas dos Serviços do Protocolo de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Protocolo Autárquico
105
Gabinete de Protocolo
A existência de um gabinete de protocolo é fundamental, sobretudo quando se trata de questões de Estado. Nessa configuração, o papel e o objetivo de um gabinete deste tipo é de um ponto de vista geral:
Estabelecer linhas de orientação e de conformidade com o gabinete homólogo afim de determinar ações e obter informações sobre o melhor modo de atuação;
Determinar o programa de ação, tratando de todas as questões de organização, segurança, transportes, locais e equipamentos a usar, alojamento, convites, etc.
Gabinete de Protocolo
Do ponto de vista específico, compete aos serviços de protocolo:
a) definir as regras que devem presidir no cerimonial, etiqueta e pragmática de acordo com
a prática internacional e as tradições locais;
Protocolo Autárquico
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Gabinete de Protocolo
O Chefe de Protocolo é responsável por:
(a) estruturar e dar unidade a toda e qualquer ação protocolar que envolva órgãos de soberania;
(b) acompanhar os representantes nacionais, quando se trata de deslocações oficiais de representação ao estrangeiro;
(c) acompanhar os embaixadores estrangeiros no processo de acreditação, nomeadamente na cerimónia de entrega das cartas credenciais;
Gabinete de Protocolo
O Chefe de Protocolo é responsável por:
(d) estruturar, em parceria com os seus homólogos, o programa de receção em visitas oficiais de representantes estrangeiros;
Protocolo Autárquico
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Cerimónias nos Municípios
Qualquer que seja a cerimónia a organizar, ela só faz sentido e êxito se cumprir na integra os seus objetivos. Por norma são públicos, o que implica, para além dos participantes no evento, alguns ou muitos convidados, eventualmente público a assistir que nem sequer foi convidado.
Cerimónias nos Municípios Considerações:
Para a definição do melhor local para o levar a efeito o evento;
Existência de uma listagem de todos os eventos, requerendo o preenchimento obrigatório de vários itens.
Esta lista deve ser fruto de um trabalho prévio dos responsáveis pelo Gabinete de Protocolo, onde todo fica registado , a título de necessidades, por temas, utilizando-a depois para todos os eventos.
Protocolo Autárquico
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Cerimónias nos Municípios Considerações:
Seguidamente deve-se criar uma base de dados que responda a todo o que é previsível e necessário para o seu preenchimento, respondendo com eficiência a tudo o que a lista requer.
Evento: Observações Rúbricas Nota preliminar Data do evento Hora do evento Local do evento
Definição da listagem de convidados
Comunicação Social
Refeições
Protocolo Autárquico
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Cerimónias nos Municípios
1. Definição do tipo de cerimónias;
- Qual o local mais indicado, a melhor data e hora, quem participa e quem convida.
Cerimónias nos Municípios
O “antes” é o tempo de planificar, é a oportunidade para tudo acautelar, com o objetivo de que todo corra bem.
Durante a cerimónia, o responsável deve verificar com atenção o bem desenrolar do programa e controlar o tempo em todas as fases do planeamento.
No final e no depois do evento, prever: acompanhamento dos participantes e convidados, na ordem prevista de saída; agradecer às
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Descerramento de uma Placa Toponímica
É uma cerimónia tradicional, muito significativa na vida social das autarquias. Os convites devem ser emitidos e enviados até 8 dias antes do ato. Deverão ser enviados convites aos familiares do homenageado e às entidades públicas ou privadas que a ele estiveram ou estejam ligadas. É desagradável atribuir um topónimo e não combinar previamente com a família do homenageado a data e a hora que convém a cerimónia.
Descerramento de uma Placa Toponímica O ato decorre junto à placa toponímica.
Dependo do local e o tipo de placas utilizadas, ela poderá estar num plinto, num entroncamento de uma artéria a inaugurar ou numa frontaria de um edifício.
Em função do homenageado e da sua dimensão, a placa será previamente coberta com a Bandeira Nacional e com a Bandeira do Município ou só com a Bandeira do Município.
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Descerramento de uma Placa Toponímica
À direita ficará a escolta do Corpo de Bombeiros Locais, constituída por um porta-estandarte e três bombeiros, armados com machados de honra.
Perto situar-se-á uma banda de música, que se sugere que seja de uma Associação do concelho.
Frente à placa e em setor situado a conveniente distância da mesma será montado, sempre que possível, um estrado, com as dimensões necessárias para albergar as entidades envolvidas.
A partir do estrado e até ao local da placa poderá ser colocada uma passadeira delimitada por cordões.
Descerramento de uma Placa Toponímica
No estrado deverá providenciar-se uma mesa adornada com um centro de flores onde se colocará uma pasta com as armas do concelho gravadas, contendo o auto da cerimónia.
Deve-se prever, se possível, um número mínimo de mastros, onde ficaram hasteadas as Bandeiras Nacional, do Município e da Freguesia.
A instalação sonora será montada noutro estrado de menor dimensão, onde se efetuarão os discursos alusivos ao ato. Pode-se utilizar o mesmo estrado utilizado
Cerimónias no Município
Descerramento de uma Placa Toponímica
Os convidados devem chegar ao local 15 minutos antes do seu inicio, devendo ser recebidos por funcionários do Gabinete de Protocolo, que os conduzirão ao local onde irá decorrer o ato.
Se existir uma entidade para presidir ao ato, que não seja o Presidente da Câmara, ele aguarda por ela, conduzindo-a depois até junto dos familiares do homenageado.
Dando-se inicio à cerimónia, o Presidente do Município, a entidade que preside à cerimónia e os familiares ou representantes do homenageado dirigem-se par4a junto da placa, procedendo-se então ao seu descerramento.
Descerramento de uma Placa Toponímica
A banda de musica nessa altura tocará o Hino da Maria da Fonte ou o Hino do Concelho (caso exista) ou qualquer marcha militar, enquanto a escolta de Bombeiros presta continência.
Após o descerramento e concluídos os hinos, as entidades dirigem-se ao estrado, dando-se lugar às intervenções, procedendo-se à leitura da cerimónia, se existir, e de seguida, irão ocorrer os discursos pela seguinte ordem:
da entidade que convida para o ato;
Cerimónias no Município
Descerramento de uma Placa Toponímica
Embora o Presidente da Câmara, que normalmente preside a estas cerimónias é de bom senso que ceda a referida precedência neste caso. Significa que usa da palavra antes do homenageado.
As intervenções não devem exceder os 5 minutos cada.
Encerra a cerimónia, com autorização da entidade que preside, quem esteve a gerir a cerimónia e já o havia feito para a iniciar.
Câmara Municipal da Trofa Gabinete de Presidência/ Protocolo
(data)
Placas Comemorativas
Ocasião Tipo
Data/ Horário
Cerimónias no Município
Lançamento de Primeira Pedra.
A personalidade a convidar vai presidir à cerimónia deverá estar normalmente relacionada com a tutela do organismo que vai determinar o arranque da obra.
Devem-se associar a este ato todos os representantes de entidades que estão ou estarão ligados à sua execução, bem como o povo da localidade onde o ato vai decorrer e as denominadas força vivas locais.
O local deverá estar sinalizado com mastros e bandeiras, sendo delimitada a área de implantação da primeira pedra com um cordão.
Sempre que possível será colocado um estrado ou um tapete grande de relva artificial, onde se colocará a mesa para se proceder à assinatura do auto da noticia.
Auto de Notícia
AO DIA________DO MÊS DE _____________ DE,___________, DA ERA CRISTÃ,
NA REPÚBLICA PORTUGUESA SENDO
PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE _____________________________________ ______________________________________________
VEREADOR (PELOURO) DA CÂMARA MUNICIPAL DE ____________ ________________________________________________
EMPRESA PROMOTORA / CONSULTURA
__________________________________________________ ARQUITETO PROJETISTA
__________________________________________________ PROCEDEU À IMPLANTAÇÃO DESTA PRIMEIRA PEDRA NO _____________________________________________________
Cerimónias no Município
Lançamento de Primeira Pedra.
Se estiver presente algum membro do governo, presidindo à cerimónia, o seu nome também é inserido neste auto de notícia, que deve ser impresso num papel especial, tipo papiro.
Lançamento de Primeira Pedra.
A primeira pedra terá as dimensões adequadas a não provocar embaraços a quem a colocar, devendo o local do seu assento de fácil acesso. Junto estará um tabuleiro com cimento preparado de fresco e em quantidade suficiente para ser utilizado por diversos convidados, bem como uma colher de pedreiro.
Os convidados devem chegar ao local do evento 15 minutos antes do inicio da cerimónia. O convidado de honra, acompanhado pelo Presidente do Município e restante comitiva, tomará a sua posição junto ao local do assentamento ou no
Cerimónias no Município
Lançamento de Primeira Pedra.
Os serviços de Protocolo deverão providenciar para que a população esteja próxima do local.
Deve-se acautelar uma zona para a comunicação social – atenção ao posicionamento do Sol.
É lido o Auto de Notícia, sendo convidados a assinar os principais intervenientes. O Auto é enrolado, atado com fitas das cores do município e colocado num tubo, que poderá conter moedas correntes, na perspetiva de auxiliar os arqueólogos vindouros a identificarem a época de construção.
Lançamento de Primeira Pedra.
O auto, encerrado no tubo fechado, será colocado dentro da caixa , fechando-se de seguida.
Depois de assentar a pedra, a primeira colocação de cimento cabe ao convidado de honra, que entregará de seguida a colher de pedreiro à entidade anfitriã, sendo esta que chamará para si os convidados que entenda deverem associar-se mais diretamente a este ato simbólico, lançando cimento sobre a pedra já colocada.
Cerimónias no Município
Lançamento de Primeira Pedra.
No final, encerra-se a cerimónia em nome da entidade que preside, agradecendo-se a presença de todos.
Inauguração de uma obra
Os convites a enviar a esta cerimónia obedecerão ao que já foi referido. Quem convida deve chegar 15 minutos antes da hora prevista para o inicio.
Os convidados serão acolhidos por funcionários da Câmara Municipal especialmente destacados para esse fim.
Aguardam todos no exterior a chegada da individualidade que irá proceder à inauguração e que, vem em cortejo, desde o limite do concelho, ou será recebida no exterior do edifício pelo Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal,
Cerimónias no Município
Inauguração de uma obra
Sempre que possível e caso se justifique, o Corpo de Bombeiros local prestará honras no momento da chegada da entidade oficial.
Pode-se considerar a existência de uma fita à porta do edifício ou numa zona de entrada do espaço a inaugurar, a ser cortada por uma tesoura previamente preparada para o efeito.
Já no interior deve proceder ao descerramento de uma placa comemorativa da inauguração, na qual constará o motivo justificativo do ato, nome e o cargo da individualidade que preside à inauguração e a respetiva data.
Inauguração de uma obra
Esta placa estará devidamente coberta com a bandeira Nacional ou do Município, conforme o caso. A entidade eclesiástica, caso esteja presente, procederá à cerimónia litúrgica da bênção, após o que todos os convidados se dirigirão para o local onde vai ser efetuada a sessão alusiva ao ato.
Logo que as personalidades ocupem os seus lugares na mesa de honra, o Presidente da Autarquia dará inicio à sessão, no decorrer da qual serão proferidos discursos, normalmente da entidade responsável pelo organismo inaugurado.
Cerimónias no Município
Inauguração de uma obra
Deve realizar-se uma seleção prévia dos setores principais, por forma que a visita não se prolongue excessivamente.
No interior do edifício deve providenciar-se para que o percurso, quer na entradas, quer na saída das entidades oficiais, se faça de forma a não se verificarem situações de aglomeração.
Ter cuidado de não levar a comitiva num percurso que termine num beco e que obrigue toda a gente a voltar para trás, rompendo pelo meio de todos quantos vinham a acompanhar a visita.
Inauguração de uma obra
Neste caso há duas soluções:
ou se prevê a situação e se corta a passagem a todos os acompanhantes depois de passar um número razoável de pessoas, esperando que elas façam a visita e voltem até àquele ponto, ou se evita ir mesmo aqueles espaços.
Quando a entidade oficial se retirar, será acompanhada à viatura pelo Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal e outras Autarcas, bem como
Precedências Militares e da PSP
Além das precedências das entidades militares com determinadas funções, incluídas na lista das Altas Autoridades, há que ter em conta as precedências das diversas patentes militares e as respetivas equivalências entre as diversas armas.
No artigo 9º do Regulamento de Continências e Honras Militares encontramos a forma de agrupar as forças armadas para efeitos de continência e honras militares, no que se refere aos graus de hierarquia militar.
A precedência das tropas em formatura ou em parada fica determinada no artigo 97º, quando se afirma que, nas formaturas e desfiles em que tomem precedência a considerar, da direita para a esquerda (quando em linha) ou da frente para a retaguarda (quando em coluna) será a seguinte:
Estabelecimento militares de ensino: Colégio militar;
Instituto Militar dos Pupilos do Exército;
Estabelecimento de ensino superior militar: Escola Naval;
Academia Militar:
Academia da Força Aérea Armada
Precedências Militares e da PSP
Exército: Infantaria; Artilharia; Cavalaria; Engenharia: Transmissões; Serviços de saúde;Serviços de administração militar; Serviços de material;
Força Aérea
Forças de Segurança
Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública.
A mesma disposição estabelece ainda que havendo tropas apeadas, monitorizadas e a cavalo constituir-se-ão com a seguinte precedência:
1. Tropas apeadas
2. Tropas a cavalo
Precedências Militares e da PSP
As altas entidades das Forças Armadas ordenam-se da seguinte forma:
a. Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
b. Almirantes da Armada e Marechais, segundo a antiguidade
c. Chefe de Estado-Maior da Armada
d. Chefe do Estado-Maior do Exército
e. Chefe do Estado-Maior da Força Aérea.
Chaqué
O chaqué aceita a gala e a meia gala utilizada durante o dia (abrange todos os atos que se realizem num espaço de tempo compreendido entre as nove da manha e a sete da tarde).
A sua origem remonta às cortes britânicas do sec.XIX., onde era utilizado como indumentaria para montar a cavalo.
O mais cerimonioso é de cor preta, ainda que o cinza esteja a torna-se habitual e não admite condecorações ou outros elementos do género, à exceção de um
Trajes civis de cerimónia
Chaqué
É utilizado nos atos que celebram a Semana Santa, na 5ª Feira Santa usar-se-á gravata cinzenta e luvas brancas. Na 6ª Feira Santa e Sábado levar-se- á gravata e luvas pretas.
Atualmente é muito usado em casamentos mas, é importante diferenciar a cor do chaqué do noivo e dos acompanhantes deste.
Compõem-se das seguintes peças:
Camisa – branca rígida, bem passada a ferro, de gola normal sem botões.
Pulso duplo para botões de gala. O tecido mais frequente é o fio ou popelina.
Gravata – cinza, preferencialmente de seda e no tipo Windsor. Pode ir
adornada de um alfinete de gravata com uma pérola na cabeça.
Colete – cinza, com uma fila de botões de corte clássico. Em cerimónias
fúnebres pode ser de cor preta, em casamentos, branco de seda ou piquet.
Trajes civis de cerimónia
Chaqué
Compõem-se das seguintes peças:
Meias – finas de cor preta, de fio ou seda.
Sapatos – pretos, lisos e de pele, preferivelmente sem atacadores. Devem ser
mate ou com pouco brilho.
Fato – tipo “levita”, com faldões separados na sua parte dianteira e lapelas
clássicas. Pode ser preto ou cinza escuro.
Chapéu – Ainda que não frequente, deve ser de copa, preto ou cinza, em pelo
ou seda brilhante.
Luvas – clássicas, de pele e de cor cinzenta. Atualmente utilizam-se pouco.
Vestimenta de tarde, confecionada de tecido preto muito fino, lapelas de seda preta e botões cobertos de seda.
O conceito de smoking é de inspiração americana. Durante séculos, a ideia de vestir o traje preto após o por do sol tem inspirado fenómenos de modo.
O smoking pode considerar-se de meia etiqueta, usa-se principalmente em receções, festas de sociedade, jantares, casamentos, etc.
É um traje de tarde e deve usar-se a partir das 19 horas. Não admite condecorações, mas pode-se levar um botão na casa do botão do lado esquerdo.
Trajes civis de cerimónia
Smoking
Vestimenta de tarde, confecionada de tecido preto muito fino, lapelas de seda preta e botões cobertos de seda.
O conceito de smoking é de inspiração americana. Durante séculos, a ideia de vestir o traje preto após o por do sol tem inspirado fenómenos de modo.
O smoking pode considerar-se de meia etiqueta, usa-se principalmente em receções, festas de sociedade, jantares, casamentos, etc.
É um traje de tarde e deve usar-se a partir das 19 horas. Não admite condecorações, mas pode-se levar um botão na casa do botão do lado esquerdo.
Fato – de cor preta, azul-escuro, bordeaux ou branco, varia segundo o local e a
época do ano, mas o mais utilizado é o preto. Pode ser reto ou cruzado, com lapelas redondas de grande abertura, em seda brilhante. Se o fato for cruzado não se deve vestir barra, só um botão superior.
O fato branco só se veste na primavera e verão e normalmente em espaços abertos.
Camisa – branca ou de cor marfim muito clara. Gola baixa (de borboleta) e
pulso duplo para levar botões.
Trajes civis de cerimónia
Compõem-se das seguintes peças:
Barra – em seda a jogo com a borboleta. Se levar barra não pode utilizar
colete.
Meias – finas, de seda ou fio e pretas.
Sapatos – pretos, com atacadores e charol.
Colete – de seda e do mesmo tecido que o smoking. Luvas – brancas, cor de marfim ou cinza, em pele.
É um vestuário de grande gala, utiliza-se em casos de máxima etiqueta (ex: entrega dos Prémios Nobel). O seu uso é normalmente restrito a actos académicos e jantares de grande gala, como por exemplo, as presididas por Reis e Presidentes da República.
Confecionado do mesmo tecido que o smoking, leva as mesmas lapelas que este.
Usa-se com casaco ou capa preta, normalmente de noite e em locais fechados. Pode levar-se em banquetes de honra ou de gala, em grandes festas, casamentos,
Trajes civis de cerimónia
Fraque
É um vestuário de grande gala, utiliza-se em casos de máxima etiqueta (ex: entrega dos Prémios Nobel). O seu uso é normalmente restrito a atos académicos e jantares de grande gala, como por exemplo, as presididas por Reis e Presidentes da República.
Confecionado do mesmo tecido que o smoking, leva as mesmas lapelas que este.
Usa-se com casaco ou capa preta, normalmente de noite e em locais fechados. Pode levar-se em banquetes de honra ou de gala, em grandes festas, casamentos, receções oficiais, cerimoniais, etc. Admite toda a classe de condecorações.