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Capítulo 11
Sequências e Séries
Infinitas
11.6
Convergência Absoluta e os
Testes da Razão e da Raiz
Nesta seção, aprenderemos sobre a
convergência absoluta de uma série e os testes determinantes.
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CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
Dada qualquer série Σ an , podemos
considerar a série correspondente
cujos termos são os valores absolutos dos termos da série original.
1 2 3 1
...
n na
a
a
a
∞ ==
+
+
+
∑
Uma série Σ an é dita absolutamente convergente se a série de valores
absolutosΣ |an | é convergente.
Definição 1 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
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Observe que, se
Σ
a
n for uma série comtermos positivos, então
|a
n| = a
n. Assim a convergência absoluta é a mesma coisa que a convergência nesse caso.
A série
é absolutamente convergente porque
é uma p-série convergente ( p = 2).
1 2 2 2 2 1
( 1)
1
1
1
1
...
2
3
4
n nn
− ∞ =−
= −
+
−
+
∑
1 2 2 2 2 2 1 1 ( 1) 1 1 1 1 1 ... 2 3 4 n n n n n − ∞ ∞ = = − = = + + + +∑
∑
Exemplo 1 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
Sabemos que a série harmônica alternada
é convergente.
Veja o Exemplo 1 da Seção 11.5.
1 1
( 1)
1
1
1
1
...
2
3
4
n nn
− ∞ =−
= − + − +
∑
EXEMPLO 1 CONVERGÊNCIA ABSOLUTAMas não é absolutamente convergente, porque a série de valores absolutos
correspondente é:
Que é a série harmônica (p-série com p = 1) e é, portanto, divergente. 1 1 1 ( 1) 1 1 1 1 1 ... 2 3 4 n n n n n − ∞ ∞ = = − = = + + + +
∑
∑
EXEMPLO 2 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
CONVERGÊNCIA CONDICIONAL
Uma série Σ an é chamada
condicionalmente convergente se ela for
convergente, mas não for absolutamente convergente.
O Exemplo 2 mostra que a série harmônica alternada é condicionalmente convergente.
Então, é possível uma série ser convergente, porém não absolutamente convergente.
Contudo, o próximo teorema mostra que a convergência absoluta implica convergência.
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Se uma série Σ an for absolutamente
convergente, então ela é convergente.
Teorema 3 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
Observe que a desigualdade
é verdadeira porque
|a
n| é
a
nou
–a
n.0
≤
a
n+
a
n≤
2
a
nTeor. 3—Demonstração CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
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Se Σ an for absolutamente convergente,
então Σ |an | é convergente.
Então, Σ 2|an| é convergente.
Portanto, pelo Teste da Comparação, Σ (an + |an|) é convergente.
Teor. 3—Demonstração CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
Dessa forma,
é a diferença de duas séries convergentes e é, portanto, convergente.
(
)
n n n na
=
a
+
a
−
a
∑ ∑
∑
Teor. 3—Demonstração CONVERGÊNCIA ABSOLUTA© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
Determine se a série
é convergente ou divergente.
2 2 2 2
1
cos
cos1
cos 2
cos 3
...
1
2
3
nn
n
∞ ==
+
+
+
∑
EXEMPLO 3 CONVERGÊNCIA ABSOLUTAEssa série tem termos positivos e negativos, mas não é alternada.
O primeiro termo é positivo.
Os próximos três são negativos Os três seguintes são positivos. Os sinais trocam irregularmente.
2 2 2 2
1
cos
cos1
cos 2
cos 3
...
1
2
3
nn
n
∞ ==
+
+
+
∑
EXEMPLO 3 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
Podemos aplicar o Teste da Comparação à série de valores absolutos:
2 2 1 1
cos
cos
n nn
n
n
n
∞ ∞ = ==
∑
∑
EXEMPLO 3 CONVERGÊNCIA ABSOLUTAComo |cos n| ≤ 1 para todo n, temos:
Sabemos que Σ 1/n2 é convergente (p-série
com p= 2).
E assim, Σ (cos n)/n2 é convergente pelo Teste
da Comparação. 2 2
cos
n
1
n
≤
n
EXEMPLO 3 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
Então a série dada
Σ
(cos n)/n
2 éabsolutamente convergente e, portanto, convergente pelo Teorema 3.
EXEMPLO 3 CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
O teste a seguir é muito útil para determinar se uma série dada é absolutamente
convergente.
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O TESTE DA RAZÃO
Se
então a série é absolutamente
convergente (e portanto convergente). 1
lim
n1
n na
L
a
+ →∞= <
1 n n a ∞ =∑
Caso iSe ou
então a série é divergente. 1 n n
a
∞ =∑
O TESTE DA RAZÃO Caso ii
1
lim
n1
n na
L
a
+ →∞= >
1lim
n n na
a
+ →∞= ∞
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Se
o Teste da Razão não é conclusivo; isto é, nenhuma conclusão pode ser tirada sobre a convergência ou divergência de Σ an . 1
lim
n1
n na
a
+ →∞=
OBSERVAÇÃO
A parte (iii) do Teste da Razão diz que, se
o Teste da Razão não dá nenhuma informação.
1
lim
n/
n1
n→∞
a
+a
=
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Por exemplo, para a série convergente Σ 1/n2, temos: quando 2 2 1 2 2 2 1 ( 1) 1 ( 1) 1 1 1 1 n n a n n a n n n + = + = + = → ⎛ + ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠
OBSERVAÇÃO Caso iii
Enquanto para a série divergente Σ 1/n, temos:
quando
n
→ ∞
OBSERVAÇÃO Caso iii
1
1
1
1
1
1
1
1
1
n na
n
n
a
n
n
+=
+
=
+
=
→
+
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Portanto, se , a série Σ an
pode convergir ou divergir.
Nesse caso, o Teste da Razão falha e devemos usar outro teste.
1
lim
n/
n1
n→∞
a
+a
=
Teste a série
quanto a convergência absoluta.
Usamos o Teste da Razão com an = (–1)n n3 /
3n, como na sequência. EXEMPLO 4 3 1
( 1)
3
n n nn
∞ =−
∑
O TESTE DA RAZÃO© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados. 1 3 3 1 1 3 1 3 3 3
( 1)
(
1)
(
1)
3
3
( 1)
3
3
1
1
3
1
1
1
1
1
3
3
n n n n n n n nn
a
n
n
a
n
n
n
n
+ + + +−
+
+
=
=
⋅
−
+
⎛
⎞
= ⎜
⎟
⎝
⎠
⎛
⎞
=
⎜
+
⎟
→ <
⎝
⎠
EXEMPLO 4 O TESTE DA RAZÃO Então, pelo Teste da Razão, a série dada é absolutamente convergente e, portanto, convergente.
EXEMPLO 4 O TESTE DA RAZÃO
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Teste a convergência da série
Como os termos an = nn/n! são positivos, não
precisamos dos símbolos de valor absoluto.
1
!
n nn
n
∞ =∑
EXEMPLO 5 O TESTE DA RAZÃOquando
Veja a Equação 3.6.6, no Volume I.
Como e > 1, a série dada é divergente pelo Teste da
n → ∞ EXEMPLO 5 O TESTE DA RAZÃO 1 1 ( 1) ! ( 1)( 1) ( 1)! ( 1) ! 1 1 1 n n n n n n n a n n n n a n n n n n n e n + + = + ⋅ = + + ⋅ + + + ⎛ ⎞ = ⎜⎝ ⎟⎠ ⎛ ⎞ = +⎜ ⎟ → ⎝ ⎠
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OBSERVAÇÃO
Embora o Teste da Razão funcione no
Exemplo 5, um método mais simples é usar o Teste para Divergência.
Como
segue que an não tende a 0 quando n → ∞. Portanto a série dada é divergente pelo Teste
para Divergência. ! 1 2 3 n n n n n n n a n n n ⋅ ⋅ ⋅⋅⋅⋅⋅ = = ≥ ⋅ ⋅ ⋅⋅⋅⋅⋅
CONVERGÊNCIA ABSOLUTA
O teste a seguir é conveniente para ser aplicado quando ocorrem potências de n. Sua demonstração é similar à do Teste da Razão e será pedida no Exercício 37.
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O TESTE DA RAIZ
Se
então a série é absolutamente
convergente (e, portanto, convergente).
lim
n1
n n→∞a
= <
L
1 n na
∞ =∑
Caso iSe
ou
então
a série
é
divergente.
lim
n n n→∞a
= ∞
1 n na
∞ =∑
O TESTE DA RAIZ Caso ii
lim
n1
n
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Se
o Teste da Raiz não é conclusivo.
lim
n1
n
n→∞
a
=
TESTE DE RAIZ
Se , então a parte (iii) do Teste da Raiz diz que o teste não dá informação.
A série Σ an pode convergir ou divergir.
lim
n1
n© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
TESTE DE RAIZ VERSUS TESTE DE RAZÃO
Se L = 1 no Teste da Razão, não tente o Teste da Raiz, porque L será novamente 1.
E se L = 1 no Teste da Raiz, não tente o Teste da Razão, pois ele também falhará.
TESTE DE RAIZ
Teste a convergência da série
Então, a série dada converge pelo Teste da Raiz.
EXEMPLO 6 1
2
3
3
2
n nn
n
∞ =+
⎛
⎞
⎜
+
⎟
⎝
⎠
∑
2 3 3 2 3 2 2 3 2 1 2 3 2 3 3 n n n n n a n n n a n n + ⎛ ⎞ = ⎜⎝ + ⎟⎠ + + = = → < + +© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
REARRANJOS
A questão de uma série ser absolutamente convergente ou condicionalmente
convergente tem importância na questão sobre se somas infinitas se comportam ou não como somas finitas.
Se rearranjarmos a ordem dos termos em
uma soma finita, então é claro que o valor da soma permanecerá inalterado.
Mas esse não é sempre o caso para uma série infinita.
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Por um rearranjo de uma série infinita
Σ
a
n,
queremos dizer uma série obtidasimplesmente mudando a ordem dos termos.
Por exemplo, um rearranjo de Σ an
poderia começar como a seguir:
a1 + a2 + a5 + a3 + a4 + a15 + a6 + a7 + a20 + …
Ocorre que se
Σ
a
n for uma sérieabsolutamente convergente com soma s, então qualquer rearranjo de
Σ
a
n tem amesma soma s.
Contudo, qualquer série condicionalmente convergente pode ser rearranjada para dar uma soma diferente.
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Para ilustrar esse fato, vamos considerar a série harmônica alternada:
Veja o Exercício 36 da Seção 11.5.
1 1 1 1 1 1 1
2 3 4 5 6 7 8
1
− + − + − + − + =
...
ln 2
Equação 6 REARRANJOS
Se multiplicarmos essa série por ½, obteremos:
1 1 1 1 1
2
− + − + =
4 6 8...
2ln 2
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Inserindo zeros entre os termos dessa série, teremos: Equação 7 1 1 1 1 1 2 4 6 8 2
0
+ + − + + + − + =
0
0
0
...
ln 2
REARRANJOSAgora adicionamos as séries nas Equações 6 e 7 usando o Teorema 11.2.8: 3 1 1 1 1 1 3 2 5 7 4 2
1
+ − + + − + =
...
ln 2
Equação 8 REARRANJOS© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
Observe que a série em (8) contém os
mesmos termos que em (6), mas rearranjados de modo que um termo negativo ocorre
depois de cada par de termos positivos.
As somas dessas séries, contudo, são diferentes.
De fato, Riemann demonstrou que se Σ an for uma série condicionalmente convergente e r for qualquer número real, então existe um
rearranjo de Σ an que tem uma soma igual a r.
Uma demonstração desse fato é delineada no Exercício 40.