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AGRUPAMENTO N.º 2 ÉVORA

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Academic year: 2021

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Datas da visita: 2, 3 e 4 de Maio de 2007

AGRUPAMENTO

N.

º

2

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I - Introdução

A Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a auto-avaliação e para a avaliação externa. Por sua vez, o programa do XVII Governo Constitucional estabelece o lançamento de um “programa nacional de avaliação das escolas básicas e secundárias que considere as dimensões fundamentais do seu trabalho”.

Após a realização de uma fase piloto, da responsabilidade de um Grupo de Trabalho (Despacho conjunto n.º 370/2006, de 3 de Maio), a Senhora Ministra da Educação incumbiu a Inspecção-Geral da Educação de acolher e dar continuidade ao processo de avaliação externa das escolas. Neste sentido, apoiando-se no modelo construído e na experiência adquirida durante a fase piloto, a IGE está a desenvolver esta actividade. O presente relatório expressa os resultados da avaliação externa do Agrupamento n.º 2, de Évora realizada pela equipa de avaliação que visitou o Agrupamento em 2, 3 e 4 de Maio de 2007.

Os diversos capítulos do relatório – caracterização da unidade de gestão, conclusões da avaliação, avaliação por domínio-chave e considerações finais - decorrem da análise dos documentos fundamentais da escola, da apresentação de si mesma e da realização de múltiplas entrevistas em painel.

Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de melhoria para a escola, constituindo este relatório um instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades de desenvolvimento e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.

A equipa de avaliação congratula-se com a atitude de colaboração demonstrada pelas pessoas com quem interagiu no decurso da avaliação e pela forma cuidada e exaustiva como o Agrupamento preparou esta intervenção.

O texto integral deste relatório, bem como um eventual contraditório apresentado pela escola, será oportunamente disponibilizado no sítio internet da IGE (www.ige.min-edu.pt).

Escala de avaliação utilizada – níveis de classificação dos cinco domínios

Muito Bom - A escola revela predominantemente pontos fortes, isto é, o seu desempenho é mobilizador e evidencia uma

acção intencional sistemática, com base em procedimentos bem definidos que lhe dão um carácter sustentado e sustentável no tempo. Alguns aspectos menos conseguidos não afectam a mobilização para o aperfeiçoamento contínuo.

Bom - A escola revela bastantes pontos fortes, isto é, o seu desempenho denota uma acção intencional frequente,

relativamente à qual foram recolhidos elementos de controlo e regulação. Alguns dos pontos fracos têm impacto nas vivências dos intervenientes. As actuações positivas são a norma, mas decorrem frequentemente do empenho e iniciativa individuais.

Suficiente - A escola revela situações em que os pontos fortes e os pontos fracos se contrabalançam, mostrando

frequentemente uma acção com alguns aspectos positivos, mas pouco determinada e sistemática. As vivências dos alunos e demais intervenientes são empobrecidas pela existência dos pontos fracos e as actuações positivas são erráticas e dependentes do eventual empenho de algumas pessoas. As acções de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo do tempo.

Insuficiente - A escola revela situações em que os pontos fracos ultrapassam os pontos fortes e as vivências dos vários

intervenientes são generalizadamente pobres. A atenção prestada a normas e regras tem um carácter essencialmente formal, sem conseguir desenvolver uma atitude e acções positivas e comuns. A capacidade interna de melhoria é muito limitada, podendo existir alguns aspectos positivos, mas pouco consistentes ou relevantes para o desempenho global.

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II – Caracterização da Unidade de Gestão

O Agrupamento Vertical de Escolas n.º 2 de Évora, situado na periferia da cidade de Évora, encerra algumas assimetrias sociais e culturais. Desde o ano lectivo de 2005/2006, é composto pelos seguintes estabelecimentos de educação e ensino que, a partir de 2003/2004, sofreram intervenções de remodelação/reestruturação: os Jardins-de-Infância de Santo António e Garcia de Resende, a E.B.1/JI da Vendinha; as E.B. 1 do Rossio, do Chafariz d’El Rei, do Bairro da Câmara, dos Heróis do Ultramar e da Vendinha e a E.B. 2,3 André de Resende. Apesar da maioria estar enquadrada em núcleos populacionais de nível sócio-económico e cultural médio alto, a E.B. 1/JI da Vendinha situa-se num meio rural e o Jardim-de-Infância de Santo António e a E.B.1 do Bairro da Câmara estão integrados em bairros desfavorecidos, com características económicas e sociais e índices de escolaridade mais baixos.

A E.B. 2,3 André de Resende, sede do Agrupamento, para além das salas de aula, dispõe de Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos/Ludoteca/Videoteca, Refeitório, Bufete/Bar, Pavilhão Desportivo, Posto de Socorros, Sala de Associação de Pais, Sala Polivalente, Sala de Convívio de Alunos, Sala de Pessoal não Docente, Gabinete de Atendimento a Alunos, Salas de Educação Visual, de Educação Visual e Tecnológica e de Educação Tecnológica e Gabinete de Psicologia. Não possui Laboratórios nem climatização adequada, as casas de banho estão degradadas e o gradeamento circundante não oferece a segurança desejada. Das restantes unidades orgânicas, apenas a EB1 do Rossio está apetrechada com Biblioteca/Ludoteca/Videoteca, Pavilhão Desportivo, Sala Polivalente e Refeitório, espaço este existente, também, na EB 1 do Bairro da Câmara. A oferta educativa do Agrupamento inclui a Educação Pré-Escolar, os 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, funcionando, ainda, uma turma de 2.º Ciclo de Percursos Curriculares Alternativos, dois Cursos de Educação e Formação (Jardinagem e Manutenção de Espaços Verdes - tipo 2 e Instalação e Manutenção de Computadores - tipo 3) e um Curso de Educação e Formação de Adultos.

No presente ano lectivo, o Agrupamento é frequentado por 1370 alunos, cujas idades oscilam entre os 3 e os 15 anos, sendo 71, 607, 328 e 362, respectivamente, da Educação Pré-Escolar, dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos. Existem 52 alunos oriundos de 13 nacionalidades diferentes, facto que não tem suscitado qualquer problema de ordem ética, social ou interpessoal. Relativamente aos Serviços de Acção Social Escolar, do total de alunos do Ensino Básico, 11% são abrangidos pelo escalão A e 2% pelo B.

No que se refere ao acesso às TIC, 81% dos alunos dispõem de computador em casa e 63% têm Internet. Quanto ao contexto sócio-económico das famílias dos alunos, verifica-se que 24% pais/mães possuem Ensino Superior, 23% o Ensino Secundário, 18% o 3.º Ciclo completo e que menos que 1% não sabe ler nem escrever. Em relação às categorias sócio-profissionais, predominam os “Empregados de Comércio e Serviços” (20%) e os “Quadros e Técnicos” (19%), registando-se a existência de 12% de “Pessoal dos Serviços Pessoais e Domésticos”, de 10% de “Trabalhadores de Produção” e 7% desempregados.

O corpo docente do Agrupamento é estável, uma vez que 80% dos professores pertencem aos Quadro de Escola, enquanto que 60% do pessoal não docente é contratado e ou integrado numa outra situação precária. III – Conclusões da avaliação

1. Resultados BOM

Os resultados dos alunos, no ano lectivo de 2005/06, registaram, em relação ano anterior, uma evolução positiva, tanto na escola sede, como nas Escolas do 1.Ciclo. Quanto aos exames nacionais do 3.º Ciclo, as classificações médias em Língua Portuguesa e em Matemática foram superiores à nacional, mas inferiores à interna. A monitorização dos resultados é da responsabilidade do grupo AVAL.I.AR (Avaliação Interna André de Resende), embora, também, no final de cada período lectivo, em Conselhos Pedagógico, de Docentes, de Ano, de Turma e em Departamento seja feito o balanço do sucesso e insucesso alcançados pelos alunos. Os alunos, na sua maioria, revelam-se activos, colaborantes, solidários, assíduos e pontuais.

O Agrupamentos proporciona uma oferta educativa diversificada e participa em projectos nacionais e europeus, respondendo às necessidades e expectativas dos alunos e suas famílias.

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2. Prestação do serviço educativo BOM A articulação intra e interdepartamental acontece nos Conselhos de Docentes de Ano e Nível e em todos os Departamentos Curriculares. Ainda não está aprofundada a articulação vertical entre os docentes dos diferentes níveis de educação e de ensino.

No presente ano lectivo, decorre uma experiência de supervisão e acompanhamento da actividade lectiva, em regime de voluntariado, com a observação de aulas entre pares, envolvendo docentes dos 2.º e 3.º Ciclos. Para o desenvolvimento profissional dos docentes, nas áreas científicas e didácticas, o Agrupamento concebeu um plano de formação interna, aberto a toda a comunidade educativa.

Em sede própria, são identificadas as necessidades educativas dos alunos e delineadas medidas que incluem o recurso a pedagogias e formas de avaliação diferenciadas, a implementação de tutorias, os planos educativos individuais para alunos com N.E.E. e os planos de recuperação para alunos em risco.

As componentes activas e experimentais, bem como as dimensões culturais e sociais estão incorporados na oferta educativa do Agrupamento.

3. Organização e gestão escolar BOM

A elaboração do Projecto Educativo, em vigor para o triénio 2005/08, decorreu da auscultação à Comunidade Educativa, tendo todo o processo sido dinamizado pelo Conselho Pedagógico.

Na distribuição do serviço, o órgão de gestão considerou as características pessoais e profissionais dos professores e os interesses e as competências dos funcionários.

A escola sede confronta-se com algumas limitações de ordem física, apesar do esforço na reparação e requalificação de espaços. A Autarquia investiu na requalificação dos espaços dos JI e das EB 1.

O Agrupamento consegue gerar verbas que advêm da participação em projectos, em concursos e do aluguer do Ginásio e de outros espaços.

A participação dos pais/encarregados de educação na vida do Escola é mais expressiva na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo. Embora incentivadas a ajudar os filhos e a acompanhar o seu percurso escolar, nem sempre o Agrupamento obtém o envolvimento desejado.

O Agrupamento revela uma especial atenção pelas características individuais de cada aluno e procura a todos dar resposta, numa postura de discriminação positiva e de aceitação da diferença.

4. Liderança MUITO BOM

O Agrupamento diversificou a sua oferta educativa e participa em vários projectos europeus, numa estratégia de prevenção do abandono escolar, de promoção do sucesso educativo e de satisfação das expectativas de alunos e de pais/encarregados de educação.

Os responsáveis de topo do Agrupamento e das diferentes estruturas conhecem bem a sua área de acção, as competências que lhes estão cometidas e responsabilizam-se pelas suas acções, num trabalho prospectivo e concertado, visando o alcance dos objectivos do Projecto Educativo.

O Agrupamento, num espírito de abertura e de mudança, persegue a inovação, procura novas oportunidades que lhe permitam trilhar caminhos de excelência e proporciona aos alunos outros horizontes, através de experiências diversificadas e aprendizagens activas.

Manifestando uma dinâmica própria, celebrou protocolos de colaboração com várias instituições e entidades, com o objectivo de favorecer e mobilizar os alunos para outras áreas do saber.

5. Capacidade de auto-regulação e melhoria da escola MUITO BOM

O Agrupamento encetou um processo auto-avaliativo, cuja coordenação é da responsabilidade do grupo AVAL.I.A.R. No presente ano lectivo, a avaliação incide nos Resultados, no Clima de Escola, na Segurança e no Cumprimento Programático, tendo já sido estipulados os indicadores a observar, no final do ano lectivo, na avaliação a realizar pelo Conselho Pedagógico.

A taxa de sucesso alcançada, a estabilidade e motivação do corpo docente, o ambiente propício à aprendizagem, a abertura à inovação e à mudança, a articulação com diversas entidades e a liderança forte, agarrando os desafios e vencendo barreiras, são pressupostos da realização de um progresso sustentado.

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Por toda a dinâmica patenteada na organização e no funcionamento, esta Unidade de Gestão revela capacidade para incrementar a sua autonomia na gestão dos recursos, no planeamento das actividades educativas e na organização escolar.

IV – Avaliação por domínio-chave 1. Resultados

1.1. Sucesso Académico

A monitorização da actividade do Agrupamento e dos seus resultados é da responsabilidade do grupo AVAL.I.A.R (Avaliação Interna André de Resende) criado em 2003/2004. No final do ano lectivo de 2005/2006, este grupo, numa lógica de promoção do sucesso escolar, procedeu à análise, tratamento estatístico e interpretação dos resultados obtidos, elaborando o respectivo relatório com referência a cada um dos campos em estudo. Também os resultados dos exames nacionais e das provas de aferição foram objecto de análise e de comparação com as médias nacionais e as classificações internas. A este nível, ainda não há práticas de comparação com os resultados de outras escolas.

No final de cada período lectivo, em sede de Conselhos de Docentes, de Ano, de Turma e em Departamento é feito o balanço do sucesso e insucesso dos alunos, o qual é levado, depois, a Conselho Pedagógico.

Em termos globais, no ano lectivo de 2005/2006, registou-se uma evolução positiva na taxa de sucesso, que se situou, na Escola sede, em 90,2% e, nas Escolas do 1.º Ciclo, em 97,4%. Segundo os dados do grupo AVAL.I.A.R, a taxa de transição do 2.º ciclo foi de 87,9% e no 3.º Ciclo de 83,6%. Nos resultados dos exames nacionais deste Ciclo, o Agrupamento obteve a Português uma classificação média de 2,98, superior à nacional (2,67), mas inferior à classificação interna (3,46). Também em Matemática, a média da classificação no exame (2,80) foi superior à nacional (2,42), mas inferior à média interna (2,97).

Perante as taxas de abandono e de reprovação registadas, o Agrupamento decidiu constituir, em 2005/2006, uma turma de Percursos Curriculares Alternativos e, em 2006/2007, criar duas turmas dos Cursos de Educação e Formação (CEF) e candidatar-se ao Plano de Acção para a Matemática.

Do total da população escolar dos 2.º e 3.º Ciclos, excluindo a turma de Percursos Curriculares Alternativos, 5% dos alunos abandonaram a Escola, em 2005/2006, valor que está a diminuir no presente ano lectivo, fruto das estratégias implementadas: diversificação da oferta formativa, implementação de tutorias (alunos com famílias desestruturadas) e intervenção da Psicóloga (trabalho com pais e alunos).

Não obstante as melhorias sentidas nos resultados dos alunos, as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Inglês continuam a merecer especial preocupação, considerando-as, o Agrupamento, essenciais para a cultura de qualquer cidadão. As Expressões são as áreas onde se regista maior sucesso.

Como condicionantes das aprendizagens dos alunos foram referidos, entre outros, o elevado número de alunos por turma, a insuficiência de pré-requisitos, de hábitos de trabalho e de estudo e a falta de motivação e de interesse pela Matemática. Como factores de sucesso, vários interlocutores apontaram o apoio prestado aos alunos e o empenho dos professores na sua recuperação, a diferenciação pedagógica e a aplicação de planos de recuperação.

1.2. Participação e desenvolvimento cívico

Na sua maioria, os alunos revelam-se activos, colaborantes e solidários. As suas propostas de actividades são, na generalidade, atendidas, tanto pelos professores e Directores de Turma como pelo Conselho Executivo, e as suas opiniões foram tidas em consideração, aquando da elaboração do Projecto Educativo.

Em reuniões trimestrais entre os delegados, os sub-delegados e os Coordenadores dos Directores de Turma, os alunos são auscultados sobre as suas necessidades e interesses e são estabelecidos procedimentos a verificar no acesso aos diferentes serviços do Agrupamento e na utilização dos materiais existentes.

Na área de Formação Cívica, definiram-se regras de conduta e foram dados a conhecer os direitos e os deveres dos alunos, constantes do Regulamento Interno.

Considerando os objectivos do Projecto Educativo, o Agrupamento cultiva, entre alunos, professores e funcionários, hábitos de respeito e espírito de solidariedade, com vista à criação de um ambiente de responsabilidade e de sã convivência democrática. Neste sentido, verifica-se o seu envolvimento no Projecto “A Escola e a Assembleia” que, este ano, teve uma sessão regional na Câmara Municipal de Évora

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No âmbito da Educação Moral e Religiosa Católica, funciona o “Clube Solidário” e muitos alunos pertencem ao Banco Alimentar e participam em acções de voluntariado.

Os alunos denotam um sentido de pertença a cada um dos estabelecimentos de educação/ensino que frequentam e ao Agrupamento, mercê da experiência acumulada ao longo da vigência do Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP).

Com intuito de valorizar os sucessos individuais, estão criados os Quadros de Excelência e de Valor, destinados, respectivamente, a premiar os alunos com melhores resultados académicos e os que revelam condutas cívicas exemplares e interesse no seu desempenho escolar.

1.3. Comportamento e disciplina

Os alunos manifestam-se, de uma forma geral, assíduos e pontuais, revelando um comportamento disciplinado e de respeito pelas normas de funcionamento estipuladas. Contudo, ao nível do 1.º ciclo, as situações de conflito e de indisciplina têm vindo a aumentar, causadas, sobretudo, e de acordo com os diferentes interlocutores, pelo excessivo tempo que permanecem na Escola, sem que haja momentos suficientes destinados “ao brincar”.

Com o objectivo de precaver aquelas situações na Escola sede, um dos auxiliares de acção educativa procede à vigilância do espaço exterior e acompanha os alunos no refeitório. O Conselho Executivo estimula o pessoal docente e não docente a agir assertivamente e com firmeza, perante comportamentos disruptivos.

Existe um código de conduta decorrente dos direitos e deveres constantes no Regulamento Interno, mas assumem, nesta vertente, um especial relevo o papel do Director de Turma e as actividades desenvolvidas no âmbito da Formação Cívica. Com efeito, nas aulas desta área curricular, transmitem-se normas de convivência e valores que devem pautar a participação e a intervenção dos cidadãos na vida das sociedades democráticas. 1.4. Valorização e impacto das aprendizagens

O Agrupamento, na prossecução dos seus objectivos, zela pelo sucesso escolar e educativo dos alunos e atribui uma grande importância ao impacto e à valorização das suas aprendizagens. Para tal, proporciona uma oferta educativa diversificada, consubstanciada na criação da turma de Percursos Curriculares Alternativos e dos Cursos de Educação e Formação, como forma de corresponder às características e às necessidades dos alunos e das suas famílias.

Por outro lado, o Agrupamento, ao participar em vários projectos nacionais e europeus, potencia, nos alunos, o desenvolvimento de competências ao nível cognitivo, relacional e comportamental e afirma-se como um pólo cultural dinamizador da comunidade educativa.

Estas circunstâncias levam a que o Agrupamento possua uma imagem de qualidade, de respeito e de consideração pela diferença, correspondendo, assim, às expectativas dos pais/encarregados de educação. 2. Prestação do serviço educativo

2.1. Articulação e sequencialidade

A articulação intra e interdepartamental acontece nos Conselhos de Docentes e de Ano, em relação à Educação Pré-Escolar e ao 1.º Ciclo e em todos os Departamentos Curriculares, sob diversas formas: na transversalidade da Língua Portuguesa, na identificação de conteúdos curriculares afins e na realização de Projectos e de Actividades Extra-Curriculares. Não obstante a articulação verificada nos vários Departamentos, no das Expressões há alguma dificuldade de coordenação e comunicação intra departamental devido ao elevado número de disciplinas envolvidas. Do Conselho Pedagógico emanam directrizes gerais para a coordenação pedagógica e a articulação entre os vários Departamentos.

Ainda não está aprofundada a articulação vertical entre os docentes dos diferentes níveis de ensino.

No início e no final de cada ano lectivo, realizam-se reuniões entre educadores e professores, com o objectivo de assegurar a sequencialidade na transição da Educação Pré-Escolar para o 1.º Ciclo e entre os Ciclos do Ensino Básico. Estas reuniões permitem a transmissão de informações sobre os alunos, as competências de cada grau de educação/ensino e o cumprimento dos programas. No Departamento de Línguas Estrangeiras é feita a análise da consecução dos objectivos essenciais – pré-requisitos necessários para a transição do 2.º para o 3.º Ciclo.

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Os Serviços de Psicologia e Orientação garantem a orientação vocacional no 9.º ano, num trabalho conjunto com os pais/encarregados de educação, através de acções de informação de índole escolar e profissional. 2.2. Acompanhamento da prática lectiva em sala de aula

Os docentes planificam, individualmente, atendendo ao Projecto Curricular de Turma, aos planos dos Departamentos e às orientações dos Conselhos de Turma, de Docentes e de Ano.

No presente ano lectivo, decorre uma experiência de supervisão e acompanhamento da actividade lectiva. Em regime de voluntariado, um grupo de docentes de várias disciplinas, dos 2.º e 3.º Ciclos, iniciou a observação de aulas entre pares, mediante a aplicação de um instrumento construído para o efeito.

A articulação dos professores de cada grupo/turma/sala, em função das características dos alunos, ocorre em Conselhos de Turma, de Docentes e de Ano.

Nos Departamentos procede-se à elaboração das planificações e das matrizes dos testes, à partilha de experiências e de material e à definição e aferição dos critérios de avaliação, de forma a garantir a fiabilidade do processo avaliativo. No final de cada ano, em Conselho de Turma, de Docentes, de Ano e de Disciplina, em Departamento e, por fim, em Conselho Pedagógico é feita a monitorização do cumprimento dos programas e de todas as actividades realizadas, com aplicação de grelhas próprias, bem como a análise dos resultados escolares dos alunos. As actividades extra-curriculares do 1.º Ciclo também foram alvo de avaliação intermédia, no final do 1.º Período lectivo, da qual o Agrupamento deu conhecimento à Autarquia, na qualidade de entidade promotora.

Para o desenvolvimento profissional dos docentes, nas áreas científicas e didácticas, o Agrupamento concebeu um plano de formação interna, aberto a toda a comunidade educativa de que se destacam as acções: “Português Língua não materna”, “Nova terminologia linguística”, “Avaliação em Língua Portuguesa”, “Avaliação em Língua Estrangeira”, “Avaliação de Alunos”, “Doenças Sexualmente Transmissíveis”, “Substâncias Psico-activas”, “Aplicação da Lei 30/2002”, “Higiene e Segurança no Trabalho”, “Primeiros Socorros”, “Educação Sexual”, “Tecnologias de Informação e Comunicação”, “Porbase”, “Jogos Matemáticos”. 2.3. Diferenciação e apoios

As necessidades educativas de cada criança são identificadas pelos professores da turma, sendo depois analisadas em Conselho de Turma e em Conselho Pedagógico. O professor titular e o Director de Turma assumem um papel determinante na articulação entre estas estruturas e os serviços de apoio.

A preocupação com o sucesso educativo de todos os alunos reflecte-se num conjunto de medidas que incluem o recurso a pedagogias e formas de avaliação diferenciadas, à implementação de tutorias, atribuídas aos Directores de Turma, aos planos educativos individuais para alunos com N.E.E., aos planos de recuperação para alunos em risco, ao programa de Português para os alunos estrangeiros, aos planos curriculares alternativos e à criação de Cursos de Educação Formação. Para além destas medidas, no 2.º e 3.º Ciclos foram criados dispositivos de apoio complementar, como a Sala de Estudo, de frequência obrigatória e as actividades desenvolvidas no Plano de Combate ao Insucesso na Matemática e no Plano Nacional de Leitura. Os Serviços de Apoio e Orientação são constituídos por uma Psicóloga, a tempo inteiro, que pertence aos quadros da Direcção Regional de Educação do Alentejo, por um Psicólogo da CERCIDIANA, que dispõe de três horas semanais, e por três docentes de apoio educativo. A Psicóloga desenvolve trabalho em diversas frentes: orientação vocacional dos alunos do 9.º ano (79 processos), apoios educativos (217 processos activos de um total de 435) e acções de formação para a comunidade educativa. Os apoios e os serviços de Psicologia são, manifestamente, insuficientes para responder a todas as situações que requerem intervenção, sendo necessário recorrer a algumas parcerias, nomeadamente à CERCIDIANA, à Associação de Paralisia Cerebral de Évora, à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e ao Hospital Distrital de Évora.

2.4. Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem

As componentes activas e experimentais, bem como as dimensões culturais e sociais estão incorporadas na oferta educativa do Agrupamento. “A educação para a cidadania” constitui uma das áreas fortes do Projecto Educativo, estando presente nas actividades de enriquecimento curricular do 1.º Ciclo, na área de Formação Cívica e em diversas actividades, designadamente, nas reuniões trimestrais realizadas entre os delegados e sub-delegados de turma e os Coordenadores dos Directores de Turma.

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A dimensão cultural e a valorização do conhecimento e da aprendizagem, ao longo da vida, estão patentes nas actividades dinamizadas pela Biblioteca/Centro de Recursos, particularmente no âmbito da Língua Portuguesa, na realização de diversos projectos, alguns internacionais (“O meu lugar: Atlas da diversidade cultural”, “Eu quero contar-te”, “Rede de comunicação intercultural”, “Intercâmbios epistolares”, “Primavera da Europa”, “Intercom – Programa Língua 2”), na participação em concursos (“Matematíadas”, “Problema da quinzena”, “Jogo do 24”, “Sub 12 e sub 14” “REDEmat”) e nas actividades dos diferentes clubes existentes na Escola sede e em Escolas do 1.º Ciclo.

A dimensão artística revela-se na oferta formativa do Agrupamento, nomeadamente, na Educação Musical e na Educação Visual, para os 2.º e 3.º Ciclos; na Música e na Dança, que fazem parte das actividades de enriquecimento curricular no 1.º Ciclo; no Desporto Escolar, que constitui uma referência, sobretudo na modalidade de basquetebol; no Teatro, numa turma de 9.º ano, que conduziu à encenação de um espectáculo, no Teatro Garcia de Resende, com o apoio do Centro Dramático de Évora, Universidade de Évora e de uma professora da Escola Secundária Gabriel Pereira.

Os saberes práticos e as actividades profissionais são estimulados através de acções decorrentes dos Cursos de Educação e Formação, nomeadamente a deslocação à Escola Profissional da Região Alentejo, e pela realização de diversas visitas de estudo que proporcionam encontros com representantes de várias profissões. Na escola sede não existem laboratórios, contudo, a dimensão científica está presente nos 2.º e 3.ºCiclos, concretizando-se através de algumas actividades experimentais que decorrem em salas de aula adaptadas. O número elevado de alunos por turma e algumas limitações de material são, também, constrangimentos apontados, este domínio. A “Semana da Ciência”, aberta a todos os alunos das Escolas e Jardins-de-Infância do Agrupamento, constitui uma oportunidade de divulgação e de despertar os mais jovens para a ciência. O ensino experimental não é visível na Educação Pré-Escolar e, no 1.º Ciclo, assume maior significado nas salas de aula dos professores que frequentam a formação em Ensino Experimental das Ciências.

São adoptadas diversas estratégias de reconhecimento e valorização do saber e saber-ser, designadamente a exposição de trabalhos produzidos pelos alunos e a atribuição de prémios aos alunos que integram os Quadros de Valor e de Excelência e aos que apresentam melhores desempenhos no concurso “Matematíadas”.

3. Organização e gestão escolar

3.1. Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade

A elaboração do Projecto Educativo, em vigor para o triénio 2005/08, decorreu da auscultação à Comunidade Educativa, tendo todo o processo sido dinamizado pelo Conselho Pedagógico. As prioridades constantes naquele documento situam-se ao nível relacional, pedagógico-didáctico e administrativo-financeiro. Os objectivos definidos procuram dar resposta às cinco finalidades estabelecidas.

O Projecto Curricular de Escola, tendo em conta as prioridades, os objectivos e as finalidades do Projecto Educativo, contempla áreas temáticas da dimensão local do currículo. O Plano de Actividades, encarado como um plano de acção estratégico, visa a concretização do Projecto Educativo, implicando a participação dos Conselhos de Turma, de Ano e de Docentes, dos Departamentos e de outros intervenientes.

A gestão do tempo escolar orienta-se por critérios pedagógicos, tendo o crédito horário da Escola, de sua responsabilidade, sido atribuído, nos 5.º e 6.º anos, à Língua Portuguesa e nos 7.º, 8.º e 9.º anos, respectivamente, à História, às Ciências Físico-Química e às Ciências Naturais.

O Estudo Acompanhado funciona como reforço à Matemática, existindo um trabalho articulado entre os docentes de Língua Portuguesa e de Matemática. Em relação à Área de Projecto, foram feitas propostas aos alunos, para a dinamização do projecto “Olho vivo na Escola”.

3.2. Gestão dos recursos humanos

Tendo em atenção a estabilidade do corpo docente, o órgão de gestão, na distribuição de serviço, obedecendo ao princípio da flexibilidade, considerou, como critérios na atribuição das turmas/grupos e das Direcções de Turma, a continuidade pedagógica, as características pessoais e profissionais dos professores e a relação por si mantida com os alunos e as suas famílias.

Os critérios para a distribuição de tarefas do pessoal não docente prendem-se com os interesses e competências dos funcionários, havendo alguma rotatividade sempre que o funcionamento das diferentes unidades do Agrupamento o exija. O acompanhamento do desempenho é feito pela Chefe dos Serviços de

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Administração Escolar e pela Encarregada do Pessoal Auxiliar, nos respectivos serviços. Relativamente a este aspecto, o Agrupamento confronta-se com alguns constrangimentos, tais como insuficiência de recursos humanos, a precariedade de emprego dos contratados e a ausência de formação profissional nos cargos de coordenação (Encarregado de Pessoal Auxiliar e Chefe dos Serviços de Administração Escolar).

A recepção aos novos docentes é feita na reunião geral de professores, com a apresentação do Agrupamento pelo Conselho Executivo, estando a cargo dos Coordenadores de Departamento e dos colegas, em geral, a sua integração. A todos é distribuído um folheto informativo sobre o funcionamento organizacional.

Decorrente da aplicação do Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública, foi sugerida a frequência de acções de formação aos funcionários que revelaram um desempenho menos satisfatório. A gestão por processos, nos Serviços de Administração Escolar, tem garantido uma maior eficácia e capacidade de resposta às solicitações dos utentes, facto que é por todos reconhecido.

3.3. Gestão dos recursos materiais e financeiros

Apesar de desenvolverem actividades no âmbito das ciências experimentais, das componentes tecnológicas, das TIC e da Educação Física, a escola sede confronta-se com algumas limitações de ordem física, relacionadas com a necessidade de se empreenderem obras de melhoria nos espaços laboratoriais de Ciências Físico-Química, no Bar e na sala de Educação Tecnológica, para além da criação do laboratório de Matemática. Contudo, tem-se registado um esforço na reparação e requalificação de espaços, nomeadamente, através de pinturas exteriores e interiores das salas de aula, da aquisição de materiais didácticos e da substituição dos quadros das salas de aula.

Não obstante o investimento realizado pela Autarquia nos Jardins de Infância e nas EB 1, constata-se a necessidade, nestas últimas, de Cantinas, Bibliotecas e Salas Polivalentes, à excepção da EB 1 do Rossio. O prolongamento das actividades escolares ao nível da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo, concomitantemente com a diminuição de recursos humanos, tem exigido por parte do Agrupamento um esforço suplementar na manutenção e na limpeza dos espaços e equipamentos.

A todos os alunos é prestado o devido acompanhamento no acesso aos recursos, espaços e equipamentos. A Assembleia definiu as linhas orientadoras para a elaboração do orçamento, tendo em conta as actividades constantes do Plano de Actividades, as quais se encontram orçamentadas. Num trabalho de colaboração estrita entre a Assembleia, o Conselho Executivo e o Conselho Administrativo, e numa política de contenção orçamental, o Agrupamento conseguiu transformar em positivo, o resultado negativo da gerência anterior. Para além das verbas provenientes do Orçamento de Estado, o Agrupamento gera outras receitas que advêm da participação em projectos, em concursos e do aluguer do Ginásio e de outros espaços.

3.4. Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa

Os pais e encarregados de educação, constituídos em Associação, estão representados no Conselho Pedagógico e na Assembleia, embora a sua participação neste último órgão não tenha vindo a ocorrer. Nas reuniões efectuadas no início do ano lectivo, com uma percentagem elevada de participação, tomam conhecimento do Regulamento Interno e das iniciativas e estratégias do Agrupamento, para a consecução do Projecto Educativo.

Os Directores de Turma e os docentes titulares de grupo/turma mantêm um contacto próximo com os pais/encarregados de educação, disponibilizando-se para os receber, quer nas horas de atendimento quer em horário pós-laboral. Os representantes dos pais/encarregados de educação dos alunos do 1.º Ciclo reúnem, uma vez por período, com o Conselho Executivo e os dos 2.º e 3.º Ciclos têm assento no Conselho de Turma. A participação dos pais/encarregados de educação na vida da Escola é mais expressiva na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo. Embora incentivados a ajudar os filhos e a acompanhar o seu percurso escolar, nos 2.º e 3.º Ciclos, nem sempre o Agrupamento obtém o envolvimento desejado.

A Autarquia está representada na Assembleia e colabora com o Agrupamento na cedência de transportes, no apoio a visitas de estudo e na implementação e desenvolvimento das actividades extra-curriculares. A Câmara Municipal de Évora apoiou a publicação de um livro de autoria dos alunos da E.B. 1 do Bairro da Câmara, presta apoio técnico, aos Jardins de Infância e às Escolas do 1.º Ciclo, no que se refere às TIC e colabora no âmbito dos Projectos Comenius e Ciência na Escola. Os alunos do Agrupamento participam no projecto “A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas”, da iniciativa da edilidade. Ao nível da Educação Pré-Escolar e do

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1.º Ciclo, as Juntas de Freguesia fornecem materiais de expediente e de limpeza e procedem à conservação dos espaços exteriores.

Cooperam, ainda, com o Agrupamento, o Centro Dramático de Évora, a Polícia de Segurança Pública, o Centro de Competências CRIE, da Universidade de Évora, a Associação de Amigos da Criança e da Família - “Chão dos Meninos”, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e o Centro de Saúde de Évora.

3.5. Equidade e justiça

Os responsáveis do Agrupamento e das diferentes estruturas pautam-se por princípios de equidade e justiça e, revelando uma especial atenção pelas características individuais de cada aluno, procuram que todos tenham as mesmas oportunidades na inserção das turmas, no acesso a actividades experimentais, aos clubes e aos projectos em que o Agrupamento está envolvido.

A criação do Projecto “Português, língua não materna”, de frequência obrigatória, exprime a preocupação pela integração cultural e social na realidade nacional de alunos oriundos de treze países diferentes. De igual forma, a criação de turmas de Percursos Curriculares Alternativos, dos Cursos de Educação e Formação e dos Cursos de Educação de Formação de Adultos, bem como o trabalho articulado entre o Conselho Executivo, os Conselhos de Turma e os Serviços de Psicologia e Orientação para responder à multiplicidade de casos de alunos com problemas de aprendizagem e emocionais e com necessidades educativas especiais, espelha uma postura de discriminação positiva e de aceitação da diferença.

4. Liderança

4.1. Visão e estratégia

O Órgão de Gestão, num trabalho articulado com a Assembleia, com as outras estruturas da escola e com a equipa de avaliação interna, definiu, numa visão estratégica, as suas finalidades e objectivos enquadradas no lema “A Escola educadora, na cidade educadora”, apostando forte num processo de auto-avaliação, promotor da melhoria do desempenho global do Agrupamento.

Procurando ser atractivo e mobilizador, o Agrupamento diversificou a sua oferta educativa e participa em vários projectos europeus, numa estratégia de prevenção do abandono escolar, de promoção do sucesso educativo e de satisfação das expectativas de alunos e de pais/encarregados de educação.

Todos os interlocutores expressaram que a imagem pública de qualidade do Agrupamento é atestada, nomeadamente, pela elevada procura dos alunos, pela mobilização pedagógica, pela utilização das TIC, pelo profissionalismo do corpo docente e pelas parcerias e protocolos estabelecidos.

Os documentos estruturantes do Agrupamento, coerentes entre si, reflectem a visão do Agrupamento e são orientadores dos planos e estratégias implementadas.

4.2. Motivação e empenho

Os responsáveis de topo do Agrupamento e das diferentes estruturas conhecem bem a sua área de acção, as competências que lhes estão cometidas e responsabilizam-se pelas suas acções, num trabalho prospectivo e concertado, visando o alcance dos objectivos do Projecto Educativo.

O Conselho Executivo, exercendo uma liderança forte e numa perspectiva de flexibilidade organizacional sustentada, promove a articulação entre os vários órgãos do Agrupamento e estimula os diferentes elementos da comunidade escolar a assumirem as suas competências, valorizando o seu desempenho e a aceitarem novos desafios, na senda da qualidade de uma escola dinâmica e empreendedora.

A Assembleia, na sua acção fiscalizadora, procede ao acompanhamento das actividades desenvolvidas no Agrupamento, à definição das linhas orientadoras do Orçamento, emitindo recomendações para o Conselho Executivo e para outros órgãos da escola, pugnando, ainda, por um controlo férreo das despesas e da aplicação, com rigor, dos recursos existentes.

4.3. Abertura à inovação

O Agrupamento, num espírito de abertura e de mudança, persegue a inovação, procura novas oportunidades que lhe permitam trilhar caminhos de excelência e proporciona aos alunos outros horizontes, através de

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experiências diversificadas e aprendizagens activas, sendo disso exemplo, a multiplicidade de projectos que desenvolve e em que participa, designadamente: Programa de combate ao insucesso na Matemática, Plano Nacional da Leitura, Projecto de Ciência na Escola, Projecto de Educação para a Saúde (pioneira na Educação Sexual), Projectos Comenius, E-twinning, Atlas da Diversidade e Rede Nacional das Bibliotecas Escolares. Dinamiza, ainda, os Clubes Solidário, de Informática, de Gravura, de Fotografia, de Matemática para a vida e do Brinquedo de madeira.

Também investiu no alargamento de redes de comunicação, tendo implementado a afixação, na sala de professores, dos resumos das Actas do Conselho Pedagógico e da Assembleia e promovido a criação de contas de e-mail para todos os docentes, não docentes e alunos do 9.º ano e da página da Internet com Intranet, o que possibilita a consulta de registos biográficos e das ementas. É um Agrupamento certificado como ENIS, isto é, “European Network of Innovative Schools”, o que lhe aporta algumas responsabilidades no âmbito da utilização das TIC. Para divulgação das suas actividades, edita o Jornal “Andamentos”.

4.4. Parcerias, protocolos e projectos

O Agrupamento, manifestando uma dinâmica própria e recorrendo ao meio em que se insere, com o objectivo de favorecer e mobilizar os alunos, celebrou protocolos de colaboração com o Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende, a Associação de Gravadores de Évora, Câmara Municipal de Évora (cedência do pavilhão gimno-desportivo Universidade de Évora (acolhimento de estágios pedagógicos, cedência de espaços para acções de formação e parceria no projecto “C3- Crescer com a Ciência” e na utilização da plataforma Moodle), Cercidiana, APPACDM (integração de alunos com Necessidades Educativas Especiais), Cruz Vermelha, empresas locais (acolhimento de alunos em actividades funcionais de ligação à vida activa e estágios profissionais da turma T3 do Curso de Educação e Formação) e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (impressão do Jornal “Andamentos”).

Conforme foi mencionado, o Agrupamento participa em projectos nacionais e internacionais, como mais uma estratégia para responder às necessidades e aos problemas educacionais com que se defronta e de granjear visibilidade e reconhecimento.

5. Capacidade de auto-regulação e melhoria da escola 5.1. Auto-avaliação

Neste Agrupamento, as práticas de auto-avaliação são uma realidade, desde os anos noventa. Tendo estado envolvido nos Projectos “PEPT 2000” e “TEIP”, deles colheu mais valias que lhe permitiram encetar um processo auto-avaliativo, cuja coordenação, presentemente, é da responsabilidade do grupo AVAL.I.A.R, já referido no ponto 1.1. deste Relatório.

Este grupo é constituído por uma educadora (a Vice-Presidente do Conselho Executivo representante da Educação Pré-Escolar), um professor do 1.º Ciclo, dois professores do 2.º Ciclo, três professores do 3.º Ciclo, a Presidente da Assembleia, a Psicóloga e a Presidente do Conselho Executivo.

Atentas as propostas de avaliação interna dos Conselhos Executivo e Pedagógico e da Assembleia, o grupo definiu o trabalho a realizar, cabendo-lhe a dinamização e coordenação da Avaliação Interna, bem como a criação dos instrumentos de avaliação, nomeadamente, questionários, grelhas e entrevistas a aplicar a alunos, a professores, a funcionários e a pais/encarregados de educação.

No presente ano lectivo, a avaliação incide nos Resultados, no Clima de Escola, na Segurança e no Cumprimento Programático, tendo já sido estipulados os indicadores a observar, no final do ano lectivo, na avaliação a realizar pelo Conselho Pedagógico. O tratamento dos dados dos questionários será feito, também no final do ano, por uma equipa externa à Escola. À data desta intervenção, já tinham sido recolhidos alguns elementos, de que se destaca os referentes à avaliação das condições higiénico-sanitárias da cantina e à análise das situações de insegurança do Agrupamento.

Os resultados da avaliação interna, referentes ao ano lectivo de 2005/2006, foram divulgados a toda a comunidade escolar, em momentos e formas diversificados: em reunião geral de professores, no início do ano lectivo, ao Conselho Pedagógico, à Assembleia e em reuniões com o pessoal não docente.

De cada área de avaliação foi elaborado o respectivo relatório, contendo, para além do tratamento estatístico, as conclusões e as propostas para debelar os pontos fracos identificados, visando a melhoria do desempenho do Agrupamento.

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5.2. Sustentabilidade do progresso

A taxa de sucesso alcançada, a estabilidade e motivação do corpo docente, o ambiente propício à aprendizagem, a abertura à inovação e à mudança, a articulação com diversas entidades e a liderança forte, agarrando os desafios e vencendo barreiras, são pressupostos da realização de um progresso sustentado. Por outro lado, a aposta na diversificação da oferta educativa, mobilizando recursos e meios, a obtenção de verbas, através da candidatura a vários projectos e concursos, o controlo das despesas e o saneamento da situação financeira, bem como a atribuição a docentes, de crédito horário, de forma a possibilitar a coordenação e a dinamização da multiplicidade de projectos em que estão envolvidos, revela a dinâmica do Agrupamento e a capacidade para incrementar a sua autonomia na gestão dos recursos, no planeamento das actividades educativas e na organização escolar.

Na senda da qualidade do desempenho organizacional e, consequentemente, dos resultados escolares dos alunos, o Agrupamento tem sabido aproveitar e tirar partido das oportunidades que lhe surgem. Conhece bem os seus pontos fracos e possui uma estratégia de melhoria, mas, no seu entender, a falta de autonomia condiciona a afectação e a gestão de recursos.

V – Considerações finais

A Escola apresenta um conjunto de pontos fortes, dos quais se destacam:

- A monitorização da actividade do Agrupamento e dos resultados dos alunos;

- A articulação curricular nos Conselhos de Docentes de Ano e Nível e em todos os Departamentos; - A participação em projectos de âmbito nacional e europeu e a celebração de protocolos de cooperação com diversas instituições e entidades;

- A diversificação da oferta educativa como estratégia de combater o insucesso e abandono escolares;

- A experiência de supervisão e acompanhamento da actividade lectiva, em regime de voluntariado, com a observação de aulas entre pares;

- A política de inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais e dos oriundos de outras nacionalidades;

- A visão estratégica patenteada pela Assembleia e o Conselho Executivo e o empenho dos docentes. A estes pontos fortes contrapõem-se algumas debilidades, designadamente:

- A articulação pedagógica vertical;

- A ausência de formação específica da Chefe dos Serviços Administrativos e do Encarregado do Pessoal Auxiliar da Acção Educativa.

O Agrupamento apresenta algumas oportunidades para um desenvolvimento sustentado:

- A diversificação da oferta educativa, com a criação de Cursos de Educação e Formação e de Educação Formação de Adultos;

- A consolidação do processo de auto-avaliação interna. Contudo, confronta-se com alguns constrangimentos:

- As deficientes condições físicas de alguns equipamentos e instalações; - A insuficiência de recursos humanos ao nível do pessoal não docente;

- A incapacidade de resposta, por parte dos Serviços de Psicologia e Orientação, face ao elevado número de situações que requerem a sua intervenção.

Referências

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