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Comércio exterior e meio ambiente no contexto das relações norte-sul: notas preliminares

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(1)

,,"~FUNDAÇÃO " GEI'ULIO VARGAS

BmLIOTECA MARIO HENRIQUE SIMONSEN

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA CENTRO DE ESTUDOS DE ECONOMIA E GOVERNO

LIA VALLS PEREIRA

TEXTO PARA DISCUSSÃO. - CEEG

nO

5

COMÉRCIO EXTERIOR E MEIO AMBIENTE NO CONTEXTO DAS RELAÇÕES NORTE-SUL: NOTAS PRELIMINARES

11ll1\RE

CEEG

TD 5

(2)

FUNDAC~O

GETULIO VARGAS

INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA

CENTRO DE ESTUDOS DE ECONOMIA E GOVERNO

Praia de Botafogo, 190, sala 1114

22253-990 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: 551-5245/551-3149

TEXTO PARA

DISCUSS~O

- CEEG No 5

COMERCIO EXTERIOR E MEIO AMBIENTE NO CONTEXTO

DAS RELACOES NORTE-SUL: NOTAS PRELIMINARES

L ia <Ia]]::; Pere ;ra:fl

*

Chefe do Centro de Estudos de Econo.ia e Governo da Fundação Get'll ia Vargas- CEEG/IBRE/FGV e Professora da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro •

• U~a primeira versão desse artigo foi preparada para a Conferência sobre 'Colércio Internacional, Desigualdade e Meio Albiente' patrocinado pelo IBASE. Angra dos Reis i - 3 de dezembro de 1993.

(3)
(4)

I N D I C E

" 1 0 - IN"rROI)IJÇf'tO ... 1

I }

'1

"1

2 - A

I~ELAÇ~O ENTI~E COMr.:I~CIO EXTEI~

IOH E MEIO AMB lENTE ••.••••••••••

1.

3 - A

QUEST~O

AMBIENTAL NA

RELAÇ~O

NORTE-SUL

•••••••••••••••••••.••

15

4

-

CONCLUSOES E RECOMENDAÇOES DE POLITICA ••••••.•.•••••••••••••••

22

rt

' l

BIBLIOGRAFIA

.. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .... 32 !) f ) I } ,..." / ) ' ) '1 f ) n. ' \ . ' \ '1 í

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(5)

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. ""'l I ) "l íJ i

1 -

INTRODUC~O

Nio hi controvirsia quanto à I.lm p :~.d I~ àCI d 12 desenvolvimento econômico auto-sustentável entre paises d':;;:'sE'nvo I v i dos

(PDs) e países em desenvolvimento (PEDs). Existe, porim, uma s~rie de contenciosos quanto à forma de alcançar esse obJet ivo.

Em

especial. quando se analisa o uso de politicas de comircio exterior como

indutoras de mudanças nas normas ambientais.

Essas notas visam contribuir para este debate atravis da an~lise

das principais quest6es suscitadas por diversos autores sobre esse tema. Na primeira seçio sio destacadas as principais relaç6es entre comircio exterior e meio-ambiente. Na segunda seçio discute-se o 11S0 de politicas comerciais com fins ambientais no contexto das relaç6es Nor t e-SI.11 • Finalmente sio apresentadas as principais conclus6es

algumas recomendaç6es de política econ8mica •

/)

2 - A

RELAC~O ENTRE COM~RCIO EXTERIOR E MEIO AMBIENTE

Do ponto de vista tedrico, a rela~go entre comircio exterior e

meio-ambiente pode ser anal isada a part ir de diversas perspectivas.

A primeira ~ atravis da identificaçio do meio-ambiente como fator de produçio. al~m dos tradicionalmente considerados (terra, trabalho e

capital). O preço dos serviços ambientais será entio determinado pela

(6)

2

::,:\ C ap ~~oc i d <3od ,~o dos países de assimilarem em

::':\mb i ,;:on t ::lo i o;; , I~o;;o::o i 1\\ ,

físicas do meio-ambiente e t,~cn()lóg i co':;

influenciam na qualidade da oferta dos servi~os ambientais.

d="o demanda, nível de renda e preferências dos consumidores sio os

principais determinantes. Nat loll~a lment e que o preço dos serviços

ambientais irá variar entre os países e ser~, portanto, Junto com as

dotaç6es convencionais dos fatol~es, um fator de determinaçio na

estrutura de vantagens comparativas no com~rcio internacional (Pearson

1992 , p g. 7 ) . Duas conclus6es emergem dessa análise.

A primeira se refere ~ distorç6es nos fluxos de com~rcio

associadas a nio internalizaçio dos custos ambientais nos preços dos

prod1lt os. Os países que nio realizam essa internalizaçio estariam

obtendo um ·subsidio i mp I í c i to· , na medida em que outros países

incorporam esses custos nos preços de seus produtos. Em outras

palavras, os países podem obter vantagens comparativas ·esp~rias· no

com~rcio internacional por desconsiderarem o meio-ambiente, como fator

de produção. Nesse sentido, a regra de internaI ização dos custos deve

'\ ser universal como forma de remover as distor~Ses causadas por fatores

ambientais no com~rcio internacional.

Por outro lado, como as dotaç6es ambientais diferem entre os

pa i o:;es, que visem equal izar internacionalmente os custos

ambientais se~iam ineficientes e fonte de perdas para o comircio. O

que sugere que a estimativa dos custos ambientais deva ser feita ao

(7)

3

externaI idades transfronteiras e, logo. exigem cálculos do ponto de vista global.

A segunda perspectiva privilegia quest6es associadas aos

de induçio de melhoria ambiental, através de polfticas comerciais.

d:~. tt.~ o I' i a. das d ist~")n;ões domÉst i C::3.'::. no

internac ional. Assim, argumenta-se que barreiras ~s importações sio

ineficazes para solucionarem danos à ind~stria domÉst ica. Nâo fÉ: o

(a.s que causa o dano,

associados ~ produçio ou ao consumo interno. Da mesma forma, diversos

autores argumentam (Low e Sadafi 1992, Sorso 1992) que os problemas

amb i enta i·s nio sio causados pelo comÉrcio p - , POI't ant o. 1'>2querem

polrticas especfficas para esse fim. Logo, l.lSO dE'

protecionistas como vefculo de melhora do meio-ambiente sei' iam ineficazes.

Essas considerações gerais esclarecem, em certa medida, formas de

tratamento do tema meio-ambient~ e comÉrcio i 11 t el' 11 ::1.1.: i 011 ::3.1 • Não

' l obsta.nte·, :~.lgllns Qlltl'OS '21o;'m'2I1tos mer'2cem sei' <3.p I' ';'C iad,;:)·;:,. / )

' l

Inicialmente i necessário dist inguir entre problemas ambientais transfronteiras e os restritos aos espaços econômicos nacionais. O pr i me i 1'0 C<3.SO o:i:, por exemplo, o de emissão de gases que provocam o

::;1. quec i men t o g 1 ob <3.1, como o·s c 101' o f ll.lor c <3.1' b :~.n '2t o·:· (CFC).

acordos de cooperaç~o internacional sio prefer(veis, como o Protocolo

de Montreal que regula o CFC e prevê mecanismos de sanções co~erci a is.

(8)

4

que fa~am inte~nacionalmente aceitas pelos memb~os

signat~~ios do P~otocolo nia geram polimica, em princfpio.(il

Out~as questSes su~gem, porim. quando nia há consenso que os

p~oblemas sejam de ca~áte~ nitidamente de natu~eza global.

,

.

-

-,

ponto, se iniciam as dive~g&ncias. De uma. fOI~ma. I?:>~tl'emad:a.,

podem ser englobadas em dois grupos. Os que consideram que qualquer questio ambiental g 1 ob :a.l •

o

acervo de ~ecu~sos ambientais ~ da humanidade e, logo, sio Justificadas quaisquer medidas

pa~a prese~vá-Io. As sanç6es comerciais se~iam uma fo~ma eficaz de

assegu~a~ o desenvolvimento auto-sustentável. Por out~o lado, há os

que entendem que a demanda po~ padr6es mais ~r9idos de controle ambiental 1~

.

apen3.S uma fo~ma disfarçada de protecionismo: o

ecop~otecionismo.

Embo~a ainda existam alguns grupos que espelham essas posiç8es, a

1 iteratura sobre a relaçio com~rcio e me i o'-amb i e;·n t e desenvolveu-se bastante nos ~ltimos tempos. a.s

dive~g&ncias tendem a ser sob~e a efici&ncia de dete~minadas medidas e/ou interpretaç6es da natureza da ~elaçio com~~cio exte~ior e me io -amb i ente.

Uma divergincia se refe~E ao uso de normas para produtos e normas

(i) Segundo o GATT ambiente, sendo que sançio comercial.

e:-: i st em

.:=;.1\'1 17

no

127 acordos mult ilaterais sobre meio -desses estio p~esentes alguma fcwm::l. de

(9)

consumo. Em p I~ i n c í p i o ,

para consumo, ci natural

t:'

~}

Sp os países privilegiam determinadas normas

que coíbam importaçSes que nio preencham os

requisitos privilegiados. Um exemplo ci o nível de emissio poluente

dos au t omóvl~ i s. Nio obstante, alega-se que muitas vezes os paises

usam essas normas para fins de proteção à ind~stria dom~st ica e, náo,

por legítimas preocupaç6es de proteçio à sociedade. que

essa nio ~ uma dist inçio facilmente identificável, conforme sugere a

e~<pl.':'r i &nc i <:I. das f i t o·_·;;an i t::íx i :3.5 .

freq~entemente repet ida .:: , ;:lo harmonização des·;;a.s nOI~mas do

Código de Barreiras Ticnicas no GATT. Entretanto essa suscita

diferentes receios. De um lado, ambientalistas temem que

harmonizaçio seja centrada nos padr6es mínimos para que se obtenha 11m

acordo internacional, se nio houver firme determinaçio de privilegiar

os recursos ambientais. Por outro lado, os paises em desenvolvimento

receiam que a harmonização seja uma forma dos países desenvolvidos

imporem suas normas sobre produtos.

Observa-se gll€ a demanda por hal~mon i zação de normas t écn i cas não

se restringe ~ questio ambiental. De forma geral, essa harmonização

~ beneficiaria o com~rcio internacional, pois seria uma forma de reduzir

os custos de adaptação do produto, dada a fragmentação dos mercados

através de diferentes padrSes. Contudo, essa nio i uma solução

C I::>n sen Slla I .

o

mapa de preferincias de normas t~cnicas para produtos

configuração dos m~todos produtivos adotados. Há diversas formas de

(10)

6

suas expo~taç5es; logo sâo igualmente liv~es pa~a se adapta~em ou nio

~s exig&ncias impostas pelo pafs impo~tado~. Só que este a~gumento

i nco~~eto do ponto de vista da economia polít ica

PI~ i me i I~O, a 19I.1n·; pd., I·;:,es comandam mercados que sio conside~ados

vitais pa~a o dinamismo das vendas exte~nas de out~os pafses.

Segundo, a satisfação de algumas no~mas pa~a p~odutos só podem ser

~ealizadas at~avis da ut ilizaçio de dete~minados m~todos p~odutivos.

Logo, na p~~tica, existe uma ce~ta imposiçio de no~mas pelos países

que lide~am o p~og~esso tecnológico e respondem po~

significat ivas da demanda mundial. Sob esse p~isma a ha~monizaçio ~

uma ~eg~a deseJivel, por~m que embute dife~entes 8nus de adaptaçio

p al~ a os p:a. í ses.

Essa questio está presente igualmente quando se trata de normas

ambientais para produtos. Nio há muito sentido, po~ exemplo, em

adota~ normas que os próprios pa(ses em desenvolvimento nio possuem

condiç6es de implementi-Ias domesticamente. Conforme Sorso (1992, pg.

29) , o problema em muitos países pobres nio ~ a al.1s&ncia de altos

padr5es ambientais, mas a f~aca capacidade de implementJ-los ••• Como

dive~sos problemas ambientais sio especfficos ao local, os padr6es de

outros países serio provavelmente muitos altos ou muito custosos.'

Logo, excetuando-se casos em que comprovadamente as externaI idades do

consumo do produto me i o·-::'l.Inb i .::::.'n t ':;..

inte~nacional, nio hi um imperativo de adoçio universal de normas do

(11)

.1")

exte~nalidades causadas pelo p~6prio p~ocesso produt ivo. [ ,

C:3.S0,

,

I:=::· ma. i,::. fl~::lCO .'

que se p~oduzem nitidamente

externaI idades transfronteiras. 1011'1 icitamente ao se discut ir nOI~ma5

~elacionadas aos m~todos de produçâo estio sendo anal isados os

diferenci:~i':; de:' cu·:;tos E:, logo, <:l es t ,~ 11 t UI~ ::~. das

comparativas.

A

questio acima remete imediatamente pa~a a an~lise realizada

inicialmente sobre a incorporaçio dos ~ecu~sos ambientais, como fat Ol~

de produção. E, t eOI~ i c <3.men t €. , foi apontado que os custos de

internaI ização desses recu~sos dife~em entre os países, nio havendo

sentido em propor pad~6es unive~sais. Essa unive~salidade pressup6e

que os m~todos de produção sejam homog&neos entre os países, o que

contraria qualque~ ldgica de aproveitamento eficiente de fato~es

PI~odut i vos.

No imbito da Rodada Uruguai, houveram v~rias propostas pa~a

inclusio de normas de mitodos de p~oduçio no Cddigo de 8a~~ei~as

Ticn iC3.S. Entretanto, prevaleceu a concepção que os produtos

fOI~necem i 9 1.L:3.1 U til i d ad o~ não I' odem So~l~ d i sc ,~ i m in ado·:; a tlr ~.vi·:; d o,,' ':;o~U':;

mitodos p~odl.Ltivos. · Ressalta-se, porim, que a dist inção entre no~mas

pa~a produtos e pa~a mitodos de produçio nem sempre ~ f::3.O: i 1 men to,,·

d i s t in 9 I.L í ve 1 • Um exemplo ilust~a essa questão (Low e Sadafi 1992).

A Comunidade Eu~opiia proibiu importaç6es de ca~ne bovina dos

(12)

Sob esse p~isma, e~a o

consumo do plrodlJt o que plrovocava a e:-:t el"n::'I1 idade. Os Estados Unidos

Ir E:'Sp on d '~Ir a.m qll(~' :;'\.l,;.:'g :~ .• ;: âo ·;.:·m f i n's p I.Llr amEn t E:'

p~otecionistas, pois nio havia base cientffica pa~a essa.

pa1av~as, nio havia ~isco ao consumo humano e estava se discutindo

eram diferentes m~todos produtivos.(2) Logo, normas pa~a p~odutos

podem se~ intE:'rprE:'tadas como fo~mas indirE:'tas dE:' se impo~E:'m no~mas

para m~todos de produçio.

Um outro exemplo bastante citado na 1 iteratura ~ o da disputa

ent~e os Estados Unidos e o M~xico, a ~espeito da pesca de atum. Esse

exemplo nio só mostra a dificuldade de distingui~ entre os dois tipos

de normas, mas as diferentes inte~pretaçBes atribufdas ao papel do

GATT na questio ambiental. Antes ~ necessirio descrever quais os

principais artigos que norteavam o GATT na questio ambiental, qua.n,jo

ocorreu o contencioso. ESSE'S 'Selr iam:

a) a cliusula de naçio mais favorecida (Art igo I) que pro(be uso

discriminatório de polft icas comerciais em relaçio ~s fontes de

b) tratamento nacional (A~tigo 111) que requer tratamento nâo menos

favorivel ~s importaçSes em ~elaçio à produçâo dom~stica;

c) exceçôes ge~ais ao Acordo (A~tigo XX) sob dete~minados c~iti~ios.

Por essa cláusula, os pBlses podem adotar medidas que violem as reg~as

(2) Os Estados Unidos ap~esenta~am essa questâo ao GATT atrav~s do

(13)

9

básicas, desde que essas nio sejam aplicadas 'numa forma que constitua

um meio arbitrário 011 uma discriminaçio nio-justificável entre países

onde as mesmas condiçôes prevalecem ou uma restriçâo disfarçada no

c omel" c i o in t ';;;'1" n ::3. C i on ::3.1 " ,

o

r.11"t i go XX b) i no: 11.1 i m,:.:·d i da.s

pai" a. p I" ot eg 1:::1" ::3, saüd e h uman a., '5 <3.il d .::,:. <:I.n i ma. 1 E: o XX g)

acata medidas de exceçio relacionadas "à conservaçio dos recursos

naturais exauriveis se estas medidas sio implementadas em conjunto com

restriçôes à produçio domestica ou ao consumo'; e

d) o CÓdigo de Barreiras Tecnicas que trata das normas ao produto,(3)

Deve ser ressaltado, POI"em, que o Ccidigo nio especifica normas

tecnicas, apenas estabelece princ(pios que norteiam o uso dessas

normas de forma que nio sejam fontes de distorçio dos fluxos

comel"c i a i ':;,

Como essas regras foram aplicadas na disputa entre Mixico e

Est a.dos Un i d,::>s?

Em fE~Vel"~' i r o de 1.991., o Me:·: i co so'1 i c i t ou <:iO GATT o

estabelecimento de um painel sobre so'1uçâo de controv€rsias alegando

que o embargo das exportaçôes mexicanas de atum violavam as regras do

GATT. Os Estados Unidos responderam que as suas restriç6es eram

pautadas no Ato de Proteçio aos Mamrferos Marinhos de 197:?. que

estabelecia regras para pesca de atum que nio ameaçassem a mortandade

(3) Segundo informes do GATT, 378 not ificaçôes de cunho

foram realizadas entre 1980 e 1990, porem nenhuma delas foi

investigaç6es pelo Comit& de Soluçâo de Controv€rsias do

Entende-se que por iniciat iva dos prÓprios parses-membros,

:3.11'11:> i en t ::3, I

::3.1 'v'o d,;;,

(14)

dos golfinhos.(4)

o

painel do GATT decidiu que a alegaçio mexicana era procedente.

Mais especificamente, C> p<3,in':;,'l

questio relat iva ao m~todo de produçio. E, como a pesca se realizava

em águas territoriais nia pertencentes aos Estados Unidos,

'~ justificavam as restriçSes às importaçSes do produto.

Essa decisio causou grande revolta aos ambientalistas, que

passaram a vislumbrar o GATT, como um organismo contr~rio aos seus

i r1t er"esse':?'.

French (1993) expl ica as principais raz6es para essa revolta. O

painel nio dist inguiu entre questSes ambientais puramente nacionais

das que ameaçam os ·globais comuns - o oceano e a atmosfera. I~lém

disso, pautou em parte sua decisio na apreciação que a ausincia de um

tratado internacional sobre o assunto, reforçava uma preferincia

unilateral norte-americana. Segundo a autora, essa decisio abriu um

precedente que ameaça a procura por melhores padrSes ambientais,

·i

freq~entemente a a~io unilateral d .=:' ',lIl'1 P :::\ í '5 ,

respaldada por medidas comerciais contra outros, que eventualmente

induz ~ comunidade internacional a agir coletivamente" (French 1. 99:1,

pg. 14).

J~ segundo Sorso (1.992) a decisio do painel foi bem-vinda,

( 4) O M (:h< i c C. '1 ':; :~.'v' ::~,

lançarem as redes.

Ir ed 1.::":; •

~,1 O 1

r

i n h o '::;:, c o m Ç) i '::;:, C :,1, '::' I) ::U-:,1, (') 'oi, :::Ü ',L n ';::, :ê<,n t ':;"5 d .:=::'

L_o:] o} o':::' :::1 0'1. f i n h o'::' >::"1'-a,m t :~,mb ':;:'m c ::lP t ',lIr ::J,d

(15)

para pa(ses imporem seus próprios padrSes e valores sobre outros' (pg.

333) •

PI'" imeil~(),

podem adot c\l~ retaliaç6es unilaterais. Segundo,

medidas comerciais sejam a melhor forma de obrigar os pa(ses a

participarem de acordos comerciais. Nos casos em que os pa(ses

percebam que a sua ausincia do acordo significari a falincia desse,

pesaria o custo de nio acordo e o custo de participarem do acordo"

Algumas sugestSes tem sido apresentadas visando estabelecer 11m

quadro referencial que esclareça de forma mais apropriada a relaçio de

com~rcio exterior e meio-ambiente"

Arden-Clarke (1993) considera que uma das maiores fontes de

controvérsias na questio ambiental refere-se exatamente ao uso de

polfticas comerciais ou o 'protecionismo verde". Part indo da hipótese

que manter a proteçio ambiental e evitar o ·protecionismo verde" são

ambos objet ivos vitais, uma.

amb i ent e. Uma medida de 'protecionismo verde' 1 indJstria domést ica é

uma que fornece proteçio econBmica ( .:::. / 011 P o I f t i c a) :~.

doméstica, superficialmente por raz6es ambientais, mas que nio alcança

qllalqller ganho ambiental".

A d e f i n i ç

a

o :;1. C i IH anã o ~"\ u:-: i I i <:\ mil i t CJ. N ~~ o h <\ v e n cI o n i t i d a m e n t E:

(16)

12

supostamente solucionadas sem grandes tens8es. .::

.

. que

freq~entemente os pa fses valorizam diferentemente o que entendem por

ganhos ambientais. Ademais, como já observado, essa questio se torna

mais complexa quando se analisam m~todos produtivos com externaI idades

circunscritas ao imbito nacional.

Nio obstante essas consideraç6es, alguns exemplos citados pelo

autor ilustram melhor a dist inçio proposta.

do GATT ao permit ir restrições sobre recursos

exauríveis, exige que essas restriç6es sejam igualmente apl icadas

sobre a produçio ou consumo dom~stico. Ora, essa obrigaçio em relaçio

~ produçio dom~stica seria um desincentivo ~s ind~strias processadoras

do recurso natural. Por exemplo, restrições sobre as exportaç6es de

troncos de madeira na Indon~sia foram removidas após demandas da

Comunidade Europ~ia.

A

restriçio ajudaria a reduzir a taxa de

exploraçio nas florestas. Ao mesmo tempo, a proteçio ~ i nd~st Ir i c.

dom~stica permitiria de ma i Olr valor-adicionado

contribuiria para a diversificaçio da pauta.

Esse seria um exemplo em que a medida de restriçio às exportações

nio pode ser considerada como ' protecionismo verde', <:I.

regra do Art igo XX g) ex ige que o mesmo racionamento aplicado ~c

importaç6es o sejam em relaçi o i produçio dom~st ica.

( i 993) ".Ir 9 umen t

::3. que essa exig&ncia pode desestimula~ polfticas de

conservaçio do meio-ambiente . I~ hipótese do autor e

(17)

13

dos recursos exaurfveis pelos pafses em desenvolvimento. Logo

desejável eliminar essa condicional idade do a~t igo XX g) do GATT, pois

seria uma forma de ajudar os PEDs a transformarem sua base p~odut iva.

Parte-se do princfpio que

restri~Ses ~s exportaç6es de troncos de madeira nio se constituem em

ml~d idas dr.~· 'protecionismo verde', o que ~ çorreto. Entend'~'-sl::2 as

raz5es pelas quais existem as restriç6es como forma de proteçio ~s

exportaç6es de maior valor adicionado. Nio obstante, a questão não ~

eliminar as condicional idades impostas pelo Artigo XX g). Essas

garantem que as restriç6es sejam pautadas em preocupaç6es relativas ao

meio-ambiente e, nio apenas, por objetivos de polrticas de com~rcio

e:<t er i OI' • Logo, a melhor soluçio seria a negociaçio de uma i 'sl~no; io

sob a ~gide do Artigo XXV, que permite restrio;6es que violem as regras

do GATT, caso os pafses-membros a considerem deseJJvel. I] ponto

bás i co que' de :a. 1 guma's do nio

necessariamente a melhor solução. 1::--

,

ademais o próprio GATT pode

lidar com exceç6es.

Low e Sadafi (1992) sugerem que uma agenda positiva poderia ser

iniciada partindo-se do reconhecimento que a qualidade ambiental não

possui um valor infinito em si. Existem "trade-offs' que não podem

ser desconsiderados, como medidas de sanç6es comerciais para realizar

obJet ivos ambientais e possfveis ~erdas de emprego.

(18)

14

modelo de desenvolvimento sem custos de ajustamento, sio sugeridas

algumas diretrizes pautadas na I iteratura sobre o assunto:

a) se as externa1 idades ambientais precisam ser interna1 izadas ~

necess~rio que se explicite a natureza dessas. Considera-se esse um ponto importante. Em alguns casos, somente crit~rios cient (ficos nâo

solucion~m a questio de aval ia~io de custos e benefícios ambientais,

em especial. quando nio existem claras evidincias que os danos sio globais.

ou nio,

Ademais, se uma medida i considerada ·protecionismo verde" depende antes de tudo do grau de consenso dos países em relação i preserva~io de determinados recursos ambientais. Na

ausincia desse consenso, políticas comerciais at~ corretas do ponto de vista ambiental serio interpretadas como "ecoprotecionistas';

b) as externa1idades devem ser alvos dep01 rticas econ6micas, seja na forma de in~ernalizaçio de custos ou medidas regulatcirias. Nio obstante, deve ser reconhecido que as medidas adotadas pressup6em negociaç5es pol(ticas, pois há evidentes disparidades nas formas de

avaliaçio dos ·trade-offs· entre qualidade ambiental e

desenvolvimento;

c) deve ser considerada a dist inçio entre medidas coercitivas e indutoras.

o

pais que imp6e a medida coercit iva nio precisa analisar

se os beneficios da proteçio ambiental no país estrangeiro excedem os custos ambientais. Já medidas indutoras como oferta de tarifas mais

baixas para produtos que atendam aos requisitos ambientais, obrigam ao país impositor da medida a pesar os beneficios e os custos da medida;

(19)

---15

."" .-

,

d) a melhor soluçio para quest5es ambientais nio ~ o uso de polrt icas comerciais retal iat6rias, mas sim procura de acordos de cooperaçio

mIl I t i I a. t e I' a i s •

Essa agenda posit iya pode ser interpretada como contriria aos

anseios das demandas de grupos ambientalistas. I~l guns de·SSf':"S

consideram que a busca por internacionais em

controversas i uma forma de adiar as necess~rias soluç6es ambientais. Obsel'Y<3.·-se, imposiçio de sanç6es unilaterais pode garantir no m~ximo soluç6es de questSes especfficas.

porém, i uma adesio efet iya ~ procura de soluç6es que reflitam um modelo de desenvolvimento auto-sustent~yel. Por outro lado, i uma igualmente err8nea interpretar demandas por melhores padr6es de controle ambientais necessariamente como uma mera questio de competit iyidade ou de formas disfarçadas de protecionismo. Esses

·trade-offs·, porém, existem. E, exatamente pela exist&ncia desses e

pela diferente valoraçâo ambiental entre os pafses pautada

realidades empíricas distintas, 6 que, somente atray~s de cooperaçio i nt el'n,lC i onà.l , poderi se alcançar melhores níveis de qua.l idade

:~.mb i en t à.l •

3

-

A

QUEST~O AMBIENTAL

NA

RELAC~O NORTE-SUL

As consideraç5es anteriores igualmente se aplicam ao debate sobre

as relaç6es entre polfticas comerciais e meio-ambiente no contexto

alguns estudos procuram especificar os

(20)

--i t,

p~oblemas suscitados po~ esse tema.

I<epdto (1.993) pa~te da hipótese que nio existe a priori uma

~azio econ8mica pa~a que quest6es suscitadas pela polftica come~cial

ou pelo meio-ambiente tenham p~iofidade uma relaçio em outra, I~ 19l.1n '::"

estudos apontariam que os ganhos da libe~aliza~io comercial va~iam de

1% a 4% do PIe dos paises, sendo que os pe~centuais de pe~das (ganhos)

ambientais va~iam de ""'/ ...J " do PIS aus€ncia (presença) de

controles ambientais. Logo, a questão ~ detecta~ politicas ambientais .:;:. comel'c i o. i s que contl'ibuam posit ivamente para os

privilegiados po~ cada uma e que ao mesmo tempo tenham impactos

positivos sob~e o c~escimento dos paises.

Dessa forma, algumas politicas come~ciais pode~iam beneficia~ o me i o'-amb i ente.

A primei~a seria a reduçio do protecionismo a9~(cola nos pa(ses

d.?senvolvidos. Esse induz à explo~açio intensiva do solo at~avis de

p~odutos quimicos e conve~sio de eco-sistemas natu~ais em espaços pa~a

c 111 t i vo·:; • (5 )

A segunda seria a eliminaçio das ba~rei~as ~s exportaç8e5 de

manufatu~ados intensivos em mio-de-ob~a. Essas ba~~ei~as p~ovocariam

a intensificaçio de expo~taç6es intensivas em ~ecu~sos natu~ais e/ou

dos p~óp~ios recu~sos naturais pelos PEDs.

(5) Nota-se que pa~a alguns autores o efeito seria exatamente o

inverso (Sh~~bman 1993). A liberal izaçio agr icola leva à

e·:;p .?c i 0.1 i :.:::a.;: io E'.' lo::] ().' <3.0 uso m:ól. i,:; in t en s i ',,'() d.:;:- .:;:·n ('::'1' 9 i :3. <3. ti' a.vi·:. d ()

t~anspo~te, embalagem e p~ocessamento pa~a p~ese~vaçâo dos alimentos.

UrnreA

(21)

j.7

AI~m disso, o auto~ enfatiza que concess6es come~ciais aos PEDs em lug~~ de sanç6es comerciais seriam mais ben~ficas e gera~iam

possivelmente maiores ganhos ambientais e econ6micos.(6) D ::1. m ,,,. ·s m :::;.

seria aconselhável, no âmbito do GATT,

envolvessem trocas de concessSes sobre normas ambientais e temas, como

acesso

à

mercados, investimentos, prop~iedade intelectual e serviços.

Nio se questiona que as propostas do autor possam ser veículos

na

amb i enta.l. Antes pOI~ém, sel~ ia nec':=::··:;,s:,j.I~ io havei' 11m consenso nos POso

Em vários momentos os PEDs, quer seja em negociaçSes bilaterais ou nas

negociaç6es preparatórias para a Rodada Uruguai, procuraram vincular a

questio da dívida externa com acesso preferencial

eliminaçio de práticas protecionistas e nio obtiveram

Considerando-se, entretanto, que a demanda pela v;nculaçio entre

comércio e meio-ambiente parte de segmentos da sociedade dos PDs

talvez exista alguma possibilidade dessa estratégia obter algum êxito.

p'::>I~ém , sel~ d i f í c i I i mag i 113.1'

temas que sejam pautados exclusivamente por preocupaçSes ambientais.

o

mundo ainda nio é regido por uma nova ordem econ8mica int':::'I~na.c iClI1al

determinada pela lógica ·~~.mb i'2ntal ist:3.·, como desejariam a 1:=3un·s

Da mesma f O I'In a que algumas pcl rticas comerciais favoreceriam a

preservaçio do meio-ambiente, existiriam as políticas ambientais que

m~ t ()d o·,:·

(22)

t8

cont~ibui~iam pa~a o comé~cio inte~nacional"

dos paises que nia inte~nal izem os custos ambientais, a que do ponto de vista econ8mico s~ ~espeitada a hete~ogeneidade da

ambiental, ~ co~~eto. A questio bisica ~eside, entretanto. se os

PEDs

tem cond io;oe'5 dl::'- internaI izaxem €·sses CI.LstoS.

Deve haver adesio ao "pollute~ pa~s principIe" adotado, em tese, pelos paises da OCDE, em 1975.(7) Através desse principio os custos

ambientais devem se~ pagos em cada estigio do ciclo do produto po~

ou seja, as empresa.s. Essa foi uma forma que os

pa(ses da OCDE encont~aram para que nio su~gissem confl itos na presença de diferentes subsidias governamentais com fins ambientais concedidos ~s empresas. Dado que a elevaçio dos padrões ambientais era uma meta privilegiada, a concessio de subsidias governamentais poderia ser utilizada como veiculo de ganhos na est~utura das vantagens compa~ativas.

Segundo Repetto (t993), os bens intensivos em recu~sos naturais

teriam uma demanda inel~stica. Logo, a inte~nalizaçio dos custos pelas empresas nos PEDs se~iam pagos, (~m I.i 1 t i md. i n·;;tâ.nc i a, pelos

consumidores dos PDs. Esta gene~alizaçio, po~ém. nio se aplica a

quaIque~ p~oduto. Alim disso, a elevaçio dos p~eços pod~ induzi~ à

substituiçio de produtos antes considerados nia Iucrat ivos. Em t E'I~mos

dos objetivos ambientais os resultados sâo sat isfatórios, porim i 'sso

(7) 'Polluter pa~s principIe" significa o princ(pio que o poluidor paga.

(23)

---t9

nio significa que os PEDs mudem necessa~iamente seus mitodos de

PI'oduçio. Se o p~oduto nio fo~ destinado maJo~ita~iamente pa~a o

isso oc OI' I' ::"3., n::3.

h i pót ese ql.le o 'pollute~ pa~s p~inciple' apenas seja ut il izado pa~a atende~ a demanda dos PDs.

A adesio dos PEDs ao 'pollute~ pa~s p~inciple'~, em p~incipio

desejável. Nio obst ant E', h~ que se conside~a~ os casos em que essa

adoçlo possa criar problemas de eliminaçio de determinadas atividades

Oli de nlo i nduçlo à procura de melhores padr5es amb i en t ~~. i s •

Considera-se o primeiro caso mais grave, no contexto das relaç6es NOI' t e'-Sul • Quanto ao segundo, o problema associa-se ~ definiç6es de regras consensuais quanto ao 'trade-off' entre objetivos ambientais e

o espaço delimitado por escolhas nacionais de padr6es ambientais.

A WWF (1992) parte da hipótese que polfticas comerciais tem um papel centl'al na internaI izaçlo de custos locais 01.1 9 loba i s ambientais. Ressalta, por~m, que 'poucos, 01.1 nenhum, PEDs sio capazes

de arcar com os custos imediatos dessa açio (a internalizaçio dos custos), mesmo que entendam plenamente os efeitos ambientais adversos

de suas aç5es' (WWF 1992, pg. 3).

Sob esse prisma, o estudo da WWF igualmente privilegia concess6es

comerciais para os PEDs. E, tamb~m considera, que parte do mau uso dos recursos ambientais pelos PEDs deriya de quest5es suscitadas pelos paises desenvolyidos.

traduz em tarifas de importaçSes mais baixas para produtos primirios e

(24)

---20

mais altos para produtos processados; ::l tE'ndÊ'nc i:~. dE' '';11IJst itl.1ição de

P I~ od 11 tos n <3.t UI~ 3. i ':; POI~ P I~ od 1.1 t .:y.::. ·;:.intét i c 0::)'::. (b i ot ,~c n o I 09 i :~. ) ;

ao mE'io-ambiE'nte, mas que no curto prazo impl ica em pE'rdas de receitas

pal~a os PEDs); e, o protecionismo agrrcola.

Essas tendincias dE'primem o preço dos produtos PI~ imár- iO·5.

Paralelamente a não internalização dos custos ambientais acentua ainda

mais esta tendincia. Logo, na medida em qUE' os países perdem receitas

de exportaç5es são obrigados a intensificarem a exploração dos seus

recursos naturais. Conseqaentemente, a internalização dos custos

ser-ia benéfica, na medida em que elevar-ia os preços do produto.

o

problema, por~m, i que poucos PEDs tE'riam condiç5es de arcar

com os custos dessa internalização no curto prazo. I~lém disso, a

eleva~ão dos preços dos produtos prim~rios poder~ acelerar o processo

de adoção de tecnologias poupadoras de produtos prim~rios nos PDs.

São sugE'ridos, E'ntio, dois mecanismos:

a) imposição de sobretaxas pelos PDs sobrE' produtos cujos preços não

incorporem os custos ambientais, 01.1 seja .. quando não tiver sido

aplicado o ·polluter P a:-.i s P I~ i n c i pIe" • A rE'cE'ita das tarifas seria

repatriada para o pars Exportador qUE deveria ut il izá-la para melhor-ar o padrão ambiE'ntal; ,"" -,

b) criação de acordos multilaterais sobre mercadorias. Esses acol~dos

(25)

21

melho~ia do meio-ambiente.

As p~opostas, em princrpio, sio atraentes, po~~m suscitam alguns

p~oblemas. Primei~o, dado que os custos a serem internaI izados

dependem do grau de externaI idade que varia entre os parses, isto

impl ica que os PDs precisa~iam estudar detalhadamente cada caso para

apl icarem a sobretaxa. Como foi antes observado, a mera harmonizaçio

de normas de produto ou mitodos de produçio pode gera~ pad~6es

ineficientes de alocaçio de ~ecursos. Segundo, ~ um problema

gerencial. Em outras palavras, como assegura~ que a receita das

sobretaxas efet ivamente se destine à melhoria do pad~io ambiental. A

imposiçio dessas poderá gerar no curto prazo perdas de emprego E,

logo, haverá demanda para que os recursos sejam destinados, po~

exemplo, para pagamentos compensatórios.

Logo, considera-se que a proposta de uma sobretaxa ~ mais

factivel atrav~s de acordos mult ilaterais de cooperaçio. Esses

acordos devem definir metas de reest~uturaçio d,~ atividades

consideradas predatórias do meio-ambiente e incluir novos recursos que

atenuem os custos de ajustamento.

Quanto propostas de concessio privilegiada a.o mercado dos PDs

de produtos 'ecologicamente cor~etos' dos PEDs e que ajudem na

diversificaçio da p~oduçio e cont~ibuam pa~a o desenvolvimento

auto-sustentável, valem as ~essaIvas ~ealizadas anterio~mente. Talvez,

possa se~ negociado um Sistema Ge~al de Prefe~€ncias com fins

(26)

---ambientais.(8)

Em suma, as quest6es gerais entre pol ftica comercial 2

meio-ambiente sâo as mesmas entre PDs ou entre PDs e PEDs. A diferença

básica i que PEDs possuem POI1COS recursos e alternativas no midio

prazo para introduzirem grandes mudanças em seus métodos prod1lt ivos,

se nio houver alguma forma de cooperaçâo internacional.

Na década de 70, no espfrito da nova ordem econômica

internacional foi proposto um Código de Transfer&ncia de Tecnologia

ql1e permitiria acesso menos custoso às tecnologias dos PDs pelos PEDs.

A

negociaçio falhou, pois como relatou um participante norte-americano

·tecnologia i negócio e, logo, os governos pouco podem fazer (Pereira

1993). Nio se pode negar que algumas vezes os interesses ambientais

sejam capturados por quest6es relativas à problemas de competit ividade

e, logo, de Megócios. Resta saber, se e

.

verdade que a questio

ambiental i global, por definiçio, em todas as suas variantes, se os

governos dos PDs estaria dispostos efetivamente a cooperarem para 11ma

nova ordem internacional que viabil ize o desenvolvimento

auto-sustentável.

4 - CONCLUSOES E RECOMENDACOES DE POL!TICA

Ninguém questiona que o uso ou a ameaça de sanç6es comerciais

possa produzir os resultados desejados. A seçio 301 da legisla~io

(8) O Sistema Geral de Prefer&ncias e 11ma concessâo de tarifas mais

(27)

23

norte-americana ~ pródiga em res~ltados.(9) Dos 63 casos julgados

entre 1974 e 1991, 48 induziram 05 pa{ses a implementarem mudanças qUE

atendiam aos pleitos norte-americanos atrav~s da mera ameaça de

sanç6es e somente em 15 casos foram necessárias a aplica~io de retaliaç6es.

Certamente, a 8eçio 301 ~ o pior exemplo de demonstraçio do exercfcio de poder polrtico e econ8mico internacional. Mas ~ ineg~vel

que alcança os resultados desejados.

Do ponto de vista dos que defendem o desenvolvimento

auto-sustentável, seria esse o caminho a ser privilegiado?

A resposta ~ nio. Ameaças ou efetivas sanç6es comerciais podem

até mudar práticas predatórias ao meio ambiente. Nio obstante,

asseguram uma transformaçio geral das priticas produtivas para um

desenvolvimento auto-sustentável. Em especial, como no espfrito da Seçio 301, cujas retal iaçSes se dirigem à produtos nio-relacionados com a questâo em debate.CI0)

Apesar dessa afirmat iva, muitos ~odem argumentar que esse ~ o

~nico caminho disponfvel. Sob esse prisma, ~ freq~entemente defendido

(9) Através da Seçâo 301 ~ dado o direito ao Execut ivo norte-americano

de impor retalia;Ses comerciais em relaçâo à pafses que dificultam o

acesso de produtos, serviços ou invest imentos norte-americanos em seus

mercados e que nia forneçam adequada proteçia aos direitos de propriedade intelectllal dos residentes dos Estados Unidos.

(10) Por exemplo, as retaliaç6es norte-americanas por mot ivos de falta de Ilma adequada legislaçio sobre propriedade intelectual no Brasil

(28)

r

24

que as ~eg~as do GATT mudem pa~a acata~em as no~mas ambientais. Em

tesE, se os membros signatá~ios do GATT violam ~eg~as aco~dada5

·s:~.n,+E),~S o' painiis de soluçio

cont~ovi~sias decidi~em favo~avelmente ao pleito. Assim pode~ia seF

institufdo um Código sobre o Meio-Ambiente qUE pa5sa~ia a constar do

GATT.

Na Rodada U~uguai eSSE pleito nio foi atendido. Ressa I t ,,"l'-se,

po~~m, que o texto final aco~dado estabelece algumas di~et~izes sob~e

a questio ambiental. Destacando-se as seguintes:

a) no acol~do SObl~E' a cl~i~'iç:ão d::,. O~ganizaçâo Multila.t''''I~::3.1 d'2 Com€l~cio íE:

reconhecido que o c~escimento econ8mico e do com€~cio mundial deve ser

compatível com a p~ese~vaçâo do meio-ambiente e do desenvolvimento

auto-sustentável.

E

salientado, po~~m, que a busca desses objetivos deve ser alcançada respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento

econ8mico dos parses-memb~os;

fins ambientais, desde que essas nâo sejam fontes de discriminação dos fluxos de com€~cio. Pelo artigo 12 i ~econhecido o direito dos países em desenvolvimento de ~ecebe~em Tratamento Especial e Diferenciado na questio da harmonizaçio de normas. Em out~as palav~as, os pain~i5 de solução de cont~ov€~sias devem conside~ar que os PEDs nem semp~e

possuem condiç5es de cumpri~em dete~minadas ~egulaç6es; e

:;:l.c i onáv.=.· i s. Esses contemplariam . ~ . ::'l.ss I ·;.t'2nc 1:9.

(29)

atividades de pesquisa; programas de desenvolvimento regional; E: ,

adaptação de regulaç6es ambientais.

ambiental, mas nio se traduz em nenhuma medida efet iva.

representa altera~~o substancial em relaçio ao Código anterior. I~

mudança principal 6 que no novo CÓdigo ~ claramente explicitado que os

painéis de solução de controvérsias devam, c:3.S0 I'equ i si tados,

constituirem grupos consultivos de t~cnicos. E>sse's t~cn ico':;,

nio podem participar como representantes de organismos governamentais

ou não. Sob esse prisma, procura se preservar o car~ter t~cnico da

consulta.

A terceira diretriz ~ que efetivamente apresenta uma nova

regulação no imbito do

GATT.

são permitidos subsfdios para promover a

adaptação de atividades j i existentes (pelo menos em operação há dois

anos), na presença de novas regula~6es ambientais que impliquem em

8nus financeiros e operacionais para as f i n1)<1.s. I~S med i da.s de

assistincia devem, entretanto, respeitar certas restriç6es: i) não

podem ser recorrentes; i i) I imitada a 20% do custo de adaptação e não

podem cobrir despesas relativas de reposição e operacional do novo

in VI?S t i ml?n to; i i i ) devem ser proporcionais à redução planejada da

melhoria ambiental; ,=- iv) devem ser disponíveis para todas as firmas

que tenham que se adaptar às novas regulaç6es.

Entende-se que as restriç6es visam coibir formas disfarçadas de

'"

r'\ ·:;uiJ·:; f d i o·:;· ql.L€· n áo ':;1::;:' j ::1.m mo t i 'v':::l.d CI':; 1::;:':-::0: 111'::; i 'v'::'.ml::;:·n t,::;:, p e 1 o·::· c !.L':;. t o·s d 12

(30)

:~daptaçâo. [, a.do::;:m<'l. i s .. :;:1.0 ·F i ;.::a.l~ () mon t :".n b:: do '5llb ':~ í d i o i mp I::;d I,,' :3.

discriminação entre PDs e PEDs atraves das diferentes capacidades financeiras governamentais entre esses países.

o

problema e que para algumas at ividades empreendidas por

- garante que esse percentual seja adequado.

A PI~inl:ip:;.l que'5t ã.o é: para os PEDs uma

-

regulamentação mais clara sobre normas ambientais no

GATT

na fase

<) <3.t ua.l? "...

As negociaç6es sobre os direitos de propriedade intelectual (DPI) sugerem algumas reflex6es, a partir do caso brasileiro.

o

governo brasileiro resistiu fortemente à inclusão do DPI durante os três primeiros anos da Rodada Uruguai.

unilaterais do governo norte-americano, via Seçâo 301, e mudanças na própria condução geral da polít ica econ6mica brasileira reverteram a

posição do Brasil.

o

projeto do novo Código de Propriedade Industrial brasileiro, entretanto, nio atendeu plenamente os pleitos dos [stados Unidos. alguns desses pleitos, como o patenteamento não constam do texto acordado na Rodada. Isso contribuiu para o fortalecimento dos negociadores brasileiros perante o governo norte-americano. Sob esse prisma .. foi benéfico para o Brasil a inclusão do DPI no

GATT

.

(31)

harmonizaçio no tratamento da questio ambiental ao nfvel do GATT, dada

a disparidade de problemas suscitados por esse tema. Ad I~ma. i ':; , i ':·-:'0

s i ~I n i f i C ,,'I, Ir i::'\, u m ô n 11 ~;. e ;.~ c e s~; i v Co P c\ Ir ::\ C) s;. P E D s , p O i ~; P I" D V c'\ V E~ 1m e n t e ::<.

tendincia seria adotar regras dos PDs. Esses já estio muito mais

avançados nessa mat~ria e possuem maior conhecimento t~cnico para

respaldar as negociaç5es. Df?''';E: ';5'2'1'" lembrado que o tratamento

mult ilateral dos DPI data de 1883 quando foi real izada a Convenç~o de

P alr i s. Considera-se preferfvel, pOlr t <1.nt o, p Ir i

V i ll~ g i a Ir fÓlr'ln'::.

multilaterais especfficos sobre a questio ambiental, num plrimeilrO

moml~nt o.

o

grande atrativo do GATT oi: a possibilidade de legalizar as

sanç5es comerciais, o que nia parece ser um bom ponto de partida para

o debate sobre o meio-ambiente, em especial no contexto das relaç6es

NOlr t e-Su I . Logo, é prefer(vel usar o Art igo XXV que isenta os

pafses-membros de obrigaç6es do GATT. Essa isençio é adotada por uma maioria

de 2/3 dos votantes e com o requerimento que a maioria deva congregar

mais que a metade das PARTES CONTRATANTES. Nesse sentido, SE' OS

pafses realizam acordos multilaterais sobre controles ambientais nia

há conflito com o GATT, desde que esse acordo congregue grande parte

dos membros signat~rios. Mesmo qUE o n~mEro de pa(ses que pertençam

ao acordo seja pequeno, ainda assim é possível

esses convencerem aos outros membros que ni o serao penal izados

19'7'1). ob SE'lr va.d o, o GATT reconhece n OI" m:i:l.'';

(32)

28

Em suma, propSe-se que a procura por regras ambienta is deva se~

perseguida atravis de acordos mult ilaterais espec(ficos para essa

f i n:a 1 i d d.d I~· • [, c on·:; i d I~·I·· ::3. ····;:·12 ql.l'::'· i ·:~(·,·n (; ÔI~··:; ·:;.ob ::"!. é:] i d ,,,. do :".Ir ti!.;! o XXI) (::·m

questSes ambientais nit idamente transfronteiras nio suscitariam ml.lita

oposiçio no

GATTa

o

GATT

é por definiçâo um espaço de negociaçâo

1'01 (t ic:" .• Crit~rios cient(ficos podem ajuda~ a subsidiar essas

negociaçSes, mas certamente nio seria os ~nicos.

aumentar a consciência da importincia de um desenvolvimento

auta-sustentável, certamente tamb~m ir~ crescer a sensibilidade dos

negociadores para esse problema.

Um segundo aspecto enfatizado pelo texto refere-se ao problema da

harmonizaçio das regras ambientais. Considera-se que esse objet Ivo ~

err8neo, pois contraria at~ a própria eficiência no uso dos recursos

amb i en t a. i s •

o

próprio estabelecimento de normas ambientais mais

elevadas nos países desenvolvidos em relação i produtos e uso de selos

ecológicos ji sio de alguma forma canais indutores dessa harmonizaçio.

Um terceiro aspecto refere-se à normas

produção. Esse i um dos pontos mai~ controversos, p o i s su se i ta.

diretamente quest6es quanto ao problema da competitividade e da

definição do espaço soberano nacionai, quando nio se tratam de

problemas com efeitos ambientais transfronteiras. Privilegiou-se esse

aspecto nas relaç6es Norte-Sul ao se centrar a an~l ise no poss{vel uso

de sobretaxas sobre as importaç8es que nio internaI izam em seus preços

os custos ambientais.

(33)

--· 1

r'\

29

Uma das propostas analisadas sugere que a cobrança dessas

sobretaxas seja remet ida bilateralmente ou através da administraçio de

um fundo p<~.lr::;. 0':=· p::3.í·::.'I:;:·'=.,::,m dl,,··sl::,n',,'ol"/im,::,ntCi. A proposta parece

t ent adora I i OI p 1 i c i t a m e n t e t e Ir um C a n:\t e Ir C O O P e r a t i vo •

Não

mesmo supondo-se que os

recursos sejam dest inados corretamente para os fins supostos.

o

cálculo da sobretaxa deverá ser feito considerando-se as

caracteristicas especificas de cada pais, o que para ser viável

pressup5e o apoio de organizaç5es governamentais ou não-governamentais

da parte poluente. I~d m i t amos qUI::' isso seja possivel e que se estime

corretamente a sobretaxa. Deve ser considerado que entre o momento da

imposiçio da taxa e a transformaçio dos m~todos produt ivos poluentes

há uma defasagem. Se os custos forem substanciais ou se a atividade

depender fortemente do mercado externo haverio danos imediatos à

ind~stria e possiveis perdas de empregos. Logo, seriam necessários

recursos que compensassem inclusive essas perdas, se o objetivo ~ no

sentido de alterar a ind~stria e nio dizimá-la.

Ressalta-se ainda que a imposição de sobretaxas por motivos

subsidio) enfrentaria, no momento, problemas no GATT. JE'SS<3.

proposta impl ica na adesão do pais poluidor. Dado que o GATT nio

possui poder coercit ivo, um l",mlJ ::~.t iE: I::,n t I' E' 1.111'1 P D (E: 1.1In P 1::1:0, ml:::"5mo ql.Le

favcwável ao PED, limit::\ <:1 m::u~gelll elE' I'·esi::;i:êncic'. cio PED, adem2\ls SE:' o

mercado do 1'1) for importante para o PI:.D.(11) Nesse sent ido, um método

( i i ) h1::':l, d i sp I.L t ::3. I,,'n t Ir I:;:'

atum, mesmo o parecer

México e os Estados Unidos sCibre a

sendo favorável ao primeiro, o pais

p .,,"::; C ~'3. d,::;:, p Ir .:;:. f 1:;:'1' i I.L

(34)

3~)

que apa~entemente se~ia indutor, pode se to~nar coe~citivo sem a

explrcita adesio dos PEDs.

Uma forma mais simples e eficiente ser ia a transferência dp

~ecursos ou empr~stimos subsidiados para fins ambientais.

notar que nem todas as empresas sediadas nos PEDs necessita~iam desses ,~ ec 111'" sos • Além disso, como foi antes observado, mllitos PEDs possllem

regulaç5es ambientais sat isfatdrias, havendo problemas, porim, qua.nto

~ fiscalizaçio dessas. Seria mais inte~essante qlle os governos dos PDs e organismos internacionais de emprist imos negociassem com os governos dos PEDs a adesio ao princfpio do ·polluter pa~s principIe'. Essa adesio poderia ser condicionada ~ empristimos que visassem

atenua~ os cllstos de ajustamento e permitissem um melhor aparelhamento

do Estado para fins de fiscal ização. Paralelamente sugest6es de um Sistema Geral de Preferincias com fins ecoldgicos seria 11m i ncel1t i '.lO adicional para um modelo de desenvolvimento auto-sustentivel.

o

pensamento ambiental ista ~ global izante, mas o mundo ainda ~

/\. fonnado p Olr I::·st :3.d os·-Naçõ..-:·s ou 9 n.Lpos d(;o· Est ad o::)',;·-Naç oes que p ossu.E'm o.s

suas prioridades e competem no com~rcio mundial. Na etapa atual, após

o fim da Guerra Fria, as quest5es econBmicas passaram a ser os principais determinantes das ~elaçSes i nt ,,-:.,r n<3.C i ona i s.

diferenciado e mais favor~vel pa~a pafses em desenvolvimento nas negociações do GATT tendem

a.pI icá.vei·s ::~.os pa. f ses ;j 'E:sen 'v'O 1 v i m.~·n to ln'E'n o·:;

negociar com os Estados

negociaç5es sobre o NAFTA

Unidos, ainda mais para nio prejudicar

CNorth American Free Trade Agreement).

(35)

31

desenvolvido',;" • Do ponto de vista ambientalista, se as quest6es

ambientais s10 globais todos os parses devem contribllir para a sua

~-::.() ll.LI; 3.0, o

12qÚ i tat i "Ia., pois se tratam de parceiros desiguais. num

pensamento global caberia aos pa(ses mais ricos fazerem contribuiç5es

para o alcance da meta comum. Uso dp paI (ticas

, I

retal iatórias contrariam a concepçio global izante.

Considera-se que o desenvolvimento auto-sustentável ao trazer \

t on d. que :~. questio ambiental e um problema global

importincia da cooperaçio in t el~ n ac i on ;:l.l • ~ na busca de acordos

multilaterais, polfticas comerciais indutoras e nio coercitivas para

fins ambientais que devem ser procuradas as soluç5es.

essa cooperaçâo devem evitar os atrativos do uso da pol(tica comercial

(36)

32

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RELAÇ~O DOS TEXTOS PARA DISCUSS~O DA FGV/IBRE/CEEG

1) Federalismo Fiscal e Reforma Tribut~ria - Lia Alt Pereira e Carlos

Roberto lavalle da Silva - Dezembro/93.

2J Revendo a Atuaçâo do Estado Enquanto Empres~rio no Brasil -

Fernan-do Galvâo de Almeida - Dezemhro/93.

3) Infraestrutura, Produtividade e Crescimento: Urna Resenha - Pedro

Cavalcant i Ferreira - Jane iro/94.

4) O lOS e o Desenvolvimento Social nas Grandes RegiBes e nos Estados

Brasileiros - Maria Cecfl ia Prates Rodrigues - Fevereirc/94.

5) Corn~rcio Exterior e Meio Ambiente no Contexto das RelaçBes

(39)

N.Cham. PIIBRE CEEG TD 5

Autor: Pereira, Lia Valls

'Título: Comercio exterior e meio ambiente no contexto da

11111111111111111111111111111111111111111111111111 FGV-BMHS 00062223 40502 N° Pat.:1302/1994

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Referências

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