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Página 2
Sexta-feira, 6 de setembro de 1046
O GLOBO SPORTIVO
7
V-£•?¦
Embora,
sem
terem
participado da rodada
que passou Osvaldo e
Tuífy, conservaram-se
nos
primeiros postos,
(ingratos
primeiros
postos esses) dos gol
ei-ros vazados de 46. E'
esta a relação dos
ar-queiros
vencidos
ate
domingo:
Osvaldo
(Ipiranga),
com
34 goals;
Tuffy
(Comercial)
com
23
goals; Chiquinho
(Ju-ventus) com 31 goals;
Ciro (Fort. Santista) e
Ivo (S.P.R.), com 28
goals; Joãosinho
(Ja-baquara) com 25 goals;
joel (Santos)
com 19
goals; Gijo (S. Paulo
com 18 goals;
Casam-bú (Port. de Desportos)
com 17 goals;
Rddri-gues (Palmeiras)
com
14 goals; Jurandir
("Co-rintians) com 13 goals;
Aldo (S.P.R.), Mauro
(Jabaquara)
e
Elias
(Port. Santista) com 6
goals;
Bino
(Conn-tians)
e Pela
(Juven-tus) com 5 goals;
Lou-renço
(Comercial)
e
Zezinho (Santos>
com
3
goals;
e
Oberdan
(Palmeiras)
com
2
goals.
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* FABRICA S¥A©ilSMi *
- 'fhuR fpiE4)Ewco flLVflhunGa, 276 - s. pauto
I
I
tmmiimKfer^aMawmmtaaW'^^^JUIZ ES EM AÇÃO
1 • Os quatro jogos díi ultima roda. da tiveram a cllricâo cios seguintes juizes: Sào Paulo x Santos, Juao Etzel-, Corintians x Portuguesa de r>«\sporto6 Pedro Cattl; portuguesa Santista x S. P. R.. Waldemar La-cerda, e JabaqutU-a x Javenvus,
Bruno Nina.
-Com isso ficou sendo esta u lista dos árbitros em função no cara-peonato bandeirante:
João Etzel com 21 Jogos: Luiz Mattoso (Feitiços com 13 jogos; Arthur Cidrlm. om '.) jogos; V\al-demar Lacerda, cem a Jogos»; lio. doiío Wenzol, com 6 jogos: Petro Catll, com 5 iogos; Vítor Cnratu e i Aldo Bernardi. com 3 jogos; José 7Cruz Jaime JaTteiro, Arthur Ro-cha *e Durval Valente com 2 Jo-gos; José Mourr. Vi te o Bruno Lei-te, com um jogo.
Continua Leonidas na liderança «los «o-Icadoi-c», enquanto Tctxeisinha, quo Ital-xon lia tres rodadas pa*a o segundo posto, tem apenas em sua companhia Servilio e Mario Miranda. A re-lacao dos artilheiros bandeirantes esta as-sim formada: 1. ° — Lcfiiddas (Sao Paulo) com 11 goals; 'l ° — Telxelvlnha (S. 1'auio) Servilio (Corintians) e Mario Miranda (Portuguesa Santista) com 10 goals; !l°-Romcumnho (Comer-ciai) e Antoninho (Santos) com íl gíiala 40 — Nlglnho i-Tu-ventus) e CaXnuihrt (Santas) com 8 goals; 5,0 __ vinga 1 (Por-ttigueza de Desportos)¦Renato (Portnguftza de Desportos). ClrtU-dlo (Covluthlans) e Vicente (S. I» • «••) <*oni 7 goals; C> ° — Cabeção (Vpiranga) NesiS (Ypiranga) Tas-sarisiho CS. P. nh Remo (S. Paulo) Uai-tazar (Còrlnthlans)
Vacaro (Comercial)). Nininho (Portugueza de Desportos) e Pai-va (Portugueza 8an-tlstal com (> i;«Mils; 7.° Luizinho (São Paulo) Milani Còrlnthlans) kr.y (Coríntnians), Arthur (Portngueza de Desportos) «• Veso (Silo Pa»lo> fim 5 goals-,' 8.° — VIJadonl-ga. Osvaldinho, Viana, Ferrari e Silas l gonls >)o vipi Odair, Ma-• «ri, Tom Mix, Godói, (Conólua na pag. TA)
ARTIGOS DE ESPORTES
CASA.
L
18, Praça THradentes,
13
ABERTA ATÉ 22 HORAS
F0RADECAMP0 I...
Depois de uma pausn da trèa rçdadas sem nenhuma expulsar, voltou a se ia-zer ouvir domingo a ordem de "Fora dc Campo..." Dois íoram o» jogadores atln. gidos Renato, da Portuguesa de Despor-tos, è Nelson, do Juventus. A relação dos expulsos de campo reüno agora, por-tanto os seguintes nomes:
Romeuzinho (Comercial) e Rui (Sao Patilo), duas vezes; Agostinho 1 Comer-clall Photo (Portuguczn Santista), Go. dol (S.P.R.) Nico (Juventus), Vicente (S P.R.) Canhotlnho (Vulmelrns), Ma-rio Miranda (Portuguesa SJatvtlRtn), Pi-romb/i (Santos), Dacunto (Santos, Co-leste (S. P. R-), Nelsoa (Juventus) e Renato (Portuguesa de Desportos) — uma vez.
Passaram por mau- pedaços os dois líderes, na última ro-dada do certame paulista. No sábado o São Paulo "sofreu" para vencer o Santos por 2x0, com dois goals-contra, uni do zagueiro Artigas e outro do half Nenê. E no domingo o Corintians depois de estar perdendo por 1 a 0 venceu a Portuguesa de Desportos por 2 a 1, com um goal cm im-pedimento dc Servilio e ontro dc penalty.
l.o lugar; S. PAULO — 12 vitorias e 2 empates; 26 pon-tos ganhos e 2 perdidos; 45 goals pró e 18 contra. Saldo: i.° lugar: CORINTIANS — 13 vitorias c l derrota; 2G pontos ganhos e 2 perdidos; 39 goals pró e 18 contra. Sal-do: 21.
2.» lugar: PORTUGUESA DE DESPORTOS — 9 vitorias, 1 empate e 5 derrotas: 19 pon- , tos ganhos e 11 perdidos; 33 goals pró e 17 contra. Saldo: 16.
3." lugar: SANTOS — 7 vi-tortas, 3 empates e 5 derrotas; 17 pontos ganhos e 13 perdi-dos; 26 goals pró e 22 contra. Saldo: 4.
3.° lugar: PALMEIRAS — 5 vitorias, 3 empates e 5 derso-tas; 13 pontos ganhos e 13 perdidos; 17 goals pró e 16 contra. Saldo: 1.
4.» lugar: PORTUGUESA SANTISTA — 5 vitorias, 3 empates e 7 derrotas; 15 pon-tos ganhos e 17 perdido»; 25 goals pró e 34 contra. Defi-cit: 9.
4." lugar: IPIRANGA — 5 vitorias, 1 empate e 8 derro-tas; 11 pontos ganhos e 17 perdidos; 22 goals pró e 3-1 contra. Déficit: 12.
5.° lugar: COMERCIAL — 3 vitorias, 3 empates e 7 derro-tas; 10 pontos ganhos e 18 perdidos; 27 goals pró e 36 contra. Déficit: 9.
6.» lugar: JUVENTUS — 3 vitorias, 2 empates c 9 derro-tas; 8 pontos ganhos e 20 per-didos; 23 goals pró e 36 con-tra. Déficit: 13.
7." lugar: S.P.R. — 3 vito-rias, 2 empates e 10 derrotas; 8 pontos ganhos e 22 perdi-dos; 22 goals pró e 34 contra. Déficit: 12.
8.° lugar: JABAQUARA — 3 vitorias, 1 empate e 11 der-rotas; 7 pontos ganhos e 23 perdidos; 17 goals pró e 31 contra. Déficit: 14.
fr^^g^cmtwaaaaaaaaWmaav^AJB-^^ WWll
\i
l-.Prixima Rodada
^Estãoprogramados para a próxima rodada- do cam-H*onnto paulista (sétima do retsirno) os seguintes jogos; Sábado* 7: Jabaquara x São Paulo c Juventus x Pai-Domingo, 8: Portuguesa de Desportos x S.P.R. e mrirtnmiQssH Santista x Comercial.
No psrlmeiro turno os resultados foram estes; S. Paulo 4 & 0; Palmeiras l a 0; Portuguesa Ae Desportos 1 a 14 e Portuguesa, Santista 1 x Comercial \,
.7.7-- rt';7 7 s^BMMB^^M^MWHIW^ffrffTcEngWM WI pYIMHHF
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^-^ / íít^'?o° /^^(V>^^ 022223103 7;
Masgníflca foi a renda total da
rodada que passou, graças aos dois
jogos em que intervieram os (Jota
líderes. Assim Corintians e
Portai-guesa
de
Desportos arrecadai ara
257.552 cruzeiros, e São Paulo e
Santos 192.497 cruzeiros.
Os outros dois jogos deram
pau-co-
Jabaquara x Juventus
9 252
cruzeiros e S.P.R.
x Portuguesa
Santista 910 cruzeiros apenas. Esto
joiro nslo deu nem para as despesas
e ficou sendo o de menor renda do
campeonato até agora. O total das
retidas da rodada foi, pois, de ...
CrS
460.211.00
que
somados ao
montante existente, apresenta
pa-ra o certame de 46 um total gepa-ral
de Cr$ 6.092.621,00.
A renda maior ainda é a do joiro
Corintians x São Paulo com 634.684
cruzeiros. A renda menor que era
a
do jogo S.P.R- x Juventus
- CrJ
2 116.00 — passou a ser a do prélio
S P.R. x Portuguesa Santista com
Cr$ 910.00.
Os
Penalties
Vinte e seis penalties já
fo-ram assinalados no campeonato
paulista.
Onze
resultaram em
goals e quinze foram
esperdiça-dos. Desses quinze, oito foarüi
chutados para fora do arco e
sete foram defendidos pelos
go-ieiros.
I Sitil SrORTiVu
Perfumaria ÜGANDAXTOft. C*i*a rónU som > He Paulo
Diretores:
Roberto
Marinho
e
Mario Rodrigues Filho. Gerente 1
Henrique
Tavares.
Secretario 5
Ricardo Serran. Redação,
adrn-nbtração e oficinas: s-ua
Bethen-court da Siiva 21, 1.° and. Rio
de Janeiro.
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O GLOBO Sl»OHTIVO
Sexta-feira, 6 d© setembro de lí)46
ráfiua *{
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PRIMEIRA
F 1 LA
•* a cena fora assim: Joel chuta a bola para longe, 1 dá um, dá outro passo, trocando as pernas, roda, leva as mãos à cabeça, cai. Lindoric, parecia que ele. estava maluco vai âe pé para cima âe Joel. A cabeça de Joel virará bola para Lindorio. Tuâo se passara em um abrir e fechar âe olhos. Joel ficou estendido, matou, não matou, o toca gente a pular dentro do campo. Lindoric correu, Hildegarâo atrás áele. Não era brincadeira. Um papa-goiaba axie não tivesse ger-nas apanharia, ora se apanharia. Oscarino não mete-ra o pé em ninguém. Pois Oscarino pulava âe um lado para outro, levantando os braços, e as bengaladas passavam zunindo vela. cabeça àele. Só se via sabre áesembüirihaão, pata de cavalo, o diabo. E isso de-tntírcu, quinze minutos. Quando o torcedor, cansado ãe correr para a frente e para trás. áe dar e de apa-nhar, voltou, arquejando e suado, para as arquiban-cadas, deixou ficar, aos pedaços, pelo campo, copas âe chapéu âe palha, castões âe bengala, farrapos âe fral-da ãe camisa. Edgard Vieira — juis fral-da Liga Provi-soria lã. de Minas — de calça branca e sapato de ten-nis, botou o apito na boca, clhando em volta, antes áe encher as.-bwiicchas âe ar. Renato Pacheco pro-curava acalrriá-lo. "Poáe apitar tranqüilo. Não tenha receio". Edgard Vieira tentou sorriu. "Ora, doutor Renato — a voz dele tremia — eu, ter rneáo? O se-nher não me conhece", E para mostrar que não ti-nha medo Edgard Vieira soprou o apito. O apito gorgeóu.
2
Gilberto de AimetãícRcjo ajeitou o laço ãa gra-vata, passou a mão pelo cabelo. "Vccè viu?" — perguntou ele a Pínâaro âe Carvalho. Pindaro de Carvalho, muito vermelho, respondeu que sim, que ti-nha visto. "Eu. também briguei, Gilberto. Eu, você, o Horacio Werner e quase o Renato Pacfieco também". Güberto*de Almeida Rego lembrou-se âe Renato Pa-checo "tenham calma", ~rror favor, não façam isso",
"õ.
por quem ê", e não pôde áeixar de rir. "Eu adio que o Egas de Mendonça brigou mais do que qualquer uv" — disse'Pindaro de Carvalho. Mais do que qual-qun *yn^ "'' -" fosse xim exagero. "Egas de Mendonça, porem'— e Gilberto áe Almeiáa Rego jtilgcu vé-lo outra vez — ficou feito maluco, Linãario está com-prado.' Lindorio está comprado!" Comprado por quem? Quem podia comprar Lindoric? "Então você nâo per-cebe naáa, Gilberto? — foi o que ele gritou — Pense bem, procure imaginar quem ficaria contente com Joel arrebentado". E eu toca a pensar, e nada. Pois o Vasco, Gilberto âe Almeida Rego, o Vasco! O Egas correu jrara pegar a Lindorio, "ele me paga", e eu não ia deixar o Egas apanfiar de um jogador. Fui att,i; dele". "Eu fui atrás de você". "E Ia vem ele Pindaro, olhe". Pindaro olhou. Egas de Mendonça debatia-Se nos braços áe Horacio Werne. Horacio Werner arraslatui-o para fora de campo.
3 E foi preciso ajeitar as coisas. Depois de mais deBem que cs papa-goiabas quiseram ir embora. cinco míntos de bate-papo, Manoelzinho bateu no ombro de Linãario, mandou Lindorio ir para o lugar dele, Lindorio foi. Eágard Vieira apitou. E parecia que não Itouvera nada. Apenas Lindorio, tão ou vai ou racfta, ficou manso. Bastava ele pegar a bola. os ult-uhs enchiam a boca da multidão. Lindorio, en-tão t.ratava de ficar sem a bola. Qitanüo ele estava sem bola, ninguém tinha raiva áele. Parecia até que ele não estava ern camptj. que ele estava em casa. descansando. E Lindorio tomou ferias. Os outros que se arranjassem. Um dos outros chamava-se Azevedo. Mario Azeveão era half esquerdo e devia marcar Os-tualdinho. Vinha uma bola alta, Osivaldinho fingia que ia cabecear âe leve, para a bola cair nos pés áele. Azevedo, então, corria irtira o lugar aonde a bola devia cair. Oswaldinho baixava ainda mais a cabeça, a bola que ia bater na testa batia na nuca, a bola que ia cair aos pés dele caia nos pés ãe Pascoal. Isso uma, duas, trer vezes, Na quarta vez, Azevedo não correu — que cie não era trouxa — para junto d" OstoaMi-nho. Correu para junto de Pascoal, Osxvaldinho ba-text com a testa ãe leve na bola, a bola bateu nv chão. diante áele. e ele foi embora com ela.
4 gente vai passar mal". "Por que?" HOra. porque,Vinhaes não gostou. "Eu acho, Welfare. que a então você não sabe?" Era a terceira vez, em urna semana, que Joel. Pena, Hiláegardo, Floriano, Mola, Pascoal, Oswalãinho e Rxisso entravam ern campo para molhar a camisa. -E eles estão cansaáos, Welfare, eles estão cansados". Welfare olhou para o placará: Dis-trito Feâeral, âois, Estaâo do Rio, âois. Russo, o Russo áo outro lado áa baia — havia Russos por toâo canto marcara um goal. "Ê — e Welfare cocou o queixo é. eles estão cansaáos". Mal Welfare âisse "eles estão cansaáos", Pascoal saiu correndo com a bola esqueceu-se que era extrema, apareceu no lugar de Russo, e chutou com o pé esquerào. Vinhaes gritou para Fortes: aproveita! E Fortes repetiu a ordem: aproveita; Russo aproveitou, Welfare poâia olhar t placard á vontaáe. sem levar um susto: Distrito Fe-âeral, quatro, Estaâo áo Rio. deis. "Aproveita!" — <
Vinhaes sacudiu os braços. Oswalãinho aproveitou. Distrito Federal, cinco. Estado do Rio, dois. Vinha-' deitou de gritar. Ele não estava satisfeito. Estav cansaâo, Agora até Lindorio poâia fazer um goal. E ele fez. A multidão não soprou uh-uhs. Lindorio fort: perdoado.
. by
5E
outra vez se repetiu a mesma historia. A CBD tinha marcado para o dia 24 de novembro U7n match em São Paulo e outro no Rio. A Arnea não concorâou: antes âe mais nada, era preciso liquidar a melhor de três Vasco e América. Assim, enquanto jio Parque Antártica o scratch paulista passeava em campo — os baianos- não fizeram naáa — aqui no Rk>, em Álvaro Chaves, o Va.sco e o America interpreta-va)n o último ato áo campeonato carioca. Toâo mun-âo pensava que ia ser duro. Pois não foi. O América parou, o Vasco deu iHira fazer goals. Que era aquilo? /Va véspera Scbrül, Penaforte e Mineiro tinham ido parar na Policia. E apareceram urna porção de ti-tulos trerrantes: tentativa de suborno, etc. etc. Feliz-mente para o América, nenhum deles se deixou su-bornar. E. apesar de não se terem vendido nem nada, eles não pegaram na bola, o Vasco ficou co7n o titulo de campeão.
- *. *
r* De quem fora a culpa? O América botou a culpa O em cima áe Floriano. Antes de o team entrar em campo, — era o bom tempo ão amadorismo — La-fageite Gomes Ribeiro chamou Floriano a uni cano: "Se o América vencer, Floriano, você terá três con-tos". Floriano estalou a língua, tratou de molhar a ca-tiiisa, e nada. Então com urna promessa daquelas Floriano não ganhava o match? Ah! devia ser porT que alguém oferecera mais. Joel vio cerrer '?, n: reu Lafayette Gomes Ribeiro por um breço. "Se Floria-rio continuar, eu náo continuo". Lafayette Gomes Ribeiro tirou Floriano, e foi pior. Mano Pinto parecia urna barata tonta entre Oitenta e Quatro. Russo e Mario Matos. Resultado; o Vasco fez mais goals sem Floriano ão que com Floriano. E quanâo acabou o jogo, parecia que a gente estava em 1500. Só dava português na rua. "Casaca, ataca, asaca, a turma é boa, é mesmo da fuzarca! Vasco, Vasco Vasco!" Nin-guern se lembrava que dali a dois dias c scratch carioca tirüia de entrar em campo liara enfrentar os
pernambucanos. • *
7
Foi uma tarde de chuva aquela de 26 de novem-bro. Pouca gente animou-se a dar um salto até Álvaro diaves. Assim, quem comprou uma geral teve licença de descer para as arquibancadas. O ma c't devia começar às quatro horas. Antes das quatro ho-ras Gilberto de Almeida Rego, com as calças arrega-çadas. corno um'ciclista, entrou em campo de apito na boca. Os pernambucanos, logo que ouviram o apito, foram apanhar chuva. Os cariocas, porem, ficara-no vestiário. Vinhaes esperava Floriano. "Flcnano não vem" — avisou Fortes. "Corno é que você sabe?" Fortes mostrou um jornal a Vinhaes Vinhaes leu o titulo: Floriano abandonou o football. "Ele sabe que está escalaão". "Como é que você quer qxi" el- jarv tio-je, Vinhaes, — perguntou Fortes — âepois âo que aconteceu?" "Para a Comissão áe Football nâ su-cedeu nada". E lá veio Gilberto de Almeiáa Rego per-(juntar se os cariocas entravam ou não entravam em campo. "Entram, sim — âisse Vinhaes, tornando rima resolução — Quern vai entrar no lugar de Floriano é Fernando Giudiceli"'..
- * »
q A principie parecia jogo mole. O campo escava O que era rá tanta. Pascoal. Osivaldo, Russo, Nilo e T só filo não queriam sujar o calção. E assim se pas-saram dez, vinte minutos, e nada; o placard conti-nuava a mostrar os dois zeros do já? Ora, em Al-varo Chaves estava urna porção de pernambucanos de guarda-chitva é capa de borracha. E vzes arras-tadas, bem lá do Norte, pediram goal. Um jogador pernambucano, chamado Hermes, caiu na tolice d-marcar xrn goal. Aliás, pensando bem, ele nem queria marcar um goal, Joel pegou a bola. largou, e ela 0> para o fundo das redes. Para que! Russo passeu para Oswaldo, Oswaldo passou para Nilo, Nilo passou para Ostoatdo, Osivaldo meteu a cabeça, bola ao centro. Russo passou para Nilo. Nilo para Oswaldo. Oswaldo vara Pascoal Pascoal para Nilo. Nilo cabeceou. B-Ia ai centro. E continuou a brincadeira. Qua'ro, cinco, seis. sete. Ah! bem que eu me lembro. Quando sai de Campo, eu disse jHira Adhemar Baia: "Quem man-da os pernambucanos — eu e Baía somos de Recife — marcarem um goal? Estava tudo tão direitinhr, zero a zero, ninguém queria naáa com a bola".
f\ Acabara a preocupação âa melhor âe três. Ago-Z/ ra Viríltaes podia convocar jogadores para os irei-vos. Todos compareceram, cs âo Vasco, estufando o peito, os do América, de cabeça baixa. "Eu, se /os-te você. Vinliaes — lembrou Welfare — sô botaria um jogador do América no scratch em último caso". "Por
que?" "Basta olhar para a cara âos jogaderes do América. Eles levaram na cabeça". Vinhaes che-r/avà para perto de Joel. dava urna pahnadinha no ombro áele: "Tristezas não pagam dividas, Joel" "Ah! Vinhaes. se você me quisesse fazer um favor..." -Que favor?" "Tirar-me do scratch. Eu não sei ¦ que tenho". "Nâo hã de ser nada. Ê para a frente que se anda", e contra cs paraenses somente houve uma modificação: Fausto dos Santos tomou o lugar âe Floriano. "Você viu, Welfare?" Welfare vira. O placard ainda estava ali: Distrito Federal, nove. Pará. dois. "Os paulistas não são paraenses. Vinhaes". "E quem náo sabe disso?"
(Continua na pagina 141
11/1 ai*!*Aii .lacriiai*^
JLVJft, VA. 1
o nome de .Jaguaré Bezerra de Vasconcelos esUirá sempre ligado ao do Vasco, embora, em sua longa e acideitada carreira, com os alto» e baixos de uma montanha russa, elo tenha atuado eni uma luulli-dão de clubes Foi no. Vasco que Jaguaré se tornou famoso E sinão ficou no Vasco toda a vida foi porque apareceu em um • periodo de
transição cio amadorismo para o profissionalismo
j xsssssev m"
a,-: *»|É5P x ü-i #*¦ S§Í
^Épi^a
XX ..*. ~í*x
WisJf- x | ,
áx.iXxxx &y* ;-....*.x vs>&
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¦Ãx '.-¦ '"'¦--¦ ^-àas'ÍVí7.:^^^^^« .'"."x; •
o grande desentendimento entre o Vasco e Jaçuarí surgiu quando o Oengoso e Fausto ficaram na Espanha, prlneipálnnnte porque isso representou, paru o Vasco, a perda do campeonato Jaguaré voltou antes de Fausto Trr. as pazes com o Vasco antes de Fausto Mas o torcedor do Vasco perdera a confiança nele. Tanto que uni goat que Jaguaré deixou passar num match com o Palestra revltcu as velhas queixas Jaguaré foi Jogar em Portugal, voltou, jogou no CorlnUnas, voltou para a Europa, Jogou no Olimpique de Marsella» voltou para <. Brasil, queria jogar ainda, esteve quasi para assinar uni contrato com o São Cristóvão. Mas parai os clubes deixara de ser o
extraordi-nurlo Jaguaré que rodava a bichinha na ponta de um dedo
¦" ' ~'~yy
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I
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::JPÉ
yy: .. . ¦'.. 7 ¦¦<-¦¦ vj& v:\ ' ' ' ,,-K<v:'>:; XX .:* ¦ ...x. -xxX -x .x m-xa-v -a. ¦ ¦¦;*.; % a-a-a-.-xa.-ãsíai Cx yy*'$$M3Nuina ninguém sonhe como Jaguaré gastou •» dinheiro que ganhou com um football, Quando encerrou a sua carreira e*t>vt m:hi i._;nia. Tanto que'voltou a frabhlHar, como correjtnrtor de «»ç<»s de larnuia. no Moinho Flumlnense. Era um trabalho que não lhe acratiava. Desapareceu do Kio, foi treinar um team de football o.» Interior oe S«ó Paulo. E agora velo a noticia de soa morte com» indigente, num hospital de Franco Un U.ícívi Apesar de tudo vai ler «nu sepnitui»
melhor do que a de Fausto
'«ü^il^'jj,:í-V.ví..r,Tt^...^«^MWy •<- -.¦*'.- i»
vM
i ¦
"Página 4
Sexta-feira, G de setembro de 19H»
O ULOBÜ SPOKT1VO
1)
Sendo uma prova de
"potrinhos", vai ser disputada u* R-enor
WAA: yyyy..: '.y:y ;;¦ C--..X-.- •'¦' ,,.„„ ^.._^^—_ ^..m,. ¦*—-».¦• nig wb^jüww! ct .«-.'-.'a .... ...
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distancia, permitida pelo regulamento, que e:
SB.'.'. ¦ ¦ "¦¦"''-..¦'•¦-'-'•¦¦, 7 '¦¦•¦-.¦¦¦."¦.-..•¦...-. ffl ^k I, li' ¦•£.' •¦¦,:. ¦-.'-¦¦¦ ..¦..-.¦ ;-,-,-.•'<• ¦¦¦.-¦¦.¦¦.: * *^ —
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c) 800 metros
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b) 600 metros
d) 400 metros
|
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^^^^fc^^B
«^
2)
U'' '|lH> ano c tSU' modcl° de automóvel Graliam ?
14
R huuitm i wnniTtni *
A MARCA DO TEMPO — Até 1023, a Europa
aplaudiu um dos seus melhores campeões da
classe melo-pesado, Car peterson, o
"Tigre
Dt-namarquês". Bra uma das figuras mais
popu-lares do ring —• lutador agressivo, ágil, elegante
e musculoso. Mas o mundo da voltas, e a
eu-ropa, Juntamente com os Estados Unidos,
pas-dou a aplaudir com maior entusiasmo a mesma
íigura que hoje é conhecida como o
"Cantor
Nostálgico", o elegante Carl Brisson, um «los
maiores sucessos da Broadway c que nôs. aqui,
Já
vimos numa revista cantando
a
famosa
•A Llttle White Gardênia".
3p
«Sf-¦^p
'¦SsSjfiv
___J
Por estranho que pareça, na primeva
par-tida de football realizada entre alemães e
ingle-ses, depois da guerra, os mestres do
"soccer"
fo-ram vencidos pelos germânicos.
•
•
•
Altino Maia. ex-eiclista português,
atualmen-te escultor, emitiu numa entrevista a
"A Bola",
jornal esportivo de Lisboa, a seguinte opinião;
-~
O desporto é a cultura, a expressão, o encanto da beleza
fi-tico, mas nem sempre, ou raramente, se torna como tal.
Ser-m às Ser-multidões inconscientes
como
ópio
ou
entreteniniento
gue desvia as atenções dos problemas gravíssimos da
existen-tia. Enquanto se aprecia ou discute uma partida de football
ssçuecemse as dificuldades da vida, ipie no entanto, se nãn
wesolverão com esquecimeto... Mas, o Desporto não tem culpa
pelo mau uso que se lite dá!...
*
*
Custodio Reis venceu a 24a etapa de ciclismo, • na volta a
Portugal, percorrendo os 61 quilômetros de Aveiros - Sangalha*
em 1 hora, 31 minutos e 16 segundos, seguido por Fernando
Mo-feira e Jorge Pereira. A 26a etapa, de SangaVios
a
Coimbra,
abrangendo 63 qtdlòmetros, foi disputada na tarde de ontem, com
e triunfo de Fernando Moreira, em l hora, 59 minutos e 3
se-fundos, na vanguarda de José Martins Eduardo Lopes.
*
»
Segundo negociações entre o Comitê Desportivo Russo e uma
-&éíe,gação sueca que assistiu a uma eotibição esportiva,
recente-mente'celebrada em Moscou, breve serão realizadas $*smpctiçõc$
desportivas entre os suecos e os russos. Será jogajtet uma
par-Hão, ãe football em Esíoeofmo, no mês de. ew**bro próximo e
em fevere-íro de. 194" virão à Suécia equipei russas masculinas
« femininas de
"bandy",
Espera-se. qm tamibem visitarão a
.-JSuéeia nadadores* ginaj&tm « levant&ãores de pesos russos.
3)
O player que está procurando tirar a bola
é Tintas, e o keeper cuido (quem se lem
bra?) c :
a)
Jaguaré
c) Zezé
b)
Francisco
d). Euclides
"SI
Pato" e a Copa Brasil
A Federeción Argentina de Pato, o mais
genuíno esporte argentino, fez realizar
re-centemente, a disputa da Copa Brasil,
va-lj^so troféu oferecido a Federação peio
bra-sileiro Humberto de Lima. Aplicou-*?. pela
primeira vez, na partida, as novas
regras do
j /o. recentemente aprovadas pela citada
on-lidade, visando tomar o esporte mais ágil e
vistoso
observando-se, entretanto, para
m-troduzi-las, a longa experiência dos técnicos.
No novo regulamento de
""El Pato", íoi
em parte eliminado a
"clnchada" nas
sai-das, permitindo maior ligeireza no
desenvol-vimento do jogo. Introduz, como
consequen-cia imediata, tuna evidente rapidez no seu
desenrolar, que pode ser sintetizada desta
for-ma* — Os rápidos e sucessivos passes
exigi-rão condições extraordinárias do jogador e da
sua montaria; as quedas do
"pato"
passaram
a ser em número maior e as
"levantadas"
a exigir maior ligeireza, agilidade e senso cie
oportunidade. Fez crer a partida que
futura-mente se terá jogadores de técnica superior
aos que até então existiram, porque
neeessi-tarão náo somente de maior capacidade física
como também de adestrar os seus cavalos
para ação mais completa, tornando o esporte
uma atração de primeiro plano, tao
empol-írante como o football e outros jogoe.
Marcou assim a disputa da Copa Brasil
uma nova fase para
"El Pato", um esporte
com todas as qualidades necessárias pr*ra
em-polgar no só as multidões argentinas como de
toda a América do Sul
• Mais uma vez apresentou-se facíl o trabalho »te
seleção do "scratch da semana". O Fla-Flu
niovirnen-tado e sensacional de sempre incumbiu-se de fornecer
quase lodo o team: — nada menos de nove -jogadores
para a seleção. Os dois lugares restantes foram
urc-enchidos por craks do Botafogo: Gerson e Tovaj, O
zagueiro foi o esleio da defesa alvi-negra no match
eom o América e o meia direita amador teve também
uma atuação notável, tendo sido o melhor dos
ocupan-les da posição na rodada. O Flamengo vencedor do
"clássico dos clássicos" forneceu Luiz, Norival, toda
a linha média, Pirillo, Perácio e Vevé. E o
Flumi-nense deu para o scratch Pedro Amorim.
Assim, a seleção da semana ficou organizada
des-ta forma :
Luiz —- Gerson e Norival — Biguá — Brin e
Jayme — Pedro Amorim — Tovar — Pirillo —
Pera-cio e Vevé.
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Pela sua atuação empolgante no primeiro tempo
do Fla-Flu, Luiz mereceu a indicação para o posto de
erack da semana.
O goleiro rubro-negro foi realmente naqueles
qua-renta e cinco minutos de luta uma figura
íntpressio-nante. Suas defesas espetaculares serviram mesmo
de trampolim para a reação notável dos rubro-negros
no segundo tempo, já que agüentaram o placard igual
em 2 a 2, impedindo que o Fluminense marcasse a
vantagem que se poderia esperar diante da sua
tre-itienda pressão ao arco do tider invicto.
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O GLOBO SPORTIVO
Sexta-feira, G do setembro de 1946
ratiina r»
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UTao toa wi cnrcx vmeríA arbtiraccm do Sr. Guilherme Gomes satisfez.' Faltou-lhe autoridade no que -fere à repressão da violência. Permitiu, exemplo, a Ivan e Esquerdinha troca-pontapés sc7n tomar uma atitude. De 'feita,
Ivan atingiu Esquerdmha e Nil-visou o ponteiro rubro. Alem disso, per-mie China atingisse violentamente To-O Sr Guilherme Gomes demonstrou er ãe ¦preparo ftti-io-. Nunca esteve rias iagões do 'lance. — (O GLOBO).
Se é verdade que a ação "caolha' de um iitiz estrábico, — qu>, ~>ô via o que se pas-sava contra determinado quadre, fazendo '"vista
grossa" com o que ocorria eom o ou-tro - contribuiu para deturpar a beleza do joao tombem è verdade que as dimensões esdrúxulas do gramado- concorreram, para atrapedhar a ação dos vinte e doi? homens em campo, — [DIÁRIO DA NOITE).
Quem apareceu foi, todavia, o oetera-nlssímo juiz carioca. Umã lástima a atuação do apitador mencionado. Felizmente, a sua yatuação nâo influiu no resultado da peleja.
T-udo questão de sorte.
O que se viu ern Figueira de Melo foi de horrorizar. Até um oficial do Exercito, en-carregado do policiamento, ficou alarmado e entrou em campo fiara advertir o Sr. Gomes. — (DIRETRIZES).
Guilherme Gomes foi o juiz. Muito fra-co. Náo fazendo valer a autoridade, permi-tiu que no primeiro tempo a peleja apre-sentasse aspectos inquictant.es. Por sorte foi que o jogo não degenerou. Esqueceu lambem o juiz, de que 7tão se contam mais as "clãs-sicas passadas" para cobrança de penalida-des próximas à arca, sendo em condições
especiais. — (FOLHA CARIOCA).
Merece uma apreciação especial a atua-ção de Guilherme Gomes. O veterano ár~ bit.ro esteve em uma tarde péssima. Apitou mal. Cobrou faltas»ao contrario e muitas vezes com atraso prejudicial para os que deviam ser favorecidos pelas infrações. E mais akidOr, deixou que vários jogadores com especialidade Ivan, abusasse-n das jo-gados desleais, cliegarulo, muitas vezes, ate à agressão. — (CORREIO DA NOITE).
Mau, o juiz Guilherme (DIÁRIO DE NOTICIAS).
Gomes. —
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Guilherme Gomes atjiou o prélio mal. Positivamente, precisa de descanso aquele juiz, — (A MANHA).
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PVTFVTiA Oi EM -PUDER... — Fugindo ao calor, uma «iult,l<^®
de JSSS^SSSSS muna daa Ja» populares ^KXtSÀSÍ
tio Tômisa. Observamos bem a fotografia-• «««K«°"ZK trahhesa, apenas dois garotos com calção cie banho todas o»; nnaIa pe» soas vestem roupa comum de passeio; «te»»»*8'»*» **Vm íarlwMoutros conservam na cabeça o chapéu de feltro, rodem Ia os cariocas entemleram essa praluv esse calor? (Acm.)
SÈTEMBROi l — A Liga Carioca anuncia que
to-mará providencias para evitar as invasões
de campo. —
2: O Flamengo, angariajido fundos para a construção
do seu estadio, inicia a campanha da
"cadeira cativa .
Anuncia-se que o Rio conhecerá um grande quadro
de
basketball
norte-americano.
O
Fluminense desiste
do concurso de Peracio,
"para não estremecer relações com um clube amigo" (Vila Nova). -•
O
pugilista espanhol
Pàulino Uzcudum concede mira entrevista em Burgos, relatando como
conse-guira fugir de Madri, depois de ter sido acusado de fascista.
— 3: Fracassaram as negociações
da vinda de Brandão para o América. — Propõe um empresário brasileiro a Joe Louis que
venha
lutar no Rio. O "dinamitador" pede 10,000 dólares (100 contos); a proposta é
cancelada.
4:
Uma retificação de Paris: Pon, vencedor da Maratona Olímpica, é coreano e não japonês.
-— O
América anuncia a construção de um grande estádio: um arranha-céu, estádio com uma
arquiban-cada natural, capacidade*"dê 40.000 pessoas. — Chega ao Rio, vindo de Santos, para integrar
o
quadro do Fluminense, o jogador Raul.
— 5: Expectativa nos meios esportivos; George Gracie
enfrenta hoje, sábado, o jogador de jui-jitsu Kuhruann.
ANTÔNIO CORDEIRO — Eis aí algo difícil de explicar. Por que o Fluminense era o
favo-rito do Fla-Flu ? Perdera o tri-color os jogos disputados con-tra adversários mais fortes — Botafogo e América — e só contra o Vasco o quadro dera uma ligeira impressão de que adquirira a homogeneidade que lhe vinha faltando em outras emergências.
MARIO FILHO — A vitoria do Flamengo foi, sobretudo, a vitoria da "tática. Uai o con-traste, para muitos chocante, entre o primeiro tempo e o se-gunflo tempo...'. O Flamengo corrigiu no segundo tempo os defeitos observados em suas 11-nuas, no primeiro. Coisa que nilo fez o Fluminense. Os de-feitos do Fluminense no pri-melro tempo foram ampliados no segundo. Justamente por-que o Flamengo, corrigindo as próprias falhas, aproveitava as
falhas do rival.
ANTÔNIO CONSELHEIRO — Digam IA o quiserem, surjam as mais variadas desculpas, este velho vê no quadro do Flamen-£0 um onze brioso, cheio de decisão e alma. Sorte? Não. Nâo pode ser só sorte, um limo que tem a seu favor 40 soais ! No começo, havia uma duvida: de que ele sõ tinha apanhado os fracos. Que nao era vanta-gem ! Querla-se ver em com os fortes ! F. os fortes vieram.
UNS DO REGO — Mas ha outro turno. Vi o Fluminense em 1&4 4 terminar invicto, o primeiro turno, e vi o Flamen-go com oil o pontos perdidos, acabar campeão. Por isto eu digo: nada de alarmas e nem de profecias. Tem o Flamengo pela frente grandes batalhas a travar. O campeonato vai co-meçar.
— Quais
foram
os
três recordes cie natação
que bateu Willy Jordan,
ao fazer os 100 7netros
em 59" 7?
— Que mis ofereceu
a "Taça América" de
bas-ketbaU ,para ser
dispu-tada
em
torneios
sul-americanos?
_ Qual foi o único
cavalo europeu que
ven-ceu
o
Grande
Prêmio
Brasil?
— Em que ano
bra-sileiros e portugveses
jo-garam pela primeira vez?
— A que país
perten-cem estes clnbps de
foot-bali:
Atlas, Montezuma,
Marte, Asturias?
(Resposta na página 14)
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¦vj x:.,:- V?Ar- yy-A. íx. .;%$:$$&'_.... -.---.- yyA-'
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O oficial Joe Martin, da
Seção de Prevenção de Acl—
dentes, de Louisville, ajudou
a
resolver o problema da
delinqüência1 juvenil por um
sistema que todas as
cida-des do mundo deveriam
imj-tar.
Martin, antigo pugilista
"golden
glovas", campeão
amador no Arizona e no
Co-lorado,
organizou,
sozinho,
o campeonato amador de
Louisville, fundou a Associa-,
cão de Amadores da mesma
região, da qual se tomou
Se-cretario eletivo, criou doze
clinicas
médicas na cidade,
comprou, com seus próprios
recursos um ônibus para
transportar
o s
pugilistas
principiantes de um a outro
ginásio, ou de uma a outra
cidade. Ele próprio o dirige!
Martin financia seu
gran-dioso projeto com as peque?
nas rendas produzidas pelos
encontros de Box
intermuni-cipais. Como suas rendas
ain-da não são suficientes para
con tratar professores, ele
mesmo ensina a seus
pupi-los a "nobre arte", embora
já se tornem necessários
va-rios ajudantes para o
secun-darem.
Cerca de 250 jovens
rece-bem instruções de Martin,
que lhes serve de guia, no
aprimoramento de suas
qua-lidades atléticas. Aos
vence-dores das principais provas
oferece ele prêmios,
repre-sentados por "sw e a t e r s",
com emblemas das diversas
agremiações a pe
perten-cem, tendo também
consegui-do que o Chefe de Policia
ofe-recesse uma bela taça para
ser disputada numa
compe-tição de Box.
Martin não incentiva seus
discípulos
a
procurarem o
Box como profissão, mas os
jornais de Louisville
reco-nhecem que ele conseguiu,
com seu novo sistema
educa-tivo, contorn a.r
um dos
maiores
problemas
norte-amtrioanos:
a delinqüência
iuvenil!
1
..:
-¦mvr*" '*~ ¦¦¦¦¦--'.- ¦¦ * ¦?"9?ii;'irir
ÍSYS,-yV.«!
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Página (»
Sèxta-íeira, (í de setembro de 1046
O GLOBO SPORTIVO
t. _i ií «S * » »Sffl<SBI»S&SS3ÍSI« ¦:-^-;.--x..v;:.^.^;.v.:--V;.:i..;:V--'-í^i::^<Y(>^^i.
7 ^
HM-^jMWl/tiMMO »fci.T*>*-*Por PIERRE LORMJE — (Copyright do Ser-viço Francês de Informação) — Especial para o "Globo Esportivo").
Apesar das misérias e das minas cansadas por cinco anos de guerra e ocupação, o atletismo fran-cês pouco sofreu. A invasão e os '-raias" aéreos rea-lizados em território francês não impediram o de-senvolvimento de competições entre a mocidade fran-cesa.
A principal causa dessa tenacidade era a dedi-cação com que se empregavam os dirigentes, a fim de incrementar na juventude um prazer pelo es-forço, pela disciplina, pelo espírito esportivo. Alem disso desejavam, também, afastá-las de propagandas
exteriores, sempre prejudiciais ã mocidade.
Isso não impedia que as autoridades francesas procurassem recusar sempre as constantes convites dos alemães para a disputa de competições esportivas. E' nestes meios esportivos que estavam os ver-dadeivos patriotas que, mais tarde, viriam a ser os lideres da Resistência Francesa.
O atletismo pouco deve aos poderes públicos. As federações esportivas resolveram dispensar o apoio do Governo e, malgrado estes fato, continuam em
evidencia.
RECRUTAMENTO, AUMENTO DE EFETIVOS, PRO-PAG AND A, FORMAÇÃO DE QUADROS. ETC.
Os franceses não ignoram que a supremacia do atletismo pertence aos americanas e escandinavos. Somente alguns atletas poderiam fazer boa figura em competições internacionais: Hansenne, nas cor-ridas de meio fundo: Pujazon e Lallane, nas de fun-do; Foussard e Valmy, nas de velocidade; alguns saltadores, alguns arremessadores, e pronto. Mas quando se recordam as condições de vida a que fo-ram submetidos" os franceses, nestes últimos seis anos, tem-se que reconhecer que é usn resultado animador. O esforço despendido pela F. F. A. é algo de notável. Recrutamento, aumento do efetivas, propa-ganda para a mocidade. formação de quadros de educadores, são seus objetivas atuais.
Atualmente a Federação de Atletismo conta com 4.056 clubes, distribuídos em 20 ligas regionais. 28,000 homens e 52.000 mulheres militam nesses clubes.
»A F. F- A. mantém cordiais relações com a Federação Esportiva e Ginasta Trabalhista e com a Federação dos Patronatos. Mas somente ela esta filiada à Federação Internacional. As competições internacionais, de que a França participa, só podem ser organizadas por seu intermédio. P«>r isso. todos os atletas desejosos de competir procuram filiar-se à F. F. A.
DIFICULDADES MATERIAIS
As principais dificuldades a serem removidas pe-los dirigentes são as materiais, causadas pela situa-ção econômica da França.
Os locais apropriados para competições são ra-ros- mis oito estádios disseminados em Paris, Lion, Bordéus, Marselha, Vichí, Strasbourg, Mônaco.
A aquisição de varas, dardos, discas e barreiras é praticamente impossível. Os sapatos de pregos nao -existem na-praça. E no entanto, desportistas
entu-sistas sempre acham um meio de correr, saltar ou arremessar.
FORMAÇÃO TÉCNICA DOS QUADROS René Mourlon, ex-campeão francês e internacio-nal de corridas de velocidade, ê atualmente diretor técnico da F. F. A.. Tem a seu encargo a missão de fornecer diretrizes educativas aas clubes.
Os jovens que desejem dedicar-se ao atletismo têm que treinar durante quinze dias em centras re-gionais mantidas pelo Ministério da Educação. Ter-minado este período os atletas prestam exame oara ingressar no Instituto Nacional de Esportes — a an-tiga e célebre escola de Joinville — de onde saem os melhores atletas da França. Em todos os centros existem professores que ministram aos alunos os di-ficeis ensinamentos do esporte, da disciplina c do espírito esportivo.
Apesar das desordens causadas pela guerra, o atletismo soube viver num mundo a parte, preconi?,an-do assim usn futuro promissor para a mocidade
m"<Sntío
o mundo tiver voltado à normalidade da pa/. as dificuldades materiais desaparecerão, per-mittndo um surto de dese.nvolvim.ento esportivo mm-ca visto na França.
J. A. DE OLIVEIRA — Rio — Telefone: 28-3215 — "Sendo eu um leitor assíduo desse jornal, julgo-me no direito de pedir-lhe, dentro do possível, alguns esclarecisnentos, a fim de desfazer algumas dúvidas. Assim sendo, peço-lhe responder-me em próximo número as seguintes per-Runtas: 1." — Quando houve a fusão das Ligas no Rio de Janeiro? 2n — Em que ano teve inicio o profissio-nalismo em nosso país? 3." — Quais os clubes que já conseguiram levan-tar o título máximo na categoria de profissional? 4,n — Quais foram os artilheiros dos anos de 1935 a 1945, na categoria de profissional? 5.tt — Quai-s foram as artilheiros dos -tor-neios Relâmpago e Municipal do ano corrente? 6." — Carvalho Leite, atual professor da Escola de Arbitras, foi ou não profissional do Botafogo? E quando ele deixou o Botafogo, foi or-ganizar o Departamento Médico de algum elisbe em Vitoria, no Espírito Santo, ou foi ser técnico da seleção daquele Estado, que deveria disputar o Campeonato Brasileiro de Foot-bali? 7." — Carvalho Leite é médico ou advogado ?
RESPOSTA — A fusão das Ligas verificou-se em 29 de julho de 1037. De um lado, a Liga Carioca de Foot-bali e de outro a Federação Metro-politana de Desportos, do que resul-tou a Liea de Football do Rio de Ja. neiro, que, posteriormente, mudou a sua denominação para Federação Me-tropolitana de Football, por determl-nação do conselho Nacional de Des-portos; O profissionalismo foi oficia-lizado no Rio de Janeiro em 1933. Os campeões profissionais da cida-de foram: 1933 — Bangú; 1934 — Vasco; 1935 — América; 1936 — Flu-minense; 1937 — Fluminense; 1938 Fluminense; 1939 — Flamengo; 1940 — Fluminense; 1941 — Flumi-nense: 1942 — Flamengo; 1943 — Flamengo; 1944 — Flamengo e 1945 Vasco. Os artilheiros do Torneio Relâmpago deste ano foram Otávio, do Botafogo; Velais, do Flamengo, e paschoal do Fluminense, oom quatro goals cada um. O artilheir odo "Mu-nicipal" foi Heleno, do Botafogo, com 13 goals. Carvalho Leite foi profis-sional do Botafogo; foi diretor da Diretoria Regional de Desportos, do Espíi-lto Santo; foi técnico da sele-ção e jogou também naquele Estado e, por fim, é médico. Deixamos para outra oportunidade a resposta ao quarto quesito, porque exige muita cônsul! a as coleções e o tempo agora não esta sobrando.
J. PENNA -- Vitoria — Espírito Santo — Como leitor assíduo de O GLOBO SPORTIVO. gostaria de sa-ber (se não fôr trabalhoso) de que do jfotafogo F. R., Tovar, também do do Leitor * espero solu-cionar u m a d i vergencia de opiniões, minha e de um amigo. Afirma ele que o Vasco da Gama é bi-campeão carioca, ten-do levantado o título nos anos de 1944-1945. De minha parte, afirma ter ele, o clube, se sagrado campeão no ano passado e 1944 foi o ano da honrosa conquista do tri-campeonato pelo Clube de Regatas Flamengo, de quem sou grande admirador."
RESPOSTA — Francamente, "seu" Helvécio. Esse seu amigo é muito "errado". O campeão de 44 foi o Flamengo e, como bem frisa o se-nhor, com o título do tri-campeão. O Vasco venceu o campeonato de 45 apenas.
E. S. NOGUEIRA — Campos — Estado do Rio — "Sendo eu leitor assíduo de O GLOBO SPORTIVO, grande informador dos esportes na-cionais, venho, por intermédio da se-ção "Bilhetes do Leitor", pedir-lhe o obse-quio de me esclarecer como con-seguirei uma assinatura de seu jornal esportivo. Quero obter esta assina-tura, porque o seu ps-eço é de Cr$ 030 e aqtsí é vendido pelo dobro, isto é, Cr$ 1,00. Queria saber também onde nasceu o crack Lelé, do C. R. Vas-co da Gania, para tirar uma teima de um colega. "
RESPOSTA — Paia obter a assi-natura é favor dirigir-se à gerencia d'0 GLOBO SPORTTVO. Quanto a Lelé, nasceu ele nesta sua cidade de Campos, a 23 dc marco de 1918.
VTTAL DE SOUZA — Uberlândia" —Este leitor, rubro-negro dc quatro costados, pedo uma foto do Flamen.-go, o endereço do clube e sugere a publicação de um retrato de Velais na capa d'0 GLOBO SPORTIVO.
RESPOSTA — A foto do team do Flamengo mso podemos atender. O endereço do clube é,praia do Flamen-go, 66/68. Quanto a Velau na capa, o seu dia chegara.
Estado e Heleno, assim como o de Botafogo.
RESPOSTA _ Heleno «mineiro, de São João Nepomuceno. Tovar e conterrâneo do senhor, capixaba du bom.
ANTÔNIO NESTOR DA SILVA -Rua Benjamin Constant n. 49 — Rio _ Este leitor pergunta se um team formado pelas seguintes joga-dores mineiras, não faria grande fi-gura em qualquer campo do Brasil osi do estrangeiro: Luiz — Caieira e Gerson — Procopio, Hélio e Juvenal — Tião, Heleno. Dimas. Remo e Bnt-guinha.
RESPOSTA - Não há dúvida, "seu" Antônio.. Esse team brilhará em qualquer lugar, desde que con seguisse ajustar besn as sisas linhas ALCENOR PAES FILHO - Cam-pas — Estado do Rio — "1.° — De-sejo saber qual a nacionalidade de Barqueta, arqueiro do C. R. Vasco na Gama: onde nasceu e idade. 2." — Qual o endereço do centro-avante "Vaguinho", do Flamengo."
RESPOSTA — O arqueiro Fausto Barqueta é brasileiro, tendo nascido em São Paulo, a 12 de março de 1918. O endereço de Vaguinho é "Praia do Flamengo, 66'68"
HELVÉCIO VIEIRA DA SILVA — Avenida dos Andradas, 871 — Belo Horizonte — "Por intermédio desta apreciada, e louvável seção "Bilhetes
JOÃO VAZ DE CARVALHO — Al-1'enas — Sul de Minas — "Sendo um admirador dc O GLOBO SPORTIVO, desejava saber, por intermédio desta nova, porem jã vitoriosa seção "Bi-lhetes do Leitor", se Niginho, quando integrou a seleção brasileira no Cam-peonato do Mundo, pertencia ao Vas-co da Gama ou ao Palestra-Italia, de Belo Horizonte, Lendo, há dias, uma entrevista do Sr. Kanela, paredro bo-tafoguehse, dizia ele não ser o Fia-mengo candidato ao título máximo do corrente ano. Desejaria saber se o Flamengo, oom esta magnífica po-sição que ora ostenta na tabela, não é mesmo candidato ao titulo de cam. peão do atual certame, ou será pai-xão do Sr. Kanela."
RESPOSTA — Niginho. quando in-tegrou a seleção brasileira em 1038, pertencia ao Vasco da Gama. O Fia-mengo, até agora, é candidato <e forte candidato) ao titulo máximo de 1940. Mas football tem smiitas sur-presas...
EDY MAGALHÃES — Belo Hori-zonte — ''Eu desejava saber o se-guinte: 1.° • Por que nas páginas deste grande semanário não é abor-dado o football mineiro, como o è o football paulista, por intermédio da seção denominada "Pacaembu"? 2.° — Apostei com um amigo que o He-leno é melhor que o Dimas, suas ele disse que isto estaria resolvido so-mente com a palavra de um cvnten. dido no assunto, por isso resolvi con-sultar-lhes, no que espero ser aten-dido. 3.° — Desde que foi isnplan-íado o profissionalismo, quem levan-tou mais campeonatos. Flamengo oi: Fluminense ?"
RESPOSTAS — 1.° — Estamos es tudando a possibilidade de fazermos com o campeonato mineiro o mesmo 'que já fazemos com o de São Paulo.
:!.n — Embora reconhecendo um fu-turo brilhante para Dimas, não há dúvida que Heleno no momento é o melhor. Tem classe mais apurada o maior experiência. 3.° — O Flumi-nense- já levantou ctsieo campeonatos-no profissionalismo «1936. 37. 38. 40 e 41) e o Flamengo quatro 7939. 42 43 0 44)
IVAKY PINTO TANCREDO -Rua Nilo peçanhft, 555 — Marquês de Vàlença — Estado do Rio —
"Sen-do eu, como muitos o são, admira"Sen-do! e colecionador de O GLOBO SPOR-TIVO, gostaria de saber o nome de todos os jogadores do Clube de Re-gatas Vasco da Gama."
RESPOSTA — Os jogadores pro-fissionais do Vasco em 46 são estes: Moacir Barbosa e Fausto Barqueta, keepers; Augusto Costa, Ramon Ro-que Rafaneili, Alceu José Sampaio e Rubem de Souza, zagueiros; Alfre-do Alfre-dos Santos, sebastian Salomé Be-racóchéa, Danilo Al vim, Ely Amparo, Jorge Sacramento e Algemiro Pinhel-ro da Silva, halves; Walter Goiüart da Silveira (Santo .Cristo), Djalma Bezerra das Santos, Manoel Pessanha (Lelé), Manoel Marinho Alves (Ma-neca), isaias Benedito da Costa, Di-mas Silva, Jair Rosa Pinto, Francis-co AramburU (Chico). João Pinto, Eugen "França Avelar e Albino Fria-ça Cardoso.
F. GONÇALVES — Cataguazes — Minas Gerais -- "Sendo eu grande apreciador desta seção, "Bilhetes do Leitor", desejo seja a mesma rapi-damente difundida entre nós. Apro-veitando a oportunidade, peç-o iníor. mar-me a idade dos cracks do Flu-minense, do qual sou torcedor; Or-lando. osni e Telesca."
RESPOSTA — Orlando nasceu em 4 de defcembro de 1923; Osny em 10 de maio de 1921; e Telesca em 14 de junho de 1920.
WALTER DE MELLO — Fortsiiga Minas «3erais — "Sendo leitor as-Siduo d'0 GLOBO SPORTIVO, que-ria saber qual o quadro do Bota., fogo que jogou uo México."
RESPOSTA — O último quadro do Botafogo que visitou o México foi este: Aimoré e Brandão, keepers; Granam Bell, Nariz e Borges, aaguei-ros; Zezé Procopio, Zezé Moreira, Zarey e Laxixa, halves; Tadique, Ge-raldiho, Helesic, C. Leite, Geninho, Sardinha e Pirica, íorwardJS.
CRISÓSTOMO COSTA — Colégio "Regina Pacis- — Arajjuarl — Minas "Sou leitor desta revista há cinco anos, Resolvi assiná-la em 47, Fa. ça-me o favor dc comunicar a quem devo mandai* o disthciro e quando. Sou fan do Botafogo, por isto peço dois favores, que são: Io — Juvenal, de Belo Horizcnio, vai ou íoi pssra o Botafogo? 2" — Endereço da diretoria do chsbc. Espero ser atendido pelo amigo.
RESPOSTA — Para a assinatura, queira üirigir-se à gerencia, Sobs-e as perguntas: 1) Juvenal já está no Bo-tafogo, tendo estreado domingo, con-tra o América. 2) o endereço c Ave-niria Wenceslau Braz. 72.
SIRLEY ALVES AFFONSO — Cis-sieiros — Minas Gerais — Apoma um equivoco numa legenda da reporta-gem sobre o Vasco, divulgada no n, 416.
RESPOSTA — Q senhor tem ra-zão. o zagueiro que figura no clichê é Rubem e não Sampaio, como saiu escrito.
GERALDO GUY DE ALMEIDA — Colégio Santo Antônio _ São João dei Roy — "Vendo a seção "Bilhe-Tes do Leitor" no O GLOBO SPOR-TIVO, resolvi fazer-lhes as seguimos perguntas: 1." — Como poderei obter um retrato do C. R. Flamengo? 2.» - Como está passando o crack Zi-zinho? voltará logo às atividades ? 3" — Qual o team mais credenciado ao título máximo de 46? o Flamen-o está nFlamen-o parcFlamen-o? 4" — Qual Flamen-o me-lhor jogador carioca, respondendo com sinceridade? 5a —¦ Qual o pre-parador da seleção carioca este ano?" RESPOSTA — Quanto à primeira oergunta, não será srufito dificil ob-ter brevemente, do jeito que ele vai... Qisnnto n segunda; Zizinho vai pas-sando bem. Já tirou o aparelho de gesso e talvez no fim do campeona-to esteja no gramado. Quancampeona-to à ter-ceira: credenciados ao titulo estão o Flamengo, o Fluminense, o América, o Botafogo o o Vasco. Dai para baixo é dificil. O Flamengo, por en-quanto, não só está no parco como é o favorito, Quanto à quarta; E' difícil apontar o -melhor Jogador". Nós temos muitas "melhores jogado-res". cosno, por exemplo, Ademir, Peracio. Biguá' Jayme, 'Heleno. Da-nilo, Orlando, Maneco, etc. Qualquer um deles pode ser o melhor ao gosto do "f-n".