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Prof. Marcello Alves – Doutorando em

Prof. Marcello Alves – Doutorando em Geociências – Instituto de

Geociências – Instituto de

Geociências Unicamp.

Geociências Unicamp.

2008

2008

 APLICAÇÕES DO

 APLICAÇÕES DO

GEOPROCESSAMENTO

GEOPROCESSAMENTO

NO ESTUDO E

NO ESTUDO E

PLANEJAMENTO DO

PLANEJAMENTO DO

ESPAÇO URBANO E

ESPAÇO URBANO E

RURAL.

RURAL.

(2)

O presente módulo, segundo os objetivos gerais do curso visa:

O presente módulo, segundo os objetivos gerais do curso visa:

“Promover a difusão do uso das geotecnologias em vista de um conhecimento mais 

“Promover a difusão do uso das geotecnologias em vista de um conhecimento mais 

abrangente, aprofundado e preciso sobre o território brasileiro e suas diferentes regiões; 

abrangente, aprofundado e preciso sobre o território brasileiro e suas diferentes regiões; 

Ressaltar a potencialidade do geoprocessamento como recurso para a produção,

Ressaltar a potencialidade do geoprocessamento como recurso para a produção,

organização, tratamento, integração, gerenciamento e acesso das informações a respeito 

organização, tratamento, integração, gerenciamento e acesso das informações a respeito 

de fenômenos onde a localização geográfica é um elemento fundamental para os 

de fenômenos onde a localização geográfica é um elemento fundamental para os 

 processos

 processos de

de organização, consultas,

organização, consultas, análise e

análise e decisão.Contribuir para

decisão.Contribuir para o

o desenvolvimento 

desenvolvimento 

de novos conhecimentos, habilitações e competências para o avanço da produção do 

de novos conhecimentos, habilitações e competências para o avanço da produção do 

conhecimento acadêmico e o aprimoramento da atuação profissional”.

conhecimento acadêmico e o aprimoramento da atuação profissional”.

Neste sentido se propõe a apresentação de 5 estudos de casos que serão debatidos e

Neste sentido se propõe a apresentação de 5 estudos de casos que serão debatidos e

analisados, buscando-se subsidiar a elaboração de um trabalho final no formato de artigo

analisados, buscando-se subsidiar a elaboração de um trabalho final no formato de artigo

científico.

científico.

Tem-se como suporte algumas d

Tem-se como suporte algumas das diversas bases instrumentais presentes no mercado.

as diversas bases instrumentais presentes no mercado.

Dois destes instrumentos de Geoprocessamento são de caráter livre e estão disponíveis no

Dois destes instrumentos de Geoprocessamento são de caráter livre e estão disponíveis no

site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, já o seguinte compõe a

site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, já o seguinte compõe a

plataforma mais popular em ferramentas de Geoprocessamento do mercado – Arcgis –

plataforma mais popular em ferramentas de Geoprocessamento do mercado – Arcgis –

ESRI.

ESRI.

Cada bloco do curso compõe uma discussão aprofundada dos dados e práticas com os

Cada bloco do curso compõe uma discussão aprofundada dos dados e práticas com os

programas.

programas.

 Vocês poderão trazer alguns dados em formato Shapefile para elaboração dos trabalhos

 Vocês poderão trazer alguns dados em formato Shapefile para elaboração dos trabalhos

finais.

finais.

Dou-lhes as boas vindas e desfrutem.

Dou-lhes as boas vindas e desfrutem.

Marcello Alves.

(3)

 Artigo 1

 Artigo 1

(Módulo 1)

(Módulo 1)

Todos os artigos fazem parte de um conjunto de

Todos os artigos fazem parte de um conjunto de

de informações publicadas em congressos,

de informações publicadas em congressos,

simpósios e livros.

simpósios e livros.

(4)

GEOTECNOLO

GEOTECNOLOGIAS APLICADAS NO MONITORAMENTO DO CRESCIMENTO URBANO

GIAS APLICADAS NO MONITORAMENTO DO CRESCIMENTO URBANO EM ÁREAS

EM ÁREAS

DE RISCO À EROSÃO

DE RISCO À EROSÃO

Mário Valério Filho

Mário Valério Filho

11

,, Marcello Alves

Marcello Alves

11

, Madalena Niero Pereira

, Madalena Niero Pereira

22

, Carlos Roberto Serafim

, Carlos Roberto Serafim

11

1-UNIVAP – Universidade do Vale do Paraíba 

1-UNIVAP – Universidade do Vale do Paraíba 

[email protected] 

[email protected] 

2- INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 

2- INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais 

[email protected] 

[email protected] 

RESUMO

RESUMO

 Analisar

 Analisar a

a dinâmica

dinâmica do

do crescimento

crescimento urbano

urbano e

e seus

seus efeitos

efeitos sobre

sobre o

o meio

meio ambiente,

ambiente, tem

tem sido

sido em

em tempos

tempos

atuais, uma questão relevante na identificação de problemas gerados pela ocupação de áreas impróprias aos

atuais, uma questão relevante na identificação de problemas gerados pela ocupação de áreas impróprias aos

assentamentos urbanos. Neste contexto, insere-se o município de São José dos Campos – SP, que

assentamentos urbanos. Neste contexto, insere-se o município de São José dos Campos – SP, que

expandiu-se de maneira acelerada nas últimas décadas, principalmente nas regiões sul e leste, áreas onde ocorrem

se de maneira acelerada nas últimas décadas, principalmente nas regiões sul e leste, áreas onde ocorrem

problemas de ocupação urbana em locais indevidos. Este fenômeno da expansão urbana que na maioria das

problemas de ocupação urbana em locais indevidos. Este fenômeno da expansão urbana que na maioria das

vezes ocorreu de forma desordenada, concorreu grandemente para a ocupação de áreas desfavoráveis a

vezes ocorreu de forma desordenada, concorreu grandemente para a ocupação de áreas desfavoráveis a

este tipo de uso, provocando uma série de desequilíbrios ao meio ambiente, pesado ônus ao poder público e

este tipo de uso, provocando uma série de desequilíbrios ao meio ambiente, pesado ônus ao poder público e

riscos à população. Neste sentido, o presente trabalho apresenta uma abordagem metodológica, para a

riscos à população. Neste sentido, o presente trabalho apresenta uma abordagem metodológica, para a

caracterização do crescimento urbano em áreas de risco potencial á erosão com o suporte das

caracterização do crescimento urbano em áreas de risco potencial á erosão com o suporte das

geotecnologias, através da utilização de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento. A análise e

geotecnologias, através da utilização de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento. A análise e

interpretação de fotografias aéreas em preto e branco e coloridas, possibilitaram o mapeamento dos

interpretação de fotografias aéreas em preto e branco e coloridas, possibilitaram o mapeamento dos

perímetros urbanizados no período 1985, 1997 e 2000. Com o suporte das geotecnologias os atributos das

perímetros urbanizados no período 1985, 1997 e 2000. Com o suporte das geotecnologias os atributos das

unidades geotécnicas, da cobertura pedológica e das classes de declividade, foram integrados para geração

unidades geotécnicas, da cobertura pedológica e das classes de declividade, foram integrados para geração

da carta de risco potencial à erosão, a qual submetida aos cruzamentos com os mapeamentos das áreas

da carta de risco potencial à erosão, a qual submetida aos cruzamentos com os mapeamentos das áreas

urbanizadas, permitiram a espacialização e quantificação da ocupação urbana nas áreas de risco potencial à

urbanizadas, permitiram a espacialização e quantificação da ocupação urbana nas áreas de risco potencial à

erosão no período analisado.

erosão no período analisado.

PALAVRAS CHAVES: Crescimento urbano, ocupação de áreas, geotecnologias, erosão;

PALAVRAS CHAVES: Crescimento urbano, ocupação de áreas, geotecnologias, erosão;

1- INTRODUÇÃO

1- INTRODUÇÃO

 A Região

 A Região do Médio

do Médio Vale

Vale do

do Rio

Rio Paraíba do

Paraíba do Sul,

Sul, mais precisamente

mais precisamente ao l

ao longo

ongo do

do eixo da

eixo da Rodovia

Rodovia Presidente

Presidente

Dutra, foi submetida a partir de meados do século passado a um processo de urbanização de forma

Dutra, foi submetida a partir de meados do século passado a um processo de urbanização de forma

acelerada e intensa, formando aglomerados urbanos e contribuindo assim para uma ocupação desordenada,

acelerada e intensa, formando aglomerados urbanos e contribuindo assim para uma ocupação desordenada,

onde estas áreas são caracterizadas por ocuparem locais inadequados para este tipo de uso do solo.

onde estas áreas são caracterizadas por ocuparem locais inadequados para este tipo de uso do solo.

 Assim, pode-se deduzir que a ocupação urbana desordenada e irregular pode causar problemas decorrentes,

 Assim, pode-se deduzir que a ocupação urbana desordenada e irregular pode causar problemas decorrentes,

provocando o desequilíbrio dos sistemas ambientais, causando pesado ônus ao Poder Público e riscos às

provocando o desequilíbrio dos sistemas ambientais, causando pesado ônus ao Poder Público e riscos às

populações. Entre eles destacam-se aqueles relacionados ao meio físico e às atividades antrópicas

populações. Entre eles destacam-se aqueles relacionados ao meio físico e às atividades antrópicas

indiscriminadas, tais como, como a ocupação de áreas de várzeas, áreas sujeitas a inundações, áreas com

indiscriminadas, tais como, como a ocupação de áreas de várzeas, áreas sujeitas a inundações, áreas com

declividades acentuadas e áreas de solos suscetíveis aos processos de erosão, conforme atestam os

declividades acentuadas e áreas de solos suscetíveis aos processos de erosão, conforme atestam os

trabalhos de Escada (1992), Vieira et al. (1993), Costa (1996), Serafim (1998) Valério Filho et al.(2002)

trabalhos de Escada (1992), Vieira et al. (1993), Costa (1996), Serafim (1998) Valério Filho et al.(2002)

entre outros.

entre outros.

S

S

S

SI

IIG

I

G

G A

G

 A

 A

 AC

C

C –

C

 – 2

 –

2

2

20

0

0

00

0

0

04

4

4

4

Workshop sobre aplicações de Sistemas de Informações Geográficas no Ambiente

Workshop sobre aplicações de Sistemas de Informações Geográficas no Ambiente

Construído

Construído

01 de outubro de 2004

01 de outubro de 2004

Instituto Tecnológico de Aeronáutica

(5)

Neste sentido, as geotecnologias através das técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento se

Neste sentido, as geotecnologias através das técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento se

oferecem como ferramentas capazes de propiciar meios para o levantamento de dados do meio físico, do

oferecem como ferramentas capazes de propiciar meios para o levantamento de dados do meio físico, do

uso e ocupação da superfície terrestre, bem como, na integração destes dados para posterior análise e

uso e ocupação da superfície terrestre, bem como, na integração destes dados para posterior análise e

interpretação, os quais resultam em subsídios relevantes às propostas de ordenamento físico territorial,

interpretação, os quais resultam em subsídios relevantes às propostas de ordenamento físico territorial,

como demonstram os trabalhos de Escada (1992), Costa (1996), Valerio Filho (1998), Serafim (1998),

como demonstram os trabalhos de Escada (1992), Costa (1996), Valerio Filho (1998), Serafim (1998),

Jardim (1999), Valério Filho et al. (2003) entre outros.

Jardim (1999), Valério Filho et al. (2003) entre outros.

 Assim, considerando-se

 Assim, considerando-se as altas

as altas taxas de

taxas de urbanização que

urbanização que ocorrem no

ocorrem no setor leste

setor leste do município

do município de São

de São José

José

dos Campos (Serafim, 1998) e procurando prestar uma contribuição na indicação do crescimento urbano em

dos Campos (Serafim, 1998) e procurando prestar uma contribuição na indicação do crescimento urbano em

áreas de risco aos processos de erosão, desenvolveu-se uma abordagem metodológica com o apoio das

áreas de risco aos processos de erosão, desenvolveu-se uma abordagem metodológica com o apoio das

geotecnologias, para a caracterização dos espaços urbanizados nas áreas de risco à erosão no setor leste do

geotecnologias, para a caracterização dos espaços urbanizados nas áreas de risco à erosão no setor leste do

município de São José dos Campos-SP.

município de São José dos Campos-SP.

2- MATERIAIS E MÉTODOS

2- MATERIAIS E MÉTODOS

2.1- Área de estudo

2.1- Área de estudo

O presente trabalho foi desenvolvido na bacia hidrográfica do Rio Pararangaba, a qual envolve também uma

O presente trabalho foi desenvolvido na bacia hidrográfica do Rio Pararangaba, a qual envolve também uma

parte da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Figura 2.1.1), com uma área de 73,20 km

parte da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Figura 2.1.1), com uma área de 73,20 km

22

, inserida na região leste do

, inserida na região leste do

município de São José dos Campos SP, por ser uma das regiões que vem apresentando altas taxas de

município de São José dos Campos SP, por ser uma das regiões que vem apresentando altas taxas de

crescimento urbano nos últimos anos

crescimento urbano nos últimos anos Serafim (1998).

Serafim (1998).

Figura 2.1 1

(6)

2.2- MATERIAIS

2.2- MATERIAIS

Para o desenvolvimento deste trabalho foram utilizadas as cartas topográficas do Instituto Geográfico e

Para o desenvolvimento deste trabalho foram utilizadas as cartas topográficas do Instituto Geográfico e

Cartográfico (IGC) na escala de 1:10.000 de 1978; Cartas topográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e

Cartográfico (IGC) na escala de 1:10.000 de 1978; Cartas topográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística- IBGE, de 1974 na escala de 1:50.000; Carta Geotécnica do Município de São José dos Campos,

Estatística- IBGE, de 1974 na escala de 1:50.000; Carta Geotécnica do Município de São José dos Campos,

na escala de 1:50.000 IPT (1996), fotografias aéreas em papel na escala aproximada 1:25.000 de 1985

na escala de 1:50.000 IPT (1996), fotografias aéreas em papel na escala aproximada 1:25.000 de 1985

(preto e branco) e fotos na escala aproximada 1:10.000 (colorida normal) de 1997 e 2000.

(preto e branco) e fotos na escala aproximada 1:10.000 (colorida normal) de 1997 e 2000.

Os equipamentos utilizados para o desenvolvimento deste trabalho foram: GPS modelo Garmim Survey II

Os equipamentos utilizados para o desenvolvimento deste trabalho foram: GPS modelo Garmim Survey II

para georreferenciamento das informações obtidas em trabalho de campo, mesa de luz para análise e

para georreferenciamento das informações obtidas em trabalho de campo, mesa de luz para análise e

interpretação das fotografias aéreas; Sistema de Processamento de Informação Georreferenciada -SPRING

interpretação das fotografias aéreas; Sistema de Processamento de Informação Georreferenciada -SPRING

(INPE, 2004); para análise e integração da base de dados temáticos.

(INPE, 2004); para análise e integração da base de dados temáticos.

 A delimitação

 A delimitação da área

da área de estudo

de estudo (bacia hidrográfi

(bacia hidrográfica do

ca do Rio Pararangaba)

Rio Pararangaba) na base

na base cartográfica, foi

cartográfica, foi realizada

realizada

com o auxílio das cartas topográficas na escala 1:10.000, procurando-se representar a rede hidrográfica,

com o auxílio das cartas topográficas na escala 1:10.000, procurando-se representar a rede hidrográfica,

rede viária e o divisor da bacia hidrográfica, processo este realizado através do software SPRING/INPE

rede viária e o divisor da bacia hidrográfica, processo este realizado através do software SPRING/INPE

(2004).

(2004).

O mapeamento das áreas urbanizadas no período analisado, foram obtidas com apoio das técnicas de

O mapeamento das áreas urbanizadas no período analisado, foram obtidas com apoio das técnicas de

fotointerpretação conforme Marchetti & Garcia

fotointerpretação conforme Marchetti & Garcia (1986), Pereira et al. (1987) e Novo (1989).

(1986), Pereira et al. (1987) e Novo (1989).

Para a elaboração de cartas de risco potencial à erosão normalmente são considerados vários atributos do

Para a elaboração de cartas de risco potencial à erosão normalmente são considerados vários atributos do

meio físico que podem favorecer os processos de erosão (declividade, forma e comprimento das encostas,

meio físico que podem favorecer os processos de erosão (declividade, forma e comprimento das encostas,

textura, gênese e erodibilidade dos materiais inconsolidados, litologia, profundidade do nível de água,

textura, gênese e erodibilidade dos materiais inconsolidados, litologia, profundidade do nível de água,

pluviosidade, escoamento superficial, feições erosivas), Zuquette et al. (1994), Crepani et al. (1996).

pluviosidade, escoamento superficial, feições erosivas), Zuquette et al. (1994), Crepani et al. (1996).

No presente trabalho a carta de risco potencial à erosão foi elaborada com base em determinados

No presente trabalho a carta de risco potencial à erosão foi elaborada com base em determinados

parâmetros, obtidos da carta geotécnica do município de São José dos Campos, conforme IPT (1996), tais

parâmetros, obtidos da carta geotécnica do município de São José dos Campos, conforme IPT (1996), tais

como, propriedades dos solos obtidas do mapa de solos da Região do Vale do Paraíba segundo Kurkdjian et

como, propriedades dos solos obtidas do mapa de solos da Região do Vale do Paraíba segundo Kurkdjian et

al. (1992), e classes de declividade extraídas da carta de declividade elaborada com o auxílio de um ábaco

al. (1992), e classes de declividade extraídas da carta de declividade elaborada com o auxílio de um ábaco

analógico ajustado para uma base cartográfica na escala 1:10.000 conforme De Biasi (1970).

analógico ajustado para uma base cartográfica na escala 1:10.000 conforme De Biasi (1970).

 Após

 Após a

a obtenção

obtenção desses

desses dados,

dados, foram

foram realizados

realizados os

os cruzamentos

cruzamentos utilizando-se

utilizando-se de

de programação

programação em

em LEGAL

LEGAL

(Linguagem Espacial para Geoprocessamento Algébrico) em ambiente SPRING (INPE, 2004)

(Linguagem Espacial para Geoprocessamento Algébrico) em ambiente SPRING (INPE, 2004).. Em uma

Em uma

primeira fase foi realizado o cruzamento dos parâmetros obtidos da carta geotécnica, de solos e declividade,

primeira fase foi realizado o cruzamento dos parâmetros obtidos da carta geotécnica, de solos e declividade,

dando origem à carta de risco potencial à erosão. Em uma segunda etapa foi realizado o cruzamento da

dando origem à carta de risco potencial à erosão. Em uma segunda etapa foi realizado o cruzamento da

carta de risco com as áreas urbanizadas na área de estudo para as datas de 1985, 1997 e 2000, a fim de

carta de risco com as áreas urbanizadas na área de estudo para as datas de 1985, 1997 e 2000, a fim de

caracterizar, quantificar e espacializar a urbanização

caracterizar, quantificar e espacializar a urbanização nas áreas de risco para os períodos anali

nas áreas de risco para os períodos analisados;

sados;

3 - RESULTADOS

3 - RESULTADOS

 A

 A análise

análise e

e interpretação

interpretação das

das fotografias

fotografias aéreas

aéreas possibilitaram

possibilitaram o

o mapeamento

mapeamento dos

dos perímetros

perímetros urbanizados

urbanizados

para as diferentes datas (Figura 3.1) e os resultados são apresentados na Tabela 3.1. Pelos dados

para as diferentes datas (Figura 3.1) e os resultados são apresentados na Tabela 3.1. Pelos dados

apresentados, podemos verificar que houve um aumento significativo da área urbanizada no período

apresentados, podemos verificar que houve um aumento significativo da área urbanizada no período

analisado. No tocante ao aumento de área urbanizada no período, necessário se faz esclarecer que em

analisado. No tocante ao aumento de área urbanizada no período, necessário se faz esclarecer que em

parte, este acréscimo se deve ao fato de ter sido considerado também os perímetros urbanizados em fase

parte, este acréscimo se deve ao fato de ter sido considerado também os perímetros urbanizados em fase

de implantação, bem como, aqueles que se encontram nas regiões de contato com os setores rurais do

de implantação, bem como, aqueles que se encontram nas regiões de contato com os setores rurais do

município que na grande maioria

(7)

(1985)

(1985)

(1997)

(1997)

(2000)

(2000)

Figura 3.1 –

Figura 3.1 – Manchas urbanas na bacia hidrográfica do R

Manchas urbanas na bacia hidrográfica do Rio Pararangaba para os anos 1985, 1997, 2000;

io Pararangaba para os anos 1985, 1997, 2000;

Tabela 3.1 –

Tabela 3.1 – Quantificação das áreas

Quantificação das áreas urbanizadas para as datas

urbanizadas para as datas de 1985, 1997 e 2000;

de 1985, 1997 e 2000;

Bacia

Bacia hidrográfica

hidrográfica do

do Rio

Rio Pararangaba

Pararangaba

Área

Área (Km

(Km

22

))

 Área (%)

 Área (%)

 Área Urbanizada em 1985

 Área Urbanizada em 1985

6,20

6,20

8,54

8,54

 Área Urbanizada em 1997

 Área Urbanizada em 1997

15,58

15,58

21,46

21,46

 Área Urbanizada em 2000

 Área Urbanizada em 2000

16,85

16,85

23,21

23,21

3.1- Carta de Risco Potencial aos Processos de Erosão

3.1- Carta de Risco Potencial aos Processos de Erosão

Para a confecção de cartas de riscos potenciais a erosão, normalmente são considerados vários atributos do

Para a confecção de cartas de riscos potenciais a erosão, normalmente são considerados vários atributos do

meio físico conforme Zuquette et al. (1994), porém, conforme observação dos próprios autores, em muitas

meio físico conforme Zuquette et al. (1994), porém, conforme observação dos próprios autores, em muitas

situações torna-se inviável a disponibilidade daquelas i

situações torna-se inviável a disponibilidade daquelas informações na escala compatível a de trabalho.

nformações na escala compatível a de trabalho.

 Assim,

 Assim, foram

foram consideradas

consideradas as

as unidades

unidades geotécnicas

geotécnicas (IPT

(IPT 1996),

1996), sendo

sendo que

que cada

cada qual

qual recebeu

recebeu um

um

determinado peso em função da composição textural, e da posição que ocupam na paisagem, e os

determinado peso em função da composição textural, e da posição que ocupam na paisagem, e os

respectivos pesos foram dados conforme recomendação de Pejon & Zuquette (1993), em que deve-se

respectivos pesos foram dados conforme recomendação de Pejon & Zuquette (1993), em que deve-se

atribuir pesos aos atributos considerados tanto maiores quanto maior for a sua influência no processo de

atribuir pesos aos atributos considerados tanto maiores quanto maior for a sua influência no processo de

escoamento superficial.

escoamento superficial.

Neste contexto a Tabela 3.2 apresenta os atributos das unidades geotécnicas e seus respectivos pesos em

Neste contexto a Tabela 3.2 apresenta os atributos das unidades geotécnicas e seus respectivos pesos em

função da maior ou menor influência nos processos de erosão do solo.

(8)

Tabela 3.2 –

Tabela 3.2 – Unidades Geotécnicas com seus respectivos pesos;

Unidades Geotécnicas com seus respectivos pesos;

Unidades

Unidades Geotécnicas

Geotécnicas

Peso

Peso das

das Unidades

Unidades

 Aluviões arenosos

 Aluviões arenosos

77

 Aluviões argilosos

 Aluviões argilosos

55

Colinas/morrotes

Colinas/morrotes em

em sedimentos

sedimentos arenosos

arenosos

55

Colinas/morrotes

Colinas/morrotes em

em sedimentos

sedimentos em

em argila-expansiva

argila-expansiva

33

Colinas/morrotes

Colinas/morrotes em

em sedimentos

sedimentos argilo-arenosos

argilo-arenosos

33

Morros

Morros c/

c/ substrato

substrato migmatitos/gnaisses/xisto/filitos

migmatitos/gnaisses/xisto/filitos

66

Colinas/morrotes

Colinas/morrotes com

com embasamento

embasamento cristalino

cristalino

66

Para as diferentes unidades de solos que ocorrem na área de estudo foram também estabelecidos os

Para as diferentes unidades de solos que ocorrem na área de estudo foram também estabelecidos os

respectivos pesos em função das características texturais, espessura do material intemperizado

respectivos pesos em função das características texturais, espessura do material intemperizado

(profundidade), conforme procedimento utilizado por Crepani et al. (1996) para elaboração de cartas de

(profundidade), conforme procedimento utilizado por Crepani et al. (1996) para elaboração de cartas de

vulnerabilidade natural à erosão. Assim, a Tabela 3.3 apresenta as unidades de solos e seus respectivos

vulnerabilidade natural à erosão. Assim, a Tabela 3.3 apresenta as unidades de solos e seus respectivos

pesos, em função da maior ou menor influência aos processos de erosão.

pesos, em função da maior ou menor influência aos processos de erosão.

 Verifica-se, que os

 Verifica-se, que os solos que

solos que ocupam áreas de

ocupam áreas de várzeas (HGHa2) e aqueles

várzeas (HGHa2) e aqueles de textura

de textura arenosa em superfície

arenosa em superfície

(PVa 23), são os que receberam maior peso, pelo fato de estarem associados à áreas de risco a inundação

(PVa 23), são os que receberam maior peso, pelo fato de estarem associados à áreas de risco a inundação

para os solos Glei e maior infl

para os solos Glei e maior influência aos riscos de erosão para os Podzólicos V

uência aos riscos de erosão para os Podzólicos Vermelho Amarelo.

ermelho Amarelo.

Tabela 3.3 –

Tabela 3.3 – Unidades de solos com seus respectivos pesos;

Unidades de solos com seus respectivos pesos;

Unidades

Unidades de

de Solos

Solos

Peso

Peso das

das Unidades

Unidades

Glei

Glei Húmico

Húmico Álico

Álico (HGHa2)

(HGHa2)

88

Latossolo

Latossolo Vermelho

Vermelho Amarelo

Amarelo Álico

Álico (LVa)

(LVa)

66

Podzólico

Podzólico Vermelho

Vermelho Amarelo

Amarelo Álico

Álico (Pva23)

(Pva23)

77

Podzólico

Podzólico Vermelho

Vermelho Amarelo

Amarelo Álico

Álico (Pva19)

(Pva19)

55

Com relação ao estabelecimento dos respectivos pesos para as classes de declividade, foi adotado o mesmo

Com relação ao estabelecimento dos respectivos pesos para as classes de declividade, foi adotado o mesmo

procedimento utilizado para as unidades geotécnicas e unidades de solos, sendo que as classes de maior

procedimento utilizado para as unidades geotécnicas e unidades de solos, sendo que as classes de maior

declividade receberam os maiores pesos, com exceção das áreas de várzea que ocorrem na classe de

declividade receberam os maiores pesos, com exceção das áreas de várzea que ocorrem na classe de

declividade entre 0 e 5%, e que pelo fato de serem áreas sujeitas à inundação receberam o peso máximo,

declividade entre 0 e 5%, e que pelo fato de serem áreas sujeitas à inundação receberam o peso máximo,

semelhante ao da classe com declividade maior que 30 %, confor

(9)

Tabela 3.4 –

Tabela 3.4 – Classes de Declividade com seus respectivos pesos;

Classes de Declividade com seus respectivos pesos;

Intervalos

Intervalos das

das Classes

Classes de

de Declividade

Declividade (%)

(%)

Peso

Peso das

das Unidades

Unidades

0

0 –

– 5

5

11

0

0 –

– 5

5 (em

(em áreas

áreas de

de várzea)

várzea)

10

10

5

5 –

– 15

15

22

15

15 –30

–30

33

>

> 30

30

10

10

Conduta semelhante foi realizada com a profundidade sendo que os solos mais rasos tiveram os maiores

Conduta semelhante foi realizada com a profundidade sendo que os solos mais rasos tiveram os maiores

pesos e os mais profundos menores pesos, bem como para o relevo onde as classes de relevo ondulado a

pesos e os mais profundos menores pesos, bem como para o relevo onde as classes de relevo ondulado a

montanhoso receberam os pesos mais elevados e as classes de relevo plano a suave ondulado os menores.

montanhoso receberam os pesos mais elevados e as classes de relevo plano a suave ondulado os menores.

Neste sentido as Tabelas 3.2, 3.3 e 3.4 representam a somatória dos pesos estabelecidos para os diferentes

Neste sentido as Tabelas 3.2, 3.3 e 3.4 representam a somatória dos pesos estabelecidos para os diferentes

atributos analisados.

atributos analisados.

 Após

 Após a

a obtenção

obtenção dos

dos diferentes

diferentes atributos

atributos e

e seus

seus respectivos

respectivos pesos,

pesos, realizou-se

realizou-se a

a integração

integração dos

dos mesmos

mesmos

para toda a área de estudo com o suporte do software SPRING, sendo obtidas todas as combinações

para toda a área de estudo com o suporte do software SPRING, sendo obtidas todas as combinações

possíveis entre os diferentes atributos e seus respectivos pesos e os resultados foram agrupados em apenas

possíveis entre os diferentes atributos e seus respectivos pesos e os resultados foram agrupados em apenas

4 classes quanto aos riscos potenciais à erosão sendo: a) áreas não críticas b) áreas moderadamente

4 classes quanto aos riscos potenciais à erosão sendo: a) áreas não críticas b) áreas moderadamente

críticas, c) área crítica e d)

críticas, c) área crítica e d) áreas muito críticas, à erosão, conforme é

áreas muito críticas, à erosão, conforme é apresentado na Figura 3.2.

apresentado na Figura 3.2.

Figura 3.2

(10)

Com a disponibilidade da carta do potencial de risco à erosão e os mapeamentos das áreas urbanizadas nas

Com a disponibilidade da carta do potencial de risco à erosão e os mapeamentos das áreas urbanizadas nas

datas de 1985, 1997 e 2000, foi possível realizar os cruzamentos nos

datas de 1985, 1997 e 2000, foi possível realizar os cruzamentos nos períodos analisados e poster

períodos analisados e posteriormente a

iormente a

quantificação do crescimento urbano nas áreas de risco potencial à erosão para as diferentes classes, com o

quantificação do crescimento urbano nas áreas de risco potencial à erosão para as diferentes classes, com o

suporte do SPRING e os resultados obtidos

suporte do SPRING e os resultados obtidos são apresentados na Figura 3.3 e na Tabela 3.5.

são apresentados na Figura 3.3 e na Tabela 3.5.

Figura 3.3 –

Figura 3.3 – Cruzamento das áreas urbanizadas com a carta de

Cruzamento das áreas urbanizadas com a carta de risco à erosão

risco à erosão

Tabela 3.5 –

Tabela 3.5 – Taxa de urbanização em áreas de risco à erosão;

Taxa de urbanização em áreas de risco à erosão;

 Áreas de risco

 Áreas de risco

Expansão Urbana

Expansão Urbana

Km

Km

22

(1985)

(1985)

Expansão Urbana

Expansão Urbana

Km

Km

22

(1997)

(1997)

Expansão Urbana

Expansão Urbana

Km

Km

22

(2000)

(2000)

 Área não Crítica

 Área não Crítica

3,46

3,46

9,48

9,48

9,90

9,90

 Área Moderadamente

 Área Moderadamente

Crítica

Crítica

1,90

1,90

4,12

4,12

4,75

4,75

 Área Crítica

 Área Crítica

0,42

0,42

0,95

0,95

1,02

1,02

 Área Muito Crítica

 Área Muito Crítica

0,42

0,42

1,03

1,03

1,18

1,18

Conforme apresentado na Tabela 3.5, verifica-se que no período analisado houve um aumento significativo

Conforme apresentado na Tabela 3.5, verifica-se que no período analisado houve um aumento significativo

de crescimento urbano no período de 1985 a 1997 em praticamente todas as classes de risco, sendo que a

de crescimento urbano no período de 1985 a 1997 em praticamente todas as classes de risco, sendo que a

classe não crítica foi a que apresentou maior expressão de área. Por outro lado é possível constatar que

classe não crítica foi a que apresentou maior expressão de área. Por outro lado é possível constatar que

para o mesmo período ocorreu um aumento em área de duas a duas vezes e meia a ocupação urbana nas

para o mesmo período ocorreu um aumento em área de duas a duas vezes e meia a ocupação urbana nas

classes moderadamente crítica, crítica e muito crítica. Quanto ao pequeno aumento em área ocorrido no

classes moderadamente crítica, crítica e muito crítica. Quanto ao pequeno aumento em área ocorrido no

período 1997 a 2000, em parte está associado ao período de apenas t

período 1997 a 2000, em parte está associado ao período de apenas três anos e por outro

rês anos e por outro lado está atrelado

lado está atrelado

também ao fato de que aquelas áreas que em 1997 estavam em processo de ocupação urbana (traçado da

também ao fato de que aquelas áreas que em 1997 estavam em processo de ocupação urbana (traçado da

estrutura urbana) e locais de baixa densidade de ocupação urbana passaram para a categoria de áreas mais

estrutura urbana) e locais de baixa densidade de ocupação urbana passaram para a categoria de áreas mais

adensadas em 2000 e assim limitando o crescimento de novas áreas de expansão urbana. Assim, percebe-se

adensadas em 2000 e assim limitando o crescimento de novas áreas de expansão urbana. Assim, percebe-se

que no período analisado houve um incremento do crescimento urbano em áreas de risco potencial à

que no período analisado houve um incremento do crescimento urbano em áreas de risco potencial à

erosão.

erosão.

Pelos valores apresentados e com a finalidade de avaliar a eficiência da metodologia proposta, foi realizado

Pelos valores apresentados e com a finalidade de avaliar a eficiência da metodologia proposta, foi realizado

um apoio de campo para verificar as consequências das áreas urbanizadas nas classes de risco consideradas

um apoio de campo para verificar as consequências das áreas urbanizadas nas classes de risco consideradas

críticas e muito críticas, o que resultou na constatação de áreas submetidas aos diferentes processos de

críticas e muito críticas, o que resultou na constatação de áreas submetidas aos diferentes processos de

(11)

erosão, as quais na sua maioria estavam associadas a áreas de expansão urbana mais recentes e ainda não

erosão, as quais na sua maioria estavam associadas a áreas de expansão urbana mais recentes e ainda não

totalmente consolidadas, cuja principal causa é a ausência ou deficiência de obras de infra-estrutura,

totalmente consolidadas, cuja principal causa é a ausência ou deficiência de obras de infra-estrutura,

disposição do sistema viário e da drenagem superficial, que permitem a concentração do escoamento, aliado

disposição do sistema viário e da drenagem superficial, que permitem a concentração do escoamento, aliado

à inexistência de estruturas adequadas de adução, condução e lançamento das águas.

à inexistência de estruturas adequadas de adução, condução e lançamento das águas.

 Assim, considerando-se

 Assim, considerando-se que esta

que esta região é

região é uma das

uma das áreas mais

áreas mais favoráveis ao

favoráveis ao processo de

processo de expansão urbana,

expansão urbana,

e que nos últimos anos tem apresentado altas taxas de urbanização conforme Serafim (1998), torna-se

e que nos últimos anos tem apresentado altas taxas de urbanização conforme Serafim (1998), torna-se

necessário o direcionamento de ações mitigadoras para controlar este crescimento desordenado.

necessário o direcionamento de ações mitigadoras para controlar este crescimento desordenado.

4- CONCLUSÕES

4- CONCLUSÕES

 A

 A metodologia

metodologia para

para a

a elaboração

elaboração da

da carta

carta de

de risco

risco potencial

potencial à

à erosão

erosão através

através da

da integração

integração de

de atributos

atributos

basicamente do solo e relevo, mostrou-se eficiente como um instrumento para a caracterização das áreas

basicamente do solo e relevo, mostrou-se eficiente como um instrumento para a caracterização das áreas

urbanas implantadas nas áreas de risco potencial à erosão, pelo fato da constatação de que as áreas

urbanas implantadas nas áreas de risco potencial à erosão, pelo fato da constatação de que as áreas

urbanizadas nas classes classificadas como críticas e muito críticas pela carta de risco, foram constatadas em

urbanizadas nas classes classificadas como críticas e muito críticas pela carta de risco, foram constatadas em

campo e também por ter sido possível a quantificação e espacialização do crescimento urbano em áreas de

campo e também por ter sido possível a quantificação e espacialização do crescimento urbano em áreas de

risco potencial à erosão na área de estudo.

risco potencial à erosão na área de estudo.

Embora os resultados tenham apresentado contribuições importantes para subsidiar propostas de

Embora os resultados tenham apresentado contribuições importantes para subsidiar propostas de

ordenamento territorial, é necessário uma investigação mais crítica na seleção dos atributos e seus

ordenamento territorial, é necessário uma investigação mais crítica na seleção dos atributos e seus

respectivos pesos a serem utilizados na elaboração de cart

respectivos pesos a serem utilizados na elaboração de cartas de risco potencial à erosão.

as de risco potencial à erosão.

5 - BIBLIOGRÁFIA

5 - BIBLIOGRÁFIA

COSTA, S.M.F. Metodologia alternativa para o estudo do espaço metropolitano, integrando as tecnologia de

COSTA, S.M.F. Metodologia alternativa para o estudo do espaço metropolitano, integrando as tecnologia de

SIG e sensoriamento remoto – Aplicação à área metropolitana de Belo Horizonte. São Paulo, 1996.

SIG e sensoriamento remoto – Aplicação à área metropolitana de Belo Horizonte. São Paulo, 1996.

Dissertação de Doutorado – Escola Politécnica da Universidade

Dissertação de Doutorado – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 179p.

de São Paulo. 179p.

CREPANI, E.; MEDEIROS, J. S.; AZEVEDO, L. G.; HERNANDEZ FILHO, P.; FLORENZANO, T. G.; DUARTE., V.

CREPANI, E.; MEDEIROS, J. S.; AZEVEDO, L. G.; HERNANDEZ FILHO, P.; FLORENZANO, T. G.; DUARTE., V.

Curso de sensoriamento remoto aplicado ao zoneamento ecológico-econômico. São José dos Campos,

Curso de sensoriamento remoto aplicado ao zoneamento ecológico-econômico. São José dos Campos,

INPE, 1996. 18p.

INPE, 1996. 18p.

DE BIASI,

DE BIASI, M.

M. Cartas de

Cartas de declividade: confecção e

declividade: confecção e utilização. São Pau

utilização. São Paulo, USP. IGEOG

lo, USP. IGEOG, 1970.

, 1970. (Série

(Série

Geomorfológica, 21).

Geomorfológica, 21).

ESCADA, M.I.S. Utilização de técnicas de sensoriamento remoto para o planejamento de espaços livres

ESCADA, M.I.S. Utilização de técnicas de sensoriamento remoto para o planejamento de espaços livres

urbanos de uso coletivo. (Dissertação de Mestrado em Sensoriamento Remoto) – INPE, São José dos

urbanos de uso coletivo. (Dissertação de Mestrado em Sensoriamento Remoto) – INPE, São José dos

Campos, 1992,

Campos, 1992, 133p. (INPE-5441-TDI/487).

133p. (INPE-5441-TDI/487).

INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS – IPT. Carta Geotécnica de São José dos Campos. São Paulo. 1

INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS – IPT. Carta Geotécnica de São José dos Campos. São Paulo. 1

aa

edição. 1996.

edição. 1996. São Paulo:

São Paulo: IPT, 10/10/19

IPT, 10/10/1996. 43p.

96. 43p.

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS – (INPE)

-INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS – (INPE) - SPRING. Sistema de Processamento de 

SPRING. Sistema de Processamento de 

Informações Georeferenciadas 

Informações Georeferenciadas . http://www.dpi.inpe.br/spring, 2004;

. http://www.dpi.inpe.br/spring, 2004;

JARDIM, H. L. Estudo da expansão urbana próxima a área de mineração através de sensoriamento remoto,

JARDIM, H. L. Estudo da expansão urbana próxima a área de mineração através de sensoriamento remoto,

índices morfométricos e geoprocessamento:Congonhas-MG. (Dissertação de Mestrado em

índices morfométricos e geoprocessamento:Congonhas-MG. (Dissertação de Mestrado em

Sensoriamento Remoto). I

Sensoriamento Remoto). INPE, São José dos Campos, 1999, 139p. (INPE-7029-TDI/661).

NPE, São José dos Campos, 1999, 139p. (INPE-7029-TDI/661).

KURKDJIAN, M.L.N.O.; VALERIO FILHO, M.; VENEZIANI, P.; PEREIRA, M.N.; FLORENZANO, T.G.; ANJOS,

KURKDJIAN, M.L.N.O.; VALERIO FILHO, M.; VENEZIANI, P.; PEREIRA, M.N.; FLORENZANO, T.G.; ANJOS,

C.E.; OHARA, T.; DONZELI, P.L.; ABDON, M.M.; SAUSEN, T.M.; PINTO, S.A.F.; BERTOLDO, M.A.;

C.E.; OHARA, T.; DONZELI, P.L.; ABDON, M.M.; SAUSEN, T.M.; PINTO, S.A.F.; BERTOLDO, M.A.;

BLANCO, J.G.; CZORDAS, S.M. Macrozoneamento da Região do Vale do Paraíba e Litoral Norte do

BLANCO, J.G.; CZORDAS, S.M. Macrozoneamento da Região do Vale do Paraíba e Litoral Norte do

Estado de São Paulo.

Estado de São Paulo. São José dos Campos, 1992. 176 p (I

São José dos Campos, 1992. 176 p (INPE-5381-

NPE-5381-PRP/165)

PRP/165)

MARCHETTI, D. A. B.; GARCIA, G. J. Princípios de fotogrametria e fotointerpretação. São Paulo, Nobel,

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1986. 257p.

1986. 257p.

NOVO, E. M. L. M. Sensoriamento remoto, princípios e aplicações. São josé dos Campos. Ed. Edgard Blucher

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Ltda. 309p.

Ltda. 309p.

(12)

PEJON, O. J.; & ZUQUETTE, L. V. Surface runoff potencial chart of the Piracicaba sheet, SP. Geociências,

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São Paulo, V.

São Paulo, V. 12. N. 2 p. 515-529, 1993.

12. N. 2 p. 515-529, 1993.

PEREIRA, M. N.; NOVO, E. M. L. M.; KURKDJIAN, M. L. N. O.; D`ALGE, J. C. L. Atualização do uso da terra

PEREIRA, M. N.; NOVO, E. M. L. M.; KURKDJIAN, M. L. N. O.; D`ALGE, J. C. L. Atualização do uso da terra

do município de São José dos Campos, através de dados de sensoriamento remoto. São José dos

do município de São José dos Campos, através de dados de sensoriamento remoto. São José dos

Campos, INPE, 1987.

Campos, INPE, 1987.

SERAFIM, C. R. Monitoramento do crescimento urbano em áreas de risco à erosão na bacia hidrográfica do

SERAFIM, C. R. Monitoramento do crescimento urbano em áreas de risco à erosão na bacia hidrográfica do

córrego Pararangaba no município de São José dos Campos-SP. Dissertação de Mestrado em

córrego Pararangaba no município de São José dos Campos-SP. Dissertação de Mestrado em

Planejamento Urbano e Regional -

Planejamento Urbano e Regional - UNIVAP, São José dos Campos, 1998, 99p.

UNIVAP, São José dos Campos, 1998, 99p.

 VALERIO

 VALERIO FILHO,

FILHO, M.

M. Técnicas

Técnicas de

de Sensoriamento

Sensoriamento remoto

remoto e

e geoprocessamento

geoprocessamento aplicadas

aplicadas ao

ao planejamento

planejamento

regional. VI Simpósio Nacional de Controle de Erosão. Presidente Prudente, São Paulo. Abril de 1998.

regional. VI Simpósio Nacional de Controle de Erosão. Presidente Prudente, São Paulo. Abril de 1998.

CD

CD

 VALERIO FILHO, M.; ALVES, M.; KURKDJIAN, M.L.N.O. Avaliação da integração de dados

 VALERIO FILHO, M.; ALVES, M.; KURKDJIAN, M.L.N.O. Avaliação da integração de dados de uso e ocupação

de uso e ocupação

das terras e a carta de unidades geotécnicas na sub-bacia do ribeirão Vidoca, São José dos

das terras e a carta de unidades geotécnicas na sub-bacia do ribeirão Vidoca, São José dos

Campos-SP. I Seminário Nacional de Impactos Sócio-Ambientais Urbanos : Desafios e Soluções. Curitiba,

SP. I Seminário Nacional de Impactos Sócio-Ambientais Urbanos : Desafios e Soluções. Curitiba,

Junho de 2002. CD

Junho de 2002. CD

 VALERIO

 VALERIO FILHO,

FILHO, M.;

M.; ALVES,

ALVES, M.;

M.; GARCIA,

GARCIA, R.;

R.; FANTIN,

FANTIN, M.

M. Caracterização

Caracterização de

de bacias

bacias hidrográficas

hidrográficas

impermeabilizadas pelo processo de urbanização com o suporte de geotecnologias. XI Simpósio

impermeabilizadas pelo processo de urbanização com o suporte de geotecnologias. XI Simpósio

Brasileiro de Sensoriamento Remoto. Belo Horizonte, Abril de 2003. CD

Brasileiro de Sensoriamento Remoto. Belo Horizonte, Abril de 2003. CD

 VIEIRA,

 VIEIRA, I.M.; K

I.M.; KURKDJIAN, M.L.N.O.

URKDJIAN, M.L.N.O. 1993. Integração

1993. Integração de

de dados

dados de

de expansão

expansão urbana

urbana e

e dados

dados geotécnicos

geotécnicos

como subsídio ao estabelecimento de critérios de ocupação em áreas urbanas. In: SIMPÓSIO

como subsídio ao estabelecimento de critérios de ocupação em áreas urbanas. In: SIMPÓSIO

BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 7. Curitiba, PR, 10-14 maio, 1993. Anais. Curitiba. v.1, p.

BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO, 7. Curitiba, PR, 10-14 maio, 1993. Anais. Curitiba. v.1, p.

163-171.

163-171.

ZUQUETTE, L. V.; PEJON, O. J.; SINELLI, O.; GANDOLFI, N. Carta de riscos potenciais de erosão - cidade de

ZUQUETTE, L. V.; PEJON, O. J.; SINELLI, O.; GANDOLFI, N. Carta de riscos potenciais de erosão - cidade de

Franca (SP) escala 1:25.000 (Brasil). III Latin American Symposium on Urbaan Geohazards. Anais.

Franca (SP) escala 1:25.000 (Brasil). III Latin American Symposium on Urbaan Geohazards. Anais.

1994.

(13)

 Artigo 2

 Artigo 2

(Módulo 2)

(Módulo 2)

Todos os artigos fazem parte de um conjunto de

Todos os artigos fazem parte de um conjunto de

de informações publicadas em congressos,

de informações publicadas em congressos,

simpósios e livros.

simpósios e livros.

(14)

 “INTEGRAÇÃO D

 “INTEGRAÇÃO DE DADOS SÓCIO-TERRITORIAIS E CARACTERÍSTICAS D

E DADOS SÓCIO-TERRITORIAIS E CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO, EM BACIA

O MEIO FÍSICO, EM BACIASS

HIDROGRÁFICAS, COMO SUBSÍDIO À GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA”.

HIDROGRÁFICAS, COMO SUBSÍDIO À GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA”.

Marcello Alves;

Marcello Alves;

 Antônio Miguel V. Monteiro;

 Antônio Miguel V. Monteiro;

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE / Divisão de Processamento de Im

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE / Divisão de Processamento de Imagens – DPI

agens – DPI

{malves, miguel} @dpi.inpe.br;

{malves, miguel} @dpi.inpe.br;

Resumo

Resumo

O acelerado crescimento urbano brasileiro, associado ao acentuado processo de industrialização das últimas

O acelerado crescimento urbano brasileiro, associado ao acentuado processo de industrialização das últimas

décadas, vem contribuindo diretamente com a centralização e produção de intensas desigualdades sócio

décadas, vem contribuindo diretamente com a centralização e produção de intensas desigualdades sócio

territoriais nas cidades. Populações, vivendo muitas vezes em situações limites e forçadas a deslocamentos

territoriais nas cidades. Populações, vivendo muitas vezes em situações limites e forçadas a deslocamentos

em direção às periferias não normatizadas, vêm ocupando, em alguns casos, as áreas de bacias

em direção às periferias não normatizadas, vêm ocupando, em alguns casos, as áreas de bacias

hidrográficas responsáveis pelo abastecimento e regulação do ciclo das águas para um conjunto de centros

hidrográficas responsáveis pelo abastecimento e regulação do ciclo das águas para um conjunto de centros

urbanos. A fragilização destas áreas compromete a médio e longo prazo a própria existência destes centros.

urbanos. A fragilização destas áreas compromete a médio e longo prazo a própria existência destes centros.

Neste sentido, este trabalho busca apresentar idéias preliminares para ampliar a capacidade dos sistemas

Neste sentido, este trabalho busca apresentar idéias preliminares para ampliar a capacidade dos sistemas

gestores locais, tratando integradamente os chamados dados de qualidade ambiental na escala dos

gestores locais, tratando integradamente os chamados dados de qualidade ambiental na escala dos

processos da bacia, com os dados de qualidade ambiental na escala do cidadão. Integrando a caracterização

processos da bacia, com os dados de qualidade ambiental na escala do cidadão. Integrando a caracterização

do atendimento à infra-estrutura básica, obtido a partir de dados censitários agregados por setores, com as

do atendimento à infra-estrutura básica, obtido a partir de dados censitários agregados por setores, com as

características do meio físico da(s) bacia(s) hidrográfica (s), obtendo-se assim, a relação em curso de áreas

características do meio físico da(s) bacia(s) hidrográfica (s), obtendo-se assim, a relação em curso de áreas

urbanas e o sistema ambiental de regulação do bem comum: a água. O uso de Sistemas de Informações

urbanas e o sistema ambiental de regulação do bem comum: a água. O uso de Sistemas de Informações

Geográficas e as técnicas de Análise Espacial compõem a base ferramental de integração e de construção de

Geográficas e as técnicas de Análise Espacial compõem a base ferramental de integração e de construção de

medidas de cidades territorializadas em escala intra-urbana (

medidas de cidades territorializadas em escala intra-urbana (Koga 

Koga , 2003). Como área piloto, escolheu-se à

, 2003). Como área piloto, escolheu-se à

margem direita do Rio Paraíba do Sul, o município de São José dos Campos-SP, que conta com uma área

margem direita do Rio Paraíba do Sul, o município de São José dos Campos-SP, que conta com uma área

urbanizada distribuída em oito bacias hidrográficas. Utilizando-se de estudos anteriores de caracterização de

urbanizada distribuída em oito bacias hidrográficas. Utilizando-se de estudos anteriores de caracterização de

desigualdades sócio-territoriais através de indicadores com expressão territorial (

desigualdades sócio-territoriais através de indicadores com expressão territorial (Genovez 

Genovez , 2002) e da

, 2002) e da

caracterização das unidades físicas das bacias hidrográficas (

caracterização das unidades físicas das bacias hidrográficas (IPT 

IPT , 1996), procurou-se definir o grau de

, 1996), procurou-se definir o grau de

fragilização que considere o sistema ambiental de regulação sem deixar de observar as necessidades das

fragilização que considere o sistema ambiental de regulação sem deixar de observar as necessidades das

populações que ali estão assentadas, subsidiando o planejamento e ao mesmo tempo à gestão de saúde

populações que ali estão assentadas, subsidiando o planejamento e ao mesmo tempo à gestão de saúde

pública local, no tocante ao

pública local, no tocante ao direciomento das ações emergenciais pertinentes e,

direciomento das ações emergenciais pertinentes e, de ordem comum a todos.

de ordem comum a todos.

1- Introdução

1- Introdução

Com crescimento das áreas urbanizadas próximas às áreas de drenagem, ocorre o desenvolvimento de

Com crescimento das áreas urbanizadas próximas às áreas de drenagem, ocorre o desenvolvimento de

um conjunto de situações críticas que podem afetar a disponibilidade, a qualidade e o abastecimento das

um conjunto de situações críticas que podem afetar a disponibilidade, a qualidade e o abastecimento das

cidades.

cidades.

 A Secretaria Municipal de

 A Secretaria Municipal de Administração de São Paulo -

Administração de São Paulo - SMA_SP (1997) constata que a poluição d

SMA_SP (1997) constata que a poluição dos rios

os rios

por mercúrio, rejeitos sólidos dos garimpos, dejetos dos esgotos sanitários, assoreamento, interferência no

por mercúrio, rejeitos sólidos dos garimpos, dejetos dos esgotos sanitários, assoreamento, interferência no

ciclo das águas por grandes projetos e exploração descontrolada dos recursos subterrâneos, afetam

ciclo das águas por grandes projetos e exploração descontrolada dos recursos subterrâneos, afetam

diretamente a complexa rede hidrográfica brasileira. Porém, de acordo com Marcondes (1999), os maiores

diretamente a complexa rede hidrográfica brasileira. Porém, de acordo com Marcondes (1999), os maiores

problemas estão relacionados à escassez de água e a contaminação dos mananciais, ocasionados em sua

problemas estão relacionados à escassez de água e a contaminação dos mananciais, ocasionados em sua

grande maioria por ocupações não normatizadas pela administração pública.

(15)

Tais ocupações que segundo Ravanelli (2003) ocorrem de forma clandestina, caracterizam o que Koga

Tais ocupações que segundo Ravanelli (2003) ocorrem de forma clandestina, caracterizam o que Koga

(2003) sugere como “território onde as desigualdades sociais se fazem mais presentes”, caracterizadas por

(2003) sugere como “território onde as desigualdades sociais se fazem mais presentes”, caracterizadas por

um retardamento na implantação dos serviços básicos de esgoto, tratamento de lixo e abastecimento

um retardamento na implantação dos serviços básicos de esgoto, tratamento de lixo e abastecimento

d’água. Assim, muitos dos aglomerados urbanos não normatizados e estabelecidos clandestinamente

d’água. Assim, muitos dos aglomerados urbanos não normatizados e estabelecidos clandestinamente

buscam saídas, muitas vezes alternativas como solução de tai

buscam saídas, muitas vezes alternativas como solução de tais carências.

s carências.

 A

 A implantação

implantação de

de fossas

fossas sépticas,

sépticas, a

a aquisição

aquisição de

de água

água para

para consumo

consumo através

através de

de poços

poços artesianos

artesianos e

e aa

acomodação do lixo doméstico são algumas destas alternativas. Contudo, estas instalações, em sua grande

acomodação do lixo doméstico são algumas destas alternativas. Contudo, estas instalações, em sua grande

maioria, não obedecem quaisquer critérios básicos de funcionalidade, periculosidade e alocação. Assim o

maioria, não obedecem quaisquer critérios básicos de funcionalidade, periculosidade e alocação. Assim o

rompimento de fossas sépticas em zonas de contato com as águas sub-superficiais ou o depósito do lixo nas

rompimento de fossas sépticas em zonas de contato com as águas sub-superficiais ou o depósito do lixo nas

encostas do terreno podem afetar diretamente a rede hídrica local e das demais localidades que se

encostas do terreno podem afetar diretamente a rede hídrica local e das demais localidades que se

abastecem deste recurso mineral.

abastecem deste recurso mineral.

Inseridas neste contexto, de acordo com Campana e Tucci (1994), as bacias hidrográficas urbanas

Inseridas neste contexto, de acordo com Campana e Tucci (1994), as bacias hidrográficas urbanas

necessitam ser planejadas levando-se em conta o seu desenvolvimento futuro. Considerando que a falta de

necessitam ser planejadas levando-se em conta o seu desenvolvimento futuro. Considerando que a falta de

planejamento adequado e a ocupação descontrolada tornam esta tarefa bastante dificultosa.

planejamento adequado e a ocupação descontrolada tornam esta tarefa bastante dificultosa.

Por sua vez, a Secretaria Municipal de Administração de São Paulo - SMA_SP (1997) relata que a

Por sua vez, a Secretaria Municipal de Administração de São Paulo - SMA_SP (1997) relata que a

potabilidade da água de um rio é considerada quando a mesma apresenta menos de mil coliformes fecais e

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menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera,

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esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a que a água se

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mantenha nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de

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natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.

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No entanto, as contaminações em bacias hidrográficas também podem ser agravadas segundo sua

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alocação espacial em unidades específicas do meio físico, caracterizadas neste trabalho pela Carta de

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Unidades Geotécnicas (IPT, 1996).

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Destacam-se, as áreas próximas das margens dos rios contribuintes (Planícies aluvionares: Aluviões

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arenosos e Aluviões argilosos) compostas pela sedimentação e acúmulo de material acarreado e

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desagregado das zonas a montante da foz e, por conseguinte, as zonas de altitude elevada que se

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caracterizam pelas altas declividades e pelo notório acarreamento de partículas ocasionado pelas águas das

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chuvas.

chuvas.

 Vale

 Vale destacar

destacar que

que determinadas

determinadas unidades

unidades do

do meio

meio físico,

físico, quando

quando expostas

expostas a

a uma

uma intensa

intensa ocupação

ocupação

urbana, realizada muitas vezes sem controle adequado e de forma clandestina refletem um cenário de

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exclusão sociespacial que podem se agravar, desenvolvendo desta forma uma série de impactos ao meio

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ambiente.

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Genovez (2002), relata que o crescente processo de urbanização brasileira reflete diretamente em

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muitas cidades, colocando-as como organismos de centralização de intensas desigualdades sócio-territoriais.

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Desta forma a elaboração de propostas políticas, pertinentes que considerem o território como informação

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estratégica faz-se necessário no intuito de subsidiar o planejamento local.

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 Assim,

 Assim, utilizando-se

utilizando-se dos

dos estudos

estudos realizados

realizados por

por Genovez

Genovez (2002)

(2002) que

que caracterizam

caracterizam as

as desigualdades

desigualdades

sócio-territoriais através de indicadores com expressão territorial, juntamente com o auxilio de Sistemas de

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Informações Geográficas e Técnicas de Análise Espacial, buscar-se-á detectar os clusters de setores

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censitários que apresentem maior precariedade dos serviços de infra-estrutura básica. Caracterizados por

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Genovez (2002), em sua metodologia, como indicadores do índice “Qualidade ambiental”.

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