• Nenhum resultado encontrado

PROCEDIMENTO PERTENCES DOS DOENTES E ESPÓLIO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "PROCEDIMENTO PERTENCES DOS DOENTES E ESPÓLIO"

Copied!
9
0
0

Texto

(1)

OBJETIVO

Guardar os pertences dos doentes em lugar seguro, enquanto estes recebem cuidados e tratamento hospi-talar, regulamentando os procedimentos a adotar pelos Serviços.

RESPONSABILIDADE

É da responsabilidade do Conselho de Administração (CA) do Hospital de Magalhães Lemos, EPE (HML, EPE) a divulgação, e dos Diretores e Responsáveis dos Serviços/Unidades a implementação do presente procedimento.

DESCRIÇÃO

1. Fundamentação da necessidade de confiar os pertences do doente à guarda dos Serviços

Os doentes internados em regime completo ou parcial apresentam, por vezes, alterações clínico-psiquiátricas que não lhes permitem ser responsáveis pela guarda dos seus bens ou valores.

Por outro lado, no HML, EPE não é permitido o ingresso de determinadas tipologias de objectos (a notifica-ção dessa não permissão é efetuada nos guias de acolhimento distribuídos aos doentes, encontra-se afixa-da nos Serviços e, no caso particular do uso de telemóveis, encontra-se expressa em ordem de Serviço do CA).

Os Serviços deverão atuar como fiéis depositários, inventariando e guardando todos os bens e valores de que o doente seja portador no momento do internamento.

Esses bens e valores deverão ser devolvidos no momento da alta – salvo quando a sua posse pelo doente tipifique um comportamento ilícito.

2. Exemplos de pertences do doente

São, designadamente, considerados pertences do doente:

• Dinheiro, relógios, telemóveis, computadores pessoais, chaves, carteiras, documentos de respon-sabilidade, livro de cheques, cartões multibanco, vales postal (referentes a pensões);

• Objetos de adorno e outros;

• Consolas de jogos e dispositivos de captação/reprodução de som e/ou imagem (por exemplo, apa-relhos de MP3 e MP4, câmaras de vídeo);

• Armas (armas brancas, armas de fogo), estupefacientes - o procedimento a adotar, neste caso, é diferenciado no tocante à obrigatoriedade da sua devolução (cfr. item 7. Objetos ou substâncias

(2)

Nota: A autorização do uso e guarda, pelos doentes, de consolas de jogos e reprodutores de som e/ou ima-gem deve ser individualizada e discutida em equipa multidisciplinar. Nos casos em que tal autorização de uso/guarda seja deliberada, a responsabilidade impenderá sempre sobre o utilizador/portador dos referidos dispositivos.

3. Obrigatoriedade de recolha/inventariação/depósito dos pertences do doente pelos Serviços

A atuação como fiel depositário é obrigatória sempre que o doente é admitido no Serviço de Intervenção Intensiva (SII) ou nos Serviços de Internamento. A recolha poderá acontecer em momento posterior sempre que o doente indicie não poder ter em sua posse os pertences.

3.1. Obrigatoriedade de registo da recolha de pertences do doente na aplicação SAPE

A recolha de pertences do doente no momento da admissão deverá ser registada na aplicação informática SAPE (Sistema de Apoio à Enfermagem, avaliação inicial) no campo onde se refere “pertences” – “tem, não tem”, sendo também mencionada no ícone de informações como tendo pertences.

A recolha de pertences do doente no decurso do internamento deverá ser registada na aplicação informáti-ca SAPE (Sistema de Apoio à Enfermagem, no ícone das informações, sendo realizada nova folha de Bens e Pertences), no último campo da avaliação inicial designado por Notas Gerais.

O registo deverá consistir na menção normalizada Doente com pertences pessoais.

3.2. Responsabilidade pela recolha, inventariação e guarda dos pertences do doente

Compete aos enfermeiros, coadjuvados pelos assistentes operacionais, recolher os bens dos doentes. Os pertences deste deverão ser objeto de pormenorizado registo, nos termos a seguir explicitados.

Deverá, logo que possível, ser prestada informação ao doente relativamente aos motivos pelos quais se procede à recolha dos seus pertences e as garantias de integridade e segurança destes.

Os bens deverão ser guardados no Serviço/Unidade onde o doente se encontra a receber cuidados assis-tenciais. Se, no entanto, pelo seu valor, tal se revele inconveniente, os pertences deverão ser entregues na Tesouraria do HML, EPE.

3.3. Modo de registo dos pertences do doente

Os pertences do doente devem ser registados em impressos próprios, representado em anexo – Mod.1 HML – Guarda de Bens e Valores e/ou Mod.1-A HML – Guarda de Bens e Valores Tesouraria. Estes

(3)

impressos são compostos por conjuntos de 4 folhas (três destacáveis, de cores diferentes, e uma que não se destaca).

Os bens e valores do doente devem ser guardados dentro de sacos transparentes de tamanho A3, respei-tando o seguinte:

Os sacos devem conter no seu interior uma folha do impresso do Mod.1 HML – Guarda de Bens e Valores ou Mod.1-A HML – Guarda de Bens e Valores Tesouraria, assegurando a necessária informação relativa ao seu conteúdo. Deverão ser fechados com agrafos e em seguida identificados através da colocação de uma vinheta de identificação do doente (caso não seja possível, deve fazer-se a identificação manuscrita com o nome completo do doente, data de nascimento e número do processo clínico).

O(s) enfermeiro(s) e o assistente operacional que realizaram a recolha, inventariação e registo dos perten-ces do doente, devem assinar legivelmente a vinheta de identificação ou folha com a identificação manuscri-ta, assim como o doente se a situação clínica o permitir.

Os originais do registo dos bens e valores devem sempre acompanhar o doente e o processo.

3.3.1. Situações de inexistência de pertences

Nas situações em que o doente haja ingressado no HML, EPE sem quaisquer pertences, tal situação deve ficar explicitamente registada na aplicação informática SAPE (Sistema de Apoio à Enfermagem), no campo da avaliação inicial designado por Pertences.

O registo deverá consistir na menção normalizada Doente sem pertences pessoais.

3.4. Locais de depósito dos pertences do doente nos Serviços

Todos os Serviços devem estar equipados com armário fechado ou cofre próprio destinado a guardar os bens ou valores do doente. A guarda da chave fica sob a responsabilidade do enfermeiro responsável de turno.

3.5. Depósito dos pertences do doente na Tesouraria

Sempre que os pertences do doente consistam em quantias significativas de dinheiro (mais de vinte euros), cartões multibanco, objetos de metal amarelo ou branco e armas, devem ser entregues na Tesouraria pelo Enfermeiro responsável de serviço ou outro elemento por ele designado.

Quando a recolha/inventariação/registo dos bens ou valores ocorra fora da hora de expediente da Tesoura-ria, estes deverão ser guardados no Serviço procedendo-se à sua entrega no primeiro dia útil imediato.

(4)

3.5.1. Conferência pela Tesouraria dos pertences do doente

O Tesoureiro deve conferir os pertences do doente na presença do enfermeiro responsável ou outro ele-mento por ele designado pela entrega, assinando ambos o docuele-mento Mod 1-A. HML – Guarda de Bens e Valores Tesouraria. O original deve acompanhar sempre o Processo Clinico ficando um duplicado ou foto-cópia deste na Tesouraria.

4. Administração do dinheiro do doente

• A administração do dinheiro dos doentes (incluindo a movimentação/gestão dos depósitos efetuados) é realizada em conformidade com os princípios estabelecidos no REG.002.GF – Gestão dos Recursos Financeiros dos Doentes.

5. Transferência do doente para outra Instituição

Em caso de transferência para outra Instituição, se o doente não apresentar condições clínico-psiquiátricas que possibilitem responsabilizar-se pelos seus bens, os seus pertences devem ser levantados na Tesoura-ria pelo enfermeiro responsável ou alguém por este designado.

Na Instituição para onde o doente é transferido, quem de direito assinará o original do impresso, o qual é reenviado e arquivado no processo clínico.

Quando a transferência (ou alta) do doente ocorra fora da hora de expediente da Tesouraria, deverá ser prestada informação ao doente (ou aos cuidadores) de que os seus pertences apenas poderão ser levanta-dos pelos próprios em dia/hora de funcionamento da referida unidade.

6. Devolução dos pertences do doente

No momento da devolução dos bens ou valores, o doente, deve assinar o Mod.1 HML – Guarda de Bens e Valores e/ou Mod. 1-A HML – Guarda de Bens e Valores Tesouraria, confirmando que os recebeu.

7. Objetos ou substâncias presumivelmente ilícitas de que o doente seja portador

No caso de o doente ser portador de objetos ou substâncias presumivelmente ilícitos (designadamente, armas de fogo, armas brancas ou estupefacientes), a equipa multidisciplinar deve proceder à sua recolha e dar imediato conhecimento ao Diretor/Responsável de Serviço, para que sejam acionadas as diligências apropriadas.

(5)

8. Entrega dos pertences do doente a um familiar acompanhante

No caso de o doente ser acompanhado por um familiar, os pertences devem ser entregues a este, se o doente concordar e manifestar capacidade de decidir (no contexto da capacidade de consentimento, consul-tar o PRO.045.HML – Direito à Informação e ao Consentimento Informado).

Nesta eventualidade, o doente e familiar deverão assinar, no impresso Mod.1 HML - Guarda de Bens e Valores, o item correspondente à entrega dos seus pertences.

9. Falecimento do doente

Em caso de falecimento do doente, o seu espólio será entregue à família, herdeiro ou representante legal, nos termos da lei em vigor (cfr. PRO.041.HML – Óbito de Doentes).

9.1. Caso de não reclamação de espólio de doente falecido pelos seus sucessores

Nos termos do regime instituído pelo n.º 1 do art.º 51.º do Decreto-Lei n.º 46301, de 27 de Abril de 1965, quaisquer importâncias em dinheiro deverão reverter diretamente para o HML, EPE, decorrido que seja um ano sobre a data do falecimento do internado sem que os seus eventuais sucessores as reclamem.

A lei não impõe expressamente ao estabelecimento hospitalar quaisquer diligências com vista a encontrar possíveis sucessores do falecido.

Não obstante, o princípio da boa-fé, consagrado no art.º 6.º-A do Código do Procedimento Administrativo, introduzido pelo Decreto-Lei n.º 6/96, de 31 de Janeiro, bem como o princípio da colaboração da Adminis-tração com os particulares a que se refere o art.º 7.º do mesmo Código, aconselham a que os estabeleci-mentos hospitalares publicitem o falecimento dos seus internados de que não se conheçam os sucessores. Uma via possível de publicitação será a prevista no n.º 1 do art.º 52.º do Decreto-Lei n.º 59/99, de 2 de Mar-ço, com as devidas adaptações, mediante publicação de edital na III Série do Diário da República e em dois jornais de âmbito nacional e noutro de âmbito regional, tendo em conta a última residência conhecida do doente (cfr. PRO.041.HML – Óbito de Doentes).

(6)

ANEXOS

Anexo I - Impresso de registo dos pertences do doente no Serviço (Mod.1 HML – Guarda de Bens e Valo-res)

Anexo II - Impresso de registo dos pertences do doente na Tesouraria (Mod.1-A HML – Guarda de Bens e Valores Tesouraria).

DOCUMENTOS RELACIONADOS • PRO.041.HML – Óbito de Doentes

• REG.002.GF – Gestão dos Recursos Financeiros dos Doentes • PRO.045.HML – Direito à Informação e ao Consentimento Informado

(7)

ÍNDICE

OBJETIVO ... 1

RESPONSABILIDADE ... 1

DESCRIÇÃO ... 1

1. Fundamentação da necessidade de confiar os pertences do doente à guarda dos Serviços ... 1

2. Exemplos de pertences do doente ... 1

3. Obrigatoriedade de recolha/inventariação/depósito dos pertences do doente pelos Serviços ... 2

3.1. Obrigatoriedade de registo da recolha de pertences do doente na aplicação SAPE ... 2

3.2. Responsabilidade pela recolha, inventariação e guarda dos pertences do doente ... 2

3.3. Modo de registo dos pertences do doente ... 2

3.3.1. Situações de inexistência de pertences ... 3

3.4. Locais de depósito dos pertences do doente nos Serviços ... 3

3.5. Depósito dos pertences do doente na Tesouraria ... 3

3.5.1. Conferência pela Tesouraria dos pertences do doente ... 4

4. Administração do dinheiro do doente ... 4

5. Transferência do doente para outra Instituição ... 4

6. Devolução dos pertences do doente ... 4

7. Objetos ou substâncias presumivelmente ilícitas de que o doente seja portador ... 4

8. Entrega dos pertences do doente a um familiar acompanhante ... 5

9. Falecimento do doente ... 5

9.1. Caso de não reclamação de espólio de doente falecido pelos seus sucessores ... 5

ANEXOS ... 6

DOCUMENTOS RELACIONADOS ... 6

(8)

Documentos Cartão Cidadão Cartão contribuinte Carta condução

Cartão utente BENS TESOURARIA S N

Objetos:

Dinheiro (máximo: 20€):

Enfermeiro Nº Mec. Enfermeiro Nº Mec.

A. Operacional Nº Mec. Data: / / Doente

Entrega de bens e valores ao doente/família Data: / /

Serviço Enfermeiro Nº Mec.

Doente Família

Observações

Transferência Interna: Serviço Data: / /

Enfermeiro (que recebe) Nº Mec.

Assist. Operac. (que entrega) Nº Mec.

Serviço Data: / /

Enfermeiro (que recebe) Nº Mec.

Assist. Operac. (que entrega) Nº Mec.

Serviço Data: / /

Enfermeiro (que recebe) Nº Mec.

Assist. Operac. (que entrega) Nº Mec.

Serviço Data: / /

Enfermeiro (que recebe) Nº Mec.

Assist. Operac. (que entrega) Nº Mec.

Transferência Externa

Serviço Instituição Data: / /

(9)

Cartão multibanco Cheques Caderneta

Descrição dos objetos:

Dinheiro:

Enfermeiro Nº Mec. Enfermeiro Nº Mec.

A. Operacional Nº Mec. Data: / / Doente

Entrega de bens e valores ao doente/família Data: / /

Serviço Enfermeiro Nº Mec.

Doente Família

Observações

Entrega de bens e valores na Tesouraria Data: / /

Enfermeiro Nº Mec.

Tesoureiro Nº Mec.

Observações

Transferência Interna: Serviço Data: / /

Enfermeiro (que recebe) Nº Mec.

Assist. Operac. (que entrega) Nº Mec.

Serviço Data: / /

Enfermeiro (que recebe) Nº Mec.

Assist. Operac. (que entrega) Nº Mec.

Transferência Externa

Serviço Instituição Data: / /

Referências

Documentos relacionados

A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se baseia no fato de que uma

Na apresentação dos dados estatísticos, ficou demonstrada à todos os participantes a dimensão da pesquisa, abrangendo o setor produtivo como um todo, enfocando a produção

2) AGORA QUE SABEMOS DE ATIVIDADES QUE PODEMOS PRATICAR EM CASA PARA EVITAR O SEDENTARISMO E A AGLOMERAÇÃO, VAMOS DESENHAR? FAÇA UM DESENHO SOBRE UMA ATIVIDADE

Como em qualquer outro risco, na medida em que é identificado ou se suspeita acerca da ocorrência de doenças relacionadas e causadas por assédio moral, a Comunicação de

Por meio deste trabalho, foram verificados classificados os principais riscos aos quais os trabalhadores das Instituições Técnicas Licenciadas estão expostos,

Esperamos que o Apprenti Géomètre 2 não apenas seja utilizado como mais um recurso em sala de aula, mas que contribua positivamente para o processo de ensino e aprendizagem de área

Luiz é graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas de Apoio à Decisão e Engenharia de Produção com ênfase em Elétrica pela PUC/RJ e possui Mestrado em Finanças e

Se a pessoa do marketing corporativo não usar a tarefa Assinatura, todos as pessoas do marketing de campo que possuem acesso a todos os registros na lista de alvos originais