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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Egifinancial, Contabilidade e Formação Profissional, Lda.

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO

EGIFINANCIAL – CONTABILIDADE E FORMAÇÃO

PROFISSIONAL, LDA.

TÂNIA JOANA PAIVA DE SÁ E RAINHA,

Nº 1007736

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE LICENCIADO

EM CONTABILIDADE AO ABRIGO DO PROTOCOLO CELEBRADO

ENTRE A ESTG-IPG E A OTOC

(3)

Ficha de Identificação

Nome: Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha

Nº: 1007736

Curso: Licenciatura em Contabilidade

Estabelecimento de Ensino: Instituto Politécnico da Guarda

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Local de Estágio: Egifinancial, Contabilidade e Formação Profissional,

Lda.

Morada: Av. Cidade de Salamanca, nº 41, 6300-538 Guarda

Orientador de Estágio na Empresa: Sr. Luís Carrilho, TOC nº 39642

Orientador de Estágio na ESTG - IPG: Dr. João Henrique Madeira Simões, TOC nº 17948

Início do Estágio: 01 de Março de 2010

Término do Estágio: 04 de Junho de 2010

(4)

Agradecimentos

A minha primeira palavra de agradecimento é dirigida aos meus pais que sem o seu apoio e sacrifício, nada disto teria sido possível.

Agradeço ao meu marido e filhos pela paciência, pela compreensão e amor que tiveram para comigo.

Ao Senhor Luís Carrilho por me ter proporcionado o estágio na Egifinancial, e por toda a ajuda fornecida durante o mesmo.

Agradeço a todos os professores que me acompanharam durante estes três anos no Instituto, e muito especialmente ao Dr. João Simões, meu orientador de estágio, pela sua disponibilidade, ajuda, e principalmente pela paciência.

E por fim, a todos os meus colegas que me acompanharam nesta etapa da minha vida, pelo apoio e pela ajuda que me deram nos bons e nos maus momentos.

(5)

I

Índice Geral

ÍNDICE GERAL ... I GLOSSÁRIO DE SIGLAS ... III ÍNDICE DE ORGANOGRAMAS ... IV ÍNDICE DE QUADROS... IV ÍNDICE DE ANEXOS ... V

INTRODUÇÃO ... 1

CAPÍTULO1 ... 2

1.1 - Caracterização do Local do Estágio ... 3

1.2 Caracterização dos Clientes ... 4

1.2.1 Empresas com Contabilidade Organizada...4

1.2.2 Empresas com Contabilidade não Organizada ...4

CAPÍTULO 2 ... 6

2.1 – Apresentação da Empresa que serve de base ao Relatório ... 7

CAPÍTULO 3 ...11

3.1 – Actividades Desenvolvidas ... 12

3.1.1 – Plano de Estágio ...12

3.1.2 – O Sistema de Normalização Contabilístico ...13

3.1.3 - Organização Contabilística ...16

3.1.4 - Classificação ...19

3.1.4.1 - Factura de Compras ...20

3.1.4.2 - Factura de Vendas no Mercado Nacional ...23

3.1.4.3 - Fornecimento e Serviços Externos ...28

3.1.4.3.1 – Electricidade...28

3.1.4.3.2 - Comunicações Móveis ...30

3.1.4.3.3 – Combustíveis ...30

3.1.4.3.4 - Ferramentas e Utensílios de Desgaste Rápido ...32

3.1.4.3.5 - Material de Escritório ...33 3.1.4.3.6 - Conservação e Reparação ...34 3.1.4.3.7 Deslocações e Estadas ...35 3.1.4.3.8 Despesas de Representação ...37 3.1.4.3.9 Trabalhos Especializados ...37 3.1.4.4 Processamento de Salários ...38 3.1.4.5 Impostos ...43

3.1.4.5.1 Imposto sobre o Valor Acrescentado ...43

3.1.4.5.1.1 Regimes de IVA ...44

3.1.4.5.1.1.1 Regime Normal ...44

3.1.4.5.1.1.1.1 Obrigações declarativas ...44

3.1.4.5.1.1.1.1.1Declaração de Início de Actividade ...44

3.1.4.5.1.1.1.1.2 Declaração de Alteração ...45 3.1.4.5.1.1.1.1.3 Declaração de Cessação ...45 3.1.4.5.1.1.1.2 Periodicidade ...45 3.1.4.5.1.1.1.2.1 Periodicidade Mensal ...46 3.1.4.5.1.1.1.2.2 Periodicidade Trimestral ...46 3.1.4.5.1.1.2 Regime Especial ...46

3.1.4.5.1.1.2.1 Regime Especial de Isenção ...47

3.1.4.5.1.1.2.2 Regime Especial dos Pequenos Retalhistas...47

3.1.4.5.1.1.2.3 Regime de Tributação dos Combustíveis Líquidos Aplicáveis aos Revendedores ...49

3.1.4.5.1.1.2.4 Regime de Renúncia à Isenção do IVA nas operações relativas a Bens Imóveis ...50

3.1.4.5.1.1.3 Taxas de Imposto ...50

3.1.4.5.1.1.4 Apuramento do IVA ...51

3.1.4.5.1.1.4.1 IVA A pagar ...53

(6)

II

3.1.4.5.1.1.5 Preenchimento da declaração Modelo A ...55

3.1.4.5.2 Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) ...57

3.1.4.5.2.1 Pagamento por Conta (PC)...60

3.1.4.5.2.2 Pagamento Especial por Conta (PEC) ...62

CAPÍTULO 4 ...64

4.1 Sistema de Controlo Interno ... 65

4.1.1 Meios Financeiros Líquidos ...65

4.1.2 Contas a receber e a pagar ...67

4.1.3 Inventários e Activos Biológicos ...68

4.1.4 Investimentos ...68

CAPÍTULO 5 ...69

5.1 Inventário Geral ... 70

5.1.1 Classe 3 - Existências ...70

5.1.2 Classe 4 - Imobilizado...71

5.2 Regularizações e Rectificações de Contas ... 71

5.2.1 Ajustamentos ...71 5.2.2 Acréscimos e Diferimentos ...72 5.2.3 Regularização de Existências...74 5.2.4 Regularização do Imobilizado ...75 5.3 Balancete Rectificado ... 76 5.4 Apuramento de Resultados ... 77 5.5 Prestação de Contas ... 80 5.5.1 Balanço ...81 5.5.2 Demonstração de Resultados ...81

5.5.3 Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados ...82

5.5.4 Relatório de Gestão ...82 5.6 Fecho de Contas ... 83 5.7 Obrigações Declarativas ... 83 5.7.1 Modelo 22 ...83 5.8 IES ... 88 5.8.1 Preenchimento da IES ...89 5.8.1.1 Anexo A ...90 5.8.1.2 Anexo F ...91 5.8.1.3 Anexo L ...92 5.8.1.4 Anexo O ...96 5.8.1.5 Anexo P ...96 5.8.1.6 Anexo Q ...96 5.8.1.7 Anexo R ...96 CONCLUSÃO ... 98 BIBLIOGRAFIA ... 99

(7)

III

Glossário de Siglas

ABDR – Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados BADF – Bases para a apresentação de demonstrações financeiras CIRC – Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas CIRS – Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares CNC – Comissão de Normalização Contabilística

CIS – Código do Imposto de Selo

CIVA – Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado

CMVMC – Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas CSC – Código das Sociedades Comerciais

EBF – Estatuto dos Benefícios Fiscais

IASB – International Accounting Standards Board IES – Informação Empresarial Simplificada

IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas

MFTSS – Ministério das Finanças e do Trabalho e Segurança Social NCRF – Norma Contabilística de Relato Financeiro

NCRF –PE – Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades NIC – Normas Internacionais de Contabilidade

NIF – Número de Identificação Fiscal

OROC – Ordem dos Revisores Oficiais de Contas OTOC – Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas PC – Pagamento por Conta

PEC – Pagamento Especial por Conta POC – Plano Oficial de Contabilidade

RITI – Regime de IVA nas Transacções Intracomunitárias SNC – Sistema de Normalização Contabilística

TOC – Técnico Oficial de Contas UE – União Europeia

(8)

IV

Índice de Organogramas

ORGANOGRAMA Nº1 ... 9

Índice de Quadros

QUADRO 1 – ALTERAÇÕES DAS TERMINOLOGIAS DAS CONTAS NO SNC ...15

QUADRO 2 - CONTABILIZAÇÃO DE COMPRAS NO MERCADO NACIONAL DA EGIMETAL ...21

QUADRO 3 - CONTABILIZAÇÃO DE COMPRAS NOUTRO ESTADO MEMBRO DA EGIMETAL ...22

QUADRO 4 – CONTABILIZAÇÃO DE VENDAS NO MERCADO NACIONAL DA EGIMETAL ...23

QUADRO 5 – CONTABILIZAÇÃO DE VENDAS COM IVA DO ADQUIRENTE DA EGIMETAL ...27

QUADRO 6 – CONTABILIZAÇÃO DE VENDA DE SUCATA DA EGIMETAL ...28

QUADRO 7 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DA EDP ...29

QUADRO 8 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DA VODAFONE...30

QUADRO 9 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DE GASÓLEO DA PETROMONDEGO ...32

QUADRO 10 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DA OXIBEIRAS ...33

QUADRO 11 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DE MATERIAL DE ESCRITÓRIO DA INFORCINCO ...34

QUADRO 12 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DE CONSERVAÇÃO E REPARAÇÃO DE UM CILINDRO DA EGIMETAL ..35

QUADRO 13 – CONTABILIZAÇÃO DO RECIBO DE PORTAGENS DA BRISA ...36

QUADRO 14 – CONTABILIZAÇÃO DA VENDA A DINHEIRO DO RESTAURANTE A LOJA DOS GRELHADOS ...37

QUADRO 15 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DO RESTAURANTE TELMA PATRÍCIA FERNANDES MARQUES ...37

QUADRO 16 – CONTABILIZAÇÃO DA FACTURA DE SERVIÇOS DE CONTABILIDADE DA EGIFINANCIAL ...38

QUADRO 17 – VENCIMENTO DE UM FUNCIONÁRIO DA EGIMETAL ...40

QUADRO 18 – TAXA SEGURANÇA SOCIAL GERENTES 2010 ...41

QUADRO 19 – TAXA SEGURANÇA SOCIAL GERENTES 2011 ...41

QUADRO 20 – PROCESSAMENTO DE SALÁRIO DA EGIMETAL...42

QUADRO 21 – PAGAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL DOS EMPREGADOS DA EGIMETAL ...42

QUADRO 22 – PAGAMENTO DO IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO SINGULAR DOS EMPREGADOS DA EGIMETAL ....43

QUADRO 23 – EVOLUÇÃO DAS TAXAS DE IVA. ...51

QUADRO 24 – APURAMENTO DE IVA DA EGIMETAL ...54

(9)

V

Índice de Anexos

ANEXOS ... 101

ANEXO 1 - PLANO DE CONTAS SNC (2010) ... 102

ANEXO 2 - FACTURA DE COMPRAS ... 124

ANEXO 3 - FACTURA DE VENDAS MERCADO NACIONAL ... 126

ANEXO 4 - FACTURA DE VENDAS C/ INVERSÃO DO SUJEITO PASSIVO ... 128

ANEXO 5 - FACTURA DE VENDAS DE SUCATA ... 130

ANEXO 6 - FACTURA EDP ... 132

ANEXO 7 - FACTURA VODAFONE ... 134

ANEXO 8 - MAPA DE REINTEGRAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ... 136

ANEXO 9 - FACTURA PETROMONDEGO ... 155

ANEXO 10 - FACTURA OXIBEIRAS ... 157

ANEXO 11 - FACTURA INFORCINCO... 159

ANEXO 12 - VENDA DINHEIRO HIDROCENTRO ... 161

ANEXO 13 - RECIBO BRISA/VENDA DINHEIRO RESTAURANTE ... 163

ANEXO 14 - FACTURA RESTAURANTE ... 165

ANEXO 15 - FACTURA DA EGIFINANCIAL ... 167

ANEXO 16 - RECIBO DE REMUNERAÇÕES ... 169

ANEXO 17 - TABELAS DE IRS... 171

ANEXO 18 - TAXAS DE SEGURANÇA SOCIAL ... 178

ANEXO 19 - REMUNERAÇÕES A PAGAR AO PESSOAL ... 181

ANEXO 20 - PAGAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL ... 183

ANEXO 21 - PAGAMENTO DAS RETENÇÕES NA FONTE DE IRS ... 185

ANEXO 22 - APURAMENTO IVA MARÇO ... 187

ANEXO 23 - MODELO A ... 189

ANEXO 24 - MODELO C ... 191

ANEXO 25 - PLANO DE CONTAS 2009 (POC) ... 194

ANEXO 26 - BALANCETE MÊS 12 ... 217

ANEXO 27 - AJUSTAMENTO CLIENTES COBRANÇA DUVIDOSA ... 222

ANEXO 28 - INVENTÁRIO DE EXISTÊNCIAS ... 224

ANEXO 29 - REGULARIZAÇÃO DE CUSTOS COM FÉRIAS ... 226

ANEXO 30 - REGULARIZAÇÃO DE EXISTÊNCIAS/APURAMENTO DE RESULTADOS ... 228

ANEXO 31 - AMORTIZAÇÕES ... 232

ANEXO 32- BALANCETE MÊS 14 ... 234

(10)

VI

ANEXO 34 - DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ... 242

ANEXO 35 - RELATÓRIO DE GESTÃO ... 244

ANEXO 36 - MODELO 22 ... 250

ANEXO 37 - MAPA DAS MAIS-VALIAS E MENOS-VALIAS ... 255

ANEXO 38 - IES ... 258

ANEXO 39 – DECLARAÇÃO DE REMUNERAÇÕES ... 288

(11)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 1

Introdução

Este relatório tem por base o estágio curricular que realizei na Egifinancial, devido ao período em que decorreu, visa cumprir o artigo 6º do Regulamento de Estágio da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, o qual vigorava à data da realização do mesmo, porém e por força das alterações entretanto introduzidas, vigora agora o artigo 9º pelo que se fará os possíveis para que se cumpram essas disposições.

Este relatório vai ser dividido em cinco capítulos, cada um elucidando os vários assuntos em que estive em contacto na Egifinancial.

No primeiro capítulo faço uma apresentação da empresa onde realizei o estágio e uma breve apresentação dos seus clientes.

No segundo capítulo é apresentada a empresa, cliente da Egifinancial que serviu de base para a realização deste relatório.

No terceiro capítulo descrevo todas as actividades que desenvolvi ao longo do estágio, nomeadamente a forma como os documentos são recepcionados, organizados, classificados e lançados. São apresentadas algumas das obrigações fiscais, tendo em atenção a entrada em vigor no ano 2010 do Sistema de Normalização Contabilística (SNC), e uma breve explicação das alterações que surgiram na contabilidade.

No quarto capítulo é abordado o controlo interno nas empresas e quais suas funcionalidades.

No quinto e último capitulo, procede-se ao encerramento de contas do ano 2009, com a respectiva entrega e preenchimento das Modelo 22 e Informação Empresarial Simplificada (IES).

(12)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 2

CAPÍTULO1

(13)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 3 No inicio do estágio, foi dado bastante relevo e foi-me transmitido qual a importância da Ética e Deontologia na profissão de Técnico Oficial de Contas. Durante esse período foi dada mais importância/relevo no Código Deontológico dos TOC, ao artigo 6º, o mesmo indica que “para

garantir a sua competência profissional e o tratamento adequado das entidades os Técnicos Oficiais de Contas devem, nomeadamente:

a) Por forma continuada e actualizada desenvolver e incrementar os seus conhecimentos e qualificações técnicas e as dos seus colaboradores;

b) Planear e supervisionar a execução de qualquer serviço por que sejam responsáveis, bem como avaliar a qualidade do trabalho realizado;

c) Utilizar os meios técnicos adequados ao desempenho cabal das suas funções; d) Recorrer a assessoria técnica adequada, sempre que tal se revele necessário.”

1.1 - Caracterização do Local do Estágio

A Egifinancial – Contabilidade e Formação Profissional, Lda. é uma sociedade comercial por quotas sediada na Guarda. Iniciou a sua actividade em Agosto de 1991.

Hoje, a Egifinancial tem um capital social de 16.460,00€ (euros) dividido por dois sócios:

 Luís José Nicolau Carrilho - Sócio-Gerente e Técnico Oficial de Contas – 60%

 Ana Maria Peres de Almeida - Sócio-Gerente – 40% Identificação e qualificação do quadro de pessoal:

 Luís José Nicolau Carrilho – Técnico Oficial de Contas e Sócio-gerente

 Maria Bernardo – Bacharel em Gestão e Técnica Oficial de Contas com as funções de Chefe do Departamento de Contabilidade;

 Susana Pinheiro – 12º ano, com as funções de Operadora de Dados Informáticos, classificação de documentos e arquivo;

 Graciete Leal – Frequenta o curso de Contabilidade no Instituto Politécnico da Guarda, com as funções de Operadora de Dados Informáticos, classificação de documentos e arquivo;

 Diana Ferreira – 12º ano, com as funções de Operadora de Dados Informáticos, classificação de documentos e arquivo.

(14)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 4

1.2 Caracterização dos Clientes

Actualmente, a Egifinancial, contém uma vasta carteira de clientes, num total de 100, sendo duas sociedades anónimas, sessenta sociedades por quotas e trinta em nome individual das quais doze com contabilidade não organizada.

1.2.1 Empresas com Contabilidade Organizada

Por lei, as empresas constituídas em sociedades, são obrigadas a ter contabilidade organizada, sejam sociedades anónimas, sociedades por quotas ou sociedades em nome individual.

O nº1 do artigo 123º do Código do Imposto sobre o Rendimento Colectivo (CIRC), refere que são obrigados a dispor de contabilidade organizada:

“1 – As sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, as cooperativas, as empresas públicas e as demais entidades que exerçam, a título principal, uma actividade comercial, industrial ou agrícola, com sede ou direcção efectiva em território nacional português, bem como as entidades que, embora não tendo sede nem direcção efectiva naquele território, aí possuam estabelecimento estável, são obrigadas a dispor de contabilidade organizada nos termos da lei comercial e fiscal que, além dos requisitos indicados no nº3 do artigo 17º, permita o controlo do lucro tributável.”

Remetendo para o nº3 do artigo 17º do CIRC, o qual refere como a contabilidade deve permitir a determinação do lucro tributável:

“3 – De modo a permitir o apuramento referido no nº1, a contabilidade deve:

a)Estar organizada de acordo com a normalização contabilística e outras disposições legais em vigor para o respectivo sector de actividade, sem prejuízo da observância das disposições previstas neste código;

b)Reflectir todas as operações realizadas pelo sujeito passivo e ser organizada de modo que os resultados das operações e variações patrimoniais sujeitas ao regime geral de IRC possam claramente distinguir-se dos das restantes.”

1.2.2 Empresas com Contabilidade não Organizada

Com a entrada em vigor, a 1 de Janeiro de 2010, do SNC, o artigo 10º do Decreto-Lei nº158/2009, vem dispensar da contabilidade organizada “as pessoas que, exercendo a título individual qualquer

(15)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 5

actividade comercial, industrial e agrícola, não realizem na média dos últimos três anos um volume de negócios superior a € 150 000.”

O nº2 do artigo 50º do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA), obriga a que os sujeitos passivos que não possuam contabilidade organizada respeitem:

“Os sujeitos passivos que, não sendo obrigados a possuir contabilidade organizada para efeitos de IRS ou IRC, possuam, no entanto, um sistema de contabilidade que satisfaça os requisitos adequados ao correcto apuramento e fiscalização do imposto podem não utilizar os livros referidos no nº1, aplicando-se aos referidos sujeitos passivos todas as normas constantes do presente Código relativas àqueles que possuem contabilidade organizada para efeitos dos impostos sobre o rendimento, sem prejuízo de poderem beneficiar do regime especial de isenção, desde que preenchidas as demais condições previstas no artigo 53º.”

(16)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 6

CAPÍTULO 2

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 7

2.1 – Apresentação da Empresa que serve de base ao Relatório

A realização deste relatório e as actividades nele relatadas, teve por base os elementos de uma empresa cliente da Egifinancial, da qual foi retirado e rasurado qualquer tipo de identificação com vista a dar cumprimentos às disposições do Código Ético e Deontológico da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), nomeadamente no que diz respeito ao sigilo profissional.

Nós como futuros profissionais de contabilidade temos o dever de sigilo profissional como consta na alínea f) do nº1 do artigo 3º do Código Deontológico dos Técnicos Oficiais de Contas:

1-No exercício das suas funções os Técnicos Oficiais de Contas devem orientar a sua actuação por princípios de integridade, idoneidade, responsabilidade, competências, confidencialidade, equidade e lealdade profissional.

f)O princípio da confidencialidade implica que os Técnicos Oficiais de Contas e seus colaboradores guardem sigilo profissional sobre os factos e os documentos de que tomem conhecimento no exercício das suas funções;”

O artigo 10º do Código Deontológico da OTOC, refere ainda mais pormenorizadamente:

“1-Os Técnicos Oficiais de Contas e os seus colaboradores estão obrigados ao sigilo profissional sobre os factos e documentos de que tomem conhecimento no exercício das suas funções, devendo adoptar as medidas adequadas para a sua salvaguarda.

2-O sigilo profissional abrange ainda documentos ou outras coisas que se relacionem, directa ou indirectamente, com os factos sujeitos a sigilo.

3-A obrigação de sigilo profissional não está limitada no tempo, isto é, mantém-se mesmo após a cessação de funções.

4-Cessa a obrigação de sigilo profissional quando os Técnicos Oficiais de Contas tenham sido de tal dispensados pelas entidades a quem prestam serviços ou por decisão judicial ou ainda quando tenham de dar cumprimento aos deveres legais de informação perante a Direcção-Geral dos

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 8

Impostos, a Inspecção-Geral das Finanças e outros organismos legalmente competentes na matéria.

5-Fora das situações elencadas no número anterior, os Técnicos Oficiais de Contas só ficam dispensados desta obrigação quando devidamente autorizados pela Direcção da Câmara, em casos devidamente justificados.

6-A obrigação de guardar sigilo profissional inclui também a proibição de utilização, em proveito próprio ou de terceiros, de informação obtida no exercício das funções.

7-Os membros dos órgãos da Câmara não devem revelar nem utilizar informação confidencial de que tenham tomado conhecimento no exercício das suas responsabilidades associativas, excepto nos casos previstos na lei.”

Assim, com vista à salvaguarda do atrás mencionado, os dados de identificação fictícios que passamos a adoptar são:

Denominação Social: EGIMETAL, LDA.

NIF: 503 525 555

Estrutura Jurídica: Sociedade por Quotas

Classificação da Actividade Económica: 25610 – Tratamento e Revestimento de Metais

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 9

Sócios: 3

Carlos Manuel Nuno Beirão – 80%

José António Nuno Beirão – 10%

Regina Susana Nuno Beirão – 10%

Nº de Trabalhadores: 37 Organograma nº1

Fonte: Dados da empresa

Localização: Guarda (Plataforma Logística)

A alínea a) do nº1 do art. 41º do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA), obriga a que a declaração de IVA seja entregue:

Metalizador Decapador 3 Soldador 6 Pintor 4 Auxiliar de Montagem 6 Auxiliar de Limpeza ou Manipulação 2 Serralheiro Civil 7 Encarregado 2

Gerência

Representante da Gestão para a Qualidade 1 Responsável Comercial 1 Responsável Concepção Desenvolvimento e Produção 1 Responsável Financeiro e de Recursos Humanos 1 Responsável Obra 1 Escriturário 2

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 10

“a) Até ao dia 10 do 2º mês seguinte àquele a que respeitam as operações, no caso de sujeitos passivos com um volume de negócios igual ou superior a (euro) 650000 no ano civil anterior;”

Como a Egimetal tem um Volume de Negócios (VN) no valor de 1.661.223,05€, é obrigada a ter o Regime Normal com Periodicidade Mensal de IVA, sendo este assunto abordado no capítulo 3 ponto 3.1.4.5.1 Imposto sobre o Valor Acrescentado.

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 11

CAPÍTULO 3

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 12

3.1 – Actividades Desenvolvidas

3.1.1 – Plano de Estágio

As actividades que se realizaram durante o estágio na Egifinancial, visaram cumprir o disposto no artigo 9º do Regulamento de Estágios da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), nomeadamente:

a) Aprendizagem relativa à forma como se organiza a contabilidade nos termos do sistema de normalização contabilística ou outros planos de contas oficialmente aplicáveis, desde a recepção dos documentos até à sua classificação, registo e arquivo;

b) Práticas de controlo interno;

c) Apuramento de contribuições e impostos e preenchimento das respectivas declarações; d) Supervisão dos actos declarativos para a segurança social e para efeitos fiscais

relacionados com o processamento de salários;

e) Encerramento de contas e preparação das demonstrações financeiras e restantes documentos que compõem o “dossier fiscal”;

f) Preparação da informação contabilística para relatórios e análise de gestão e informação periódica à entidade a quem presta serviços;

g) Identificação e acompanhamento relativo à resolução de questões da organização com o recurso a contactos com os serviços relacionados com a profissão;

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Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 13

3.1.2 – O Sistema de Normalização Contabilístico

Este estágio foi realizado no período de transição das empresas para o novo Sistema de Normalização Contabilístico (SNC) implantado em Portugal.

O Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho, veio revogar o Plano Oficial de Contas (POC) instituído em Portugal pela publicação do Decreto-Lei nº410/89, de 21 de Novembro, e aprovou o SNC.

A Comissão de Normalização Contabilística (CNC) define o SNC como “um modelo baseado em princípios e não em regras”, significa isto que se deve favorecer o raciocínio conceptual das questões contabilísticas e não os aspectos meramente formais e mecanicistas de classificação e lançamento dos documentos.

Com a adopção do SNC as regras contabilísticas portuguesas aproximam-se às Normas Internacionais de Contabilidade que determinam os procedimentos a adoptar em matéria de mensuração, reconhecimento, apresentação e divulgação das contas das empresas.

O SNC promove a transparência e comparabilidade das demonstrações financeiras, estando assim em sintonia com as normas internacionais de Contabilidade emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e adoptadas na União Europeia (UE).

Segundo o nº 1 do artigo 3º do Decreto-Lei nº158/2009, são obrigadas a adoptar o SNC, as seguintes entidades:

a) Sociedades abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais; b) Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial;

c) Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada; d) Empresas públicas;

e) Cooperativas;

f) Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos europeus de interesse económico.

(24)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 14 A primeira alteração ao Decreto-Lei nº 158/2009, foi efectuada pela Lei nº 20/2010 de 23 de Agosto, alargando o conceito de pequenas entidades para efeitos da aplicação do SNC, alterando os limites do artigo 9º do Decreto-Lei:

“1- A Norma Contabilística e de relato financeiro para pequenas (NCRF-PE), compreendida no SNC, apenas pode ser adoptada, em alternativa ao restante normativo, pelas entidades, de entre as referidas no artigo 3º e excluindo as situações dos artigos 4º e 5º, que não ultrapassem dois dos três limites seguintes, salvo quando por razões legais ou estatutárias tenham as suas demonstrações financeiras sujeitas a certificação legal de contas:

a) Total de balanço: €1 500 000;

b) Total de vendas líquidas e outros rendimentos: €3 000 000;

c) Número de trabalhadores empregados em média durante o exercício: 50.”

O artigo 10º, refere que existe dispensa de aplicação do artigo 3º para as pessoas que, exercendo a título individual qualquer actividade comercial, não realizem na média dos últimos três anos um volume de negócios superior a € 150 000.

As entidades sujeitas ao SNC, são obrigadas a apresentar as seguintes demonstrações financeiras: a) Balanço;

b) Demonstrações de Resultados por Natureza; c) Demonstrações das alterações no capital próprio;

d) Demonstrações dos fluxos de caixa pelo método directo; e) Anexo.

Quando, por qualquer motivo, o SNC não responda a aspectos particulares de transacções ou situações, tem de se recorrer pela ordem indicada:

 Às normas internacionais de contabilidade (NIC), adoptadas ao abrigo do Regulamento (CE) nº1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho;

 Às normas internacionais de Contabilidade (IAS) e normas internacionais de relato financeiro (IFRS), emitidas pelo IASB, e respectivas interpretações SIC-IFRIC.

O SNC é composto pelos seguintes instrumentos:

(25)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 15

 Modelos de demonstrações financeiras;

 Código de contas;

 Normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF);

 Normas contabilísticas e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE);

 Normas interpretativas.

Alterações das terminologias das classes de contas gerais do SNC:

Quadro 1 – Alterações das terminologias das contas no SNC

POC SNC

1- Disponibilidades 2- Terceiros

3- Existências 4- Imobilizações

5- Capital, reservas e resultados transitados 6- Custos e perdas

7- Proveitos e ganhos 8- Resultados

1- Meios Financeiros Líquidos 2- Contas a receber e a pagar 3- Inventários e activos biológicos 4- Investimentos

5- Capital, reservas e resultados transitados 6- Gastos

7- Rendimentos 8- Resultados

Fonte: Elaboração Própria

A realização deste relatório já é com base no SNC, excluindo a parte de encerramento de contas de 2009 que ainda é pelo antigo POC.

Foi aprovado o Regime de Normalização para as Microentidades pelo Decreto-Lei nº 36-A/2011, de 9 de Março, tendo sido instituídos limites para serem consideradas Microentidades:

i. Um total de Balanço de € 500 000;

ii. Um Volume de Negócios líquido de € 500 000;

(26)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 16 Em 14 de Março de 2011 foi publicado a Norma Contabilística para as Microentidades por Aviso nº 6726-A/2011.

A Egimetal enquadra-se no Sistema de Normalização Contabilística – Pequenas Entidades (SNC-PE), pois não ultrapassa os limites do artigo 9º alterado pela Lei nº 20/2010. Regendo-se assim pelas NCRF-PE.

3.1.3 - Organização Contabilística

Ao iniciar o estágio, foi-me transmitido como funcionava o escritório, a metodologia de trabalho e os serviços prestados aos seus clientes.

A recepção e organização dos documentos é uma tarefa muito importante e que requer muita atenção e responsabilidade, todos os documentos que entram para a contabilidade têm que ser minuciosamente analisados, pois devem conter os elementos referidos no nº5 do artigo 36º do CIVA:

“5- As facturas ou documentos equivalentes devem ser datados, numerados sequencialmente e

conter os seguintes elementos:

a) Os nomes, firmas ou denominações sociais e a sede ou domicílio do fornecedor de bens ou prestador de serviços e do destinatário ou adquirente, bem como os correspondentes números de identificação fiscal dos sujeitos passivos de imposto;

b) A quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços prestados, com especificação dos elementos necessários à determinação da taxa aplicável; as embalagens não efectivamente transaccionadas devem ser objecto de indicação separada e com menção expressa de que foi acordada a sua devolução;

c) O preço, liquido de imposto, e os outros elementos incluídos no valor tributável; d) As taxas aplicáveis e o montante de imposto devido;

(27)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 17

f) A data em que os bens foram colocados à disposição do adquirente, em que os serviços foram realizados ou em que foram efectuados pagamentos anteriores à realização das operações, se essa data não coincidir com a data de emissão da factura.”

Quando recepcionados os documentos na Egifinancial, é colocado em cada um, carimbo com data de entrada no escritório (dia, mês e ano). São colocados numa prateleira onde estão identificados os clientes. Só posteriormente é que são separados consoante a sua natureza.

A Egifinancial tem para cada empresa, um conjunto de dossiês para arquivo dos documentos, tendo em conta a sua natureza:

 Dossier de Documentos Oficiais  Dossier Fiscal

 Dossier Contabilístico

O Dossier de Documentos Oficiais é constituído por documentos da empresa que não tenham a ver com a contabilidade, como a constituição da empresa, documentos particulares dos sócios, contratos que a empresa tenha celebrado, etc.

O Dossier Fiscal, é obrigatório segundo o artigo 130º do CIRC (Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas), sofrendo em 28 de Fevereiro de 2011 uma alteração por Portaria nº 92-A/2011, derivado à entrada do SNC. Sendo assim este diploma vem indicar os novos documentos que devem constar do dossiê fiscal das empresas:

 Relatório de Gestão, parecer do conselho fiscal e documento de certificação legal de contas quando legalmente exigidos;

 Lista e documentos comprovativos dos créditos incobráveis;

 Mapa, de modelo oficial, de provisões, perdas por imparidade em créditos e ajustamentos em inventários;

 Mapa, de modelo oficial, das mais-valias e menos-valias;

 Mapa, de modelo oficial, das depreciações e amortizações

 Mapas, de modelo oficial, das depreciações de bens reavaliados ao abrigo de diploma legal;

(28)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 18

 Mapa de controlo de prejuízos no Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (artigo 71º do CIRC);

 Mapa de controlo das correcções fiscais decorrentes de diferenças temporais de imputação entre a contabilidade e a fiscalidade;

 Outros documentos mencionados nos Códigos ou em legislação complementar que devam integrar o processo de documentação fiscal, nomeadamente nos termos:

a) Dos artigos 38º, 39º, 63º, 64º, 66º, 67º, 78º e 120º do Código do IRC; b) Do artigo 78º do Código do IVA;

c) Do artigo 5º do Decreto-Lei nº 159/2009, de 13 de Julho;

d) Do artigo 10º do Decreto Regulamentar nº 25º/2009, de 14 de Setembro.

O Dossier Contabilístico recebe todos os documentos contabilísticos e é constituído por 4 dossiês tendo em conta a natureza desses documentos, nomeadamente:

 Dossier de Vendas a Crédito

- Engloba todas as Facturas e vendas a Dinheiro passados pela empresa, com numeração sequencial

 Dossier de Fornecedores

- Todos os documentos de compras que a empresa tenha efectuado e que estejam directamente relacionados com a sua actividade principal, ordenados por ordem alfabética

 Dossier de Caixa

- Contém pequenas despesas que não estão relacionadas com a actividade principal da empresa

 Dossier de Bancos

- Contém todas as operações relacionadas com bancos, como os seus extractos, os pagamentos efectuados pelo banco, depósitos, juros, encargos bancários, etc.

(29)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 19 Quando se procede á separação dos documentos tem de se ter atenção a que mês corresponde, só depois disso é que se separa pela natureza do documento (fornecedores, clientes, bancos, caixa, etc.).

3.1.4 - Classificação

Após os procedimentos de separação e organização dos documentos, procede-se à sua classificação.

Esta actividade tem de ser rigorosa requerendo muita concentração e responsabilidade por parte da pessoa que a realiza. A classificação de documentos consiste em registar no documento o número do documento e as contas a debitar e a creditar.

Toda a classificação efectuada, respeita o SNC, isto é, tendo como base as normas contabilísticas e de relato financeiro.

Com a entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2011 do SNC, a Egimetal foi obrigada a adoptar um novo plano de contas, como consta do anexo 1 deste relatório.

Apenas os documentos que vão para o dossier contabilístico é que se classificam, os quais são na sua maior parte, facturas, recibos, vendas a dinheiro, notas de débito, notas de crédito, documentos emitidos por bancos, tendo atenção às datas correctas e se não existe duplicação de documentos.

A classificação é feita primeiro no próprio documento, tendo a Egifinancial um carimbo para colocar nos documentos.

Assim sendo a numeração realiza-se da seguinte forma, sendo a mesma numeração que o sistema informático atribui:

- Se for no mês de Janeiro fica

1.1

para o primeiro documento que for lançado

(30)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 20 O primeiro número corresponde sempre ao mês que se está a lançar sendo separado com um ponto e depois corresponde o número interno de documentos que estão a ser lançados.

Seguem-se exemplos de classificação diversas efectuadas com documentos reais da empresa apresentada.

3.1.4.1 - Factura de Compras

Na classe 3 - Inventários e Activos Biológicos, são inseridos todos os movimentos de bens adquiridos, que se inserem na actividade principal da empresa, e que se destinam a uma posterior comercialização ou utilização no processo produtivo. Como a Egimetal utiliza o sistema de inventário intermitente, fazendo a contagem física dos bens no final do exercício, os bens permanecem nessa conta de compras até à elaboração do Inventário Anual, impossibilitando o conhecimento dos resultados ao longo do ano.

Segundo o nº1 do artigo 12º do Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho, a Egimetal é obrigada a aplicar o inventário permanente:

“1- As entidades a que seja aplicável o SNC ou as normas internacionais de contabilidade adoptadas pela UE ficam obrigadas a adoptar o sistema de inventário permanente na contabilização dos inventários, nos seguintes termos:

a) Proceder às contagens físicas dos inventários com referência ao final do exercício, ou, ao longo do exercício, de forma rotativa, de modo a que cada bem seja contado, pelo menos, uma vez em cada exercício;

b) Identificar os bens quanto à sua natureza, quantidade e custos unitários e globais, por forma a permitir a verificação, a todo o momento, da correspondência entre as contagens físicas e os respectivos registos contabilísticos.”

Para cada fornecedor é lhe atribuído uma subconta da 22.1, mas dependendo se é fornecedor do mercado nacional ou se é do mercado intracomunitário, sendo a 22.1.1 para os nacionais e a 22.1.2 para os intracomunitários.

(31)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 21 Segundo a alínea a) do nº1 do artigo 2º do IRC, a Egimetal é sujeito passivo do IRC:

a) “As sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, as cooperativas, as empresas públicas e as demais pessoas colectivas de direito público ou privado, com sede ou direcção efectiva em território português;”

Segundo o art. 19º do CIVA:

“Para apuramento do imposto devido, os sujeitos passivos deduzem, nos termos dos artigos seguintes, ao imposto incidente sobre as operações tributáveis que efectuaram:

a) O imposto devido ou pago pela aquisição de bens e serviços a outros sujeitos passivos;”

A Factura nº 1029103293 (Anexo 2), diz respeito à aquisição de Matérias-Primas e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 2.

Debita-se a conta 31.2 e a conta 2432 IVA dedutível, pois trata-se de uma compra no território nacional e à taxa de 20%, e credita-se a 22.1 fornecedores.

Em relação à taxa de IVA, durante o período do estágio a taxa era de 20%, tendo sido alterada em 1 de Julho de 2010 para 21% e a partir de 1 de Janeiro de 2011 para 23%.

Quadro 2 - Contabilização de Compras no Mercado Nacional da Egimetal

Descrição Débito Crédito Valor

Mat. Primas, subs. Cons. MN Taxa Normal 31212 11.484,29€

IVA Dedutível Taxa Normal 2432112 2.296,86€

Fornecedores c/c Mercado Nacional 22111

J. Soares Correia, S.A. 2211110 13.781,15€

Fonte: Anexo 2 Durante o período de estágio a Egimetal não adquiriu bens no mercado intracomunitário, mas pressupondo que era uma aquisição de bens a outro Estado Membro.

(32)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 22 Segundo a alínea c) do nº1 do artigo 1º do CIVA:

“1- Estão sujeitas a imposto sobre o valor acrescentado:

c)As operações intracomunitárias efectuadas no território nacional, tal como são definidas e reguladas no regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias;”

Segundo o artigo 3º do Regime de IVA nas Transmissões Intracomunitárias (RITI):

“Considera-se, em geral, aquisição intracomunitária a obtenção do poder de dispor, por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, de um bem móvel corpóreo cuja expedição ou transporte para território nacional, pelo vendedor, pelo adquirente ou por conta destes, com destino ao adquirente, tenha tido início noutro Estado membro.”

Nos termos do artigo 18º do RITI, “são tributáveis as aquisições intracomunitárias de bens quando

o lugar de chegada da expedição ou transporte com destino ao adquirente se situe no território nacional”, esta aquisição não é isenta pois não se verifica nenhuma das isenções vigentes no artigo

15º do RITI, e é exigível o imposto segundo o artigo 13º do RITI.

Segundo a alínea a) do nº1 do artigo 23º do RITI, tem de se proceder à liquidação do imposto da aquisição intracomunitária, sem prejuízo do direito à dedução do imposto segundo o nº1 do artigo 19º do RITI e remetendo também para o artigo 19º do CIVA.

A sua contabilização seria do seguinte modo:

Quadro 3 - Contabilização de Compras noutro Estado membro da Egimetal

Descrição Débito Crédito Valor

Mat. Primas, subs. Cons. EM Taxa Normal 31222 13.781,15€

IVA Dedutível Taxa Normal 2432122 2.296,86€

IVA Liquidado Taxa Normal 2433122 2.296,86€

Fornecedores c/c Mercado Intracomunitário 22112 13.781,15€

(33)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 23

3.1.4.2 - Factura de Vendas no Mercado Nacional

Como já foi referido a Egimetal é uma empresa especializada na concepção, fabrico e comercialização de estruturas metálicas, e em termos de contabilização das suas facturas de vendas ao público não existe a separação de vendas e prestação de serviços, pois quando por exemplo é efectuada uma reparação a um portão a sua contabilização é efectuada como sendo uma venda e não uma prestação de serviços. Não concordo com esta classificação, pois deveriam estar separados as vendas das prestações de serviços, pois são duas contas distintas.

A conta 71 engloba todas as vendas, representadas pela facturação, deduzidas do IVA e de outros impostos e incidências nos casos em que nela estejam incluídos1.

O IVA debitado aos clientes nas facturas credita-se na conta 2433 – IVA Liquidado.

A conta 21 – Clientes, regista as relações da empresa com os que lhe compram mercadoria, produtos e ou serviços, seja qual for a entidade que faça essa compra. Sendo esta dividida em clientes mercado nacional e clientes mercado intracomunitário, respectivamente a 21.1.1.1 e a 21.1.1.2.

A factura nº 201000021 (Anexo 3), diz respeito a trabalhos realizados no cliente Gelgurte e por isso deverá ser classificado como se indica no quadro 4.

Neste caso debita-se a conta 21.1.1 – Clientes mercado nacional, credita-se a conta 71.2 – Vendas produtos acabados e intermédios e credita-se também a conta 2433 – IVA Liquidado.

Quadro 4 – Contabilização de Vendas no Mercado Nacional da Egimetal

Descrição Débito Crédito Valor

Clientes c/c Mercado Nacional 21111

Industria Alimentar Gelgurte, Lda. 211114 4.358,40€

Vendas 71

Produtos Acab. e Interm. MN Taxa Normal 71212 3.632,00€

IVA Liquidado Taxa Normal 2433112 726,40€

Fonte: Anexo 3

1

(34)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 24 Tem também vendas sem IVA, pois o IVA é devido pelo adquirente nos termos do nº13 do artigo 36º do CIVA, as facturas emitidas pela Egimetal ainda vêm a mencionar o artigo 35º, mas o CIVA sofreu uma actualização com a Lei nº2/2010 de 15 de Março.

A Direcção de Serviços do IVA, através do Ofício Circular nº 30101/2007 de 24 de Maio, que veio revogar o Ofício Circular nº 30100/2007 de 28 de Março, vem transmitir o que realmente se deve considerar como serviços de construção civil, e como se procede em relação a toda esta matéria2:

Consideram-se serviços de construção civil todos os que tenham por objecto a realização de uma obra, englobando todo o conjunto de actos que sejam necessários à sua concretização.

Deve entender-se por obra todo o trabalho de construção, reconstrução, ampliação, alteração, reparação, conservação, reabilitação, limpeza, restauro e demolição de bens imóveis, bem como qualquer outro trabalho que envolva processo construtivo, seja de natureza pública ou privada.

Sempre que, no âmbito de uma obra, o prestador factura serviços de construção propriamente dita ou quaisquer outros com ela relacionados e necessários à sua realização, bem como materiais ou outros bens, entende-se que o valor global da factura, independentemente de haver ou não discriminação dos vários itens e da facturação ser conjunta ou separada, é abrangido pela inversão de sujeito passivo.

Contudo, excluem-se da regra da inversão os bens que, inequivocamente, tenham a qualidade de bens móveis, isto é, bens que não estejam ligados materialmente ao bem imóvel com carácter de permanência.

Não há lugar à inversão, cabendo ao fornecedor de serviços liquidar o IVA que se mostre devido, quando o adquirente é:

a) Não sujeito passivo;

b) Sujeito passivo que pratica exclusivamente operações isentas que não conferem direito à dedução (sujeitos passivos abrangidos pelo art.º9º ou pelo art.º 53º do CIVA);

2

(35)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 25 c) Sujeito passivo que apenas o é porque efectua aquisições intracomunitárias (sujeitos passivos abrangidos pelo art.º 9º ou pelo art.º 53º do CIVA e Estado, nas condições definidas no art.º 5º do RITI).

No caso de adquirentes sujeitos passivos mistos, isto é, que pratiquem operações que conferem o direito à dedução e operações que não conferem esse direito e, independentemente do método utilizado para o exercício do direito à dedução, há lugar à inversão do sujeito passivo.

Cabe ao adquirente dos serviços, no caso de duvidas por parte do fornecedor, esclarecer e confirmar qual o enquadramento em que se encontra perante o IVA.

Exigibilidade do Imposto

Nos termos da alínea b) do nº1 do art.º7º do CIVA, nas prestações de serviços, o imposto é devido e torna-se exigível no momento da sua realização. Nestes termos, deve o adquirente no caso dos adiantamentos, proceder, desde logo, à autoliquidação do IVA devido pelo montante pago e, nos restantes casos, proceder à liquidação do IVA com referência ao período em que o mesmo se mostre exigível.

Obrigações declarativas

Quanto às obrigações declarativas, enquanto não for remodelada a declaração periódica, o prestador de serviços deve inscrever o valor facturado e cujo IVA é devido pelo adquirente no campo 8 do Quadro 06.

Relativamente ao Anexo L da IES/DA, o fornecedor de serviços deve inscrever o valor facturado e cujo IVA é devido pelo adquirente no campo L67 do Quadro 03, valores líquidos de quaisquer regularizações (abatimentos, descontos, etc.), dada a instrução genérica para o Quadro 03 constante das instruções de preenchimento.

(36)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 26

Obrigações de facturação

Quando se fala em obrigações de facturação, sempre que haja lugar à inversão do sujeito passivo, a facturação emitida pelo fornecedor não deve fazer qualquer outra menção do IVA, para além da expressão “IVA devido pelo adquirente”.

Obrigações Contabilísticas

Nos termos do art.º 44º do CIVA, quando existe liquidação de IVA devido pelo adquirente, deverão essas operações ser registadas de forma a que a contabilidade evidencie claramente o valor do imposto liquidado, segundo a taxa aplicável, com relevação distinta do respeitante às restantes operações.

Reembolso

A aplicação da regra de inversão do sujeito passivo ao sector da construção civil, ainda que justificada numa maior eficácia no combate à fraude e evasão fiscais, não deve, criar constrangimentos financeiros desnecessários.

Porém, esta regra levou a situações de crédito frequentes e com alguma permanência, resultantes da não liquidação do imposto pelos sujeitos passivos que efectuam as referidas operações, já que, nos serviços que prestam o imposto é deduzido pelos adquirentes.

Assim, foi publicado o despacho normativo nº 31-A/2008 que estabelece que o reembolso do IVA para os sujeitos passivos cujas operações estejam em mais de 75% abrangidas pela regra da inversão devem beneficiar de um prazo de reembolso de 30 dias, à semelhança do que já sucede com sujeitos passivos de outros sectores de actividade cujas operações sejam maioritariamente isentas ou não sujeitas com direito à dedução.

A factura nº 201000017 (Anexo 4), diz respeito a trabalhos realizados no cliente Pinheiro e Mendes Lda. e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 5.

(37)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 27 Sendo assim debita-se a conta 21.1.1 – Clientes mercado nacional e credita-se a conta 71 – Vendas.

Quadro 5 – Contabilização de Vendas com IVA do Adquirente da Egimetal

Descrição Débito Crédito Valor

Clientes c/c Mercado Nacional 21111

Pinheiro e Mendes, Lda. 21111968 23.850,00€€

Vendas 71

Prod. Acab. e Interm. MN IVA Adquirente 71214 23.850,00€

Fonte: Anexo 4 A Egimetal vende também sucata, sendo a factura também com IVA do adquirente nos termos do nº13 do artigo 36º do CIVA:

“13 – Nas situações previstas nas alíneas i) e j) do nº1 do artigo 2º, as facturas ou documentos equivalentes emitidos pelos transmitentes dos bens ou prestadores de serviços devem conter a expressão «IVA devido pelo adquirente».”

Remetendo para o nº1 alínea i) do artigo 2º do CIVA, que diz:

“i) As pessoas singulares ou colectivas referidas na alínea a) que, no território nacional, sejam adquirentes dos bens ou dos serviços mencionados no Anexo E ao presente Código e tenham direito à dedução total ou parcial do imposto, desde que os respectivos transmitentes ou prestadores sejam sujeitos passivos do imposto;”

O Anexo E contém a lista dos bens e serviços do sector de desperdícios, resíduos e sucatas recicláveis a que se refere a alínea i) do nº1 do artigo2º do CIVA:

“a) Transmissão de resíduos ferrosos e não ferrosos, sucata e materiais usados, nomeadamente de produtos semiacabados resultantes do processamento, manufactura ou fusão de metais ferrosos e não ferrosos e suas ligas.

(…)

A factura nº 201000020 (Anexo 5), diz respeito à venda de sucata de ferro ao cliente António Manuel Barata Frexes e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 6.

(38)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 28 Debita-se a conta 21.1.1 – Clientes mercado nacional e credita-se a conta 713 – Vendas de Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos.

Quadro 6 – Contabilização de Venda de Sucata da Egimetal

Descrição Débito Crédito Valor

Clientes c/c Mercado Nacional 21111

António Manuel Barata Frexes 21111285 518,00€

Vendas 71

Subprodutos, desperdícios e resíduos 713

Mercado Nacional 7131

IVA devido pelo Adquirente 71314 518,00€

Fonte: Anexo 5

3.1.4.3 - Fornecimento e Serviços Externos

A conta 62 - Fornecimentos e Serviços Externos, é uma conta da classe 6 – Gastos. Esta conta regista os custos pagos ou a pagar a terceiros, quer por serviços prestados à empresa, quer por fornecimentos destinados a consumo imediato ou não imediato.

3.1.4.3.1 – Electricidade

A factura diz respeito à electricidade gasta durante o período de um mês pela Egimetal, como é um serviço externo à empresa é levado à conta 62 – FSE, é um serviço que faz parte da Lista I dos Anexos do CIVA – Bens e Serviços Sujeitos a Taxa Reduzida.

Segundo a alínea a) do nº1, a alínea a) do nº2 e nº6 do artigo 19º do CIVA:

“1- Para apuramento do imposto devido, os sujeitos passivos deduzem, nos termos dos artigos seguintes, ao imposto incidente sobre as operações tributáveis que efectuaram:

a)O imposto devido ou pago pela aquisição de bens e serviços a outros sujeitos passivos; (…)

2- Só confere direito a dedução o imposto mencionado nos seguintes documentos, em nome e na posse do sujeito passivo:

(39)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 29

(…)

6- Para efeitos do exercício do direito à dedução, consideram-se passados em forma legal as facturas ou documentos equivalentes que contenham os elementos previstos no artigo 36º.”

Segundo a alínea a) do nº1 do artigo 20º do CIVA:

“1- Só pode deduzir-se o imposto que tenha incidido sobre bens ou serviços adquiridos, importados ou utilizados pelo sujeito passivo para realização das operações seguintes:

a)Transmissão de bens e prestações de serviços sujeitas a imposto e dele não isentas;”

A factura nº 1110000009278 (Anexo 6), diz respeito à EDP com o período de facturação de 12/01/2010 a 11/02/2010, e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 7.

Debita-se a conta 6241 – Electricidade e a conta 2432 – IVA Dedutível e credita-se a conta 12 – Bancos, pois é realizado o débito directo na conta do Banco.

Quadro 7 – Contabilização da Factura da EDP

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Electricidade MN Act. Tribut. 624112 1.591,03€

Estado e Outros Entes Públicos 24

IVA- Dedutível 2432

Taxa Reduzida 2432311 79,55€

Depósitos à Ordem 12

Caixa Geral de Depósitos 122 1.670,58€

Fonte: Anexo 6 Em relação ao pagamento da factura da EDP, faz-se pelo banco pois é um dos procedimentos de controlo interno realizado pela Egimetal.

As empresas devem fazer os seus pagamentos normais a terceiros através dos bancos, utilizando para esse efeito, cheques, transferências bancárias ou ordens permanentes de pagamento.

Os cheques passados pela empresa devem conter pelo menos duas assinaturas, devem ser emitidos nominativamente e cruzados, e devendo a empresa ficar com uma cópia desse mesmo cheque.

(40)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 30

3.1.4.3.2 - Comunicações Móveis

A factura diz respeito às comunicações feitas por telemóvel da Egimetal, este serviço é taxado a 20% de IVA, pois não faz parte da Lista I- Bens e Serviços Sujeitos a Taxa Reduzida e nem da Lista II- Bens e Serviços Sujeitos a Taxa Intermédia das listas anexas ao CIVA.

Como é um gasto que contém IVA dá direito à dedução, e é indispensável ao desenvolvimento da actividade da Egimetal.

A factura/recibo nº 000000085885416 (Anexo 7), diz respeito à Vodafone com o período de facturação de 09/01/2010 a 08/002/2010, e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 8.

Debita-se a conta 62.6.2 – Comunicação e a conta 2432 – IVA Dedutível e credita-se a conta 12 – Bancos, pois é realizado o débito directo na conta do Banco.

Quadro 8 – Contabilização da Factura da Vodafone

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Comunicação Act. Tribut. 62622 284,32€

Estado e Outros Entes Públicos 24

IVA- Dedutível 2432

Taxa Normal 2432312 56,86€

Depósitos à Ordem 12

Banco Totta Santander 121 341,18€

Fonte: Anexo 7

3.1.4.3.3 – Combustíveis

O Artigo 21º alínea b) do CIVA diz-nos:

“Despesas respeitantes a combustíveis normalmente utilizáveis em viaturas automóveis, com excepção das aquisições de gasóleo, de gases de petróleo liquefeitos (GPL), gás natural e biocombustíveis, cujo imposto é dedutível na proporção de 50%, a menos que se trate de veículos pesados de passageiros; veículos licenciados para transportes públicos; máquinas consumidoras

(41)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 31

de gasóleo, GPL, gás natural ou biocombustíveis, que não sejam veículos matriculados; tractores com emprego exclusivo ou predominante na realização de operações culturais inerentes à actividade agrícola; veículos de transporte de mercadorias com peso superior a 3500 kg, sendo nestes casos dedutível a 100%.”

A Egimetal possui depósitos próprios para armazenamento de gasóleo, que adquire para os seus veículos e máquinas que utilizam este tipo de combustível, sendo política da empresa a dedução do IVA a 50%, pois são veículos que integram o seu mapa de amortizações e reintegrações Modelo 32 (Anexo 8).

Não concordando com a política da empresa, pois no seu mapa de amortizações constam veículos com mais de 3500 kg., em que a dedução do IVA é a 100%, como refere o artigo anterior, tendo para o efeito de se calcular a percentagem de veículos com dedução a 50% e com dedução a 100% de IVA.

Cálculo do valor dedutível do imposto:

Valor da factura = 2.286,44€

Valor sem IVA= 2.286,44/1,20= 1.905,37€ Valor do IVA= 1.905,37*0,20= 381,07€

Como só é dedutível 50% do valor total do IVA= 381,07*0,5= 190,54€

Os restantes 50% são somados à base = 1.905,37+190,53= 2.095,90€

A factura nº 20100165 (Anexo 9), diz respeito à compra de gasóleo ao fornecedor Petromondego e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 9.

(42)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 32 Debita-se a conta 62.4.2.2.1 – Gasóleo parcial e a conta 24.3.2 – IVA Dedutível e credita-se a conta 27.8 – Outros devedores e credores.

Quadro 9 – Contabilização da Factura de Gasóleo da Petromondego

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Gasóleo Mercado Nacional 624221

Gasóleo MN Act. Tribut. Parcial 6242213 2.095,90€

Estado e Outros Entes Públicos 24

Imposto sobre o Valor Acrescentado 243

IVA- Dedutível 2432

Gasóleo 2432314 190,54€

Outras Contas a Receber e a Pagar 27

Outros Devedores e Credores 278

Petromondego – Comer. de Combustíveis 27841149 2.286,44€

Fonte: Anexo 9

3.1.4.3.4 - Ferramentas e Utensílios de Desgaste Rápido

Nesta conta são consideradas todas as ferramentas e utensílios, em que a condição da sua utilização não ultrapasse 1 ano, se a sua utilização passar de 1 ano elas devem constar numa conta própria de Activos Fixos Tangíveis, mais propriamente na conta 43.7.2 Ferramentas e Utensílios.

A factura nº 20100184 (Anexo 10), diz respeito à compra de ferramentas e utensílios ao fornecedor Oxibeiras e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 10.

(43)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 33 Debita-se a conta 62.3.1 – Ferramentas e utensílios e a conta 24.3.2 – IVA Dedutível e credita-se a conta 22.1.1 – Fornecedores c/c.

Quadro 10 – Contabilização da Factura da Oxibeiras

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Ferram. e Utens. Desg. Ráp. MN Act. Trib. 623112 59,46€

Estado e Outros Entes Públicos 24

IVA- Dedutível 2432

Taxa Normal 2432312 11,89€

Fornecedores 22

Fornecedores c/c Mercado Nacional 22111

Oxibeiras, Lda. 221116 71,35€

Fonte: Anexo 10

Não concordando neste ponto com a sua classificação, pois deviam levar à conta 27.8.4. Outros Devedores e Credores e não à 22.1.1.1 Fornecedores c/c Mercado Nacional, pois não se trata de aquisição de matéria-prima.

3.1.4.3.5 - Material de Escritório

Esta conta regista os gastos do período com a aquisição de material de escritório necessário para o exercício da actividade cuja vida útil não exceda, em condições de utilização normal, um período e a sua utilização se esgote nesse período3.

A factura nº 100142 (Anexo 11), diz respeito à compra de material de escritório ao fornecedor Inforcinco Lda., e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 11.

3

(44)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 34 Debita-se a conta 62.3.3 – Material de escritório e a conta 24.3.2 – IVA Dedutível e credita-se a conta 27.8 – Outros devedores e credores.

Quadro 11 – Contabilização da Factura de Material de Escritório da Inforcinco

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Material de Escritório Act. Tribut. 62332 168,41€

Estado e Outros Entes Públicos 24

IVA- Dedutível 2432

Taxa Normal 2432312 33,68€

Outras Contas a Receber e a Pagar 27

Credores Diversos 27841

Inforcinco, Lda. 27841109 202,09€

Fonte: Anexo 11

3.1.4.3.6 - Conservação e Reparação

Consideram-se todos os bens e serviços utilizados para a conservação e reparação dos bens dos activos fixos tangíveis, e que não provoquem um aumento do seu custo ou da sua duração3. As grandes reparações são acrescidas ao valor contabilístico dos activos fixos tangíveis.

Tem de se verificar se a reparação diz respeito a um activo fixo tangível com direito à dedução. Neste caso diz respeito a um cilindro que pertence ao activo fixo tangível, estando no mapa de amortizações e reintegrações (Anexo 8), tendo assim direito à dedução.

A venda a dinheiro nº 5968 (Anexo 12), diz respeito à conservação e reparação do Cilindro efectuada pela Hidrocentro Lda., e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 12.

(45)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 35 Debita-se a conta 62.2.6 – Conservação e reparação e a conta 24.3.2 – IVA Dedutível e credita-se a conta 11.1 – Caixa.

Quadro 12 – Contabilização da Factura de Conservação e Reparação de um Cilindro da Egimetal

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Conservação e Reparação MN Act. Tribut. 622612 40,00€

Estado e Outros Entes Públicos 24

IVA- Dedutível 2432

Taxa Normal 2432312 8,00€

Caixa 111 48,00€

Fonte: Anexo 12

Os pagamentos por caixa são realizados para despesas pequenas como é o caso desta, é constituído um fundo fixo de caixa, o qual é reposto no final de cada mês.

Deve-se verificar a autenticidade do documento para pagamento, sendo registado na folha de caixa para justificação da saída do dinheiro.

A Egimetal tem um fundo de caixa definido, fazendo pagamentos de pequenos valores, no final do mês a folha de caixa é enviada para a contabilidade para se proceder à sua contabilização, pois é essa folha de caixa que dá informação dos documentos que foram pagos por lá.

3.1.4.3.7 Deslocações e Estadas

Esta conta regista as despesas de transporte de pessoal que tenham um carácter eventual, isto é, que não têm periodicidade certa e que são pagos só quando se efectuam, esta conta debita-se também pelas refeições e alojamento do pessoal em serviço da empresa, que não estejam cobertos por ajudas de custo. Sendo obrigatório a apresentação da factura ou documento equivalente para se proceder ao seu pagamento

Normalmente é utilizada esta conta quando o pessoal presta um serviço fora da área do local de trabalho, isto é, o trabalhador paga a despesa e depois é-lhe devolvido o valor quando apresenta a factura na Egimetal, a qual é contabilizada como gasto na empresa na conta 6251 – Deslocações e estadas.

(46)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 36 Estas despesas são sujeitas a IVA, mas de acordo com as alíneas c) e d) do nº1 do art. 21º do CIVA:

“1- Exclui-se, todavia, do direito à dedução o imposto contido nas seguintes despesas:

c)Despesas de transporte e viagens de negócios do sujeito passivo do imposto e do seu pessoal, incluindo portagens;

d)Despesas respeitantes a alojamento, alimentação, bebidas e tabacos e despesas de recepção, incluindo as relativas a acolhimento de pessoas estranhas à empresa e as despesas relativas a imóveis ou parte de imóveis e seu equipamento, destinados principalmente a tais recepções;”

O recibo nº 163556 (Anexo 13), diz respeito ao pagamento de portagens da Brisa e por isso deverá ser classificado como se indica no quadro 13.

Debita-se a conta 6251 – Deslocações e estadas e credita-se a conta 11 – Caixa.

Quadro 13 – Contabilização do Recibo de Portagens da Brisa

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Deslocações e Estadas Mercado Nacional 62511 5,55€

Caixa 111 5,55€

Fonte: Anexo 13

A venda a dinheiro nº 02279758 (Anexo 13), diz respeito à refeição efectuada no restaurante A Loja dos Grelhados e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 14.

(47)

Tânia Joana Paiva de Sá e Rainha Página 37 Debita-se a conta 6251 – Deslocações e estadas e credita-se a conta 11 – Caixa.

Quadro 14 – Contabilização da Venda a Dinheiro do Restaurante A Loja dos Grelhados

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Deslocações e Estadas Mercado Nacional 62511 12,20€

Caixa 111 12,20€

Fonte: Anexo 13

3.1.4.3.8 Despesas de Representação

A conta de Despesas de Representação engloba os gastos efectuados pelo pessoal da empresa, prestando serviços na área do local de trabalho.

Este gasto não confere direito à dedução de acordo com as alíneas c) e d) do nº1 do art. 21º do CIVA.

A factura nº 1282 (Anexo 14), diz respeito à refeição efectuada no restaurante Telma Patrícia Fernandes Marques e por isso deverá ser classificada como se indica no quadro 15.

Debita-se a conta 62.6.6 – Despesas de representação e credita-se a conta 11 – Caixa.

Quadro 15 – Contabilização da Factura do Restaurante Telma Patrícia Fernandes Marques

Descrição Débito Crédito Valor

Fornecimentos e Serviços Externos 62

Despesas de Representação 62661 12,00€

Caixa 111 12,00€

Fonte: Anexo 14

3.1.4.3.9 Trabalhos Especializados

Como o próprio nome indica trata-se de um trabalho específico em que a empresa tem de contratar outra para o realizar, neste caso trata-se da Contabilidade.

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