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Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana IPTU

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Academic year: 2022

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TRIBUTOS MUNICIPAIS 

Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana ‐ IPTU 

Introdução 

O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana é um dos impostos privativos  dos  Municípios,  cabendo  também  a  competência  do  Distrito  Federal,  por  força  da  competência cumulativa, de que trata o artigo 147 da CF/1988.  

Em que pese seja imposto da competência dos Municípios, a União deve estabelecer  normas  gerais  sobre  o  IPTU,  em  especial  para  os  temas  previstos  no  artigo  146  da  CF/1988, tais como normas gerais sobre fato gerador, base de cálculo e contribuintes. 

Dessa forma, a estrutura central e fundamental do IPTU é uniforme em todo o Brasil,  variando todavia de Município para Município quanto a certos temas, como isenções,  forma da Planta Genérica de Valores (utilizada para cálculo da base de cálculo), e normas  de solidariedade e de responsabilidade tributária. 

A Constituição trata do IPTU no artigo 156 e também no artigo 182, parágrafo 4, inciso  II. Além disso, o Código Tributário Nacional (lei 5172/1966) dispõe sobre o IPTU nos seus  artigos 32 a 34. 

É  classificado  como  um  dos  Impostos  sobre  Patrimônio  e  Renda  e  além  disso,  ganha  destaque em diversas classificações. 

O IPTU é um imposto real, pois seu fato gerador é vinculado a aspectos relativos aos  imóveis tributados, não sendo (em regra) relevante características dos proprietários ou  titulares. Dessa forma, por exemplo, o IPTU é cobrado em virtude do tipo, localização,  tamanho, forma de utilização do imóvel. Mas não há cobrança diferenciada em razão do  tipo  de  contribuinte  que  se  apresenta  (salvo,  evidentemente,  em  casos  de  isenções  pessoais, que são possíveis no IPTU). 

Além disso, o IPTU é imposto direto, pois não é fácil ao titular e contribuinte do imposto  repassar seu ônus a terceiros (como clientes, por exemplo). Portanto, é um imposto que,  na maioria das vezes, é suportado financeiramente pelo próprio contribuinte de direito,  não existindo o contribuinte de fato. A situação dos contratos de locação, onde via de 

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regra os locatários são responsabilizados pelo ônus do imposto, apesar de parecer uma  exceção a esta ideia, não é assim interpretada pela maioria das doutrinas e bancas de  concursos.  

Fato Gerador 

Segundo  o  Código  Tributário  Nacional,  o  imposto  sobre  a  propriedade  predial  e  territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de  bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na  zona urbana do Município. 

 

A definição de propriedade aqui é a mesma do Direito Civil, ou seja, é a faculdade de  usar,  gozar  e  dispor  da  coisa,  e  o  direito  de  reavê‐la  do  poder  de  quem  quer  que  injustamente a possua ou detenha. (Código Civil 2002, artigo 1228). 

 

Também a posse sofre a incidência do IPTU. O conceito de posse também é o mesmo  adotado pelo Direito Civil, ou seja, considera‐se possuidor todo aquele que tem de fato  o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. (CC/2002, art. 

1196). 

 

Com relação ao domínio útil, este se contrapõe ao domínio direto.  

 

Domínio  direto  é  a  situação  jurídica,  relativa  à  propriedade,  que  se  gera  do  desdobramento dos direitos reais sobre a coisa, ficando o proprietário do bem com o  domínio  direto,  pelo  que  conserva o  direito  de  propriedade  sobre  a  mesma,  embora  privado do uso e gozo de suas utilidades. No entanto, ele não fica privado do direito de  disposição  do  domínio  que  lhe  é  concernente.  O  domínio  direto  diz‐se,  também,  domínio limitado, para ser distinguido do domínio pleno, que é o domínio integrado de  todos os direitos reais sobre a coisa. 

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Já  o  domínio  útil  (este  último  tributável  pelo  IPTU)  é  a  situação  jurídica,  relativa  à  propriedade, que se gera do desdobramento dos direitos reais sobre a coisa, ficando o  foreiro com o domínio útil, pelo que o proprietário conserva o direito de propriedade  sobre o bem, mas cabe ao foreiro o direito de uso e gozo pela utilização do mesmo. 

 

Um  exemplo  de  domínio  útil  ocorre  no  contrato  de  enfiteuse  (também  chamados 

“terrenos  foreiros”).  Enfiteuse  é  um  direito  real  em  contrato  perpétuo,  alienável  e  transmissível para os herdeiros, pelo qual o proprietário atribui a outrem o domínio útil  de  imóvel,  contra  o  pagamento  de  uma  pensão  anual  certa  e  invariável.  Também  é  conhecido por aforamento. Este tipo de contrato, embora proibido pelo CC/2002, ainda  existe para os terrenos cedidos nesta condição antes do advento do Código Civil novo  (ou seja, na vigência do CC/1916). 

 

Já quanto ao tipo de imóvel tributável, o CTN diz que submetem‐se ao IPTU os imóveis  por natureza e por acessão física. 

 

Os  bens  imóveis  por  sua  natureza  abrangem  o  solo  com  sua  superfície,  os  seus  acessórios  e  adjacências  naturais,  compreendendo  as  árvores  e  frutos  pendentes,  o  espaço aéreo e o subsolo. Um exemplo de imóvel por natureza é a terra nua. 

 

Os bens imóveis por acessão física artificial incluem tudo aquilo que o homem incorporar  permanentemente ao solo, como a semente lançada à terra, os edifícios e construções,  de modo que não se possa retirar sem destruição, modificação, fratura ou dano. Um  exemplo deste tipo de imóvel são os edifícios, casas e demais edificações construídas  sobre o terreno. Por isso, aliás, que o IPTU se chama “imposto predial”. 

 

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Por fim, “Zona Urbana do Município” significa a área de terras, dentro do território de  um certo município, que preenche alguns requisitos impostos pelo Código. 

 

O  primeiro  requisito  é  que  deve  haver  uma  lei  municipal  definindo  a  extensão,  localização  e  demais  detalhes  sobre  a  zona  urbana.  Porém,  a  simples  vontade  do  legislador municipal não basta para incluir uma área na zona urbana. O terreno, para  estar previsto nesta zona urbana, deve possuir um conjunto mínimo de melhoramentos  ou serviços públicos, construídos ou mantidos pelo Poder Público. 

 

Segundo  o  CTN,  para  ser  incluída  na  zona  urbana,  o  terreno  deve  desfrutar  de  pelo  menos dois dos seguintes melhoramentos: 

 

I ‐ meio‐fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; 

 

II ‐ abastecimento de água; 

 

III ‐ sistema de esgotos sanitários; 

 

IV  ‐  rede  de  iluminação  pública,  com  ou  sem  posteamento  para  distribuição  domiciliar; 

 

V  ‐  escola  primária  ou  posto  de  saúde  a  uma  distância  máxima  de  3  (três)  quilômetros do imóvel considerado. 

 

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Mas  não  é  somente  a  zona  urbana  que  é  atingida  pela  incidência  do  IPTU.  Também  incide  IPTU  sobre  os  imóveis  localizados  nas  áreas  urbanizáveis  (ou  de  expansão  uirbana). Estas áreas podem ser definidas em leis municipais, desde que sejam previstas  em  loteamentos  aprovados  pelos  órgãos  competentes,  destinados  à  habitação,  à  indústria ou ao comércio. Dessa forma, mesmo que estas áreas se localizem fora da zona  urbana, seus imóveis renderão tributo ao IPTU. 

 

   

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IPTU

Nome: Imposto sobre a

Propriedade Predial e Territorial Urbana

Normas:

1) CF, art. 156 (Competência e Princípios)

2) CTN, art. 32 a 34 (normas gerais = FG/BC/CO)

3) Legislação Municipal (CTM ou leis ordinárias,

complementares municipais, etc.).

COMPETÊNCIA:

1) Municípios

2) Distrito Federal (CF, art. 147) 3) União (territórios federais

onde não tem município).

FATO GERADOR

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1) Propriedade: CC/2002 2) Domínio Útil: imóveis

enfitêuticos (foreiros).

3) Posse: CC/2002 (não se

confunde com “detenção” = locação, arrendamento,

comodato, etc.).

4) Imóvel:

a. Natureza: terra nua (terreno)

b. Acessão física:

construções e demais

instalações (p. ex. prédio).

Não inclui as acessões intelectuais.

5) Situação: na zona urbana e área urbanizável. Zona

urbana é:

a. Aquela definida na lei

municipal e;

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b. Ter grupo mínimo de serviços públicos na

proximidade (2 dos 5).

c. Área urbanizável:

i. Loteamento

ii. Regular conforme os órgãos competentes iii. Destinado a atividades

urbanas (moradia, comércio, indústria, etc.).

iv. Dentro ou fora da zona urbana.

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO IPTU:

1) Progressivo (poderá) a. Valor do imóvel

b. Em razão do tempo

2) Seletivo:

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a. Conforme a localização

e o uso do imóvel.

Referências

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