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Transinformação vol.28 número1

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Academic year: 2018

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TransInformação, Campinas, 28(1):1-4, jan./abr., 2016

http://dx.doi.org/10.1590/2318-08892016002800011n

Nota dos Editores,

A editoração de periódicos científicos do campo da Ciência da Informação tem, no Brasil, percorrido um caminho virtuoso. Pode-se afirmar que a maioria dos periódicos da área encontram-se disponíveis em acesso aberto. É um fato alvissareiro constatar que os resultados das atividades científicas, sob a forma de artigos, ao menos os da Ciência da Informação, estão disponíveis de forma ampla, aberta, para alimentar o processo de construção do saber. Ter acesso ao conhecimento sistemático produzido é um requisito imprescindível da pesquisa científica.

Esse processo, no entanto, não é isento de problemas. Um fenômeno que tem chamado a atenção tanto de editores científicos quanto dos órgãos de fomento, refere-se à ética da pesquisa. Com efeito, a boa prática científica tem sido objeto de discussão em âmbito internacional. A fraude, nesse campo, toma várias formas: a apropriação de partes de trabalhos já publicados sem citação adequada das fontes, a fabricação de resultados de experimentos, a apresentação de conclusões apressadas, a atribuição de autoria a trabalhos coletivos embora sua contribuição não tenha sido significativa, entre outras.

Cabe ao editor científico cuidar da qualidade das revistas que dirige. Isso significa adotar mecanismos rigorosos de avaliação dos trabalhos submetidos para publicação. Esse cuidado não é uma atividade solitária. Pelo contrário, requer a colaboração dos avaliadores de artigos.

O crescimento da quantidade de textos submetidos às revistas torna o trabalho de avaliação bastante árduo. Nessa medida, contar com a colaboração de especialistas é fundamental. Somente aqueles que conhecem em profundidade um campo científico são capazes de identificar alguns tipos de fraudes, como o plágio, a apropriação de trabalhos sem a identificação das fontes e a falta de rigor científico, isto é, assegurar que o que é publicado merece, de fato, vir a público.

Porém, o papel maior cabe ao autor do artigo científico. É ele quem deve conduzir suas pesquisas de forma ética e publicá-las respeitando as boas práticas científicas, sendo, uma delas, o combate ao produtivismo. A proliferação de artigos sem qualidade científica, é um dos problemas que afeta o crescimento e a consolidação dos campos do saber.

Vale lembrar, ainda, que parte da atividade científica no Brasil é financiada com recursos públicos, sob a forma de auxílios à pesquisa e bolsas de estudos e de pesquisa de naturezas diversas. Esses recursos devem ser geridos de forma adequada e, no caso dos pesquisadores, utilizados de forma conscienciosa. O respeito à coisa pública é, sem dúvida, um ato ético que deve estar presente na atividade científica e no ato de publicar.

A Transinformação une-se, portanto, ao movimento internacional pela ética na pesquisa e, por extensão, às boas práticas de produção e publicação de artigos científicos. Alinha-se a essa perspectiva contando com o apoio dos autores e avaliadores que têm honrado a Revista, garantido sua longevidade, prestígio e o caminho virtuoso que tem percorrido.

Rogério Eduardo Rodrigues Bazi Editor-Chefe

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