Informativo
Eletrônico IOB
Legislação Trabalhista
e Previdenciária
3
aSemana de Setembro/2010 - N
o37
Principais Obrigações
da Semana
(13 a 17.09.2010)
Até 15.09 - Recolhimento dascontribui-ções previdenciárias relativas à competência de agosto/2010 devidas pelos contribuin-tes individuais e pelos facultativos e segu-rados especiais que tenham optado pelo recolhimento na condição de contribuinte individual, bem como pelo empregador doméstico (contribuição do empregado e do empregador). Não havendo expediente bancário, será permitida a prorrogação do recolhimento para o dia útil imediatamente posterior.
Veja as demais obrigações no Calendário Mensal de Obrigações e Tabelas Práticas
para Setembro/2010
IOB
Atualiza
Estado de Mato Grosso do Sul
Feriado estadual - 20 de novembro - Dia da Consciência Negra -
Instituição Pág. 1
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
Sistema de consórcio imobiliário - Utilização do saldo da conta vinculada para amortização ou liquidação de saldo devedor e pagamento de parte das prestações - Critérios - Resolução CC/FGTS no 616/2009 - Alteração Pág. 1
Utilização de recursos do FGTS por parte do trabalhador na subscrição de ações, em aumento de capital social de sociedades controladas pela União - Procedimentos operacionais Pág. 1
Justiça do Trabalho
Agravo de instrumento - Despacho que negar seguimento a recurso de competência do Tribunal Superior do Trabalho - Processamento -
Regulamentação Pág. 6
Município de Campo Grande
Trabalhadores que manipulam alimentos - Capacitação - Procedimentos Pág. 6
Previdência Social
Códigos de receita - Contribuições para o Plano de Seguridade Social dos Servidores Públicos (CPSSS) - Instituição - Ato Declaratório Executivo Codac no 56/2010 - Revogação Pág. 9
Convênio de Previdência Social entre o Brasil e o Chile - Promulgação Pág. 9 Perícia médica - Credenciamento de profissionais de saúde - Critérios técnicos
e jurídicos Pág. 15
Trabalhismo
Conselho de Relações do Trabalho - Instituição Pág. 20 Trabalhadores rurais - Ações de obtenção de terras para assentamento -
Legislação Trabalhista e Previdenciária
Eletrônico IOB
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Feriado estadual - 20 de novembro -
Dia da Consciência Negra - Instituição
Por intermédio da Lei estadual n
o3.958/2010, em
vigor desde 1
o.09.2010, foi instituído como feriado
es-tadual o dia 20 de novembro, data em que é
celebra-do o Dia Nacional da Consciência Negra.
(Lei no 3.958, de 31.08.2010 - DOE MS de 1o.09.2010)
Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.
FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE
SERVIÇO (FGTS)
Sistema de consórcio imobiliário -
Utilização do saldo da conta vinculada
para amortização ou liquidação de
saldo devedor e pagamento de parte
das prestações - Critérios - Resolução
CC/FGTS n
o616/2009 - Alteração
A Resolução n
o641/2010, do Conselho Curador
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, em
vi-gor desde 03.09.2010, alterou os subitens 1.1.6 e
1.1.7 da Resolução CC/FGTS n
o616/2009, a qual
estabelece critérios para a utilização de saldo da
conta vinculada do FGTS para amortização
extraor-dinária, liquidação de saldo devedor e pagamento
de parte das prestações no âmbito do sistema de
consórcio imobiliário.
Os subitens alterados passam a vigorar com a
se-guinte redação:
1.1.6. O titular da conta não poderá ser detentor de finan-ciamento ativo do SFH em qualquer parte do território na-cional, na data de aquisição do imóvel, salvo se comprovar a quitação do financiamento, a alienação ou transferência do imóvel impeditivo para a utilização do FGTS.
1.1.7. O titular da conta não poderá ser proprietário, promi-tente comprador, usufrutuário ou cessionário de outro imóvel na mesma localidade ou no local onde exerce a sua ocupa-ção ou atividade principal, incluindo os municípios limítrofes ou integrantes da mesma região metropolitana, na data de aquisição do imóvel, salvo se comprovar a alienação ou trans-ferência do imóvel impeditivo para a utilização do FGTS. (Resolução no 641, de 24.08.2010, do Conselho Curador do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - DOU 1 de 03.09.2010)
Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.
FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE
SERVIÇO (FGTS)
Utilização de recursos do FGTS por
parte do trabalhador na subscrição de
ações, em aumento de capital social de
sociedades controladas pela União -
Procedimentos operacionais
A Circular n
o526/2010, da Caixa Econômica
Fe-deral (Caixa), em vigor desde 06.09.2010,
estabele-ceu procedimentos operacionais para a utilização de
recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) por parte do trabalhador, de forma individual,
na subscrição de ações em aumento de capital
so-cial de sociedades controladas pela União nas quais
o Fundo Mútuo de Privatização (FMP), de que trata
o inciso XII do art. 20 da Lei n
o8.036/1990, detenha
participação acionária, observado o que estabelece a
Lei n
o12.276/2010, conforme itens adiante.
1. FORMAÇÃO DOS FMP-FGTS
Os FMP-FGTS, constituídos sob a forma de
con-domínio aberto, de que participam exclusivamente
pessoas físicas detentoras de contas vinculadas do
FGTS, são uma comunhão de recursos destinados à
aquisição de valores mobiliários no âmbito do
Progra-ma Nacional de Desestatização e/ou similares
esta-duais, aprovados pelo Conselho Nacional de
Deses-tatização (CND).
A participação do trabalhador nos FMP-FGTS
ocorre de forma individual.
O trabalhador, titular de conta vinculada do FGTS,
cotista de FMP, detentor de ações de emissão da
Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras), poderá solicitar a
transferência de até 30% do saldo disponível na
re-ferida conta para o respectivo FMP-FGTS, para que
este subscreva ações correspondentes ao aumento
de capital da Petrobras.
O saldo disponível na conta vinculada será
consi-derado como tal na data da efetivação da solicitação
de transferência de recursos pelo cotista ao FMP-FGTS.
Esse saldo será caracterizado pelo bloqueio, na referida
conta, do valor a ser utilizado em FMP-FGTS.
O trabalhador poderá utilizar o saldo disponível
de uma ou mais contas vinculadas, de sua
titularida-de, desde que para a transferência de recursos a um
único FMP-FGTS, observado o limite total mencionado
anteriormente, com a finalidade de permitir o exercício
do direito de preferência ou prioridade, por tal
FMP-FGTS, de subscrever ações decorrentes do aumento
de capital da Petrobras.
Durante o período de oferta de ações de que
tra-ta este texto, as contra-tas vinculadas bloqueadas para
FMP não poderão ser movimentadas.
Cada aplicação em FMP estará vinculada à conta
correspondente do trabalhador no FGTS. Dessa
for-ma, a administradora deverá estruturar o seu cadastro
de modo a preservar a correlação entre cada valor
aplicado e sua respectiva conta vinculada no FGTS.
Os FMP-FGTS devem ser administrados,
neces-sariamente, por instituição autorizada pela Comissão
de Valores Mobiliários (CVM).
2. ADMINISTRADORA DE FMP-FGTS
O FMP-FGTS deverá considerar o valor total
pas-sível de aplicação, observando-se as premissas de
preferência ou prioridade, bem como de
proporciona-lidade na subscrição das ações de que trata este
tex-to e na participação de cada cotista no FMP-FGTS.
A administradora de FMP-FGTS informará à
Caixa, via Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros
(BM&FBOVESPA), os valores a serem aplicados por
cada cotista, por conta vinculada de FGTS.
É de responsabilidade da administradora de
FMP-FGTS o controle das aplicações em ações de emissão
da Petrobras de forma a diferenciar, se necessário,
as aplicações de que trata este texto das aplicações
relativas a oferta pública realizada em agosto/2000,
tanto para controle de carência quanto para
atendi-mento às solicitações de resgate.
A administradora de FMP-FGTS observará as
ins-truções contidas neste texto nos processos de troca,
com a Caixa, via BM&FBOVESPA, das informações
re-ferentes às contas vinculadas do FGTS dos
trabalhado-res que formalizarem o pedido de aplicação em FMP.
Observa-se que a administradora de FMP-FGTS
deverá apresentar as informações sempre na versão
atualizada das instruções para troca do arquivo.
Serão de total responsabilidade da
administrado-ra de FMP-FGTS os eventuais prejuízos causados aos
trabalhadores pela troca de informações em
desacor-do com as especificações vigentes.
3. BOLSA DE VALORES, MERCADORIAS E
FUTUROS (BM
&
FBOVESPA)
A BM&FBOVESPA deverá:
a) estabelecer canal de comunicação com as
ad-ministradoras de FMP-FGTS, visando à
recep-ção e à triagem dos arquivos eletrônicos de
oferta de ações a serem subscritas em
decor-rência do aumento de capital da Petrobras;
b) encaminhar os arquivos de oferta oriundos
das administradoras à Caixa, mediante canal
específico, observando-se os prazos
estipula-dos para a referida oferta, para fins de
proces-samento das aplicações;
c) encaminhar às administradoras de
FMP-FGTS os arquivos resultantes dos
processa-mentos no âmbito da Caixa, com o montante
de recursos oriundos das contas vinculadas
do FGTS que o FMP terá disponível para o
preenchimento do pedido de reserva e,
pos-teriormente à fixação de preços das ações
ordinárias no âmbito do aumento de
capi-tal da Petrobras - “data da precificação”, o
montante de que a Caixa deverá dispor
efe-tivamente para a liquidação.
Os arquivos de oferta recepcionados pela
BM&FBOVESPA não poderão ser alterados,
deven-do ser devolvideven-dos às administradeven-doras de FMP-FGTS
para ajustes pertinentes e novo encaminhamento à
BM&FBOVESPA, se for o caso.
A seu critério, a BM&FBOVESPA poderá consolidar
as informações do último arquivo de bloqueio e de
des-bloqueio de oferta das administradoras de FMP-FGTS
e enviar, à Caixa, os arquivos correspondentes a cada
administradora/Fundo.
Caberá à BM&FBOVESPA a interlocução entre as
ad-ministradoras de FMP-FGTS e a Caixa, no que concerne
aos arquivos de oferta e respectivos processamentos.
4. HABILITAÇÃO DO TRABALHADOR
O trabalhador, titular de conta vinculada, cotista
de FMP, detentor de ações de emissão da Petrobras,
interessado em utilizar recursos do FGTS para
trans-ferência ao FMP, a fim de que tais recursos sejam
usados na subscrição de ações correspondente ao
aumento de capital da Petrobras, deverá dirigir-se à
sua instituição administradora de FMP-FGTS,
direta-mente, munido de extrato da(s) conta(s) vinculada(s)
do FGTS a ser(em) objeto de utilização, para
formali-zar o pedido de aplicação.
No pedido, o trabalhador, devidamente
identifica-do, deverá expressar formalmente o pleno
conheci-mento de que:
a) o limite de valor de conta vinculada a ser
re-servado para a opção será definido pelo
crité-rio estabelecido no item 1.3 da Circular Caixa
n
o..., que trata da matéria;
b) o valor aplicado estará sujeito às regras do
mercado de ações, notadamente no que diz
respeito à remuneração, uma vez que estas
não estão alcançadas pela garantia a que
alu-de o § 4
odo art. 13 da Lei n
o8.036/1990;
c) somente após decorridos 12 meses da data da
aplicação poderá haver retratação com
conse-quente retorno do investimento ao FGTS;
d) o resgate das cotas dessa aplicação estará
con-dicionado às hipóteses para saque do FGTS;
e) o valor solicitado e acatado pela Caixa para
aplicação em FMP-FGTS ficará indisponível,
na conta vinculada, até a liquidação da oferta
pública, não havendo, nesse caso,
possibili-dade de retratação pelo aplicador;
f) não haverá movimentação da conta vinculada
de FGTS bloqueada para aplicação em FMP
durante o período de oferta.
A administradora de FMP-FGTS deverá preencher
a lacuna constante da letra “a” com o número da
cir-cular Caixa vigente à época da oferta pública.
São de responsabilidade da administradora de
FMP-FGTS a identificação do titular da conta vinculada
do FGTS, nas fases de adesão, manutenção e eventuais
resgates, assim como a representatividade do
investi-mento de cada cotista no FMP-FGTS em relação ao
ca-pital social da Petrobras, nos termos a serem definidos
no processo de aumento de seu capital.
5. ENVIO DO ARQUIVO DE OPÇÃO PARA A CAIXA
Após o requerimento formal dos trabalhadores,
a administradora de FMP-FGTS deverá enviar
arqui-vo de opções à BM&FBOVESPA, que, por sua vez, e
após validação, deverá remetê-lo à Caixa mediante
sistema Eletronic Date Interchange (EDI), para o
en-dereço postal da Caixa, utilizando uma das Redes de
Valores Agregados (RVA) com ela conveniadas.
A Caixa recepcionará os arquivos de opção até,
no máximo, 4 dias úteis anteriores à data da
precifi-cação, exceto os arquivos de opção rejeitados, que
poderão ser encaminhados até 2 dias úteis anteriores
à data da oferta - precificação.
A Caixa recepcionará os arquivos de opção
refe-rentes a ajuste de valor da aplicação para equilíbrio
do FMP-FGTS, no que tange aos valores efetivos
cor-respondentes à subscrição de ações,
devidamen-te autorizado pelos coordenadores da oferta e pela
BM&FBOVESPA, no primeiro dia útil após a data da
precificação, sendo reprocessados em até 2 dias
úteis após a referida data.
Os arquivos em questão deverão ser enviados à
RVA em tempo hábil para que sejam totalmente
re-cepcionados pela Caixa até o último minuto da
data-limite correspondente aos prazos estipulados.
A Caixa poderá estabelecer canais alternativos
de troca de arquivos, bem como alterar os prazos
su-pracitados, de acordo com as peculiaridades de cada
oferta, mediante comunicação prévia às
administra-doras de FMP-FGTS e à BM&FBOVESPA.
6. ENVIO DO ARQUIVO DE DESBLOQUEIO PARA A
CAIXA
A Caixa recepcionará os arquivos de desbloqueio
vinculados a ajuste de opções no primeiro dia útil
após a data da precificação.
O encaminhamento do arquivo de desbloqueio
somente será admitido para ajuste de valor da
apli-cação para equilíbrio do FMP-FGTS, no que tange
aos valores efetivos correspondentes à subscrição
de ações da Petrobras, devidamente autorizado
pe-los coordenadores da oferta e pela BM&FBOVESPA,
e deverá ocorrer somente quando o correspondente
bloqueio tiver sido confirmado junto à Caixa, pelo
res-pectivo arquivo de retorno.
O desbloqueio será processado pelo valor total
origi-nalmente bloqueado em conta vinculada para a oferta.
O arquivo de desbloqueio deverá ser
encaminha-do na mesma data de envio encaminha-do novo arquivo de opção
que contenha o ajuste pretendido para a conta
vincu-lada em questão.
A Caixa não se responsabilizará por eventuais
desbloqueios efetivados sem que haja o
correspon-dente envio/processamento do arquivo de opção de
ajuste, por parte da BM&FBOVESPA, no prazo
esta-belecido no 3
oparágrafo do item 5 deste texto.
7. ENVIO PELA CAIXA DO ARQUIVO COM AS
INFORMAÇÕES DE BLOQUEIO DE VALORES DAS
CONTAS VINCULADAS PARA A BM
&
FBOVESPA
A Caixa efetuará validação dos arquivos de
op-ção e, no caso de haver inconsistência, informará à
BM&FBOVESPA o motivo da rejeição.
Para as inconsistências que impliquem a rejeição
total do arquivo, haverá geração de relatório de
ocor-rências, que será enviado, na forma de arquivo, para a
caixa postal da BM&FBOVESPA, a qual por sua vez
de-verá repassá-lo para as administradoras de FMP-FGTS.
A administradora deverá efetuar os acertos
ne-cessários e enviar à BM&FBOVESPA novo arquivo,
para encaminhamento à Caixa, no prazo estabelecido
no 2
oparágrafo do item 5 deste texto.
Validado o arquivo oriundo da administradora de
FMP-FGTS, a Caixa procederá, com base nas
infor-mações recebidas, à localização da conta vinculada
e ao bloqueio do valor solicitado.
Havendo informação de valor a ser bloqueado
su-perior ao permitido para aplicação, a Caixa efetuará o
bloqueio do valor máximo permitido.
Não terão seus valores bloqueados as contas que
apresentarem divergência entre os dados enviados
pela administradora de FMP-FGTS e aqueles
cons-tantes do cadastro do FGTS.
Para efeito do parágrafo anterior, serão conside-
radas divergências quaisquer inconsistências ou
pro-blemas no arquivo da administradora.
A Caixa não se responsabilizará por eventuais
prejuízos decorrentes dos não bloqueios.
Após o tratamento sistêmico, a Caixa enviará
ar-quivo de opção acatada e opção rejeitada, se for o
caso, para o endereço postal da BM&FBOVESPA,
uti-lizando do mesmo instrumento de comunicação
ele-trônica mencionado no 1
oou no 4
oparágrafos do item
5 deste texto, se for o caso.
O arquivo conterá a informação dos valores
blo-queados por conta vinculada e do somatório destes,
bem como das contas que não foram bloqueadas,
com os respectivos motivos do não acatamento, de
forma individualizada em cada registro do arquivo.
No caso de rejeição de contas vinculadas, a
ad-ministradora deverá promover os acertos
necessá-rios e enviar à Caixa novo arquivo, por intermédio da
BM&FBOVESPA, no prazo estabelecido no 2
opará-grafo do item 5 deste texto.
Poderão ser encaminhados à Caixa, pela
BM&FBOVESPA, até o 2
odia útil que antecede a data da
precificação, arquivos contendo informações de contas
vinculadas anteriormente rejeitadas por inconsistências,
não cabendo a inserção de novos trabalhadores.
O valor total bloqueado nas contas vinculadas
será considerado o montante ofertado pela
adminis-tradora de FMP-FGTS na respectiva oferta pública.
O número de conta vinculada informado pela
Caixa à BM&FBOVESPA através desse arquivo
deve-rá ser utilizado para a constituição do cadastro de que
trata o penúltimo parágrafo do item 1 deste texto.
A Caixa devolverá à administradora de FMP-FGTS,
via BM&FBOVESPA, o arquivo com as informações de
bloqueio/rejeição em, no máximo, 48 horas do
recebi-mento do arquivo enviado pela BM&FBOVESPA.
O valor da conta vinculada de FGTS bloqueado
para ser utilizado em FMP ficará indisponível até a
li-quidação financeira da operação.
8. ENVIO PELA CAIXA DO ARQUIVO COM
INFORMAÇÕES DE DESBLOQUEIO DE
VALORES DAS CONTAS VINCULADAS PARA A
BM
&
FBOVESPA
A Caixa efetuará validação dos arquivos de
des-bloqueio e, no caso de haver inconsistência,
informa-rá à BM&FBOVESPA o motivo da rejeição.
Para as inconsistências que impliquem a rejeição
total do arquivo, haverá geração de relatório de
ocor-rências, que será enviado, na forma de arquivo, para a
caixa postal da BM&FBOVESPA, a qual por sua vez
de-verá repassá-lo para as administradoras de FMP-FGTS.
Validado o arquivo oriundo da BM&FBOVESPA, a
Caixa procederá, com base nas informações
recebi-das, à localização da conta vinculada e ao desbloqueio
total do valor bloqueado para a oferta em curso.
A administradora deverá efetuar os acertos
ne-cessários e enviar à Caixa, via BM&FBOVESPA, novo
arquivo de opção, no prazo estabelecido no 3
opará-grafo do item 5 deste texto.
Após o tratamento sistêmico, a Caixa
envia-rá arquivo de desbloqueio acatado e desbloqueio
rejeitado, se for o caso, para o endereço postal da
BM&FBOVESPA, utilizando o mesmo instrumento de
comunicação eletrônica citado no 1
oou no 4
oparágra-fos do item 5 deste texto, se for o caso.
A Caixa devolverá à BM&FBOVESPA o arquivo
com as informações de desbloqueio/rejeição em, no
máximo, 48 horas do recebimento do arquivo
corres-pondente.
9. DÉBITO NA CONTA VINCULADA DO FGTS DO
TRABALHADOR
A Caixa efetuará o débito dos valores nas contas
vinculadas, com base na data da liquidação,
desblo-queando as correspondentes, automaticamente.
Após o término do processamento do débito, a
Caixa informará à BM&FBOVESPA o montante de
FGTS debitado nas contas vinculadas.
A Caixa enviará à BM&FBOVESPA informações
dos valores debitados em cada conta vinculada, bem
como os totalizadores dos Fundos a ela vinculados.
10. MOVIMENTO DE ARQUIVOS DE OFERTA
Observados os prazos contidos neste texto, a
BM&FBOVESPA deverá encaminhar, à Caixa, os
ar-quivos de oferta na seguinte sequência:
a) arquivo de opção contemplando as adesões
coletadas durante o período de oferta;
b) arquivo de opção contemplando as adesões
rejeitadas pela Caixa e tratadas/regularizadas
após o período de oferta;
c) arquivo de desbloqueio para tratamento de
eventual ajuste de valor da aplicação para
equilíbrio do FMP-FGTS, no que tange aos
va-lores efetivos correspondentes à subscrição
de ações, devidamente autorizado pelos
coor-denadores da oferta e pela BM&FBOVESPA;
d) arquivo de opção final, contemplando o valor
ajustado pelo FMP-FGTS, para a subscrição
das ações baseada na data da precificação.
A Caixa encaminhará à BM&FBOVESPA arquivo de
débito com base na data da liquidação da oferta pública.
11. RETORNO DOS VALORES APLICADOS EM
FMP-FGTS PARA CONTA VINCULADA DO FMP-FGTS
Aplica-se o disposto no item correspondente da
Circular Caixa FMP-FGTS estabelecida em
conformi-dade com a Lei n
o9.491/1997 e com os Decretos n
os
2.430/1997 e 2.582/1998, específica para aquisição
de valores mobiliários no âmbito do Programa
Nacio-nal de Desestatização e/ou nos similares estaduais,
aprovados pelo CND.
12. SAQUE DOS VALORES APLICADOS EM FMP-FGTS
Aplica-se o disposto no item correspondente da
Circular Caixa FMP-FGTS estabelecida em
conformi-dade com a Lei n
o9.491/1997 e com os Decretos n
os
2.430/1997 e 2.582/1998, específica para aquisição
de valores mobiliários no âmbito do Programa
Nacio-nal de Desestatização e/ou nos similares estaduais,
aprovados pelo CND.
13. TRANSFERÊNCIA DOS VALORES APLICADOS
EM FMP-FGTS PARA OUTRO FMP-FGTS
Aplica-se o disposto no item correspondente da
Circular Caixa FMP-FGTS estabelecida em
conformi-dade com a Lei n
o9.491/1997 e com os Decretos n
os
2.430/1997 e 2.582/1998, específica para aquisição
de valores mobiliários no âmbito do Programa
Nacio-nal de Desestatização e/ou nos similares estaduais,
aprovados pelo CND.
14. DISPOSIÇÕES GERAIS
As administradoras dos FMP-FGTS e a
BM&FBOVESPA serão responsáveis por todas as
in-formações prestadas à Caixa, nos moldes por ela
es-tabelecidos, devendo cumprir os prazos, bem como
as demais instruções vigentes para o uso da conta
vinculada do FGTS.
A Caixa não se responsabilizará por eventuais
prejuí-zos decorrentes do não cumprimento dessas instruções.
A formalização do pedido de aplicação pelo
tra-balhador, os comprovantes de saque, bem como as
solicitações de transferências efetuadas, deverão ser
arquivados pela administradora de FMP-FGTS, pelo
prazo estabelecido pela Caixa e/ou pela CVM, para
efeito de fiscalização pelos órgãos competentes.
A Caixa poderá, obedecido o prazo legal,
solici-tar, a qualquer tempo, os documentos mencionados
no subitem anterior.
O layout de arquivos e as correspondentes tabelas
de críticas de que trata este texto estão disponíveis no
site da Caixa (www.caixa.gov.br - FGTS - downloads
- Fundo Mútuo de Privatização).
(Circular no 526, de 06.09.2010, da Caixa Econômica
Fe-deral - DOU 1 de 06.09.2010)
Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.
JUSTIÇA DO TRABALHO
Agravo de instrumento - Despacho
que negar seguimento a recurso de
competência do Tribunal Superior
do Trabalho - Processamento -
Regulamentação
Por intermédio da Resolução Administrativa n
o1.418/2010 do Egrégio Órgão Especial do Tribunal
Su-perior do Trabalho, em vigor desde 1
o.09.2010, foi
regu-lamentado o processamento do agravo de instrumento
interposto de despacho que negar seguimento a recurso
de competência do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O agravo de instrumento interposto de despacho
que negar seguimento a recurso para o TST deve ser
processado nos autos do recurso denegado.
Após a juntada da petição de agravo de
instrumen-to, o processo será concluso ao juiz prolator do
despa-cho agravado, para sua reforma ou confirmação.
Man-tido o despacho e não havendo outro recurso admiMan-tido,
o agravo de instrumento será autuado no TRT.
Havendo agravo de instrumento e também recurso
admitido, o processo será remetido ao TST com a classe
processual anterior à interposição dos recursos,
caben-do ao TST proceder à devida autuação caben-do processo.
Nos processos em que haja agravo de
instrumen-to e também recurso admitido, se provido o agravo,
será publicada certidão para efeito de intimação das
partes, dela constando que o julgamento de ambos
os recursos ocorrerá na primeira sessão ordinária
subsequente à data da publicação, determinando-se
ainda a reautuação do processo e a alteração dos
re-gistros.
Julgados os recursos, será lavrado um único
acórdão, que consignará também os fundamentos do
provimento do agravo de instrumento, fluindo a partir
da data da publicação do acórdão o prazo para
inter-posição de recursos.
Interposto apenas agravo de instrumento, se lhe
for dado provimento, observar-se-á o procedimento
descrito no parágrafo anterior.
Se não for conhecido ou provido o agravo de
ins-trumento, será de imediato julgado o recurso, com
la-vratura de um único acórdão, que consignará os
fun-damentos de ambas as decisões.
(Resolução Administrativa no 1.418, de 30.08.2010, do
Egrégio Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho - DJ-e de 1o.09.2010)
Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.
MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE
Trabalhadores que manipulam alimentos
- Capacitação - Procedimentos
Por intermédio do Decreto n
o11.292/2010, em
vi-gor desde 25.08.2010, foram estabelecidas normas e
procedimentos para a capacitação de trabalhadores
que manipulam alimentos, conforme itens adiante.
1. EVENTOS DE CAPACITAÇÃO SOBRE HIGIENE DE
ALIMENTOS
A Secretaria Municipal de Saúde Pública, nos
ter-mos da Lei municipal n
o3.643/1999, deverá realizar
eventos de capacitação sobre higiene de alimentos,
diretamente ou através de terceiros, para os
trabalha-dores que atuam em qualquer fase da cadeia
alimen-tar, desde a produção até o consumo, em
estabeleci-mentos situados no âmbito do Município de Campo
Grande/MS.
A referida Secretaria promoverá treinamentos
para trabalhadores ambulantes, feirantes, autônomos
e empresas de pequeno porte, com até 5
funcioná-rios, que serão programados em função da demanda
e disponibilidade de horários.
Os trabalhadores que atuam na área de higiene
de alimentos deverão, a cada 3 anos, participar de
eventos de capacitação nesta área.
1.1 Treinamento - Cadastramento
Os treinamentos poderão ser ministrados por
pes-soas físicas ou jurídicas, desde que cadastradas no
Serviço de Fiscalização de Alimentos da Secretaria
Municipal de Saúde Pública.
O cadastro terá validade de 4 anos, período após
o qual será realizado recadastramento, com
reavalia-ção dos requisitos mencionados no subitem 1.1.1.
Os ministrantes já cadastrados na Sesau terão
prazo de 1 ano, a contar de 25.08.2010, para realizar
curso de multiplicadores em higiene de alimentos.
Os profissionais da área de saúde relacionados
na Resolução CNS n
o287/1998 poderão cadastrar-se
como ministrantes dos eventos de capacitação em
hi-giene de alimentos, desde que apresentem
compro-vação curricular na área de alimentos e submetam o
material educativo referente ao conteúdo
programáti-co para aprovação.
1.1.1 Documentos - Apresentação
Os interessados no cadastramento deverão
apre-sentar os seguintes documentos:
a) pessoas físicas:
a.1) cópia do curriculum vitae;
a.2) cópia do documento do conselho da
ca-tegoria profissional;
a.3) comprovante de regularidade junto ao
respectivo conselho profissional;
a.4) material didático a ser utilizado para
mi-nistrar o curso, de acordo com o conteúdo
programático estabelecido na legislação;
a.5) certificado atualizado de participação
em curso de multiplicadores em higiene
de alimentos;
b) pessoas jurídicas:
b.1) cópia do ato constitutivo da pessoa
ju-rídica, registrado nos termos do art. 45
da Lei n
o10.406/2002 (Código Civil),
dis-pensado tal requisito quando se trate de
pessoa jurídica de direito público;
b.2) relação dos ministrantes habilitados na
forma do Decreto em referência,
deven-do a relação estar acompanhada da
có-pia do comprovante de participação no
curso de multiplicadores em higiene de
alimentos, de cada ministrante.
Atendidos os requisitos, o interessado receberá
autorização para ministrar os treinamentos.
1.2 Cursos oferecidos - Conteúdo programático
mínimo - Carga horária
Os cursos oferecidos pelos ministrantes
habilita-dos deverão contemplar o seguinte conteúdo
progra-mático mínimo:
a) noções gerais sobre alimentos;
b) noções gerais sobre micro-organismos e suas
ações sobre os alimentos;
c) noções sobre parasitologia e transmissão de
doenças pelos alimentos;
d) conservação, manipulação e estocagem dos
alimentos;
e) higiene pessoal, de equipamentos e de
maté-ria-prima;
f) noções gerais sobre análise de riscos e
pon-tos críticos de controle dos alimenpon-tos;
g) cuidados com insetos e roedores;
h) saúde dos trabalhadores;
i) análise laboratorial e outros assuntos
pertinen-tes.
Cada curso deverá ter carga horária mínima de
9 horas, devendo a parcela correspondente às aulas
práticas compreender entre 20 e 30% da carga
horá-ria total do curso.
A carga horária mencionada não poderá ser
cum-prida em um único dia.
A quantidade máxima de alunos por curso não
deverá exceder a 30.
1.3 Treinamento - Realização - Comunicação
Na ocasião da realização do treinamento, o
mi-nistrante deverá comunicar à Secretaria Municipal de
Saúde Pública, por escrito, através de documento
im-presso ou correio eletrônico (e-mail), informações sobre
o curso, como data da realização, horário, local e nome
do ministrante cadastrado na referida Secretaria.
A comunicação deverá ser realizada com
antece-dência mínima de 2 dias úteis, sob pena do indeferimento
do registro dos certificados oriundos do treinamento.
1.3.1 Certificados - Emissão
Após o término do treinamento, o ministrante
emi-tirá certificados aos participantes, devendo a entrega
ser precedida de registro no Serviço de Fiscalização
de Alimentos da Sesau.
Os certificados deverão ser entregues à Sesau
para registro e validação no prazo máximo de 5 dias,
a contar da conclusão do treinamento, juntamente
com a folha de presença legível assinada pelos
par-ticipantes.
A Sesau terá prazo mínimo de 3 dias úteis, após
o recebimento dos certificados, para devolvê-los ao
emitente.
Após o registro, o emitente deverá entregar a via
original do certificado ao participante, vedada a
entre-ga de simples fotocópia.
No ato de registro, a Sesau especificará o prazo
de validade do treinamento.
O certificado de participação no treinamento
de-verá permanecer no local de trabalho do participante,
à disposição da fiscalização sanitária, e, em caso de
demissão do funcionário, este poderá levar consigo
seu certificado.
Em caso de extravio do certificado pelo
partici-pante, o ministrante emitirá 2
avia, mantendo o
con-teúdo original do certificado extraviado, inclusive a
data, devendo destacar a expressão “2
avia” na parte
frontal do documento. Neste caso, o certificado
deve-rá ser encaminhado novamente à Sesau, juntamente
com a folha de frequência e o pedido de 2
avia, para
homologação.
Os certificados deverão ser confeccionados
em papel sulfite branco, com gramatura mínima de
120 g, apresentando as dimensões de 21 x 15 cm,
conforme Anexo I do Decreto n
o11.292/2010,
re-produzido adiante, não sendo admitido o registro
de certificado fora dos padrões mencionados.
O curso de multiplicadores será ministrado pela
Secretaria Municipal de Saúde Pública ou por
insti-tuição de ensino por ela autorizada, a fim de atualizar
as práticas de ensino e conteúdos específicos de
se-gurança dos alimentos, contando o curso com carga
horária mínima de 40 horas, observado o conteúdo
programático constante do Anexo II, reproduzido
adiante, do Decreto em fundamento.
Cada curso admitirá um número máximo de 30
participantes.
A validade do curso será de 4 anos.
ANEXO II AO DECRETO No 11.292/2010
Conteúdo Programático Carga Horária Legislação Sanitária 4h Grupos Alimentares 2h Microbiologia dos Alimentos 6h Surtos, Análises fiscais dos Alimentos e Controle da Pota-bilidade da água 2h Parasitologia dos Alimentos 2h Higiene do Alimento, Higiene Pessoal e Higiene Ambiental 2h Saúde e Segurança do Trabalhador 2h Processamento dos Alimentos recebimento, armazenamen-to, pré-preparo, manipulação, distribuição e estocagem 2h Layout e estrutura física 2h Manual de Boas Práticas 4h Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle -
APPCC 2h
Controle de vetores e pragas urbanas 2h Planejamento, Metodologia e Avaliação de Ensino 8h
(Decreto no 11.292, de 24.08.2010 - DOM Campo Grande
de 25.08.2010)
Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Códigos de receita - Contribuições
para o Plano de Seguridade Social
dos Servidores Públicos (CPSSS)
- Instituição - Ato Declaratório
Executivo Codac n
o56/2010 -
Revogação
Por intermédio do Ato Declaratório Executivo n
o63/2010 do Coordenador-Geral de Arrecadação e
Co-brança, em vigor desde 06.09.2010, foram instituídos
os seguintes códigos de receita para serem utilizados
no preenchimento de Documentação de Arrecadação
de Receitas Federais (Darf):
Item Código de Receita
(Darf) Especificação da Receita 1 1661 CPSSS - Servidor Civil Ativo
2 1684 CPSSS - Servidor Civil Licenciado/Cedido 3 1690 CPSSS - Decisão Judicial Mandado de Segurança 4 1700 CPSSS - Servidor Civil Inativo
Item Código de Receita
(Darf) Especificação da Receita 5 1717 CPSSS - Pensionista Civil
6 1723 CPSSS - Servidor Civil Ativo - Precatório Judicial e Requisição de Pequeno Valor 7 1730 CPSSS - Servidor Civil Inativo - Precatório Judi-cial e Requisição de Pequeno Valor 8 1752 CPSSS - Pensionista - Precatório Judicial e Re-quisição de Pequeno Valor 9 1769 CPSSS - Patronal - Servidor Civil Ativo - Opera-ção Intraorçamentária 10 1781 CPSSS - Patronal - Servidor Civil Licenciado/Ce-dido 11 1808 CPSSS - Patronal - Decisão Judicial Mandado Segurança - Operação Intraorçamentária 12 1814 CPSSS - Patronal - Servidor no Exterior - Opera-ção Intraorçamentária 13 1837 CPSSS - Patronal - Precatório Judicial e Requisi-ção de Pequeno Valor - Operação
Intraorçamen-tária
O Ato Declaratório Executivo n
o63/2010, objeto
deste trabalho, revogou expressamente o Ato
Decla-ratório Executivo n
o56/2010, que dispunha sobre o
mesmo assunto.
(Ato Declaratório Executivo no 63, de 03.09.2010, do
Coorde-nador-Geral de Arrecadação e Cobrança - DOU 1 de 06.09.2010)
Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Convênio de Previdência Social entre o
Brasil e o Chile - Promulgação
O Decreto n
o7.281/2010, em vigor desde
02.09.2010, entre outras providências, promulga o
Convênio de Previdência Social entre a República
Fe-derativa do Brasil e a República do Chile, firmado em
Santiago em 26.04.2007, reproduzido adiante, o qual
será executado e cumprido tão inteiramente como
nele se contém.
Observa-se que são sujeitos à aprovação do
Con-gresso Nacional quaisquer atos que possam resultar
em revisão do referido Convênio, assim como
quais-quer ajustes complementares que, nos termos do art.
49, inciso I, da Constituição, acarretem encargos ou
compromissos gravosos ao patrimônio nacional.
CONVÊNIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE A RE-PÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A RERE-PÚBLICA DO CHILE
A República Federativa do Brasil e
A República do Chile
(doravante denominados “Partes Contratantes”),
Desejando estabelecer normas que regulem as relações entre os dois países em matéria de Previdência Social, Resolvem celebrar o presente Convênio de Previdência Social nos seguintes termos:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO 1o
Definições
1. Os termos que se relacionam a seguir possuem, para os efeitos da aplicação do Convênio, o seguinte significado: a) “Partes Contratantes” ou “Partes”: a República Federati-va do Brasil e a República do Chile;
b) “Legislação”: leis, regulamentos e demais atos normati-vos pertinentes ao campo de incidência material do Con-vênio, tal como definido no Artigo 2o;
c) “Autoridade Competente”: na República Federativa do Brasil, o Ministro da Previdência Social; na República do Chile, o Ministro do Trabalho e Previdência Social;
d) “Instituição Competente”: organismo responsável pela aplicação da legislação pertinente ao campo de incidência material do Convênio, tal como definido no Artigo. 2o;
e) “Organismo de Ligação”: organismo de coordenação entre as instituições que intervenham na aplicação do Con-vênio e de informação aos interessados sobre direitos e obrigações derivados dessa aplicação;
f) “Trabalhador”: toda pessoa que, por realizar ou ter realizado uma atividade remunerada, ainda que por conta própria, está ou esteve sujeita à legislação referida no Artigo 2o;
g) “Período de seguro”: qualquer período considerado como tal pela legislação à qual a pessoa esteve ou está subordinada em cada uma das Partes Contratantes; h) “Prestações pecuniárias”: qualquer prestação, benefí-cio, renda, subsídio ou indenização previstos na legislação referida no Artigo 2o, incluído qualquer complemento,
su-plemento ou revalorização;
i) “Beneficiário”: pessoa definida ou considerada como tal pela legislação em virtude da qual são concedidas as prestações.
2. Os demais termos e expressões utilizados no Convênio têm o significado que lhes for atribuído pela legislação apli-cada.
ARTIGO 2o
Âmbito de Aplicação Material
1. O presente Convênio será aplicado:
I) Por parte do Brasil, à legislação do Regime Geral da Pre-vidência Social, observado o disposto no Artigo 19, no que se refere aos seguintes benefícios:
a) aposentadoria por invalidez; b) aposentadoria por idade; e c) pensão por morte.
II) Por parte do Chile, à legislação sobre:
a) o Sistema de Aposentadoria por Velhice, Invalidez e Pensão por Morte, baseado em capitalização individual; e b) os Regimes de Aposentadoria por Velhice, Invalidez e Pensão por Morte administrados pelo “Instituto de Norma-lización Previsional”.
2. O presente Convênio aplicar-se-á igualmente às dispo-sições legais que no futuro complementem ou modifiquem aquelas mencionadas no parágrafo anterior.
3. O Convênio aplicar-se-á às disposições legais que esta-beleçam um novo Regime de Previdência ou que incluam dentro dos regimes vigentes de uma Parte novas catego-rias de pessoas, salvo se uma das Partes Contratantes co-municar à outra sua recusa no prazo de seis (6) meses, contado desde a data da notificação das respectivas mo-dificações.
ARTIGO 3o
Âmbito de Aplicação Pessoal
O presente Convênio aplicar-se-á às pessoas que estejam ou tenham estado submetidas à legislação de uma ou am-bas as Partes Contratantes, bem como a seus beneficiários legais.
ARTIGO 4o
Igualdade de Tratamento
Nos limites do previsto no presente Convênio, as pessoas referidas no Artigo 3o ficam sujeitas às obrigações e aos
deveres constantes das legislações mencionadas no Ar-tigo 2o e terão direitos às prestações nelas previstas, nos
mesmos termos assegurados aos nacionais. ARTIGO 5o
Irredutibilidade do Valor dos Benefícios
1. As prestações pecuniárias de caráter contributivo con-cedidas e pagas em virtude da legislação nacional não es-tão sujeitas a redução, modificação, suspensão ou reten-ção pelo fato de o beneficiário residir no território da outra Parte ou em um terceiro país.
2. Se em alguma das Partes Contratantes forem promulga-das disposições que restrinjam a transferência de divisas, as duas Partes adotarão, imediatamente, medidas neces-sárias para garantir a efetivação dos direitos derivados do presente Convênio.
3. As prestações outorgadas em conformidade com o pre-sente Convênio por uma das Partes Contratantes a bene-ficiários da outra Parte Contratante, que residam em um terceiro país, serão efetivadas nas mesmas condições e com igual abrangência dadas aos próprios nacionais que residam nesse terceiro país.
TÍTULO II
DISPOSIÇÕES SOBRE A LEGISLAÇÃO APLICÁVEL CAPÍTULO I
NORMAS GERAIS ARTIGO 6o
Trabalhadores Abrangidos
1. As pessoas às quais seja aplicável o presente Convênio estarão sujeitas, exclusivamente, à legislação de Previdên-cia SoPrevidên-cial da Parte Contratante em cujo território exerçam as suas atividades de trabalho, salvo as exceções previs-tas no Artigo 7o.
2. Ao trabalhador autônomo que, em virtude das disposições deste Convênio e em razão das peculiaridades da sua ativi-dade, esteja sujeito à legislação de ambas as Partes, aplicar-se-á, exclusivamente, a legislação da Parte em cujo território tenha a sua residência. Tendo mais de uma residência, apli-car-se-á a legislação da Parte onde tenha a residência princi-pal, na forma da declaração firmada pelo interessado. 3. Os direitos adquiridos pelas pessoas a que se refere o Artigo 3o, na conformidade da legislação de uma das
Par-tes ContratanPar-tes, serão mantidos mesmo quando o interes-sado estiver residindo no território da outra Parte.
4. A pessoa que trabalha num órgão governamental ou em organismo oficial internacional de que uma das Partes Contratantes seja membro efetivo, sendo deslocada para o território da outra Parte, ficará sujeita à legislação da Parte que a contratou, salvo quando coberta por Regime de Pre-vidência Social do mencionado órgão ou organismo oficial internacional.
CAPÍTULO II
EXCEÇÕES ÀS NORMAS GERAIS ARTIGO 7o
Trabalhadores Deslocados
1. O trabalhador que, estando a serviço de uma empresa em uma das Partes Contratantes, for deslocado por essa empresa ao território da outra Parte para efetuar trabalho temporário, continuando a receber seus salários pela em-presa de origem, permanecerá submetido à legislação da primeira Parte desde que o período de trabalho temporário não ultrapasse dois anos.
2. Se, por circunstâncias imprevistas, a duração do traba-lho a ser realizado exceder a dois anos, poderá continuar sendo aplicada a legislação da primeira Parte, por até mais dois anos, desde que a Autoridade Competente da segun-da Parte o autorize.
3. A prorrogação a que se refere o parágrafo anterior so-mente será admitida uma única vez, ainda que o período inicialmente autorizado tenha sido inferior a dois anos. 4. A empresa que envia temporariamente o trabalhador ao território da outra Parte ficará sujeita, exclusivamente, à legislação do País onde o trabalhador exerça as suas atividades em caráter permanente.
5. O trabalhador que exercer atividade por conta própria no território de uma Parte, e que realize trabalho temporário por sua conta no território da outra Parte, continuará a ser regido pela legislação da primeira, desde que a duração do trabalho não exceda a dois anos, improrrogáveis.
ARTIGO 8o
Pessoal de Empresas de Transporte Aéreo e Terrestre In-ternacional
O pessoal de vôo contratado por empresas de transpor-te aéreo e o pessoal que presta serviços a bordo de veí-culos de empresas de transporte terrestre estarão sujeitos à legislação da Parte onde a empresa tenha a sua sede, salvo quando forem contratados por uma filial da empresa constituída na outra Parte na qual o trabalhador tenha sua residência.
ARTIGO 9o
Tripulação em Embarcações Marítimas
1. Quando um trabalhador exercer a sua atividade laboral a bordo de um navio com bandeira pertencente a uma das Partes Contratantes, aplicar-se-á a legislação dessa Parte. 2. O trabalhador que exerce atividade remunerada por em-presa ou pessoa sediada no território de uma das Partes Contratantes, a bordo de navio com bandeira da outra Par-te, ficará sujeito à legislação vigente no território da sede da empresa ou pessoa, desde que aí mantenha sua resi-dência.
ARTIGO 10
Pessoal de Carga e Descarga de Navio
Os trabalhadores portuários, empregados em trabalhos de carga e descarga, reparação ou inspeção desses tra-balhos, ficarão sujeitos às disposições legais vigentes na Parte Contratante da sede do porto.
ARTIGO 11
Funcionários de Missões Diplomáticas e Consulares 1. Este Convênio não afetará o disposto pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 18 de abril de 1961 e pela Convenção de Viena sobre Relações Consula-res de 24 de abril de 1963.
2. Os nacionais de uma Parte Contratante enviados ao território da outra Parte como Membros do Pessoal Diplo-mático de uma Missão Diplomática ou como Funcionários Consulares de uma Repartição Consular estarão sujeitos à legislação da Parte Contratante que os designou.
3. Os nacionais de uma Parte Contratante que prestam ser-viços em uma Missão Diplomática ou Repartição Consular no território da outra Parte Contratante poderão optar pela legislação de seu Estado de origem ou pela da outra Parte Contratante, em um prazo de seis (6) meses a partir do início da vigência do presente Convênio. A mesma opção poderão exercer aqueles que sejam contratados após o início da vigência deste Convenio, caso em que o prazo de seis (6) meses será contado desde a data da contratação. Caso não se faça uso desta opção, serão regidos pela le-gislação da Parte Contratante onde se encontra a Missão Diplomática ou Repartição Consular.
4. Sem prejuízo do disposto do parágrafo 1, as disposições dos parágrafos 2 e 3 deste Artigo aplicar-se-ão ao pessoal de serviço contratado:
a) pela Missão Diplomática ou Repartição Consular; b) por membro do pessoal diplomático;
d) por pessoal administrativo ou técnico da Missão Diplo-mática ou Repartição Consular.
ARTIGO 12
Ampliação das Exceções
As autoridades competentes de ambas as Partes Contra-tantes poderão, de comum acordo, suprimir ou modificar as exceções previstas neste Capítulo.
TÍTULO III
Regras para Reconhecimento de Direitos e Cálculo das Prestações
CAPÍTULO I
DA TOTALIZAÇÃO DOS PERÍODOS DE SEGURO ARTIGO 13
Totalização de Períodos de Seguro
Os períodos de seguro cumpridos nas Partes Contratantes, em épocas diferentes, serão totalizados para fins de imple-mentação de direito aos benefícios previstos nas legisla-ções constantes do Artigo 2o.
ARTIGO 14 Regras de Cálculo
1. O trabalhador que tenha estado, alternadamente, submeti-do à legislação de uma e outra Parte Contratante, observasubmeti-do o disposto no parágrafo 2 deste Artigo, terá direito às presta-ções previstas neste Capítulo, nas seguintes condipresta-ções: a) se forem completados os requisitos exigidos pela le-gislação interna de uma Parte Contratante, a instituição competente desta Parte determinará o direito ao benefício, tendo em conta, unicamente, os períodos de seguro cum-pridos nesta mesma Parte; e
b) se não forem completados os requisitos exigidos pela legislação interna, a instituição competente de cada Parte determinará o direito ao benefício totalizando, com os pró-prios períodos, a parcela de períodos de seguro cumpridos sob a legislação da outra Parte, desde que não concomi-tantes, necessários para alcançar o direito ao benefício. 2. Efetuada a totalização, se resultar direito à prestação, para o cálculo do montante a pagar aplicar-ão as se-guintes regras:
a) determinar-se-á o montante da prestação à qual o in-teressado faria jus como se todos os períodos de seguro totalizados tivessem sido cumpridos sob sua própria legis-lação, mas tomando por base de cálculo os salários que deram origem aos recolhimentos na parte que concede o benefício (prestação teórica);
b) o valor do benefício será estabelecido aplicando-se à prestação teórica, calculada na forma da alínea anterior, a proporção existente entre o período de seguro cumprido na Parte que calcula a prestação e a totalidade dos pe-ríodos de seguro exigidos pela legislação interna de cada Parte contratante (prestação pro rata temporis);
c) quando o valor da prestação, estabelecido em confor-midade com a alínea “a” (prestação teórica), resultar em valor inferior ao eventual mínimo estabelecido pela legis-lação do Estado, a respectiva entidade gestora observará, em relação a esse mínimo, a proporcionalidade verificada na alínea anterior.
ARTIGO 15
Período Mínimo para Totalização
Se a duração total dos períodos de seguro cumpridos sob a legislação de uma das Partes Contratantes não atingir um ano e se, levados em conta apenas estes pe-ríodos, nenhum direito a prestações for implementado, em virtude das disposições dessa legislação, a institui-ção competente dessa Parte não será obrigada a con-ceder as prestações em razão dos ditos períodos. Em contraposição, a instituição competente da outra Parte Contratante, se assim lhe permitir a legislação interna nacional, deverá levar em conta estes períodos de se-guro, seja para implementação do direito, seja para o cálculo da prestação.
CAPÍTULO II
DA MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO E VE-RIFICAÇÃO DE INFORMAÇÃO EM CASO DE INVALIDEZ PERMANENTE
ARTIGO 16
Manutenção da Qualidade de Segurado
Se a legislação de uma Parte contratante exige que a con-cessão das prestações requeira que o trabalhador esteja sujeito a essa legislação no momento em que se verifica o fato gerador do benefício, entende-se cumprida essa condição se, ao verificar-se esse fato, o trabalhador estiver contribuindo ou recebendo benefício na outra Parte Con-tratante.
ARTIGO 17
Verificação de Informação em Caso de Invalidez Perma-nente.
1. Para reconhecer a incapacidade física do trabalhador, as instituições competentes de cada uma das Partes Con-tratantes levarão em conta os relatórios médicos periciais e os dados administrativos emitidos pela Instituição da outra Parte, sem prejuízo, se entender necessário, do direito de submeter o segurado a exame por um médico por ela es-colhido.
2. Se a Instituição Competente de uma Parte Contratante solicitar à instituição competente da outra Parte contratan-te a realização de exames médicos adicionais, que sejam de seu exclusivo interesse, tais exames serão financiados pela instituição competente que os solicitou.
3. Quando se tratar de trabalhadores afiliados ao Sistema de Capitalização Individual, a instituição competente chile-na efetuará o reembolso do custo total desses exames, de-vendo exigir desse trabalhador o percentual devido. Não obstante, a instituição competente chilena poderá deduzir o custo das prestações pecuniárias devidas ou do saldo de sua conta de capitalização individual.
CAPÍTULO III
APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO DAS PARTES ARTIGO 18
Legislação Chilena
1. Os filiados a uma Administradora de Fundos de Pensões financiarão suas pensões no Chile com o saldo acumulado na sua conta de capitalização individual. Quando este saldo for insuficiente para financiar aposentadorias de valor pelo menos igual ao da pensão mínima garantida pelo Estado, os
filiados terão direito à totalização de períodos computáveis de acordo com o Artigo 13 deste Convênio para ter direito ao benefício de pensão mínimo por velhice ou invalidez. Di-reito igual terão os beneficiários de pensão por morte. 2. Para fins de determinar o cumprimento dos requisitos exigidos pela legislação chilena para a aposentadoria an-tecipada nos sistemas de capitalização individual serão considerados como beneficiários dos regimes previden-ciários indicados no parágrafo 4 deste Artigo os filiados aos quais tenham sido concedidos benefícios conforme a legislação do Brasil.
3. Os trabalhadores que se encontram filiados ao sistema de capitalização Individual no Chile poderão contribuir voluntariamente nesse Sistema, na qualidade de traba-lhadores independentes durante o tempo que residam no Brasil, sem prejuízo do cumprimento das obrigações previstas na legislação brasileira. Os trabalhadores que optem por fazer uso desse benefício serão isentos da obrigação de contribuir para o financiamento de sua as-sistência médica.
4. Os segurados dos regimes de previdência administra-dos pelo “Instituto de Normalización Previsional” também terão direito ao cômputo dos períodos de contribuição as-sinalados no Artigo 13 deste Convênio, para ter direito aos benefícios estabelecidos nas disposições legais que lhes sejam aplicáveis.
5. Nos casos contemplados pelos parágrafos 1 e 4 do presente Artigo, a instituição competente determinará o direito ao benefício chileno, como se todos os perío-dos de contribuição tivessem sido cumpriperío-dos sob sua própria legislação. Para efeito do pagamento do benefí-cio calculará a parte a pagar por ela como a proporção existente entre os períodos de contribuição cumpridos exclusivamente sob essa legislação e o total de períodos requeridos correspondentes de acordo com a legislação chilena.
6. Tratando-se de benefícios de valor mínimo que estejam a cargo do “Instituto de Normalización Previsional”, a deter-minação do direito a esses benefícios se fará na forma pre-vista no parágrafo anterior e, para efeito de seu pagamen-to, o cálculo se fará com base na proporção existente entre os períodos de contribuição cumpridos exclusivamente no Chile e o total de períodos de contribuição realizado nas duas Partes Contratantes. No caso em que a soma dos su-pracitados períodos seja superior ao período exigido pela legislação chilena para aquisição de direito a um benefício completo, os anos em excesso não serão considerados para efeito desse cálculo.
ARTIGO 19
Legislação Brasileira
1. O tempo de contribuição do trabalhador para outros re-gimes previdenciários existentes no Brasil, exceto os de previdência complementar e os de previdência privada, será assumido pela instituição competente do Brasil, quan-do comprovaquan-do na forma da legislação vigente, para toquan-dos os efeitos, e certificado ao organismo de ligação do Chile como tempo de contribuição do regime previdenciário de que trata este Convênio.
2. O tempo de contribuição certificado pela instituição competente do Chile para trabalhadores vinculados a ou-tros regimes previdenciários existentes no Brasil, exceto os de previdência complementar ou privada, será
considera-do pela instituição competente considera-do Brasil e certificaconsidera-do para esses regimes como se o tempo de contribuição fosse próprio, de acordo com a legislação interna de cada Parte Contratante.
TÍTULO IV
DISPOSIÇÕES DIVERSAS, TRANSITÓRIAS E FINAIS CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES DIVERSAS ARTIGO 20
Prestações de Saúde para Beneficiários
Os beneficiários que residam no território de uma Parte Con-tratante e recebam benefício conforme a legislação da outra Parte Contratante, terão direito a assistência médica de acor-do com a legislação da Parte Contratante em que residam, com os mesmos direitos e obrigações que os que recebem benefícios similares de acordo com a legislação dessa Parte. ARTIGO 21
Fatos e Atos Juridicamente Relevantes
Os fatos e atos juridicamente relevantes para o reconhe-cimento de um direito, benefício ou prestação serão reco-nhecidos pelas Partes, independentemente do território em que tenham ocorrido, respeitada a legislação interna de cada Parte Contratante.
ARTIGO 22
Atualização das Prestações
As prestações econômicas reconhecidas pela aplicação das normas do Título III serão atualizadas de acordo com a legislação vigente nas Partes Contratantes.
ARTIGO 23
Emissão de Documentos e seus Efeitos Jurídicos
1. Os requerimentos, recursos, diligências e outros atos a cargo do interessado, que devam ser apresentados ou praticados em determinado prazo, em conformidade com a legislação de uma Parte, reputar-se-ão concretizados se apresentados no prazo previsto perante uma autoridade ou instituição da outra Parte.
2. Os organismos de ligação a que se refere a alínea “a” do Artigo 27 estabelecerão critérios, prazos e regras para a tramitação dos documentos mencionados no parágrafo 1 deste Artigo.
ARTIGO 24
Idiomas a serem Utilizados
Para a devida aplicação e cumprimento deste Convênio, as autoridades competentes, organismos de ligação e ins-tituições competentes das duas Partes comunicar-se-ão diretamente entre si e com os interessados nos idiomas português ou espanhol.
ARTIGO 25
Moedas e Paridade Cambial
1. As instituições competentes efetuarão o pagamento dos benefícios concedidos em decorrência deste Convênio, em moeda da Parte Contratante que realize o pagamento.
2. Se o pagamento se fizer na moeda do outro país, a pari-dade deverá ser estabelecida pela menor paripari-dade oficial da Parte que abona a prestação do benefício.
ARTIGO 26
Ajustes Administrativos
As autoridades competentes de ambas as Partes estabele-cerão ajustes administrativos para a implementação, apli-cação e execução do presente Convênio.
ARTIGO 27
Medidas Administrativas
As autoridades competentes das duas Partes comprome-tem-se a tomar as seguintes medidas para o devido cum-primento do presente Convênio:
a) designar os organismos de ligação;
b) comunicar entre si as medidas adotadas internamente para a aplicação deste Convênio;
c) notificar uma à outra as disposições legislativas e re-gulamentares que modifiquem a legislação referida no Artigo 2o;
d) prestar uma à outra a mais ampla colaboração técnica e administrativa para a aplicação deste Convênio, no âmbito de sua própria legislação.
ARTIGO 28
Divergências e Controvérsias
1. As autoridades competentes deverão resolver mediante negociação as diferenças de interpretação deste Convênio e dos ajustes administrativos.
2. Caso uma controvérsia não possa ser resolvida mediante negociação em um prazo de até seis meses a partir do pri-meiro pedido de negociação, esta deverá ser submetida a uma Comissão Arbitral, cuja composição e procedimentos serão fixados de comum acordo pelas Partes Contratan-tes. A decisão dessa Comissão Arbitral será vinculante e definitiva.
ARTIGO 29
Cooperação Administrativa entre as Instituições Compe-tentes
1. Com a finalidade de assegurar a implementação deste Convênio, as Instituições Competentes colaborarão mutua-mente e atuarão da mesma forma como se implementassem sua própria legislação.
2. As Instituições Competentes de ambas as Partes Con-tratantes poderão solicitar, a qualquer momento, docu-mentos, relatórios médicos, provas documentais e leis que possam conduzir à aquisição, modificação, suspen-são, extensuspen-são, extinção ou à manutenção dos direitos aos benefícios por elas reconhecidos. Em qualquer circuns-tância, o atendimento às solicitações que forem feitas pelas Instituições Competentes, quando encaminhadas por meios próprios da Previdência Social, será livre de encargos.
ARTIGO 30 Disposições Gerais
Para os fins deste Convênio, não será exigida legalização por parte das autoridades diplomáticas, consulares e de
registro público dos documentos enviados pelos organis-mos de ligação.
ARTIGO 31 A Comissão Mista
1. Uma Comissão Mista Permanente de Técnicos formada por representantes das duas Partes Contratantes terá as seguintes funções:
a) assessorar as autoridades competentes, sempre que solicitada, na aplicação do presente Convênio;
b) emitir pareceres para as autoridades competentes, por iniciativa própria ou mediante solicitação, com referência à aplicação do Convênio;
c) propor às autoridades competentes possíveis modifica-ções ou aperfeiçoamentos no Convênio e normas comple-mentares;
d) desempenhar qualquer outra função relativa à inter-pretação e aplicação desses acordos que as autoridades competentes, em comum acordo decidam atribuir-lhe. 2. A Comissão Mista poderá constituir um comitê para de-senvolvimento de um sistema de transferência eletrônica de dados e de cooperação técnica em matéria de previ-dência social, de acordo com a legislação de cada Parte Contratante, com o propósito de facilitar e agilizar a aplica-ção do presente Convênio.
3. Para a concretização do disposto parágrafo 2, a Comis-são Mista poderá valer-se de consultoria técnica especiali-zada e apoio de organismos internacionais.
4. A Comissão Mista reunir-se-á, alternadamente, no terri-tório de uma e da outra Parte Contratante, sempre que, de comum acordo, for convocada pelas autoridades compe-tentes.
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS ARTIGO 32
Estabelecimento de Direitos Originais antes da Entrada em Vigor do Presente Convênio
1. Os períodos de seguro cumpridos antes da data de vi-gência deste Convênio serão levados em consideração para a determinação do direito às prestações reconheci-das em virtude deste Ato Internacional.
2 A aplicação deste Convênio gerará direito a benefícios por eventos ocorridos antes de sua entrada em vigência. Entretanto o pagamento somente será devido a partir da data de entrada em vigência deste Convênio ou do reque-rimento a que se refira, conforme o caso e as exigências previstas pela legislação de cada Parte.
3 As prestações que tenham sido indeferidas pelo Chile an-tes da entrada em vigor do presente Convênio serão revi-sados por esta Parte, a pedido dos interesrevi-sados, tendo em conta as disposições do Convênio, desde que requerido no prazo de até dois anos a partir da entrada em vigor deste Convênio. Para esse fim, o Brasil certificará todos os perío-dos de contribuição efetuadas nesse país. O direito às pres-tações será adquirido desde a data do pedido. Não serão revisadas as prestações devidas em pagamento único.