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Pensando o Futuro
DESENVOLVIMENTO DA FÍSICA E SUA INSERÇÃO NA VIDA SOCIAL
E ECONÔMICA DO PAÍS
Comissão Física para o Brasil
Sociedade Brasileira de Física
Comissão Física para o
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Alaor Silvério Chaves (Coordenador) José Ademir Sales de Lima
Alfredo Gontijo de Oliveira Anna Maria Pessoa de Carvalho
Celso Pinto Melo Daniel Ugarte Luiz Davidovich
Marcus Aloizio Martinez de Aguiar Marina Nielsen
Paulo Murilo de Oliveira Raul José Donangelo Renata Zukanovich Funchal
Ricardo M. Osorio Galvão Rita Maria C. de Almeida
Roberto Mendonça Faria Ronald Cintra Shellard
Susana Lehrer de Souza Barros Sylvio Roberto A. Canuto
Foco principal das discussões
• Identificar áreas da física que passarão por grandes transformações • Antever o impacto tecnológico e social dessas transformações
• Transbordamento da física e de seus métodos em outras ciências
• Como formar, organizar e apoiar pesquisadores para os novos desafios • Educação para a ciência e a tecnologia
Índice
INTRODUÇÃO
SUMÁRIO E RECOMENDAÇÕES
Desafios Estruturais
Formação de recursos humanos
1. INTRODUÇÃO
1.1 A física no mundo contemporâneo
1.1.1 A física no dia-a-dia 1.1.2 Relações com a indústria
1.2 O escopo da física 1.2.1 Matéria e forças
1.2.2 Do macro ao microcosmo 1.2.3 Reducionismo e universalidade
1.3 A natureza da pesquisa científica
1.3.1 Investimento, empresas e avaliação 1.3.2 Educação científica e inovação 1.3.3 Breve panorama brasileiro
2. DESAFIOS CIENTÍFICOS
2.1 Processos fundamentais da natureza
2.1.1 Raios cósmicos 2.1.2. Simetrias espaço-temporais 2.1.3 Modelo padrão 2.1.4 Interações eletrofracas 2.1.5 Cromodinâmica quântica 2.1.6 QCD na rede 2.1.7 Neutrinos
2.1.8 Teoria da estrutura nuclear 2.1.9 Física fotonuclear
2.1.10 Supersimetria e grande unificação
2.1.11 Detecção, massa e oscilação dos neutrinos 2.1.13 Física a altas energias e densidades
2.1.14 Astrofísica e partículas 2.1.15 Astrofísica nuclear 2.1.16 Astropartículas 2.1.17 Matéria escura
2.2 Estrutura e evolução do Universo
2.2.1 Os pilares do Big Bang 2.2.2 A aceleração do universo
2.3 Manipulação quântica de átomos, moléculas e fótons
2.3.1 Laser de átomos 2.3.2 Chips atômicos
2.3.3 Computadores quânticos 2.3.4 Criptografia quântica
Índice
2.4 Materiais Novos e Avançados2.4.1 A tecnologia do silício 2.4.2 Fibras ópticas
2.4.3 Materiais magnéticos 2.4.4 Materiais poliméricos
2.4.5 Polímeros aplicados a dispositivos eletromecânicos 2.4.6 Polímeros eletrônicos 2.4.7 Polímeros fotônicos 2.4.8 Sistemas supramoleculares 2.4.9 Materiais cerâmicos 2.4.10 Cerâmicas avançadas 2.4.11 Cerâmicas supercondutoras 3.2.7 Polímeros eletrônicos e sistemas
supramoleculares orgânicos
2.5 Sistemas complexos
2.5.1 Sobre a definição de complexidade 2.5.2 Ordem e desordem
2.5.3 Modelagem 2.5.4 Sistemas caóticos 2.5.5 Desafios fundamentais 2.5.6 Perfil da área no Brasil
3.DESAFIOS MULTIDISCIPLINARES E FÍSICA APLICADA A PROBLEMAS BRASILEIROS
3.1 Energia
3.1.1 Consumo e demanda mundial 3.1.2 Situação brasileira
3.1.3 Fontes alternativas
3.2 Microeletrônica
3.2.1 Spintrônica
3.2.2 Sistemas orgânicos e supramoleculares 3.2.3 Dispositivos optoeletrônicos
3.2.4 Transistores de filmes finos orgânicos 3.2.5 Circuitos integrados
3.2.6 Dispositivos fotônicos
3.3.NANOCIÊNCIA E NANOTECNOLOGIA
3.3.1 Principal suporte da N&N
3.3.2 Dois métodos de nanofabricação
3.3.3 Auto-organização na escala nanométrica 3.3.4 Nanotubos de carbono
3.3.5 Nanoestruturas com magneto-resistência gigante 3.3.6 N&N no diagnóstico e tratamento médico
3.3.7 Partículas magnéticas porosas
3.4 METROLOGIA CIENTÍFICA
3.4.1 Linguagem comum e padronizada 3.4.2 Necessidades e propostas
Índice
3.5 Instrumentação científica3.5.1 Ações afirmativas
3.5.2 Recomendações para o Brasil
3.6 Física molecular 3.6.1 Breve histórico 3.6.2 Proximidade de áreas 3.6.3 Simulações computacionais 3.6.4 Destaques da atuação 3.7 Física médica
3.7.1 Diagnóstico por imagem 3.7.2 Radioterapia
3.7.3 Proteção radiológica e vigilância sanitária
3.7.4 Radiações não ionizantes 3.7.5 Outras áreas
3.7.6 Principais desafios
3.8 Simulação e modelagem
3.8.1 Previsão do tempo e descrição climática 3.8.2 Ecologia e meio ambiente
3.8.3 Tráfego em grandes cidades 3.8.4 Física em economia e finanças
3.9 Biofísica
3.9.1 Enovelamento de proteínas 3.9.2 Inibidores enzimáticos 3.9.3 Fotobiologia
3.10 Monitoramento atmosférico
3.10.1 Poluição atmosférica urbana 3.10.2 Poluição atmosférica global 3.10.3 Balanço de radiação planetária
3.11 Ecologia e meio ambiente
3.11.1 Modelagem atmosférica e de poluentes 3.11.2 Queimadas e poluição hídrica
3.11.3 Pós-graduação no Brasil
3.12 A pesquisa em ensino de física
3.12.1 Pesquisas sobre ensino e aprendizagem 3.12.2 Pesquisas em alfabetização científica 3.12.3 Tecnologia e ensino de física
3.12.4 A pesquisa em formação de professores
4. DESAFIOS ESTRUTURAIS
4.1. Infra-estrutura de pesquisa
4.1.1 Compartilhamento da infra-estrutura
4.1.2 Pesquisa induzida, básica e iniciativas individuais 4.1.3 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Índice
4.2 Pesquisa fora da academia4.2.1 Oportunidades perdidas
4.3 Teoria e experimento
5. FORMAÇÃO RECURSOS HUMANOS
5.1 Formação científica
5.1.1 Resultado preocupante
5.2 Formação de pesquisadores
5.2.1 Cursos de graduação mais flexíveis 5.2.2 Ênfase nas físicas moderna e
contemporânea
5.3 Formação para a tecnologia e inovação
5.3.1 Programa de interação com a indústria
5.4 Formação de professores
5.4.1 Dois modelos de currículos
5.4.2 Vestibular e reformulação da licenciatura
6. INCLUSÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
6.1 Educação para a ciência e tecnologia
6.1.1 O ensino de física e a escola fundamental e média 6.1.2 Programas de formação continuada
6.1.3 O potencial de formação de professores de física
6.2 Alfabetização científica
6.3 Divulgação científica e o ensino formal da ciência
Desafios Científicos
• Constituintes da matéria e suas interações
• Estrutura e evolução do universo
• Manipulação quântica de átomos, moléculas e fótons
• Materiais novos e avançados
Desafios multidisciplinares e física aplicada a
problemas brasileiros
• Energia • Microeletrônica • Nanociência e Nanotecnologia • Metrologia Científica • Instrumentação Científica • Física Molecular • Física Médica • Simulação e Modelagem • Biofísica• Meteorologia e monitoramento atmosférico • Ecologia e meio ambiente
A natureza da pesquisa científica
• Gera o conhecimento necessário para os avanços tecnológicos que sustentam o desenvolvimento econômico
• Contribui decisivamente para a montagem da infraestrutura
tecnológica e provê pessoal capacitado para enfrentar os desafios das novas descobertas e utilizar os frutos dos avanços científicos
• Contribui para a melhoria da qualidade de vida da população
• Estabelece paradigmas de competição/cooperação que são referências para o balisamento das relações internacionais
• É uma peça essencial na democratização da sociedade, pela dispersão do conhecimento científico e de seus métodos de investigação e análise
A árvore e o (imprevisível) fruto
A investigação de temas sem aplicação prática direta costuma gerar resultados de grande valor social e econômico.
A World Wide Web foi criada no CERN para facilitar o compartilhamento de bancos de dados
Várias áreas da medicina – medicina nuclear, imagens por raios X, ultrassom e ressonância magnética nuclear, cirurgias a laser e outras – decorreram de desenvolvimentos feitos no âmbito da física. Cinco físicos ganharam o prêmio Nobel de medicina e fisiologia. A
nanotecnologia deverá revolucionar a medicina e a farmacologia.
A microeletrônica, os computadores e as telecomunicações ópticas, que revolucionaram o mundo, foram frutos práticos da física
Transbordamento da física
A física é a plataforma da ciência e da tecnologia
contemporâneas. Cerca de um terço do PIB americano provém
de tecnologias baseadas na mecânica quântica.
Os métodos da física estão migrando para outras áreas do
conhecimento. Sistemas complexos, como a atmosfera, o
meio ambiente, o sistema econômico, o tráfego urbano e os
próprios seres vivos e sua evolução, estão sendo investigados
com sucesso crescente.
O físico contemporâneo é apreciado, cada vez mais,
principalmente como portador de ferramentas e métodos
poderosos de investigação científica.
O momento da ciência brasileira
Há, hoje, no Brasil, condições objetivas para um
salto qualitativo no cenário científico.
Esse salto, ancorado
na formulação de uma
agenda para a ciência do País, deve buscar
por um lado,
a inserção econômica e social
das atividades científicas visando benefícios
palpáveis para a sociedade brasileira e,
por outro,
a promoção de várias áreas da nossa ciência a um
papel de liderança mundial
.
Ciência: instrumento de Estado
A ciência é um instrumento de Estado
indispensável para o equacionamento dos
problemas que nos afligem, para os quais não
há solução fora da
modernização de nossa sociedade
e de sua inserção na era da inovação.
É um elemento central na busca da
competitividade internacional
de nossos meios de produção e o alicerce de
um programa voltado para uma
política industrial, tecnológica
e de comércio exterior
Planejamento sem excesso de dirigismo
O planejamento necessário para
induzir o
salto de qualidade
equilibra-se na linha tênue que separa
resultados programados
– ou induzidos –
daqueles que resultam do
processo espontâneo da pesquisa científica.
Esses dois elementos devem conviver,
Fundos Setoriais
Os Fundos Setoriais devem contemplar,
com generosidade e abrangência,
a cadeia de conhecimento
que vai da bancada do laboratório ao
produto numa vitrine.
Sem isso, as ciências que dão suporte ao
desenvolvimento de novas tecnologias
não terão fôlego, limitando, assim, a
possibilidade de avanço tecnológico
.
Desafios Estruturais
Laboratórios Nacionais:
Casas de ferramentas de alto
desempenho disponíveis para uso da comunidade de pesquisa
do País. Corpo técnico-científico limitado ao mínimo
necessário para manutenção da infra-estrutura
Centros Temáticos de Pesquisa:
Institutos temáticos
interdisciplinares de pesquisa. Temas selecionados com base
na relevância científica e nos interesses nacionais
Critérios técnicos e transparentes na seleção dos temas dos
Laboratórios e dos Centros e da sua localização geográfica.
Desafios estruturais
Editais universais:
Aumentar substancialmente os recursos
destinados aos editais universais do CNPq. Crescimento
rápido da comunidade científica e contenção do orçamento
criou demanda reprimida muito grande
Apoio Institucional:
Considerar a possibilidade do apoio
institucional antes realizado pela Finep
Projetos internacionais:
A participação brasileira em grandes
projetos internacionais de pesquisa é importante e estratégica
para o País. Projetos e equipes brasileiras selecionadas
criteriosamente. Os compromissos assumidos devem ser
fielmente honrados
Desafios Estruturais
Institutos de pesquisa tecnológica:
Criação de Institutos
tecnológicos, em cooperação com empresas, visando à
solução de gargalos tecnológicos. Associação com
programas de pós-graduação, com temas de tese propostos
pelas empresas
Distribuição regional:
Uma distribuição mais equilibrada
da ciência no território brasileiro trará benefícios a todos.
A criação de Institutos Temáticos – possivelmente em
temas com especificidades regionais – pode ser
mecanismo eficaz para esse fim
Desafios Estruturais
Teoria e Experimento:
Promover melhor balanço entreatividades experimentais e teóricas através da formação de maior número de físicos experimentais. Prazos de bolsas de doutorado devem ser diferenciados, privilegiando as ciências experimentais. Bom número de excelentes estudantes devem ser enviados a
importantes centros no exterior para fazerem doutorado em áreas de física experimental de ponta
Bolsas de Produtividade de Pesquisa:
O programa de BPq do CNPq precisa ser substancialmente ampliado. Ele custa apenas R$100 milhões/ano e tem grande impacto num sistema universitário que custa mais de R$9 bilhões/ano. Todos os pesquisadores com mérito deveriam ter a BPqFormação de Recursos Humanos
Teoria e Experimento:
Promover melhor balanço entreatividades experimentais e teóricas através da formação de maior número de físicos experimentais. Prazos de bolsas de doutorado devem ser diferenciados, privilegiando as ciências
experimentais. Bom número de excelentes estudantes devem ser enviados a importantes centros no exterior para fazerem
doutorado em áreas de física experimental de ponta.
Regulamentação das Profissões:
A rígida regulamentação das profissões no Brasil é incompatível com o dinamismo com que atualmente se movimenta o recorte das profissões e precisa ser radicalmente revista.Formação de Recursos Humanos
Ciclo Básico:
A implantação do ciclo básico nas universidadesEvitará a especialização precoce na educação superior. Os candidatos devem ser selecionados para grandes áreas do conhecimento.
Carreiras Flexíveis:
Reorientações de carreira devem ser flexibilizadas no ensino superior. A opção de carreira deve ser feita após o ciclo básico, e e as pós-graduações devem estar mais abertas para bons alunos que se graduaram em outras áreas.Estudantes excelentes deveriam ser estimulados a se graduar em mais de uma carreira.
Formação de Recursos Humanos
Alfabetização Científica: Num programa nacional de longo
prazo de alfabetização científica, todos os cidadãos devem ser preparados para viver num mundo cada vez mais dominado pela ciência e a tecnologia. Isso é essencial para sua cidadania plena.
Licenciatura: Os cursos de licenciatura em física precisam ser revistos. Em especial, eles devem ter mais física moderna e contemporânea. Os professores devem ser preparados para ensinar física experimental sem ter de recorrer a laboratórios sofisticados.
Formação Interdisciplinar: Cursos novos que transponham as fronteiras tradicionais das disciplinas devem ser criados tanto na graduação quanto na pós-graduação.
Desafios Estruturais
• Infra-estrutura de pesquisa
• Pesquisa fora da academia
Formação de Recursos Humanos
• Formação de pesquisadores
•Formação para a tecnologia e a inovação
•Formação de professores