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CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

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PREFEITURA MUNICIPAL DE FRUTA DE LEITE

CEP 39558-000 – Estado de Minas Gerais

CNPJ: 01.612.483/0001-48

Avenida Montes Claros, 900 – Centro – (38) 3841-9101 / 9102 / 9104 www.frutadeleite.mg.gov.br – [email protected]

1

CÓDIGO TRIBUTÁRIO

MUNICIPAL

FRUTA DE LEITE

Estado de Minas Gerais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N°. 30/2015

09 de outubro de 2015

(2)

PREFEITURA MUNICIPAL DE FRUTA DE LEITE

CEP 39558-000 – Estado de Minas Gerais

CNPJ: 01.612.483/0001-48

Avenida Montes Claros, 900 – Centro – (38) 3841-9101 / 9102 / 9104 www.frutadeleite.mg.gov.br – [email protected]

hlh/dmm/0915

CÓDIGO TRIBUTÁRIO DO MUNICÍPIO DE FRUTA DE LEITE ÍNDICE

LIVRO I – CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

TÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS ... 006

TÍTULO II – DO CADASTRO FISCAL ... 007

TÍTULO III – COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA... 008

CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS ... 008

CAPÍTULO II – LIMITAÇÃO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ... 008

Seção I – Disposições Gerais ... 008

Seção II – Disposições Especiais ... 009

LIVRO II - TRIBUTOS

TITULO I – IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA ... 011

CAPÍTULO I – OBRIGAÇÃO PRINCIPAL ... 011

Seção I – do Fato Gerador ... 011

Seção II – das Isenções ... 011

Seção III – da Base de Cálculo ... 012

Seção IV – do Cálculo do Imposto ... 013

Seção V – do Sujeito Passivo ... 013

Seção VI – do Lançamento ... 013

Seção VII – do Pagamento... 014

CAPÍTULO II – DA REVISÃO E DA RECLAMAÇÃO ... 014

Seção I – da Revisão de Lançamento ... 014

Seção II – da Reclamação do Lançamento ... 015

CAPÍTULO III – DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA ... 015

Seção Única – do Cadastro Imobiliário ... 015

CAPÍTULO IV – DAS PENALIDADES ... 017

CAPÍTULO V – DISPOSIÇÕES ESPECIAIS ... 017

TITULO II – IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA ... 018

CAPÍTULO I – DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL ... 018

Seção I – do Fato Gerador ... 018

Seção II – da Não Incidência e da Isenção ... 021

Seção III – da Base de Cálculo ... 021

Seção IV – Sujeito Passivo ... 025

Seção V – dos Contribuintes e dos Responsáveis ... 025

Seção VI – das Alíquotas ... 028

Seção VII – da Apuração, Lançamento e Recolhimento ... 028

Seção VIII – da Nota Fiscal de Prestação de Serviços Avulsa – modelo I ... 029

CAPÍTULO II – DA AUTORIZAÇÃO PARA A IMPRESSÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS ... 029

CAPÍTULO III – DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA ... 031

Seção I – da Inscrição ... 031

CAPÍTULO IV – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES... 032

CAPÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES ESPECIAIS DA SUJEIÇÃO AO REGIME ESPECIAL DE FISCALIZAÇÃO ... 035

TITULO III - DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" DE BENS IMÓVEIS E DE DIREITOS A ELES RELATIVOS – ITBI ... 036

CAPÍTULO I – DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL ... 036

Seção I – da Incidência e do Fato Gerador ... 036

Seção II – da Não Incidência ... 037

Seção III – da Isenção ... 037

Seção IV – dos Contribuintes e dos Responsáveis ... 038

Seção V – da Base de Cálculo e das Alíquotas ... 038

Seção VI – do Lançamento ... 038

Seção VII – do Recolhimento ... 039

CAPÍTULO II – DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS ... 039

CAPÍTULO III – DAS PENALIDADES ... 039

CAPÍTULO IV – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ... 040

(3)

PREFEITURA MUNICIPAL DE FRUTA DE LEITE

CEP 39558-000 – Estado de Minas Gerais

CNPJ: 01.612.483/0001-48

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CAPÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ... 040

CAPÍTULO II – DAS TAXAS DE LICENÇA ... 041

Seção I – da Taxa de Licença para Localização e da Taxa de Licença para Funcionamento ... 041

Subseção I – do Fato Gerador... 041

Subseção II – do Sujeito Passivo ... 041

Subseção III – do Cálculo da Taxa ... 042

Subseção IV – da Arrecadação ... 042

Subseção V – do Alvará de Licença para Localização, Funcionamento e Instalação ... 042

Subseção VI – do Estabelecimento ... 043

Subseção VII – das Disposições Gerais... 043

Seção II – Taxa de Licença para o Exercício de Comércio ou Atividade Eventual, Feirante, Feirante Especial ou Ambulante ... 044

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 044

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 044

Subseção III – da Arrecadação ... 044

Subseção IV – das Disposições Gerais ... 044

Seção III – da Taxa de Licença para Exploração de Meios de Publicidade em Geral ... 044

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 044

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 044

Subseção III – do Lançamento e da Arrecadação ... 045

Subseção IV – das Disposições Gerais ... 045

Seção IV – da Taxa de Licença para Execução de Obras e Loteamentos ... 046

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 046

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 046

Subseção III – da Arrecadação ... 046

Subseção IV – das Disposições Gerais ... 046

Seção V – da Taxa de Licença para Ocupação de Áreas em Vias e Logradouros Públicos ... 046

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 046

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 047

Subseção III – das Disposições Gerais ... 047

Seção VI – Taxa de Fiscalização Sanitária ... 047

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 047

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 047

Subseção III – das Disposições Gerais ... 047

Seção VII – Taxa de Licença para Execução de Obras e de Urbanização de Áreas Particulares e públicas ... 048

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 048

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 048

Subseção III – das Disposições Gerais ... 048

Seção VIII – Taxa de Serviços Urbanos ... 048

Seção IX – Taxa de Fiscalização e Utilização de Cemitérios ... 048

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 048

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 048

Subseção III – das Disposições Gerais ... 049

Seção X – Taxa de Permissão, Fiscalização, Transferência e de Concessão para Exploração de Serviço de Táxi e Mototáxi ... 049

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 049

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 049

Subseção III – das Disposições Gerais ... 049

Seção XI – Taxa de Concessão e Permissão para Exploração do Transporte Coletivo Urbano e Rural de passageiros ... 049

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 049

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 049

Subseção III – das Disposições Gerais ... 049

Seção XII – Taxa de Licença e de Fiscalização de Abate de Animais ... 049

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 049

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 050

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Seção XIII – Taxa de Utilização dos Serviços do Terminal Rodoviário ... 050

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 050

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 050

Subseção III – das Disposições Gerais ... 050

Seção XIV – da Inscrição ... 050

Seção XV – das Isenções ... 050

Seção XVI – das Infrações e Penalidades ... 051

CAPÍTULO III – TAXAS PELA UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS ... 052

Seção I – Taxa de Expediente e Serviços Diversos ... 052

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 052

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 052

Subseção III – da Arrecadação ... 053

Subseção IV – das Isenções ... 053

Seção II – da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública – CIP ... 053

Subseção I – da Incidência ... 053

Subseção II – do Sujeito Passivo ... 053

Subseção III – do Cálculo da Taxa ... 053

Subseção IV – das Disposições Gerais ... 054

Seção III – das Taxas de Expediente, Emolumentos e Outras ... 054

Subseção I – do Sujeito Passivo ... 054

Subseção II – do Cálculo da Taxa ... 054

Subseção III – das Disposições Gerais ... 054

TÍTULO V – DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA ... 054

CAPÍTULO ÚNICO – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ... 054

LIVRO III – DAS NORMAS GERAIS APLICÁVEIS AOS TRIBUTOS

TÍTULO I – DAS AUTORIDADES FISCAIS E DA FISCALIZAÇÃO ... 056

CAPITULO I – DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ... 056

Seção I – das Normas ... 056

Seção II – das Autoridades Fiscais ... 056

Seção III – da Fiscalização ... 056

Seção IV – do Domicílio Tributário ... 057

Seção V – da Arrecadação ... 057

Seção VI – das Restituições ... 058

Seção VII – Remissão do Crédito Tributário ... 058

Seção VIII – Prescrição e Decadência ... 059

Seção IX – do Parcelamento de Débitos Fiscais ... 059

CAPITULO II – DA DIVIDA ATIVA ... 060

CAPITULO III – DA CERTIDAO NEGATIVA ... 062

LIVRO IV – PARTE PROCESSUAL

TITULO ÚNICO – DO PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO ... 063

CAPITULO I – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ... 063

CAPITULO II – DAS NORMAS PROCESSUAIS ... 063

Seção I – dos Prazos ... 063

Seção II – da Intimação ... 063

Seção III – do Procedimento ... 064

Seção IV – do Auto de Infração e da Notificação ... 064

Seção V – do Contraditório ... 064

Seção VI – da Competência ... 066

Seção VII – do Julgamento ... 066

Seção VIII – do Recurso ... 067

CAPITULO III – DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA ... 068

CAPITULO IV – DAS RESCISÕES ... 068

CAPITULO V – DA DEFINTIVIDADES E DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES ... 069

CAPITULO VI – DA CONSULTA ... 069

CAPITULO VII – DA RESPONSABILIDADE DOS AGENTES FISCAIS ... 070

CAPITULO VIII – DISPOSIÇÕES ESPECIAIS ... 071

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TABELA I ... 073

1 – Alíquotas para cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano ... 073

TABELA II ... 073

2 – Valores por metro quadrado quanto ao tipo da construção ... 073

TABELA III ... 073

3 – Parâmetros corretivos para o terreno ... 073

3.1 – Situação ... 073

3.2 – Topografia ... 073

3.3 – Pedologia ... 073

TABELA IV ... 073

4 – Fatores de correção pela existência de muro e passeio ... 073

4.1 – Passeios ... 073

4.2 – Muros ... 073

TABELA V... 074

5 – Parâmetros corretivos para construção ... 074

5.1 – Cálculo da categoria – CAT ... 074

TABELA VI ... 074

6 – Valores do metro quadrado de terreno (Em UFM) ... 074

ANEXO II – LISTA DE SERVIÇOS ... 075

ANEXO III – VALORES DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISSQN ... 088

I – Pessoa Física prestadora de serviços – Recolhimento Anual ... 088

II – Pessoa Jurídica prestadora de serviços – Recolhimento Mensal ... 088

ANEXO IV – TABELA DE INCIDÊNCIA E ALÍQUOTAS DAS TAXAS MUNICIPAIS ... 090

I – Taxa de Poder de Polícia ... 090

II – Taxa de Licença para exercício de atividade em área de domínio público (em UFM) ... 091

III – Taxa de Fiscalização de exercício de atividades ambulantes, eventual e feirantes (em UFM) ... 091

IV – Taxa de Fiscalização Sanitária (pela área ocupada pelo estabelecimento) ... 092

V – Taxa de Licença para exploração de meios de publicidade (em UFM) ... 092

VI – Taxa de Licença para execução de obras e de urbanização de áreas particulares (em UFM) ... 092

VII – Taxa de fiscalização e utilização de cemitérios (em UFM) ... 093

VIII – Taxa de permissão, fiscalização, de transferência, de concessão para exploração dos serviços de táxi e moto táxi (em UFM) ... 094

IX – Taxa de serviços urbanos (em UFM) ... 094

X – Taxa de concessão e permissão para exploração de transporte coletivo urbano e rural de passageiros (em UFM) ... 094

XI – Taxa de Licença e de Fiscalização de abate de animais (em UFM) ... 094

XII – Taxa de Utilização dos serviços do terminal rodoviário (em UFM) ... 094

XIII – Taxa de Serviços diversos (em UFM) ... 095

XIV – Taxa de Expediente e Emolumentos (em UFM) ... 095

ANEXO V – CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA – CIP ... 096

ANEXO VI – PREÇOS PÚBLICOS ... 097

ANEXO VII ... 098

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CODIGO TRIBUTÁRIO DO MUNICÍPIO DE FRUTA DE LEITE

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 30, DE 09 DE OUTUBRO DE 2015

Dispõe sobre a Legislação Tributária do Município de Fruta de Leite – MG, normas complementares de Direito Tributário e a ele relativas e disciplina a atividade do Fisco Municipal.

O Prefeito do município de FRUTA DE LEITE, Estado de Minas Gerais: Faço saber que a Câmara Municipal de Fruta de Leite através de seus representantes legais aprovou e decreta e eu, sanciono a seguinte Lei:

DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 1º. Esta lei estabelece as normas Tributárias do Município de Fruta de Leite, com fundamento na

Constituição Federal, na Constituição do Estado de Minas Gerais, na Lei Orgânica do Município de Fruta de Leite e na Legislação Tributária Nacional.

LIVRO I

CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL TÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º. As definições e conceitos dos tributos instituídos neste Código são os constantes na Legislação

Tributária Nacional, notadamente na Lei n°. 5.172, de 25 de outubro de 1966. (Código Tributário Nacional).

Parágrafo Único. Inclui-se no conceito de tributo, as taxas cobradas pelos órgãos autônomos da Administração

Municipal, definidas em lei.

Art. 3º. Os impostos componentes do Código Tributário Municipal são:

I - Imposto Sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU; II - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN;

III - Imposto de Transmissão Inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição – ITBI.

Art. 4º. As taxas instituídas por lei são:

I - Taxas pelo exercício regular do Poder de Polícia;

II - Taxas pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos.

Parágrafo único. Os serviços públicos a que se refere o inciso II, deste artigo, consideram-se:

I - Utilizados pelo contribuinte:

a) efetivamente, quando por ele usufruído a qualquer título;

b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividades administrativas em efetivo funcionamento;

II - Específicos, quando possam ser destacados em unidade de intervenção, de utilidade ou de necessidade pública;

III - Divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.

Art. 5º. Contribuição de Melhoria, decorrente de obras públicas.

Art. 6º. A Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública – CIP tem como fato gerador à prestação

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TÍTULO II DO CADASTRO FISCAL Art. 7º. O cadastro fiscal da Prefeitura compreende:

I – o cadastro imobiliário;

II – o cadastro de produtores, industriais e comerciantes; III – o cadastro de prestadores de serviços;

IV – o cadastro de profissionais liberais.

V – o cadastro de usuários avulsos ou esporádicos. § 1º - O cadastro imobiliário compreende:

I – os terrenos vagos existentes nas áreas urbanas do Município, e os que vierem a resultar do desmembramento das atuais e futuras áreas urbanizadas, ou de expansão urbana;

II – os prédios existentes, ou que vierem a ser construídos nas áreas urbanas e urbanizáveis; III – as propriedades rurais, exploradas ou não, existentes no Município.

§ 2º - O cadastro de produtores, industriais e comerciantes compreende:

I – os estabelecimentos comerciais, industriais, prestadores de serviços, cooperativas, micro-empreendedores individuais e outros;

II – as pessoas físicas que exerçam comércio eventual ou ambulante, sujeitas à licença para o exercício da atividade.

III – as pessoas físicas que exerçam atividade econômica de prestação de serviços no Município individualmente ou em grupo, mas em seu próprio nome.

§ 3º - O cadastro de prestadores de serviços de qualquer natureza compreende pessoas físicas ou jurídicas, prestadoras dos serviços constantes da lista de serviços do Anexo II desta lei, de forma permanente ou eventual, ainda que beneficiadas de imunidade ou isenção de Tributos Municipais.

Art. 8º. – Todos os proprietários ou possuidores, a qualquer título, de imóveis urbanos localizados no Município,

estão sujeitos a inscrição obrigatória no Cadastro Imobiliário da Prefeitura.

Art. 9º. A inscrição dos imóveis será promovida:

I – pelo proprietário ou representante legal, ou pelo possuidor a qualquer título; II – por qualquer condômino,

III – pelo compromissário comprador;

IV – de ofício, pelo órgão fazendário, em se tratando de imóvel federal, estadual, municipal ou de entidade autárquica, ou ainda, quando a inscrição deixar de ser feita no prazo regulamentar;

V – pelo inventariante, síndico ou liquidante, quando se tratar de espólio, massa falida ou sociedade em liquidação.

Art. 10. A inscrição será feita pelo preenchimento de uma ficha de inscrição, fornecida pela Prefeitura, para cada

imóvel:

I – à vista de guia de transmissão fornecida pelo cartório; II – mediante apresentação de título de domínio;

III – mediante apresentação do título de promessa de compra e venda registrada ou não. IV – alvará de decisão parcial que implique em transmissão do imóvel.

§ 1º - O prazo para inscrição, nos casos em que se basear em documento, será feita no máximo dentro de 60 (sessenta) dias a contar da data do documento.

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§ 2º - Em caso de litígio sobre o domínio do imóvel, a ficha de inscrição mencionará tal fato, bem como os nomes dos litigantes, dos possuidores do imóvel, a natureza do feito e a juízo ou cartório em que corre a ação.

§ 3º - Em se tratando de área loteada, cujo loteamento houver sido aprovado pela Prefeitura, deverá a ficha de inscrição ser acompanhada de uma pauta completa, em escala que permita a anotação dos desdobramentos, os logradouros públicos, quadras e lotes, a área total, as áreas cedidas ao Patrimônio Municipal, as áreas compromissadas ou alienadas a terceiros, e as áreas em que permanece a utilização rural.

§ 4º - Concedido o “habite-se” a prédio novo ou reformado, reconstruído ou readaptado à nova utilização, os dados relativos à construção serão incluídos ou alterados de ofício no Cadastro Imobiliário.

Art. 11. Os valores venais dos imóveis inscritos no cadastro fiscal serão atualizados dentro dos critérios desta

Lei até o dia 31 de dezembro de cada ano, e utilizado como base de cálculo dos Impostos Predial e Territorial Urbano a serem cobrados no exercício seguinte.

Parágrafo Único – Se assim não for feito, os valores venais serão corrigidos automaticamente, por índice oficial

divulgado pelo Governo Federal.

Art. 12. A inscrição no cadastro de produtores, comerciantes, industriais e prestadores de serviços, será feita

pelo responsável ou seu representante legal, que preencherá uma ficha de inscrição para cada estabelecimento. § 1º - A ficha de inscrição deverá ter:

I – nome, razão social ou denominação sob cuja responsabilidade deve funcionar o estabelecimento, ou ser exercida a atividade;

II – localização do estabelecimento urbano ou domicílio do responsável, conforme o caso; III – espécie, principal ou acessória da atividade;

IV – área total do imóvel ou parte dele ocupada pelo estabelecimento ou atividade; V – nome dos sócios ou diretores responsáveis;

VI – outros previstos em regulamento.

§ 2º - É obrigatória a comunicação de alterações dos dados constantes do cadastro, encerramento ou cessação de atividade.

§ 3º - O prazo para inscrição ou alteração da atividade ou quaisquer outros dados será de 30 (trinta) dias, contados da ocorrência do início ou modificação.

§ 4º - Para efeitos deste artigo, considera-se estabelecimento, fixo ou não, o local de exercício de qualquer atividade produtiva, industrial, de serviço ou comercial, em caráter permanente ou eventual, ainda que no interior de residência.

§ 5º - A inscrição ou alteração dos dados do cadastro, não promovida pelos responsáveis no prazo da Lei, poderá ser feita de ofício pelo órgão fazendário, ficando o contribuinte sujeito às penalidades cabíveis.

TÍTULO III

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 13. A atribuição de arrecadar ou fiscalizar os tributos municipais, ou de executar leis, serviços, atos ou

decisões administrativas, não compreende a delegação da competência tributária, nem confere à autoridade administrativa ou ao órgão arrecadador, o direito de modificar os conceitos e as normas estabelecidas nesta Lei.

CAPÍTULO II

LIMITAÇÃO DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Seção I

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Art. 14. Por força de disposições constitucionais, são imunes aos impostos municipais:

I - O patrimônio, a renda ou os serviços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II - Os templos de qualquer culto;

III - O patrimônio, a renda ou os serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos do art. 15.

IV - O livro, o jornal e os periódicos, assim como o papel destinado à sua impressão.

§ 1º. O disposto no inciso I deste artigo é extensivo às autarquias no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou dela decorrentes, mas não se estende, porém, aos serviços públicos concedidos, nem exonera o promitente-comprador da obrigação de pagar imposto que incida sobre o imóvel objeto de promessa de compra e venda.

§ 2º. O disposto no presente artigo não exclui a atribuição às entidades nele referidas, da condição de responsáveis pelos tributos e não as dispensam da prática de atos assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros.

§ 3º. A empresa pública que explora atividade não monopolizada, sujeita-se ao mesmo regime tributário aplicável às empresas privadas.

§ 4º. A imunidade de bens imóveis dos templos compreende:

a) a igreja, a sinagoga ou o edifício principal onde se celebra a cerimônia pública;

b) o convento, a escola paroquial, a escola dominical, os anexos, por força de compreensão, inclusive a casa ou residência especial do pároco ou pastor, pertencente à comunidade religiosa, desde que não empregados para fins econômicos.

§ 5º. Cessa o privilégio da imunidade para pessoas de direito privado ou público, quanto aos imóveis prometidos à venda, desde o momento em que se constituir o ato.

§ 6º. Nos casos de transferência de domínio ou posse de imóvel, pertencente às entidades referidas no parágrafo anterior, a imposição recairá sobre o promitente-comprador, enfiteuta, fiduciário, usuário, usufrutuário, comodatário, concessionário ou possuidor a qualquer título.

§ 7º. A imunidade não abrangerá as Taxas e a Contribuição de Melhoria, devidas a qualquer título.

§ 8º. As instituições previstas no inciso III deverão requerer na Secretaria Municipal de Finanças, a Declaração de Reconhecimento de Imunidade Tributária.

Seção II Disposições Especiais

Art. 15. Para efeito do disposto no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e no art. 14, III, desta Lei,

considera-se imune à instituição de educação e de assistência social sem fins lucrativos que preste os serviços para os quais houver sido instituída e os coloque à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado e que atendam aos seguintes requisitos:

I - Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados;

II - Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais; III - Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;

IV - Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contados da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação das despesas, bem assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar a sua situação patrimonial;

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V - Apresentar, anualmente, Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica e da Pessoa Física dos dirigentes;

VI - Recolher os tributos retidos sobre serviços prestados por terceiros, na forma da lei;

VII - Assegurar, por ato constitutivo, a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda as condições de gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de encerramento de suas atividades, ou a órgão público.

§ 1º. Na falta de cumprimento do disposto neste artigo ou no § 2°. do artigo anterior, a autoridade competente poderá suspender a aplicação do benefício.

§ 2º. Os serviços a que se refere o inciso III do artigo anterior são exclusivamente os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades nele referidas, previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos.

§ 3º. Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine o referido resultado, integralmente à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais.

§ 4º. Perderá a imunidade tributária a entidade enquadrada que deixar de atender aos requisitos legais.

§ 5º. Quanto as Associações, deverão apresentar além da declaração por Lei de Utilidade Pública, o Certificado de Regularidade junto a Secretaria Municipal de Assistência Social.

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LIVRO II TRIBUTOS

TÍTULO I

IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA CAPÍTULO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL Seção I

Do Fato Gerador

Art. 16. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana tem como fato gerador à propriedade, o

domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município.

§ 1º. Para os efeitos desta Lei, entende-se por zona urbana, toda a área assim definida por ato da administração municipal, bem como a urbanizável ou de expansão urbana e ainda, as constantes de loteamentos destinados à habitação, indústria, comércio, prestação de serviços e os destinados às atividades hortifrutigranjeiras e agropastoris.

§ 2º. Na zona urbana definida neste artigo, deverá ser observado o requisito mínimo da existência de, pelo menos, dois (02) dos melhoramentos constantes dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo poder público:

I - meio-fio ou pavimentação com ou sem canalização de águas pluviais; II - abastecimento de água;

III - sistema de esgoto sanitário;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - escola primária ou do ensino fundamental, a uma distância máxima de três (03) quilômetros do imóvel considerado;

VI - unidade básica ou posto de saúde a uma distância máxima de três (03) quilômetros do imóvel considerado.

§ 3º Serão consideradas também urbanas as áreas urbanizáveis ou de expansão urbana, constantes de loteamentos, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo primeiro.

Art. 17. A incidência, sem prejuízo das cominações cabíveis, independe do cumprimento de quaisquer

exigências legais, regulamentares ou administrativas.

Seção II Das Isenções Art. 18. São isentos do imposto:

I - Os imóveis pertencentes ao Município de Fruta de Leite, as suas Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista;

II - Os imóveis cedidos gratuitamente em sua totalidade, para uso dos órgãos referenciados no inciso anterior;

III - Os imóveis pertencentes ao patrimônio de governos estrangeiros, utilizados para sede de seus Consulados, desde que haja reciprocidade de tratamento, declarado pelo Ministério encarregado das relações exteriores;

IV - Os imóveis edificados, pertencentes às Associações de Bairros, Centros Comunitários, Entidades Culturais ou Científicas, quando usados exclusivamente nas atividades que lhes são próprias;

V - As chácaras e áreas destinadas à produção hortifrutigranjeiras e de atividades agropastoris, que estejam cumprindo sua destinação e que sejam exploradas pelos proprietários para o sustento familiar ou para comercialização do excedente, provada essa condição com vistoria da Secretaria Municipal de Finanças;

VI - Os templos de qualquer culto, Mitra Diocesana ou assemelhados, casas paroquiais ou casas pastorais, desde que os imóveis pertençam às entidades religiosas;

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VII – Os imóveis pertencentes ao Governo Federal e Estadual, bem como suas Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.

Seção III Da Base de Cálculo Art. 19. A base de cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

§ 1º. Na determinação do valor venal serão tomados, em conjunto ou separadamente, os seguintes elementos: I - Quanto ao prédio:

a) o padrão ou tipo de construção; b) a área construída;

c) o valor unitário do metro quadrado; d) o estado de conservação;

e) os serviços públicos ou de utilidade pública existente na via ou logradouro;

f) o índice de valorização do logradouro, quadra ou zona em que estiver situado o imóvel; g) o preço do imóvel nas últimas transações de compra e venda, realizadas segundo o mercado imobiliário local;

h) quaisquer outros dados informativos obtidos pela repartição competente. II - Quanto ao terreno:

a) a área, a forma, as dimensões, a localização, os acidentes geográficos e outras características; b) os fatores indicados nas alíneas “a”, “f” e “g” do item anterior e quaisquer outros dados informativos;

§ 2º. Na determinação do valor venal não se considera:

I - O dos bens móveis, mantidos em caráter permanente ou temporário no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade;

II - As vinculações restritivas do direito de propriedade e o estado de comunhão.

Art. 20. O valor venal dos imóveis será apurado com base na Planta de Valores Imobiliários do Município,

planta esta que será reajustada pela Secretaria Municipal das finanças anualmente até 15 (quinze) de dezembro do exercício que antecede ao lançamento.

Art. 21. A Planta de Valores Imobiliários de que trata o artigo anterior será elaborada anualmente, por comissão

própria, designada pelo chefe do Poder Executivo e terá a seguinte composição: I - Um (01) representante da Secretaria Municipal das Finanças; II - Um (01) representante da Câmara Municipal de Fruta de Leite; III - Um (01) representante do Setor de Tributos;

VI - Um (01) representante da Procuradoria Municipal.

§ 1º. Os trabalhos serão presididos pelo Representante da Secretaria das Finanças.

§ 2º. As audiências públicas serão amplamente divulgadas, garantindo a participação de toda a sociedade, em lugar de fácil acesso, sendo os parlamentares formalmente convidados viabilizando a sua presença nas audiências.

Art. 22. Não ocorrendo a aprovação do reajuste de que trata o artigo 20, os valores venais serão os mesmos

utilizados para cálculo do imposto do exercício imediatamente anterior, corrigidos com base e limite no sistema de atualização monetária vigente.

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Seção IV Do Cálculo do Imposto

Art. 23. As alíquotas aplicáveis ao valor venal do imóvel para cálculo do imposto são as aqui estabelecidas de

acordo com os critérios previstos no art. 156, § 1º, incisos I e II, da Constituição Federal: § 1º. Alíquotas diferentes, de acordo com a localização e o uso do imóvel são:

I – imóveis edificados de uso residencial: II – imóveis edificados de uso não residencial: III – imóveis vagos ou não edificados:

§ 2º. As Alíquotas referidas neste artigo, para efeito de identificar a localização dos imóveis, para a correta aplicação das alíquotas diferentes em razão da localização e uso, são as constantes da tabela anexa deste Código e compreendem os parcelamentos, bairros, condomínios, jardins, setores, vilas e outros, bem como os logradouros.

§ 3º. O imóvel que estiver com obra de construção em andamento, devidamente aprovada pela Prefeitura, poderá ter a alíquota reduzida em 50% (cinqüenta por cento), no curso de até três exercícios fiscais, mediante requerimento, projeto arquitetônico aprovado e alvará de construção, com pedido devidamente formalizado junto ao Departamento de Tributos da Secretaria de Finanças.

§ 4º. O uso da propriedade imobiliária urbana constará do Cadastro Imobiliário do Setor de Tributos da Secretaria de Finanças, bem como os demais dados necessários ao lançamento correto do imposto, nos termos dos artigos 39 a 46 desta Lei Municipal (Código Tributário Municipal).

Seção V Do Sujeito Passivo

Art. 24. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou seu possuidor a

qualquer título.

Art. 25. Os créditos tributários, relativo ao imposto e às taxas que a eles acompanham sub-rogam-se na pessoa

dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título à prova de sua quitação.

Art. 26. São pessoalmente responsáveis:

I - O adquirente ou remitente, pelos tributos dos bens adquiridos ou remidos;

II - O sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão, do legado ou da meação; III - O espólio, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.

Seção VI Do Lançamento

Art. 27. O lançamento do imposto é anual e será feito para cada imóvel ou unidade imobiliária independente,

ainda que contíguo, levando-se em conta sua situação à época da ocorrência do fato gerador, e reger-se-á pela lei então vigente.

§ 1º. Considera-se ocorrido o fato gerador em 1º de janeiro do ano a que corresponda o lançamento.

§ 2º. O lançamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana poderá ser feito em conjunto com os demais tributos que recaírem sobre o imóvel.

§ 3º. O lançamento do imposto não implica em reconhecimento da legitimidade da propriedade, do domínio útil ou da posse do imóvel.

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§ 4º Nos terrenos não loteados, situados em zona urbana ou equiparada, o lançamento será feito descontando-se da área 28% (vinte e oito por cento) a título de arruamento.

§ 5º Sem prejuízo da aplicação de sanções previstas na legislação específica e sem que isso implique no reconhecimento de edificações irregulares por parte do Município, o imóvel que dispuser de construção terminada, ou em utilização residencial, comercial ou industrial, sem aprovação do respectivo projeto e/ou sem o “Habite-se”, será considerado como imóvel edificado.

Art. 28. No caso de condomínio, figurará o lançamento em nome de cada um dos condôminos, na proporção de

sua parte e, sendo esses desconhecidos, em nome do condomínio.

§ 1º. Quando se tratar de loteamento, figurará o lançamento em nome do proprietário, até que seja outorgada a escritura definitiva de cada unidade vendida.

§ 2º. Verificando-se a outorga de que trata o parágrafo anterior, os lotes vendidos serão lançados em nome do comprador, no exercício subseqüente ao que se verificar a modificação no cadastro imobiliário.

§ 3º. Quando o imóvel estiver sujeito a inventário, figurará o lançamento em nome do espólio e, feito à partilha, será transferido para os nomes dos sucessores, os quais se obrigam a promover a transferência perante o órgão da Prefeitura, dentro do prazo de trinta (30) dias, contados da partilha ou adjudicação.

§ 4º. Os imóveis pertencentes a espólio, cujo inventário esteja sobrestado, serão lançados em nome do mesmo, o qual responderá pelo tributo até que, julgado o inventário, se façam às necessárias modificações.

§ 5º. O lançamento dos imóveis pertencentes à massa falida ou sociedade em liquidação, será feito em nome das mesmas, mas a notificação será endereçada aos seus representantes legais, anotando-se os nomes e endereços nos registros.

Art. 29. Considera-se regularmente efetuado o lançamento, com a entrega da notificação a qualquer das pessoas

indicadas nos artigos 25, 26 e 27 desta Lei, ou a seus prepostos.

§ 1º. Comprovada a impossibilidade de entrega de notificação a qualquer das pessoas referidas neste artigo, ou no caso de recusa de seu recebimento por parte daquelas, a notificação far-se-á por edital.

§ 2º. O edital poderá ser feito globalmente para todos os imóveis que se encontrarem na situação prevista no parágrafo anterior.

Seção VII Do Pagamento

Art. 30. O imposto será pago na forma, local e prazos constantes do Calendário Fiscal, baixado pelo Secretário

Municipal de Finanças.

Parágrafo Único. A parcela única poderá ter desconto de até 20% (vinte por cento) para o pagamento do tributo

até o dia do vencimento, conforme regulamento.

CAPÍTULO II

DA REVISÃO E DA RECLAMAÇÃO Seção I

Da Revisão de Lançamento

Art. 31. O lançamento, regularmente efetuado e após notificação ao sujeito passivo, só pode ser alterado em

virtude de:

I - Iniciativa de ofício da autoridade lançadora, quando se comprove que no lançamento ocorreu erro na apreciação dos fatos, omissão ou falta da autoridade que o efetuou ou quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento;

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II - Deferimento, pela autoridade administrativa, de reclamação ou impugnação do sujeito passivo, em processo regular, obedecidas as normas processuais previstas neste Código.

Art. 32. Far-se-á ainda, revisão de lançamento, sempre que se verificar erro na fixação do valor venal ou da base

tributária, ainda que os elementos indutivos dessa fixação hajam sido apurados diretamente pelo fisco.

Art. 33. Uma vez revisto o lançamento, com obediência às normas e exigências previstas nos artigos anteriores,

será reaberto o prazo de vinte (20) dias ao sujeito passivo, para efeito de pagamento do tributo ou da diferença deste, sem acréscimo de qualquer penalidade.

Art. 34. Aplica-se à revisão do lançamento, as disposições do artigo 31. Seção II

Da Reclamação do Lançamento

Art. 35. A reclamação será apresentada na repartição competente da Secretaria de Finanças, em requerimento

escrito, obedecidas às formalidades regulamentares e assinada pelo próprio contribuinte ou por quem dele fizer às vezes, na forma dos artigos 25, 26 e 27 deste Código, ou ainda por procurador legalmente nomeado, observando-se o prazo de trinta (30) dias, contados da ciência na notificação de que trata o artigo 29.

§ 1º. Do requerimento será dado recibo ao reclamante.

§ 2º. Se o imóvel a que se referir à reclamação não estiver inscrito no Cadastro Imobiliário, a autoridade administrativa intimará ao reclamante para proceder ao cadastramento no prazo de 08 (oito) dias, esgotado o qual será o processo sumariamente indeferido e arquivado.

§ 3º. Na hipótese do parágrafo anterior, não caberá pedido de reconsideração ao despacho que houver indeferido a reclamação.

Art. 36. A reclamação apresentada dentro do prazo previsto no artigo anterior terá efeito suspensivo quando:

I - Houver engano quanto ao sujeito passivo ou aplicação de alíquota; II - Existir erro quanto à base de cálculo, ou no próprio cálculo;

III - Os prazos para pagamentos divergirem dos previstos no Calendário Fiscal.

Parágrafo único. O contribuinte que tiver sua reclamação indeferida responderá pelo pagamento de multa e

outras penalidades já incidentes sobre o tributo, se não fez o pagamento anteriormente, cuja hipótese isenta-o do pagamento da multa e outras penalidades.

Art. 37. O requerimento reclamatório será julgado nas instâncias administrativas, na forma prevista neste

Código, sujeitando-se à mesma processualística, exceto quanto aos prazos, que serão os que constarem desta seção.

CAPÍTULO III

DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Seção Única

Do Cadastro Imobiliário

Art. 38. Todos os imóveis, inclusive os que gozarem de imunidade ou isenção, situados na zona urbana do

Município, como definida neste Código, deverão ser inscritos pelo contribuinte ou responsável, no Cadastro Imobiliário.

Parágrafo único. Quando se tratar de imóvel não edificado, o sujeito passivo deverá eleger o domicílio

tributário.

Art. 39. Em se tratando de imóvel pertencente ao Poder Público, a inscrição será feita de ofício, pela autoridade

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Art. 40. A inscrição dos imóveis que se encontrarem nas situações previstas nos parágrafos 3º, 4º e 5º do artigo

28 será feita pelo inventariante, síndico ou liquidante, conforme o caso.

Art. 41. A fim de efetivar a inscrição no Cadastro Imobiliário é o responsável obrigado a comparecer ao órgão

competente da Prefeitura, munido do título de propriedade ou do compromisso de compra e venda, para as necessárias anotações.

§ 1º. A inscrição deverá ser efetuada no prazo de sessenta (60) dias, contados da data da escritura definitiva ou da promessa de compra e venda do imóvel.

§ 2º. As obrigações a que se refere este artigo somente serão devidas, nos casos de aquisição de imóveis pertencentes a loteamentos, após a outorga definitiva.

Art. 42. Em caso de litígio sobre o domínio do imóvel, a ficha de inscrição mencionará tal circunstância, bem

como os nomes dos litigantes e dos possuidores do imóvel, a natureza do feito, o Juízo e cartório por onde correr a ação.

Parágrafo único. Incluem-se também na situação prevista neste artigo, o espólio, a massa falida e as sociedades

em liquidação.

Art. 43. Em se tratando de área loteada ou remanejada, cujo loteamento houver sido licenciado pela Prefeitura,

fica o responsável obrigado, além da apresentação do título de propriedade, a entregar ao órgão cadastrador de uma planta completa, em escala que permita a anotação dos desdobramentos, logradouros, das quadras e dos lotes, área total, as áreas cedidas ao patrimônio municipal, às áreas compromissadas e as áreas alienadas.

Parágrafo único. Estende-se a mesma obrigatoriedade, aos parcelamentos não aprovados, sem que isso

implique em reconhecimento de regularidade.

Art. 44. Deverão ser obrigatoriamente comunicadas ao órgão cadastrador, no prazo de trinta (30) dias, todas as

ocorrências verificadas com relação ao imóvel, que possam afetar a base de cálculo e a identificação do sujeito passivo da obrigação tributária.

Parágrafo único. O Cadastro Imobiliário conterá todas as informações exigidas pelo art. 19 desta Lei, relativas

ao terreno e a edificação nele contida e do logradouro do imóvel.

Art. 45. Os cartórios ficam obrigados a exigir, sob pena de responsabilidade, na forma do artigo 134, inciso VI,

do Código Tributário Nacional, conforme o caso, certidão de aprovação de loteamento, de cadastramento e de remanejamento de área, para efeito de registro de loteamento, averbação de remanejamento de imóvel ou de lavratura e registro de instrumento de transferência ou venda do imóvel.

§ 1º. O número da inscrição e as alterações cadastrais referidas no artigo 41 serão averbados pela autoridade competente do Cadastro Imobiliário, no título de propriedade do imóvel, o que substituirá a certidão de cadastramento, para efeito do disposto neste artigo.

§ 2º. No caso de alteração do número do Cadastro Imobiliário, o Setor de Tributos Imobiliários fará a devida comunicação aos cartórios de registros de imóveis, para efeito de anotação.

Art. 46. Será exigida Certidão de Cadastramento em todos os casos de:

I - Habite-se, Licença para edificação ou construção, reforma, demolição ou ampliação; II - Remanejamento de áreas;

III - Aprovação de plantas.

Art. 47. É obrigatória a informação do Cadastro Imobiliário nos seguintes casos:

I - Expedição de certidões relacionadas com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana; II - Reclamação contra lançamento;

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IV - Remissão parcial ou total de tributos imobiliários.

CAPÍTULO IV DAS PENALIDADES

Art. 48. Pelo descumprimento das normas constantes dos Capítulos I, II e III deste Livro, serão aplicadas as

seguintes multas:

I - Por falta relacionada com o recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana e Taxas pela utilização de Serviços Públicos: 2% (dois por cento), mais 0,33% (zero vírgula trinta e três por cento) por dia corrido de atraso, até o limite de 10% (dez por cento).

a) 5% (cinco por cento) do valor do imposto e taxas, aos que recolherem o tributo após o prazo regulamentar dentro do mês do vencimento;

b) 10% (dez por cento) do valor do imposto e taxas, aos que recolherem o tributo após o mês de vencimento;

II - 50,00 (cinqüenta) UFM, aos que deixarem de cumprir as disposições de que tratam o § 3º do artigo 29 e os artigos 39 e 45 deste Código;

III - De 17,00 (dezessete) UFM, aos que deixarem de proceder ao cadastramento e às alterações previstas nos artigos 39 e 41, que será cobrada, devidamente atualizada, no ato da alteração, ou juntamente com o IPTU do exercício seguinte em que ocorreu a infração, quando a alteração for efetuada por iniciativa da repartição competente.

Art. 49. Os débitos não pagos nos prazos regulamentares ficarão acrescidos de juros moratórios, na forma

estabelecida nesta Lei, nunca inferiores a 1% (um por cento) ao mês, contado a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento do débito.

Parágrafo único. Quando a cobrança ocorrer por ação executiva, o contribuinte responderá ainda pelas custas e

demais despesas judiciais.

CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES ESPECIAIS

Art. 50. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana constitui ônus real e acompanha o imóvel

em todos os casos de transmissão de propriedade ou de direitos reais a ela relativos.

Art. 51. Para os efeitos deste imposto, consideram-se não edificados os imóveis:

I - Em que não existir edificação, como previsto no artigo seguinte;

II - Em que houver obra paralisada ou em andamento em condições de inabitabilidade, edificações condenadas ou em ruínas ou de natureza temporária, assim consideradas as que edificadas no exercício financeiro a que se referir o lançamento, sejam demolíveis por força de disposições contratuais, até o último dia desse exercício;

III - Em que houver construções rústicas ou, simplesmente, coberturas sem pisos e sem paredes;

IV - Construção que a autoridade competente considere inadequada, quanto à área ocupada, para a destinação ou utilização pretendidas de acordo com o uso do solo permitido;

Art. 52. Ressalvadas as hipóteses do artigo anterior, considera-se bem imóvel edificado, para os efeitos deste

Código, o equipamento, a construção ou edificação permanente que sirva para habitação, uso, recreio ou exercício de qualquer atividade, seja qual for a sua forma ou destino, bem como suas unidades ou dependências com economia autônoma, mesmo que localizadas em um único lote.

Art. 53. Será exigida certidão negativa de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, nos

seguintes casos:

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II - Remanejamento de área;

III - Aprovação de plantas e loteamentos;

IV - Participação em licitação e/ou concorrência pública, inscrição no Cadastro de Licitantes do Município e pedido de concessão de serviços públicos de competência municipal;

V - Contratos de locação de bens imóveis a órgãos públicos;

VI - Pedidos de reconhecimento de imunidade para o imposto a que se refere este artigo.

Art. 54. Em nenhuma hipótese, o valor do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana será inferior

a 17,00 UFM.

Parágrafo Único – Exceto para os Conjuntos Habitacionais que não poderá ser inferior a 10,00 UFM.

Art. 55. Fica atribuída ao Setor de Tributos e da Secretaria das Finanças, competência para apreciar em grau de

reclamação ou recurso, revisões do valor do lançamento dos tributos obedecidos critérios técnicos da Planta de Valores e do valor mercadológico dos imóveis, respectivamente 1ª e 2ª instância.

Art. 56. Poderá ser concedido desconto sobre o IPTU em 50% (cinqüenta por cento), ao Microempreendedor

Individual, que o fizer por requerimento dirigido ao Chefe do Poder Executivo Municipal, que satisfazer no todo, os seguintes requisitos, devendo comprovar por documento hábil:

I – Estar em dia com o DAS-MEI e DASN-SIMEI;

II – Estar regular com a Fazenda Municipal, tanto a Pessoa Física como a Jurídica; III – Possuir empregado regularmente registrado;

IV – Estar regular com as obrigações patronais, FGTS e GFIP;

V – Ser proprietário de 01 (um) único imóvel, seja urbano ou rural, inclusive, devendo ser o mesmo utilizado na atividade de MEI.

a) O imóvel poderá ser residencial, não residencial ou misto, desde que estejam no mesmo terreno.

TÍTULO II

DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA CAPÍTULO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL Seção I

Do Fato Gerador

Art. 57. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência do Município, tem como fato gerador

à prestação de serviços constantes no Anexo II desta Lei, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador.

§ 1º. O imposto incide também sobre o serviço proveniente ou cuja prestação tenha se iniciado no exterior do País.

§ 2º. Ressalvadas as exceções expressas na lista do anexo II, os serviços nela mencionados não ficam sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, ainda que sua prestação envolva fornecimento de mercadorias.

§ 3º. O imposto incide ainda sobre os serviços prestados mediante a utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente por autorização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário final do serviço.

§ 4º. A incidência do imposto independe da denominação dada ao serviço prestado.

§ 5º. Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo, as denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.

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§ 6°. A incidência do imposto e sua cobrança independem: I - do resultado financeiro do efetivo exercício da atividade;

II - do cumprimento de quaisquer exigências legais ou regulamentares relativas ao exercício da atividade, sem prejuízo das penalidades cabíveis.

Art. 58. O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do estabelecimento prestador ou, na falta

de estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos I a XX, quando o imposto será devido no local;

I – do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, inclusive incidindo o imposto sobre o serviço proveniente do exterior do país ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do país;

II – da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos serviços descritos no subitem 3.4 da lista de serviços;

III – da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.2 e 7.17 da lista de serviços; IV – da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.4 da lista de serviços;

V – das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.5 da lista de serviços;

VI – da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e destinação final do lixo, rejeitos e ouros resíduos quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.9 da lista de serviços;

VII – da execução de limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista de serviços;

VIII – da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores. No caso dos serviços descritos no subitem 7.11 da lista de serviços;

IX – do controle de tratamento de efluentes de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista de serviços;

X – do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, carvoejamento e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.14 da lista de serviços;

XI – da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.15 da lista de serviços;

XII – da limpeza e drenagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.16 da lista de serviços;

XIII – onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso de serviços descritos no subitem 11.1 da lista de serviços;

XIV – dos bens ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11. 2 da lista de serviços;

XV - Do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no caso dos serviços descritos no subitem 11.4 da lista de serviços;

XVI – da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13 da lista de serviços;

XVII – do município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos pelo item 16 da lista de serviços;

XVIII – do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou na falta de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.5 da lista de serviços;

XIX – da feira, exposição, congresso ou congêneres a que se referir o planejamento, organização e administração no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.9 da lista de serviços;

XX – do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário ou metroviário, no caso dos serviços descritos pelo item 20 da lista de serviços;

§ 1º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.3 da lista de serviços, considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto em cada município em cujo território haja extensão de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não;

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CEP 39558-000 – Estado de Minas Gerais

CNPJ: 01.612.483/0001-48

Avenida Montes Claros, 900 – Centro – (38) 3841-9101 / 9102 / 9104 www.frutadeleite.mg.gov.br – [email protected]

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§ 2º - No caso dos serviços a que se refere o item 22 da lista de serviços, considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto em cada município em cujo território haja extensão de rodovia explorada;

§ 3º - Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no local do estabelecimento prestador nos serviços executados em águas marítimas, executados os serviços descritos no subitem 20.1.

Art. 59. Profissionais autônomos e prestadores de serviços pessoas físicas que prestam serviços individualmente,

responsável por estabelecimento prestador, que, para desempenho da atividade de prestação de serviços, utilizar no próprio estabelecimento de serviços de outros profissionais autônomos, inscritos ou não no Cadastro de Atividades Econômicas, estão obrigados ao recolhimento do imposto anualmente, lançado conforme tabela constante do anexo III desta Lei, exceto, se utilizarem nota fiscal avulsa de serviços emitida pela Prefeitura Municipal, quando o imposto deverá ser recolhido antecipadamente.

Parágrafo único - Pessoas jurídicas prestadoras de serviços estarão obrigadas ao recolhimento do imposto

mensalmente, seja pela aplicação da alíquota constante do anexo III desta Lei sobre a receita bruta de serviços apurada mensalmente, seja pelo regime de estimativa, também estimada mensalmente.

I – A base de cálculo do ISSQN será arbitrada pela autoridade tributária competente, quando: a) não puder ser conhecido o valor efetivo do preço do serviço;

b) os registros fiscais, bem como as declarações ou documentos fiscais exibidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro obrigado, forem insuficientes ou não mereçam fé;

c) o contribuinte ou responsável recusar-se a exibir à fiscalização os elementos necessários à comprovação do valor dos serviços prestados;

d) for constatada a existência de fraude ou sonegação, pelo exame dos livros ou documentos fiscais ou comerciais exibidos pelo contribuinte, ou por qualquer outro meio direto ou indireto de verificação.

II – A base de cálculo do ISSQN poderá ser fixada por estimativa, mediante requerimento do sujeito passivo, a critério da autoridade competente, quando:

a) a atividade for exercida em caráter provisório;

b) a espécie, modalidade ou volume de negócios e de atividades do contribuinte, aconselha tratamento fiscal específico;

c) o contribuinte não tiver condições de emitir documentos fiscais.

III – Para fins de fixação, por estimativa, da base de cálculo do ISSQN, serão considerados os seguintes elementos:

a) o preço corrente do serviço na praça;

b) o tempo de duração e a natureza específica da atividade;

c) o valor das despesas gerais do contribuinte durante o período considerado para o cálculo da estimativa;

d) contribuintes do mesmo porte e da mesma atividade no Município.

IV – O regime de estimativa será deferido para um período de até 12 (doze) meses, e sua base de cálculo será atualizada monetariamente a cada encerramento deste período, podendo a autoridade fiscal a qualquer tempo, suspender sua aplicação, bem como rever os valores estimados.

V – O contribuinte que não concordar com o valor estimado, poderá apresentar reclamação no prazo máximo de 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação do despacho.

§ 1º. Os serviços incluídos na lista ficam sujeitos ao imposto previsto neste artigo, ainda que sua prestação envolva o fornecimento de mercadorias.

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§ 2º. Ficam também sujeitos ao imposto, os serviços não expressos na lista, mas que, por sua natureza e características, assemelhem-se a qualquer um dos que compõem cada item, desde que não constituam fato gerador de tributo de competência da União ou do Estado.

Art. 60. Para os efeitos deste imposto, considera-se:

I - Empresas, todos os que, individual ou coletivamente, assumem os riscos da atividade econômica, admitem, assalariam e dirijam a prestação pessoal de serviços;

II - Profissional autônomo, todo aquele que exerce, habitualmente e por conta própria, serviços profissionais e técnicos remunerados.

Parágrafo único - Equipara-se à empresa, para efeito de pagamento do imposto, o profissional autônomo que:

a) utilizar mais que 2 (dois) empregados, a qualquer título, na execução direta ou indireta dos serviços por ele prestados;

b) não comprovar a sua inscrição no Cadastro de Prestadores de Serviços do Município.

Seção II

Da Não Incidência e da Isenção Art. 61. São isentos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza:

I – Os serviços prestados pelas empresas públicas e sociedades de economia mista, instituídas pelo Município;

II – Os serviços prestados pelos microempreendedores individuais (MEI) criados pela Lei 123/2006.

Art. 62. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza não incide sobre:

I – As exportações de serviços para o exterior do País;

II – A prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;

III – O valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito realizadas por instituições financeiras.

Parágrafo único. Não se enquadram no disposto do inciso I os serviços desenvolvidos no Brasil, cujo resultado

aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior.

Seção III Da Base de Cálculo

Art. 63. O imposto incidirá sobre o preço do serviço conforme tabela de alíquotas de incidência constante do

Anexo III desta Lei;

§ 1º. Sobre a base de cálculo estabelecida neste artigo, poderão os contribuintes beneficiar-se das seguintes deduções:

I – O valor do pagamento das subempreiteiras já tributadas pelo Município, na prestação dos serviços descritos no item 7 e subitens da lista de serviços referida no “Caput”;

II – O valor dos materiais produzidos pelo prestador dos serviços, conforme previsto nos itens 7.02 e 7.05 da lista de serviços constantes do anexo II desta Lei;

III – O valor pago a terceiros, devidamente acobertados por documentação fiscal eficaz, prestadores de serviços gráficos e de vinculação na prestação dos serviços descritos no item 13.4 da lista de serviços referida no Caput.

Referências

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