Año 2013 – Núm. 17 (2ª época)
O PELOURINHO
Boletín de Relaciones Transfronterizas
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1 5 A P RA Ç A -F O R TE D E C AS TE LO D E V ID E. F O R Ç AS E FRA QU EZ A S D A ES TRU C TU RA D EFE N SI V A . F ra n ci sc o d e S o u sa L o b o 3 7 MAL TRA TO S Y D ES TRU C C IO N ES E N E L PA TRI MO N IO MO N U ME N TAL D E N U ES TR O E N TO RN O . Mo isé s C a y e ta n o R o sa d o 8 1 A FO R TI FI C A Ç Ã O D E M AR V Ã O , O RI G EN S E C O N TE X TO . Jo rg e d e O li v e ira 9 5 A TE N TAD O C O N TRA EL P A TRI MO N IO D E LA RA YA IB ÉRI C A . V A C IAD O D EL B AL U AR TE D E SAN J U A N D E D IO S EN O LI V EN ZA . Ju a n Ma n u e l V á zq u e z F e rre ra Lu is A lf o n so L im p o P ír iz 1 6 1 LO S C A ST IL LO S D EL P A R QU E TA JO IN TE RN A C IO N A L F ra n ci sc o Ri v e ro O P E LO U RI N H O Ž ůĞ ơŶ Ě Ğ ZĞ ůĂ Đŝ ŽŶ ĞƐ dƌĂ ŶƐĨ ƌŽ Ŷƚ Ğƌŝ njĂ Ɛ N ú m . 1 7 ( 2 ª ép o ca) . A ñ o 2 0 1 3 D IP U TA C IÓ N D E B A D A JO Z D ir ec ci ó n : Mo is é s C ay et an o R o sa d o C o o rd in ac ió n y E d ic ió n : &Ă ƵƐ ƟŶ Ž ,Ğ ƌŵ ŽƐ Ž ZƵ ŝnj Fo to d e p o rt ad a: F o rt a le za d e Ma rv ã o ( Mo is é s C a ye ta n o ) Fo to d e co n tr ap o rt ad a: F o rt a le za d e C a st e lo d e V id e ( Mo is é s C a ye ta n o ) D e p ó si to L e g a l: B A 1 0 3 /9 4 IS S N : 1 1 3 6 -1 6 7 0 Im p ri me : Im p re n ta D ip u ta ci ó n P ro vi n ci a l d e Ba d a jo z8 0 8 1
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(CH A IA -U ni v. de É vo ra ) Para se co m preend er a orig em d a fo rt ific aç ão d e M arv ão no t op o d a cris ta quart zít ic a d aq uele co nt rafo rt e d a Serra d e S. M am ed e terem os q ue ent end er a d inâm ic a d a ant ro pizaç ão d as m arg ens d o Rio S ev er , p rinc ip al curs o d e ág ua que m od ela a pais ag em d es ta reg ião . Co nt ras tand o co m as sec as p lanuras d o out ro A lent ej o, o s es treit os v ales d a fald a no rt e d e M ar -vão o ferec em s olo s lev es e bem d renad os am enizad os p or um m ic ro c lim a que pro pic io u a fix aç ão hum ana d es tas ép oc as m uit o rec uad as . A s co m u -nid ad es hum anas m ais ant ig as , d urant e o Paleo lít ic o, p ro curav am o s ver -d ej ant es v ales d renad os p or curs os d e ág ua perm anent es . N o Co nc elho d e M arv ão as m arg ens d o Rio S ev er fo ram o c enário eleit o. Sem pre que es te rio c orre m eno s enc aix ad o, s ob ret ud o na zo na N ort e d o Co nc elho , ond e o Sev er se es praia m ais , o u se co nt orc e em to rno d e alg um ac id ent e geo ló gic o, não é d ifíc il enc ont rar tes tem unho s art efac tuais d as c om uni-8 2 8 3 d ad es d o Paleo lít ic o Final. N as c as calheiras d a M ãe-V elha , nas p raias d o B at ão e d as A m oreiras , o u po r ent re os g rand es aflo ram ent os d e V id ais , os ins trum ent os d e ped ra las cad a tes tem unham c om o as c om unid ad es d e rec olec to res / c aç ad ores p ro curav am as m arg ens d o Rio S ev er para ob te -rem o s eu s us tent o. Q uand o o N eo lít ic o co m eç av a a d ar os p rim eiro s pas so s o ho m em pro cura ab rig os c om alg um as d efes as nat urais , m as não m uit o lo ng e d os am bient es q ue os s eus ant ep as sad os eleg eram e d os q uais , p arc ialm ent e, aind a d ep end iam , as g rand es fo rm aç ões g ranít ic as o u calc árias d o ac tual co nc elho d e M arv ão , não m uit o afas tad as d o s em pre d is po nív el S ev er. O s p ov oa d os d os P om ba is , B at ão , C ov a d a M ou ra , R et or ta e s ob re -tu d o d e V id ai s sã o cl ar os e xe m p lo s d es sa o cu p aç ão . M as é e m V id ai s, p ro va ve lm en te p or qu e é o m ai s es tu d ad o, q u e os te st em u nh os m at er ia is in d ic ia m u m a lo ng a e co nt in u ad a oc u p aç ão . E é n es te a m bi en te d e co -m u ni d ad es q u e, g ra d u al m en te , tr oc ar am u m a ec on om ia d e re co le cç ão p or u m a d e p ro d u çã o, b as ea d a na a gr ic u lt u ra e n a p as to rí ci a, q u e em er -ge m a s m an if es ta çõ es m eg al ít ic as . E m s u av es e nc os ta s, m ai or it ar ia m en -te v ir ad as a o R io S ev er , u m as v ez es d is fa rç ad as p or e nt re o s gr an d es af lo ra m en to s gr an ít ic os , o u tr as d om in an d o os p eq u en os v al es , f on te d o su st en to d os s eu s co ns tr u to re s, v in te e s et e d ól m en es m on u m en ta liz a-ra m , p el a p ri m ei ra v ez , a s en ru ga d as p ai sa ge ns d e M ar vã o. D es se s lo n-gí nq u os te m p os n eo lít ic os c on he ce m -s e, n a ár ea d o co nc el ho d e M ar vã o, p ar a al ém d e vi nt e e se te a nt as , t rê s m en ir es . Q uand o as influênc ias o rient alizant es s e co m eç am a fazer sent ir m ais e a m et alurg ia d es po nt a nes ta zo na d o A lent ej o, as c om unid ad es q ue at é aí se es ta belec iam em ha bit at s d e po uc a alt it ud e pro curam ag ora co tas m ais alt as e nat uralm ent e pro teg id as e o Co nc elho d e M arv ão não fo ge a es ta reg ra. O s po vo ad os s ob ranc eiro s ao Rio S ev er são a band onad os e os c u -m es d os c erro s co m eç am a ser fo rt ific ad os . D es d e os finais d o Calc olít ic o at é á cheg ad a d os Ro m ano s po nt os es trat ég ic os d as p rinc ip ais linhas d e cum ead a pas sam a ser es paç os d e viv ênc ia hum ana. O Cas telo d e V id ag o, o d o Co rreg ed or e o d a Crenç a tes tem unham es sas ép oc as c ont ur bad as que se viv eram nas im ed iaç ões d e M arv ão . U m a, o u m ais linhas d e m u -ralhas , env olv em es tes ag lo m erad os ur bano s. Cas as q uad rang ulares , o u red ond as , out ro ra pro vav elm ent e co bert as p or gies tas anex am -s e um as às o ut ras ap ro veit and o d a m elho r fo rm a o po uc o es paç o que as m uralhas pro teg iam . A c ris ta quart zí tic a que sus tent a M arvão p arec e ins erir-s e nes te tip o d e es trat ég ia que as c om unid ad es , s ob ret ud o as d a seg und a Id ad e d o Fe -rro , ad ot aram , t ant o na área d o co nc elho d e M arv ão , c om o em to d a a Serra d e S . M am ed e. C om a c he ga d a d os R om an os , ou tr a p ág in a co m eç a se r es cr it a na s te rr as d e M ar vã o. A s co m u ni d ad es q u e so br ev iv ia m n os a lc an ti la d os m on te s d es ce m , d e no vo , a os v al es . M ai s p el a fo rç a d as a rm as d o qu e p or vo nt ad e p ró p ri a, c om o o s v es tí gi os a rq u eo ló gi co s be m o d em on st ra m n o C as te lo d e V id ag o, o s p ov oa d os f or ti fi ca d os d a Id ad e d o Fe rr o su cu m -be m e a s te rr as c om m el ho r ap ti d ão a gr íc ol a co m eç am a s er in te ns am en te ex p lo ra d as . V ár ia s vi lla e e ca sa is a gr íc ol as r ed es en ha m a p ai sa ge m d e M ar vã o. N o V al e d a A ra m en ha , e m te rr as p es ad as e fé rt ei s e on d e a ág u a ab u nd a, p el os i ní ci os d o sé cu lo I , o s R om an os i ns ta la m u m a no va c id a-d e. A m m ai a se c ha m av a. M ai s d o qu e u m g ra nd e ce nt ro c os m op ol it a, re co nh ec e-se h oj e qu e A m m ai a te rá s id o u m a ci d ad e d e la ze r, s at él it e d a gr an d e M ér id a. O s in fl u en te s e p od er os os t og ad os q u e ve ra ne av am em A m m ai a ra p id am en te a t ra ns fo rm am p ol ít ic a e ar qu it ec to ni ca m en -te . P ou co t em p o d ep oi s d a su a fu nd aç ão , a o te m p o d e C lá u d io , r ec eb e a ca te go ri a d e C iv it as , a lg u ns a no s d ep oi s, já c om N er o se nh or d e R om a, as ce nd e a M u ni ci p iu m . Sem ex pres sas p reo cup aç ões d efens iv as , p orq ue a “p az ro m ana” ex is -tia , s uc um be co m a d es org anizaç ão d o im pério e a cheg ad a d os b ár baro s. E nt re o séc ulo V e o IX , j á em d ec ad ênc ia , um p ro váv el cat ac lis m o, ev en -tualm ent e o galg am ent o d e um a barrag em q ue refo rç aria o ab as tec im ent o d e ág ua à cid ad e, c ob re so bret ud o a part e baix a d e A m m aia co m um m ar d e lam a e ped ras , arras tad as p ela fo rç a d as ág uas inc ont ro láv eis . A penas os m uro s m ais alt os e res is tent es s ob res saem d o ines perad o e ráp id o at e-rram ent o d a c id ad e. C om a d ec ad ên ci a d a es tr u tu ra p ol ít ic a ro m an a, a ss is te -s e, à p u lv er i-za çã o d a gr an d e ci d ad e e, e m p ar al el o, a u m e nx am ea m en to d e p eq u en os nú cl eo s ha bi ta ci on ai s im p la nt ad os e m z on as b em d is fa rç ad as n a p ai sa -ge m . A i ns ta bi lid ad e qu e se v iv e d es d e o sé cu lo V a té , p ra ti ca m en te , à ép oc a d a R ec on qu is ta C ri st ã te rá c on tr ib u íd o p ar a es sa n ov a re or ga ni -za çã o na o cu p aç ão d o te rr it ór io d o ac tu al c on ce lh o d e M ar vã o. M ai s d e u m a vi nt en a d e p eq u en os n ú cl eo s, a lg u ns r as ga d os p or a rr u am en to s, at ri bu ív ei s à A lt a-Id ad e-M éd ia , es p al ha m -s e, s ob re tu d o p or e nt re o s gr an d es a fl or am en to s gr an ít ic os q u e m ar ca m a p ai sa ge m d as e nc os ta s
8 4 8 5 en vo lv en te s d e M ar vã o. M as a g ra nd e fo rm aç ão q u ar tz ít ic a qu e su st en ta M ar vã o p ar ec e nã o te r es ta d o al he ia a to d os e st es e o u tr os e p is ód io s. Rec onhec e-s e ho je co m o seg uro q ue a m ais ant ig a refer ênc ia es crit a relac io nad a co m M arv ão é a cró nic a d e Is a Ib n Á hm ad ar-Rázi , d at áv el d o séc ulo X , o nd e se lê: ... o M ont e d e A m aia , c onhec id o ho je po r A m aia d e Ib n M aruán é um m ont e alt o e inex pug náv el , a les te d a cid ad e d e A m aia-d as -Ruínas , s it uad a so bre o Rio S ev er. Co m o no s d iz o seu aut or , nes se m es m o tex to , pro vav elm ent e bas ead o em c ró nic as d os finais d o séc ulo IX so bre as ac tiv id ad es b élic as d e Ib n M aruán , ex is tiria um a Fo rt aleza d e A m m aia-o -M ont e. E st a fo rt aleza d e que fala a referid a cró nic a po d eria ser co no tad a co m a to rre ára be que se lev ant a so bre um d os to rreõ es d efens i-vo s d a po rt a N as cent e d a cid ad e d e A m m aia , c ont ud o, nem as ruínas d e A m m aia es tão im plant ad as num m ont e, nem es ta to rre oferec eria a ca -pac id ad e d efens iv a que Ib n M aruán pro curav a. O am bient e d e co nflit ua -lid ad e gerad o pelas m anifes taç ões aut onó m ic as d o m ulad i Ib n M aruán , ob rig á-lo -iam a pro curar refúg io s co m c ap ac id ad es d efens iv as q ue o vale d a A m m aia não o ferec e. Parec e, as sim c laro , q ue o m ont e so branc eiro ao Sev er , nas im ed iaç ões d a A m aia-d as -Ruínas , é o que ho je sus tent a a V ila d e M arv ão e que rec eb eu o no m e d aq uele que aí m and ou co ns truir um a fo rt aleza no s finais d o séc ulo I X. Pelo m eno s nes sa d at a, e bas ead os , uni -cam ent e, na d oc um ent aç ão es crit a, p od er-s e-á afirm ar que no c erro d e M arv ão fo ram lev ant ad as es trut uras d efens iv as . Co nt ud o, s e at end erm os à es trat ég ia d e oc up aç ão hum ana na Serra d e S. M am ed e, v erific am os q ue os c erro s m ais no táv eis env olv ent es d o m ac iç o cent ral e co m larg o d om í-nio v is ual so bre os p at am ares env olv ent es , ent re os q uais s e ins crev e a ac tual vila d e M arv ão , t od os p os suem v es tíg io s d e oc up aç ão at ri buív eis à Id ad e d o F erro . E m bo ra , não tenha aind a sid o d et ec tad o qualq uer tes tem unho arq ueo -ló gic o no c erro d e M arv ão relac io nad o co m a Pro to -His tó ria , não ex cluí -m os a hip ót es e d e no lo cal d e co ta m ais elev ad a se ter erg uid o, em ép oc a ant erio r à fo rt ific aç ão d e Ib n M aruán , alg um ha bit at p ré-ro m ano , q ue terá so brev iv id o at é à ro m anizaç ão . A in d a qu e d u ra nt e o d om ín io r om an o os v al es f ér te is d a Se rr a d e S. M am ed e fo ss em p re fe re nc ia lm en te p ro cu ra d os e n os s ol os a rg ilo so s d e A ra m en ha se t iv es se f u nd ad o a C id ad e d e A m m ai a, s em g ra nd es p re oc u p aç õe s d ef en si va s, e m p er ío d os d e m ai or i ns ta bi lid ad e, a s gu ar -ni çõ es r om an as p ro cu ra ri am , p el o m en os , c ri ar a lg u ns p on to s d e at al ai a p ar a p ro te cç ão d a su a ci vi ta s. O c er ro d e M ar vã o co nf ig u ra va -s e, n es ta s co nd iç õe s, n o lo ca l i d ea l p ar a im p la nt aç ão d e al gu m a es tr u tu ra m ili ta r. Se n en hu m a ed if ic aç ão d e tr ad iç ão d ef en si va p ré -e xi st is se , a o te m p o d e Ib n M ar u án , n o ce rr o on d e ve io a l ev an ta r a su a fo rt al ez a, d if ic ilm en te se e xp lic ar ia a o p çã o p or e st e lu ga r, c on si d er an d o qu e na s im ed ia çõ es ex is te m o u tr as e le va çõ es q u e lh e ga ra nt ir ia m s em el ha nt es d ef es as n a-tu ra is e a o m es m o te m p o a ág u a ne ce ss ár ia à s ob re vi vê nc ia e m c as o d e ce rc o. A r es ol u çã o d o p ro bl em a d e fa lt a d e ág u a no in ós p it o af lo ra m en to qu ar tz ít ic o p od er á te r si d o so lu ci on ad o p el a ge nt es d e Ib n M ar u án c om a co ns tr u çã o d e al gu m a ci st er na , q u e re co lh es se e c on se rv as se a á gu a d a ch u va . A p eq u en a ci st er na s it u ad a no in te ri or d o p ri nc ip al r ed u to d ef en -si vo d e M ar vã o, ju nt o à ac tu al t or re d e m en ag em , p od er á re m on ta r as su as o ri ge ns a o sé cu lo IX , e m bo ra a p re se nt e cl ar os s in ai s d e tr ab al ho s d e re co nf ig u ra çã o na I d ad e M éd ia . Co m a co nq uis ta e refo rt ific aç ão d e M arv ão , p elo s cav aleiro s d a cris -tand ad e, as sis te-s e, ent ão , ao g rad ual ab and ono d a m aio r part e d os ha -bit at s d a A lt a-I d ad e-M éd ia. M arv ão t erá cham ad o a si , nes sa alt ura , as gent es q ue , d e fo rm a alg o d is pers a, o cup av am o s peq ueno s vales d es d e a d ec ad ênc ia d o Im pério Ro m ano , c ons tit uind o-s e, as sim , c om o um d os es paç os fo rt ific ad os m ais im po rt ant es a Sul d o Te jo d urant e a Prim eira D inas tia. E nt re 1160 e 1162 M arv ão t erá pas sad o para o co nt ro lo d as g ent es d e A fo ns o Henriq ues . N ad a no s info rm a se es ta pas sag em res ult ou d e um as -séd io p or part e d os c ris tão s ao s que fiéis a A lá viv iam no alc and orad o m o-rro fo rt ific ad o em 877 po r Ib n M aruán. Pro vav elm ent e os s eg uid ores d e M ao m é terão a band onad o pac ific am ent e o m orro e po uc o tem po d ep ois , A fo ns o Henriq ues , ent reg a es tas terras à ges tão d os m ong es -c av aleiro s d o Tem plo . M arv ão fazend o ag ora part e d a M onarq uia Po rt ug ues a, d e im e-d iat o, p as sa a oc up ar lug ar d e relev o na ad m inis traç ão m ilit ar e po lít ic a d a vas ta reg ião a sul d o Te jo . A s ua im po rt ânc ia res ult aria , nat uralm ent e, d a sua es trat ég ic a po siç ão no t op o d e um a inac es sív el cris ta quart zít ic a, m as t am bém , d e um a velha trad iç ão ad m inis trat iv a que ent ro nc av a no vas to territ ório tut elad o pela cid ad e d e A m m aia , s it uad a a es cas so s quat ro quiló m et ro s d a vila d e M arv ão . E m bo ra não c onheç am os em p orm eno r os lim it es ad m inis trat iv os d o “M unic ip ium A m m aiens e” , s ab em os que eles eram am plo s e, c om g rand e pro balid ad e vieram a reflet ir-s e na cart a d e d em arc aç ão d o term o d e M arv ão q ue lhe fo i out org ad o po r D . Sanc ho
8 6 8 7 II , em 1226. Se não ex is tis se aind a es sa m em ória territ orial d ific ilm ent e po d eríam os ent end er os lim it es ap res ent ad os p elo d oc um ent o m ed iev al. Se bem v erific arm os a cid ad e d e A m m aia sit ua-s e no c ent ro d es te vas to territ ório . P arec e, ent ão , q ue a d em arc aç ão m ed iev al d o territ ório d e M ar -vão terá seg uid o um a trad iç ão c ent enária , d elim it ad a ao tem po em q ue a cid ad e d e A m m aia d om inav a es ta reg ião . O v as to t errit ório , co m o se lê no d oc um ent o pu blic ad o po r L aran jo Co elho , em 1924 , ab arc av a prat ic am ent e to d o o at ual d is trit o d e Po rt a-leg re e um a larg a faix a d e territ ório d a vizinha pro vínc ia d e Các eres , at é bem p ert o d e M alp art id a d e Các eres . O lim it e no rt e era d em arc ad o pelo Rio T ej o, d es d e a fo z d o O creza (fo z oc les a) , p as sand o pela A m ieira (am ei -ram ). A p oent e o lim it e seria o rio S or ou , m es m o a Po nt e d e Sô r (S ono r) e d ep ois p as saria po r Sed a, o u pela ri beira d e Sed a (s ed a). A Ri beira G ran -d e seria out ro lim it e e, nat uralm ent e a zo na d e Fro nt eira , c u jo t op ónim o as sim o d et erm ina. O lim it e pas saria po r A ss um ar (as iim a ou as um a) , d aí seg uiria para Cam po M aio r (c as tellum d e m ont e m aio ri) , p as sand o a O u -guela (ug ela). A linha d e lim it e ent raria no rio Xév ora (s euera) e d aí seg ui -ria pert o d e A lb uq uerq ue , na zo na d e (d aro ches ), inflet ia para o planalt o d e E l P alanc ar (p lanum d e alp alanc er ) at é à cum ed a d a Serra d e S.P ed ro (s erra d e sanc to p et ro q uae vert ent e aq uas ). D a Serra d e S. Ped ro , a m eio cam inho d e Các eres , a linha d e lim it e d o territ ório s eg uia para no rt e, em d ireç ão ao Rio T ej o (d irec tum ad tag um ). Po r po uc o tem po es te vas to t errit ório fic ou so b a ad m inis traç ão d e M arv ão . O T rat ad o d e A lc anic es , as sinad o a 12 d e Set em bro d e 1297 pelo s reis D . D inis , d e Po rt ug al e Fernand o IV , d e Cas tela d e A rag ão fez perd er , d e im ed iat o, a part e d o territ ório ho je es panho l. D es se trat ad o res ult ou a d efiniç ão d a fro nt eira ent re Po rt ug al e Cas tela que em g rand e part e aind a ho je se m ant ém . G rad ualm ent e, ao lo ng o d os s éc ulo s XI II , XI V e XV , o u -tro s co nc elho s, c om o s seus res pet iv os territ ório s, fo ram -s e co ns tit uind o e aut ono m izand o em relaç ão a M arv ão . Pa ss ad a a ép oc a co nt u rb ad a d a R ec on qu is ta , M ar vã o m an te r-se -á at al ai a so br e a vi zi nh a C as te la , co ns ti tu in d o-se , ac im a d e tu d o, c om o u m e sp aç o m ili ta r al gu m as v ez es r ed es en ha d o p ar a se a d ap ta r às n ov as gu er ra s. M as e st as a d ap ta çõ es , so br et u d o te nd o em c on ta a p ir ob al ís ti -ca , p ou co s e fi ze ra m s en ti r em M ar vã o qu an d o co m p ar ad o co m o u tr as p ra ça s d e fr on te ir a. A a u sê nc ia d e “p ad ra st o” , c om o se d iz n a gí ri a m ili -ta r, a p en as g er ou a lt er aç õe s p on tu ai s em z on as m en os d ef en sá ve is , m an -te nd o M ar vã o a es tr u tu ra m ili ta r m ed ie va l q u as e in to cá ve l. E ss as r ec on fi -gu ra çõ es s ão h oj e ob se rv áv ei s na s es tr u tu ra s ab al u ar ta d as q u e p ro te ge m a P or ta d a V ila , P or ta d e R ód ão e P or ta d a T ra iç ão . A s ou tr as d u as p or ta s, p or qu e vi ra d as a n or te e a s u l, re sp et iv am en te , on d e as p en d en te s sã o m ai s ac en tu ad as e o a ce ss o m u it o d if íc il nã o fo ra m r ef or ça d as c om o os no vo s si st em as d ef en si vo s. T ai s sã o as e nc os ta s d e M ar vã o, q u e u m a u to r d o sé cu lo X V II I es cr ev ia q u e as s u as m u ra lh as m ai s se rv ia m p ar a ev it ar qu e os d e d en tr o ca ís se m d o qu e os d e fo ra e nt ra ss em . E , as si m , a vi la d e M ar vã o ab ra ça d a p el a su a ci nt u ra d e m u ra lh as m ed ie va is m an te m -s e in có lu m e vi gi an d o a hi st ór ia q u e p as sa .
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A LM E ID A , N el so n (2002) – P ré -H is tó ri a an ti ga n o N or de ste A le nte ja no . Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 12 , 185-197. A RR A IS , F re i A m ado r (1589-197 4) – D iá lo go s de F re i A m ado r A rr ai s. In -tr odu çã o e Re vi sã o de M . L op es de A lm ei da . P or to : L el lo e Ir m ão – e di to re s (1974), (Ca p. X , 11 4-3 / 115-1) , p . 2 41-2 42 , A RRU D A , A . M . e C A TA RIN O , H . (1981) – N ota a ce rc a de a lg un s m ate -ri ai s da II Ida de do F er ro do c om pl exo a rq ue ol óg ic o do s V ida is (M ar vã o). Cl io . Li sb oa , V ol . 3 , p . 183-188. C A RD O SO , P e. Lu iz (1751) – D ic io ná ri o G eo gr áf ic o ou N otí ci a H is tó ri ca . Li sb oa . T om o II. C A RN E IRO , A ndr é (2002) – O fi m do im pé ri o e a c ri sti an iz aç ão n o te rr itó ri o da c ivi ta s am m ai en si s: m uda nç a e co nti nu ida de n o co nc el ho de F ro nte ir a. Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 12 , p . 135-157. C O E LH O , P os si dó ni o M . L ar an jo ( 19 24 /2 00 1) – T er ra s de O di an a - Su bs í-di os p ar a a su a H is tó ri a D oc um en ta da . E di çã o fa c-si m ile d a ed iç ão d e 19 24 . In tr od uç ão d e A nt ón io V en tu ra . I bn M ar uá n (e di çã o es pe ci al ). 11 . D IA S, A na C. ; O LIV E IR A , J or ge de (1981) – M on um en to s M eg al íti co s do Co nc el ho de M ar vã o. A ss em bl ei a D is tr ita l de P or ta le gr e. P or ta le gr e. E SP IN O , D avi d M . D uq ue (2002) – A pr oxi m ac ió n a la e vo lu ci ón de l p ai sa je ve ge ta l n eo líti co de la c ue nc a de l r io S ev er , a p ar ti r de lo s da to s an tr ac ol óg ic os8 8 8 9 pr el im in ar es de v ar io s m on um en to s m eg al íti co s. Ib n M ar uá n. Câ m ar a M u-ni ci pa l de M ar vã o. 12 , p . 199-230. FE RN A N D E S, Is ab el Cr is ti na ; M E N D E S, J . Ca ri a (1985) – A lg un s da do s bi oa ntr op ol óg ic os da e sta çã o ar qu eo ló gi ca do s P om ba is ( M ar vã o). A rq ui vo de A na to m ia e A ntr op ol og ia . Li sb oa . In sti tu to de A na to m ia N or m al . V ol . X X X IX , p . 221-233. FE RN A N D E S, Is ab el Cr is ti na (1985 b) – E sp ól io da n ec ró po le do s P om ba is (I). In A cta s da s 1a s Jo rn ada s de A rq ue ol og ia do N or de ste A le nte ja no . Ca ste lo de V ide (1985). p. 101-116. FE RN A N D E S, Is ab el Cr is ti na ; O LIV E IR A , J or ge de (1995) – O s m os ai co s ro m an os do G ar ri an cho (B ei rã -M ar vã o). Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 5 , p . 13-23. FE RN A N D E S, L ídi a M ar ia M ar qu es (2001) – Ca pi te is r om an os de A m m ai a (S . Sa lv ado r de A ra m en ha - M ar vã o). O A rq ue ól og o P or tu gu ês . A ss oc ia çã o do s A rq uó lo go s P or tu gu es es . S ér ie IV , 19 , p . 95-158. 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H is to ir e, S oc ié té e t é pi gr ap hi e de s m on de s a nc ie ns . M él an ge s o ffe rts à A la in T ra no y. p. 87-105. O LIV E IR A , J or ge de ; D IA S, A na C. (1980) – A rq ue ol og ia e m M ar vã o. In 13º Co ng re ss o L us o-E sp an ho l p ar a o P ro gr es so da s Ci ên ci as . L is bo a. O LI V E IR A , Jo rg e de ( 19 85 ) – O m en hi r da Á gu a da C ub a – M ar vã o. I n A ct as d as 1 .a s Jo rn ad as d e A rq ue ol og ia d o N or de st e A le nt ej an o. C om is sã o R eg io na l d e Tu ri sm o e C âm ar a M un ic ip al d e C as te lo d e V id e. P or ta le gr e. O LIV E IR A , J or ge de ; B A LE ST E RO S, Ca rm en (1989) – Le va nta m en to A r-qu eo ló gi co da B ar ra ge m da A pe rta du ra . Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. P or -ta le gr e. O LIV E IR A , J or ge de (1990) – A sp eto s do m eg al iti sm o no n or de ste a le nte ja no . In A ta s do 1º E nc on tr o Re gi on al de H is tó ri a. É vo ra : U ni ve rs ida de de É vo ra . Ide m (1991) - A e stá tu a ro m an a da E sc us a (A ra m en ha – M ar vã o). Ib n M a-ru án . Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 1 , p .85-96. Ide m (1992) – A A nta do s P om ba is – M ar vã o – no ta s de e sc av aç ão . Ib n M a-ru án . Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 2. Ide m (1993) – O r io S ev er e a s fr on te ir as n o 3º m ilé ni o a.C.. In A cta s do S e-m in ár io Co op er aç ão e D es en vo lvi m en to T ra ns fr on te ir iç o. Câ m ar a M un ic ip al de V ila V el ha do Ró dã o. O LIV E IR A , J or ge de ; CU N H A , Su sa na S . (1993-4) – A c id ade r om an a de A m m ai a na c or re sp on dê nc ia e ntr e A ntó ni o M aç ãs e L ei te de V as co nc el os . O A rq ue ól og o P or tu gu ês . L is bo a. S ér ie IV , vo l. X I-X II , p . 103-13 4. O LIV E IR A , Jo rg e de (1996) – Ci da de da A m m ai a (M ar vã o). Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 6 , p . 15-22. O LI V E IR A , Jo rg e de ; B A IR IN H A S, A nt ón io ; B A LE ST E R O S, C ar m en (1 99 6) – In ve nt ár io d os v es tí gi os a rq ue ol óg ic os d o Pa rq ue N at ur al d a Se rr a de S. M am ed e. Ib n M ar uá n. C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 6 , p . 4 6 1.
9 0 9 1 O LIV E IR A , J or ge de (1998) – M on um en to s M eg al íti co s da B ac ia H idr og rá -fic a do Ri o S ev er . L is bo a: E d. Co lib ri . Ide m (1998 b) – A nta s e m en ir es do c on ce lho de M ar vã o. Ib n M ar uá n. Câ m a-ra M un ic ip al de M ar vã o. 8 , p . 13-47. O LIV E IR A , J or ge de ; CU N H A , S us an a S.S .S . (1998) – O c om pl exo a rq ue o-ló gi co de V ida is n a co rr es po ndê nc ia tr oc ada e ntr e A ntó ni o M aç ãs e L ei te de Va sc on ce lo s. Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 8 , p . 57-85. O LIV E IR A , J or ge de ; B O RG E S, S of ia (1998) – A rte Ru pe str e no P ar qu e N a-tu ra l da S er ra de S . M am ede . Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 8, p. 193-202. OLIV E IR A , J or ge de ; C A R VA LH O , J . e B O RG E S, S . (1998) – Ci da de Ro -m an a de A m m ai a. (B ro chu ra ). Re gi ão de T ur is m o de S . M am ede , Co rl ito , Se tú ba l. O LIV E IR A , Jo rg e de (1999) – Ci da de r om an a de A m m ai a, S . Sa lv ado r de A ra m en ha , M ar vã o, P or tu ga l. In II Co ng re ss o de A rq ue ol og ia P en in su la r. Za m or a: U ni ve rs ida de de A lc al á. T om o IV , p . 129-13 4. O LIV E IR A , J or ge de (2002) – A c ida de r om an a de A m m ai a, do cu m en to s pa ra a su a hi stó ri a re ce nte . Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. 12 , p. 11-48. OLIV E IR A , J or ge de [e t A l.] (2005) – Sã o Sa lv ado r da A ra m en ha . H is tó ri a e M em ór ia s da F re gu es ia . J or ge de O liv ei ra (Co or d.). Ib n M ar uá n. Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o e Ju nta de F re gu es ia de S . S al va do r da A ra m en ha . 13. O LIV E IR A . J or ge de ; P E RE IR A , S .; PA RRE IR A , J . (2007) – N ov a Ca rta A r-qu eo ló gi ca do Co nc el ho de M ar vã o, Ib n M ar uá n, n º es pe ci al , Co lib ri / C. M . de M ar vã o. O LIV E IR A , J or ge de (e d.) (2012) ; O F or al M an ue lin o de M ar vã o, Câ m ar a M un ic ip al de M ar vã o. PA Ç O , A fo ns o do (1 94 8) – E pi gr af ia A m ai en se . M on og ra fia o fe re ci da à A ca de -m ia d e C iê nc ia s. B ol et im d a A ca de m ia d e C iê nc ia s de L is bo a. M ar ço , p . 3 0-31 . Ide m (1953) – Ca rta a rq ue ol óg ic a do c on ce lho de M ar vã o. A cta s do X III Co n-gr es so L us o-E sp an ho l P ar a O P ro gr es so D as Ci ên ci as , L is bo a (1950). 7ª se -cç ão , L is bo a. Ci ên ci as hi stó ri ca s e fi lo ló gi ca s. A ss oc ia çã o pa ra o P ro gr es so da s Ci ên ci as . p . 93-127. Id em ( 19 53 b ) – P op ul aç õe s P ré e P ro to -H is tó ri ca s do c on ce lh o de M ar vã o. In X V I C on gr és In te rn ac io na l d e G eo gr ap hi e. L is bo a. PA Ç O , A fo ns o do ; A LM E ID A , ( D .) Fe rn an do d e (1 96 2) – D ua s in sc ri çõ es ro m an as in éd it as d o M us eu d e M ar vã o. R ev is ta d e G ui m ar ãe s. G ui m ar ãe s. V ol . L X X II . PA T R O C ÍN IO , M an ue l F. S . do ( 19 95 ) – A c ab eç a zo om ór fic a do M us eu M un ic ip al d e M ar vã o. I bn M ar uá n. C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 5 . p. 25 -3 9. P E R E IR A , S ér gi o et a lii ( 20 00 ) – N um is m át ic a am m ai en se : n ot as p re lim i-na re s. Ib n M ar uá n. C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 9 -1 0, p . 5 5-70 . P E R E IR A , Sé rg io ( 20 02 ) – D oi s de pó si to s m on et ár io s en co nt ra do s na P or ta S ul ( A m m ai a) . I bn M ar uá n. C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 1 2, p . 99 -1 34 . Id em ( 20 02 b ) – A c ab eç a an tr op oz oo m ór fic a da Q ui nt a do L eã o. I bn M a-ru án . C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 1 2, p . 1 69 -1 84 . P E R E IR A , S ér gi o (2 00 9) – A C id ad e R om an a de A m m ai a, I bn M ar uá n, n º es pe ci al , C .M .d e M ar vã o / C ol ib ri . R E I, A nt ón io ( 20 02 ) – T âr iq i bn Z iy âd e o s eu e xé rc it o em A lm ei da e n a C id ad e de A m m ai a (M ar vã o) e m f in ai s de 7 11 – i ní ci os 7 12 . I bn M ar uá n. C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 1 2, p .1 59 -1 67 . R E I, A nt ón io ( 19 98 ) – O n or de st e al en te ja no n os g eó gr af os á ra be s. I bn M a-ru án . C âm ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 8 , p . 2 47 -2 50 . SI D A R U S, A de l ( 19 91 ) A m ai a de Ib n M ar uá n: M ar vã o. Ib n M ar uá n. C â-m ar a M un ic ip al d e M ar vã o. 1 , p . 1 3-26 . SO T T O M A IO R , D io go P er ei ra d e (1 61 6/ 19 84 ) – T ra ta do d a C id ad e de P or ta le gr e, In tr od uç ão L ei tu ra e N ot as d e Le on el C ar do so M ar ti ns . M ai a: IN C M – C âm ar a M un ic ip al d e P or ta le gr e. r ee di çã o da e di çã o de 1 61 9) .
9 2 9 3 Mar vão v is to d e n as ce n te . In sc ri ção f u n er ár ia ár ab e (s éc . IX) e n co n -tr ad a n a Se rr a d e S. Mam ed e. Li m it e d o p ri m iti vo c o n ce lh o d e Mar vão a té ao Tr at ad o d e A lc an ic es Fo rt al ez a d e Mar vão Tap eç ar ia d e Po rt al eg re a p ar ti r d e car tão d e Jo ão T av ar es t en tan d o r etr at ar a co n q u is ta d e Mar vão ao s m o u ro s.
9 4 9 5 Bal u ar te s se is ce n ti st as d a Po rt a d a Tr ai ção Mar vão Mar vão p o rm en o r.