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REVISTA MENSAL
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Sob a direcção de inspectores escolares do Districto Federal •
f)irec or: ALFRED.0 C. DE F .. ALVIM ~
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•Redacção : RUA 7 DE SE.rEMBRO, 174
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D,· .. Fe,·11,atzdo A::eveio . A . Instrttcção Mu.~icipal 1 . . ·. d~ cidadão •
. ; . . . (Discurso profer100 no j . . 1 . - - • • • , • • • • • Ltngua m~terna. · Rotary Cl ut?). . O,the/to Rets: .~ ·'. ... Geograph1a.
C. Pi1ihei1'0 . .... . . . Expansão Gcographica. l - .:.._ . ·· · · Ar~thmetica ·
. t A111,~zlia p, .. ado . .... Sc1encias physicas e na·
1West1·e Escola . . . .... . . Tres pala vr1nhas . lttraes .
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1n-0virr1~nto d.e opinião que .provoco1J, a.
op-l)orbunidade de cor1!1ocer mel·hor a capital
de rrieu 1laíz. Eu confesso que, na
cam:pa-n1ha ,pela educação f[)U.blica no Dist1'icto
Federal, tive a •revelação •de um llio de .Taneirtl, até então pa1·,1 n1im em pa1·te ,den·
conh t•cido, na ex-pansão incoercivel ele s·1as forças 1no1·aes e r:..a dis{;i1plina. so1 idar1a de
seu1s esfo1·cos 1·eno·vadores, Lent'.ldos em
todos os sentidos . e in1sipira,dos po1· u1r1
ela.-; t1.,; s-uas faces, na imprensa, e nesse·s
n1.1c-leo~ d-e estudos em que se agrunam ho- .
ll1811S Óe ·boa \'·011ta•de en1penl1ados na
S0-[11 ~fio ,1)raJ,ica. dos g1·andes ,problem•as
hra-sil c•ir·os. .i\.s forcas vivas ,da ca1pital
con-greg-~n,-se e organizam-:se, com a
impres-c1n_d1ve·1 c~ope1·ação feminina., 1nenos -pa1·a
delesa rJe .111teress-es ele c·lasses do que -nara
o rlclJa,te li vr_e. das questões e :pat'a o ·co
n-ce1·t.o -aos n1e1os de 1.1ma acção efficaz, co111
c1t1 r. ,possarn pôr·-se em termos de in,fluir
scl:J1·e
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ma1:c1ha elos 11eg·ocios pu,blicos._ " .Não l1a·,·er{t talvez ci,dadão, por 111ais
0n11r1er1te e occupado que seJa, .que não .
fai;a pa1·te de 11ma 011 de varias dessa.,
in--~til,t1i ções dr. cultura e assiste11cia, social e
n~o I r,fóS 1:eserve, co.n:1 es_pi1·ito de- ·
abnega-çao, lima p~rle de seu tem;po, de set1
p.en-san1e_11t r, ut1l
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de sua. activida,deconstru-ct.ora, quando .não, 11m,a pa1·cel-la de seu~
recurs·os. ~es,ta ra-diosa ci{lade, cm c1ue
tu clo 1~or1sp11'a •para a alegria de vivür, é
,,c1·da.·de ira.r11e11f.e edificante n repercussão
p1'0,ft1nóa, erri todas ás can1aclas sociaes,
doe: f11ctos e das c;t1estões -de intere.3se • pu-blico, pa1·a c11ja defesa as 11ovas ~eracões
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$C p1•epara111 :por t1ma conve1·gencia ele
en,~rgiai:: sa•lt1f..ares, anin1aclas de 11n1
en-thtisiasmo ,c1·iado1· e captadas :pela disci·
pl ina da experiencia e da ref-1-exão.
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O RIOTARY Cif.,:UB
idealismo largo e ·drsinteressado. N·ão ha, de ce-r lo, um recanto de ,providencia a que não tenha ch,egado ainda a noticil\ desta
c-idtidi:- ve1·da{leiran1ente 1naravil1ho·sa, tan-to pela va1·iedadc ,i pelo contraste -de seu·s
aspecto~ natu1·aes, como -pela ,1ibração
c0m~unicati,1a _ e pela -bo11ela,de l1os:
p1tttlei-ra de sua ·população, de rara vivaci,dadt;
int.ellectual, rnani.festa, a cada mom.ento,
no seu ·sau·ctavel 1Jom humor e na
penetra-ç:ão critica de seu es1lirito i11-quieto e
ir-1·everentc. Ainda os que vivem n1ais
afas-Lados do cent1·0_ po1itico do paiz, não co
r1-segue111, po.r isso, f1.1gir ~ voderosa
attra-ccão ,que exe1·ce essa eS{Plendicla cidã·de,
que é um -prazer ,par·a os ollios e 1.1m
esti-1nulo ,permanente á vida intellect1.1a-l,
irra-flia<la pa1·a a pe1'ipl1eria, com a fo1·ça de
ex-pa.nsão q11e l1he dii o prestigio soberano
de st1as i11stituições ele c1.iltt1ra e ele seus
hom ens eniinen·tes". "O Rotar~, Club <lo Rio de Janeiro, a
c1t1e se. fi1lian1 ·fi-gu1·as 1,11·oeminentes nos
di,,er·sos r·amos de .activi-dade p1.1blica 1)1·1
' pri vaclu, qu-iz ta1nbern ex,primir hoje, alér:n
"Mas o que en1 grande rpa1·te se ig,1ora, do inl-e1·esse ge1·a1 pelas q1.1estões -do
ensi-<1ua11àn não se ne-ga p1·eci1pitadan1,enlfl. ~ no. a s,ua valiosa solida1·iedade com es~e
guardar essa ciclade, sob ,as a:pparencial:! il- 1n:ovi111e'nto ,de o:p·inião, graças ao ,qual o
!usaria,; <ie 'llma vjda su:perficial, uma for- Go,·er11,, conseguiu 11ianter, no primeiro
midav-el ri-queza de re:,·ervas moraes, em ,plfl110 de st1as cogitacões. o .or·o'.blema · r1.1n-plena actividade emiPr-e·h!:lnaedora, nos ,damental da ecl,ucação. Institt1ição, de
nr,-seus fócos de i-dealis1110 cor1stit.ui-clo por to,,,i a i11,fl11e1,0ia, q11e n't1nca <l-eixou ·de
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innumc1·-as institui cões technicas e sociacs. act1 rli1· dr. p1·om1lto com seu apoio e suas
:'-ião l1a 1.1ma questão c:le inter,esse na<Jion~1 ~uggestões a toda,: as can1panhas. ·Q•Je it1- ·
que 11ãc• se.ja ve11tilarla )a~·g·amente, ,por f.o.' te1·,,~c:an1 ,,1. 'l'Í·d(l da ciclade, e en1 muit.as
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-das quaes lhe cabe a l1-011rosa. iniciativa
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nao poc,1a perm.a,nece1· est1·anha a e.sse
ex-traordinario movimento de patriotismo t:
de cultura e1n favor da educ.acão popula1•.
l\1.as não satisfeito com prestigiai·, com a
sua sympatl1 ia, a acção renO'Vadora do.;
.poele1·es pu:b!icos, aind,a ,quiz
s~gnifica1·-lhes, :ele 1nanei1·a ex,p1·essiva, a sua
com-p1·e_I1en,;;ão niti{la do alcance d-esse em
pre-l1endin.,ento ,que, sen<lo em p1·6I da educa
-ção, é menos uma questão local ·do que uu1
proble1na ·nacional. Não é po1· outro
moti-vo c11.1e o 1Rotar~, Cl U'b 1·ese1·vou, -para traitar
da 1n:,ieria, a magni'fi-ca 1·eunião que hoj(:
so rc,ali2a, cot11 .a :pr·esença ,dos illustres
rep1·es(,ntantes de todos os c-lu'bs existente·~
110 Brasil, convi•dados -para a g·1·ande
con-venvão 1·otar·iana, efifec-tuaida no dia 8 do
..:or1·ente .
"No se1.1 t1·al-ado sobre a vell1ice, com
cu.ia leitura {lizia ll\iontaigne se des·perta
"o desejo de envel'hecer", notava G1,c-erc
que, e1nquanto os g1·egos cb l\mavan1 festim
a 1.1111 banqueLe, os romanos o
denomina-,·an1 "conviviu111", como ,para significarem
o ,·iver em commt1m. •O, Rotary Club
res-tau1·ot1, nos seus 1l1abitos S'lciae:S, a
tradi-ção latina, esta!belecendo, .nara encontro
rlos se1.1s socios, os alrnoços co1no pretexto
clelicadc, ipara troca. de idéas em torno da
rriesa .
''-O !I)r0:prio Plat ão~ ,qt1ando 1pensot1
t 1·ato r: ,do amo1·, r;11gendrou a sua admira~
,,eJ {lisc11ssão 110 banquete im'aginado nrt
casa {lc . .\.galhon, po1· occasião d-<is fe'ltas
p1·omo,·idas -po1· esse .poeta em regosijo lie
-;ua vi-ctoria, no cone-urso de -tragedias -da.s
Di0n1·E<iacas, e ao qua-1 1Sloc1·ates exhortava
_<\ri8lo c',emos o corn·pa1·ece1· aind.a q1.1e não
.foss e convi-dado. . . iEs,pecial1nente .
11onra-1.lo com 1.1n1 cor1.vite do Rotary Cl,11b p;ara,
11csla cord ial issima r eunião, fala1' de um
as&111n.rJto . grave, sent.i, embaracado e
con-c; f ra·ng·ido, q1.1e, pe1·ante tão nobre assem- ,
J1l?a. , 1evia coniipa1·ece1· antes para ouvi1·
rio cr1.1e pa1·a falar. Afas afinal, co1no
obser-. ,·011 jiJslan1ente .Anat.ole France, 11
l1a. urr,.
meio {!e sed·ucção ao alcance ,dos mais
hu-1nilrles : é o 11al1.1ral. tPa1·ecemos iquasi '
ama"·ei s. clesdc .q.ue sejan'ios absol11tan1ente '
,·rrcla rleiros" . ,
,\ INiST·RUCC.'.\10 PIJ-RiLIC1\ N·O DJiST,R,J;CTO
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FE'DEJRM,'
! "Probl-e111a. cu.ia solução intere·ssa á.1
nrO[>J' ia vida do paiz, o da e-ducaoão
r,lu-11-lica na Capilal deve ser enc-araclo e
trata-do como o re'bate e o inicio :de ,11n1a
rleci-~iva campa11l1:i, ·q11e j-á ta1·dava, em f1.vo1·
,rJ :cr e<:l1;cacão 11acional. Não é -po1· 11 m
re-_
!!iona!i:3rno l'Slreito e ma,J cum·pre:hen-úir.lo,
rr-t1e tP.n1os reinvidicado para o Disf,ricto
Fe<ie1·ai , 11m systen1a 11ioderno de
organi-7a.ção E-t,colar, com .que -possa t.ransfor
ma1·-,;e es!.a cidade num -centro de ir1·acliacão
no movimento ,pedagogice 110 Brao:il.
To--
-'
'
dos 1161::, -conl1ece111os a capaci1dadp, de
re-p~1·cussao -~e. a.p1·esentai:n as idéas
lança-elas e a,c0Ih1d,1s na Capital da R(1n-ublica
pa1·a a qual os ~stados trazem voltàdos
o
·:
olhos e o C?I'açao, acompanhando de pertc1
~ set1, 111ov1mr,nto de icJ.éas e ,p1·,)curand<.,
1 ep_r?Ol;f1r, •po1·_ um natural "mimetismo
pol1t1co , a -que Já se referiu Levi
Carnei-l'O, as co1·1·entes victoriosas . do
pensamen-to e os prog1·am1nas admini-strativos ,de
lar.gos -en1-prel1endime[)Jtos. O exem.olo d<J
reinodela·dor Per·eira Passos e a inflti ·néia
qt1 e _exe1·cet~ sob1·e _ os ,Estados a s,11a acção
adm1111E:trat1va, sao bastante eloq·uentei,
pa1·a d1ss1.parem quaesq11er duvi-das sobre
o poder ir1·adiador 1clos n1ovimentos
cen-~1·aes . 'Dc1mais, o 1Rio -de. J.anei1·0 - ci·d'lde
ma~s . ele cru.e qual'qi_1er outra êX'posto. á .
cu1·1os1clo.-de dos estrangeiros, não ,póde
dei-xai· as instituições de educação e cultu1·a
11t1ma. . situ.ação l1umill1ante de a:hanr10110,
offensrv[• i10 :proprio :clecoro politico da
Nação. O est1'angeiro costum!l julgar o res-·
to
de u111 ,p.aiz ·pelo que, de ,bon1 ou {le máo.U.ffer_ece a sua -Capital, não só 1)0r uma ·ten~
denc1a r1atu1·al a gene1·a·lizações, mu1ta .
.s
vr . .:zes p1·ecipilaclas,
-
1nas pela justa 1·azão denao se pode1'e:11 -J)r·esumir ,solida111ent0 01·.:.
~a11izad&s a!·hures instituições que 11a
•1ro-pria 1GwJ}ital ficaram 1:elegadas a 111n p1lann secucla1·io senão ao ,ultimo -plano nos
p1·0-gro111n1as ·da adn1inisLração".
O .1-\JSPEC'J\O T.IDGI:INI,C·O D.<\. QUF,S'I'ÃO
"Oi·a, o -que ten10s e1n materia de
edu-cação ~, o.pulai·, 11ão se póde ainda
conside-rar, elo -ponto de vista technico, uma
01'-ga.niza1:ão . Não l1a S)'Stema de or;;anj.zação
escolar.. s·e.m harmonia de todas as suas
i11stitt:.ições, ligadas por coor-denação ou
suJ)o!·d inacão, conforme a sua natureza. 11uh1 conj1.1ncto mal-lea.vel e vivo, capàz <:lF
conoorre1· efificazn1ente para uma finali-da;
rJe podagogica e social, con1 que se relacio:..
nen1 os m,eios e os .processos, ,dentro (la
con-cepção moderna de cd·ucação. .i\s
'nnume-ras !oi,.-, ·de favores e concessões
succeden-;lo-sc tun1ull:u.osi,tmentc, acabararr1 por dis··
solve.r até á ana1·chia, · os vinculas impre·
scindiveis, -pela {lesconnnexão elas
institui-ções escola1'es, qt1e l1oje funccionarf1, nã.o
-
si,
-clesartirulaclas, 11ias solapadas, na sua
eco--no1nia interna, pelo forrríi~eiro ,:le 'umrt
legislação c.a'l1olica, ,q1.1e as deixo1.1 en1 e
sta-elo ele 1·uina antes de chegarem ao ter111r,
de s1.1a e,,olucãn vn.ga1'0Sa e at1·op:~l-ada de
,li ffic-t1Idades. l T1na -comn1issão dp,
profes-soras cl-edica·das, constituiria. •pela
adminis-tração an.teri.01·, gasto1.1 mais de dois annôs
11a ta1·efa ex.l1austiva de colligi1· a.s leis do
Ans,i11n. vota-das rpelo 1Conselil10 i\{,unicipa.J,
e "a. oJ-11:a ·c11.1e 1·est1lto1.1 desse esforco
he1·-ct1leo, con.tot1-nos o [)r. •F1·ota · Pec;soa.
111.1rr1:t ont1·evist.a ·a "-O ·Jornal", tem as
pro-1)01·cões ,ri.o Larouss3, tanto ·que, se bem 1nr
len1h1·0, fni preciso 1.1m caminl1ão para
t-i·a-• • • , /
..
.
•
'
144
A ESCOLA PRIMARIA
•
zel-a ,i Di1·ecLu1·ia Ge1·al" ... O cer,to -é que. 'lll,tndo a .actual adr11inist1·ação .pe11soc1 err.
pL1blica1· os v0Iun1es de 'leis pac1er1te1r1ent1:,
uul I ig·i(.las, in fo1'111o'lt-ll1 e a casa editora, a
Cll!ja porta 'batet1 ipat'a peclir· o or :arn_ento,
c1i'.1 c as leis de e11sino dariam um volurnc de
!160 pagi11as, em corpo 6. de composição
co111pacta ... "
'·.Já se vê pot' ail1i, que 11ão ,haveria 01'
-gn11ização ,1Jrin1itiva eon1 :bastant(; solidez,
para ~·esistir· a essa l cg·islaçio J)Lil I u lante
c:lestina,cla a ·pôr' á prova clecisi.va, pela con
-ti·aclicção ve;·turbador'a de sL1as ,disposições,
a [tegi_1cia de ur11 cor·po ele jurista&... O
ap.parell10 de educação, sob essa al,!L1vião
rle leis avL1lsas e desco11nexas, c l~smante-!011-se co1nple!a1nente, quer· pela •clesa1·t
i-r11laçãrJ de SLl::t!" peças ft1ndamentac~. qt1e1'
(Jela c1·iaçcão -de institL1ições par'.ls1ta1·1as,
n11e constitue111 ,clamorosos atten.t'\dos ao
tirario 1nu11ici1pal, a;isisticlos cor11
di'lpljs-renc.ia. se 11ão t1tiliz,ados no se11 -proveito pelos oee com'hatem. •hoje a 1·eforn1:a
,t
fe1·-1·0 e fc,go. . . .i\.i11-dn, não 110s habi LL1amos a
colfo0a1· as qu estões de ecl11cação acima ·de,
i11lere~:>es (le ela se e de tJessoas e :1 t1':.1ta
l-::t $ co rn ess6 1:es·pei to, qt1 r exige a .J el 1cad r,
-zn àr. t11n appa,rell10 pPr]agogico,. 0111 _q1; 0
hasta o c1·ro lechnico ele urn.a -rf1.,_pos1çac. rc'!"cnc:al. ipara a1neaca1· a sua efficie11ci(. t'
a sua infl"gri·dade. As ínsti!.t1içõe;; ~i,e ola-1·es, irif.er,depenclentes pela sua pr0-or1a
na-l 111·eza. f,rans,,nitfem t1n1as ás ot1tras. :pela
Sll/1. SO] irlarí edade Ol'ganiCa, OS Affe Í LOS de
Sf.lUS ,·icios originarios <lP llSlI'L1ClL1ra úll ·
rlos e,·ros superven ien t.es ,de rçf or11,1a.,
111t1-t il arloras -como essas que. elm1na11c,o o cu-rar.ter ·:p'i'nfissional da Escola No1·mnl,
af-! ir1iri1·,1r11 o cnsi110 pri111ar·io en1 •)Iene,
co-rarão".
O .-\SPEC'l'O ~1 . .\ TERI,,\ L
1
Novembro
e Dezembro de 1928
nct_n1i
!~_i
s
L1·açüo, -comb~ te11·do essas sol ucões fJ!Ov1~r1rla1!, sy11thet1zava, nun1a for·11111luJUS/.a,
e
,
se1! 1)e11sa1nento na r11ateL"ia: " ex-Jr• 1 I e11 te ca:;a d e 1·eside11cia, .pess 1 :na cu::i,tf;.11·.~. r.":ola'.'. J~o:! 89 _;r)ro,p~ios 111t111ic111ae~.,
111a1,,_ ,le oO sao 1'es1denc1as pa"tict1l;11'cs, fJI'e clir,~ ·vell10s acfqu ir ido:; pela P,:,~l'ei lur «
Q ar.la11tado:; grosseil'an1entc tl fi r!J -es
co-l,1re~ '·.
'··.lJal1i iie co11clL1e que até 11ojo, cr1,
c1.;.::1s1 40 nn11os de reg·imen 1·en11•bl ica11c,
n~o 1·01·,111; construi•dos_ ria m1ctro,po'e bi'asil
leit·a se11ao -pc1uco n1a1s de 20 1pr0dios es
-col_a1 e3, ott seja em média, t1n1 [)!.'edio. (li•
1
JcJ1s en1 dois an11os. ,.i\.!guns d<)S r.rlir1 ct1J.,.
1;.:<pPcialr11entc const1·L1idos .J)at·a fi11s 1, eda
-·~L1g1c1)1'j, ai11clc1 são o:; qL1e, na n1onai·cl1ia
foran, ofJ'erecidos ao povo 1pelo Govlir11 (, .
.\s r.,rolas tJ1·ofissionaes fu11ccio11a111 01.n
rJez ·nrop1:ios muni·cipaes dos Qt110s ci111;,_.
::id·aptados, ·e a Escol•a No1·mal cm 1)l'ed i1_1 acan!·1,1clo, co11st1·L1ido ,para uma esc:.olt, pri~ rnaria. R::ista ,qL1e se ennunr ie c~-'.l sit11.a
-t:iio. f)fl•rtt st, avt1lic11·, r,a sua .ittsla 1r1edidc.1, :i
.;ravicla.,if.l rfe c1L1e F.e revest1i a c111cs~ão r>:·i •.
1no1'diai ,dos pr·edios esola1·es . l\!Jris, se sr
a
cc.r·esc en ta r q11 e destes 20 e .po1i : os pl'(:~rJ1os lldificarfo!! cs.pecialn1ent.e ~1ara, csucJla.'\. 11ão !1::i seis q11e satisf<1ca111 a 1·igor as c
o11--clioõPs h~,g·ien icas e ·pedagogicas e c1t1e. na
;,uLl c~11asi f:otalida·.:le, os 236 pr':'Llios (
i11-clt1 iuos nest.,~ nume1·0 os dr ::i . .J11g·u.el e 01;
n111nicipaes ), ,:ão inteira111(111t" cle,;p1·0\·i r}ri"
rle can1pos pa.ra jogos, ,!e :pavill1ões dE:
g:v-n~r1ast.ic.t ,i até mesrno -de patcos de 1·ccreic-.
não ficarão d11vidas soh1'f.l o l::irr.c11tavr~'.
estado rle ahanrlono e mise1:ia, cm qL1c c,r;
c11con:t1·arr, as nossas i11stituições pedagu·-. gicas".
MOBII,l.;\R
r
,
o
E U'DEN,SITJI(). !•
•
"Nfic <leve.ria falar ag-ora no CT1ohii1arir;
e nos lllP11si lios das esoolas 'Pt.1t1licas. pai·tt
·'?11t1s, se do ponto de vista tcl'rrnico. a 11 ão r,a1'1·eg'a1· ain·da .mais, por amor á
vc·1·-i11strucção t)tl'blica no Di5-lt'icto Fedei~a; rl::trlf'. as tintas a esse qt1a,dro so1r1b1·ic1 d1:
:11)rese11La esses as1Jeclos desola~orPs, na.J 11 ossa instrticcão 'PlJ:blica. Pois, l1a co1·r.;:, ,: i11ell101· a i1np1'e8&ão que 110s fi ca llo rs- !le atiatro me-zÍ>s, tima coffil11issiio i~,ct1111hi~ t11rJo fla insLal-laQão da: instittiiçõe , esc,,la- ela rle fazer
O ar1·olnmP.nto r]I) maLP.1·i:il
1·es . . .\ r~t1eslão dos ·p1·erlios escol:ire?· ac- ,\xislr.nte na;; Pscolas do •Dist1·icf 0 l~e,crlr(l],
1:cnl11r,da .rJP a11no para. nn•,o, al! 1J1g1.11 lnl frahllJJ1H •para pô1' a ad1ninist1·acã n ao r.
o•·-!!'ra,,irlt1d e ,que, facil ' rir rrsol'-'Pl', 'iO t,,·esse renf.P -ela sit,11acão ,q11e f.o<:los conl1ecemn• ..
·;;ido afar:arla des·,ie n prii,cipio. apresei)la cnnti·::i
O q11 aJ t.odos reclamam .i1.1slan1cnle ..
hoie àifficL11dades , -quasi irrerr,o.vi,,ei~ . m'as r:J e .itie 11 ão t.in11-H_mo_s ainrl~ ,, s rlario;,
J.;x.isfcm act11alm.enle n.o •Rio rfe 1Janeiro 23!i seg-Liros ;parn 11 nl .iuizo definit,1,10. l~ssrc
111·P.dio~ occ,u-pa.dos ,nor esc~las, do~ _qtiae,. ~ervirns rs1ão e,n ri lPno anrlament.o: P pe]<; .
11-i. rle :tlL1g·uel e 89 prop_rios
1 mllin_ici\)i~~- qtie .iá se apti.ro11 rla,; l'scolas arrol.:trins.
-F.s~1·s 14i pre-clios, rcrm -cu10 a ttgll•·, a <,- ·c,erlr, ria nir•t.aric flas escolas p11t,11c;i:1, _.: .
fcilL11·a ricsp.encle 63•8 :000$ anntiaes, segtin· ;Jl'r.; .r, 01, 70 oJ• app1·c,xin1ad:lme11tF1 o~ niaf.r,.
rio a -dol'.lcão orc-amentaria, são castts rl,! 1·1~- i·ial e111 or8sin10 estado de conservn')ao. r1:
sirle11cln.
á
n1aior -pt11·te en1 rcssin·,o e_:;fa~o r.nnhPcirlo por im-p1·estavel. Do,; n11tr0':ri" cnn1-c•rv,1.ção r alg't1m::is mc•smo, •"m rtJJ- RO •Jo 20 °Jo r.011stitt1en1 material
s11scept.1-11a. Fo~sen1, po1··rm, l'xcellentc1- f;orl'.ls ~ssas ,·pi ri~ re'forma "· portanto. ri" a-
prnvt,ila-1·,1'las d2 n101·arJia, rJTi ,qt1c si: in,,fal rar~ 111 rnrnfo. ·" nnenas 10 •!•. ralc11lanrio nnr al!.11 •
;iq P"C01as, SC'ria111 ain-cln inte1_ra_mrnt~ !n- rir 1r,n,,ris r, 11t.,,n:::i lio;; Pm c.nnriit:ÕP'I ,rir,
:,rlrn11~õa~ no fi11i a q11r ~ adm1n1stracao
ª~
rnnfin Í·,rtrl'Tll a ~rrvir sem renarn~ .r,
"r1.«•rJ,,1-1 i11011. .\ ,·r;rdadc e;;fa com M'.'iPii:(,s 1
j
pccf.o .q110 por isso apre_sC'ntam gra11õr.'}lflr-.,\Jliti <.Jt~rrritil'. ,q11a·111io, rlcsrlr II SLlo1 1101,avc
I
·
·
. . . ,
, • ' • • • • • •
A
-
ESCOLA
PRIMARIA
-te das &alas de aula, sorr1:b1·ias e in;alubre,,
l
com ~u::is ca1·tei1'as escolar·es, ele 4 a 5ty-pus d1 ve1·sos, antiquadas e inu Li Jizad11..,,
uon1 $Cus quad1·us 11eg1'os j,á g·astos ·co1n a
• • •
11,aissâ ou a rr1ade1r11 a rr1ost1·1>., é an;;r ~ o
Je u1n r·eposit.orio de fey·o~ :vel'hos du que <te; u111 cecinLo ag·1·aaavc1 , 1:; acoll1eüo1· de.
s-L111:1do ::i educaçã;; das criança:! ··.
O ASPEC'l'O EOONOM100 DO 1">ROHLE.rtiA
" No emta~to esta sitt1ação Ian1, enLa-vel da 1nst1·ucçao ·pu,blca do Dist1·icLo Fe-de1·a1 não deixa de ser· uma surp1·esa em
race da verb,i consi,gnad,a a -esse fim no 01·-çan1en to. Já se1·ia, de facto, a!g·ema cousa o qu.e o 'i;;ove1·no dispende com o ensino de11Lro de suas •possibilidad,es 01·çameuta-r1as, se parte da verba con1 esta cons1g·
na-y_ao _não _ se escoasse _na manuLe11ção de
111sl1-Lu1coes .parasitarias, O'U de (p-1·ovada
inn!í'ici-encia pelos seus vícios de oi·g:
ani-zavao. .
Parece-me que pela desorden1 technica
dos serviços esêolares não l1a i·egião
a:lgu-n:a em que o alun1no custe mais aos co-Jr·es publicas do ·qu.e no Dist1·icto F·ede
-r·al, em -que, segundo os dados do 1·ece11se-a1nento escola1· deste an110, existerri mai-s
de 50. 000 criancas em idade escola1·, á
1iorta e á espe1·a de escolas.
Nos cursos nocturnos, ern cuja 111anu-Le11ção o governo dispende a avultada i
111-11ol'lancia de 1. 308: 900$ too•tinad'os ao
pa-gan1ento de 208 professo1'es ( entre
ooacl-juvantes ,e professor·es) e de g1·atiJicação
aos se1·vont(;ls, ascende a perto de 700$
(1.194$000) o custo annual de cada a'iumuu,
calct1lado este · custo pela ,fre1CJ,ue11ci,a me-ctia. de 1926, que foi de 1885 alun1nos.
isto é, nove alumnos I)iara cada p1·ofessor
noclurno. Na Escola iDran1atica, que func-ciona para uma -inedia annual de 42
alu-1nnos, ct1sta -á ·P1·efeitura cada alu1nno ....
1 : 514$000 annuaes . "
"A esco'la de A)pe1·feicoame11Lo .q,u,e ,
es-teve fecl1ada desde 19,22 até ·1926, tem, na dotação orçameI1taria, ao Jado da sun1ptu
-osa. veI'ba pessoal de 103: 400$, a mi n-
g1.1a-r.lc v.er·ba ele réis 1 O :-520$ par·a. mate1'ial.
To1nando-se por base a frequencin med ia
annuaf, desde a sua fundaçao, isto . é, 731
alt1mnos no sett c~1,so comme1·cial ele-mentar·
-
para
'que se mobilizou. uma, legiãode p·rofessores, cada alumno ficou a 1 l'r·e-.fei tt1ra em 1 :500$ annuaes. A !Escola 1 \.l-var·u Baptista, outra esplendida . in~tili-dade, ipelos vícios de stta _or·~a_n1z3:çao, é
0L1tro exemplo não menos s1gn1f1cal1vo da <:1esó1·dem do -nosso aparelhamento escola.r
encar·ado so'b seu asp,ecto econo1nico. ·Mas
· essa desorde111 att-ingiu o a,bS':l,l'do _ é r_ia E~·
cola Normal, que a nossa l~g1slaçao Ja,mais fJe1·mittiu se elevasse do 111vel em qt1e se encontra, d-e um simples lyceu, ás altt1ras
em
que deveria estar de escola pa.ra_ afor-mação de ·PTofessor.es . . -Esie gymnas10 para
moç,as, ,pompasamente bapti.sa,do de Escola
'
•
Novemb1·0
e Dezembro de 1928 145
• •
i\'ormal, ten1 ·hoje 187 ·p1·pfesso1'es, todos
vi-ta11_c1_os, dos quaes ape11as cerca de 40 em
act1 ~1dad·e. O:;; out.,r·os 147 são d'id•icados
pen-s1on1s-ta·s ,do ·Est.ado ,q·u-e-despel1d,e, pa:i'a m. an-tel-os ein 9on1'.P'leta )11acti vidade en1 car·gos sen1 funcçoes, recebidos de mãos beijadas pc1·to de 111iJ contos. . . Or·a, sendo 7 49 ~
nun1e1'0 tota_l de alum11os e i. 646 :029$ a
ve1'1ba co11s1g·nada no 01·çamento vigente pa1·a a Esco·Ja Normal, o custo_ ar1nual de cada alu1nr10 é ap,proximadamente de, •..
t: l 97$000.
"Para ter:n1os uma idéa mais viva
des-ta balburdia dis81padora, e1n que não at-tent-a1·an1 os ta1·d1os -defenso1·es da ooono-111-ia n1u11icipal -basta recordai· a corn. para-çào in1p1·cssionat-e que o ,R1·. Ba,1'1bosa
1' i,tn11a, e111 u1n dos ·se-us a1·tig·os sob1·e a
refo1·1na, teve o cuidado de estabelecer ci:>111 precisão, ent1·e a despesa da Escola 1'101'-1nal e a das ouL1·as ,Bsco·Jas oJ,ficiaes "A
•
subve11cão dada pelo gove1·110 Jede1·al, con10
esc1·eve o D1·. :Bair'bosa V:iann·a, 1Pa1·,a. o cus-to ,o da .b'aculdade de 1Vfedicina, da
Oniver·-sidade do :Rio de Janeiro, co111p1·el1e11didos
Lodos os seus lebo1·aL01·ios, o I·nstiLuto Anatomico, co1n o dispe11dioso sc1·v'iço cl•)
tra11s·po1·te e uu11se1·vaçao ,de cada v-e1·es, · .1
r11e11la.da,s ce1·ca de ce111 mu!,l1e1'es, at'ó1·a ~1 111a11utenção do :pessoal do ser·viço, o
Ins-tituto de Jladio1ogia, as enl'e1·ma1·ias da Sa11ta •Casa e o lios.pital de ,S. l"1'a11cisco de tAss·is, 1é de 1. 902 :250$000. A ,Esicola
l)olyll1ec,t111ica da lJ11ive1'Sida,die do flio de
Ju11ei1·0, com o seu desenvolvido ensino
. tecl1nico, o Obse1·vato1·io, o ·Instituto
Ele-ctl'otecl111ico, ele ., Jica ao · governo pela
quantia de 963: 320$000.
A Faculdade de Medicina, na Bat1ia,
com todos os seus serviços, a'b~o1·ve do
g·o-ve1·no, cerca de 1·. 600 coutos, -a Fac·uldade
d·e D11'ei to de iReci.fe, 600 contos, a
:J:<.,acul-áade de Dir·eito de :S: Paulo, 550 contos,
e o •Collegio Pedro II, con1 as secções de
T11te1·na Los e Exte1·11a tos, •po·uco mais de rnil
conto:; . U1n alu1nno do curso medio do
Rio de Ja11ei1·0 custa á I\l'lCâo 810$000, ·e
t1111 futur·o enge11l1ei1·0 oerca de 1 :~00$0~0;
· urr1 a·lurn110 do •Gollegio ,Pedro 1I, ainda 1n.
-. te1·11ado, não excede 1nu ito dessa q,u~ntia~ u,11 estudante c~e direito, 200$000, ma.is 01.t
•111eBos e utna alumna da Es0,)la. Normal
cío
Di~l,ricto Federal pertd d,e "dois contos, -t..!Llzentos mil r-éis" l.\. NECEiSS·IDs\i.DE ·DE U•i\lLA R:EFORMA_
RIAD~Ci\14
.
.
·
"·Sobre essas 1·uinas :d<i u,ma p-t·im·iti:va ·
o1·g:1niozação, model:ar em seu ~em10), d~fo~·-.
, ,nrida e escalavra 1J.1or _ ~a leg1s4açao_ allttc~~
.11aote qt1e parecia nao 1ontJa1·. d·el)OIS de .. "'.
·senão con1 o dil,utvio, n1.anteve-se, -_
1nacc<iss1-,,e1 l'. todas as ·i11f111enci::i., dissolvente~, con1Q
uma fo1·ca -providenc~al . incumbida , de
guai·dat' integra, no D1str1cto . Federal, a
Lrad i çã~ do ensino prima1·io, o professora-·
. ,
•
•
• •
146
A
ESCOL
}
\
PRilvIARI
1
\
N
o,1e1nb1·0 eDezembro de 1928
.•
- - - ---.,.-.
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-~-.:.. .... '
d.o e, súlb1·etudo, o professo1·ado fe111 i11i11c,,
,1dn11ravel pela s·ua inlell·ig·encia, l)ela s1.1 8
t-rin•acidade e pel,a sua dedÍ'cação. 1\.0
p1·0-resso1·a,do p1·irr1,a1·io st1-btr·aü ti-se, ll)·ela , ct.es-ltr·ganização Lecl1;1ica ela Esco'la No1~1n·a1 o
pro.p·rio lnsltLu to e11ca1·rega.clo de l1abililai
u rnagiste.r·io, n·1,as elle .r•eplicou com a sua
,ntelligencia, adquirindo ,á custa d·e
esfo1·-ços áutód·idacticos, o que deve·ra tr.azer
suavemente do ·cur·so 1101~mal: a capac:i-da·de
pedag·o,gica. Ao rprofesso1:1a,do !Prirnairio
elin1·i11.aram-se t.t)dos os meio.s de esti,mulo,
ct,í-fficu.lrtando-"Se-lhe a p1·omoção ás classe.s
superiores, por disposições dispar·aLa,das
e iniquias, . com que a .
aidn1inistra-çã·o, ·pa.r.a cun,prir , a lei, ter11 sido
tantas vez·es obrigada a incor1·e-r eII1
a~tos clamorosamente injustos; :m,as ·e,.le
1·espon(leu com sua te11acidade
inqt1ebran-tav·el, não se ,deixando cair de tinimo nen1 :
vencer ' 'POr ·essa cons·piração 1nc.ons,ciente
de hostilidades, co1n ·que os i 11teresses
su-periores da classe sac1·ificrt1·an1 quasi sein-P.re {1s .. contingencia-s de inte1·esses
sub_al-Lernos. 1\0 professorado ,pr1r11a1·10, e111f1m,
r1cgo11-sc qt1asl . system,1ticame11te o
ac-C05SO. á i11sp ecção escolar IJroy1da_ por
e~-t ranhos r,í classe, segt1ndo 1nd1~acoes .
µ011-tioas 11eO'oi1-s·e uma situação econo111-ica
ele a~co1'rlo ·com a dig·11idad.e do ma.gisterio,
coÍlocado· l1om'b1·0 a hoi11:b1'0, 110 mesmo 11i,•el, eó1n os se1'-ve11tes das_ .escolas;
ne-"'Ot1-se o confo1·to aos a.mb1-e11tes
escol8:-~-es, sem jcond:icões . I1ygienioos fav<?rave)_S
ao trabaJ.ho; ne·g·oL1-se 11té o ara teria!
d1-dactico .ap1·op1·iado ao de,ser11penl10 de sua
rn issão; mas el le, - esse professorado
~d-miravel - soube t.en1p.erar, n~.s provaco~s
a sua dedicação, d:e uma . ,delicada su·
bti-leza 11a invenção de e:xJ?edi~ntes, com que
supprit1 todas as. deff1q1encias do a,p.
pare-lho :peda,gogi,co, ,!1~5:tru1~do-:Se,, pelo,s seus
esforços i11cansav~1s, guiando-::,e pela sua
intuicão . divinatoria e apu~·ando-se na
3:r-te maravilt1osa de extrah11' das pr~,'Prl8 '.
rli fficuldades a força para v-ence'l-~s.
: ":Mas essa situação não .r;od1a, c~n10
,,edes, continu,ar. Ãfitaya todos ~s _esip,1,
1:1t:-Los a consciencia, profunda e Ja 1mpaq1 ·
e11Le, da necessidade ,de s·e ~levar
ª2
f.r1-n1eiro pla110 das 'l)r~occ·UI)aço~-; do
oOv~r-no a educação ipubl 1ca q;uas1 sempre r
e-calcada- ao nível inferior dos pro·blemas
adiaveis e secundar 10s. .
'Tar·dava o '"'overno educador .
preoccu-pado seri,a.ment.e°.
º?.'~
a qL1~sLão ca·~a .vezmais- g1·ave e d1f.f1cJ<l da 1ns~allaçao das
instituições es,colares e resolvido a
n1e~-ter il1ombros á (lesada tare,fa da 1·eo~·gar1
~-zação .radical do ensino, po1' u_ma ler
µni-ca e geral, ~m . se cor·tass·e largamente. em
todos os ·PI'econceitos, num arranco
v1go-i·oso para as. 01·_ganiz·ações moderna~, e ·em
que se st1,bst1tu1sse, pela clara solide~ ~e
um codigo 'pedagogioo, de al~a concepça~
tecfhniêas e .de- linhas l1armon1c:1s, e caho.,
sombrio e imp.enetravel das l~IS cqnfusas
e ,f:rangment~,ria. :Gorripreren·diamos o ,
ai-'
,,
ca11c e ' os ol)staculos dessa i0nlati,,,i, ao
purecr.!1' ele tantos -i 11fruc tt1os::i . Ma.s, 110
r11eio da s difficuldaes qL1e 1·ec1·esciam 11or
tod·os os lados, por circumstancias con·
he-éidas, nunca .nos salteou o 1·eceio da
inu-tilidade dos esforços em :favor dessa causa
e.m ,cuja razão
·
e
grandeza sernpre confieie d·e cuj_o trium:ph·o sempre estive certo
pa11a mais cedo ou mais ta1'de, desde que
,i causa da educação l)Opu-lar. não 'P-ei·desse o cai·acte1' at1·gusto que a dignifica, · dei-.
xando de sei· a •causa nacional, para se
an1esquiI11har a de interesses trans·ito1·ios
98SS•'B[O
ap
'8Sl1'B0,1as a
,lTD·ll·1S.OJctas
'U,llld. noot1 de pessoas. ·
•
• <\•S N0°\7 AiS DlREC'.DRIZE·S (D .. !\. ,RiJJ}Fi01Iti\1A
'
" No anti-projecto qua a avtual
admi-r1ist1·ação do II)r. Antoni•o Pr·ado Junioe
ap1·esentou ás rCommi.ssões Ret1nidas ao
Conse1110 i\1unicipal, foi necessa1·io feza~
taboa .1·aza de ·toda a leg·islação · flnle1·io1:,
revogada e111 tódas as suas dis·posições,
pelo 110,,0 coclig·o de leis do ensino. O pro-,
jecto é ob1' a i11teg1·al, actt1r,tl e 1J1·evidente,
e por isso mesmo, t)OI'CJue 11a sua e·
labo1·1,-ção ti,vemo:s os olhos no futu1·0, s·e,m os
des-fitarmos ·da 1':eal,idade, já ,foi taxado
vàri--as veses de apipara toso; ma.s, co111 toda a
s•ua sumptuosidade, denuilBiada e1n
esta-tutos de ·previdencia legislativa, com os
.
-
. .seus 423 a1·t1gos ,c1ue nao ,consomem mais
de 100 paginas em 001"p.o 10, não pode
evi-clentemente concorrer com a ,legis'1ação a.
n-t.erio1' de 960 pagin·as, em co1'p-o 6, de
com-posição cerada. . . Nessa syntl1ese _1·est1m\-ctissi111a cim .que ·apertaram 423 artigos leis
ian.terio1'e5t em mil.haJ.res d'3 \distpositi,rq~
ainda · l1ouve loga1· pa1'a ·p1'over sobre novas
instituições e at!é mesmo sob1·0
instit~i-cões tidas con10 st1mpt.uarias. . . O proJ
e-cto de r·efb1·ma 0111 discussão refunde e .
am!l)li·a os serviços· de as·sistenci~ e
ins:pe-. c·ção pedago·gica ·°'.13 bygienica, aTtI<?ula todas
as instituições escolares, reo1'gan1z·a-as
ra-: dicalmiente tanto na sua estructura como
na sua fi{i.alidade pedagogica e soei~!, e,
' ada.ptando o ruppare[.110 esco'lar á realidade
do meio, ·procura e1·,guel-o, com ll,n13:
so:-. lida ar.c,hitectura, sobre as bases sc1enti
-ficas da educação.
. _i\. INiNOV AÇÃ!O !MAfS RA1DT1GAL '
. ~ '
"·Onde está, .po1·-ém, a innov~ç-ao _mais
t:adical, que é a mais bella e m,a1s u~1l
e:x-f)ressão do idea:lismo r-enovador ,que o 1ns,
p1-. 1·ot1, é o caracter ,que im1primiu 1á escola
1J.1'imaria e profiss1ona1, ílllodelando essef:I
in•stitutos 'Pelas maiS1 mo·derna.s co~ce- .
. pções ·de educacão. Ajustand10 iá s-ua 1'1n1a- .
li da de · social a escola, que entre nós,
rupe-zar de ser uma instituição social, sem,pre
· funccionou •sem ot1tro · contacto co_rp. ~
so-r, iedade, além ,da matricul,a e (!os
1nc1den-,tes :escolar-es, rompeu c.ontra todos os ,
pre-• ' , '
'
• , •'
' ••
• • • • ._<\ ESCOLA
PRII\
;
I
~
'\RI.A.
---
.N
O\:e111b1·0e
Dezen1
b1·0ele
1928
t47
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·
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·-·
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- - ·-Cc
L'fJr1 ue_: l<JS ll:L escola l)assiva e [.1·,1dieio11al
sL1bsl1Lu 1r1do vell1os methodos por outros adPqt1ado~ á sua nova finalidacle.
Elle institue .a escola 11uva, dando a
todas :is c1'1~nças como ponto <le partida,
11111t1 lormacao ·commurn (escola unica),
C?mo a 1nc-l1hor JJI'eparação !)ara as d·
iver-sidades ulteriores; su-bstituindcl a escola
destinada a.per1as
a
instruir·, a mobili,,tr oespírito das crianças por un1a ,<;erie de no~
{iões ge1'aes, pela ·' escola do t1·aball10",
co-rno t1u1 poderoso i1,st1·11mento db educação e, finalmente, ·introcluzindo na escola ( es-col~ communidade~, pará 1·cir1tegral-a na
s11a verdadeira fu11cção socia.l, t1ma forma ele \'ida ern co1nmum, pelo exe1·cicio
nor-n1nl do t.1·abalho em coop eração. !\'Ias con10
r1ão ,lia organização, sern ·qu,e -todos os
o.r-gão cio ensi110, diff'erenciados e adaptados u11,; aos outros, fo1·11eçam, l)Ol' uma colla-born<;ão harn1onica, L1m tra·ba!l10 e
ffici-1>.nle, os CL11·so5 1)1·e-vocacionaes e vocacio
-naes, aqt1ell es, ao t01·n10 da escola p!'in1a.ria
e estes, na ,l)ttsc das escolas profissionaes
r ontrib11 indo para a ori e11t::ir_:,ão das
cria11-0as para as fo1·n1ações t ec·l1ni.cas, apertem os \'inct1los que p1·endem, pelo novo esta-lt!fo as escolas do traba l.ho profi ss ional. ·
., :\ l T!\JiC . .\ OONDTQÃ!Ü P,RA'rFC . .\ E l J'I'-
ILI-T 1\Jfll.!\. D,\ VfDA . ..
•
\Pois, contra este vasto ;;ilano de
1·e-forma, 00111 que se prete11de c1a1· com'bate
decisivo ao analpha,betis1no po1· um
con-.it1nc to systematicJo ~e ;me~\i.das ef.ficazes·,
11t1e, alérr1 ele enf'1·entar a obra de exte11são do ensJtio, faz passar por todo o appai;elho
educativo un1 largo sopro de 1·e11ovacão
pedagogica. ~ socia·l; qu-e elarJorado por
L1r11a co.mm1ssao ·de tecil1nicos anles de ·vi1' á
pu·blici·dade, coro a sua I'Cclaéção definitiva,
passé1ra .da f1·agoa para. a bigorna e da
li-n1a ao to,·no em oito meses, de obse1'vaçâo
e de estudos, ron1p.era1n com·pate aquelles
que, em si·lenc;o de connivencia, se11ão cum
responsa,bi'l idades dir,ectas, assisLi1·am, sem
t1m p1·oteslo viril, á successão de. err'OS
vi-oios e defeitos, q,ue compro1nettera1n o'
fu-turo da instrucção no Brasi), ameaçar1do
anniquila1·, nas st1as 01·igens n1ais /puras
as nova. gerações. E' facil st11·prehender:
110 calai· de certos ataques, com
-preten-~!iies - investidas de bo~a·baiX:o, e interesse
tiue os ali111enta. J\Lé tis doutrir1as mais
011 menos contraver·Lidas tem sc.T,vido de
manto ·com que se jaCJ()berlan1 inleresse;s
de toda a natureza. Quando se cuida que é
a chama do ideal ismo 1Jue se leva11t:1, 110
debate rias questões, alin1entada ,por
:prln-c1p1os e convicções doutrinar·ias. não tar·ua
a vir a st1r.p1·esa desol11dora: o togo que se
,tteotJ é sustentado pela ma.is ,tL1thent1ca.
lenha do fogão domestico ou da~ paixõeE
partldarias ... Da luta que se r!esenca<leou
a iniciativa do actual governo, em tavo1·
da educação popular, e de lod-o esse 3Spera.do -choque de . interesses, não
1
ta1·-- -- ---- ··· - -
-
-
-
-·
.ctar·a
'~JOl"éJTI, lL Jor·111a1:-se, como seu UlllCu ,,esL1g·10, __ o r·eca(do das ,paixões q,ue o ten1~ JJO (se11ao acudir a11tes O ·born s.nso)aca.-1.Ja.r·u .por acal·mar.
.. Não hot1ve até agol'a wn tinico .1,onto
e~ses1;1c1w1 da pr·oposta da ret·orma, .que 80_
II essr,_ um . ataciue a fundo ou unia cttr·ga
u~c1s1,·a, :N;as escar_,11n·uças os g o ~
vt-bt nctos ,contra o proJecto apanhararri-nefcte
1·as1Jao, ~oncorre1100 a•penas para
accentu-ar· a . solide~ da. olJra planejada com
reoo-1:hec1cla o 1nat_acavel ,~onestodade de
pro-1:os1tos.,
u
proJecto f:01 entregue á sabed0 •.1 ia cio G?nseJ,110 _ l\ft1111c1pa.l e ao julgamento
ela OJJ1111ao .pt1_bl1ca, f)ara ser· debatido -slrn
•par·a ser esco1.r11,ada ,d·os dcfei tos que 'esca~
pa1·ar11 <l0S set1s at1tores, e 1nelhorado ern
. todos os po11Los em c1ue seja sL1scepLivel cJe
1·epar·os e cte aperfeiçoamento.
. 'i\las, e.se tra,baJ.ho de cri-t,ica... constru-cl: va. é cl·elicat_lo de111ais para se . tenJ.a.r 110 :1ccesso elas paixões CJL1e turvam a .visão da~
co1:s:1s, ou S·Ol.J a influencia de inter·esses e
de I)reconcoito.· co11t1·a os quaes ·é
111clls-ri~r1sa,•e1 t11n cor·clão de isolamento -par·a 0
est1.1do •l1onesto e e!G,r:tr;lo das gr·,1n-(1ee
questões 11acionaes.
... Da . mesn1a n1t1.11e1ra ,que :ier ,, 1vu
su-l)er1o_r, ,tá 'p-0nde1·ou !Du·bruel, as cellu·las
c.9nst1tt1t1vas {lo se1' são agrt1puclns e1n
01·-gaos -ou appa1·elI1os ct1,ja esl.rtictura esc·ap.a a,i
nosst) capricho, ,J1•a organisn1os, na
SQC!e-r1aae, . - e o systema escolar é um deites e
11 rna ts delicado, - aos quaes não se podo
~en1 l?rovocar t1n1a catastrophe, tocar ()Oit;
rnão 1nd1sc1·et.a e ig1101'anle. ~
'ÜP,hN,fõES DE R:ESIP•O'N:SABJLIR...illE
•
.. ,:Em toda es::,a ci,tn1panha, a que
con-001·-1·e1s com cosso ,a.poio estimulador
vale-. '
110s, .po:ren1, seJa qual .fô1· o seu 1·esu·ltacJo
a. 1nanifestação expressiva de todas as a~~ soc1ações teel1nicas de res,po11sab1lidade, eo1r10 tl. 1\.sso~lação Brasileira do Educaçáu,
o lr1. t1tt1lo -Central de c<\.rch1tetos a
Asso-c1aç_,io LBraslleir_U; de Ifygi-ene, a Liga
Bra-s1 leira . de Hyg:ene l\lerrtal, a Assoclaçat,
Dentaria Iwfant1l, o ·Olurb dos Hanclelrante:,i
a Confeder•ação Geral dos Pescadores dÚ
ll1·asil, a ·União dos Elect1'ic1stc1S e tantas
ot1t1'as que nos lêm honrado com a st1a
st1-li cla1·1ed.ade. tanto n1ais valiosa q;uant()
es-pontanea. Nos dois g·1·andes inqt1erito~
abertos no O J•ORNAL e na i\ PAIBIA,
eo1I1.o na c1L1asi totalidade de ar·tigos ele
col-!a,bo1'ação. os depoimentos p1·esf,ados ,p,~lo
A~ndi·dos na materia, noe enraizaraJ.l'
111,11s a convicção de c1ue o p1·ojecto de re-forn1-a ll.presenLa, rias suas linha.5 n1estras
,, na ma 1or parto ele set1:· detalhes, a
ver-rl,1doiru solt1çãr1 ao 1).roblerna (lo ensino f)l'i111,11'io n.o ·Disl1·cto l•'eclcr·al. _.\: in1.prens~
tltJas! un11r1\rr1e, distin.g·it1-nos com a sua
.o:-,,mJ)afhia, proct:11,zin•do o m,ais ·be11o
movl-m •nto de op·inião de que J-1a aqui 1ne1no.ria,
,en1 favor da educ~ção popular, e contr i
-'
•
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