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A Escola Primaria, 1928, anno 11, n. 11 e 12, RJ

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(1)

. .

• •

.

REVISTA MENSAL

··

-

·

. ...

...

Sob a direcção de inspectores escolares do Districto Federal •

f)irec or: ALFRED.0 C. DE F .. ALVIM ~

>-SSIGNA'fURA

.

'\

,. "

.

• .. •

.

Redacção : RUA 7 DE SE.rEMBRO, 174

Para o

Brasil -

Um

antio ... ~ . 15$000 r •• ' • •

.

" .

..

..

.

. ... .

.

. .. ,. . \ • t •• • •• • • •

SUMMflRIO

:i ·, . . .

. - 4 - AR efórma do E nsino Otliello Reis .. ... Educação do ho1nem e

D,· .. Fe,·11,atzdo A::eveio . A . Instrttcção Mu.~icipal 1 . . ·. d~ cidadão •

. ; . . . (Discurso profer100 no j . . 1 . - - • • • , • • • • • Ltngua m~terna. · Rotary Cl ut?). . O,the/to Rets: .~ ·'. ... Geograph1a.

C. Pi1ihei1'0 . .... . . . Expansão Gcographica. l - .:.._ . ·· · · Ar~thmetica ·

. t A111,~zlia p, .. ado . .... Sc1encias physicas e na·

1West1·e Escola . . . .... . . Tres pala vr1nhas . lttraes .

-

.

-·- ' . ::~_.:.- ....-... -- ··-·..-... . - ' -1 ,. • • • • ... • J .

....

. .

A

Reforma

i

d

·

o

·

En

·

sino

·

. ' • •• • . . . '

:

T

e

,,i

sido

ben-

z

a

cce

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o

pe

l

a opi1iião

çac

allo

qu

e

1no1ita

va

,

.fví

po,·

elle

arrastada,

,

do

s

ro

11ipete1ztes

o

a1it

e

-

projecto

d

a

1·e.Jo

1·- dea11t

e

dos

1t Jbres

cortc;,_ãos

,

i11ip

.

05sibilitados

11ia

·

do

e1

1

s

i11

0

p

1,i11z

a

1

·

io,

11or

nz

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p

ro

-

d

e

s

oc

co1

·

rel·a, pois

1iã

o

se

ac}Java

p1·ese1ite

o

.

(isst'o11a

l,

p

l

t11

1

cjndo

pelo

51·.

F

cr11a11

d

o

Az

e-

i

11zico

qu

e

,

pela

1

·eg

ra

i1ifl

e

xível

da

etiqttetá,

ve

d

o

e

offe1·ecitlo

disc11ssão

d

o

C

o11sel

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;

o

jJode

,·ia t

ocar

1io

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d

e

z

1·ainl1a .••

1

Uii11i

~ipa

l.

Ai1

1

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e.

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1

zão

colh

e

ne11z

11zeJmo

/Jressas

110

s

1J1er eça11z

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s

appla1

1s

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es

-

t1.

rrl[,,~ação

d

e

qtte,

1ião

podendo

a

P1·efeit1t1·a

.

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1z

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c

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os

d

e

q

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1,11

s

1·ftoq1t

e

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Di

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tricto, act11alt11c1ite,

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jfer

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e,zsino.

Se1·á iss

o

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i

s

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e

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1\ ..

i1zg1te11i

,

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á

1n

ai.s

1t11i

·

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.

11datn

e

1ito

para

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a admi1iist1

·

r

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t

s

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e

di

g1zo

Di1

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o

r

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1n1,

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e

s

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l

a

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e

o pt'ssoal

docent

e··

str,,cçãa

Pt1bli

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d

o

Dist1·i

c

to

Fe ie,·al,

co,1ipe

.

e

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e

1it

e

para

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'

111e1itos

te~icia)

,,ma

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·a1tde boa

v

a

1ztade,

1tn1. e1zo1·n1e

i1,dt1stri

ae

s

e

stab

e

l

eça

1n

e11i

1izt1nero s1if/

i

cie1zte

desejo de ace,·

tar,

pnte,ztendo

1zo

p,·oprio o/fere

-

esco

las

parti

os

filhos d

ê

s

e

z,

.

s

operarias,

qtt

e

c

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e

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d

e

b

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s

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s

e

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Stta

v

e

z

os

obreiros

escla1·ecidos

e

te1zdidos

.

11,ais

i1teis

d

o

dia d

e

a.111anhã. .

o

se

pod

e

a

inda

f

a

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s

e

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ave

·

te,11 •

Q/falqner que

seja

a

sor

t

e

da

refor

ma

po

d

e

, suf

fici

e

ntemente discutida, ser

appro·

pr

l1jec

tada,

el'Jl seLL

pla1Lo

se

conté

,n

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l

1

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e

l

o

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e

se

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1·iosas

.

·

gr

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a

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e

lo

S

1i·r. ·

Fer,tonç,

o

Ta

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riint

or

i

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do e11s1110

,

o

i"ej

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e

-

Az

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d

o

.

Aqui

ex

priniim

o

s por

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m, des

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1iesci1J1f'Jlto

d

o

s

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1

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os

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Y

S,

no se

1

1

ztido

de

qti

,

e

os debate.s

i

bilidade

dos

p

ro1

csso

res

após

ce

J·to p

e

1·ioa

1

0

esteja

,11

sc11ipre

t

i

alt,ira do

desi1ite1'·ess

e

,

dti

1140 11111it1J

c

xt

e

,z

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e a1ztcs que o

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pleto

i

1

,i

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c

e

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a.ss,tttzpto

de tal ,na

.

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iaes

gnitnd

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s

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tratado.

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cipal,

l

ei

iti,,zo

i

1

it

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e

te

da

1

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da popzt.

versas

1t1zidades

esco

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pa

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trizes do

ante·pro·

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e

1ião ·

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1·i

e

dade do

e11si1zo

pode se

,· 1·egat

e

a

a

o

51

·

.

Pr

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ito

e

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Sr.

Director

clisc1

1

lida sob

o

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j11ri'1ico,

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s

os

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s

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cção

os

.

r

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1t1"S0s 11iateriaes

pa1

·

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r1tp11los

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,zstitucio,ia

e

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e111,

11z

r

1t

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al prov

e

d

e

11iat

e

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e

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q'1te 11e

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a

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ll1a l

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da

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ce

,

·

ta

,

1·a ·

ce

ssitanz

as

11oss

,

1 s

escolas,

b

e

m

co1no

para

.

" i11}1a

d

e

Espa1zht1,

do t

e

ni

po e

m

q1te

a

Espat1,l1

t

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aiarga1·

o

ca,,zpo

rla

itist1·ltcção

segttttdo

era o

t

y

11

0

a

caba

do dos

paiz..es

de

prot

o

collo,

ao

q11e

s

e

acha

tão sa

,

u

ia

e

patrioticaniente

e

m

q1te

se col'z

ta

q1,e,

cahi1ido

a

sob

e

ra1za

do

e

sboçado 1zaq1tella

grande

ob,·a •

(2)

'

' '

I

142

A

ESCOLA

PRIMARIA

-

Novembro e

Dezemb1·0 de

1928

·---

---

- - - -

-

- - - - -

----

---

-

---'

--

-

nsrucçao

.. ..

un1c1pa

• • • -• ' • • • •

'.

Jb,·imos

espaço

etn.

riossas

colu

111nas

para

trans

c1

e

·

ve1·,

na

integra,

o notavel

d1scu1·so

q1

1

e

<•

Dr.

Fe

·

rriando

de

Aze-'/Je~o

,

illttstr~ directo1·_ da

I11st

·

rucçào

Pi,blica

M11r1icipal,

pr

o

-fe,·t~4, 11a 1,ltir11a ,·e~-1,111-ào

do

Rqt~r

)'

Clitb,

j11stifíca11do o

se1-1,

pr(lJeC!()

de.

1·eor,1[a111z.ação

do e11s1no, ora

s1

1bn1ettid

o

ci

delibe-ração do Constl/Jo Municipal

.

",\ 1narcl1a do projecto de 1·efo1·rna do

ens1110, por entre tantas forças hotis e

lanto~ obstaculos, te1u-me da-do, no i11tenso

1n-0virr1~nto d.e opinião que .provoco1J, a.

op-l)orbunidade de cor1!1ocer mel·hor a capital

de rrieu 1laíz. Eu confesso que, na

cam:pa-n1ha ,pela educação f[)U.blica no Dist1'icto

Federal, tive a •revelação •de um llio de .Taneirtl, até então pa1·,1 n1im em pa1·te ,den·

conh t•cido, na ex-pansão incoercivel ele s·1as forças 1no1·aes e r:..a dis{;i1plina. so1 idar1a de

seu1s esfo1·cos 1·eno·vadores, Lent'.ldos em

todos os sentidos . e in1sipira,dos po1· u1r1

ela.-; t1.,; s-uas faces, na imprensa, e nesse·s

n1.1c-leo~ d-e estudos em que se agrunam ho- .

ll1811S Óe ·boa \'·011ta•de en1penl1ados na

S0-[11 ~fio ,1)raJ,ica. dos g1·andes ,problem•as

hra-sil c•ir·os. .i\.s forcas vivas ,da ca1pital

con-greg-~n,-se e organizam-:se, com a

impres-c1n_d1ve·1 c~ope1·ação feminina., 1nenos -pa1·a

delesa rJe .111teress-es ele c·lasses do que -nara

o rlclJa,te li vr_e. das questões e :pat'a o ·co

n-ce1·t.o -aos n1e1os de 1.1ma acção efficaz, co111

c1t1 r. ,possarn pôr·-se em termos de in,fluir

scl:J1·e

a

ma1:c1ha elos 11eg·ocios pu,blicos.

_ " .Não l1a·,·er{t talvez ci,dadão, por 111ais

0n11r1er1te e occupado que seJa, .que não .

fai;a pa1·te de 11ma 011 de varias dessa.,

in--~til,t1i ções dr. cultura e assiste11cia, social e

n~o I r,fóS 1:eserve, co.n:1 es_pi1·ito de- ·

abnega-çao, lima p~rle de seu tem;po, de set1

p.en-san1e_11t r, ut1l

e

de sua. activida,de

constru-ct.ora, quando .não, 11m,a pa1·cel-la de seu~

recurs·os. ~es,ta ra-diosa ci{lade, cm c1ue

tu clo 1~or1sp11'a •para a alegria de vivür, é

,,c1·da.·de ira.r11e11f.e edificante n repercussão

p1'0,ft1nóa, erri todas ás can1aclas sociaes,

doe: f11ctos e das c;t1estões -de intere.3se • pu-blico, pa1·a c11ja defesa as 11ovas ~eracões

"

$C p1•epara111 :por t1ma conve1·gencia ele

en,~rgiai:: sa•lt1f..ares, anin1aclas de 11n1

en-thtisiasmo ,c1·iado1· e captadas :pela disci·

pl ina da experiencia e da ref-1-exão.

'

'

O RIOTARY Cif.,:UB

idealismo largo e ·drsinteressado. N·ão ha, de ce-r lo, um recanto de ,providencia a que não tenha ch,egado ainda a noticil\ desta

c-idtidi:- ve1·da{leiran1ente 1naravil1ho·sa, tan-to pela va1·iedadc ,i pelo contraste -de seu·s

aspecto~ natu1·aes, como -pela ,1ibração

c0m~unicati,1a _ e pela -bo11ela,de l1os:

p1tttlei-ra de sua ·população, de rara vivaci,dadt;

int.ellectual, rnani.festa, a cada mom.ento,

no seu ·sau·ctavel 1Jom humor e na

penetra-ç:ão critica de seu es1lirito i11-quieto e

ir-1·everentc. Ainda os que vivem n1ais

afas-Lados do cent1·0_ po1itico do paiz, não co

r1-segue111, po.r isso, f1.1gir ~ voderosa

attra-ccão ,que exe1·ce essa eS{Plendicla cidã·de,

que é um -prazer ,par·a os ollios e 1.1m

esti-1nulo ,permanente á vida intellect1.1a-l,

irra-flia<la pa1·a a pe1'ipl1eria, com a fo1·ça de

ex-pa.nsão q11e l1he dii o prestigio soberano

de st1as i11stituições ele c1.iltt1ra e ele seus

hom ens eniinen·tes". "O Rotar~, Club <lo Rio de Janeiro, a

c1t1e se. fi1lian1 ·fi-gu1·as 1,11·oeminentes nos

di,,er·sos r·amos de .activi-dade p1.1blica 1)1·1

' pri vaclu, qu-iz ta1nbern ex,primir hoje, alér:n

"Mas o que en1 grande rpa1·te se ig,1ora, do inl-e1·esse ge1·a1 pelas q1.1estões -do

ensi-<1ua11àn não se ne-ga p1·eci1pitadan1,enlfl. ~ no. a s,ua valiosa solida1·iedade com es~e

guardar essa ciclade, sob ,as a:pparencial:! il- 1n:ovi111e'nto ,de o:p·inião, graças ao ,qual o

!usaria,; <ie 'llma vjda su:perficial, uma for- Go,·er11,, conseguiu 11ianter, no primeiro

midav-el ri-queza de re:,·ervas moraes, em ,plfl110 de st1as cogitacões. o .or·o'.blema · r1.1n-plena actividade emiPr-e·h!:lnaedora, nos ,damental da ecl,ucação. Institt1ição, de

nr,-seus fócos de i-dealis1110 cor1stit.ui-clo por to,,,i a i11,fl11e1,0ia, q11e n't1nca <l-eixou ·de

innumc1·-as institui cões technicas e sociacs. act1 rli1· dr. p1·om1lto com seu apoio e suas

:'-ião l1a 1.1ma questão c:le inter,esse na<Jion~1 ~uggestões a toda,: as can1panhas. ·Q•Je it1- ·

que 11ãc• se.ja ve11tilarla )a~·g·amente, ,por f.o.' te1·,,~c:an1 ,,1. 'l'Í·d(l da ciclade, e en1 muit.as

i • , • ' ' • • •

-I

A ESCOLA

-

PRIMARIA -

Novem9r6

.

e

Dezemb1~0 de

1928

·

14 3

-das quaes lhe cabe a l1-011rosa. iniciativa

- l . . '

nao poc,1a perm.a,nece1· est1·anha a e.sse

ex-traordinario movimento de patriotismo t:

de cultura e1n favor da educ.acão popula1•.

l\1.as não satisfeito com prestigiai·, com a

sua sympatl1 ia, a acção renO'Vadora do.;

.poele1·es pu:b!icos, aind,a ,quiz

s~gnifica1·-lhes, :ele 1nanei1·a ex,p1·essiva, a sua

com-p1·e_I1en,;;ão niti{la do alcance d-esse em

pre-l1endin.,ento ,que, sen<lo em p1·6I da educa

-ção, é menos uma questão local ·do que uu1

proble1na ·nacional. Não é po1· outro

moti-vo c11.1e o 1Rotar~, Cl U'b 1·ese1·vou, -para traitar

da 1n:,ieria, a magni'fi-ca 1·eunião que hoj(:

so rc,ali2a, cot11 .a :pr·esença ,dos illustres

rep1·es(,ntantes de todos os c-lu'bs existente·~

110 Brasil, convi•dados -para a g·1·ande

con-venvão 1·otar·iana, efifec-tuaida no dia 8 do

..:or1·ente .

"No se1.1 t1·al-ado sobre a vell1ice, com

cu.ia leitura {lizia ll\iontaigne se des·perta

"o desejo de envel'hecer", notava G1,c-erc

que, e1nquanto os g1·egos cb l\mavan1 festim

a 1.1111 banqueLe, os romanos o

denomina-,·an1 "conviviu111", como ,para significarem

o ,·iver em commt1m. •O, Rotary Club

res-tau1·ot1, nos seus 1l1abitos S'lciae:S, a

tradi-ção latina, esta!belecendo, .nara encontro

rlos se1.1s socios, os alrnoços co1no pretexto

clelicadc, ipara troca. de idéas em torno da

rriesa .

''-O !I)r0:prio Plat ão~ ,qt1ando 1pensot1

t 1·ato r: ,do amo1·, r;11gendrou a sua admira~

,,eJ {lisc11ssão 110 banquete im'aginado nrt

casa {lc . .\.galhon, po1· occasião d-<is fe'ltas

p1·omo,·idas -po1· esse .poeta em regosijo lie

-;ua vi-ctoria, no cone-urso de -tragedias -da.s

Di0n1·E<iacas, e ao qua-1 1Sloc1·ates exhortava

_<\ri8lo c',emos o corn·pa1·ece1· aind.a q1.1e não

.foss e convi-dado. . . iEs,pecial1nente .

11onra-1.lo com 1.1n1 cor1.vite do Rotary Cl,11b p;ara,

11csla cord ial issima r eunião, fala1' de um

as&111n.rJto . grave, sent.i, embaracado e

con-c; f ra·ng·ido, q1.1e, pe1·ante tão nobre assem- ,

J1l?a. , 1evia coniipa1·ece antes para ouvi1·

rio cr1.1e pa1·a falar. Afas afinal, co1no

obser-. ,·011 jiJslan1ente .Anat.ole France, 11

l1a. urr,.

meio {!e sed·ucção ao alcance ,dos mais

hu-1nilrles : é o 11al1.1ral. tPa1·ecemos iquasi '

ama"·ei s. clesdc .q.ue sejan'ios absol11tan1ente '

,·rrcla rleiros" . ,

,\ INiST·RUCC.'.\10 PIJ-RiLIC1\ N·O DJiST,R,J;CTO

.

FE'DEJRM,

'

! "Probl-e111a. cu.ia solução intere·ssa á.1

nrO[>J' ia vida do paiz, o da e-ducaoão

r,lu-11-lica na Capilal deve ser enc-araclo e

trata-do como o re'bate e o inicio :de ,11n1a

rleci-~iva campa11l1:i, ·q11e j-á ta1·dava, em f1.vo1·

,rJ :cr e<:l1;cacão 11acional. Não é -po1· 11 m

re-_

!!iona!i:3rno l'Slreito e ma,J cum·pre:hen-úir.lo,

rr-t1e tP.n1os reinvidicado para o Disf,ricto

Fe<ie1·ai , 11m systen1a 11ioderno de

organi-7a.ção E-t,colar, com .que -possa t.ransfor

ma1·-,;e es!.a cidade num -centro de ir1·acliacão

no movimento ,pedagogice 110 Brao:il.

To--

-'

'

dos 1161::, -conl1ece111os a capaci1dadp, de

re-p~1·cussao -~e. a.p1·esentai:n as idéas

lança-elas e a,c0Ih1d,1s na Capital da R(1n-ublica

pa1·a a qual os ~stados trazem voltàdos

o

·:

olhos e o C?I'açao, acompanhando de pertc1

~ set1, 111ov1mr,nto de icJ.éas e ,p1·,)curand<.,

1 ep_r?Ol;f1r, po1·_ um natural "mimetismo

pol1t1co , a -que Já se referiu Levi

Carnei-l'O, as co1·1·entes victoriosas . do

pensamen-to e os prog1·am1nas admini-strativos ,de

lar.gos -en1-prel1endime[)Jtos. O exem.olo d<J

reinodela·dor Per·eira Passos e a inflti ·néia

qt1 e _exe1·cet~ sob1·e _ os ,Estados a s,11a acção

adm1111E:trat1va, sao bastante eloq·uentei,

pa1·a d1ss1.parem quaesq11er duvi-das sobre

o poder ir1·adiador 1clos n1ovimentos

cen-~1·aes . 'Dc1mais, o 1Rio -de. J.anei1·0 - ci·d'lde

ma~s . ele cru.e qual'qi_1er outra êX'posto. á .

cu1·1os1clo.-de dos estrangeiros, não ,póde

dei-xai· as instituições de educação e cultu1·a

11t1ma. . situ.ação l1umill1ante de a:hanr10110,

offensrv[• i10 :proprio :clecoro politico da

Nação. O est1'angeiro costum!l julgar o res-·

to

de u111 ,p.aiz ·pelo que, de ,bon1 ou {le máo.

U.ffer_ece a sua -Capital, não só 1)0r uma ·ten~

denc1a r1atu1·al a gene1·a·lizações, mu1ta .

.s

vr . .:

zes p1·ecipilaclas,

-

1nas pela justa 1·azão de

nao se pode1'e:11 -J)r·esumir ,solida111ent0 01·.:.

~a11izad&s a!·hures instituições que 11a

•1ro-pria 1GwJ}ital ficaram 1:elegadas a 111n p1lann secucla1·io senão ao ,ultimo -plano nos

p1·0-gro111n1as ·da adn1inisLração".

O .1-\JSPEC'J\O T.IDGI:INI,C·O D.<\. QUF,S'I'ÃO

"Oi·a, o -que ten10s e1n materia de

edu-cação ~, o.pulai·, 11ão se póde ainda

conside-rar, elo -ponto de vista technico, uma

01'-ga.niza1:ão . Não l1a S)'Stema de or;;anj.zação

escolar.. s·e.m harmonia de todas as suas

i11stitt:.ições, ligadas por coor-denação ou

suJ)o!·d inacão, conforme a sua natureza. 11uh1 conj1.1ncto mal-lea.vel e vivo, capàz <:lF

conoorre1· efificazn1ente para uma finali-da;

rJe podagogica e social, con1 que se relacio:..

nen1 os m,eios e os .processos, ,dentro (la

con-cepção moderna de cd·ucação. .i\s

'nnume-ras !oi,.-, ·de favores e concessões

succeden-;lo-sc tun1ull:u.osi,tmentc, acabararr1 por dis··

solve.r até á ana1·chia, · os vinculas impre·

scindiveis, -pela {lesconnnexão elas

institui-ções escola1'es, qt1e l1oje funccionarf1, nã.o

-

si,

-clesartirulaclas, 11ias solapadas, na sua

eco--no1nia interna, pelo forrríi~eiro ,:le 'umrt

legislação c.a'l1olica, ,q1.1e as deixo1.1 en1 e

sta-elo ele 1·uina antes de chegarem ao ter111r,

de s1.1a e,,olucãn vn.ga1'0Sa e at1·op:~l-ada de

,li ffic-t1Idades. l T1na -comn1issão dp,

profes-soras cl-edica·das, constituiria. •pela

adminis-tração an.teri.01·, gasto1.1 mais de dois annôs

11a ta1·efa ex.l1austiva de colligi1· a.s leis do

Ans,i11n. vota-das rpelo 1Conselil10 i\{,unicipa.J,

e "a. oJ-11:a ·c11.1e 1·est1lto1.1 desse esforco

he1·-ct1leo, con.tot1-nos o [)r. •F1·ota · Pec;soa.

111.1rr1:t ont1·evist.a ·a "-O ·Jornal", tem as

pro-1)01·cões ,ri.o Larouss3, tanto ·que, se bem 1nr

len1h1·0, fni preciso 1.1m caminl1ão para

t-i·a-• • • , /

..

.

(3)

'

144

A ESCOLA PRIMARIA

zel-a ,i Di1·ecLu1·ia Ge1·al" ... O cer,to -é que. 'lll,tndo a .actual adr11inist1·ação .pe11soc1 err.

pL1blica1· os v0Iun1es de 'leis pac1er1te1r1ent1:,

uul I ig·i(.las, in fo1'111o'lt-ll1 e a casa editora, a

Cll!ja porta 'batet1 ipat'a peclir· o or :arn_ento,

c1i'.1 c as leis de e11sino dariam um volurnc de

!160 pagi11as, em corpo 6. de composição

co111pacta ... "

'·.Já se vê pot' ail1i, que 11ão ,haveria 01'

-gn11ização ,1Jrin1itiva eon1 :bastant(; solidez,

para ~·esistir· a essa l cg·islaçio J)Lil I u lante

c:lestina,cla a ·pôr' á prova clecisi.va, pela con

-ti·aclicção ve;·turbador'a de sL1as ,disposições,

a [tegi_1cia de ur11 cor·po ele jurista&... O

ap.parell10 de educação, sob essa al,!L1vião

rle leis avL1lsas e desco11nexas, c l~smante-!011-se co1nple!a1nente, quer· pela •clesa1·t

i-r11laçãrJ de SLl::t!" peças ft1ndamentac~. qt1e1'

(Jela c1·iaçcão -de institL1ições par'.ls1ta1·1as,

n11e constitue111 ,clamorosos atten.t'\dos ao

tirario 1nu11ici1pal, a;isisticlos cor11

di'lpljs-renc.ia. se 11ão t1tiliz,ados no se11 -proveito pelos oee com'hatem. •hoje a 1·eforn1:a

,t

fe1·

-1·0 e fc,go. . . .i\.i11-dn, não 110s habi LL1amos a

colfo0a1· as qu estões de ecl11cação acima ·de,

i11lere~:>es (le ela se e de tJessoas e :1 t1':.1ta

l-::t $ co rn ess6 1:es·pei to, qt1 r exige a .J el 1cad r,

-zn àr. t11n appa,rell10 pPr]agogico,. 0111 _q1; 0

hasta o c1·ro lechnico ele urn.a -rf1.,_pos1çac. rc'!"cnc:al. ipara a1neaca1· a sua efficie11ci(. t'

a sua infl"gri·dade. As ínsti!.t1içõe;; ~i,e ola-1·es, irif.er,depenclentes pela sua pr0-or1a

na-l 111·eza. f,rans,,nitfem t1n1as ás ot1tras. :pela

Sll/1. SO] irlarí edade Ol'ganiCa, OS Affe Í LOS de

Sf.lUS ,·icios originarios <lP llSlI'L1ClL1ra úll ·

rlos e,·ros superven ien t.es ,de rçf or11,1a.,

111t1-t il arloras -como essas que. elm1na11c,o o cu-rar.ter ·:p'i'nfissional da Escola No1·mnl,

af-! ir1iri1·,1r11 o cnsi110 pri111ar·io en1 •)Iene,

co-rarão".

O .-\SPEC'l'O ~1 . .\ TERI,,\ L

1

Novembro

e Dezembro de 1928

nct_n1i

!~_i

s

L1·açüo, -comb~ te11·do essas sol ucões fJ!Ov1~r1rla1!, sy11thet1zava, nun1a for·11111lu

JUS/.a,

e

,

se1! 1)e11sa1nento na r11ateL"ia: " ex-Jr• 1 I e11 te ca:;a d e 1·eside11cia, .pess 1 :na cu::i,t

f;.11·.~. r.":ola'.'. J~o:! 89 _;r)ro,p~ios 111t111ic111ae~.,

111a1,,_ ,le oO sao 1'es1denc1as pa"tict1l;11'cs, fJI'e clir,~ ·vell10s acfqu ir ido:; pela P,:,~l'ei lur «

Q ar.la11tado:; grosseil'an1entc tl fi r!J -es

co-l,1re~ '·.

'··.lJal1i iie co11clL1e que até 11ojo, cr1,

c1.;.::1s1 40 nn11os de reg·imen 1·en11•bl ica11c,

n~o 1·01·,111; construi•dos_ ria m1ctro,po'e bi'asil

leit·a se11ao -pc1uco n1a1s de 20 1pr0dios es

-col_a1 e3, ott seja em média, t1n1 [)!.'edio. (li•

1

JcJ1s en1 dois an11os. ,.i\.!guns d<)S r.rlir1 ct1J.,.

1;.:<pPcialr11entc const1·L1idos .J)at·a fi11s 1, eda

-·~L1g1c1)1'j, ai11clc1 são o:; qL1e, na n1onai·cl1ia

foran, ofJ'erecidos ao povo 1pelo Govlir11 (, .

.\s r.,rolas tJ1·ofissionaes fu11ccio11a111 01.n

rJez ·nrop1:ios muni·cipaes dos Qt110s ci111;,_.

::id·aptados, ·e a Escol•a No1·mal cm 1)l'ed i1_1 acan!·1,1clo, co11st1·L1ido ,para uma esc:.olt, pri~ rnaria. R::ista ,qL1e se ennunr ie c~-'.l sit11.a

-t:iio. f)fl•rtt st, avt1lic11·, r,a sua .ittsla 1r1edidc.1, :i

.;ravicla.,if.l rfe c1L1e F.e revest1i a c111cs~ão r>:·i •.

1no1'diai ,dos pr·edios esola1·es . l\!Jris, se sr

a

cc.r·esc en ta r q11 e destes 20 e .po1i : os pl'(:~

rJ1os lldificarfo!! cs.pecialn1ent.e ~1ara, csucJla.'\. 11ão !1::i seis q11e satisf<1ca111 a 1·igor as c

o11--clioõPs h~,g·ien icas e ·pedagogicas e c1t1e. na

;,uLl c~11asi f:otalida·.:le, os 236 pr':'Llios (

i11-clt1 iuos nest.,~ nume1·0 os dr ::i . .J11g·u.el e 01;

n111nicipaes ), ,:ão inteira111(111t" cle,;p1·0\·i r}ri"

rle can1pos pa.ra jogos, ,!e :pavill1ões dE:

g:v-n~r1ast.ic.t ,i até mesrno -de patcos de 1·ccreic-.

não ficarão d11vidas soh1'f.l o l::irr.c11tavr~'.

estado rle ahanrlono e mise1:ia, cm qL1c c,r;

c11con:t1·arr, as nossas i11stituições pedagu·-. gicas".

MOBII,l.;\R

r

,

o

E U'DEN,SITJI(). !

"Nfic <leve.ria falar ag-ora no CT1ohii1arir;

e nos lllP11si lios das esoolas 'Pt.1t1licas. pai·tt

·'?11t1s, se do ponto de vista tcl'rrnico. a 11 ão r,a1'1·eg'a1· ain·da .mais, por amor á

vc·1·-i11strucção t)tl'blica no Di5-lt'icto Fedei~a; rl::trlf'. as tintas a esse qt1a,dro so1r1b1·ic1 d1:

:11)rese11La esses as1Jeclos desola~orPs, na.J 11 ossa instrticcão 'PlJ:blica. Pois, l1a co1·r.;:, ,: i11ell101· a i1np1'e8&ão que 110s fi ca llo rs- !le atiatro me-zÍ>s, tima coffil11issiio i~,ct1111hi~ t11rJo fla insLal-laQão da: instittiiçõe , esc,,la- ela rle fazer

O ar1·olnmP.nto r]I) maLP.1·i:il

1·es . . .\ r~t1eslão dos ·p1·erlios escol:ire?· ac- ,\xislr.nte na;; Pscolas do •Dist1·icf 0 l~e,crlr(l],

1:cnl11r,da .rJP a11no para. nn•,o, al! 1J1g1.11 lnl frahllJJ1H •para pô1' a ad1ninist1·acã n ao r.

o•·-!!'ra,,irlt1d e ,que, facil ' rir rrsol'-'Pl', 'iO t,,·esse renf.P -ela sit,11acão ,q11e f.o<:los conl1ecemn• ..

·;;ido afar:arla des·,ie n prii,cipio. apresei)la cnnti·::i

O q11 aJ t.odos reclamam .i1.1slan1cnle ..

hoie àifficL11dades , -quasi irrerr,o.vi,,ei~ . m'as r:J e .itie 11 ão t.in11-H_mo_s ainrl~ ,, s rlario;,

J.;x.isfcm act11alm.enle n.o •Rio rfe 1Janeiro 23!i seg-Liros ;parn 11 nl .iuizo definit,1,10. l~ssrc

111·P.dio~ occ,u-pa.dos ,nor esc~las, do~ _qtiae,. ~ervirns rs1ão e,n ri lPno anrlament.o: P pe]<; .

11-i. rle :tlL1g·uel e 89 prop_rios

1 mllin_ici\)i~~- qtie .iá se apti.ro11 rla,; l'scolas arrol.:trins.

-F.s~1·s 14i pre-clios, rcrm -cu10 a ttgll•·, a <,- ·c,erlr, ria nir•t.aric flas escolas p11t,11c;i:1, _.: .

fcilL11·a ricsp.encle 63•8 :000$ anntiaes, segtin· ;Jl'r.; .r, 01, 70 oJ• app1·c,xin1ad:lme11tF1 o~ niaf.r,.

rio a -dol'.lcão orc-amentaria, são castts rl,! 1·1~- i·ial e111 or8sin10 estado de conservn')ao. r1:

sirle11cln.

á

n1aior -pt11·te en1 rcssin·,o e_:;fa~o r.nnhPcirlo por im-p1·estavel. Do,; n11tr0':

ri" cnn1-c•rv,1.ção r alg't1m::is mc•smo, •"m rtJJ- RO •Jo 20 °Jo r.011stitt1en1 material

s11scept.1-11a. Fo~sen1, po1··rm, l'xcellentc1- f;orl'.ls ~ssas ,·pi ri~ re'forma "· portanto. ri" a-

prnvt,ila-1·,1'las d2 n101·arJia, rJTi ,qt1c si: in,,fal rar~ 111 rnrnfo. ·" nnenas 10 •!•. ralc11lanrio nnr al!.11

;iq P"C01as, SC'ria111 ain-cln inte1_ra_mrnt~ !n- rir 1r,n,,ris r, 11t.,,n:::i lio;; Pm c.nnriit:ÕP'I ,rir,

:,rlrn11~õa~ no fi11i a q11r ~ adm1n1stracao

ª~

rnnfin Í·,rtrl'Tll a ~rrvir sem renarn~ .

r,

"r1.«•

rJ,,1-1 i11011. .\ ,·r;rdadc e;;fa com M'.'iPii:(,s 1

j

pccf.o .q110 por isso apre_sC'ntam gra11õr.

'}lflr-.,\Jliti <.Jt~rrritil'. ,q11a·111io, rlcsrlr II SLlo1 1101,avc

I

·

·

. . . ,

, • ' • • • • • •

A

-

ESCOLA

PRIMARIA

-te das &alas de aula, sorr1:b1·ias e in;alubre,,

l

com ~u::is ca1·tei1'as escolar·es, ele 4 a 5

ty-pus d1 ve1·sos, antiquadas e inu Li Jizad11..,,

uon1 $Cus quad1·us 11eg1'os j,á g·astos ·co1n a

• • •

11,aissâ ou a rr1ade1r11 a rr1ost1·1>., é an;;r ~ o

Je u1n r·eposit.orio de fey·o~ :vel'hos du que <te; u111 cecinLo ag·1·aaavc1 , 1:; acoll1eüo1· de.

s-L111:1do ::i educaçã;; das criança:! ··.

O ASPEC'l'O EOONOM100 DO 1">ROHLE.rtiA

" No emta~to esta sitt1ação Ian1, enLa-vel da 1nst1·ucçao ·pu,blca do Dist1·icLo Fe-de1·a1 não deixa de ser· uma surp1·esa em

race da verb,i consi,gnad,a a -esse fim no 01·-çan1en to. Já se1·ia, de facto, a!g·ema cousa o qu.e o 'i;;ove1·no dispende com o ensino de11Lro de suas •possibilidad,es 01·çameuta-r1as, se parte da verba con1 esta cons1g·

na-y_ao _não _ se escoasse _na manuLe11ção de

111sl1-Lu1coes .parasitarias, O'U de (p-1·ovada

inn!í'ici-encia pelos seus vícios de oi·g:

ani-zavao. .

Parece-me que pela desorden1 technica

dos serviços esêolares não l1a i·egião

a:lgu-n:a em que o alun1no custe mais aos co-Jr·es publicas do ·qu.e no Dist1·icto F·ede

-r·al, em -que, segundo os dados do 1·ece11se-a1nento escola1· deste an110, existerri mai-s

de 50. 000 criancas em idade escola1·, á

1iorta e á espe1·a de escolas.

Nos cursos nocturnos, ern cuja 111anu-Le11ção o governo dispende a avultada i

111-11ol'lancia de 1. 308: 900$ too•tinad'os ao

pa-gan1ento de 208 professo1'es ( entre

ooacl-juvantes ,e professor·es) e de g1·atiJicação

aos se1·vont(;ls, ascende a perto de 700$

(1.194$000) o custo annual de cada a'iumuu,

calct1lado este · custo pela ,fre1CJ,ue11ci,a me-ctia. de 1926, que foi de 1885 alun1nos.

isto é, nove alumnos I)iara cada p1·ofessor

noclurno. Na Escola iDran1atica, que func-ciona para uma -inedia annual de 42

alu-1nnos, ct1sta -á ·P1·efeitura cada alu1nno ....

1 : 514$000 annuaes . "

"A esco'la de A)pe1·feicoame11Lo .q,u,e ,

es-teve fecl1ada desde 19,22 até ·1926, tem, na dotação orçameI1taria, ao Jado da sun1ptu

-osa. veI'ba pessoal de 103: 400$, a mi n-

g1.1a-r.lc v.er·ba ele réis 1 O :-520$ par·a. mate1'ial.

To1nando-se por base a frequencin med ia

annuaf, desde a sua fundaçao, isto . é, 731

alt1mnos no sett c~1,so comme1·cial ele-mentar·

-

para

'que se mobilizou. uma, legião

de p·rofessores, cada alumno ficou a 1 l'r·e-.fei tt1ra em 1 :500$ annuaes. A !Escola 1 \.l-var·u Baptista, outra esplendida . in~tili-dade, ipelos vícios de stta _or·~a_n1z3:çao, é

0L1tro exemplo não menos s1gn1f1cal1vo da <:1esó1·dem do -nosso aparelhamento escola.r

encar·ado so'b seu asp,ecto econo1nico. ·Mas

· essa desorde111 att-ingiu o a,bS':l,l'do _ é r_ia E~·

cola Normal, que a nossa l~g1slaçao Ja,mais fJe1·mittiu se elevasse do 111vel em qt1e se encontra, d-e um simples lyceu, ás altt1ras

em

que deveria estar de escola pa.ra_ a

for-mação de ·PTofessor.es . . -Esie gymnas10 para

moç,as, ,pompasamente bapti.sa,do de Escola

'

Novemb1·0

e Dezembro de 1928 145

• •

i\'ormal, ten1 ·hoje 187 ·p1·pfesso1'es, todos

vi-ta11_c1_os, dos quaes ape11as cerca de 40 em

act1 ~1dad·e. O:;; out.,r·os 147 são d'id•icados

pen-s1on1s-ta·s ,do ·Est.ado ,q·u-e-despel1d,e, pa:i'a m. an-tel-os ein 9on1'.P'leta )11acti vidade en1 car·gos sen1 funcçoes, recebidos de mãos beijadas pc1·to de 111iJ contos. . . Or·a, sendo 7 49 ~

nun1e1'0 tota_l de alum11os e i. 646 :029$ a

ve1'1ba co11s1g·nada no 01·çamento vigente pa1·a a Esco·Ja Normal, o custo_ ar1nual de cada alu1nr10 é ap,proximadamente de, •..

t: l 97$000.

"Para ter:n1os uma idéa mais viva

des-ta balburdia dis81padora, e1n que não at-tent-a1·an1 os ta1·d1os -defenso1·es da ooono-111-ia n1u11icipal -basta recordai· a corn. para-çào in1p1·cssionat-e que o ,R1·. Ba,1'1bosa

1' i,tn11a, e111 u1n dos ·se-us a1·tig·os sob1·e a

refo1·1na, teve o cuidado de estabelecer ci:>111 precisão, ent1·e a despesa da Escola 1'101'-1nal e a das ouL1·as ,Bsco·Jas oJ,ficiaes "A

subve11cão dada pelo gove1·110 Jede1·al, con10

esc1·eve o D1·. :Bair'bosa V:iann·a, 1Pa1·,a. o cus-to ,o da .b'aculdade de 1Vfedicina, da

Oniver·-sidade do :Rio de Janeiro, co111p1·el1e11didos

Lodos os seus lebo1·aL01·ios, o I·nstiLuto Anatomico, co1n o dispe11dioso sc1·v'iço cl•)

tra11s·po1·te e uu11se1·vaçao ,de cada v-e1·es, · .1

r11e11la.da,s ce1·ca de ce111 mu!,l1e1'es, at'ó1·a ~1 111a11utenção do :pessoal do ser·viço, o

Ins-tituto de Jladio1ogia, as enl'e1·ma1·ias da Sa11ta •Casa e o lios.pital de ,S. l"1'a11cisco de tAss·is, 1é de 1. 902 :250$000. A ,Esicola

l)olyll1ec,t111ica da lJ11ive1'Sida,die do flio de

Ju11ei1·0, com o seu desenvolvido ensino

. tecl1nico, o Obse1·vato1·io, o ·Instituto

Ele-ctl'otecl111ico, ele ., Jica ao · governo pela

quantia de 963: 320$000.

A Faculdade de Medicina, na Bat1ia,

com todos os seus serviços, a'b~o1·ve do

g·o-ve1·no, cerca de 1·. 600 coutos, -a Fac·uldade

d·e D11'ei to de iReci.fe, 600 contos, a

:J:<.,acul-áade de Dir·eito de :S: Paulo, 550 contos,

e o •Collegio Pedro II, con1 as secções de

T11te1·na Los e Exte1·11a tos, •po·uco mais de rnil

conto:; . U1n alu1nno do curso medio do

Rio de Ja11ei1·0 custa á I\l'lCâo 810$000, ·e

t1111 futur·o enge11l1ei1·0 oerca de 1 :~00$0~0;

· urr1 a·lurn110 do •Gollegio ,Pedro 1I, ainda 1n.

-. te1·11ado, não excede 1nu ito dessa q,u~ntia~ u,11 estudante c~e direito, 200$000, ma.is 01.t

•111eBos e utna alumna da Es0,)la. Normal

cío

Di~l,ricto Federal pertd d,e "dois contos, -t..!Llzentos mil r-éis" l

.\. NECEiSS·IDs\i.DE ·DE U•i\lLA R:EFORMA_

RIAD~Ci\14

.

.

·

"·Sobre essas 1·uinas :d<i u,ma p-t·im·iti:va ·

o1·g:1niozação, model:ar em seu ~em10), d~fo~·-.

, ,nrida e escalavra 1J.1or _ ~a leg1s4açao_ allttc~~

.11aote qt1e parecia nao 1ontJa1·. d·el)OIS de .. "'.

·senão con1 o dil,utvio, n1.anteve-se, -_

1nacc<iss1-,,e1 l'. todas as ·i11f111enci::i., dissolvente~, con1Q

uma fo1·ca -providenc~al . incumbida , de

guai·dat' integra, no D1str1cto . Federal, a

Lrad i çã~ do ensino prima1·io, o professora-·

. ,

(4)

• •

146

A

ESCOL

}

\

PRilvIARI

1

\

N

o,1e1nb1·0 e

Dezembro de 1928

.

- - - ---.,.-.

---

-

-

- -

·

- -

- - -

-

-

- -

-

--

- - -

- - -

- -

-

-~-.:.. .... '

d.o e, súlb1·etudo, o professo1·ado fe111 i11i11c,,

,1dn11ravel pela s·ua inlell·ig·encia, l)ela s1.1 8

t-rin•acidade e pel,a sua dedÍ'cação. 1\.0

p1·0-resso1·a,do p1·irr1,a1·io st1-btr·aü ti-se, ll)·ela , ct.es-ltr·ganização Lecl1;1ica ela Esco'la No1~1n·a1 o

pro.p·rio lnsltLu to e11ca1·rega.clo de l1abililai

u rnagiste.r·io, n·1,as elle .r•eplicou com a sua

,ntelligencia, adquirindo ,á custa d·e

esfo1·-ços áutód·idacticos, o que deve·ra tr.azer

suavemente do ·cur·so 1101~mal: a capac:i-da·de

pedag·o,gica. Ao rprofesso1:1a,do !Prirnairio

elin1·i11.aram-se t.t)dos os meio.s de esti,mulo,

ct,í-fficu.lrtando-"Se-lhe a p1·omoção ás classe.s

superiores, por disposições dispar·aLa,das

e iniquias, . com que a .

aidn1inistra-çã·o, ·pa.r.a cun,prir , a lei, ter11 sido

tantas vez·es obrigada a incor1·e-r eII1

a~tos clamorosamente injustos; :m,as ·e,.le

1·espon(leu com sua te11acidade

inqt1ebran-tav·el, não se ,deixando cair de tinimo nen1 :

vencer ' 'POr ·essa cons·piração 1nc.ons,ciente

de hostilidades, co1n ·que os i 11teresses

su-periores da classe sac1·ificrt1·an1 quasi sein-P.re {1s .. contingencia-s de inte1·esses

sub_al-Lernos. 1\0 professorado ,pr1r11a1·10, e111f1m,

r1cgo11-sc qt1asl . system,1ticame11te o

ac-C05SO. á i11sp ecção escolar IJroy1da_ por

e~-t ranhos r,í classe, segt1ndo 1nd1~acoes .

µ011-tioas 11eO'oi1-s·e uma situação econo111-ica

ele a~co1'rlo ·com a dig·11idad.e do ma.gisterio,

coÍlocado· l1om'b1·0 a hoi11:b1'0, 110 mesmo 11i,•el, eó1n os se1'-ve11tes das_ .escolas;

ne-"'Ot1-se o confo1·to aos a.mb1-e11tes

escol8:-~-es, sem jcond:icões . I1ygienioos fav<?rave)_S

ao trabaJ.ho; ne·g·oL1-se 11té o ara teria!

d1-dactico .ap1·op1·iado ao de,ser11penl10 de sua

rn issão; mas el le, - esse professorado

~d-miravel - soube t.en1p.erar, n~.s provaco~s

a sua dedicação, d:e uma . ,delicada su·

bti-leza 11a invenção de e:xJ?edi~ntes, com que

supprit1 todas as. deff1q1encias do a,p.

pare-lho :peda,gogi,co, ,!1~5:tru1~do-:Se,, pelo,s seus

esforços i11cansav~1s, guiando-::,e pela sua

intuicão . divinatoria e apu~·ando-se na

3:r-te maravilt1osa de extrah11' das pr~,'Prl8 '.

rli fficuldades a força para v-ence'l-~s.

: ":Mas essa situação não .r;od1a, c~n10

,,edes, continu,ar. Ãfitaya todos ~s _esip,1,

1:1t:-Los a consciencia, profunda e Ja 1mpaq1 ·

e11Le, da necessidade ,de s·e ~levar

ª2

f.

r1-n1eiro pla110 das 'l)r~occ·UI)aço~-; do

oOv~r-no a educação ipubl 1ca q;uas1 sempre r

e-calcada- ao nível inferior dos pro·blemas

adiaveis e secundar 10s. .

'Tar·dava o '"'overno educador .

preoccu-pado seri,a.ment.e°.

º?.'~

a qL1~sLão ca·~a .vez

mais- g1·ave e d1f.f1cJ<l da 1ns~allaçao das

instituições es,colares e resolvido a

n1e~-ter il1ombros á (lesada tare,fa da 1·eo~·gar1

~-zação .radical do ensino, po1' u_ma ler

µni-ca e geral, ~m . se cor·tass·e largamente. em

todos os ·PI'econceitos, num arranco

v1go-i·oso para as. 01·_ganiz·ações moderna~, e ·em

que se st1,bst1tu1sse, pela clara solide~ ~e

um codigo 'pedagogioo, de al~a concepça~

tecfhniêas e .de- linhas l1armon1c:1s, e caho.,

sombrio e imp.enetravel das l~IS cqnfusas

e ,f:rangment~,ria. :Gorripreren·diamos o ,

ai-'

,,

ca11c e ' os ol)staculos dessa i0nlati,,,i, ao

purecr.!1' ele tantos -i 11fruc tt1os::i . Ma.s, 110

r11eio da s difficuldaes qL1e 1·ec1·esciam 11or

tod·os os lados, por circumstancias con·

he-éidas, nunca .nos salteou o 1·eceio da

inu-tilidade dos esforços em :favor dessa causa

e.m ,cuja razão

·

e

grandeza sernpre confiei

e d·e cuj_o trium:ph·o sempre estive certo

pa11a mais cedo ou mais ta1'de, desde que

,i causa da educação l)Opu-lar. não 'P-ei·desse o cai·acte1' at1·gusto que a dignifica, · dei-.

xando de sei· a •causa nacional, para se

an1esquiI11har a de interesses trans·ito1·ios

98SS•'B[O

ap

'8Sl1'B0

,1as a

,lTD·ll·1S.OJct

as

'U,llld. no

ot1 de pessoas. ·

• <\•S N0°\7 AiS DlREC'.DRIZE·S (D .. !\. ,RiJJ}Fi01Iti\1A

'

" No anti-projecto qua a avtual

admi-r1ist1·ação do II)r. Antoni•o Pr·ado Junioe

ap1·esentou ás rCommi.ssões Ret1nidas ao

Conse1110 i\1unicipal, foi necessa1·io feza~

taboa .1·aza de ·toda a leg·islação · flnle1·io1:,

revogada e111 tódas as suas dis·posições,

pelo 110,,0 coclig·o de leis do ensino. O pro-,

jecto é ob1' a i11teg1·al, actt1r,tl e 1J1·evidente,

e por isso mesmo, t)OI'CJue 11a sua e·

labo1·1,-ção ti,vemo:s os olhos no futu1·0, s·e,m os

des-fitarmos ·da 1':eal,idade, já ,foi taxado

vàri--as veses de apipara toso; ma.s, co111 toda a

s•ua sumptuosidade, denuilBiada e1n

esta-tutos de ·previdencia legislativa, com os

.

-

. .

seus 423 a1·t1gos ,c1ue nao ,consomem mais

de 100 paginas em 001"p.o 10, não pode

evi-clentemente concorrer com a ,legis'1ação a.

n-t.erio1' de 960 pagin·as, em co1'p-o 6, de

com-posição cerada. . . Nessa syntl1ese _1·est1m\-ctissi111a cim .que ·apertaram 423 artigos leis

ian.terio1'e5t em mil.haJ.res d'3 \distpositi,rq~

ainda · l1ouve loga1· pa1'a ·p1'over sobre novas

instituições e at!é mesmo sob1·0

instit~i-cões tidas con10 st1mpt.uarias. . . O proJ

e-cto de r·efb1·ma 0111 discussão refunde e .

am!l)li·a os serviços· de as·sistenci~ e

ins:pe-. c·ção pedago·gica ·°'.13 bygienica, aTtI<?ula todas

as instituições escolares, reo1'gan1z·a-as

ra-: dicalmiente tanto na sua estructura como

na sua fi{i.alidade pedagogica e soei~!, e,

' ada.ptando o ruppare[.110 esco'lar á realidade

do meio, ·procura e1·,guel-o, com ll,n13:

so:-. lida ar.c,hitectura, sobre as bases sc1enti

-ficas da educação.

. _i\. INiNOV AÇÃ!O !MAfS RA1DT1GAL '

. ~ '

"·Onde está, .po1·-ém, a innov~ç-ao _mais

t:adical, que é a mais bella e m,a1s u~1l

e:x-f)ressão do idea:lismo r-enovador ,que o 1ns,

p1-. 1·ot1, é o caracter ,que im1primiu 1á escola

1J.1'imaria e profiss1ona1, ílllodelando essef:I

in•stitutos 'Pelas maiS1 mo·derna.s co~ce- .

. pções ·de educacão. Ajustand10 iá s-ua 1'1n1a- .

li da de · social a escola, que entre nós,

rupe-zar de ser uma instituição social, sem,pre

· funccionou •sem ot1tro · contacto co_rp. ~

so-r, iedade, além ,da matricul,a e (!os

1nc1den-,tes :escolar-es, rompeu c.ontra todos os ,

pre-• ' , '

'

• , •

'

' •

• • • • .

_<\ ESCOLA

PRII\

;

I

~

'\RI.A.

---

.N

O\:e111b1·0

e

Dezen1

b1·0

ele

1928

t47

- -

-

- - -

-

-

-

-

- -

·

-

-

-

-

-

-

- - -

·-·

- - - -

--

- - ·

-Cc

L'fJr1 ue_: l<JS ll:L escola l)assiva e [.1·,1dieio11al

sL1bsl1Lu 1r1do vell1os methodos por outros adPqt1ado~ á sua nova finalidacle.

Elle institue .a escola 11uva, dando a

todas :is c1'1~nças como ponto <le partida,

11111t1 lormacao ·commurn (escola unica),

C?mo a 1nc-l1hor JJI'eparação !)ara as d·

iver-sidades ulteriores; su-bstituindcl a escola

destinada a.per1as

a

instruir·, a mobili,,tr o

espírito das crianças por un1a ,<;erie de no~

{iões ge1'aes, pela ·' escola do t1·aball10",

co-rno t1u1 poderoso i1,st1·11mento db educação e, finalmente, ·introcluzindo na escola ( es-col~ communidade~, pará 1·cir1tegral-a na

s11a verdadeira fu11cção socia.l, t1ma forma ele \'ida ern co1nmum, pelo exe1·cicio

nor-n1nl do t.1·abalho em coop eração. !\'Ias con10

r1ão ,lia organização, sern ·qu,e -todos os

o.r-gão cio ensi110, diff'erenciados e adaptados u11,; aos outros, fo1·11eçam, l)Ol' uma colla-born<;ão harn1onica, L1m tra·ba!l10 e

ffici-1>.nle, os CL11·so5 1)1·e-vocacionaes e vocacio

-naes, aqt1ell es, ao t01·n10 da escola p!'in1a.ria

e estes, na ,l)ttsc das escolas profissionaes

r ontrib11 indo para a ori e11t::ir_:,ão das

cria11-0as para as fo1·n1ações t ec·l1ni.cas, apertem os \'inct1los que p1·endem, pelo novo esta-lt!fo as escolas do traba l.ho profi ss ional. ·

., :\ l T!\JiC . .\ OONDTQÃ!Ü P,RA'rFC . .\ E l J'I'-

ILI-T 1\Jfll.!\. D,\ VfDA . ..

\Pois, contra este vasto ;;ilano de

1·e-forma, 00111 que se prete11de c1a1· com'bate

decisivo ao analpha,betis1no po1· um

con-.it1nc to systematicJo ~e ;me~\i.das ef.ficazes·,

11t1e, alérr1 ele enf'1·entar a obra de exte11são do ensJtio, faz passar por todo o appai;elho

educativo un1 largo sopro de 1·e11ovacão

pedagogica. ~ socia·l; qu-e elarJorado por

L1r11a co.mm1ssao ·de tecil1nicos anles de ·vi1' á

pu·blici·dade, coro a sua I'Cclaéção definitiva,

passé1ra .da f1·agoa para. a bigorna e da

li-n1a ao to,·no em oito meses, de obse1'vaçâo

e de estudos, ron1p.era1n com·pate aquelles

que, em si·lenc;o de connivencia, se11ão cum

responsa,bi'l idades dir,ectas, assisLi1·am, sem

t1m p1·oteslo viril, á successão de. err'OS

vi-oios e defeitos, q,ue compro1nettera1n o'

fu-turo da instrucção no Brasi), ameaçar1do

anniquila1·, nas st1as 01·igens n1ais /puras

as nova. gerações. E' facil st11·prehender:

110 calai· de certos ataques, com

-preten-~!iies - investidas de bo~a·baiX:o, e interesse

tiue os ali111enta. J\Lé tis doutrir1as mais

011 menos contraver·Lidas tem sc.T,vido de

manto ·com que se jaCJ()berlan1 inleresse;s

de toda a natureza. Quando se cuida que é

a chama do ideal ismo 1Jue se leva11t:1, 110

debate rias questões, alin1entada ,por

:prln-c1p1os e convicções doutrinar·ias. não tar·ua

a vir a st1r.p1·esa desol11dora: o togo que se

,tteotJ é sustentado pela ma.is ,tL1thent1ca.

lenha do fogão domestico ou da~ paixõeE

partldarias ... Da luta que se r!esenca<leou

a iniciativa do actual governo, em tavo1·

da educação popular, e de lod-o esse 3Spera.do -choque de . interesses, não

1

ta1·-- -- ---- ··· - -

-

-

-

.

ctar·a

'~JOl"éJTI, lL Jor·111a1:-se, como seu UlllCu ,,esL1g·10, __ o r·eca(do das ,paixões q,ue o ten1~ JJO (se11ao acudir a11tes O ·born s.nso)

aca.-1.Ja.r·u .por acal·mar.

.. Não hot1ve até agol'a wn tinico .1,onto

e~ses1;1c1w1 da pr·oposta da ret·orma, .que 80_

II essr,_ um . ataciue a fundo ou unia cttr·ga

u~c1s1,·a, :N;as escar_,11n·uças os g o ~

vt-bt nctos ,contra o proJecto apanhararri-nefcte

1·as1Jao, ~oncorre1100 a•penas para

accentu-ar· a . solide~ da. olJra planejada com

reoo-1:hec1cla o 1nat_acavel ,~onestodade de

pro-1:os1tos.,

u

proJecto f:01 entregue á sabed0 •.

1 ia cio G?nseJ,110 _ l\ft1111c1pa.l e ao julgamento

ela OJJ1111ao .pt1_bl1ca, f)ara ser· debatido -slrn

•par·a ser esco1.r11,ada ,d·os dcfei tos que 'esca~

pa1·ar11 <l0S set1s at1tores, e 1nelhorado ern

. todos os po11Los em c1ue seja sL1scepLivel cJe

1·epar·os e cte aperfeiçoamento.

. 'i\las, e.se tra,baJ.ho de cri-t,ica... constru-cl: va. é cl·elicat_lo de111ais para se . tenJ.a.r 110 :1ccesso elas paixões CJL1e turvam a .visão da~

co1:s:1s, ou S·Ol.J a influencia de inter·esses e

de I)reconcoito.· co11t1·a os quaes ·é

111clls-ri~r1sa,•e1 t11n cor·clão de isolamento -par·a 0

est1.1do •l1onesto e e!G,r:tr;lo das gr·,1n-(1ee

questões 11acionaes.

... Da . mesn1a n1t1.11e1ra ,que :ier ,, 1vu

su-l)er1o_r, ,tá 'p-0nde1·ou !Du·bruel, as cellu·las

c.9nst1tt1t1vas {lo se1' são agrt1puclns e1n

01·-gaos -ou appa1·elI1os ct1,ja esl.rtictura esc·ap.a a,i

nosst) capricho, ,J1•a organisn1os, na

SQC!e-r1aae, . - e o systema escolar é um deites e

11 rna ts delicado, - aos quaes não se podo

~en1 l?rovocar t1n1a catastrophe, tocar ()Oit;

rnão 1nd1sc1·et.a e ig1101'anle. ~

'ÜP,hN,fõES DE R:ESIP•O'N:SABJLIR...illE

.. ,:Em toda es::,a ci,tn1panha, a que

con-001·-1·e1s com cosso ,a.poio estimulador

vale-. '

110s, .po:ren1, seJa qual .fô1· o seu 1·esu·ltacJo

a. 1nanifestação expressiva de todas as a~~ soc1ações teel1nicas de res,po11sab1lidade, eo1r10 tl. 1\.sso~lação Brasileira do Educaçáu,

o lr1. t1tt1lo -Central de c<\.rch1tetos a

Asso-c1aç_,io LBraslleir_U; de Ifygi-ene, a Liga

Bra-s1 leira . de Hyg:ene l\lerrtal, a Assoclaçat,

Dentaria Iwfant1l, o ·Olurb dos Hanclelrante:,i

a Confeder•ação Geral dos Pescadores dÚ

ll1·asil, a ·União dos Elect1'ic1stc1S e tantas

ot1t1'as que nos lêm honrado com a st1a

st1-li cla1·1ed.ade. tanto n1ais valiosa q;uant()

es-pontanea. Nos dois g·1·andes inqt1erito~

abertos no O J•ORNAL e na i\ PAIBIA,

eo1I1.o na c1L1asi totalidade de ar·tigos ele

col-!a,bo1'ação. os depoimentos p1·esf,ados ,p,~lo

A~ndi·dos na materia, noe enraizaraJ.l'

111,11s a convicção de c1ue o p1·ojecto de re-forn1-a ll.presenLa, rias suas linha.5 n1estras

,, na ma 1or parto ele set1:· detalhes, a

ver-rl,1doiru solt1çãr1 ao 1).roblerna (lo ensino f)l'i111,11'io n.o ·Disl1·cto l•'eclcr·al. _.\: in1.prens~

tltJas! un11r1\rr1e, distin.g·it1-nos com a sua

.o:-,,mJ)afhia, proct:11,zin•do o m,ais ·be11o

movl-m •nto de op·inião de que J-1a aqui 1ne1no.ria,

,en1 favor da educ~ção popular, e contr i

-'

Referências

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