Segredo de Justiça...: NÃO
Fase Processual...: Conhecimento
Data recebimento...: 24/04/2017 15:03:15
Valor da Causa...: R$ 87.078.379,40
Classificador...: RECUPERAÇÃO JUDICIAL - IRMÃOS SOARES
2. Partes Processos:
Polo Ativo
IRMÃOS SOARES S/A
GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA
IRSOL ADMINSTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES LTDA
Autos Conclusos
1. A movimentação: ( Autos Conclusos ) do dia 06/04/2020
09:27:45 não possui "Arquivos".
AO JUÍZO DA 26ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE GOIÂNIA – GO.
Autos nº 5121271.13.2017.8.09.0051
IRMÃOS SOARES S/A e OUTRAS, em recuperação judicial, já
devidamente qualificadas nestes autos, por intermédio dos advogados que ao final
assinam, tendo tomado conhecimento da manifestação da administração judicial,
evento 686, respeitosamente comparecem a presença de Vossa Excelência para
expor e ao final requerer.
I - Breve resumo dos fatos.
A manifestação de evento 63
1.
Em razão de, já no início do processo de recuperação judicial, vários
credores extraconcursais - incluindo a Caixa Econômica Federal - terem requerido
a consolidação dos imóveis dados em garantia fiduciária de pagamento, foi
requerido a este juízo, via da petição de evento 63, que se reconhecesse a
essencialidade de vários bens imóveis relacionados na referida petição, pois que a
época do pedido de recuperação judicial citados bens eram essenciais ao esforço
de recuperação, porquanto eram - e quase todos ainda são -, as lojas operacionais
onde é exercida a atividade principal da Irmãos Soares, ou fonte de renda adicional
decorrente da locação dos mesmos.
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2.
Assim é que foi requerido pelas recuperadas que, durante o tramitar
dos autos da recuperação judicial, e até a aprovação do plano de pagamento,
referidos credores ficassem impedidos de tentarem a consolidação dos mesmos.
A Decisão de evento 127
4 –
A decisão de evento 127 foi proferida em 31 de agosto de 2017, e
levou em consideração o espírito da Lei 11.101/2005 insculpido no artigo 47, e a
pacificada jurisprudência dos tribunais que, reconhecendo a essencialidade de bens
gravados com ônus da alienação fiduciária, não permite que os mesmos sejam
retirados ou impedidos de serem utilizados pela devedora enquanto durar o
processo, visando garantir o sucesso da recuperação judicial.
5.
Assim, o magistrado que preside o feito, acolhendo parcialmente os
pedidos das Recuperandas, determinou a indisponibilidade do imóvel matriculado
no C.R.I. de Uberlândia (MG) sob o nº 21.248, verbis:
Ante o exposto, acolho parcialmente os pedidos formulados nos
Eventos 63 e 97, e determino:
I – a expedição de ofício ao CRI competente com ordem de
averbação da indisponibilidade, por 180 (cento e oitenta) dias, a
contar do dia 09/06/2017, nas matrículas dos seguintes imóveis:
a) Av. Afonso Penna, Qd.65, Lt 01 a 32 – Bairro Aparecida,
Uberlândia-MG; Código de matrícula: 21.248; 2º Ofício de
Registro de Imóveis de Uberlândia/MG; Propriedade: Irsol
Administração e Participações Ltda. Instituição Financeira: Caixa
Econômica Federal.”
A Petição de evento 654
6.
As Recuperandas, por intermédio da petição de evento 654,
informaram a este Juízo que, depois de uma longa batalha negocial com a Caixa
Econômica Federal, maior credora extraconcursal, na data de 26 de fevereiro de
2020 conseguiram entabular um acordo de pagamento envolvendo a venda do
imóvel “Uberlândia”, matrícula nº 21.248 do CRI da Comarca de Uberlândia-GO,
para pagamento do referido credor extraconcursal e proprietário fiduciário do bem.
7.
Não obstante a Caixa já ter emitido o documento autorizando a
baixa da alienação fiduciária em razão de já ter recebido seu crédito, o oficial do
Cartório de Registro de Imóveis informou que, para lavrar a escritura de compra e
venda em favor do adquirente, será necessário obter ordem judicial levantando a
indisponibilidade do referido imóvel, objeto da decisão de evento 127.
A Petição de evento 686 – Manifestação contrária do
Administrador Judicial
8.
Instado a se manifestar sobre o pedido formulado pelas
recuperandas, a administração judicial, através da petição de evento 686 opinou
em sentido contrário, fundamentado suas razões nos seguintes pontos:
a.) Que, inicialmente, referido imóvel, a pedido das recuperandas,
foi declarado bem essencial, razão pela qual foi colocado
indisponível;
b.) que, não teria sido observado as regras do artigo 66 da Lei
11.101/2005, porquanto, uma vez a venda do bem não estando
prevista no plano de recuperação judicial, esta necessitava de
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autorização judicial, independentemente da existência da alienação
fiduciária;
c.) Que, a proprietária fiduciária não detinha a propriedade plena e
definitiva do imóvel que justificasse autonomia para vendê-lo.
II. Impugnação das Recuperandas à manifestação da
Administração Judicial -evento 686
9.
Imóvel que pertence ao ativo circulante da Recuperanda
Irsol: Inicialmente, cumpre destacar que a administração judicial incorreu em
equívoco ao dizer que o imóvel “Uberlândia” não poderia ser vendido sem
autorização judicial, conforme determina o artigo 66 da Lei 11.101/2005,
porquanto supostamente estaria inserido no ativo permanente.
10.
Quando do protocolo do pedido de recuperação judicial, as
recuperandas juntaram as demonstrações contábeis dos últimos 03 anos, e,
com
relação a recuperanda Irsol, está claramente consignado em seus
documentos contábeis que o imóvel “Uberlândia” faz parte do seu ativo
circulante – conta: imóveis para venda (280), conforme se verifica no
evento 01, docs. 21-25,
em consonância com o seu objeto social
1
, que é a
compra e venda de imóveis, construção, incorporação e investimentos em
loteamentos próprios ou de terceiros.
1
“Cláusula Quarta: A sociedade tem como objeto Compra e Venda de bens móveis e imóveis, construção,
incorporação de imóveis, administração de bens, investimentos em loteamento próprios ou de terceiros, criação
de bovinos, agricultura e participação no capital social de outras empresas como quotista ou acionista.
11.
Sendo assim, o artigo 66 da Lei 11.101/2005 invocado pela
administração judicial como fundamento de sua manifestação contrária à referida
venda, é taxativo em proibir sem autorização judicial somente bens do ATIVO
PERMANENTE.
12.
Ora, sendo o imóvel “Uberlândia” inequivocamente bem integrante
do ativo circulante e não fazendo parte do plano de recuperação judicial, sua venda
não necessitava de autorização judicial, mas somente de autorização do credor
fiduciário, do que resulta evidente o equívoco na manifestação do auxiliar do Juízo.
13.
Com efeito , as Recuperandas, dentro da autonomia administrativa
e gerencial assegurada pelo artigo 64 da Lei 11.101/2005, e em razão do imóvel
“Uberlândia” não fazer parte do seu ativo permanente e imobilizado, e nem sua
venda estar prevista no novo plano de recuperação judicial, não necessitavam de
autorização judicial para vende-lo, mas apenas prestar contas ao juízo, como assim
foi feito.
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14.
Confira-se a propósito o entendimento da jurisprudência:
Recuperação judicial – Exigência da expedição de alvarás para a
negociação de lotes integrantes do ativo circulante da recuperanda
– Desnecessidade – Interpretação do artigo 66 da Lei 11.101/2005
- Potencial prejuízo às atividades desenvolvidas pelas agravantes –
Ausência de ressalva no plano de recuperação já aprovado - Agravo
de instrumento provido, prejudicado o agravo regimental.
(TJSP;
Agravo de Instrumento 2076684-05.2018.8.26.0000;
Relator (a): Fortes Barbosa; Órgão Julgador: 1ª Câmara Reservada
de Direito Empresarial; Foro de São José dos Campos - 5ª Vara
Cível; Data do Julgamento: 04/06/2018; Data de Registro:
20/07/2018)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ALIENAÇÃO
DE IMÓVEIS PERTENCENTES AO ATIVO CIRCULANTE.
COMUNICAÇÃO DE VENDAS REALIZADAS E PRESTAÇÃO DE CONTAS
NA ORIGEM. RECURSO PROVIDO. 1. Decisão que, em pedido de
recuperação judicial formulado pelos ora agravados, integrantes do
Grupo Tomé, entendeu que a alienação de unidades imobiliárias pela
recuperanda Bela Roma SPE prescinde de autorização ou chancela
judicial, nos termos do art. 66 da Lei 11.101/2005. 2. Embora se
encontre a r. decisão agravada em conformidade ao art. 66 da Lei
Federal n.º 11.101/2005, não é o caso de eximir a recuperanda da
obrigação de comunicar as vendas e prestar as respectivas contas.
3. Medida que facilita a fiscalização pelo auxiliar do Juízo e pelos
demais partícipes do feito, com atenção aos princípios de publicidade
e transparência que devem reger a recuperação judicial e em
consonância aos objetivos do instituto, previstos pelo art. 47 da Lei
Federal n.º 11.101/2005. 4. Recurso provido. (TJSP; Agravo de
Instrumento 2016305-98.2018.8.26.0000; Relator (a): Alexandre
Lazzarini; Órgão Julgador: 1ª Câmara Reservada de Direito
Empresarial; Foro de São Bernardo do Campo - 4ª Vara Cível; Data
do Julgamento: 23/05/2018; Data de Registro: 24/05/2018)
15.
E, por não estar impedida legalmente de fazê-lo, a credora
fiduciária autorizou a venda do imóvel “Uberlândia”, e que sua receita fosse
utilizada legitimamente para purgar a mora, como de fato assim ocorreu, tudo
dentro da mais absoluta legalidade e transparência.
16.
Apenas a título de argumento, as recuperandas não agiram de
forma irregular ou reprovável, porquanto a Caixa Econômica Federal é credora
extraconcursal, não havendo, portanto, nenhum impedimento legal que se
buscasse compor com o referido credor, o que, aliás, é de interesse de todos, e
sinaliza o esforço das Autoras em reduzir o seu endividamento.
17.
Da declaração de essencialidade do bem: Certo é que, no início
do pedido de recuperação judicial, as recuperandas ainda na busca da
reorganização de suas atividades comerciais, requereram ao juízo que fosse
reconhecido a essencialidade de vários imóveis, dentre eles o de “Uberlândia”,
posto que sobre eles exerciam suas atividades comerciais, porquanto citados
imóveis estavam sendo objeto de pedidos de consolidação por parte dos credores,
uma vez que dados em garantia fiduciária.
18.
O pedido encaminhado pelas recuperandas foi formulado em
04/07/2017 e a decisão cautelar deferindo a indisponibilidade dos mesmos foi
proferida em 31/08/2017, ou seja, há quase 3 anos.
19.
Entretanto, nada é imutável, e ao longo do processo de recuperação
judicial ajustes necessários foram sendo feitos na estrutura organizacional e
comercial das recuperandas, e a loja de Uberlândia/MG, que se encontrava
deficitária em suas operações, deixou de ter interesse estratégico para as
Recuperandas, não justificando mantê-la aberta, pagando aluguel e funcionários,
razão pela qual decidiu-se pelo encerramentos das atividades e a sua a venda para
reduzir o endividamento do Grupo, quitando o elevado passivo com a Caixa
Econômica Federal, maior credora extraconcursal e detentora da garantia fiduciária
sobre o referido bem.
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20.
Ou seja, o cenário inicial que levou as empresas a requererem
providência cautelar (evento 63), e este juízo a deferi-la no evento 127, se alterou
completamente ao longo dos anos, o que justifica o pedido apresentado a este
juízo, de levantamento da ordem de indisponibilidade sobre o mesmo.
21.
De se ressaltar que as providências de natureza cautelar tomadas
pelo juízo no curso do processo se caracterizam pela precariedade e
provisoriedade, e podem ser revistas a qualquer tempo, tão logo deixem de existir
os requisitos que exigiram a sua adoção.
22.
Nesse sentido vale a lição de Luiz Guilherme Marioni
2
:
“A tutela cautelar, na concepção da doutrina, sempre foi ligada à
sentença que resolve o litígio. Daí a provisoriedade, apontada por
esta doutrina, como característica da tutela cautelar. Nesta
concepção doutrinária, a tutela cautelar é destinada a dar segurança
ao processo.”
(...)
O Juiz deve revogar a tutela de urgência não apenas quando surgir
um fato novo capaz de lhe permitir a formação de nova convicção a
respeito do dano, mas também quando surgir nova prova derivada
do prosseguimento do debate em torno no litígio. Quer dizer que o
juiz não só pode revogar a tutela de urgência diante de novos fatos,
como também pode redecidir a questão com base em prova nova.”
23.
Sendo assim, com relação ao imóvel “Uberlândia” a providência
cautelar deferida em 2017, conforme decisão de evento 127, baseou-se numa
premissa não mais existente hoje, porquanto as devedoras e seu credor fiduciário
chegaram a um acordo de pagamento, onde a tutela deferida visando proteger o
imóvel do risco da consolidação prematura em razão da sua essencialidade, deixou
de existir.
2
MARIONI, Luiz Guilherme – Tutela de Urgência e Tutela de Evidência – 3ª ed., editora Revista nos Tribunais, pg.
207
24.
Da credora Fiduciária: Ainda, visando afastar as alegações de que
a credora fiduciária não teria o direito de dispor do imóvel, ou que as Recuperandas
teriam vendido imóvel de terceiro, faz-se necessário ressaltar o fato de que a Caixa,
como credora fiduciária e proprietária do bem, a luz dos artigos 26 e seguintes da
Lei 9.514/97, e ressalvada somente a medida cautelar de indisponibilidade, tinha
total direito de consolidação e venda do imóvel “Uberlândia”, porquanto as
recuperandas estavam em mora.
25.
É certo que ao se instituir a alienação fiduciária, a propriedade do
imóvel não se resolve de imediato. O bem continua registrado em nome do devedor
fiduciante perante o registro de imóveis, vindo a propriedade de fato ser
transmitida ao credor somente em caso de mora e se esta não vier a ser purgada
nos termos do §7º do artigo 26 Lei 9.514/97
3
, posto que, em havendo o pagamento
da dívida ou a purgação da mora resolve-se a propriedade fiduciária, segundo está
disposto no artigo 25, caput
4
da citada Lei.
26.
Ora, se a consolidação do imóvel pela Caixa foi obstado
exclusivamente por medida de natureza cautelar do Juízo da Recuperação Judicial
requerida pela devedora fiduciária, é natural que o imóvel “Uberlândia” ainda
estivesse registrado em nome da recuperanda Irsol, e que a purgação da mora
junto ao credor fiduciário fosse buscada pelas Recuperandas sob quaisquer meios,
inclusive pela venda do citado bem.
3
7
o
Decorrido o prazo de que trata o § 1
o
sem a purgação da mora, o oficial do competente Registro de Imóveis,
certificando esse fato, promoverá a averbação, na matrícula do imóvel, da consolidação da propriedade em nome
do fiduciário, à vista da prova do pagamento por este, do imposto de transmissão inter vivos e, se for o caso, do
laudêmio.
(Redação dada pela Lei nº 10.931, de 2004)
4
Art. 25. Com o pagamento da dívida e seus encargos, resolve‐se, nos termos deste artigo, a propriedade
fiduciária do imóvel.
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27.
A recuperação judicial tem também essa finalidade de se buscar
equacionar os débitos da empresa em crise, mesmo aqueles não sujeitos.
28.
E assim foi feito. Diante da inexistência de disponibilidade de
recursos em caixa para fazer frente a esta elevada dívida extraconcursal, aliado a
uma necessidade de encontrar uma forma de compor com seu maior credor,
levando-se em consideração ainda as condições benéficas do negócio, as
Recuperandas, juntamente com a credora fiduciária, mediaram a venda do imóvel
“Uberlândia”.
29.
Ou seja, também sob este prisma desassiste razão ao auxiliar do
Juízo, eis que inexiste qualquer prejuízo às Recuperandas na negociação, e
demonstrado a utilidade da medida.
30.
Conclusão. Pode-se resumir desta forma os argumentos das
Recuperandas que justificam a necessidade de se acolher o requerimento de evento
654:
(i) O imóvel vendido pertencia ao ativo circulante da recuperanda,
Irsol, o que afasta a regra do artigo 66 da LFRJ;
(ii) A venda do imóvel, autorizado pela credora fiduciária,
revestiu-se de utilidade, porquanto foi esrevestiu-sencial para equacionar o acordo
de pagamento entabulado com a CAIXA, cuja dívida, em um certo
momento haveria de ser paga, contribuindo para a redução do
endividamento do Grupo;
(iii) A venda não se revestiu de nenhuma irregularidade, pois que
as devedoras não estão impedidas por lei de acordar pagamentos
com credores extraconcursais, e no caso em comento, a credora
fiduciária anuiu com a venda, uma vez que o produto da venda foi
destinado para purgar a mora;
(iv) A indisponibilidade declarada pela decisão de evento 127 se
traduz em uma decisão precária, que para o imóvel “Uberlândia”
passou a não mais fazer sentido, pois que proferida em
agosto/2017, em um momento em que, de forma precoce, todos
os credores fiduciários estavam tentando consolidar a propriedade
de bens essenciais as atividades das recuperandas, que,
certamente, iria prejudicar ou até mesmo inviabilizar a recuperação
judicial se não tivesse sido deferida.
III – Do pedido
31.
Diante do exposto, restando demonstrado que as premissas sobre
as quais a administração judicial fundamentou sua manifestação não condizem com
a realidade dos fatos, as recuperandas reiteram o pedido de evento 654,
revogando-se a providência cautelar proferida em decisão de evento 127 somente
em relação ao imóvel matriculado sob nº 21.248, eis que não mais necessária,
oficiando-se o C.R.I. competente.
Nesses termos, solicitam deferimento.
Goiânia, 06 de abril de 2020.
Murillo Macedo Lobo
Reginaldo Arédio F. Filho
OAB/GO
14.615
OAB/GO
11.295
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DE GOIÂNIA/GO
Processo nº 5121271-13.2017.8.09.0051
CECRISA REVESTIMENTOS CERÂMICOS S/A, ora Embargada,
já qualificada nos autos da Recuperação Judicial de IRMÃOS SOARES S.A.,
vem respeitosamente perante Vossa Excelência dizer e requerer o que segue:
Informa a Peticionante que alterou os advogados que patrocinam
esta ação, conforme procuração e substabelecimento em anexo.
Portanto, devido a isso, requer o cadastramento EXCLUSIVO do
advogado Mauro Eduardo Vichnevetsky Aspis, OAB/RS 57.596, sendo as
próximas intimações a ele expedidas, sob pena de nulidade.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 09 de abril de 2020.
Mauro Eduardo Vichnevetsky Aspis
OAB/RS 57.596
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Documento Assinado e Publicado Digitalmente em 09/04/2020 12:18:52
Assinado por MAURO EDUARDO VICHNEVETSKY ASPIS
Substabeleço, COM RESERVA DE IGUAIS, os poderes que me foram
outorgados por CECRISA REVESTIMENTOS S.A., aos advogados MAURO
EDUARDO VICHNEVETSKY ASPIS, OAB/RS 57.596, OAB/SC
33.800-A, OAB/RJ 187.637, brasileiro, casado, advogado, CLARA NORTHFLEET
PALMEIRO DA FONTOURA ASPIS, OAB/RS 60.228, brasileira, casada,
advogada, com escritório na rua Rua Marquês do Pombal, 1827- Bairro
Higienópolis Porto Alegre/RS - CEP 90540-001 - Telefone: (51) 3024-1512,
podendo, com exceção de efetuar o levantamento de depósitos recursais,
judiciais e cauções, praticar os atos necessários para o fiel cumprimento
do presente mandato.
São Paulo, 17 de outubro de 2019
DAIONE IVI MORAES MONTEOLIVA
OAB/SP 393.614
DAIONE IVI DE
MORAES MONTEOLIVA
Assinado de forma digital por DAIONE
IVI DE MORAES MONTEOLIVA
Dados: 2019.10.17 10:32:30 -03'00'
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Documento Assinado e Publicado Digitalmente em 09/04/2020 12:18:52
Assinado por MAURO EDUARDO VICHNEVETSKY ASPIS
JUÍZO DA 26ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE GOIÂNIA–GO,
Autos n° 5121271.13.2017.8.09.0051
VALOR ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL, pessoa jurídica
especializada em processos de Falência e Recuperação
Judicial, vem, respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, apresentar o Relatório Mensal de Atividades
referente ao mês de Janeiro de 2020, para conhecimento
das
empresas
recuperandas,
credores
e
demais
interessados.
Constata-se
que
no
Relatório
Mensal
de
Atividades das empresas recuperandas existem questões que
merecem esclarecimentos. À oportunidade, esta auxiliar do
juízo transcreve trecho das considerações finais
constante no RMA:
Por fim, para que sejam analisadas algumas
relatório, necessário se faz a apresentação
dos seguintes documentos:
a) Cópias digitais dos extratos bancários de
todas as contas correntes, de aplicações
financeiras e descontos de duplicatas;
b) Composição analítica de todas as contas de
adiantamento
(fornecedores,
clientes,
funcionários
e
outros)
contendo
a
identificação dos beneficiários, bem como as
datas de pagamento dos valores adiantados,
quando aplicável;
c) Composição analítica das contas, ativo e
passivo, relacionadas a empresas ligadas,
sócios ou partes relacionadas, devidamente
acompanhada dos correspondentes contratos de
empréstimos e/ou mútuos firmados entre as
partes;
d) Composição analítica por período de
competência e datas de vencimento das
Obrigações Trabalhistas e Sociais em aberto
no último fechamento contábil;
e) Todas as guias e comprovantes de pagamento
de obrigações tributárias das empresas do
grupo e suas conciliações com as contas
contábeis.
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Documento Assinado e Publicado Digitalmente em 15/04/2020 14:59:47
Assinado por DOBSON DEYNER VICENTINI LEMES:91923808168
Dessa forma, requer a intimação das recuperandas
para
prestar
a
esta
Administração
Judicial
os
esclarecimentos cabíveis com a documentação necessária a
fim de comprová-los.
Anápolis, 15 de abril de 2020.
VALOR ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL
Dobson Vicentini Lemes
OAB/GO 28.944
RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
1
Janeiro/2020
Recuperação Judicial
GRUPO IRMÃOS SOARES
Relatório Mensal de Atividades
RMA
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
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Assinado por DOBSON DEYNER VICENTINI LEMES:91923808168
RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
2
Como ler o presente
Relatório Mensal de Atividades
RMA
Período de apuração:
JANEIRO/2020
Com o intuito de democratizar a
informação confeccionada pela
equipe
desta
Administração
Judicial, o presente RMA é
subdividido em duas partes: i)
Sumário executivo e ii) Revisão
analítica.
A
parte
sintética
visa
proporcionar, de pronto, uma
visão das análises econômica e
financeira,
resultado
das
análises
dos
indicadores:
Liquidez,
Lucratividade
e
Endividamento.
A parte analítica permite às
equipes
multidisciplinares,
formada
por
advogados,
contadores ou economistas, uma
visão detalhada das posições
patrimoniais e financeiras no
contexto operacional.
RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
3
Sumário Executivo
Informações Gerenciais
04
Contexto Operacional
06
Análise Demonstrações Financeiras
Relatório Contábil Completo
08
Recursos Humanos
Quadro de pessoal
27
Considerações Finais
28
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Assinado por DOBSON DEYNER VICENTINI LEMES:91923808168
RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
4
Sumário Executivo
Descrição
DEZ/2019
JAN/2020
Receita líquida de vendas
8.691.146
10.272.024
EBITDA
98.918
308.558
Lucro/Prejuízo líquido
-148.435
103.298
% Lucro líquido S/Rec. Líq.
-1,7%
1,0%
Fluxo de Caixa Operacional
1.053.261
1.500.438
Fluxo de Caixa de Investimento
-739.116
-1.488.021
Fluxo de Caixa de Financiamento
-249.271
-204.335
Necessidade de Capital de Giro
96.728.585
95.302.858
Endividamento
82.836.634
82.746.634
Quadro de Pessoal
243
243
No mês, o grupo Recuperando apresentou receita líquida de vendas no valor
de R$ 10.272.024 (dez milhões e duzentos e setenta e dois mil e vinte e
quatro Reais). O montante foi suficiente para superar o Break-Even-Point, que
é o ponto em que as receitas são suficientes para cobrir as despesas, e
resultou em lucro de R$ 103.298 (cento e três mil e duzentos e noventa e oito
Reais), equivalente a 1,0% da receita líquida.
As movimentações nas contas de caixa e equivalentes diminuíram o saldo em
R$ 191.917 (cento e noventa e um mil e novecentos e dezessete Reais). As
atividades operacionais geraram caixa de R$ 1.500.438 (um milhão e quinhentos
mil e quatrocentos e trinta e oito Reais), as atividades de investimento
consumiram R$
1.488.021
(um milhão e quatrocentos e oitenta e oito mil e vinte
e um Reais) e as atividades de financiamentos consumiram R$ 204.335 (duzentos
e quatro mil e trezentos e trinta e cinco Reais).
No final do período, o saldo da NCG era de R$
95.302.858
(noventa e cinco
milhões e trezentos e dois mil e oitocentos e cinquenta e oito Reais),
parcialmente financiado por recursos do Capital de Giro Disponível, na
quantia de R$ 92.108.220 (noventa e dois milhões e cento e oito mil e
duzentos e vinte Reais) e de recursos financeiros no curto prazo, no valor de
R$ 3.194.638 (três milhões e cento e noventa e quatro mil e seiscentos e
trinta e oito Reais).
O endividamento, classificado no passivo não circulante, totalizava
R$ 82.746.634 (oitenta e dois milhões e setecentos e quarenta e seis mil e
seiscentos e trinta e quatro Reais).
As Recuperandas informaram que o efetivo contava com 243 (duzentos e
quarenta e três) colaboradores.
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Relatório Mensal de Atividades –
Analítico
EMPRESAS QUE COMPÕEM O GRUPO IRMÃOS SOARES:
Razão Social
CNPJ/CPF
GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA
02.640.365/0001-06
IRMÃOS SOARES S/A
01.559.046/0001-08
IRSOL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA
37.032.653/0001-62
PERÍODO DE REFERÊNCIA: janeiro de 2020.
PREÂMBULO
Em face da determinação contida no art. 22, inciso II,
alínea c, da Lei 11.101/2005, o Administrador Judicial deverá
apresentar ao Juízo da Recuperação Judicial o Relatório Mensal
de Atividades (RMA) das Recuperandas.
Este relatório foi confeccionado por meio de procedimentos
analíticos, normas técnicas e discussões com a Administração
das empresas em recuperação.
O RMA discorre sobre informações contábeis elaboradas
pelas Recuperandas, dividindo-se em duas etapas:
i)
Contexto operacional;
ii) Análise das demonstrações financeiras.
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da empresa Recuperanda em atenção aos objetivos da Recuperação
Judicial – manutenção da fonte produtora de emprego dos
trabalhadores e dos interesses dos credores e o estímulo a
atividade econômica.
A segunda visa analisar o desempenho econômico-financeiro
da empresa por meio das análises das demonstrações financeiras
e dos indicadores de desempenho: liquidez, lucratividade e
endividamento.
CONTEXTO OPERACIONAL
Para as análises deste RMA foram considerados os dados
disponibilizados no Balanço Patrimonial e na Demonstração do
Resultado do Exercício do mês de janeiro de 2020. Os dados das
demonstrações financeiras foram enviados por e-mail e
apresentados, por empresa e por mês, com a assinatura dos
representantes legais e do contador, ausente apenas na
documentação da recuperanda Irmãos Soares S/A.
As
demonstrações
apresentadas
e
consolidadas
são
referentes as empresas:
GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA;
IRMÃOS SOARES S/A;
IRSOL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA.
Para as análises vertical e horizontal do grupo
empresarial, os dados serão apresentados no formato combinado,
ou seja, o somatório dos dados das 3 (três) empresas que
apresentaram os demonstrativos contábeis no período.
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JANEIRO /2020
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trinta Reais).
O lucro bruto foi de R$ 3.156.755 (três milhões e cento e
cinquenta e seis mil e setecentos e cinquenta e cinco Reais),
o que equivale a 30,7% da receita líquida.
As despesas operacionais desembolsáveis totalizaram
R$ 2.954.122 (dois milhões e novecentos e cinquenta e quatro
mil e cento e vinte e dois Reais), equivalente a 28,8% da
receita líquida.
O resultado financeiro totalizou perda de R$ 116.926
(cento e dezesseis mil e novecentos e vinte e seis Reais).
O lucro apurado foi de R$
103.298 (cento e três mil e
duzentos e noventa e oito Reais), o que equivale a 1,0% da
receita líquida de vendas.
O quadro de pessoal apresentava 243 (duzentos e quarenta e
três) colaboradores.
Limitações:
A análise combinada das demonstrações financeiras do grupo
recuperando e a evidenciação dos pagamentos efetuados ficaram
limitadas em função da ausência dos documentos:
a. Registro de entradas, de saídas e de apuração de
impostos, relatórios e conciliação com os saldos
contábeis das contas a pagar e a receber, bem como as
recebidas e pagas no mês;
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Este RMA traz aos usuários que se encontram insertos no
âmbito da Recuperação Judicial – magistrado, credores e demais
interessados a análise do resultado da mensuração e avaliação
das demonstrações contábeis das Recuperandas.
Tal atividade técnica se desenvolve em estrita obediência
às Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). As análises
basearam-se nos documentos fornecidos e produzidos pela
contabilidade
das
empresas
(demonstrações
contábeis
e
documentos complementares, tais como extratos, conciliações,
relatórios, dentre outros), recaindo, portanto, sobre ela,
responsabilidade civil e criminal pela veracidade das
informações prestadas.
A fim de obter as evidências para a análise foram
realizados procedimentos analíticos:
1.
Procedimentos de Revisão:
1. Análise estrutural ou análise vertical: verifica a
composição e o comportamento de contas contábeis e
seus grupos e calcula a oscilação de suas proporções
frente ao patrimônio total em dado período;
2. Análise temporal ou horizontal: verifica a evolução
de contas contábeis e seus grupos e calcula sua
variação percentual ao longo de dado período.
2.
Análise de índices financeiros em séries temporais
1. Análise de indicadores de desempenho em séries
temporais, a fim de comparar o desempenho da empresa
ao longo do tempo.
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Com base nas demonstrações financeiras encerradas em 31 de
janeiro de 2020, apresentamos a seguir as análises:
Balanço Patrimonial
No balanço patrimonial foram considerados os valores
apontados por empresa e posição consolidada do grupo. No
patrimônio líquido, o saldo sintético do grupo empresarial
reflete a somatória dos saldos individuais por empresa. No
analítico, foram mantidas as distintas contas contábeis por
empresa.
1.
Testes de revisão analítica
Ativo
Em janeiro, o ativo total do grupo recuperando era
composto por 87,5% de ativo circulante, 15,1% de não
circulante e -2,6% de contas de compensação.
Segue demonstração da estrutura patrimonial - ativo e sua
evolução no ano de 2019.
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As principais variações ocorreram na redução de estoques
em R$ 2.483.102 (dois milhões e quatrocentos e oitenta e três
mil e cento e dois Reais), no aumento dos saldos dos clientes,
no valor de R$ 1.403.264 (um milhão e quatrocentos e três mil
e duzentos e sessenta e quatro Reais), no aumento das
disponibilidades em R$ 1.275.645 (um milhão e duzentos e
setenta e cinco mil e seiscentos e quarenta e cinco Reais) e
no aumento das despesas antecipadas, na quantia de R$ 264.304
(duzentos e sessenta e quatro mil e trezentos e quatro
Reais).
No ativo não circulante houve redução dos saldos de
imobilizados, no valor de R$ 23.081 (vinte e três mil e
oitenta e um Reais). A depreciação na empresa Irmãos Soares
S/A foi de R$ 43.460 (quarenta e três mil e quatrocentos e
sessenta Reais).
No grupo de contas de compensação houve aumento de R$
370.577 (trezentos e setenta mil e quinhentos e setenta e sete
Reais).
Segue a representação gráfica das análises vertical e
horizontal do balanço patrimonial combinado:
ANÁLISE VERTICAL ANÁLISE HORIZONTAL R$ AV % R$ AV % R$ AH % Var.p.p. jan/20 dez/19 AV jan/20 x dez/19 ATIVO Ativo Circulante 118.523.835 87,5% 118.365.656 87,7% 158.179 0,1% -0,2 p.p. Disponível 6.319.549 4,7% 5.043.904 3,7% 1.275.645 25,3% 0,9 p.p. Créditos 27.130.873 20,0% 27.310.906 20,2% - 180.033 -0,7% -0,2 p.p. Estoques 59.134.067 43,7% 61.617.169 45,7% - 2.483.102 -4,0% -2,0 p.p. Débito de Fornecedores 2.732.206 2,0% 2.680.668 2,0% 51.538 1,9% 0,0 p.p. Clientes 18.457.550 13,6% 17.054.286 12,6% 1.403.264 8,2% 1,0 p.p. Impostos a compensar 1.588.596 1,2% 1.693.200 1,3% - 104.604 -6,2% -0,1 p.p. Outros créditos 1.829.692 1,4% 1.877.245 1,4% - 47.552 -2,5% 0,0 p.p. Adiantamentos 946.660 0,7% 983.444 0,7% - 36.784 -3,7% 0,0 p.p. Mercadorias em trânsito 35.052 0,0% 35.052 0,0% - 0,0% 0,0 p.p. Mercadorias de consumo 85.284 0,1% 69.782 0,1% 15.502 22,2% 0,0 p.p. Despesas Antecipadas 264.304 0,2% - 0,0% 264.304 0,0% 0,2 p.p. Ativo Não Circulante 20.478.497 15,1% 20.501.378 15,2% - 22.881 -0,1% -0,1 p.p. Créditos 400.000 0,3% 400.000 0,3% - 0,0% 0,0 p.p. Investimentos 442.998 0,3% 442.798 0,3% 200 0,0% 0,0 p.p. Imobilizado 3.439.054 2,5% 3.462.135 2,6% - 23.081 -0,7% 0,0 p.p. Outros créditos 15.359.828 11,3% 15.359.828 11,4% - 0,0% 0,0 p.p. Outras contas 836.618 0,6% 836.618 0,6% - 0,0% 0,0 p.p. Contas de compensação - 3.538.281 -2,6%- 3.908.858 -2,9% 370.577 -9,5% 0,3 p.p. ATIVO 135.464.051 100,0% 134.958.177 100,0% 505.874 0,4% 0,0 p.p.
BALANÇO PATRIMONIAL - GRUPO
IRMÃOS SOARES
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milhões e cento e trinta e quatro mil e sessenta e sete
Reais), e “créditos”, na quantia de R$ 27.130.873 (vinte e
sete milhões e cento e trinta mil e oitocentos e setenta e
três Reais).
O saldo dos estoques estava distribuído entre as empresas
Guarany Empreendimentos, na quantia de R$ 30.298.969 (trinta
milhões e duzentos e noventa e oito mil e novecentos e
sessenta e nove Reais), Irmãos Soares, no montante de R$
20.292.501 (vinte e milhões e duzentos e noventa e dois mil e
quinhentos e um Reais) e Irsol Administração e Participação,
na importância de R$ 8.542.597 (oito milhões e quinhentos e
quarenta e dois mil e quinhentos e noventa e sete Reais).
O saldo de créditos estava classificado na empresa Irmãos
Soares S/A, na quantia de R$ 26.286.055 (vinte e seis milhões
e duzentos e oitenta e seis mil e cinquenta e cinco Reais), e
o remanescente estava alocado na Irsol Administração e
Participações LTDA, no valor de R$ 844.818 (oitocentos e
quarenta e quatro mil e oitocentos e dezoito Reais).
Até a conclusão deste RMA não tinham sido apresentadas as
cópias dos extratos das contas correntes bancárias do período.
Desse modo, assumimos o pressuposto de que os saldos refletem
os das contas correntes, nos bancos, nas referidas datas,
ficando a cargo do grupo recuperando as informações neles
contidas.
A seguir a relação de extratos bancários não apresentados:
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As movimentações de remessa à empresa “Unio Consultoria
Empresarial LTDA”, conforme declarado nos balancetes das
empresas, totalizaram R$ 69.820.937 (sessenta e nove milhões e
oitocentos e vinte mil e novecentos e trinta e sete Reais),
entre o período de outubro de 2018 e janeiro de 2020. Já as
remessas de possíveis devoluções da empresa Unio às empresas
em recuperação judicial somaram R$ 66.905.733 (sessenta e seis
milhões e novecentos e cinco mil e setecentos e trinta e três
Reais).
Confira-se:
Quadro sintético das movimentações – OUT/18 a JAN/20
Empresa
Débito
Crédito
Saldo Atual
IRMÃOS SOARES
57.930.285 57.930.285
GUARANY EMPREEND. GERAIS LTDA
6.350.907
4.240.028
IRSOL ADM. E PARTICIPACOES LTDA
5.539.745
4.735.420
TOTAL GRUPO
69.820.937
66.905.733
2.915.204
Assim, necessária se faz a apresentação de extrato das
transações e dos saldos mensais mantidos junto à empresa Unio
Consultoria Empresarial LTDA.
1112010009 Banco Sicoob Sgpa - ( 54448-5 ) 1.747 - - 1.747 - - 1.747 jan/20 GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA 11101002000002 BCO BRADESCO S/A. 3684-184700-7 1 - - 1 - - 1 jan/20 IRMAOS SOARES S/A.
11101002000004 BCO DO BRASIL S/A. 3388X- 506903 3 203.471 4.338.088 4.402.485 139.074 - - 139.074 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000006 BCO ITAU S/A. 4372-08511-0 - 638.577 638.577 - - - jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000009 C. E. F. 0012-00080019-8 35.385 8.797 79 44.104 - - 44.104 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000052 BCO SAFRA S.A. 021492-4 - 1.885.486 1.885.486 - - - jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000053 BANCO SAFRA 132890-7 5.649 - - 5.649 - - 5.649 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000071 BANCO FIBRA 00001-6663246 240 - - 240 - - 240 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000072 BANCO DAYCOVAL 00019-713666 0 2.000 4.000 2.037 3.963 - - 3.963 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000075 BANCO ITAU 4372- 390254 - 4.000.000 4.000.000 - - - jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000076 CEF 2512 - 252 0 31.353 - - 31.353 - - 31.353 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000077 BANCO PAN 00019-12542-5 19 - - 19 - - 19 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000078 BANCO PAN 0019-90001123-0 1.930 - - 1.930 - - 1.930 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000088 SICOOB - 3299-9 / 7299-0 221.011 10.818.796 11.039.786 21 - - 21 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000089 BCO SICOOB SECOVICRED 3333-2 / 3978-0 15.384 68.209 83.107 485 - - 485 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101002000091 UNIO CONS. EMPRESARIAL - 3333-2/4494-6 - 3.056.030 2.908.130 147.900 - - 147.900 jan/20 IRMAOS SOARES S/A.
Total 518.701 25.339.997 25.481.715 376.983 15 - 376.968
Classificação Descição da Conta Saldo Anterior Débito Crédito Saldo Atual Saldo Final
do Extrato Diferenças Data Empresa 1113010007 ITAU - APLICACAO 5.832 - - 5.832 - - 5.832 jan/20 GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA 11101003000002 BCO BRADESCO S/A 3684-184700 7 - 1.025 1.025 - - - jan/20 IRMAOS SOARES S/A.
11101003000006 BCO ITAU S/A. 4372-08511 0 52.232 - 608 51.624 - - 51.624 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101003000088 SICOOB - 3299-9 / 7299-0 29.448 - - 29.448 - - 29.448 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101003000089 SICOOB SICOVICRED 333-2 / 3978-0 5.373 100 - 5.473 - - 5.473 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101003000090 SICOOB - 3285 / 55923-7 500 - - 500 - - 500 jan/20 IRMAOS SOARES S/A. 11101003000091 UNI CONS. EMP 3333-2/4494-6 4.257.135 1.967.100 499.030 5.725.205 - - 5.725.205 jan/20 IRMAOS SOARES S/A.
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JANEIRO /2020
13
Período
Anterior
Débito
Crédito
Saldo Atual
OUT/18 -
4.999.890 4.999.890 -
NOV/18 -
2.993.335 2.993.335 -
DEZ/18 -
1.874.030 1.874.030 -
JAN/19 -
3.604.230 3.604.230 -
FEV/19 -
2.990.000 2.990.000 -
MAR/19 -
2.671.830 2.671.830 -
ABR/19 -
5.393.030 5.393.030
-
MAI/19
-
3.028.000 2.828.130 199.870
JUN/19 199.870 3.471.230 3.644.130 26.970
JUL/19 26.970 3.586.160 3.533.130 80.000
AGO/19 80.000 4.149.100 4.229.100 -
SET/19 -
4.881.130 4.302.130 579.000
OUT/19 579.000 4.094.130 4.490.230 182.900
NOV/19 182.900 3.551.030 3.733.930 -
DEZ/19
-
3.643.030
3.643.030 -
JAN/20
-
3.000.130
3.000.130 -
TOTAL GERAL
57.930.285
57.930.285
-
GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA
1121020004 - Sicoob C/C 52194-9 - Unio Consult
Período
Saldo Anterior Débito
Crédito
Saldo Atual
NOV/18
- 802.400 801.600 800
DEZ/18 800 99.411 100.000 211
JAN/19 211 81.789 82.000
-
FEV/19
- 91.920 91.920
-
MAR/19
- 108.900 108.900
-
ABR/19
- 237.020 237.020
-
MAI/19
- 163.890 147.125 16.765
JUN/19 16.765 113.932 76.441 54.256
JUL/19 54.256 219.418 273.611 63
AGO/19 63 379.948 380.011
-
SET/19
- 175.946 171.801 4.144
OUT/19 4.144 495.592 499.736
-
NOV/19
- 297.164 166.226 130.938
DEZ/19
130.938
262.453
251.616
141.774
JAN/20
141.774
141.243
283.018
0,00
SUBTOTAL
3.671.026
3.671.026
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
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14
Período
Saldo Anterior Débito
Crédito
Saldo Atual
NOV/18
- 770.267 20.400 749.867
DEZ/18 749.867 63.958 38.200 775.625
JAN/19 775.625 33.191 51.789 757.027
FEV/19 757.027 54.888 37.199 774.716
MAR/19 774.716 106.974 4.900 876.790
ABR/19 876.790 214.317 15.170 1.075.937
MAI/19 1.062.817 124.700 5.700 1.181.817
JUN/19 1.181.817 55.000 1.532 1.235.285
JUL/19 1.235.285 252.668
- 1.487.953
AGO/19 1.487.953 300.271 27.271 1.760.954
SET/19 1.760.954 118.170 7.873 1.871.251
OUT/19 1.871.251 155.320 270.376 1.756.195
NOV/19 1.756.195 86.118 37.514 1.804.799
DEZ/19
1.804.799
206.503
27.996
1.983.306
JAN/20 1.983.306 137.535 23.081 2.097.760
SUBTOTAL 2.679.881
569.002
TOTAL GERAL 6.350.907
4.240.028
2.110.879
IRSOL ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA
1121030003 – SICOOB C/C 52195-7 – UNIO CONSULTORIA
Período
Saldo Anterior
Débito
Crédito
Saldo Atual
NOV/18
- 1.313.000 1.313.000
-
DEZ/18
- 139.840 139.800 40
JAN/19 40 221.810 221.850
-
FEV/19
- 268.116 268.116
-
MAR/19
- 99.700 99.700
-
ABR/19
- 110.575 110.575
-
MAI/19
- 88.680 58.680 30.000
JUN/19 30.000 274.490 223.751 80.739
JUL/19 80.739 90.396 171.092 42
AGO/19 42 105.110 105.152
-
SET/19
- 118.455 113.148 5.306
OUT/19 5.306 242.528 247.834
-
NOV/19
- 128.091 128.091
-
DEZ/19
- 126.600
126.600
-
DEZ/20
-
198.776
198.776
-
SUBTOTAL
3.526.166
3.526.166
-
RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
15
1121030004 – SICOOB 52195-A7 APLIC – UNIO CONSULTORIA
Período
Saldo Anterior
Débito
Crédito
Saldo Atual
NOV/18
- 1.259.849 53.000 1.206.849
DEZ/18 1.206.849 36.013 108.500 1.134.363
JAN/19 1.134.363 44.525 181.810 997.078
FEV/19 997.078 149.246 111.048 1.035.275
MAR/19 1.035.275 3.725 99.700 939.300
ABR/19 939.300 57.740 48.575 948.465
MAI/19 932.529
- 18.280 914.249
JUN/19 914.249 17.000 117.645 813.604
JUL/19 813.604 91.396 6.647 898.353
AGO/19 898.353 44.579 56.750 886.182
SET/19 886.182 10.288 87.104 809.366
OUT/19 809.366 194.812 41.809 962.369
NOV/19 962.369 31.300 96.791 896.878
DEZ/19
896.878
59.840
25.807
930.912
JAN/20
930.912
13.266
155.787
788.390
SUBTOTAL 2.013.579
1.209.254
TOTAL GERAL
5.539.745
4.735.420
804.325
Na composição do ativo não circulante, os saldos de maior
representatividade estavam classificados nas contas de “outros
créditos”, no valor de R$ 15.359.828 (quinze milhões e
trezentos e cinquenta e nove mil e oitocentos e vinte e oito
Reais), o que equivale a 11,3% do ativo total e “ativos
imobilizados”, na quantia de R$ 3.439.054 (três milhões e
quatrocentos e trinta e nove mil e cinquenta e quatro Reais),
correspondente a 2,5% do ativo total.
A seguir, a composição do ativo por empresa:
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
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RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
16
Passivo e Patrimônio Líquido
A soma do passivo mais o patrimônio líquido estava assim
distribuída: 19,5% no passivo circulante, 64,0% no passivo não
circulante, -2,6% no passivo de compensação e 19,1% no
patrimônio líquido.
Os percentuais de participação apresentaram variações
entre -0,3 p.p. e 0,2 p.p. em relação ao mês de dezembro de
2019.
Segue a demonstração da estrutura patrimonial – passivo:
GRUPO IRMÃOS SOARES
2
Combinado
GUARANY
EMPREENDIMENTOS
GERAIS LTDA
IRMAOS SOARES
S/A.
IRSOL
ADMINISTRACAO E
PARTICIPACOES
LTDA
ATIVO
5
Ativo Circulante
6
118.523.835
56.705.784
52.279.016
9.539.034
Disponivel
7
6.319.549
8.075
6.311.474
-Créditos
8
27.130.873
26.286.055
-
844.818
Estoques
9
59.134.067
30.298.969
20.292.501
8.542.598
Despesas antecipadas
#
264.304
112.686
-
151.618
Clientes
#
18.457.550
-
18.457.550
-Débito de Fornecedores
2.732.206
-
2.732.206
-Impostos a compensar
1.588.596
-
1.588.596
-Outros créditos
1.829.692
-
1.829.692
-Adiantamentos
946.660
-
946.660
-Mercadorias em trânsito
35.052
-
35.052
-Mercadorias de consumo
85.284
-
85.284
-#
Ativo Não Circulante
#
20.478.497
348.566
19.294.642
835.289
Créditos
#
400.000
-
-
400.000
Investimentos
#
442.998
7.709
-
435.289
Imobilizado
3.439.054
340.857
3.098.196
-Outros Creditos
15.359.828
-
15.359.828
-Outras Contas
836.618
-
836.618
-Contas de compensação
-
3.538.281
-
-
3.538.281
-ATIVO
2
135.464.051
57.054.350
68.035.378
10.374.323
RECUPER AÇÃO JUDICIAL | GRUPO IRMÃOS SOARES
JANEIRO /2020
17
curto prazo”, no valor de R$ 472.841 (quatrocentos e setenta e
dois mil e oitocentos e quarenta e um Reais), a diminuição nos
saldos dos “fornecedores”, na importância de R$ 310.901
(trezentos e dez mil e novecentos e um Reais) e o aumento do
saldo em “outras contas”, na quantia de R$ 96.185 (noventa e
seis mil e cento e oitenta e cinco Reais).
No passivo não circulante, a movimentação mais expressiva
foi observada na redução do saldo da conta de “financiamentos
e empréstimos de longo prazo”, no valor de R$ 90.000 (noventa
mil Reais), que possivelmente pode ser de pagamentos
realizados no Banco Fibra 00001-6663246.
No patrimônio líquido houve redução no valor de
R$ 85.531 (oitenta e cinco mil e quinhentos e trinta e um
Reais) referente ao lucro líquido do mês, no montante de R$
103.298 (cento e três mil e duzentos e noventa e oito Reais) e
possíveis lançamentos extemporâneos de meses anteriores, o que
deve ser explicado a esta Administração Judicial.
Segue a representação gráfica das análises vertical e
horizontal do passivo e patrimônio líquido:
ANÁLISE VERTICAL ANÁLISE HORIZONTAL R$ AV % R$ AV % R$ AH % Var.p.p.
jan/20 dez/19 jan/20 x dez/19
PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO TOTAL
Passivo Circulante 26.415.615 19,5% 26.104.787 19,3% 310.828 1,2% 0,2 p.p. Fornecedores 3.309.847 2,4% 3.620.748 2,7% - 310.901 -8,6% -0,2 p.p. Obrigações trabalhistas e previdenciárias 308.405 0,2% 355.462 0,3% - 47.057 -13,2% 0,0 p.p. Obrigações tributárias 136.719 0,1% 66.951 0,0% 69.768 104,2% 0,1 p.p. Provisão para tributos diferidos 885.923 0,7% 858.498 0,6% 27.425 3,2% 0,0 p.p. Empréstimos e financiamentos 9.514.187 7,0% 9.511.619 7,0% 2.567 0,0% 0,0 p.p. Impostos e parcelamentos a curto prazo 1.354.171 1,0% 881.330 0,7% 472.841 53,7% 0,3 p.p. Outras contas 10.906.364 8,1% 10.810.179 8,0% 96.185 0,9% 0,0 p.p.
0,0% 0,0% - 0,0% 0,0 p.p.
Passivo Não Circulante 86.739.800 64,0% 86.829.800 64,3% - 90.000 -0,1% -0,3 p.p. Obrigações / Fornecedores 56.488.117 41,7% 56.488.117 41,9% - 0,0% -0,2 p.p. Outros créditos a pagar 199.301 0,1% 199.301 0,1% - 0,0% 0,0 p.p. Empréstimos de empresas/pessoas ligadas 3.993.166 2,9% 3.993.166 3,0% - 0,0% 0,0 p.p. Receita Futura de Venda de Imóveis 4.521.761 3,3% 4.521.761 3,4% - 0,0% 0,0 p.p. Financiamentos e empréstimos 20.487.740 15,1% 20.577.740 15,2% - 90.000 -0,4% -0,1 p.p. Impostos e parcelamentos a longo prazo 1.049.714 0,8% 1.049.714 0,8% - 0,0% 0,0 p.p.
0 0,0% 0,0% - 0,0% 0,0 p.p.
Patrimônio Líquido 25.846.917 19,1% 25.932.447 19,2% - 85.531 -0,3% -0,1 p.p. Capital Social e Patrimônio dos sócios 59.901.564 44,2% 59.901.564 44,4% - 0,0% -0,2 p.p. Adiantamento para Futuro Aumento de Capital 1.100.000 0,8% 1.100.000 0,8% - 0,0% 0,0 p.p. Reservas de C.Monetária de Capital 8.812 0,0% 8.812 0,0% - 0,0% 0,0 p.p. Lucros/Prejuizos acumulados - 38.081.799 -28,1%- 38.533.101 -28,6% 451.301 -1,2% 0,4 p.p. Ajustes de avaliação patrimonial 2.815.042 2,1% 2.815.042 2,1% - 0,0% 0,0 p.p. Resultado do Exercício 103.298 0,1% 640.130 0,5% - 536.832 -83,9% -0,4 p.p. Contas de Compensação - 3.538.281 -2,6%- 3.908.858 -2,9% 370.577 -9,5% 0,3 p.p. PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 135.464.051 100,0% 134.958.177 100,0% 505.874 0,4% 0,0 p.p.
BALANÇO PATRIMONIAL - GRUPO
IRMÃOS SOARES
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Documento Assinado e Publicado Digitalmente em 15/04/2020 14:59:47
Assinado por DOBSON DEYNER VICENTINI LEMES:91923808168
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JANEIRO /2020
18
relevância era “outras contas”, no valor de R$ 10.906.364 (dez
milhões e novecentos e seis mil e trezentos e sessenta e
quatro Reais), distribuído entre as empresas Guarany
Empreendimentos, no valor de R$ 9.150.000 (nove milhões e
cento e cinquenta mil Reais) e Irmãos Soares S/A, no montante
de R$ 1.756.364 (um milhão e setecentos e cinquenta e seis mil
e trezentos e sessenta e quatro Reais).
A conta de empréstimos e financiamentos, segunda maior no
grupo do passivo circulante, totalizava R$ 9.514.187 (nove
milhões e quinhentos e quatorze mil e cento e oitenta e sete
Reais), que corresponde a 7,0% do total do ativo,
integralmente alocada na empresa Irmãos Soares S/A.
As contas de maior representatividade no passivo não
circulante foram os “fornecedores”, no valor de R$ 56.488.117
(cinquenta e seis milhões e quatrocentos e oitenta e oito mil
e cento e dezessete Reais), e “financiamentos e empréstimos”,
na quantia de R$ 20.487.740 (vinte milhões e quatrocentos e
oitenta e sete mil e setecentos e quarenta Reais).
Segue a estrutura patrimonial analítica (passivo) por
empresa:
GRUPO IRMÃOS SOARES
4 Combinado GUARANY EMPREENDIMENTOS GERAIS LTDA IRMAOS SOARES S/A. IRSOL ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES LTDA BALANÇO PATRIMONIAL 6
PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 7
-PASSIVO TOTAL 8 113.155.415 18.597.865 94.486.877 70.673 Passivo Circulante 9 26.415.615 10.082.938 16.262.004 70.673 Fornecedores # 3.309.847 - 3.309.847 -Impostos e parcelamentos a curto prazo # 1.354.171 - 1.354.171 -Obrigações trabalhistas e previdenciarias# 308.405 - 299.455 8.950 Empréstimos e financiamentos # 9.514.187 - 9.514.187 -Obrigações tributarias # 136.719 74.996 - 61.724 Outras contas # 10.906.364 9.150.000 1.756.364 -Provisão para tributos diferidos 885.923 857.942 27.981
-#
Passivo Não Circulante # 86.739.800 8.514.928 78.224.873 -Obrigações / Fornecedores # 56.488.117 - 56.488.117 -Outros Créditos a Pagar # 199.301 - 199.301 -Obrigações trabalhistas e tributárias # 3.993.166 3.993.166 - -Impostos e parcelamentos a longo prazo # 1.049.714 - 1.049.714 -Financiamentos e emprestimos # 20.487.740 - 20.487.740 -Receita Futura de Venda de Imóveis # 4.521.761 4.521.761 -
-#
Patrimônio Líquido # 25.846.917 38.456.485 - 22.913.218 10.303.650 Capital Social e Patrimônio dos sócios # 59.901.564 1.878.548 56.548.016 1.475.000 Adiantamento para Futuro Aumento de Capital# 1.100.000 - 800.000 300.000 Reservas de C.Monetária de Capital # 8.812 - 8.812 -Lucros/Prejuizos acumulados #- 38.081.799 36.533.713 - 83.182.092 8.566.580 Ajustes de avaliação patrimonial 2.815.042 - 2.815.042 -Resultado do exercício # 103.298 44.224 97.004 - 37.930 Receitas # 174.846 133.255 - 41.591 Despesas #- 71.547 - 89.031 97.004 - 79.520 Contas de compensação #- 3.538.281 - - 3.538.281 -PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO # 135.464.051 57.054.350 68.035.378 10.374.323