Quem precisa de Jesus?
QUEM PRECISA DE JESUS?
CLEONICE SCHLIECK
1ª edição ISBN: 978-85-922473-1-7
Chapadão do Sul—MS Edição do Autor
2017
Vou contar essa história, Silenciar-me não convém, Vou narrar nestes versos,
Sem senão e sem porém, Como muda uma vida Jesus nascido em Belém.
Quem precisa de Jesus?
Em meio à pregação O pastor assim pediu Para avançar seu sermão.
“Entre os presentes Quem precisa levante a mão”.
Assim deu prosseguimento Em sua mensagem Contando a história De um missionário de coragem.
A vida deste homem Narrou nesta abordagem.
Viveu este missionário No Brasil do século passado.
Para anunciar a Boa Nova Assim ele fora ordenado Bem do lado de cá de um rio
O templo estava localizado.
Também nas margens do rio Que ficavam do outro lado
Ele pregava com fé Jesus Cristo ressuscitado A quem tinha fome do Evangelho
Ele deixava saciado.
Fazendo assim seu trabalho Com seriedade e persistência
Para anunciar a salvação Ele tinha ciência.
À quem espiritualmente Tivesse fome e carência.
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Todo dia de manhã Fazia sua oração Rogando a Deus, o Senhor,
Piedade e perdão Pois se Deus o acompanhasse
Seu trabalho não era em vão.
Se houvesse algum enfermo Viúva ou enlutado...
Se a doença fosse simples Ou um caso mais agravado...
Ou um trabalhador que fosse Pelo patrão explorado...
Por todos igualmente fazia Com fé uma oração Pedindo ao Pai Celeste
Pelos pecados perdão Rogando misericórdia E anunciando salvação.
Jesus Cristo, Nosso Senhor Ao morrer no vil madeiro Vencendo o diabo e a morte
Em seu amor verdadeiro Aqui nada nos prometeu.
No além, o Paraíso Derradeiro.
Não nos prometeu dar fortuna Nem riqueza e nem ouro Nem saúde sempre plena Nem sucesso ou tesouro
Apenas a vida eterna No Reino Vindouro.
E na Igreja em seu sermão O missionário continuava Falando aos membros da fé,
Desse jeito assim pregava, Dizendo que a exploração Deus certamente não aprovava.
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Um homem assim não pode Ser de Deus um filho amado Se também faz do dinheiro
Seu senhor idolatrado E se transforma seu próximo
Em escravo subjugado.
Entre os membros, porém, havia Um homem de muitos bens Tinha fazenda, carros, fortuna,
Muito cobre, muito vintém, De seus bens materiais
Ele era um refém.
E quando o missionário Pregava abertamente A Lei do Senhor Deus De modo bem consistente
Na pregação esse fiel Via grande inconveniente
Pois o tesouro que ele tinha Era de origem desonesta A legalidade de seus negócios
Desse modo se contesta Agindo de modo errôneo Em má atitude manifesta.
A Lei nada provava Mas a sua consciência
Que a tudo conhecia E de tudo tinha ciência Como culpado o colocava Diante da Divina Providência.
Quando o missionário pregando Dos pecados assim falava A consciência desse homem
De seus erros o censurava E esta condição de pecador
Muito o incomodava.
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Mas em vez de corrigir Sua vida pecaminosa O cidadão em questão Teve uma ideia ardilosa E contratou um malfeitor Para uma tarefa espinhosa.
O plano era bem simples Nesses termos consistia
Antes de chegar ao rio Mata dos dois lados havia E era ali que a emboscada No dia seguinte dar-se-ia.
Antes de clarear o dia Sem atrasos e sem retardo
O malfeitor se escondeu Para cumprir o seu fardo E a esperar pelo missionário
Pôs-se em aguardo.
Para o auxiliar na tarefa Ele tinha um ajudante Para lhe ajudar na fuga Levando-o sempre adiante E para lhe fazer companhia Neste aguardo angustiante.
Enquanto o missionário, porém, Não passava em seu trajeto Os dois sujeitos malfeitores Em tom bastante discreto Diziam que esse missionário Era um homem muito correto.
Não frequentavam a igreja Não conheciam a pregação
Mas tinham escutado Em meio à multidão Que o missionário pregava Com muita fé em seu coração.
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Sem saber do panejado Confiando apenas no Senhor
O missionário não conhecia Essa possível dor E de manhã bem cedinho Se preparou para o labor.
Ao clarear levantou-se Como era sua rotina
Fez a sua oração E vestiu sua batina Pedindo ao Senhor Amado
Perdão e proteção divina.
Seguiu a cavalo pela estrada Com zelo e disciplina
Para pregar a todos O Evangelho e a doutrina Pois com certeza ele era Ao mundo uma lamparina.
Quando os malfeitores o viram Foram tomados de grande susto
E diziam entre si Que aquilo era injusto Não acreditavam no que viam
E só creram a muito custo.
Depois que o missionário passou Para as margens do lado de lá Os dois fugiram em disparada
Sem a arma disparar E o cidadão da encomenda
Sem jeito foram procurar.
A notícia logo correu Por toda a vizinhança Pois um servo de Deus Não tem tanta segurança.
Os capangas viram cem homens E disso davam fiança.
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Todos os cem vestidos de branco Em seus cavalos montados E juntos com o missionário
Seguiam lado a lado
Por cem anjos este servo de Deus Estava sendo guardado.
O servo nem percebeu A proteção recebida Mas os rastros ficarão no chão
Como prova adquirida Pois Deus nos dá aquilo Que precisamos para nossa vida.
No Evangelho de Mateus Jesus pregava assim
“Os sãos não precisam de médico Os doentes é que sim.
Os doentes são os pecadores Falo de vocês e de mim”.
Naquela cruz do calvário Jesus por mim também morreu
E por aquele malfeitor Que na outra cruz se arrependeu
Só Jesus pode te perdoar Do pecado que você cometeu.
Paulo perseguia os apóstolos Com insistência sem tamanho
Era soldado de Roma Dessa tarefa vinha seu ganho Mas Deus o chamou para ser
Pastor em seu rebanho.
Assim dizia o missionário Prosseguindo sua pregação E na segunda fila de bancos Isso ouvia aquele cidadão
Sentindo-se fraco e culpado Seus lhe tocou o coração
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Cem anjos Deus enviou Para proteger o seu servo Outras coisas poderia ter feito
Isso assim observo Se os justos viverão pela fé
Nessa fé eu me conservo.
Aquele cidadão se arrependeu De Deus virou um filho amado
Também preciso de Jesus Também estou adoentado
Somente em Cristo Jesus É que serei perdoado.
Quando somos donos de nós E estamos cheios de razão
Somos autossuficientes De Deus não vemos a mão E nem sempre percebemos Quando caímos em tentação.
Mas quando nos sentimos fracos Impotentes e fragilizados Compreendemos a graça de Deus
E a extensão de nosso pecado.
Somente arrependidos Em Deus podemos ser chegados.
Quem precisa de Jesus?
Eu, com certeza, Só Nele minha alma encontra
Segurança e defesa E fora dele sei que vivo Em agitada estranheza.
Se você também precisa De um abraço do senhor Na Bíblia encontra a prova
De seu infinito amor E na oração experimentas
O seu colo acalentador.
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De muitos males Deus nos guarda Do pecado e da tentação Mas nem sempre percebemos
A ação de sua mão E nem sempre o guardamos
Em nosso coração.
Se você já o conhece Confie em seu Amor;
Se Nele não acredita Se vive na angústia ou dor;
A Paz que buscas Encontrarás no Senhor.
A história que narrei É pequena, é verdade, Porém é muito sincera, E de muita honestidade Pois em Jesus também encontro
Perdão da iniquidade.
Se contei essa história Sobre Cristo o Salvador É porque também confio
Que Ele é o meu Senhor Porque Ele venceu a morte
Em seu infindo amor.
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