Marca Instituição
Ensino
P rof. : M.S c. Antonio Fernando de Carval ho Mota
REVISÃO DE
RESISTÊNCIA DOS
MATERIAS
TIPOS DE ESFORÇOS QUE AFETAM OS MATERIAIS
Entre os esforços axiais temos a tração, a compressão e a flexão,
MEDIÇÃO DA ÁREA TRANSVERSAL
4
Área do círculo = r
2 fórmula correta?
Área do círculo = d
2/4
Tensão de Cisalhamento
5
Tensão de Cisalhamento
t = Fc/Sc
t
máx.= 1/2
Círculo de Mohr
Tração :
Compressão:
Torção:
Cisalhamento:
Flexão:
Avaliação: Quais os tipos de solicitações que dependem do
Momento de Inércia?
7
Menor momento de inércia Maior flexão
Maior momento de inércia Menor flexão x2 y2 Momento de Inércia: Jx = y2dA Jy = x2dA A = área
Para a mesma área transversal o tubo tem muito mais
momento de inércia,
portanto maior resistência á compressão, flexão e torção
MOMENTO DE INÉRCIA
Momento de Inércia:
J
Z=
y
2dA
f= M
t.y = M
t= M
tI I/y W
fEstruturas tubulares – Momento de Inércia
9
Ligações em
sistemas treliçados com perfis tubulares
(aumento do Momento de Inércia)
Perfis I
Momento de Inércia:
J
x=
y
2dA
J
y=
x
2dA
O tubo tem a mesma área da barra, mas maior Momento Inércia.
Telhas Autoportantes Planas
10
A TELAPORT leva a fábrica até a sua obra tecnologia 100% brasileira, também utilizada na Europa, África e América do Sul, chegando a cobrir mais de 7.000.000 m2
Cobertura com Tecnologia de ponta a seu serviço Suportando sobrecargas de até 140 kg/m2
Cobertura com Tecnologia de ponta a seu serviço Suportando sobrecargas de até 140 kg/m2
Perfis Laminados
APLICAÇÃO EM VIGAS: n = 3 (Partes)
12W
f= b(hn)
26
ou
W
f= n bh
26
(Resistência 9 vezes)
Rebitadas
Soldadas
Coladas
(Resistência 3 vezes)
Partes Soltas
O MOMENTO DE INÉRCIA
APLICADO NA FLEXÃO É O
MESMO PLICADO NA TORÇÃO?
VAMOS PENSAR UM POUCO!
Momento de Inércia Polar e Áxial
14J
0=
r
2ds =
(x
2+y
2)ds
J
0= J
x+ J
yse
J
x=
J
yJ
0= 2J
xMomento de Inércia Áxial (Flexão)
dA
x
y
r
r
2= x
2+ y
2Momento de Inércia Polar (Torção)
VIGA SUBMETIDA À FLEXÃO
15
FLEXÃO PURA RETA
A FLEXÃO é uma solicitação transversal em que o corpo sofre uma deformação que tente modificar seu eixo longitudinal
Módulo de Resistência à Flexão, Wf = (Momento de Inércia à Flexão)
(Distância do eixo neutro à extremidade)
Tensão à Flexão: (Momento Fletor) (Módulo de Resistência à Flexão)
Sem Flexão Com Flexão
TORÇÃO PURA
17
t = F.d = Mt
J
0/y Wt
Wt = ,D
316
Seção circular cheia
Wt = Módulo de Resistência a Torção
Montantes de Treliças
Distância do Vão x Momento de Inércia
18
COMPRESSÃO DE PILARES - FLAMBAGEM
19
Fórmula de Euller, para o cálculo da Carga crítica, acima da qual ocorre colapso
Fórmula de Euller, para o cálculo da Carga crítica, acima da qual ocorre colapso
Pcr. = Carga crítica
E = Módulo de Elasticidade I = Momento de Inércia L = Altura
20 Ponte aérea na Malásia Pilar composto Compressão Flambagem Momento de inércia Pilar composto Compressão Flambagem Momento de inércia Cabo de aço Tração Cabo de aço Tração Aço inoxidável Duplex Aço inoxidável Duplex x2 y2 Momento de Inércia: Jx =
y2dA Jy =
x2dA A = áreaEnsaios de solicitação monotônica são ensaios normalizados onde
a aplicação de cargas nos materiais se dá de forma uniaxial,
contínua e crescente até a ruptura, buscando a coleta de dados que
caracterizem as propriedades mecânicas dos correspondentes
materiais, as quais serão utilizadas para projeto mecânico.
No caso deste estudo, o ensaio de
solicitação monotônica realizado é o ensaio de tração (de acordo
com a norma técnica utilizada para materiais metálicos NBR-6152,
da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT)
Regime Elástico: o material recupera as dimensões
originais quando a carga é retirada.
Regime Plástico: o material fica deformado permanentemente
após a retirada das cargas até o rompimento. deformação tensão Regime Elástico Regime Plástico Limite de escoamento
Deformação Plástica = Deformação permanente que ocorre quando a força externa aplicada sobre o material
ultrapassa seu limite de escoamento.
Ensaio de tração
Def. Plástica X Elástica
Regime Elástico: Lei de Hooke = E
Onde: = F/So e = l/lo
Podemos escrever, l = F.l/So.E E = módulo de Elasticidade Eaço = 210 GPa Ealumínio = 70 GPa l l F F
REGIÃO PLÁSTICA: DEF. ELÁSTICA + DEF. PLÁSTICA
Calculo:
Deformação elástica do aço ASTM A36
= E ; = /E: Dados: LE = 250MPa; E = 210.000MPa LE = LE/E = 250MPa/210.000MPa = 0,00119 0,12% ou 1,2mm/m
Comportamento x :
elástica plástica Deformação T en sã oTENSÃO DE ESCOAMENTO OU LIMITE DE ESCOAMENTO
É o valor de tensão para a qual o material inicia a deformação plástica
AVALIAÇÃO: TODOS OS METAIS APRESENTAM PATAMAR DE ESCOAMENTO?
- Tensão de engenharia:
(MPa)= P/S
0- Deformação de engenharia: (%)= (l – l
0)100
l
0TENSÃO E DEFORMAÇÃO - ENSAIO DE TRAÇÃO
Tensões Deformações
= E
AVALIAÇÃO
26
a- Como se determina a Resistência?
b- Como se determina a Rigidez?
c- Como se determina a Ductilidade?
Resp. a) LE = Q/So e LR = Qmáx./So.
b) E =
/
;onde:
= Q/So e
= l/lo. c) Alongamento, A(%) = (lf – lo) 100/lo. LELR
PROPRIEDADES MECÂNICAS OBTIDAS NO ENSAIO DE TRAÇÃO:
RESISTÊNCIA
Limite de Escoamento
e =Q/So Limite de Resistência
r =Qmáx/So Limite de Ruptura
rup. =Qrup/So DUCTILIDADEAlongamento
t(%) = (lf –l0)100/l0 Redução de Área =(So – Sf)100/So RIGIDEZMódulo de Elasticidade = E
= E.
(Lei de Hooke) E =/
LE= Qesc.
So
LE= Qesc.
So
LR= Qmáx.
So
LR= Qmáx.
So
LR = Limite de Resistência á Tração
Unidades: MPa, kgf/mm
2e PSI
CÁLCULO DO LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
LR
LA
CURVA TENSÃO X DEFORMAÇÃO
ENSAIO DE TRAÇÃO- AÇO ESTRUTURAL SAE 1020 ou ASTM A 36
LR
T en sã o , ( M P a)LE
min. 250 400 – 550LRup,
Fase Elástica Fase Plástica Fase de RupturaP
a
ta
m
a
r
d
e
E
sc
o
a
m
e
n
to
E
n
cr
u
a
m
e
n
to
E
st
ri
cç
ã
o
(I
n
st
a
b
il
i
d
a
d
e
)
LR
LE LRup.
Alongamento percentual () A min. 20% em 200mm P at am ar d e E sc o am en to E n cr u am en to E st ri cç ão (I n st ab ili d ad e) LR
EstricçãoCaracterísticas do Aço estrutural ASTM A 36:
(American Society for Testing and Materials)
Teor de carbono médio = 0,25 %
LR =limite de resistência à tração (400 – 550 MPa)
LE= limite de escoamento (mínimo 250 MPa)
A = alongamento (mínimo 20% em 200mm)
Aço dúctil de fácil soldagem e baixo custo.
LRup LR LE
A
*
0Máquina de Tração Universal – Ensaios Tecnológicos
Máquina de Tração EMIC DL 60000
Extensômetro eletrônico
usado para maior precisão no ensaio
z z
= -
x= -
y
z
z = -
x= -
y
z
zQUALIDADE ESTRUTURAL NAVAL SHIPBUILDING STRUCTURAL QUALITY
Aplicadas em estruturas de navios, são chapas de aço especificadas pelo American Bureau of Shipping, Bureau Veritas, Lloyd’s Register, Germanisgher Lloyd e Det Norke Veritas.
ESPECIFICAÇÃO FAIXA DE PROPRIEDADESMECÂNICAS / MECHANICAL PROPERTIES
SPECIFICATION ESPESSURA AL –Elongation Dobramento (F) THICKNESS LE LR Valor Bend Test RANGE Yield Tensile Espessura Medida Min.
(mm) Strenght Strenght Thickness Gauge Value Diâmetro (N/mm2) (N/mm2) (mm) Length (%)
A-607 50 2,0 < E < 5,0 > 34O > 450 E < 2,46 50 20 2E (T) E > 2,46 22
DIMENSIONAMENTO
adm = Tensão admissível (que se admite possível) PARA ESTRUTURAS METÁLICAS:ABNT-NBR-8800 Cálculo e execução de estruturas de aço adm = LE/CS, onde CS (coeficiente de segurança) vale 1,7
adm= LE/1,7
trabalho
admPara
Vasos de Pressão
, código ASME-American Society of
Mechenical Engineens, materiais dúcteis e temperaturas dentro
da faixa de fluência
Temp. de trabalho ≥ ½ Temp. de fusão do material, o menor dos
seguintes valores:
LR/4
LE/1,6
Tensão que causa uma deformação de 1% em 100.000 h
Turbina a vapor
Esfera
DETERMINAÇÃO DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS À
TRAÇÃO DE MATERIAIS METALICOS NBR- 6152
37
NA PRÁTICA INGLÊS NBR- 6152Deslocamento (l) - Alongamento
Deformação(l/l0) Deformation Alongamento Percentual
Alongamento (A) Elongation Alongamento Percentual após a
ruptura
Limite de Escoamento (LE) ou r Yield Strength Limite de Escoamento
Efeito do encruamento no limite de escoamento de um material metálico
Diagrama tensão versus deformação
Com carregamento e descarregamento = ?
Efeito do encruamento no limite de escoamento de um material metálico
RESILIÊNCIA E TENACIDADE
41
x =
Força x distância = Energia Área distância VolumeMaterial dúctil Material frágil (M p a) (%)
Um material dúctil com a mesma resistência de um material frágil irá
requerer maior energia para ser rompido e portanto é mais tenaz.
Resistência mecânica é a tensão necessária para romper o material
Tenacidade é a energia necessária para romper o material
43
Variação das Propriedades Mecânicas com o teor
de carbono e com os tratamentos térmicos
Variação das Propriedades Mecânicas com o teor
de carbono e com os tratamentos térmicos
FRATURA DÚCTIL E FRÁGIL
44
Dúctil Frágil
Aço dúctil
Materiais frágeis
(ferro fundido e concreto Ensaio de compressão
Exigências básicas para um material estrutural
Tenacidade
O material deve ter uma boa tenacidade para resistir aos
choques/impactos que pode ocorrem durante o serviço.
Ensaio de tração em material Frágil
46 CONCRETO
(Frágil) Ferro fundido cinzento
ENSAIO DE TRAÇÃO EM JUNTAS SOLDADAS
Ensaios em Juntas Soldadas
Avaliar as propriedades da junta soldada.
Necessários para qualificar procedimentos de soldagem.
Avaliar a sanidade de uma solda
ENSAIO DE TRAÇÃO EM JUNTA SOLDADA
ORIENTAÇÃO DO CORPO DE PROVA
CP TRANSVERSAL CP LONGITUDINAL Zona fundida Zona afetada pelo calor Metal de base
CORPO DE PROVA TRANSVERSAL
MB
ZAT
ZF
ZAT
MB
Retirada do CP
na chapa de teste
Cordão de solda
Exercícios - Inspetor de Soldagem
Que propriedades mecânicas são determinadas em
uma junta soldada?
( ) Limite de Escoamento
( ) Limite de Resistência à Tração
( ) Alongamento
50 X LR
LE APor que não se avalia o LE e o A neste ensaio?
Resp,: O MB e o MS podem ter composição
química e microestrutura diferentes.
AVALIAÇÃO
Uma Junta Soldada pode ser mais resistente do que o
Metal de Base?
Pense em usar um Metal de Adição mais resistente ou
em aumentar a altura do reforço
.
51
EFICÊNCIA DE JUNTA
Eficiência de junta é a relação entre a resistência de
uma junta e a resistência do metal de base:
EJ = Resistência da junta (ZF+ZL+ZAT+MB)
Resistência do Metal de Base (MB)
Eficiência de junta é a relação entre a resistência de
uma junta e a resistência do metal de base:
EJ = Resistência da junta (ZF+ZL+ZAT+MB)
Resistência do Metal de Base (MB)
EJ ≤ 1
Ensaio de Tração
Avalia a Resistência Mecânica e ductilidade da junta
soldada.
Corpo de prova Transversal à Solda
(A) Preparação do CP tração:
(B) Rompeu fora da solda:
Avaliar o LR
(C) Rompeu na solda:
Avaliar o LR
Juntas Sujeitas a Carregamento Estático Axial
Juntas de Topo: A resistência das soldas deve
ser igual ou superior à do metal de base.
Juntas de Filete Sujeitas a Cisalhamento Direto
• Tanto para carregamento paralelo quanto
transversal considera-se a tensão cisalhante
na seção mais estreita (altura t).
Juntas Sujeitas a Cisalhamento Direto
•
No caso de cisalhamento direto (carregamento
transversal) uma das chapas tende a cisalhar a solda
enquanto que a outra a traciona (ou comprime).
Ensaio de Dobramento em junta soldada
Qual a propriedade mecânica determinada
no Ensaio de Dobramento?
ENSAIOS MECÂNICOS – PROPRIEDADES MECÂNICAS -
FINALIDADES:
•
SOLDA – Assegurar a qualidade mínima da solda
em termos de Propriedades Mecânicas;
- Qualificação do Metal de Adição;
- Qualificação do Procedimento de
Soldagem;
Influências das inclusões alongadas na direção z (espessura)
60
Solução : Mudar a geometria da junta
Exame Macrográfico Inclusões
Tricas
Influências das inclusões alongadas na direção z (espessura)
61 Exame Macrográfico Inclusões Tricas Trinca Interlamelar Rasgamento Lamelar•
Se existir a suspeita de que o aço possa ser suscetível à
decoesão lamelar,as juntas devem ser projetadas para evitar
ao máximo a contração que ocorre na direção da espessura
•
Almofadar para proteger áreas sensíveis é útil antes da solda
SIGNIFICADO DOS ENSAIOS MECÂNICOS
DESTRUTIVOS:
(Propriedades Mecânicas)
Resultados numéricos
Resultados qualitativos
NÃO-DESTRUTIVOS:
(Propriedades Físicas)
Detectar falhas internas
Certificação Internacional
Exemplos de Ensaios Destrutivos
EXEMPLOS DE ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS
65
Exame Visual Qual a diferença entre Descontinuidades e Defeitos? Qual a diferença entre Descontinuidades e Defeitos?ARQUITETURA EM AÇO – PERFIS PARAFUSADOS OU SOLDADOS?
66
Tensões em diferentes planos de corte
Planos principais
No plano principal A1:
1= F/A1 t1 =0 (cisalhamento nulo) Da trigonometria: Cos2 = Cos2 + 1 2 Sen.(2)= 2Sen.Cos
No plano A: = F cos = F cos = F cos
2
A A
1/cos A
1 =
1cos
2 =
1
( 1 + cos2) (eq. 1.8)
2
t = F sen = F sen = F sen.cos
A A
1/cos A
1t =
1.sen.cos = ½.
1.sen2 (eq. 1.9)
APLICAÇÃO DO CÍRCULO DE MOHR
ESTADO TRIAXIAL:
x
y
Zt
xt
yt
Zb
a
c
Eixos principais:
Representação:
Tensões principais:
b
a
c
a
b
ca,b e c
Disciplina: Resistência dos Materiais II Professora Orientadora: Eliane Maria www.uff.br/resmatcivil/Downloads/ResMatII/esta
CÍRCULO DE MOHR
c
ab
t
MAX=
a-
c 2c
t
0
a
b
1
2(b)
A adição de 2 não altera a t máx. (a resistência a deformação plástica fica inalterada)
1 3=0t
t
máx
2
1
2 (a)
1
2 =3=0t
t
máx Tração pura
3
1
2 (d)Já a adição de uma tensão 3 de compressão aumenta drasticamente
t máx.
1t
2 3t
máxExemplos de círculo de Mohr para diferentes estados de tensão
3
1
2 (c)t
máx A adição de
3 diminui at
máx.
1t
3
2ANALISE DE DEFORMAÇÕES -
STRAIN GAGES
Ao se analisar o comportamento elástico dos materiais, buscando estabelecer relações de causa e efeito entre forças (tensões) e deformações (deformações especificas), deve-se reconhecer que são as deformações as ações mecânicas que produzem, como consequências, as tensões despertadas no material, e não o inverso (tensões como causadoras de deformações).
A medição das deformações específicas longitudinais é feita através de pequenos aparelhos denominados extensômetros (strain gages), constituídos por uma fita suporte aderente à superfície do corpo na qual é fixado um fino fio condutor em forma sanfonada. O aparelho é colado à superfície do corpo quando descarregado, orientado segundo uma direção que se quer medir a deformação e, após a aplicação da carga, O corpo se deforma, reduzindo sua área de secção
e gerando um aumento de sua resistência ôhmica. Através de uma fonte de tensão elétrica previamente calibrada, e medida a variação da corrente
ANALISES DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES
Arranjo de extensômetros denominado “roseta”