• Nenhum resultado encontrado

GESTÃO DOS ESTOQUES CAPÍTULO 3 GESTÃO DOS ESTOQUES

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "GESTÃO DOS ESTOQUES CAPÍTULO 3 GESTÃO DOS ESTOQUES"

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

CAPÍTULO 3

GESTÃO DOS ESTOQUES

(2)

1. INTRODUÇÃO

Caro(a) aluno(a),

A gestão de estoque é um tema muito atual e crítico, sem dizer controverso. Prática muito aplicada no Fordismo e repudiada no Toyotismo, exemplifica bem um conflito de gerações. Neste caso, não se trata de gerações humanas como tradicionalmente se ob- serva, mas de estratégias fabris. Com certeza, temos aí um grande ponto de discórdia.

Conteúdo desta unidade

Neste capítulo, faremos um breve tour no tema estoques.

Quais são eles, como são administrados, para que servem e muito mais.

Espero que façam um bom proveito!

(3)

2. ESTOQUES

Para Slack, Chambers e Johnston (2001), estoques refe- rem-se à acumulação de recursos materiais em um sistema de transformação.

Moreira (2004), similarmente à definição anterior, comple- menta-a definindo como sendo quaisquer quantidades de bens físi- cos conservados de forma improdutiva por determinado intervalo de tempo, tanto de produtos acabados como de matérias-primas ou produtos intermediários.

Vamos entender um pouco melhor isso.

Para efeitos didáticos, vamos pegar um caso genérico: um sis- tema de produção no qual requer-se matéria-prima para produzir algo e produtos acabados para atender à necessidade de vendas.

Simples assim. Veja a figura 25:

Figura 25: estoques. Fonte do autor.

(4)

Desequilíbrio entre fornecimento e demanda

Sempre que houver a possibilidade de ocorrer uma oferta menor que a procura ou uma disponibilidade menor que a ne- cessidade, a forma mais utilizada que se tem para resolver este problema foi a criação de estoques, para que não haja nenhuma interrupção no processo. Toda moeda tem dois lados, um ponto positivo e um negativo. O problema foi resolvido, mas, por outro lado, a solução também gera custos e a administração disso se tor- nou essencial para se conseguir os resultados esperados.

Cada organização se caracteriza por um determinado contexto diferente dos demais, porém os desafios são os mesmos:

• Previsão do índice de demanda;

• Instabilidade do mercado; e

• Variações no processo produtivo.

Segundo Wanke (1999), a taxa de consumo (previsão do ín- dice de demanda) possui uma considerável variação em torno da média.

A instabilidade do mercado e o processo produtivo também possuem variações significantes com relação a lead time e atrasos no processo.

Para gerir qualquer estoque, é necessário entender duas coi- sas. A primeira é que qualquer estoque tem um custo considerá- vel. Na sequência, deve-se ter em mente que existem pelo menos quatro tipos distintos e cada tipo deve ter uma gestão diferenciada em função dos resultados esperados. Slack (2007) os divide da se-

(5)

• Estoque de proteção;

• Estoque de ciclo;

• Estoque de antecipação;

• Estoque de distribuição.

2.1. ESTOQUE DE PROTEÇÃO

Figura 26: estoque de proteção. Fonte do autor.

Normalmente são estoques gerados quando não se tem certe- za se haverá fornecimento quando houver a necessidade. No caso da figura 26, fica muito fácil entender do que se trata. A produção tem que produzir algo, mas não tem matéria prima para fazê-lo, pois os fornecedores, por algum problema qualquer, não têm como suprir a necessidade. Então, se cria um estoque de proteção para

(6)

2.2. ESTOQUE DE CICLOS

Quando uma empresa possui uma demanda relativamente constante e fabrica alguns produtos de cada vez. Por alguma ques- tão qualquer, a empresa de nosso exemplo produz 5 produtos: A, B, C, D e E, mas ela consegue produzir somente 3 produtos de cada vez. Ela tem uma boa ideia das quantidades de cada produto neces- sárias a cada mês, então ela cria um estoque de ciclo para garantir o fornecimento. Veja a figura 27.

Figura 27: Estoque de ciclo. Fonte do autor.

(7)

2.3. ESTOQUE DE ANTECIPAÇÃO

Figura 28: Estoque de antecipação. Fonte do autor.

É quando as flutuações de demanda são significativas, relativamente previsíveis e as variações de fornecimento são significantes. Em nosso exemplo, a fábrica deve entregar uma grande quantidade de produtos em outubro para diversas lojas, que deverão comercializá-los em novembro para o consumidor final.

Para que isto seja possível, a fábrica deve começar a sua produção em junho. Assim sendo, é criado um estoque de antecipação para que o produto seja vendido na ocasião da necessidade. Uma fábrica de panetones vai bem ao encontro do que se deseja mostrar.

2.4. ESTOQUE DE DISTRIBUIÇÃO

Referências

Documentos relacionados

O sensor tem uma excelente sensibilidade, perfeita para medições de transferência de calor por meio do isolamento térmico do local de montagem. O encapsulamento de

c) No caso de medição em tensão secundária, os condutores de baixa tensão devem ficar inacessíveis, para o consumidor, desde os terminais do transformador até a saída da caixa

Doutoranda e Mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (SP), na área de Gestão de Operações e Competitividade, Cristiane possui 18 anos de experiência

Doutoranda e Mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (SP), na área de Gestão de Operações e Competitividade, possui 18 anos de experiência como

Doutoranda e Mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (SP), na área de Gestão de Operações e Competitividade, possui 18 anos de experiência como

Doutoranda e Mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (SP), na área de Gestão de Operações e Competitividade, possui 18 anos de experiência como

Elas têm que conhecer estas regras, elas têm de as respeitar, para as respeitar têm de as conhecer, têm de ser elas a negociá-las, a saberem o que é que devem fazer,

O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo acerca das funções porosidade e velocidades na região de transição do movimento gravitacional de uma suspensão particulada